Saiba tudo sobre o Plano Safra 2021/22 e sua importância para o planejamento

Plano Safra 2021/22: conheça as principais linhas de financiamento e o que mudou em relação ao plano anterior

O Plano Safra 2021/22 é de suma importância para o planejamento da sua fazenda.

Por isso, é preciso saber os valores destinados a cada linha de financiamento, volume de recursos e suas respectivas taxas de juros.

Os contratos podem ser realizados entre 1º de junho de 2021 e 30 de junho de 2022.

Neste artigo, você ficará por dentro das principais novidades e descobrirá como se beneficiar do Plano. Assim, você conseguirá se organizar melhor. Confira!

Como se beneficiar do Plano Safra 2021/22 

Dentre as principais demandas do agronegócio, está a destinação de mais recursos para:

  • produção;
  • comercialização;
  • investimentos em tecnologia;
  • inovação;
  • sustentabilidade. 

A resposta a esta demanda veio por meio do Plano Safra 2021/2022. Apesar de abaixo do esperado, o plano teve aumento de R$ 14,9 bilhões em relação ao anterior.

Uma das principais formas de você se beneficiar do novo Plano Safra é por meio da ampliação de práticas sustentáveis

Essas práticas são cada vez mais cobradas do setor no cenário global.

O governo elevou em 101% os recursos para esta finalidade em relação ao plano anterior. O aumento foi possível com o fortalecimento do Programa ABC (Agricultura de Baixo Carbono).

painéis solares ao lado de uma lavoura

 A energia solar é uma das principais fontes de energias renováveis do campo
(Foto: Agrovale/Divulgação)

Serão R$ 5,05 bilhões em recursos, com taxa de juros de 5,5% e 7% ao ano. Além disso,  carência de até 8 anos e prazo máximo de pagamento de 12 anos.

Por meio do Programa ABC, você pode financiar projetos destinados à redução da emissão de gases de efeito estufa e agregar valor à sua produção agrícola.

Também foram fortalecidos os programas:

  • Inovagro (R$ 2,6 milhões, taxa de juros de 7% ao ano);
  • Proirriga (R$ 1,35 bilhões, juros de 7,5% ao ano).

O financiamento para a produção de bioinsumos e biofertilizantes para uso próprio, para energia renovável e adoção de práticas conservacionistas também aumentou.

No Plano Safra 2021/2022, o limite de crédito coletivo para projetos de geração de energia elétrica a partir de biogás e biometano será de até R$ 20 milhões.

Mais recursos para armazenagem de grãos 

Uma das grandes demandas do setor de grãos no Brasil é o financiamento para estruturas de armazenagem no campo.

Em comunicado recente, a Aprosoja (representante dos sojicultores) pediu que o Mapa destinasse R$ 3 bilhões ao PCA (Programa de Construção e Ampliação de Armazéns), no Plano Safra 2021/2022.

Para a Aprosoja, “a armazenagem é crucial, mais importante até que o custeio agrícola”.

Isso porque, segundo a Aprosoja, os investimentos em armazenagens proporcionam a redução do custo do frete e a melhor trafegabilidade das rodovias durante a colheita. 

A resposta do governo veio além da expectativa. Houve destinação de R$ 4,12 bilhões ao PCA, além de acréscimo de 84% em relação ao Plano Safra 2020/2021.

Armazéns de até 6 mil toneladas terão taxas de juros de 5,5%.

Armazéns com capacidade acima disso terão taxa de 7% ao ano, carência de 3 anos e prazo de até 12 anos para pagar.

O Mapa estima que os recursos destinados ao PCA sejam suficientes para construir cerca de 500 novas plantas. 

Além disso, podem ser suficientes para aumentar a capacidade instalada em 5 milhões de toneladas.

Custeio e comercialização 

O custeio e a comercialização também receberam grande atenção do Plano Safra 2021/22. 

Do total destinado ao novo plano:

Para o médio produtor, no âmbito do Pronamp, o Plano Safra disponibilizará R$ 34 bilhões. Isso corresponde a um aumento de 3% em relação à safra passada.

De acordo com o governo, são:

  • R$ 29,18 bilhões para custeio e comercialização;
  • R$ 4,88 bilhões para investimento, com juros de até 6,5% ao ano.
Tabela disponibilizada pelo Mapa de custo e comercialização do plano safra

Tabela disponibilizada pelo Mapa
(Fonte: Mapa)

Agricultura familiar tem juros mais baixos

A agricultura familiar também foi beneficiada no Plano Safra 2021/22.

O setor que abrange mais de 5,1 milhões de pequenas propriedades no país terá no novo Plano Safra R$ 39,34 bilhões para financiamento por meio do Pronaf.

Os juros dos financiamentos variam entre 3% e 4% ao ano. 

Do valor total disponível:

  • R$ 21,74 bilhões são para custeio e comercialização;
  • R$ 17,6 bilhões para investimentos.  

Mais sustentabilidade

Uma das novidades do Plano Safra 2021/2022 para os pequenos agricultores é o maior incentivo ao Pronaf Bioeconomia.

Essa linha de financiamento é voltada para investimentos em: tecnologias de energia renovável, ambientais, armazenamento hídrico e práticas conservacionistas

O novo Plano Safra incluiu nos financiamentos a:

  • SAFs (Sistemas Agroflorestais);
  • construção de unidades de bioinsumos e biofertilizantes; 
  • turismo rural;
  • serviços de sociobiodiversidade.
Tabela que detalha valores de linhas de financiamento do plano safra

Tabela detalha valores de linhas de financiamento 
(Fonte: Mapa)

Seguro rural e redução de riscos

No setor agrícola, investir em seguro rural é essencial para reduzir riscos da atividade.

Para 2021, o governo destinou R$ 948,1 milhões

Isso para contratar cerca de 150 mil apólices e proteger 10,1 milhões de hectares. O valor total segurado é de R$ 52,5 bilhões

E em 2022, o orçamento será de R$ 1 bilhão.

Esse valor possibilitará a contratação de 158.500 apólices e a proteção de 10,7 milhões de hectares. O valor total segurado é de R$ 55,4 bilhões.

Também importante para redução de riscos no setor agrícola é o Zarc (Programa Nacional de Zoneamento Agrícola de Risco Climático).

Serão incluídas 12 culturas no Zarc, e estão previstas mudanças de metodologias com a inclusão de 6 classes de armazenamento hídrico para solos e níveis de manejo.

>> Leia mais: “Seguro rural: entenda melhor e veja as novidades”

Conclusão

Neste artigo, você viu que o Plano Safra 2021/2022 tem como importantes novidades o aumento do financiamento para mais sustentabilidade ambiental da produção.

O governo quer incentivar um agro mais verde, mais produtivo, inovador e mais tecnológico.

Isso atende às exigências da sociedade (nacional e internacional) por uma produção agrícola que garanta a sobrevivência do planeta.

O aumento de financiamentos para armazenagem de grãos, do seguro rural e da geração de energias renováveis e bioinsumos são pontos fundamentais para você.

Conheça as linhas de financiamento em que você se enquadra e planeje com mais segurança a sua produção agrícola.  

>> Leia mais:

“Conheça a relação entre taxa Selic e agronegócio”

“Elaboração de projetos de crédito rural: entenda pra que serve e como fazer”

“Saiba o que é sequestro de carbono na agricultura e como se beneficiar dele”

O que você achou das novidades trazidas pelo Plano Safra 2021/22? Conte pra gente nos comentários!

Irrigação com drip protection: conheça as vantagens e cuidados necessários

Irrigação com drip protection: saiba o que é, como funciona esse sistema, as vantagens, desvantagens e as manutenções que devem ser feitas

A água utilizada na irrigação retorna para o meio ambiente. Ainda assim, é fundamental que seu uso seja racional e eficiente.

Dos diversos sistemas de irrigação, o gotejamento é um dos que mais economiza e conserva água

Quando esse sistema funciona com drip protection, as vantagens são ainda maiores.

Neste artigo, você saberá como funciona a irrigação por gotejamento com drip protection e quais são seus benefícios. Aproveite a leitura!

Como funciona a irrigação por gotejamento

Na irrigação por gotejamento, a água é distribuída lentamente, próxima às raízes das plantas. 

Nesse sistema, a água é levada até as plantas por mangueiras flexíveis com gotejadores que trabalham com baixa vazão e pressão. A água é fornecida gota a gota.

O sistema é simples e composto por:

  • mangueiras ou fitas gotejadoras;
  • canos;
  • bomba;
  • filtro;
  • reguladores de pressão;
  • válvulas.

Uma prática bastante comum no sistema de gotejamento é a aplicação de fertilizantes via água de irrigação (fertirrigação ou nutrirrigação).

Esse sistema é eficiente na aplicação de produtos químicos, biológicos e orgânicos.

infográfico de uso eficiente da água: tanto a água quanto os defensivos agrícolas podem ser distribuídos por meio de pequenos orifícios nas mangueiras

Uso eficiente da água: tanto a água quanto os defensivos agrícolas podem ser distribuídos por meio de pequenos orifícios nas mangueiras
(Fonte: traduzido de Bayer) 

O que é drip protection? 

A tecnologia drip protection é um sistema de injeção de agroquímicos, produtos biológicos e orgânicos na irrigação por gotejamento. 

Essa tecnologia contribui para a aplicação de condicionantes de solo e para o controle de pragas e doenças. 

Vantagens da irrigação com drip protection

O sistema de gotejo apresenta menor consumo de energia em relação a outros sistemas.

Além disso, não impede que outras atividades, como capinas e colheita, sejam realizadas simultaneamente à irrigação

Também promove maior uniformidade de plantas, melhora a qualidade do produto e aumenta a produtividade.

A irrigação com drip protection é um instrumento eficaz no manejo fitossanitário da lavoura e no manejo da adubação.

Quando comparada ao sistema convencional de aplicação de defensivos agrícolas, essa tecnologia permite a economia de insumos, de tempo, mão de obra e redução dos custos.

O sistema possibilita maior precisão na aplicação dos produtos e maior segurança operacional. 

Há maior segurança porque não há contato dos operadores das máquinas com a calda de pulverização. 

Vantagens ambientais

O sistema de irrigação com drip protection economiza e conserva a água.

O sistema reduz a contaminação do solo, rios e lençóis freáticos. Isso porque reduz as perdas de água e insumos por lixiviação e escorrimento superficial.

Na irrigação por gotejamento, não há contato da água com a parte aérea da planta (folhas, flores, frutos, ramos e caule). 

Isso contribui com o manejo fitossanitário da lavoura, pois diminui a incidência de doenças. Principalmente, as doenças beneficiadas por condições de alta umidade.

O gotejamento favorece ainda o controle de plantas daninhas. A água não é distribuída em toda área, e sim apenas na zona radicular das plantas de interesse agronômico

Esse método também apresenta baixo nível de desperdício de água.

>> Leia mais:

“As melhores práticas para o reúso da água na agricultura”

Desvantagens

Quando comparado a outros sistemas de irrigação, o gotejamento apresenta alto custo inicial

A manutenção do sistema também pode ser onerosa. É necessário trocar as mangueiras/fitas gotejadoras que acabam ressecando com o tempo.

Outra desvantagem diz respeito à necessidade da retirada das mangueiras/fitas gotejadoras da área para a realização do preparo de solo.

Além disso, o entupimento dos emissores é algo recorrente.

Cuidados com o sistema de irrigação por gotejamento

No sistema de gotejo, é comum problemas relacionados ao entupimento dos emissores. Por isso, dê uma atenção especial à qualidade da água utilizada na irrigação

A obstrução dos gotejadores ocorre em função da presença de impurezas na água da irrigação, como:

  • areia;
  • argila; 
  • matéria orgânica;
  • sais minerais;
  • organismos vivos.
tabela com elementos físicos, químicos e biológicos que provocam entupimento nos sistemas de irrigação localizada

Elementos físicos, químicos e biológicos que provocam entupimento nos sistemas de irrigação localizada
(Fonte: Bucks et al., 1979)

Com o tempo, os sais solúveis utilizados na fertirrigação podem se acumular nas saídas de água. O acúmulo reduz a vazão dos gotejadores

Esse excesso de impurezas diminui a quantidade de água e produtos que chegam até as plantas, prejudicando o manejo e o desenvolvimento da cultura. 

É importante que uma vez ao dia passe somente água pelo sistema de irrigação. Essa é uma forma de realizar a limpeza de canos e das mangueiras/fitas gotejadoras. 

Outro cuidado diz respeito à integridade dessas gotejadoras. Com o tempo, elas acabam ressecando e podem rachar. 

Com o intuito de preservar o sistema de irrigação e aumentar sua vida útil, elas podem ser instaladas embaixo da palhada ou plástico.

É fundamental que você as vistorie regularmente.

Assim, a presença de rompimentos, rachaduras e emissores entupidos pode ser detectada com antecedência.

checklist planejamento agrícola Aegro

Conclusão

A tecnologia drip protection consiste em um sistema de injeção de produtos químicos, biológicos e orgânicos na irrigação por gotejamento

Essa tecnologia garante maior segurança operacional e precisão na aplicação de produtos.

O sistema de gotejo reduz a mão de obra, economiza tempo e insumos, além de aumentar a produtividade e reduzir os custos de produção.

Caso utilize esse sistema em sua lavoura, não deixe de tomar os cuidados necessários com ele!

>> Leia mais:

“Agricultura irrigada ideal e produtiva”

“Como ocorre e quais os efeitos do estresse hídrico nas plantas”

Você sabia de todas as vantagens da irrigação por gotejamento? Já conhecia a tecnologia drip protection? Conte pra gente nos comentários.

Tudo o que você precisa saber sobre a irrigação por aspersão

Irrigação por aspersão: conheça os principais sistemas de irrigação por aspersão, as culturas e fatores que influenciam na escolha do sistema

A irrigação por aspersão é o método mais utilizado em todo o mundo. Isso graças à sua versatilidade e adaptabilidade.

Mas é importante lembrar que a aspersão não é melhor que os demais tipos de irrigação

Para cada situação, existe um método e sistema que melhor se adequa. O método ideal  depende de uma série de fatores, e conhecê-los é essencial para acertar na escolha!

Ficou com vontade de aprender mais sobre irrigação por aspersão? Confira comigo a seguir!

Método ou sistema de irrigação?

Métodos e sistemas de irrigação são coisas diferentes.

Sistema de irrigação diz respeito ao conjunto de equipamentos e peças que atuam para realizar a irrigação.

Já os métodos de irrigação estão relacionados à forma de aplicação da água nas lavouras. Eles podem se relacionar a mais de um sistema de irrigação. 

Existem quatro tipos de métodos de irrigação:

  • superficial (ou por superfície);
  • aspersão;
  • localizada;
  • subsuperfície (ou subterrânea).

Nesse artigo, você irá conhecer mais sobre o método de irrigação por aspersão. 

Irrigação por aspersão

Irrigação por aspersão é um método de irrigação. Nesse método, os aspersores vão trabalhar para expelir a água. É uma forma de simular a chuva nas áreas de lavoura.

Sem dúvidas, é o mais clássico e popular da agricultura.

Ao simular a chuva, a água é aplicada sobre a folhagem da cultura e o solo.

duas fotos, uma ao lado da outra, de Pivô central e de aspersão convencional

Pivô central e aspersão convencional 
(Fonte: Safra Irrigação)

Para conseguir simular a chuva, os sistemas de irrigação por aspersão dependem de uma série de componentes para realizar o bombeamento, transporte e distribuição.

Bombeamento

O principal componente do bombeamento é o conjunto motobomba: uma bomba centrífuga e um motor acionador.

Esse conjunto é responsável pela captação e impulsionamento da água até os aspersores. 

As motobombas podem ser acionadas por energia elétrica ou por motores de combustão à diesel.

A escolha correta do sistema motobomba é fundamental para o funcionamento do sistema, sem que haja sobrecarga ou pressão insuficiente.

Transporte

Os componentes de transporte são responsáveis por transportar a água impulsionada pelas motobombas aos aspersores.

As tubulações são feitas dos mais diversos materiais. Podem ser materiais metálicos como aço zincado, aluminio e ferro fundido, ou plásticos como PVC ou polietileno.

A escolha do material dependerá da função da tubulação no sistema. A escolha também pode tornar o projeto economicamente viável.

Distribuição

Os aspersores são os componentes-chave da distribuição da água.

Eles podem ser classificados por uma série de critérios diferentes, como tipo de movimentação e alcance do jato, pressão de serviço, tamanho de gotas.

Confira na tabela:

tabela com critério, classificação e características dos aspersores

(Fonte: adaptado de Testezlaf, 2017)

De forma geral, o mais utilizado é o primeiro, a respeito do movimento rotacional dos aspersores.

Agora que você já sabe mais sobre a irrigação por aspersão, conheça a diferença entre os dois principais sistemas: o convencional e o mecanizado.

Sistema de aspersão convencional

Os sistemas convencionais utilizam os componentes tradicionais de aspersão: 

  • motobombas;
  • tubulações; e
  • aspersores.

Esses sistemas podem ser móveis ou fixos no campo. Quando móveis, os aspersores fazem a cobertura da área conforme são movimentados pela área.

Quando fixos, devem ser estrategicamente posicionados para cobrir a área total ou do setor desejado.

Sistema de irrigação por aspersão convencional

Sistema de irrigação por aspersão convencional
(Fonte: Boas Práticas Agronômicas)

Sistema de aspersão mecanizado

Nos sistemas de aspersão mecanizados, os aspersores encontram-se alocados em estruturas.  Essas estruturas, normalmente metálicas, se movem pela área para efetuar a irrigação.

O movimento da aspersão mecanizada pode ser feito pela ação de tratores, de sistemas automatizados ou pela pressão existente na tubulação.

No Brasil, os sistemas de irrigação por aspersão mais conhecidos são o pivô central (movimento circular) e o carretel enrolador (movimento linear).

Sistema de irrigação por aspersão mecanizada em pivô central
(Fonte: Hidrosistemas)

Vantagens da irrigação por aspersão

A principal vantagem da irrigação por aspersão é o fato de não ser necessária intervenção no relevo.

Os sistemas de aspersão adaptam-se muito bem a diferentes topografias. Trata-se de um sistema flexível e versátil

É muito adaptável, seja ao controle da lâmina d ‘água ou à sua disposição no campo.

Diferente do sistema de irrigação por sulcos na irrigação por aspersão, o controle do volume de água aplicada no campo é controlado.

Por ser controlado, o volume de água pode ser facilmente modificado de acordo com as necessidades das culturas irrigadas.

Desvantagens

A principal desvantagem da irrigação por aspersão é sua suscetibilidade a ventos fortes. Esses ventos afetam a distribuição da água.

Devido ao molhamento foliar, a irrigação por aspersão deixa as folhas em condições favoráveis para o desenvolvimento de doenças.

É muito importante ponderar os prós e contras dos métodos de irrigação, de acordo com as características de cada cultura.

A irrigação por aspersão depende de energia elétrica ou de motores de combustão para funcionar.

Todo o acionamento das bombas ou motobombas que fazem a pressurização do sistema de irrigação é feito graças à energia elétrica.

Pensando nos pivôs centrais, a energia é ainda mais necessária, pois todo seu comando central depende dela.

O controle central detém todos os controles elétricos e eletrônicos. Desde o controle da injeção de fertilizantes/agroquímicos para fertirrigação, às operações básicas da motobomba.

Resultados da irrigação por aspersão

Os sistemas de irrigação por aspersão têm apresentado resultados positivos para muitas culturas. O maior destaque é dos sistemas mecanizados em pivô central.

O algodão irrigado mostrou aumentos de até 70 arrobas/hectare quando comparado ao algodão em sequeiro, no Mato Grosso.

No Rio Grande do Sul, a irrigação em pivô central conseguiu driblar a falta de chuvas. Ele quase dobrou a produtividade da soja quando comparado ao sequeiro.

Área de algodão sob pivô central no Mato Grosso

Área de algodão sob pivô central no Mato Grosso
(Fonte: Grupo Cultivar)

Além de garantir aumentos na produtividade, a irrigação por aspersão pode garantir a otimização das áreas produtivas. 

Em alguns casos, é possível levar a produção de 3 safras por ano!

Em Ponta Porã, nas áreas de pivô foram colhidas: soja na safra, milho na safrinha e ainda foi possível a terceira safra de trigo e aveia.

>> Leia mais: 

Plantação de milho irrigado: Quando compensa realizar essa prática?

Como saber se a irrigação por aspersão é a melhor para sua lavoura?

O Brasil é um dos 10 países com as maiores áreas equipadas com irrigação. Ele chega a quase sete milhões de hectares irrigados.

As projeções futuras são de crescimento de até 3 milhões de hectares nos próximos 10 anos. 

Mas como saber se a irrigação por aspersão é a mais adequada para a sua lavoura?

Lembre-se que irrigação por aspersão não é melhor que os demais métodos de irrigação.

Por apresentar maior versatilidade, se adapta bem às diversas regiões do Brasil. Por isso, pode ser utilizado em maior número de regiões.

Ao definir o método e sistema de irrigação que você utilizará, considere aspectos como:

  • a cultura
  • o solo e a topografia
  • o clima; 
  • a disponibilidade de água!
planilha custos de pivô Aegro

Conclusão

A irrigação por aspersão, além de muito popular, é a que mais cresce no Brasil.

Ela vem trazendo vantagens produtivas para produtores espalhados por todo o país.

Ganhos de produtividade, mitigação de efeitos da seca e otimização de áreas são alguns exemplos.

Mas lembre-se de fazer uma boa avaliação das suas necessidades. Assim você conseguirá escolher o método e o sistema de irrigação certo para você!

>> Leia mais:

“Agricultura irrigada ideal e produtiva”

“Irrigação de feijão: quando vale a pena investir?”

“Como a irrigação de precisão pode otimizar o uso da água e gerar economia na fazenda”

“Irrigação por superfície: veja se a prática é boa para sua fazenda”

E você, trabalha com irrigação por aspersão na sua lavoura? Conta pra gente sua experiência nos comentários!

Tudo o que você precisa saber para controlar a larva arame

Larva arame: conheça as características, como identificar sintomas de ataque, como monitorar e fazer o controle efetivo dessa praga

A larva arame é uma praga inicial que danifica as sementes logo após a semeadura. O sistema radicular do milho e de outras gramíneas também é afetado.

Essa praga pode causar a morte de plantas. Como consequência, há grandes perdas econômicas.

As medidas do MIP (Manejo Integrado de Pragas) devem ser planejadas antes da semeadura. 

Por isso é importante conhecer bem as características e os danos causados pela larva.

Ao fim do artigo, você saberá como identificar e monitorar a larva arame e poderá tomar a decisão de quando e como controlá-la. Confira!

O que é a larva arame e quais suas características

A larva arame é uma praga perigosa para culturas de importância econômica.

Ela pertence à família Elateridae, principalmente aos gêneros Conoderus spp. e Melanotus spp.  Na fase adulta, são besouros.

Inseto adulto da larva arame

Inseto adulto da larva arame
(Fonte: Flickr)

Dependendo da espécie, o inseto adulto mede entre 6 mm e 19 mm. Possui corpo alongado e coloração marrom avermelhada, ou mais escura.

Durante o verão, as fêmeas depositam centenas de ovos brancos e esféricos no solo, agrupados de 20 a 40. Desses ovos eclodem as larvas praga.

Antes de se tornarem adultas, as larvas vivem no solo e se alimentam apenas de raízes e sementes de plantas.

No início da fase larval, possui coloração esbranquiçada. Quando completamente desenvolvida, sua cor muda para marrom-amarelada.

O corpo da larva mede até 2 cm de comprimento. É cilíndrico, fino e rígido. Por isso a denominação “larva arame”.

Larva arame em diferentes estágios

Larva arame em diferentes estágios
(Fonte: Insect Images)

Ataque da larva arame

As culturas em que esse inseto assume importância econômica são, principalmente:

  • milho;
  • trigo;
  • arroz;
  • batata.

As raízes destas culturas são afetadas pela alimentação do inseto.

Sintomas e danos 

Nas culturas do milho e do arroz, os danos são mais severos nas lavouras com sistema de integração com pastagem. Os danos acontecem majoritariamente no início da primavera.

As larvas se alimentam de sementes germinando, raízes e mudas jovens

O dano pode ser direto, com redução de crescimento e/ou morte da planta. Também pode ser indireto, deixando uma porta de entrada para patógenos no local do ferimento.

Plantas jovens são mais suscetíveis. Na lavoura, você poderá perceber plantas atrofiadas que costumam ser roxas ou escuras. 

Você também pode notar fileiras com plantas subdesenvolvidas ou mortas.

No milho, os danos ocorrem desde a semeadura até a fase V2/V3.

Uma inspeção mais detalhada revela buracos nas sementes, raízes e caules inferiores. Esses sinais confirmam o ataque da praga.

Dano da larva arame no milho

Dano da larva arame no milho
(Fonte: Universidade de Minnesota)

As plantas ficam atrofiadas, pouco desenvolvidas e o estande é reduzido. Como consequência, ocorre a perda de rendimento da cultura e perda econômica.

Monitoramento da larva arame

Utilize o MIP (manejo integrado de pragas) como rotina na sua fazenda. 

O monitoramento das pragas é a chave para controlá-las. Faça isso antes de causarem danos à plantação.

Para monitorar essa e outras pragas subterrâneas, colete uma amostra de solo de 30 cm x 30 cm a aproximadamente 10 centímetros de profundidade. 

Faça isso em alguns pontos da lavoura durante a pré-safra.

A média de uma larva por amostra é suficiente para reduzir o estande de plantas e causar danos econômicos.

Para te ajudar neste controle, preparamos uma planilha gratuita. Para baixar, clique na figura a seguir!

Você também pode automatizar esse controle com uso de um software de gestão agrícola como o Aegro

Com o sistema de monitoramento de pragas do Aegro você pode:

  • registrar o monitoramento e armadilhamento da lavoura pelo celular;
  • gerar relatórios sobre a incidência das pragas-alvo;
  • descobrir o momento certo para pulverizar, reduzindo seus custos com defensivos.

Além disso, você mantém um histórico de pragas e de aplicações feitas em cada talhão da lavoura. 

O MIP do Aegro pode ser testado gratuitamente por 7 dias. Peça agora uma demonstração e faça uma experiência gratuita!

Formas de controle

Caso identifique pelo menos uma larva arame por amostra, existem diferentes medidas de controle que podem ser tomadas:

  • manejo preventivo;
  • controle cultural;
  • controle biológico;
  • controle químico.

Proceda com o controle prontamente após detectar a presença da praga, e preferencialmente, antes da semeadura.

Entenda as medidas de controle com detalhes a seguir!

Manejo preventivo e controle cultural

Em áreas irrigadas ou com problema de excesso de umidade, controle a umidade da camada arável. 

Isso obriga o inseto a se aprofundar no solo, protegendo a raiz no início do desenvolvimento.

Elimine hospedeiros alternativos e plantas voluntárias que precedem a safra. Elimine também a destruição dos restos culturais logo após a colheita.

Prepare o solo (quando no planejamento de safra) com arado e/ou grade, expondo a praga a predadores e ao sol.

Caso utilize o plantio direto, integração pasto/lavoura ou mantiver plantas de cobertura, fique de olho. Nem sempre as duas últimas formas de manejo são possíveis. 

Planeje bem os manejos pré-plantio, para evitar danos o quanto antes.

Controle biológico

O controle biológico tem ganhado bastante força nos últimos tempos. Ele faz parte do conjunto de boas práticas no controle de pragas do MIP.

Coleópteros da família Staphylinidae, comumente chamados de “potós” ou “besouros-do-casaco”, são insetos carnívoros. Eles se alimentam de diversas pragas, incluindo a larva arame.

Besouro predador da família Staphylinidae

Besouro predador da família Staphylinidae
(Fonte: UFV)

Larvas da mosca-estilete (Therevidae) e algumas espécies de nematoides também são predadoras da praga.

Há grande expectativa no uso do fungo entomopatogênico Metharizium anisopliae para o controle da larva arame. 

Os bioprodutos hoje são formulações com estruturas de reprodução do fungo.

Use adequadamente esta tecnologia, de acordo com as recomendações do fabricante.

Bioproduto à base de Metarhizium anisopliae

Bioproduto à base de Metarhizium anisopliae
(Fonte: Koppert)

Controle químico

Antes de decidir pelo controle químico, considere uma abordagem integrada com os outros métodos citados anteriormente.

Faça o tratamento de sementes (TS) com inseticida sistêmico. Assim, você evita que a praga ataque a semente e as raízes da planta recém-emergida. 

Isso garantirá um bom controle da população da praga.

Semente de milho tratada

Semente de milho tratada
(Fonte: Pioneer)

O ingrediente ativo imidacloprido (neonicotinoide) + tiodicarbe (metilcarbamato de oxima), como o Cropstar da Bayer, é uma boa opção.

Somente o tiodicarbe (Futur 300, Luger 350, Pontiac 350) também é muito eficiente no controle de pragas iniciais na cultura do milho.

Realize tratamento químico para controle da larva arame sempre antes da semeadura ou durante no sulco, de forma preventiva. A aplicação curativa não é eficiente.

Essa prática tem a vantagem de aplicar mais ingredientes ativos próximo à semente e raízes

Ela tem maior persistência do que o tratamento de sementes, e protege as plantas por mais tempo.

Use inseticidas granulados indicados para a cultura. 

O ingrediente ativo Fipronil é uma opção com bom controle de pragas iniciais no milho. Produtos organofosforados (clorpirifós) também são eficientes no controle.

planilha manejo integrado de pragas MIP Aegro, baixe agora

Conclusão

A larva arame ataca sementes e raízes de milho, principalmente, batata e outras gramíneas.

O seu ataque afeta o vigor e reduz o estande de plantas, causando perdas econômicas consideráveis.

O planejamento, regularidade de monitoramento e integração de práticas de manejo é muito importante para o controle da praga.

Controle cultural, biológico e químico são recomendados para controlar a população da larva arame.

O controle químico deve ser feito de forma preventiva, aplicado no sulco de semeadura ou logo após a semeadura.

Sempre siga as recomendações da bula e instruções de um engenheiro-agrônomo para aplicação de produtos químicos.

>>Leia mais:

“5 pragas agrícolas resistentes a defensivos agrícolas e como combatê-las”

Já passou por problemas com a larva arame na sua lavoura? Espero que esse artigo ajude a planejar a próxima safra. Assine nossa newsletter para receber conteúdos semelhantes!

Como identificar e manejar a podridão radicular em soja

Podridão radicular em soja: conheça os sintomas, as condições de desenvolvimento, transmissão e disseminação para realizar o melhor método de controle

A podridão radicular por fitóftora é uma das doenças da soja mais importantes. 

Em cultivares altamente suscetíveis, pode causar a redução de até 100% no rendimento de grãos.

A doença está presente na maioria das áreas produtoras de soja do país e já causou muitos prejuízos.

Neste artigo, você verá como identificar essa doença e quais as melhores práticas para evitá-la. Boa leitura!

O que causa a podridão radicular em soja?

A podridão radicular em soja (ou podridão da raiz e haste por fitóftora) é causada pelo oomiceto Phytophthora sojae.

É comum que se refiram à podridão radicular por fitóftora como uma doença fúngica. No entanto, o patógeno dessa doença (oomiceto) não é considerado um fungo verdadeiro.

De origem grega, Phytophthora significa “destruidor de plantas” (Phyto = planta e phthora = destruidor).

Os Phytophthora são conhecidos por causar danos a culturas como soja, tomate, batata e citros. 

Sintomas da doença

Os sintomas da podridão radicular na soja podem ser observados da pré-emergência à fase adulta da cultura. 

O grau de severidade da doença está relacionado ao nível de resistência da soja. Plantas jovens são mais suscetíveis que plantas adultas.

No solo, as sementes infectadas podem apodrecer e a germinação pode ser retardada. Plântulas infectadas na fase inicial apresentam tecidos de coloração marrom

É comum que as plântulas morram durante a emergência.

Sintomas de podridão radicular por fitóftora em mudas de soja: (A) leve descoloração das raízes e lesão com aspecto encharcado no caule; (B) lesão de coloração marrom no caule e raízes; (C1-C3) danos no hipocótilo e cotilédone; (D) podridão da semente

Sintomas de podridão radicular por fitóftora em mudas de soja: (A) leve descoloração das raízes e lesão com aspecto encharcado no caule; (B) lesão de coloração marrom no caule e raízes; (C1-C3) danos no hipocótilo e cotilédone; (D) podridão da semente
(Fonte: Traduzido de Chang et al., 2017)

Em plantas adultas, é possível observar o apodrecimento da haste e dos ramos, que exibem coloração marrom. Esse sintoma avança da base da haste até as ramificações. 

A podridão radicular da soja também ataca severamente o sistema radicular. 

As raízes secundárias são destruídas e a raiz principal apodrece, adquirindo coloração marrom.

A doença provoca a redução do vigor da planta, clorose e a murcha das folhas. As folhas, mesmo secas, não se desprendem da planta. 

Sintomas de podridão da raiz e haste por fitóftora em soja

Sintomas de podridão da raiz e haste por fitóftora em soja
(Fonte: Daren Mueller)

A podridão radicular por fitóftora diminui a uniformidade da lavoura e o estande de plantas. 

Em alguns casos é necessário realizar operações de ressemeadura, o que aumenta os custos de produção. A doença também diminui o rendimento e a produtividade de grãos. 

Os sintomas da doença podem aparecer em plantas isoladas na lavoura. Também podem se manifestar em reboleiras, geralmente onde há acúmulo de água no solo.

Reboleira de soja com sintomas de podridão da raiz e haste por fitóftora

Reboleira de soja com sintomas de podridão da raiz e haste por fitóftora
(Fonte: Cary Hicks)

Em síntese, os principais sintomas da podridão radicular em soja são:

  • apodrecimento do sistema radicular;
  • lesões de coloração marrom em sentido ascendente na haste principal;
  • clorose
  • murcha das folhas; 
  • redução no rendimento e produtividade de grãos.

Transmissão e disseminação

Só ocorre um ciclo da podridão radicular durante o ciclo da soja. As plantas infectadas serão fonte de inóculo somente na próxima safra

O patógeno Phytophthora sojae consegue sobreviver por longos períodos, mesmo na ausência do hospedeiro. 

O solo e os restos culturais de soja contaminada são considerados as principais fontes de inóculo.

Além disso, o patógeno da podridão radicular em soja não é transmitido e disseminado por sementes de soja.

infográfico com ciclo da podridão radicular por fitóftora

Ciclo da podridão radicular por fitóftora
(Fonte: Traduzido de Crop Protection Network)

Condições para o desenvolvimento da podridão radicular em soja

As condições ambientais favoráveis ao desenvolvimento da podridão por fitóftora são temperaturas em torno de 25 °C e 30 °C, além de elevada umidade do solo. 

A doença tem maior ocorrência em solos argilosos, solos compactados e mal drenados. 

Há práticas que aumentam a severidade da doença. O plantio direto na soja e a aplicação de altas doses de fertilizantes orgânicos antes da semeadura são exemplos.

Manejo da doença

O principal manejo da podridão radicular consiste no plantio de cultivares de soja resistentes à doença

Mesmo utilizando cultivares resistentes, fique de olho na ocorrência da doença na área. Existe a possibilidade de quebra da resistência da cultivar pelo patógeno.

Além do plantio de cultivares resistentes, adote práticas que melhorem as condições de drenagem e a descompactação do solo

Tenha em vista as condições de desenvolvimento da doença nesse momento. 

Outra medida a ser adotada é a rotação de culturas. Essa prática evita o aumento da quantidade do patógeno no solo.

Segundo a Embrapa, a aplicação de fungicidas na parte aérea da planta não apresenta efeito contra a podridão radicular por fitóftora. 

No Brasil, não há produtos químicos registrados para o tratamento de sementes de soja contra essa doença.

planilha de produtividade da soja

Conclusão

A podridão radicular por fitóftora da soja é uma doença causada pelo oomiceto Phytophthora sojae

O solo e os restos culturais contaminados são as principais fontes do inóculo. 

O principal método de controle utilizado para a podridão radicular por fitóftora é o plantio de cultivares resistentes

Também é importante realizar a rotação de culturas e o correto manejo do solo

Ele precisa apresentar condições como boa drenagem e descompactação, essenciais para que a doença não se estabeleça.

>> Leia mais:

“Conheça as 11 principais doenças da soja e como combatê-las (+ nematoides)”

Você já teve problemas com a podridão radicular em soja? Quais práticas de manejo você utilizou no controle da doença? Adoraria ler seu comentário!

O que é e por que investir na análise microbiológica do solo?

Análise microbiológica do solo: entenda a importância dos indicadores microbiológicos e como eles te ajudam a garantir a qualidade do solo

Além das análises químicas e físicas, existe outra aliada para avaliar a qualidade do solo: a análise microbiológica. 

Ela permite detectar com antecedência alterações na qualidade do solo.

Quer descobrir se vale a pena inseri-la em seu planejamento?

Entenda melhor como funciona a análise microbiológica do solo e como utilizá-la em sua fazenda. Aproveite a leitura!

O que é a análise microbiológica do solo?

A MOS (Matéria Orgânica do Solo) é o principal componente e indicador de fertilidade do solo. Os microrganismos constituem a sua parte viva e mais ativa.

Qualquer alteração que afete a MOS também afetará os microrganismos presentes nela.

Com a análise microbiológica, é possível verificar precocemente alterações na comunidade microbiana do solo.

Os principais parâmetros avaliados nas análises microbiológicas são:

  • o carbono da biomassa microbiana;
  • a respiração basal;
  • o quociente metabólico;
  • a atividade das enzimas β-glucosidase, arilsulfatase e fosfatase ácida.

Essas análises são importantes para entender o comportamento da matéria orgânica do solo. Algumas vantagens são:

  • simples determinação analítica;
  • as análises são ligadas à ciclagem de nutrientes;
  • maior sensibilidade na detecção;
  • as análises não são influenciadas por adubos;
  • a amostragem é feita em pós-colheita;
  • baixo custo de análise;
  • reagentes baratos.

Veja as classes de interpretação de bioindicadores para Latossolos Vermelhos Argilosos de Cerrado, em cultivos anuais em plantio direto e convencional. 

tabela com valores referência que podem fornecer informações sobre os impactos de sistemas de manejo na qualidade do solo

Valores referência que podem fornecer informações sobre os impactos de sistemas de manejo na qualidade do solo
(Fonte: adaptado de Lopes et al. 2018)

Bioindicadores com valores baixos podem indicar um manejo do solo com práticas inadequadas. Valores elevados indicam que práticas adequadas estão sendo adotadas.

Esses valores são referências para te auxiliar a decidir qual sistema de manejo do solo será adotado na área de cultivo.

Como coletar as amostras para análise

Colete o solo com trado do tipo holandês, na profundidade de 0 – 10 cm

Faça isso após a colheita das culturas, coincidindo com a amostragem química do solo.

ilustração de como as amostras de solo devem ser coletadas na camada de zero a dez centímetros

As amostras de solo devem ser coletadas na camada de 0 – 10 cm
(Fonte: Laborsolo)

Para coletar as amostras no campo, utilize um pedaço de madeira (semelhante a uma régua). Ela deve ter uma marca no centro e duas marcas equidistantes para cada lado.

O importante é que a marca central seja no centro da linha de semeadura. As demais devem cobrir até a metade do espaçamento da entrelinha, como demonstrado abaixo.

ilustração de representação de coleta em cada ponto de amostragem

Representação de coleta em cada ponto de amostragem
(Fonte: Laborsolo)

Cada conjunto de amostras (linha e entrelinha) constitui um ponto de amostragem.

A quantidade de pontos amostrados dependerá do tamanho da área que você deseja avaliar. Porém, o ideal é coletar de 10 a 15 pontos.

Após a coleta de todos os pontos, o solo deve ser homogeneizado para formar uma amostra de aproximadamente 500 gramas.

Essa amostra deve ser acondicionada em saco plástico com identificação, mantida em refrigeração e encaminhada diretamente para o laboratório de análise de solo.

As coletas devem ser feitas em áreas homogêneas da propriedade, evitando períodos de estiagem para não prejudicar os resultados.

Por que investir na análise microbiológica do solo?

A maior vantagem da análise microbiológica do solo está em sua maior sensibilidade em detectar, com antecedência, alterações que ocorrem no solo em função do seu uso e manejo.

Para ilustrar, veja como as propriedades químicas do solo não permitiram diferenciar as áreas de cultivo:

tabela de como características químicas não permitem diferenciar as áreas de cultivo por tratamentos, soja/pousio e soja/braquiária.

Características químicas não permitem diferenciar as áreas de cultivo
(Fonte: Mendes et al. 2018)

Já com as análises microbiológicas de biomassa microbiana e atividade enzimática do solo, foi possível diferenciar as áreas de cultivo.

tabela com visão microbiológica do solo, além do excesso e falta de nutrientes

Visão microbiológica do solo, além do excesso e falta de nutrientes
(Fonte: Mendes et al. 2018)

Embora as duas áreas apresentem características químicas semelhantes, os atributos microbiológicos são completamente distintos.

O maior aporte de resíduos vegetais proporciona maior atividade microbiológica do solo. Isso eleva a sustentabilidade ambiental do sistema produtivo. A inclusão desses bioindicadores nas análises permite um maior conhecimento sobre o funcionamento do solo.

Como construir um solo biologicamente ativo?

A construção de um solo biologicamente ativo envolve diversas práticas de manejo, como:

Sistemas de cultivo com maior aporte de resíduos vegetais proporcionam o aumento da atividade biológica do solo.  Isso acontece devido à alta disponibilidade de carbono para o crescimento populacional dos microrganismos.

infográfico que mostra que o aporte de resíduos vegetais possibilita o aumento da atividade biológica que é o ponto inicial para melhoria de um solo

O aporte de resíduos vegetais possibilita o aumento da atividade biológica que é o ponto inicial para melhoria de um solo
(Fonte: Mendes et al. 2018)

Os atributos microbiológicos do solo estão relacionados à quantidade, qualidade e diversidade de resíduos vegetais depositados a longo prazo. Desta forma, o aumento da atividade biológica do solo se torna possível, principalmente em sistemas integrados de produção.

diagnostico de gestao

Conclusão

A análise microbiológica é fundamental para detectar alterações na qualidade do solo em função do seu sistema de manejo.

Conservar o solo é usá-lo de forma sustentável. Respeitar suas características e aplicar técnicas de manejo que permitam preservar a sua qualidade é essencial.

Atente-se à qualidade microbiológica do solo. Assim, você poderá garantir o máximo potencial produtivo da sua lavoura. 

Qual tipo de análise você realiza em sua fazenda? Já realizou a análise microbiológica do solo? Adoraria ler seu comentário abaixo! 

Saiba tudo sobre o ácaro azul das pastagens, uma praga emergente no Brasil

Ácaro azul das pastagens: conheça mais suas características, as culturas mais afetadas e a melhor forma de controle

O ácaro azul das pastagens é uma praga ainda pouco conhecida no Brasil, mas já presente em algumas lavouras. 

Seu ataque pode causar morte de folhas e de plantas inteiras.

A presença do ácaro azul gera perdas de produtividade e lucratividade. Além disso, afeta as culturas de inverno, principalmente cereais e pastagens.

Neste artigo, você irá conhecer o ácaro azul das pastagens, saber como identificar e também ver as melhores práticas de manejo e controle. Confira a seguir!

Características do ácaro azul das pastagens

O ácaro azul das pastagens (Penthaleus major) é uma espécie da classe Arachnida (mesma das aranhas e escorpiões) e da família Penthaleidae. 

Ele não é um inseto, e sim um aracnídeo.

Também conhecido como ácaro dos grãos de inverno ou ácaro azul da aveia, é uma praga presente no mundo todo.

Adulto do ácaro azul das pastagens

Adulto do ácaro azul das pastagens
(Fonte: ScienceImage)

Poucas são as informações disponíveis sobre o ácaro. Segundo estudos, duas gerações são formadas por ano e atacam principalmente no período do inverno. 

A temperatura ideal para o desenvolvimento da praga é de 8 °C a 15 °C. Confira suas principais características:

  • as larvas medem aproximadamente 0,3 mm;
  • as ninfas medem  0,5 mm;
  • o ácaro adulto mede 1 mm;
  • sua coloração é azul escura;
  • possui quatro pares de pernas, geralmente vermelhas.

Essa espécie prefere solos arenosos. Durante condições adversas, o ácaro azul das pastagens entra no solo a uma profundidade de até 40 cm para se proteger.

A praga foi detectada em 2009, no Rio Grande do Sul. Ela é recente e pouco conhecida. Houve poucos relatos até 2020, quando foi detectada no mesmo local.

Nos Estados Unidos e Europa, é uma importante praga do trigo e de pastagens no outono e inverno.

Como identificar o ataque no campo?

O ácaro azul das pastagens ataca gramíneas de inverno. Aveia, trigo, triticale, cevada e centeio são potenciais alvos.

Você pode identificar os campos infestados pela coloração cinza, prateada ou amarelada das plantas

Caso a infestação seja muito grande, as folhas ou até a planta inteira podem morrer.

Folha de trigo danificada pelo ácaro azul das pastagens

Folha de trigo danificada pelo ácaro azul das pastagens
(Fonte: Researchgate)

Você também poderá notar retardo no crescimento das gramíneas, e maior suscetibilidade às doenças foliares.

Não há muitos relatos dessa praga no Brasil. Apenas em áreas de pastagens no Rio Grande do Sul, mas sem causar danos graves.

Segundo pesquisa, o ataque severo da praga em gramíneas de inverno pode reduzir o rendimento pela metade.

Como identificar o ácaro azul das pastagens na sua lavoura

Em meados do outono e no final do inverno, avalie a lavoura para fazer o reconhecimento da praga. 

Observe cuidadosamente a folhagem das plantas e a superfície do solo. Também arranque algumas plantas em busca da praga dentro do solo.

O ácaro azul das pastagens evita a luz solar e muito vento. Por isso, faça o manejo no início da manhã ou ao final da tarde, em dias calmos, frescos e/ou nublados.

Após identificar o ácaro na sua lavoura, você pode contar com a ajuda do MIP (Manejo Integrado de Pragas). As medidas do Manejo Integrado poderão controlar melhor as pragas da sua lavoura. 

Para te ajudar nessa etapa, preparamos uma planilha de controle. Você pode baixar gratuitamente, clicando na imagem abaixo:

Manejo do ácaro azul das pastagens

Caso o ácaro azul esteja presente, intervenha quando a população atingir entre 2 e 30 indivíduos por planta, ou quando houver mudança de coloração para 10% das plantas.

Como é uma praga pouco conhecida, fique de olho caso haja registro nas proximidades de sua região.

Realize o MIP com constância, independente de observar danos. Entretanto, se observar sintomas do ataque da praga nas folhas das plantas, tenha atenção.

Se em algum monitoramento você detectar a presença do ácaro com população pequena, dispersa e houver poucos danos nas folhas, inspecione novamente após uma semana.

Utilize o controle cultural com rotação de culturas. As folhas largas, no período de inverno, são suas aliadas em caso da presença da praga.

Faça quando necessário o preparo do solo com aração e/ou gradagem como técnica de controle. Os ácaros vivem no solo e são muito expostos à luz e ao calor. Essas condições diminuem sua multiplicação.

Considere o controle químico quando a população ou os danos atingirem o limite de dano econômico.

O tratamento com controle biológico também pode ser uma boa opção. Há recomendação de ácaros predadores da família Phytoseiidae. 

Neoseiulus californicus e Phytoseiulus macropilis têm registro no Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e são comercializadas por biofábricas.

Predador Neoseilus californicus utilizado no MIP

Predador Neoseilus californicus utilizado no MIP
(Fonte: Koppert)

Controle químico

Não há trabalhos no Brasil que avaliem a eficiência de acaricidas no controle desta praga. Afinal, ela é uma praga emergente e até então, possui pouca importância.

Um trabalho realizado na Europa avaliou a utilização do inseticida Permetrina, um ingrediente ativo do grupo químico dos piretroides no controle da praga. 

A aplicação de 50 ml de ingrediente ativo por ha resultou em significativa redução na população de ácaros. Além disso, houve aumento no rendimento das pastagens. Porém, a cultura sofreu efeitos colaterais, como redução de potássio e de rendimento.

No portal Agrofit há diversos produtos com esse ingrediente ativo registrados para o trigo e outras gramíneas. No entanto, vale lembrar que não existem produtos registrados especificamente para controlar o ácaro azul.

Outro produto testado em pastagens na Austrália e eficiente no controle do ácaro azul das pastagens é o dimetoato. Ele é um inseticida/acaricida sistêmico do grupo químico dos organofosforados.

O dimetoato está registrado no Mapa para o trigo em dois produtos: Dimetoato 500 EC (Nortox S.A.) e Dimexion (FMC Química).

Todas as aplicações de produtos químicos devem seguir as recomendações da bula e as boas práticas de manejo na agricultura.

Dê preferência a produtos seletivos aos inimigos naturais. Assim, será menor o risco de ocorrer pressão de seleção ao ácaro.

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Conclusão

Culturas de inverno, principalmente cereais e pastagens são os principais alvos do ácaro azul das pastagens. No entanto, existem formas de se livrar dele.

Monitore principalmente áreas com solo arenoso, pois proporcionam as melhores condições para o ácaro azul se desenvolver.

Folhas com coloração cinza a prateada ou amarelada são indicativos da presença da praga. Uma grande população pode matar plantas e reduzir significativamente a produção.

Faça monitoramento periódico no outono e inverno, e utilize a rotação de culturas com não gramíneas nesse período.

Utilize a pulverização com inseticidas/acaricidas quando necessário para o controle do ácaro azul das pastagens. E, é claro, não se esqueça de consultar um(a) engenheiro(a)-agrônomo(a)!

>> Leia mais:

“Como proteger sua lavoura dos ácaros na soja”

“Como fazer o controle efetivo do ácaro-rajado”

Já verificou danos semelhantes aos causados pelo ácaro azul das pastagens? Como fez para identificar e controlar essa praga? Adoraria ler seu comentário!

Como a agricultura regenerativa pode te dar bons resultados a longo prazo

Agricultura regenerativa: o que é e quais são as práticas que você pode adequar em sua propriedade.

Não há como negar que algumas práticas agrícolas são insustentáveis, do ponto de vista ecológico e econômico.

O termo agricultura regenerativa tem sido cada vez mais falado ao longo do tempo. Você sabe o que é esse conceito? 

Sabe do impacto de se pensar práticas agrícolas sustentáveis?

Nesse artigo, você lerá sobre algumas dessas práticas da agricultura regenerativa, e que podem ser inseridas na sua propriedade. 

O que é agricultura regenerativa?

Agricultura regenerativa é um novo termo para um conjunto de práticas de um planejamento a longo prazo, que propõe recuperar o ecossistema.

Isso significa realizar a produção com uma visão a longo prazo da sustentação e todo o sistema agrícola. Ou seja, o objetivo é realizar práticas e manejos que retroalimentem o próprio sistema.

Otimizar os recursos, cuidar da saúde do solo e planejar a área a longo prazo também é investir no aumento da sua produção.

A linha que o Grupo de Agricultura Sustentável vem seguindo é interessante.  Essa é uma organização de produtores que busca soluções mais ecológicas para as suas propriedades.

Eles fortalecem uma rede de trocas de experiências e aprendizados. Adotam práticas como rochagem, controle biológico, produção de microrganismos on farm, homeopatia, dentre outras. 

A ideia é otimizar os recursos locais: buscar práticas que ajudem a evitar o efeito estufa, através da diminuição das emissões de carbono e outros gases danosos.

As práticas têm como consequência uma agricultura mais resiliente, melhor adaptada e sustentável.  

Como dizia o ecologista Lutzenberger, o regenerativo trabalha na recuperação do que tem sido perdido ou destruído

Principais práticas da agricultura regenerativa

Existem práticas fundamentais para a regeneração e manutenção de uma agricultura sustentável.

Conheça agora algumas delas:

Rotação de culturas

A prática de rotação de culturas  é vantajosa por auxiliar na redução de plantas daninhas, de pragas e doenças. 

A rotação ainda é capaz de manter a eficiência dos produtos utilizados nas culturas.

Saúde do solo

O solo é um ambiente vivo e dinâmico, que conta muito com as práticas de uso e manejo. 

É possível planejar melhor esses manejos com foco nas melhorias físicas do solo, tanto minerais quanto biológicas.

Plantio Direto

O Plantio Direto também é um aliado da agricultura regenerativa. 

Com a utilização de palhada sobre o solo, o mínimo revolvimento e a rotação de cultura, a qualidade do solo é garantida.

Redução do uso de insumos químicos

A busca por substituição e alternativas aos insumos químicos também é essencial.

É possível racionalizar o uso dos insumos químicos a partir de um bom planejamento de safra. A inserção de insumos alternativos, como os bioinsumos, é uma opção.

Outros controles alternativos, como Plantio Direto e o Manejo Integrado de Pragas também são bem vindos na busca pela redução do uso de químicos. 

Manejo Integrado de Pragas

O MIP (Manejo Integrado de Pragas)  associa a dinâmica populacional dos insetos com pragas ao ambiente. 

Com o monitoramento constante da lavoura e o entendimento da dinâmica populacional, fica fácil escolher um método de controle adequado.

Controle biológico de pragas e doenças

Através do controle biológico, com bioquímicos, semioquímicos, microbiológicos e microbiológicos, é possível controlar pragas e doenças na lavoura.

Assim, você promove uma melhoria da qualidade biológica do ambiente.

Biodiversidade

Realizar um levantamento da biodiversidade da propriedade é uma boa prática. 

Planejar talhão por talhão, o incremento de barreiras e a própria rotação de culturas são práticas que estimulam a diversidade.

Ana Primavesi tem uma analogia sobre a agricultura e o ser humano. Nós podemos estar superalimentados, mas mesmo assim mal nutridos

E com o solo acontece a mesma situação. É daí que vem a importância de garantir a biodiversidade da propriedade.

Agricultura de precisão 

A agricultura de precisão também é uma aliada para a agricultura regenerativa. 

Isso é possível porque ela integra muitas técnicas agrícolas que, juntas, conseguem verificar diferenças e desuniformidades dentro das mesmas áreas.

Métodos inovadores de amostragem de solo, de plantas e grãos são alguns exemplos dessas técnicas.

Resultados da agricultura regenerativa a longo prazo

São inúmeras as vantagens de pensar uma agricultura regenerativa em sua propriedade. Confira algumas delas:

  • recuperação de áreas degradadas;
  • melhoria da qualidade de solos empobrecidos;
  • otimização de recursos hídricos na propriedade;
  • melhoria do equilíbrio biológico;
  • produção de alimentos de maior qualidade;
  • redução dos custos de produção.

Conhecer as melhores práticas é o caminho para seu resultado produtivo e para o meio ambiente.

Por onde começar?

O básico precisa ser revisado: desde o conceito sobre o solo e suas questões químicas básicas, como a CTC do solo e a relação de nutrientes. 

Analisar corretamente as condições físicas e paisagísticas da sua localização é essencial. Além disso, vale iniciar um olhar atento para a parte biológica.

O principal desafio é cultural. Estamos acostumados aos “pacotes” de manejo da agricultura convencional. 

Na busca de uma agricultura mais sustentável, é preciso estudar, experimentar e modificar nossas práticas. Só então é possível melhorar a produtividade e reduzir custos

A motivação pode ser também a redução de custos. 

Mas além disso, é necessária a vontade de ser um produtor de excelência. É preciso conhecer as melhores práticas para o seu resultado produtivo e para o meio ambiente. 

Todo o mundo já se movimenta para os mercados de carbono, no qual a produção agrícola é monitorada e remunerada por fundos verdes

Isso também pode, em breve, se tornar uma realidade no Brasil.

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Conclusão

A agricultura do futuro necessita ser bem planejada, otimizada, sustentável e produtiva

Aliar a preservação do meio ambiente com o desenvolvimento da agricultura é a melhor forma de perpetuar uma agricultura regenerativa

Fuja de pacotes inadequados às suas condições. Planeje e organize o seu conhecimento e sua safra. Monitore nos detalhes e experimente novas formas de fazer a agricultura.

Qual a sua experiência com a agricultura regenerativa?  Tem alguma outra dica ou história de sucesso com o uso dessas práticas? Adoraria ver seu comentário abaixo!