Adubo para plantio de milho: 5 dicas para maximizar a produção

Adubo para plantio de milho: entenda mais sobre a adubação de plantio e confira recomendações para o sucesso de sua lavoura.

Em 2019, o Brasil se tornou o maior exportador de milho e a tendência para 2020 é o crescimento da área plantada da cultura.

Uma das estratégias para aumentar a produtividade e manter o Brasil entre os maiores produtores é a fertilidade do solo.

Por isso, confira agora as cinco dicas que separamos para te ajudar a ter mais sucesso no adubo para plantio de milho. Aproveite!

Orientações: adubo para plantio de milho

O Brasil é um dos maiores produtores de milho do mundo e, segundo o IBGE, as expectativas de produção para 2020 são cerca de 92,7 milhões de toneladas.

Contudo, de acordo com estudos de pesquisadores da Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-Minas Gerais) a manutenção de altas produtividades só é possível levando em conta alguns fatores como:

  • Escolha do híbrido;
  • Tratamento de sementes;
  • Condições climáticas;
  • Fertilidade do solo;
  • Manejo de pragas, doenças e plantas daninhas.

Dentre esses fatores, a fertilidade do solo é um dos mais importantes para a produção de grãos.

Por isso, é essencial que você realize um bom planejamento antes do plantio do milho.

Confira a seguir algumas dicas sobre adubação para plantio de milho que podem auxiliar no seu planejamento – maximizando sua produção de grãos.

1ª Dica: Planejamento Inicial

O preparo para a adubação da cultura inicia muito antes da semeadura. Primeiramente, você deve conhecer todo o sistema de produção da lavoura.

Isso inclui tanto as culturas semeadas na área, quanto as análises de solos atuais e as antigas!

Dessa forma, ter em mãos o histórico das análises já realizadas em outras safras é fundamental para você entender o comportamento de seu solo.

Assim, você entende como ele age com a aplicação de corretivos e com a adubação.

A recomendação deve ser realizada em função da análise de solos e exigência da cultura do milho, podendo variar de acordo com a textura de seu solo.

Realize o planejamento antes de adubar sua lavoura, assim você minimizará seus custos e aumentará a rentabilidade de sua propriedade.

adubo para plantio de milho

2ª Dica: Cálculo de adubação para plantio do milho

Após observar a análise de solo, o segundo passo é verificar se a adubação a ser realizada será a de manutenção ou a de correção.

Já falamos aqui no blog sobre esses conceitos, mas vale a pena relembrar!

A adubação de manutenção, nada mais é aquela que colocamos no solo, sendo a quantidade de nutrientes que foram extrapolados pelas plantas, em outras palavras, aqueles nutrientes que foram colhidos (saindo do sistema).

Já na adubação de correção, acrescenta-se nutrientes no solo visando aumentar o estoque.

Outro fator levado em consideração no momento do cálculo de adubação é a cultura anterior e a produtividade média do milho esperada.

Abaixo podemos observar as indicações para aplicação de nitrogênio para o milho segunda safra, no estado do Paraná.

adubo para plantio de milho

Adubação nitrogenada para o cultivo de milho segunda safra no Paraná
(Fonte: Manual de adubação e calagem para o estado do Paraná)

Acima apresento apenas a tabela indicada para a adubação nitrogenada para o cultivo do milho segunda safra no estado do Paraná.

Porém, caso semeie milho na primeira safra no Paraná, fique atento, pois as indicações sofrem algumas alterações.

Agora se você for de outro estado, pode conferir aqui no blog, ou consultar alguma instituição de pesquisa próxima da sua localização.

Mas se você ainda está em dúvida de como calcular sua adubação na prática, não deixe de conferir o vídeo abaixo, do canal AgricOnline:

3ª Dica: Adubo para plantio de milho – macronutrientes

A adubação de macronutrientes é fundamental para o sucesso do estabelecimento do estande inicial.

Isso porque se tornou rotina de boa parte das regiões optar pela utilização dos macronutrientes parceladamente, parte no plantio e o restante em adubação de cobertura.

Porém o indicado é que cada agricultor leve em conta as particularidades e necessidades de sua propriedade, ficando sempre atento às características físico-químicas de seu solo.

Contudo vale a pena lembrar que alguns cuidados sempre devem ser levados em consideração, como por exemplo:

  • Doses elevadas de potássio, que podem prejudicar o estabelecimento do estande adequado e influenciar negativamente as sementes.
  • Altos níveis de nitrogênio no plantio, que podem ser perdidos por lixiviação e, o excesso de sais no sulco, pode prejudicar a qualidade das sementes.

Já a adubação do fósforo deve ser estratégica, pois no solo esse nutriente é pouco móvel. Uma das alternativas tem sido aplicação de nutrientes via tratamento de sementes.

Um exemplo prático é o Fulltec Mais, composto por nitrogênio, fósforo e alguns micronutrientes.

4ª Dica: Adubo para plantio de milho: micronutrientes

Apesar da quantidade requerida de micronutrientes ser bastante pequena, sua ausência pode refletir em menor desenvolvimento das plantas e, consequentemente, menor produtividade.

A aplicação de micronutrientes no solo muitas vezes é inviável, devido ao comportamento complexo de alguns micronutrientes e a influência de inúmeros fatores sobre sua disponibilidade para as plantas.

Por isso, a aplicação no plantio do milho deve ser realizada com cautela e dentro do planejamento, para evitar perda de fertilizantes e dinheiro.

Nesse caso, novamente a aplicação de nutrientes via tratamento de sementes aparece como uma excelente alternativa!

Atualmente no mercado, existem inúmeros produtos compostos por micronutrientes, por isso observe qual a necessidade de sua lavoura. O agricultor deve sempre consultar seu engenheiro(a) agrônomo(a).

5ª Dica: Adubo para plantio de milho: custos

Os fertilizantes compõem em média 25% dos custos de produção de milho no Brasil. Para você calcular os custos e a quantidade de fertilizantes em sua lavoura, você deve considerar:

  • Aplicação de calcário;
  • Aplicação de gesso agrícola;
  • Aplicação de macro e micronutrientes.

Não esqueça de levar em consideração a dose utilizada, quantidade de nutrientes e preço pago por quilo, litro ou tonelada.

Para facilitar, tenha todas as informações na palma da mão em uma planilha ou software de controle agrícola. 

O Aegro é um software de gestão agrícola que atua mesmo offline e auxilia o produtor da semeadura até a colheita, assim como no cálculo dos custos com adubação. Oferece:

  • Gestão de patrimônio e de máquinas;
  • Operações agrícolas como custos e insumos;
  • Gestão financeira e comercialização;
  • Monitoramento integrado de pragas – MIP;
  • Integração com o Climatempo; 
  • Imagens de satélite e análise NDVI;
  • Cotação de seguro rural; 
  • Anotador – ferramenta para os lançamentos do LCDPR;
  • Entre outras funções para o controle da fazenda. 

É possível testar o sistema de gestão agrícola Aegro de forma gratuita, por meio de:

Também existe a possibilidade de utilizar seus Pontos Bayer para contratar a versão completa do Aegro (clique aqui).

Custo de produção agrícola no Aegro

Visualização de custos de uma fazenda com gestão pelo Aegro (dados são ilustrativos)

Conclusão

A adubação para o plantio do milho é de extrema importância para o estabelecimento da cultura.

Mostramos neste artigo algumas dicas para te auxiliar nessa etapa, desde o planejamento inicial aos custos.

Espero que com essas informações, você consiga realizar o plantio de milho e alcançar altas produtividades. Boa safra!

Como você realiza adubação em sua lavoura? Ficou com alguma dúvida sobre adubo para plantio de milho? Deixe seu comentário abaixo!

Feijão guandu: como ele pode melhorar seu sistema de produção

Feijão guandu: saiba todos os benefícios desse cultivo, suas utilizações como adubo verde, consórcio e na alimentação animal. 

Nos últimos anos, o cultivo de feijão guandu cresceu aproximadamente 50% no mundo. Além de ser uma planta rústica e tolerante a secas e solos inférteis, apresenta um grande potencial para alimentação humana e animal.

Essas características fazem do feijão guandu uma planta extremamente interessante para os sistemas de produção, principalmente os que apresentam déficit hídrico em algum período do ano.

O guandu pode beneficiar o solo, servindo como um ótimo adubo verde, além de poder ser consorciado com outras culturas e incrementado na alimentação animal.

Veremos a seguir os aspectos do feijão guandu, como pode ser introduzido nos sistemas de produção e os benefícios dessa cultura na realidade brasileira.

Características do feijão guandu

O feijão guandu (Cajanus cajan) é uma leguminosa arbustiva da família das fabáceas, semiperene, de crescimento ereto/semiereto e que pode rebrotar após cortado. O ciclo de produção varia de 90 até 180 dias aproximadamente, isso porque o guandu é uma planta sensível ao fotoperíodo. 

Como é uma planta de dias curtos, assim como a soja, a fase vegetativa é influenciada pelo comprimento do dia. 

Dessa forma, quanto mais cedo o plantio (início da primavera) maior o ciclo vegetativo da planta e, consequentemente, maior a produção de biomassa.

feijão guandu

Relação entre biomassa seca e época de semeadura do Feijão Guandu
(Fonte: Modificado de Amabile et al (1996))

O feijão guandu é uma leguminosa e, portanto, é capaz de fixar nitrogênio do ar por meio de associação simbiótica com microrganismos.  

Graças à fixação biológica do nitrogênio, famosa FBN, o guandu apresenta altíssimas porcentagens desse nutriente em seus grãos e nas folhas (entre 15% e 20%).

Por não ter grandes exigências climáticas, pode ser cultivado de modo satisfatório nas regiões tropicais, subtropicais e no semiárido brasileiro.

Para completar o ciclo, o guandu necessita entre 500 e 1200 mm de chuvas. A fertilidade dos solos pode influenciar de maneira pequena no rendimento da planta, sendo que a disponibilidade de microrganismos que propiciem a FBN é o principal fator.

Como resultado, pode produzir de 5 a 15 toneladas por hectare de matéria seca e pode fixar de 90 a 150 kg de nitrogênio no solo por hectare. Sendo que as maiores produtividades ocorrem em solos com pH entre cinco e seis.

Sistema de produção

O feijão guandu pode entrar no sistema de produção como cultura alimentícia durante a segunda safra, como adubo verde e também como suplementação proteica animal. 

Como alimentação humana, seu uso tem crescido em algumas regiões do Brasil por conta da rusticidade da planta, seu elevado teor proteico e sua produção considerável de cerca de uma tonelada de grãos por hectare.

Quando usado como adubo verde, o feijão guandu se destaca não só pela fixação de nitrogênio no solo, mas também pela rápida degradação da sua biomassa, que está relacionada com a alta relação C/N (carbono e nitrogênio) do material. 

Já vimos aqui no Lavoura 10 como a relação C/N influencia na degradação do material vegetal e, também, já discutimos como o uso de plantas leguminosas é inviável pura e simplesmente para a formação de palha no solo. 

Mas os benefícios do guandu não estão na formação de palha. 

Como já citamos, a maior vantagem dessa planta é seu alto teor de nitrogênio e seu potencial na adubação verde e na rotação de culturas, que pode ter grandes benefícios na área. 

Outro uso crescente do feijão guandu no Brasil é na alimentação animal. Aí está outra aplicabilidade para seu alto teor de nitrogênio, já que quanto maior o teor do nutriente maior o teor proteico do alimento.

Dessa forma, muitos produtores têm usado o guandu como forrageira para ser ofertada no inverno para os animais, picada, ensilada com milho, pastejada diretamente affordablepapers e até mesmo em fardos de feno.

Veremos mais sobre alimentação animal mais adiante. Agora, vamos falar um pouco de como contornar as limitações do feijão guandu: consorciando!

Consórcios com feijão guandu

Uma das maneiras de contornar o problema da rápida decomposição da palha formada pelo feijão guandu e, ainda assim, aproveitar seus benefícios no solo como cultura de cobertura e adubo verde é consorciando essa leguminosa com gramíneas.

O guandu pode ser consorciado com milho ou sorgo, com o objetivo de aumentar a qualidade da silagem do material ou apenas para beneficiar o solo. 

feijão guandu

Milho (BRS 1035) solteiro e consorciado com guandu com e sem nitrogênio
(Fonte: Modificado de Oliveira et al (2010))

Também pode-se consorciar com forrageiras tropicais como a braquiária. A Embrapa lançou em 2010 o sistema Santa Brígida que consorcia milho, guandu e braquiária.

Milho (BRS 1035) solteiro e em diferentes consórcios

Milho (BRS 1035) solteiro e em diferentes consórcios
(Fonte: Modificado de Oliveira et al (2010))

Implantado solteiro, consorciado com milho ou com braquiária, a população de guandu semeada é em torno de 10 plantas por metro, espaçadas de 40 cm a 1,2 m. A taxa de semeadura pode chegar em até 40 kg de sementes por hectare.

Relação de Carbono e Nitrogênio na palha das culturas

Relação de Carbono e Nitrogênio na palha das culturas
(Fonte: Modificado de Oliveira et al (2010))

Como podemos ver, quando se realiza o consórcio do feijão guandu alteramos sua relação C/N de aproximadamente 25 para mais de 40, aumentando em muito o tempo de persistência desse material sobre o solo.

Assim, com palha mais tempo sobre o solo, tem-se maior proteção contra a chuva e os processos erosivos, além de maior umidade, temperatura e outros características do solo.

Feijão guandu na alimentação animal

Outro uso para o guandu que tem crescido muito no Brasil é sua utilização na alimentação animal.

Ao contrário de outras leguminosas usadas como adubo verde, como as crotalárias, o feijão guandu não é tóxico para o gado.

Desse modo, ele tem grande serventia para incrementar os teores de proteína nas dietas, por meio de silagem ou pastejo direto.

Como silagem, o guandu pode ser semeado em consórcio com o milho, sendo colhidos e ensilados conjuntamente. Esse processo pode elevar os níveis de proteína bruta da dieta em até 6%.

Valor nutritivo das silagens de milho com níveis crescentes de guandu
(Fonte: Quintino et al (2013))

O feijão guandu também pode ser semeado em consórcio simultâneo com pastagens como braquiária ou sobressemeado. Nesse caso, o objetivo é ser consumido diretamente pelos animais.

Como os animais pastejam pouco o guandu antes do florescimento, o cultivar conseguirá crescer e acumular uma boa quantia de biomassa até se tornar mais palatável no início da seca (pós-florescimento).

Na estação chuvosa seguinte, o material remanescente de guandu deverá ser roçado por volta dos 50 cm de altura, visando sua rebrota e o início de um novo ciclo de vegetação e posterior pastejo.

e-book culturas de inverno Aegro

Conclusão

O feijão guandu pode ser uma ótima opção quando pensamos em alimentação animal, na famosa rotação de culturas e como adubação verde.

Essa leguminosa pode incrementar a produtividade dos sistemas de produção e, de quebra, ajudar na sanidade dos solos agrícolas.

Após anos da “dobradinha” soja-milho, o sistema tende a declinar a produtividade e exige maior quantidade de insumos. Dessa forma, é de extrema importância que possamos variar essa sucessão sem diminuir os lucros.

>> Leia mais:

Qual a melhor época para plantar feijão?

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Adubação de milho para altos rendimentos: Como calcular + planilha grátis

Adubação de milho: veja como calcular e o que você precisa saber para altas produções em sua lavoura.

O milho é uma planta bastante exigente em nutrientes para que sejam alcançadas altas produtividades.

A recomendação de adubação para esta cultura deve levar em consideração os teores disponíveis no solo e extraídos pela planta.

Dessa forma, a exigência nutricional varia conforme a finalidade da produção, seja para grãos ou silagem. Por isso, a adubação também será diferente.

Neste artigo, mostraremos para você como calcular a adubação de milho para produção de grãos e silagem. Aproveite!

Importância da cultura do milho

Juntamente com a soja, a produção de milho representa cerca de 80% da produção de grãos no Brasil.

Na safra de 2018/19, a área plantada do milho safrinha cresceu, principalmente, no Cerrado brasileiro. Isso fez com que a produção de milho na safrinha se tornasse maior que a da safra de verão.

adubação de milho

Mapa da Produção Agrícola – Milho primeira safra
(Fonte: Conab)

Mapa da Produção Agrícola

Mapa da Produção Agrícola – Milho segunda safra
(Fonte: Conab)

Qual a adubação de milho ideal?

A tomada de decisão na adubação de milho deve ser feita levando em consideração os seguintes critérios:

  • Análise do solo;
  • Produtividade esperada: extração e exportação de nutrientes;
  • Fenologia da cultura;
  • Histórico da cultura;
  • Aspectos econômicos.

A análise de solo nos mostrará a disponibilidade de nutrientes no solo e a necessidade de correção da acidez e elevação da saturação por bases do solo.

Já o manejo da adubação de correção é feito para elevar a disponibilidade de outros nutrientes no solo.

Agora, a adubação de manutenção, pode ser feita através da reposição dos nutrientes exportados pela cultura do milho. Ela será o foco deste texto.

A exportação de nutrientes não é uniforme durante todas as fases de desenvolvimento da planta. Por isso, é importante entender sobre o ciclo do milho antes de começarmos a recomendar a adubação.

Como é o ciclo e desenvolvimento do milho?

O ciclo do milho é dividido em estádios fenológicos vegetativos (V) e reprodutivos (R).

Entre V6 e V10, o potencial  número de fileiras por espiga é determinado. Também é uma fase de alta demanda e absorção de nutrientes. 

No estádio V12, a disponibilidade de nutrientes é decisiva para a confirmação da produção e do rendimento da cultura, pois aqui se definem o tamanho da espiga e número de grãos por fileira.

O aparecimento do pendão ocorre no estádio VT, que marca a transição para o estádio reprodutivo do milho. 

Cerca de 63% do nitrogênio (N) e 80% do potássio (K) são absorvidos até o estádio VT!

Assim, fica claro que devem haver nutrientes disponíveis durante o período vegetativo da cultura do milho, principalmente N e K. 

adubação de milho

Percentual de N absorvido pela planta, antes e após o florescimento, e percentual de N presente no grão no período da absorção no pós-florescimento (após VT-R1) e fontes remobilizadas.
(Fonte: Pioneer)

Exigência nutricional da cultura do milho

No caso do milho, a quantidade de nutrientes extraída varia conforme a finalidade da produção: sendo grãos ou silagem. 

Veja na tabela abaixo acúmulo de nutrientes na planta do milho (grãos e parte aérea) e somente nos grãos para cada tonelada de grãos produzida. 

(Fonte: dados médios compilados de vários autores)

Quando o milho é colhido para silagem, a parte vegetativa também é removida, aumentando a quantidade de nutrientes exportada.

Por isso a adubação deve ser ajustada de acordo com a finalidade de produção!

Adubação de milho nitrogenada

O milho é uma cultura bastante exigente em nitrogênio. São necessários em torno de 15 kg por tonelada de grãos produzidos e aproximadamente 23 kg quando se produz silagem.

Para calcular a quantidade de N a ser aplicada, é necessário ter uma ideia da produtividade esperada e a finalidade da produção – grãos ou silagem.

Assim, multiplica-se os valores de produtividade esperada pela extração de N e se tem a demanda desse nutriente da planta.

A cultura anterior também pode influenciar na adubação de milho. Os restos culturais de soja são capazes de fornecer 15 kg de N por tonelada de grãos produzidos.

Também se deve considerar a eficiência dos fertilizantes nitrogenados, que é em torno de 60%.

Assim, se for produzido 10 toneladas de grãos, a exportação é de cerca de 144 kg de N. Considerando uma eficiência de 60%, teríamos que aplicar 240 kg/ha.

E se a ureia possui 45% de N, serão necessários 400 kg/ha desse adubo.

Recomendação de adubação

Recomendação de adubação de manutenção de acordo com a produtividade esperada de grãos
(Fonte: dados médios compilados de vários autores)

Como é feita a adubação de cobertura? 

A recomendação atual é de que seja aplicado em torno de 50 kg/ha de N na semeadura. O restante deve ser aplicado em cobertura.

Essa adubação de cobertura é iniciada quando a planta está com a 3 a 4 folhas formadas. Dessa maneira, o N estará disponível na fase seguinte (V6 a V10) em que é mais exigido, como vimos anteriormente.

As condições para fazer o parcelamento da dose podem ser vistas na tabela abaixo.

Recomendação de adubação nitrogenada de cobertura

Recomendação de adubação nitrogenada de cobertura
(Fonte: Visão Agrícola)

Adubação de milho fosfatada 

Apesar da planta de milho exigir menos fósforo (P) em comparação com N e K, a adubação fosfatada é muito importante para garantir altas produtividades. 

A recomendação de adubação com P é feita conforme o seu teor no solo e a extração da planta. Se a disponibilidade de fósforo estiver abaixo do adequado, devemos fazer a adubação de correção. 

Do contrário, procedemos apenas com a manutenção baseada na extração. Esta dose deve ser aplicada no sulco de plantio. 

Classes de teores de P-resina no solo
(Fonte: Boletim 100-IAC)

Adubação de milho potássica 

O potássio (K) é o segundo nutriente mais exigido pela cultura do milho. 

As respostas à aplicação de K têm sido maiores com a intensificação do cultivo e com a rotação da soja milho, uma vez que esta leguminosa exige altos teores de K. 

A recomendação de adubação potássica para o milho grão ou silagem pode ser feita com base na disponibilidade de K do solo e expectativa de produtividade. 

(Fonte: Boletim 100-IAC)

Por exemplo, com teores adequados de K do solo, a extração para 10 ton/ha de grãos seria de 43 kg. No caso da silagem, esse valor seria de 200 kg.

Por isso, ajustar a adubação conforme a finalidade da produção é muito importante, do contrário, a fertilidade do solo seria debilitada em pouco tempo.

Como doses maiores que 50 kg/ha na semeadura podem prejudicar a germinação da semente, é aconselhado que o restante seja parcelado na adubação de cobertura.

Parcelamento da adubação com potássio

Grande parte do potássio é requerido no começo do ciclo da cultura. 

Até o estádio VT a planta acumula cerca 50% da matéria seca e absorve mais de 80% de sua necessidade total em K. 

Assim, a aplicação restante da dose de K deve ser feita em pré-semeadura ou em cobertura antes de chegar no reprodutivo.

Planilha gratuita para cálculo da adubação de milho

Para te auxiliar, montei uma planilha para o cálculo da adubação de milho com base na extração de nutrientes e produtividade.

adubação de milho

Como calcular: basta entrar com os dados da análise de solo para P e K e produtividade da cultura esperada. Pronto, a planilha faz o restante, tanto para produção de grãos como para silagem.

O download gratuito você pode fazer aqui!

Conclusão 

Como vimos, a adubação do milho deve seguir a análise de solo, expectativa de produção e a fenologia da cultura.

Com teores adequados, atuamos somente com a adubação de manutenção. Do contrário, a fertilidade do solo precisa ser construída com adubações de correção.

O posicionamento das adubações deve respeitar os estádios de maior demanda da cultura.

De acordo a finalidade da produção, grãos ou silagem, a dose aplicada deve ser ajustada para suprir a demanda da cultura. Seguindo esses critérios, você não terá surpresas com a produção de seu milho.

E você, tem alguma dúvida sobre adubação de milho? Conte pra gente nos comentários abaixo. Grande abraço!

Plantio cana ano-meio: Quais as particularidades e orientações para melhorar o canavial

Plantio cana ano-meio: veja dicas para auxiliar no manejo como espaçamento, uso de vinhaça e de torta de filtro, épocas de plantio e mais. 

Você sabia que o Brasil é o maior produtor de cana-de-açúcar do mundo? São mais de 8,6 milhões de hectares cultivados (SENAR, 2018).

A cana-de-açúcar é uma cultura com três épocas de plantio: cana de ano (outubro a dezembro – início da estação chuvosa), cana de ano e meio (janeiro a março) e cana de inverno (locais com disponibilidade de água).

A seguir, vamos tratar sobre o plantio cana ano-meio, suas características e dicas para melhor produtividade no canavial. Confira!

Plantio cana ano-meio: definição

A cana de ano-meio é aquela com ciclo de 18 meses, com plantio entre janeiro a março.

No entanto, de abril a agosto (devido ao inverno) o crescimento da cana de ano e meio é lento. 

Assim, a cultura começa a vegetar entre os períodos de setembro a abril, amadurecendo nos próximos meses até completar de 16 a 18 meses.

O plantio cana ano-meio é o mais utilizado pelo produtores rurais, devido às maiores produtividades, mas é necessário um tempo maior para a colheita.

plantio cana ano-meio

Ciclos da cana-de-açúcar e variações na temperatura e pluviosidade da região centro-sul do Brasil
(Fonte: Luis Fernando Sanglade Marchiori)

Vantagens do plantio de cana de ano e meio

No ano, o período de janeiro a março é o melhor para o plantio de cana-de-açúcar.

Isso porque esses meses apresentam temperatura e umidade que favorecem a brotação da cana-de-açúcar.

Essa brotação rápida reduz a incidência de doenças nos toletes, como a podridão abacaxi que é causada pelo fungo Thielaviopsis paradoxa. A doença ocorre devido ao atraso na brotação das gemas, a baixas temperaturas e seca no plantio.

Estádios de desenvolvimento da cana-de-açúcar

Estádios de desenvolvimento da cana-de-açúcar
(Fonte: YARABRASIL, 2016

Quer saber mais sobre o plantio de cana-de-açúcar? Leia também o artigo: Como plantar cana-de-açúcar para altas produtividades”.

Espaçamento do plantio cana ano-meio

O espaçamento utilizado varia de acordo com a fertilidade do solo e com a variedade de cana-de-açúcar, sendo uniforme ou combinado.

Assim, o espaçamento uniforme é aquele em que as distâncias entre os sulcos são iguais em toda área de plantio.

Já o combinado é conhecido como espaçamento abacaxi em cana-de-açúcar, feito com duas linhas de cana plantadas, a 30 cm de distância uma da outra, com espaçamento da entrelinha de 1,50 metros – num total de 1,80 metros. 

O objetivo do espaçamento combinado é de propiciar condições para o controle do tráfego.

Em solos mais arenosos, utiliza-se espaçamento de 1 m ou 1,20 m, pois permitem que a cana-de-açúcar feche mais rápido a entrelinha, reduzindo gastos com o controle de plantas daninhas.

Em solos férteis e nas áreas onde a colheita for mecanizada, o espaçamento deve ser de pelo menos 1,5 m para evitar a compactação e o pisoteamento das linhas.

plantio cana ano-meio

(Fonte: Professor Doutor Alexandrius de Moraes Barbosa)

Épocas de plantio em função dos ambientes de produção

Como sabemos, a cana-de-açúcar possui ambientes de produção e o plantio dos canaviais pode variar de acordo com este fator.

Veja na figura abaixo como o plantio pode variar de acordo com o solo, sua textura, o relevo e as épocas de plantio.

Épocas de plantio da cana-de-açúcar

Épocas de plantio da cana-de-açúcar em função dos ambientes de produção, tipos de solos, drenagem, textura e relevo
(Fonte: Boletim Técnico IAC, 2016)

Adubação de base para plantio cana ano-meio

A adubação na cultura da cana-de-açúcar vai ser diferente se for cana-planta ou cana-soca.

Na cana-planta, ou seja, no plantio da cultura, utiliza-se altas doses de fósforo e potássio, mas baixas doses de nitrogênio.

Já em cana-soca, utiliza-se altas doses de nitrogênio e potássio e baixas doses de fósforo.

Os nutrientes que devem ser fornecidos com a adubação em cana-de-açúcar são: 

  • Nitrogênio; 
  • Fósforo;
  • Potássio;
  • Cálcio;
  • Magnésio;
  • Enxofre;
  • Boro;
  • Cobre;
  • Manganês;
  • Zinco;
  • Molibdênio. 

A quantidade a ser colocada de cada nutriente varia na extração e exportação destes pela cultura. 

Extração e exportação de macronutrientes para a produção de 100 t de colmos
(Fonte: Vitti et al. (2005))

Extração e exportação de micronutrientes para a produção de 100 t de colmos
(Fonte: Vitti et al. (2005))

Quer saber mais sobre adubação de cana-de-açúcar? Leia também o artigo: Adubo para cana: principais recomendações para alta produtividade”.

Uso de vinhaça em cana-de-açúcar

A vinhaça é o resíduo da produção de álcool etílico (etanol), sendo que a cada litro de etanol produzido, 12 litros de vinhaça são gerados.

Desta forma, a vinhaça é aplicada nos canaviais com o objetivo de atingir maiores produtividades e reduzir o uso de fertilizantes nas lavouras.

Além disso, com esse método também é possível reduzir o uso de água para irrigação e aumentar a fertilidade dos solos, o que reduz custos.

Entretanto, deve-se lembrar que há um limite no uso de até 300 m³/ha. O uso em excesso pode causar danos em solos rasos e/ou arenosos, além de contaminação de água subterrânea.

A vinhaça é capaz de fornecer ao solo água e nutrientes, como cálcio, magnésio e potássio, o que contribui para altas produtividades dos canaviais.

Geralmente, é utilizada na cana-soca fornecendo parte do nitrogênio e todo o potássio necessário para o canavial.

Em doses adequadas, as principais vantagens de utilizar a vinhaça no plantio cana ano-meio são:

  • Aumento da produtividade do canavial;
  • Melhora das propriedades químicas e biológicas do solo;
  • Aumento da matéria orgânica;
  • Ajuda na melhora da fertilidade do solo;
  • Aumento do poder de retenção de água pelo solo.
plantio cana ano-meio

Plantio de mudas pré-brotadas de cana-de-açúcar
(Fonte: da autora)

Uso da torta de filtro nos canaviais

A torta de filtro, assim como a vinhaça, também é um resíduo da indústria sucroenergética.

Em sua composição podemos encontrar de 1,2% a 1,8% de fósforo, 70% de umidade, alto teor de cálcio, uma boa quantidade de micronutrientes e 50% de fósforo prontamente disponível para a planta.

Para saber mais sobre o uso de fósforo em cana-de-açúcar, leia também o artigo: Como fazer manejo de fósforo para aumentar a produção de cana”.

A alta concentração de umidade na torta de filtro é muito importante nos plantios realizados durante o inverno, porque precisam da umidade para a brotação.

O método é muito utilizado em cana-planta, na dose de 80 a 100 toneladas/ha. Em cana-soca pode ser aplicada a torta de filtro de 40 a 60 toneladas/ha nas entrelinhas.

Também pode ser utilizada na dose de 15 a 35 toneladas/ha (sulco) em área total.

planilha ponto otimo de renovacao canavial

Conclusão

Neste texto vimos mais sobre o que pode auxiliar o produtor para manter ou aumentar a produtividade dos canaviais, principalmente em plantio cana ano-meio. 

Conferimos também as épocas de plantio, adubação, espaçamento, uso de vinhaça, torta de filtro, entre outras particularidades da cultura da cana-de-açúcar.

O plantio da cana pode ser feito em três épocas e em usinas, com o devido planejamento, todas são utilizadas. Cada uma tem suas particularidades e envolvem alguns cuidados diferentes. 

>> Leia Mais:

5 passos para fazer o cultivo do consórcio cana e milho

Como fazer o melhor manejo da broca da cana-de-açúcar

E você, tem mais dicas sobre plantio cana ano-meio? Adoraria ver o seu comentário abaixo!

Mercado futuro da soja: seu funcionamento e as principais vantagens

Mercado futuro da soja: entenda como funciona, as principais vantagens e desvantagens e como você pode tirar proveito disso para alavancar sua rentabilidade.

E se eu te falar que você pode vender soja sem ter plantado ou comprar um “caminhão” de soja sem ter um silo para guardar?

Pois é, isso é possível no mercado futuro da soja.

Pode parecer complicado no começo, mas no futuro é uma boa maneira de assegurar o preço de venda e faturar no mercado.

Nesse artigo vamos abordar como funciona o mercado futuro da soja e como você, empresário rural, pode tirar proveito disso para aumentar sua lucratividade. Confira comigo!

O que é o mercado futuro da soja?

Sem complicações e em palavras simples, o mercado futuro da soja assegura o preço de hoje para a venda que você fará amanhã.

Mas como isso funciona? Eu explico. Por exemplo…

Vamos supor que hoje a cotação da soja  2019/20 está em R$ 80 por saca de 60 kg e, para o empresário rural, esse é um bom preço. Então prefiro não esperar, porque “vai que o preço despenca quando for vender”.

Assim, pode-se proteger das oscilações do mercado fazendo um contrato de mercado futuro e fixando o preço da soja nos R$ 80 de hoje, mesmo que a venda só se concretize meses depois.

Como veremos a seguir, temos muito o que levar em consideração ao atuar neste mercado, mas podemos tirar bom proveito disso.

Como funciona o mercado futuro da soja?

Assim como para outras commodities, os contratos são negociados na bolsa BM&FBovespa e podem ser relativos à soja Brasil ou à soja da bolsa de Chicago (Estados Unidos). Em ambos os casos os contratos são fixados em dólar.

mercado futuro da soja

(Fonte: AFNews)

Nesse mercado, se negocia soja a granel tipo exportação, com certas especificações de pureza e teor mínimo de óleo. Cada contrato segue as condições da tabela abaixo.

Os contratos em aberto ficam disponíveis no site da BM&FBovespa e o ideal é que você escolha entre esses junto com a sua corretora.

O calendário de negociações segue de acordo com o pré-estabelecido pela BM&FBovespa, disponível aqui, com informações relativas às atividades de negociação, registro, compensação, liquidação e depósito centralizado durante o referido ano.

Vale lembrar que no mercado futuro só existe a liquidação financeira, em primeiro momento, não há a entrega do produto físico. Sendo que isso é um grande atrativo para investidores. 

Se você tiver curiosidade de entrar no site da bolsa, verá que existem vários códigos para designar os produtos e serviços. Parece complicado, mas eu explico.

Como são formados os preços? 

A formação dos preços de qualquer contrato disponível para o mercado futuro da soja depende da cotação do mercado físico, dada pelo indicador da soja Cepea/Esalq-Usp e da proximidade do mês de vencimento do contrato.

Assim, quanto mais alto o valor do indicador do mercado físico, mais o contrato futuro de soja se valoriza.

No entanto, essa valorização é limitada pela proximidade do mês de vencimento. Quanto mais próximo da data, menor a valorização.

Entenda os códigos

O mercado futuro da soja utiliza códigos que indicam o produto negociado, o mês de vencimento e o ano. É importante entender essas siglas para quando for realizar suas operações no futuro.

Veja na imagem abaixo como são formados os códigos:

mercado futuro da soja

(Fonte: Autor, de acordo com as diretrizes da BM&FBovespa)

Desta forma, os meses seguem uma nomenclatura específica, que apresento na tabela abaixo.

meses de vencimento mercado futuro da soja

(Fonte: Autor, de acordo com as diretrizes da BM&FBovespa)

Vale lembrar que a data de vencimento e o último dia para negociação do contrato é sempre o 2º dia útil anterior ao mês de vencimento.

Tarifações e garantias

Para investir no mercado futuro da soja, é exigido que se tenha a garantia mínima de 4.32% do valor do negócio em conta, em ações ou em títulos do tesouro. Também existem tarifações para cada negócio.

Veja as principais tarifas cobradas em operações:

Repare que as tarifas dependem do volume de contratos e do tempo de permanência.

Quais as vantagens e desvantagens do mercado futuro da soja?

Vantagens

Com o mercado futuro da cultura de soja você consegue fixar o preço atual, protegendo-se contra oscilações do mercado.

Pelo fato da liquidação ser apenas financeira e não do produto físico em primeiro momento, isso é interessante para investidores pois não é necessário possuir um silo para comprar ou uma planta de soja para vender.

Assim, há a possibilidade de especular o mercado – como em qualquer investimento na bolsa – o que possibilita alavancar sua lucratividade.

Desvantagens

Como todo investimento, o mercado futuro da soja está sujeito a riscos. Os preços podem subir acima do que você fixou ou, ainda, existe a possibilidade de perder dinheiro com especulações na bolsa.

Por isso, o ideal é entender a dinâmica e o funcionamento do mercado futuro antes de entrar nessa jogada. 

Da mesma forma, especular na bolsa pode ser uma maneira de ganhar mais com a venda ou acordo de compra da soja, mas sempre tenha cautela.

Como investir no mercado futuro da soja?

Se após tudo o que abordamos até agora, você se interessou pelo mercado futuro da soja, decidiu conhecer mais a fundo e investir, o que você precisa fazer é encontrar uma corretora que opere na bolsa.

No site da BM&FBovespa, você encontra uma lista completa de corretoras, basta escolher uma de sua confiança e que trabalhe neste mercado.

A partir disso, faça seus investimentos e tome suas decisões de compra e venda. Geralmente, o contato é por telefone, mas algumas corretoras disponibilizam canais online para fazer suas operações. 

planilha de produtividade da soja

Conclusão

Como conferimos no texto, o mercado futuro da soja é uma opção para quem quer fugir das oscilações do mercado e garantir o preço atual na venda que virá.

E como ressaltamos, é um mercado onde não ocorre a venda física da soja em primeiro momento – há apenas a liquidação financeira do produto. Por essa razão, muitos investidores utilizam esse mercado para especulação e como alavanca para se ganhar dinheiro.

Embora existam algumas garantias iniciais e taxas que devem ser pagas, quando se entende o funcionamento esse mercado se torna um ótimo aliado para aumentar a rentabilidade do produtor e, principalmente, do empresário rural.

>> Leia mais:

“Veja a previsão do preço da soja para 2022″

Venda da soja: como garantir uma boa negociação de forma antecipada”

E você, já comprou ou vendeu no mercado futuro da soja? Restou alguma dúvida sobre este assunto? Conte pra gente nos comentários abaixo. Grande abraço e até a próxima!

Citros/Citrus: Importância e principais dicas para essa cultura

Citros/Citrus: Diferenças, implantação do pomar, espaçamento e outras orientações sobre essa cultura.

Certamente você já se deparou com essas duas palavras, citros e citrus. Mas afinal, existe diferença entre elas? 

A resposta é sim! E com certeza você já sabe que ambas estão relacionadas com laranjas, mas também com as frutas cítricas.

Enquanto uma delas é mais generalista, a outra representa um nível específico dentro da classificação botânica. Ficou curioso? 

Então confira a seguir mais a respeito das frutas cítricas (citros/citrus), quais as principais cultivares, implantação de pomar cítrico, fisiologia e os principais desafios dessa cultura.

Citros e Citrus: Quais as diferenças?

Quando pensamos na classificação biológica, todas as espécies estão enquadradas em reino, filo, classe, ordem, família, gênero e espécie.

Ao falarmos citros, ou plantas cítricas, estamos referindo a espécies vegetais que pertencem à família Rutaceae em três gêneros: Citrus, Poncirus e Fortunella.

ReinoPlantae
FiloMagnoliophyta
ClasseMagnoliopsida
OrdemSapindales
FamíliaRutaceae
GênerosCitrusPoncirusFortunella

Classificação botânica dos Citros
(Fonte: Swingle, 1967)

Portanto, o termo citros se refere ao grande grupo composto das espécies desses três gêneros.

citros e citrus

Esquema representado Citros x Citrus
(Fonte: elaborado pelo autor)

Já o termo citrus é referente às espécies do gênero Citrus, excluindo as espécies dos demais gêneros. 

Esse grupo engloba as laranjas doces e azedas tais como tangerinas, mexericas, limões e limas, pomelos, toranjas, cidras e seus híbridos.

Grupo Exemplo Nome científico
1) Laranjas doces  
a)     Comuns Hamlin, Pêra e Valência  
b)     Baixa Acidez Lima Sorocaba e verde Citrus sinensis L. (Osbeck)
c)     De umbigo Laranja Bahia  
d)     Sanguíneas Moro e Sanguinello  
2) Laranja azeda Seville Citrus aurantium L.
3) Tangerinas    
a)     Comuns Ponkan e Clementina Citrus reticulata Blanco
b)     Satsumas Satsuma e satsuma owari Citrus unshiu Marchovitch
4) Mexericas IAC-606 e IAC-589. Citrus deliciosa Tenore
5) Limão verdadeiro Feminello, Lisboa e Verna. Citrus limon Lush.
6) Limas    
a)     Ácidas Tahiti e Galego Citrus latifolia Tanaka e Citrus aurantifolia Tanaka
b)     Doces Lima da pérsia e de umbigo Citrus limettioides Tanaka
7) Pomelos    
a)     Pigmentados Ruby e Star Ruby Citrus paradisi, MacFadyen
b)     Não pigmentados Duncan e Marsh
8) Toranjas Oroblanco e IAC-357 Citrus grandis
9) Cidras Etrog e Mão-de-buda Citrus medica
10) Kunquats Nagami, Marumi e Meiwa. Fortunella margarita, Híbrido e F. japonica

Principais grupos hortícolas dos citros, exemplos de cultivares e nomes científicos
(Fonte: Adaptado de Mourão Filho e Mattos Junior)

Implantação de pomar de citros

A fase de implantação do pomar é umas das etapas mais importantes para os cultivos perenes, sejam eles de espécies frutíferas ou florestais.

No caso do pomar cítrico isso não é diferente.

Para os citros, precisamos dar atenção especial para cinco pontos diferentes e você pode conferir o artigo completo sobre como não errar na implantação de pomar aqui!

Algumas dúvidas são mais frequentes que outras, portanto, abordarei duas das mais comuns a seguir.

Qual a distância de uma laranjeira para outra?

A distância entre as laranjeiras, ou o espaçamento, é definido por cinco fatores principais: 

  • A cultivar copa; 
  • O porta-enxerto;
  • O clima; 
  • O solo; 
  • E o manejo utilizado. 

Desde o início da citricultura, muito tem sido feito no sentido de aumentar a densidade dos plantios.

Isso significa ter mais plantas por área, ou seja, adensar. Para isso é necessário reduzirmos o espaçamento.

O adensamento pode trazer vantagens como o aumento da produtividade e rendimento de máquinas.

Entretanto, também pode trazer desvantagens como aumento da incidência de doenças fúngicas e necessidade de aumento da frequência de podas.

Por este motivo, cada cultivar copa apresenta um espaçamento recomendado, mas que pode variar de acordo com os fatores citados.

espaçamentos recomendados

Principais espaçamentos recomendados para as diferentes cultivares de citros
(Fonte: Embrapa Informação Tecnológica, 2005)

Como preparar a cova de mudas cítricas?

As covas para o plantio das mudas cítricas em campo normalmente apresentam as seguintes dimensões: 0,40 x 0,40 x 0,40 m.

Durante o processo de abertura das covas é interessante separar a terra da superfície (0 a 20 cm) da terra situada em maior profundidade (20 a 40 cm).

citros e citrus

Esquema de preparo das covas para o plantio
(Fonte: Embrapa Informação Tecnológica, 2005)

A terra da superfície deve ser enriquecida com adubo orgânico (esterco bovino) e fósforo e ser colocada em profundidade.

Por sua vez, a terra mais profunda não recebe os fertilizantes e é colocada na superfície, podendo ser utilizada para realizar o coroamento pós-plantio.

No caso de grandes áreas, esse preparo é normalmente realizado nos sulcos de plantio, traçados após o preparo das áreas.

>> Leia mais: para saber a respeito da fisiologia geral e do florescimento dos citros, confira o artigo que eu fiz sobre o assunto – Florada do Citros: 3 manejos essenciais para garantir uma boa produção. 

Principais desafios: passado e futuro

Os principais desafios encontrados pela citricultura no Brasil estão relacionados aos aspectos fitossanitários.

As plantas de citros são alvo de uma ampla gama de insetos e patógenos dos mais diversos tipos (como por exemplo, o cancro cítrico).

O histórico do uso de porta-enxertos na citricultura brasileira é um bom exemplo de como as doenças podem interferir negativamente no cultivo.

No início do século XX, a laranja caipira (Citrus sinensis L. Osbeck) era o principal porta-enxerto utilizado. 

Entretanto, sua sensibilidade patógeno Phytophthora spp. obrigou os produtores a utilizarem a laranja azeda (Citrus aurantium L.).

Esta por sua vez, em meados da década de 40, mostrou-se suscetível ao vírus da tristeza dos citros, disseminado por pulgões e que obrigou a migração para o limoeiro cravo.

Porta-enxerto AnoFator limitanteSolução
Laranja capiraInício séc. 20Phytophthora spp.Laranja azeda
Laranja azedaAnos 40Vírus da tristezaLimoeiro cravo
Limoeiro cravoAnos 70Declinio‘Cleópatra’ e ‘Volkameriano’
Limoeiro cravoAnos 2000Morte súbita‘Cleópatra’, ‘Swingle’ e ‘Sunki’

Histórico do uso de porta-enxertos na citricultura
(Fonte: Adaptado de Oliveira et al. (2008), Embrapa)

O limoeiro cravo apresenta a vantagem de ser resistente a estresses hídricos, porém, nos anos 70 e anos 2000, mostrou-se suscetível ao declínio e à morte súbita.

Esses eventos levaram à diversificação dos porta-enxertos e dentre outros, a tangerina cleópatra, o limão volkameriano, o citrumelo swingle e a tangerina sunki passaram a ser amplamente utilizados.

Esse processo de evolução da citricultura em conjunto com as plantas daninhas, pragas e doenças garantiu o desenvolvimento de protocolos e legislações específicas.

Graças à essa legislação, o setor citrícola do estado de São Paulo é um dos mais organizados no que se diz respeito à produção de mudas e controle fitossanitário.

Conclusão

Vimos que as frutas cítricas com destaque para as laranjas, limões, tangerinas e mexericas, têm um enorme peso no agronegócio, gerando empregos diretos e indiretos.

Grande parte das regiões produtoras são tradicionais no cultivo dessas espécies, entretanto novas tecnologias de produção e manejo surgem a cada ano.

Precisamos estar atentos às inovações e trabalhar em conjunto, buscando sempre uma citricultura cada vez mais sustentável e produtiva.

>> Leia mais:

Tudo sobre a produção de laranja pêra

E você já conhecia essas particularidades das plantas cítricas (citros/citrus)? Quais os principais desafios que você enfrenta em sua região? Conte nos comentários abaixo!

GPS agrícola: conheça os melhores tipos e escolha o ideal para sua fazenda

GPS agrícola: diferentes formas de usos no campo, como funcionam e o que considerar na hora da escolha.

O GPS é um sistema muito utilizado no nosso cotidiano, seja no carro, no celular ou na agricultura – auxiliando na gestão de empresas rurais em todo o Brasil.

Sua utilização em propriedades rurais permite a realização de atividades com maior eficiência e economia de recursos.

Mas para ter todos os benefícios, é importante selecionar o melhor para suas atividades, o que depende muito de cada propriedade rural.

Pensando nisso e para te auxiliar na escolha do melhor sistema para sua fazenda, apresentamos vários tipos e usos do GPS agrícola. Confira a seguir!

Utilização do GPS na agricultura

A tecnologia está em todo seguimento e, claro, na agricultura não seria diferente. Ela pode ser amplamente empregada na análise de solo, pulverização, plantio e colheita, e em outras atividades necessários ao longo do ciclo da lavoura.

O uso do GPS (Global Positioning System – sistema global de posicionamento) está entre as tecnologias que mais vêm ganhando espaço na agricultura. Aliado às novas técnicas de inteligência artificial e robótica, os sistemas de posicionamento são o presente e o futuro da agricultura mundial.

Isso porque seu uso permite realizar navegação, medições de áreas, determinar pontos (coordenadas), armazenar dados, entre outras funções.

Com os dados gerados e disponibilizados pelo GPS, é possível que o produtor realize as atividades com maior exatidão e eficiência, além de auxiliar na tomada de decisão.

Dessa forma, o uso do GPS nas atividades agrícolas pode otimizar os processos, facilitar a comunicação entre os envolvidos (produtor, operador, agrônomo, administrador), diminuir erros humanos, reduzir os riscos de algumas perdas agrícolas, entre outros benefícios.

Mas como escolher o melhor tipo de GPS agrícola para sua fazenda?

gps agrícola
Computador de bordo e GPS instalados no trator permitem que o plantio seja realizado de acordo com o projeto traçado, garantindo maior produtividade
(Fonte: Diário da região)

Como realizar a escolha do GPS agrícola

Cada propriedade tem suas particularidades e necessidades. Por isso, para escolher o melhor sistema, leve alguns fatores em consideração:

  • atividade na qual você utilizará o GPS
  • custo-benefício
  • precisão do GPS
  • facilidade na operação
  • facilidade na manutenção/atualização

Você pode ter o GPS agrícola no celular, tablet ou em um aparelho específico. É importante definir qual a função dele na propriedade para determinar qual GPS utilizar e qual deve ser a sua precisão de acordo com a função na fazenda.

Com essa definição, você terá o melhor GPS agrícola para a sua necessidade, potencializando seus benefícios nas atividades de manejo e auxiliando sua gestão agrícola.

Veja alguns dos usos do GPS agrícola no negócio rural.

GPS agrícola na Agricultura de Precisão

Você sabe que as porções da sua propriedade apresentam características diferentes. Por isso, é necessário um sistema de gestão que otimize e aproveite melhor cada porção da área.

É isso que a Agricultura de Precisão (AP) leva em conta. As lavouras apresentam um ambiente desuniforme e necessitam de um manejo que explore essa diferença para aproveitar a área da propriedade na parte econômica e também na sustentabilidade do sistema.

Lembrando que a AP foi viabilizada pelo surgimento do GPS e o seu uso nesse segmento permite o mapeamento da área das atividades agrícolas, localização de pontos nos talhões etc.

Basicamente, qualquer avaliação ou aplicação feita na propriedade pode ser rastreada geograficamente com exatidão. Isso permite a confecção de mapas que ressaltam as características específicas de cada área, com um nível de detalhe comparável à precisão do GPS agrícola.

GPS agrícola com piloto automático

O uso do piloto automático está cada vez mais frequente nas atividades agrícolas e é importante para que a máquina siga um caminho pré-determinado, sem (ou com pouca) interferência do operador.

Basicamente, o sistema de piloto automático funciona por meio de um receptor instalado nas máquinas agrícolas.

Esse receptor recebe sinal de satélite vindo do GPS agrícola e envia as informações de posicionamento ao sistema de direção da máquina, fazendo com que ela siga um caminho pré-determinado, sem a interferência do operador.

GPS Agrícola
(Fonte: Geo Agri)

Algumas vantagens do piloto automático são:

  • redução da fadiga do operador
  • flexibilidade de horário (por ser guiado por GPS)
  • redução no tempo da operação
  • maior produtividade (uniformidade do espaçamento)
  • menor número de manobras

GPS agrícola em aplicações a taxas variáveis

A pressão pelo uso cada vez mais racional de recursos e para a diminuição da aplicação de agroquímicos nas lavouras tem no uso do GPS agrícola um aliado bastante forte. 

A aplicação em taxa diferencial permite entregar apenas a quantidade necessária de produto em diferentes partes da lavoura, de acordo com medições prévias de sanidade, fertilidade ou ataque de pragas.

O sistema de GPS é primordial para concatenar as coordenadas das medições com o controle diferencial da aplicação de produtos, seja por aplicações aéreas ou terrestres.

GPS agrícola para monitoramento de colheita

Em uma área de lavoura, é normal que existam diferenças entre produção máxima e mínima, gerando uma produtividade média ao final do ciclo da cultura.

Mapear áreas em que a produção é mais baixa permite explorar as características específicas delas para potencializar a produção em safras seguintes, ou mesmo ao longo da safra.

O uso do GPS agrícola permite criar mapas de colheita que informam sobre a heterogeneidade da produção. Esses mapas podem ser avaliados junto a outras informações colhidas para detectar os fatores mais limitantes de produção. 

GPS agrícola para uso racional de água

Os sistemas de irrigação também podem se beneficiar do uso do GPS agrícola, permitindo uma irrigação diferencial em cada área, evitando encharcamento ou limitação hídrica, como pode acontecer quando se usa uma taxa única de irrigação.

Seja através da medição da umidade do solo ou de indicadores de teor de água nas plantas, o sistema de irrigação pode ser ajustado para entregar apenas a quantidade recomendada por área.

GPS agrícola no celular ou no tablet

Você pode utilizar aplicativos no celular ou no tablet com a função de GPS agrícola para determinar áreas, coordenadas, pontos, etc., que podem ser gratuitos ou ter um custo de aquisição de acordo com cada aplicativo. 

Veja alguns apps para uso na agricultura:

C7 GPS Dados

O C7 GPS Dados É um aplicativo para obter as coordenadas de pontos isolados (waypoints) ou de trilhas, possibilitando o armazenamento das mesmas em um arquivo GeoTXT.

Com os dados armazenados, é possível calcular a área, o perímetro de polígonos e a distância total percorrida em uma trilha registrada.

GEO AREA

Aplicativo que mede área e pode ser utilizado para estimativa de produção de culturas, medição de área de cultivo e produção agrícola.

A2

O A2 pode ser utilizado para medir a superfície (área), perímetro e distância de terra. Este aplicativo também pode ser usado para medir áreas agrícolas, telhados das casas, lote, entre outras. Oferecido no Google Play por R$ 95,99.

GPS Fields Area Measure 

Um medidor de áreas e distâncias que possibilita ter a distância, perímetro ou área por meio do mapa; ou seja, o aplicativo localiza a área no mapa e indica os pontos para o cálculo da área ou perímetro.

GPS agrícola para pulverização no celular

Realizar a pulverização detalhadamente com o uso do GPS agrícola pode trazer diversos benefícios como a utilização do insumo/produto de forma eficiente, evitando desperdício e falta do produto em alguns locais da lavoura.

Com esta ferramenta, também se pode mapear as áreas que já foram pulverizadas das que não receberam esta operação.

Alguns aplicativos que podem te auxiliar com esta atividade são:

Farm Sprayer GPS

Use no celular ou tablet para controlar a área que foi pulverizada da área sem aplicar a pulverização. Ele também pode ser utilizado para as operações de plantio e adubação.

Cálculo de Pulverização

Aplicativo para a calibração do pulverizador, com o cálculo do volume pulverizado e da vazão do bico. Disponível aqui.

Sprayer Calibrator

App desenvolvido para ajudar o agricultor a escolher e calibrar o bico de pulverização, além de auxiliar a definir a velocidade necessária do trator e a distância entre os bicos. Baixe aqui.

Além desses, existem outros tipos de GPS agrícola que podem auxiliar em sua propriedade. Seguem alguns tipos e marcas a seguir. 

Mercado de aparelhos de GPS agrícola

GPS agrícola AgriBus

A empresa trabalha com tecnologia de aplicações de suporte à operação de trator, controle de dados de operação, receptores GNSS/GPS de alta precisão, equipamento de intertravamento de máquina de operação multifuncional e operação automatizada.

Linha de Produtos AgriBus
Linha de Produtos AgriBus
(Fonte: AgriBus)

Entre os produtos desta marca estão: 

AgriBus-NAVI

Aplicação simples e de baixo custo para o acionamento de trator. É um aplicativo instalado em máquinas agrícolas para ajudar nas operações diretas no campo.

AgriBus-AutoSteer

Opções de direção automática que podem ser adaptadas.

AgriBus-GMini

GPS de ultraprecisão com conexão sem fio.

Além desses, também há navegador web para gravar operações agrícolas e modelos de receptores de GPS.

GPS agrícola Seggna

Empresa brasileira que investiu em GPS nacional para auxiliar a agricultura de precisão. Os modelos Super Challenger and Challenger Pro variam de R$ 5.700,00 a R$ 6.800,00.

GPS Agrícola
Produtos Seggna
(Fonte: Seggna)

GPS agrícola Farmpro

A Farmpro é uma empresa nacional que aplica todo seu conhecimento na área agrícola e industrial, desenvolvendo equipamentos e soluções para as montadoras e ajudando o produtor rural a obter maior produtividade e rentabilidade na sua lavoura.

Produto Farmpro Max7
Produto Farmpro Max7 – preço sob consulta
(Fonte: Farmpro)

Vale lembrar que existem várias marcas, modelos e produtos no mercado além desses. Para escolher, você deve determinar qual é o melhor para sua necessidade e propriedade rural.

Outros fornecedores de GPS agrícola são as empresas Trimble, Verion e Daga Agrinavi, dentre outras.  

Em caso de dúvidas, consulte um profissional especializado.

>> Leia mais: “O que é SIG na agricultura e como essa tecnologia pode ser útil na sua fazenda

Como funciona um GPS agrícola

O GPS é um sistema de orientação por satélite. Resumindo, os satélites enviam sinais de rádio para os receptores (aparelho de GPS), que podem estar no trator ou no celular, e esses interpretam os sinais para determinar a localização.

Na agricultura, os sistemas de posicionamento DGPS (sistema de posicionamento global diferencial), GPS absoluto e RTK (Real Time Kinematic) são muito utilizados.

Na imagem abaixo, veja melhor como funciona o sistema GPS de uma forma geral.

GPS Agrícola
(Fonte: O Globo)

Conclusão

A tecnologia está sendo muito utilizada na agricultura, como é o caso do sistema de GPS.

Neste texto, abordamos seus benefícios, como escolher o melhor para sua fazenda e como ele funciona.

Além disso, comentamos sobre alguns tipos que você pode utilizar na agricultura.

Depois dessas informações, avalie qual a necessidade da sua fazenda com a utilização do GPS agrícola, escolha o melhor para as suas atividades e obtenha os benefícios que este sistema pode trazer para sua empresa rural!

Assine nossa newsletter para receber mais conteúdos como este artigo. Envie o texto para mais pessoas que precisem de dicas sobre o GPS agrícola.

Redator João Paulo Pennacchi

Atualizado em 19 de junho de 2023 por João Paulo Pennacchi

Sou engenheiro eletricista formado pela UNIFEI e engenheiro-agrônomo formado pela UFLA. Mestre e doutor em agronomia/fisiologia vegetal pela UFLA e PhD em ciências do ambiente pela Lancaster University. Atualmente desenvolvo pesquisa na área de fisiologia de culturas agrícolas pela UFLA.

Planilha de custo de produção por hectare: como fazer e modelo pronto para baixar

Planilha de custo de produção por hectare: entenda o passo a passo para você controlar os gastos de sua propriedade e ainda ganhe uma planilha modelo grátis!

É, meu amigo, não é fácil trabalhar de sol a sol e chegar o fim do mês com a conta sem fechar. Mas você já se perguntou onde é que está indo todo esse dinheiro?

A falta de controle do custo de produção pode levar à ilusão da lucratividade quando, na verdade, se está no vermelho.

Pensando nisso, fiz um passo a passo de como controlar seu custo por hectare a partir de um kit gratuito com uma planilha modelo para você começar a controlar suas finanças. Acompanhe!

A importância de controlar os custos de produção

Toda propriedade agrícola deve ser encarada como uma empresa rural, independentemente do porte.

Como em toda empresa, a organização dos processos e controle das finanças é fundamental para o sucesso do empreendimento.

Dentre os aspectos que merecem atenção está o controle dos custos de produção.

Esse controle deve ser feito de maneira simples, anotando tudo em um caderno ou de forma mais organizada, utilizando uma planilha de custo de produção por hectare, por exemplo.

Confira a seguir, como montar uma planilha para controlar seus custos de produção.

Passo a passo para uma planilha de custo de produção por hectare

Existem várias maneiras de criar uma planilha de custo de produção, com mais ou menos detalhamento. O importante é que ela reflita a realidade de sua propriedade, englobando os custos de todas as atividades realizadas.

Para te auxiliar nisso, montamos um kit gratuito com uma planilha modelo para que você possa acompanhar os procedimentos a seguir e ainda fazer a comparação com os custos de outras propriedades do Brasil. Faça o download gratuito clicando aqui.

1. Organize suas informações

Organize as informações de cada atividade que você realiza. Veja na figura abaixo que na nossa planilha modelo podemos inserir a cultura, o ano, se é safra ou safrinha e a área de plantio.


Repare que temos o custo total da safra e por hectare, além de cada tipo de custo separado e sua contribuição para o total. 

O gráfico também facilita a visualização dos dados para extrair informações precisas para a tomada de decisão. Do contrário, seriam apenas vários números, em que ficaria difícil ver alguma coisa…

Mas, para chegar nesse resultado, devemos seguir alguns passos. Confira!

2. Comece pelos insumos

Para começar a lidar com os insumos é interessante ter todo o estoque organizado. Já tratei deste assunto em outros textos, se tiver dúvidas, confira nosso texto sobre gerenciamento rural.

Com tudo em ordem, basicamente deve ser contabilizado quais os insumos e a quantidade utilizada para cada atividade.

Por exemplo, quanto de calcário foi usado em cada área, quanto e qual tipo de adubo foi utilizado, quais vacinas foram gastas com o gado… e por aí vai. 

Desta forma fica simples e é só inserir na planilha.


Observe que a planilha trabalha com os valores por hectare e apresenta o total gasto, mas os insumos são a parte mais fácil de controlar… Vamos ao restante.

3. Custo das operações 

O uso de cada insumo geralmente está atrelado a uma ou mais operações agrícolas. Assim, cada insumo tem um custo associado: da operação para aplicá-lo ou utilizá-lo.

Cada etapa, do plantio à condução da lavoura, demanda uma série de operações. Listadas essas operações, calcule o custo de cada uma delas. Deixe a colheita para uma aba, para o caso de ser terceirizada.

Para isso, precisamos saber o tempo gasto (horas máquina/ha) para cada operação e o custo unitário de hora por hectare (R$/ha). Além disso, o maquinário precisa de manutenção e também gera custos.

Horas máquina por hectare

Na tabela abaixo, segue a nossa sugestão para estimar as horas gastas por hectare para as operações agrícolas.

É lógico que se a realidade de sua fazenda for outra, ou a eficiência maior, sinta-se livre para alterar esses números. Mas tenha muita certeza dos valores antes de alterá-los.

Custo unitário de hora máquina por hectare

Cada hora trabalhada tem um custo associado. Aqui devemos levar em conta a quantidade de diesel gasta, o valor desse combustível e o salário do operador. 

Isso varia de propriedade para propriedade, então cabe a você adaptar a planilha às suas condições. Aqui no Blog do Aegro nós já explicamos em detalhes como saber o custo operacional de máquinas agrícolas. Confira!

Custo com manutenção de máquinas

Sugerimos que você utilize um número médio de manutenções realizadas a cada safra ou a cada ano e o custo médio dessas operações.

Leve em consideração troca de óleo, peças, etc. Tudo entra nessa conta e quanto mais detalhes, melhor.

A depreciação de máquinas, parte importante e muitas vezes esquecida, será tratada a seguir.

4. Juros de custeio da safra e depreciação de máquinas

Na aba que tratamos com “investimentos” na planilha, colocamos os juros de custeio da safra e depreciação de máquinas. Empréstimos ou verbas referentes a financiamentos também podem ser colocados aqui.

A dica neste momento é não esquecer de levar em conta o valor da alíquota e dividir os custos por ano/safra pela área usada em cada ano, para então obter o custo por hectare.

5. Colheita, transporte e armazenamento

Se a sua colheita for terceirizada, o custo disso deve ser computado junto com os outros custos referentes a serviços como transporte, silos, etc.

Assim como nos casos anteriores é necessário verificar a quantidade de horas necessárias para cada operação e o preço pago por cada hora.

Um passo a mais no controle de custos por hectare

Este kit com a planilha que disponibilizamos para download é um modelo para o controle de custo de produção por hectare. Ao explorá-la, você vai notar que utilizamos valores médios e alguns arredondamentos para o cálculo. 

Como a planilha é aberta, o ideal é que você mude os valores para a realidade da sua propriedade para ter uma representação fiel do que está ocorrendo.

Caso sua fazenda já utilize planilhas, você tenha muitas informações ou ainda necessite de um detalhamento maior, somente esta planilha de custo de produção por hectare não será o suficiente. 

Talvez seja o caso de começar a utilizar um software de gestão agrícola, como o Aegro

aegro planilha de custo de produção por hectare

Com este sistema de controle é possível integrar todas as suas finanças, com detalhamento para cada atividade e ainda organizar as operações e o estoque de sua fazenda. 

As informações são agregadas e de fácil visualização, possibilitando maior controle na tomada de decisão.

O Aegro oferece ao empresário rural (produtores, consultores, engenheiros agrônomos):

  • Gestão de patrimônio e de máquinas;
  • Operações agrícolas;
  • Gestão financeira e comercialização;
  • Monitoramento integrado de pragas – MIP;
  • Integração com o Climatempo; 
  • Cotação de seguro rural
  • Anotador – ferramenta para os lançamentos do LCDPR;
  • Imagens de satélite e NDVI;
  • Entre outras funções para o controle da fazenda. 

É possível testá-lo de forma gratuita, por meio de:

Custo de produção agrícola: Controle tudo pelo Aegro!

O seu custo de produção por hectare está muito alto?

Depois de calcular o seu custo de produção com o auxílio da planilha ou software, pode ser que você comece a questionar se não está gastando além do que deveria durante a safra.

A melhor forma de solucionar essa dúvida é comparando os seus números com os números de fazendas que estão próximas de você. Caso as despesas da sua lavoura estejam acima da média, talvez seja a hora de repensá-las.

Para fazer uma análise de mercado rápida e entender melhor o seu cenário, recomendo que você utilize nosso kit comparativo de custos de safra, que permite a comparação com outras fazendas do Brasil.

Ele reúne dados confiáveis de órgãos como a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) para te oferecer um comparativo geral de resultados por cultura e região.

Assim, você confere se produziu e gastou mais ou menos que os seus vizinhos.

Sem dúvida, as informações da Conab vão te ajudar a identificar oportunidades de melhoria no seu processo produtivo e aumentar a competitividade da sua lavoura.

Calcule seus custos e compare com outras fazendas

Conclusão

Ao longo do texto você conferiu a importância de se organizar e controlar os custos de produção por hectare de sua propriedade.

Conhecendo as finanças é possível identificar onde melhorar e qual atividade não está dando lucro.

Para isso, pode-se contar com a ajuda de planilhas de controle de custos, como esta que foi disponibilizada para baixar e com o passo a passo de como fazer.

Em alguns casos, um software de gestão agrícola pode facilitar ainda mais a sua vida.

Fato é: não deixe de controlar seu custo por hectare. Isso pode definir o sucesso ou o fracasso do seu negócio.

Como você controla os gastos de sua propriedade? O que achou dessa planilha de custo de produção por hectare? Deixe suas dúvidas e sugestões abaixo. Grande abraço e até a próxima!