5 dicas para otimizar a logística na sua fazenda

Logística:  Como minimizar os custos do escoamento de produção e entrega de insumos para alcançar resultados cada vez melhores em sua empresa rural.

A logística custa cerca de 15% do PIB do Brasil. Fica claro que os custos aqui são altos.

Você precisou dos insumos certos, no momento adequado de utilização, para garantir uma boa safra, e precisará escoar toda essa produção.

Ou seja, precisamos de operações logísticas para que todo esse processo siga com eficiência.

Essas operações impactam diretamente os custos, a produtividade e os lucros na sua fazenda.

Por isso, separei 5 dicas que vão ajudar a otimizar a logística na sua empresa rural. Confira!

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(Fonte: Cargox)

Logística na fazenda: como fazer um bom processo operacional

A logística tem a função de organizar as atividades e tornar mais eficiente a utilização dos recursos disponíveis.

O planejamento logístico, portanto, é o estabelecimento de metas que devem ser realizadas em determinado prazo para que os objetivos de eficiência sejam satisfeitos.

Adaptando essa situação ao campo: uma boa logística é garantir que haverá insumos suficientes, na etapa certa da produção.

E que, após a colheita, seus produtos agrícolas sairão da fazenda e chegarão no local correto, dentro do prazo estipulado e com o menor custo possível.

Para te ajudar nesse processo, listei 5 dicas para otimizar a logística no ramo agrário.

1ª Dica – Organização é essencial para a logística

Em todo negócio, é importantíssimo conhecer bem todas as etapas referentes a ele. Na lavoura, isso inclui saber desde a quantidade de utilização de água, por exemplo, até a produtividade e escoamento da produção.

Esse conhecimento amplo e específico deve ser tratado como organização do negócio.

A organização se insere em um ciclo de atividade dentro do agronegócio. Um deles é a logística.

Mas e quando a dificuldade está em conseguir se organizar?

Bom, primeiramente é preciso saber claramente como andam os processos da sua linha de produção – supply chain (cadeia de suprimentos).

Nos processos que envolvem a cadeia de produção, é essencial que eles estejam ágeis devido à fluidez da atividade, principalmente a sazonalidade de produção.

É importante que haja alinhamento nas várias etapas, como produção e o transporte, por exemplo.

Além disso, que apresentem estratégias de adaptação, visto que trabalhamos com materiais biológicos, que estão propensos a várias adversidades, destacando a climática.

Estando tudo “nos conformes”, o profissional de logística, se incumbirá dos recursos e das informações para que o negócio tenhas saldos positivos.

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Logística da distribuição de grãos e derivados no Brasil
(Fonte: CNT em Sá e Souza, 2017)

2ª Dica – Conheça bem o mercado

Assim como qualquer negócio, saber as expectativas de oferta e demanda são essenciais. Isso possibilitará melhores negociação e comercialização do que foi produzido.

Com isso você tem mais chances de produzir o que estiver com melhores preços, além de planejar diferentes estratégias de comercialização.

Um exemplo é a venda escalonada, o que exigirá uma boa logística cada vez que você vender um pouco da produção.

3ª Dica- Utilize tecnologia

A tecnologia é cada vez mais importante e presente no nosso dia a dia. Por que não aproveitá-la ao máximo também na agricultura?

Hoje, temos escassez de mão de obra e, além disso, uma exigência maior quanto à quantidade produzida. E então, como vamos resolver isso?

Bem, o uso da tecnologia é um caminho. E já estamos conseguindo resultados super positivos.

A tecnologia pode ser usada na produção propriamente dita e também na logística.

Um exemplo é a utilização da localização de caminhões no transporte, em tempo real, através dos rastreamentos via satélite.

Além disso, com uso de um software agrícola você pode controlar seus estoques, tanto de insumos quanto da produção. Assim, você cobre as demandas de controle que essas etapas exigem.

Isso te ajuda a ter uma gestão melhor do estoque, o que é crucial no momento da comercialização do produto.

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Com Aegro você consegue controlar e gerenciar seu estoque de forma simples e precisa

E, falando em comercialização, muitas delas – e até mesmo negociações de produtos – vêm sendo feitas via internet, que é um meio mais dinâmico e prático.

E mais uma vez a tecnologia vem sendo usada por profissionais da área de logística para agilizar e aumentar a eficiência das atividades através do comércio eletrônico.

4ª Dica – Saiba selecionar os responsáveis pela logística  

Quando tratamos de um negócio rural, também devemos selecionar pessoas aptas às funções, certo?!

Neste caso, estamos tratando das pessoas que vão fazer a parte da logística do negócio agro.

A logística rural, assim como a logística empresarial, deve ser algo bem dinâmico. É preciso estar atento às sazonalidades produtivas e, além disso, às condições climáticas, que influenciam muito neste tipo de negócio.

Atualmente, existe formação específica para a área, com cursos de logística em diversos níveis: curso técnico, graduação e pós-graduação.

Eles ajudam na formação de profissionais com competências para gestão de estoques, fluxo de produtos, logística reversa, etc.

O mercado de trabalho demanda profissionais com expertise na área, o que reduz gastos, utilizando melhor os recursos, conseguindo suprir as demandas de mercado.

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Profissionais de logística podem atuar em diversas funções, com gestão de produtos desde o estoque até a entrega, por exemplo
(Fonte: TecHoje)

5ª Dica – Diversifique transportadoras

Quando se trata de logística, é comum associarmos a transporte, não é mesmo?

Realmente não estamos errados, mas devemos ter em mente que não é só isso que uma pessoa da logística faz!

O transporte é de muita relevância dentro da logística porque é através dele que conseguimos levar o produto até o consumidor.

Mas quais os perigos quando essa atividade é mal dirigida?

O primeiro e mais direto reflexo é a não chegada do produto ao consumidor.

Além disso, quando o transporte é feito por uma só empresa, corremos muito risco quanto à qualidade do serviço e até mesmo com relação às entregas.

Então, considere utilizar mais de uma empresa transportadora. Isso ajuda na fiscalização do serviço prestado, pois uma fica de olho na outra e, caso haja algum problema, não haverá o risco do produto não ser entregue.

Nessa fase do processo, o pessoal de logística tem de associar estoque com escoamento, sempre tentando negociar os melhores preços para os produtores.

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(Fonte: Sistema Faep)

Conclusão

A logística é fundamental em uma fazenda e impacta seus custos de produção.

Nesse artigo, você conferiu as dicas para melhorá-la na empresa rural e como deve funcionar a sua cadeia de produção.

Também discutimos a questão do transporte da fazenda e a importância da tecnologia para o setor.

Com isso, podemos concluir que, quando feita uma logística bem direcionada, é possível produzir de maneira eficiente, utilizando os recursos da melhor forma, que é produzindo mais.

Como você faz a logística na sua fazenda? Como tem sido seus resultados? Adoraria ver seu comentário!

Como utilizar a entressafra de maneira produtiva em sua fazenda

Entressafra: aproveite o momento menos ocupado para melhorar sua gestão e alcançar maior rentabilidade e eficiência na atividade rural.

Na entressafra, temos menos atividades de campo para realizar na fazenda. Sobra mais tempo, mas também não ficamos parados.

É nessa hora que devemos nos organizar, colocar a “casa” em ordem e nos prepararmos para a safra que virá.

Confira comigo como utilizar o período de entressafra de forma produtiva e nos prepararmos para colher bons frutos na safra seguinte!

O que é o período de entressafra

A entressafra é o período entre o fim da colheita – da principal ou das principais culturas –  e o início do novo ciclo produtivo. Como cada cultura tem um ciclo (algumas são anuais e outras perenes), elas podem diferir quanto ao período que caracteriza a entressafra.

Embora o cronograma de atividades seja mais folgado durante esse período, não é hora de ficar parado!

Utilizar essa maior disponibilidade de tempo de maneira produtiva na fazenda pode fazer toda a diferença no final das contas.

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(Fonte: Adaptado de Heringer)

Em vez de deixarmos tudo para última hora, um bom planejamento pode determinar o sucesso ou fracasso de uma safra.

Isso requer tempo e organização.

Nada melhor que aproveitar a entressafra para planejar as atividades de sua fazenda, garantindo melhores resultados nas safras seguintes.

Listei 4 coisas para você fazer durante essa época. Confira:

4 dicas essenciais para planejamento na entressafra

1. Organize as finanças da fazenda

Precisamos registrar tudo o que foi gasto com insumos, serviços, impostos e demais custos, e o que recebemos pela venda dos produtos.

E não há momento melhor para fazer isso que na entressafra. Afinal, todo o ciclo de cultivo anterior já foi finalizado.

Devemos elaborar um fluxo de caixa detalhado, mantendo um histórico da saúde financeira da propriedade.

Para te ajudar, deixo uma planilha gratuita para elaborar seu fluxo de caixa. Aproveite!

Finalizado o balanço da safra anterior, devemos começar os preparativos para a safra seguinte.

Com essas informações, somos capazes de planejar a próxima safra de acordo com o orçamento e melhorar nossa gestão.

2. Organize o estoque

A entressafra é a melhor hora para organizar o estoque da fazenda! Ninguém quer chegar na hora do plantio e descobrir que está faltando alguma coisa, não é mesmo?

A ideia é planejar para não fazer falta depois. Desde sementes e fertilizantes, até peças de reposição do maquinário e defensivos, tudo deve ser monitorado.

Mantenha o controle sobre o estoque da sua fazenda. Organize um fluxo de entrada e saídas dos insumos: a data da compra, vendedor, valor pago, quantidade disponível, quanto já foi utilizado, etc.

Separei aqui uma planilha gratuita de controle de estoque. Com certeza ela te ajudará nesse controle!

Essas informações do estoque já vão alimentando nosso fluxo de caixa, tornando tudo mais organizado conforme as operações são realizadas.

3. Planejamento das atividades

Com nosso estoque e fluxo de caixa em dia, podemos planejar melhor as atividades e fazer a gestão da fazenda.

A ideia é começar revisando todas as máquinas e equipamentos, realizando a manutenção do que for necessário.

Troca de óleo, pneus, regulagens… Tudo deve ser levado em conta. Para isso, é fundamental ter um estoque organizado e abastecido.

Previna-se! Pode parecer perda de tempo, mas na hora que precisarmos do maquinário, ele não nos deixará na mão.

Perceba que as coisas estão sempre interligadas: a parte financeira com o estoque, e, por sua vez, o estoque com a manutenção.

Não adianta apenas melhorar um ponto, devemos melhorar o nosso gerenciamento rural como um todo.

Por isso é tão importante organizar-se e planejar as atividades de sua fazenda.

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Exemplo de planejamento de atividades fácil e rápido com uso do software de gestão agrícola Aegro

4. Atualização

Conhecimento nunca é demais! Utilize o tempo da entressafra para realização de cursos e participar de eventos da área.

Vale atualizar seus conhecimentos sobre a produção agrícola, finanças e sobre o mercado.

Ah, e quem sabe até aprender mais sobre o funcionamento das máquinas para facilitar a manutenção e regulagem delas. Quem fica parado acaba ficando para trás!

Estudando um pouquinho sobre os fatores que afetam sua propriedade, você é capaz de tomar melhores decisões e tornar sua propriedade mais eficiente.

Lembre-se: ampliar o conhecimento não é gastar dinheiro, é investir no futuro.

Aproveite a entressafra para melhorar seu manejo

Buscamos sempre maior eficiência tentando aproveitar ao máximo o potencial produtivo de nossa propriedade.

Contudo, o efeito do clima sobre a culturas agrícolas torna a produção sazonal: a variação anual das condições ambientais faz com que o desenvolvimento das culturas também varie ao longo do ano.

Assim, conforme passa a estação chuvosa, as culturas tornam-se limitadas por um ou mais fatores climáticos, como água, temperatura e fotoperíodo.

O risco de insucesso torna-se maior e, portanto, as opções para ocupar a terra e tirar algum proveito são reduzidas.

A entressafra será tanto maior, quanto maiores forem as limitações para o desenvolvimento das culturas.

De qualquer maneira existem meios de aproveitar esse tempo improdutivo e alguns detalhes que podem ajudar em sua propriedade. Veja:

Uso de culturas de inverno

É uma possibilidade para expandir a janela de produção e garantir uma renda extra ou alimentação animal em locais onde não há limitação hídrica.

Diversificação de atividades

Adicionar a pecuária como atividade pode garantir a produtividade da fazenda durante a entressafra.

Devemos levar em conta que os animais precisam de pasto, silagem e/ou ração, os quais têm sua disponibilidade afetada pelo período de entressafra também.

Um bom planejamento é essencial! Não se faz nada da noite para o dia, ainda mais iniciando uma nova atividade na fazenda.

Manter o solo coberto

É inadmissível deixar o solo descoberto durante a entressafra. Além dos danos causados por erosão, temos uma infestação elevada de daninhas.

Seja com os resíduos da safra anterior ou alguma cultura de cobertura adaptada, mantenha o solo coberto.

Uma opção é o uso do consórcio milho-braquiária, onde a forrageira é mantida para a formação de pasto após a colheita do milho, em sistemas de integração lavoura pecuária (ILP) ou como cultura de cobertura apenas.

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(Fonte: Embrapa)

>>Leia mais: “Adubação verde e cultura de cobertura: como fazer?”

Oportunidades de negócio: Não se esqueça do mercado de preços agrícolas na entressafra

A sazonalidade da produção concentra a oferta de produtos agrícolas nas águas, quando a maioria das culturas são implantadas.

Isso faz com que o mercado seja inundado com a oferta do mesmo produto, o que derruba o preço.

Da mesma forma, na entressafra, o preço sobe, pois a oferta é mais baixa, já que não há grande produção nesse período.

A ideia aproveitar a entressafra para vender seus produtos, obtendo maior preço.

Claro que não é tão simples assim… É necessário ter uma estrutura de armazenamento da produção para vendê-la depois. Isso requer investimentos.

Pode não ser uma solução em curto prazo, mas é algo para se pensar. Isso pode fazer toda a diferença no futuro.

planilha de fluxo de caixa

Conclusão

Conferimos como o período de entressafra pode ser usado de forma proveitosa para a melhoria da fazenda.

Desde planejar a próxima safra e fazer o balanço da anterior, a entressafra pode ser utilizada para ampliar seus conhecimentos e preparar-se para o futuro.

Desse modo, utilizamos a entressafra de forma produtiva em nossa fazenda e conseguimos extrair o máximo potencial dela!

>> Leia mais: 

Apaga-fogo (Alternanthera tenella): como manejar essa planta daninha

Safra e safrinha: diferenças, dicas e cuidados para o produtor

Manejos pré-plantio: o que você precisa saber para começar bem a próxima safra

E você, tem aproveitado a entressafra para tirar o máximo do potencial de sua propriedade? Conte nos comentários! Abraços e até o próximo texto!

Como fazer administração rural e gestão do agronegócio

Administração rural e gestão do agronegócio: Como alcançar maior rentabilidade melhorando seu planejamento, organização e controle.

Você sabe quanto investiu e quanto terá de retorno nesta safra? Para onde vai a maior parte do seu dinheiro?

Perguntas como essas são fáceis de serem respondidas quando fazemos uma gestão eficiente.

Neste artigo, vou explicar como melhorar sua administração rural e gestão do agronegócio com planejamento, organização, liderança e controle. Confira a seguir!

Administração rural e gestão do agronegócio: O que é

Administração rural e gestão do agronegócio não são sinônimos. A gestão de uma empresa é muito mais do que a administração do seu negócio.

A administração rural pode ser definida como um conjunto de atividades que ajudam a tomada de decisões na lavoura. O processo administrativo é composto por 4 etapas: planejamento, organização, liderança e controle.

Assim como em qualquer ramo, no agronegócio essas etapas também são fundamentais, principalmente o planejamento. Ele é primordial devido às incertezas que ocorrem no setor agrícola, como as condições climáticas, por exemplo.

Já a gestão do agronegócio envolve a administração da cadeia produtiva, levando em consideração mercado, tendências, tecnologias e produtividade.

Como você pode perceber, elas caminham juntas e quando bem coordenadas, trazem benefícios para sua propriedade. Assim, o papel do gestor e administrador se resume a uma questão central que é a produtividade e como alcançá-la com máxima eficiência.

E para isso, aquelas habilidades que eu mencionei são essenciais para isso. A seguir, vou falar sobre o que compõe cada uma dessas etapas essenciais para a administração rural e gestão do agronegócio.

>>Leia mais: “Gestão de risco no agronegócio: 4 passos simples para diminuir as incertezas na gestão da sua fazenda”

Etapas da administração rural e gestão do agronegócio

Planejamento

Com o planejamento você conseguirá definir como deseja que sua fazenda esteja no futuro. Assim, define-se metas de curto, médio e longo prazo.

É papel do gestor definir esses objetivos e planejar as metas para se chegar lá.

As metas podem ser definidas como tarefas que devem ser cumpridas dia após dia.

Lembre-se que o planejamento é o sucesso de qualquer empresa, não sendo diferente para as empresas rurais.

Você pode ter metas em diversas áreas, interligadas ou mensuráveis. As mensuráveis podem ser definidas em duas perguntas: quando e quanto.

atividades-realizadas

Planejamento de atividades no software agrícola Aegro

Organização

A etapa de organização consiste em separar as tarefas definidas no planejamento. É muito importante, durante este processo, ter tudo anotado.

Para isso, você pode contar com tecnologias voltadas para a gestão. Muitas ferramentas podem ajudar a aumentar a produtividade e a analisar suas anotações, simplificando o processo.

Já mencionamos aqui no Lavoura 10 os benefícios de usar um software agrícola na gestão da sua fazenda. Confira: “Software rural no sucesso da lavoura: a história de um produtor de Mato Grosso”.

Com a ajuda de um software, você tem o controle da sua fazenda nas mãos.

Liderança

A liderança inclui não apenas definir o que cada membro da equipe vai ter como tarefas, mas também motivar e incentivar a equipe.

A liderança usa a influência para motivar a equipe a alcançar os resultados.

Mesmo se sua empresa for um negócio familiar, há a necessidade de escolher alguém como líder, gestor e administrador da empresa rural.

Controle

Você sabe dizer se as estratégias utilizadas na sua lavoura trazem pontos positivos?

Se você ou seu gestor não sabem dizer se os métodos adotados na fazenda trazem o retorno esperado, possivelmente não estão tendo o controle de todo o processo.

O controle inclui o monitoramento e a avaliação de tudo o que acontece. É através da avaliação de controle que se identifica o que pode ser melhorado no processo.

Assim, pode ser realizado um novo planejamento de acordo com a etapa de controle.

Um bom controle também exige que se tenha todas as informações anotadas.

Com base na análise dos dados podem ser definidos novos planejamentos. Entendendo como tudo funciona pode-se visualizar o que precisa ser modificado.

Portanto, desenvolva boas práticas de gestão e faça auto avaliações para saber se os resultados estão sendo alcançados.

Agora que já definimos algumas etapas essenciais na gestão da sua fazenda, vamos ver mais algumas dicas que podem lhe auxiliar nesta tarefa!

Como melhorar sua administração rural e gestão do agronegócio

Como já falamos, administração rural e gestão do agronegócio andam lado a lado e impactam diretamente a rentabilidade da sua fazenda.

Mas não é difícil encontrar propriedades rurais com dificuldade em fazer uma boa gestão.

Entre os erros mais comuns, vemos:

  • Não registrar informações importantes, deixando apenas na memória, caindo no esquecimento;
  • Não ter organização financeira e/ou misturar despesas pessoais com as da atividade agrícola;
  • Não calcular o lucro adequadamente – muito comum se você não sabe avaliar custos e receitas.

Sem esse controle, fica difícil mensurar resultados obtidos com os cultivos, analisar custos de cada plantio e perceber onde poderiam ser reduzidos custos de produção, etc.

E essa situação piora se há mais de uma atividade econômica na propriedade. Fica difícil distinguir o dinheiro recebido com a venda do arroz do obtido com a venda do leite, por exemplo.

Uma boa administração rural e gestão do agronegócio ajuda na tomada de decisões assertivas na lavoura e a melhorar o posicionamento perante o mercado.

Além disso, é possível evitar o desperdício de insumos, se preparar melhor para eventuais períodos de crise e otimizar tempo e mão de obra.

Para uma boa gestão, invista em tecnologia. Hoje, há muita tecnologia no campo. Temos plantas transgênicas resistentes a insetos, drones, etc.

Então, por que não investir em uma tecnologia que vai te auxiliar na gestão da lavoura? E, melhor ainda, compilar as informações necessárias para tomadas de decisões importantes no dia a dia?

Comece a usar o Aegro hoje mesmo na sua fazenda:

Foto de pilhas de papeis, com chamada para baixar o guia de software

Conclusão

Ter uma boa administração rural e gestão do agronegócio é cada vez mais necessária na fazenda.  

Deixar de fazer a gestão pode significar perdas de produtividade na lavoura.

Falamos sobre as habilidades necessárias ao gestor e como aplicá-las à sua propriedade.

Então, aproveite essas informações e toda tecnologia disponível para melhorar sua gestão e alcançar ótimos resultados!

>>Leia mais:

Planilhas agrícolas x softwares: O que é melhor para sua fazenda
Planilha de gastos agrícolas: Como fazer e como contê-los (+planilha grátis)”

Entenda a importância das abelhas na agricultura

Importância das abelhas na agricultura: Saiba quais culturas são mais dependentes da polinização e como ela pode impactar a produtividade.

Você sabe que as plantas precisam ser fecundadas para se reproduzirem, o que ocorre através da polinização.

E as abelhas fazem o serviço de polinização de 85% das plantas de importância para a alimentação humana.

Um terço da produção agrícola mundial está sob sua responsabilidade.

Neste artigo, quero compartilhar com você a importância das abelhas na agricultura, sua contribuição em diversas culturas e os desafios da criação.

A polinização e a importância das abelhas para as plantas

Plantas dependem de polinização para se reproduzirem.

A polinização é a transferência dos grãos de pólen de uma flor – do estame, que é a estrutura masculina, para o estigma, que é a estrutura feminina, da mesma flor ou de uma flor para outra.

importância das abelhas na agricultura
Abelha forrageira coberta de grão de pólen
(Fonte: Decio Luiz Gazzoni em Soja e Abelhas)

E esse processo possui contribuição de muitos insetos, no entanto, mais de 90% dos responsáveis por ele são as abelhas.

As abelhas são especialmente importantes, pois se alimentam exclusivamente de néctar ou pólen. E visitam muitas flores por dia para suprir suas necessidades.

Uma revisão publicada pelo Journal of Economic Entomology mostrou a dependência das culturas agrícolas por polinização animal. Essa relação de dependência pode ser essencial, pequena ou modesta.

Além disso, as culturas podem ser polinizadas por mais de uma maneira (por animais, vento ou água).

Para você ter uma ideia, veja a porcentagem de plantas que dependem de polinização animal para sua reprodução sexual:

  • Globalmente: 87,5%;
  • Ecossistemas tropicais: 94%;
  • Ecossistemas temperados: 78%;

Sendo que é a abelha é o principal animal que poliniza nesses casos. Assim, novamente, notamos a importância desse inseto na produção vegetal.

A importância das abelhas na agricultura

A visão sobre a importância das abelhas na agricultura tem mudado nos últimos anos devido a diversos estudos científicos.

As abelhas são responsáveis pela polinização de 42% das 57 espécies vegetais mais plantadas no mundo.

E essa polinização impacta na quantidade e também na qualidade dos produtos agrícolas.

Para se ter uma ideia, no Brasil das plantas cultivadas, mais de 60% dependem da polinização animal. Considerando plantas cultivadas para alimentação humana, produção animal, biodiesel e fibras.

Estima-se a existência de 3.000 diferentes espécies de abelhas no país. No entanto, somente cerca de 400 estão catalogadas.

A espécie mais conhecida é a dos meliponíneos, ou seja, aquelas com produção de mel.

Porém, existe uma infinidade de abelhas que podem ou não produzir mel, além de espécies nativas e abelhas sem ferrão.

A atividade de polinização é uma ação involuntária dos polinizadores, mas essencial à vida das plantas, que se utilizam de cheiros, cores e sabores para atraí-los.

Vou falar agora sobre as culturas nas quais as abelhas têm papel mais importante.

importância das abelhas na agricultura
Polinização: abelhas são as principais responsáveis pelos serviços ecossistêmicos
(Fonte: Embrapa)

Importância das abelhas na agricultura: produção agrícola

Os serviços ecossistêmicos (polinização) prestados à agricultura pelas abelhas e outros animais foi estimado em R$ 43 milhões em 2018.

Produtos agrícolas de peso na balança comercial brasileira, como soja, café, feijão e laranja, são dependentes de polinização.

Outras culturas com menor representatividade financeira, como maçã, melão e cacau, também necessitam essencialmente de polinização.

Além disso, culturas como trigo, milho e arroz, mesmo não dependentes da polinização animal, também se beneficiam desse tipo de serviço realizado pelos insetos.

Na produção de algodão, por exemplo, a polinização feita por abelhas aumenta em 16% o peso da fibra. Além disso, proporciona 17% mais sementes por fruto, contribuindo também para sementes mais vigorosas.

A polinização também tem elevado a produtividade de culturas como a canola em até 70%.

A dobradinha trevo e alfafa também só produz sementes quando são polinizadas, assim como grande parte das hortaliças como alface, cebola, coentro e cenoura.

No quadro abaixo você pode conferir a produção anual de culturas e o serviço de polinização de acordo com a escala de taxa de dependência. A saber: 0,95 = essencial; 0,65 = grande; 0,25 = modesta; e 0,05 = pequena.

importância das abelhas na agricultura
(Fonte: Tereza C. Giannini em Agricultura e Polinização)

Para saber mais sobre este assunto, recomendo a leitura do livro “Agricultura e Polinização”, organizado pela Doutora Rosemarie Rodrigues. É uma contribuição valiosa para o tema das abelhas e o agronegócio brasileiro.

Você também pode conferir outras informações no 1º Relatório Temático sobre Polinização, Polinizadores e Produção de Alimentos no Brasil. O documento é assinado por diversos cientistas, entre eles, pesquisadora da Embrapa.  

importância das abelhas na agricultura
Abelha carregando bola de pólen na corbícula, localizada em sua tíbia
(Foto: Decio Luiz Gazzoni em Soja e Abelhas)

Criação de abelhas no Brasil

A mais comumente conhecida é a Apis mellifera, que é a mais produzida e utilizada para a produção de mel e na polinização no mundo.

Ela tem contribuição fundamental na produção do café, da maçã e da laranja. No Brasil,  o destaque fica para sua contribuição nas culturas de maçã e melão.

O que poucos sabem é que essa espécie acaba por competir com outras espécies nativas como as mamangavas (Bombus spp., Centris spp., Epicharis spp., Eulaema spp.e Xylocopa spp.) e diversas outras espécies solitárias, ainda pouco estudadas.

Por isso, cada vez mais devemos considerar a produção de abelhas e toda interferência no ambiente de forma integrada e global.

Além disso,  é cada vez mais comum a criação migratória de abelhas, baseada no calendário de floradas. Isso aumenta a quantidade e qualidade da produção de mel.

Essa prática também abre a visão da possibilidade de, nos cultivos anuais, colmeias serem utilizadas como fonte de contribuição para a produção.

Mas há também muitos desafios. Vou explicar melhor a seguir.

importância das abelhas na agricultura
Abelhas sem ferrão
(Foto: Jardim Botânico do Rio em Globo Rural)

Desafios da criação de abelhas

Muitos estudos têm mostrado um declínio das populações de abelhas no mundo. Este fenômeno, conhecido nos Estados Unidos, é chamado de “distúrbio do colapso das colônias”.

E o Brasil não fica para trás. Ainda não há comprovação científica, mas existem levantamentos de diminuições drásticas de colônias em São Paulo e Santa Catarina.

A principal vítima é a espécie mais abundante desse inseto, a Apis mellifera, também conhecida como abelha europeia. Porém, espécies nativas do Brasil também estão em risco.

Essas diminuições foram percebidas nas abelhas domésticas e na maioria das espécies que são responsáveis por polinização – que tem hábitos solitários e nem produzem mel.

Vários fatores contribuem para essa redução, mas o uso de agrotóxico é apontado como uma das principais causas.

Estudo publicado em outubro de 2017 na revista americana Science mostrou que 75% de todo o mel produzido no mundo está contaminado com essas substâncias.

Os cenários de acidentes com inseticidas são, em maioria, causados por negligência ou imperícia.

É importante também impedir o uso de produtos piratas ou não autorizados no território brasileiro.

O ideal é evitar a aplicação de agrotóxicos durante os horários preferenciais de forrageamento das abelhas, que é das 8h às 15h, considerando o clima tropical.

No mundo, já há diversas iniciativas em prol da adoção de boas práticas na agricultura, como a IPBES (The Intergovernmental Science-Policy Platform on Biodiversity and Ecosystem Services).

A IPBES é uma iniciativa internacional que reúne 124 representantes de países membros da ONU.

São pontos fortes dessa iniciativa:

  • Aproveitamento, ao máximo, dos processos ecológicos;
  • Promoção de práticas agrícolas sustentáveis, como a agricultura biológica;
  • Melhoria no controle e manejo de polinizadores, bem como da higiene, para reduzir riscos de pragas, patógenos e espécies exóticas invasoras.

importância das abelhas na agricultura
(Foto: Kamillo Kluth em Globo Rural)

Conclusão

A visão sobre a importância das abelhas na agricultura tem mudado nos últimos anos, principalmente em razão de avanços nas pesquisas.

Neste artigo, você viu como as abelhas contribuem para a produção agrícola e quais as culturas são mais dependentes da polinização animal.

Também discutimos o declínio da população de abelhas, o que representa um risco ao meio ambiente.

Com todo esse conhecimento, utilize manejos mais integrados e com visão global na sua fazenda!

>>Leia mais: “3 maneiras de lucrar mais com um software de gestão agrícola 
>> Leia mais: “Como fazer o manejo eficiente da mosca-branca

>> Leia mais: “Todas as formas de controle para se livrar do percevejo-castanho

Você conhecia, de fato, a importância das abelhas na agricultura? Tem alguma experiência neste sentido? Deixe seu comentário!

Por que você deve fazer monitoramento de pragas e como iniciá-lo?

Monitoramento de pragas: Você sabe quando deve entrar com controle de pragas na sua lavoura? Vamos detalhar quando e como fazer isso.

A presença de insetos na lavoura costuma ser motivo de preocupação, mas nem sempre é sinal de prejuízo econômico.

Para saber quando há riscos de danos e necessidade efetiva de controle é que se faz o monitoramento de pragas.

Baseado nos princípios do MIP (Manejo Integrado de Pragas), ele deve ser seu aliado na tomada de decisões na lavoura!

Mas você sabe qual é o momento ideal para começar o monitoramento para não perder produção e nem desperdiçar aplicações? Tire suas dúvidas a seguir!

Monitoramento de pragas: por que você deve fazê-lo

O monitoramento de pragas é a constante avaliação da lavoura, em pontos pré-estabelecidos, para detecção de pragas que podem vir a causar danos econômicos se não controladas.

A densidade populacional do inseto é que vai indicar se a praga está no nível de controle, ou seja, um nível antes do nível de dano econômico. Veja na imagem abaixo.

monitoramento de pragas

Antes de qualquer coisa, é muito importante que você conheça o histórico da área. Saiba quais pragas estiveram presentes nas safras anteriores, o que foi cultivado e se houve problemas para o controle.

Esteja atento em todas as etapas do cultivo da safra. O monitoramento é importante antes mesmo do início do plantio.

Vale lembrar que, até o estabelecimento do MIP, na década de 70, essa prática não era muito comum.

O manejo convencional utiliza aplicações calendarizadas de inseticidas de forma preventiva ao ataque de pragas. Mas sabemos que a adoção dessa prática não é a ideal, certo?

Você pode entender melhor as práticas do MIP em um curso gratuito que preparamos. Para isso, basta clicar na imagem abaixo e se inscrever!

Vamos então conhecer agora alguns tipos de monitoramento de pragas. Confira:

Amostragem do solo

Se antes mesmo de você semear já estiverem presentes no solo pragas subterrâneas, seu cultivo pode vir a sofrer perdas severas.

O ataque sobre as sementes e plântulas recém-emergidas pode até parecer repentino. No entanto, se as pragas forem detectadas previamente, é possível que você reduza as populações destes insetos-praga com sucesso.

Esse tipo de monitoramento pode ser feito tanto em soja como em milho. Mas na cultura do milho, é fundamental que se faça devido à agressividade das pragas subterrâneas iniciais.

Em cada ponto, as amostras podem ser de 30 cm de largura por 30 cm de comprimento e 15 a 30 cm de profundidade nas trincheiras, totalizando oito pontos em 1 ha.

monitoramento de pragas
Amostragem de solo
(Fonte: A.A. dos Santos Capítulo 9_, amostragem de pragas da soja, Beatriz Spalding Corrêa-Ferreira)

Pano-de-batida

O pano-de-batida foi estabelecido para detecção de lagartas desfolhadoras e percevejos fitófagos na cultura da soja.

É um método bastante prático e eficiente. Ele possibilita a detecção da ocorrência de diversos insetos na lavoura, até mesmo dos inimigos naturais ali presentes.

O ideal é que esse tipo de monitoramento seja realizado nas horas mais frescas do dia, pois os insetos estarão com menor mobilidade.

Veja na imagem abaixo:

monitoramento de pragas

Armadilhas

O uso de armadilhas para detecção das pragas também é uma excelente maneira de monitoramento.

Da mesma maneira que as outras formas de monitorar, estas devem ser colocadas em vários pontos da sua lavoura.

Existem diversas delas no mercado, entre as quais armadilhas com feromônios, armadilhas luminosas e armadilhas adesivas.

Vou explicar melhor cada uma delas:

Armadilha do tipo delta

Essa armadilha contém feromônio de atração sexual e um piso adesivo para a captura dos insetos.

A quantidade de armadilhas na área vai depender da praga que está sendo monitorada.

monitoramento de pragas
Armadilha contendo feromônio e placa adesiva com a captura de mariposas
(Fonte: Sandra Brito-Embrapa)

Armadilha luminosa

Esta armadilha vai te dar suporte para a captura de insetos com hábito noturno.  É recomendada a distribuição de 1 armadilha em uma área de 6 ha a 10 ha.

monitoramento de pragas
Armadilha luminosa para monitoramento
(Fonte: Biocontrole)

Armadilha adesiva

Essa armadilha auxilia o monitoramento de pragas em vários cultivos. Pode indicar momentos de infestação e indica períodos para controle.

É recomendado o uso de 100 a 200 por ha.

monitoramento de pragas
Armadilha adesiva
(Fonte: Fundecitros)

Exame de plantas

Além da amostragem de insetos para quantificação, também é importante saber o nível das injúrias causadas nas plantas.

A avaliação dos danos nas folhas pode ser feita com escalas pré-estabelecidas.

A cultura do milho, tendo como praga-chave a lagarta-do-cartucho, requer avaliações periódicas das injúrias nas folhas. Essas avaliações podem ser feitas seguindo a escala de Davis.

monitoramento de pragas
Escala de Davis pode ser utilizada para medir danos da lagarta-do-cartucho e algumas outras pragas-alvo
(Fonte: BioGene)

Já em soja, recomenda-se a coleta de folíolos das parte superior e mediana e comparar com a escala pré-estabelecida.

A estimativa de desfolha em conjunto com o pano de batida dão um norte muito preciso para a tomada de decisão.

monitoramento de pragas


Amostra de folíolos de soja com diferentes porcentagens de desfolha causada pela alimentação de insetos
(Fonte: Adaptada de Panizzi et al. (1977))

Monitoramento de pragas: Fique atento aos níveis de ação para controle

Agora que você já conheceu alguns tipos de monitoramento de pragas, saiba que os níveis de controle vão te direcionar para a sua tomada de decisão.

Mas o que você deve considerar em meio as informações que obteve com as amostragens?

São três os aspectos principais a serem considerados para essa dúvida:

  • os níveis de ataque da praga;
  • idade dos insetos que você amostrou (fase jovem ou adultos);
  • e a fenologia da planta.

Veja a tabela abaixo com alguns exemplos de níveis de ação na cultura da soja:

monitoramento de pragas
Níveis de ação de controle para as principais pragas da soja
(Fonte: Tecnologias de produção de soja – da região central do Brasil 2012 e 2013. Londrina: Embrapa Soja: Embrapa Cerrados; Embrapa Agropecuária Oeste, 2011. 261 p. (Embrapa Soja. Sistemas de Produção, 15))

Para te ajudar, separei uma planilha gratuita para que você faça seu MIP. Clique na figura abaixo para acessar!

Você também pode fazer esse controle diretamente pelo celular ou computador com uso do Aegro.

Com o monitoramento no Aegro você tem seus pontos de amostragem georreferenciados, com todos os dados fáceis de serem interpretados, sem perder nenhuma informação.

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monitoramento de pragas

Monitoramento de pragas de forma facilitada pelo Aegro

E após a tomada de decisão?

Se houver a necessidade de controlar alguma praga detectada na lavoura, você pode decidir por controlá-la de diversas formas.

Não faça controle apenas por meio do uso de defensivos químicos. Você pode optar por:

  • Uso de variedade resistente
  • Controle de plantas daninhas (que são hospedeiros alternativos de pragas)
  • Tratamento de sementes
  • Controle biológico
  • Controle químico
  • Controle comportamental
  • Rotação de culturas

Dentre outras formas de controle.  

>> Leia mais: “6 vantagens de fazer MIP com o Aegro

Conclusão

Existem várias maneiras de detectar a presença da praga na sua lavoura.

Neste artigo, tratamos sobre as melhores formas de monitoramento dessas pragas. Como vimos, o controle não depende unicamente da presença da praga: vai depender do nível populacional após o monitoramento.

Além disso, é preciso acompanhar e monitorar sua lavoura desde o princípio para que não se chegue perto do nível de dano econômico.

Com tudo isso em mente, bom monitoramento e boa produção!

>>Leia mais:

Descubra como eliminar o besouro castanho

Sensores no manejo integrado de pragas: por que você deve começar a usar!

“Como proteger sua lavoura dos ácaros na soja

“Como identificar e realizar o controle de tripes em soja”

Gostou do texto? Restou alguma dúvida sobre o monitoramento de pragas? Adoraria ver seu comentário abaixo!

Colheita de milho: qual é o momento certo para fazê-la e dicas fundamentais

Atualizado em 14 de junho de 2022.

Colheita de milho: maturação fisiológica do grão, umidade ideal, regulagem de maquinários e outros cuidados que fazem a diferença.

Um dos pontos-chave para o sucesso da produção de milho é o momento da colheita. Quanto menores as perdas na colheita, maiores serão seus lucros.

E no caso do milho, diversos fatores como a umidade ideal, linha de leite e até a folhagem são pontos que precisam ser considerados. 

O milho está pronto para ser colhido quando atinge a maturação fisiológica, momento em que 50% das espigas estão com uma pequena mancha preta no ponto de inserção com o sabugo. E o teor de umidade do grão precisa ser superior a 13%.

Em resumo, é preciso cuidar bem do tempo de colheita do milho. Neste artigo, veja pontos fundamentais para ajudar a melhorar essa operação na sua fazenda. Confira a seguir!

Importância da cultura do milho

O milho (Zea mays L.) é uma gramínea anual, com caule do tipo colmo ereto e sistema radicular fasciculado. É um dos cereais mais cultivados no mundo, e é fonte de matéria-prima de vários subprodutos alimentícios, bebidas e combustível.

O milho é utilizado para produção de grãos, de silagem e de milho verde. Sua planta pode atingir dois metros de altura e produzir de uma a duas espigas.

A cultura do milho tem grande importância socioeconômica para o país. É uma planta cultivada em todo território brasileiro. O Brasil está entre os maiores produtores mundiais desse cereal, com expectativa de colher mais de 112 milhões de toneladas de milho na safra 2021/22, crescimento de 27% na comparação com a anterior.

A maior parte da produção de grãos é destinada à fabricação de ração animal. O milho também é utilizado na alimentação humana, em função do elevado valor nutricional.

Planejamento da colheita de milho

O planejamento da colheita começa antes mesmo da implantação da lavoura. Primeiramente, é importante que a área plantada seja dividida em talhões. Isso vai facilitar a movimentação das máquinas e o escoamento da produção. 

No planejamento da colheita de milho, é preciso considerar alguns pontos, como:

  • umidade do milho para colheita;
  • tamanho da área plantada;
  • ciclo do milho;
  • condições climáticas;
  • janela de colheita;
  • maquinário e mão de obra disponível;
  • tempo de colheita do milho;
  • distância entre os talhões e os locais de secagem/armazenamento;
  • capacidade de secagem e armazenamento.

Desde o planejamento agrícola, você deve saber qual será o destino do produto que irá colher. Avalie se o milho plantado será vendido para silagem, para cooperativas ou seco e armazenado para vendas futuras.

Isso não é uma regra, mas o bom planejamento evita surpresas e garante, na maioria das vezes, um preço melhor na negociação dos grãos. É sempre importante acompanhar os preços da saca para sua região e saber se haverá quebra de safra do milho ou não.

O milho safra ou milho safrinha pode variar de preço, dependendo da quantidade ofertada no mercado.

Para anos em que a quantidade de milho ofertada no mercado é alta, uma solução é a armazenagem de grãos em silos para venda posterior em épocas de preços melhores.

O milho pode ser estocado por um longo período, sem perder a qualidade dos grãos armazenados e suas propriedades nutricionais. Mas para isso, é preciso que o armazenamento e a secagem dos grãos de milho sejam feitos corretamente.

Lembre-se que o armazenamento também gera custos. Cabe avaliar se vale a pena ou não armazenar e esperar preços melhores no mercado.

Tempo de colheita do milho

O tempo de colheita do milho é de 120 a 180 dias após o plantio, o que pode variar conforme o tipo de híbrido que você escolher. Em geral, as espigas estão maduras 50 dias depois da floração, quando ficam secas e os cabelos (estilos-estigmas) ficam marrons.  

A colheita do milho pode começar quando o grão está maduro fisiologicamente. As sementes devem estar com a máxima matéria seca. 

Na maioria das espécies, a maturação completa do milho pode coincidir com as plantas muito vigorosas, além da máxima germinação.  

Outro aspecto relevante é o ponto de maturidade fisiológica do grão. Ele ocorre quando 50% das sementes de milho na espiga têm uma pequena mancha preta no ponto de inserção no sabugo.

A umidade dos grãos deve ser maior que 13%, ou estar entre 18% e 20% caso seja necessário colher com antecedência.  Alguns autores dizem que a umidade do milho para colheita pode estar entre 18% e 25%, em propriedades que possuem estrutura de secagem de grãos.

Dependendo do destino, a colheita do milho é realizada em diferentes pontos de umidade. Por exemplo, o milho para produção de grãos é colhido com menor umidade quando comparado ao milho verde. 

O ponto de colheita de milho verde é mais precoce que o do milho seco, sendo colhido quando o grão apresenta aspecto leitoso e umidade em torno de 70% a 80%, normalmente aos 90 dias.

Para colheitas realizadas com umidades acima de 13%, fique de olho em detalhes como:

  • Necessidade de secagem dos grãos de milho;
  • Disponibilidade de local para secagem;
  • Risco de deterioração do material;
  • Possíveis perdas por ataques de fungos e pragas;
  • Energia gasta no momento da secagem artificial;
  • Preço pago pela saca de milho no momento da colheita.
Colheita de milho: espiga prestes a ser colhida
   (Fonte: Governo RS)

Tipos de colheita

A colheita de milho pode ser feita de forma manual ou mecanizada.

A colheita manual de milho é empregada em pequenas propriedades. Ela tem baixo rendimento e demanda muita mão de obra. Afinal, é feita sem o suporte de máquinas agrícolas.

Já a colheita realizada com colhedoras apresenta alto rendimento operacional. Ela exige menos mão de obra, o que contribui para a redução dos custos de produção.

Se você optar pela colheita mecanizada, é importante analisar os pontos a seguir para garantir um bom resultado. 

Regulagem correta dos equipamentos na colheita mecanizada do milho

A regulagem correta das colhedoras é essencial para reduzir as perdas em campo. Para a cultura do milho, o cilindro adequado é o de barras. A distância entre este cilindro e o côncavo varia de lavoura para lavoura, com base no diâmetro das espigas.

Para grãos colhidos com umidades de 12% a 14%, é ideal o trabalho da rotação do cilindro entre 400 a 600 rpm em colhedoras automotrizes. Para colhedoras acopladas ao trator, a rotação ideal é entre 850 a 980 rpm.

Para grãos de milho colhidos com umidades maiores (de 14% a 20%), o ideal são rotações do cilindro também maiores: cerca de 550 a 800 rpm.

A relação do teor de umidade com a rotação do cilindro batedor é diretamente proporcional. Ou seja, quanto mais umidade presente nos grãos, maior terá de ser a velocidade de rotação do cilindro.

Quanto mais úmidos os grãos, maior a dificuldade de debulha. À medida em que os grãos vão perdendo a umidade, eles se tornam mais fáceis de serem debulhados. Isso exige menores velocidades de rotação do cilindro batedor.

Fique de olho na debulha das espigas e na presença de grãos quebrados. A área da colheita do milho deve estar o mais uniforme possível em questões fisiológicas da cultura.

A regulagem do espaçamento do cilindro e do côncavo também pode variar de acordo com a umidade presente nos grãos. A distância entre eles deve ser calculada de modo em que a espiga seja debulhada sem ser quebrada. O sabugo deve sair inteiro

De maneira geral, o nível de danos em grãos de milho é menor quando eles são colhidos em rotações mais baixas e com umidades inferiores a 16%.

Além do corte da planta, da remoção da palha e da trilha (debulha), é importante executar bem os demais processos. Eles compreendem a limpeza, separação dos grãos, secagem e armazenamento.

Colheita terceirizada de milho

Se você terceiriza suas colheitas ou parte delas por falta de maquinário, deve prestar atenção na condução dessa operação em campo. Cuidado com as perdas provenientes da colheita de terceiros. 

Muitas vezes, para aumentar os rendimentos operacionais, são aplicadas maiores velocidades de colheita. Em velocidades maiores, geralmente há maiores perdas e menores quantidades de sacas/ha tiradas do campo na plantação de milho.

É sempre bom acompanhar esse trabalho no campo e realizar medições de perdas e regulagem das colhedoras destes terceiros. Atualmente, já existem prestadores de serviço de colheita que até entregam o mapa de produtividade da lavoura de milho.

Às vezes, o preço cobrado pelo serviço é um pouco mais elevado, mas vale a pena!

Caso você tenha possibilidade de escolha de colheita com mapas de produtividade, considere isso no momento da contratação do serviço. Eles são excelentes ferramentas para o entendimento espacial das lavouras.

Além de auxiliar na reposição dos nutrientes que foram exportados, eles são o primeiro passo para a prática da agricultura de precisão nas propriedades.

Colheitadeira de milho em lavoura
(Fonte: Sistema Faep)

Cuidados na colheita

Muitos agricultores gostam de deixar a secagem de grãos de milho acontecer naturalmente, ainda no campo. Essa prática é muito interessante, pois reduz custos com secagem antes do armazenamento ou venda final da cultura.

Mas vale lembrar que às vezes, à medida em que o milho seca no campo, há a incidência de plantas daninhas crescendo entre a cultura. 

Isso pode ser prejudicial na colheita mecânica, pois essas plantas podem embuchar as colhedoras e causar perdas em rendimentos operacionais.

Outro fator de destaque é a velocidade de colheita. Existem diversos tipos de colhedoras de milho, mas geralmente a velocidade é determinada em função da produtividade dos talhões.

Quanto maior a produtividade das lavouras, menor a velocidade das colhedoras. Afinal, toda a massa colhida junto aos grãos tem de passar pelos sistemas de trilha, limpeza e separação. Grande parte das máquinas opera em velocidades de trabalho de 4 km/h a 6 km/h.

Perdas na colheita de milho

As perdas na colheita de milho podem acontecer de 4 maneiras: na pré-colheita, na plataforma, em grãos presos no sabugo e grãos soltos. As perdas aceitáveis na colheita do milho estão na ordem de 1,5 sacos/ha. Mas trazer esse valor para o mais próximo possível do zero é essencial.

É fundamental saber como se colhe o milho corretamente para evitar perdas nesses momentos.

Perda de pré-colheita

A perda de milho na pré-colheita ocorre antes da interferência da máquina no campo para realização da operação. Está relacionada ao tipo da cultivar e à porcentagem de tombamento das plantas devido à quebra do colmo.

Perda de plataforma

As perdas do milho em plataforma estão relacionadas à altura das espigas, porcentagem de acamamento da cultura e de quebramento das plantas.

O número de linhas da semeadora deverá ser equivalente ou múltiplo ao número de bocas da plataforma.

Perda de grãos presos nos sabugos

As perdas de grãos presos nos sabugos refletem a má regulagem do cilindro e do côncavo. É possível ocorrer quebra do sabugo em vez da debulha ou, dependendo da folga, a passagem do material direto sem ser debulhado.

Além disso, cuidado para não trabalhar com velocidades de rotação erradas no cilindro, com peças avariadas ou tortas na colhedora.

Perda de grãos soltos

De acordo com as regulagens realizadas na máquina, grãos soltos podem ser perdidos no campo. Isso se deve ao fato do rolo espigador, que geralmente está no final da linha, receber um fluxo menor de plantas do que o necessário. 

Também acontece se a chapa de bloqueio estiver pouco aberta ou com espigas menores que o padrão calibrado.

Na hora da separação, também pode haver perdas de grão soltos. Isso acontece se o saca-palhas estiver sobrecarregado, o ventilador trabalhando com velocidade maior que o recomendado e as peneiras mal dimensionadas.

Secagem e armazenamento de milho

A secagem de grãos de milho tem o objetivo de reduzir a umidade. Isso contribui para desacelerar o processo de deterioração. Além disso, a secagem possibilita que os grãos sejam armazenados por mais tempo.

A secagem do milho pode ser realizada de forma natural ou artificial. O tempo gasto nesse processo depende do teor de umidade inicial do grãos, dos equipamentos e da técnica empregada.

O milho pode ser armazenado a granel, em silos ou em sacaria

Uso de software de gestão na colheita do milho

Os sistemas de gestão rural podem ser um grande aliado para facilitar os processos de colheita que comentamos ao longo deste texto.

Um bom exemplo disso é o Aegro, software que auxilia o produtor desde o planejamento até o armazenamento e comercialização do grão. 

Com ele, você planeja o calendário de colheita e acompanha a evolução do cultivo à distância a partir de mapas NDVI

NDVI Aegro
Com o Aegro, é possível acompanhar todos os detalhes de NDVI da sua plantação de milho

Na hora da colheita, registre a produção dos talhões em tempo real direto do campo pelo aplicativo e controle as cargas que saem da fazenda. 

Crie alertas para a regulagem do maquinário e acompanhe as operações e o rendimento por máquina a partir da integração com a plataforma Climate FieldView™ e o Operations Center da John Deere.

Por fim, visualize com precisão a área colhida, o custo de produção por talhão e a taxa de produtividade na tela de colheita do software.

GIF aegro milho
Você pode visualizar área colhida e custo de produção por cada talhão da sua fazenda
  • Área colhida – representa a porcentagem de quanto já foi colhido e quanto ainda falta a ser colhido. O cálculo é feito através das realizações das atividades de colheita.
  • Produção – mostra o que já foi realizado (soma das produções líquidas das cargas de colheita) e a meta (leva em conta a produção estimada das áreas).
  • Produtividade – é dividido em dois indicadores: o Realizado (barra verde): soma das produções líquidas das cargas de colheita dividido pela a área que foi colhida e a Meta (barra cinza): que leva em conta a produtividade estimada das áreas.
Resultados da colheita em tempo real com o Aegro

Para ver mais detalhes sobre esses recursos e como eles podem ajudar na colheita do milho, clique aqui e assista ao vídeo rápido que preparamos sobre o Aegro.

planilha de planejamento da safra de milho

Conclusão

É importante ficar de olho em todos os aspectos da lavoura de milho, do plantio à colheita. Neste artigo, você viu 8 pontos para melhorar a colheita de milho.

As perdas decorrentes de causas naturais ou regulagem errada das máquinas podem ser gerenciadas e minimizadas.

Lembre-se também da  importância de olhar para o mercado e, assim, saber o momento certo de vender seu produto por um valor melhor.

Sabendo dessas dicas, atente-se aos fatores mais críticos referentes às perdas e tenha uma excelente colheita!

>> Leia mais:

“Plantação de milho irrigado: Quando compensa?”

“Plantio de milho: Como garantir a alta produção”

Gostou destas dicas para melhorar a colheita de milho? Você realiza algum manejo diferente e que merece destaque nesta lista? Adoraria ver seu comentário abaixo!

foto da redatora Tatiza. Ela está com blusa preta, casaco jeans azul, e está sorrindo na frente de uma paisagem cheia de plantas

Atualizado em 14 de junho de 2022, por Tatiza Barcellos.

Tatiza é engenheira-agrônoma e mestra em agronomia, com ênfase em produção vegetal, pela Universidade Federal de Goiás.

Calcule seu custo de produção de milho por hectare

Custo de produção de milho por hectare: saiba quais dados considerar e como isso otimiza seu gerenciamento para obter mais rentabilidade

Insumos, tecnologia, maquinário. Tudo isso está envolvido nos custos de produção da lavoura. Você sabe o que considerar no cálculo do custo de produção de milho por hectare?

Você anota tudo e depois não sabe o que fazer com as informações? Se esse é o seu caso, cuidar dos custos de produção deve ser uma prioridade. Assim, você consegue cuidar melhor das finanças e não ficar para trás nos lucros.

Neste artigo, veja quais dados considerar para o cálculo e como otimizar seu gerenciamento para obter mais rentabilidade na plantação de milho. Veja a seguir!

Como calcular o custo de produção de milho por hectare

Para saber quanto custa plantar um hectare de milho, você precisa considerar vários fatores. A combinação desses fatores forma o custo de produção. Veja quais são:

Cada fator é dividido por unidade de área, sendo conhecidos por coeficientes técnicos de produção. Eles podem ser medidos em: tonelada, quilograma, litros e horas ou dia de trabalho. As unidades de medidas vão depender do que está sendo considerado.

O valor de cada fator muda em relação à região de cultivo. Vale lembrar que o custo de produção de milho por hectare também muda pelo nível tecnológico utilizado. Os dados devem ser anotados corretamente. 

Para ter maior controle do cálculo, normalmente os custos são divididos em:

  • custo variável: despesas com a lavoura, despesas de pós-colheita e financeiras;
  • custo fixo: depreciação e exaustão;
  • custo operacional: custo variável + custo fixo, renda de fatores (remuneração esperada sobre o capital fixo e terra);
  • custo total: custo operacional + renda de fatores.

Esses custos são divididos entre as máquinas e implementos, insumos, irrigação e outros custos. Veja abaixo o que cada um destes tópicos considera para o custo de produção.

1. Máquinas e implementos agrícolas

As máquinas e implementos agrícolas são usados para o preparo e correção do solo, plantio, tratos culturais, colheita e pós-colheita. Os coeficientes técnicos para cálculo do custo do plantio incluem: 

  • horas trabalhadas por hectare;
  • preço do combustível;
  • salário do operador e seus encargos sociais.

Como calcular a hora/máquina

Você precisará saber o preço e a quantidade consumida dos itens de cada equipamento, tudo isso por cada hora de trabalho. Considere:

  • a potência;
  • gastos com óleo diesel;
  • filtro/lubrificantes;
  • energia;
  • salários e encargos sociais e trabalhistas dos operadores.

O consumo de óleo diesel, segundo a Conab, é igual a 12% da potência da máquina.

Para motores estacionários elétricos, o consumo de energia elétrica é igual a 75% da potência da máquina.

Os gastos com filtros e lubrificantes são estimados em 10% das despesas de combustível. Por outro lado, a remuneração dos operadores é geralmente expressa em horas trabalhadas no mês. O valor é dividido por 220, a média de horas trabalhadas em um mês. 
Aqui, nesse valor, considere 8 horas de trabalho por dia, durante 5 dias por semana.

custo de produção de milho por hectare: tela do aegro que mostra custos totais operacionais

Controle de horas trabalhadas e custo operacional das máquinas de modo ágil e fácil com software agrícola Aegro

2. Insumos

Os insumos também devem ser considerados no custo de produção de milho por hectare. Entretanto, a forma de calcular cada tipo de insumo é diferente e você precisa estar de olho nisso.

Defensivos

Inclua aqui os gastos com herbicidas, inseticidas, fungicidas e adjuvantes. Para saber o gasto com esses produtos, anote a dose utilizada por hectare e o preço pago pelo produto.

Fertilizantes

Considere os gastos com calcário, gesso agrícola, macro e micronutrientes. Assim como nos gastos com defensivos, você também precisará saber as doses e quantidade utilizadas. Anote também o preço pago por quilo, litro ou tonelada.

Sementes

Neste caso, o custo é calculado pela quantidade de semente de milho utilizada no plantio. O valor é multiplicado pelo preço pago. O preço pago pelos insumos podem apresentar grandes variações no decorrer do ano.

Fique de olho no mercado dos insumos necessários para sua produção. Ele afeta diretamente seu custo e sua rentabilidade. 

3. Irrigação

Caso você opte pela plantação de milho irrigado, a irrigação deverá ser incluída nos custos de plantio e da safra. Para este cálculo você precisará saber aspectos ligados ao:

  • clima;
  • solo;
  • turno de rega;
  • topografia;
  • método de irrigação; 
  • legislação;
  • regras de cobrança;
  • isenção de pagamento do uso da água.

O cálculo será a soma dos gastos com a outorga, captação, consumo e efluentes. O valor é dividido pela produtividade da cultura. Caso você não se enquadre no pagamento do uso da água, o custo de produção será o gasto com:

  • o conjunto de motobomba e/ou motores utilizados (hora/máquina);
  • depreciação;
  • manutenção;
  • seguro agrícola
  • remuneração do investimento no conjunto de irrigação.

4. Outros custos variáveis

É importante considerar outros custos que variam conforme a produção. Considere os custos com seguro agrícola, transporte, impostos sobre venda de milho e taxas sobre produção, beneficiamento dos grãos e outros.

Gestão de custos de produção agrícola pelo Aegro

Visualização de custos de uma fazenda com gestão pelo Aegro (dados são ilustrativos)

Como calcular a produtividade de milho por hectare

Estimar a produtividade de milho por hectare pode parecer difícil, mas você pode aprender em apenas três minutos. Veja no vídeo a seguir:

Saiba estimar a produtividade de milho em 3 minutos!

Com a estimativa da produtividade do milho, você consegue calcular o preço de equilíbrio. Esse valor te auxilia nas tomadas de decisão. A estimativa da produtividade vai te mostrar se o que foi investido e os manejos foram suficientes para o retorno esperado.   

Ainda, considere o seguinte ponto na estimativa de produtividade de milho safrinha por hectare: sua produção sofreu avanço tecnológico. No entanto, nem sempre a redução de custos na implantação de áreas para silagem reflete em melhor retorno. 

As áreas para silagem devem ser planejadas para uma elevada produtividade.

Preço e produção de equilíbrio e lucratividade por hectare de milho

Preço de equilíbrio

O custo médio para produzir um hectare de milho na safra depende do nível de tecnologia que você irá adotar na sua lavoura. 

Sabendo seu custo e projetando a produtividade, você consegue calcular o preço mínimo de venda para conseguir pagar todas as despesas obtidas na produção. Esse preço é denominado preço de equilíbrio

Ao vender sua saca por esse preço, não há lucro e nem prejuízo. Ele é calculado pela fórmula: preço de equilíbrio = custo total da produção por hectare dividido pela produção esperada por hectare.

Com este valor, é possível realizar a venda futura do seu cereal. Com ele, você já tem ideia do lucro de 1 hectare de milho que possivelmente será obtido. Anote corretamente todos os gastos para a estimativa de ganho ser correta, até mesmo os menores valores.

Outro ponto de atenção: a agricultura é uma empresa a céu aberto. Fixar preço de venda futura deve ser algo feito de maneira cautelosa. Faça isso apenas se você realizar o custo de produção corretamente.

Produção de equilíbrio

Há possibilidade também de realizar o cálculo da produção de equilíbrio. Para isso, é importante ter o custo de produção correto da sua área. Tenha também o histórico de preços de comercialização dos grãos de milho na sua região.

Nos últimos anos, os preços das commodities agrícolas vem apresentando oscilações. Então, para esse cálculo, utilize os valores mais consolidados de venda da sua região.

O cálculo é realizado da seguinte forma:

  • Produção de equilíbrio = custo total da produção por hectare dividido pelo preço de venda esperado por saca.

Sabendo a quantidade de sacas de milho necessárias para pagar o custo de produção obtido, acima desta quantidade é considerado lucro por hectare. Estes cálculos são importantes para te auxiliar no momento da comercialização.

Saber essas margens de preço e produção necessárias para pagar todos os gastos obtidos com a lavoura, te traz mais confiança e segurança na venda. Isso só é possível se o custo de produção for realizado de modo organizado e correto.

Use estas informações para definir as estratégias de venda do seu cereal, seja antes ou depois da colheita.

Lucro por hectare de milho em 2023

Entendendo seus custos você consegue definir o seu lucro por hectare de milho. O lucro de 1 hectare de milho depende, além dos seus custos, do preço final que você coloca na saca.

Claro que o preço no momento da venda será o definitivo na lucratividade por hectare do seu milho. Entretanto, tendo definido estes valores de equilíbrio e conhecendo o mercado, é possível obter as melhores oportunidades.

O lucro por hectare do milho em 2023 para o milho safra, provavelmente será inferior ao obtido ano passado. Afinal, o preço dos insumos estava elevado no momento de compra, principalmente do adubo.

Já para o milho de segunda safra, o preço dos insumos está mais estável e com queda nos valores dos adubos. Entretanto, há dois pontos negativos para a lucratividade da 2ª safra:

  • produtividade do milho segunda safra é menor;
  • alta pressão de cigarrinha, que aumenta o custo com produtos.

Além de você fazer corretamente os tratos culturais, é importante acompanhar os principais pontos que interferem no preço do milho em 2023. A seca na Argentina, guerra entre Rússia e Ucrânia, área de plantio dos Estados Unidos e colheita brasileira são exemplos.

Somente tendo uma visão geral do mercado e realizando corretamente seus custos e preço equilíbrio, é possível conseguir atingir o lucro por hectare de milho desejado.

Quanto custa plantar um hectare de milho?

Plantar um hectare de milho verde pode custar em média R$ 6 mil reais. Entretanto, esse valor depende muito da sua região e da tecnologia utilizada na sua lavoura. 

Portanto, é muito importante que você busque referências externas. Entenda como estão os seus resultados em relação a outras fazendas. Para fazer esse estudo de mercado de forma rápida, recomendo que você utilize o nosso kit comparativo de custos de safra!

O kit conta com duas planilhas: uma para calcular seus custos de produção por hectare e outra para comparar seu resultado com fazendas de todo o Brasil. Basta clicar na imagem abaixo para baixar!

Custo de produção agrícola: Controle tudo pelo Aegro!

Automatizando o cálculo do custo de produção 

Para simplificar o processo do cálculo, os usuários do Aegro contam com diversas funcionalidades. Com o software de gestão agrícola, você consegue:

  • controlar a quantidade de combustível e o gasto por safra;
  • registrar o abastecimento das máquinas e veículos;
  • calcular a depreciação de máquinas;
  • calcular o custo de hora máquina;
  • gerar relatórios para auxiliar na gestão do maquinário.

Um exemplo disso é o relatório de consumo e eficiência de máquinas e veículos. Ele te ajuda a comparar o consumo e gastos das máquinas.

Acompanhe a quantidade de insumos planejados na safra e a quantidade utilizada por área. Isso te apoia na identificação de gargalos no seu custo de produção.

Controle de insumos planejados, utilizados e percentual por área para gestão no software agrícola Aegro

Controle de insumos planejados, utilizados e percentual por área para gestão no software agrícola Aegro

Com todos os dados disponíveis, é possível acompanhar dentro do Aegro o custo realizado por safra e gerar relatórios completos ou simplificados.

Acompanhe o custo realizado com o Aegro

Com dados da sua produção disponíveis no sistema, é possível visualizar gráficos e emitir relatórios de rentabilidade de safra. Assim, você acompanha dados como preço médio de venda, quantidade de produção vendida, produção em estoque e despesas da safra.

Indicador e relatório de rentabilidade da safra no software Aegro

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Conclusão

O custo de produção de milho por hectare varia conforme a região de plantio e nível de tecnologia adotado.

Neste artigo, você viu o que considerar para chegar ao custo de produção na sua lavoura. Também falamos sobre o preço e produção de equilíbrio da safra e como calcular a produtividade de milho na sua lavoura.

Com essas informações em mãos, você conseguirá gerenciar melhor sua propriedade para obter mais lucratividade.

Como você calcula seus custos de produção de milho por hectare? Não deixe de compartilhar este artigo com sua equipe de trabalho!

5 maneiras de melhorar seu gerenciamento rural

Gerenciamento rural: entenda como ele pode contribuir para uma fazenda mais eficiente e produtiva!

O setor agropecuário é muito competitivo. Não há espaço para amadorismo.

O produtor rural, que já era muito bom da porteira para dentro, agora tem de ajustar seu sistema de acordo com as exigências da porteira para fora.

Para isso, é fundamental que se tenha uma boa gestão das atividades da propriedade rural.

Reuni algumas dicas que vão facilitar o gerenciamento rural, ajudando a tornar seu sistema mais eficiente. Confira comigo!

Gerenciamento rural: como funciona o sistema

O cenário em que a produção agropecuária está inserida é complexo.

Temos as propriedades rurais em si, o mercado e os recursos que utilizamos para produzir.

Hoje já não adianta apenas conhecer muito bem o que acontece porteira adentro. É preciso saber o que acontece fora dela também!

Fatores externos à propriedade, como a economia global, câmbio e mesmo as leis e impostos, afetam diretamente o agronegócio brasileiro.

Mais que produzir, precisamos gerenciar e administrar bem essas informações para obtermos os melhores resultados em nossa propriedade.

Muitas vezes isso requer grandes mudanças no sistema produtivo.

Esteja aberto a mudar seu ponto de vista para não ficar para trás!

Um bom gerenciamento rural exige que o modo como se encara a atividade agrícola mude: os produtores rurais devem ver sua propriedade como uma empresa rural.

Aplicando o conceito de empresa rural, seremos capazes de gerenciar todas as atividades e ter controle das finanças.

Além disso, podemos analisar melhor o mercado e avaliar o desempenho da empresa, tornando-a mais eficiente e rentável a longo prazo.

Isso requer um bom gerenciamento rural.

Mas antes de falar do gerenciamento propriamente dito, temos que nos familiarizar com alguns conceitos chave: empresa rural, gestão agrícola e administração rural.

Calma, meus amigos! Parece muita coisa, mas não é! Aqui no Blog do Aegro temos muito material para te ajudar, como nos dois textos que sugiro abaixo:

>>“O que é administração rural e como usar em sua propriedade”

>>“Como negociar preços mesmo sendo pequeno produtor através da gestão de fazendas”

Isso vai te ajudar a entender a importância de se organizar e gerenciar para melhorar os resultados de sua empresa rural.

gerenciamento rural
Exemplo de gerenciamento rural fácil e ágil do Aegro

5 maneiras para melhorar seu gerenciamento rural

1. Tenha sempre um bom plano

Nossa empresa rural deve ser dinâmica, como se fosse um veículo em movimento fazendo a rota de entrega.

O planejamento são os detalhes dessa viagem: as rotas disponíveis até o destino, as possíveis paradas, o quanto vamos gastar, o que devemos levar na viagem, etc.

No percurso, podemos errar o caminho ou aparecer um obstáculo na pista e termos que desviar. Nessas horas, conhecer rotas diferentes para chegar ao destino final é importante!

Um bom planejamento faz isso: te mostra os melhores caminhos a seguir e como contornar adversidades caso elas apareçam durante o percurso!

Controle de atividades agrícolas no Aegro
Exemplo de cronograma de atividades dentro do planejamento no Aegro

Mas, para decidir qual caminho é o melhor naquele momento, precisamos de um bom motorista… Por isso:

2. Gerenciamento rural: “você no volante”

O gerenciamento rural permite que você assuma o volante deste veículo. Você passa a controlar cada detalhe da sua empresa durante a jornada até a venda da produção.

Gerenciar é controlar as diversas atividades que compõe o dia a dia de nossa empresa. Faz parte disso manter um histórico detalhado de todos os processos que auxiliem na tomada de decisão.

Em outras palavras: sabendo onde estamos, podemos, então, decidir para onde ir.

Como ao dirigirmos, é necessário prestar atenção ao redor antes de tomar as decisões. Ou seja, ficar atento às coisas que estão acontecendo no ambiente em que sua empresa está inserida.

O modo como o mercado funciona, que produto ele exige e quanto paga por esse produto são coisas que o empresário rural deve se perguntar e entender.

Essas perguntas são importantes para avaliarmos o desempenho da nossa empresa e podem definir tudo que acontece dentro da porteira.

gerenciamento rural
(Fonte: Datacoper)

3. Estoque: O “tanque de combustível” da nossa empresa

De maneira simplificada, o estoque é o tanque de combustível do nosso veículo.

O combustível da nossa empresa são os insumos que utilizamos para produzir: sementes, adubos, produtos fitossanitários, diesel, peças de trator, etc.

Ninguém quer parar no meio do caminho porque acabou a gasolina, não é mesmo?  

Quantidades insuficientes de insumos podem atrasar ou inviabilizar o plantio, a cobertura e os tratos culturais.

É necessário mantermos um estoque organizado e um fluxo de entradas e saídas detalhado: de onde compramos, quanto pagamos, quantidade disponível em estoque e onde estão guardados (qual galpão, por exemplo).

Para te ajudar, vou deixar uma planilha gratuita de controle de estoque para você pôr a mão na massa!

4. Não deixe para última hora

Com o estoque em ordem, podemos agora planejar melhor as atividades da propriedade, buscando maior eficiência nas operações.

Inicialmente programamos e realizamos a revisão e manutenção do maquinário.

Em seguida, detalhamos o que cada operação irá precisar, desde insumos, máquinas, operadores e época correta de realização.

A ideia é planejar cada operação!

Desse modo, as máquinas ficam prontas para o trabalho e, para cada atividade, a quantidade de insumos e pessoal estará ajustada.

Além disso, as operações ficam organizadas ao longo do ano para que não haja problemas.

Com essas medidas, é possível maximizar a qualidade das operações, o uso de insumos e de pessoal. Evitamos contratempos e gastos desnecessários.

5. Fluxo de caixa: será que a conta vai fechar?

O fluxo de caixa consiste no monitoramento das entradas e saídas de dinheiro do empreendimento.

Voltando à analogia do nosso veículo: precisamos manter um registro de todos os custos e despesas para que eles não sejam maiores que o valor que receberemos pelo frete ao chegar no destino.

A ideia é manter um histórico detalhado do que foi gasto com sementes, adubos, serviços de terceiros, fretes, imposto, entre outros; e do que recebemos pelas vendas de nossos produtos.

Assim podemos elaborar um fluxo de caixa e descobrir se estamos realmente obtendo lucro ou mesmo como reduzir custos.

Separei uma planilha gratuita de fluxo de caixa que, com certeza, facilitará seu dia a dia!

Simplifique seu gerenciamento rural

Existem várias maneiras de realizar o gerenciamento rural.

Podemos anotar em cadernos e planilhas, mas são tantas informações que fica difícil manter organizado. E, pior, fica difícil quando o produtor precisa extrair algo de útil para o futuro da empresa.

Além disso, quando queremos um maior nível de detalhamento, talhão a talhão, por exemplo, a coisa se complica.

Mas um software de gestão agrícola, como o Aegro, facilita esse gerenciamento da nossa empresa rural!

Com ele, conseguimos controlar o estoque detalhadamente, planejar as atividades da fazenda, manter um fluxo de caixa automatizado, a ainda obter relatórios de custos e rentabilidade.

gerenciamento rural
Exemplo de análise de rentabilidade em uma fazenda pelo Aegro

Confira algumas opções para começar a gerenciar sua propriedade com o Aegro agora mesmo:

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Conclusões

Conferimos como o gerenciamento rural é fundamental para conduzirmos nossa empresa. E ele não precisa ser um bicho de sete cabeças!

Com um bom gerenciamento, conhecemos a fundo nosso sistema e controlamos cada passo para melhorarmos o desempenho e alcançar nosso objetivo.

Nossa empresa passa a ser mais eficiente e dinâmica, pronta para enfrentar as adversidades que possam surgir.

Você pode começar o seu gerenciamento rural com as planilhas de controle de estoque e fluxo de caixa. Mas vale a pena investir em um software de gestão agrícola para agilizar esses processos na sua fazenda.

>> Leia mais:

“Como utilizar a entressafra de maneira produtiva em sua fazenda”

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