Para que o projeto seja funcional é necessário, antes de planejá-lo, diagnosticar particularmente a fazenda para saber a fundo os principais entraves.
Neste artigo, você verá 7 dicas do consultor Emerson Rossi, que atua na gestão administrativa, financeira e contábil de empresas rurais, de como montar um projeto de consultoria rural, aprendendo a estruturá-lo para agregar valor ao seu trabalho. Confira!
O que você precisa saber antes de montar um projeto de consultoria rural
Um projeto, para que atenda às necessidades do produtor, é preciso planejamento e dedicação.
Iniciar um projeto requer conhecimento sobre quais rumos você irá seguir, quais estratégias podem ser adotadas e quais resultados esperar.
Para isso, é preciso saber o que está ocorrendo na fazenda, qual modelo de gestão será realizado no negócio e o plano de ação do projeto que será efetivado.
Algumas respostas são necessárias, portanto, para iniciar um projeto.
Segundo o consultor Emerson Rossi, antes de elaborar um projeto, é preciso saber responder às seguintes questões sobre a propriedade:
Quanto se investe de insumos por safra? Há separação de gastos com os insumos por categoria, como sementes, fertilizantes e defensivos?
Quais os gastos da propriedade com máquinas, combustível, peças, manutenção?
A propriedade tem estoque? O que há no estoque?
Tem anotações de datas das operações com aplicação de defensivos?
Qual a produção por talhão e qual é a rentabilidade de cada área? Há talhões com produtividades menores? Por quê?
Estas são algumas perguntas que você, como consultor, deve saber antes de iniciar um projeto.
Além disso, deve considerar a aceitação de novas ferramentas e tecnologias que as pessoas que trabalham na fazenda terão que adotar.
Para tanto, é importante inserir aos poucos essas mudanças, explicando a importância de cada ação realizada e considerar esse tempo na metodologia do projeto.
Dicas para estruturar o projeto de consultoria rural
Sabendo as estratégias que você pode adotar, alguns pontos são fundamentais para a elaboração e estruturação do projeto.
A seguir, vou mostrar 7 dicas que te ajudarão a montar um projeto de consultoria rural.
1 – Diagnóstico
O diagnóstico é uma análise aprofundada da empresa que contrata seus serviços de consultor.
Sem saber o diagnóstico da fazenda, a elaboração do projeto fica condenado ao erro. O intuído da assistência técnica é organizar e ensinar o produtor as ferramentas para manter a organização da fazenda e do sistema que foi implantado no programa da consultoria.
O consultor Emerson Rossi faz uma analogia sobre a importância do diagnóstico para o projeto.
Segundo ele, “elaborar um projeto sem saber como a empresa está é como receitar um defensivo sem saber a praga”.
Desse modo, os consultores devem sempre fazer o diagnóstico da empresa e, a partir desse ponto, oferecer um projeto específico para aquela propriedade.
2 – Apresentação
Outra dica é realizar uma apresentação do escritório de consultoria no início do projeto.
Nesta descrição é importante conter a experiência do(s) consultor(es) que compõem aquela empresa de consultoria.
O portfólio da empresa deve abranger informações que mostre ao produtor suas linhas de atuação, assim como as estratégias utilizadas.
“Conhecendo a empresa, o produtor é capaz de saber o que você, como consultor, consegue agregar para a fazenda”, diz Rossi.
3 – Problemática
Ao contratar a consultoria, o produtor tem um problema a ser resolvido e, ao fazer o diagnóstico, pode-se determinar os fatores responsáveis pelo problema, verificando se há mais problemas além dos relatados pelo produtor.
Desse modo, é necessário deixar claro no projeto os problemas que serão superados, apresentando suas causas.
É elencando os problemas que será determinado o tipo de estratégia que aquela fazenda específica precisa.
Por meio da problemática é que o consultor tomará a decisão da implantação dos processos financeiros, administrativos e operacionais.
Além de saber quais os treinamentos que serão desenvolvidos no projeto e na implementação do sistema.
Emerson Rossi explana alguns treinamentos possíveis de serem abordados em um projeto:
Treinamento de processos administrativos, que ensina a utilizar procedimentos para melhorar as atividades, tanto no campo como no escritório.
Treinamento interpessoal para os colaboradores.
Capacitação para implantação de uma política administrativa.
Treinamento geral para uso de ferramentas como o Aegro, que engloba as áreas financeira, operacional e de gestão.
4 – Objetivo
Uma dica é abordar o objetivo do projeto com clareza, destacando os principais pontos de entrave.
O objetivo é o momento de mostrar ao produtor o porquê dele te contratar, pois é nesse tópico que você será capaz de indicar o que pretende atingir.
É relevante apresentar um objetivo geral que defina qual a intenção do trabalho para a melhoria dos sistemas da fazenda, além de objetivos específicos que definem as etapas do trabalho que serão desenvolvidos para que se alcance o objetivo geral.
Existem diversas ferramentas de gestão que auxiliam na execução do projeto.
É importante destacar quais ferramentas serão inseridas no decorrer do acompanhamento realizado, esclarecendo o funcionamento e as informações geradas.
Assim, após seu serviço como consultor, todas as pessoas que compõem a empresa poderão continuar utilizando essas ferramentas.
Para tal, é de suma importância o consultor saber utilizar o software que será implantado, conhecendo quais os indicadores e relatórios fornecidos.
Um software de gestão agrícola como o Aegro tem utilização facilitada e centraliza informações da fazenda, gerando relatórios de forma automatizada.
O papel da consultoria é organizar e ensinar as pessoas que compõem a fazenda a utilizar e manter os sistemas implantados. Assim, é importante que o software seja didático e prático.
“A tecnologia, vem ao encontro na centralização das informações, melhorando o controle financeiro, controle operacional e oferecendo ao produtor o resultado de suas atividades”, comenta Rossi.
Pensando nisso, o Aegro disponibiliza um plano exclusivo para consultores agrícolas com as funções essenciais para registro e acompanhamento das atividades, oferecendo aos clientes a melhor experiência para tomarem decisões assertivas baseadas em seu histórico, detecção de problemas e monitoramento da lavoura.
Exemplo de visualização de dados possível com utilização do software Aegro
6 – Resultados pretendidos
Ao montar um projeto de consultoria rural, o resultado é a parte mais esperada pelo produtor.
Deixar esse tópico de modo claro é necessário para evitar divergências durante a execução e finalização do projeto.
Na agricultura, diversos fatores influenciam nos resultados alcançados, alguns, como o clima, exercem um papel direto nos resultados e não são controlados.
Assim, é recomendável dar projeções de resultados, apresentando os cenários que o produtor poderá encontrar no final da safra.
Elucidar nesse tópico do projeto que, durante o processo de implementação dos sistemas, podem ocorrer adequações para a melhoria dos resultados.
Emerson Rossi diz que apresentar indicadores, como custo de dessecação, custo de maquinário, entre outros, é algo que ajuda o produtor a ver onde pode chegar e qual a melhor tomada de decisão.
Ao final do projeto de consultoria rural, é necessário indicar como será realizado o acompanhamento das atividades.
É importante realizar visitas na fazenda, para acompanhar o dia a dia dos funcionários e auxiliá-los na implantação dos sistemas de software, por exemplo.
Nas visitas e reuniões é o momento de verificar a adaptação das pessoas integrantes da fazenda quanto às mudanças e se é necessário realizar adequações.
É hora também de indicar as programações para realizar os treinamentos, evitando épocas de alta intensidade de trabalho, como época de plantio e colheita.
Além disso, tem que constar a periodicidade dos relatórios que serão entregues aos gestores, contendo os indicadores e o acompanhamento que será realizado.
Conteúdos do projeto
Um projeto deve ser completo, detalhado e minucioso, para que seja adotado e efetivado na propriedade.
Pela dica do consultor, o projeto deve apresentar no geral: objetivos do projeto, objetivos do negócio, requisitos do projeto, fases de implantação, restrições e cronograma.
Deve conter também requisitos que agregam valor ao seu serviço como:
Análise financeira: conciliações de saldos, fluxo de caixa, entre outros;
Análise do resultado: como fechamentos de custos, rateios por safra e talhão;
Relatório utilizando rentabilidade e custo realizado;
Indicadores contendo os custos de produção como: custo total, custo insumos, custo administrativo, custo manutenção e colheita.
Antes de montar um projeto de consultoria rural, conheça a propriedade e seus entraves.
Faça um projeto detalhado, contendo todas as informações relevantes de modo didático e claro.
Mostre seus objetivos e resultados esperados, e como seu auxílio, pelos acompanhamentos realizados, é importante.
Saiba implementar ferramentas de gestão, que lhe auxiliarão tanto durante a montagem do projeto quanto na junção das informações ao longo de sua execução.
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Aumento da produtividade agrícola: o que você precisa saber para impulsionar os resultados da fazenda sem precisar de mais área cultivável
A produção agrícola é sempre um desafio. São muitos os aspectos e fenômenos incontroláveis, desde o clima que afeta diretamente a lavoura ao preço que o mercado oferece.
Aumentar a produtividade é fazer crescer a produção. Mas, por si só, ter uma produtividade elevada também não é sinônimo de eficiência.
Neste artigo, elenco 7 fatores que influenciam a produtividade agrícola e o que você pode fazer para melhorá-los em sua fazenda. Confira!
O que impacta o aumento da produtividade agrícola?
Pensar em produtividade é impossível sem falar em uma boa administração dos mais variados fatores que compõem o resultado da sua empresa rural.
É preciso considerar não só a produtividade em si, mas o potencial de evolução da sua propriedade.
Alguns pontos vão impactar bastante a produtividade a longo prazo como: solo, insumos, escolhas técnicas de manejo de plantas daninhas, escolha tecnológica, mão de obra e investimentos financeiros.
E na produção de commodities, na qual o mercado dita “o jogo”, você se torna um tomador de preço. Por isso, para ter lucratividade, é importante investir de forma assertiva e racionalizar os custos.
É preciso promover o máximo potencial da sua propriedade, tornando-a inteligente e o seu trabalho mais eficaz.
A seguir, veja alguns fatores que impactam sua produtividade e o que fazer para que ela se torne maior em sua fazenda.
1 – Manejo do solo
O objetivo com o manejo do solo é evitar que ele tenha compactação ou erosão e garantir que haja quantidades adequadas de matéria orgânica.
Por isso, diagnosticá-lo faz toda a diferença! Fazeranálises de solosperiodicamente é essencial.
Com a análise em mãos, é possível identificar as correções necessárias de pH e fazer a melhor adubação de acordo com a cultura que será implantada e suas exigências.
A prática de zonas de manejo, onde uma amostragem estratificada é tirada para diagnóstico das camadas do solo (0-10, 10-20 e 20-40 cm) é super importante também. Assim, você tem a possibilidade de analisar melhor o balanço nutricional da sua área.
As práticas conservacionistas são o melhor caminho para a qualidade do seu solo a longo prazo. O Sistema de Plantio Direto (SPD)é um investimento para que as melhores características de um solo sejam mantidas.
A compactação é um grande desafio nas lavouras. Utilizar arado ou subsoladores ajuda a resolver parte do problema, pois remove a compactação, mas também desfaz os agregados do solo.
O melhor é investir em plantas de cobertura com sistema radicular mais agressivo, pois com isso você ainda adiciona matéria orgânica ao solo, favorecendo as ciclagens de nutrientes.
Sem falar que estamos avançando muito nas análises biológicas do solo, como o exame de bioanálise desenvolvido pela Embrapa.
Aqui também temos uma tabela para cálculo de calagem que pode te ajudar. Aproveite para baixar clicando na imagem abaixo!
2 – Qualidade da semente
O objetivo ao implantar uma lavoura é que, após o plantio, a germinação seja sempre bem estabelecida e uniforme, na qual possamos confiar no potencial produtivo.
E o que é uma semente de qualidade? Uma das primeiras coisas que recomendo para avaliar a semente é considerar seus atributos físicos como danos mecânicos, de insetos e o tamanho da semente padrão para facilitar o plantio.
Os atributos sanitários também são muito importantes, pois as sementes são um dos principais meios de disseminação de doenças, principalmente em novas áreas.
É fundamental utilizar sementes certificadas, por isso, sempre confira o boletim da semente.
Você pode salvar a sua própria semente para uso exclusivo na sua propriedade – mas também é super importante testá-la.
Para ter uma ideia de como será o desempenho da semente a campo, sempre utilize canteiro de teste. Se possível, teste até o tratamento de semente que irá utilizar com essas sementes do canteiro.
Lembrando que somente com condições adequadas de solo, nutrição, bom tratamento da semente e sem competição com plantas daninhas, ela poderá expressar seu máximo potencial produtivo.
3 – MIP e controle biológico
Falar de MIP (Manejo Integrado de Pragas) é falar de monitoramento constante das área, porque muitas populações de insetos só são percebidas no momento em que causam perdas.
Fazer um bom levantamento da área e depois utilizar várias técnicas para manter as populações abaixo do nível de dano econômico é o objetivo do MIP.
Dentre as diferentes práticas, o controle biológico pode ajudar muito no resultado produtivo da sua propriedade.
Alguns exemplos são o uso de insetos predadores vivos, nematoides entomopatogênicos, patógenos microbianos, controle comportamentais com o uso de substâncias hormonais ou armadilhas atraentes para suprimir populações de diferentes insetos-praga. Experimente alguma em sua propriedade!
Primeiro porque você vai notar diferença na forma como o sistema reage e, se bem feito, verá que ele contribui para o nível de equilíbrio (NE) da lavoura.
Segundo porque começará a ver outras possibilidades de manejo, rotacionando e posicionando os produtos químicos de forma diferente na lavoura e, consequentemente, diminuindo seu uso.
4 – Manejo de plantas daninhas
As plantas daninhas são super adaptáveis às condições edafoclimáticas e têm muita facilidade na sobrevivência e dispersão. O segredo delas é que, dentro de uma mesma população, possuem variações genéticas.
O objetivo é prevenir e controlar as plantas daninhas nas lavouras. Por isso, é preciso identificar quais as principais invasoras da área e conhecer suas características mínimas.
Mas o básico de monitoramento convencional já faz toda a diferença. Para ajudar neste trabalho, você pode contar com alguns aplicativos para identificação de invasoras, inclusive.
Para manejo, a melhor opção é fazê-lo de forma integrada. Rotacione herbicidas em conjunto com rotação de culturas, utilize sementes certificadas e efetue a limpeza dos equipamentos também.
5 – Mecanização da propriedade e Agricultura de Precisão
A mecanização agrícola traz grandes contribuições para aumento da produtividade agrícola. Além disso, é uma importante aliada na eficiência de aplicação e economia de produtos, além da possibilidade de manejar áreas maiores.
Uma das coisas que mais aprendi na fazenda é que tratores, implementos, colheitadeiras e semeadoras bem reguladas e limpas são um investimento de tempo super necessário e importante.
Se possível, padronize as marcas dos seus implementostambém. Em médio e longo prazos, isso pode facilitar muito suas manutenções.
Quanto à Agricultura de Precisão, ela é uma das ferramentas mais avançadas para ajudar a potencializar a sua produtividade.
Se você ainda não tem um projeto implantado, comece a usar seu próprio GPS para marcar onde fez as coletas do solo, onde tirou uma amostra da lavoura, onde identificou plantas daninhas e população de insetos. Seu próprio celular te ajuda nisso.
Não tenho dúvidas de que, quanto mais informações coletar das áreas, maiores serão as implicações diretas no diagnóstico e desempenho da produção.
E já que estamos falando em mecanização da propriedade, separei aqui uma ferramenta que vai te ajudar a calcular o custo operacional da frota da sua fazenda. Clique na imagem abaixo para acessar!
6 – Gestão agrícola para aumento da produtividade
A produção elevada, por si só, não indica boa produtividade de uma fazenda. É preciso ter uma visão sistêmica e global da propriedade – o que é possível com gestão agrícola.
Um dos primeiros e fundamentais passos para isso é ter uma boa organização dos dados da fazenda. E isso se torna mais fácil e prático com ajuda de um software de gestão agrícola como o Aegro, por exemplo.
Com a organização das informações, você consegue ter mais controle da sua produção, saber quais talhões foram mais produtivos e quais áreas trouxeram mais rentabilidade.
Isso te ajuda a tomar decisões certeiras, sabendo onde investir ou reorganizar seu planejamento financeiro e operacional.
Invista mais seu tempo em analisar informação e entender as causas do que acontece na fazenda, em vez de somente reagir aos problemas. E a entressafra é um bom momento para começar a fazer isso!
O importante é realizar de forma qualificada a coleta dos dados, para poder confiar nas informações e no que está planejando fazer.
Não dá para fazer gestão da propriedade somente olhando o saldo na conta bancária. Você precisa entender se está tendo retorno do investimento. Organizar o gerenciamento das informações aumenta a precisão da suas decisões!
7 – Equipe e conhecimento
Não tem como falar em aumento da produtividade agrícola sem pensar na gestão das pessoas envolvidas nisso – seja você e sua família ou uma equipe de funcionários.
Serviço é algo que nunca falta em uma propriedade: sempre tem o que se fazer! Nesses últimos dois anos, tenho trabalhado com gestão de granjas e posso dizer, sem dúvidas, que garantir um tempo para investir na sua equipe faz toda diferença!
Insira no planejamento um tempo para alinhamento e formação do seu pessoal. Organize a “casa” de forma que as informações possam chegar às pessoas certas no momento certo para atuarem. Faça divisão do time, reuniões de alinhamento.
Na fazenda onde trabalhei, a reunião no café da manhã com a equipe que entraria no turno fazia toda a diferença. Quando ela não ocorria por algum motivo, usávamos o rádio o dia todo para colocar as coisas no lugar.
Você pode pensar: “nossa, como vou conseguir incentivar minha equipe se tenho tanta coisa para resolver na propriedade?”… Mas, aí é o ponto! Você pode e deve investir também em si mesmo para se desenvolver como líder e ajudar a equipe.
Além disso, é preciso investir em conhecimento da agronomia em si. Conheça e garanta que sua equipe tenha entendimento da cultura que está sendo implantada, de plantas daninhas, realização de manejos, etc.
Coloque tudo isso dentro de um cronograma e orçamento. Recomendo filtrar e escolher iniciar com algumas ferramentas digitais que podem fazer toda diferença na sua rotina na propriedade.
Aumentar a produtividade de forma eficiente é possível.
Certifique-se de acertar o básico como ter uma boa gestão agrícola, fazer a análise de solo, utilizar semente de qualidade, fazer o manejo integrado e ter um time entusiasmado!
A tecnologia também pode contribuir muito com tudo isso e, futuramente, haverá ainda mais oportunidades de melhorias na produção, com manejos mais inteligentes, sustentáveis e eficazes.
Espero que, considerando bem esses pontos apresentados aqui, você consiga ter uma ótima safra.
O que você tem feito para alcançar o aumento da produtividade agrícola? Restou alguma dúvida sobre os pontos tratados no artigo? Deixe seu comentário abaixo!
Lastragem de tratores agrícolas: entenda os benefícios e as desvantagens desse tipo de procedimento e como fazer em sua frota
Os tratores agrícolas facilitam o trabalho e melhoram as condições do campo para os cultivos agrícolas.
Apesar de extremamente versáteis e robustos, os tratores são constituídos por diversos componentes e sistemas complexos que demandam muito cuidado e manutenção.
Para executar as tarefascom sucesso e com a maior eficiência possível, a regulagem e manutenção periódica dos tratores são essenciais.
Dentre os principais pontos de regulagem, podemos citar a lastragem, que garante a aderência dos rodados ao solo proporcionando uma tração eficiente.
Mas afinal, o que é a lastragem e como isso pode te ajudar? Se você ficou curioso, confira a seguir!
O que é a lastragem?
A lastragem, por definição, é um procedimento de adequação, cujo objetivo é aumentar equilibradamente a massa dos tratores agrícolas.
Você pode estar se perguntando: “Mas qual a vantagem de aumentar a massa dos meus tratores?”
Bom, o aumento da massa dos tratores garante maior aderênciados rodados com o solo, dessa forma proporcionando aumento da capacidade detração e estabilidade.
Existem dois tipos de lastragem: a líquida e a sólida.
Lastragem líquida
A lastragem líquida consiste no uso de água, em alguns casos com aditivos, como lastro.
Para realizá-la, a água deve ser adicionada nos pneus dos tratores, de acordo com a recomendação dos fabricantes.
Recomenda-se que a lastragem com águanunca exceda 75% da capacidade do pneu, para pneus diagonais, e no máximo 40% para pneus radiais.
Colocar mais água do que o recomendado pode limitar demais o ar dentro do pneu, o que pode causarenrijecimento e outros danos ao mesmo.
A posição do bico indica a quantidade de água sendo introduzida nos pneus. Confira no esquema a seguir:
A posição do bico (em vermelho) indica o volume do pneu ocupada pelo lastro (em porcentagem) (Fonte: adaptado da aula do Prof. Dr. Carlos Furlani)
Lastragem sólida
A lastragem sólida utiliza discos ou placas metálicas como lastro.
Esses discos ou placas metálicas são fixados, respectivamente, nas rodas ou montados na dianteira dos tratores agrícolas. Confira na imagem a seguir:
Diferentes tipos de lastragem sólida, com discos e placas metálicas em tratores agrícolas (Fonte: Leonardo de Almeida Monteiro, 2017)
A lastragem ajuda na correção de problemas de patinagem, que é o deslizamento decorrente da transmissão da força das rodas traseiras para o solo.
A patinagem zero ou em níveis acima de 20% são problemas comuns e recorrentes no campo.
A primeira pois indica que o trator está trabalhando com carga excessiva, podendo causar ou agravar problemas de compactação de solo.
Por outro lado, a patinagem excessiva, resulta em perda de velocidade e potência, bem como maior consumo de combustível e menor eficiência.
Portanto, podemos dizer que a lastragem traz melhorias em termos de rendimento operacional.
Como deve ser feita?
Na hora de fazer a lastragem é muito importante prestar atenção em todos os detalhes para que ela seja feita da forma correta.
Para isso, precisamos lembrar que ela deve ser realizada em função do tipo de tração (4×2, 4×2 TDA ou 4×4) e da velocidade de deslocamento que vamos utilizar na operação.
Com base nisso, obtemos a relação peso/potência e podemos realizar o cálculo da quantidade de lastro necessário.
Relação peso/potência de acordo com a carga de trabalho e velocidade de avanço (Fonte: adaptado de Titan e Schlosser)
Uma vez determinado o peso necessário para realizar a lastragem, outro ponto essencial é trabalhar corretamente a distribuição dos pesos nos eixos traseiro e dianteiro.
Na tabela a seguir você pode ver como deve ser realizada a distribuição dos pesos nos tratores, com base no tipo do trator e do acoplamento.
Distribuição do peso no trator com base no tipo do trator e implemento utilizado (Fonte: Hanna, Harmon e Petersen, 2010)
É importante lembrar que todos esses cálculos buscam manter a patinagem entre 6% e 15%, valores que garantem o equilíbrio operacional dos tratores.
Para verificar se está correta, você pode analisar as marcas deixadas pelos rodados dos tratores na terra.
Você pode se deparar com três situações:
marcas dos rodados pouco definidas → Lastragem insuficiente;
marcas dos rodados estão evidentes e bem definidas → Lastragem excessiva;
marcas com deslizamento no centro e bordas externas definidas → Lastragem correta.
Confira na imagem a seguir!
Diferentes marcas deixadas pelos rodados dos tratores, da esquerda para a direita, lastro insuficiente, excessivo e ideal (Fonte: Leonardo de Almeida Monteiro, 2017)
Benefícios da lastragem
Quando realizada da forma correta, o cálculo e uso dos lastros nos tratores pode trazer inúmeros benefícios, como:
aumento da vida útil dos pneus;
redução da perda de tração e patinagem;
aumento do equilíbrio operacional;
redução do consumo de combustível.
Quais os prejuízos de uma lastragem mal feita?
Se feita da forma errada, a lastragem pode trazer prejuízos ao produtor e até mesmo para a lavoura.
Já se ela for insuficiente para a operação, haverá patinagem excessiva dos rodados, diminuindo a potência disponível para o tracionamento do implemento.
Se o erro não for identificado e corrigido, pode causar desgastes da banda de rodagem e, além disso, aumentará o consumo de combustível dos tratores.
Por outro lado, a lastragem excessiva pode aumentar a compactação do solo ou ainda sobrecarregar o eixo de tração, também causando desgastes nos pneus.
Conclusão
Os tratores agrícolas são ferramentas essenciais para as lavouras brasileiras, são versáteis e robustos, auxiliando a produção rural.
A correta realização da lastragem nos tratores garante melhor equilíbrio operacional para as mais diversas operações.
Com bom equilíbrio operacional, garantimos sucesso das operações nas lavouras com economia e riscos de compactação reduzidos!
Colheita mecanizada do arroz: veja os pontos que merecem atenção na regulagem e manutenção das máquinas para evitar perdas de grãos
A colheita é uma etapa fundamental para garantir a rentabilidade da lavoura de arroz.
Colheitas bem realizadas podem manter a integridade e qualidade dos grãos, agregando maior valor final recebido nessa cultura.
Existe uma infinidade de máquinas e tipos de colheita utilizados para a rizicultura. Neste artigo, falarei sobre as colheitas mecanizadas e semimecanizadas de arroz, regulagens e pontos de atenção que você deve ter antes de iniciar esse processo na lavoura. Acompanhe!
Métodos de colheita do arroz
Os métodos de colheita podem ser segmentados em manuais, semi mecanizados e mecanizados. Vou explicar melhor cada uma delas:
Manuais
As etapas de corte, recolhimento e trilha são realizados manualmente e, dependendo do números de funcionários envolvidos na colheita, o rendimento operacional pode ser baixo.
Em pequenas lavouras, o rendimento da colheita manual chega a 10 dias para colheita de 1 hectare por funcionário.
O corte é quase sempre realizado com cutelos e os feixes amontoados transversalmente para facilitar o recolhimento.
Após coletar os feixes, são diferidos golpes nas panículas para que ocorra o desprendimento dos grãos.
Semimecanizados
As etapas de corte e recolhimento são geralmente realizados manualmente e a operação de trilha é realizada com o auxílio de máquinas.
O rendimento operacional é geralmente maior, uma vez que se utilizam trilhadoras estacionárias.
Mecanizados
Todas as etapas de corte, recolhimento e trilha são realizadas com o auxílio de uma colhedora.
No mercado existem máquinas denominadas ceifadoras, trilhadoras e as colhedoras. Sobre elas, vou falar a seguir.
Quais máquinas utilizar na colheita mecanizada de arroz
Ceifadoras
As ceifadoras são mais utilizadas em pequenas lavouras de arroz. São máquinas montadas sobre duas rodas, com a presença de um motor, barra de corte e molinete.
Algumas ceifadoras presentes no mercado possuem depósitos para plantas colhidas, que são descarregadas em leira ou de maneira intermitente em campo.
Trilhadoras
As trilhadoras são máquinas responsáveis por separar os grãos das panículas de arroz.
Os modelos de trilhadoras no mercado podem apresentar: cilindro trilhador de dentes de impacto, barras de fricção ou de fluxo axial.
Essas máquinas podem ser acionadas pela TDP do trator ou por motores estacionários. Podem ser abastecidas de maneira contínua ou intermitente com fluxo de arroz colhido e, em casos mais simples, serem acionadas por pedal.
(Fonte: Ruraltins)
As trilhadoras são excelentes opções para fazendas menores. Se operadas corretamente, podem propiciar bons rendimentos operacionais e boa qualidade do produto final.
Os rendimentos operacionais variam de acordo com cada máquina e modelo de equipamento.
Atualmente existem trilhadoras com rendimentos de mais de 2.400 kg/h de arroz em casca.
Colhedoras
As colhedoras possuem em uma mesma máquina os sistemas de corte, recolhimento, trilha, separação, limpeza e armazenamento.
Essas máquinas podem apresentar pneus arrozeiros, esteiras ou pneus duplados para facilitar o tráfego e reduzir a compactação em terrenos alagados, por exemplo.
As colhedoras podem ser automotrizes ou montadas e acionadas com o auxílio de um trator.
As colhedoras realizam todas as operações na mesma máquina, iniciando no corte das plantas de arroz, mecanismos de trilha, cilindro degranador, côncavo e batedores, até chegar ao saca palhas, peneiras e ventilador, para retirar o resto de impurezas, e condutores para levar os grãos até o tanque graneleiro.
O impacto da plataforma de corte e a velocidade inadequada do molinete provoca degrana da cultivar no momento da colheita e desprendimento prematuro dos grãos.
Calibrações inadequadas no espaçamento do cilindro e do côncavo também resultam em trilhas ineficientes, comprometendo a qualidade final dos grãos, com danos mecânicos ou grãos presos nas panículas.
Como evitar as perdas na colheita
A colheita no tempo ideal é fundamental para assegurar maior produtividade.
Colheita com grãos muito úmidos pode acarretar grãos imaturos, gessados e mal formados, que irão se quebrar no beneficiamento, descasque e polimento do arroz.
Colheita com grãos muito secos também não é ideal, pois pode ocorrer maior perda natural por degrana e quebra dos grãos no beneficiamento, perdendo qualidade do produto.
É ideal evitar a colheita do arroz pela manhã ou com os grãos umedecidos pelo orvalho. Se ocorrer uma chuva, o ideal é esperar que o arroz seque para iniciar a colheita.
Na maioria das cultivares, a umidade ideal deve estar entre 18% e 23% para colheita.
Na falta de aparelhos para mensurar os teores de umidade, você pode olhar a cor da casca e considerar ideal quando dois terços dos grãos ainda estiverem maduros.
Outra opção é apertar os grãos: se amassar, ainda está imaturo. Se quebrar, já estão aptos para a colheita.
Como aumentar a eficiência operacional na colheita mecanizada do arroz
Para aumentar a eficiência operacional e evitar perdas, a regulagem da colhedora é um fator crucial no manejo em campo.
O arroz é uma cultura que apresenta grandes perdas quando comparado à soja, feijão ou milho. Parte destas perdas ocorrem na colheita, armazenamento e outras também no processamento.
A regulagem deve ser realizada principalmente nas partes internas e externas das máquinas, dando maior atenção às plataformas de corte das máquinas, velocidade do molinete, regulagem do cilindro batedor, saca palhas e peneiras.
Veja os pontos que merecem atenção na regulagem e manutenção das colhedoras:
navalhas quebradas da barra de corte
peças e rotação do molinete
velocidade do cilindro batedor
espaço do cilindro degranador
peneiras superior e inferior
velocidade e fluxo de ar
tubos e condutores helicoidais
Regulagem da velocidade
A velocidade do molinete deve ser ajustada de acordo com o porte da cultura a ser colhida, devendo ser suficiente para puxar as plantas para o interior da máquina, podendo ser até25% superior à velocidade de deslocamento da máquina.
A relação da velocidade do molinete e de deslocamento da máquina não deve ser superior a 1,25, uma vez que cerca de 70% das perdas na cultura o arroz ocorrem devido à má regulagem na plataforma de corte e velocidade do molinete.
Operações realizadas com velocidades excessivas podem provocar desgaste prematuro de peças da colhedora e maior perda na colheita.
Quanto à velocidade do cilindro batedor, ela pode variar conforme a umidade dos grãos, mas deve ser entre 20 a 25 m/s e a velocidade rotacional de cerca de 500 a 700 rotações por minuto, com intuito de separar 90% dos grãos da palhada segundo a Embrapa.
Em lavouras acamadas, a velocidade de operação da colhedora deve ser reduzida. O molinete precisa ser regulado com menor altura e mais avançado em relação à barra de corte para melhor recolhimento das plantas em campo.
A colheita, nesses casos, deve seguir o sentido do acamamento. Mesmo que haja redução no rendimento operacional, será mais eficiente.
No mecanismo de trilha, o cilindro trilhador deve operar com velocidades entre 16 ms-1 e 25 ms-1. A abertura entre o cilindro e o côncavo deve ser ajustada com intuito de minimizar o descascamento dos grãos.
A regulagem correta nos sistemas de separação e limpeza é muito importante para garantir a qualidade do produto final e reduzir perdas na colheita e processamento.
Acompanhamento das atividades em campo
Atualmente existem softwares de gestão que permitem analisar os dados de campo e gerar relatórios personalizados para otimizar o manejo.
Com o Aegro, por exemplo, você planeja o uso das máquinas nas atividades agrícolas e tem um controle detalhado de eficiência operacional. Veja com clareza o total de horas trabalhadas pela máquina, a área percorrida durante a operação e o seu consumo.
Você ainda pode definir alertas periódicos de manutenção para a regulagem ou troca de peças, a fim de garantir o máximo desempenho dos equipamentos na lavoura.
Na época da colheita, você registra a produtividade dos talhões pelo celular, mesmo sem internet. Também é possível registrar as cargas de colheita, direcionando os romaneios para as unidades de armazenamento.
A partir deste controle, o Aegro te entrega indicadores precisos sobre a rentabilidade da safra. Avalie quais áreas da plantação custaram mais e quais apresentaram os melhores resultados.
Assim, fica mais fácil de entender quais métodos e máquinas foram mais efetivos na sua colheita do arroz.
As colhedoras de arroz auxiliam os produtores a obter maior rendimento operacional.
Fazendas de menor porte podem optar por ceifadoras e trilhadoras estacionárias, que possuem ótimos custos-benefícios.
O acompanhamento dos dados das máquinas e das operações possibilita melhorias no manejo e otimização das atividades em campo.
A regulagem correta das colhedoras é fundamental para assegurar maior qualidade do grão e pode ser a diferença entre o sucesso ou fracasso da sua lavoura de arroz.
Receituário agronômico: veja onde preencher e quais informações devem estar presentes nele
Como sabemos, agroquímicos, defensivos agrícolas ou popularmente chamados agrotóxicos, são produtosimportantes para as lavouras.
Eles permitem controles diversos como o de insetos(inseticidas), fungos(fungicidas), e plantas daninhas (herbicidas), entre outros!
Entretanto, se não utilizados corretamente, os agroquímicos podem trazer problemas para a saúde humana, meio ambiente e para as próprias lavouras. E é aí que entra o receituário agronômico!
Quer saber mais sobre o que é e onde preencher um receituário agronômico? Confira a seguir!
O receituário agronômico
A Lei 7.802/89 regulamenta a compra e vendade agroquímicos no país. Segundo ela, acomercialização dos agroquímicos, de qualquer natureza, só pode ser feita mediante a apresentação de receituário próprio.
Portanto, nada mais é do que um documento com a prescrição para compra eorientação técnica para o uso de algum agroquímico.
Mas, lembre-se, esse documento só pode ser emitido por profissionais capacitados e legalmente habilitados! Ou seja, engenheiros agrônomos, florestais e técnicos agrícolas.
Assim, somente com o receituário agronômico em mãos, o usuário final poderá adquirir um agroquímico.
Outro ponto importante é que o profissional responsável pelo receituário agronômico deve emitir também uma ART (Anotação de Responsabilidade Técnica).
A emissão da ART deve ser realizada junto ao Conselho Regional, no caso o Crea de cada estado, e é obrigatória, segundo a Lei Federal 6.496/77.
Isso tudo pode parecer complicado e burocrático demais, entretanto, é necessário para evitar problemas maiores.
O uso inadequado dos agroquímicos pode levar ao aparecimento de resistência de plantas daninhas, pragas e até mesmo doenças, contaminação ambiental, assim como comprometer a segurança alimentar.
Podemos fazer uma analogia simples do receituário agronômico com as receitas para a compra de medicamentos. Sempre que apresentamos algum problema de saúde vamos ao médico, que é o profissional habilitado a prescrever medicamentos para os nossos problemas.
Dessa mesma forma, os profissionais da área de agronomia são habilitados a garantir o correto tratamento dos problemas das lavouras!
O que deve constar no receituário agronômico?
O conteúdo deve descrever, de forma detalhada, toda a situação, de forma a justificar a compra dos agroquímicos.
O modelo padrão da receita agronômica pode variar de estado para estado, mas as informações contidas devem ser as mesmas.
Detalhe de parte do modelo de receituário Crea – Paraíba (Fonte: Crea – PB)
O Decreto Federal n.º 4.074/02, Artigo 66, descreve as informações que devem estar contidas no receituário agronômico:
Dados do Contratante
nome do produtor e da propriedade
telefone, endereço e CPF
Diagnóstico
identificação da cultura e variedades
identificação do problema encontrado
Prescrição técnica
orientação para leitura da bula
dados sobre período de carência, classe toxicológica, formulação, entre outros
Recomendação técnica
nome dos produto comerciais que deverão ser utilizados e de eventuais equivalentes
cultura e área a ser aplicada
doses de aplicação e quantidade total a ser adquirida
intervalo de segurança, orientações gerais de manejo integrado, recomendações gerais de uso e orientação para o uso do EPI (Equipamento de Proteção Individual)
Dados do responsável técnico
nome completo, CPF e número de registro no órgão fiscalizador do responsável técnico
data e assinatura.
O receituário agronômico deve ser expedido em pelo menos duas vias, sendo que uma delas deverá permanecer com o usuário e a outra com o estabelecimento comercial.
Detalhe de parte do documento padrão do Rio Grande do Sul (Fonte: Crea – RS)
É importante manter tais documentos por pelo menos 2 anos a partir da emissão, em caso de fiscalizações.
Atenção profissionais! O registro da ART é obrigatórioantes do início das atividades profissionais e, caso não cumprido, estará sujeito às penalidades cabíveis.
Onde encontrar o receituário agronômico para preenchimento?
Para os profissionais habilitados e registrados no Crea (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia), basta entrar no site do Conselho de seu estado.
No caso do Crea-SP, basta acessar o CreaNET, onde o profissional deverá fazer o login para identificação.
Para o preenchimento da ART de receituário agronômico, siga na aba “Serviços ART”, em seguida “ART” e, por fim, “Preenchimento de ART de receituário agronômico”.
Detalhe do sistema onde é possível encontrar a aba para preenchimento da ART de receituário (Fonte: Crea-SP)
Ao clicar, você será encaminhado para a página de preenchimento da ART.
Detalhe do sistema CreaNet, na página inicial de preenchimento (Fonte: Crea-SP)
A partir daí, inicia-se o processo de preenchimento da ART do receituário agronômico, em 4 etapas.
Vale lembrar aos amigos de profissão que, em caso de dúvidas, basta entrar em contato com a unidade do Crea a qual vocês estão vinculados!
Conclusão
O uso de agroquímicos nas lavouras traz inúmeras vantagens para os cultivos agrícolas, seja no controle de plantas daninhas ou de agentes causadores de doenças nas plantas.
Entretanto, o uso excessivo e inadequado deles pode causar desequilíbrios ambientais, levar à contaminação de pessoas e ainda comprometer a segurança alimentar.
Por isso, sua venda só pode ser realizada mediante o receituário agronômico, que traz informações de diagnóstico e recomendações técnicas para o correto uso desse produtos.
Saber quais informações devem estar contidas neste documento é importantíssimopara o produtor rural e para o profissional que o emite.
Assim, em parceria, podemos fazer nossaslavouras crescerem e produzirem cada vez mais e de maneira ambiental e socialmente segura!
Descarte de embalagens de agrotóxicos: entenda os perigos, as leis sobre destinação das embalagens e o passo a passo para realizar corretamente o descarte.
Utilizar defensivos agrícolas é uma prática comum nas lavouras, ajudando em diversos aspectos. Porém, o descarte das embalagens, se não for feito de modo correto, pode trazer sérios prejuízos.
Por isso, saber os procedimentos adequados que se deve adotar após o uso desses produtos é importante para evitar danos à saúde e ao seu bolso.
Venha conferir o que você deve fazer com as embalagens vazias e a importância de se fazer o descarte corretamente!
Descarte de embalagens de agrotóxicos: quais perigos de não fazer corretamente?
Ao utilizar o defensivo, você precisa fazer o descarte da embalagem vazia – e este processo deve ser feito de modo correto.
Além da decomposição das embalagens demorarem mais de 100 anos, os agrotóxicos são produtos químicos fortes que trazem risco ao meio ambiente e ao homem.
O descarte das embalagens, se feito de maneira inadequada, pode contaminar o solo e água, sendo prejudicial para as plantas aquáticas, peixes e animais terrestres.
Além disso, pode ocorrer intoxicação humana aguda ou crônica.
A intoxicação aguda ocorre alguns minutos ou algumas horas após a exposição excessiva ao produto, apresentando efeitos rápidos sobre a saúde. Essa intoxicação pode ser leve, moderada ou grave. Veja na figura abaixo o quadro clínico da intoxicação aguda.
A intoxicação crônica decorre de repetidas exposições aos defensivos agrícolas, geralmente durante longos períodos.
Os quadros clínicos dessa intoxicação são indefinidos, pois normalmente a exposição foi com produtos de tipos diferentes.
A manifestação dessa intoxicação pode ocorrer em vários órgãos e sistemas, com destaque para os problemas imunológicos, hematológicos, hepáticos, neurológicos, malformações congênitas e tumores.
De quem é a responsabilidade na devolução das embalagens?
A lei que aborda o destino dos resíduos e embalagens é a Lei nº 7.802, de 11 de julho de 1989, com alterações realizadas pela Lei nº 9.974, de 6 de junho de 2000.
Pela Lei federal nº 9.974/00 a responsabilidade do descarte de embalagens de agrotóxicos é de todos que fazem parte da cadeia de produção e utilização.
Ou seja, das empresas de fabricação, dos lojas de venda, revenda, postos de recebimento e também de você produtor. Formando assim o ciclo produção-venda-uso-retorno, caracterizando a logística reversa.
No Brasil, o programa de logística reversa é denominado Sistema Campo Limpo, gerenciado pelo Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV).
Esse programa tem objetivo de promover a destinação correta das embalagens vazias dos produtos agrícolas por meio da integração dos diferentes elos desse ciclo.
Funcionamento do Sistema Campo Limpo (Fonte: inpEV)
Na figura abaixo estão as responsabilidades de cada integrante do ciclo da logística reversa:
(Fonte: adaptado inpEV)
Pela legislação, as embalagens vazias precisam ser devolvidas em até um ano. Ignorar essa medida pode ocasionar pena de reclusão de dois a quatro anos, além de multa.
O valor da multa tem sido definido pela Justiça, podendo variar de R$ 500 a R$ 2 milhões.
Além disso, cada Estado tem suas penalidades.
Em alguns casos, como no Paraná, o descarte de embalagens de agrotóxicos de maneira inadequada como embalagens mal lavadas, geram multas ao produtor.
Passo a passo para descarte correto das embalagens de agrotóxicos
Sabendo das suas responsabilidades e dos perigos do descarte inadequado das embalagens de agrotóxicos vazias, veja os passos para fazer o descarte correto.
1º passo:fazer a limpeza por tipo de embalagem
Existem dois tipos de embalagens, as laváveis e não laváveis. Para cada tipo, a limpeza é realizada de maneira diferente.
Laváveis
Consiste em embalagens rígidas que contém produto líquido para ser diluído em água. Podem ser plásticas ou metálicas.
Para limpeza dessas embalagens pode ser feita a tríplice lavagem ou a lavagem sob pressão.
Veja nas figuras abaixo como realizar a limpeza desse tipo de embalagem.
(Fonte: inpEV)
Não laváveis
São embalagens de produtos que não utilizam água como veículo de pulverização. Essas podem ser divididas em: flexíveis, rígidas não laváveis e secundárias.
Flexíveis: sacos ou saquinhos plásticos, de papel, metalizadas, mistas ou de outro material flexível.
Rígidas não laváveis: embalagens de produtos para tratamento de sementes, Ultra Baixo Volume – UBV e formulações oleosas.
Secundárias: embalagens rígidas ou flexíveis que acondicionam embalagens primárias, não entram em contato direto com as formulações de agrotóxicos, como: caixas de papelão, cartuchos de cartolina, fibrolatas e embalagens termomoldáveis.
Deve se utilizar todo conteúdo possível das embalagens não laváveis antes de armazenar.
2º passo:cortar ou perfurar as embalagens
Após lavar as embalagens rígidas, elas têm de ser cortadas ou furadas para poder inutilizar o recipiente.
Atenção: as embalagens rígidas não laváveis não podem ser cortadas ou perfuradas.
Modo correto de cortar o fundo das embalagens (Fonte: Assocampos)
3º passo:como armazenar
Os dois tipos de embalagens, após o uso e limpeza, devem ser colocadas nas embalagens secundárias ou em embalagens de resgate, que devem ser adquiridas com o revendedor.
Se a embalagem vazia possuir tampa, devem ser tampadas antes de armazenar.
Armazenamento adequado para descarte de embalagens de agrotóxicos (Fonte: Coperama)
4º passo:onde armazenar
O armazenamento das embalagens secundárias ou embalagens de resgate deve ser feito em local ventilado, fechado e de acesso restrito – ou no próprio depósito das embalagens cheias.
O descarte das embalagens de agrotóxicos limpas e prontas para devolução deve ser feito em postos de recebimento indicados pelo revendedor no corpo da nota fiscal.
Se não estiver descrito na nota fiscal, entre em contato com seu revendedor. O prazo para você levar as embalagens no posto de recebimento é de até um ano após a compra.
Em todos os passos, é importante estar sempre com uso de EPIs (Equipamento de Proteção Individual).
6º passo:agendamento
Para devolução nos postos de recebimento de embalagens vazias, é necessário entrar em contato com o local para agendar o dia de devolução.
Caso não tenha o número do local, seu revendedor deverá te fornecer.
O inpEV tem um Sistema de Agendamento, verifique se na região tem um local próximo para receber as embalagens.
7º passo:guardar o comprovante
Com a devolução das embalagens vazias nos postos ou centrais de recebimento, você receberá um comprovante de que destinou corretamente suas embalagens.
Guarde esse comprovante junto à nota fiscal para ser apresentado quando a fiscalização for à propriedade evitando multas.
Qual papel da central de recebimento das embalagens vazias?
Após fazer sua parte no descarte das embalagens de agrotóxicos corretamente, é a vez dos postos de recebimento de embalagens.
Esses postos têm o papel de recolher as embalagens, verificar se estão limpas e separadas por tipo.
Em seguida, são encaminhadas para as centrais de recebimento de embalagens. Lá, são compactadas e há a emissão de uma ordem de coleta para o inpEV, que providencia o transporte para reciclagem ou incineração, completando o Sistema Campo Limpo da logística reversa.
Conclusão
Neste artigo você leu sobre a importância do descarte correto de embalagens de agrotóxicos. Os problemas que causam diretamente ou indiretamente ao homem.
Viu o passo a passo para se fazer o descarte das embalagens vazias, para cada tipo de embalagem.
Além disso, descobriu que muitos produtos podem ser feitos pela reciclagem das embalagens de agrotóxicos.
Por isso, faça sua parte, faça a destinação adequada de suas embalagens, ajudando sua saúde, o meio ambiente e evitando multas.
Fertilizante organomineral: entenda os benefícios e como eles podem aumentar a produtividade
A produção agrícola brasileira é dependente da importação de corretivos e fertilizantes. E, quando as cotações mudam, você sabe que o impacto pode ser enorme nos custos de produção da sua lavoura.
Os fertilizantes organominerais são uma fonte alternativa interessante em relação aos convencionais, além de serem mais sustentáveis.
Mas, você sabe quais são as diferenças entre eles e quando pode ser realmente vantajosa sua utilização?
Confira um pouco mais sobre a importância dos fertilizantes organominerais e as perspectivas para uso em sua lavoura!
Uso sustentável de fertilizantes
Dados da Anda (Agência Nacional para Difusão de Adubos) mostram que as importações de fertilizantes intermediários cresceram 15,1% entre os meses de janeiro a maio de 2020 em relação ao mesmo período de 2019, chegando a 10.656.063 milhões de toneladas.
O Brasil é um país altamente dependente da importação de fertilizantes para uso agrícola. Fontes alternativas como os fertilizantes organominerais podem trazer benefícios, principalmente por atuarem além da fertilidade do solo.
Os organominerais podem contribuir com o aproveitamento de resíduos orgânicos de origem animal e vegetal, aumentar os teores de matéria orgânica do solo e como consequência a atividade da microbiota do solo.
Agora, vamos explicar as características dos fertilizantes organominerais e sua diferença com relação aos convencionais.
Quais as diferenças entre os fertilizantes organominerais e os convencionais?
Os fertilizantes organominerais são combinações de fontes orgânicas, como por exemplo, o esterco animal de aves e suínos com outro fertilizante mineral.
Em relação ao esterco animal, o fertilizante organomineral apresenta maior concentração de nutrientes por se tratar de um produto mais estável e uniforme.
Esses fertilizantes geralmente possuem solubilização gradativa e podem ser disponibilizados ao longo do ciclo de uma cultura.
A vantagem dos fertilizantes organominerais sobre os minerais é o fornecimento da matéria orgânica, além dos macro e micronutrientes.
Exemplos de dois tipos de fertilizantes organominerais:
“Esterco granulado misturado com fertilizante”, em que dois produtos distintos são visíveis – esterco peletizado e os grânulos de fertilizante;
“Fertilizante organomineral fundido”, em que apenas um grânulo distinto é visível.
Lembrando que diferentes fontes e concentrações de nutrientes podem ser adicionadas aos diferentes tipos de fertilizante organomineral, o que interfere na composição final do produto.
AInstrução Normativan.º 61, de 8 de julho de 2020, do Mapa (Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento) estabelece as regras e outras especificações sobre fertilizantes orgânicos e dos biofertilizantes destinados à agricultura.
Os fertilizantes organominerais sólidos ou fluidos para aplicação via solo ou fertirrigação devem conter:
carbono orgânico: mínimo de 8% (oito por cento) para produto sólido e 3% (três por cento) para o produto fluido;
umidade: máximo de 20% (vinte por cento) para produto sólido;
CTC: mínimo de 80 (oitenta) mmolc/kg para o produto sólido;
Existe também uma classificação para estes fertilizantes, conforme a instrução normativa. Os fertilizantes organominerais devem ser classificados a partir das matérias-primas utilizadas na sua produção em:
Classe A: produto que utiliza matéria-prima gerada nas atividades extrativas, agropecuárias, industriais, agroindustriais e comerciais, isentas de despejos ou contaminantes sanitários;
Classe B: produto que utiliza quaisquer quantidades de matérias-primas orgânicas geradas nas atividades urbanas, industriais e agroindustriais e apresenta o uso autorizado pelo Órgão Ambiental.
A instrução normativa também indica algumas restrições quanto ao uso de fertilizante organomineral do tipo Classe A ou outros que possuam quantidade de resíduos de origem animal em áreas de pastagem.
Seu uso é permitido em pastagens e capineiras apenas quando incorporado ao solo. Em pastagens, o pastoreio só deverá ser permitido após 40 dias de incorporação do fertilizante no solo.
Vale ressaltar que, por ser um produto rico em matéria orgânica, seu uso pode ser importante em solos arenosos. Isso porque a baixa capacidade de troca de cátions, característica desses solos, pode promover a lixiviação dos adubos convencionais utilizados.
Desvantagens dos organominerais
a disponibilidade de nutrientes é lenta
podem ser necessárias altas doses de fertilizante aplicadas ao solo para suprir a demanda nutricional das recomendações
ciclagem de elementos como o fósforo ligado a fonte orgânica é lenta
dependendo da fonte orgânica utilizada na produção, pode conter agentes contaminantes como metais pesados
Perspectivas do uso de fertilizantes organominerais
Algumas pesquisas realizadas mostram resultados positivos do uso desses fertilizantes.
Na cana-de-açúcar foi comprovada a eficiência agronômica dessas fontes de forma mais pronunciada na cana planta. Após duas safras, o organomineral foi 7% mais lucrativo em relação ao fertilizante mineral.
Além disso, observou-se uma maior disponibilidade de P residual usando fertilizante organomineral.
Mais pesquisas devem ser realizadas para um maior entendimento da dinâmica destes fertilizantes no solo e sua utilização em comparação aos fertilizantes convencionais.
Conclusão
Neste texto abordamos sobre os fertilizantes organominerais e como eles podem auxiliar no manejo mais sustentável da sua lavoura.
Você conheceu a regulamentação da composição dos organominerais e as perspectivas do seu uso.
É importante considerar o conhecimento sobre fertilidade do solo na tomada de decisão do manejo da adubação.
Espero que este texto tenha ajudado você a pensar um pouco sobre o uso de fontes de fertilizantes organominerais.
Você já utilizou fertilizantes organominerais em sua lavoura? Quais foram os resultados? Ajude outros produtores deixando sua experiência nos comentários!
Fidelizar clientes na consultoria agrícola envolve apresentação de resultados consistentes, além de atenção em alguns pontos que você verá a seguir!
Um bom resultado no final da safra é o principal quesito para fidelizar clientes na consultoria agrícola! Se a rentabilidade do produtor aumentou, é bem provável que ele fique satisfeito com o consultor.
Mas tem sempre um “algo a mais”, um fator ou um conjunto de fatores que faz o olho do cliente brilhar e acaba sendo determinante para continuar a parceria.
Com a ajuda da consultora Margareth Senne, preparamos uma lista com 7 dicas que podem agregar valor à consultoria e fidelizar o produtor. Confira!
Como fidelizar o cliente na consultoria rural
O consultor que fideliza os produtores que atende tem uma demanda constante e garantida de trabalho sem precisar prospectar novos clientes.
Vamos às dicas!
1. Tenha jogo de cintura e construa um relacionamento
Nem todos os clientes têm o mesmo conhecimento, a mesma personalidade e o mesmo nível de maturidade. Segundo Margareth, o consultor precisa saber disso e aprender a lidar com os diferentes perfis de produtor.
“Às vezes o cliente não está pronto para ouvir determinada verdade. É preciso ter paciência, jogo de cintura e um relacionamento muito bom para manter o contato”, opina.
A consultora acredita que o profissional pode ser a “pessoa certa no momento errado”, ou seja, estar em um contexto em que demora um tempo para a relação evoluir.
“A confiança mútua se estabelece com resultados, com o dia a dia e na maneira com que você se posiciona. Tem que ser firme, assertivo, mas com humildade para escutar e sem criar uma guerra de egos”, explica.
2. Personalize e segmente seu serviço
Esta dica é quase um complemento da anterior. Como há vários perfis de produtor, não é apenas a maneira com que o consultor se comunica que muda, mas também o próprio serviço.
Alguns são mais simpáticos e adaptáveis a soluções tecnológicas, outros mais resistentes e conservadores. Uns têm foco maior na gestão financeira, outros na produtividade da lavoura. Cada um tem suas particularidades.
“A consultoria é personalizada. Quanto mais ela atingir o objetivo do cliente, focar na dor dele, mais resultado você vai ter e mais fácil será fidelizar o cliente”, acrescenta a Margareth Senne.
3. Acompanhe de perto o produtor
É importante que o consultor demonstre que seu cliente é importante. Recomenda-se montar um cronograma de serviço que contemple reuniões periódicas de acompanhamento e análise.
O segredo é encontrar o equilíbrio entre essa proximidade e cuidado e a autonomia do consultor, que precisa de uma agenda organizada, o que não é compatível com disponibilidade plena.
Nesse caso, a dica de Margareth é oferecer visitas como bônus, no fim do período estabelecido para a consultoria. “É meu interesse acompanhar o cliente, então, depois que finalizo a consultoria, ofereço algumas reuniões mensais ou quinzenais.”
4. Simplifique a vida do produtor
Administrar uma propriedade agrícola não é simples. “O empresário rural lida com pragas, chuvas e outras adversidades, com o preço do dólar, bancos e diversos fornecedores”, lembra a consultora.
Desse modo, o consultor agrícola tem boas chances de fidelizar um cliente quando consegue simplificar sua rotina de trabalho. Isso acontece com a otimização da gestão, uma das funções do serviço de consultoria.
A implementação de um software de gestão rural (saiba mais lendo a dica seguinte), por exemplo, acaba com o retrabalho de transferir informações do papel para o Excel e do Excel para outras ferramentas de controle.
E otimizar não é apenas diminuir o tempo gasto com a gestão, mas também melhorá-la: os números se tornam mais confiáveis, a comunicação melhora e a tomada de decisão fica mais fundamentada e certeira.
A tecnologia não está presente no campo somente na forma de máquinas de alta precisão, drones e outras inovações na área dos implementos agrícolas.
Está também nos softwares que permitem organizar melhor toda a complexidade de números e processos que uma produção rural envolve.
Ao iniciar seu trabalho de consultoria agrícola, Margareth Senne implementa em seus clientes o Aegro, um aplicativo rural que facilita a gestão para o produtor.
“Se ele tem gestão na palma da mão, sofre uma mudança de patamar, uma transformação muito grande. Isso gera satisfação, que resulta em fidelização”, afirma.
Esse tipo de solução integra os dados da fazenda — tanto informações financeiras (fluxo de caixa, despesas, receitas, débitos, etc.) quanto agrícolas (produtividade, controle de atividades, uso de insumos, controle de estoque, etc.).
E tudo isso pode ser filtrado por safra, talhão e cultura, simplificando o controle das finanças e da produção.
Com um software de gestão rural, portanto, o consultor agrega ao seu trabalho valores como profissionalismo, inovação e segurança.
Exemplo de controle possível com uso do software de gestão agrícola Aegro
6. Ajude a planejar e melhorar a próxima safra
Mesmo não existindo nenhuma garantia de que você irá trabalhar com o mesmo produtor na safra seguinte, é importante tentar contribuir para o sucesso do próximo período.
Afinal, o grande benefício de ter uma gestão otimizada é a melhoria contínua: o aprendizado com o acúmulo de dados e experiência, que permite tomar decisões melhores.
“No final da safra, você precisa estar ali com o produtor, interpretar e analisar os dados dos relatóriosgerados, sentar com ele e planejar a próxima safra com o aprendizado proporcionado pela anterior”, resume Margareth.
Ela lembra que a execução nunca vai ser igual ao planejamento, mas a meta é aproximar cada vez mais as duas coisas para ter uma “gestão sem surpresas”: “Quanto mais você for fazendo isso, mais próximo vai chegar da excelência“.
7. Transforme a fazenda de seu cliente
A última dica é reconhecer o potencial de transformação que o trabalho de consultoria agrícola tem.
“O consultor deve ter o objetivo de elevar o patamar do produtor, dando a ele o suporte para que tome decisões mais claras, precisas e pontuais“, indica a consultora.
Como em qualquer área, o resultado é determinante. Se a consultoria não resultar em uma evolução da lavoura, não vai adiantar ter um bom relacionamento, usar a tecnologia e seguir as demais dicas que apresentamos aqui.
Conclusão
Além de apresentar bons resultados, é fundamental que o consultor agrícola preste atenção nos detalhes sobre os quais mostramos aqui. Recapitulando, sugerimos que o consultor:
tenha jogo de cintura
personalize e segmente o serviço
acompanhe o produtor de perto
simplifique a rotina do cliente
implemente tecnologia na gestão
ajude a planejar a próxima safra
transforme a fazenda do cliente
A soma dessas dicas pode fazer a diferença na satisfação do produtor e, consequentemente, na sua fidelização.
Quanto à recomendação de implementar a tecnologia na gestão, a dica é utilizar um software desenvolvido especialmente para a agricultura, como é o caso do Aegro.