5 maneiras de controlar os nematoides na soja

Nematoides na soja: veja como reconhecê-los na sua lavoura e as 5 principais maneiras de controlá-los de forma eficiente.

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No Centro-Oeste brasileiro já foram relatadas perdas de até 80% da produtividade de soja devido aos nematoides.

Os nematoides podem causar perdas pequenas até a inviabilização de uma área em sua propriedade.

O maior desafio é correta identificação no campo, já que é facilmente confundida com deficiência de nutrientes e de água.

Depois, a grande questão é como manejar esse patógeno, o que nem sempre é simples.

Neste artigo veremos como é a identificação dos principais nematoides na soja e como fazer o seu controle de forma eficiente.

Os nematoides na soja: características gerais

Para o controle correto dos nematoides em qualquer cultura é necessário reconhecer esse problema em campo.

Por isso, vou repassar as condições favoráveis a esses patógenos, assim você já tem uma noção se pode ser esse o problema da sua lavoura.

Em geral, terrenos arenosos ou franco-arenosos são mais favoráveis aos nematoides. Bem como as áreas de baixo índice de matéria orgânica.

Isso porque é bem mais facilitado a movimentação e a migração deles no solo.

As temperaturas ideais são as acima de 28 °C e a umidade também os favorece.

A presença de nematoides causam sintomas de baixo vigor e pouco desenvolvimento da parte aérea, podendo ocorrer clorose das folhas.

Por afetarem o sistema radicular esses sintomas podem ser confundidos com deficiências nutricionais e estresse hídrico, uma vez que podem prejudicar a absorção de água e nutrientes.

nematoides na soja

Sintomas visuais causados por nematoides na soja
(Fonte: LSU Ag Center)

É importante saber também que a severidade do ataque dos nematoides depende muito da suscetibilidade da cultivar plantada, e da espécie e raça do nematoide presente na lavoura.

Agora que vimos as características gerais, vou detalhar os sintomas dos principais nematoides na cultura da soja:

Nematoide de Cisto da Soja – Heterodera glycines

As fêmeas adultas e cistos se alimentam das raízes e nódulos radiculares.

Por isso, os danos causados resultam em sintomas visíveis como estresse e deficiências nutricionais.

Assim, o crescimento da soja é atrofiado e as folhas ficam cloróticas, até ganhando o nome de “doença do nanismo amarelo”.

Com a presença desses nematoides é possível visualizar sintomas foliares confundidos com estresse hídrico ou deficiência nutricional.

Em geral, a cinco semanas após a semeadura, observam-se pontos de coloração branca e amarelada nas raízes.

Se você tiver uma lupa, pode observar nas raízes nematoides brancos ou marrons, com formato de minúsculos limões.

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Cistos do nematoide nas raízes da soja
(Fonte: Santino Aleandro da Silva em Agro Rural News)

Nematoide das galhas – Meloidogyne spp.

A ocorrência dos sintomas do nematoide das galhas também são semelhantes com os outros nematoides. Assim, os sintomas são em reboleira, sendo que as folhas ficam amareladas e o crescimento da planta é atrofiado.

O ciclo completo de vida do nematoide das galhas se dá em 37 dias. Os jovens penetram nos ápices radiculares e iniciam o desenvolvimento de células gigantes nos tecidos da raiz (as galhas).

Por isso, a diferença dos sintomas é no sistema radicular, onde se desenvolvem as galhas. Elas prejudicam o transporte de água e nutrientes, causando os danos que comentei.

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(Fonte: Phytus Club)

Lesões radiculares – Pratylenchus brachyurus

Esse nematoide está bem presente em culturas de gramíneas também. Eles são favorecidos em áreas com solos mais arenosos.

O sistema radicular da soja parasitada se apresenta totalmente escurecido e as raízes finas ficam curtas.

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(Fonte: Phytus Club)

Reniforme – Rotylenchulus reniformis

Os sintomas são muito parecidos com aqueles causados por outros tipos de nematoides, se assemelhando com problemas de deficiência nutricional.

Eles ocorrem em qualquer textura de solo, fazendo com que o sistema radicular se apresenta de forma mais “fraca”, mas sem formação de galhas.

A característica principal para a identificação é a massa de ovos sobre a superfície das radicelas (raízes finas).

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Rotylenchulus reniformis em raízes
(Fonte:Jonathan D. Eisenback, Virginia Polytechnic Institute and State University em  CABI)

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5 maneiras de controlar os nematoides na soja

Com certeza o manejo mais eficiente aos nematoides será os realizados na entressafra e no plantio.

Os desafios técnicos são grandes porque após o sua presença e estabelecimento na lavoura, a única saída é regredir e estabilizar a sua população, pois dificilmente eles serão eliminados.

Com isso as práticas culturais, continuam sendo as principais atividades para o controle.

Como veremos a seguir, essas práticas envolvem a rotação, sucessão de culturas e até mesmo consórcio com plantas não hospedeiras.

Mas uma prática isolada não é a solução.

A melhor opção é o uso associado de diferentes estratégias de controle, consolidando um manejo integrado.

Por isso agora vamos conhecer as 5 principais maneiras de controlar os nematoides na soja, assim você poderá selecionar as que fazem mais sentido na sua fazenda.

1. Controle Biológico de nematoides

Já foram identificados mais de 200 diferentes organismos que são inimigos naturais dos fitonematoides.

Estes microrganismos são encontrados normalmente no solo, parasitando ovos e cistos, ou predando nematoides juvenis e adultos.

Mas, pensar em uso de microrganismos para o controle de nematoides, devemos ter em mente que esses terão que aguentar as altas temperaturas de solo na semeadura.

Assim, se atente para a temperatura no plantio nesse método de controle.

Entre os microrganismos com efeito nematicida comprovado estão Paecilomyces lilacinus, Trichoderma harzianu, Arthrobotrys oligospora, Arthrobotrys musiformis, assim como algumas rizobactérias.

A seguir confira os principais para o controle na soja:

Paecilomyces lilacinus

É um fungo que afeta a capacidade reprodutiva dos nematoides.

Através do parasitismo dos ovos, ele penetra e destrói o embrião, ou atacando as fêmeas sedentárias, que são colonizadas e mortas.

Sua capacidade é de promover a redução de 60% na penetração do nematoide na fase de estabelecimento da cultura.

E existem produtos comerciais como o Nemat da Ballagro.

Trichoderma harzianum

É um fungo que através de várias estratégias combate o nematoide das lesões radiculares Pratylenchus spp.

Pochonia chlamydosporia

Esse fungo que parasita e mata ovos e fêmeas de nematoides.

E existem produtos comerciais no mercado, como o Rizotec, desenvolvido através do trabalho colaborativo entre a Universidade Federal de Viçosa e o Instituto de Biotecnologia Aplicada à Agropecuária (Bioagro).

Bacillus amiloliquefaciens

Essa bactéria age de duas maneiras principais sobre os nematoides.

Quando aplicada em tratamento de semente ou em sulco de plantio, o seu estabelecimento no solo promove colonização do sistema radicular da planta, alimentando-se dos exsudatos radiculares.

Com isso, os nematoides não conseguem reconhecer os exsudatos radiculares, inibindo assim a penetração dos nematoides nas raízes

Já o mecanismo de produção de produção natural de antibióticos e toxinas, há a morte do embrião de nematoide dos ovos presentes próximos ao sistema radicular.

Existem produtos comerciais no mercado com o NemaControl, recomendado para o controle de Pratylenchus brachyurus (nematoide das lesões radiculares)

Além desses, tratamentos bacterianos de solos e de sementes com biopesticidas contendo Pseudomonas fluorescens, Pasteuria penetrans, Bacillus subtilis, B. methylotrophicus e o B. pumilis que controlam o nematoide dos cistos, também têm sido eficientes.

2. Cultivares resistentes

Plantas são definidas como resistentes a fitonematoides quando previnem, ou restringem marcantemente, a reprodução deles.

E existem no mercado algumas cultivares de soja e milho já resistentes a nematoides.

Sempre bom lembrar da importância de considerar realmente o posicionamento técnico recomendado pela empresa que você adquiriu.

3. Rotação de culturas

Essa é uma das principais práticas e que realmente faz a diferença.

Você pode inserir plantas não hospedeiras, que possuem a resistência passiva, ou também chamada de pré-infeccional.

Essa é uma característica inerente às plantas, ocorrendo independentemente do parasitismo pelos nematoides..

Isso ocorre devido à presença nessas plantas de substâncias repelentes ou tóxicas aos nematoides.

Nesse sentido, temos as crotalárias, girassol, sorgo, e os milhetos resistentes  como ADR 300 ou ADR 8010.

Além disso, a rotação de cultura contribui na melhora das condições físicas, químicas e biológicas do solo, sendo que também quebra o ciclo de pragas e doenças.

4. Tratamento de sementes

O tratamento de sementes é um método complementar no manejo dos nematoides na soja.

Isso porque eles combatem esses patógenos nas primeiras semanas após o plantio, e não na safra toda. No entanto, plantas melhor formadas conseguem resistir mais aos futuros ataques de nematoides.

Além disso, essa primeiras semanas são fundamentais para a definição de produtividade e as plantas conseguem resistir mais aos futuros ataques de nematoides.

Ademais, a quantidade reduzida de nematicida utilizado na semente resulta em maior sustentabilidade e segurança no sistema de produção agrícola.

Os defensivos agrícolas mais utilizados são os à base de abamectina e de tiodicarbe.

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À esquerda lavoura com tratamento de sementes com nematicidas, à esquerda sem tratamento de sementes
(Fonte: Ag Update)

5. Controle químico

Aplicados em sulco ou em pulverização terrestre. Porém, sempre considere uma abordagem integrada dos métodos de controle e não só o químico.

Medidas preventivas para combater os nematoides na soja

Algumas medidas de prevenção são fundamentais para o manejo adequado dos nematoides na soja:

  • Cultivares de soja de alta produtividade e resistentes;
  • Monitoramento da lavoura antes do plantio, amostragem de solo;
  • Rotação de culturas como já comentado;
  • Culturas de adubos verdes ou de cobertura (ex: trevo), como hospedeiros alternativos, para atrair nematoides para longe das plantas de soja;
  • Eliminação das plantas daninhas, pois estas podem contribuir no aumento da população de nematoides;
  • Limpeza de equipamentos para não disseminar os patógenos.

Você pode ver mais artigos sobre doenças da soja aqui:
>>6 Dicas para combater de vez a ferrugem asiática da soja
>>9 curiosidades que você não sabe sobre ferrugem-asiática da soja e como combatê-la
>>O Combate às ferrugens: Controle essas doenças nas culturas do milho e soja

Conclusão

Na disciplina de fitopatologia, existia a ideia de que as melhores respostas na prova seria sempre a rotação de cultura e cultivar resistente.

E realmente essa é uma dobradinha que dá resultado. E, por isso, realmente deveria ser um mantra nas lavouras.

Mas, existem mais práticas que contribuem significativamente para combater os nematoides na soja, especialmente a integração delas.

Aqui, vimos as principais maneiras de controle para que você escolha as melhores dentro da realidade da sua fazenda e consiga um manejo efetivo!

>>Leia mais:

Nematoides na cana-de-açúcar: como reconhecer e manejar

Fungicidas da cultura da soja que já apresentam resistência e alternativas de controle

Como você faz o controle de nematoides na soja da sua propriedade? Tem mais dicas sobre esse manejo? Ficou alguma dúvida? Deixe seu comentário abaixo!

Aplicativos e guias de identificação de plantas daninhas que vão lhe ajudar no campo

Atualização em 13 de novembro de 2020.
Identificação de plantas daninhas: aplicativos para você reconhecer rapidamente as plantas na sua área e ter um manejo correto e bem-sucedido.

Vira e mexe aparece uma planta daninha que não conseguimos controlar na nossa área e não sabemos bem qual o seu nome.

E sem conhecer essas plantas, o manejo adequado simplesmente não acontece.

Há plantas com tolerância natural a alguns herbicidas, outras que preferem temperaturas altas ou que germinam apenas na luz.

Antes, para essa identificação, eram necessários alguns dias e algumas pessoas envolvidas, como um consultor ou mesmo o vizinho.

Agora, conseguimos fazer isso em alguns minutos com auxílio do celular. Separei aqui alguns dos melhores aplicativos, além de alguns manuais e livros para isso. Confira!

Por que fazer a identificação de plantas daninhas por aplicativos?

A identificação de plantas daninhas é muito importante no campo, pois é necessário conhecer as espécies mais frequentes na sua área. É através da identificação que você poderá selecionar os melhores manejos para sua área.

Se você usa herbicidas, terá de saber reconhecer as espécies presentes para selecionar o melhor produto para aquela situação, além da dose correta, época de aplicação e estágio da planta daninha.

Além disso, tem espécies de plantas daninhas que são favorecidas ou desfavorecidas em função da presença ou ausência de palha sobre o solo.

Já as espécies que possuem propagação através de bulbos, tubérculos e/ou rizomas podem ser favorecidas caso haja revolvimento do solo.

Como você pode ver, o manejo adequado dependerá da correta identificação da espécie.

Com os aplicativos, a identificação de plantas daninhas, que às vezes demorava dias e envolvia algumas pessoas, pode ser feita em alguns minutos por você mesmo.

Existem vários aplicativos para essa identificação, sendo que aqui listei os quatro melhores que conheço!

Alguns são mais restritos à identificação e manejo de plantas daninhas, enquanto outros trazem também conteúdos na parte de pragas e doenças.

Por isso, veja quais suas diferenças e qual se encaixa melhor na sua rotina do dia a dia:

1 – Adama Alvo

O Adama Alvo é um aplicativo que contém informações sobre pragas, doenças e plantas daninhas em lavouras de soja, milho, trigo, algodão, cana e café.

Para isso, o aplicativo conta com um completo banco de imagens. Nele você vai encontrar informações sobre ciclo de vida, tratamento indicado, importância econômica e descrição de cada problema das lavouras brasileiras.

O diferencial desse aplicativo é que caso não encontre o que está procurando, você pode tirar uma foto e enviar para receber ajuda.

Também é muito interessante a ferramenta “Mapa de Alvos”, em que os usuários podem reportar escapes de controle de plantas daninhas nas culturas.

Além disso, ele conta com acesso à previsão do tempo da sua região. Você pode ainda acessar as informações da sua estação Adama Clima.

É possível baixar apenas o banco de dados para a cultura que você tem interesse. Nesse sentido, a desvantagem aqui é a necessidade de baixar o banco de dados do aplicativo para utilizá-lo.

No entanto, essa também é uma das suas vantagens, porque com isso você pode usar o aplicativo normalmente mesmo sem internet. Disponível para iOS e Android.

2 – IZAgro

O IZAgro possibilita a consulta e compartilhamento de informações na área agrícola, com informações sobre mais de 10 culturas.

Nele você pode consultar informações dos produtos registrados para o controle de pragas, doenças e plantas daninhas, inclusive pedindo orçamentos.

Também dá para avaliar o produto utilizado e receber dicas do Engenheiro Agrônomo. Sua principal vantagem é poder fazer a consulta offline no campo, sem internet. Disponível para iOS e Android.

3 – Weed ID

O Weed ID é baseado na Encyclopaedia of Arable Weeds e é desenvolvido em associação com a ADAS.

Esse aplicativo fornece um guia de referência para as principais plantas daninhas e gramíneas. Ele é composto de 140 espécies e mais de 1.000 imagens. 

Outra vantagem é que ele traz a descrição completa de cada espécie de planta daninha.

Também traz a opção para fotografar a planta daninha e usar para comparar diretamente com imagens na biblioteca de aplicativos. Disponível para iOS e Android.

4 – Basf Agro

No aplicativo Basf Agro você poderá ter informações sobre os manejos de plantas daninhas, insetos e doenças.

O manejo de plantas daninhas com herbicidas está disponível para as culturas do algodão, arroz, cana-de-açúcar, milho, soja, tomate, amendoim, batata, café, citros, feijão, maçã, trigo e uva.

Ao clicar sobre a cultura de interesse, você poderá selecionar as informações referentes a sementes, doenças, plantas daninhas, pragas ou tratamento de sementes, dependendo da cultura. 

Ao clicar em plantas daninhas, você verá muitas espécies com o nome comum e científico. Cada uma das espécies vem com uma descrição sobre a planta e sugestões de herbicidas. Disponível para iOS e Android.

Dica extra: Fitoherb

O Fitoherb não é especificamente para identificação de plantas daninhas, mas ele irá lhe ajudar com a identificação de sintomas de injúrias de herbicidas na cultura da soja.

Nele, é possível ver os mecanismos de ação dos herbicidas e os sintomas que podem acontecer na lavoura de soja.

Ao entrar no aplicativo você irá selecionar mecanismo de ação ou sintomas. Veja o que encontrei ao clicar em sintomas.

Nervuras roxas em soja. Sintomas de herbicidas inibidores da ALS em pré-emergência - identificação de plantas daninhas

Nervuras roxas em soja. Sintomas de herbicidas inibidores da ALS em pré-emergência
(Fonte: Fitoherb)

Você também encontrará no aplicativo, uma descrição mais detalhada de cada mecanismo de ação e fotos dos sintomas na cultura da soja. Disponível para Android.

Livros de identificação de plantas daninhas

Os livros também vão te auxiliar na hora de identificar as plantas daninhas, sendo utilizados por agricultores e profissionais.

Eles são bem fáceis de manusear e alguns têm até o tamanho ideal para serem levados no bolso.

Estes manuais trazem plantas daninhas bem específicas. No manual de plantas daninhas do arroz, por exemplo, você verá muitas plantas que não são encontradas em lavouras de verão.

Muitas espécies da família Cyperaceae estão descritas neste manual de plantas infestantes no arroz, pois são frequentes nessa cultura.

Outro material importante é o Manual de Identificação de Plantas Daninhas da Cultura da Soja, disponibilizado pela Embrapa Soja.

Ele traz ilustrações das plantas daninhas encontradas em lavouras do grão, além de uma descrição da espécie, com seu nome científico e comum.

Manual de identificação de daninhas em plantio direto e convencional

O Manual de Identificação e controle de plantas daninhas: plantio direto e convencional está entre as principais referências na hora de identificar plantas daninhas.

O livro tem ilustrações da planta no início do desenvolvimento, da planta adulta e das sementes.

As plantas daninhas são separadas por família e trazem a descrição da espécie, nome científico, nomes comuns e controle químico de acordo com a classificação em:

  • A: altamente suscetível (mais de 95% de controle);
  • S: suscetível (de 85% a 95% de controle);
  • M: medianamente suscetível (de 50% a 85% de controle);
  • P: pouco suscetível (menos de 50% de controle);
  • T: tolerante (0% de controle).

E também possuem os melhores posicionamentos do produto para cada espécie em:

  • pré-emergência;
  • pré-plantio incorporado;
  • pós-emergência inicial;
  • pós-emergência tardia;
  • planta adulta.
manual de identificação de plantas daninhas

(Fonte: Instituto Plantarum)

A vantagem deste manual é que ele traz as principais espécies encontradas nas lavouras anuais. Além disso, vem com a foto da plântula, o que é essencial na hora da correta identificação das plantas daninhas.

guia para manejo de plantas daninhas Aegro, baixe grátis

Lembre-se que o manejo deve ser feito com as plantas daninhas ainda pequenas, por isso é muito importante você saber identificar as espécies quando ainda são plântulas.

Caso o seu alvo seja o banco de sementes no solo, será essencial a identificação das plantas daninhas para manter atualizado o histórico de infestação da área. Assim, você pode selecionar o manejo em pré-emergência de acordo com o histórico da área!

Conclusões

A correta identificação de plantas daninhas no campo é essencial na hora de escolher o manejo mais adequado.

Antes era mais comum utilizar livros ou pedir alguma consultoria. Essas duas opções continuam sendo muito importantes.

Mas agora temos aplicativos que facilitam muito a vida, trazendo respostas mais rápidas para que possamos tomar as melhores decisões.

Aqui vimos os principais deles para a correta identificação de plantas daninhas, inclusive suas vantagens e desvantagens.

>> Leia mais: “Apaga-fogo (Alternanthera tenella): como manejar essa planta daninha

Tem mais dicas sobre aplicativos para identificação de plantas daninhas? Compartilhe esse artigo e deixe seu comentário abaixo!

6 Inseticidas naturais para você começar a usar na sua lavoura

Inseticidas naturais: O que são, como usar e quais são os principais produtos para seu manejo ser ainda melhor e menos custoso.

Muitas vezes o uso de inseticidas pode gerar um custo pesado no orçamento da safra.

Por isso, dentro do seu planejamento agrícola inclua novas estratégias de controle de insetos.

Não só os custos, mas também o manejo de pragas como um todo fica muito mais eficiente e o ambiente equilibrado com a diversificação nos métodos de controle.

Uma dessas opções de manejo são os inseticidas naturais. Aqui recomendo os principais produtos e orientações para seu manejo ser ainda melhor e menos custoso.

O que são inseticidas naturais? Eles realmente matam os insetos?

Inseticidas são os produtos ou meios que usamos para combater algum inseto praga. Quando falamos dos defensivos agrícolas químicos, esses são classificados de acordo com a sua composição química. Você pode conferir essa classificação e outros detalhes sobre inseticidas neste artigo sobre os principais tipos de inseticidas para grãos.

Mas, além dos produtos químicos, há outras formas de fazer o controle dos insetos.

Os produtos biológicos de controle de insetos são exemplos disso e estão ganhando cada vez mais adeptos.

No controle biológico nós utilizamos como base os macro e microbiológicos para realizar o controle dos insetos pragas. E os principais são:

  • Microbianos;
  • Insetos predadores;
  • Parasitóides.

Com o aumento do número de resistências aos produtos químicos e novos insetos pragas surgindo, as pesquisas com controladores biológicos tem aumentado.

E acredito que o futuro teremos mais soluções biotecnológicas utilizando os recursos genéticos dos microrganismos, com o descobrimento e desenvolvendo produtos mais seletivos e assertivos com base nos microrganismos.

Mas o que chamamos de inseticidas naturais são produtos botânicos de compostos vegetais secundários ou outros subprodutos de origens orgânicas. Os principais são os de base vegetal como:

  • Piretrina;
  • Rotenona;
  • Nicotina;
  • Cevadinha e Veratridina;
  • Rianodina;
  • Quassinóides.
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(Fonte: Toxicidade dos principais inseticidas botânicos)

A maioria dessas substâncias são derivadas de metabólitos secundários com propriedades inseticidas, fruto da própria evolução natural das plantas.

As vantagens estão na seletividade, prejudicando bem menos insetos benéficos, como os inimigos naturais.

Divulgação do kit de 5 planilhas para controle da gestão da fazenda

Além das pragas: A importância dos inseticidas naturais para outros insetos

Pode até soar distante da realidade de uma grande lavoura falar de inimigos naturais de pragas agrícolas.

Mas não. Os inimigos naturais são em geral bem pequenos, menores que os insetos pragas, e existem em grande quantidades em todos os agroecossistemas.

São tanto nematoides como parasitoides, e à medida em que a safra vai se desenvolvendo o número desses insetos só aumenta.

É bom lembrar as principais leis naturais que regem todo o agroecossistema terrestre.

As plantas cultivadas servem de alimento para os herbívoros, os quais ocupam o segundo nível trófico,  e que por sua vez, servem de alimento para os organismos carnívoros, ocupantes do terceiro nível trófico.

Os carnívoros atuam como agentes reguladores das populações dos herbívoros, sendo esses os ‘inimigos naturais”.

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(Fonte: Embrapa Agrobiologia)

Mesmo com a aplicação de muitos produtos químicos não seletivos, os inimigos naturais continuam a existir nas lavouras.

Porém, nem todos em quantidades adequadas para cumprirem seu papel de reguladores naturais.

Como por exemplo, a Cotesia flavipes é parasitóide que realiza o controle da broca da cana-de-açúcar.

Dentre os inimigos naturais, também consideremos os microrganismos. Cerca de 80% das doenças de insetos são causadas por fungos, e os principais gêneros são:

  • Aschersonia;
  • Aspergillus;
  • Beauveria;
  • Enthomophthora;
  • Erynia;
  • Hirsutella;
  • Metarhizium;
  • Nomurea;
  • Penicillium.

Assim, eles podem ser usados para o combate de diversas pragas.

A Beauveria bassiana, por exemplo,  tem realizado controle da broca do café (Cosmopolites sordidus) e broca do pedúnculo floral do coqueiro (Homalinotus coriaceus). Já o Baculovírus anticarsia apresenta controle eficiente das lagartas na soja.

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(Fonte: Controle Biológico de Pragas: Princípios e Estratégias de Aplicação em Ecossistemas Agrícolas – Embrapa Agrobiologia)

5 Inseticidas naturais para começar a usar

Extrato de nim (Azadirachta indica)

O nim é uma árvore, nativa do continente indiano, muito resistente a seca.

O extrato de nim, tem origem na semente da árvore, e possui em sua composição mais de 30 compostos tóxicos, se destacando a azadiractina.

Sua atuação se dá principalmente retardando o desenvolvimento e repelindo insetos, sendo que nas fases da ecdise em insetos pode impedir ou interromper, causando a morte dos mesmos.

O óleo de nim é extraído por prensagem das sementes, das quais se obtém 47% de óleo com 10% de azadiractina.

Segundo Brechelt (2004) os produtos a base de nim não afetam animais de sangue quente, inclusive o homem, não se acumulam no meio ambiente, e tem pouco efeito sobre os organismos benéficos.

Veja abaixo os efeitos do óleo de Nim em insetos:

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(Fonte: Brechet, 2004)

2. Extrato de Bougainvillea ou primavera (Bougainvillea spp.)

O extrato de primavera realiza um controle preventivo muito eficaz.

Sua principal atuação é sobre o tripes, inseto transmissor de viroses , pois este transmite o vírus causador da doença “Vira Cabeça” do tomateiro.

No tomate, o uso ocorre na emergência das mudas, em intervalos de 2 a 3 dias no desenvolvimento das plantas, até o início do florescimento das mesmas.

3. Extrato de Alho (Allium sativum)

O extrato possui uma composição rica em enxofre, que contribui para a repelência de insetos e, assim, controle de pragas.

Ao ser pulverizado sobre as plantas, o extrato do alho em litros de água, é absorvido pela planta, e seu odor natural “engana” os insetos pragas. Os principais controles são com lagarta das maçãs e pulgões.

4. Óleo de rícino e de citros

Outros inseticidas naturais que têm despertado interesses em mais pesquisas são o óleo de rícino e de citros que causam mortalidade em ninfas de moscas-brancas.

Também nessa linha, o extrato aquoso de cravo da índia, pó de café e de folhas de tomate repelem pulgões e outras pragas.

Esses produtos são de baixo custo e normalmente utilizados em horta orgânica, misturando-os até mesmo com sabão de coco, para combater as pragas.

No entanto, esses tipos de óleo mineral e outros extratos vêm sendo cada vez mais pesquisados para larga escala.

5. Cinamomo (Melia azedarach)

Utilizamos o extrato de folhas de cinamomo para o combate de algumas pragas agrícolas importante.

Estudos indicam, por exemplo, o controle eficiente da lagarta-mede-palmo, mosca-das-frutas, traça-das-crucíferas e outros.

6. Extrato pirolenhoso

O extrato pirolenhoso é um inseticida natural, o qual é um líquido resultante da condensação da fumaça, a partir da carbonização de madeiras.

Mesmo não sendo um produto direto de derivação botânica, sua fonte é orgânica. Este líquido pode conter mais de 200 tipos de compostos diferentes, predominando, porém, o ácido acético.

Sua principal forma de atuação é como repelente aos insetos pragas.

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(Fonte: Pirolenhoso BR)

A defesa é o melhor ataque: silício

Esse elemento será cada vez mais falado na agricultura. Plantas com suprimentos adequados deste elemento, possuem resistência e tolerância a insetos e doenças.

Isso ocorre devido a uma camada protetora formada sobre a epiderme da planta.

A sua ação sobre os insetos é o desgaste das mandíbulas e a atração de inimigos naturais. Veja abaixo o efeito do silício sobre insetos:

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(Fonte: IPNI – Silício: Um elemento benéfico e importante para as plantas)

O silício é um elemento pouco móvel, absorvido na forma de ácido monossilícico, o que vem a contribuir na dinâmica dos elementos no solo.  

Por exemplo, na redução da fixação do fósforo, pois os dois elementos competem pelos mesmo sítios ativos, contribuindo também na saturação de bases do solo.

>> Leia mais: “Por que defensivos biológicos? Conheça mais sobre esses produtos e tire suas dúvidas

Conclusão

Quem não gosta de experimentar novas tecnologias eficazes, mais econômicas e sustentáveis?

Aqui trouxe alguns defensivos naturais que podem ser testados em conjunto com outros manejos de inseticidas nas suas lavouras.

Podem contribuir em economia e te auxiliar a ver outras formas de realizar controle contra pragas.

Os inclua em seu planejamento agrícola e orçamento e faça seu Manejo Integrado de Pragas de forma ainda mais eficiente.

>>Leia mais:

Agrotóxicos naturais: Manejo certeiro mesmo em grandes culturas
O futuro de defensivos agrícolas: as novas tecnologias que veremos no campo
Inseticida piretroide: Como fazer melhor uso dele

Você já tinha ouvido falar de inseticidas naturais? Já usa algum na sua área? Restou alguma dúvida? Deixe seu comentário abaixo!

Como manejar os inimigos naturais de pragas agrícolas da sua área

Inimigos naturais de pragas agrícolas: Obtenha um controle melhor e mais econômico de pragas, sabendo  como manejá-los mesmo utilizando inseticidas.

Sem custos adicionais e com enormes benefícios, os inimigos naturais passam despercebidos na fazenda.

São eles os responsáveis pela mortalidade natural das pragas no campo.

A aplicação dos princípios do Manejo Integrado de Pragas, entre eles os inimigos naturais, o produtor poderia economizar até R$ 4 bilhões na produção nacional de soja.

Portanto, manejar os inimigos naturais é fundamental para sustentabilidade ambiental, agrícola e financeira.

Neste artigo abordaremos sobre a importância dos inimigos naturais e algumas estratégias em como preservá-los no contexto do Manejo Integrado de Pragas (MIP).

O que é um inimigo natural e qual a sua importância?

Inimigo natural ou agente do controle biológico é qualquer organismo (vírus, fungos,

bactérias, determinados insetos, aranhas, ácaros, etc) que exerça o controle sobre a população de insetos praga.

Eles ocorrem naturalmente no ambiente fazer o controle dos insetos, sendo que isso é o que chamamos de controle biológico natural.

Historicamente essa ideia é antiga, sendo os chineses no século III a.C. os primeiros a praticarem o controle biológico. Eles utilizavam formigas para o controle de lagartas e besouros em citros.

Assim, podemos dizer que a  mortalidade natural de pragas em campo provocada pelos inimigos naturais é considerada uma das bases do MIP.

inimigos naturais de pragas agrícolas

Bases e alicerces do MIP, com destaque para a mortalidade natural de pragas e o uso do controle biológico de pragas com inimigos naturais como grandes responsáveis
(Fonte: José Roberto Postali Parra)

Em campo, a ação de inimigos naturais sobre a população de pragas pode ser ilustrada pela figura abaixo.

Eles atuam reduzindo a população da praga e a mantém abaixo do nível de controle e/ou em uma posição geral de equilíbrio dinâmica, na qual as pragas agrícolas não podem causar danos.

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Dinâmica de pragas após a atuação de um inimigo natural
(Fonte: José Roberto Postali Parra)

Atualmente, com a falta de novos inseticidas, o controle biológico aplicado de pragas, por meio da liberação de inimigos naturais, tem crescido vertiginosamente no mercado.

Como preservar os inimigos naturais de pragas agrícolas?

O primeiro passo para conservar os inimigos naturais de pragas agrícolas na lavoura é conhecê-los. É fácil o agricultor confundi-los com outros insetos, então é preciso bastante atenção.

Na figura abaixo temos uma larva de bicho-lixeiro. Ele é um importante predador de ovos e larvas de lepidópteros-praga nos agroecossistemas.

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Larva de crisopídeo (bicho-lixeiro) amostrada durante monitoramento de pragas com pano de batida
(Fonte: Arquivo pessoal do autor)

A sua confusão com alguma praga é muito prejudicial, já que nas lavouras, se o agricultor pulverizar de forma desnecessária, poderá desfavorecer esses inimigos naturais.

Caso haja dificuldades na identificação, na cartilha desenvolvida pela Embrapa o agricultor e o técnico responsável pode identificar os principais inimigos naturais acessando esses aplicativos.

Além disso, a pesquisadora da Embrapa, Alessandra de Carvalho Silva, idealizou o aplicativo Guia InNat que também ajuda na identificação dos inimigos naturais no campo.

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Quem é quem entre os inimigos naturais de pragas agrícolas?

Traçando um paralelo com as pragas-chaves das culturas agrícolas, nós também temos os inimigos naturais chaves (predadores, parasitoides e entomopatógenos).

Os inimigos naturais chaves são os maiores responsáveis pela regulação populacional da praga alvo.

Na cultura do algodão, por exemplo, as joaninhas são consideradas predadores-chave da lagarta-das-maçãs. Elas provocam elevados índices de mortalidade da praga ao  alimentarem dos seus ovos.

Já na cultura da soja, Copidosoma sp. é um parasitoide da lagarta falsa-medideira. Assim como o fungo entomopatogênico Metharizium (=Nomurea) rileyi e o vírus Baculovírus anticarsia, ambos, sobre a lagarta da soja.

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Lagarta falsa-medideira da soja contaminada com baculovirus e o fungo M. riley (doença branca) e ovos de Helicoverpa infectados com o fungo Cladosporium sp.
(Fonte: arquivo pessoal do autor)

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Lagarta Helicoverpa armigera parasitada por Ophion sp. em lavoura de soja
(Fonte: arquivo pessoal do autor)

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Podisus nigrispinus predando a lagarta Spodoptera cosmioides
(Fonte: arquivo pessoal do autor)

Níveis de não-ação (NNA) de pragas

Mas enfim, qual a importância de se conhecer os inimigos naturais de pragas agrícolas e preservá-los na minha lavoura?

No Manejo Integrado de Pragas, o nível de não-ação é a relação dos inimigos naturais-chave/ praga-chave que indica a decisão de não agir contra a praga por previsão da ação do controle biológico efetivo posteriormente.

Como exemplo, temos para a lagarta das maçãs o nível de não-ação de 1 predador-chave para cada ovo da praga.

Além disso, quando 15-20% dos ponteiros da planta de algodão apresentar 1 percevejo predador da família Miridae, prevê-se que 80-100% dos ovos de lagarta das maçãs serão consumidos.

Ainda no algodão, estudo mostraram que até 0,4 formigas da espécie Solenopsis sp. amostrados por ponteiro batido de algodão provoca controle da praga em 90% das vezes.

Ainda pouco difundido e com poucas informações no Brasil, é importante compreender a importância da manutenção dos inimigos naturais na lavoura.

Manejando os inimigos naturais de pragas agrícolas através da paisagem agrícola

Sabendo a importância dos inimigos naturais de pragas agrícolas, sabemos também que devemos preservá-los.

Para isso podemos fazer de diversas maneiras, mas aqui abordarei apenas duas principais.

Assim, entre a 1ª estratégia é a manipulação do ambiente através do plantio de culturas secundárias. Essas culturas podem atrair os inimigos naturais para a cultura principal ou de interesse.

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Estratégia de manipulação ambiental para favorecer o incremento de inimigos naturais na área
(Fonte: Amtecbioagricola)

A 2ª estratégia é o consórcio da cultura principal com outra espécie vegetal (10% ou menos da área cultivada) para atração de inimigos naturais de pragas agrícolas.

Desse modo, podemos citar diversas práticas já testadas e que tiveram bons resultados, como os consórcios de: alfafa, milho e sorgo com algodão e sorgo na cultura do tomate.  Outros exemplos:

  • Milho no algodão: um estudo com milho no México mostrou que a presença de 6 linhas de milho para cada 20 de algodão aumentou a população de Chrysopa carnea 3 vezes ou mais.
  • Sorgo no algodão: o sorgo granífero permitiu a transferência de insetos predadores para o algodão. Assim, controlou mais pragas dessa cultura, como as espécies de pulgão Rhopalosiphum maidis e Schizaphis graminum, uma vez que não ocorrem no algodão mas atacam o sorgo.

Manejando os inimigos naturais de pragas agrícolas através do controle químico

Você provavelmente deve estar se perguntando se possível preservar os inimigos naturais de pragas agrícolas com os inseticidas.

Isso porque na prática sabemos da importância de fazer uso desses defensivos agrícolas no controle de pragas.

Para compatibilizar o controle com inimigos naturais e o químico, o agricultor deve priorizar o uso de inseticidas naturais ou mais seletivos. Eles são mais específicos às pragas e causam baixa toxicidade aos inimigos naturais.

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Quadro geral de seletividade dos inseticidas a favor dos inimigos naturais
(Fonte: Embrapa Agrobiologia)

A possível aplicação de agroquímicos pouco seletivos poderá causar o desequilíbrio biológico, por eliminar os inimigos naturais de pragas agrícolas, comprometendo o manejo.

Isso ocorre porque praga não possui competidores (predadores, parasitoides, entomopatógenos) e tem seu crescimento populacional facilitado.

Assim, o agricultor deve priorizar produtos seletivos, ou seja, tóxicos as pragas e inofensivos aos inimigos naturais,  especialmente na fase inicial de desenvolvimento da cultura.

Recomenda-se utilizar inseticidas pouco seletivos, como os piretróides ou organofosforados, no fim do ciclo da cultura.

No entanto, há casos emergenciais que não podemos optar por algum produto mais seletivo em fase inicial de cultivo.

Nessas situações, busque a seletividade ecológica do produto. Por exemplo, aplique em faixas ou em momentos em que o inimigo natural estará menos exposto à ação direta do agroquímico.

Conclusão

Os inimigos naturais são importantes dentro do contexto do manejo integrado de pragas e devem ser preservados por meio de medidas que lhes favoreça.

Isso inclui tal como o uso de agroquímicos seletivos e manipulação ambiental.

Além disso, é importante lembrar que um programa de controle biológico não deve ser implementado se não estiver em conjunto com outros programas que discutimos aqui.

Com todas essas dicas você conseguirá fazer um manejo muito melhor dos inimigos naturais, obtendo um controle de pragas muito mais efetivo e até mesmo econômico!

>>Leia mais:

11 pragas da soja que podem acabar com sua lavoura”

Pragas quarentenárias: entenda os tipos e o que fazer para impedir sua presença

“Biofungicidas: quando vale a pena usá-los para o controle de doenças na lavoura?”

Como você faz o manejo de inimigo naturais de pragas agrícolas hoje? Tem mais alguma dica? Deseja saber mais sobre o assunto? Deixe seu comentário abaixo!

Aumente sua rentabilidade com o planejamento estratégico da produção agrícola

Planejamento estratégico da produção agrícola: Veja como começar agora, além das principais dicas e orientações para garantir o aumento da sua rentabilidade.

Quem nunca ouviu alguém dizer que é melhor planejar antes de fazer?

O tempo utilizado no planejamento agrícola é essencial para o sucesso ou fracasso das atividades.

E com o preço das commodities oscilando conforme o mercado, o planejamento estratégico da produção é algo indispensável.

No planejamento estratégico podem ser definidas metas e como atingi-las para melhorar nossa rentabilidade.

Confira neste artigo como explorar os pontos fortes de cada atividade realizada na fazenda, e além disso, a aumentar a rentabilidade e competitividade da sua fazenda.

O que é planejamento estratégico da produção agrícola?

Afinal, o que é o planejamento estratégico da produção e como criamos um realmente bom para utilizar nas propriedades agrícolas?

O planejamento estratégico da produção agrícola nada mais é do que o desenvolvimento de estratégias, geralmente a médio e longo prazo, que servirão para aumentar a competitividade e o lucro.

planejamento estratégico da produção

(Fonte: Administradores.com)

No meio agrícola, o planejamento estratégico pode envolver a produção maior, ou de maior qualidade, ou mesmo com algum diferencial como não transgênicos.

Desse modo, estamos criando estratégias competitivas para melhorar nossa empresa rural.

Além disso, quando pensamos apenas em commodities devemos olhar formas de melhorar a eficiência na cadeia produtiva.

Na minha opinião, para garantir a competitividade desses produtos agrícolas, garantindo sua competitividade no setor, é preciso certo investimento em inovação e melhorias nos processos.

Eficiências gerenciais, eficiências de campo, maquinário, tempos ociosos, tudo deve estar na ponta do lápis, a fim de ser quantificado e otimizado.

A utilização de planilhas eletrônicas que possam medir e quantificar os processos é essencial para o correto dimensionamento das operações.

Hoje em dia, existem softwares de gestão que auxiliam os produtores na quantificação e geração de relatórios muito importantes para planejamentos futuros.

telas do Aegro

O principal objetivo do planejamento estratégico da produção é pensar no negócio agrícola como uma empresa e assim atingir seus objetivos.

Dessa forma, ele não deve ser pensado e implementado apenas pelo dono ou encarregado da propriedade, mas sim por todos que estão envolvidos de alguma maneira ou de outra,  na cadeia de produção.

Motivar as pessoas envolvidas na fazenda é fundamental

Pode parecer óbvio, mas é essencial para o correto planejamento estratégico o conhecimento das pessoas envolvidas no nosso negócio.

As pessoas são a chave para o sucesso produtivo e os ganhos em eficiência.

Afinal, quem cuida da lavoura, desde o tratamento de sementes até a colheita e armazenamento, são pessoas. E é o “capricho” e atenção delas que vão determinar a produção.

As pessoas envolvidas nos processos também possuem metas próprias que podem ser fonte de motivação para um trabalho mais dedicado e eficiente. Às vezes muitos proprietários se  esquecem de levar em consideração a mão de obra (capital humano).

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Assim  que as pessoas envolvidas são ouvidas, bem como seus objetivos e metas pessoais forem identificados, cabe a cada gestor pensar em metas a serem atingidas com as atividades realizadas na empresa.

Objetivos pessoais podem envolver a conclusão de um curso universitário; produtos mais seguros, orgânicos, passar mais tempo com a família, etc.

Se as metas da empresa agrícola não forem projetadas, levando em consideração os objetivos das pessoas envolvidas, elas deveriam passar por um processo de reavaliação.

Você pode saber mais sobre gestão de pessoas e administração rural neste artigo.

O planejamento estratégico da produção exige pensar “fora da porteira”

Focar  o pensamento nos processos que ocorrem apenas dentro da propriedade já não são mais suficientes.

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(Fonte: Silbeck)

O planejamento estratégico é o topo da pirâmide organizacional da gestão agrícola, e as pessoas envolvidas na realização dos planos e metas são os donos da fazenda, pessoas de confiança, etc.

Note que o planejamento estratégico da produção está no topo da pirâmide, ou seja, as pessoas nele envolvidas tomarão as decisões mais importantes da empresa agrícola.

No planejamento estão inseridos procedimentos de análise internos e externos que podem afetar a rentabilidade e o bom funcionamento do negócio.

A análise de mercado, direcionamento e posicionamento do produto em relação aos clientes finais também devem ser pensados durante o planejamento estratégico da produção.

Assim, você como produtor rural tem a função propor metas e tomar decisões que serão fundamentais para o sucesso do negócio. Algumas metas e análises são fundamentais, como:

  • Custos de produção (orçado e realizado);
  • Escolher o mercado que receberá o produto (interno ou exportação);
  • Forma que o produto será comercializado;
  • Momento em  que o produto será comercializado ou estocado;
  • Avaliar o que acontece ao nosso redor;
  • Tendências do setor;
  • Concorrentes ;
  • Economia;
  • Taxa de juros;
  • Nichos de mercado;
  • Programas governamentais;
  • Inflação;
  • Mercado futuro.
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Dessa forma, você deve avaliar os recursos financeiros e humanos para que os projetos estratégicos sejam realizados.

É importante ressaltar que atualmente o mercado ao redor da fazenda e dos produtos está cada dia mais dinâmico, exigindo que o produtor seja um líder na empresa rural.

Tenha em seu planejamento estratégico a diferenciação da sua empresa rural

A observação dos concorrentes e indústrias onde os nossos produtos estão inseridos pode ser um forte indicativo do que os consumidores finais estão procurando.

Uma simples diferenciação do produto e/ou da produção em relação ao nosso vizinho pode agregar valor ou eficiência na nossa cadeia produtiva.

É importante também uma estratégia para diversificar suas mercadorias e introduzir novos processos.

Você pode, por exemplo, introduzir a agricultura de precisão na fazenda, otimizando o uso de insumos.

Ter o planejamento e controle das atividades agrícolas, dos custos envolvidos na produção, bem como uma visão total do seu negócio de forma organizada também é outra maneira de melhorar a eficiência da fazenda.

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Com a criação de novos produtos e sistemas de produção diferenciados, não só a sustentabilidade, como também os padrões de qualidade tendem a melhorar.

A criação de selos de qualidade, cultura regional, boas práticas agrícolas e outros devem ser levados em conta na hora da diferenciação do produto.

Tais selos, boas práticas, sofisticações nas embalagens, projetos de contabilidade e afins, certamente, farão com que o preço final pago pelo seu produto seja maior. Com isso, a margem de lucro também aumentará.

Prever metas e realizar o planejamento estratégico para quantos anos?

Essa é uma questão muito importante a ser avaliada antes de realizar o planejamento estratégico.

Cada produtor ou propriedade terá que encontrar as suas respostas embasadas em alguns questionamentos a seguir:

  • A empresa rural existe há quanto tempo?
  • Existirá por mais 10 ou 30 anos?
  • Quais são minhas metas e objetivos como empresa?
  • Até onde quero chegar?
  • Como atingir essa meta?
  • Quero expandir ou manter o mesmo tamanho?
  • Como penso em crescer?
  • Existe demanda para minha produção?

Note que se o produtor for jovem ou possuir sucessão familiar, o planejamento da empresa deve ser longo. Recomendo uma estratégia mais agressiva de crescimento, fusão de novas propriedades, intensificação da produção, adoção de tecnologia etc.

Se o produtor pretende se aposentar, o planejamento pode ser em curto prazo, considerando até fechar a empresa agrícola.

Você pode ver mais a respeito neste artigo “O futuro da fazenda: Sucessão familiar em uma empresa rural”.

planejamento de safra de soja Aegro

Conclusão

O planejamento estratégico da produção agrícola não é uma coisa simples de ser realizada, porém se bem feito, certamente trará uma vantagem competitiva sustentável a longo prazo frente a seus concorrentes.

O planejamento estratégico da produção nos força a pensar “fora da porteira”, contudo deve sempre estar focado em metas e objetivos da propriedade.

Melhor que trabalhar baseando-se em achismos, o planejamento estratégico da produção permitirá que conheçamos a nossa realidade produtiva.

Antes de sair correndo e querer abraçar o mundo, é importante avaliar a situação da nossa propriedade agrícola, o cenário em que ela está inserida e assim decidir qual rumo tomar.

Planilhas agrícolas X Software: como escolher o melhor para sua fazenda

Planilhas agrícolas x software: Veja o que é melhor para sua fazenda, baixe 7 planilhas grátis, confira sobre software agrícola e saiba como fazer um planejamento.

Já se foi o tempo em que confiar na memória poderia garantir a excelência da fazenda.

Temos tantas informações na fazenda que fica impossível guardar e analisar tudo isso sem ao menos uma planilha.

Mas na verdade, ainda surgem confusões entre as inúmeras planilhas agrícolas. Além de tudo, criar uma planilha não é fácil.

Por outro lado, os softwares agrícolas ganharam espaço no mercado, especialmente por sua facilidade de uso e fornecimento de análises.

Aqui mostramos o que é melhor para sua fazenda, planilhas agrícolas ou software, disponibilizando 7 planilhas grátis e prontas.

Veja também mais sobre o planejamento agrícola para poder tirar todo o proveito das planilhas e software. Confira!

Planilhas agrícolas X Software para a agricultura

Registrar todas as informações do seu negócio e da sua lavoura apenas na memória não é o melhor jeito de conhecer e administrar sua fazenda.

Por isso, planilhas agrícolas e softwares vêm ganhando cada vez mais adeptos no agronegócio. Nada melhor do que analisar as informações da fazenda para saber quais decisões tomar, traçando o melhor caminho para seu negócio continuar por várias gerações.

Mas, você pode se perguntar: o que devo usar na minha propriedade, planilha ou software? Essa é uma pergunta que depende de cada gestão agrícola.

As planilhas são ótimas para você organizar os dados e obter as informações, principalmente quando já tem planilhas prontas, como vamos disponibilizar aqui.

Elas são uma boa saída para começar a sua gestão agrícola. Assim, tire seus dados da memória ou do caderninho e coloque nas planilhas.

Após algum tempo de uso você vai notar duas coisas:

  1. O conhecimento e a sua gestão da fazenda melhoraram muito;
  2. As planilhas podem ficar confusas e difíceis de analisar.

Por isso, neste momento de maturidade de gestão, os softwares podem facilitar o seu trabalho.

Se nas planilhas você precisa dar baixa no estoque de todo insumo que sai, colocar na safra os custos desses insumos utilizados e identificar as áreas, em um software isso pode ser feito em um clique.

Além disso, um software agrícola pode oferecer gráficos e uma visão da sua fazenda que nenhuma das planilhas agrícolas consegue.

Desse modo, confira as planilhas agrícolas e mais sobre software agrícola a seguir:

7 Planilhas agrícolas grátis

Você pode criar planilhas agrícolas (excel planilhas) para colocar as atividades da sua propriedade, os custos de produção, controle do estoque de insumos, estimativa de produtividade e outros.

Assim, separei algumas planilhas (gratuitas) que podem te ajudar no planejamento e na gestão agrícola da sua propriedade.

1. Controle de estoque

Com essa planilha você pode iniciar o controle de seu estoque, com as entradas e saídas de produtos de modo mais fácil. Assim, você consegue saber o que possui em estoque e quais foram todos os seus custos.

Clique na imagem e baixe agora a planilha para controle de estoque da propriedade rural!

2. Fluxo de caixa

Coloque aqui todas as suas entradas (receitas) e saídas (despesas) e ganhe maior controle financeiro. Clique na imagem para baixar agora a planilha!

fluxo de caixa Aegro

3. Cálculo de calagem

Cálculo mais automatizado da calagem pelo método de Saturação de Bases. É uma boa planilha para começar seu planejamento agrícola pela correção do solo.

Clique na imagem e baixe agora a planilha para cálculo de calagem!

cálculo de calagem Aegro

4. Checklist para um bom planejamento agrícola

Com dificuldades para começar seu planejamento? Este checklist para te ajuda a não esquecer nenhum detalhe, resultando em um planejamento completo da sua fazenda,  resultando em melhor controle do negócio.

Clique na imagem e baixe agora o checklist de planejamento agrícola!

checklist planejamento agrícola Aegro

5. Estimativa da produtividade do milho

Se você cultiva milho, essa é uma ótima planilha para estimar a produtividade e assim planejar melhor sua frota agrícola de colheita, logística de escoamento, armazenamento e outros.

Clique na imagem e baixe agora a planilha gratuita!

planilha de produtividade de milho

6. Estimativa da produtividade do algodão

Bem como no caso do milho, estime sua produtividade de algodão e faça seu planejamento da colheita e pós-colheita com maior segurança. Para baixar a planilha, basta clicar na imagem abaixo!

planilha de produtividade do algodão Aegro

7. Controle da cigarrinha-do-milho

Lista dos produtos para controle biológico e químico, com suas respectivas recomendações gerais. Clique na imagem para baixar a planilha gratuita!

planilha controle da cigarrinha do milho

Software para a agricultura

Para facilitar a sua gestão agrícola, você pode utilizar softwares. Normalmente, os dados que você colocou no software ficam armazenados na rede, e não apenas no seu computador.

Assim todas as informações da fazenda podem ser acessadas por você, de qualquer lugar e a qualquer hora, sem risco de perdê-las.

Algumas vantagens de utilizar software agrícola para a gestão da sua propriedade são:

  • Praticidade no registro de informações;
  • Assertividade no processo de obtenção de dados;
  • Redução de perdas de dados agrícolas;
  • Facilidade na administração de custos;
  • Visualização de gráficos e indicadores impossíveis de se obter em planilhas agrícolas;
  • Rapidez no acesso das informações armazenadas.

No entanto, é preciso que esse software seja compatível com as atividades rurais. Um exemplo é o software de gestão agrícola Aegro.

O Aegro é um software para fazenda que auxilia você a registrar dados operacionais e financeiros relacionados aos processos de administrar a sua fazenda.

Ele oferece ferramentas que te ajudam no planejamento de safras, registro de atividades da lavoura, rendimento de máquinas agrícolas, gestão de custos, controle de estoque, entre outros recursos.

Com o Aegro, muitos produtores estão obtendo o controle completo da fazenda, tomando consciência dos custos e fazendo escolhas mais seguras.

Casos reais de produtores que usam software agrícola

“Estamos mais técnicos nas decisões, usando os dados que temos na palma da mão. Resumindo: deixando o coração na gaveta e encarando o negócio sem piedade.” – Julio Cesar, cliente Aegro

Gráfico para controle de custo de produção agrícola no software Aegro

O Aegro oferece fácil visualização dos custos realizados durante a safra, por categoria de gastos.

Elivelton, por exemplo, verificou com o Aegro que o custo de manutenção de uma máquina antiga era muito alto. Isso garantia que a compra de uma máquina nova seria melhor para o negócio. Veja aqui como ele fez isso.

Vitor Fernando agora consegue negociar os preços como um produtor grande, assegurando organização e eficiência em sua pequena propriedade. Você pode conferir o relato completo aqui.

Já a família Heins está conseguindo fazer a sucessão familiar das fazendas de maneira muito mais fácil e consciente com o uso do Aegro (veja como aqui).

Você pode começar a usar o software hoje mesmo:

Software de gestão agrícola Aegro para computador, celular e tablet

Para saber mais sobre o Aegro, fale com um dos nossos consultores aqui.

Como você pode perceber, falamos bastante em planejamento, já que esse é fundamental no uso das planilhas agrícolas e software e, é claro, na gestão.

É importante que você saiba sobre a importância e como fazer o planejamento para que tudo corra bem na fazenda e no seu gerenciamento. Por isso, confira a seguir mais sobre esse assunto.

Importância do planejamento rural

Você já deve ter escutado esta frase: “O sucesso de um negócio começa com um bom planejamento”. Mas na fazenda isso também é válido? Com certeza!

Planejamento agrícola é o ato de planejar pensando no seu objetivo agrícola.

Ou seja, é você pensar em aumentar a produtividade e diminuir os seus custos na sua lavoura.

Muitas vezes, as propriedades são gerenciadas sem um breve planejamento, levando em consideração somente a experiência.

Claro que a experiência nas atividades rurais é essencial, mas precisamos também de um bom planejamento agrícola para que toda essa experiência possa ser utilizada de forma adequada.

Ter um planejamento e uma boa gestão agrícola nem sempre é tarefa fácil.

Você pode começar o planejamento pensando nas respostas de 9 perguntas básicas para guiar te orientar:

  1. O que irá cultivar? Você tem conhecimento sobre a cultura?
  2. Quais os custos de implantação da cultura?
  3. Como está o solo da sua propriedade (análise de solo)?
  4. Irá cultivar em terra arrendada ou própria? Qual o custo?
  5. Tem os implementos agrícolas necessários ou precisa alugar?
  6. Quantos funcionários precisam para o trabalho na lavoura?
  7. Localização da propriedade e meios de escoamento do produto cultivado?
  8. Qual o capital disponível para esta atividade?
  9. Você tem conhecimento de quais manejos são necessários para essa cultura, suas pragas, doenças e plantas daninhas? Qual o custo desses manejos?

Como fazer um planejamento rural com planilhas agrícolas ou software

Faça a análise da sua propriedade

Condições climáticas, análise de solo, limitação da propriedade para o cultivo, entre outros.

Realize uma análise no seu orçamento, ou seja, as finanças

Você precisa saber o quanto tem para aplicar na sua lavoura, além disso, também é necessário verificar se irá realizar algum tipo de empréstimo.

Por isso, é preciso planejar e ficar atento as suas contas, afinal, sua lavoura é seu negócio e você quer ter lucro com isso.

Planeje o que irá precisar na sua propriedade (insumos) e a venda da sua produção.

Para a compra de insumos sempre há uma época do ano que esses produtos apresentam um preço mais acessível, por isso, é importante se planejar para realizar a compra antecipadamente.

Você deve se planejar também para a venda dos produtos que foram produzidos na sua propriedade. Para isso, duas das planilhas agrícolas aqui disponibilizadas ajudam muito.

Fique de olho no mercado, tenha essa estimativa da produtividade e planeje o quanto irá vender logo após colheita e quanto irá estocar.

Anote ou registre todas as suas atividades

Colete os dados, isso é importante para entender como está o progresso da sua atividade. Além disso, você terá o histórico de safras, o que ajuda no planejamento.

Cronograma de operações agrícolas no software Aegro

Organize e acompanhe a evolução do calendário de atividades agrícolas pelo Aegro

Realize o planejamento agrícola

Com todas as informações que já foram levantadas, você consegue realizar o seu planejamento agrícola, seja em planilhas agrícolas ou software.

O planejamento deve ser passado a todos os envolvidos na produção da sua lavoura

Ou seja, deve ser comentado com os funcionários o planejamento de cada atividade da sua propriedade para que eles entendam como as atividades irão seguir e quais os objetivos.

Para atividades do dia a dia, você pode fazer cronogramas e compartilhar isso com sua equipe.

Assim, mesmo que ocorra algum contratempo, será mais fácil controlá-lo por ter todas as atividades organizadas.

E claro que no final de todo o trabalho, você terá o histórico da safra. Isso é importante para a tomada de decisão da próxima safra.

Monitore seu negócio

Ao longo de todas as atividades desenvolvidas na sua lavoura, monitore o seu planejamento. Registre o que deu certo e o que deu errado para se aperfeiçoar na próxima safra.

Além disso, não se esqueça de monitorar sua lavoura, verificando doenças, pragas e daninhas. Por exemplo, a cultura da soja precisa de um monitoramento constante para reduzir perdas com a ferrugem asiática.

Mantenha o acompanhamento dos seus custos, sabendo se o que foi orçado corresponde ao que está sendo gasto. Entenda o que ocorreu e como pode melhorar a gestão de custos para aumentar a sua rentabilidade.

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Comparação entre custo orçado e custo realizado no software Aegro

Conclusão

Vimos aqui como você pode identificar o que é melhor para sua fazenda: planilhas agrícolas ou software.

Aqui foi possível baixar 7 planilhas gratuitamente para começar a sua gestão, além de verificarmos o software agrícola.

Em ambos os casos, é necessário um planejamento e gestão adequada para tirar o melhor proveito dessas ferramentas e conseguir melhores resultados para seu negócio.

Analise sua propriedade, comece seu planejamento e escolha a melhor opção para você!

Você utiliza planilhas agrícolas ou softwares? Tem uma planejamento estruturado? Possui mais dicas sobre planilhas? Adoraria ver seu comentário abaixo!