Máquina agrícola: Veja se vale investir para o seu agronegócio

Máquina Agrícola: Os maquinários são parte fundamental da atividade agrícola, estando presente em todas as etapas do processo produtivo.

Introdução

Foi-se o tempo em que as atividades relacionadas ao processo de produção agrícola eram feitas manualmente ou através do uso de força animal. O advento da invenção de motores e máquinas se estendeu ao campo e os maquinários agrícolas tomaram o ambiente rural.

O uso de máquinas agrícolas traz diversos benefícios, sendo que os principais estão relacionados à maior eficiência e assertividade nas atividades agrícolas, além da diminuição do tempo de execução das tarefas e a maior segurança aos trabalhadores. 

A evolução tecnológica tem trazido cada vez mais novidades ao campo e muitas das máquinas hoje utilizadas já apresentam a capacidade de leitura de dados da lavoura, referenciamento geográfico, adaptação ao terreno e autonomia na execução de tarefas.

Por estes motivos, é importante que o produtor conheça as especificidades de cada tipo de maquinário, entenda seu funcionamento e tenha capacidade de decidir sobre a necessidade e possibilidade de tê-las em sua propriedade. Essas são as informações que traremos nesse artigo.

O que é uma máquina agrícola?

Uma máquina agrícola pode ser definida como uma ferramenta capaz de executar tarefas que eram feitas por meio do trabalho humano ou animal.

São equipamentos baseados em dispositivos mecânicos com controle elétrico e propulsão gerada por motores de combustão. Essas máquinas normalmente apresentam sensores capazes de monitorar suas condições de trabalho e as características das plantas ou do solo alvos de suas tarefas.

Os maquinários têm evoluído grandemente desde seu surgimento, sendo, hoje em dia, o maior aporte tecnológico dentro de uma propriedade rural.

Quais os principais tipos de máquinas agrícolas?

Existe um número enorme de máquinas agrícolas para as mais diversas funções na atividade rural. Elas estão envolvidas em diversas atividades desde a abertura e preparo da área até a pós-colheita, embalagem e armazenamento dos produtos agrícolas.

Porém, algumas delas são as mais comuns e estão presentes na maioria das propriedades rurais no Brasil, executando grande parte das atividades da lavoura. São elas:

  • Tratores: o trator é o maquinário agrícola de maior dinâmica na propriedade. Ele executa diversas atividades, além de poder ser acoplado a diversos implementos;
  • Plantadeiras/Semeadoras: são responsáveis pela semeadura de sementes ou plantio de mudas ou partes vegetativas. É importante na homogeneidade da implantação da lavoura;
  • Pulverizadores: atuam na proteção e controle a pragas, doenças e plantas daninhas na lavoura, garantindo sua sanidade e expressão do potencial produtivo;
  • Colhedeiras: são responsáveis pela colheita do produto final, permitindo a retirada das plantas do campo, bem como da parte de interesse comercial.

Hoje em dia, também não podemos deixar de falar dos drones e aviões que assumem cada vez mais importância nas tarefas agrícolas. Essas máquinas hoje têm função de monitoramento e sensoriamento remoto, além da execução de pulverizações aéreas.

O que levar em conta ao escolher uma máquina agrícola?

Normalmente o custo com maquinários agrícolas é um dos maiores percentuais de investimento de um produtor rural. Por esse motivo, a escolha pela compra de uma máquina deve ser bastante criteriosa.

Abaixo listamos pontos importantes que o produtor deve se atentar ao escolher uma máquina agrícola:

  • Tamanho e características da propriedade: os fatores como área da propriedade, tipo de solo e relevo são importantes para definir as características do maquinário, como altura, peso, potência, dentre outros;
  • Culturas a serem plantadas: muitos maquinários são específicos para algumas culturas, principalmente as plantadeiras e colhedeiras. Dessa forma, o produtor deve buscar máquinas que se adequem às suas necessidades.
  • Características do maquinário: é importante observar alguns detalhes técnicos das máquinas antes da decisão da compra. Alguns importantes são a potência, o torque, a tração, o tipo de transmissão, tipo de chassi, motor, consumo de combustível, tecnologia embarcada e condições da cabine;
  • Disponibilidade de mão-de-obra: muitas vezes pode não ser viável comprar um maquinário moderno em um momento específico se a mão de obra disponível na propriedade ou região não for apta para operá-lo;
  • Custos de operação e depreciação: muitas vezes os gastos com manutenção e operação podem ser altos e devem ser levados em conta na escolha da máquina, de acordo com o planejamento de custo de produção da fazenda. A depreciação do bem também deve ser levada em conta;
  • Capacidade de investimento: o produtor deve ter em mente qual a sua capacidade de investimento e a forma de pagamento, pois isso pode limitar as opções de escolha e compra de máquinas;
  • Retorno do investimento: o produtor deve levar em conta se a compra da máquina irá agregar valor a sua produção e em quanto tempo o maquinário será pago através desse valor agregado e no aumento do lucro. 

Quais os preços das máquinas agrícolas?

Os preços de máquinas agrícolas são bastante variáveis e dependem muito se o maquinário é novo ou usado. Além disso, outras características que definem o preço do maquinário são:

  • Tamanho e potência;
  • Ano de fabricação;
  • Características técnicas;
  • Nível de tecnologia;
  • Marca e modelo;
  • Horas de uso e estado de manutenção, no caso de máquinas usadas.

Para base de informação, existem máquinas agrícolas novas na faixa de 30 mil reais, sendo que as de maior tecnologia e potência podem passar de 7 milhões de reais. Por isso não é viável trazermos preços específicos de equipamentos, já que isso vai depender da necessidade e capacidade de investimento do produtor.

Quais as principais formas de se adquirir máquinas agrícola?

Por ser um bem de preço elevado, principalmente em caso de compra de maquinários novos, o empresário rural deve planejar a melhor forma de aquisição do maquinário. As formas mais comuns são:

  • Pagamento à vista: se for uma máquina de alto custo, o produtor deve avaliar se o pagamento à vista é uma opção, uma vez que isso pode diminuir a capacidade de investimento em outros bens necessários à boa condução de sua atividade;
  • Financiamento: nessa modalidade, a compra é feita por uma entrada e parcelas subsequentes, o que pode auxiliar a diluir o preço da máquina e seu uso já gerar renda para o pagamento das parcelas posteriores;
  • Consórcio: a modalidade de consórcio é uma opção para quem planeja comprar uma máquina no longo prazo, pois o maquinário não estará disponível no momento do investimento inicial. Essa é uma boa opção para troca futura ou modernização da frota da fazenda.
Controle e acompanhe a manutenção das máquinas da sua fazenda

Conclusão

Hoje em dia as operações nas lavouras são praticamente todas feitas utilizando maquinários e o produtor precisa dessas ferramentas para uma boa condução de suas lavouras e para potencializar a produção e o lucro.

Porém, o produtor deve ser cuidadoso e criterioso ao investir em máquinas agrícolas pois o custo é bastante elevado. Dessa forma, ele deve levar em consideração diversos fatores e decidir se é o melhor momento para compra de uma máquina nova ou se deve optar por uma usada, ou ainda, se é mais rentável contratar o serviço de máquina terceirizado.

Esse tipo de decisão deve ser tomado baseado na gestão da propriedade e no balanço financeiro e previsão de custos e ganhos no curto e longo prazo.

>> Leia mais:

Como uma boa gestão de máquinas agrícolas pode diminuir seus custos de safra

Moderfrota: o que é e como conseguir crédito para máquinas agrícolas

Antecipação de recebíveis: o que é, como funciona e quando é vantajosa

Antecipação de recebíveis: saiba como fazer, quem pode antecipar, taxas, benefícios, desvantagens e principais pontos de atenção.

A antecipação de recebíveis é uma linha de crédito voltada para empresas que precisam adiantar o recebimento de suas vendas. Essa é uma forma de receber agora um dinheiro que só receberia no futuro.

Para isso, é importante conhecer todos os detalhes desse serviço financeiro. Assim, você não prejudica a saúde financeira da sua empresa e consegue um fôlego no seu caixa

Neste artigo, veja as informações sobre a antecipação de recebíveis que vão te ajudar na tomada de decisão. Boa leitura!

O que é e como funciona a antecipação de recebíveis?

Apesar do nome complicado, a antecipação de recebíveis trata-se de uma linha de crédito que permite que as empresas adiantem o recebimento de suas vendas.

Dessa forma, os recebíveis de uma empresa rural são o dinheiro devido a ela referente à venda de produtos ou serviços a crédito. 

Assim, a antecipação de recebíveis é um recurso financeiro que possibilita às empresas receberem quantias de dinheiro de venda de produtos e serviços antes do prazo previsto.

Em outras palavras, a antecipação de recebíveis permite receber valores futuros adiantados. 

Você pode receber a antecipação de duplicatas, de vendas feitas a prazo ou parceladas, carnês, contratos de lotes futuros, cheques ou cartões de crédito. Isso acontece antes do seu cliente ser cobrado.

Quando o cliente compra um produto ou um serviço e parcela em duas vezes, sua empresa pode levar até 60 dias para receber o valor total da venda. 

Ao contratar a antecipação de recebíveis, você pode adiantar o recebimento desse valor para ter o dinheiro em caixa em poucos dias.

Portanto, a antecipação é uma alternativa de curto prazo para cobrir despesas urgentes que podem ter surgido. 

As instituições financeiras que oferecem a antecipação cobram taxas sobre o valor adiantado. Entretanto, nessa modalidade, normalmente você paga juros menores do que ao fazer a contratação de um empréstimo.

É importante salientar que esse serviço deve ser utilizado com cautela e pensando no curto prazo. É necessário tomar cuidado para que as antecipações não se acumulem e prejudiquem o seu caixa. 

Faça uma boa gestão financeira do negócio para que essa antecipação não ocorra com frequência. Assim, elas não trarão prejuízos à saúde financeira da sua fazenda.

Diferença entre antecipação de recebíveis e empréstimo

A antecipação de recebíveis muitas vezes pode ser confundida com um empréstimo. Entretanto, eles não são a mesma coisa e existem diferenças essenciais entre os dois modelos. 

Uma das principais diferenças é que, ao solicitar um empréstimo, sua empresa receberá um dinheiro que não é dela. Esse dinheiro é do banco ou da instituição financeira.  Você deverá devolver esse dinheiro em pagamento único ou parcelado, com certa taxa de juros.

O empréstimo sempre será atrelado a um fator de risco: a nota de crédito da empresa. Ela  poderá facilitar ou dificultar o empréstimo. 

Assim, a instituição financeira poderá aumentar as taxas ou negar o empréstimo de acordo com o risco que a empresa tem de não pagar o valor.

Por outro lado, na antecipação, o risco de inadimplência é baixo, pois o pagamento será efetuado conforme negociado. Isso facilita a obtenção dos recursos com taxas menores.

Tipos de recebíveis

Existem vários tipos de recebíveis aptos a serem antecipados. Por isso, independente do tipo de venda que você faça, é muito provável que você consiga antecipar esses valores. Veja detalhes de cada um desses tipos:

Boletos bancários

Os boletos emitidos para seus clientes podem ser facilmente antecipados através do banco emissor.

Por exemplo, se você emitiu o boleto através do Banco do Brasil, você pode antecipar esse boleto na mesma instituição financeira.

Cartão de crédito

A antecipação pelo cartão de crédito é feita sobre as vendas a prazo realizadas pela empresa. Quando um cliente realiza uma compra de sua mercadoria e parcela o valor em três vezes, por exemplo, você pode demorar até 90 dias para receber o valor total da venda.

Para antecipar esse recebível, basta procurar uma instituição financeira ou fintech que realiza esse serviço e autorizar a consulta de suas vendas pela instituição. O crédito no valor total poderá ser antecipado no dia seguinte da realização das vendas.

Para isso, pode ser cobrada uma taxa de antecipação pela instituição financeira mais IOF e encargos. Nesse caso, é importante avaliar se a operação por cartão de crédito é vantajosa para sua empresa.

Cheques

As vendas realizadas com cheques a prazo também podem ser antecipadas. Atualmente, diversos bancos oferecem esse tipo de serviço, também chamado de “Desconto de Cheque Pré-Datado”.

O processo é semelhante ao do cartão de crédito. Você realiza o cadastro em uma empresa que faz esse serviço e envia todos os documentos solicitados, incluindo os cheques que serão antecipados. 

Após isso, a instituição financeira realizará todas as análises de riscos. Se aprovado, o dinheiro será liberado na sua conta.

Nessa operação também podem haver custos extra, como juros, IOF e encargos. Portanto, é necessário avaliar se a antecipação vale a pena.

Depósitos

Os depósitos em conta corrente também podem ser antecipados. As regras para esta operação devem ser requisitadas no seu banco, pois variam conforme a instituição.

Este tipo de antecipação é geralmente feita para antecipar duplicatas emitidas sem boletos.

Contratos de lotes futuros

Os contratos futuros são negociados na Bolsa de Valores. Esses contratos consistem em um acordo entre comprador e vendedor sobre um determinado ativo como milho, café, e soja. Nesses casos, a operação será executada no futuro.

O preço desta venda futura é determinado no momento da compra e sofre ajustes diários a cada encerramento de pregão na Bolsa de Valores.

O contrato tem uma data de vencimento quando a operação de compra e venda será realizada. No vencimento, o comprador vai aferir lucro ou prejuízo, conforme o cálculo realizado com base nos ajustes diários no período.

Entretanto, o contrato futuro pode ser liquidado antes do prazo acordado. Neste caso, o comprador revende o contrato, passando para a posição de vendedor.

Carnês

Se sua empresa ainda aceita o pagamento por meio de carnês, saiba que é possível antecipar o dinheiro das vendas feitas por este meio.

Para realizar a operação, basta procurar sua instituição financeira e solicitar o serviço. É importante lembrar que a antecipação do carnê pode incorrer em custos cobrados pelo banco.

Duplicatas

As duplicatas são documentos que comprovam a compra, venda e a promessa de pagamento. Ela deve ser emitida pela empresa com a nota fiscal e assinada pelo comprador. Além disso, deve especificar o valor e a data de vencimento da dívida.

Você pode solicitar a antecipação da duplicata em uma instituição financeira que cobrará uma tarifa para realizar a operação.

Como fazer antecipação de recebíveis

Para fazer a antecipação de recebíveis, boleto ou nota fiscal da venda feita devem estar em mãos. Em seguida, você, produtor rural,  entra em contato com uma empresa especializada neste tipo de serviço, fintechs, bancos físicos ou digitais.

Essa empresa ou banco faz um cadastro do seu negócio no sistema, solicitando os documentos necessários. Após isso, você poderá enviar as notas fiscais, cheques, e outros recebíveis para que a empresa avalie.

Após a análise dos títulos, você será informado pela empresa se a sua solicitação de antecipação foi total ou parcialmente aprovada. Durante a análise de crédito, a empresa de antecipação de recebíveis pode optar por não antecipar todos os recebíveis. 

Depois disso, só é preciso assinar os documentos que o dinheiro será liberado diretamente na sua conta.  Você pode optar em antecipar um ou mais recebíveis, não é obrigatório antecipar todos os recebíveis que sua empresa tiver.

A antecipação de recebíveis pode ser solicitada tanto por pessoas jurídicas quanto por pessoas físicas. Basta comprovar a atividade da sua empresa. Produtores rurais com contratos de compra e comercialização de grãos, ou seja, com contratos de lote futuro, também podem solicitar a antecipação.

Taxa de antecipação de recebíveis

O valor da taxa de antecipação varia de acordo com a empresa ou banco intermediário. Essa taxa, geralmente, é aplicada proporcionalmente em cada parcela que será antecipada.

No entanto, o cálculo para a cobrança da taxa sempre terá como base um período de 30 dias. A partir disso, para conferir o saldo a receber, é preciso descontar a taxa do valor dos recebíveis.

Se você antecipar uma parcela com vencimento de 30 dias, você vai pagar a taxa multiplicada por 1, por ser uma antecipação de apenas um mês. 

Se a antecipação for de uma parcela que vence em 60 dias, você vai pagar a taxa multiplicada por 2 e assim sucessivamente. 

Antes de escolher uma instituição financeira que ofereça o serviço de antecipação de recebíveis, é importante avaliar as taxas cobradas.

Fatores que podem interferir no valor das taxas são o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e outras cobranças envolvidas.

Então, avalie com atenção as opções disponíveis. Só assim será possível saber se a opção de adiantamento de recebíveis é realmente vantajosa para sua empresa.

Vantagens da antecipação de recebíveis

Uma das vantagens é que você pode ter um ganho de produtividade. Afinal, consegue ter dinheiro em caixa para investir em maquinários e insumos. 

Além disso, a antecipação é uma escolha mais eficaz porque utiliza o dinheiro que já pertence à empresa. Dessa forma, você não vai precisar recorrer a empréstimos e financiamentos. 

Outra vantagem é que esse serviço tem menos burocracia na contratação. A liberação dos recursos ocorre com mais rapidez e os juros são menores. 

As taxas de juros são definidas de acordo com o perfil financeiro do solicitante, mas costumam ser mais baixas do que as cobradas pelos bancos no rotativo do cartão e no cheque especial. 

Isto porque, como o dinheiro pago antecipadamente pela instituição financeira tem origem em uma venda já realizada, o risco de inadimplência é menor.

Mesmo assim, antes de fechar o negócio é importante verificar se as taxas de juros, somadas ao Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e outros encargos, tornam essa opção vantajosa para a sua empresa.

Isso evita que a sua empresa rural fique endividada e faz com que ela permaneça competitiva. 

Desvantagens da antecipação

A antecipação de recebíveis também pode oferecer alguns riscos que precisam ser considerados. 

Ao receber o crédito antecipado, você não poderá mais contar com esse recurso no futuro. É necessário se organizar financeiramente para isso.

Por mais que a antecipação traga benefícios, a sua empresa não pode depender exclusivamente desses recursos para continuar atuando adequadamente. 

O uso contínuo do crédito acaba se tornando uma fonte de capital de giro mais cara e pode comprometer a saúde financeira da empresa e pode, inclusive, colocar em risco a sua sobrevivência no mercado.

Afinal, isso pode limitar o crescimento do seu negócio e também dificultar o planejamento e a organização financeira.

Antes de contratar essa operação, analise o comprometimento da situação financeira da empresa. É preciso que o negócio tenha uma boa projeção de fluxo de caixa. Isso porque no futuro, os recebíveis antecipados não entrarão no caixa da empresa.

Outra desvantagem é a possibilidade de o cliente da sua empresa não concluir o pagamento da compra. Ou seja, o consumidor que fez a compra a prazo pode não honrar com o pagamento ou praticar alguma fraude, com o uso de cheque sem fundos.

Neste caso, quem deve pagar à instituição financeira será a empresa que contratou a antecipação. Você ainda poderá pagar multas e juros pela antecipação de recebíveis. 

Quando é interessante utilizar a antecipação de recebíveis

Assim como outras linhas de crédito, a antecipação de recebíveis deve ser usada para atender às necessidades do negócio.

Normalmente, essa modalidade é contratada para pagar compromissos com fornecedores que vencem antes do prazo de recebimento dos seus clientes.

Além disso, pode ser utilizado para levantar capital de giro, cobrir operações com juros mais baixos e atender demandas sazonais, quando é preciso reforçar o estoque e o quadro de funcionários. 

Planilha de fluxo de caixa para sucessão feminina

Conclusão

A antecipação de recebíveis pode ser utilizada para otimizar o fluxo e evitar problemas com o capital de giro

Ela traz mais liquidez ao seu negócio, sem que seja necessário recorrer a empréstimos e financiamentos. 

Mas é importante ressaltar que é preciso ter um planejamento adequado. Sem ele, a antecipação pode ajudar a resolver um problema hoje e gerar outro maior no futuro. 

>> Leia mais:

Saiba o que são contratos agrários e como funciona a tributação

O que você precisa saber sobre financiamento rural para aquisição de terra

Restou alguma dúvida sobre a antecipação de recebíveis? Deixe aqui seu comentário!

Custo de produção agrícola: Aprenda como reduzir para otimizar a safra

Custo de produção agrícola: Algumas técnicas podem ser bastante efetivas em economizar recursos e diminuir os gastos sem limitar produção, aumentando o lucro do produtor

A agricultura moderna tem enfrentado cada vez mais desafios e o produtor tem que tomar diversas decisões para manter a viabilidade econômica de seu negócio rural. A margem de lucro das atividades agropecuárias estão cada vez menores, riscos e custo cada vez mais altos.

Além disso, a necessidade do uso racional e sustentável de recursos é um apelo cada vez maior da sociedade e do mercado consumidor, o que obriga o produtor a organizar e planejar sua atividade para otimizar o custo.

Dessa forma, monitorar e controlar o custo de produção é uma maneira de combinar uso racional de recursos e aumentar as chances de maior retorno do investimento no campo.

Nesse artigo traremos informações sobre os principais pontos de controle e técnicas para diminuir o custo de produção agrícola sem limitar a produtividade, aumentando o rendimento.

O que é custo de produção agrícola?

O custo de produção agrícola pode ser definido como o montante gasto pelo produtor para produzir uma unidade de produto agrícola. Essa unidade é definida, normalmente, como a unidade de venda ao consumidor.

Por exemplo, no caso de commodities, a unidade de produção é a saca. Assim, o custo de produção de soja diz respeito aos gastos para se produzir uma saca de 60 kg de grãos.

O custo de produção pode ser dividido em custo fixo e custo variável, que são definidos como:

  • Custo fixo: custos que independem da área de produção, como salários de funcionários, seguros, depreciação de maquinários, custo da propriedade ou área de plantio, impostos;
  • Custo variável: custos que variam com o nível e área de produção, como sementes, fertilizantes e agroquímicos, combustível, horas de máquina 

Como o custo de produção influencia no lucro?

Há uma lógica matemática no cálculo do lucro de uma atividade, em qualquer ramo de negócios. Na agricultura não é diferente e a equação que relaciona o lucro e o custo é a seguinte:

Lucro = (Receita de venda – Custo de produção) x Unidades produzidas

Assim, se um produtor tem um custo de produção de R$ 60,00 por saca de soja e vende por R$ 100,00, ele tem um lucro de R$ 40,00 por saca.

Dessa forma, qualquer diminuição no valor do custo de produção pode gerar aumento do lucro, desde que não limite a produção e a quantidade de produto disponível para venda.

É importante ressaltar que nem toda economia é benéfica ao produtor. Há um custo de produção que é chamado de custo ótimo que é o ponto em que o custo gera o máximo lucro.

Isso quer dizer que uma economia abaixo desse custo ótimo pode gerar limitação na produção agrícola e diminuir o lucro. Da mesma maneira, um investimento mais alto do que o ponto de custo ótimo irá gerar gastos que não darão retorno em produtividade, também diminuindo o lucro.

Quais fatores influenciam o custo de produção?

Há diversos tipos de custo que formam o custo total de produção em uma propriedade rural. Aqui, citaremos os principais formadores do custo de produção:

  • Aluguel de área ou máquinas;
  • Operação e manutenção de máquinas;
  • Mão de obra;
  • Funcionários administrativos e de gestão;
  • Sementes e mudas;
  • Fertilizantes, agroquímicos, produtos biológicos, reguladores de crescimento;
  • Análises de solo, foliar, etc;
  • Irrigação;
  • Energia, água, internet, etc;
  • Armazenagem e beneficiamento;
  • Transporte e embalagem;
  • Seguros e impostos;
  • Assistência técnica;
  • Depreciações;
  • Manutenções;

Como se vê, há um número enorme de fatores que pode influenciar a produção e garantir o controle de todos eles para reduzir o custo final é um desafio para o produtor

Quais fatores podem influenciar o lucro da atividade agrícola?

O investimento nos fatores de custo de produção permite ao produtor gerar seu produto para venda. Porém, mesmo com custo controlado, outros fatores podem influenciar a lucratividade do negócio e o retorno do investimento.

Aqui citamos alguns pontos que podem influenciar o lucro final do produtor

  • Custo de produção: um custo de produção abaixo ou acima do custo ótimo irá limitar o lucro, seja por diminuir a produção ou por aumentar o custo por unidade de produção; 
  • Preço de venda: em um mercado globalizado, o produtor rural normalmente não tem qualquer controle sobre o preço de venda de seu produto e tem que se sujeitas às imposições do mercado;
  • Condições climáticas: condições climáticas extremas como secas severas, chuvas de pedra, alagamentos, temperaturas muito baixas ou muito altas, vento, podem causar danos permanentes e limitarem grandemente a produção, diminuindo a quantidade de produto disponível para venda e reduzindo o lucro;
  • Manejo de pragas, doenças e plantas daninhas: esses fatores também podem limitar grandemente a produtividade agrícola. Porém, esses fatores podem ser controlados através de investimento em produtos fitossanitários e uma economia nesses produtos pode gerar perda na produtividade;
  • Uso de recursos: o uso ineficiente de recursos gera um aumento do custo de produção sem gerar maior produção. Por exemplo, a pulverização de um produto em dia de vento ou antes de chuva gera a perda de seu efeito e requer uma nova pulverização. Isso aumenta o custo sem beneficiar a produção.

Como economizar e reduzir o custo de produção na agricultura?

muitas oportunidades para reduzir custo de produção na propriedade, mas nem todos eles são facilmente alcançáveis. Porém, alguns podem trazer um grande retorno ao produtor e os detalhamos abaixo:

  • Plano de safra: planejar as áreas de plantio, fazer análises de solo e levantar os insumos necessários para a condução da safra (primeira, segunda e terceira safra);
  • Diversificação da produção: ao diversificar os produtos, o produtor fica menos dependente do preço de um único commodities, por exemplo;
  • Monitoramento do clima e fatores bióticos: conhecer as previsões de chuva, temperatura ou eventos extremos, bem como monitorar os inóculos de doença e presença de pragas é de grande valia para tomar decisões rápidas e eficientes de manejo;
  • Manejo eficiente: utilizar produtos eficientes e de bom custo-benefício é crucial para manter o potencial produtivo das culturas agrícolas, sem limitar produtividade. Economias em insumos normalmente geram grandes perdas de produção por falta de nutrientes ou baixo controle de pragas e doenças;
  • Agricultura de precisão: ferramentas que aumentam o monitoramento e eficiência de aplicação de insumos são de enorme potencial na busca do custo ótimo e do máximo retorno. Elas permitem o uso eficiente de recursos sem limitar a produtividade;
  • Manutenção de máquinas: o retrabalho por problemas com máquinas é um dos maiores vilões na atividade agrícola, podendo aumentar grandemente os custos variáveis com produtos, combustível, mão de obra e peças ao longo da safra;
  • Práticas sustentáveis: o uso de técnicas como rotação de cultura, manejo integrado de pragas, doenças e plantas daninhas, uso de potencializadores de produção e redutores de estresse, soluções biológicas normalmente trazem bom rendimento ao longo prazo.
  • Softwares de gestão: o uso de ferramentas digitais para controle e gestão da atividade agrícola aumenta a eficiência e diminui perdas no processo, diminuindo custos e riscos, e aumentando o lucro.
Custo de produção agrícola: Controle tudo pelo Aegro!

Conclusão

É cada dia mais claro que a atividade agrícola não é mais para amadores e que a gestão e execução dos processos de produção agrícola tem papel fundamental no sucesso e viabilidade do negócio.

Além da necessidade de sustentabilidade agrícola, o fator econômico é um grande ponto de tomada de decisão pelo produtor. Dessa forma, aumentar o controle e a eficiência nas operações agrícolas pode auxiliar o produtor a se aproximar do custo ótimo e a ter maior lucratividade e retorno sobre o investimento.

O Aegro oferece ferramentas de gestão que podem auxiliar grandemente o produtor rural nessa tarefa desafiadora. Certamente essas ferramentas têm potencial para aumentar o lucro sem aumentar grandemente o custo de produção, principalmente ao serem diluídas nos custos da propriedade.

>> Leia mais:

5 passos para calcular o custo de produção de feijão por hectare

Como estimar o custo de produção do café (+ calculadora rápida)

Saiba como calcular o custo de produção de arroz por hectare

Calcule seu custo de produção de milho por hectare