Quebra de safra: saiba as causas e como lidar com ela

Quebra de safra: saiba quais fatores podem levar a uma quebra de safra agrícola, maneiras de evitá-la e os impactos que ela pode trazer.

A produção agrícola de uma determinada cultura pode ser bastante variável. Muitos fatores podem interferir na produtividade, como a quebra de safra.

A quebra de safra é uma grande redução do que estava previsto da produtividade de uma cultura, e pode acontecer por vários motivos. Ataques de pragas, eventos climáticos, doenças, uso errado de defensivos são apenas alguns motivos.

Nesse artigo, veja quais são os impactos locais e globais da quebra de safra e o que você pode fazer para evitá-la ou lidar com ela. Aproveite a leitura!

O que é quebra de safra?

A quebra de safra é definida como uma ocasião em que a produtividade agrícola na safra é muito reduzida no campo. Isso pode acontecer tanto em uma micro ou macrorregião quanto em um país inteiro.

A produtividade tem diversas definições teóricas e práticas, e pode ser medida de várias formas. Entenda abaixo:

  • Produtividade potencial (PP): é a produtividade máxima intrínseca ao material genético da cultivar utilizada e que pode ser alcançada. Teoricamente, se o material genético for ótimo, todos os fatores vinculados à produção também serão ótimos;
  • Produtividade irrigada ótima (PIo): é a produtividade alcançada em uma área com irrigação ótima;
  • Produtividade irrigada média (PIm): é a produtividade alcançada em áreas irrigadas, porém em que o manejo não consegue fornecer a quantidade ideal de água para a cultura ao longo do ciclo. Quando há quebra por esse motivo, é chamada quebra de água.
  • Produtividade atingível (PA): é a produtividade que se pode atingir em área não irrigada e considerando as perdas por déficit hídrico e nutricional relacionado à baixa captação de água;
  • Produtividade real ótima (PRo): a produtividade real ótima é a produtividade em sequeiro, e considera que os demais fatores são idealmente controlados;
  • Produtividade real média (PRm): é a produtividade na fazenda em condições de sequeiro e que é diminuída por outros fatores bióticos e abióticos. Essa quebra é chamada quebra de manejo.  
tabe;a que mostra níveis de produtividade na quebra de safra
Tipos de Produtividade
(Fonte: Informações Agronômicas)

Quais fatores causam quebra de safra?

Os fatores que influenciam a produtividade e podem causar quebras de safra são divididos em bióticos e abióticos. Fatores bióticos estão relacionados a organismos vivos, enquanto fatores abióticos estão relacionados a fatores não vivos. São eles:

Doenças

As doenças podem ser de diversos tipos, mas as mais comuns são causadas por fungos, bactérias ou vírus. Elas podem atacar a parte aérea das plantas, a parte radicular, e até  mesmo atacar o produto agrícola em pós-colheita.

Para evitar quebras desse tipo, adotar medidas como o MID (Manejo Integrado de Doenças) é fundamental. Afinal, através dessas medidas você consegue identificar as doenças na lavoura e controlá-las antes que causem a quebra.

Pragas

Insetos, ácaros e nematoides também podem causar quebra de safra. Eles podem influenciar diretamente a planta, afetando raízes, diminuindo a área foliar ou atacando o produto final. Além disso, as pragas podem ser vetores de doenças, principalmente virais.

Para evitar as quebras de safra causadas por pragas, investir no MIP (Manejo Integrado de Pragas) também é uma boa tática de prevenção.

Plantas daninhas

Plantas daninhas podem estar presentes na mesma área da sua cultura agrícola, competindo com ela por recursos como água, radiação, nutrientes, entre outros.

Se não devidamente identificadas e controladas, as plantas daninhas podem causar prejuízos enormes à cultura. Esses prejuízos podem chegar ao ponto de quebra de safra.

Água

A água é o maior fator limitante para o crescimento de culturas agrícolas ao redor do mundo. Sua falta causa diminuição na capacidade de crescimento e de formação de compostos para enchimento de grãos e frutos.

Sem o enchimento adequado dos grãos, a produtividade da cultura pode ser reduzida a níveis drásticos.

Temperatura

Temperaturas altas ou baixas podem causar estresse térmico nas plantas, o que limita muito o crescimento de plantas e produtividade. 

Temperaturas altas normalmente aumentam os danos da falta de água e podem causar queima de folhas. Temperaturas baixas podem causar congelamento e destruição de tecidos que não mais se recuperam.

Vento

Rajadas de vento podem causar tombamento de plantas em estágios intermediários ou mesmo na maturação, impossibilitando a colheita e reduzindo a produção.

Investir em uma estação meteorológica na fazenda pode ser uma boa alternativa para prever e identificar ventos fortes demais. Tendo os identificado, você poderá adotar medidas que diminuam o impacto dessas ventanias.

Chuva

Poucas chuvas podem causar déficit hídrico por falta de água. Porém, seu excesso pode causar alagamentos e, caso ocorram em curtos espaços de tempo ou venham acompanhada de granizo, podem causar tombamento de plantas.

Esses fatores também podem causar a derrubada de folhas e/ou frutos e grãos. Investir em uma estação meteorológica também é uma alternativa para evitar esse tipo de quebra, além de realizar a drenagem do solo quando necessária.

banner-5-planilhas-para-controlar-a-fazenda

Quebra de safra de milho e soja

Ultimamente quebras de safra em culturas de importância tem sido comum. Por exemplo, na safra 2020/2021, a cultura do milho sofreu uma grande quebra na região Sul devido, principalmente, à estiagem, frio intenso e doenças. 

No estado do Paraná, essa quebra de safra foi a maior da história, com cerca de 58% de perdas.

Já na safra 2021/2022 que recém termina, a cultura da soja sofreu a maior quebra de safra registrada na história. As perdas foram de cerca de 12% e 24 milhões de toneladas, comparadas à safra 2020/2021. A principal causa dessa quebra foi a estiagem.

O que a quebra de safra agrícola pode causar?

A quebra de safra causa uma redução abrupta da disponibilidade de um determinado produto agrícola. Ela pode gerar danos em diversas etapas da cadeia de distribuição de produtos. São elas:

  • Aumento de preços: a diminuição da oferta de um produto que continua sendo demandado causa uma alteração nos preços. Isso pode acontecer diretamente no consumidor ou nas cadeias de distribuição;
  • Diminuição de estoques: para produtos que podem ser estocados, como grãos, a quebra de safra pode causar uma necessidade de venda de estoques, causando desbalanço;
  • Impacto em mercados e bolsas: a quebra de safra inesperada de commodities agrícolas pode causar impacto grande nos valores dos produtos e seus derivados em bolsas de valores e mercado agrícola;
  • Falta de alimentos: a quebra de safra pode gerar escassez momentânea ou duradouro do alimento em uma região, país ou diversos países, dependendo de sua rede de exportação, por exemplo;
  • Insegurança alimentar: ao longo prazo ou em situações em que a produção da área afetada é a base alimentar da população, a quebra de safra pode gerar insegurança alimentar e fome;
  • Perdas econômicas: para produtores, um dos maiores efeitos da quebra de safra é o não retorno dos investimentos. Isso pode causar a falência do negócio ou o comprometimento de anos futuros e investimentos.

Como evitar a quebra de safra na produção agrícola?

Em alguns casos, a diminuição da produtividade na fazenda é inevitável. Esse é o exemplo das infestações gerais de pragas, estiagens extremas ou condições de vento que derrubam toda a produção.

Porém, há maneiras de evitar ou aliviar os efeitos que podem causar ou causaram a quebra de safra. Alguns deles são:

  • Planejamento agrícola: planejar a safra e estar ciente de quais serão as principais causas potenciais de perdas na região é crucial;
  • Buscar informação: estar de olho nas notícias da região, principalmente sobre indicadores, previsões climáticas ou intensidade de ataque de pragas/doenças;
  • Capacidade de manejo: ter equipamentos e insumos disponíveis para controle de pragas/doenças pode amenizar grandemente as perdas;
  • Planejamento financeiro: ter um planejamento financeiro da propriedade e compreender onde gastos podem ser diminuídos e onde há necessidade maior de investimento te dá maior flexibilidade e capacidade para enfrentar e se recuperar de quebras de safras;
  • Acompanhamento técnico: ter acompanhamento especializado de empresas e profissionais faz grande diferença nas tomadas de decisão, no manejo técnico da lavoura e também nos mercados;
  • Contratação de seguro: o seguro agrícola contra perda pode dar maior tranquilidade ao produtor de ter um retorno financeiro caso a produtividade seja grandemente reduzida;
  • Apoio da tecnologia: ter acesso rápido à informação de suas lavouras, do mercado e condições climáticas é decisivo para amenizar os impactos na lavoura e diminuir a quebra de safra.
Banner de chamada para portal de consultores agrícolas

Conclusão

A agricultura é uma atividade de alto risco, principalmente porque muitos dos fatores que definem seu sucesso não podem ser controlados. 

Isso causa uma possibilidade de que a produção atingida seja muito mais baixa do que a esperada, quebrando a safra.

Fique por dentro das possíveis causas e consequências da quebra de safra através do uso de tecnologias de monitoramento e de seguro agrícola.

>> Leia mais:

“Safra de milho: conheça as previsões para 2022/23”

“Mancha olho-de-rã: saiba acabar com a doença na soja”

Você já sofreu alguma quebra de safra? Quer compartilhar sua experiência? Adoraria ler seu comentário.

Tudo que você precisa saber para escolher o milho híbrido correto

Milho híbrido: o que é, quais diferenças e tipos, como é produzida a semente, quais vantagens e desvantagens de sua utilização.

O milho é uma cultura com muita demanda mundial. Para ser possível atender a essa demanda, as plantas de milho precisam produzir muito mais grãos.

Pensando nisso, pesquisas foram desenvolvidas para buscar novas formas de aumentar a produtividade do milho. Foram dessas pesquisas que surgiram os milhos híbridos.

Neste artigo, veja qual é a diferença entre um híbrido e uma variedade de milho comum, os melhores híbridos para plantio e muito mais. Boa leitura!

O que é milho híbrido?

O milho híbrido é a primeira geração que se obtém após o cruzamento de linhagens puras de milho. Essas sementes apresentam alto vigor e elevada produtividade. As sementes derivadas desse processo possuem alto vigor híbrido e produtividade muito elevada.

As sementes de milho puras são a base da produção de híbridos. Elas são obtidas pela autofecundação em diversos ciclos, e selecionam características desejáveis até a obtenção da linhagem pura.

Ilustração de espigas de milho com diferentes tamanhos
Representação da obtenção de linhagem pura de milho 
(Fonte: Adaptado de Unesp)

Esta é a diferença entre milho híbrido e outros tipos ou cultivares de milho. As sementes das variedades são produzidas pela polinização aberta e mantém suas características nos filhos. No entanto, são plantas mais heterogêneas e menos produtivas que os híbridos.

Quais tipos de semente de milho híbrido?

Os híbridos de milho podem ser simples, duplos e triplos. Cada um possui diferenças quanto ao modo de obtenção e nível tecnológico a ser utilizado pelo produtor. Entretanto, todos  possuem uma característica igual: só podem ser produzidos com sementes compradas.

Isto quer dizer que você não pode salvar as sementes produzidas destes híbridos, pois apresentam grande variabilidade genética.

Esquema que mostra a formação do milho híbrido
Formação de híbridos e sua reprodução 
(Fonte: Seed news)

Híbrido simples

O cruzamento de duas linhagens puras resulta em sementes de híbridos simples, com alta pureza genética.

Por exemplo: a linhagem A será a planta mãe e a linhagem B a planta pai. Desse modo, retira-se o pendão da linhagem A ou utiliza uma linhagem mãe que não produz a parte masculina na flor (macho esterilidade).

A linhagem B servirá apenas para produzir grãos de pólen para fecundar a planta mãe. Após a polinização, as plantas utilizadas como pai são eliminadas.

Ilustração que mostra a formação do milho simples
Esquema de obtenção de híbridos simples
(Fonte: Geagra)

Estas linhagens puras produzem poucas sementes. Isso gera alto custo para sua aquisição e exige alto nível tecnológico para sua produção.

Entretanto, seu potencial produtivo é mais elevado dentre os híbridos. Os híbridos simples apresentam boa uniformidade de plantas e espigas, demandando maior nível tecnológico.

Híbrido duplo

Quando ocorre o cruzamento entre dois híbridos simples, as sementes produzidas serão denominadas de híbridos duplos. Portanto, o híbrido duplo é originado a partir de quatro linhagens puras.

O cruzamento da linhagem pura A com linhagem pura B irá gerar o híbrido simples AB. Do cruzamento da linhagem pura C com a linhagem pura D será formado o híbrido simples CD. Por fim, do cruzamento destes dois híbridos simples irá resultar o híbrido duplo.

Ilustração que mostra a formação do milho híbrido duplo
Esquema de obtenção de híbridos duplos
(Fonte: Geagra)

Devido sua obtenção ser de dois híbridos simples, sua produtividade não é tão elevada quanto a dos seus progenitores. Em contrapartida, o valor das sementes e o nível tecnológico necessário para semear este híbrido é menor.

Híbridos duplo

O híbrido intermediário no quesito nível tecnológico e preço de sementes é o triplo. Ele é obtido pelo cruzamento entre uma linhagem pura e um híbrido simples. Ou seja, para esse tipo de híbrido é preciso ter três linhagens puras.

Ao utilizar um híbrido para obtenção de sementes, a pureza genética é menor, se comparado com a utilização de apenas linhagens. Por este fato, o híbrido triplo apresenta o potencial produtivo menor que o simples, porém maior que o duplo.

Além disso, para que o híbrido triplo apresente a produtividade esperada, é necessário que o nível tecnológico seja médio a alto.

Ilustração que representa a formação do milho híbrido triplo
Esquema de obtenção de híbridos triplos
(Fonte: Geagra)

Saber destas informações é importante para você definir corretamente qual híbrido utilizar nas suas áreas de produção e qual será o nível tecnológico que irá empregar.

Nível tecnológico é a quantidade de investimento que a lavoura irá receber. Ou seja, quantidade de adubo que será utilizado na semeadura e em cobertura, uso de micronutrientes, aplicação preventiva para controle de pragas e doenças do milho, etc.

O nível tecnológico também envolve a saúde do solo, como uso de plantas de cobertura, adubação verde e desimpedimento físico do solo. A tecnologia também está relacionada ao manejo direto e indireto das plantas de milho.

Milho híbrido para silagem

Não é todo milho híbrido ideal para produção de silagem. Um híbrido bom para esta finalidade deve ter bom volume de massa verde e também de grãos. São estes que fornecem energia na alimentação animal.

Entretanto, não são todos os milhos que produzem grande quantidade de grãos bons para silagem. Para silagem, é preciso que o milho tenha alta digestibilidade, tanto dos grãos quanto das fibras.

Em relação à digestibilidade dos grãos, milhos híbridos com grão tipo dentado são os ideais para produção de silagem. Esses grãos apresentam o amido mais farináceo, ou seja, mais solto dentro dos grãos, o que facilita a digestibilidade.

A digestibilidade da fibra também é um fator determinante na escolha do híbrido para silagem.  O alto teor de fibra prejudica a ingestão pelos animais. O ideal é avaliar a Fibra em Detergente Neutro. Este é o melhor indicativo em relação à fibra, definido na análise bromatológica.

FDN entre 38% a 45% da matéria seca indica uma boa silagem. Além disso, o híbrido deve apresentar tolerância a pragas e doenças, principalmente a da região de utilização.

É importante escolher um híbrido que apresenta estas características para sua região. Afinal, milho destinado à silagem para região do Mato Grosso pode ser diferente do destinado para o Paraná, por exemplo.

Dentre as escolhas, empresas como DuPont Pioneer tem a Linha Nutri, que recomenda milhos híbridos para silagem em diferentes regiões. As Sementes Agroceres também possuem uma linha de milhos indicados para silagem, as sementes NK da syngenta.

Antes de comprar, pesquise na sua região os melhores preços que também te entreguem as qualidades necessárias.

Quais as vantagens e desvantagens dos híbridos de milho?

A principal vantagem do milho híbrido é a maior produtividade que possuem em relação às variedades de milho. Os híbridos também apresentam também alto vigor das sementes e maior uniformidade de plantas e espigas.

Isso gera maior eficiência na colheita do milho quando feita em  condições adequadas. Para que os híbridos expressem seu potencial, eles devem ser alocados em áreas que forneçam o que eles necessitem. Isso tanto em questões climáticas quanto na parte de manejo.

Em alguns casos, um milho variedade se comportaria melhor que os híbridos. Afinal, as variedades são mais rústicas e toleram mais condições adversas. Veja alguns exemplos em que a variedade é melhor que o híbrido:

  • em ambientes com baixa fertilidade de solo;
  • compactação do solo
  • pouca infiltração e matéria orgânica;
  • região com histórico de baixa precipitação em momentos importantes para cultura do milho;
  • clima inadequado.

Outro ponto a ser considerado é o nível tecnológico. Em propriedades onde não há grandes investimentos, a variedade será a melhor opção, pois exigem menos e suas sementes são mais baratas.

Para pequenos produtores que salvam sementes, o milho variedade também é melhor, justamente por ser o único que pode ser guardado para a próxima safra de milho

Para produtores com alto nível tecnológico na fazenda e que possuem um ambiente com qualidade de solo e clima ideal, o milho híbrido é mais indicado. Afinal, sua produtividade elevada compensa seu custo mais alto.

Entre milho híbrido simples, duplo e triplo, também há vantagens e desvantagens. Por exemplo, o milho híbrido simples possui produtividade elevada, mas custo alto. O híbrido duplo, por sua vez, possui custo mais baixo e produtividade também mais baixa.

Para simplificar, veja na tabela abaixo a comparação de alguns aspectos entre estes três híbridos:

Planilha que mostra a produtividade do milho híbrido simples, duplo e triplo.
(Fonte: adaptação da autora)

Milho híbrido para o plantio: qual escolher?

Milhos híbridos, simples, duplo ou triplo, podem ser utilizados para todo tipo de finalidade, desde alimentação humana até animal.

Outro ponto relevante a ser mencionado é o ciclo dos milhos híbridos, que interfere na escolha de época de semeadura. Isso por causa do clima ou momento de semeadura. Assim, o ciclo pode ser definido em normal, precoce e superprecoce.

No milho de ciclo normal, a emergência à maturação fisiológica é inferior a 110 dias. No grupo do milho precoce, o ciclo é maior ou igual a 110 dias e menor ou igual a 145 dias. No grupo do milho superprecoce, por sua vez, o ciclo é acima de 145 dias.

Mas fique de olho, pois pode ocorrer alteração do ciclo conforme as condições climáticas, a data de semeadura e local de plantio.

planilha de planejamento da safra de milho

Conclusão

O milho híbrido é considerado um dos melhores materiais para plantio. Há diferenças entre os híbridos mais comercializados no Brasil e no mundo, e para obter o esperado é preciso atenção às exigências de cada um

Além disso, agora você sabe mais sobre as vantagens e desvantagens de sua utilização. Essas informações serão muito úteis no momento do planejamento de safra.

A escolha entre milho híbrido ou milho variedade dependerá principalmente do investimento feito. Por isso, não deixe de se planejar bem.

>> Leia mais:

“Safra de milho: conheça as previsões para 2022/23”

“Previsão do preço do milho: o que esperar para 2023”

Está pensando em utilizar o milho híbrido na sua fazenda? Conseguiu decidir se vai utilizar o simples, duplo ou triplo? Adoraria ler seu comentário!

Pulverizador agrícola: diferentes tipos e como acertar na escolha

Pulverizador agrícola: conheça os diferentes tipos, suas características principais e recomendações

A pulverização é um método usado na agricultura para aplicação de produtos relacionados à proteção de cultivos e controle de pragas, doenças e plantas daninhas.

Ela consiste em jogar líquidos em gotas muito pequenas sobre uma superfície. Os pulverizadores agrícolas são os equipamentos responsáveis por essa atividade no campo. 

Eles são a máquina agrícola com maior tempo de uso durante a safra.

Nesse artigo, veja as principais técnicas de pulverização, suas vantagens e desvantagens e também as boas práticas. Boa leitura!

O que é um pulverizador agrícola?

Um pulverizador é um equipamento que tem a capacidade de “quebrar” um líquido em partículas muito pequenas. Seu objetivo é espalhar essas partículas por uma superfície-alvo.

O princípio de ação é o mesmo utilizado em borrifadores comuns. Porém, a diferença entre um borrifador e um pulverizador está principalmente no tamanho das partículas e no alcance da aplicação.

No pulverizador agrícola, os líquidos são normalmente agroquímicos. Inseticidas, fungicidas, herbicidas ou fertilizantes são lançados nas superfícies-alvo, como plantas no campo ou em estufas.

Dessa forma, a finalidade de um pulverizador agrícola é fazer com que o líquido esteja em contato com a maior parte da superfície-alvo. Isso, é claro, de maneira eficiente e com menor perda possível.

Componentes de um pulverizador

Cada um dos muitos tipos de pulverizador tem a necessidade de certos componentes para seu funcionamento. Aqui listamos alguns componentes principais em sistemas de pulverização:

  • Tanque de armazenamento: é onde a calda a ser aplicada fica armazenada;
  • Mecanismo agitador: ele mantém a calda sempre homogênea, sem decantação de partes mais pesadas;
  • Filtros: evitam a passagem de impurezas da calda para os sistemas aspersores;
  • Bombas hidráulicas: bombeiam a calda do sistema de armazenamento para os sistemas aspersores;
  • Regulador de pressão: controlam a pressão do líquido no interior do sistema de aspersão;
  • Manômetro: informam de possíveis perdas de pressão no sistema;
  • Barra de pulverização: conduzem a calda aos bicos em sistemas de barra, aumentando o alcance e eficiência da pulverização;
  • Bicos de aplicação: pulverizam o líquido em gotículas e aplicam a calda na  superfície-alvo.

Tipos de pulverizador agrícola

Como qualquer outro tipo de equipamento, para pulverizadores agrícolas também há uma grande variedade de tipos, marcas e modelos. Abaixo listamos os tipos mais utilizados de pulverizadores agrícolas:

Costal

O pulverizador costal consiste de um reservatório de produto que é carregado por um operador. Sua aplicação pode ser manual ou automática. Essa técnica tem rendimento limitado pela velocidade de aplicação e baixa capacidade do tanque. Por isso, é mais recomendada para áreas pequenas ou plantios em estufa.

Pistola

O aplicador tipo pistola normalmente é acoplado a um sistema de mangueiras e aumenta o alcance da aplicação por usar sistema de ar comprimido. Ele pode ser de acionamento manual ou elétrico.

Barra

Ele consiste em uma barra com múltiplos bicos de pulverização acoplados a uma mangueira, e podem pulverizar áreas maiores. Eles podem ser acoplados a tratores ou serem autopropelidos.

Autopropelido

O pulverizador autopropelido é o mais utilizado nas propriedades, e apresenta o sistema de barra e um sistema motriz individual, não dependendo da força motriz do trator. Esse método pode alcançar maiores áreas e rendimentos.

Atomizador

Os atomizadores são equipamentos que utilizam ventilação forçada para espalhar o produto a ser aplicado pela lavoura. Apesar de aumentar a deriva de defensivos, o alcance do método é maior.

Aéreos

Esse processo pode ser feito por meio de veículos voadores como drones para pulverização, helicópteros e aviões. Esse tipo de aplicação ainda é um pouco limitado por custos ou por baixo rendimento de aplicação, como para drones.

Foto elaborada pelo autor, com vários pulverizadores agrícolas diferentes
Tipos de pulverizadores agrícolas
(Fonte: Adaptado pelo autor de diversas fontes)

Além desses tipos de pulverizadores, existem técnicas que podem ser envolvidas nos sistemas de pulverização para aumento de eficiência. Uma dessas técnicas é a pulverização eletrostática.

Ela consiste em gerar gotas com cargas elétricas contrárias às das plantas. Isso causa atração eletromagnética entre a gota e a planta, aumenta a eficácia da aplicação e diminui as perdas.

Regulagem de pulverizador agrícola

A regulagem é o último processo antes do uso desse equipamento no campo. Porém, antes disso, há a necessidade de manutenção e limpeza do pulverizador, que garantem um bom funcionamento.

Em primeiro lugar, utilize equipamentos de proteção individual durante a regulagem e aplicação de produtos na lavoura. Os principais fatores a serem regulados em um pulverizador são:

  • Dose de produtos: normalmente presentes nas bulas dos agroquímicos, as doses definem a quantidade do princípio ativo do produto a ser aplicado por hectare;
  • Cobertura: é a quantidade de gotas do produto a ser aplicado por área da superfície-alvo;
  • Tamanho de gota: o tamanho de gota é controlado principalmente pelo tipo de bico a ser usado e a pressão de operação e é definido de acordo com o tipo de produto, estágio de fechamento da cultura, condições ambientais, dentre outros;
  • Volume de calda: o volume de calda é definido para uma área conhecida, por exemplo, em litros por hectare. Ele dependente da dose, da cobertura e do tamanho de gotas;
  • Pressão: a pressão no sistema de barras é importante para definir a vazão do produto e o tamanho de gota e pode ser verificada através do manômetro. Ele indica possíveis perdas no sistema;
  • Vazão: a vazão é o volume aplicado em um certo tempo por um sistema de pulverização. É importante para entregar a quantidade adequada do produto na superfície-alvo;
  • Tipo de bico: o tipo de bico define o espalhamento da calda, o tamanho da gota e o alcance e capacidade de penetração do produto no dossel;
  • Velocidade da máquina: a velocidade da máquina irá controlar a qualidade de aplicação e deve ser levada em conta junto com os parâmetros acima, como vazão.

Os parâmetros atmosféricos também devem ser considerados na definição da regulagem. Velocidade do vento, chuva, umidade e temperatura do ar podem causar problemas na aplicação de produtos, como deriva, evaporação, diluição do produto, etc.

Marcas de pulverizador agrícola: como escolher o melhor modelo para a fazenda

Existem várias marcas de pulverizadores agrícolas comercializados no Brasil: Valtra, Massey Ferguson, John Deere, Jacto, Aral, Stara, New Holland, Case, Jan, Metalfor, PLA, Montana, ServSpray e Pulverjet. Porém, a escolha de um pulverizador deve considerar fatores como:

  • Tipos de culturas agrícolas utilizadas na propriedade: para culturas agrícolas perenes, prefira o uso de pulverizadores atomizadores. Para culturas anuais, priorize o uso de pulverizadores costais ou autopropelidos. Algumas culturas florestais utilizam pulverização aérea;
  • Extensão da área e relevo da propriedade: para produtores médios a pequenos com extensões de terra reduzidas, o pulverizador costal é uma boa opção de custo-benefício. Com o aumento das áreas, há necessidade de um sistema mecanizado  e mais automático;
  • Nível tecnológico da fazenda e da mão de obra: a decisão por investir em sistemas de maior precisão, por exemplo com geolocalização ou mesmo o uso de drones, tem que estar de acordo com o conhecimento da mão de obra e da tecnologia da fazenda;
  • Capacidade de investimento: o investimento em um pulverizador autopropelido é maior que em um costal ou de pistola. Isso deve ser levado em conta no plano de investimento e amortização dos custos nas safras posteriores;
  • Facilidade de assistência técnica na região de atuação: de nada adianta ter maquinários na fazenda se eles não estão aptos a executar suas funções. Muitos problemas podem ser minimizados por manutenções preventivas, mas outras vezes há necessidade de mão de obra especializada. Ter especialistas disponíveis na região da propriedade é de grande valia.

Por isso, consulte sempre os fornecedores e assistentes técnicos para definição do melhor maquinário para sua realidade.

Como escolher o tipo de bico

A escolha do tipo de bico de pulverização é um passo muito importante. Ele está diretamente relacionado à qualidade e homogeneização da aplicação. Os bicos precisam ser bem escolhidos e estar sempre em boas condições.

Caso contrário, de nada adianta ter o produto correto, na dose correta e com a calda bem preparada e aplicado em condições climáticas ideais. Os principais tipos de bico são:

  • cone: pode ser de tipo cone cheio ou cone vazio. Normalmente é utilizado para aplicações de fungicidas e inseticidas;
  • leque: pode ser do tipo leque padrão ou leque uniforme. É normalmente utilizado para aplicação de herbicidas e utilizado em pulverizadores de barra;
  • impacto: os bicos de impacto são bastante abrangentes em suas características, e por isso são utilizados para pulverização de vários tipos de produtos; 
  • indução a ar: é um bico de maior tecnologia que trabalha sob maior pressão. ELe minimiza a deriva do produto, aumentando a eficiência de aplicação;

Alguns fatores são importantes na escolha do bico, como seu material, pressão de trabalho, forma e tamanho de gotas, tipo de jato. Suas condições de desgaste e possíveis entupimentos também devem ser avaliadas. 

Testes prévios são necessários para ver o molhamento executado pelos bicos.

Conclusão

Existem diversos fatores que definem o tipo de pulverizador mais recomendado. A regulagem adequada deles garante uma aplicação mais eficiente na propriedade.

O uso de novas tecnologias como drones e aviões tem crescido bastante. Porém, os sistemas autopropelidos ainda são grandemente usados nas propriedades brasileiras.

Ao fazer a escolha do pulverizador ideal para a sua fazenda, não deixe de realizar a manutenção frequente para garantir a qualidade dos processos.

>> Leia mais: “Moderfrota: veja o que é preciso para conseguir recursos

Pensando em investir em um pulverizador agrícola para a sua fazenda? Esse artigo te ajudou? Assine nossa newsletter para receber mais artigos em seu e-mail.

Compensação ambiental: saiba o que é e como funciona

Compensação ambiental: conheça os tipos, os valores, como calcular, como é feita e muito mais!

A compensação ambiental é uma ferramenta que possibilita às empresas suavizar danos ao meio ambiente. Isso tudo é feito conforme previsto nos fundamentos do Princípio do Poluidor-pagador.

Para quem produz, ficar por dentro de como funciona a compensação é essencial. Com ela, é possível eliminar o caráter de ilicitude do dano causado ao meio ambiente, desde que seja paga uma indenização

Neste artigo, veja quais são os tipos de compensação, valores, como calcular e muito mais. Boa leitura!

O que é compensação ambiental?

A compensação ambiental é um instrumento financeiro que contrabalanceia possíveis impactos ambientais ocorridos, ou previstos no processo de licenciamento ou cadastro ambiental. Boa parte desses impactos são causados por atividades que usam recursos ambientais.

A compensação é uma forma de flexibilização da regulação ambiental, e foi regularizada depois da criação do Novo Código Florestal. Depois dela, a compensação da reserva legal passou a ser um processo mais seguro.

Essas atividades podem ser consideradas efetivas ou potencialmente poluidoras. Elas também podem ser capazes, sob qualquer forma, de causar degradação ambiental. Para cada ação de impacto ambiental, é possível uma recompensa em dinheiro.

Objetivos da legislação

O mecanismo financeiro da compensação é amparado pela Lei de Compensação Ambiental 9.9985, de 18 de julho de 2000. Ela institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza e dá outras providências.

Conforme a legislação sobre o tema, a compensação ambiental não tem por objetivo compensar impactos do empreendimento que a originou.

Ela serve para compensar a sociedade e o meio ambiente pelo uso autorizado de recursos naturais. Sobretudo por empreendimentos de significativo impacto ambiental.

A compensação ambiental é a obrigação de apoiar a implantação ou a manutenção de unidades de conservação pelo Grupo de Proteção Integral.

No caso de dano ambiental ou em virtude do interesse público, a compensação ambiental pode ser utilizada também em unidades de conservação do Grupo de Uso Sustentável. Neste último caso, a unidade de conservação beneficiária deve ser de posse ou domínio públicos.

Quais são os tipos de compensação ambiental?

A compensação ambiental pode ser preventiva ou corretiva. A compensação preventiva acontece antes do dano. Ela é verificada durante os procedimentos, com objetivo de obter licenciamento ambiental para o empreendimento.

Por meio desse procedimento, é possível obter o valor que o empreendimento vai pagar, bem como qual unidade de conservação receberá os recursos.

No caso da compensação corretiva, o dano ambiental já ocorreu. Pode ser, por exemplo, o vazamento de substância tóxica no leito de um rio, degradação do solo, rejeitos de minério ou de agrotóxicos.

Na compensação ambiental corretiva, a empresa é responsável por compensar o dano. Isso pode ser feito através do investimento em uma ação que gere impacto positivo no meio ambiente.

>> Leia mais: “Prad: entenda o que é o plano de recuperação de áreas degradadas

Qual o valor da compensação ambiental?

O valor da compensação corresponde entre 0% e 0,5% do custo total previsto para a implantação do empreendimento. Esses números são conforme o Decreto 6.848, de 14 de maio de 2009.

Assim, ela vai variar conforme o tamanho do empreendimento e o grau de impacto que ele vai causar ao meio ambiente. Os critérios para determinação das unidades elegíveis também influenciam no valor.

Por exemplo, o replantio em áreas degradadas pode custar cerca de R$ 40 mil por hectare. A compensação por servidão ambiental, por sua vez, pode custar cerca de R$ 20 mil reais por 15 anos, quase a metade do replantio.

Conforme a legislação, o ICMBio (Instituto Chico Mendes de Biodiversidade) é responsável por executar os recursos destinados para as unidades de conservação.

Como calcular o valor

A compensação ambiental é calculada em reais (R$) com a fórmula: CA = VR x GI/100.

  • CA é o valor da compensação ambiental (em R$);
  • VR é o custo total da implantação do empreendimento (também em R$);
  • GI é o grau de impacto, adimensional.

O GI corresponde à somatória dos pontos atribuídos aos impactos ambientais que se relacionam com o porte (P), à localização (L) e os fatores ambientais (FA).

Assim, GI = P + L + FA.

Segundo a legislação, os componentes P, L e FA são determinados a partir de tabelas e cálculos adimensionais, sendo: 

Componente Porte (P):

  • Índice relacionado diretamente com as características físicas do empreendimento e com a potencialidade poluidora da atividade a ser desenvolvida.

Componente Localização (L):

  • Este é um critério geográfico, relacionado ao nível de sensibilidade ambiental do local onde será instalado o empreendimento. Ele é acentuado pelo potencial poluidor (PP) da atividade a ser desenvolvida. 
  • Para a análise desse componente, será considerada a área diretamente afetada (ADA) pelo empreendimento.

O valor de L é determinado pela fórmula L= Fl + PP. Considere Fl como fator de localização e PP como potencial poluidor da atividade.

Basicamente, os cálculos do impacto da compensação seguem essas fórmulas.  A inserção de outras variáveis e cálculos relativos à flora, fauna, recursos naturais e fatores atmosféricos e climáticos depende da situação específica.

Como fazer compensação ambiental?

A compensação ambiental é feita por meio do Princípio do Poluidor-pagador. Nesse processo, uma empresa utiliza recursos naturais e retorna recursos para o ambiente, como forma de prevenção ao dano ambiental.

A compensação pode ser feita em áreas preservadas por meio de arrendamento rural, sob regime de servidão ambiental, ou cadastramento de condomínio de outra área.

O mais comum, no entanto, é a compensação das perdas ser feita por meio da destinação de recursos financeiros para manutenção. A criação de Unidades de Conservação também é uma opção.

Assim, o empreendedor é obrigado a viabilizar a existência de uma unidade de conservação de proteção integral. Ele também pode ser obrigado a apoiar a implantação e manutenção de uma unidade de conservação semelhante à área que sofreu o impacto ambiental.

Compensação ambiental e compensação de Reserva Legal

O Novo Código Florestal prevê a utilização de áreas preservadas em processos de licenciamento ambiental para compensação de Reserva Legal, que, conforme o código, é uma área da fazenda onde deve ser mantida a vegetação nativa para preservar o meio ambiente.

A Reserva Legal é obrigatória em todo o Brasil e o seu tamanho varia conforme o tipo de bioma em que está inserida a propriedade rural, independente do tamanho.

Na região da Amazônia Legal, a Reserva Legal corresponde a 80% dos imóveis rurais, e em áreas de Cerrado a 35% da propriedade. Nos demais biomas do país, a porcentagem é de 20%.

Caso essa porcentagem não seja atingida, é possível fazer uma compensação ambiental por meio da compra ou arrendamento de terras, o que resulta na compensação de reserva legal.

Além disso, a Reserva Legal pode ser usada também  para compensação de supressão de vegetação nativa.

Mas a utilização desse procedimento fica a critério dos órgãos ambientais estaduais. Eles podem optar por outras ações, como a compensação por replantio de vegetação, em caso de supressão de áreas com mata nativa.

Geralmente, a compensação por servidão ambiental é mais vantajosa economicamente para o produtor rural, porque as árvores já estão desenvolvidas. O oposto acontece no caso do replantio, quando há o risco de não haver o crescimento das plantas.

Para que esses procedimentos sejam encaminhados, é preciso que seja assinado o Termo de Compromisso de Compensação Ambiental. No termo, são descritas as condicionantes de licença ambiental de instalação ou de funcionamento.

diagnostico de gestao

Conclusão

Os impactos ambientais causados por atividades do agronegócio podem ser compensados de forma satisfatória por meio da compensação.

Quanto menos impacto a atividade causar ao meio ambiente, melhor. Por isso, é necessário que todo empreendimento seja pautado na ideia de sustentabilidade econômica e ambiental.

Assim, será possível conciliar o desenvolvimento que a sociedade necessita para atender às demandas por alimentos ou serviços. Ficar por dentro dessas possibilidades é fundamental para quem produz.

>> Leia mais:

Como melhorar a qualidade do solo com terraceamento

Como evitar e corrigir a compactação do solo na sua propriedade

Você está pensando em utilizar a compensação ambiental? Ainda tem alguma dúvida sobre o assunto? Deixe seu comentário abaixo!