Entenda como fazer o manejo de Amaranthus hybridus (Caruru)

Manejo de Amaranthus hybridus: Como usar os herbicidas em soja e milho para controlar essa planta daninha.

As espécies de carurus estão presentes em diversas culturas, causando prejuízos quantitativos e qualitativos.

Sempre escutamos que o ideal é realizar o manejo integrado de plantas daninhas e, principalmente, rotacionar os mecanismos de ação dos herbicidas.

Mas essa tarefa nem sempre é das mais fáceis, não é mesmo?

Por isso, no texto de hoje vou mostrar as opções de herbicidas que temos para o manejo de umas das principais espécies de carurus: o Amaranthus hybridus.

Herbicidas registrados para o manejo de Amaranthus hybridus

Temos vários produtos registrados para controlar o A. hybridus. Na tabela abaixo eu os separei para você de acordo com o mecanismo de ação. Veja:

Herbicidas registrados para o manejo de Amaranthus hybridus

Como você pôde observar pela tabela, temos várias opções para manejo do Amaranthus hybridus, com 9 diferentes tipos de mecanismos de ação.

A escolha do herbicida vai depender, primeiramente, de qual cultura você vai semear.

Assim, vamos ver o posicionamento dos herbicidas de acordo com as culturas da soja e do milho.

manejo de Amaranthus hybridus

Caruru (Amaranthus hybridus var. patulus) e caruru-roxo (Amaranthus hybridus var. paniculatus)
(Fonte: Arquivo da autora)

Manejo de Amaranthus hybridus em soja

Para a soja, os herbicidas registrados são: 

  • 2,4-D
  • clomazone
  • clorimurom
  • dicamba
  • fomesafen
  • glifosato
  • lactofen
  • fomesafen
  • trifluralina
  • sulfentrazone
  • s-metolachlor
  • metribuzin
  • imazamox
  • glufosinato
  • imazetapir

Alguns herbicidas não são seletivos para a soja, por isso, são muito utilizados na dessecação pré-plantio e no manejo das plantas daninhas durante a entressafra

Antes do plantio, os herbicidas utilizados na dessecação incluem o glifosato, o 2,4-D e o glufosinato. 

Fazendo a dessecação e plantando no “limpo”, você já estará dando vantagem competitiva para a soja e desfavorecendo as plantas daninhas.

Vamos entender agora como posicionar alguns herbicidas em pré-emergência.

caruru-roxo

Caruru-roxo (Amaranthus hybridus var. paniculatus)
(Fonte: Arquivo da autora)

Herbicidas pré-emergentes para manejo de Amaranthus hybridus em soja

Sulfentrazone

Quando aplicar: em soja, o sulfentrazone é aplicado em pós-plantio (antes da emergência da soja), em pré-emergência das plantas daninhas. 

Dose: para solos médios e leves a recomendação é de 0,8 L/ha para o controle de A. hybridus.

S-metolachlor 

Quando aplicar: pré-emergência das plantas daninhas, podendo ser aplicado até o estádio de palito de fósforo (com cotilédones fechados).

Dose: 1,5 a 2,0 L/ha.

Trifluralina 

Quando aplicar: pré-emergência ou pré-plantio incorporado.

Dose: em pré-emergência usar de 3,0 a 4,0 L/ha em solo médio e pesado. A maior dose é utilizada em solos com teor de matéria orgânica acima de 5% (Premerlin 600 CE).

Em pré-plantio incorporado, quando a incorporação for normal (10 a 12 cm), usar de 0,9 a 1,2 L/ha em solo leve; 1,2 a 1,5 L/ha em solo médio e 1,5 a 1,8 L/ha em solo pesado  (Premerlin 600 CE).

Já em incorporação superficial (2,0 cm), usar 1,5 a 2,0 L/ha em solo médio e pesado  (Premerlin 600 CE).

Clomazone

Quando aplicar: pode ser usado no sistema plante-aplique. 

Dose: 1,6 L/ha para o manejo de A. hybridus (Gamit).

Lembrando que não é recomendado aplicar clomazone a menos de 800 metros de lavouras de milho, girassol, hortas, pomares, viveiros, casa de vegetação, videiras, jardins e arvoredos.

manejo de Amaranthus hybridus

Caruru-roxo (Amaranthus hybridus var. paniculatus)

Manejo de Amaranthus hybridus em milho

Para o milho, os herbicidas registrados são: 

  • 2,4-D
  • atrazina
  • mesotrione
  • nicosulfuron
  • glifosato
  • glufosinato
  • s-metolachlor
  • trifluralina

Controle de Amaranthus hybridus em milho com herbicidas em pré-emergência

Atrazina

Quando aplicar: pré-emergência ou pós-emergência precoce. 

Dose: em pós-semeadura usar 3,0 L/ha em solo leve, 5,0 L/ha em solo médio e 6,5 L/ha em solo pesado (Atrazina Nortox 500 SC).

Temos vários produtos registrados, consulte a bula para ver a dose recomendada.

Em geral, pode ser aplicado no sistema 3 em 1, no qual em uma operação se aduba, planta e aplica o herbicida.

S-metolachlor

Quando aplicar: aplicar em pré-emergência da cultura e das plantas daninhas. 

Dose: 1,5 a 1,75 L/ha. 

Pode ser aplicado até na fase de charuto do milho, mas sempre em pré-emergência das plantas daninhas.

Trifluralina

Quando aplicar: pré-emergência.

Dose: para os Estados do Rio Grande do Sul, São Paulo e Paraná, usar 3 L/ha em solo leve, 3,5 a 4,0 L/ha em solo médio e 4 L/ha em solo pesado. Semear o milho na profundidade mínima de 5 cm e aplicar em pós-plantio (Premerlin 600 CE).

lavoura de milho com pulverizador

(Fonte: Christoffoleti et al., 2015)

Controle de Amaranthus hybridus em milho com herbicidas em pós-emergência

Nicosulfuron

Já foi muito utilizado no manejo de plantas daninhas no milho, mas o produtor deve possuir alguns conhecimentos prévios para não prejudicar o cultivo.

Quando aplicar: deve ser aplicado na pós-emergência do milho, quando as plantas estiverem com 2 a 6 folhas.

Dose: 1,25 a 1,5 L/ha. A menor dose para plantas daninhas com 2 a 4 folhas e a maior dose para plantas daninhas com 4 a 6 folhas.

No momento da aplicação o milho deverá estar com 2 a 6 folhas (10 cm a 25 cm de altura).

Os híbridos de milho apresentam diferentes padrões de sensibilidade ao nicosulfuron. Assim, é necessário pesquisar sobre a suscetibilidade do híbrido escolhido antes de aplicá-lo.

Além disso, este herbicida não deve ser misturado com inseticidas organo fosforados ou ao 2,4-D. 

Caso ocorra aplicação destes produtos na área ou adubação nitrogenada em cobertura, deve-se respeitar um período mínimo de 7 dias para aplicar o nicosulfuron.

Mesotrione

Alternativa para controle de folhas largas no milho.

Quando aplicar: aplicar de 2 a 3 semanas após semeadura do milho, sobre plantas daninhas em pós-emergência precoce (2 a 4 folhas).

Dose: 0,3 a 0,4 L/ha para o controle de A. hybridus com 2 a 4 folhas.

Lembrando que herbicidas utilizados em pós-emergência geralmente necessitam a adição de adjuvante. Por isso sempre leia a bula com cuidado para verificar qual adjuvante e dose são necessários.

Casos de resistência no Brasil e no mundo

Hoje no Brasil temos casos de Amaranthus hybridus, Amaranthus palmeri, Amaranthus retroflexus e Amaranthus viridis resistentes a herbicidas.

No caso do A. hybridus, o caso de resistência foi relatado no ano de 2018 aos herbicidas chlorimuron e glifosato.

É um caso de resistência múltipla, pois o biótipo de planta daninha é resistente a dois herbicidas de diferentes mecanismos de ação.

No mundo, são 32 relatos de biótipos A. hybridus resistente a herbicidas. 

Entre os países com casos relatados estão: Argentina, Bolívia, Brasil, EUA, Canadá, França, Israel, Itália, Espanha, África do Sul e Suíça.

Na Argentina, por exemplo, são 5 casos relatados de biótipos de A. hybridus resistentes a herbicidas, dos quais temos:

  • chlorimuron e imazethapyr (1996);
  • glifosato (2013);
  • glifosato e imazethapyr (2014);
  • 2,4-D, dicamba e glifosato (2016);
  • 2,4-D e dicamba (2016).

Conclusão

Temos muitas opções para fazer o manejo de Amaranthus hybridus, seja em pré ou pós-emergência.

Neste texto, você pôde ver o posicionamento de alguns herbicidas para manejar essa planta daninha na cultura da soja e do milho. 

Lembrando que o uso de herbicida é uma ferramenta complementar aos outros manejos que devemos praticar em nossas lavouras.

>> Leia mais: 

Entendendo o herbicida sistêmico e dicas para a eficiência máxima na lavoura

Os 5 melhores aplicativos de identificação de plantas daninhas

Ainda tem dúvidas sobre o manejo de Amaranthus hybridus? Tem outras plantas daninhas causando problemas em sua lavoura? Baixe gratuitamente aqui o Guia para Manejo de Plantas Daninhas!

Pragas quarentenárias: entenda os tipos e o que fazer para impedir a sua presença

Pragas quarentenárias: importância, tipos, estações quarentenárias, como impedir sua entrada e pragas não quarentenárias regulamentadas.

As culturas agrícolas são afetadas por muitas pragas que podem causar sérios prejuízos. Muitas delas entraram no país ao longo dos anos e há constante ameaça da entrada de novos vírus, doenças, daninhas, etc.

Por isso, é extremamente importante o conhecimento de pragas quarentenárias, assim como a fiscalização e o controle de materiais vegetais.

E você sabe o que é necessário para impedir a entrada das pragas quarentenárias? Entende as definições de A1 e A2?

Tire todas as suas dúvidas neste artigo. Confira!

Introdução de pragas quarentenárias no território brasileiro

Quando falamos de pragas, devemos ter o conceito muito bem definido de acordo com a legislação: praga é todo ser vivo nocivo a vegetais! Assim, praga compreende doenças, insetos, ácaros e plantas daninhas.

Nem todas as pragas que afetam as culturas agrícolas cultivadas no Brasil estiveram sempre presentes por aqui. 

Um exemplo disso é o cultivo da soja, que foi introduzido no país em 1961. Mas a ferrugem asiática da soja, que é um grande problema para a cultura, só foi introduzida no território nacional em 2001.

Assim, não são todos os países que têm as mesmas pragas que afetam a cultura. 

Em doenças de plantas (fitopatologia), por exemplo, falamos sempre sobre o Triângulo da Doença. Para uma doença ocorrer deve haver o hospedeiro (cultura), o patógeno e o ambiente favorável.

triângulo da doença

(Fonte: Fitopatologia)

Outro exemplo de praga introduzida no país recentemente, e que foi um grande problema para a agricultura brasileira, é a Helicoverpa armigera.

A lagarta foi identificada em 2013 no Brasil – até então era considerada uma praga quarentenária. A H. armigera causou um grande transtorno e enormes prejuízos, pois não havia preparo para seu manejo. 

Outro agravante dessa praga é que ela é polífaga, ou seja, se alimenta de várias culturas como algodão, soja, milho, tomate, feijão, sorgo, milheto, trigo, crotalária, girassol e outras.

Como vimos, pragas vindas de outros locais podem causar sérios prejuízos na agricultura brasileira. Por isso, é muito importante conhecermos melhor as pragas quarentenárias.

Tipos de pragas quarentenárias

Pragas quarentenárias são aquelas pragas de importância econômica potencial para a área posta em perigo e onde ainda não está presente ou, se está, ainda não se encontra amplamente distribuída e oficialmente controlada. 

Ou seja: são pragas que ameaçam a economia agrícola do país.

Existem dois tipos de pragas quarentenárias:

  • A1: Ausente – são as pragas que não têm ocorrência no Brasil e exóticas.
  • A2: Presente – estão presentes no país, mas não em todas as regiões, e estão sob controle oficial. Então, deve-se ter cuidado de não levar da região de ocorrência para outras que não tem a praga.

Você pode conferir a lista de pragas quarentenárias para o Brasil na Instrução normativa para A1 e A2 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). 

Alguns exemplos de A2 são pinta preta dos citros, sigatoka negra da bananeira, HLB, entre outras.  

Para definir quais as pragas quarentenárias é realizado uma análise de risco. Nessa análise é feito levantamento dos patógenos de cada espécie de planta que ocorrem no mundo e os que já foram identificados no país. 

Dessa forma, há a relação dos que não existem no Brasil e qual a probabilidade deles se tornarem um problema econômico.

20 pragas quarentenárias ausentes para o Brasil

A Embrapa e o Mapa priorizaram as 20 pragas quarentenárias ausentes para o Brasil e lançaram um livro sobre o assunto. Confira a relação em ordem alfabética:

  1. African Cassava Mosaic Virus – vírus (mandioca)
  2. Anastrepha suspensa – inseto (goiaba)
  3. Bactrocera dorsalis– inseto (frutíferas)
  4. Boeremia foveata – fungo (batata)
  5. Brevipalpus chilensis – ácaro (kiwi, videira)
  6. Candidatus Phytoplasma palmae – fitoplasma (coqueiro)
  7. Cirsium arvense – planta daninha (trigo, milho, aveia, soja)
  8. Cydia pomonella – inseto (maçã)
  9. Ditylenchus destructor – nematoide (milho, batata)
  10. Fusarium oxysporum f.sp. cubense Raça 4 Tropical – fungo (banana)
  11. Globodera rostochiensis – nematoide (batata)
  12. Lobesia botrana – inseto (videira)
  13. Moniliophthora roreri – fungo (cacau)
  14. Pantoea stewartii – bactéria (milho)
  15. Plum Pox Virus – vírus (pessegueiro, ameixeira)
  16. Striga spp. – planta daninha (milho, caupi)
  17. Tomato ringspot virus – vírus (frutíferas e tomate)
  18. Toxotrypana curvicauda – inseto (mamão)
  19. Xanthomonas oryzae pv. oryzae – bactéria (arroz)
  20. Xylella fastidiosa subsp. fastidiosa – bactéria (videira)

Normalmente, as pragas estão associadas ao centro de origem da cultura e podem se distribuir para outros locais pelo intercâmbio de material vegetal (sendo uma das maneiras de introduzir as pragas). 

Além desse meio de introdução, há outros como: pessoas, máquinas, vento, trânsito de animais/aves e bioterrorismo.

Lembrando que, quanto mais movimento, mais pragas estão circulando e, com isso, podem entrar nas regiões. Estima-se que 65% dos patógenos introduzidos no Brasil foram devido a atividades humanas.

Por isso, é preciso realizar a inspeção fitossanitária. Isso pode ser realizado por estações quarentenárias, que podem ser públicas ou privadas, tendo de ser cadastradas e credenciadas ao Mapa.

Estações quarentenárias 

As estações são locais que recebem materiais vegetais que podem ter alguma praga quarentenária associada e fazem as devidas análises.

Isso é importante para reduzir a entrada e o estabelecimento de novas pragas, já que muitas vezes é essencial trazer material vegetal de outros países para programas de melhoramento genético, por exemplo. No Brasil existem algumas estações quarentenárias.

Como impedir a entrada das pragas quarentenárias

Uma das medidas para evitar a entrada de pragas quarentenárias é a prevenção, sendo a exclusão o princípio de controle.

Assim, para prevenir a entrada da praga em uma área, algumas medidas de manejo são: 

  • sementes e mudas sadias;
  • inspeção e certificação;
  • quarentena; e
  • eliminação de vetores.

A prevenção deve ser aplicada no âmbito internacional, pensando nas pragas ausentes, e no cenário estadual, principalmente para as pragas A2. 

Um exemplo de prevenção de pragas A2 ocorreu após a constatação do Cancro Cítrico no país, que proibiu o livre trânsito de material cítrico entre as regiões. 

É muito importante também saber quais os locais mais críticos para a entrada de pragas no país. Para isso, a Embrapa levantou os locais mais suscetíveis à entrada de pragas agropecuárias não presentes no Brasil. Veja na figura abaixo:

No Brasil, o órgão responsável pelas atividades de vigilância agropecuária internacional é o sistema de Vigilância Agropecuária Internacional – Vigiagro. 

Ele é composto por serviços e unidades de vigilância agropecuária localizados nos portos, aeroportos, postos de fronteira e aduanas especiais.

Esse sistema controla e fiscaliza animais, vegetais, insumos, inclusive alimentos para animais, produtos de origem animal e vegetal, embalagens e suportes de madeira importados, exportados e em trânsito internacional pelo Brasil.

Além das pragas quarentenárias, você já escutou sobre pragas não quarentenárias regulamentadas?

Pragas não quarentenárias regulamentadas

Pragas não quarentenárias regulamentadas (PNQR) são pragas que já estão no Brasil (não sendo quarentenárias aqui), mas não é permitido comercializar o produto agrícola com ela.

Exemplo é para batata-semente sem os vírus PVY (Potato virus Y), o PLRV (Potato leafroll virus), o PVX (Potato virus X) e PVS (Potato virus S). 

Assim, em batata-semente deve ser produzida, importada e comercializada sem esses vírus no país, além de outras pragas segundo a legislação.

Conclusão 

Pragas têm potencial de causar prejuízos bilionários à agricultura de um país.

Neste artigo falamos sobre os tipos de pragas quarentenárias e o que é feito para impedir a entrada delas no território nacional.

Você conferiu a lista de pragas quarentenárias ausentes no Brasil.  Além disso, discutimos a importância das pragas não quarentenárias regulamentadas.

>> Leia mais:

Tudo o que você precisa saber sobre Manejo Integrado de Pragas

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Como evitar o embuchamento em plantio direto de soja

Embuchamento em plantio direto de soja: Veja as dicas para a regulagem certeira das máquinas e minimize esse problema em suas operações agrícolas.

O embuchamento, literalmente, significa ficar completamente cheio. No caso das máquinas agrícolas, o embuchamento está relacionado à queda de rendimentos operacionais.

Diversas condições da lavoura, associadas às regulagens incorretas nas máquinas agrícolas, podem causar embuchamentos.

Em plantio direto, solos com muita palhada e discos montados muito próximos podem provocar essa situação.

Acompanhe neste artigo como reduzir o embuchamento das máquinas em plantio direto de soja e também em outras culturas!

Sistema de Plantio Direto

O sistema de plantio direto (SPD) vem sendo muito utilizado no Brasil para melhorias nas condições dos solos e aumento das produtividades da lavoura.

Porém, a adoção desse sistema exige um manejo do solo diferente da qual os produtores estavam acostumados a realizar.

Dentro do sistema de plantio direto, três fatores devem ser considerados: rotação de culturas, manutenção da palhada e o não revolvimento do solo. 

A rotação de culturas e uso da adubação verde podem ser utilizados dentro do SPD inclusive para reduzir problemas de compactação ocasionados pelo tráfego das máquinas dentro das lavouras.

Essa condução diferenciada no manejo requer mais cuidado quanto ao maquinário empregado e suas regulagens para obter melhor retorno operacional e financeiro.

Nos sistemas de plantio direto, é preciso se atentar a:

  • problemas de compactação do solo;
  • presença de água no solo;
  • infiltração de água no perfil;
  • manutenção de matéria orgânica com a utilização de cobertura vegetal;
  • estruturação do solo.

A semeadura na palha deve ser realizada com máquinas com discos para cortar essa cobertura superior do solo e depositar as sementes logo abaixo dessa camada.

Altos volumes de palhada na superfície e espaçamentos menores entre as linhas de plantio de soja, por exemplo, podem afetar o rendimento operacional de campo devido às paradas acarretadas pelo embuchamento das máquinas.

embuchamento em plantio direto de soja

(Fonte: Cotrijuc)

Máquinas utilizadas no Plantio Direto

As máquinas utilizadas no plantio direto possuem, geralmente, discos de corte para cortar a cobertura de palhada nas camadas superficiais do solo. Também têm sulcadores para abertura do sulco e deposição das sementes.

Essas peças encontradas nas semeadoras podem gerar mais ou menos embuchamentos durante o plantio.

Solos mais argilosos e com umidades mais elevada podem aderir e grudar mais nos discos de corte das semeadoras. Tal condição dificulta o corte da palha, resultando em mais embuchamentos e perdas na qualidade na operação.

Outro local propício para causar embuchamento são as hastes sulcadoras e os discos duplos. 

Em solos de mesmo padrão, argilosos e com maior umidade, eles podem acumular agregados de solo e palhada, o que dificulta a operação correta dos equipamentos.

Uma vez que estes discos corta-palha e as hastes sulcadoras estão incrustadas de solo e palhada, a mobilização do solo aumenta, reduzindo a eficácia do SPD.

Frente a isso, erosões e maior incidência de plantas daninhas podem ser observadas nas áreas. Tudo isso compromete a otimização dos processos, reduzindo a produtividade.

embuchamento em plantio direto de soja

(Fonte: Coagril)

As sementes também podem ser depositadas de forma desigual nos solos. Quando isso acontece, pode haver problemas de emergência, falhas no estande desejado e desuniformidade nas linhas de semeadura.

6 dicas para regular máquinas e evitar embuchamento em plantio direto de soja

Com intuito de evitar embuchamentos em plantio direto de soja, milho e outras culturas, algumas ações de manejo podem ser utilizadas. Confira algumas dicas:

1 – Observe a umidade do solo e tente adequar o melhor momento de semeadura na curta janela de plantio. Sei que isso às vezes pode ser um desafio muito grande.

2 – Se a janela de plantio for muito curta e a palhada na superfície não for muito espessa, alguns dizem cerca de 4 a 6 ton/ha (porém, dependendo do tipo da palhada, esses valores podem ser modificados), uma dica é retirar os discos de corte da máquina para minimizar o acúmulo de solo grudado nestas partes.

3 – Se não há muita palhada na cobertura dos talhões e a máquina for semeadora-adubadora, opere somente com os discos duplos na semente e fertilizante.

4 – Espaçamentos maiores entre linhas das semeadoras também ajudam na redução dos embuchamentos no momento do plantio.

5 – Espaçamentos de 45 cm ou 50 cm, no caso da soja, embora apresentem maior retorno em produtividade, podem representar mais embuchamentos na hora do plantio. Isso vai depender da umidade e textura dos solos.

6 – Com semeadoras múltiplas, sem a possibilidade de ajustar as linhas de semeadura para espaçamentos maiores, é preciso checar sempre o melhor arranjo destas máquinas. Assim é possível semear melhor as culturas e evitar paradas desnecessárias acarretadas por embuchamento. 

As multissemeadoras auxiliam no sistema de rotação de culturas dentro do plantio direto e estão ganhando mercado nas fazendas que praticam esse sistema!

custo operacional de máquinas

Embuchamento na colheita

O embuchamento não acontece apenas na semeadura das culturas em plantio direto – pode ocorrer também na hora da colheita.

A secagem natural da soja em campo, por exemplo, pode diminuir custos com a secagem artificial em silos. Porém, à medida em que estas plantas permanecem no campo, há possibilidade da invasão de plantas daninhas na lavoura.

embuchamento em plantio direto de soja

Fonte: (Up. Herb)

A dessecação mal feita pode trazer o mesmo problema, prejudicando o momento da colheita.

Assim, colheitas mecânicas podem perder rendimento operacional quando atingem estas massas de plantas invasoras verdes no meio do talhão. Tal condição representa possíveis embuchamentos das máquinas e perdas na eficiência.

Perdas causadas pelo embuchamento

Conforme comentei, inúmeras podem ser as perdas causadas pelo embuchamento das máquinas.

No momento do plantio, embuchamentos podem acarretar em maior presença de plantas daninhas e emergência desuniforme do estande de plantas.

Com maior incidência de daninhas e estande desuniforme das plantas, a produtividade fica comprometida.

Embuchamentos no plantio e na colheita podem propiciar maior desgaste e quebra das peças das máquinas agrícolas, o que aumentará os custos de produção.

Para evitar essas situações, é importante que sejam feitas manutenções preventivas no maquinário ao longo de toda a safra.

Você pode usar um software agrícola como o Aegro para gerenciar seus equipamentos e programar revisões periódicas, checando a necessidade de trocar peças ou realizar novas regulagens.

Utilizando-se de estratégias assertivas como essa, certamente você otimizará os rendimentos operacionais, o que fará toda a diferença na lucratividade da sua fazenda.

Conclusão

Diversas estratégias podem ser utilizadas para aumentar produtividade e reduzir o embuchamento em plantio direto de soja. 

Aqui mostramos a importância de checar a textura dos solos e a umidade na hora da semeadura. Dessa forma, você evita que os agregados do solo fiquem aderidos aos discos de corte, hastes sulcadoras e discos duplos das máquinas.

Você também viu que aumentar o espaçamento e retirar discos de corte também podem ser opções de arranjo nas semeadoras para otimizar rendimentos e evitar embuchamentos. 

A compra de equipamentos autolimpantes ou confeccionados com materiais menos abrasivos também é uma excelente opção. 

E, lembre-se: o embuchamento também pode ocorrer na colheita se a dessecação for mal realizada ou se a lavoura estiver com muitas plantas daninhas.

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Máquinas para culturas de inverno: diferentes tipos e particularidades

Você utiliza outras estratégias de manejo para evitar o embuchamento em plantio direto de soja ou outras culturas? Restou alguma dúvida? Adoraria ver seu comentário abaixo!

Como ter uma produção de mudas cítricas de boa qualidade

Produção de mudas cítricas: Saiba mais sobre as etapas de produção, instalação do viveiro, normas e legislações envolvidas.

A muda cítrica se tornou o principal insumo da citricultura atual. Sua qualidade pode garantir o sucesso da implantação e a longevidade dos pomares comerciais.

Mas o processo de produção envolve várias etapas, além de precisar seguir legislações específicas.

Neste artigo vou explicar melhor o que envolve a produção de mudas cítricas e outras informações que você precisa saber antes de implantar seu pomar. Confira a seguir!

Produção de mudas cítricas

A história da citricultura brasileira iniciou nos tempos em que o país ainda era colônia portuguesa. Os primeiros pomares cítricos em São Paulo e Bahia remontam ao século 16, nos anos de 1540 e 1567.

Nessa época, a produção das mudas cítricas era baseada apenas no uso de sementes, o que dava origem aos chamados pés-francos – plantas grandes, muitas vezes repletas de espinhos e que demoravam anos para produzir.

O cenário começou a mudar no início do século 20, quando foram percebidas vantagens do uso da propagação vegetativa através da técnica de enxertia. Isso possibilitou a formação de pomares mais homogêneos, com produção precoce, plantas menores e menos espinhos. 

A seleção e o uso de diferentes copas e porta-enxertos no decorrer dos anos seguintes possibilitou aos citricultores perceber as diferentes características e adaptabilidade de cada um deles.

produção de mudas cítricas

Uniformidade dos pomares de citros graças ao uso da propagação vegetativa
(Fonte: Fundecitrus)

Assim, a técnica de enxertia de borbulhas de variedades comerciais em porta-enxertos selecionados se consolidou como o principal método para a multiplicação de citros.

Mas, as borbulhas e porta-enxertos podem atuar como fonte de disseminação de patógenos como fungos, vírus, bactérias e nematóides causadores de doenças nos citros.

Para evitar que isso aconteça, algumas medidas de prevenção precisaram ser tomadas. Uso de substrato no lugar da terra e a produção das matrizes e mudas em ambiente protegido foram algumas delas.

Para garantir a fidelidade sanitária e genética, além de padronizar a produção de mudas cítricas, leis e normas foram implantadas no país e nos estados produtores. Vou explicar melhor sobre isso a seguir:

Leis e normas na produção de mudas cítricas

Como sabemos, a legislação pode ser algo complicado e burocrático, mas serve de norte para elaborar o projeto técnico do viveiro.

Devemos estar atentos às exigências para que, nas auditorias, os viveiros de produção de mudas cítricas sejam aprovados.

Dessa forma, todo viveiro deve ser inscrito junto ao Registro Nacional de Sementes e Mudas (RENASEM) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

RENASEM

(Fonte: RENASEM)

As cultivares utilizadas devem ser habilitadas no Registro Nacional de Cultivares (RNC).

Outro ponto importante diz respeito à Instrução Normativa 48 do Mapa, que estabelece normas de produção e comercialização de material propagativo de citros.

Tudo isso é válido nacionalmente. Além disso, outras normas podem existir de acordo com o estado onde o viveiro será instalado.

Em São Paulo, por exemplo, além da inscrição no Mapa, produtor, viveiro e borbulheiras (matrizes) precisam ser cadastrados na Coordenadoria de Defesa Agropecuária da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (CDA).

Esse cadastro garante informações de fiscalização, infraestrutura e a emissão da Guia de Permissão de Trânsito Vegetal (PTV), que permite a comercialização das mudas.

Isso precisa ser realizado por um Engenheiro Agrônomo vinculado ao CREA e credenciado no Mapa.

Durante o processo de produção de mudas cítricas, três laudos precisam ser emitidos: após a semeadura, após a enxertia e antes da liberação das mudas.

Os lotes de mudas produzidas devem ser testados em laboratórios especializados, reconhecidos pelo Mapa e CDA, para diversas doenças como CVC, Phytophthora, HLB e nematóides.

Isso tudo para garantir a origem e qualidade do material vegetal.

Sei que é muito para entender de uma vez. Mas, aos que pretendem iniciar um viveiro de produção de mudas cítricas, todas as informações podem ser encontradas nos sites oficiais.

Leis, decretos, instruções e portarias referentes à produção de mudas cítricas

Leis, decretos, instruções e portarias referentes à produção de mudas cítricas
(Fonte: RENASEM, Mapa, RNC e CDA)

Instalação do viveiro

Para a instalação do viveiro de mudas cítricas precisamos nos atentar a dois principais aspectos: o local e a infraestrutura necessária.

Local

Quanto ao local de instalação do viveiro, alguns cuidados básicos devem ser tomados com relação ao relevo e solo, que devem favorecer a drenagem da água das chuvas.

É importante conhecer os aspectos climáticos da região como a temperatura e precipitação média e sua distribuição no ano. Isso influenciará no dimensionamento do projeto quanto à necessidade de instalação de telas termorefletoras, ventiladores ou ainda cortinas laterais.

Por último, mas não menos importante, a portaria Nº 5 da CDA (SP) recomenda a instalação de viveiros no mínimo a 20 m de distância de pomares cítricas ou até a 1.200 m caso existam relatos de cancro cítrico.

Existem também regulamentações quanto ao uso da murta (Murraya paniculata) como quebra-vento, que pode servir como hospedeiro alternativo a doenças dos citros.

Infraestrutura

A mesma portaria define os requisitos mínimos que as estufas devem apresentar para serem utilizadas nos viveiros.

Podemos destacar alguns deles:

  • uso obrigatório de tela antiafídica (malha 0,87 mm x 0,30 mm);
  • cobertura plástica impermeável;
  • antecâmara com mínimo de 4 m² contendo pedilúvio e recipientes para desinfecção das mãos;
  • uso preferencialmente de pavimentos de concreto;
  • bancadas elevadas a no mínimo 40 cm;
  • ambiente cercado por muretas para contenção de água externa.

Algumas diferenças podem ser encontradas entre a legislação das estufas de mudas e das borbulheiras – e tudo isso está descrito nos sites oficiais.

Etapas da produção de mudas cítricas

Produção dos porta-enxertos

A produção de porta-enxertos de citros é realizada através da sementes dos porta-enxertos em tubetes com substrato.

Vale lembrar que as sementes de citros apresentam algumas peculiaridades importantíssimas.

Além de serem poliembriônicas, ou seja, apresentarem mais de um embrião por semente, alguns desses embriões são apomíticos.

Embriões apomíticos são formados a partir do tecido nucelar da planta-mãe e, portanto, são clones da planta matriz.

Por isso as matrizes de porta-enxertos que fornecem os frutos para esse processo precisam ser registradas.

Nos tubetes, os embriões apomíticos são mantidos e os demais são retirados e, ao atingir o porte adequado, são transplantado para as sacolas plásticas convencionais.

porta-enxertos

Porta-enxertos semeados em tubetes no início de seu desenvolvimento
(Fonte: Marcelo B. Santoro)

Produção, coleta e processamento dos enxertos

Em citros, o enxerto é formado por uma única gema e, por isso, recebe o nome de borbulha. As plantas matrizes registradas que produzem as borbulhas são chamadas borbulheiras.

Para obtenção da borbulha, o viveirista pode optar por manter em sua propriedade borbulheiras destinadas exclusivamente para a produção de enxertos ou pode comprá-las de outros viveiristas.

As borbulheiras devem ser mantidas em estufas separadas das demais mudas, sendo de uso exclusivo para essa finalidade.

As borbulhas, após colhidas, devem ser utilizadas imediatamente, porém, suportam o armazenamento por até 2 meses, desde que mantidas em sacos plásticos e refrigeradas (5℃ – 10℃).

produção de mudas cítricas

Banco de matrizes de cultivares copa de citros para formação de borbulheiras
(Fonte: O Agronômico)

Produção da muda cítrica: enxertia

A época apropriada para a realização da enxertia é definida pelo porta-enxerto.

O “ponto de enxertia” ocorre cerca de 3 a 5 meses do transplantio dos porta-enxertos, quando estes estão com 0,5 mm a 0,8 mm de diâmetro de caule.

Para a produção de mudas cítricas, a técnica de enxertia mais adequada, e utilizada, é a borbulhia do tipo “T” invertido.

Esse nome diz respeito ao tipo de corte, ou incisão, feito no porta-enxerto para inserção da borbulha, como no esquema a seguir:

Esquema representativo da borbulhia do tipo “T” invertido

Esquema representativo da borbulhia do tipo “T” invertido. Abertura do ‘T’ invertido, retirada da borbulha, inserção e amarração
(Fonte: Fachinello et al., 2005)

Uma vez inserida, a borbulha deve ser amarrada com um fitilho plástico que poderá ser retirado 15 dias após a enxertia ou após a fixação do enxerto.

A parte aérea do porta-enxerto acima da borbulha deve ser “enrolada”, como nas fotos a seguir, para estimular a brotação da borbulha.

E poderá ser cortada 50 dias após a enxertia ou quando o enxerto atingir de 20 cm a 30 cm, o que ocorrer primeiro.

produção de mudas cítricas

Mudas recém-enxertadas (esq.) e mudas com brotação da borbulha (dir.) após a enxertia
(Fonte: Marcelo B. Santoro)

Muda pronta para a comercialização

Muda pronta para a comercialização
(Fonte: Teófilo Citros)

Conclusão

A muda cítrica é considerada o insumo mais importante da citricultura hoje. Portanto, garantir mudas de qualidade é garantir o sucesso da implantação dos pomares.

A produção de mudas cítricas no Brasil e principalmente no Estado de São Paulo é cercada de regras e legislações que garantem a qualidade delas.

O processo de produção de mudas cítricas não é simples, porém, quando feito corretamente, vemos o bom resultado no campo!

Você já sabia tudo sobre a produção de mudas cítricas? Quais as principais combinações que você tem em sua lavoura? Conta pra gente nos comentários!

Herbicida para algodão: como fazer a melhor utilização para combate de plantas daninhas

Herbicida para algodão: Saiba quais produtos podem ser utilizados, posicionamento correto e como evitar fitotoxidade.

A cultura do algodão tem grande relevância no agronegócio brasileiro devido a seu valor agregado e potencial de exportação.

Na safra 2018/19, a cultura ocupou 1,62 milhões de hectares, com produção de 6,81 milhões de toneladas de caroço, movimentando mais de US$ 2 bilhões. E, para a safra que está maturando no campo, estima-se um aumento de 3,8% na produção de algodão

Para assegurar altas produtividades mantendo a boa qualidade final do produto, o manejo eficiente de plantas daninhas é essencial. Por isso trago agora tudo que você precisa saber sobre a aplicação de herbicida para algodão. Confira!

Manejo de plantas daninhas no algodão

Algumas características da cultura do algodão tornam o manejo de plantas daninhas um procedimento complexo e que exige muito planejamento. 

O primeiro desafio é o ciclo longo da cultura: são 170 a 200 dias. Além disso, o algodão tem um crescimento inicial lento, o que pode dar uma certa dianteira para plantas daninhas muito adaptadas. 

A cultura costuma ser cultivada com espaçamento maior que outras culturas anuais (70 a 90 cm), sendo mantida com porte baixo por meio de reguladores de crescimento

Somado a isso, o algodão possui baixa tolerância a herbicidas e precisa estar livre de plantas daninhas por ocasião da colheita (para que não haja perda na qualidade do produto).  

Devido a essas características, o cultivo possui um período crítico de prevenção a interferência de 55 dias em média, período mínimo que a cultura deve ser mantida no limpo para que não ocorram perdas no rendimento. 

Este período se inicia próximo aos 15 dias após a emergência (período anterior à interferência) e se estende até em média 70 dias após a emergência (período total de prevenção a interferência).

herbicida para algodão

Plantas de algodão sem interferência inicial de plantas daninhas
(Fonte: Notícias Agrícolas)

Principais plantas daninhas do algodão

Devido à baixa tolerância a herbicidas pelo algodão, as plantas daninhas mais problemáticas na cultura são as de folhas largas. Elas devem ser o foco do manejo entressafra. 

As plantas daninhas de maior ocorrência nas lavouras de algodão brasileira são:

Folhas largas:

Folhas estreitas:

Estas plantas daninhas são mais problemáticas, com a ocorrência de biótipos resistentes a herbicidas, como é o caso de leiteiro, picão-preto ou capim-amargoso. 

Outras são naturalmente tolerantes ao glifosato, como a trapoeraba e corda-de-viola. 

Desta forma, a primeira recomendação de manejo de plantas daninhas é realizar um bom manejo nutricional da cultura, mantendo-a com bom crescimento e competitividade. 

Além disso, o uso de rotação de culturas com cultivos que tenham alta produção de palha impede a emergência de muitas sementes de plantas infestantes, melhorando o perfil do solo. 

O milho com braquiária, por exemplo, é uma excelente opção para utilização na safrinha. 

Quanto às alternativas químicas de controle de plantas daninhas, vou falar mais a seguir!

Infestação de plantas daninhas no algodão

Infestação de plantas daninhas no algodão
(Fonte: Embrapa)

Herbicida para algodão: Manejo de plantas daninhas na entressafra

O período de entressafra, com certeza, é o período ideal para manejar plantas daninhas de difícil controle. Isso ocorre pois nessa época há mais mecanismos de ação herbicida que podem ser utilizados. 

Veja os principais herbicidas a seguir:

Glifosato

Quando aplicar: herbicida não seletivo de ação sistêmica, aplicado na entressafra ou em pós-emergência de variedades resistentes (RR). 

Espectro de controle: folhas largas e folhas estreitas.

Dosagem recomendada: 2,0 a 6,0 L ha-1 dependendo da planta daninha a ser controlada e estádio de desenvolvimento. 

Pode ser misturado com herbicidas sistêmicos e pré-emergentes (ex: Clethodim, flumioxazin e 2,4 D).

Cuidados: há muitas plantas daninhas com resistência, porém é uma excelente ferramenta de manejo para as demais plantas daninhas. 

Amônio-glufosinato

Quando aplicar: herbicida não seletivo de contato, aplicado na entressafra ou em pós-emergência de variedades resistentes (LL). 

Espectro de controle: folhas largas com 2 a 4 folhas e folhas estreitas provenientes de sementes de 1 a 3 perfilhos.

Dosagem recomendada: 2,5 a 3,5 L ha-1 dependendo da planta daninha a ser controlada e estádio de desenvolvimento. 

Pode ser misturado com: herbicidas sistêmicos e pré-emergentes (ex: Clethodim, flumioxazin e 2,4 D).

Cuidados: Para garantir a eficácia do produto, as plantas daninhas devem estar em estádio inicial. A aplicação deve ter uma boa cobertura do alvo e ser realizada com condições climáticas favoráveis.   

Carfentrazone

Quando aplicar: herbicida não seletivo de contato, utilizado em plantas pequenas ou na segunda aplicação do manejo sequencial.

Espectro de controle: folhas largas com 2 a 4 folhas, ótimo controle de trapoeraba. 

Dosagem recomendada: 50 a 75 mL ha-1 dependendo da planta daninha a ser controlada e estádio de desenvolvimento. 

Pode ser misturado com: glifosato.

Diquat

Quando aplicar: herbicida não seletivo de contato, utilizado em plantas pequenas ou na segunda aplicação do manejo sequencial.

Espectro de controle: folhas largas com 2 a 4 folhas.

Dosagem recomendada: 1,0 a 2,0 L ha-1 dependendo da planta daninha a ser controlada e estádio de desenvolvimento. 

2,4 D

Quando aplicar: herbicida de ação sistêmica, aplicado na entressafra ou em pós-emergência de variedades resistentes (Enlist). 

Espectro de controle: folhas largas.

Dosagem recomendada: 1,0 a 2,0 L ha-1 dependendo da planta daninha a ser controlada e estádio de desenvolvimento. 

Pode ser misturado com: herbicidas sistêmicos (glifosato e clethodim) e pré-emergentes.;

Cuidados: Possui problemas de incompatibilidade de calda, por isso cuidado com baixo volume de calda. Se associado com graminicidas, deve-se aumentar 20% a dose do graminicida. Devido a efeitos residuais, deve-se deixar um período mínimo de 15 dias entre a aplicação e semeadura. 

Herbicida para algodão aplicado na pré-emergência da cultura

S-metolachlor 

Quando aplicar: herbicida com ação residual utilizado no sistema de plante aplique do algodão.

Espectro de controle: gramíneas de semente pequena (ex: capim-amargoso, capim-pé-de-galinha).

Dosagem recomendada:1,25 a 1,5 L ha-1.

Pode ser misturado com: herbicidas sistêmicos (ex: glifosato).

Cuidados: não deve ser aplicado em solos arenosos. O solo deve estar úmido, com perspectivas de chuva. 

Trifluralina 

Quando aplicar: herbicida com ação residual utilizado no sistema de plante aplique do algodão.

Espectro de controle: gramíneas de semente pequena (ex: capim-amargoso e capim-pé-de-galinha).

Dosagem recomendada: 1,2 a 2,4 L ha-1 do percentual de argila do solo.

Pode ser misturado com: herbicidas sistêmicos (ex: glifosato  e graminicidas).

Cuidados: deve ser aplicado em solo úmido e livre de torrões. Formulações antigas têm problemas com fotodegradação (necessidade de incorporação). Eficiência muito reduzida em solo com grande quantidade de palha ou durante grande período de seca.  

Clomazone

Quando aplicar: herbicida com ação residual, no sistema de plante aplique, com uso de safeners.

Espectro de controle: gramíneas de semente pequena (ex: capim-colchão, capim-pé-de-galinha) e algumas folhas largas de sementes pequena.

Dosagem recomendada: 1,6 a 2,0 L ha-1 dependendo da planta daninha a ser controlada e nível de cobertura do solo.

Pode ser misturado com: diuron e glifosato.

Cuidados: Deve ser utilizado um safener (dietolathe, phorate e dissulfoton) no tratamento das sementes do algodão. Atenção com deriva em culturas suscetíveis vizinhas.

Prometryne

Quando aplicar: herbicida com ação residual, no sistema de plante aplique.

Espectro de controle: folhas largas e folhas estreitas. 

Dosagem recomendada: 1,6 a 2,0 L ha-1 dependendo da planta daninha e teor de argila do solo.

Cuidados: Usar menores doses em solo arenoso. 

Diuron

Quando aplicar: herbicida com ação residual, no sistema de plante aplique ou no sistema de jato dirigido às entrelinhas da cultura. .

Espectro de controle: folhas largas. 

Dosagem recomendada: 0,7 a 2,5 L ha-1 dependendo do sistema de aplicação. 

Cuidados: No sistema de jato dirigido, o caule do algodão deve estar lignificado e recomenda-se o uso da capota de proteção ou “casinha de cachorro”. Cuidado com residual de diuron na cultura consecutiva. 

Baixe a planilha de cálculo da produtividade de algodão gratuita!

Herbicida para algodão aplicados na pós-emergência da cultura 

Pyrithiobac sodium

Quando aplicar: aplicação única feita entre uma e duas semanas após a emergência ou em aplicação sequencial, com 2 aplicações com intervalo de 5 a 15 dias entre aplicações. 

Espectro de controle: folhas largas (ex: caruru, picão-preto, trapoeraba e corda-de-viola) e plantas voluntárias de soja. 

Dosagem recomendada: 150 a 500 mL ha-1 dependendo da planta daninha a ser controlada.

Cuidados: Não misturar com graminicidas. 

Trifloxysulfuron sodium

Quando aplicar: aplicar após 2 a 3 semanas após emergência do cultivo, por ocasião da aplicação o algodão deve estar com no mínimo 4 folhas verdadeiras. 

Espectro de controle: folhas largas (ex: caruru, picão-preto, leiteiro, corda-de-viola) e plantas voluntárias de soja. 

Dosagem recomendada: 10 a 30 g ha-1 dependendo da planta daninha a ser controlada.

Cuidados: Não misturar com graminicidas. 

Outros herbicidas como prometryne, prometryne+MSMA, amônio-glufosinato (cultivo convencional), diuron+MSMA, atrazina, ametrina e flumioxazin. Aplicação de jato dirigido geralmente ocorre após a lignificação do caule, por volta de 45 a 50 dias após a emergência (caule marrom), usando capota de proteção ou “casinha de cachorro”. 

Cuidado com residual na cultura consecutiva!

Controle da soqueira do algodão 

Além do manejo de plantas daninhas, o produtor de algodão deve se assegurar da completa eliminação da soqueira do cultivo, respeitando a legislação e mantendo o vazio sanitário. Isso evita a disseminação de pragas como bicudo-do-algodoeiro e lagarta rosca.

Aqui no blog nós mostramos como evitar a rebrota planta de algodão com dois tipos de manejo. Confira!

herbicida para algodão

Aplicação de herbicidas para destruição de soqueira do algodão 
(Fonte: G1)

Conclusão

Neste artigo vimos a importância econômica do cultivo do algodão no Brasil e por que você precisa realizar o manejo eficiente de plantas daninhas. 

Mostramos quais ferramentas de controle químico podem ser utilizadas e o posicionamento correto para evitar causar perdas no cultivo.  

Além disso, citamos técnicas importantes que devem ser utilizadas no manejo integrado de plantas daninhas.  

Com essas informações, tenho certeza que você irá realizar um bom manejo de herbicidas para algodão!

>> Leia mais:

“5 dicas para o plantio de algodão de alta produtividade”

“Capim-rabo-de-raposa (Setaria Parviflora): guia de manejo”

Aproveite também nossa planilha de estimativa da produtividade do algodão aqui

Qual herbicida para algodão você costuma utilizar em sua lavoura? Já teve problemas de fitotoxidade? Adoraria ver seu comentário abaixo!

Plantas daninhas em feijão: principais espécies, manejo e combate

Plantas daninhas em feijão: saiba como posicionar os principais herbicidas para garantir o controle na lavoura.

Plantas daninhas na lavoura podem dar muita dor de cabeça, não é mesmo? Além de reduzir a produtividade da cultura, elas podem hospedar pragas, doenças, nematoides e prejudicar a colheita.

E o controle nem sempre é fácil. O ideal é sempre monitorar a lavoura para entender quais espécies predominam e dar prioridade na hora do controle.

Neste artigo, vou mostrar as principais plantas daninhas em feijão e também as opções para se livrar delas! Confira a seguir!

Importância das plantas daninhas em feijão

As plantas daninhas causam redução na produtividade da cultura por meio da competição das plantas com o feijão por recursos como água, nutrientes e luz. 

Além disso, podem interferir indiretamente, hospedando pragas, doenças e nematoides, dificultar a colheita e reduzir a qualidade do produto. 

O ideal é sempre monitorar a lavoura para entender melhor quais espécies predominam, pois assim damos prioridade a elas na hora do controle.

Temos à disposição cinco métodos de manejo: preventivo, controle cultural, mecânico, físico, biológico e químico.

Quanto mais métodos utilizar, melhores os resultados. Entretanto, sabemos que alguns métodos, como o biológico, não trazem muitas alternativas. 

Mas podemos e devemos sempre nos atentar aos métodos preventivos e culturais que, aliados ao químico, geram ótimos resultados. 

Veja a seguir as principais espécies que interferem na lavoura de feijão:

Principais plantas daninhas em feijão

Entre as gramíneas, temos:

Foto de planta daninha em plantação de feijão
Capim-colonião (Panicum maximum)
(Fonte: Arquivo da autora)

Já entre as espécies de folhas largas temos: 

  • leiteiro (Euphorbia heterophylla);
  • quebra-pedra (Phyllanthus niruri);
  • erva-de-santa-luzia (Chamaesyce hirta);
  • guanxuma (Sida spp.);
  • cordas-de-viola (Ipomoea spp.);
  • picão-preto (Bidens pilosa e B. subalternans);
  • carrapicho-rasteiro (Acanthospermum australe);
  • mentrasto (Ageratum conyzoides);
  • poaia-branca (Richardia brasiliensis);
  • fedegoso (Senna spp.);
  • buva (Conyza spp.);
  • apaga-fogo (Alternanthera tenella);
  • caruru-de-espinho (Amaranthus spinosus).
Foto de capim (leiteiro) em feijão
Leiteiro (Euphorbia heterophylla)
(Fonte: Arquivo da autora)

Também temos espécies um pouco mais difíceis de serem controladas, como a trapoeraba (Commelina benghalensis) e a tiririca (Cyperus spp.).

Controle químico de plantas daninhas em feijão

Muitos herbicidas são registrados para o manejo de plantas daninhas na cultura do feijão. 

Na tabela abaixo estão todos os herbicidas registrados.

Note que temos herbicidas seletivos e não-seletivos. A seletividade depende do modo de aplicação, dentre outros fatores.

Por isso, alguns herbicidas são recomendados apenas para a dessecação antes do plantio, como os herbicidas não-seletivos e de amplo espectro de ação (como glifosato, glufosinato, diquat e saflufenacil).

Tabela que mostra principais plantas daninhas em feijão

Pela tabela, você pode observar que temos várias opções de graminicidas (inibidores da ACCase) na cultura do feijão. 

Além dos graminicidas, alguns produtos também controlam gramíneas em pré-emergência.

Foto de lavoura de feijão com algumas plantas daninhas
Escape de gramíneas após o manejo apenas com glifosato
(Fonte: Arquivo da autora)

Vamos ver agora alguns herbicidas registrados na cultura do feijão para o controle de folhas estreitas e largas:

Herbicidas para controle de plantas daninhas em feijão

S-metolacloro

Quando aplicar: logo após o plantio, ou no máximo 1 dia depois, na pré-emergência do feijão e das plantas daninhas.

Espectro de controle: Digitaria horizontalis; Eleusine indica; Urochloa plantaginea; Echinochloa crusgalli; Amaranthus viridis; A. hybridus; e Commelina benghalensis.

Dose recomendada: em solo médio a pesado aplicar 1,25 L/ha 

Cuidados: não aplicar em solos arenosos. Não recomendado para controle de E. indica, E. crusgalli e C. benghalensis em Sistema de Plantio Direto.

Variedades de feijão na qual é recomendado o Dual Gold: Carioquinha, IAPAR 44, IAPAR-14, Minuano e Itaporé.

Foto de planta daninha trapoeraba, uma das principais invasoras da espécie
Trapoeraba (Commelina benghalensis)
(Fonte: Arquivo da autora)

Pendimetalina

Quando aplicar: aplicar em pré-plantio incorporado (PPI). A incorporação ao solo pode ser feita após a aplicação ou em até 5 dias. 

Espectro de controle: gramíneas anuais e algumas folhas largas.

Dose recomendada: em solo arenoso, usar 2 a 2,5 L/ha para o controle de Eleusine indica; Digitaria horizontalis; e Amaranthus hybridus.

Em solo médio, usar 2,5 a 3 L/ha, para o controle de Galinsoga parviflora; Eleusine indica; e Alternanthera tenella.

Em solo argiloso, usar 3 a 4 L/ha, para o controle de Sida rhombifolia; Urochloa plantaginea; e Sonchus oleraceus

Cuidados: realizar apenas uma aplicação por ciclo. Aplicar em solo bem preparado, livre de torrões, restos de culturas e detritos. 

Incorporar a uma profundidade de 3 cm a 7 cm. A incorporação pode ser feita de forma mecânica com implementos ou pode ser dispensada caso ocorra uma chuva de 10 mm após a aplicação.

Foto de amaranthus hybridos, planta daninha rasteira e com algumas flores
Amaranthus hybridus
(Fonte: Arquivo da autora)

Trifluralina

Quando aplicar: pré-emergência, pré-plantio incorporado e plantio direto.

Espectro de controle: Alternanthera tenella; Amaranthus hybridus; A. retroflexus; A. viridis; Urochloa decumbens; Echinochloa colona; E. crus galli; Digitaria ciliaris; Cenchrus echinatus; U. plantaginea; Richardia brasiliensis; Portulaca oleracea; Spergula arvensis; Silene gallica; Sorghum halepense; Setaria geniculata; Pennisetum setosum; Panicum maximum; Lolium multiflorum; Eleusine indica; D. insularis; D. sanguinalis.

Foto da planta daninha apaga-fogo
Apaga-fogo (Alternanthera tenella)
(Fonte: Arquivo da autora)

Dose recomendada: 

Pré-emergência no plantio convencional: usar 1,2 L/ha em solos arenosos (leves), 1,8 L/ha em solos areno-argilosos (médios) e 2,4 L/ha em solos argilosos (pesados) (Trifluralina Nortox Gold).

Em plantio direto: usar 3 L/ha em solos arenosos (leves), 4 L/ha em solos areno-argilosos (médios) e 5 L/ha em solos argilosos (pesados) (Trifluralina Nortox Gold).

Pré-emergência em solo médio e pesado: usar 3 – 4 L/ha (Premerlin 600 CE). A maior dose deve ser utilizada para solos com teores de matéria orgânica acima de 5%. 

Pré-plantio incorporado (Premerlin 600 CE):

  • Incorporação normal (10 – 12 cm): 0,9 a 1,2 L/ha em solo leve; 1,2 a 1,5 L/ha em solo médio; 1,5 a 1,8 L/ha em solo pesado.
  • Incorporação superficial (2 cm): 1,5 a 2,0 L/ha em solo médio e pesado.

Cuidados: para Alternanthera tenella; Amaranthus retroflexus; Cenchrus echinatus; Richardia brasiliensis; Setaria geniculata; Lolium multiflorum; Digitaria insularis. Fazer o controle apenas em pré-emergência em solo leve e pesado.

Imazetapir

Quando aplicar: pós-emergência.

Dose recomendada: produto Vezir e Vezir 100, aplicar em pós-emergência, na dose de 0,3 a 0,4 L/ha, para controle de Euphorbia heterophylla; Portulaca oleracea; Acanthospermum hispidum; A. australe; Amaranthus hybridus; Emilia fosbergii; Raphanus raphanistrum; e Commelina benghalensis.

Cuidados: aplicar em pós-emergência sobre o feijão no estádio do segundo para o terceiro trifólio, em uma única aplicação. As plantas daninhas devem estar com até 4 folhas. Nas variedades precoces (ciclo de no máximo 80 dias) usar 0,3 L/ha. Em variedades tardias (ciclo maior de 90 dias), usar 0,3 a 0,4 L/ha.

No caso de utilizar Vezir WG use 40 g/ha para para variedades precoces e 40 a 50 g/ha para as tardias. 

Imazamox

Quando aplicar: pós-emergência.

Espectro de ação: folhas largas.

Dose recomendada: produto Raptor 70 DG e Sweeper: 40 – 60 g/ha, aplicar do 1º até o 3º trifólio. 

Cuidados: as plantas daninhas devem estar com 2 a 4 folhas. Utiliza-se surfactante não iônico na proporção de 0,25 – 0,5% v/v de calda. 

Conclusão

As plantas daninhas em feijão podem trazer grandes prejuízos em produtividade e qualidade.

Neste artigo, vimos algumas das principais espécies que prejudicam a cultura do feijoeiro.

Você pôde aprender quais herbicidas são recomendados na cultura do feijão e como posicionar s-metolachlor, imazamox, imazetapir, trifluralina e pendimetalina. 

>> Leia mais:

Como fazer o preparo do solo para plantio de feijão

Conheça as melhores práticas de adubo para feijão

Gostou do texto? Tem mais dicas sobre como controlar as principais plantas daninhas em feijão? Baixe gratuitamente o Guia para Manejo de Plantas Daninhas aqui!

Principais pragas do café: prevenção, identificação e controle

Pragas do café: entenda como as principais pragas são favorecidas, como prevenir, identificar e controlá-las corretamente.

O brasileiro adora café e o Brasil é o maior produtor do mundo. Mas, para um café de qualidade chegar até a xícara, é preciso muito esforço!

Você faz tudo certinho, torce para o clima colaborar e, mesmo quando isso “caseia” certinho, vem “uns bichin” encher o saco: as pragas! ? 

São muitas as pragas do café e todas elas causam danos diretos e indiretos à produção e qualidade. A broca sempre foi “a” praga do cafeeiro, título que agora é ocupado pelo bicho mineiro.

Separei alguma dicas sobre as principais pragas do café, como prevenir e minimizar seus danos. Confira comigo a seguir!

O manejo integrado de pragas do café

Antes de falar sobre as características das principais pragas do café, quero que você tenha em mente quando vale a pena controlá-las.

O controle das pragas do café deve ser feito seguindo os preceitos do Manejo Integrado de Pragas (MIP), que é baseado em critérios econômicos, ecológicos e sociais. Isso evita inúmeros problemas e mantém a produção sustentável.

Esquema que mostra a estrutura do manejo de pragas do café
Estrutura do MIP
(Fonte: ABCBio)


Com o MIP, levamos em consideração o custo/benefício da ação de controle e quais os impactos sobre o ambiente, o produtor e a população de demais organismos presentes na lavoura. 

A ideia é manter a população de pragas abaixo do nível que causa dano econômico, sendo controladas somente quando atingem o nível de controle. Veja a figura abaixo:

Gráfico que mostra níveis de dano para mip
(Fonte: ABCBio)

São várias técnicas de manejo empregadas no MIP, algumas preventivas, como controle cultural, uso de armadilhas e variedades resistentes; e outras para controle imediato, como o controle biológico, além do controle químico.

Como veremos a seguir, isso é específico para cada praga do cafeeiro e é baseado em muitas amostragens.

Principais pragas do café

A broca-do-café (Hypothenemus hampei)

Características, comportamento e danos 

Temos relatos dos danos causados pela broca-do-café no Brasil desde 1920.  Elas são besouros que atacam os frutos de café e vivem e se reproduzem dentro dele. 

Foto da broca do café

A broca-do-café 
(Fonte: Koppert)

Além de danificar os grãos e reduzir sua qualidade, seus danos podem favorecer queda e também a entrada de patógenos.

pragas-do-café
Danos causados pela broca-do-café 
(Fonte: Epamig)

Após o acasalamento, os machos permanecem dentro dos frutos e são as fêmeas que saem para colonizar novos frutos, no chamado “período de trânsito”. 

A saída é estimulada pelas condições ambientais e elas são atraídas por compostos voláteis produzidos pelo próprio fruto. 

Condições favoráveis

As infestações de broca são favorecidas por lavouras mais adensadas e locais com maior umidade. Por isso, lavouras nas baixadas ou em anos com invernos chuvosos podem ser mais atacadas.

O principal fator para infestação de broca é deixar frutos caídos na lavoura. A broca usa esses frutos para se multiplicar e aumentar sua população. 

Métodos de prevenção e controle

O controle da broca deve seguir o MIP e com isso temos algumas alternativas. A melhor maneira de prevenir e reduzir a infestação de broca é fazer uma colheita bem feita, repassando para não “deixar grãos para trás” e varrer aqueles caídos.  

Como métodos controle podemos realizar o controle biológico com parasitóides ou com o fungo Beauveria bassiana. 

Controle biológico da broca

Controle biológico da broca com predadores/fungos
(Fonte: Epamig)

Temos também a opção de utilizar armadilhas com atraentes para capturar a broca. Já o controle químico pode ser feito com clorpirifós, de 1 a 1.5L/ha.

Vale lembrar que os métodos de controle devem ser aplicados no período de trânsito da broca, que geralmente vai de outubro a dezembro. As aplicações são embasadas por amostragem previamente feitas e quando houver danos econômicos.

MIP: amostragem e nível de controle

As amostragens para broca devem ser feitas já na primeira florada do cafezal e seguindo as recomendações abaixo. O controle químico, pode ser aplicado conforme os níveis críticos são atingidos.

pragas do café

Recomendações de monitoramento e amostragem para broca-do-café

Pragas do café: Bicho Mineiro (Leucoptera coffeella)

Características, comportamento e danos 

Devido às mudanças sofridas no sistema produtivo do cafeeiro, o bicho mineiro passou a ser a praga mais importante da cultura desde a década de 70. 

Foto do ciclo do bicho-mineiro
(Fonte: Elevagro)

O bicho mineiro ataca exclusivamente o cafeeiro, causando perda de área foliar por cavar galerias nas folhas do cafeeiro. Os danos são causados, em sua maioria, nos terços médio e superior da planta.

Foto da crisálida do bicho mineiro
Crisálida e danos causados pelo bicho mineiro
(Autor: Giovani Belutti Voltolini, 2016)

O adulto é uma mariposa que põe seus ovos no terço superior do cafeeiro, na face superior das folhas. Após eclodir, as lagartinhas penetram na folha e começam a consumi-la.

Atualmente, temos dois picos populacionais de bicho mineiro, como você pode ver na figura abaixo. As medidas de controle devem ser direcionadas para esses dois períodos.

Foto dos picos do bicho mineiro
Picos populacionais do bicho mineiro 
(Fonte: AgroBayer)

Condições favoráveis

O bicho mineiro é favorecido por condições mais secas e temperaturas elevadas. Portanto, podem ser mais problemáticos em lavouras mais espaçadas e nas faces mais ensolaradas do cafezal. Desequilíbrio nutricional do cafeeiro também favorece o bicho mineiro. 

O uso indiscriminado de inseticidas não seletivos e de cúpricos têm grande impacto sobre os inimigos naturais do bicho mineiro, portanto, altas infestações são favorecidas. 

MIP: amostragem e nível de controle do bicho mineiro

A amostragem deve começar já em outubro nas regiões mais quentes, ou com a chegada do período seco em locais mais amenos, conforme a tabela abaixo. 

Vale lembrar que se for observado predação nas minas, acima de 40%, a intervenção com inseticidas pode esperar. Deve ser dada atenção especial às lavouras novas, pois as plantas têm pouca área foliar e os danos podem ser grandes.

Recomendações de monitoramento e amostragem para bicho mineiro
Recomendações de monitoramento e amostragem para bicho mineiro

Métodos de controle

O controle cultural do bicho mineiro pode ser feito com plantios mais adensados e adubações feitas corretamente. Como controle biológico temos parasitóides (Eulophidae e Braconidae) e predadores (Vespidae), estes últimos com maior eficiência de controle. 

O controle químico deve ser realizado quando os níveis de dano forem atingidos, sempre prestando atenção nas amostragens e no histórico de infestação da área.

Pragas do café: Ácaros

O manejo inadequado do bicho mineiro propiciou desequilíbrios no sistema, fazendo com que outras pragas, especialmente os ácaros, se tornassem problemáticas. Eles geralmente são favorecidos por condições mais secas. São três espécies mais problemáticas:

1. Ácaro vermelho (Oligonychus ilicis)

O ácaro vermelho ataca os ponteiros do café, na face superior da folha, dando um aspecto de bronzeamento e pode levar à desfolha.

sintomas do ácaro vermelho no café
Sintomas causados pelo ácaro vermelho
(Fonte: Antonio de Souza)

2. Ácaro branco (Polyphagotarsonemus latus)

Ataca os ponteiros do café, mas a face inferior da folha. É um ácaro que pode causar danos mais significativos em lavouras jovens, pois causa redução, enrolamento e deformação das folhas jovens. 

3. Ácaro da mancha anular (Brevipalpus phoenicis)

Causa manchas cloróticas nas folhas e nos frutos. Isso pode levar à severa desfolha e perda de qualidade do café.

Foto dos danos causados no café
Sintomas causados pelo ácaro da mancha anular
(Fonte: Café Point)

É o mesmo ácaro responsável por transmitir a leprose do citros, portanto, cafezais próximos à áreas com citros podem ter maiores infestações. 

O melhor manejo para os ácaros é o uso de produtos seletivos que não controlem seus inimigos naturais, principalmente os ácaros predadores, responsáveis por grande parte do controle. 

No caso do ácaro vermelho e da mancha anular, os mais problemáticos, os acaricidas mais indicados são avermectinas.

Pragas do café: Cigarras

Há muito tempo, as cigarras causam danos ao cafeeiro. Sua ninfas atacam as raízes e sugam seiva, causando depauperamento progressivo da planta. 

São várias espécies, sendo Quesada spp., Fidicina spp. e Carineta spp., as que causam mais danos.

Foto de lavoura do café
Lavoura depauperada pelo ataque de cigarras
(Fonte: CNA)

Para seu controle, indicam-se inseticidas sistêmicos, mas existem armadilhas sonoras que são eficazes contra Quesada spp.

Outras pragas do café

Existem outras pragas que atacam a cultura do café, algumas delas são secundárias ou podem ser problemas em determinadas situações ou regiões. Como exemplo podemos citar as lagartas, cigarrinhas, cochonilhas da raiz e parte aérea, além das moscas da raiz.

Muitas dessas pragas passaram a ter importância devido ao manejo inadequado do bicho mineiro, por exemplo. Isso ilustra a importância de seguir as diretrizes do MIP para manejo, sempre com monitoramento e amostragem. 

Mais informações sobre o controle das pragas de menor importância  pragas você pode encontrar aqui: Manual do café.

Confira também nossa palestra online e gratuita sobre MIP:  

Conclusão

Ao longo do texto mostramos as principais pragas do café, como prevenir sua ocorrência e controlá-la da maneira correta. Logicamente, existem outras pragas de menor importância, mas o raciocínio utilizado deve ser o mesmo.

O Manejo Integrado de Pragas (MIP) é imprescindível para que o controle seja sustentável e efetivo. O MIP deve ser seguido, sempre com auxílio de um engenheiro agrônomo de sua confiança.  

Com o manejo correto das pragas do café, seu cafezal será mais produtivo e a qualidade dos frutos poderá ser melhor também!

>> Leia mais:

Guia de controle das principais plantas daninhas do café”

“Como grupo cafeeiro realiza o monitoramento de pragas em 5 fazendas com apoio da tecnologia”

Restou alguma dúvida sobre as pragas do café? Deixe os comentários abaixo. Continue nos acompanhando, se cuide e até a próxima! Grande abraço!

Como fazer o manejo integrado do bicudo-do-algodoeiro

Bicudo-do-algodoeiro: saiba como prevenir surtos, identificar os danos e fazer o manejo correto dessa praga. 

As infestações por bicudo-do-algodoeiro estão entre os pesadelos do cotonicultor. E não é para menos: essa praga, se não for controlada, tem capacidade de destruir de 70% a 100% da produção de algodão

Mesmo sendo tão voraz, é possível obter sucesso em seu controle. Mas é necessário saber identificar os danos e conhecer muito bem tudo que envolve o manejo do bicudo. 

Quer saber mais sobre essa praga? Vou explicar melhor! 

Características do bicudo-do-algodoeiro

O bicudo-do-algodoeiro, Anthonomus grandis, é um besouro da família Curculionidae, que está dentro da ordem Coleoptera.

A maior parte dos curculionídeos tem uma característica marcante que é o aparelho bucal em formato de rostro. Por isso, a atribuição a muitos de “bicudo”. 

Essa espécie não tinha ocorrência no Brasil até o início dos anos 80. Em 1983, foi encontrada no estado de São Paulo e se espalhou por outros estados ao longos dos anos. 

Atualmente, é a principal praga da cultura do algodão no país e pode causar danos severos se não for controlada. 

O adulto é um inseto pequeno, podendo medir cerca de 3 a 8 mm, de coloração variável (de castanho ao acinzentado) e alta capacidade de dispersão, embora não voe muito bem. 

É mais comum encontrar adultos em botões florais da porção mediana da planta, mas a alimentação ocorre tanto nas partes superiores como nas medianas. 

imagem do bicudo do algodoeiro
Adulto do bicudo-do-algodoeiro; praga é a principal da cotonicultura 
(Fonte: Boletim de P&D)

A larva do bicudo é ápoda, esbranquiçada e pode chegar a medir até 1 cm de comprimento. Causa sérios danos por se desenvolver no interior dos botões das flores e nas maçãs.

Larva do bicudo do algodoeiro
Larva do bicudo-do-algodoeiro 
(Fonte: Agro Bayer Brasil)

O ciclo de vida, de ovo a adulto, depende das condições climáticas. Em condições de altas temperaturas e alta umidade, o ciclo se completa em 20 dias

Assim, por ter alta capacidade reprodutiva e de destruição, ao longo de uma safra, podem ocorrer até 6 gerações da praga, causando danos irreversíveis. 

Danos causados pelo bicudo

É mais comum que os ataques do bicudo-do-algodoeiro comecem pela bordadura. E as estruturas reprodutivas são os principais alvos dessa praga.

É possível detectá-la quando ocorre separação das brácteas e dos botões florais. Em seguida, ocorre amarelecimento e queda. 

Queda e danos em botões florais de algodão
(Fonte: Agro Bayer Brasil)

Porém, antes mesmo de ocorrerem as quedas, você pode observar se há a presença do bicudo na área pelos orifícios causados tanto pela alimentação dos adultos quanto pela oviposição. 

Normalmente, eles preferem os botões florais de tamanho médios (entre 4 a 6 mm de diâmetro).

O orifício causado por oviposição fica coberto com uma camada de um tipo de cera. Já o orifício de alimentação não tem nenhuma proteção e, geralmente, são vários pontos próximos. 

Ataque do bicudo-do-algodoeiro no botão floral: orifícios de oviposição e alimentação
(Fonte: Boletim P&D)

As flores atacadas são comumente chamadas de “flor em balão”, por ficarem com aspecto de um balão. Não se abrem e apresentam pétalas perfuradas. 

Os capulhos ficam totalmente destruídos internamente, com baixa qualidade de fibras e sementes. 

Além disso, as plantas, quando muito atacadas, crescem e ficam com alto desenvolvimento vegetativo. 

Controle do bicudo-do-algodoeiro 

O Manejo Integrado de Pragas (MIP) é a melhor opção para controle de pragas, principalmente para pragas altamente severas. 

Como comentado anteriormente, o adulto do bicudo-do-algodoeiro fica, na maior parte do tempo, na região mediana da planta. E, além disso, após a oviposição, as larvas permanecem dentro das estruturas da planta. 

Esses fatores dificultam muito o controle. Por isso, existem várias táticas que vão contribuir para a prevenção de surtos e para o manejo correto desse coleóptero. Vou falar melhor sobre outras medidas de controle a seguir:

Monitoramento

Um passo muito importante – e muitas vezes deixado de lado pelos cotonicultores – é o monitoramento dessa praga.

Deve ser iniciado durante a entressafra, pois muitas vezes os insetos conseguem se manter em restos culturais que permanecem na área após a colheita. 

O período que antecede a fase de produção de botões florais é, sem dúvidas, a mais importante para monitorar. 

Uma boa opção são as armadilhas cônicas, de cor verde-limão, com dispersor de feromônio inserido em um compartimento superior, onde o inseto é atraído e aprisionado. 

Para o vistoriamento do talhão, vistoriam-se 250 botões e o nível de controle para tomada de decisão deve ser de até 5% dos botões atacados. 

Controle comportamental

No controle comportamental, pode-se utilizar a técnica atrai e mata por meio do tubo-mata-bicudo (TMB®).

O tubo é feito de papelão, com coloração verde-limão, e é revestido por um atraente alimentar mais a liberação lenta de um inseticida. Na parte superior é colocado um feromônio específico para Anthonomus grandis

Deve ser instalado na bordadura da lavoura nas fases de pré-plantio e após a colheita para atingir adultos do bicudo. 

Tubo mata bicudo
A – tubo-mata-bicudo (TMB®); B – adultos de bicudo capturados por TMB 
(Fonte: Embrapa)

Controle cultural

A época de plantio é algo importante a que o produtor deve se atentar. Em uma mesma região, o ideal é que todos os produtores plantem na mesma época. Isso encurta o período com estruturas reprodutivas viáveis à praga. 

Importante também fazer a destruição de soqueiras logo após a colheita para que não haja plantas de algodão ou rebrota na entressafra. 

Uma outra tática é a catação de botões caídos no solo e destruição dos mesmos de 5 em 5 dias. Isso vai evitar que os insetos continuem o desenvolvimento ao longo da safra seguinte. 

O preparo antecipado do solo e o uso de variedade precoces vão contribuir muito para que o bicudo não atinja níveis populacionais altos. 

Além dessas técnicas, é preciso fazer vazio sanitário de acordo com as recomendações da região produtora. 

Controle químico

O controle químico deve ser baseado nos dados de amostragens no monitoramento. Só é possível controlar a fase adulta, já que as demais fases (ovos, larvas e pupas) ficam dentro das estruturas reprodutivas. 

É muito importante seguir as recomendações do fabricante para não haver falha da tecnologia. 

Os grupos químicos utilizados devem ser rotacionados para evitar pressão de seleção. 

Prefira inseticidas seletivos aos inimigos naturais, pois estes irão permanecer na área e contribuirão para a redução da população de bicudo.

No Agrofit existem 107 produtos registrados.

Controle biológico

Embora muitos não acreditem nesse método para o controle do bicudo-do-algodoeiro, o controle biológico natural pode contribuir para a redução da população

Os parasitoides Catolaccus grandisBracon vulgaris são os que têm maior potencial de redução natural da praga.

Os entomopatógenos Beauveria bassiana e Metarhizium anisopliae também têm grande potencial de controle do bicudo.

Entretanto, nenhum desses agentes têm registro no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) para controle inundativo. Por isso, é importante manter o agroecossistema sustentável, com uso de pesticidas seletivos aos inimigos naturais. 

Software para manejo do bicudo

Uma das melhores maneiras de realizar o manejo integrado do bicudo-do-algodoeiro na sua plantação é utilizando softwares agrícolas especializados.

Com o Aegro, por exemplo, o controle desta praga se torna muito mais eficiente e organizado.

Você planeja as atividades de manejo para garantir que a sua equipe siga um cronograma preciso. Todos os funcionários da propriedade têm perfis de acesso ao software e conseguem utilizá-lo simultaneamente.

Acompanhe os resultados do armadilhamento do bicudo pelo Aegro
Acompanhe os resultados do armadilhamento do bicudo pelo Aegro

Os registros de armadilhamento e monitoramento são feitos diretamente pelo celular. Isso agiliza o trabalho no campo e evita anotações em cadernos que se perdem mais tarde.

Além de automatizar a rotina de manejo, o Aegro ainda facilita o acompanhamento dos resultados. A qualquer momento da safra, você pode checar os níveis de incidência do bicudo através dos mapas do software.

Peça uma demonstração gratuita do Aegro e veja de perto todas essas funcionalidades!

planilha de produtividade do algodão Aegro

Conclusão 

O bicudo-do-algodoeiro é um inseto pequeno, mas extremamente voraz e capaz de causar perdas significativas no algodão. 

Os ataques começam pela bordadura, onde é possível ver os danos causados nas plantas. 

As estruturas reprodutivas são os principais alvos desta praga, impossibilitando a formação dos capulhos. 

O manejo integrado do bicudo é a melhor maneira de controlar a população. 

>> Leia mais:

Principais pragas do algodão e as estratégias para seu controle

Evite a rebrota da planta de algodão com estes 2 tipos de manejo

Você tem problemas com o bicudo-do-algodoeiro em sua lavoura? Quais táticas tem usado para controle? Conte sua experiência nos comentários!