Adubo para cana: principais recomendações para alta produtividade

Adubo para cana: nutrientes mais requeridos, recomendações das doses, principais fontes e como fazer a adubação líquida no canavial.

Já fez a adubação para cana este ano?

A adubação do canavial parece simples, mas alguns macetes fazem a diferença para conseguir uma produtividade acima da média.

Reunimos aqui os principais pontos de atenção, como a extração de nutrientes pela cana e as doses mais recomendadas. Confira!

Adubo para cana-de-açúcar

Em cana-de-açúcar, assim como nas demais culturas, para realizar a adubação precisamos saber qual a quantidade de nutriente requerida pela cultura e em qual quantidade o solo pode fornecer. 

Assim, temos a fórmula abaixo:

Adubação = (nutriente requerido pela planta – nutriente fornecido pelo solo) x F

F é o fator de aproveitamento do fertilizante.

Na figura abaixo podemos ver que a cana-de-açúcar extrai diferentes quantidades de cada nutriente, de acordo com a fase de desenvolvimento da cultura.

macronutrientes cana

(Fonte: Yara)

Vamos ver agora alguns dos nutrientes essenciais e que não podem faltar na hora da adubação.

Recomendação de adubação para cana-de-açúcar

Nitrogênio

Em relação à adubação com nitrogênio, a cana-planta apresenta normalmente respostas baixas à adubação nitrogenada. 

Por isso, em geral é recomendado a dose de 30 Kg/ha para cana-planta, independentemente da produtividade esperada.

Já as soqueiras de cana-de-açúcar respondem melhor à adubação nitrogenada. Segue abaixo a recomendação:

Adubação de nitrogênio cana-soca

Adubação de nitrogênio para cana-soca

Fósforo

O nutriente mais limitante em área de expansão de cana-de-açúcar é o fósforo.

A cana-planta pode receber até 180 kg P2O5 ha-1. Já nas soqueiras, esse valor é reduzido para 30 kg a 60 kg P2O5 ha-1. 

Adubação de fósforo cana-planta

Adubação de fósforo para cana-planta

Já na cana-soca, a recomendação mais aceita é aquela que, para fósforo resina até 15 mg/dm³, deve-se colocar 30 Kg/ha da fórmula de fósforo, como vemos abaixo:

Adubação de fósforo cana-soca

Adubação de fósforo para cana-soca

Potássio

O potássio é outro importante macronutriente tanto em cana-planta como na cana-soca. 

No entanto, o excesso de potássio ou sua falta pode diminuir a qualidade da cana-de-açúcar. Para isso, veja a recomendação:

Adubação de potássio cana-planta

Adubação de potássio para cana-planta

Adubação de potássio cana-soca

Adubação de potássio para cana-soca

Micronutrientes

No caso dos micronutrientes, em solos de menor fertilidade, o cobre e o zinco são os mais limitantes para a cultura da cana. 

Para a correção da deficiência desses micronutrientes você pode seguir a recomendação abaixo ou, segundo outros estudos, fazer a adubação no sulco de plantio, na dose de 5 a 7 t ha-1  de zinco e cobre.

Para manganês, pode ser utilizado o sulfato de ferro ou de manganês a 1%. No caso do boro, pode ser usado 20 kg a 30 kg de bórax ha-1 no solo ou pulverização com ácido bórico 0,5%. 

adubo para cana

Efeito da aplicação de micronutrientes em cana-de-açúcar
(Fonte: Mellis e Quaggio, 2009)

Extração e exportação de nutrientes na cana-de-açúcar

Além de carbono, hidrogênio e oxigênio, a cana-de-açúcar necessita de uma série de outros nutrientes.

Alguns elementos são exigidos em maiores quantidades, por isso são conhecidos por macronutrientes. São eles: nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio, magnésio e enxofre.

adubo para cana

Extração e exportação de macronutrientes para a produção de 100 toneladas de colmo (Orlando, 1993)
(Fonte: Vitti et al.)

Outros são exigidos em menores quantidades e, por isso, são denominados micronutrientes. São eles: boro, cloro, cobre, ferro, manganês, molibdênio e zinco.

Extração e exportação de micronutrientes

Extração e exportação de micronutrientes para a produção de 100 toneladas de colmo (Orlando, 1993)
(Fonte: Vitti)

Tipos de adubo para cana

Podemos ter diferentes fontes minerais para adubação na cana-de-açúcar.

Em relação ao nitrogênio, pode ser utilizada a ureia, desde que ela seja levemente incorporada ao solo em uma profundidade de 5 cm. Isso reduz as perdas por volatilização.

Outra fonte de nitrogênio que pode ser utilizada é o sulfato de amônio, que também irá fornecer enxofre ao sistema. 

Sulfato de amônio (SA)

Vantagens do sulfato de amônio (SA)
(Fonte: Advansix)

Fontes de nitrogênio mais utilizadas

  • Ureia (45% de N);
  • Sulfato de amônio (21% de N e 23% de enxofre);
  • Nitrato de potássio (13% de N e 44% de K2O);
  • Fosfato monoamônico ou MAP (10% de N e 46 a 50% de P2O5);
  • Fosfato diamônico ou DAP (16% de N e 38 a 40% de P2O5).

No caso do fósforo, a adubação fosfatada não vai interferir na qualidade da cana-de-açúcar. Mas, os fosfatos solúveis, inclusive o termofosfato e o multifosfato magnesiano, produzem melhores resultados que os fosfatos naturais.

Principais fontes de fósforo

  • Fosfato monoamônico ou MAP (10% de N e 46 a 50% de P2O5);
  • Fosfato diamônico ou DAP (16% de N e 38 a 40% de P2O5);
  • Superfosfato simples ou super simples (16% a 18% de P2O5 e 18% a 20% de cálcio);
  • Superfosfato triplo ou super triplo (41% de P2O5 e 7 a 12% de Ca);
  • Termofosfato (18% de P2O5, 9% de magnésio, 20% de Ca e 25% de SiO4).

Fonte de potássio

O suprimento de potássio para a cana-de-açúcar pode ocorrer por meio do uso da vinhaça. 

A vinhaça e a torta de filtro são resíduos da fabricação do açúcar e do álcool. 

Na produção de açúcar, 1 tonelada de cana-de-açúcar gera 35 kg de torta de filtro. Cada litro de álcool produzido resulta em 10 a 13 litros de vinhaça. 

A vinhaça é rica em potássio; já a torta de filtro, em fósforo e cálcio.

No caso da torta de filtro, a aplicação pode ser feita em área total em pré-plantio, no sulco de plantio e nas entrelinhas.

Em área total utiliza-se de 80 a 100 t ha-1 de torta de filtro. No sulco de plantio, de 10t a 20 t ha-1; e, nas entrelinhas da cana-de-açúcar, de 40 a 50 t ha-1.

Principais fontes de potássio:

  • Cloreto de potássio, sulfato de potássio (48% a 50% ou 60% a 62% de K2O);
  • Nitrato de potássio (16% de N e 46% de K2O).

Adubo para cana: adubação líquida

A adubação líquida contribui para o aumento da produtividade dos canaviais, pois melhora o aproveitamento dos nutrientes aplicados.

Com a adubação líquida, evitam-se perdas por fixação e lixiviação, além de benefícios químicos, físicos, biológicos e fisiológicos ao solo e às plantas.

Geralmente a adubação líquida é feita via foliar para suprir uma necessidade nutricional imediata. Por isso, a adubação foliar sempre vai ser complementar.

Pode ser utilizada adubação líquida no plantio da cana, fazendo a pulverização dos nutrientes nos colmos-semente ou na soqueira, principalmente com fósforo, boro e zinco.

adubo para cana

Chave para determinar sintomas de deficiências
(Fonte: Rossetto e Dias, 2007)

Custos do adubo para cana-de-açúcar

O preço do adubo para cana vai depender da quantidade que você vai precisar e qual irá utilizar.

Assim, primeiro deve ser estudada a análise de solo para identificar quais as deficiências de nutrientes conforme a produtividade esperada.

Produtividade média de cana

Produtividade média de cana (colmos, açúcar e etanol), qualidade e viabilidade econômica em resposta à aplicação de micronutrientes em oito locais
(Fonte: Mellis e Quaggio, 2009)

planilha ponto otimo de renovacao canavial

Conclusão

A deficiência de macro e micronutrientes reduz a produtividade no campo. E, uma correta adubação se torna essencial para garantir bons resultados na lavoura.

Vimos neste artigo que a cana-de-açúcar requer quantidades diferentes de nutrientes ao longo do seu ciclo.

Também vimos que existem vários tipos de adubos minerais que podem ser utilizados, além dos adubos orgânicos, como a vinhaça e a torta de filtro.

Agora que você entendeu um pouco mais sobre a adubo para cana, que tal colocar em prática?

>> Leia mais: 

Plantação de cana-de-açúcar: Maior produtividade e ponto ótimo de renovação

Nematoides na cana-de-açúcar: Como reconhecer e manejar

Colheita de cana: 5 dicas para otimizar a sua

Gostou do texto? Tem mais dicas sobre adubo para cana? Adoraria ver o seu comentário abaixo!

Manejo do zinco na soja: como utilizá-lo para potencializar sua produção

Zinco na soja: Entenda o papel desse micronutriente na lavoura, como fazer a adubação e identificar sintomas de deficiência ou toxicidade na soja.

Têm dúvidas sobre a adubação de zinco na soja?

O zinco é um micronutriente que faz toda a diferença na produção. Afinal, ele atua no crescimento da soja e na formação de grãos.

No entanto, ele é pouco móvel na planta e os muitos fatores podem afetar na sua disponibilidade.

Acompanhe neste artigo as dicas de como manejar o zinco na soja e alcançar mais produtividade na lavoura!

Para que serve o zinco na planta?

Com o passar dos anos e com a alteração no sistema de produção, produtores começaram a se atentar às mudanças associadas à adubação. 

Uma dessas mudanças foi o despertar com relação à importância dos micronutrientes, que começam a ser mais estudados e mostram que os resultados fazem diferença na produção.

Na soja, por exemplo, a cada 1 tonelada de grãos, a planta precisa absorver cerca de 40g de zinco (Zn). E, desse montante, 66% vão para o grão, demonstrando um alto valor de extração.

exigências nutricionais soja Embrapa

Exigências nutricionais para a produção de 1t de grãos de soja (Embrapa, 1993)
(Fonte: IPNI) 

Apesar dessa grande extração, o zinco se encontra adsorvido na argila de matéria orgânica, o que reduz a disponibilidade para as plantas.

Estudos relatam que o zinco está na solução do solo em uma concentração muito baixa e que ainda estão cerca de 60% como complexos orgânicos solúveis. 

Além disso, o zinco bem como outros micronutrientes, é geralmente disponível na solução do solo em pHs mais baixos (ácido a neutro).

pHs do solo

Disponibilidade de macros e micronutrientes em diferentes pHs do solo. Note que a maioria dos micronutrientes está mais disponível em solos com pH de ácido a neutro.
(Fonte: 360 Yield Center)

Por isso sua correta adubação é tão importante. O zinco atua principalmente na síntese de proteínas e no crescimento meristemático por atuar na formação do aminoácido triptofano, precursor do ácido indolilacético. 

O zinco para a soja no solo deve estar com no mínimo de 1,0 mg/dm³, o que garante plantas sem manifestação de deficiência. Assim, garante-se o bom desenvolvimento das enzimas relacionadas a esse nutriente.

Algumas enzimas contendo zinco encontradas em plantas superiores e inferiores
(Fonte: DCS

>> Leia mais: “Tipos de adubos químicos na cultura da soja”.

Zinco: Absorção, transporte e redistribuição 

As plantas absorvem o zinco na forma catiônica de Zn²+. Mas nos estudos, existem dúvidas se elas o absorvem por processo passivo ou ativo. 

Além do que, alguns outros nutrientes em altas concentrações podem afetar a absorção do zinco, levando a planta a desenvolver sintomas de deficiência. 

Como exemplo, podemos elencar o fósforo. Esse nutriente, quando aplicado em altas dosagens, pode inibir a absorção de Zn pela planta. 

Podemos justificar essa situação com inúmeras afirmações, mas a mais aceita é a do “efeito de diluição”, que consiste num crescente aumento de absorção de P.

Isso acarreta aumento na matéria seca e, por consequência, desencadeia a diluição do zinco que estava presente na planta. 

Sobre a mobilidade na planta, ao ser absorvido, o Zn é transportado pelo xilema na forma de quelato. Porém, sua redistribuição via floema é limitada. Ou seja, o zinco é pouco móvel.

E quais as causas da imobilidade? No floema, o micronutriente encontra um pH alcalino (em torno de 8) e muitos íons de fosfato. Isso favorece a ocorrência de complexos de baixa solubilidade (óxidos de zinco, hidróxidos e fosfatos), acarretando menor redistribuição para as partes das brotações.

Por isso, em situações de deficiência, a ocorrência de sintoma é manifestada em  folhas novas

planilha de produtividade da soja

Adubação com zinco 

Vendo que nossos solos são altamente intemperizados e nossas rochas de origens não tão ricas, torna-se essencial a adubação com micronutrientes. 

O zinco pode ser aplicado na cultura da soja das seguintes formas:

  1. Via solo, com intuito de uma correção lenta, gradual e corretiva, a exemplo dos oxi-sulfatos de zinco na dosagem de 5 kg/ha;
  2. Via folha, buscando uma correção mais imediata, menos duradoura e corretiva. Neste caso, recomenda-se utilizar sulfato de Zn na dosagem de 75g/100L de água a 20℃;
  3. Via semente

Para prevenção de deficiências de zinco em solos de cerrado, recomenda-se aplicação de 4 kg/ha a 6 kg/ha em solos com baixo teor. Isso independentemente da fonte ser solúvel ou insolúvel. 

Em casos de reaplicação, recomenda-se a utilização da análise foliar, que pode ser feita a cada dois anos.

Nos casos de culturas anuais, essa dose pode ser dividida em 3 partes iguais e aplicadas no sulco de semeadura em cultivos sucessivos.

Em solos com teor médio de zinco, recomenda-se a utilização de ¼ da dose aconselhada anteriormente, devendo ser aplicada no sulco de plantio.

manejo do zinco na soja

Interpretação de resultados de análise de solos para micronutrientes para culturas anuais na região dos cerrados.
(Fonte: INPI)  

Toxicidade e deficiência de zinco na soja

Níveis ótimos de zinco podem variar de 20 mg/kg a 120mg/kg de matéria seca de planta.

Normalmente, a deficiência está associada a teores mais baixos que 20 mg/kg, e a toxicidade a uma quantidade superior a 400 mg/kg.

Como citamos acima, os sintomas de carência de zinco vão se manifestar em folhas mais novas devido a pouca mobilidade na planta. 

Os sintomas mais característicos são o encurtamento dos internódios e produção de folhas novas pequenas, com sinais de clorose e lanceoladas, tendo como resultado plantas anãs. 

Além disso, folhas mais novas podem ficar com clorose internerval de coloração amarelo-ouro e as nervuras com cor verde-escura.

deficiência de zinco

Sintoma inicial de deficiência de zinco nas folhas novas com clores internerval com cor amarelo-ouro.
(Fonte: Agrolink

manejo do zinco na soja

(Fonte: IPNI)

A deficiência de zinco pode ocorrer devido à origem natural do solo, como os derivados de arenitos, que apresentam baixa disponibilidade desse micronutriente.

Aplicações muito elevadas de calcário e fósforo, como comentado anteriormente, também podem favorecer a deficiência de zinco. 

O problema também pode ocorrer em regiões com baixa quantidade de chuvas. 

Em casos de toxicidade, as plantas se manifestam com coloração avermelhada nas nervuras e pecíolos.

>> Leia mais: “Cuidados que você deve ter para evitar deficiência de potássio na soja

Conclusão

Neste artigo, falamos sobre a importância do zinco na soja e suas funções. Relatamos como é seu comportamento no solo, na planta e sua absorção. 

Vimos como a adubação desse micronutriente deve ser realizada, garantindo mais sucesso produtivo em sua lavoura.

Descrevemos ainda os sintomas de deficiência e toxicidade na planta.

Espero que você tire o máximo proveito dessas informações e as aplique em sua propriedade!

>> Leia mais:

Por que adubação foliar em soja pode ser uma cilada

Cálculo de adubação para soja

Como cobalto e molibdênio na soja podem elevar sua produtividade

Restou alguma dúvida sobre o zinco na soja? Tem alguma dica para compartilhar? Adoraria ler seu comentário!

Como reduzir custos com um software de gestão agrícola

Custos na gestão agrícola: Como controlar melhor as despesas da fazenda e diminuir gastos utilizando tecnologia.

Sempre pensamos em reduzir custos sem abrir mão da qualidade e da produtividade. 

Para conseguir isso, temos algumas ferramentas que nos ajudam. Você que atua no agronegócio, já pensou em investir em um software de gestão agrícola? 

Com a automação de processos proporcionada por um software para gestão de fazendas, você ganha agilidade no registro, consulta as informações e otimiza as rotinas e tarefas da equipe.

Além disso, tem mais organização, controle e clareza na visualização de dados, com acompanhamento diário e em tempo real. Isso facilita o planejamento agrícola e a tomada de decisão.

Por isso, preparamos este artigo sobre como reduzir custos na sua empresa rural com um software de gestão agrícola. Confira!

[form-post-v2]

Por que ter o controle de custos na gestão agrícola com um software?

Os custos na gestão agrícola envolvem a tomada de decisões da sua empresa rural. Por isso, é importante calcular o custo de produção agrícola, que são as despesas que ocorrem na lavoura para obter a produção.

Para isso, é importante ter todos os registros de contas e atividades detalhadamente, inclusive os custos fixos e custos variáveis.

Realizar uma boa gestão agrícola, pensando em reduzir custos, não é uma tarefa fácil. Mas você pode utilizar softwares agrícolas para te auxiliar nesta tarefa.

Você percebeu, por exemplo, que na última safra o resultado ficou abaixo do esperado e que precisa reduzir custos de produção. Mas como resolver esse problema?

Se você conta apenas com registros dos custos e atividades da safra na memória, fica difícil identificar e decidir o que deve ser modificado para reduzir custos na gestão agrícola. 

Agora, se você tem anotações manuais ou registros em planilhas, esses dados podem te ajudar a tomar a decisão certa para a redução de custos… Mas isso exige um pouco de trabalho, pois é preciso anotar todos os dados e também analisá-los.

Como a gestão das atividades agrícolas envolve diversos dados, muitas planilhas podem gerar confusão na tomada de decisão.

Qual software rural utilizar para reduzir custos na gestão agrícola?

Conte com um software agrícola que integre gestão operacional, técnica e financeira. Isso permite que você saiba exatamente para onde está indo cada centavo aplicado e cada custo da sua empresa rural.

Também fique atento para softwares que podem oferecer gráficos e uma visão da fazenda que nenhuma planilha agrícola consegue.

Custos na Gestão Agrícola

(Fonte: SNA)

Com um software de gestão agrícola, você pode visualizar facilmente todas as informações sobre sua propriedade como: gastos com insumos; estoques; o que está definido em cada talhão; sementes; fertilizantes; aplicação de defensivos agrícolas; cálculo do custo e outros. 

E, com essas informações, você pode analisar todos os dados do seu negócio. 

Levando em consideração esses dados, fica mais fácil decidir quais custos devem ser reduzidos ou onde você deve colocar mais investimento, entre outras decisões estratégicas da empresa rural.

Confira mais algumas vantagens com um software na gestão agrícola de custos:

Vantagens de contar com um software rural

Um bom software agrícola para sua fazenda é aquele que oferece funções que colaboram para seu trabalho, dando resultados cada vez melhores. 

Contar com um programa de gestão rural completo e eficiente, capaz de auxiliar do planejamento à colheita, é o caminho para reduzir custos sem perder qualidade e produtividade.

Algumas vantagens que bons softwares agrícolas oferecem são:

  • Ganho de tempo;
  • Dados armazenados normalmente na rede e não apenas no seu computador;
  • Agilidade na obtenção de dados;
  • Redução de perdas de dados agrícolas;
  • Facilidade na administração de custos;
  • Visualização de gráficos e indicadores impossíveis de se obter em planilhas agrícolas;
  • Rapidez no acesso às informações armazenadas.

Controle seus custos na palma da mão

O que estamos mostrando a você é que com um software agrícola, como o Aegro, você leva sua propriedades no bolso! É possível ter acesso a todas as informações e dados que precisar, a qualquer momento, e em qualquer lugar. 

E é o usuário principal (seja o proprietário da fazenda, gerente ou consultor) quem decide a que funções o restante da equipe terá acesso, quem poderá registrar ou alterar dados.

O pessoal que vai a campo não precisa ter acesso à área de contas, por exemplo. Esse acesso pode ficar acessível somente para quem cuida da parte financeira.

A tela do painel de controle da safra mostra diversas informações disponíveis para o produtor: produtividade esperada, cultivares que serão semeados, comparação de custos orçados e realizados, etc.

Você pode ver também a evolução atual do plantio e da colheita, observações registradas diretamente do campo utilizando o aplicativo e uma agenda das próximas atividades.

aegro

Confira como o produtor de soja Fernando economizou pelo menos 5% em custos da safra com gestão tecnológica da fazenda, acesse aqui.

Aegro: Software de gestão agrícola que traz visão global da lavoura

Aegro é um sistema simples de usar e altamente eficiente, focado no processo produtivo, que dá acesso rápido às safras que estão sendo trabalhadas no momento. 

O software foi construído com produtores rurais e agrônomos para criar uma solução totalmente pensada para a sua rotina. Nós já ajudamos mais de 4 mil usuários, com mais de 1,5 milhão de hectares monitorados.

O Aegro permite que você consulte o histórico de outras safras sem precisar procurar e abrir outros arquivos ou programas. 

Ou seja, além de otimizar o trabalho e facilitar a tomada de decisão, o software ainda proporciona um aprendizado: você fica atento para não repetir o que já foi provado que não dá certo.

O Aegro oferece: 

Você pode, por exemplo, registrar e ter informações sobre as despesas; receitas; fluxo de caixa; conta bancária; extrato e nota fiscal. Essas informações te auxiliam na redução de custos na gestão agrícola do seu negócio.

Gestão de custos rápida e fácil com Aegro. Quer saber mais? Fale com um de nossos consultores aqui.

Outro exemplo dessa visão global que temos com o Aegro é a visualização das operações agrícolas por áreas.

O software apresenta todas as áreas que integram a safra atual e mostra as atividades planejadas, separadas por progresso ou por tipos: preparo do solo; semeadura; adubação e cobertura; aplicação de defensivos agrícolas, irrigação e colheita.

Dessa maneira, você pode visualizar com rapidez o que está planejado e o que já foi realizado.

É possível ver o que está no período certo para ser concluído e se há atividades atrasadas – incluindo possíveis ações que ainda não têm planejamento bem definido.

aegro

Além disso, o software também disponibiliza indicadores e relatórios de maneira objetiva e prática. 

Assim fica mais rápido e fácil analisar a fazenda quando precisar tomar uma decisão ou avaliar a saúde do seu negócio.

aegro

Aegro é o aplicativo que fala a língua do campo. Teste por você mesmo o sistema de gestão agrícola Aegro. Temos algumas opções grátis para você começar agora:

  • Computador (tempo limitado – clique aqui)
  • Celular Android (aplicativo gratuito – clique aqui)
  • Celular iOS (aplicativo gratuito – clique aqui)
  • Utilize seus Pontos Bayer para contratar a versão completa do Aegro (clique aqui).

Conclusão

Há muitas atividades e custos envolvidos para a obtenção do produto agrícola, o que torna a gestão agrícola muito importante para a sua empresa rural.

Para te auxiliar com esta tarefa e reduzir custos na gestão agrícola, vimos que você pode utilizar um software rural.

Abordamos neste artigo as possibilidades trazidas pelos softwares e as vantagens da sua utilização.

Por isso, utilize um software agrícola na sua propriedade e melhore sua gestão!

>> Leia mais:

5 maneiras de melhorar seu gerenciamento rural

Como utilizar a entressafra de maneira produtiva em sua fazenda

Como você realiza a gestão agrícola da sua empresa? Você utiliza softwares agrícolas? Adoraria ver seu comentário abaixo.

5 dicas para o plantio de algodão de alta produtividade

Plantio de algodão: Pré-plantio, manejo de solo, escolha da variedade e outros pontos importantes para alcançar altas produtividades.

O Brasil é o 5º maior produtor de algodão do mundo, com colheita estimada em 2,7 milhões de toneladas de pluma apenas nesta safra.

Nas últimas safras, também vimos um aumento de área bem significativo desta cultura.

Para alcançar altas produtividades e se manter entre os maiores produtores de algodão do mundo, o plantio requer uma atenção especial.

Confira as 5 dicas que separamos para te ajudar a ter mais sucesso em sua produção de algodão. 

1ª dica: Cuidados com a área e rotação de culturas no plantio de algodão

Para obter sucesso em sua lavoura, dê preferência por áreas planas, de fácil mecanização e com boa drenagem. 

A rotação de culturas em seu pré-plantio ajuda na melhor estruturação do solo e, consequentemente, melhor drenagem. Essa técnica também irá auxiliar a reduzir os custos com pragas e doenças da cultura.

Para fazer a rotação, opte por espécies de fácil condução e alta produção de matéria seca. Mas fique atento se a espécie escolhida não é hospedeira de pragas, doenças e nematoides.

Se você ainda não realiza a rotação, tente utilizar esse manejo em uma parte de sua área.

Tenho certeza que na safra seguinte você irá ampliar sua utilização, pois a rotação de culturas auxilia na “saúde” de sua área.

Temos algumas matérias que podem te ajudar nesta escolha de espécies para rotação:

2ª: Plante no limpo

As plântulas de algodão são muito sensíveis à competição. Por isso, o estabelecimento da cultura deve ocorrer no limpo, ou seja, sem a presença de plantas daninhas.

Nos primeiros 80 dias após a semeadura, até um pequeno número de plantas daninhas pode afetar o crescimento e consequentemente a produtividade.

plantio de algodão

(Fonte: Grupo Cultivar)

Entretanto, a cultura deve estar “no limpo” durante todo o ciclo, pois a qualidade do produto final é muito importante.

Mas, em quais momentos posso aplicar herbicidas sem ocasionar danos? Veja: 

  • Pré-plantio;
  • Pré-emergência da cultura;
  • Pós-emergência da cultura;
  • Dessecação de plantas.

Para saber qual o melhor herbicida, conheça as plantas daninhas presentes em sua lavoura e não deixe de realizar um planejamento com seu consultor!

3ª: Preparo do solo para plantio de algodão

Devido à maior permanência da umidade, normalmente os solos médios a argilosos permitem que a cultura mostre seus melhores resultados.

Contudo, as boas práticas são fundamentais para o sucesso de lavoura. Por isso, realize uma análise de seu solo.

Os solos escolhidos para implantação da cultura devem apresentar características físicas, químicas e biológicas favoráveis ao algodoeiro.

Caso seu solo apresente alguma limitação física, por exemplo, faça a correção prévia antes do plantio do algodão.

Não semeie em solos compactados e mal drenados: a cultura do algodão é altamente suscetível. A mesma dica vale para solos com limitações químicas ou biológicas.

Fique atento: o algodoeiro é muito sensível à acidez do solo. Realize o manejo conforme a necessidade de seu solo.

Caso seja necessário e possível, a correção do solo deve iniciar 3 meses antes do plantio.

manejo plantio de algodão

Manejo do solo para plantio de algodão
(Fonte: AMIPA)

>>Leia mais: “6 funcionalidades do Aegro que vão te ajudar durante o plantio

Adubação 

Para o algodão, a adubação pode ocorrer em diferentes momentos para suprir as necessidades da cultura. Na semeadura, ocorre normalmente no sulco.

A recomendação de macro e micronutrientes acontece em função da análise de solo.

Porém, a recomendação para nitrogênio é baseada na produtividade esperada e no histórico da área.

Caso seja necessário, pode ser realizada a adubação de cobertura de forma única ou parcelada.

Assim, as coberturas devem ser realizadas:

1ª – Entre 30 e 35 dias após a emergência;

2ª – Entre 20 e 30 dias após a primeira.

Alguns produtores ainda utilizam aplicações aos 80 dias após a emergência, mas fique atento, pois esta aplicação pode ocasionar danos à cultura.

Baixe a planilha gratuita de cálculo da produtividade de algodão!

4ª dica: Variedades, espaçamento e época de semeadura

Variedades do plantio de algodão

Opte por variedades tolerantes a pragas e doenças, nematoides e herbicidas, e, principalmente, com alto potencial produtivo.

A escolha da semente pode influenciar diretamente no estabelecimento da cultura. Escolha sementes que tenham boa adaptabilidade em sua região e opte pela diversificação de variedades em sua propriedade!

Antes de iniciar a semeadura, realize um teste de emergência em um canteiro da fazenda.

Algumas variedades de algodão disponíveis no mercado para sua safra são:

  • BRS 187 8H;
  • BRS 371 RF;
  • TMG 81 WS;
  • TMG 62 RF;
  • IAC 24;
  • IAC 25 RMD;
  • DP 1536 B2RF.

Para mais opções, confira o portfólio das empresas. 

Espaçamento

Quanto maior o número de plantas em uma mesma área, maior será a competição entre elas, tanto por água quanto por luz e nutrientes.

Mas como escolher o melhor espaçamento?

O melhor espaçamento é aquele em que a planta tem ótimo aproveitamento e pode expressar suas melhores características. Para o plantio de algodão, geralmente, são indicados:

  • Espaçamento entre fileiras de 0,76 m a 0,90 m; 
  • Optando pelo cultivo adensado, o espaçamento muda para 0,45-0,50 m;
  • Densidade de 8 m² a 10 plantas por m².

Caso você opte por variedades que apresentam porte mais elevado, a densidade não deve ser maior que 8 plantas por m².

Lembrando: maiores densidades são indicadas para variedades de menor porte e para solos arenosos.

Época de plantio

A época de plantio deve ser determinada, principalmente, pelo zoneamento e regime de chuvas regionais.

Quando escolhida sem planejamento, pode acarretar em perdas de produtividade.

produtividade algodoeiro Fundação MT

Produtividade do algodoeiro em função da localidade e época de semeadura
(Fonte: Fundação MT)

Pode-se realizar o plantio do algodão em “época normal” ou “safrinha”, dependendo do tipo de sistema realizado na propriedade.

Na chamada semeadura em época normal, é realizada apenas uma safra por ano. Neste sistema, a produção de algodão pode expressar sua máxima produtividade.

Já a semeadura safrinha, que ocorre após a colheita da soja, normalmente se inicia em fevereiro – ou assim que possível.

Na prática, para garantir um estabelecimento adequado do estande: 

  • Regule seu maquinário antes de iniciar a semeadura;
  • Utilize sementes de alta qualidade;
  • Semeie na época adequada: com temperatura e umidade ótimas;
  • Observe se a profundidade está uniforme no momento do plantio.

5ª: Custos e planejamento do plantio de algodão

O Imea aponta que o custo do algodão para o mês de outubro em Mato Grosso, para a safra 2019/20, aumentou em relação à safra 2018/19 para os custos variáveis e operacionais, os quais tiveram um crescimento de 5,80% e 5,70%, respectivamente. 

Os principais fatores do aumento dos custos se deram em virtude de:

  • Alta do dólar;
  • Despesas com macronutrientes e fungicidas, que tiveram um avanço anual de 12,00% e 9,70% respectivamente;
  • Mão de obra do trabalhador rural, pois boa parte da remuneração é paga em sacas de soja, oleaginosa que teve uma valorização nos preços.  

Para conseguir ter rentabilidade mesmo com esses custos, o planejamento é muito importante na empresa rural e deve ser realizado em todas as etapas, inclusive no plantio de algodão.

Planejando as suas atividades, você pode conhecer quais são seus principais custos. Isso auxilia sua tomada de decisão, do plantio à comercialização.

Por isso, é fundamental que você tenha todas as informações de sua lavoura registradas.

Como sabemos, o algodão é uma cultura que envolve muito investimento, sendo considerada uma das culturas mais “caras”. Assim, qualquer detalhe pode fazer muita diferença em sua rentabilidade!

Com o Aegro você consegue ter acesso a todos seus custos a qualquer momento e com segurança. Dados ilustrativos.

Conclusão

O plantio do algodão é de extrema importância para o sucesso dessa cultura de custo tão elevado.

Mostramos neste artigo algumas dicas para te auxiliar nessa etapa, desde o pré-plantio à emergência da cultura.

Espero que com essas informações, você consiga realizar o plantio de seu algodão e alcançar altas produtividades. Boa safra!

>> Leia mais:

“Como evitar e combater a mela do algodoeiro na sua lavoura”

Como você realiza o plantio de algodão em sua lavoura? Ficou com alguma dúvida? Deixe seu comentário!

Como fazer o MIP da soja?

MIP da soja: Como fazer o manejo integrado das pragas da cultura da soja e como isso irá trazer benefícios tanto econômicos como ambientais. 

Quando você ouve alguém falando sobre o Manejo Integrado de Pragas (MIP), considera algo impossível de ser feito na cultura da soja?

E se eu te disser que existem muitos casos de sucesso ao utilizar esse método, você acreditaria?

Embora seja um manejo menos facilitador do que aquele convencional, o MIP vai te garantir maior rentabilidade a longo prazo e contribuir para uma produção mais sustentável.

Mas, acredito que muitas dúvidas ainda precisam ser respondidas. Por isso, nosso artigo de hoje é sobre como fazer o MIP na soja. Confira!

Por que fazer o MIP?

Antes de falarmos sobre o MIP na cultura da soja, precisamos entender melhor alguns aspectos sobre esse tipo de manejo e por que é tão importante que ele seja implementado na agricultura de uma forma geral. 

Com o advento dos inseticidas na década de 1930, o mercado agrícola passou a produzir mais, justamente por ter formas mais rápidas de controlar as pragas.

Mas, desde então, não houve uma forma equilibrada de se fazer o uso dos pesticidas. Por isso, muitos problemas começaram a ocorrer, como, por exemplo:

  • resistência de pragas-chave a pesticidas;
  • uso irracional dos pesticidas;
  • Pragas antes secundárias se tornando as principais da cultura;
  • Ressurgência de pragas em níveis muito mais altos;
  • Toxicidade para humanos e organismos não-alvo;
  • Contaminação do ambiente;
  • Pesticidas incompatíveis com o controle biológico

Com esses e outros problemas que foram surgindo, na década de 1960, pesquisadores de diversas áreas propuseram um manejo com outras formas de controle que não somente o químico.

Então, mais do que uma forma de reduzir os custos, o MIP visa muitos outros aspectos nos âmbitos sociais e ambientais.

E o que é o MIP?

O MIP é um conjunto de medidas de controle que objetiva manter as pragas abaixo do nível de dano econômico quando estas chegam no nível de controle.

Todas as medidas adotadas devem ser feitas de formas coordenada e harmônica, com base no custo/benefício, levando em consideração aspectos econômicos, sociais e ambientais. 

Mas, é importante lembrar que o MIP não visa eliminar as pragas do agroecossistema. O principal objetivo é manter essas pragas abaixo do nível de controle de maneira equilibrada.

Como começar o MIP da soja?

Antes de entrar com os métodos de controle, você precisa conhecer o histórico da área e quais pragas podem vir a lhe causar prejuízos ao longo da safra.

Mas, para conhecer, é preciso saber identificar as principais pragas da soja. Dessa forma, você terá como monitorá-las. 

pragas MIP da soja

O monitoramento é uma prática que deve se tornar parte da sua rotina. Há a necessidade de que toda semana você verifique a densidade populacional das pragas. 

Com o monitoramento semanal, será possível ter uma melhor tomada de decisão, optando por métodos mais adequados para aquela ou aquelas pragas que poderão causar danos econômicos. 

As maneiras mais comuns utilizadas pelos produtores de soja para monitorar as pragas são pano de batida e armadilhas atrativas. 

Pano-de-batida

No pano-de-batida, é possível verificar a presença de lagartas desfolhadoras – como lagarta-da-soja (Anticarsia gemmatalis); falsa-medideira (Chrysodeixis includens); percevejos, como percevejo marrom e percevejo verde (Nezara viridula); e dos inimigos naturais presentes na área. 

Com isso, será possível calcular níveis de ação e de não-ação. Ao fazer o pano-de-batida é importante que você tenha em mãos uma ficha para monitoramento dos insetos. A Embrapa Soja desenvolveu uma ficha que você pode utilizar para te auxiliar neste momento.

Armadilhamento

Uma outra maneira seria o monitoramento das mariposas (fase adulta das lagartas que atacam a soja) por atratividade utilizando feromônio da espécie, com armadilhas do tipo delta

A quantidade de armadilhas vai depender da espécie de mariposa que está sendo monitorada. Por isso, siga as instruções do fabricante. 

MIP da soja: Diferentes métodos para reduzir as pragas

Ao longo da safra, realizando o monitoramento, você percebe a necessidade de controlar algumas pragas que poderão lhe causar prejuízos caso você não as controle.

controle pragas da soja

E aí: qual seria a melhor forma de controle?

No MIP, você poderá utilizar não somente um, mas vários métodos para controlar as pragas. Vou te indicar alguns deles abaixo:

Controle cultural

O controle cultural é um ótimo aliado para reduzir a densidade populacional das pragas. O interessante deste tipo de controle é que, de uma forma geral, vai contribuir para aumentar ainda mais sua produtividade.

Por exemplo, escolher uma semente de qualidade, fazendo uma boa irrigação, eliminando restos culturais e plantas utilizadas como hospedeiras alternativas dos insetos-praga. 

Controle comportamental 

Existem algumas maneiras de mudar o comportamento das pragas de modo a reduzir suas densidades populacionais. 

Os feromônios podem ser utilizados no monitoramento, mas podem também atuar para confundir os insetos no momento do acasalamento. 

Controle biológico

O controle biológico na cultura da soja é de extrema importância e tem tido resultados muito expressivos. 

Uma forma é fazer o controle biológico natural, conservando os inimigos naturais presentes na área. 

Também pode-se utilizar o controle biológico inundativo, fazendo liberações massais de organismos fornecidos por biofábricas.

Como no caso dos microhimenopteros Trichogramma pretiosum (controle de ovos de mariposas) e Trissolcus basalis (controle de ovos de percevejos).

Um micro-organismo que tem sido muito recomendado para controle de Helicoverpa armigera é o Baculovirus para evitar casos de ataques severos, como os de 2012/2013. 

Controle utilizando plantas resistentes 

O uso de plantas transgênicas é uma maneira bastante efetiva de combater as principais pragas da cultura (lagartas desfolhadoras).

No MIP da soja, é importante que, ao utilizar esse tipo de manejo, se tenha a área de refúgio para contribuir no manejo de resistência das pragas.

Lembre-se: utilizar planta transgênica não vai lhe deixar isento de fazer monitoramentos e outras táticas do MIP.

Controle químico

Ao contrário do que muitos imaginam, o MIP permite sim o uso do controle químico, mas de forma racional e equilibrada. 

O ideal é utilizar inseticidas seletivos aos inimigos naturais para manter a sanidade do ambiente.

Existem diversos inseticidas registrados para controle de pragas na cultura da soja, mas nem todos são seletivos e podem permanecer por muito tempo na lavoura.

O custo dos inseticidas mais seletivos pode significar um empecilho de início, porém, a longo prazo, irá garantir redução de custos. 

Alguns erros cometidos no MIP da soja

Muitas vezes, no intuito de aproveitar alguma operação, acabamos cometendo erros. E eles podem tornar o custo mais alto de forma desnecessária.

Um exemplo bem comum é aplicar inseticidas junto com fungicidas para aproveitar o uso das máquinas que já irão rodar no campo de qualquer jeito. 

Mas essa decisão é, na maioria das vezes, impensada e sem monitoramento prévio

Além disso, pode aumentar os custos e causar aqueles fenômenos comentados anteriormente como: resistência das pragas aos inseticidas, ressurgência de pragas, dentre outros problemas.

Imagine só… 

João tem dois filhos. Um deles está com infecção na garganta e o outro não. Para aproveitar os remédios, João decide medicar os dois filhos ao mesmo tempo. 

O que João fez, foi uma imprudência, porque o filho que não está doente poderá ter problemas com o medicamento. Sem contar que João gastou sem necessidade.

Levando para o contexto da lavoura, acontece mais ou menos a mesma coisa.

Por isso, mesmo que seja um pouco mais complicado fazer o MIP, as táticas são necessárias para garantir maior sanidade do sistema de plantio. 

Conclusão

O MIP da soja não é algo impossível de ser feito e existem muitos casos de sucesso. 

É importante que você faça o MIP na sua lavoura para evitar problemas com relação ao abuso no uso de inseticidas.

Para começar esse manejo é importante conhecer o histórico da área e fazer monitoramentos semanais.

Discutimos aqui os principais métodos de controle e alguns erros cometidos no MIP da soja.

Com essas informações, espero que você tenha condições de tomar a melhor decisão no controle de pragas da sua lavoura.

Restou alguma dúvida sobre o MIP da soja? Quais tipos de controle você adota em sua lavoura hoje? Adoraria ler seu comentário!

Coloque a casa (e a fazenda) em ordem com a chamada “governança corporativa”

Governança corporativa: entenda como ela pode facilitar a administração o processo de transição da empresa rural de pai para filhos e entre os sócios.

Você sabia que 95% das empresas do Brasil têm origens familiares – e que destas apenas 16% chegam na terceira geração? Pois é! Essa situação se repete também na agricultura. Afinal de contas, quantas vezes os filhos ou netos não conseguem levar adiante a empresa rural…

Um dos caminhos para a transição da fazenda é justamente a governança corporativa.

Sua implantação ajuda a garantir a longevidade da empresa familiar, auxiliando na transição para outras gerações, na gestão, na agregação de valor e sucesso da empresa rural.

Com as ferramentas corretas é possível enfrentar os desafios e prevenir os altos riscos! Para te auxiliar neste processo, preparamos esse artigo. Confira a seguir:

Qual o principal objetivo da governança corporativa?

A governança corporativa pode ser definida como os processos, costumes, políticas e leis, usados na administração de uma empresa. O principal objetivo da governança corporativa é garantir a confiabilidade.

Assim, a comunicação direta e assertiva é um dos caminhos a serem tomados. Deste modo, consegue-se uma maior confiança entre os sócios. Os interesses precisam ser alinhados por meio de regras, funções e responsabilidades que precisam ser bem definidas.

Em empresas familiares rurais, um dos grandes problemas é a transição da empresa para as futuras gerações. Neste caso, a governança corporativa evita os conflitos que acabam fazendo com que todo o negócio seja perdido.

governança corporativa

O valor da governança corporativa
(Fonte: Exame)

Benefícios da governança corporativa

A prática de governança corporativa pode trazer inúmeros benefícios. Abaixo, listamos os principais:

  • Mais comunicação entre os proprietários;
  • Melhora na gestão da empresa rural;
  • Valorização da imagem;
  • Possível atração de investidores;
  • Aumento na longevidade da empresa;
  • Melhoria na administração dos conflitos;
  • Atração de novos talentos.

Nas empresas rurais familiares, a governança corporativa auxilia na criação de controles e rotinas administrativas, além de estabelecer a relação profissional entre pais e filhos e preparar para a sucessão do patrimônio em vida.

Como funciona a governança corporativa?

A governança corporativa visa profissionalizar a forma como é feita a gestão da empresa. E, com isso, assegura uma maior autonomia de cada membro.

Proporciona mais organização, agilidade e transparência aos processos da empresa, além de delimitar a estrutura, os processos gerenciais e as relações profissionais. 

Funcionamento de uma governança corporativa
(Fonte: Si Projetos)

Quais são as práticas de governança corporativa?

A governança corporativa é muito mais do que uma estratégia adotada pela empresa. É uma cultura que ela adota e, algumas práticas ajudam neste processo. Vamos ver as 5 práticas que podem ser adotadas na governança corporativa:

  • Estabeleça uma hierarquia;
  • Monte políticas organizacionais;
  • Tenha um conselho consultivo;
  • Faça tudo em etapas;
  • Tenha um bom acompanhamento.
governança na prática

Governança na prática
(Fonte: Dinheiro Rural)

A hierarquia é necessária em toda empresa: todos devem saber a quem reportar os assuntos e a quem responder. Mas, lembre-se do princípio de equidade: tratamento justo sempre.

Com a hierarquia, consegue-se definir as atividades e a prioridade de cada uma delas. Portanto, estabeleça cargos e responsabilidades.

Cada membro da equipe precisa saber qual o seu papel e, para isso, é essencial montar políticas organizacionais. Assim, cada um saberá qual sua função na tomada de decisão.

No conselho consultivo, coloque pessoas capacitadas e de confiança para que possam passar uma orientação adequada e completa.

Se você ainda não implantou um sistema de governança corporativa na sua empresa, não tenha pressa. Faça tudo aos poucos, pois toda mudança na gestão empresarial exige tempo e dedicação.

Após estabelecida a cultura organizacional, os outros passos serão apenas consequências de um bom trabalho.

Após tudo estabelecido e em andamento, faça um bom acompanhamento. Isso pode ser feito por meio de reuniões ou até de auditorias independentes. Assim você saberá como está o projeto e a situação da empresa.

Quais são os quatro pilares da governança corporativa?

A governança corporativa possui 4 pilares essenciais que são: transparência, equidade, prestação de contas (accountability) e responsabilidade.

A transparência deve garantir que todos os envolvidos no processo (proprietário, filhos, sócios e demais partes interessadas) estejam informados sobre todas as tomadas de decisão.

A equidade faz referência à forma com que todos da empresa são tratados, ou seja, não importa qual a posição que cada um ocupa ou qual função desempenha, todos devem ser tratados de forma igualitária.

A prestação de contas não diz respeito apenas à parte financeira, mas todos devem prestar contas dos seus atos e decisões.

A responsabilidade corporativa é o pilar que mostra que não são apenas os fins lucrativos que garantem a longevidade daquele negócio, mas sim todo o seu papel perante a sociedade.

quatro pilares governança corporativa

Os quatro pilares da governança corporativa
(Fonte: GACS)

Pontos essenciais para empresas familiares rurais

  • Formalize a comunicação e os papéis entre os membros para manter as relações familiares e o negócio de forma saudável;
  • A implantação da governança é um processo que deve acontecer de forma gradual, pois as vezes é preciso construir novas regras e situações que não faziam parte do dia a dia daquela família;
  • Adote boas práticas de governança;
  • Defina os papéis de cada membro, principalmente em empresas rurais, nas quais é comum cada integrante acumular mais de uma função;
  • Crie estratégias, planeje as diretrizes estratégicas, defina os investimentos e a distribuição de lucros;
  • Faça um protocolo familiar no qual deve estar registrado o compromisso dos membros da família;
  • Tenha um conselho de administração (diretoria) e de sócios, aos quais devem ser prestados as contas e atos. No caso das empresas familiares, geralmente são os pais; o conselho ajudará a organização da sucessão;
  • Formalize as operações e remunerações.
governança corporativa em empresa familiar

Governança corporativa em empresas familiares 
(Fonte: SAFRAes)

O que deve ser evitado na governança corporativa

O sucesso da governança corporativa também depende de alguns fatores que devem ser evitados. Entre essas atitudes estão:

  • Usar informações para o seu benefício ou para causar conflitos;
  • Abuso de poder;
  • Falta de atenção aos erros.

Conclusão

Neste artigo vimos como implantar a governança corporativa na sua empresa, considerando as peculiaridades das empresas rurais e familiares.

Compreendemos os objetivos, benefícios e os pilares da governança corporativa.

Vimos que ela auxilia nos processos e até mesmo no desenvolvimento econômico da empresa rural, ajudando nos processos de sucessão familiar.

Agora que você entendeu mais sobre o tema, que tal começar a utilizar os princípios e pilares para uma boa governança corporativa na sua empresa rural?

>> Leia mais:

Como fazer fluxo de caixa sem complicação na sua fazenda

Como eduzir o custo da safra com um fluxo de caixa efetivo

Gostou do texto? Tem mais dicas ou dúvidas sobre a governança corporativa? Adoraria ver o seu comentário abaixo!

Podridão branca da espiga: Entenda mais e controle essa doença na sua área

Podridão branca da espiga: Sintomas, disseminação, fonte de inóculo, grãos ardidos, micotoxinas e o manejo para reduzir os prejuízos em sua lavoura.

Vários fatores podem afetar a produção de uma lavoura, entre eles as doenças

A podridão branca da espiga, por exemplo, pode causar perdas superiores a 70% no peso das espigas, impactando demais a produtividade e qualidade da produção.

Para reduzir os prejuízos com a doença, é preciso conhecê-la e saber como manejar corretamente.

Por isso, fizemos este artigo exclusivo com o Agronômica Laboratório de Diagnóstico Fitossanitário para que você entenda e evite a podridão branca em sua área. Confira:

Podridão branca da espiga: Importância e patógenos

A podridão branca da espiga pode causar grandes prejuízos na cultura do milho, afetando diretamente os grãos ou sementes, ou seja, o produto comercial. 

Ela causa redução na produtividade e qualidade dos grãos ou sementes colhidas na lavoura.

A podridão branca é causada pelos fungos Stenocarpella macrospora e Stenocarpella maydis, que tem como o nome sinônimo de Diplodia maydis e D. zeae.

Por isso, você também pode encontrar o nome da doença como Podridão da Espiga causada por Diplodia.

Uma pesquisa da Embrapa constatou perdas superiores a 70% no peso das espigas quando comparadas com espigas não inoculadas artificialmente com S. maydis.

As espécies de Stenocarpella spp. podem ocasionar, além da podridão branca, a Podridão do Colmo, podendo ser causada por ambas as espécies; e a Mancha foliar de Diplodia, causada por S. macrospora.

A ocorrência da podridão branca da espiga depende do clima. São condições favoráveis ao desenvolvimento da doença as temperaturas moderadas e alta umidade.

Por isso, atenção após longos períodos de chuva.

E como identificar essa doença na sua lavoura? Vamos falar sobre isso a seguir:

podridão branca da espiga

Doença causa perda de produtividade e qualidade na lavoura de milho
(Fonte: Elevagro)

Como identificar a podridão branca da espiga

Geralmente, os sintomas da podridão branca começam pela base da espiga, com crescimento do micélio do fungo entre os grãos.

Você pode observar na imagem abaixo, as espigas infectadas podem adquirir coloração acinzentada a esbranquiçada, enrugada e leve. 

Além disso, podem apresentar as palhas internas fortemente aderidas umas às outras e aos grãos por ter ocorrido o crescimento do micélio do fungo quando a infecção acontece logo após  a polinização.

Os grãos ou sementes, quando infectados, apresentam coloração cinza a marrom.

Com o desenvolvimento do fungo, observa-se a formação de uma camada esbranquiçada entre as fileiras de grãos na espiga, o que explica o nome da doença: podridão branca da espiga.

espiga Embrapa Stenocarpella maydis

Espiga completamente colonizada por Stenocarpella maydis
(Fonte: Embrapa)

Se as espigas são colonizadas tardiamente na cultura, os sintomas se mostram menos severos.

Porém, é possível observar o crescimento do fungo entre os grãos, não apresentando manifestação externa na espiga.

Nas sementes contaminadas pode não ocorrer a germinação, indicando que os fungos atacam e matam o embrião.

Já se a semente germina e a plântula emerge infectada, o vigor da planta sobrevivente é comprometido.

Baseado no sintoma, não é possível que você diferencie se a doença é causada por S. macrospora ou por S. maydis.

Uma forma simples de diferenciar os fungos é pelo tamanho dos esporos (conídios) visualizados em microscópio. Normalmente, os esporos de S. macrospora são maiores que os de S. maydis.

Embrapa esporos de S. macrospora

Conídios de Stenocarpella macrospora
(Fonte: Embrapa)

Embrapa Stenocarpella maydis

Conídios de Stenocarpella maydis
(Fonte: Embrapa)

Lembrando que existem outros métodos para a diferenciação dos fungos. Agora que você sabe os sintomas dessa doença, como manejá-la na sua área?

Controle da podridão da espiga na sua área

Quando pensamos em medidas de manejo para a podridão branca da espiga, uma importante estratégia de controle preventivo é a utilização de sementes sadias.

Para garantir a qualidade das sementes e a produção de grãos de milho na sua lavoura, é recomendável enviá-las a um laboratório para detecção precoce, mesmo quando não apresentam aspecto de “grãos ardidos”.

Laboratórios como o Agronômica dispõem de métodos rápidos e sensíveis para a detecção precoce da doença.

Assim, há mais segurança para os lotes e campos de produção de sementes e grãos de milho. Você ainda agrega valor econômico e nutricional a seu produto final.

Para um eficiente controle da podridão branca da espiga, você pode utilizar um controle integrado, com:

  • Uso de sementes sadias;
  • Tratamento de sementes: prevenir a deterioração da semente e evitar a transmissão dos patógenos das sementes infectadas para as plântulas;
  • Rotação de culturas;
  • População adequada, para não propiciar um ambiente favorável para a doença;
  • Equilíbrio nutricional;
  • Resistência genética: híbridos de milho (comerciais) têm sido classificados quanto a sua resistência às podridões do colmo e da espiga. Mas, não existe uma descrição clara da reação dos materiais genéticos especificamente para cada patógeno.

Em caso de dúvidas, procure um engenheiro(a) agrônomo(a).

Agora que você sabe como manejar a doença na sua lavoura, veja as principais fontes de inóculo e a disseminação da podridão branca da espiga.

Fontes de inóculo e disseminação da podridão branca da espiga

Os fungos S. macrospora e S. maydis são fungos necrotróficos, apresentando fase parasitária na planta viva e fase saprofítica em restos culturais. 

Por isso, esses fungos podem ser encontrados fora do período de cultivo em sementes e nos restos culturais. Esta informação é importante para a determinação das fontes de inóculo.

Uma importante fonte de inóculo desses fungos são as sementes contaminadas.

Por isso, é de extrema importância que você utilize na sua lavoura sementes sadias e certificadas.

A semente infectada é um dos principais veículos para disseminação dos fungos para novas áreas de cultivo e lavouras de milho.

Outro ponto importante é que sementes infectadas com os fungos causadores da podridão branca, quando armazenadas, podem garantir a sobrevivência dos patógenos até a semeadura.

O período mais crítico para a introdução da doença é de duas a três semanas após o início da formação dos grãos.

Além das sementes, restos de culturas de milho contaminados com S. macrospora e S. maydis que permanecem na superfície do solo também são fontes de inóculo para a doença.

Monocultura e SPD

A podridão branca da espiga ocorre com mais intensidade em lavouras de monocultura, principalmente produtoras de semente, onde o milho é frequentemente cultivado na mesma área, ocasionado pela fonte de inóculo dos restos culturais.

Neste sentido, a Aprosoja orienta os produtores que, plantios sucessivos com ampla adoção do sistema de plantio direto, sem rotação de culturas, e a utilização de genótipos suscetíveis, acabam favorecendo a ocorrência da doença.

Isso acontece em função da elevada capacidade dos patógenos sobreviverem no solo e em restos de cultura, resultando no rápido acúmulo de inóculo nas áreas de cultivo.

Atente-se que o problema não é realizar o plantio direto, mas não utilizar a rotação de culturas, que é um dos princípios fundamentais do SPD.

A palha (restos culturais) sobre o solo desfavorece a decomposição rápida, o que aumenta o período de sobrevivência dos patógenos necrotróficos, favorecendo a dispersão e a ocorrência da podridão branca da espiga.

A infecção da espiga normalmente ocorre por esporos dos fungos disseminados pelo vento, provenientes de restos culturais contaminados com o patógeno.

Esses patógenos afetam os grãos e as sementes por poderem produzir grãos ardidos e micotoxinas.

Grão ardidos e micotoxinas causados por Stenocarpella macrospora e S. maydis

Os fungos S. macrospora e S. maydis são conhecidos por causar os “grãos ardidos”, que tem essa denominação pelas espigas se tornarem leves devido ao baixo peso dos grãos infectados.

Grãos ardidos em milho são grãos que possuem pelo menos um quarto de sua área descolorida. Sua cor varia entre diferentes tons de marrom, roxo e vermelho.

podridão branca da espiga

Comparação de amostras de grãos de milho ardidos (A) e sadios (B)(Fonte: Rodrigo Véras da Costa em Embrapa)

Além disso, associados a esses grãos ardidos, pode haver problemas qualitativos (qualidade do grão) e quantitativos (grãos de menor peso).

Com isso, ocorre redução do preço de comercialização do grão ou da semente.

Então, podridão da espiga e do grão causadas por fungos que afetam o milho em contaminação na pré-colheita são denominados grãos ardidos.

Já se isso ocorre na pós-colheita (transporte, beneficiamento e armazenamento) é denominado grãos mofados ou embolorados.

Os principais fungos que podem causar grãos ardidos na sua lavoura são:

  • S. maydis;
  • S. macrospora;
  • Fusarium verticilioides; 
  • F. subglutinans; 
  • Gibberella zeae; 
  • Penicillium oxalicum (ocasionalmente);
  • Aspergillus flavus (ocasionalmente);
  • A. parasiticus (ocasionalmente).

Além da produção dos grãos ardidos, os fungos podem produzir micotoxinas.

Isso pode influenciar no valor econômico dos grãos e na redução da qualidade nutricional para o consumo humano e para produção de rações para os animais.

Micotoxinas são metabólitos secundários produzidos por fungos e estão associados a efeitos desfavoráveis à saúde humana e animal.

O fungo S. maydis pode produzir uma micotoxina denominada diplodiotoxina. O S. macrospora também pode produzir as micotoxinas diplodiol, chaetoglobosins K and L.

planilha de produtividade de milho

Conclusão

A podridão branca da espiga do milho pode causar perdas quantitativas e qualitativas nos grãos e nas sementes, causando os grãos ardidos.

Neste artigo comentamos a importância e os patógenos que causam a doença.

Além disso, abordamos os principais sintomas e como realizar um manejo eficiente na sua lavoura.

Por fim, discutimos as fontes de inóculo, disseminação da doença e a produção de micotoxinas.

Agora que você sabe mais sobre a doença, realize o manejo na sua lavoura para não ter problemas com a podridão branca da espiga em sua propriedade!

>> Leia mais:

Antracnose nas culturas de grãos: Como controlar de modo eficaz

Mofo-branco: Como identificar, controlar e prevenir na sua lavoura

Míldio: Como identificar na sua lavoura e combater essa doença

Você já teve problemas com podridão branca da espiga do milho na sua lavoura? Quais medidas de manejo utiliza para o controle? Adoraria ver seu comentário abaixo!

Por que produtores não mantêm seus dados organizados e como sua consultoria pode resolver isso

Consultoria: Como auxiliar os produtores a melhorar a gestão e administração da propriedade pode ser bom para ambos os lados, e como fazer isso.

Aproximadamente 33% dos produtores rurais não têm qualquer tipo de controle de suas finanças. Entre os que fazem, a maioria ainda recorre ao controle no papel.

E são vários os motivos para que isso aconteça.

Como consultor, você pode atuar para a melhoria desse quadro, auxiliando o produtor na implementação da gestão e administração do negócio rural.

Sua consultoria pode contribuir de diversas maneiras. Isso é bom para o produtor e para o seu negócio! Confira a seguir:

O perfil do produtor rural brasileiro

O Sebrae realizou um levantamento para saber como é o acesso à internet e ferramentas digitais, além de como é feito o controle e organização dos dados nas propriedades. O resultado foi o seguinte:

Mais de 95% dos produtores usam celular, mas apenas metade tem acesso à internet nos aparelhos. Cerca de 40% utilizam computadores, mas geralmente fora do local de trabalho.

Quanto ao controle de suas despesas, receitas e estoque, o quadro é um pouco diferente.

Sebrae Produtor Rural Brasileiro
(Fonte: Adaptado de Sebrae)

Veja que ⅓ não realiza controle algum e outros 44% o fazem no papel!  

Como veremos a seguir, são vários os motivos para que isso aconteça e diversas as oportunidades para que sua empresa de consultoria possa atuar e melhorar esse cenário.

Por que grande parte dos produtores rurais não têm dados organizados em sua propriedade?

Alguns motivos são limitações do próprio sistema produtivo, outros da assistência que os produtores recebem e de como enxergam o processo de gestão e administração.

1. Complexidade do sistema agrícola

A atividade agrícola é complexa, por isso são vários os fatores que devemos controlar.

Assim, um grande volume de dados é gerado, o que complica a vida do produtor na hora de anotar e extrair informações úteis.

2. Produtor sobrecarregado

Na maior parte dos casos, o produtor acumula várias funções dentro da propriedade: ele é responsável pelo planejamento, pelo operacional, pela administração e por cuidar de sua casa. 

Como a parte operacional tem retorno imediato na produção e é de maior domínio do produtor, a administração e gestão acabam ficando de lado.

3. Modelo de assistência e desconfiança

A assistência rural no Brasil é predominantemente voltada às questões técnicas do sistema produtivo, seja porque o produtor prioriza esse lado ou por falta de conhecimentos acerca de gestão e administração por parte de produtores/consultores.

Muitas vezes, falta a orientação vinda da assistência técnica para definir e ensinar o produtor como organizar seus dados e extrair informações úteis.

Por outro lado, há sempre a desconfiança dos produtores em abrir seus dados para terceiros (consultores, consultores financeiros e contadores, por exemplo) ou na utilização de novas tecnologias.

4. Dificuldades técnicas

A coleta de dados deve ser padronizada e bem-feita para que gere informações confiáveis. A falta de conhecimento sobre como coletar e aproveitar os dados de maneira correta faz com que muitos abandonem a prática.

Além disso, como a maioria faz o controle financeiro no papel, esses dados podem ser facilmente perdidos e/ou misturados, gerando confusão e informações imprecisas.

Como sua consultoria pode ajudar na organização, gestão e administração das propriedades rurais que você atende?

Esses são alguns dos motivos que levam à desorganização das informações das propriedades rurais. É na resolução desses problemas que sua consultoria deve atuar.

Aqui você entenderá onde sua consultoria pode atuar, para acabar de uma vez por todas com a má gestão das fazendas!

1. Antes de tudo, estude sobre o assunto

Se seus conhecimentos sobre gestão e administração rural não estão afiados, é sempre bom estudar sobre o assunto.

Desde a coleta e controle dos dados, até como extrair informações importantes a partir deles, é importante que você saiba orientar o produtor corretamente.

2. Cada caso é um caso

Existem os mais variados sistemas produtivos no Brasil. Uns são mais tecnificados, outros menos. Alguns focam em apenas uma atividade, outros atuam em várias. 

Tomemos, como exemplo, dois casos: o “produtor A” e o “produtor B”.

consultoria

Veja que são dois sistemas completamente diferentes!

Embora os conceitos empregados sejam os mesmos, a forma como abordaremos o assunto e colocaremos em prática será específica para cada situação.

Nesse exemplo hipotético, o produtor A já tem seus dados organizados e conta com maior tecnologia. 

A consultoria em agronegócio, nesse caso, pode orientá-lo sobre a melhor maneira de coletar e organizar os dados. Uma opção é implementar a utilização de um software de gestão para tornar a atividade mais fácil.

Como o produtor B não realiza nenhum tipo de controle, a estratégia seria mostrar que a adoção um sistema de gestão pode melhorar o negócio dele.

Com esse maior controle seria possível saber o lucro da propriedade e como melhorá-la.

Por isso, a proposta do serviço de consultoria deve ser condizente com a capacidade de assimilação do produtor, para que o novo sistema seja empregado corretamente e a longo prazo.

3. Mostre que organizar as coisas traz bons frutos

O segredo é ir implementando a gestão aos poucos, de acordo com o ritmo do produtor. Assim, mostramos que não é um bicho de sete cabeças e os resultados são bons para o negócio.

Também é necessário que a consultoria atue de maneira próxima ao produtor, fornecendo as informações necessárias para a correta coleta e organização dos dados.

Uma opção é reunir um grupo de produtores de que é consultor e ministrar um pequeno curso sobre o assunto, mostrando como as coisas podem ser feitas e ensinando o processo.

Como usar a tecnologia como aliada de sua consultoria

Pouco mais de 20% dos produtores já utilizam algum tipo de tecnologia (computador , software, celular, etc) para a gestão/administração de sua propriedade. O problema é convencer os outros 80% a utilizar essas ferramentas…

Nos lugares onde não há controle, ou o acesso à internet é limitado e o volume de dados gerados pela propriedade é limitado, as planilhas podem ser uma boa opção.

Elas são mais organizadas que o controle no papel e são, relativamente, de fácil utilização.

Para facilitar, deixamos aqui uma planilha totalmente grátis para controle de estoque.

Aqui você pode baixar também uma planilha para fluxo de caixa grátis.

Onde já se tem as informações organizadas e familiaridade com a tecnologia, uma boa opção podem ser os softwares de gestão, como o Aegro.

O sistema conta com um plano especial para produtores agrícolas disponível para atender diversas fazendas ao mesmo tempo, organizando todas as informações em um só lugar.

Controle de custos de safra no Aegro

Com o Aegro você tem todo o controle de sua propriedade, das finanças às operações, tudo de forma integrada e online.

Dessa forma, a consultoria pode integrar todos os produtores assistidos e tornar o processo de assistência mais dinâmico e preciso.

Com o uso de tecnologias na hora da gestão, o produtor fica menos sobrecarregado, pois o processo é todo facilitado e as informações estão facilmente visíveis.

Teste por você mesmo o sistema de gestão agrícola Aegro. Temos algumas opções grátis para você começar agora:

  • Computador (tempo limitado – clique aqui)
  • Celular Android (aplicativo gratuito – clique aqui)
  • Celular iOS (aplicativo gratuito – clique aqui)
  • Utilize seus Pontos Bayer para contratar a versão completa do Aegro (clique aqui).

Para a versão completa, fale com um de nossos consultores aqui!

Conclusão

Como pudemos conferir ao longo desse artigo, de modo geral, o controle dos dados das propriedades rurais no Brasil é mal feito. E são vários os motivos para que isso ocorra.

O papel da consultoria para sanar os problemas de organização de dados é atuar diretamente sobre os motivos que levam o produtor a deixar de lado essa área, que é tão importante para o sucesso de qualquer empreendimento.

Como cada caso é específico, cabe à consultoria adotar a melhor abordagem para a propriedade em questão. Sendo que é um processo que deve ser feito com calma, de acordo com a adaptação do produtor.

Com o uso de novas ferramentas e tecnologias, esse processo pode ser facilitado, tornando o trabalho menos oneroso e as informações mais claras e confiáveis.

>> Leia mais:

Consultoria contábil para o agronegócio: 5 dicas para ganhar mais espaço e crescer.

“Entenda por que o consultor deve incentivar a diversificação de culturas na fazenda”

Sua consultoria auxilia os produtores a ter maior controle sobre a propriedade? Como você faz para ajudá-los?

Conte pra gente nos comentários. Grande abraço!