CNPJ rural: tributação, diferenças e como fazer inscrição

CNPJ rural: o que é, quando é obrigatório o produtor se inscrever e mais informações, da inscrição à baixa do cadastro

Obter o CNPJ rural é necessário quando o produtor se enquadra como empresa, fornecendo produtos e serviços a diferentes tipos de consumidores.

Só que a mudança do produtor pessoa física para pessoa jurídica possui especificidades que podem impactar os resultados da atividade rural e, por isso, precisam ser consideradas pelo contador e pelo produtor em conjunto. Você sabe quais são elas?

Neste artigo, você verá a finalidade do cadastro, como fazer e como funciona em São Paulo. Boa leitura!

O que é CNPJ Rural?

O CNPJ Rural é o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica feito por pessoa física na junta comercial do Estado com a classificação em empresa rural. O cadastro é opcional para todos os Estados brasileiros, exceto São Paulo – em que é obrigatório.

Ele é necessário quando o produtor rural se enquadra como empresa, ou seja, fornecendo produtos e serviços a diferentes tipos de consumidores.

Ao optar por ter um CNPJ, o produtor rural deve escolher qual regime de tributação seguir: Lucro real, Lucro presumido, Lucro arbitrado ou Simples Nacional.

Proprietários que fazem uso do imóvel rural exclusivamente para lazer ou para produção para consumo próprio não precisam fazer a inscrição no CNPJ.

CNPJ Rural: como tirar?

O CNPJ Rural é emitido pelo PGD (Programa Gerador de Documentos) do CNPJ e Receitanet, disponibilizados no site da Receita Federal. O processo acontece online, e o número de inscrição no CNPJ é emitido em seguida.

Para o cadastro, é necessário apresentar os seguintes documentos:

  • Cópias do RG e CPF do produtor, autenticadas em cartório;
  • DITR (Declaração de Imposto Territorial Rural);
  • Comprovante de endereço atualizado;
  • Escritura ou documento que comprove posse do imóvel;
  • CCIR – Certificado de Cadastro de Imóvel Rural e matrícula do imóvel rural atualizada;
  • Caso seja arrendatário, é necessário ter o contrato com todos os dados da propriedade.

Em São Paulo, após receber o número, o produtor deve ir à delegacia da Receita Tributária para obter a nova inscrição estadual como produtor rural.

Para consultar os dados da empresa com CNPJ, você pode acessar a Redesim da Receita Federal, onde é possível emitir o comprovante de inscrição e ver a situação cadastral. 

Além disso, é possível fazer a consulta pelo Sintegra no estado que a empresa foi registrada. Para isso, você deve informar o CNPJ ou a Inscrição Estadual.

Tributação do produtor rural Pessoa Jurídica

As atividades rurais do produtor PJ são tributadas baseadas nas mesmas regras válidas às demais pessoas jurídicas. Esse produtor pode ser sujeito ao adicional do Imposto de Renda e a alíquota de 10%.

Além disso, a tributação pode acontecer baseadas no lucro presumido, real ou arbitrado.

Vantagens do CNPJ rural 

O  produtor com CNPJ Rural pode abrir contas bancárias para movimentação financeira da organização. A comercialização e venda de alguns produtos em redes varejistas e atacadistas também é uma vantagem.

Vale lembrar da facilidade de acesso ao crédito rural e ao financiamento privado, outros dois grandes benefícios.

É importante lembrar que os empréstimos pessoais, as receitas e as compras não agropecuárias devem ser lançadas no CPF.

Já as compras, receitas e os financiamentos agropecuários devem ser lançados no CNPJ. Isso resulta na separação do indivíduo e da empresa, além de segmentar os custos pessoais e os custos de produção.

Entretanto, como desvantagem, as obrigações fiscais que um produtor rural com CNPJ são mais complexas.

Diferenças entre produtor rural Pessoa Física e Produtor Rural Pessoa Jurídica

A principal diferença entre o produtor rural Pessoa Física e produtor rural Pessoa Jurídica é a quantidade de obrigações fiscais. Produtores PJ possuem obrigações fiscais mais complexas.

Além dessa, existem outras diferenças. O produtor rural Pessoa Física normalmente possui uma pequena propriedade e produz em pequena escala. Ele não pretende comercializar produtos em grande escala para mercados varejistas ou atacadistas.

Já o produtor rural Pessoa Jurídica é aquele que se enquadra como empresa, fornecendo produtos para o consumidor final. Ele também pode se tornar um fornecedor de matéria prima para outras empresas.

Tanto produtor rural pessoa física quanto jurídica deve fazer a Inscrição Municipal e/ou Estadual para emitir nota fiscal. Além disso, eles devem solicitar ao Incra o CCIR (Certificado de Cadastro de Imóvel Rural).

CNPJ rural em São Paulo

No Estado de São Paulo, todo produtor rural precisa ter inscrição no CNPJ para comercializar sua produção – é obrigatório. O CNPJ rural substitui a Decap (Declaração Cadastral de Produtor).

O objetivo da inscrição do produtor rural no CNPJ em São Paulo é estar no cadastro sincronizado com a Secretaria da Receita Federal

Essa medida visa dar ao produtor rural mais agilidade no preenchimento de formulários sem a necessidade de deslocamento até os postos fiscais. Além disso, ele pode emitir conjuntamente o número de CNPJ e de uma inscrição estadual.

Para fazer a inscrição, o produtor deve inscrever ou atualizar sua empresa no cadastro de contribuintes do ICMS.

Esse processo também é feito através do Programa Gerador de Documentos do CNPJ e Receitanet, no site da Receita Federal.

Os produtores devem apresentar os seguintes documentos:

  • ITR em nome do proprietário ou cópia da matrícula do imóvel rural com data recente;
  • Cópia e/ou original do Contrato ou declaração relativa à permissão de uso do imóvel para a realização de atividade rural, firmada pelo proprietário ou possuidor do imóvel ou, ainda, por seu representante legal, consignando o período de exploração, a área cedida e a forma de pagamento;
  • Cópia de CPF e RG do produtor rural;
  • Cópia de CPF e RG do proprietário do imóvel (dispensada em caso de firma reconhecida na assinatura do contrato).

Quem não está obrigado a emitir o CNPJ rural em São Paulo?

Não estão abrangidos na obrigação a pessoa que:

  • Faça uso do imóvel rural para fins recreativos;
  • Explore o imóvel rural com atividades cuja produção seja destinada ao próprio consumo;
  • Comercialize produtos agropecuários produzidos por terceiros ou recebidos em transferência de estabelecimento localizado em outra unidade da Federação;
  • Promova a compra e venda de bovino ou bufalino, desde que os animais permaneçam em seu poder por prazo inferior a 52 (cinquenta e dois) dias, quando em regime de confinamento, ou 138 (cento e trinta e oito) dias, nos demais casos.

Produtor rural pessoa física com CNPJ

O produtor rural pessoa física tem autorização da Receita Federal de manter registro no CNPJ, caso esse registro seja exigido pelo fisco estadual. Mas, para todos os efeitos, não perde a condição de pessoa física, como no caso dos produtores de São Paulo.

As notas fiscais que acobertam as operações de compra de insumos, máquinas e  venda dos produtos agrícolas devem conter apenas a informação do CNPJ do produtor.

Para a previdência social, devem ser informados os dados referentes ao CPF do produtor rural. 

Com a formalização, recomenda-se que os empréstimos pessoais, as receitas e compras não agropecuárias sejam lançadas no CPF. As compras, receitas e financiamentos devem ser lançados no CNPJ. Isso resulta na separação entre indivíduo e empresa. 

Baixa do CNPJ rural na Receita Federal

A baixa do CNPJ perante a Receita Federal deve ser realizada se acontecer algum dos seguintes eventos de extinção:

  • encerramento da liquidação voluntária, judicial ou extrajudicial;
  • incorporação;
  • fusão;
  • cisão total;
  • encerramento do processo de falência, com extinção das obrigações do falido;
  • transformação em estabelecimento matriz de órgão público inscrito como estabelecimento filial e vice-versa.

Após a ocorrência de um desses eventos, a baixa na inscrição do CNPJ rural deverá ser solicitada até o 5º dia útil do segundo mês subsequente. Para realizar a solicitação, é preciso enviar uma série de documentos para a Receita Federal.

Se a baixa da inscrição for concedida, a Receita disponibilizará a Certidão de Baixa de Inscrição no CNPJ, que pode ser consultada pela internet. Para realizar a consulta, basta inserir o CNPJ que o sistema mostrará a situação cadastral da empresa.

É importante salientar que qualquer pessoa que tenha acesso ao número do CNPJ pode realizar a consulta, mesmo que não seja o responsável legal da empresa.

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Conclusão

O CNPJ produtor rural deve ser emitido quando o produtor comercializa seus produtos, se enquadrando como empresa. 

O cadastro é obrigatório no Estado de São Paulo e optativo nos demais Estados brasileiros.

Este registro possibilita algumas facilidades ao produtor, como acesso mais fácil ao crédito rural e possibilidade de comercialização em mercados varejistas e atacadistas.

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Contrato de parceria rural: entenda como funciona

Contrato de parceria rural: conheça os tipos, prazo mínimo, quais são os riscos e veja como fazer

O contrato de parceria rural estabelece formalmente as regras acordadas pelos parceiros relativas à partilha da produção e também aos riscos do negócio.

A Lei nº 4.504/64 do Estatuto da Terra e o Decreto nº 59.566/66 dispõem sobre as regras para os diferentes contratos agrários, como a parceria rural e o arrendamento rural.

A parceria rural é um dos principais tipos de contratos agrários estabelecidos no Brasil. Nele, o proprietário do imóvel cede o uso da terra para que outro produtor possa explorar.

Neste artigo, veja o que é o contrato de parceria rural, quais informações devem ter e quais os riscos desse tipo de contrato. Boa leitura!

O que é parceria rural

Segundo a Lei nº4.504/64, a parceria rural é o contrato agrário onde uma pessoa se obriga a ceder à outra o uso específico do imóvel rural ou de partes dele, por um tempo. Nessa modalidade, o parceiro que cede a terra assume os riscos da perda da atividade agrícola, bem como as chances de sucesso.

Nela, podem ser incluídas benfeitorias e demais bens que tenham objetivo de exercer a atividade de exploração agrícola, pecuária, agroindustrial, extrativa vegetal ou mista. 

Neste tipo de contrato também pode ocorrer a entrega de animais para cria, recria, invernagem, engorda ou extração de matérias-primas de origem animal.

Na parceria rural há o parceiro-outorgante e o parceiro-outorgado. O parceiro-outorgante é a pessoa que cede os bens, podendo ser o proprietário ou não da terra.

O parceiro-outorgado é a pessoa ou o conjunto familiar que recebe a propriedade ou os bens com o objetivo de explorar em parceria. Ou seja, o parceiro-outorgado é o agricultor que vai trabalhar na terra.

Tipos de parceria rural

Existem cinco tipos de modalidades de parceria rural. Elas são a parceria agrícola, a parceria pecuária, a parceria agroindustrial, a parceria extrativa e a parceria mista.

  • Parceria Agrícola: utilização temporária de imóvel rural, com finalidade de exploração e produção vegetal;
  • Parceria Pecuária: finalidade de animais para cria, recria, invernagem ou engorda, com a partilha proporcional dos riscos e dos frutos ou lucros havidos;
  • Parceria Agroindustrial: finalidade de exercer atividade de produto agrícola, pecuário ou florestal;
  • Parceria Extrativa: voltada para a atividade extrativa de produto agrícola, animal ou florestal;
  • Parceria Mista: pode abranger mais de uma das modalidades de parceria.

Como funciona o contrato de parceria rural?

A parceria rural é um instrumento pelo qual os produtores rurais (tanto o proprietário quanto o parceiro) farão um empreendimento único para a atividade rural.

Ou seja, é uma espécie de contrato em que o dono da terra contribui com o imóvel e o parceiro-outorgado com o trabalho. Eles partilham não só os lucros, mas também os riscos e prejuízos que o empreendimento possa ter.

De acordo com a Lei, as partes contratantes poderão especificar previamente o montante de participação do proprietário. Contudo, no final do contrato poderá ser realizado um ajustamento do percentual pertencente ao proprietário

Qual o prazo mínimo do contrato de parceria?

No geral, o contrato de parceria tem prazo mínimo de 3 anos. Isso assegura ao parceiro o direito de concluir a colheita pendente.

Após esse período, se o proprietário não quiser explorar por conta própria, o parceiro terá preferência para firmar um novo contrato. É recomendável que os acordos sejam realizados 6 meses antes do término do contrato.

Em caso de morte de quem firmou a parceria, o acordo firmado não é extinto, mas continua vigente até o final do prazo estipulado. No final desse prazo, os herdeiros têm a preferência de renovação do contrato.

Quem tem preferência na compra do imóvel na parceria rural?

O Estatuto da Terra garante o direito de preferência na compra do imóvel, independente de qualquer previsão contratual, para o arrendador da terra. Entretanto, a lei não confere esse direito para os produtores com contrato de parceria rural.

Para que o parceiro tenha preferência na compra do imóvel, é preciso que essa informação esteja explicitada no contrato para ter valor legal.

Como funciona a tributação da parceria rural?

A tributação nos contratos de parceria ocorre tanto sobre o proprietário da terra quanto sobre o parceiro. Neste caso, ambos são tributados como atividade rural para fins de Imposto de Renda.

Se o produtor é pessoa física, ele pode optar por pagar o IR pelo lucro real ou pelo lucro presumido. Se optar pela presunção, a alíquota é de 20% sobre a receita bruta.

No resultado obtido com a aplicação da presunção de 20%, será aplicada a alíquota de IR de até 27,5%.

Vamos supor que sobre a receita bruta do proprietário de R$100 mil será aplicada a presunção de 20%. Isso resultará em uma base de cálculo do IR de R$20 mil.

Sobre este valor será aplicada a alíquota de 27,5%, totalizando R$5.500 de IR. Neste caso, a alíquota efetiva é de até 5,5% da receita bruta.

No caso do lucro real, a apuração de cada parceiro será respectiva às suas receitas, despesas e investimentos. Sobre o lucro apurado é aplicada a alíquota de até 27,5%.  

Como fazer um contrato de parceria rural?

O Estatuto da Terra e o Decreto Regulamentador permitem que os contratos de parceria possam ser escritos ou verbais. 

Entretanto, é aconselhável que o contrato seja feito da forma escrita, facilitando acordos e possíveis discussões na justiça. Além disso, com a profissionalização da atividade rural, não há mais espaço para contratos verbais.

Principais características do contrato de parceria rural

Os contratos de parceria devem ter as seguintes características e informações:

  1. contrato em forma escrita;
  2. deixar claro quais são os possíveis riscos do negócio;
  3. especificar o tipo de contrato e a atividade que vai ser exercida: por exemplo, “contrato de parceria rural para fins de exploração de atividade agrícola de café”;
  4. dados do imóvel: número de matrícula no registro de imóveis, número de inscrição do imóvel no cadastro rural do Incra e todos os demais detalhes que permitam individualizar o imóvel rural;
  5. prazo do contrato;
  6. fixação de cotas e de como será feita a partilha: devem ser especificados os percentuais de colheita, investimento e aplicação de recursos financeiros relativos a cada um dos parceiros;
  7. descrição de benfeitorias: é importante detalhar algumas particularidades do imóvel (casa de moradia, galpões, cercas, máquinas agrícolas), assim como algumas benfeitorias que possam vir a ser permanente ou a integrar a propriedade, pois isso irá se refletir diretamente nas cotas de participação;
  8. fiscal do contrato: esta informação é facultativa. Ela se refere à nomeação de um profissional pelos contratantes para examinar a pertinência das contas apresentadas para avaliar as despesas com a produção, bem como fiscalizar a colheita.

Assim, é muito importante que essas informações sejam explicadas no corpo do contrato para evitar problemas futuros. Quanto mais detalhado for o documento, mais seguros estarão os contratantes.

Quais são os riscos da parceria rural

No contrato de parceria rural, as partes devem deixar claro quais são os riscos que pretendem partilhar. Elas podem ou não incluir todos os riscos descritos na lei. 

Segundo o Art. 96, parágrafo 1º do Estatuto da Terra, os riscos que as partes devem partilhar são:

  • caso fortuito e de força maior do empreendimento rural;
  • dos frutos, produtos ou lucros havidos nas proporções que estipularem, observados os limites percentuais estabelecidos no inciso VI do caput do artigo 96;
  • variações de preços dos frutos obtidos na exploração do empreendimento rural.

Assim, a partilha do risco seria a possibilidade de perigo ou perda devido a exposição a intempéries, pragas, casos fortuitos ou de força maior que levem à perda do produto físico ou à perda de receita ou lucro.

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Conclusão

A parceria rural é um tipo de contrato comumente utilizado pelos produtores rurais no país. Este tipo de contrato é regido pelo Estatuto da Terra e permite que o proprietário ceda sua terra ou parte dela para um parceiro explorar economicamente.

Nestes casos, o contrato tem duração mínima de três anos. Tanto o parceiro quanto o proprietário dividem os riscos do negócio. 

Dessa forma, é sempre importante estabelecer os percentuais de cada parceiro no contrato para evitar problemas futuros para ambas as partes.

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Inteligência artificial no agronegócio: como isso vai beneficiar sua fazenda

Inteligência artificial no agronegócio: o que é, como pode ser utilizada, quais são as IAs já disponíveis na agricultura, vantagens e problemas para adoção destas ferramentas. 

A tecnologia vem se superando a cada dia. O lançamento de novas ferramentas principalmente digitais está acelerado, tornando obsoletas descobertas de 2 ou 3 anos antes.

Essa realidade não se restringe a celulares, computadores e empresas urbanas. A tecnologia da inteligência artificial chegou ao campo faz tempo e vem sendo aprimorada e ampliada em várias regiões produtoras.

Muitas vezes, porém, o produtor nem sabe que usa a inteligência artificial, pois muitas pessoas não conseguem compreender o significado desse termo.

Neste texto, vamos explicar o que é a inteligência artificial, como ela foi introduzida na agricultura, como está presente no dia a dia do produtor rural e quais são as vantagens da inteligência artificial no agronegócio. Venha conferir!

Inteligência artificial no agronegócio: o que é?

Inteligência artificial (IA) é a capacidade de um equipamento com sistema computacional de coletar dados, agrupar estes dados, fornecer uma solução e até mesmo executar a tarefa.

Nas cidades, a IA é uma realidade dentro das próprias casas e ao alcance na palma da nossa mão, acessando essas ferramentas pelos celulares. Mas e na agricultura, como isso surgiu?

Como primeiro passo, podemos lembrar do uso do GPS na agricultura para demarcação de áreas, e depois, na agricultura de precisão e no piloto automático dos tratores e máquinas.

Esse foi o início da IA na agricultura, pois o GPS permite realizar navegação, medir áreas, determinar coordenadas, armazenar dados e até mesmo tomar decisões, como é o caso do piloto automático.

Com o passar dos anos, novas ferramentas tecnológicas com inteligência artificial foram ganhando espaço no setor agrícola, e serão abordadas no próximo tópico.

Em resumo, a inteligência artificial está presente na agricultura em diversos equipamentos, máquinas e implementos que contribuem, principalmente, para a coleta de informações, processamentos das informações e tomada de decisões, para manejos agrícolas mais precisos.

Usos possíveis da inteligência artificial no agronegócio

Como dito anteriormente, o GPS é uma das ferramentas que podem ser consideradas inteligência artificial no agronegócio. Mas, com o avanço tecnológico, as IAs foram se aprimorando e se tornando cada vez mais independentes.

Tecnologias que auxiliam a inteligência artificial no agronegócio
Tecnologias que auxiliam a inteligência artificial no agronegócio
(Fonte: Embrapa)

Sensores

Outra ferramenta bastante utilizada na agricultura são os sensores. Muitos produtores são adeptos de sensores climáticos para previsão do tempo e medição da velocidade do vento, quantidade de chuvas, umidade do ar e do solo etc.

Os sensores são ótimos aliados para a tomada de decisões, visto que fornecem os dados em tempo real para o produtor.

A inteligência artificial nos sensores torna as tomadas de decisões mais precisas, e de modo automatizado, como é o caso da área de irrigação, por exemplo.

Em áreas irrigadas, é possível interligar os sensores a uma IA. Assim, o produtor define os parâmetros adequados à sua situação, como umidade relativa do ar, temperatura, quantidade de chuvas, umidade do solo e outros. 

Os sensores captam os dados, os armazenam e geram uma análise. Quando os parâmetros pré-definidos são alcançados, o próprio equipamento manda um comando para o pivô funcionar, já com a definição da quantidade de água a ser aplicada.

Software

Os softwares agrícolas são ferramentas que centralizam os dados do campo, analisam essas informações e as transmitem para o produtor, de modo didático e preciso, em forma de relatório. Isso contribui para a tomada de decisão em diversas áreas agrícolas.

O uso desta ferramenta é tão amplo que engloba desde aspectos burocráticos, como gestão fiscal, de pessoas e maquinários, planejamento, manejo da lavoura e clima até a definição de preços.

O software para gestão de fazendas mais completo do mercado é o Aegro, sendo capaz de fornecer dados de toda a fazenda desde o planejamento da colheita até a comercialização da safra.

Drones

Outra realidade ligada à inteligência artificial no agronegócio é o uso de drones. Os drones de imagens já vêm sendo utilizados há algum tempo nas fazendas, principalmente na demarcação de áreas e na obtenção de imagens para gerar mapas.

As imagens obtidas pelos drones ajudam a controlar pragas e doenças, verificar a saúde da lavoura, observar reboleiras, economizar na compra de produtos, por meio da aplicação localizada em determinadas situações etc.

Além dos drones de imagens, nos últimos anos, os drones de pulverização agrícola têm se tornado uma realidade.

Estes drones fazem parte da IA por realizarem a operação de modo automatizado, seguindo os parâmetros definidos pelo piloto, que controla remotamente o drone.

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Veículos autônomos

Uma realidade não tão distante é o uso de veículo agrícola autônomo (VAA), que estão sendo estudados e implementados em algumas áreas para a validação dos resultados.

Esse tipo de veículo está sendo desenvolvido para todas as fases da lavoura, desde o plantio até a colheita, e já tem algumas empresas que lançaram pulverizadores autônomos.

Ao contrário do piloto automático, os VAAs não apresentam nem cabine para o operador — uma única pessoa pode comandar mais de um veículo à distância.

Big data

O big data ainda é menos difundido na agricultura. Porém, essa é uma ferramenta de grande auxílio para o produtor rural.

Traduzindo ao pé da letra, “big data” significa “grandes dados”, e é exatamente isto que o sistema de inteligência faz: coleta diversos dados da fazenda, armazenando e agrupando essas informações nas nuvens, com grande velocidade, e fornecendo informações mais precisas aos produtores.

Essa tecnologia consegue cruzar informações como histórico da área, cultivar semeada, produtividade, histórico de chuvas e quantidade de fertilizantes para aplicação e já presentes no solo, fornecendo um parâmetro geral e particular de cada atividade.

Com a coleta e inserção de informações por sensores, é possível prever e evitar problemas na lavoura.

Vantagens das tecnologias de inteligência artificial para os produtores

As vantagens do uso de inteligência artificial no agronegócio giram, principalmente, em torno da precisão das tomadas de decisões do produtor — mas, para isso, é preciso saber o que ocorre no cotidiano do negócio rural.

Atualmente, uma coisa que diferencia as empresas rurais de sucesso é a coleta e análise de dados necessários para gerir corretamente o empreendimento.

Diariamente, diversas informações são geradas na fazenda. Anotar, passar os dados para planilha e analisá-los, todos, é uma tarefa que exige tempo, atenção e conhecimento.

Quando se tem ferramentas inteligentes que conseguem agrupar esses dados, coletando, analisando e gerando informações relevantes, ou até mesmo enviando comandos para realização da tarefa, o planejamento se torna mais correto, a tomada das decisões melhora e o tempo de ação fica mais rápido.

Isso gera um maior controle de todas as partes que compõem a empresa rural — a gestão de pessoas e máquinas e o manejo da lavoura, dos insumos, de peças, da produção e dos preços.

Outra vantagem é que todos os dados coletados pela inteligência artificial são armazenados nas nuvens, podendo ser acessados remotamente, e também possibilitando a tomada de decisão sem exigir que o produtor esteja presente no campo.

Todas essas ferramentas têm um único objetivo: a sustentabilidade no agronegócio, reduzindo os gastos com produtos, peças e insumos desnecessários, aumentando a produtividade e, consequentemente, a rentabilidade do produtor.

Dificuldades da utilização da inteligência artificial no agronegócio brasileiro

Uma pesquisa realizada pela Embrapa mostra o retrato da agricultura digital brasileira. Esse estudo coletou informações de muitos produtores rurais quanto ao uso da tecnologia no campo.

A dificuldade para adoção de tecnologias pelos produtores foi umas das questões levantadas. Veja na figura abaixo as principais respostas:

Dificuldades para a adoção de tecnologias no campo
Dificuldades para a adoção de tecnologias no campo
(Fonte: Embrapa)

Para a maioria dos produtores, o alto investimento financeiro é o principal entrave para a adoção de tecnologias — e a inteligência artificial está inclusa nesse quesito.

Os estudos e inovações que tornam esse tipo de inteligência possível no campo acabam onerando máquinas, equipamentos e outros dispositivos que possuem essas funções.

Entretanto, tirando a parte financeira da equação (que, sim, é um fator relevante), temos um entrave nas áreas agrícolas brasileiras: a falta de internet nas áreas rurais.

Em estudo sobre conectividade em áreas rurais, foi constatado que 13 milhões de brasileiros vivem em áreas rurais onde não há cobertura de internet, e muitos ainda têm qualidade de internet ruim, prejudicada por ventos e chuvas.

Isso é uma limitação para a coleta e análise de dados, visto que a inteligência artificial utiliza dados em tempo real e utiliza a internet para transmitir esses dados para a nuvem, armazená-los e cruzar essas informações.

Superando a barreira da internet, outro ponto de atenção para a utilização da IA é o conhecimento da ferramenta que se tem ou pretende implementar na fazenda, para que se tenha o aproveitamento de todos os recursos disponíveis.

Para isso, a capacitação digital de trabalhadores do campo é fundamental, haja vista a tecnologia desses programas.

Conclusão

Neste texto, você viu o que é inteligência artificial no agronegócio e como ela teve início neste setor.

As tecnologias inteligentes já são utilizadas nas áreas rurais, agregando informações e contribuindo para a tomada de decisões, e há diferentes formas de a inteligência artificial atuar na agricultura.

Este artigo também abordou as vantagens das IAs, principalmente para a coleta e o cruzamento de dados de todas as áreas do negócio rural.  

Por fim, destacamos os principais problemas que envolvem a adoção da inteligência artificial no agronegócio brasileiro.

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“Veja como adotar práticas de tecnologia e sustentabilidade na sua fazenda”

“O que são fazendas digitais e por que elas custam menos e valem mais”

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Subsoladores: o que são e como utilizar

Subsoladores: as principais características, recomendações de uso e vantagens e desvantagens desse implemento agrícola

A agricultura tem tido grande evolução ao longo de sua história, principalmente com a invenção e o uso de equipamentos, maquinários e implementos que aumentam a eficiência e velocidade das atividades agrícolas.

O solo, muitas vezes chamado de “a metade esquecida” da produção vegetal, pode e deve ser monitorado e manejado para dar condições ideais ao crescimento das plantas.

Vários implementos agrícolas podem ser usados para corrigir parâmetros físicos do solo. O subsolador é um desses implementos de suma importância — porém, seu uso deve ser bem planejado e executado.

Neste artigo, vamos abordar as principais características desse implemento, seu uso, recomendações e as vantagens e desvantagens da sua entrada no sistema agrícola. Confira!

O que são subsoladores?

Os subsoladores são implementos agrícolas, bastante robustos, formados por hastes metálicas e têm a principal função de “quebrar” camadas condensadas de solo.

O implemento consiste em hastes profundas, muito rígidas, que conseguem penetrar no perfil do solo e, ao serem arrastados por máquina de tração, desfazem áreas condensadas do solo, causando descompactação.

Existem dois tipos básicos de subsoladores: montados ou de arrasto. Os subsoladores montados possuem rodas de ferro que auxiliam a sua movimentação e controlam a profundidade de subsolagem. Os subsoladores de arrasto são utilizados com rodas pneumáticas, mas têm as mesmas funções dos subsoladores montados.

Características dos subsoladores

Existem tipos diferentes de subsoladores e há, principalmente, variação no comprimento, número, tipo e distância entre hastes do implemento. As formas mais comuns das hastes são: reta vertical, reta inclinada, curva e parabólica.

A profundidade de atuação do subsolador, bem como a sua capacidade de explorar o perfil do solo, dependem principalmente do tamanho das hastes e da regulagem das rodas limitadoras.

Por atuar em camadas mais profundas e mover grande massa de solo, os subsoladores demandam uma grande potência do trator, sendo uma atividade de alto consumo de combustível se comparado à aração ou gradagem, por exemplo.

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Exemplo de subsolador
(Fonte: Stara)

Recomendações de uso dos subsoladores

O uso de subsoladores é recomendado para romper camadas compactadas de solo em profundidades não alcançáveis para grades, arados ou escarificadores. Normalmente, os subsoladores atuam na área do perfil do solo entre 30 e 60 centímetros, podendo chegar a profundidades de até 1 metro.

Os subsoladores são recomendáveis quando há compactação de camadas mais profundas do solo. A compactação do solo é causada normalmente pelo tráfego constante de máquinas pesadas, com maior potencial de acontecerem em solos mais argilosos.

A compactação pode ser verificada por métodos de medição, como penetrômetros. O penetrômetro mede a resistência do solo à penetração e indica o seu grau de compactação. Já existem métodos de maior rendimento e precisão para mapear a compactação ao longo da área da propriedade rural.

É importante que essas medidas sejam feitas em algumas condições específicas — por exemplo, com o solo úmido, o mais próximo possível da capacidade de campo. Os valores do penetrômetro para decisão de recomendação da subsolagem dependem do tipo de solo e da sua variação com a profundidade.

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Vantagens do uso de subsoladores

A recomendação de uso de subsoladores, quando bem executada, pode trazer diversos benefícios ao sistema agrícola. Abaixo, citamos as principais vantagens da quebra das estruturas compactadas do solo em maior profundidade com subsoladores. Veja:

Diminuição da restrição física

A quebra das camadas compactadas diminui a resistência do solo, facilitando o crescimento da raiz. Ao explorar um maior volume de solo,a planta tem maior capacidade de absorção de água e nutrientes, além da maior sustentação da planta.

Maior infiltração de água e aeração

A subsolagem aumenta os micro e macroporos do solo, aumentando a aeração e criando espaços para a infiltração de água nas camadas mais profundas do solo.

Aumento da disponibilidade de nutrientes

Ao permitir a entrada de água e o crescimento de raízes, a subsolagem permite que os nutrientes nessas camadas do solo sejam disponibilizados e absorvidos pelas plantas. Além disso, permitem que os fertilizantes aplicados em cobertura atinjam camadas mais profundas do solo.

Favorecimento da microbiota do solo

O aumento da oxigenação e da infiltração de água nas camadas inferiores do solo facilita o desenvolvimento de microorganismos benéficos às plantas, potencializando a melhoria das características biológicas do solo.

Diminuição do revolvimento superficial

O uso de subsoladores não causa tanto revolvimento das camadas superiores do solo, como no caso do uso de grades, arados ou escarificadores superficiais. Isso evita a exposição e perda da matéria orgânica do solo.

Prevenção da erosão

Ao facilitar a entrada de água no perfil do solo, a subsolagem evita o escoamento superficial de água, diminuindo o carreamento superficial de partículas do solo e a erosão.

Em quais culturas os subsoladores são utilizados?

As culturas anuais normalmente apresentam um tráfego maior de máquinas e implementos, e essas atividades, safra após safra, tendem a causar maior compactação.

Culturas como milho e soja tendem a apresentar compactação após safras consecutivas, principalmente em solos argilosos, com alta incidência de precipitação/irrigação e altamente mecanizados.

A cultura da cana-de-açúcar também apresenta alta incidência de compactação. Culturas perenes, como café e citros, podem ter compactação nas entrelinhas e requerem uma atividade de subsolagem específica para evitar danos às raízes da cultura.

Diferenças entre escarificadores e subsoladores

Os escarificadores podem ser confundidos e recomendados para o papel dos subsoladores. Porém, há uma diferença importante entre os dois implementos: seus alcances em profundidade no solo.

No entanto, os dois implementos são recomendados para sistemas de cultivo mínimo, como é o caso do plantio direto, sendo técnicas recomendadas para a agricultura de conservação, visando ao aumento da sustentabilidade do processo produtivo.

Escarificadores e subsoladores não causam revolvimento excessivo do solo, como arados e grades. Por isso, são implementos que não provocam grande remoção da palhada na superfície do solo após a descompactação.

Conclusões

A atividade agrícola tem se modernizado em buscas de soluções cada vez mais sustentáveis para a manutenção ou aumento da produtividade, sem a necessidade de usar recursos em excesso.

O solo, um recurso primordial para o sistema agrícola, foi deixado de lado por muito tempo e agora passa a ser foco cada vez mais importante em busca de soluções sustentáveis.

Os sistemas de agricultura de conservação, com base em cultivo mínimo, tendem a causar problemas de compactação do solo, pelo baixo revolvimento das camadas do solo e o alto tráfego de máquinas pesadas.

O uso de subsolagem traz diversos benefícios às características químicas, físicas e biológicas do solo e aumenta a capacidade produtiva do sistema agrícola, evitando limitações à produção e permitindo explorar ainda mais o potencial produtivo das plantas.

>> Leia mais:

“Como uma boa gestão de máquinas agrícolas pode diminuir seus custos de safra”

“Moderfrota: o que é e como conseguir crédito para máquinas agrícolas”

“Renagro: como funciona o registro nacional de tratores e máquinas”

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Agricultura de baixo carbono: o que é e como fazer? 

Agricultura de baixo carbono: o que é, por que é importante ter tecnologias que reduzem o carbono, como aplicar ao campo, seus benefícios ao produtor e ao meio ambiente e mais! 

A agricultura brasileira é uma das principais fontes de alimento para o mundo. A variedade de culturas produzidas no Brasil, assim como sua quantidade, são alguns dos fatores para esse destaque mundial.

Entretanto, há alguns anos, a atenção do mundo tem se voltado para o clima — mais precisamente, para o aquecimento global.

Nesse sentido, a agricultura vem sendo pressionada e também tem pressionado medidas para minimizar os efeitos que os gases do efeito estufa (GEE) vem causando no planeta.

Para entender melhor esse cenário, confira neste artigo o que a agricultura tem a ver com a redução do carbono e por que, apesar de ser alvo de críticas, tem sido um dos principais setores a adotar técnicas para reduzir os impactos do aquecimento global.

Por que existem e quais são as tecnologias de baixo carbono na agricultura?

A agricultura tem recebido uma série de demandas da população mundial por causa dos moldes de sua produção. Com isso, alguns países têm incentivado formas de produção mais sustentável.

Isso ocorre por causa das mudanças climáticas, principalmente nos últimos anos, com chuvas acima da média, secas, geadas, granizos e outras intempéries que pressionam a agricultura, pois algumas atividades rurais emitem gases causadores do efeito estufa.

Entretanto, ao contrário do que muitos pensam, a agricultura quer e precisa pressionar o desenvolvimento de tecnologias acessíveis aos produtores, para que eles adotem ações de mitigação dos GEE, pois as mudanças climáticas afetam diretamente a produção de alimentos.

Desse modo, políticas mundiais estão buscando a adoção de tecnologias agropecuárias sustentáveis para que este problema seja reduzido.

No Brasil, foi criado o Plano Setorial de Mitigação e de Adaptação às Mudanças Climáticas para a Consolidação de uma Economia de Baixa Emissão de Carbono na Agricultura, resumidamente denominado Plano ABC.

“Este plano tem por finalidade a organização e o planejamento das ações a ser realizadas para a adoção das tecnologias de produção sustentáveis, selecionadas com o objetivo de responder aos compromissos de redução de emissão de GEE no setor agropecuário assumidos pelo país”, segundo o governo brasileiro.

Para atender à sua finalidade, esse plano criou seis programas de tecnologia focados em mitigar os efeitos climáticos; e um último programa voltado à adaptação, visto que a mudança climática vem ocorrendo em maior escala.

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Plano ABC criado com a finalidade criar uma agricultura de baixo carbono no Brasil
(Fonte: MAPA)

Como as tecnologias agrícolas contribuem para a redução do carbono? 

O primeiro ponto a ser entendido é responder a seguinte pergunta: o que é carbono na agricultura? 

Para dar essa resposta, precisamos lembrar que o carbono tem sido um vilão, pois os principais gases responsáveis pelo efeito estufa são dióxido de carbono (CO2), metano (CH4) e óxido nitroso (N2O), e a agricultura e pecuária são grandes responsáveis pela emissão destes três gases.

Agora, voltando à pergunta, o carbono na agricultura é fundamental. Ele está presente no solo e na planta. E, por estar presente no sistema de produção, o carbono pode ser “resgatado” ou liberado para o ambiente.

Na agricultura, o carbono é liberado pelo processo de revolvimento do solo, como aração e gradagem, pelo uso de adubos nitrogenados, pelo desmatamento, por pastagens degradadas, pela exposição do solo e pelo diesel utilizado nos maquinários

Devido a esses fatores, foram desenvolvidas aquelas seis tecnologias presentes no Plano ABC, para que ocorra o “resgate” deste carbono atmosférico ou ao menos a sua redução.

A palavra “resgatado” se refere ao fato de as plantas utilizarem gás carbônico (CO2) no processo de fotossíntese, retirando esse carbono da atmosfera.

Esse carbono passa a ser parte constituinte das plantas, raízes, ramos e folhas, que, no momento da sua decomposição, passam a ser componentes do solo, pois se ligam aos minerais de argila, onde são utilizados pelos microrganismos do solo.

Para entender melhor como fazer uma agricultura de baixo carbono, vamos nos basear em quatro dos programas de tecnologias dispostas no Plano ABC, abordando onde e como cada um contribui para a redução do carbono.

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Programa 1: Recuperação de Pastagens Degradadas

Neste programa, a redução do carbono ocorre por meio da conservação do solo, pois, em áreas degradadas, o solo fica exposto, tem pouca matéria orgânica e é geralmente compactado, o que reduz a vida de seus microrganismos e prejudica o desenvolvimento das plantas.

Assim, em solos nestas condições, a retenção de carbono é reduzida drasticamente, favorecendo mais a sua liberação do que a sua retenção.

A consequência da recuperação de pastagens é maior quantidade de plantas saudáveis e matéria orgânica, maior quantidade e diversidade de microrganismos no solo e menor compactação.

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Pastagem degradada à esquerda e recuperada à direita
(Fonte: Embrapa)

Programa 2: Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF) e Sistemas Agroflorestais (SAFs)

Os sistemas de integração têm como finalidade a ocupação de terra com diferentes formas de produção agrícola e pecuária.

Em uma mesma área, há presença de árvores, culturas agrícolas (soja, milho, frutíferas e hortaliças) e também pode haver criação de gado, ovinos ou caprinos, o que confere diversidade ao meio ambiente.

Com isso, o solo tem sempre uma cultura ou restos de culturas; e, consequentemente, menor risco de erosão, maior ciclagem de nutrientes, pela presença de matéria orgânica proveniente das árvores e das culturas, e maior fixação de carbono e nitrogênio, tanto devido à presença de microrganismos do solo quanto pela respiração das plantas.

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Exemplo de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF) (Fonte: Embrapa)

Programa 3: Sistema Plantio Direto (SPD)

Para adotar um sistema de plantio direto, o principal é o não revolvimento do solo, fator este que já contribui bastante para a redução de carbono.

Além disso, para que o sistema tenha funcionalidade, fazer adubação de cobertura é praticamente fundamental, pois as plantas conseguem ajudar a reciclar os nutrientes do solo, gerando matéria orgânica e contribuindo para a retenção de carbono.

Com solo mais equilibrado nutricionalmente, há redução da adubação, o que também é um fator que favorece a liberação do carbono. A boa condução deste sistema, com o passar dos anos, reduz a adubação das culturas.

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Sistema de plantio direto – não revolvimento do solo (Fonte: Embrapa)

Programa 4: Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN)

A fixação biológica de nitrogênio é amplamente conhecida pelos agricultores — principalmente pelos que produzem soja.

O nitrogênio fornecido para as plantas por meio da simbiose com as bactérias é o que faz a cultura da soja rentável, pois economiza cerca de 588 kg uréia/ha.

Além da soja, outras culturas podem se beneficiar dessa simbiose, como feijão, milho, alfafa, cana-de-açúcar, entre outras.

A fixação contribui para a redução dos gases do efeito estufa devido à economia gerada pela menor utilização de adubos nitrogenados.

Os adubos nitrogenados, principalmente a ureia, podem gerar liberação do N para a atmosfera por meio da volatilização da amônia e de óxido nitroso (N2O) — este último, um dos principais gases causadores do efeito estufa.

exemplo de perda de nitrogênio na agricultura de baixo carbono
Exemplo da perda de nitrogênio para a atmosfera (Fonte: A Granja)

Benefícios da adoção de práticas para redução de carbono

Como foi discutido ao longo do texto, as práticas da agricultura de baixo carbono são importantes para a redução da emissão dos gases causadores do efeito estufa.

Sua importância é tanto social quanto climática, pois seus efeitos afetam diretamente a produção agrícola mundial.

Entretanto, as práticas que minimizam a emissão dos GEE trazem outros benefícios para os produtores rurais, como, principalmente, o aumento da produção.

Com a recuperação de pastagens degradadas, a quantidade de animais por hectare pode duplicar.

O uso de bactérias capazes de fixar nitrogênio nas plantas reduzem a quantidade de adubos nitrogenados e, devido à menor quantidade de adubo, geram economia para o produtor, além de ter um melhor aproveitamento do N advindo das bactérias.   

Não revolver o solo no SPD, além dos benefícios na agricultura de baixo carbono, também aumenta a palhada deixada no solo, que favorece a manutenção da umidade, a vida dos microrganismos e outros benefícios que aumentam a produtividade de diversas culturas. 

Outro benefício da agricultura de baixo carbono é o incentivo do governo por meio do Programa ABC, que é uma linha de crédito para que esses programas tecnológicos sejam implantados nas áreas agrícolas.

Essas linhas de crédito são fornecidas com taxas de juros menores para os produtores que buscam fazer atividades que reduzam a emissão dos GEE.

Outras práticas que podem gerar renda para o produtor brasileiro são os créditos de carbono. Essa remuneração pela redução dos GEE já é uma realidade em alguns países.

Para saber mais sobre esse crédito, leia o seguinte texto aqui no blog: Saiba o que é o sequestro de carbono na agricultura e como se beneficiar dele.

Conclusão

Neste texto, abordamos as principais tecnologias para a realização de uma agricultura de baixo carbono

Também falamos do impacto da agricultura na emissão dos gases causadores do efeito estufa, contribuindo negativamente e positivamente nesse cenário.

Exemplificamos algumas práticas agrícolas que contribuem para a redução de carbono e como ocorre essa redução.  

Por fim, mostramos outros benefícios que o produtor obtém ao realizar uma agricultura de baixo carbono em suas áreas.

>> Leia mais:

“Sequestro de carbono na agricultura e como se beneficiar dele”

“Consequências das queimadas no solo e os impactos para a agricultura”

“Agrometeorologia: saiba como ela é importante para a produtividade da lavoura”

Você já conhecia a agricultura de baixo carbono? Aproveite para compartilhar este artigo com a equipe que te ajuda a cuidar da lavoura.

Novidades do Aegro em 2023: importação de histórico, filtros múltiplos e mais!

Novidades do Aegro em 2023: fique por dentro dos lançamentos, funcionalidades e principais novidades do software para gestão de fazendas!

O time da Aegro não para de trazer novas funcionalidades para tornar nosso sistema de gestão ainda mais completo e preparado, para você ter o controle e aumentar a produtividade do seu negócio.

Fique por dentro das principais mudanças que já implementamos e das maiores novidades do Aegro em 2023, confira! 

Emissão de nota fiscal eletrônica

A emissão das notas fiscais eletrônicas será obrigatória para todos os produtores rurais a partir de 2024.

O Aegro já está preparado para emitir notas fiscais de entrada e de saída. Basta acessar o sistema e criar uma nova despesa ou receita.

Tela de emissão de nota fiscal pelo Aegro
Facilite sua rotina e prepare-se para a obrigatoriedade de emissão das notas fiscais.

Clique para saber como emitir a NF-e com o Aegro.

Novidades na importação de XML

Uma das novidades do Aegro em 2023 é que ficou mais fácil ajustar o lançamento entre despesa ou receita conforme a realidade da nota fiscal e manter seu financeiro organizado.

Tela de importação de nota fiscal
Ao importar uma nota emitida em outra plataforma, será possível sinalizar seu papel como emitente, clicando no botão Sou emitente da NF-e.

Simplifique a importação do histórico financeiro

Nunca foi tão simples levar seus dados de contas a pagar e a receber de outra planilha ou sistema para dentro do Aegro.

Acesse o sistema e baixe a planilha em Excel para ganhar tempo e garantir que seu histórico fique centralizado em seu financeiro. Assim, você pode controlar seus dados e analisar com base em períodos anteriores.

Importação de dados financeiros é uma das novidades do Aegro em 2023
Facilite a organização de seu financeiro e mantenha o histórico dos seus dados com o Aegro

Acompanhe o consumo e eficiência de suas máquinas e veículos

Com o relatório de consumo, agora você pode fazer a gestão da eficiência de suas máquinas, consultando dados para comparar o consumo de gastos e identificar possíveis falhas ou falta de registro de dados.

Relatório de eventos
Gere o relatório na aba Patrimônio, selecionando o período que gostaria de visualizar, e escolha entre o formato .xlsx ou pdf para receber o documento

Novos filtros múltiplos

Simplificamos a busca e visualização dos itens nas abas do Financeiro e Fiscal com novos filtros de agrupadores, categorias, patrimônios e safras.

O financeiro teve destaque entre as novidades do Aegro em 2023
Chega de perder tempo procurando informações! Aproveite a nova funcionalidade para agilizar a análise dos dados no sistema.

Envie suas notas e acumule pontos na Orbia

Acumular pontos na Orbia ficou ainda mais fácil!

Reduzimos o seu trabalho de cadastrar notas nos dois sistemas para ganhar pontos. Agora, ao importar notas fiscais por XML ou Sefaz, você tem a opção de enviar para a Orbia direto pelo Aegro, selecionando a opção Enviar para a Orbia.

A parceria com a Orbia é uma das novidades do Aegro em 2023
Ganhe mais pontos em menos tempo e resgate produtos e serviços com a Orbia

Conclusão

Do lançamento da importação de histórico ao acompanhamento mais preciso do controle de máquinas da fazenda, conte com as novidades do Aegro em 2023 — e todas as suas demais funcionalidades — para fazer a gestão da sua lavoura de ponta a ponta.

>> Leia mais:

“Como a integração Aegro e FieldView otimiza o gerenciamento da fazenda”

“Avalie o sucesso da safra com ajuda dos indicadores de produção no Aegro”

“Software para agronegócio: veja os 10 melhores para sua fazenda”

“Saiba como gerenciar o ciclo de produção agrícola com o Aegro”

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Robótica na agricultura: o que é e quais inovações vão impactar o agronegócio?

Robótica na agricultura: inovações tecnológicas na agricultura: entenda quando é usada e quais são as vantagens da robótica agrícola

As inovações tecnológicas na agricultura estão presentes em todas as etapas de produção, desde o preparo do solo à comercialização, como sensores para análise do solo e aplicativos para a rastreabilidade e certificação dos produtos agrícolas.

Assim, uma nova tecnologia cria forças no mercado: os robôs agrícolas. Aumentando lucros e eficiência, além de garantir maior segurança nas operações.

Neste artigo, veja como a robótica na agricultura pode influenciar no manejo da lavoura e alavancar sua fazenda. Boa leitura!

Robótica na agricultura

O desenvolvimento tecnológico na agricultura passou por diversas fases. Teve início na agricultura 1.0, a qual é caracterizada pelo uso da tração animal, até chegar ao momento atual: a agricultura 4.0, marcada pelo uso de máquinas, veículos autônomos, drones, tecnologia de satélite e robôs com sensores.

A robótica é uma tecnologia utilizada para realizar movimentos e atividades humanas, por meio de máquinas autônomas controladas via remoto. Apesar disso, é importante ressaltar que não há a exclusão da mão de obra humana, e, sim, maior capacitação dos trabalhadores para o uso da tecnologia.

Até 2028, de acordo com International Market Analysis Research and Consulting Group, o mercado deve avançar anualmente em torno de 18,42%, alcançando US$ 21,2 bilhões. Atualmente, o mercado promove US$ 7,6 bilhões.

Um dos primeiros avanços tecnológicos da agricultura de precisão foi o Posicionamento Global por Satélite (GPS). A partir disso, tratores começaram a ser guiados por GPS para plantação de sementes, aplicação de defensivos agrícolas e colheita. 

Utilização do Solix Ag Robotics
Utilização do Solix Ag Robotics
(Fonte: Solinftec)

Recentemente, uma nova tecnologia surgiu no setor agrícola: o drone. Esta tecnologia permite monitoramento aéreo de pulverizações e colheita em tempo real e tem sido, para esse serviço, mais acessível que o realizado por satélite.

Isso porque o satélite não está sempre disponível ao agricultor, e alguns fatores podem prejudicar sua qualidade da imagem, como a presença de nuvens. Os drones agrícolas não têm esse problema por portarem suas próprias câmeras de alta resolução.

Essas tecnologias são integradas e conectadas por meio de softwares, sistemas e equipamentos que podem melhorar a produção agrícola. No Brasil, a Solinftec se destaca, com a tecnologia Solix Ag Robotics e a plataforma ALICE AI, monitorando insetos e ervas daninhas, analisando o solo e a nutrição das plantas.

Ou seja, os drones podem ser utilizados para coletar dados do solo, vegetação, clima e terreno, realizando o levantamento da área e otimizando tempo e mão de obra.

Aplicações da robótica na agricultura

Estas são algumas utilizações da robótica na agricultura:

  • Colheita de cereais
  • Análise de solo
  • Plantio
  • Combate às pragas
  • Capinagem
  • Colheita e embalagem de frutas
  • Monitoramento, manutenção e vigilância de plantações
  • Coleta de dados aéreos
  • Pulverização
  • Empilhamento de paletes
  • Higienização de animais leiteiros

Enfatizando a utilidade dessa tecnologia na colheita de frutas, o robô possui a capacidade de identificar se elas estão maduras ou não.

Atualmente, algumas empresas estão trabalhando nesse nicho de mercado. Como a Tevel Aerobotics Technologies, empresa israelense que desenvolve um sistema autônomo de robôs voadores, capazes de detectar tamanho e maturação e distinguir entre frutas, folhagens e outros.

Robô desenvolvido pela Tevel Aerobotics Technologies
Robô desenvolvido pela Tevel Aerobotics Technologies
(Fonte: Olhar Digital)

Outra empresa voltada para a colheita de frutas é a Fieldwork Robotics, desenvolvendo robôs para a colheita de framboesa para suprir a escassez de trabalhadores. A versão final do robô apresentará quatro braços que realizarão a tarefa simultaneamente.

A robótica na pecuária é empregada no monitoramento, alimentação de animais de cortes, aves e suínos e ordenha de vacas leiteiras.

Colhedora de framboesa desenvolvida pela Fieldwork Robotics
Colhedora de framboesa desenvolvida pela Fieldwork Robotics
(Fonte: The Guardian)

Vantagens

Diminuição de riscos à saúde humana e redução do uso de defensivo agrícola

A robótica na agricultura pode substituir atividades que causam riscos à saúde humana, como a aplicação de defensivos agrícolas.

A empresa suíça Ecorobotix desenvolveu o ARA, sistema de pulverização de precisão baseado em inteligência artificial. Essa tecnologia possui GPS, sensores e câmera em sua parte frontal, para identificação de plantas daninhas e aplicação do herbicida diretamente na planta, com a exata quantidade necessária.

Com isso, as novas tecnologias dispensam a necessidade de aplicação de produtos agrícolas na área total. Utilizando GPS, sensoriamento remoto, drones e robôs, é possível aplicar direcionado, diminuindo gastos com água, fertilizantes e defensivos.

Sistema de pulverização de precisão ARA: exemplo de robótica na agricultura
Sistema de pulverização de precisão, ARA
(Fonte: NeoFeed)

Diminuição da contaminação ambiental

Com a eficiência proporcionada pela agricultura de precisão e consequente redução de produtos agrícolas utilizados, a robótica na agricultura diminui o escoamento de produtos químicos nas áreas naturais ao redor da propriedade agrícola.

Diminuição do tempo entre a colheita e a distribuição

Em comparação com a mão de obra humana, os serviços são feitos pela robótica com muita agilidade, o que pode diminuir o tempo de colheita e, consequentemente, seu armazenamento.

Maior precisão operacional

Durante a colheita, a robótica pode diminuir o número de produtos colhidos impróprios para a comercialização e coletar apenas frutas. Isso é possível devido à capacidade de diferenciar frutas, folhagens e galhos.

Jornada de trabalho mais longa

Alguns robôs, como o Robotti LR da Agrointelli, podem trabalhar durante horas antes do reabastecimento.

Robotti LR projetado pela Agrointelli, mais um exemplo de robótica na agricultura
Robotti LR projetado pela Agrointelli
(Fonte: Agrointelli)

Desvantagens

Escassez de mão de obra qualificada

Para operar essas máquinas, é necessário fazer treinamentos específicos para a qualificação dos trabalhadores responsáveis pelos robôs.

Necessário o uso de internet

Cerca de 53% da população do campo no Brasil não tem acesso à internet, o que dificulta bastante a implementação de novas tecnologias na agricultura brasileira.

Depreciação de máquinas agrícolas

Conclusão

As vantagens do uso das novas tecnologias são inúmeras e modificam a vida do produtor rural para melhor. Pela facilidade, podendo controlar drones e robôs de qualquer lugar, utilizando apenas a internet. E o mais importante: a robótica na agricultura aumenta a rentabilidade da fazenda, por sua agilidade de manejo e economia de produtos utilizados.

Devido a isso, pesquisas são realizadas constantemente em diversos países para facilitar o manejo do campo.

Mas é importante que o produtor seja aliado da tecnologia e se diferencie dos antigos modelos de manejo do campo. Atualmente, mais de 84% dos agricultores brasileiros utilizam ao menos uma tecnologia digital para auxiliar a sua produção. 

Porém, é necessário ressaltar que, apesar desse avanço no processo de automação, com estimativa de crescimento anual de aproximadamente 20%, uma parcela de produtores apresenta dificuldade com a tecnologia, como o uso de aplicativos ou redes móveis, principalmente aqueles pertencentes à agricultura familiar.

>> Leia mais:

“Drones e Agricultura de Precisão: 8 pontos para você considerar”

“Smart farming: 5 tecnologias que vão deixar sua fazenda inteligente e rentável”

“Entenda como a antena 5G vai beneficiar sua fazenda”

Você já sabia disso tudo sobre a robótica na agricultura? Aproveite para compartilhar esse artigo com toda sua equipe de produção.