Crédito rural: conheça as novidades e saiba como conseguir um financiamento

Atualizado em 29 de julho de 2021.

Crédito rural: conheça melhor as normas do Manual do Crédito Rural, quais documentos são exigidos e quais instituições financeiras podem conceder crédito

O crédito rural é a principal demanda dos produtores rurais do Brasil. Mas acessá-lo não é uma tarefa simples, por vários motivos.

O principal deles é a falta de conhecimento sobre as normas do MCR (Manual do Crédito Rural). Recentemente, o Banco Central reduziu em mais da metade a quantidade de regras do MCR.

A tendência é ocorrer redução da burocracia no acesso ao crédito, juros menores e liberação de recursos em menor tempo. 

Veja neste artigo as mudanças no MCR e do que você precisa para acessar o crédito rural de forma direta (bancos oficiais) ou indireta (bancos privados, cooperativas, agfintechs, etc.).

O que é o crédito rural

Na definição do Banco Central do Brasil, o crédito rural é “o financiamento destinado ao segmento rural”.

Por meio dele, produtores rurais utilizam recursos concedidos pelas instituições financeiras, de acordo com linhas de crédito específicas.

O dinheiro do crédito rural tem diversas finalidades.    

Podem, por exemplo, ser aplicados em novos investimentos, na compra de animais, custear a produção, auxiliar na comercialização ou promover a agroindústria.

Como funciona o crédito rural

O crédito rural faz parte do Plano Safra e visa o desenvolvimento econômico e social do setor rural. Existe verba para custeio do ciclo produtivo, investimento na propriedade, comercialização ou industrialização de produtos.

Em outras palavras: disponibiliza recursos para custear e investir na lavoura em si, mas também em bens e serviços relacionados.  Existe verba até para reforma de moradias rurais.

Os recursos vêm do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e de fundos constitucionais, entre outros, como você vê na imagem abaixo:

Ilustração de como funciona o crédito rural

Ilustração de como funciona o crédito rural
(Fonte: Banco Central do Brasil)

A importância do crédito rural 

No país que ganha cada vez mais importância na produção global de alimentos, o fomento ao crédito rural deve ser uma das principais prioridades da política agrícola.

Por meio do crédito rural, é possível aumentar as chances de se manter competitivo na atividade. Além disso, são maiores as chances de produzir com eficiência e sustentabilidade econômica e ambiental.

O crédito rural beneficia desde o agricultor familiar até o grande produtor. 

O Governo Federal tem buscado meios de o produtor rural ter mais acesso ao crédito rural, seja dos bancos públicos ou do setor privado.  

De julho de 2020 a junho de 2021, foram liberados R$ 271,5 bilhões em crédito rural, segundo o Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento).

O valor representa aumento de 27% em relação à safra 2019/2020.

Detalhes dos valores liberados nas safras 2019/2020 e 2020/2021

Detalhes dos valores liberados nas safras 2019/2020 e 2020/2021
(Reprodução: Mapa)

Para a safra 2021/22, a disponibilidade total de crédito rural é de R$ 251,22 bilhões, sendo R$ 177,7 bilhões para custeio e comercialização e R$ 73,44 bilhões para investimentos.

Quem pode ter acesso ao crédito rural

De acordo com as regras do MCR, o crédito rural destina-se a:

  • produtor rural (pessoa física ou jurídica);
  • cooperativa de produtores rurais;
  • pessoa física ou jurídica que, mesmo não sendo produtor rural, se dedique a uma das seguintes atividades:
  1. pesquisa ou produção de mudas ou sementes fiscalizadas/certificadas;
  2. pesquisa ou produção de sêmen para inseminação artificial e embriões;
  3. prestação de serviços mecanizados de natureza agropecuária, em imóveis rurais, inclusive para proteção do solo;
  4. prestação de serviços de inseminação artificial, em imóveis rurais;
  5. atividades florestais.

Classificação de produtor rural

Há três classificações de produtor rural (pessoa física ou jurídica). Ela segue a RBA (Receita Bruta Agropecuária Anual):

  • pequeno produtor: até R$ 415 mil;
  • médio produtor: de R$ 415 mil até R$ 2 milhões;
  • grande produtor: acima de R$ 2 milhões.

De acordo com o MCR, a classificação é feita pela instituição financeira, no momento da produção da ficha cadastral.

Benefícios do crédito rural

O principal benefício que o crédito rural proporciona é que você não vai precisar fazer grandes investimentos com seu próprio dinheiro, ao menos inicialmente.

Na prática, em muitos casos, ele funciona como um empurrão, sobretudo para quem quer se desenvolver na atividade.

Se você está mais avançado no setor, o crédito rural te auxilia a fazer novos investimentos que também exigem grande quantidade de dinheiro.

Como há carência, você pode começar a pagar depois de três a quatro safras, a depender da cultura. Enquanto isso, você se estrutura.

Os valores que você pode ter acesso depende do tipo de produtor que você é: pequeno, médio ou grande.

Cada tipo de produtor tem linhas específicas de crédito, juros com taxas fixas, valores máximos e prazos de pagamento.  

Com o crédito rural, você pode investir em:

  • tecnologias;
  • práticas sustentáveis;
  • geração e energia;
  • custeio da produção;
  • realização de obras de infraestrutura (armazéns, por exemplo).

Linhas de crédito rural

São muitos os tipos de crédito rural: custeio, investimento, comercialização e industrialização. Cada uma atende a critérios específicos, conforme o MCR.

1. Custeio

Segundo o MCR, o crédito de custeio visa a cobrir despesas do plantio até a colheita. Ele classifica-se entre agrícola e pecuário.

Pode se destinar às despesas de:

  • ciclo de lavouras periódicas;
  • da entressafra;
  • da extração de produtos vegetais espontâneos ou cultivados;
  • de exploração pecuária.

2. Investimento

Esse tipo de crédito financia investimentos fixos e semifixos em bens e serviços. 

Como fixos, são conhecidos:

  • investimentos em construção;
  • reforma ou ampliação de benfeitorias e instalações;
  • aquisição de máquinas e equipamentos;
  • obras de irrigação, açudagem e drenagem, dentre outros.

3. Comercialização

É para viabilizar a venda dos produtos no mercado. Compreende a pré-comercialização, o desconto de Duplicata Rural e de Nota Promissória Rural.

No caso de cooperativas, pode ser usado para adiantamentos a associados, por conta de produtos entregues para venda, observados os preços de comercialização.

É utilizado, ainda, para:

  • financiar estocagem;
  • proteção de preços e/ou prêmios de risco;
  • equalização de preços;
  • garantia de preços ao produtor.

4. Industrialização  

Conforme o MCR, destina-se à industrialização de produtos agropecuários na propriedade rural. Mas isso só é possível desde que, no mínimo, 50% da produção a ser beneficiada ou processada seja de produção própria.

Essa regra vale tanto para produtores individuais quanto para as cooperativas e seus associados

Podem ser financiadas:

  • ações de limpeza; 
  • secagem;
  • pasteurização;
  • refrigeração;
  • descascamento e padronização dos produtos;
  • aquisição de insumos;
  • despesas com mão de obra;
  • manutenção e conservação de equipamentos, dentre outros.

Modalidades de crédito rural

Os programas para obtenção do crédito rural por meio do Governo Federal são:

  • o Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), subdividido em:
  1. Pronaf Agroindústria;
  2. Pronaf Mulher;
  3. Pronaf Agroecologia;
  4. Pronaf Bioeconomia;
  5. Pronaf Mais Alimentos;
  6. Pronaf Jovem;
  7. Pronaf Microcrédito (Grupo “B”);
  8. Pronaf Cotas-Partes:
  • o Pronamp (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural);
  • o Moderfrota (Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras);
  • o Inovagro (voltado para inovações tecnológicas)
  • e o PCA (Programa de Construção e Ampliação de Armazéns).

Veja detalhes dos programas

É importante você saber que os bancos possuem também suas próprias linhas de financiamento, juros e prazos.

Os principais bancos são:

  • Banco do Brasil;
  • Banco do Nordeste;
  • Caixa Econômica Federal;
  • Banco da Amazônia;
  • Bradesco;
  • Sicoob. 

Pronaf 

Conforme o Plano Safra 2021/2022, o Pronaf (investimento) tem recursos programados de R$ 17,6 bilhões (até R$ 200 mil por beneficiário). 

carência de 3 anos e até 8 anos para pagamento. Os juros variam de 3% a 4,5% ao ano.

Na parte de custeio e comercialização, o Pronaf tem R$ 21,74 bilhões programados, com 12 meses de prazo para quitar a dívida. Os juros são os mesmos dos recursos para investimento.

Pronamp

Com R$ 4,88 bilhões programados, o Pronamp (investimento) tem limite por beneficiário de até R$ 430 mil. Tem 3 anos de carência e 8 anos de prazo para pagamento. Os juros são de 6,5% ao ano.

Na parte de custeio e comercialização, o Pronamp tem recursos programados de 29,18 bilhões. Tem prazo de 12 anos de pagamento e juros de 5,5% ao ano.

Inovagro

O Inovagro tem juros de 7% ao ano. São R$ 2,6 bilhões liberados para financiamento de investimentos. Tem entre R$ 1,3 e R$ 3,9 milhões por beneficiário, carência de 3 anos e prazo máximo de 10 anos para finalizar o pagamento.

Moderfrota

O Moderfrota (investimento) tem recursos programados de R$ 7,53 bilhões. O prazo de pagamento é de 7 anos e carência de 1 ano e dois meses, com taxa de juros de 8,5% ao ano.

PCA

O PCA tem recursos programados de R$ 4,12 bilhões, com limite de R$ 25 milhões por beneficiário. Tem carência de 3 anos e prazo de 12 anos para concluir o pagamento. Os juros ao ano variam entre 5,5% e 7%.

Como solicitar o crédito rural

A solicitação do crédito rural se dá por meio de um agente financeiro. Esse agente pode ser público ou privado, cooperativas de crédito e agfintechs.

Se você é pequeno produtor, deve ir primeiro a uma instituição credenciada pelo Governo Federal para emitir a DAP (Declaração de Aptidão ao Pronaf), e depois ao banco.

Exigências e documentos para solicitação   

O MCR exige documentos básicos para formalização de cadastros bancários. Contudo, a lista pode variar conforme a instituição financeira.

Geralmente, exige-se o seguinte:

  • comprovação da idoneidade do tomador;
  • apresentação de orçamento, plano ou projeto, salvo em operações de desconto;
  • oportunidade, suficiência e adequação dos recursos;
  • observância de cronograma de utilização e de reembolso;
  • fiscalização pelo financiador;
  • liberação do crédito diretamente aos agricultores ou por intermédio de suas associações formais ou informais, ou por organizações cooperativas;
  • observância das recomendações e restrições do zoneamento agroecológico.

Documentos necessários para solicitação do crédito rural

  • cópia da matrícula da propriedade;
  • Declaração do ITR (Imposto Territorial Rural);
  • CCIR (Certificado de Cadastro de Imóvel Rural), emitido pelo Incra;
  • outorga de água (para áreas irrigadas que exigem esse documento);
  • Declaração ou Cadastro Ambiental Rural (em alguns estados);
  • DAP (para pequenos produtores).

A liberação do crédito também exige algumas garantias por parte dos bancos. São exemplos o penhor agrícola, alienação fiduciária, hipoteca e aval.

Mudanças nas normas do MCR 

Recentemente, o Banco Central resolveu consolidar em 779 normas as regras do MCR, que antes tinha 1.692 comandos. Outros 376 foram revogados.

Segundo o Banco Central, a ação faz parte de uma política que vale para toda a Administração Pública.

O objetivo é racionalizar e simplificar a regulação infralegal (normas com hierarquia inferior a decreto, como portarias, resoluções, instruções normativas entre outras).

Com a consolidação e a revogação das normas em desuso, tudo o que interessa sobre crédito rural e Proagro foi aglutinado em cinco grandes temas no MCR.

São eles: 

  • macrotema 1: princípios, conceitos básicos e operações aplicáveis ao crédito rural (Resolução CMN nº 4.883, de 23 de dezembro de 2020); 
  • macrotema 2: regras dos financiamentos do Pronaf, do Pronamp, do Funcafé e dos Programas com Recursos do BNDES (Resolução nº 4.889, de 26 de fevereiro de 2021);
  • macrotema 3: linhas para atendimento de finalidades especiais da política agrícola (Resolução CMN nº 4.900, de 25 de março de 2021);
  • macrotema 4: taxas de juros e limites de crédito do crédito rural, exigibilidades do crédito rural e condições específicas aplicáveis às operações financiadas com recursos dos direcionamentos dos depósitos à vista, da poupança rural e das Letras de Crédito do Agronegócio (Resoluções CMN nº 4.899 e nº 4.901, ambas de 25 de março de 2021);
  • macrotema 5: regras referentes ao Proagro (Resolução CMN nº 4.902, de 25 de março de 2021).

Agfintechs: crédito rural e inovação

Outra novidade que tem impulsionado o setor de crédito rural no Brasil são as agfintechs: as startups do agronegócio que atuam com crédito rural.

Elas surgem com o objetivo de acelerar a obtenção de crédito por meio da desburocratização, uso de tecnologia e inovação.

Se beneficiam da evolução tecnológica, acelerada pela pandemia; dos juros baixos, favorecidos por Certificados de Recebíveis do Agronegócio;  e da “Lei do Agro”, que possibilitou a emissão de Cédulas de Produto Rural digitais.

As empresas oferecem recursos capazes de analisar de maneira individual cada produtor.

Uma das inovações é nos juros, que ficaram mais justos: quem tem safra com risco maior paga juro diferente de quem tem risco menor.

Com as agfintechs, ferramentas como satélites para monitoramento da lavoura são usadas para análise de crédito. Isso aproxima a relação entre o produtor e o financiador.

Banner do Guia de Crédito Rural. à esquerda a descrição do ebook e à direita uma foto com moedas e uma planta.

Conclusão

Você viu neste artigo que o crédito rural, principal demanda do agronegócio no Brasil, tem conquistado avanços importantes. Isso tanto em volume de recursos, quanto em processos de operação mais modernos.

Entender qual tipo de crédito é o mais acessível para atender a sua necessidade é essencial para dar o primeiro passo na busca pelo crédito.

Alternativas mais modernas como as agfintechs podem ser uma boa solução para acelerar o acesso ao crédito com juros mais justos, de acordo com a produtividade.

Talvez, o mais importante de tudo seja fazer uma boa aplicação dos recursos obtidos. Afinal, assim você terá muito mais capacidade de evolução no setor.

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Consultoria agro de MS se destaca utilizando tecnologia

Consultoria agro: Como a empresa de Mato Grosso do Sul usa a tecnologia a seu favor, conseguindo agilizar o trabalho, basear a gestão financeira em dados e se destacar no mercado.

Com tanta gente no mercado de consultoria agro pode não ser fácil se destacar.

Pior ainda, com tantas informações que temos hoje do campo, além dos inúmeros impostos, manter a organização de cada cliente é um grande desafio.

A consultoria Agromarques encontrou na tecnologia o auxílio para superar essas questões.

Com um software agrícola, a Agromarques conseguiu a agilidade do trabalho e continua impulsionando seus negócios de modo mais organizado e seguro. Confira essa história!

Consultoria Agro de Mato Grosso do Sul: Agromarques

Foi em 2016, em Caarapó-MS, que Ronaldo Araújo Marques fundou a Agromarques, com serviços de consultoria agronômica e agricultura de precisão.

Sua preocupação sempre foi ter um trabalho sistematizado. Em 2017, encontrou o software agrícola Aegro e, desde então, a Agromarques cresceu em 5 vezes o negócio:

“Desde 2017 não fazemos nenhum trabalho de procurar clientes. Crescemos 5x, agora os clientes que vem atrás da gente.”

O segredo para isso? Ronaldo conta que todos da Agromarques sempre se esforçam para fazer um ótimo trabalho.

Eles possuem a política de sempre fazer algo a mais que o combinado, além de algo a mais do que o mercado oferece e, assim, agregar valor.

Dentro desta estratégia, foram incluídos treinamento para a parte técnica e, claro, o software agrícola Aegro.

Hoje, a Agromarques atende 60 mil hectares com 20 colaboradores.

consultoria agro

Treinamento em certificação de plantadoras da equipe Agromarques; ação conjunta com o cliente buscando melhorar a qualidade de plantio

(Fonte: Arquivo pessoal de Ronaldo Marques)

Agregar valor na consultoria agro sempre é uma boa estratégia

Podemos tirar uma boa lição da estratégia da Agromarques com a busca em agregar valor. Lembre-se, se todos estão oferecendo a mesma coisa, esses fatores do produto ou serviço se tornam o mínimo básico ou a norma esperada no mercado.

Se você deseja se destacar, precisa “acrescentar” o que estiver fazendo para que seu cliente perceba você e sua oferta como superiores às de seus concorrentes.

Você pode agregar valor ao seu serviço melhorando a forma de apresentação de resultados, por exemplo, ou mesmo simplificando isso.

Nesse sentido, um software agrícola afeta diretamente na sua apresentação de resultados, e pode simplificar e facilitar o entendimento dos mesmos pelo seu cliente. Sobre isso, Ronaldo comenta:

“Ao longo desse período que estamos juntos, quase 2 anos com o Aegro, a evolução que tivemos foi muita. Conseguimos auxiliar nossos clientes a ajudar o negócio deles a sair do que conhecemos como consultoria. Nos diferenciamos no mercado.”

consultoria agro

No software agrícola Aegro você tem diversos tipos de relatórios: resultados essenciais ao negócio rural apresentados de forma simples de interpretar

Qualidade assegurada por padronização de serviços e sistematização das informações

Para criar valor também é preciso oferecer melhor qualidade do que seus concorrentes, com preços coerentes aos do mercado.

E, lembre-se, qualidade é o que o cliente diz que é. O gerenciamento da qualidade total pode ser melhor definido como: “Descobrindo o que seu cliente deseja e entregando a ele mais rapidamente que seus concorrentes”.

Qualidade refere-se, em primeiro lugar, à utilidade. É a necessidade específica do cliente, ou o benefício que ele procura, que define a qualidade em sua mente.

Com dois ou três consultores e alguns clientes, como era no início da Agromarques, fica fácil criar qualidade para os serviços da consultoria.

Mas, com o crescimento do negócio, como conseguir assegurar essa qualidade?

A solução achada por Ronaldo foi a padronização. Eles possuem alguns processos-chave padronizados por protocolos e métodos. Com isso, eles garantem um padrão de trabalho. E a tecnologia também ajudou nisso:
“Com o Aegro, conseguimos padronizar algumas atividades: planejamento de safra, sempre registrar o que foi realizado e outros. As ferramentas que o sistema nos traz nos ajuda muito para garantir a qualidade aos nossos clientes.”

consultoria agro

Ronaldo com seus clientes usando, em campo, o aplicativo Aegro. Dessa forma, ele obtém todas as informações sistematizadas e na palma na mão, não importa onde estiver. Segundo eles: “O uso do Aegro é indispensável para a consultoria hoje”

(Fonte: Arquivo pessoal de Ronaldo Marques)

O monitoramento de pragas é outra parte do Aegro que possibilita a padronização. Ronaldo afirma que o funcionamento da ferramenta, como você vê abaixo, facilita ter um padrão de trabalho no manejo de pragas.

monitoramento de pragas

Monitoramento de pragas no Aegro: Informações sistematizadas e georreferenciadas, fáceis de analisar

Gestão financeira baseada em dados: Tomada de decisão certeira para você e seu cliente

Gestão financeira bem feita é fundamental para entender onde estão os custos, quais são os gargalos das despesas da fazenda e conseguir ter um lucro consistente.

Para isso, você pode ter seus dados guardados em planilhas de Excel ou em sistemas de gestão agrícola.

As planilhas podem ser um bom jeito de começar esse controle, mas, após certo tempo, você verá que tantas informações e análises não podem ser feitas facilmente deste modo.

Aliás, algumas análises ficam quase impossíveis de serem visualizadas, ao menos que você despenda horas a fio trabalhando nisso.

Com o software agrícola Aegro, Ronaldo consegue ver em qual talhão o custo está mais elevado, qual obteve menor receita e outras análises importantes em apenas alguns cliques.

Com todas as informações interligadas, essa parte de finanças fica ainda mais simples e rápida de ser feita:

“Quando faço o lançamento de uma aplicação realizada, isso dá baixa automática no estoque da propriedade e já alimenta o custo daquele talhão para aquele produto. Manualmente, tem margem de erro e retrabalho.”

rentabilidade com Aegro

Relatório de rentabilidade dentro do Aegro

Consultoria agro e experiência do cliente

Sem confiança, é improvável que os clientes divulguem os serviços de sua consultoria agro para outros produtores. E, convenhamos, o boca a boca continua sendo a melhor propaganda..

Melhorar o atendimento a seu cliente faz com que isso ocorra. As pessoas são predominantemente emocionais.

Ou seja, todos nós somos impactados pela simpatia, prestatividade e proatividade dos representantes dos serviços. 

Muitas empresas, não só no agro, estão usando o atendimento ao cliente como fonte primária de vantagem competitiva em um mercado em rápida mudança.

Essa é outra estratégia importante que a Agromarques possui:

“O que percebemos é que quando você mostra que está preocupado com o cliente, querendo realmente ajudá-lo, e usa ferramentas para a tomada de decisão, o negócio fica muito mais profissional. Isso ajuda a criar na mente do cliente uma imagem positiva.”

consultoria agro

Reunião anual de fechamento de safra da Agromarques com os clientes. Nesta reunião também são passadas informações de como utilizar o sistema da melhor maneira para as análises mais importantes dos negócios rurais de cada cliente

Conclusão

Consultoria agro não é um mercado fácil. Muitas empresas estão no ramo e se diferenciar e agregar valor é uma necessidade real.

Por meio da tecnologia, através do software agrícola Aegro, é possível ter essa diferenciação e ainda mais agilidade nos serviços.

Com isso, a Agromarques conseguiu melhorar a experiência de seus clientes, criar formas de padronização para assegurar qualidade e, desse modo, crescer o negócio!

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Consultor gera economia de R$ 20 mil em operações de máquinas usando software rural

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E você, já usa um software agrícola em sua consultoria agro? Que serviços de diferenciação você oferece aos seus clientes? Tem alguma dúvida? Deixe seu comentário abaixo!

6 passos para fazer o planejamento financeiro da sua fazenda com sucesso

Planejamento financeiro: Como estruturá-lo em sua propriedade para tomar decisões mais assertivas e alcançar mais lucro.

Você tem controle do financeiro da sua empresa agrícola hoje? Sabe quando tem lucro ou prejuízo com a fazenda?

Diante dessas questões, vejo que muitos produtores ainda não têm uma administração financeira da propriedade.

Ter as respostas para essas perguntas é muito importante para o sucesso de um negócio agrícola.

Para responder a essas questões, é necessário ter uma boa gestão agrícola – e é indispensável ter um planejamento financeiro.

Para te ajudar com isso, preparamos este texto com 6 passos para a elaboração do planejamento financeiro. Confira!

Planejamento financeiro na sua empresa agrícola

Você já deve ter escutado esta frase: “o sucesso de um negócio começa com um bom planejamento”.

Em uma empresa rural, não é diferente. Com o avanço das tecnologias, problemas de pragas nas lavouras e o grande número de atividades envolvidas nas propriedades rurais, é necessário ter planejamento.

E o planejamento agrícola é o ato de se programar pensando no seu objetivo agrícola. Por isso, é preciso que você entenda e planeje todas as atividades envolvidas na sua lavoura.

Como sempre falo, sua propriedade rural é sua empresa, por isso, você precisa cuidar do seu negócio.

Assim, para obter lucro e tomar decisões assertivas na sua atividade, você deve ter um planejamento financeiro. Desta forma você tem o direcionamento de que caminho seguir para ter sucesso e alcançar seu objetivo.

O planejamento financeiro é importante para que sua empresa rural não tenha um custo maior que a renda. E, se isso ocorrer, você deve modificar suas atividades e sua programação.

Deixar de lado esta etapa ou realizar um planejamento financeiro mal feito pode acarretar prejuízos para sua fazenda.

Mesmo que sua empresa rural seja pequena, é muito importante realizar esse planejamento. 

Por isso, listei 6 passos para você iniciar um planejamento financeiro com sucesso na sua fazenda.

Passo 1: Realize o diagnóstico financeiro da empresa

Conheça como está a parte financeira da empresa, ou seja, a situação atual do negócio (diagnóstico do seu negócio).

Analise os dados de safras anteriores (histórico da parte financeira da propriedade). Quais foram os gastos da fazenda; o que recebeu da sua produção agrícola; qual foi o custo de produção da safra passada, entre outros dados.

Saber onde sua empresa rural está na parte financeira te auxilia no planejamento, determinando quais os pontos a serem melhorados ou que devem ser seguidos no planejamento.

Além de conhecer a parte financeira, conheça seu negócio como um todo. Saiba as características da cultura; produção estimada; operações agrícolas necessárias; defensivos que serão utilizados, entre outros.

Aqui no blog temos diversos materiais que te auxiliam no conhecimento de pragas, doenças, plantas daninhas, análise de solo, adubação e outros dados sobre a cultura que irá implantar na sua fazenda.

Então, procure ter o máximo de informações que sejam importantes para o planejamento financeiro do seu negócio – e não deixe de registrar esses dados!

E um lembrete muito importante: separe suas finanças pessoais e a da empresa sempre.

Passo 2: Registre todas as informações para realizar o planejamento financeiro 

Anote ou registre todas as informações da parte financeira de sua fazenda. Essas informações podem estar contidas no histórico da propriedade que comentamos no passo 1.

Além disso, para realizar o planejamento das finanças você precisa registrar o que pretende gastar, o que irá ganhar, quando pretende vender e muitas outras informações.

Outro ponto importante que deve ser registrado é sobre situações que podem ocorrer durante as atividades agrícolas: quais tipos de operações agrícolas podem ser usadas; preço de defensivos agrícolas; preço de venda da cultura; armazenamento do produto, entre outras.

Ou seja, você tem de ter um olhar para diferentes cenários que podem ocorrer na sua lavoura. 

Por exemplo, o preço do grão pode reduzir ou aumentar na época que você irá colher e isso deve constar no planejamento financeiro. Assim, você sabe o que fazer se isso acontecer. 

Outro ponto que deve ser considerado para o planejamento financeiro são as informações sobre o mercado. Se você produz soja, por exemplo, veja qual a tendência do preço do grão no momento em que for colher.

Também verifique e registre se irá estocar a soja colhida e quando pretende vendê-la.

Passo 3: Verifique o fluxo de caixa

Fluxo de caixa é você registrar todas as contas da sua empresa rural, tanto a entrada como a saída de dinheiro (receitas e despesas).

planejamento financeiro

(Fonte: Sebrae)

Mas como isso pode te auxiliar no planejamento financeiro?

Você pode utilizar o fluxo de caixa de safras passadas para te auxiliar a planejar a parte financeira da sua empresa, já que lá tem tudo organizado: o que e com que gastou; o que e com o que recebeu; qual foi o lucro, entre outros dados.

Enfim, o fluxo de caixa te ajuda a trilhar o planejamento financeiro.

Além disso, com o fluxo de caixa você sabe onde sua fazenda está em relação à parte financeira. Você também consegue planejar as contas da sua empresa de acordo com o valor que tem em caixa.

Ter um fluxo de caixa atual da fazenda te auxilia no acompanhamento do planejamento financeiro que realizou para a sua empresa rural.

Para fazer o fluxo de caixa da sua fazenda e o planejamento financeiro de forma descomplicada, você também pode utilizar softwares de gestão.

Vou falar mais sobre esse assunto no passo 5.

Passo 4: Confira seu estoque

Ter o estoque organizado pode te ajudar muito no planejamento financeiro da empresa.

Se você sabe o que tem no estoque e o que precisa comprar, isso facilita o planejamento financeiro.

É importante ter o estoque conferido para saber qual a quantidade disponível de cada produto e quanto essa quantidade significa em custos (em reais ou dólares).

Se você planeja suas atividades agrícolas, você sabe se precisa comprar fertilizantes, por exemplo, e pode realizar orçamentos desses produtos.

Com esses orçamentos em mãos, seu planejamento financeiro é mais efetivo.

Lembre-se que comprar insumos com antecedência pode proporcionar uma boa economia. Se precisar de ajuda com esse controle, aproveite para baixar uma planilha de controle de estoque de defensivos agrícolas.

Passo 5: Registre e controle o planejamento financeiro

Ao longo da execução das atividades da sua empresa rural, você deve se atentar se o planejamento financeiro está sendo executado (registre as informações) e o que pode ser melhorado tanto no planejamento como nas atividades da fazenda.

Caso o planejamento financeiro não tenha sido executado e você obteve prejuízo, é necessário identificar qual foi a falha do processo e corrigir.

Passo 6: Use um software de gestão agrícola

As planilhas são ótimas para começar. Mas, com o tempo, os seus dados estarão descentralizados e ficará cada vez mais difícil de analisar o cenário econômico do seu negócio rural.

Para resolver esse problema, conte com um software de gestão como o Aegro. Essa ferramenta permite que você acompanhe a trajetória completa do seu dinheiro em um só lugar, além de acompanhar os indicadores financeiros por completo.

Tudo começa com o orçamento da safra, onde você define o quanto quer gastar com insumos, maquinário, salários, entre outras possíveis despesas. Você também estabelece suas metas de produtividade e verifica o quanto precisa vender para não ficar no prejuízo.

controle de custos Aegro

Depois, você vincula as suas contas bancárias ao sistema e começa a organizar o seu fluxo de caixa, registrando parcelas a pagar e a receber. O controle das suas finanças pode ser feito tanto pelo computador, quanto pelo celular.

No final do processo produtivo, o aplicativo te oferece uma análise detalhada de custos e rentabilidade para cada talhão. Ou seja, você tem em mãos um histórico de gastos e receitas para tomar melhores decisões no futuro.

Além disso, suas informações ficam armazenadas na nuvem, o que permite que você acesse o software de qualquer lugar e garante mais segurança para o seu planejamento financeiro.

Simplifique a gestão do seu negócio com a importação financeira de contas a pagar e receber

A importação de histórico financeiro é o jeito mais simples e prático de começar a utilizar o Aegro. 

Importe os dados de contas a pagar e receber de suas planilhas ou de outras ferramentas e ganhe agilidade no uso do sistema. Assim, você mantém o controle do seu histórico e garante a eficiência do seu time, reduzindo o tempo gasto com a digitação dos dados para outras atividades.

Seus dados são importados de uma vez, permitindo que o Aegro utilize as informações para gerar as análises necessárias para o controle do negócio.

Tela que mostra importação de histórico financeiro com Aegro

Quer saber como o Aegro pode agilizar ainda mais as atividades do seu negócio? Clique aqui e assista a uma demonstração gratuita!

planilha de fluxo de caixa

Conclusão

O planejamento financeiro é indispensável para uma boa gestão da empresa rural.

Neste texto, comentamos a importância do planejamento da parte financeira da fazenda, visando a obtenção de lucro com as atividades.

Também abordamos 6 passos para que você realize um planejamento de sucesso e a importância de separar sua vida financeira das contas da fazenda.

Com estas informações, dê o primeiro passo e mãos à obra, ou melhor, mãos no computador/celular para começar seu planejamento financeiro!

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Controle biológico de pragas agrícolas: Como funciona esse método

Controle biológico de pragas agrícolas: Saiba mais sobre esse método de manejo muito eficaz e que ainda vai te ajudar a reduzir os custos na lavoura

O controle biológico tem como objetivo controlar as pragas agrícolas a partir do uso de seus inimigos naturais, que podem ser insetos benéficos, parasitoides, fungos, vírus ou bactérias, por exemplo.

É um método de controle racional e sadio, que pode ser natural ou induzido. Além disso, pode contribuir para reduzir os custos com o controle químico da lavoura.

A tática tem crescido no mercado agrícola brasileiro, mas ainda existe receio por parte de muitos produtores em usá-la.

Vou te apresentar os principais tipos de controle biológico para que você entenda melhor como vai te ajudar na redução dos custos da sua lavoura. Veja a seguir!

O que é controle biológico de pragas agrícolas?

O controle biológico de pragas é definido como um fenômeno que acontece naturalmente no ambiente por meio dos inimigos naturais, que regulam o número de plantas e animais.

No Manejo Integrado de Pragas (MIP), o controle biológico é um dos métodos que pode ser utilizado de forma natural ou induzida para reduzir a população das pragas. 

No caso do controle biológico de insetos-praga na agricultura, os inimigos naturais podem ser predadores, parasitoides e entomopatógenos.

Os predadores matam as presas e as consomem. São insetos maiores que as presas, têm vida livre e necessitam de um número alto de indivíduos para completar seus ciclos. 

controle biológico de pragas agrícolas
Joaninha predando pulgão
(Fonte: Portal Paisagismo)

Os parasitoides são os insetos que vão parasitar a praga. Os adultos são de vida livre e as larvas parasitam a praga se alimentando do hospedeiro para completar seu ciclo de vida. O hospedeiro morre ao final do ciclo. 

controle biológico de pragas agrícolas
Cotesia flavipes parasitando broca-da-cana
(Fonte: Heraldo Negri de Oliveira)

Os entomopatógenos são microrganismos que causam doenças nos insetos-praga e os matam. Como exemplo, podemos citar fungos, vírus, bactérias, nematoides e protozoários

Artrópodes infectados por Beauveria bassiana
Artrópodes infectados por Beauveria bassiana
(Fonte: Mascarin e Jaronski, 2016)

Tipos de controle biológico

O controle biológico é uma prática natural para o manejo de pragas e doenças, utilizando organismos vivos para controlar ou reduzir populações de pragas.

Existem três tipos principais de controle biológico, cada um com suas características específicas. Confira abaixo:

1. Controle biológico natural

Refere-se ao controle que ocorre naturalmente no ambiente para equilibrar o ecossistema. A principal ação do produtor para garantir esse tipo de controle é na conservação dos inimigos naturais na área. 

Para isso, é importante que você manipule o ambiente de maneira que preserve os organismos benéficos.

Por exemplo, se for fazer aplicação de produtos químicos, opte por aqueles que forem seletivos aos inimigos naturais da área.

Outra maneira seria manter plantas atrativas próximas ao cultivo para que, na ausência da praga na cultura, os inimigos naturais possam se alimentar de presas ou hospedeiros alternativos presentes nessas plantas.

controle biológico de pragas agrícolas
Esquema de como podem ser distribuídas as plantas para atrair inimigos naturais
(Fonte: Documentos 283 Embrapa)

2. Controle biológico clássico 

Esse tipo visa uma medida de controle a longo prazo, por isso é indicado que seja realizado em cultivos de plantas perenes ou semiperenes

Para o controle de pragas exóticas (aquelas que não são nativas) são realizadas importações e colonizações de seus inimigos naturais.

Ao longo do tempo, são feitas liberações inoculativas, ou seja, liberações de um pequeno número de organismos por uma ou mais vezes no mesmo local. 

Por haver introdução de outro organismo, vários estudos devem ser realizados para assegurar que não ocorra nenhum tipo desequilíbrio no meio ambiente. 

3. Controle biológico aplicado 

Esse é o tipo de controle biológico mais utilizado comercialmente. Os inimigos naturais são criados de forma massal em laboratório para serem liberados no campo. 

As liberações são inundativas e visam a redução das populações das pragas em um curto período de tempo; são os chamados “inseticidas biológicos”. 

Controle biologico: Exemplos

O controle biológico é uma técnica de manejo de pragas que utiliza organismos vivos para controlar ou reduzir populações de pragas, sem o uso de produtos químicos.

Esse método é mais sustentável e pode ser muito eficaz, quando bem planejado. Aqui estão alguns exemplos mais comuns:

1. Insetos predadores

  • Joaninhas (Coccinellidae): São predadores naturais de pulgões, ácaros e outros insetos pequenos. Ao introduzir joaninhas na lavoura, é possível reduzir as populações de pragas sem agredir o meio ambiente.
  • Crisopas (Chrysopidae): As larvas da crisopa são predadoras de pulgões, ácaros e larvas de insetos. Elas são comumente usadas em hortas e cultivos de frutas.

2. Parasitoides

  • Vespas parasitoides: Algumas vespas colocam seus ovos dentro de outros insetos, como moscas ou lagartas. As larvas da vespa se alimentam da praga hospedeira, matando-a. Um exemplo é a Trichogramma, que parasita ovos de várias espécies de lepidópteros (como as lagartas).
  • Nematóides: Certos tipos de nematóides, como o Steinernema e o Heterorhabditis, parasitam insetos do solo, como larvas de besouros. Esses nematóides infectam e matam as pragas, sendo uma alternativa eficaz para o controle de pragas subterrâneas.

3. Microrganismos

  • Bacillus thuringiensis (Bt): Uma bactéria que produz toxinas que matam lagartas de várias espécies. O Bacillus thuringiensis é amplamente utilizado em cultivos de soja, milho e algodão para controlar lepidópteros (como a lagarta-do-cartucho).
  • Fungos entomopatogênicos: Fungos como o Beauveria bassiana ou o Metarhizium anisopliae infectam e matam insetos, como percevejos e formigas. Esses fungos são aplicados na lavoura para combater pragas de maneira natural.

4. Controle Biológico com Micro-organismos do Solo

  • Trichoderma spp.: Um fungo que pode ser usado para controlar outras doenças fúngicas no solo, como as causadas por Fusarium, Rhizoctonia e Sclerotinia. Ele age competindo com esses patógenos e produzindo substâncias que os inibem.
  • Pseudomonas fluorescens: Bactéria benéfica que ajuda no controle de doenças causadas por patógenos do solo, como Fusarium e Pythium, além de estimular o crescimento das plantas.

5. Competidores

  • Insetos competidores de alimentos: Um exemplo de controle biológico indireto é quando se introduzem espécies de insetos que competem com as pragas por alimento. Isso pode reduzir a população de pragas naturalmente, como é o caso de alguns bichos-preguiça que consomem as mesmas folhas que algumas pragas.

6. Controle com Plantas

  • Plantas repelentes: Algumas plantas atuam como repelentes naturais de pragas. O uso de plantas como alcatrão ou manjericão pode ajudar a afastar insetos como mosquitos e moscas, reduzindo a necessidade de controle químico.
  • Plantas que atraem inimigos naturais: Cultivar plantas que atraem insetos benéficos, como flores que atraem joaninhas ou abelhas, pode ajudar a aumentar o controle biológico na lavoura.

7. Controle com Predadores Naturais

  • Pássaros: Alguns pássaros podem ser usados para controlar pragas em áreas agrícolas, como gafanhotos, lagartas e até mesmo pequenos roedores. Embora não seja uma técnica direta como os insetos predadores, o incentivo à presença de aves benéficas pode ajudar no controle biológico.

Formas de liberação dos inimigos naturais 

Existem três formas que você pode optar no momento da liberação da população de inimigos naturais, que vão depender da praga-alvo em questão:

  • Inoculativa: é o tipo de liberação típico do controle biológico clássico em que os inimigos naturais são liberados em um número bastante limitado, visando o controle da população da praga em longo prazo.
  • Inoculativa estacional: esse tipo de liberação é mais comum em casas-de-vegetação em períodos de ocorrência da praga. Os efeitos serão a curto e longo prazos, com a liberação de altas densidades inicialmente. 
  • Inundativa: é utilizado de maneira efetiva para controle de pragas em cultivos anuais ou bianuais em que há a necessidade do controle da praga a curto prazo. São feitas criações massais em biofábricas. 

Inimigos naturais utilizados comercialmente no controle biológico de pragas 

O uso de controle biológico aplicado tem a necessidade da produção dos inimigos naturais em larga escala, ou seja, devem ser realizadas criações massais.

Essas criações são possíveis devido ao investimento de diversas biofábricas que produzem esses organismos para que você, produtor, possa adquirir e utilizar na sua lavoura. 

Muitos são os produtos biológicos registrados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), que podem ser consultados no site Agrofit.

Além disso, a tecnologia de aplicação tem avançado bastante. E, como você já deve ter visto por aí, muitos produtores têm feito as liberações com o auxílio de drones. 

Veja no vídeo abaixo, a liberação de vespas parasitoides para o controle de lagarta-do-cartucho, Spodoptera frugiperda, em lavoura de milho com o uso de drones

Como você viu no vídeo, quando os produtos biológicos são utilizados em um Manejo Integrado de Pragas (MIP), o uso de defensivos químicos será reduzido e, consequentemente, há uma redução nos custos

Além do mais, o uso intensivo de inseticidas pode causar ressurgência de pragas, selecionando aqueles indivíduos resistentes na população. 

Com a compatibilização dos métodos de controle, você poderá obter redução das pragas agrícolas de forma sustentável. Sem contar que vai diminuir os resíduos químicos no meio ambiente. 

Sempre opte por produtos seletivos aos inimigos naturais, independente do tipo de controle biológico que for fazer. Isso vai permitir que o manejo seja efetivo e você não terá problemas futuros, como a eliminação dos organismos benéficos do meio. 

Exemplos de produtos biológicos comercializados

O Brasil tem crescido muito nesse setor, cerca de 15% ao ano, e já existem muitos produtos registrados no site do MAPA, o Agrofit. Veja alguns exemplos:

Cotesia flavipes

Essa vespinha é liberada de forma inundativa em canaviais para o controle de lagartas da broca-da-cana, Diatraea saccharalis

Exemplos de produtos registrados: Cotesia Biocontrol.

cotesia flavipes em cana
Liberação de adultos Cotesia flavipes em cana-de-açúcar
(Fonte: Defesa Vegetal)

Trichogramma pretiosum

Essa é uma vespa menor ainda e é muito efetiva no controle de ovos de diversas lepidópteras-praga, como Spodoptera frugiperda em milho e Crysodeixis includens em soja.

Exemplo de produto registrado: Pretiobug.

controle biológico de pragas agrícolas
Fêmea de Trichogramma pretiosum parasitando ovo de mariposa
(Fonte: Defesa Vegetal)

Beauveria bassiana

Este é um inseticida microbiológico em que os fungos entomopatogênicos atuam sobre diferentes estágios de desenvolvimento dos hospedeiros. O fungo coloniza o inseto e o leva à morte. 

Exemplo de produto registrado: Boveril WP PL63.

Fungo Beauveria bassiana
Fungo Beauveria bassiana colonizando adulto de broca-do-café 
(Fonte: Terra Viva)

Sempre consulte um(a) agrônomo(a) antes de tomar qualquer decisão na sua lavoura!


Consultoria contábil para o agronegócio: 5 dicas para ganhar mais espaço e crescer

Consultoria contábil: Como impulsionar o serviço prestado e as ferramentas que facilitam o trabalho com a empresa rural.

A contabilidade é fundamental para o sucesso da fazenda, e é por isso que as consultorias contábeis tendem a crescer nesse ramo.

A necessidade de desenvolvimento dos negócios rurais, juntamente com a competição cada vez mais acirrada do mercado, contribuem para que isso ocorra.

Neste artigo, vamos mostrar algumas dicas de como a consultoria contábil pode ser realizada de forma descomplicada.

Mostramos também como consultores e produtores podem crescer trabalhando juntos! Confira!

5 dicas para ganhar mais espaço em sua consultoria contábil

1ª dica: Ofereça mais do que apenas serviços de preparação de impostos 

Que o Brasil é “campeão” de impostos, todo mundo sabe. Isso representa uma grande oportunidade de mercado para os contadores especializados em ajudar os produtores.

O desafio é fazer com que seus clientes escolham uma consultoria contábil em vez de um negócio tributário ou mesmo fazer por conta própria.

Por isso, ofereça mais do que apenas serviços de prestação de impostos. Auxilie na gestão financeira como um todo, desde o controle de estoque até o fluxo de caixa.

Com isso, a construção de uma relação de confiança fica mais fácil e até mesmo o trabalho tributário se torna menos confuso.

consultoria contábil

(Fonte: Freepik)

2ª: Rede para encontrar novos clientes

No coração de um negócio em crescimento, existem fortes relacionamentos. Antes de poder construir relacionamentos com novos clientes, você precisa fazer uma rede para encontrá-los. 

Quanto tempo você deve gastar em rede depende da rapidez com que deseja ver o crescimento. 

No passado, existiam sites de mídia social para conectar indivíduos. Hoje eles são usados ​​em parte para uma finalidade diferente: publicidade. 

Sites de mídia social como Facebook e Instagram apresentam oportunidades incríveis de marketing para micro e pequenas empresas de contabilidade que não têm um orçamento enorme para marketing. 

Os líderes dessas empresas de consultoria devem aproveitar as oportunidades de marketing gratuitas (ou quase gratuitas) oferecidas pela mídia social. 

Impressionantes 94% dos compradores de B2B (empresa para empresa) realizam pesquisas online antes de tomar uma decisão de compra. Segundo LaFollette, do CPA.com, essa tendência continuará.

“Os clientes vão cada vez mais comprar e selecionar profissionais com base exclusivamente na presença digital desse profissional, tornando sua ‘marca digital’ e ‘pegada digital’ cada vez mais importantes”, diz ele. 

“Se a sua empresa não está à altura ou à frente da indústria – 57% estão no LinkedIn, 50% estão no Facebook, 22% no Twitter e 15% no blog -, é hora de estabelecer uma presença. A chave é ser ativo, útil e genuíno”, reforça.

3ª: Estratégia

Tomada de decisão estratégica e execução com base em dados financeiros são fundamentais para qualquer empresa.

Os dados financeiros são essenciais para fins orçamentários e fiscais e são necessários para a tomada e execução estratégicas de decisões. 

Aquisições, investimentos e outras compras estratégicas devem ser feitas apenas com base em bons dados financeiros. E as consequências podem ser devastadoras para as empresas que não o fazem.

Além de mostrar ao produtor os recursos que ele pode investir para expandir sua empresa rural, os departamentos de contabilidade bem-sucedidos analisarão as finanças da empresa em busca de oportunidades para reduzir custos e liberar ainda mais recursos para oportunidades de crescimento. 

As decisões estratégicas devem sempre ser tomadas com muito cuidado, com base em informações financeiras históricas e atualizadas.

Ao combinar dados históricos e atuais, você pode criar fortes preditores de desempenho e tendências futuras.

4ª dica: Realize o controle financeiro de seu cliente de novas formas

Com esse gerenciamento feito de maneira correta, produtor e consultor conseguem visualizar exatamente tudo que foi gasto ou investido. 

Mas o controle da parte financeira qualquer consultor pode oferecer. O controle financeiro de forma centralizada, fácil, simples do cliente entender, não é qualquer um.

Invista em planilhas dinâmicas ou softwares para construir essa diferenciação. Assim, é mais fácil visualizar onde está sendo empregada a maior parte dos recursos, reduzir gastos, planejar investimentos. 

Desta forma você também pode planejar e indicar qual o melhor caminho para cada empresa rural de maneira individualizada.

5ª: Ferramentas para auxiliar na consultoria contábil

Lauren Clemmer, diretora executiva da Association for Accounting Marketing, reforça que, assim como impactou todos os outros setores, a tecnologia é cada vez mais forte na contabilidade.

“A tecnologia não substituirá pessoas e relacionamentos. De fato, isso tornará o trabalho das pessoas mais importante porque elas precisam traduzir os dados que a tecnologia pode calcular, ajudando seus clientes a entender como esses números se aplicam aos seus negócios. A chave é identificar oportunidades e articular como a empresa pode ajudar o cliente a aproveitar essas oportunidades”, diz.

Ela recomenda que as empresas adotem a tecnologia certa para suas necessidades e, em particular, entendam a web e o papel das mídias sociais.

A era digital substituiu o papel por ferramentas digitais!

O Excel é considerado importante por qualquer consultor contábil. Além disso, o certificado digital também pode ser um ótimo aliado, pois é possível assinar contratos digitalmente, com validade legal em qualquer local!

Outra ferramenta interessante é o Farejador, que está conectado à Secretaria da Fazenda. Essa ferramenta permite saber quem emitiu a CTe ou uma NFe e pode armazenar arquivo em nuvem.

Já se você quer centralizar as informações das fazendas atendidas e possuir o histórico de informações para realizar um controle eficiente, o Aegro pode te ajudar.

Com o Aegro, consultor e produtor conseguem visualizar as informações da propriedade na palma da mão! Isso facilita a comunicação e a tomada de decisão.

consultoria contábil

Você pode começar uma gestão bem-sucedida na sua fazenda agora mesmo utilizando o Aegro

Consultoria contábil: Importância para a fazenda

A consultoria contábil é uma prestação de serviço que vai muito além do tradicional serviço contábil e financeiro. Ela é responsável pelo controle de folha de pagamento, demonstrativos de fluxo de caixa e apuração de impostos (carga tributária) também.

De modo geral, a consultoria funciona pela identificação e detalhamento da situação atual da empresa rural. E, em seguida, é realizada uma assessoria contábil.

A consultoria contábil traz benefícios tanto para produtor quanto para consultores.

O produtor rural tem a segurança de ter um profissional especializado auxiliando na tomada de decisões, com relatórios sobre o andamento da empresa rural e possíveis mudanças para atingir maior lucratividade.

Já o consultor pode expandir seus ganhos com o serviço de consultoria, oferecendo mais opções e alcançando maior público.

De acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae, 54% dos empresários entrevistados pagariam até 20% a mais para um contador que prestasse consultoria!

Portanto, não perca esta oportunidade no meio rural e conheça agora o programa de consultores Aegro aqui e veja como começar!

fluxo de caixa Aegro

Conclusão

A consultoria contábil vem crescendo consideravelmente em empresas rurais. Neste artigo, mostramos como ganhar espaço e otimizar essa prestação de serviços na fazenda.

Vimos também algumas dicas e ferramentas para auxiliar no planejamento tributário e melhoria da empresa rural.

Espero que com essas dicas passadas aqui você possa desenvolver ainda mais sua consultoria e fortalecer a parceria com os empresários rurais!

Como vai sua consultoria contábil? Restou alguma dúvida? Adoraria ver seu comentário abaixo!


Principais e melhores manejos na dessecação para pré-plantio de milho

Dessecação para pré-plantio de milho: Saiba quais pontos considerar e quais produtos utilizar no manejo das principais plantas daninhas

A entressafra com certeza é o momento ideal para fazer um bom manejo de plantas daninhas na sua lavoura! Nesse período, é possível utilizar muitas técnicas de manejo como o controle cultural, mecânico e químico. 

No caso do manejo químico, utilizar uma quantidade maior de mecanismos de ação de herbicidas melhora o controle de plantas daninhas de difícil controle e previne a resistência. 

E como realizar um manejo eficiente de plantas daninhas antes do plantio de milho? Saiba mais a seguir:

Dessecação de plantas daninhas para pré-plantio de milho: Principais pontos 

A cultura do milho possui uma capacidade maior de competição com plantas daninhas, podendo conviver até 30 dias sem perdas na produtividade. 

Porém, o alto investimento justifica que seja feito um ótimo manejo de plantas daninhas na entressafra.

Saiba os principais pontos na dessecação de plantas daninhas para pré-plantio de milho:  

dessecação pré-plantio milho

Plântula de capim-amargoso

(Fonte: Lorenzi, 2014 )

  • Rotacionar técnicas de manejo para evitar a seleção de plantas daninhas resistentes a herbicidas;
  • Controlar plantas daninhas dentro do estádio recomendado de controle: 2 a 4 folhas para folhas largas; e 2 a 3 perfilhas para gramíneas;
dessecação pré-plantio milho

Plântula de leiteiro, no estádio ideal de controle

(Fonte: Lorenzi, 2014)

dessecação pré-plantio milho

Plântula de capim-branco, no estádio ideal de controle

(Fonte: Arquivo do autor)

  • Realizar manejo outonal ou antecipado, com uso de aplicações sequenciais;
dessecação pré-plantio milho

Inversão de flora após manejo de plantas daninhas perenizadas

(Fonte: Arquivo do autor)

  • Usar de herbicidas pré-emergentes;
  • Respeitar período residual de herbicidas para evitar Carry over (danos a culturas seguinte);
  • Seguir as boas práticas na tecnologia de aplicação.

Dessecação para pré-plantio de milho: Principais herbicidas utilizados no manejo de entressafra 

Quando houver plantas daninhas de folhas largas (buva, por exemplo) e folha estreita (ex: capim-amargoso) de difícil controle na área, deve-se priorizar o manejo de plantas de folhas estreita na entressafra, devido à seletividade do milho. 

Herbicidas pós-emergentes: 

Paraquat

Quando aplicar: pode ser utilizado em plantas pequenas provenientes de sementes (< 10 cm) ou em manejo sequencial para controle da rebrota de plantas maiores,

Espectro de controle: não seletivo. 

Dosagem recomendada:  1,5 a 2,0 L ha-1.

Pode ser misturado com: apresenta muitos problemas com incompatibilidade de calda. 

Cuidados: Necessidade de bom molhamento das folhas. Está sendo retirado do mercado por problemas de toxicidade. 

2,4 D 

Quando aplicar: utilizado nas primeiras aplicações de manejo sequencial. 

Espectro de controle: plantas daninhas de folhas largas (ex: buva).

Dosagem recomendada: 1,2 a 2 L ha-1.

Pode ser misturado com: herbicidas sistêmicos (ex: glifosato) e/ou pré-emergentes. Cuidado com problemas de incompatibilidade no tanque (principalmente graminicidas). 

Cuidados: Cuidar com período entre a aplicação de 2,4D e o plantio de milho, nas doses recomendadas, esperar um período mínimo de 8 dias. 

Glifosato

Quando aplicar: possui ótimo controle de plantas pequenas (até 2 perfilhos) ou pode ser utilizado na primeira aplicação do manejo sequencial.

Espectro de controle: não seletivo.

Dosagem recomendada: 2,0 a 4,0 L ha-1.

Pode ser misturado com: herbicidas sistêmicos (ex: 2,4 D, graminicidas), pré-emergentes (ex: sulfentrazone) ou de contato (ex: saflufenacil). 

Produtos à base de dois sais ou em formulação granulada possuem maiores problemas de incompatibilidade de calda! 

Cuidados: muitos casos de resistência. Há perdas de eficiência quando associado a produtos que aumentam o pH da calda. 

Glufosinato de amônio

Quando aplicar: pode ser utilizado em plantas pequenas provenientes de sementes (< 10 cm) ou em manejo sequencial para controle de rebrota de plantas maiores. 

Espectro de controle: não seletivo, porém mais efetivo em folhas largas. 

Dosagem recomendada: 2,5 a 3,0 L ha-1.

Pode ser misturado com: herbicidas sistêmicos (ex: glifosato e graminicidas). 

Saflufenacil 

Quando aplicar: pode ser utilizado em plantas pequenas (< 10 cm) ou em manejo sequencial para controle de rebrota de plantas maiores. 

Espectro de controle: plantas daninhas de folhas larga (ex: buva).

Dosagem recomendada: 70 a 100 g ha-1.

Pode ser misturado com: herbicidas sistêmicos (ex: glifosato). 

Cletodim

Quando aplicar: possui ótimo controle de plantas pequenas (até 2 perfilhos) ou pode ser utilizado na primeira aplicação do manejo sequencial.

Espectro de controle: controle de gramíneas. 

Dosagem recomendada: 0,5 a 1,0 L ha-1.

Pode ser misturado com: geralmente associado ao glifosato. Quando misturado com 2,4 D, aumentar 20% da dose de clethodim. 

Haloxyfop

Quando aplicar: possui ótimo controle de plantas pequenas (até 2 perfilhos) ou pode ser utilizado na primeira aplicação do manejo sequencial.

Espectro de controle: controle de gramíneas. 

Dosagem recomendada: 0,55 a 1,2 L ha-1.

Pode ser misturado com: geralmente associado ao glifosato. Quando misturado com 2,4 D, aumentar 20% da dose de haloxyfop.

O uso de adjuvantes deve seguir a recomendação de bula!

Herbicidas pré-emergentes:

Atrazine 

Atualmente o herbicida mais utilizado para a cultura do milho!

Quando aplicar: Pode ser aplicado na pré-emergência da cultura imediatamente antes da semeadura, simultaneamente ou logo após a semeadura. Em aplicações em pós-emergência da cultura e plantas daninhas, deve-se acrescentar óleo vegetal. 

O produto fornece bom controle quando aplicado na pré-emergência ou pós-emergência precoce das plantas daninhas. 

Espectro de controle: controla plantas daninhas de folha larga como picão-preto, guanxuma, caruru, corda-de-viola, nabo, leiteira, poaia, carrapicho-rasteiro e papuã. 

Também é muito utilizada para controle de soja tiguera no milho, em aplicação isolada ou associada aos herbicidas mesotrione ou nicosulfuron! 

Lembre-se, é muito importante que haja um manejo eficiente da soja tiguera para se respeitar o vazio sanitário. 

Dosagem recomendada: 3 a 5 L ha-1, dependendo das características do solo e plantas daninhas presentes. 

Pode ser misturado com: glifosato (se misturado em pós-emergência – milho RR), mesotrione, nicosulfuron, S-metolachlor e simazine. 

Cuidados: Recomenda-se aplicação em solo úmido. Aplicação em solo seco, período de seca após aplicação de até 6 dias ou presença de palha cobrindo o solo (plantio direto) podem diminuir a eficiência do produto.

S-metolachlor

Herbicida com grande potencial de ser inserido no manejo de plantas daninhas na cultura do milho. Pode ser utilizado para ampliar o espectro de controle de herbicidas para folha larga. 

Quando aplicar: na pré-emergência da cultura e das plantas infestantes. 

Espectro de controle: Ótimo controle de gramíneas de semente pequena (ex: capim-amargoso, capim-pé-de-galinha e papuã), e bom controle de algumas folhas largas de sementes pequenas (ex: caruru, erva-quente e beldroega)

Dosagem recomendada: 1,5 a 1,75 L ha-1, dependendo da planta daninha a ser controlada. 

Pode ser misturado com: atrazine e glifosato.

Cuidados: Deve ser aplicado em solo úmido. 

Isoxaflutole

Herbicida técnico que exige alguns conhecimentos prévios quanto a características do solo (teor de argila e matéria orgânica) e cuidados com as condições climáticas no momento e após a aplicação.

É muito importante consultar e seguir as recomendações da empresa para evitar toxicidade no cultivo.  

Quando aplicar: deve ser aplicado na pré-emergência do milho e das plantas daninhas. 

Espectro de controle: exerce bom controle em gramíneas anuais e algumas folhas largas como caruru e guanxuma. 

O grande diferencial deste herbicida é que, em condições de seca, ele pode permanecer no solo por um período razoáv 80 dias), até que nas primeiras chuvas é ativado, o que irá coinc (opens in a new tab)”>el (> 80 dias), até que nas primeiras chuvas é ativado, o que irá coincidir com a emergência de várias plantas daninhas.  

Dosagem recomendada: 100 a 200 mL ha-1, dependendo das características do solo e plantas daninhas presentes (somente para solos com textura média e pesada). 

Pode ser misturado com: atrazine. 

Cuidados: Não é recomendado para solo arenoso e com baixo teor de matéria orgânica. 

Trifluralina

Herbicida muito utilizado no passado que pode voltar a ser inserido no manejo de plantas daninhas do milho, principalmente devido ao lançamento de novas formulações que não necessitam ser incorporadas (menor problema com fotodegradação).  

Quando aplicar: no sistema de plante-aplique ou até 2 dias após da semeadura do milho. 

Espectro de controle: bom controle de gramíneas de semente pequena 

Dosagem recomendada: 1,2 a 4,0 L ha-1, dependendo da planta daninhas a ser controlada e nível de cobertura do solo. 

Pode ser misturado com: atrazine e glifosato.

Cuidados: Deve ser aplicado em solo úmido e livre de torrões. Solo coberto com resíduos vegetais (palha) ou com alta infestação de plantas daninhas diminuem a eficiência do produto. 

>> Leia mais: “Plantação de milho: 5 passos para maior produção e lucro

Conclusão

Neste artigo vimos a importância do manejo eficiente de dessecação para pré-plantio de milho. 

Discutimos a quais principais pontos o produtor deve se atentar para realizar o planejamento do manejo de plantas daninhas na entressafra. 

Falamos sobre as principais ferramentas de controle químico que podem ser utilizadas no período de entressafra. Discutimos ainda como realizar seu posicionamento correto para não ocasionar danos à cultura do milho.  

Com essas informações, tenho certeza que você irá realizar um bom manejo de herbicidas!

>> Leia mais:

Como funciona o herbicida tembotrione para controle de plantas daninhas

Quais herbicidas você utiliza na dessecação para pré-plantio de milho? Aproveite e baixe gratuitamente aqui o Guia para Manejo de Plantas Daninhas e saiba como controlá-las melhor em sua lavoura!

Florada do café: cuide bem das flores e colha bons frutos

Florada do café: os principais cuidados nesta etapa, como controle de doenças, irrigação e outros para garantir melhor produção na próxima safra.

“Meu cafezal em flor, quanta flor, meu cafezal…” Imortalizada na música de Cascatinha e Inhana, a florada do café é mesmo um momento sublime!

As flores brancas e perfumadas embelezam o campo e nos dão esperança de uma colheita farta.

Mas, como diz o ditado, “nem tudo são flores”. Muitos são os cuidados que o produtor deve ter para garantir que a florada do café venha a dar bons frutos. Confira comigo no artigo!

A florada do café

A florada do café é resultado de uma série de processos que acontecem na planta e também da interação com fatores ambientais.

Nas axilas foliares dos ramos plagiotrópicos do cafeeiro existem gemas seriadas vegetativas que, com o estímulo ambiental adequado, são evocadas a se tornarem reprodutivas.

Isso ocorre a partir de janeiro e se intensifica com a chegada do outono. Quando maduras, as gemas reprodutivas entram em dormência, permanecendo nesse estado até que as primeiras chuvas cheguem.

florada do café
Escala fenológica do cafeeiro no momento da floração. O auge da florada dura três dias
(Fonte: Pezzopane et. al., 2003)

Com as águas, as gemas se hidratam, os botões florais crescem e, cerca de 11 dias depois, temos a abertura floral propriamente dita. 

Em anos normais, a florada do café arábica geralmente ocorre entre setembro e novembro.

Mas engana-se aquele que pensa que o manejo visando a florada começa só aí. Ele deve começar muito antes, de forma preventiva. Vamos falar sobre a importância desse manejo a seguir.

Cuidados com a florada do café

A época da florada é crítica para a determinação do potencial produtivo da lavoura de café. De modo geral, quanto mais nós nos ramos, maior quantidade de flores pode surgir. E, quanto mais flores, mais frutos podemos produzir.

É lógico que até a colheita muita coisa pode acontecer, mas o potencial produtivo é definido assim, simplificadamente.

florada do café
Ramo plagiotrópico de café. Quanto mais nós nos ramos, maior quantidade de flores que darão origem aos frutos
(Fonte: Pinterest)

Mas calma, nem tudo que reluz é ouro…

Embora a florada seja muito bela, deixando a lavoura toda branca, “nevada”,  sabemos que nem sempre é um bom sinal quando as flores ficam muito visíveis.

Isso porque flores muito à mostra indicam que as plantas estão pouco enfolhadas. 

Se temos poucas folhas, temos menor área fotossintética na planta e, portanto, menos suprimento aos grãos. No fim das contas, o pegamento daquelas flores que estão aparecendo não será tão alto e a produção de café será menor. Fique atento!

Principais doenças da florada

As duas principais doenças da florada do café são a mancha-de-phoma, causada por fungos do gênero Phoma; e a mancha-aureolada, causada pela bactéria Pseudomonas syringae pv. Garcae. 

mancha-de-phoma
Mancha-de-Phoma
(Fonte: Vicente Luiz de Carvalho/Epamig)
mancha-aureolada
Mancha-aureolada 
(Fonte: CN Café)

São vários órgãos atacados e sintomas distintos, como podemos ver nas figuras acima. 

Ambas doenças podem impactar diretamente na produção, pois causam a morte ascendente dos ramos produtivos (die-back) e a mumificação dos chumbinho no pós-florada. 

chumbinhos
Mumificação dos chumbinhos 
(Fonte: Vicente Luiz de Carvalho/Epamig)

Elas são favorecidas por temperaturas amenas e alta umidade. Portanto, regiões mais altas e amenas, terão mais problemas.

Formas de controle

Geralmente é utilizado o controle químico para essas duas doenças.

Em áreas onde as condições são favoráveis para o desenvolvimento dessas doenças, o controle deve visar a pré-florada, iniciando já no outono-inverno, de forma preventiva.

Como o cafeeiro pode apresentar várias floradas, esse controle deve seguir até a fase de chumbinho para uma boa proteção no pós-florada.

Qual produto utilizar?

No caso da Phoma, o ingrediente ativo mais utilizado é a Boscalida (Cantus) na dose de 150 g do produto por hectare. 

Com a presença da mancha-aureolada, recomenda-se adicionar cobre na mistura a 0,3%, realizando assim o controle simultâneo das duas doenças.

Não é raro que existam focos de ferrugem (Hemileia vastatrix) já ocorrendo na lavoura durante a florada. Assim, se faz necessário utilizar outros fungicidas, geralmente misturas de estrobilurinas, triazóis e/ou carboxamidas. 

Como aplicar?

Vale lembrar que a frequência de aplicações depende de monitoramento, do residual do fungicida e das condições de cada lavoura, utilizando um volume mínimo de calda de 400 L para  aplicação.

As aplicações devem visar a pré-florada, para atingir os botões florais e o pós-florada, quando as pétalas já caíram, a fim de proteger os chumbinhos que virão.

Devemos evitar a aplicação com as flores presentes, pois as pétalas impedem que o fungicida atinja o alvo adequadamente.

Considerações sobre a adubação na florada do café

O cafeeiro deve estar equilibrado nutricionalmente, sem exageros e desequilíbrios entre N (nitrogênio) e K (potássio). Só esse cuidado já reduz a incidência de várias doenças, por exemplo.

Além disso, a fase reprodutiva, mais especificamente a frutificação, exige atenção especial quanto à nutrição, pois é a fase de maior demanda do cafeeiro.

Os nutrientes devem estar à disposição do cafeeiro quando o mesmo entrar nessa fase.

Quando adubar?

Com a chegada das águas, começa a florada do café, o que marca o início da fase reprodutiva propriamente dita.

Portanto, o momento ideal de adubação para café é anterior à florada, quando temos a expectativa da chegada das águas. Em outras palavras: o adubo deve estar esperando as chuvas no campo! Assim, o fertilizante terá melhor aproveitamento pela planta, atendendo o momento de maior demanda desde o início.

Uniformizando a florada do café: o controle de irrigação

A abertura e uniformidade da florada, o pegamento e a boa frutificação são totalmente dependentes de água. 

É também na fase reprodutiva que temos a maior demanda do cafeeiro por água (evapotranspiração).

Em lavouras irrigadas, onde há o controle fino sobre a quantidade de água aplicada, temos oportunidade de interferir nisso, visando maior potencial produtivo e uniformidade da florada.

A ideia é diminuir ou suspender a irrigação nos meses de inverno, a fim de uniformizar a maturação das gemas florais. Após esse período, retornamos com a irrigação, mantendo-a durante a frutificação.

Com isso, “forçamos” a planta à abertura floral uniforme, evitando vários fluxos de floração por conta de chuvas espalhadas.  

É lógico, podem ocorrer chuvas que interfiram nesse processo, mas o controle da irrigação pode, sim, trazer bons resultados.

Com a continuidade da irrigação, garantimos um melhor pegamento e enchimento de grãos de café também.

Assim, os produtores de café irrigado têm a oportunidade de conseguir um café de mais qualidade e uniforme, com o mesmo custo de produção, apenas regulando a irrigação. 

>> Leia mais: “Broca-do-café: veja as principais alternativas de controle

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Conclusão

Pudemos conferir no artigo como é importante o cuidado com o cafezal em flor.

Mesmo antes das flores aparecerem, o produtor deve estar atento e atuar preventivamente, principalmente em áreas que favoreçam a incidência de doenças como phoma e mancha-aureolada.

A irrigação e adubação podem ser diferenciadas na época da florada, sempre visando a obtenção de melhores colheitas e eficiência.

Com um bom manejo na florada do café, a possibilidade de se ter uma lavoura saudável e produtiva são maiores. Fique sempre atento!

>> Leia mais:

Poda do cafezal: Como fazer para aumentar sua produção

Pós-colheita do café: Tendências e perspectivas para cafés de qualidade (+ cuidados com a lavoura)

Todas as recomendações para o melhor plantio do café

E você, que cuidados toma na florada do café? Conte para a gente nos comentários. Grande abraço!

As melhores formas de controle para cigarrinha-das-pastagens

Cigarrinha-das-pastagens: Principais características e como se livrar dessa praga com controle cultural, químico e biológico.

Você já reparou que, logo após os períodos chuvosos, algumas áreas de pastagens ou do consórcio milho-braquiária, costumam ficar amareladas? 

Eu te dou 99% de certeza que a cigarrinha-das-pastagens é a maior culpada desses sintomas. 

Mas como esses sintomas aparecem e o que fazer para evitar?

Respondemos essas e outras perguntas a seguir! Confira e entenda mais sobre a cigarrinha-das-pastagens!

Características da cigarrinha-das-pastagens

Existem várias espécies de cigarrinha-das-pastagens que provocam danos em gramíneas forrageiras utilizadas na pecuária para alimentação animal.

Algumas são pragas também em milho safrinha, principalmente quando consorciado com braquiárias

cigarrinha-das-pastagens

Presença de cigarrinha-das-pastagens, Deois flavopicta, em milho
(Fonte: Ivan Cruz)

As espécies são da família Cercopidae que pertence à ordem Hemiptera

As principais são Deois schach, Deois flavopicta, Deois incompleta e Zulia entreriana.

Todas elas têm hábitos muito semelhantes e suas diferenciações se dão por características morfológicas. 

Tanto os adultos como as ninfas (fase jovem) causam danos, pois sugam a seiva da planta e injetam toxinas. Isso provoca aquele amarelecimento característico, chamado de “queima do pasto”.

cigarrinha-das-pastagens

Sintoma provocado pela infestação de cigarrinha-das-pastagens
(Fonte: Giro do Boi)

As cigarrinhas adultas ficam na parte aérea, enquanto as ninfas ficam na base do capim protegidas por um tipo de espuma que permite manter o ambiente úmido. 

Já os ovos são colocados no solo e, em períodos secos, permanecem inativos. Quando começa a estação chuvosa, eclodem.

Agora você consegue entender melhor porque a “queima das pastagens” ou aquele amarelecimento acontece após o início de períodos chuvosos?

cigarrinha-das-pastagens

Espuma característica para proteção das ninfas de cigarrinhas-das-pastagens 
(Fonte: Bioseeds)

Como manejar a cigarrinha-das-pastagens

O pesquisador da Embrapa, Roni de Azevedo, sugere que a melhor forma é fazer o Manejo Integrado de Pragas (MIP), compatibilizando várias táticas. 

Para isso, é necessário que você fique atento, principalmente, com a temperatura e com a umidade. Veja a imagem abaixo. 

cigarrinha-das-pastagens

Incidência das cigarrinhas e épocas de controle 
(Fonte: Gallo et al., 1988)

Quando começam as primeiras chuvas, os ovos que estavam em diapausa (ou inativos) iniciam uma primeira geração. Se não forem tomadas as decisões corretamente, podem ocorrer até três gerações que causarão prejuízos. 

Para evitar que ocorram os danos, podem ser feitos os controles cultural, químico e biológico. Vou explicar melhor a seguir:

Controle cultural da cigarrinha-das-pastagens

Dentre as táticas de controle cultural, a diversificação de espécies de gramíneas é essencial. 

Você deve utilizar cultivares resistentes à cigarrinha (Brachiaria brizantha cv Marandu, Panicum maximum cv Massai) e cultivares suscetíveis (Brachiaria decumbens cv Basilisk, Brachiaria ruziziensis). 

Dessa maneira, você evita a seleção de insetos resistentes. 

Além disso, o manejo correto do solo antes e durante a utilização dos pastos vai permitir que as plantas sejam mais vigorosas e resistam mais ao ataque das pragas

Uma outra tática é a divisão de piquetes que vai te permitir evitar o superpastejo, mantendo as pastagens em uma altura ideal para a não proliferação das cigarrinhas.

cigarrinha-das-pastagens

Pastagem dividida em piquetes 
(Fonte: Gabriel Faria/Embrapa)

Controle biológico

Naturalmente, no próprio meio ambiente, existem muitas espécies de insetos benéficos que reduzem as populações das cigarrinhas-das-pastagens. 

Os principais predadores são as espécies de moscas Porasilus barbiellinii e Salpingogaster nigra e várias espécies de formigas. E também pode ocorrer o parasitoide de ovos Anagrus urichi. 

E ainda você pode fazer o controle com aplicação de fungos entomopatogênicos Metarhizium anisopliae, o fungo verde, na segunda e terceira geração das cigarrinhas. 

Para o uso do fungo Metarhizium anisopliae é ideal que você monitore a área e faça aplicações somente quando forem observados entre 6 e 25 ninfas ou 20 a 30 adultos por m². 

cigarrinha-das-pastagens

Incidência das cigarrinhas e épocas de controle
(Fonte: Gallo et al., 1988)

Controle químico

Antes de decidir pelo controle químico, você deve estar atento ao nível de controle dessa praga. Para isso, é necessário que você faça o monitoramento

Se no seu monitoramento, você observar mais do que 25 ninfas ou 30 adultos por m², entre com a aplicação de inseticida

Os animais que estiverem na área devem ser retirados para os tratamentos e você pode retorná-los após o período especificado pelo fabricante do produto. 

Veja abaixo alguns inseticidas registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA):

  • Clorpirifós – (Lorsban 480 BR)
  • Carbaril – (Sevin 850 WP)
  • Tiametoxam + Lambdacialotrina – (Engeo Pleno)

Sempre consulte um engenheiro agrônomo antes de fazer qualquer aplicação.

>> Leia mais:

Reduza drasticamente suas aplicações utilizando o Manejo Integrado de Pragas

banner planilha manejo integrado de pragas

Conclusão

Na maioria das vezes, o amarelecimento das pastagens em épocas chuvosas se dá pela alta incidência das cigarrinhas-das-pastagens. 

Fazer o monitoramento vai te auxiliar a entrar com controle, quando necessário.

Nesse artigo, falamos sobre as opções de controle cultural, químico e biológico.

Escolha diferentes cultivares de pastagens, tanto resistentes como suscetíveis: isso irá lhe ajudar com o controle desta praga a longo prazo. 

>> Leia mais:

Manejo integrado de pragas: 8 fundamentos que você ainda não aprendeu

4 motivos pelos quais você não deve ignorar a cigarrinha-do-milho

Você tem problemas com a cigarrinha-das-pastagens na sua propriedade? Restou alguma dúvida? Deixe seu comentário!