Liderança feminina no agro: conquistas e desafios do setor

Liderança feminina no agro: a história das mulheres na agricultura, cenário atual, cooperação, mulheres em destaque, desafios e mais. 

A história é feita por ciclos, que têm por características mudar o modo de visão ou de trabalho de setores e aspectos da vida cotidiana.

Pode-se dizer que as mulheres começaram a ser vistas nestes ciclos como trabalhadoras somente a partir de 1908, e estão conquistando cada vez mais espaços ao longo da história mundial.

No campo, por muitos anos, as mulheres assumiram um papel secundário, de suporte ao homem, auxiliando em seus afazeres conforme necessário.

Porém, nos últimos anos, as mulheres saíram desse segundo plano para assumir um papel de liderança em diversos setores do agronegócio.

Neste texto, vamos abordar a importância da liderança feminina no agro, o que mudou e vem mudando para que as mulheres assumam mais papéis dentro do setor, quais as formas de atuação da mulher e muito mais. 

Papel das mulheres no início da agricultura 

A liderança feminina no agro é histórica. Afinal, as mulheres foram pioneiras no cultivo agrícola.

Esta frase pode soar estranha e errônea se analisarmos o setor agrícola nos últimos séculos. Mas, se pararmos para refletir e acessarmos nossas aulas de História, lembraremos que os seres humanos deixaram de ser nômades, no período neolítico, justamente pela descoberta da arte de semear.

Naquela época, os homens ficavam responsáveis pela caça; o plantio e os cuidados com a terra ficavam a cargo das mulheres. Assim, quando analisamos a história da evolução humana, atestamos que é verdade, as mulheres são pioneiras na agricultura. Mas essa história foi se alterando no decorrer dos anos.

Com o crescimento do setor agrícola e pecuário, principalmente em áreas grandes e médias, os homens foram assumindo o papel de liderança, ficando as mulheres sem atuação ou com papéis secundários no campo.

Cenário das mulheres no agronegócio atual

A liderança feminina no agro foi sendo recuperado aos poucos. Inicialmente, as faculdades de agronomia tinham proporção de uma mulher a cada 40 alunos, e hoje já vemos esse número se equilibrar.

As atividades destinadas às mulheres no agronegócio eram, em sua maioria, dentro de laboratórios e, com menor frequência, uma participação na gestão.

Atualmente, vemos a liderança feminina no agro crescer em diversos setores, como chefes de empresas agrícolas, cargos (grandes) em multinacionais, agrônomas atuando na compra e venda de produtos, consultoria nas fazendas, donas, administradoras e gestoras de fazendas.

Ou seja: em todos os setores agropecuários, é possível hoje se deparar com uma mulher trabalhando no negócio agrícola, e, muitas vezes, em cargos de chefia.

Porém, ainda há bastante a ser conquistado para a liderança feminina no agro ser equânime.

Segundo dados do último Censo Agropecuário em 2017, feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 5,07 milhões de estabelecimentos rurais, apenas 19% (947 mil) são dirigidos por mulheres, que administram 30 milhões de hectares — cerca de 8,5% do total cultivado no país.

As principais atividades exercidas por estas mulheres são apresentadas no gráfico acima. As demais atividades são distribuídas entre produção florestal, horticultura e floricultura, aquicultura, pesca e produção de sementes e mudas certificadas.

Estes dados mostram que, mesmo a pequenos passos, as mulheres estão se inserindo no setor agropecuário.

Crescimento da liderança feminina no agro

O agronegócio no geral é um setor masculino. Foi muito difícil, inicialmente, para a liderança feminina no agro se fazer presente; muitas mulheres se inseriram no setor agrícola ao longo dos anos, mostrando seus conhecimentos, adquirindo espaço e ganhando reconhecimento.

Um diferencial marcante é a ajuda mútua entre mulheres no setor agrícola. Com o aumento da presença e liderança feminina no agro, muitas se juntaram e começaram a criar grupos de apoio, criando atividades, palestras, cursos e treinamentos voltados para o conhecimento em todas as áreas do setor rural.

Alguns grupos, sites e prêmios voltados para as mulheres do agro são listados a seguir:

Estes grupos são criados e administrados por mulheres que participam da agricultura de alguma forma. Em geral, são realizados encontros para troca de conhecimento e ajuda, por meio de discussões, palestras presenciais e online, cursos, eventos e a própria vivência no campo.

Com estes grupos de apoio, as mulheres buscam novas maneiras de enxergar e mudar o rumo da agricultura, compartilhando suas histórias e sucessos.

Há ainda muitas mulheres fazendo conteúdo da vida no campo, do cotidiano, dos trabalhos e conteúdo técnico pelo Instagram, em páginas como Agro Delas, Mulheres Essência do Agro, Ligia Bronholi Pedrini, Mulheres do Agronegócio Brasil, Agro Mulher Mentoring, Khiara Campos e muitas outras.

O crescimento da liderança feminina no agro tem sido tão relevante que, desde 2016, há o Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio (CNMA).

O último, realizado em 2022, contou com mais de 2500 mulheres participantes, vindas de 26 estados brasileiros e outros 3 países, com palestras e debates sobre todos os setores do agronegócio e a inserção de mulheres em posições de liderança.

Além da cooperação, o avanço tecnológico possibilitou a o crescimento da liderança feminina no agro. Antigamente, muitas operações realizadas nas áreas rurais demandavam força — o que, no geral, acaba sendo uma desvantagem para a mulher.

Com o aumento da tecnologia, com tratores e implementos agrícolas, colhedoras, semeadoras, pulverizadores e, mais recentemente, o uso de drones de pulverização, as mulheres foram capazes de realizar estas tarefas.

Liderança feminina no agro

Para ser um bom exemplo de liderança feminina no agro, não é preciso apenas saber dar ordens e gerenciar a equipe de trabalho. Muitas outras funções e responsabilidades vêm com essa posição, seja o líder homem ou mulher.

Liderar uma equipe é tarefa difícil, pois cada membro tem suas características, pontos fortes e fracos, habilidades e incapacidades.

Gerir pessoas é um ato de saber lidar com as diferenças, ter calma em momentos de estresse e erros e, principalmente, conseguir ter uma boa comunicação com a equipe, sabendo impulsionar cada membro para dar o seu melhor.

Uma pesquisa realizada pela Leadership Circle, com análises de mais de 84 mil líderes e 1,5 milhão de avaliadores, apontou que a liderança feminina no agro tem sido mais eficaz que a masculina.

O estudo destaca que as mulheres conseguem ter uma melhor comunicação e transformar a equipe em um time coeso, que busca e foca nos resultados a ser alcançados.

A liderança feminina no agro ainda é alvo de muito preconceito. Isso exige da mulher mais “jogo de cintura” para lidar em determinadas situações e eventos.

Entretanto, já podemos ver muitas mulheres como gerentes de fazendas, consultoras, vendedoras, pesquisadoras e administradoras de grandes empresas.

No Prêmio Mulheres do Agro, muitas se destacam por fazerem sua atuação no agronegócio algo marcante, seja em pequenas, médias ou grandes propriedades rurais.

Helga França de Paiva foi ganhadora do prêmio em 2022 na categoria de grande propriedade, engenharia agrônoma e produtora. Ela destina 5.000 hectares para soja, milho, produção de sementes e pecuária bovina, na cidade de Ibiá, Minas Gerais.

Na categoria de média propriedade, com 150 hectares e produção média de 6 mil sacas de café, Mariana Heitor exporta seus grãos produzidos em Patos de Minas, Minas Gerais, para países como Reino Unido, Japão, Austrália e Grécia, além de ter parceria com Nescafé, Nespresso e Starbucks.

Com uma área de 88 hectares, Juliana Rezende Mello se destacou na premiação de pequena propriedade. Formada em Farmácia, aceitou o desafio de produzir café em Monte Carmelo, também no estado de Minas Gerais.

Essas mulheres são apenas três exemplos de liderança feminina no agro buscando, diariamente, inovação e melhorias para o setor e alcançando ótimos resultados.

Desafios das mulheres no setor agrícola 

Todas as áreas têm desafios a ser superados. Em todas as profissões, as mulheres precisam derrubar obstáculos principalmente na questão salarial.

Na agricultura não é diferente, e a luta por igualdade salarial é um dos principais pontos discutidos quando se trata de cargos ocupados por homens e mulheres.

Além disso, por mais que isso tenha melhorado nos últimos anos, o agronegócio ainda apresenta resistência a mulheres como pessoas capacitadas para diversas áreas do setor agrícola.

Há empresas que ainda buscam apenas funcionários do sexo masculino para desempenhar papeis dentro da fazenda que podem ser preenchidos por mulheres igualmente (ou mais) capazes.

Assim, a falta de capacitação e de oportunidades torna a entrada da mulher mais difícil em determinados setores agrícolas — o que limita a liderança feminina no agro.

Controle o balanço patrimonial da fazenda

A falta de respeito e inclusão das mulheres no meio rural é um desafio tamanho que ainda é possível se deparar com piadas de cunho machista em certos eventos, mesmo com a presença de mulheres. 

Comportamentos assim devem mudar, não pensando apenas em um desafio a ser superado pela mulher, mas como um vício que deve ser corrigido pela sociedade, pois trata-se de uma questão de respeito.

Em resumo, os desafios e cobranças são constantes para as mulheres no agronegócio. Mas, mais uma vez, a cooperação entre produtoras e outras profissionais agrícolas faz com que cada vez mais mulheres sejam capacitadas e treinadas, com o crescimento da liderança feminina no agro abrindo cada vez mais portas para as demais.

Conclusão

A liderança feminina no agro vem crescendo e reflete o fato de as mulheres conseguirem desempenhar cada vez mais papéis em todos os setores do agronegócio.

Mesmo havendo muito a ser conquistado, já é possível ver mulheres se destacando como líderes do setor agrícola no Brasil.

A cooperação entre mulheres no agronegócio gera maior conhecimento e inclusão, aumentando a quantidade e qualidade das lideranças femininas.

Haverá sempre desafios a ser superados, o que fortalece, impulsiona e expande a presença e a liderança feminina no agro.

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Agricultura inteligente: 6 tecnologias para ajudar na fazenda

Agricultura inteligente: saiba o que é e como aumentar sua produtividade, reduzir custos, preservar o meio ambiente e mais!

A agricultura é uma prática milenar que sempre se adaptou às mudanças do mundo e às necessidades da população.

Hoje, com o aumento da população, a escassez de recursos naturais, as alterações climáticas e a competitividade do mercado, os produtores rurais enfrentam novos desafios e oportunidades. 

Para superá-los, é preciso contar com a ajuda da tecnologia, que pode tornar a agricultura mais inteligente, eficiente e sustentável.

Mas o que é agricultura inteligente? E para que serve? Neste artigo, vamos responder essas perguntas e mostrar alguns exemplos práticos de como as tecnologias podem auxiliar o seu agronegócio na gestão e nos processos do dia-a-dia. 

O que é agricultura inteligente?

Agricultura inteligente consiste no uso de diferentes tecnologias digitais e inovações aplicadas ao setor agrícola, com o objetivo de:

  • otimizar os recursos;
  • aumentar a produtividade;
  • melhorar a qualidade;
  • reduzir os custos;
  • preservar o meio ambiente;
  • e agregar valor aos produtos.

A agricultura inteligente faz parte de um movimento maior chamado de Agricultura 4.0, que se refere à quarta revolução industrial aplicada ao campo. 

As tecnologias permitem a coleta, o processamento e a análise de grandes volumes de dados em tempo real sobre as condições do solo, do clima, das plantas e das máquinas. 

Esses dados podem ser usados para monitorar e controlar as operações agrícolas de forma remota e automatizada, além de gerar informações estratégicas para a tomada de decisão baseada em evidências.

Para que serve a agricultura inteligente?

A agricultura inteligente pode ser usada para resolver diversas situações e desafios enfrentados pelos produtores rurais na atualidade, como:

  • Aumentar a produção de alimentos para atender à demanda crescente da população mundial;
  • Reduzir o desperdício de água, energia, fertilizantes, defensivos e outros insumos agrícolas;
  • Melhorar a qualidade e a segurança dos alimentos produzidos;
  • Adaptar-se às mudanças climáticas e aos eventos extremos, como secas, enchentes, geadas e pragas;
  • Diferenciar-se da concorrência e agregar valor aos produtos agrícolas, oferecendo soluções personalizadas e rastreáveis aos consumidores finais.

6 tecnologias que vão auxiliar seu agronegócio

Existem diversas tecnologias disponíveis no mercado que podem auxiliar o seu negócio rural a se tornar mais inteligente. Abaixo, vamos destacar algumas delas:

1. Internet das coisas (IoT)

Internet das coisas (IoT) é uma tecnologia que consiste na conexão de dispositivos e sensores que podem coletar, transmitir e processar dados em tempo real sobre as condições do solo, do clima, das plantas, dos animais e das máquinas. 

Esses dados podem ser usados para monitorar e controlar as operações agrícolas de forma remota e automatizada.

Por exemplo, com a IoT é possível:

  • Instalar sensores no solo para medir a umidade, a temperatura, o pH e os nutrientes disponíveis;
  • Instalar sensores nas plantas para detectar o estágio de desenvolvimento, o estresse hídrico e as doenças;
  • Instalar sensores nas máquinas para verificar o funcionamento, o consumo de combustível e a manutenção;
  • Conectar os sensores a uma rede sem fio que envia os dados para uma plataforma na nuvem ou em um servidor local;
  • Acessar os dados por meio de um aplicativo no celular, no tablet ou no computador;
  • Configurar alertas e ações automáticas, como ligar ou desligar a irrigação, a fertirrigação, o ventilador, o aquecedor, etc.

Benefícios da IoT na agricultura

  • Economia de água, energia e insumos agrícolas, ao ajustar a demanda à oferta;
  • Aumento da produtividade e da qualidade, ao otimizar as condições de cultivo e de criação;
  • Redução dos custos operacionais e de mão de obra, ao automatizar as tarefas rotineiras e reduzir as perdas;
  • Melhoria da gestão e da tomada de decisão, ao ter acesso a dados precisos e atualizados.

2. Inteligência artificial (IA)

A inteligência artificial (IA) é uma tecnologia que consiste na capacidade de máquinas e sistemas de realizar tarefas que normalmente requerem inteligência humana, como reconhecimento de padrões, aprendizado, raciocínio e tomada de decisão. 

A IA pode ser aplicada na agricultura para analisar imagens capturadas por câmeras, drones ou satélites, e identificar espécies de plantas, doenças, pragas, ervas daninhas, entre outros. 

A IA também pode ser usada para prever o potencial de produção, o risco de perdas, as melhores práticas operacionais e as recomendações de manejo.

Por exemplo, com a IA é possível:

  • Usar câmeras instaladas nas máquinas agrícolas para reconhecer as plantas e aplicar defensivos seletivamente, reduzindo o uso de agroquímicos;
  • Usar drones equipados com câmeras para sobrevoar as lavouras e capturar imagens em alta resolução, que podem ser analisadas por algoritmos de IA para detectar anomalias e gerar mapas de variabilidade;
  • Usar satélites para obter imagens em larga escala, que podem ser processadas por IA para estimar a área plantada, o índice de vegetação, a produtividade e o rendimento das culturas;
  • Usar modelos matemáticos baseados em IA para integrar os dados coletados pelos sensores, pelas imagens e por outras fontes, e gerar previsões e simulações sobre o comportamento das plantas, dos animais e do clima;
  • Usar sistemas inteligentes que combinam os dados históricos, os dados atuais e as previsões para fornecer orientações personalizadas aos produtores sobre quando plantar, irrigar, fertilizar, colher, etc.

Benefícios da IA na agricultura

  • Aumento da eficiência e da precisão das operações agrícolas, ao realizar intervenções pontuais e adequadas;
  • Aumento da produtividade e da qualidade, ao monitorar e melhorar o desempenho das culturas e dos rebanhos;
  • Redução dos riscos e das incertezas, ao antecipar problemas e soluções;
  • Melhoria da gestão e da tomada de decisão, ao ter acesso a informações confiáveis e relevantes.

3. Big Data

Big Data é uma tecnologia que consiste no conjunto de técnicas e ferramentas para trabalhar com um grandes volumes de dados. 

É uma área do conhecimento que permite armazenar, organizar, processar e analisar os dados provenientes de diversas fontes, como sensores, imagens, documentos, redes sociais, etc. 

O Big Data também permite extrair insights e conhecimentos a partir dos dados, usando técnicas como mineração de dados, estatística e visualização de dados.

Por exemplo, com o Big Data é possível:

  • Armazenar os dados coletados pelos sensores na nuvem ou em um servidor local;
  • Organizar os dados em bancos de dados relacionais ou não relacionais;
  • Processar os dados usando plataformas como Hadoop ou Spark;
  • Analisar os dados usando ferramentas como R ou Python;
  • Extrair insights usando técnicas como regressão linear ou árvore de decisão;
  • Visualizar os dados usando ferramentas como Tableau ou Power BI;

Benefícios do Big Data na agricultura

  • Aproveitamento dos dados disponíveis para gerar valor;
  • Integração dos dados provenientes de diferentes sistemas e plataformas, facilitando o gerenciamento e a análise das informações;
  • Descoberta de padrões, tendências, correlações e causas a partir dos dados, gerando conhecimento e inteligência para o negócio.

4. Eletrônica embarcada

Eletrônica embarcada é uma tecnologia que consiste no uso de sistemas de sensores e controle instalados nas máquinas agrícolas, como tratores, colheitadeiras e pulverizadores.

Esses sistemas permitem otimizar o uso de insumos e aumentar a eficiência operacional das máquinas, além de integrar-se com outras tecnologias, como GPS, IoT e IA.

Por exemplo, com a eletrônica embarcada é possível:

  • Usar sensores para medir a velocidade, a direção, a posição, a inclinação e a vibração das máquinas;
  • Usar atuadores para controlar a tração, a frenagem, a direção, a suspensão e a transmissão das máquinas;
  • Usar GPS para determinar a localização exata das máquinas e realizar o guiamento automático ou assistido;
  • Usar IoT para enviar e receber dados das máquinas para uma plataforma na nuvem ou em um servidor local;
  • Usar IA para ajustar os parâmetros das máquinas de acordo com as condições do terreno, da cultura e do clima;
  • Usar sistemas de telemetria para monitorar o desempenho, o consumo e a manutenção das máquinas à distância.

Benefícios da eletrônica embarcada na agricultura

  • Economia de combustível, de tempo e de mão de obra, ao reduzir o número de passadas e as sobreposições;
  • Aumento da precisão e da qualidade das operações agrícolas, ao evitar erros humanos e realizar ajustes automáticos;
  • Redução dos custos de reparo e de reposição das máquinas, ao prevenir falhas e prolongar a vida útil;
  • Melhoria da gestão e da tomada de decisão, ao ter acesso a relatórios e indicadores sobre as máquinas.

5. Agricultura climaticamente inteligente

Agricultura climaticamente inteligente é uma tecnologia que consiste em um enfoque que busca adaptar os sistemas agrícolas às mudanças climáticas e reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Ela envolve três pilares: aumentar a produtividade agrícola, melhorar a resiliência dos sistemas agrícolas e mitigar as mudanças climáticas.

Por exemplo, com a agricultura climaticamente inteligente é possível:

  • Usar variedades de plantas e animais mais tolerantes ao estresse hídrico, térmico e salino;
  • Usar técnicas de conservação do solo e da água, como plantio direto, rotação de culturas, cobertura vegetal e irrigação por gotejamento;
  • Usar técnicas de manejo integrado de pragas e doenças, como controle biológico, cultural e químico;
  • Usar técnicas de manejo integrado da fertilidade do solo, como fixação biológica de nitrogênio, compostagem orgânica e adubação verde;
  • Usar técnicas de manejo integrado dos resíduos agrícolas, como biodigestão anaeróbia, gaseificação e pirólise;
  • Usar técnicas de agrofloresta, silvipastoril e agrossilvipastoril, que combinam árvores com culturas ou pastagens;
  • Usar técnicas de agricultura de precisão, que permitem aplicar os insumos agrícolas na dose certa, no lugar certo e na hora certa.

Benefícios da agricultura climaticamente inteligente

  • Aumento da produtividade agrícola, ao aproveitar melhor os recursos naturais disponíveis;
  • Melhoria da resiliência dos sistemas agrícolas, ao reduzir os impactos negativos das mudanças climáticas;
  • Mitigação das mudanças climáticas, ao diminuir as emissões de gases de efeito estufa provenientes da agricultura.

6. Software de gestão agrícola

Software de gestão agrícola é um programa desenvolvido para ajudar o produtor a gerenciar as etapas da produção, desde o planejamento até o pós-colheita.

O Aegro é uma ferramenta de gestão agrícola que reúne funcionalidades como gestão operacional e financeira de fazendas. Com o Aegro, é possível trabalhar previsões de safras, fazer o controle de operações agrícolas em tempo real e gerar relatórios dos principais indicadores de produção para otimizar processos.

Além disso, o software oferece ao produtor rural mobilidade para gerenciar sua fazenda por meio de um aplicativo para celular ou tablet.

Com o Aegro, é possível:

  • Controlar o estoque, acompanhando o que entra e o que sai e uso dos insumos por talhão;
  • Planejar a safra utilizando como base o histórico de safras anteriores, para planejamento baseado em dados concretos;
  • Controlar os custos, desde o orçamento até o valor realizado, identificando oportunidades de economia;
  • Monitoramento de pragas, prevenindo perdas e tomando ações rápidas;
  • Ter flexibilidade na gestão do negócio, acompanhando tudo o que acontece sem ficar preso à lavoura. Seja do escritório ou em qualquer lugar, utilizando o aplicativo Aegro.

Benefícios do Aegro:

  • Controle do negócio, visão de todas as áreas e atividades da lavoura;
  • Aumento da produtividade, explorando como utilizar melhor os recursos disponíveis na fazenda;
  • Redução de custos e aumento de lucro, ao identificar despesas e oportunidades de economia na lavoura;
  • Melhoria da gestão e da tomada de decisão, ao ter acesso a informações confiáveis e relevantes.

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Como introduzir a agricultura inteligente no seu negócio?

Se você se interessou pelas tecnologias apresentadas neste artigo e quer começar a usar a agricultura inteligente no seu agronegócio, aqui vão algumas dicas:

  • Faça um diagnóstico da sua situação atual, identificando os pontos fortes e fracos, as oportunidades e as ameaças, os objetivos e as metas do seu negócio;
  • Pesquise as tecnologias disponíveis no mercado, comparando as características, os benefícios, os custos e as formas de implantação de cada uma;
  • Escolha as tecnologias que mais se adequam às suas necessidades e ao seu orçamento, priorizando as que oferecem maior retorno sobre o investimento;
  • Busque apoio de agrônomos, consultores, técnicos, fornecedores e parceiros que possam auxiliar na escolha, na instalação, na operação e na manutenção das tecnologias;
  • Capacite-se e capacite sua equipe para usar as tecnologias de forma correta e eficiente, aproveitando os treinamentos, os cursos, os eventos e os materiais disponíveis;
  • Avalie os resultados obtidos com as tecnologias, monitorando os indicadores de desempenho, de qualidade, de economia e de sustentabilidade do seu negócio.
diagnostico de gestao

Conclusão

A agricultura inteligente é uma realidade cada vez mais presente no cenário agrícola mundial, trazendo benefícios como aumento da produtividade, redução de custos, melhoria da qualidade, preservação do meio ambiente e valorização do produtor. 

Para aproveitar essas vantagens, é preciso estar atento às inovações tecnológicas disponíveis no mercado e investir em soluções que se adequem às suas necessidades e objetivos.

Não perca tempo e conheça o Aegro. Você vai se surpreender com o que a agricultura inteligente pode fazer pelo seu agronegócio!

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Controle agrícola: como uma boa gestão pode aumentar a sua lucratividade?

Controle agrícola: entenda como o planejamento e uma gestão eficiente podem melhorar o faturamento do seu negócio rural.

A agricultura tem mudado muito, e vem transformando as técnicas e formas de cultivar a terra, modernizando e facilitando as práticas agrícolas e aumentando a produtividade de diversas culturas

Na agricultura moderna, devemos encarar todos os empreendimentos agrícolas, independente do tamanho — como uma empresa, que tem custos e visa a transformar a produção e gerar lucro.

Toda empresa rural precisa de uma boa gestão. Portanto, o sucesso do negócio fica muito mais garantido quando é feito um controle agrícola dos custos e dos processos.

Se você tem interesse em aprender o que é controle agrícola e como fazer uma gestão eficiente do seu negócio rural para obter altas lucratividades, acompanhe este artigo, pois vamos explicar tudo o que você precisa saber! Boa leitura!

Entenda o que é controle agrícola

O controle agrícola consiste em fazer uma gestão adequada de todos os processos envolvidos na cadeia produtiva

Alguns desses processos podem ser:

  • planejamento;
  • preparo;
  • cultivo;
  • colheita;
  • vendas.

O primeiro passo é conhecer cada um desses processos citados. Só assim será possível realizar um planejamento de aspectos que envolvem:

De forma geral, o controle agrícola permite que o produtor tenha uma organização mais apropriada da empresa, com uma visão completa de cada detalhe da produção.

Portanto, fazendo esse controle e planejamento, você evita ou diminui erros, otimiza os processos produtivos e consegue se preparar para contornar problemas eventuais.

Muitas vezes, acaba sendo difícil registrar e avaliar corretamente o trabalho feito na propriedade. Por isso, vamos explicar melhor alguns aspectos sobre o controle agrícola, e dar dicas importantes para te auxiliar!

Controle agrícola e gestão financeira no agronegócio
Como melhorar a gestão financeira no agronegócio

O controle agrícola e a gestão financeira

Qualquer atividade agrícola demanda recursos financeiros, seja para comprar insumos como sementes, animais, ração, fertilizantes, defensivos, entre outros, ou para adquirir ferramentas e meios de produção, como máquinas, terras, etc.

Além disso, tem todo o planejamento da mão-de-obra e construção e manutenção de galpões. Portanto, independente se for o começo da atividade ou uma atividade antiga, precisa de dinheiro para operar.

É comum que muitos produtores não tenham o controle dos custos e dos lucros que a empresa rural gera, ou seja, eles realizam  atividade mas não sabem se ela é lucrativa, ou se simplesmente se sustenta.

Ao realizar o controle agrícola, o produtor passa a conhecer as entradas e saídas de dinheiro. Isso envolve a gestão dos custos. A análise dos custos possibilita avaliar os componentes que envolvem a produção, os custos e os benefícios gerados por eles. 

Desse modo, agregando às informações de mercado, é possível identificar os riscos e as oportunidades que a atividade apresenta a longo prazo.

Não podemos esquecer que o controle dos custos e o aumento da produtividade são fatores que determinam a lucratividade da empresa rural.

Vamos ver alguns aspectos importantes a serem considerados no planejamento para o controle agrícola:

1. Estoque e armazenamento

Quando falamos em estoque, não estamos nos referindo ao armazenamento da colheita, mas às matérias primas destinadas ao processo produtivo, ou seja, os insumos como adubos, calcário e defensivos.

Um controle do estoque não inclui somente ter insumos disponíveis. Claro, é muito importante que não falte nada durante a safra, mas também não é interessante que se tenha exageros e desperdícios.

Por isso, o segredo aqui é fazer um planejamento antecipado da safra, definir os tipos de produtos e as quantidades suficientes para atender às necessidades.

Saber o preço de determinado insumo não significa ter controle dos custos. É preciso também analisar outros gastos, como transporte, entrega, pagamento de impostos e até treinamento de colaboradores para usar os recursos adequadamente, em alguns casos.

Uma forma de organizar essas informações é analisando de acordo com a cultura, as áreas em que serão aplicadas ou o uso por funcionário.

O ideal é ter um controle detalhado sobre as entradas e saídas dos itens armazenados no estoque. Muitas vezes, papel e caneta, ou uma planilha, podem ser suficientes para fazer um controle adequado; mas na maioria das vezes é mais fácil utilizar um software ou um aplicativo.

2. Cuidados com manutenção

A manutenção está relacionada, sobretudo, à prevenção de problemas. Neste ponto, estamos falando em cuidados contínuos para evitar situações problemáticas que possam ocorrer.

Um exemplo são os cuidados com o solo, que incluem manter ele com boa cobertura, realizar análise de solo anualmente, fazer a correção da acidez e da fertilidade quando necessário. Isso evita prejuízos decorrentes do descuido e aumenta a produtividade.

Outro exemplo é realizar com frequência a revisão e manutenção do maquinário, para estar tudo certo e não ter imprevistos no momento de realizar as atividades, principalmente a colheita.

3. Venda dos produtos

Por fim, para garantir que a produção obtida na lavoura retorne ao produtor de forma monetária, ou seja, que ela seja lucrativa, é importante fazer a gestão da venda dos produtos adequadamente.

Isso envolve cuidados como:

  • Providenciar o transporte adequado até os compradores;
  • Armazenamento adequado dos produtos que não serão entregues no momento.

Identifique a receita que o produto agrícola está gerando

Para saber se cada atividade agrícola está gerando lucros é simples, basta utilizar as informações do controle agrícola para calcular a margem de contribuição de cada item.

O valor da receita será obtido diminuindo o valor dos custos e despesas do preço de venda. Desta forma, o controle agrícola se torna eficiente e adaptável às oscilações que podem ocorrer na produção, como variações de produtividade ou imprevisto no cultivo.

Ele será seu aliado para descobrir onde os custos estão mais altos e impactando de forma mais agressiva a margem de contribuição. Assim, você poderá traçar estratégias de gestão para controlar tal gasto.

Centralização da gestão

Embora o produtor possa fazer o controle da cadeia produtiva da forma que melhor se adaptar, o mais indicado é centralizar todos os controles, seja de estoque, manutenção e vendas, em uma única ferramenta.

Um sistema centralizado de gestão permite a visualização clara e instantânea da situação, por isso ele é mais vantajoso e prático do que ter as informações distribuídas de diferentes formas ou em diferentes meios.

Divulgação do kit de 5 planilhas para controle da gestão da fazenda

Conclusão

O controle agrícola tornou-se uma alternativa para a identificação dos principais gargalos nos sistemas de produção, permitindo levantar informações capazes de criar intervenções, a fim de aumentar a sua eficiência.

Para tanto, é necessário um planejamento que utilize as informações de mercado e as do processo produtivo, com o objetivo de contribuir na tomada de decisão da propriedade.

De forma geral, o controle agrícola garante recursos para todas as etapas envolvidas na cadeia produtiva, e viabilidade na resolução de falhas, o que reflete no aumento da produtividade.

Não deixe de seguir as nossas dicas e tenha sempre o controle dos investimentos e lucratividade do seu negócio.

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Tecnologias agrícolas: o presente e o futuro do agronegócio

Tecnologias agrícolas: as inovações que estão mudando o dia a dia da atividade agrícola e que já estão (ou logo estarão) na sua fazenda.

Tecnologia é qualquer técnica ou método que traga evolução a um processo de produção de algum produto ou bem de consumo.

A tecnologia agrícola é o conjunto de técnicas que trazem avanços à atividade agropecuária, de forma a tornar a produção mais eficiente, menos onerosa e mais rentável.

Hoje em dia, existem várias tecnologias agrícolas que parecem inviáveis para a realidade de muitos produtores. Porém, com a popularização desses novos métodos, a tendência é que seus custos baixem e eles se tornem comuns em propriedades de médio e grande porte no Brasil.

Neste texto, falaremos de algumas dessas tecnologias e seus impactos na atividade agrícola e na sustentabilidade do agronegócio. Boa leitura!

Evolução das tecnologias agrícolas

Quando falamos em tecnologia, logo imaginamos técnicas ultramodernas. Mas vale refletir que mesmo as técnicas mais antiquadas foram modernas no passado. O arado de tração animal já foi uma evolução no passado e hoje é um objeto bastante obsoleto nas atividades de preparo do solo.

É comum dividir-se a evolução das tecnologias agrícolas em eras, como nomes diferentes, de acordo com as evoluções nos processos e métodos da atividade agrícola. Essas eras são cada vez mais curtas devido ao rápido desenvolvimento de novas soluções. 

Assim, definem-se algumas eras das tecnologias agrícolas em:

  • Agricultura 1.0 (de 1900 a 1950): marcada pelo surgimento das primeiras ferramentas de tração animal de uso em maior escala, para facilitar os processos de preparo da terra, semeadura, adubação e colheita;
  • Agricultura 2.0 (1950 a 1990): a tração animal foi substituída por tração mecânica e as máquinas motorizadas se tornaram uma realidade. Aumentou-se o conhecimento sobre as necessidades de adubação e o uso de fertilizantes, além de avanços no campo da genética com seleção de cultivares; 
  • Agricultura 3.0 (1990 a 2015): essa era trouxe avanços na capacidade de monitoramento diferencial das lavouras através de sistemas de posicionamento (GPS) e da agricultura de precisão. Grandes melhorias em seleção genética e eficiente de produtos agroquímicos para controle de pragas, doenças e plantas daninhas e fertilizantes também foram bastante importantes;
  • Agricultura 4.0 (2015 até atualmente): essa etapa trouxe grandes avanços na capacidade de captação de dados através de sensoriamento remoto, montagem de mapas da propriedade, uso de drones e máquinas autônomas e a aplicação diferencial de produtos nas lavouras. Além disso, houve grande melhora nos recursos genéticos por meio da biotecnologia. 
  • Agricultura 5.0 (2020 até atualmente): o futuro, que na verdade já é o presente, é a agricultura que se beneficie dos grandes avanços em conectividade. A montagem de base de dados online da fazenda e o uso da internet 5G e de softwares de análise de dados trará maior autonomia e facilidade nas tomadas de decisão do proprietário.
Agricultura 5.0 marca um avanço das tecnologias agrícolas
Como a agricultura 5.0 vai impulsionar seu trabalho na lavoura

Benefícios do uso de tecnologias agrícolas

Os avanços das atividades agrícolas trazem diversos benefícios ao produtor e, principalmente, ao meio ambiente, auxiliando a ultrapassar os maiores limitantes da produção agrícola. Os principais benefícios das tecnologias agrícolas atuais são:

  • Aumento da precisão: o uso de aplicações diferenciais de produtos químicos, biológicos e fertilizantes é um grande avanço que permite um tratamento diferenciado a áreas específicas cada vez menores, diminuindo desperdício;
  • Mais eficiência de processos: o uso de máquinas autônomas guiadas através de mapas pré-estabelecidos permite uma diminuição dos erros humanos, do retrabalho e do consumo de combustíveis e insumos;
  • Diminuição de riscos: há uma diminuição dos riscos em geral, sejam riscos físicos aos operadores, riscos de impacto nocivo ao meio-ambiente ou mesmo risco financeiros ao negócio;
  • Maior controle da atividade e gestão: essas ferramentas permitem ao produtor verificar onde o processo é mais falho e onde há mais espaços para melhorias, além de permitir uma gestão mais otimizada de recursos físicos, financeiros e humanos.
  • Aumento da produtividade: isso tudo tem a capacidade de gerar um aumento da produção agrícola sem maiores investimentos em recursos, a não ser o preço da tecnologia, permitindo um maior retorno do investimento feito;
  • Tomada de decisão mais correta: todo esse monitoramento e mapeamento permite ao produtor, ou ao gestor da propriedade, tomar decisões mais corretas, baseados em dados passados e atuais, praticamente em tempo real, diminuindo as incertezas e as chances de erro.
Controle e acompanhe a manutenção das máquinas da sua fazenda

7 tecnologias agrícolas que estarão em breve na sua propriedade

Várias tecnologias agrícolas são cada vez mais indispensáveis à atividade rural moderna. Aqui citamos algumas das soluções mais utilizadas:

  • Sensoriamento remoto: o uso de sensores para medição de características das plantas sem contato com elas é uma das bases do monitoramento do estado do solo e das lavouras;
  • Sistemas de localização: permitem que os dados coletados pelos sensores sejam referenciados a uma localização específica permitindo o mapeamento da fazenda em escalas cada vez menores;
  • Máquinas autônomas: dados de sensores e de localização permitem aplicação diferencial de recursos como produtos ou água, sem limitar a produção e sem causar desperdício;
  • Dados meteorológicos: seja de estações digitais próprias ou de bancos de dados, eles auxiliam na tomada de decisão do melhor momento para a execução de atividades como plantio, fertilização ou aplicação de produtos e colheita;
  • Conectividade: a conectividade através da internet ou de sistemas de comunicação cada vez mais avançados permite uma visualização das condições da fazenda em tempo real, aumentando o controle e a eficiência de processos;
  • Softwares de armazenamento e análise de dados: são cruciais para fazer a integração e bom uso de todas as informações captadas de solos, plantas, máquinas, clima, produção, etc, permitindo uma tomada de decisão baseada em dados;
  • Sistemas de gestão: Permitem uma organização mais profissional e exata das atividades da fazenda, comparando com o planejamento da safra e atentando para a eficiência de processos e possibilidade de melhorias.

Tecnologia e sustentabilidade

O grande desafio da agricultura mundial hoje em dia é produzir alimentos, fibras e combustíveis de maneira sustentável. A sustentabilidade se baseia em um tripé — ou seja, um processo realmente sustentável precisa se encaixar nestes três contextos:

Uma atividade sustentável tem que ser socialmente justa, economicamente rentável e ambientalmente correta. Dessa forma, o proprietário consegue o seu rendimento e sustento sem agredir o meio ambiente e sem explorar a sociedade.

As tecnologias agrícolas são insubstituíveis para que o agronegócio se mantenha ou seja sustentável. O uso eficiente de recursos e a gestão correta de todas as atividades da propriedade rural permitem diminuir os impactos ao meio ambiente, diminuir riscos aos funcionários e aumentar o lucro do produtor.

Conclusão

A agricultura moderna tornou-se uma atividade de alto nível tecnológico e não haverá caminho de volta.

Aumentar a capacidade de monitoramento, automatizar as atividades e usar dados coletados em sua propriedade para a tomada de decisões é a base da produção agrícola mundial no futuro.

A busca por essas soluções é urgente para o produtor rural brasileiro. As tecnologias agrícolas já deixaram de ser um luxo e são hoje uma necessidade, definindo o sucesso ou fracasso da atividade rural.

Dentre as tecnologias agrícolas mais importantes para o produtor rural, o Aegro se destaca como um software para gestão de fazendas que oferece uma série de ferramentas para o produtor aumentar a eficiência e lucratividade da sua propriedade.

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Finanças no agronegócio: Como ter uma boa gestão financeira?

Finanças no agronegócio: saiba como a gestão financeira e o planejamento podem fazer a diferença no seu negócio rural

É importante para você, produtor rural, alinhar a produção com as técnicas de gestão adequadas. Quando essas duas áreas estão alinhadas, o rendimento das empresas do setor é cada vez melhor.

A gestão das finanças no agronegócio nunca foi tão necessária, ainda mais no contexto mundial instável em que nosso mercado está inserido.

A crise na oferta mundial de insumos agrícolas, a instabilidade cambial e o enfraquecimento do poder de compra podem afetar o seu negócio.

Portanto, a gestão moderna das finanças no agronegócio, aliada às novas tecnologias, auxilia no monitoramento, redução dos riscos da cadeia de produção agrícola e no gerenciamento do patrimônio.

Neste artigo vamos explicar como deve ser feita a gestão das finanças no agronegócio. Boa leitura!

O que é gestão financeira?

Gestão financeira é o conjunto de processos, métodos e ações que possibilitam o controle, a análise e o planejamento das atividades financeiras pelas empresas.

Ela fornece as práticas e os recursos para que os profissionais especializados analisem cenários e tracem metas.

Assim, por meio de ações calculadas e estrategicamente desenvolvidas, a empresa pode melhorar os resultados e também como ela usa seus recursos.

Os responsáveis pelo gerenciamento das finanças vão, por meio de técnicas e conhecimentos aprofundados, encontrar pontos de melhoria em toda a empresa, procurando conciliar as metas financeiras, como a redução de custos, com os objetivos produtivos, como aumentar o número de vendas.

Uma gestão financeira transformadora é sinônimo de eficiência.

Qual a importância do planejamento das finanças no agronegócio?

A gestão de finanças no agronegócio permite ao empreendedor organizar e planejar suas ações, pois é possível:

  • Administrar os riscos do projeto;
  • Acompanhar os custos de produção;
  • Corrigir problemas;
  • Obter lucratividade na operação.

Fazer a gestão das finanças no agronegócio permitirá que você saiba quanto foi investido, onde foram aplicados os recursos, quais ações serão tomadas e qual será ou foi o retorno obtido.

Os números trazem informações importantes para que você possa mudar ações e conduzir seu negócio rural de maneira mais saudável.

Como planejar suas finanças no agronegócio na prática?

Para fazer a gestão das finanças no agronegócio, você precisa realizar algumas ações. Confira abaixo:

1. Crie um planejamento financeiro

Após a definição do produto que será cultivado, da época e o levantamento dos insumos necessários para alcançar os objetivos, é importante desenvolver o planejamento das suas finanças no agronegócio.

Isso significa colocar os valores em cada ação a ser tomada, como, por exemplo:

  • Insumos a ser adquiridos;
  • Investimentos em equipamentos;
  • Previsão de custos com recursos humanos;
  • Previsão de vendas;
  • Previsão de lucratividade da operação.

De posse desses dados, ficará bem mais fácil fazer o acompanhamento de cada processo a ser desenvolvido.

2. Controle o fluxo de caixa

O controle do fluxo de caixa e a elaboração do orçamento fazem parte das atividades financeiras do empreendimento agrícola. Dessa forma, o gestor consegue maximizar a precisão entre gastos e retorno, planejar melhor o uso de recursos próprios ou os financiamentos.

Inicialmente, o produtor rural deve ter o custo de produção, com informações sobre a compra de insumos, depreciações e salários para elaborar o fluxo de caixa.

O custo total é composto pelos custos fixos de variáveis de cada produto e safra. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) sugere uma metodologia para a composição desse custo total.

a) Custos variáveis: corresponde aos gastos com os itens de custeio, as despesas de pós-colheita e as despesas financeiras necessárias para que o produtor continue na atividade. Eles correspondem aos preços praticados pelo mercado.

  • Despesas de combustíveis e manutenção de máquinas;
  • Utensílios para produção;
  • Manutenção de benfeitorias;
  • Trabalhadores temporários com encargos sociais;
  • Insumos;
  • Despesas gerais;
  • Transporte externo (frete) e armazenagem;
  • Encargos financeiros.

b) Custos fixos: correspondem aos gastos do produtor, independente do volume de produção.

  • Depreciação de máquinas, equipamentos, utensílios, implementos, benfeitorias, instalações, solo, animais de trabalho e embalagens;
  •  Remuneração sobre o capital próprio não depreciado;
  • Seguros, taxas e impostos;
  • Trabalhadores fixos;
  • Remuneração da terra.

Conhecer os custos do seu negócio e fazer o detalhamento permite otimizar os estoques, identificar e reduzir as fontes de perda e traz transparência para os investidores, fornecedores e sociedade.

O controle das entradas e saídas de recursos financeiros ajuda o produtor a realizar simulações e visualizar cenários na previsão orçamentária para o próximo ciclo e também na captação de recursos extras, melhorando o uso de capital.

3. Avaliação e gerenciamento de riscos

Os principais riscos e ameaças para o agronegócio podem ser previstos e até mesmo controlados em uma gestão financeira.

Por meio da gestão das finanças no agronegócio, um produtor de milho, por exemplo, pode identificar sua alta dependência da oferta de insumos agrícolas por produtores internacionais — e antecipar o fato de seu empreendimento estar suscetível ao risco cambial.

O gestor pode, assim, buscar outras fontes de abastecimento, mesmo com um certo impacto na margem de lucro, ou, então, fazer um contrato de hedge – recurso que limita um preço para o momento em que a transação comercial é efetivada.

Hedge: aliado das suas finanças no agronegócio
Hedge agrícola é uma ótima opção para organizar suas finanças no agronegócio

Novas análises podem identificar onde estão os maiores gastos externos, reduzindo custos e introduzindo novas estratégias. Os demais riscos financeiros são:

Risco de crédito

Impossibilidade de contrapartida em uma operação de concessão de crédito, ou seja, uma das partes não recebe ou não tem a comprovação do pagamento de uma dívida.

Risco operacional

Quando relacionado ao processo produtivo rural pode ser decorrente de fatores como perdas causadas pelo clima, falhar no plantio e colheita e, até mesmo, na gestão do negócio.

Risco das taxas de juros

Ocorre quando possíveis variações cambiais e flutuações das taxas de juros afetam a rentabilidade do agronegócio.

Risco de financiamento

São os riscos envolvidos nas diferentes esferas do agronegócio. Instituições financeiras analisam a capacidade do negócio, por meio do planejamento e gestão de suas finanças no agronegócio, avaliando assim o risco de financiamento.

4. Gestão baseada em dados

A tecnologia é uma aliada do agronegócio nos dias atuais, com diversos sensores, drones, imagens de satélites, tratores, pulverizadores e colheitadeiras automáticas que auxiliam no processo produtivo.

O tanto de informação que esses equipamentos podem fornecer para o produtor, exige que sejam utilizadas novas tecnologias de processamento para a devida interpretação dos dados.

Em uma operação com avião para aplicações aéreas de agrotóxicos e fertilizantes, primeiro considera-se uma avaliação aérea — que, nesse primeiro momento, pode ser feito via drone ou satélite para calcular o tamanho da propriedade.

Esse serviço considera a referência do preço por hectare (total de aplicações/hectare x R$/aplicação). Geralmente é tercerizado e tem variação no custo de produção dependendo da região onde está a propriedade.

Essa regra pode ser automatizada, podendo contribuir para o uso de insumos sem desperdícios e feito um cálculo com precisão para a eficácia do processo.

Gestores financeiros que contam com as melhores soluções de processamento de dados tomam decisões mais assertivas, muitas vezes reduzindo custos e inserindo o produtor em um nível mais elevado de competitividade.

O armazenamento dos dados possibilita o monitoramento, a checagem de inconsistências, elaboração de relatórios e facilidade na comunicação entre as partes envolvidas.

5. Operação sustentável

A evolução da tecnologia no campo tem sido rápida, com softwares e serviços por assinatura que otimizam a produção agrícola e a comercialização dos produtos.

Sendo assim, o agronegócio caminha cada vez mais para uma governança financeira, na qual a automatização das tarefas manuais e a análise de custos fazem parte apenas do primeiro passo.

A governança financeira, altamente tecnológica, é um sistema capaz de integrar as informações, oferecer análises rápidas, prever cenários, efetuar modelagens financeiras e propiciar segurança e transparência no repasse das informações.

Os ganhos com a tecnologia e gestão financeira elevam as chances de um agronegócio comprometido com as questões ESG (Environmental, Social and Governance), que em tradução para o português seria “Ambiental, Social e Governança”.

Banner de chamada para o download da planilha de controle de custos de safra

Conclusão

Neste artigo, mostramos como deve ser feita a gestão das suas finanças no agronegócio, com as variáveis que devem ser consideradas para você fazer uma ótima gestão. Além disso, vimos como a tecnologia pode ser uma aliada nesse processo.

Assim, a gestão de finanças no agronegócio aliada à tecnologia suporta uma agricultura mais ecológica, que seja socialmente responsável com novos modelos de comunicação e interação com os seus stakeholders.

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Gestão agro: como aumentar sua produtividade em até 30%

Gestão agro: o uso de ferramentas e tecnologias pode ser o grande diferencial de produtividade na sua propriedade agrícola. Saiba mais aqui!

A definição formal de gestão é “ação de gerir, administrar, governar ou  dirigir negócios públicos ou particulares; administração”. Ou seja: qualquer pessoa que atua na organização de um negócio é gestora.

Agora mentalize quantas vezes você ou outra pessoa envolvida no processo de produção da fazenda precisa organizar e tomar decisões na condução de sua propriedade rural.

Portanto, é importante conhecer e utilizar ferramentas que tenham bom custo-benefício e que aumentem a capacidade de organização, controle e execução de atividades dentro da fazenda.

Esse pacote de tecnologias de gestão para propriedades rurais é chamado de gestão agro e será o tema deste texto. Boa leitura!

O que é gestão agro?

Gestão agro nada mais é que a atividade que visa a gerir todos os recursos e processos relativos à atividade agropecuária, em todas as esferas envolvidas na propriedade rural e também fora dela.

Isso inclui a gestão de recursos humanos, físicos e financeiros para uma maior eficiência e racionalidade em seu uso, buscando reduzir custos e aumentar a sustentabilidade, maximizando o lucro. 

Hoje em dia, muitas universidades e centros de ensino têm oferecido cursos ou especializações de Gestão no Agronegócio, assim como existem também cursos de Administração Rural.

Porém, além dos conhecimentos teóricos em gestão conseguidos por formações profissionais, a gestão agro se baseia cada vez mais em tecnologias específicas de gestão do agronegócio.

Quais processos podem ser melhorados pela gestão agro?

A atividade agrícola envolve uma série de atividades, desde o planejamento, organização, execução e avaliação dos processos. Ao se monitorar as atividades, pode-se primeiramente verificar quais têm maior e menor eficiência e mapear onde há espaço para melhorias.

Destacamos abaixo as principais atividades que podem ser melhoradas por meio da gestão agro:

  • Planejamento de safra: definição das áreas a serem utilizadas para culturas e áreas de pousio, assim como o mapeamento necessidade de rotação de culturas e as características específicas de cada área;
  • Projeção de insumos: previsão cada vez mais robusta da necessidade de insumos para cada tipo de cultura e de acordo com as experiências de safras anteriores;
  • Controle de maquinário: avaliação da necessidade de manutenção, das horas trabalhadas e da situação de cada máquina, evitando avarias e horas sem trabalho de maquinários;
  • Gestão de recursos humanos: controle de horas trabalhadas, eficiência e aptidão de funcionários;
  • Execução de tarefas: maior controle e precisão do momento e necessidade de aplicação de produtos para controle de pragas, doenças ou plantas daninhas, de maneira específica para cada cultura e talhão, ou mesmo em áreas ainda mais reduzidas;
  • Previsão de produtividade e colheita: monitoramento de lavouras para previsão de data de colheita e produtividade, dando maior liberdade para negociação de preços do produto;
  • Análise de dados: mapas com análises de dados diferenciais que permitem um tratamento diferenciado de áreas da produtividade.
gestão agro e maquinário
A gestão agro torna seu maquinário mais eficiente, durável e econômico
(Fonte: Embrapa)

Quais os principais benefícios da gestão agro?

Há muitos benefícios do uso de ferramentas de gestão para a organização de propriedades agrícolas. Dentre eles, podemos citar:

  • Aumento da eficiência do uso de recursos: aplicação eficiente de produtos químicos, detecção do melhor momento de aplicação, doses conforme dados de sensoriamento, menor desperdício;
  • Uso racional de maquinários: monitoramento para manutenção de máquinas, prevenção de problemas durante uso, diminuição do retrabalho, controle de estoque para reposição;
  • Acompanhamento em tempo real: o uso de sensores para monitoramento mais frequente de lavouras permite o acompanhamento das condições em tempo real (ou algo muito próximo disso); 
  • Previsão climática: conhecimento do clima a curto prazo para programar execução de atividades e prever situações limitantes para a produção agrícola;
  • Tomada de decisão facilitada: maior capacidade de tomar decisões baseados em extensa base de dados, dados em tempo real, histórico de safras e dados de sensores de medição de características de plantas e meteorológicos;
  • Diminuição de custos: a combinação dos benefícios acima leva à diminuição de custos e de retrabalho, aumentando o custo de produção;
  • Aumento da produtividade agrícola: a aplicação de recursos de maneira diferencial, em doses corretas e momentos propícios pode aumentar a produtividade de plantas, potencializando a genética;  
  • Maior lucratividade: a diminuição de custos combinada a maior produção aumenta margem de lucro do produtor;
  • Sustentabilidade: o uso racional de recursos e combustível causa menores danos ao ambiente, além de ser mais economicamente viável.

Quais ferramentas atuais pode nos auxiliar na gestão agro?

Hoje em dia, não é difícil encontrar produtores rurais que investem altos valores em maquinários agrícolas de última geração, mas ainda continuam fazendo grande parte da gestão da fazenda em planilhas físicas ou softwares antigos e com baixa capacidade de automação.

As seguintes ferramentas são crucias para uma gestão mais profissional e eficiente da propriedade e do negócio:

  • Sensoriamento: medição de características da lavoura, de solo, da incidência de doenças e estágios fenotípicos que permitem tomar decisões diferenciais e em menor tempo;
  • Maquinário autônomo e drones: máquinas que fazem aplicação diferencial ou plantio, de acordo com mapas pré-estabelecidos ou informações de sensores em tempo real;
  • Georreferenciamento: sistemas de posicionamento da propriedade que permitem as tecnologias acima;
  • Softwares de controle de estoque e manutenção de máquinas: diminuem tempo obsoleto de máquinas e de aplicações de produtos;
  • Mapas de rendimento e agricultura de precisão: permitem monitorar áreas em que o manejo foi mais eficiente e o rendimento por uso de recurso foi maior, potencializando a margem de lucro;
  • Dados meteorológicos: sistemas de monitoramento local na propriedade ou regional por plataformas de dados meteorológicas e previsão do tempo em curto e longo prazo;
  • Programas de análise de dados: uso de ferramentas capazes de análise de big data geradas pelas tecnologias de captação de dados, permitindo maior conhecimento dos processos;
  • Inteligência artificial: o uso de algoritmos que sejam capazes de prever o comportamento de plantas através de séries de dados coletados em safras anteriores e informem o produtor sobre possíveis riscos na safra atual.
Kit de gestão do maquinário da fazenda

Conclusão

A margem de lucro do produtor rural tem sido menor a cada safra, por muitos motivos. Já os riscos, principalmente relacionados ao clima, têm sido cada vez maior. Assim, a busca por soluções para minimizar custos e maximizar a produção é extremamente necessária às atividades agropecuárias.

Nesse cenário, tecnologias como sensoriamento remoto, sistemas de georreferenciamento, armazenamento e análise de dados, agricultura de precisão, comunicação por internet, automação e softwares de inteligência artificial, são ferramentas primordiais para a produção agrícola moderna.

A integração dessas tecnologias permite uma gestão agro com menos erros e desperdícios, permitindo que a atividade seja cada vez mais socialmente justa, ambientalmente correta e financeiramente viável — o que define uma atividade sustentável.

O Aegro tem ferramentas de gestão que podem ajudar o produtor a maximizar a eficiência e o lucro de sua atividade.

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CAEPF: saiba o que é e sua importância para o produtor rural

CAEPF: saiba como consultar, como fazer, quem precisa fazer o cadastro, matrícula e muito mais!

O CAEPF (Cadastro de Atividade Econômica da Pessoa Física) é um dispositivo criado pela Receita Federal para coletar dados e informações de pessoas físicas, obrigatório desde 2019. 

O cadastro é regido pela Instrução Normativa IN Nº1828/2018, e a ferramenta oferece recursos que otimizam a coleta, identificação, acesso e a gestão de dados de pessoas físicas. 

Neste artigo, veja para que serve o CAEPF, como fazer o cadastro e a diferença entre ele e o CNO. Boa leitura.

CAEPF: o que é e para que serve

Este cadastro coleta dados e informações de pessoas físicas com relação às suas atividades econômicas, quando dispensadas de inscrição no CNPJ. Ele identifica, administra e acessa todas as atividades exercidas.

O cadastro veio para substituir o CEI (Cadastro Específico do INSS), extinto desde então. No CEI, constavam informações de pessoas físicas que tinham empregados em seus negócios.

Assim, a principal diferença entre o CAEPF e o CEI diz respeito à facilidade para registrar as informações. Como o CAEPF é integrado ao eSocial, o empregador tem mais facilidade e agilidade para enviar as informações necessárias para a Receita Federal.

Quem precisa fazer o CAEPF?

O cadastro deve ser realizado apenas por pessoas físicas que tenham um ou mais empregados.  Ou seja, toda pessoa física que tenha empregado prestando-lhe um serviço deve, obrigatoriamente, realizar o cadastro. 

Além disso, deve vincular a este cadastro todas as atividades econômicas exercidas. Ou seja, devem se inscrever, conforme a Lei Nº 8212/1991:

  • Contribuinte que tiver ao menos um funcionário prestando serviço para ele;
  • Produtor rural contribuinte individual;
  • Pessoa física que adquire produção rural para venda;
  • Segurado Especial;
  • Proprietário de cartório, cujo CAEPF deve ser feito em nome do titular.

O produtor rural pessoa física é obrigado a realizar esse cadastro. Além disso, pessoa física que não é produtora rural, mas adquire produção rural para venda no varejo para consumidor pessoa física, também deve se cadastrar no CAEPF.

O segurado especial também deve se inscrever no Cadastro de Atividade Econômica da Pessoa Física. É considerado segurado especial o trabalhador rural que exerce atividades de forma individual ou em regime de economia familiar. Ele deve tirar o sustento próprio e de sua família a partir da atividade.

Os produtores que já tinham matrícula ativa ou paralisada no CEI devem fazer a migração para o sistema do CAEPF.

Como tirar o CAEPF?

A pessoa física que começou a exercer a atividade econômica deve, dentro do prazo de 30 dias contados do início da atividade, realizar seu cadastro pelo portal do e-CAC.  

A data de início que deve ser colocada no cadastro é a data em que a atividade rural começou. Porém, fique de olho: a data de início deve ser maior ou igual a data que a pessoa física complete 16 anos, e menor ou igual a data do cadastro.

Para acessar o e-CAC é preciso ter certificado digital ou gerar um código de acesso. Para gerar o código, é preciso ter o recibo da declaração do imposto de renda.

É possível também acessar o sistema utilizando um link disponibilizado no eSocial Web. Essa possibilidade é útil para o Segurado Especial que não possui certificado digital ou não conseguir gerar o código de acesso no e-CAC. 

No eSocial, o código de acesso pode ser gerado com o recibo do imposto de renda ou com o título de eleitor.

A inscrição CAEPF produtor rural pode ter mais de um Cnae. Caso haja inclusão ou alteração do código da Cnae, o cadastro deve ser alterado. É importante lembrar que só podem se inscrever no Caepf pessoas com CPF em situação cadastral regular.

A matrícula do CAEPF é o número de identificação que aparecerá após a realização do cadastro. Este número é formado pelos nove primeiros dígitos do CPF, seguidos por um sequencial numérico, composto por 3 dígitos e 2 dígitos verificadores.

Número identificador de atividade
Número identificador de atividade
(Fonte: Receita Federal – Apresentação)

Para consultar o CAEPF, basta acessar seu sistema no Portal do e-CAC. Ao acessar o sistema, o contribuinte pode inscrever, consultar e alterar os dados do CAEPF.

Comprovante de inscrição CAEPF: como gerar

Após realizar a inscrição no CAEPF, é possível emitir o Comprovante de Situação Cadastral no portal da Receita Federal. 

Para emitir esse comprovante, é preciso indicar o número do CAEPF e a data de nascimento do titular do cadastro.

Página para emitir o Comprovante de Situação Cadastral no CAEPF
Página para emitir o Comprovante de Situação Cadastral no Caepf
(Fonte: Receita Federal)

Produtor rural pessoa física e segurado especial

Produtores rurais com mais de uma propriedade rural deverão realizar uma inscrição CAEPF para cada imóvel rural, mesmo que situadas no mesmo município.

Além disso, deve ser atribuído um número de inscrição no CAEPF produtor rural para cada contrato com outros produtores, parceiro, meeiro, arrendatário ou comodatário. Isso deve ocorrer independente da inscrição do proprietário.

Os produtores devem fazer o registro também dos trabalhadores que não estão diretamente relacionados à atividade rural. Por exemplo, trabalhadores do setor administrativo, mas que prestam serviço à propriedade rural. 

Já os segurados especiais poderão efetuar mais de uma inscrição, desde que a área total dos imóveis rurais inscritos não seja superior a 4 módulos fiscais.

Portanto, o cadastro no CAEPF possibilita que o Governo Federal tenha ciência em relação às atividades dos produtores rurais e garanta os benefícios previdenciários para os profissionais.

Além do mais, ao se cadastrar, o produtor rural está em conformidade com as regras da Receita Federal e cumprindo com as obrigações do eSocial.

Diferença entre CAEPF e CNO

O CAEPF é um cadastro administrado pela Receita Federal onde podem ser encontradas todas as informações sobre as atividades econômicas exercidas por pessoas físicas.

Por outro lado, o CNO é o Cadastro Nacional de Obras, que corresponde a um banco de dados nacional com as informações cadastrais das obras da construção civil e seus responsáveis.

Portanto, o CAEPF é o cadastro de pessoas físicas e o CNO é o cadastro de todas as empresas e obras da construção civil.

Faça o planejamento tributário para diferentes fazendas

Conclusão

O CAEPF produtor rural é um cadastro criado pela Receita Federal com o objetivo de reunir as informações das atividades econômicas exercidas por pessoas físicas.

Portanto, produtores rurais que se enquadram nesses grupos e ainda não são cadastrados no CAEPF devem procurar se regularizar o mais rápido possível.

Isso irá evitar possíveis problemas com a Receita Federal. Fique de olho!

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Cascudinho-da-soja: Como identificar e controlar?

O cascudinho-da-soja pode reduzir a produtividade e trazer sérios prejuízos à lavoura. Saiba como identificar e controlar essa praga que ataca a cultura.

O controle das pragas agrícolas é fundamental para garantir o sucesso da safra de soja. Todos os anos, os produtores fazem investimentos altos no solo e em sementes para ter altas produtividades.

As pragas, caso não controladas, podem comprometer ou até inviabilizar a lavoura. Dentre as principais pragas agrícolas que atacam as lavouras de soja, uma que vem se destacando nos últimos anos é o cascudinho-da-soja.

O cascudinho-da-soja é um coleóptero que ataca as plantas principalmente no início do ciclo da cultura, causando danos tanto como larva como quando adulto.

A praga merece bastante atenção, pois pode causar grandes prejuízos e sua incidência tem crescido em áreas do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Por isso, o monitoramento deve iniciar o quanto antes.

Para evitar problemas com o cascudinho, vamos conhecer essa praga e aprender como combatê-la. Confira!

Como identificar o cascudinho-da-soja

O Myochrous armatus (cascudinho-da-soja) pertence à ordem Coleoptera, família Chrysomelidae. Isso significa que ele é um tipo de besouro bem pequeno, que mede em torno de 5 milímetros de comprimento. 

O inseto adulto tem o corpo em formato oval de coloração preta fosca, variando também entre cinza-escura ou marrom, sempre com manchas mais escuras ou claras. Além disso, é recoberto por escamas curtas e robustas.

Os  adultos têm pouca habilidade para voar e, quando perturbados, têm o hábito de se fingir de mortos e permanecem imóveis, ou se jogam no chão.

As larvas do cascudinho são amarelas e vivem no solo, onde se alimentam de matéria orgânica e raízes de plantas de diversas espécies. Elas podem causar danos às raízes da soja ao se alimentarem, porém, nessa fase estes danos não são significativos.

É comum o cascudinho-da-soja ser confundido com outro besouro, conhecido como torrãozinho (Aracanthus mourei). Nesse ponto, vale destacar que é muito importante a identificação correta do inseto para que o seu controle seja eficiente!

Conforme podemos observar nas imagens, os dois insetos apresentam diferenças na sua morfologia, como nas antenas e na cabeça. O torrãozinho é “parente” do bicudo-do-algodoeiro, e por isso tem a cabeça prolongada. 

A confusão entre os dois insetos afeta diretamente o manejo de pragas da lavoura, e por levar ao uso incorreto de medidas de controle, impacta direta e negativamente a produtividade e a lucratividade da área.

Danos causados pelo cascudinho da soja

Os adultos são polífagos, ou seja, atacam várias espécies, como braquiária, fedegoso, amendoim bravo, feijão e milho. Na soja, o ataque geralmente ocorre na fase inicial da cultura, e os danos têm maior intensidade quanto mais jovem for a planta.

Poucos dias após a emergência, a praga fica localizada na base do caule e causa o tombamento e a morte da plântula. Se durante essa fase houver falta de chuva, o desenvolvimento das plantas fica comprometido, e os danos ficam ainda mais severos.

Por isso, o principal impacto dessa praga na lavoura é a redução do estande de plantas, o que afeta diretamente a produtividade da área total. 

Além disso, as plantas podem apresentar um desenvolvimento inicial reduzido, seguido por amarelecimento, murcha e morte. Estes sintomas podem ocorrer em grandes reboleiras de forma aleatória na lavoura.

O cascudinho consegue permanecer no solo na forma de pupa por até sete meses durante períodos de seca, sendo que o adulto emerge somente quando houver condições adequadas.

Embora os danos mais significativos ocorram na fase de plântula, o cascudinho também pode prejudicar a planta em estágios mais avançados, atacando os pecíolos e as hastes mais finas, que murcham e secam.

Como controlar o cascudinho da soja

Já sabemos que o cascudinho é uma praga que afeta a lavoura de soja nos primeiros dias após a semeadura. Por isso, é fundamental a identificação desta praga logo no início.

Alguns indicativos de que o cascudinho está presente na lavoura são:

  • Plântulas sem o ponteiro;
  • Plântulas com a haste principal decepada;
  • Folíolos pendentes na planta ou folhas inteiras caídas no solo (servem de abrigo para os adultos);
  • Constatação de insetos adultos em plantas em estágio de florescimento.

Monitoramento

O monitoramento é a primeira ferramenta de manejo que deve ser adotada para combater essa praga, e deve ser realizado com base no Manejo Integrado de Pragas (MIP). Para isso, o pano de batida é uma maneira simples e eficiente para realizar o monitoramento.

O nível de controle para o cascudinho-da-soja ainda está sendo estudado. Porém, a realização do pano de batida continua sendo essencial para o monitoramento.

Controle químico e biológico

O controle desta praga ainda é um desafio. O inseto adulto se abriga na palhada durante as horas mais quentes do dia. Isso complica um pouco seu controle, pois o cascudinho fica protegido, dificultando que o produto entre em contato com ele. 

Uma das ferramentas mais indicadas e eficientes para o controle do cascudinho é o tratamento de sementes. Essa prática é indispensável, pois protege a cultura na fase mais crítica ao ataque da praga, que são os primeiros dias após a emergência.

Somado a isso, é importante realizar o manejo químico, em associação ou não com produtos biológicos, na fase inicial da cultura, quando a planta ainda estiver com o primeiro par de folhas.

Para aumentar a eficiência das pulverizações, é recomendado realizar as aplicações nos horários mais frescos do dia ou à noite, quando a praga está mais exposta.

Atualmente não há evidências de inseticidas eficazes no controle do cascudinho, sendo necessário adaptar doses e misturas. Alguns dos princípios ativos que vêm sendo usados com bons resultados são o fipronil, clorpirifós e thiametoxan e imidacloprid.

Estudos indicam que produtos biológicos à base de bactérias e fungos entompatogênicos em associação com inseticidas químicos têm demonstrado grande potencial no combate do cascudinho.

É muito importante sempre rotacionar os princípios ativos dos inseticidas. Além disso, o controle de plantas daninhas e plantas tigueras de milho na área auxiliam para evitar que o inseto permaneça abrigado e se alimente destas plantas.

Planilha de manejo integrado de pragas

Conclusão

O cascudinho-da-soja é uma praga que ameaça a produtividade das plantas. O seu controle ainda é um desafio, mas algumas medidas como o tratamento de sementes e o manejo de invasoras e tigueras de milho, auxiliam no combate ao inseto.

Não deixe de realizar o monitoramento da lavoura, pois os danos causados pelo cascudinho acontecem na fase inicial do desenvolvimento da cultura. 

Dessa forma, o melhor caminho a ser seguido para combater o cascudinho é realizar a identificação correta, fazer as aplicações nos horários indicados e adotar técnicas preconizadas pelo manejo integrado de pragas.

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