CFOP: O que é e Qual a Importância na Propriedade Rural?

O CFOP (Código Fiscal de Operações e Prestações) é usado para garantir a conformidade fiscal e organizar a carga tributária de qualquer empresa, incluindo no agronegócio.

O Código define a natureza das operações realizadas por uma empresa — como compra, venda, devolução ou exportação — e é registrado nas notas fiscais. 

A partir desse documento, os impostos de cada operação são calculados corretamente, evitando problemas com o Fisco e garantindo uma gestão financeira eficiente da fazenda.

A utilização correta do CFOP impacta diretamente na carga tributária de todo o produtor rural, já que diferentes operações possuem diferentes exigências fiscais e tributárias.

O que é CFOP?

O CFOP é um código numérico que identifica e classifica operações fiscais, como a compra e venda de mercadorias, a transferência de produtos entre estabelecimentos e a devolução de mercadorias

Cada operação tem um código específico, que deve ser indicado na nota fiscal correspondente. Essa numeração é indispensável para a gestão tributária de qualquer negócio, já que determina quais tributos devem ser recolhidos e em que momento.

No agronegócio, as operações podem ser complexas, já que envolvem diferentes estados, atividades de exportação e isenções tributárias. Por isso, utilizar o CFOP correto vai evitar erros fiscais e gerar benefícios tributários disponíveis para sua propriedade.

Leia também: 

Para que serve o Código Fiscal de Operações e Prestações?

O CFOP vai ser usado para identificar e classificar a natureza das operações de circulação de mercadorias e calcular e recolher impostos. Ambas as funções apresentam objetivos específicos, sendo eles: 

1. Classificação da Natureza das Operações: Identifica se a transação é de compra, venda, transferência ou exportação, entre outras, ajudando a diferenciar as operações realizadas pela propriedade rural. 

2. Cálculo e Recolhimento de Impostos: O CFOP determina quais impostos incidem sobre a operação e como eles devem ser recolhidos. Isso inclui tributos como o ICMS, IPI, PIS e COFINS.

É necessário garantir a regularidade fiscal da propriedade rural, evitando multas e sanções por parte do Fisco. Usar o código errado em uma nota fiscal pode levar ao pagamento indevido de impostos ou até mesmo à perda de créditos tributários.

Banner para baixar o kit de planejamento tributário rural

Qual o CFOP para Produtor Rural?

No setor rural, há CFOPs específicos que abrangem operações comuns nas fazendas, como a venda de produção própria e a compra de insumos agrícolas. Os mais comuns são:

  • CFOP 5101 – Venda de produção do estabelecimento;
  • CFOP 1102 – Compra para industrialização;
  • CFOP 1949 – Entrada de mercadorias destinadas à exportação;
  • CFOP 6949 – Remessa simbólica para transferência de estoque (em casos de
  • exportação indireta).

Esses códigos são utilizados para registrar todas as entradas e saídas de mercadorias. Além disso, eles se aplicam tanto a operações internas (dentro do estado) quanto interestaduais.

Por exemplo, ao vender grãos para um comprador de outro estado, o produtor deve usar o código fiscal de operações e prestações diferente daquele usado em uma venda local. Cada tipo de operação pode impactar diretamente na alíquota do ICMS a ser recolhido.

Como o CFOP é Utilizado na Prática?

O CFOP é essencial para a emissão de notas fiscais. Quando o produtor rural vende ou compra insumos, deve registrar a natureza da operação na nota por meio do código CFOP correto. 

Exemplo prático de como usar

Venda de soja: O produtor emite uma nota fiscal com o CFOP 5101 para registrar a saída de produção própria.

Compra de insumos agrícolas: A compra de adubos e fertilizantes é registrada com o CFOP 1102, identificando que se trata de aquisição para industrialização ou plantio.

Devolução de mercadoria: Se uma carga de insumos for devolvida, deve-se usar o CFOP correspondente à devolução, evitando que os impostos sejam recolhidos indevidamente.

Esses exemplos mostram como o uso correto do código é necessário para garantir que a carga tributária aplicada seja justa e compatível com cada tipo de operação.

Como o CFOP Influencia a Carga Tributária sobre a Produção Rural?

O CFOP impacta diretamente os impostos incidentes sobre as operações rurais. Usar o código correto é necessário para:

1. Evitar pagamento excessivo de tributos: Obrigatório para operações de exportação, quando classificadas corretamente, são isentas de ICMS.

2. Aproveitar créditos tributários: Em operações interestaduais, o uso adequado permite que o produtor recupere parte dos tributos pagos na compra de insumos.

3. Evitar multas e sanções: O preenchimento incorreto da nota fiscal pode resultar em autuações fiscais e gerar multas significativas.

No caso do agronegócio, a utilização correta do código também se torna importante para o  cumprimento de obrigações fiscais específicas, como o recolhimento do FUNRURAL ou a aplicação das alíquotas de ICMS diferenciadas entre estados.

Operações de exportação, por exemplo, precisam ser registradas com o CFOP adequado para garantir a isenção tributária e evitar problemas com a Receita Federal.

Vale lembrar que outras obrigações fiscais também devem parte dos cuidados com a propriedade. 

O especialista financeiro Matheus Machado, da Safras e Cifras, explica detalhes de como melhorar a gestão tributária e financeira. Clique no vídeo abaixo para assistir. 

Missão Safra 2024 | Transformação digital na gestão tributária e financeira com Matheus Machado

Onde e como consultar a Tabela Código Fiscal de Operações e Prestações 2024?

A tabela CFOP 2024 é atualizada todos os anos e está disponível nos seguintes canais:

  1. Receita Federal: A tabela oficial pode ser consultada no site da Receita Federal.
  2. Secretarias Estaduais de Fazenda: Cada estado disponibiliza a tabela completa com as atualizações locais.
  3. Softwares de Gestão Fiscal: Ferramentas de emissão de nota fiscal, como sistemas ERP, oferecem a tabela integrada, facilitando o preenchimento das notas.

Para produtores rurais e contadores, é essencial consultar regularmente a tabela atualizada para garantir que todas as operações sejam registradas corretamente. Isso evita erros fiscais e permite o aproveitamento de benefícios tributários.

A importância do CFOP para o produtor rural e o contador

Tanto o produtor rural quanto o contador da fazenda precisam entender que a gestão fiscal eficiente começa com a emissão correta das notas fiscais, e o CFOP é parte fundamental desse processo.

O papel do contador é garantir que todas as operações da fazenda sejam classificadas corretamente, evitando multas e otimizando a carga tributária

Além disso, utilizar softwares de gestão fiscal pode ajudar a automatizar o processo e minimizar erros, garantindo que o código correto seja aplicado em todas as notas emitidas.

No Aegro todos os processos fiscais são integrados, permitindo que você tenha todas as informações com um acesso rápido e em uma única tela. 

Conheça nossa solução que além de organizar toda a parte fiscal da fazenda, tem emissão de nota fiscal gratuita. Marque uma demonstração!

Impactos climáticos: Como as mudanças atuais podem afetar a agricultura?

Os impactos das mudanças climáticas na agricultura têm gerado não apenas perdas para os produtores rurais, mas também para a população urbana, com alta nos preços dos alimentos.

Nos últimos tempos, o setor tem enfrentado sérios desafios, como quebras de safra e variações drásticas nas chuvas, com episódios de alagamentos no Sul e secas no Centro-Oeste do Brasil. 

Todos esses fenômenos são resultado de alterações nas variáveis ambientais, como a ação humana, emissões de gases de efeito estufa, atividades industriais, queimadas e desmatamento.

Diante desse contexto, é preciso adotar medidas para diminuir esses impactos, tanto nas propriedades agrícolas quanto em estratégias mais amplas

Quais os impactos das mudanças climáticas? 

Os impactos climáticos na agricultura causam reflexos ambientais, sociais e econômicos, afetando o equilíbrio da natureza de diversas maneiras. 

Entre essas alterações, estão o aumento dos níveis dos oceanos, o aumento das temperaturas e a perda de espécies e ecossistemas, além dos riscos à produção de alimentos e à saúde. 

Essas transformações exigem uma resposta direta para mitigar seus efeitos e promover a adaptação.

Como os impactos das mudanças climáticas afetam a agricultura?

Os impactos das mudanças climáticas na agricultura estão favorecendo o crescimento de plantas daninhas e aumentando a incidência de pragas e doenças, resultando na perda de nutrientes e na diminuição da fertilidade do solo

O desenvolvimento de doenças em plantas depende da interação entre hospedeiros, patógenos e condições ambientais, que estão sendo alteradas por variações de temperatura e precipitação. 

Esses fatores climáticos criam ambientes que podem facilitar ou dificultar o surgimento de doenças.

Além disso, os impactos das mudanças climáticas na agricultura afetam a distribuição geográfica dos patógenos, modificando onde e quando eles podem sobreviver.

A umidade e a precipitação influenciam a dispersão de esporos, enquanto a sobrevivência dos patógenos em condições desfavoráveis é impactada por temperaturas variáveis

Embora haja poucos casos comprovados de doenças fitossanitárias ligadas às mudanças climáticas, a complexidade dessa relação é evidente, exigindo um monitoramento das interações entre clima, pragas e saúde das plantas. 

Guia para manejo de plantas daninhas

Alterações na temperatura e agricultura 

O aumento das temperaturas médias e as variações nos padrões de chuva, como secas severas e inundações, são tendências alarmantes.

Segundo o IPCC, Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, a temperatura da superfície global já subiu 1,1ºC entre 2011 e 2020 e pode alcançar 1,5ºC em breve.

Esses impactos das mudanças climáticas na agricultura impactam no estresse térmico da lavoura, escassez de água e danos às culturas. 

Eventos extremos, como a seca no Brasil em 2022 e as inundações de 2024 no Rio Grande do Sul, ilustram esses desafios. 

As previsões indicam que, até 2100, a produção de milho pode ser drasticamente afetada, com reduções que variam de 3% a 35%, dependendo do aumento de temperatura. 

Projeções de temperatura globais, indicando os impactos das mudanças climáticas na agricultura
Figura 1. Projeções de temperatura, umidade e precipitação em cenários de aquecimento global até 4ºC (1850-1900) – IPCC 2023. Fonte: IPCC, Relatório Síntese sobre Mudança do Clima 2023 e Agroadvance (2024).

El Niño e La Niña: Efeitos no Brasil e diferenças 

O El Niño é um fenômeno caracterizado pelo aquecimento irregular das águas do Oceano Pacífico Equatorial, resultando em mudanças climáticas globais. 

No Brasil, os seus efeitos são intensificados, levando a chuvas fortes no Sul e Sudeste, causando alagamentos e deslizamentos. Já no Nordeste acontece o oposto: secas severas, afetando a agricultura e a qualidade de vida da comunidade.

Por outro lado, La Niña acontece quando as águas do Pacífico Equatorial se resfriam, intensificando os ventos alísios. Esse fenômeno traz chuvas mais intensas para o norte e nordeste do Brasil, beneficiando regiões com clima semiárido. 

No entanto, o Sul enfrenta secas severas, prejudicando as atividades agrícolas e aumentando a vulnerabilidade das comunidades locais.

Ambos os fenômenos têm impactos significativos e opostos nas condições climáticas do Brasil, exigindo estratégias de adaptação para mitigar os efeitos adversos.

Ações para mitigar os impactos das mudanças climáticas na agricultura

Os impactos das mudanças climáticas na agricultura exigem uma abordagem integrada para seguir a produção.

Uma das principais estratégias é a implementação de políticas de apoio a práticas sustentáveis, incluindo subsídios e financiamento para inovações

Além disso, a educação e capacitação dos agricultores são essenciais para a adoção de novas técnicas e conhecimentos, permitindo uma adaptação eficaz às adversidades climáticas. 

Aderir a tecnologias agrícolas, como a rotação de culturas e sistemas de irrigação de precisão, ajudam a otimizar a produtividade e a saúde do solo. 

Em paralelo, a diversificação de culturas, com a introdução de variedades mais resistentes, aumenta a resiliência das plantações. 

É recomendado realizar a gestão eficiente dos recursos hídricos, para garantir a disponibilidade de água por meio de técnicas de captação e irrigação eficazes. 

Por último, a implementação de seguros agrícolas protege contra perdas financeiras causadas por eventos climáticos extremos, oferecendo uma rede de segurança para a recuperação. 

diagnostico de gestao

Saúde do solo: por que é tão importante cuidar disso?

A saúde do solo é definida pela capacidade de funcionar como um sistema vivo. Os solos saudáveis abrigam uma rica comunidade de organismos que auxiliam na supressão de pragas, reciclagem de nutrientes e controle de doenças

Além disso, mantêm a capacidade de retenção de água e nutrientes, fatores fundamentais para garantir a sustentabilidade da produção de alimentos.

A preservação da qualidade do solo não favorece apenas a produtividade agrícola, mas também a mitigação das mudanças climáticas ao armazenar carbono. 

Até o momento, é estimado que 95% da produção mundial de alimentos depende direta ou indiretamente da terra, reforçando a necessidade de práticas sustentáveis para garantir a segurança alimentar global. 

Nesse contexto, a FAO, Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, destaca a importância da conservação do solo, apresentando os principais benefícios proporcionados por solos saudáveis.

O que é considerado um solo saudável?

Um solo saudável é bem estruturado, rico em biodiversidade microbiana, com níveis adequados de nutrientes e matéria orgânica, oferecendo condições ideais para o desenvolvimento das plantas e maior rendimento das culturas.

Além disso, alimentos cultivados em solos saudáveis tendem a apresentar maior valor nutricional, com concentrações mais elevadas de vitaminas, minerais e compostos bioativos

A manutenção da saúde do solo garante uma produção agrícola sustentável, viável economicamente e capaz de atender às demandas por alimentos mais nutritivos.

A melhor estrutura física desses solos facilita a infiltração de água, a aeração e o crescimento das raízes. 

Enquanto isso, a alta biodiversidade microbiana melhora a ciclagem de nutrientes e reduz a incidência de patógenos, enquanto a presença adequada de matéria orgânica aumenta a capacidade de retenção de água e a fertilidade. 

Já o equilíbrio de nutrientes garante a disponibilidade dos elementos essenciais para o crescimento saudável das plantas, contribuindo para uma agricultura mais eficiente e sustentável.

Por que a saúde do solo é tão importante?

Um solo saudável é importante porque fornece os nutrientes, a estrutura e a água necessários para o crescimento das plantas, gerando uma produtividade maior e qualidade dos alimentos.

Além disso, funcionam como filtros naturais, protegendo a qualidade da água e contribuindo para o sequestro de carbono, mitigando as mudanças climáticas e promovendo a sustentabilidade ambiental. 

Manter a saúde do solo não impacta apenas a lavoura, mas também o consumo de alimento mundial, interferindo economicamente. Entenda mais detalhes: 

1. Produção de Alimentos

  • Suporte para Plantas: Fornecimento de nutrientes essenciais que as plantas precisam para crescer, como nitrogênio, fósforo e potássio. Também ajuda na retenção de água e permite que as raízes se fixem e absorvam esses nutrientes.
  • Melhora a Produtividade: Solos ricos em matéria orgânica e bem estruturados aumentam a produtividade agrícola, permitindo que as culturas cresçam mais saudáveis e vigorosas.

2. Qualidade da Água

  • Filtragem Natural: Solos saudáveis atuam como filtros naturais, limpando a água que passa através deles. Eles absorvem contaminantes e evitam que poluentes entrem nos corpos d’água, contribuindo para a preservação de rios, lagos e lençóis freáticos.
  • Retenção de Água: Solos ricos em matéria orgânica conseguem reter mais água, o que é importante para reduzir a erosão e para garantir o abastecimento hídrico das plantas durante períodos de seca.

3. Ciclo de Nutrientes

  • Reciclagem de Nutrientes: Um solo saudável promove a decomposição de matéria orgânica, reciclando nutrientes para que estejam disponíveis para novas plantas. Isso reduz a necessidade de fertilizantes químicos e promove uma agricultura mais sustentável.
  • Fixação de Nitrogênio: Certos microrganismos no solo ajudam a converter o nitrogênio atmosférico em formas utilizáveis pelas plantas, um processo essencial para o crescimento saudável das culturas.

4. Sustentabilidade e Conservação Ambiental

  • Prevenção da Erosão: Solos bem estruturados são menos propensos à erosão, que é a perda de camadas superficiais do solo devido ao vento ou à água. A erosão reduz a fertilidade do solo e pode causar danos ambientais significativos.
  • Sequestro de Carbono: Solos ricos em matéria orgânica ajudam a capturar e armazenar carbono, reduzindo a quantidade de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera. Isso contribui para a mitigação das mudanças climáticas.

5. Biodiversidade

  • Habitat para Organismos: Um solo saudável é um ecossistema vivo, abrigando uma enorme variedade de microrganismos, insetos e outros organismos que desempenham papéis importantes na decomposição de matéria orgânica, controle de pragas e reciclagem de nutrientes.
  • Promove a Resiliência das Plantas: A biodiversidade do solo contribui para plantas mais resistentes, ajudando a prevenir doenças e ataques de pragas, e promovendo uma agricultura mais sustentável.
Banner planilha- manejo integrado de pragas

BioAS: O que é e qual a ligação com saúde do solo?

Para promover um manejo mais sustentável na agricultura, a Embrapa desenvolveu a tecnologia BioAS

A proposta é integrar a bioanálise das avaliações do solo, proporcionando uma visão mais completa da sua saúde e contribuindo para aumentar a produtividade agrícola.

A criação da BioAS foi impulsionada após a FAO informar que aproximadamente 33% dos solos do mundo estão degradados. 

Grande parte dessa degradação poderia ser evitada ou revertida com práticas agrícolas que valorizassem a biologia do solo. 

As análises tradicionais costumam focar apenas em aspectos químicos e físicos, deixando de lado a biodiversidade presente no solo e seu papel vital na manutenção da qualidade.

Como avaliar a saúde do solo?

A avaliação da saúde do solo pode ser feita por coleta de amostras, principalmente pela BioAS, pela confiabilidade dos resultados.

1. Escolha do local de análise 

Primeiramente, é preciso escolher locais representativos da lavoura, evitando áreas anômalas, como declives acentuados, depressões ou locais próximos a carreadores, que podem distorcer os resultados. 

2. Condições de coleta 

A coleta deve ser feita após a colheita, em condições de solo estáveis, evitando períodos de alta umidade ou seca extrema. A profundidade recomendada é de 0 a 10 cm, onde ocorre maior atividade microbiana e concentração de matéria orgânica. 

3. Quantidade da coleta 

A quantidade ideal de solo coletada deve ser suficiente para todas as análises previstas, geralmente entre 500 g e 1 kg. 

Para garantir que a amostra seja representativa, é necessário homogeneizar bem o solo retirado de diferentes pontos da área. 

4. Conservação e envio da amostra 

Após a coleta, as amostras devem ser mantidas em local fresco e ao abrigo do sol, e se o envio ao laboratório demorar mais de 24 horas, é recomendado armazenar em recipiente refrigerado. O envio deve ser realizado o mais rápido possível para garantir a precisão dos resultados. 

A Embrapa disponibiliza uma lista atualizada dos laboratórios capacitados para realizar a bioanálise de solo com a tecnologia BioAS, garantindo que estes sigam protocolos rigorosos para assegurar a confiabilidade das análises.

Para ajudar ainda mais nos cuidados com a saúde do solo, separamos algumas dicas de manejo integrado a seguir. Clique no play para assistir o vídeo.

Manejo integrado da lavoura: como ele pode impulsionar sua produtividade

Como melhorar a qualidade da saúde do solo?

Se durante a análise, foi constatado que há problemas, existem formas de melhorar a qualidade do solo. Esse cuidado envolve práticas que aumentam a fertilidade, estrutura e biodiversidade. Confira abaixo o que fazer: 

1. Adição de Matéria Orgânica

  • Compostagem: Como esterco, restos de culturas e composto doméstico, melhora a estrutura do solo, aumenta a retenção de água e fornece nutrientes essenciais.
  • Cobertura Vegetal: Leguminosas ajudam a adicionar matéria orgânica ao solo e proteger sua superfície.

2. Rotação de Culturas

  • Diversificação das Plantas: Ajuda a evitar o esgotamento de nutrientes específicos e melhora a estrutura e a saúde do solo.

3. Plantio Direto

  • Redução da Erosão: Evita o revolvimento constante do solo, preservando sua estrutura e reduzindo a erosão. Também ajuda a reter mais umidade e matéria orgânica.

4. Controle de Erosão

  • Curvas de Nível e Terraços: Instalar barreiras físicas e técnicas para evitar que o solo seja carregado pela água da chuva, prevenindo a perda de nutrientes.
  • Cobertura do Solo: Palha ou culturas de cobertura protegem o solo contra o impacto direto das chuvas e vento.

5. Uso de Fertilizantes Naturais

  • Adubos Verdes: Culturas específicas, como feijão e ervilhaca, podem ser plantadas e incorporadas ao solo para adicionar nitrogênio e outros nutrientes naturalmente.
  • Evitando o Uso Excessivo de Fertilizantes Químicos: O excesso de fertilizantes prejudica a estrutura do solo e contamina lençóis freáticos.

6. Biodiversidade no Solo

  • Apoio à Vida Microbiana: Introduzir microrganismos como bactérias e fungos no solo, ajudam na decomposição de matéria orgânica e na disponibilidade de nutrientes para as plantas.
  • Manejo Integrado de Pragas e Doenças: Promover práticas que não prejudiquem a fauna do solo e que ajudem a controlar pragas de forma natural.

7. Teste Regular do Solo

  • Monitoramento de Nutrientes: Realizar análises regulares para identificar a necessidade de correções, garantindo um equilíbrio adequado de nutrientes e ajustando práticas de manejo conforme necessário.

Saúde do solo e clima: Qual a ligação? 

Solos saudáveis são fundamentais para a agricultura para fazer a armazenagem de carbono e manter o equilíbrio do ciclo da água

Por outro lado, alterações climáticas, como mudanças nos padrões de temperatura e precipitação, afetam a estrutura e a fertilidade do solo, influenciando a disponibilidade de nutrientes, a atividade de microrganismos e a retenção de água.

Além disso, práticas agrícolas que degradam o solo, como o uso excessivo de fertilizantes químicos e o desmatamento, contribuem para a liberação de carbono armazenado, aumentando as emissões de gases de efeito estufa. 

Considerando tudo isso, a manutenção da saúde do solo é essencial para mitigar os efeitos das mudanças climáticas, além de garantir a produtividade agrícola e a sustentabilidade dos ecossistemas.

Banner de chamada para o kit de sucesso da lavoura campeã de produtividade

Agricultura sustentável: O que é e como iniciar na minha fazenda?

A demanda por agricultura sustentável no Brasil está transformando as cadeias produtivas.

O país tem buscado formas de aumentar a produção sem expandir áreas, unindo eficiência econômica e preservação ambiental.

Por conta disso, essa mudança é impulsionada por exigências do mercado e pela legislação que protege áreas naturais.

A preocupação com a sustentabilidade, surge como uma solução para uma produção maior, e com menor impacto ambiental. Tecnologias como novas cultivares e sistemas integrados são as principais ações para atender essas demandas.

O que é agricultura sustentável?

A agricultura sustentável é um conjunto de práticas agrícolas que promovem a produção de alimentos de maneira responsável em termos ambientais, sociais e econômicos

O objetivo é atender às necessidades das gerações atuais e futuras, buscando um equilíbrio entre três pilares fundamentais: econômico, ambiental e social. 

Esse modelo é adotado para garantir que a produção alimentar não comprometa a saúde do planeta e o bem-estar das comunidades.

Sustentabilidade na Agricultura do Brasil

O Brasil, como um grande produtor de alimentos, enfrenta o desafio de garantir a segurança alimentar de forma sustentável. 

Atualmente, a agricultura no país é responsável por uma significativa parte do consumo de água e contribui para o desmatamento e as emissões de gases de efeito estufa. 

Portanto, a transição para práticas agrícolas sustentáveis é importante para enfrentar esses desafios, preservando os recursos naturais e contribuindo para a mitigação das mudanças climáticas, ao mesmo tempo em que se busca inovação e eficiência no setor.

Você também pode ter interesse: 

Principais práticas sustentáveis na produção de grãos no Brasil

A produção de grãos no Brasil, por lei,  requer a adoção de práticas sustentáveis para atender à demanda por alimentos e preservar os recursos naturais. Por isso, separamos as mais utilizadas no momento em nossa agricultura.

1. Plantio Direto

Atualmente, cerca de 9 milhões de hectares são dedicados ao sistema de Plantio Direto (SPD)

Essa prática oferece diversos benefícios, como maior retenção de umidade, prevenção da erosão, flexibilidade no plantio e redução de custos, resultando em maior eficiência e rendimento na produção de grãos como milho e soja.

2. Rotação de culturas

A rotação entre culturas, especialmente entre soja e milho, é fundamental para melhorar a fertilidade do solo, controlar pragas e doenças, e reduzir o risco de erosão. 

Essa prática não só equilibra a demanda por nutrientes, mas também melhora a estrutura do solo, aumentando sua capacidade de retenção de água.

3. Uso de tecnologia de precisão

A tecnologia de precisão revoluciona a produção agrícola ao permitir a aplicação exata de insumos como água e fertilizantes.

Isso reduz o desperdício e minimiza os impactos ambientais, ao mesmo tempo que possibilita monitoramento em tempo real, promovendo um manejo mais eficiente e sustentável.

4. Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF)

A ILPF combina diferentes atividades agrícolas em uma mesma área, trazendo benefícios como a melhoria do solo, redução da erosão, captura de carbono e conservação da biodiversidade

Além disso, essa prática contribui para a resiliência dos sistemas agrícolas e para um equilíbrio ecológico.

5. Manejo Integrado de Pragas e Doenças (MIPD)

O MIPD é uma abordagem sustentável que reduz o uso de defensivos agrícolas e preserva a biodiversidade. 

A técnica utiliza estratégias de controle biológico e preventivas para gerenciar pragas, evitando a resistência a produtos químicos e promovendo a saúde dos ecossistemas agrícolas.

6. Conservação de áreas de preservação permanente (APPs)

A proteção da vegetação nativa em torno de corpos d’água e áreas de conservação é necessária para manter a biodiversidade e proteger os recursos hídricos, assegurando um ambiente agrícola mais sustentável.

7. Uso eficiente da água

A gestão de sistemas de irrigação eficientes costuma ser uma opção para reduzir o consumo de água e evitar desperdícios, contribuindo para uma agricultura mais sustentável.

8. Agricultura de baixo carbono (ABC)

A ABC envolve práticas que diminuem as emissões de gases de efeito estufa, como técnicas de plantio direto e a fixação biológica de nitrogênio, contribuindo para a mitigação das mudanças climáticas.

9. Certificação sustentável

A adesão a programas de certificação que comprovam práticas sustentáveis na produção de grãos garante a rastreabilidade e a responsabilidade socioambiental, promovendo uma agricultura ética.

10. Leis ambientais e monitoramento da propriedade

O cumprimento das leis ambientais e o monitoramento das atividades agrícolas são essenciais para identificar e mitigar impactos negativos no meio ambiente, assegurando a sustentabilidade a longo prazo.

banner kit colheita de sucesso

Tipos de agricultura sustentável 

A agricultura sustentável é meio de preservar o meio ambiente que se popularizou com os anos. 

Por conta disso, hoje em dia existem vários tipos dessa agricultura, que podem ser adaptadas para diversas culturas. Confira abaixo: 

1. Agroecologia

A agroecologia é uma abordagem científica que aplica os princípios da ecologia à agricultura. 

Sua principal característica é a diversificação de cultivos e a conservação do solo e da água, promovendo um sistema agrícola mais equilibrado e responsável.

Culturas que mais utilizam a prática: Hortaliças e frutas, grãos (feijão, milho e arroz), café, cacau, leguminosas (entilhas e grão-de-bico) e cana-de-açúcar.

2. Agricultura Orgânica/Ecológica

Esse sistema de produção exclui o uso de agrotóxicos e fertilizantes químicos. Utiliza práticas como adubação verde, compostagem e controle biológico de pragas, promovendo uma agricultura mais saudável e sustentável.

Culturas que mais utilizam a prática: hortaliças (alfaces, tomates, cenouras, brócolis e outras verduras), frutas (maçãs, peras, morangos, bananas e citros), grãos (arroz, milho e feijão), café, cacau e ervas e temperos (manjericão, orégano, alecrim e outras ervas). 

3. Permacultura

A permacultura é um sistema de design que cria sistemas agrícolas perenes e autossuficientes.

Inspirada na natureza, esse tipo de agricultura sustentável, foca na resiliência e na interconexão entre diferentes elementos do ecossistema.

Culturas que mais utilizam a prática: hortaliças, frutas (maçãs, peras, pêssegos e frutas cítricas), café, cacau, leguminosas (feijão, lentilha e grão-de-bico), cereais (milho e trigo) e ervas (alecrim, manjericão, hortelã e outras).

4. Agricultura Natural

A agricultura natural visa criar um ambiente ideal para o desenvolvimento das plantas, minimizando intervenções humanas. Entre as práticas mais comuns, estão a cobertura morta e a compostagem, que favorecem o equilíbrio ecológico.

Culturas que mais utilizam a prática: Arroz, milho, hortaliças, frutas (como maçãs, peras e frutas) e leguminosas (como feijão, lentilha e ervilha).  

5. Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF)

Esse sistema combina agricultura, pecuária e florestas em uma mesma área, promovendo a diversificação da produção, a recuperação do solo e a preservação da biodiversidade.

Culturas que mais utilizam a prática: Grãos (como soja, milho e feijão), pastagens, frutas (como maçã, pêssego e outras frutas de clima temperado), madeira (como eucalipto e seringueira), plantas forrageiras (como brachiária e capim-elefante) e culturas de cobertura (como crotalária e nabo forrageiro). 

6. Agricultura de Precisão

Ao utilizar tecnologias avançadas, a agricultura de precisão não só otimiza o uso de insumos, como também aumenta a produtividade, enquanto, ao mesmo tempo, minimiza os impactos ambientais.

A prática ainda inclui técnicas como mapeamento de solo e controle individual de plantas.

Culturas que mais utilizam a prática: Soja, milho, trigo, algodão, cana-de-açúcar, frutas (como maçãs, uvas e citros), hortaliças (como tomate e alface) e café

7. Agricultura Sintrópica

Baseada na interação entre diferentes espécies de plantas, a agricultura sintrópica busca criar sistemas mais produtivos e resilientes, reduzindo a necessidade de insumos externos.

Culturas que mais utilizam a prática: Café, cacau, frutas (como abacate, manga e citros), hortaliças (alface, tomate e cenoura), grãos (milho, feijão e outras leguminosas) e pastagens (forragens e árvores em sistemas sintrópicos). 

8. Agricultura Regenerativa

Esse sistema vai além da sustentabilidade, buscando a regeneração dos recursos naturais. A agricultura regenerativa é conhecida pelas práticas de rotação de culturas e compostagem para melhorar a saúde do solo e aumentar a capacidade de sequestro de carbono.

Culturas que mais utilizam a prática: Grãos (soja, milho e trigo), cana-de-açúcar, café, frutas (maçã, pera e citros), hortaliças e leguminosas (feijão e lentilha). 

Por que a agricultura sustentável é importante?

A agricultura sustentável acaba sendo importante para criar sistemas agrícolas que preservem os ecossistemas e promovam a biodiversidade. 

Além disso, é uma prática que garante segurança alimentar, a saúde do planeta e influência no dia a dia da fazenda, refletindo na produtividade, também contribuindo parar:  

  1. Preservação do Solo: Práticas sustentáveis, como rotação de culturas e cobertura do solo, ajudam a manter a saúde e a fertilidade do solo, prevenindo a erosão e a degradação.
  2. Gestão Eficiente da Água: Sistemas de irrigação eficiente e técnicas de conservação da água garantem que os recursos hídricos sejam usados de maneira responsável, essencial em regiões com escassez.
  3. Biodiversidade: Promover a diversidade de culturas e práticas agroecológicas favorece a biodiversidade, ajudando a controlar pragas naturalmente e melhorar a resiliência do sistema agrícola.
  4. Redução de Insumos Químicos: A adoção de práticas orgânicas e de manejo integrado de pragas diminui a dependência de pesticidas e fertilizantes sintéticos, beneficiando a saúde do solo e dos ecossistemas.
  5. Segurança Alimentar: A produção de alimentos de forma sustentável garante um suprimento constante e seguro, contribuindo para a saúde da comunidade local e a economia rural.
  6. Viabilidade Econômica: A sustentabilidade pode levar à redução de custos a longo prazo, através da eficiência no uso de recursos e do aumento da produtividade, resultando em maior lucratividade.

A agricultura sustentável dentro de uma fazenda garante um sistema mais equilibrado e viável para o futuro, permitindo que a lavoura se mantenha saudável com as condições climáticas e outros aspectos da natureza. 

IMPORTANTE! A parte sustentável é um dos pontos mais importantes dentro de uma fazenda, mas você também precisa ficar de olho na sua operação. Confira o material abaixo e entenda como reduzir perdas e custos operacionais.

Qual o Momento Ideal para Usar o Seguro Agrícola?

O seguro agrícola é uma ferramenta financeira que protege o produtor rural contra os riscos que podem comprometer sua produção, como mudanças climáticas, pragas e outros eventos imprevisíveis. 

Diante desse tipo de situação, o seguro é uma opção que oferece segurança financeira para minimizar as perdas e continuar a operação, mesmo em momentos adversos.

Continue acompanhando o conteúdo e entenda como o recurso funciona e, principalmente, quando ele deve ser acionado. 

O que é o seguro agrícola?

O seguro agrícola é uma modalidade de seguro que protege o produtor rural contra prejuízos causados por eventos adversos, como chuvas intensas, geadas, secas, granizo, pragas e doenças. 

Ou seja, funciona como uma espécie de “rede de segurança”, ajudando o produtor a cobrir os custos em caso de perda de produção, por exemplo, o que pode evitar um grande impacto financeiro na fazenda.

Além de cobrir os danos à produção, o seguro agrícola também pode incluir a proteção de bens relacionados à atividade, como maquinário e equipamentos, dependendo da apólice contratada. 

Com as mudanças climáticas e o aumento dos riscos associados à agricultura, o seguro agrícola se torna uma ferramenta muito útil para a sustentabilidade financeira da fazenda.

Como funciona o seguro agrícola?

O seguro agrícola funciona de maneira simples, podendo ser contrato diretamente com uma seguradora, que oferece coberturas específicas para os tipos de risco que a sua propriedade enfrenta.

Cada apólice tem suas particularidades, e o produtor deve escolher a que mais se adapta às características de sua produção.

O seguro cobre a diferença entre o custo da produção e o valor que o agricultor perdeu em função de um evento coberto pela apólice. 

Ao acionar o seguro agrícola, a seguradora avalia a situação e, se for confirmado que o sinistro (o evento que causou o prejuízo) está coberto, o produtor recebe uma indenização que pode variar de acordo com a apólice.

Exemplo de funcionamento do seguro agrícola

  1. O produtor contrata um seguro agrícola que cobre a lavoura de soja contra seca; 
  2. Durante o período de colheita, uma seca atinge a região, resultando em perdas significativas;
  3. O produtor aciona o seguro e um perito é enviado pela seguradora para avaliar o dano;
  4. Confirmada a ocorrência da seca e a perda da produção, o seguro cobre parte ou todo o prejuízo, de acordo com os termos do contrato.
Planilha de controle de endividamento rural

Quando acionar o seguro agrícola?

O seguro agrícola deve ser acionado sempre que um evento inesperado causar danos significativos à produção, e que esteja previsto no contrato de seguro. Entre os momentos mais comuns para acionar o seguro estão:

  • Condições climáticas adversas: Chuvas excessivas, secas, geadas, ventos fortes, granizo e outros fenômenos climáticos que prejudicam a produção.
  • Pragas e doenças: Algumas apólices oferecem cobertura para perdas causadas por pragas e doenças que afetem a lavoura, desde que não sejam controláveis com práticas agrícolas normais.
  • Desastres naturais: Eventos de grande magnitude, como enchentes, tornados ou incêndios, que comprometem a viabilidade da colheita.

O ideal é acionar o seguro assim que o evento ocorrer, sem demora, para seguradora conseguir dar sequência mais rápido ao processo de indenização. 

Além disso, é necessário ter todos os documentos que comprovem a extensão do prejuízo, como laudos técnicos e relatórios de produção.

Quais são os tipos de seguro agrícola?

Existem diferentes tipos de seguro agrícola, e cada um deles oferece coberturas específicas para diferentes situações. Vamos ver os principais tipos:

1. Seguro de Produtividade

Esse tipo de seguro cobre a produção agrícola contra perdas de produtividade. Ele garante indenização se a produção ficar abaixo de um nível determinado por causa de eventos adversos, como seca, granizo ou pragas.

2. Seguro de Custo

Também conhecido como seguro de receita, esse modelo cobre o custo de produção. Ou seja, se um evento externo afetar a safra, o produtor recebe um valor que garante o reembolso dos investimentos feitos, como gastos com insumos e manejo da cultura.

3. Seguro Paramétrico

Nesse tipo de seguro, a indenização é baseada em um parâmetro preestabelecido, como a quantidade de chuva ou a variação de temperatura

Se esse parâmetro for atingido (por exemplo, pouca chuva em uma determinada fase da produção), o seguro é acionado automaticamente, sem a necessidade de comprovar a perda diretamente na lavoura.

4. Seguro de Benfeitorias e Maquinário

Além de cobrir a produção agrícola, algumas apólices também incluem a proteção de bens da propriedade, como maquinário, galpões e outras infraestruturas da fazenda.

Isso é especialmente importante em casos de desastres naturais que podem destruir ou danificar esses bens.

O que considerar ao contratar o seguro agrícola?

Na hora de contratar um seguro agrícola, é fundamental que o produtor analise cuidadosamente as coberturas oferecidas, os riscos cobertos e o valor da apólice. Aqui estão alguns pontos importantes:

  1. Cobertura da Apólice: Certifique-se de que os riscos mais comuns para sua região estão cobertos. Por exemplo, se sua fazenda está em uma área propensa a seca, priorize uma apólice que ofereça uma boa cobertura contra essa condição.
  2. Custo do Seguro: Avalie se o custo da apólice é compatível com o orçamento da fazenda. O seguro agrícola é um investimento, e o valor pago pode variar de acordo com a extensão da cobertura.
  3. Franquia: Algumas apólices têm uma franquia, que é o valor mínimo que o produtor deve arcar antes que o seguro comece a cobrir as perdas. Verifique se a franquia é viável para sua situação.
  4. Assistência Técnica: Algumas seguradoras oferecem assistência técnica, ajudando a implementar boas práticas agrícolas que podem minimizar riscos.
  5. Reputação da Seguradora: Contrate  o seguro com uma seguradora confiável e com experiência no mercado agrícola. Pesquise sobre a agilidade na resolução de sinistros e a satisfação de outros clientes.

Onde contratar um seguro agrícola confiável?

Para contratar um seguro agrícola confiável, você pode buscar parcerias especializadas que oferecem soluções em seguros para diversos setores do agronegócio. 

Para quem já é cliente da Aegro têm condições especiais na contratação, com apólices que cobrem riscos climáticos e outros fatores adversos, garantindo a segurança da produção agrícola. 

Quem não é cliente também pode contar com solução de ótimo custo benefício. Clique no botão a seguir para ver mais detalhes de como proteger sua fazenda: 

Colheita de trigo: perspectivas e produção

O trigo é um dos cereais mais cultivados globalmente e é parte importante na dieta humana. 

Sua produção, que atingiu 764,3 milhões de toneladas na safra de 2019/20, representa um crescimento em relação ao ano anterior.

A colheita de trigo é vital não apenas por sua contribuição nutricional, mas também por sua importância econômica, alimentando cerca de um terço da população mundial. 

A China se destaca como o maior produtor, mas o acesso a alimentos derivados do trigo é importante em diversas nações, incluindo o Brasil.

Continue acompanhando o conteúdo e saiba o que esperar da colheita de trigo nesta safra. 

Trigo no Brasil e no mundo

No Brasil, o consumo de trigo varia entre 10 a 12 milhões de toneladas, posicionando o país como um dos maiores importadores do grão.

Apesar dos esforços para aumentar a produção, a safra de 2022 resultou em 10,55 milhões de toneladas, com uma área cultivada de 3,086 milhões de hectares e uma produtividade média de 3.420 kg por hectare. 

Esses números refletem um cenário desafiador, onde a produção e colheita de trigo ainda não é suficiente para atender à demanda interna.

Qual a importância econômica do trigo? 

O trigo é o terceiro cereal mais cultivado no mundo, após arroz e milho, e sua ampla distribuição geográfica resulta em uma diversidade de características, influenciadas pelas variações climáticas e de solo

Essa diversidade permite classificar o trigo em categorias, como trigo de inverno e trigo de primavera, além de diferenciá-lo pelo teor de glúten, a principal proteína presente no grão.

Leia também: 

Condições climáticas e colheita de trigo no Brasil

Nas primeiras semanas de setembro, o clima predominou quente e seco na maior parte do Brasil, resultando em um aumento significativo de queimadas, especialmente nos estados de Mato Grosso e Pará

Enquanto as chuvas mais volumosas foram registradas no Noroeste do Amazonas, em Roraima e na região Sul, essas precipitações beneficiaram os cultivos de inverno, além da semeadura de feijão e milho da primeira safra. 

No Sul, o aumento da intensidade e abrangência das chuvas também contribuiu para o início da semeadura da soja

Contudo, as chuvas não foram suficientes para aliviar os efeitos da estiagem e das altas temperaturas em algumas lavouras de trigo, especialmente na fase de enchimento de grãos no Oeste e Norte do Paraná. 

Na região Centro-Oeste, a umidade do solo se manteve baixa, limitando a semeadura a áreas irrigadas. 

A análise espectral indica um atraso no desenvolvimento inicial dos cultivos de inverno no Sudoeste do Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul

No entanto, dados recentes mostram uma condição favorável para a safra atual e a colheita do trigo, com o índice de vegetação (IV) próximo ou acima da média em comparação com a safra anterior.

Trigo: Produção por estado brasileiro

De acordo com o relatório World Agricultural Production (WAP) de outubro, do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), a produção de trigo no Brasil para 2024/25 deve alcançar 9 milhões de toneladas, uma queda de 5% em relação à previsão anterior. 

O resultado é 11% maior que o ciclo passado e 19% acima da média dos últimos cinco anos.

Já a colheita do trigo está estimada em 3 milhões de hectares, uma redução de 14% em relação ao mês anterior e ao mesmo período do ano passado, mas 10% acima da média histórica

O rendimento médio previsto é de 3 toneladas por hectare, 11% maior que no mês anterior e 29% acima do ano passado, superando em 9% a média dos últimos cinco anos.

Após uma safra difícil em 2023, marcada por chuvas excessivas no Rio Grande do Sul, o trigo brasileiro se recupera. Acompanhe abaixo um panorama da produção de trigo em alguns estados do país: 

1. Rio Grande do Sul

As chuvas na terceira semana de setembro melhoraram a umidade do solo nas regiões Noroeste, Missões e Fronteira Oeste, favorecendo o desenvolvimento das lavouras. 

Embora tenha havido casos pontuais de doenças fúngicas, os tratamentos fitossanitários foram beneficiados pela maior incidência solar.

2. Goiás

As lavouras irrigadas na região Leste estão na fase final de colheita de trigo, com grãos de boa qualidade e rendimento satisfatório.

3. Minas Gerais

A colheita de trigo foi concluída com boas produtividades e qualidade nas lavouras irrigadas. 

Ao todo, o estado rendeu em torno de 420 mil toneladas de trigo, contribuindo para o aumento da produtividade na região.

4. Mato Grosso do Sul

A colheita também foi finalizada, mas as produtividades foram afetadas pela seca prolongada, que afetou a fase de enchimento dos grãos. 

Essa condição climática adversa resultou em menor rendimento por hectare, prejudicando o potencial de colheita. 

5. Bahia

 O clima seco favoreceu a colheita de trigo,  que atingiu 70% da área total.

As condições climáticas favoráveis reduziram a incidência de doenças e facilitaram o manejo na fase final do ciclo.

Algumas regiões receberam pouca chuva, afetando a produtividade média, porém o estado tem mostrado potencial para expandir a área cultivada

6. Paraná

A colheita alcançou 35% da área, mas a escassez de chuvas e altas temperaturas impactaram o potencial produtivo de algumas lavouras.

As condições climáticas desse tipo, prejudicaram o desenvolvimento das plantas, resultando em um rendimento abaixo do esperado em algumas partes do estado.

7. Santa Catarina

O baixo volume de precipitações no início do mês prejudicou a qualidade das lavouras, favorecendo doenças e interferindo nos tratos culturais. 

Apesar disso, a elevada radiação solar e as chuvas recentes proporcionaram uma condição satisfatória, com algumas lavouras iniciando o enchimento de grãos.

e-book culturas de inverno Aegro

Qual o clima ideal para o cultivo de trigo?

A instabilidade do clima, especialmente em anos de fenômenos como El Niño, pode provocar excesso de chuvas e aumento das temperaturas, impactando negativamente o desenvolvimento das lavouras. 

Durante a primavera, a maior nebulosidade e a redução da radiação solar afetam diretamente o enchimento dos grãos, levando a uma diminuição na produtividade

No Sul do Brasil, onde a cultura é mais concentrada, as chuvas frequentemente superam os valores normais, alterando as condições ideais para o cultivo.

Apesar dessas adversidades climáticas, algumas regiões têm se destacado pela alta produtividade do trigo, como:  

  • Guarapuava (PR) com produção de 7.028 kg/ha;  
  • Coxilha (RS) registrou 6.589 kg/ha;
  • Vacaria (RS) obteve 6.347 kg/ha. 

O aumento de 20% a 30% na produtividade média do trigo poderia transformar o Brasil de um importador para um exportador desse cereal. 

Junto disso, investir em pesquisa, desenvolvimento de variedades resistentes e em técnicas de cultivo podem ajudar a mitigar os impactos das condições climáticas.

Contar com ferramentas que oferecem previsão do tempo e controle de produtividade, também fazem toda a diferença. 

Ao adotar o software a fazenda Ivers alcançou 42% de lucro. Saiba mais detalhes clicando no botão a seguir: 

Redução de Impostos na Fazenda: Estratégias para Diminuir a Carga Tributária

A quantidade de impostos é uma das maiores preocupações do agronegócio brasileiro.

O produtor rural, que já enfrenta desafios relacionados ao clima, logística e volatilidade de preços, também precisa lidar com impostos que impactam diretamente sua lucratividade. 

Neste cenário, entender como aplicar estratégias para a redução de impostos no agronegócio é essencial para manter a competitividade e garantir a sustentabilidade financeira da sua propriedade rural.

Para ajudar nesta questão, preparamos esse conteúdo que responde às perguntas mais comuns sobre o tema e apresenta soluções práticas para diminuir a carga fiscal na fazenda dentro da lei, inclusive aproveitando as mudanças da Reforma Tributária de 2024.

Como fazer a redução de impostos na fazenda?

A redução de impostos na fazenda pode acontecer de diversas formas legais, impactando em um melhor fluxo de caixa da fazenda. 

Uma das formas de fazer isso é a partir da escolha de regime tributário, além do investimento em infraestrutura e amortização. 

Apenas com essas ações muita coisa pode mudar, mas ainda existem outras formas de reduzir os impostos na fazenda, como: 

1. Escolher o Regime Tributário Adequado

A escolha do regime tributário certo é um dos fatores mais importantes para reduzir a carga fiscal. As opções incluem:

  • Simples Nacional: Ideal para pequenos produtores com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões, este regime unifica e reduz a carga tributária, simplificando o processo de pagamento.
  • Lucro Presumido: Mais indicado para médios produtores, este regime geralmente resulta em uma base de tributação menor.
  • Lucro Real: Utilizado por grandes propriedades, o Lucro Real permite que o produtor deduza todas as despesas operacionais e financeiras, o que pode ser vantajoso em anos de altos investimentos ou margens apertadas.

2. Aproveitar Créditos Tributários de PIS/COFINS

Se você é um produtor que opera no regime de Lucro Real, pode se beneficiar da compensação de créditos tributários de PIS/COFINS

Isso ocorre quando o produtor compra insumos agrícolas (como fertilizantes e sementes) e gera créditos que podem ser usados para reduzir o valor a ser pago nas contribuições federais.

3. Planejar o ITR e Incentivos ao Uso da Terra

O Imposto Territorial Rural (ITR) pode ser significativamente reduzido se a sua terra for bem utilizada. 

Caso você implemente em suas propriedades, projetos de reflorestamento, preservação ambiental ou caso possua áreas de reserva legal, poderá abater na base de cálculo do imposto. 

Além disso, uma propriedade que investe em tecnologias, como um software de gestão de fazendas, pode aumentar sua produtividade sendo classificada com um grau de utilização mais elevado, o que diminuindo o valor do imposto.

4. Investir em Infraestrutura e Amortização

Melhorias na infraestrutura da fazenda, como a construção de silos, galpões ou sistemas de irrigação, podem ser amortizadas ao longo do tempo.

Este processo reduz a base de cálculo para o IRPJ e a CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido), sendo uma estratégia que permite a recuperação de parte dos valores investidos por meio de deduções fiscais, aliviando a carga tributária no longo prazo.

A redução de impostos na fazenda pode ser simples, desde que você respeite as regras tributárias e conheça os custos de cada parte da propriedade

Para conferir mais dicas sobre redução de imposto, assista o vídeo abaixo, com o especialista Matheus Machado.

Missão Safra 2024 | Transformação digital na gestão tributária e financeira com Matheus Machado

O que é amortização?

Amortização é o processo de pagamento gradual de uma dívida ou investimento ao longo do tempo, em parcelas regulares, que costuma se diferenciar entre: 

  • Amortização de Empréstimos: Se trata do pagamento da dívida principal e dos juros em parcelas, até que a dívida seja totalmente quitada, podendo ter valor de parcelas variável, mas em muitos casos, é fixo.
  • Amortização de Ativos: Alocação do custo de um ativo intangível (como patentes ou software) ao longo de sua vida útil, feito para refletir a depreciação do valor do ativo em um período contábil.

Nos dois casos, a amortização ajuda a distribuir o impacto financeiro ao longo do tempo, facilitando a gestão de fluxo de caixa e proporcionando uma visão mais clara das finanças.

Quais são os 4 principais impostos da tributação do produtor rural?

Os produtores rurais estão sujeitos a diversos tributos que afetam diferentes aspectos da produção e comercialização. Entre os principais estão:

  1. Imposto de Renda (IR): Pode incidir sobre o lucro da atividade rural, tanto para pessoas físicas (IRPF) quanto para jurídicas (IRPJ).
  2. Imposto Territorial Rural (ITR): Este imposto é pago anualmente sobre as propriedades rurais e varia de acordo com o tamanho e grau de utilização da terra.
  3. Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS): Incide sobre a comercialização de produtos e insumos. Cada estado tem sua própria alíquota, podendo haver benefícios fiscais para determinados produtos agrícolas.
  4. Contribuições para o PIS/COFINS: Tributos federais aplicados sobre o faturamento, com a possibilidade de compensação de créditos para reduzir o impacto.

Quanto custa o imposto de uma fazenda?

O custo do imposto para uma fazenda depende de diversos fatores, como o tamanho da propriedade, o regime tributário adotado, a localização e o tipo de produção. 

Para fazendas menores, pode ser vantajoso optar pelo Simples Nacional, que simplifica a cobrança de impostos e oferece alíquotas reduzidas. 

Agora se a sua propriedade for de um porte maior, pode se beneficiar de regimes como o Lucro Presumido ou Lucro Real, dependendo da margem de lucro e das deduções permitidas.

No caso do ITR, a alíquota pode variar entre 0,03% e 20% do valor da propriedade, dependendo do grau de utilização da terra.

Isso significa que fazendas mais produtivas podem pagar menos ITR, um incentivo importante para aumentar a eficiência agrícola.

planilha - faça o planejamento tributário para diferentes fazendas

Reforma Tributária 2024: O que mudará?

A Reforma Tributária de 2024 trouxe alterações importantes que afetam diretamente o agronegócio. Entre as principais mudanças estão:

Unificação de Tributos 

Na unificação de tributos, a criação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que substitui o PIS, COFINS e parte do ICMS, promete simplificar o sistema tributário, podendo resultar em aumento de alíquotas em alguns casos. 

Alterações no ITR 

A reforma propôs a revisão das alíquotas do Imposto Territorial Rural para incentivar o uso produtivo da terra. 

Por conta disso, propriedades que mantêm grandes áreas podem enfrentar uma tributação mais pesada. Enquanto isso, produtores que utilizam tecnologias para aumentar a produtividade tendem a se beneficiar de reduções.

Incentivos ao Agro Sustentável 

Com a crescente ênfase na sustentabilidade, a reforma prevê novos incentivos fiscais para propriedades que adotam práticas agrícolas sustentáveis, como o uso de energias renováveis ou projetos de preservação ambiental. 

As fazendas podem receber isenções ou reduções em tributos, como o ITR e o IBS, o que faz a redução de impostos ocorrer naturalmente

Como fazer a declaração do Imposto Territorial Rural (ITR)?

A declaração do ITR deve ser feita anualmente, normalmente até o final de setembro de 2024, através do programa disponibilizado pela Receita Federal. 

Para declarar, o produtor rural precisa fornecer informações detalhadas sobre a propriedade, incluindo:

  • Área total e produtiva;
  • Valor da terra nua;
  • Informações sobre o uso da terra (preservação ambiental, áreas produtivas etc.).

Erros ou omissões na declaração podem resultar em multas e, em alguns casos, na cobrança retroativa do imposto. 

Neste sentido, é recomendável contar com o auxílio de um contador especializado em declaração de imposto rural.

Tecnologia e redução de impostos na fazenda 

A redução de impostos na fazenda é possível por meio de estratégias inteligentes e legais, como falamos acima, mas o que mais vai fazer a diferença é a utilização de softwares agrícolas.

Tecnologias, como um software, podem garantir que sua fazenda não pague mais impostos do que o necessário, preservando sua competitividade no mercado.

No Aegro você pode contar com soluções que integram o imposto de renda à gestão financeira, e ainda pode acompanhar a previsão de impostos com maior eficiência.  

Faça um teste gratuito do software de gestão Aegro e aproveite as vantagens!

Aegro conecta: Novidades sobre nota fiscal produtor rural, MDF-e e mais

O Aegro Conecta é um evento que apresenta os principais lançamentos do software Aegro, pensando em quem passa o dia a dia no campo e busca ter mais rentabilidade na fazenda. 

O objetivo dessas novidades é simplificar processos, proporcionando crescimento sustentável e organizar os dados das propriedades rurais brasileiras, com foco em facilitar a sua vida no campo. 

Assista ao evento completo ou confira abaixo um pouco do que foi apresentado no Aegro Conecta de 2024: 

5º Aegro Conecta - Emissão de NF-e GRÁTIS, MDFe e muito mais!

1. Emissor de Nota Fiscal para Produtor Rural da Aegro 

A partir de janeiro de 2025, todos produtores rurais, independente do tamanho da propriedade,  deverão emitir nota fiscal eletrônica, como informa a Secretaria da Fazenda. 

Para facilitar o processo, a Aegro desenvolveu um emissor de NF-e gratuito, uma solução que automatiza o processo de emissão, integrando o sistema com os órgãos governamentais, garantindo conformidade com a legislação vigente. 

Disponível para usar no computador ou no celular, em alguns minutos você consegue fazer os lançamentos, de forma simples e com cálculos automáticos de impostos. Para começar a usar, você só precisa de um certificado digital e entrar em contato com a nossa equipe. 

2. Emissão MDF-e para produtor rural

Ainda dentro das conformidades fiscais, no Aegro você pode contar com a emissão de MDF-e para produtor rural, disponível para usar no celular ou no computador. 

O Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e) exibe o uso de certificado digital e também pode ser usado em poucos cliques, facilitando o transporte e acompanhamento de cargas. 

Além disso, se a NF-e foi emitida pelo Aegro, os dados básicos do MDF-e são preenchidos automaticamente pela chave de acesso. Se a nota fiscal não estiver no software, você pode preencher os dados manualmente. 

Todas as informações de motoristas e veículos cadastrados, podem ser utilizadas em futuros MDF-es, e você ainda tem acesso a uma lista com todos os manifestos emitidos, com status de cada um, mostrando se estão finalizados ou pendentes. Veja mais detalhes:

Por que o produtor rural precisa emitir MDF-e?

O produtor rural precisa emitir o MDF-e porque é um documento digital com validade jurídica, exigido pela Secretaria da Fazenda (Sefaz), que registra as operações de transporte de mercadorias. 

Desde abril de 2020, a emissão é obrigatória nas operações de transporte intermunicipal em todos os estados, exceto São Paulo, que tem uma legislação própria.

O MDF-e integra a Nota Fiscal Eletrônica e o CT-e (Conhecimento de Transporte Eletrônico), facilitando a fiscalização e garantindo a rastreabilidade das mercadorias. 

Todo o produtor rural deve estar ciente dessa obrigação para garantir que suas operações estejam em conformidade com a legislação vigente, evitando problemas fiscais e garantindo a legalidade do seu transporte.

3. Serviço de Especialista Virtual 

Outra grande novidade do Aegro Conecta é o serviço de especialista virtual, que conta com profissionais qualificados para otimizar as suas operações. 

A equipe é treinada pela própria Aegro em cada nova funcionalidade do produto, garantindo um suporte eficiente e atualizado. 

Essa é uma solução mais econômica, comparada à contratação de um profissional para alimentar o sistema, permitindo que você tenha mais tempo para focar em análises e resultados, e tomar as melhores decisões para sua fazenda.

O serviço está disponível em 3 níveis, variando conforme a sua necessidade, sendo eles: 

  • Assistente Virtual: indicado para quem precisa de suporte básico na inserção de dados financeiros, como lançamento de despesas e  receitas, importação de notas fiscais do SEFAZ e confirmação de pagamentos de transferência;
  • Analista Virtual: suporte mais completo, que inclui, além das funções do assistente virtual, a gestão de despesas e receitas, cadastro de manutenção, abastecimento e atividades realizadas, além de reuniões mensais para acompanhar o andamento das atividades; 
  • Especialista Virtual: é recomendado para quem deseja uma gestão completa, com foco na análise de indicadores, englobando os serviços acima. Neste nível está incluso o fechamento de resultados financeiros, gestão de estoque de maquinários, registros climáticos e uma reunião quinzenal para a revisão de resultados.

Com especialista virtual da Aegro você conta com uma solução completa e acessível para a gestão da sua fazenda, feita para quem precisa de mais tempo e eficiência. 

4. Aplicativo Aegro Negócios 

O Aegro Negócios é o novo app da Aegro que permite emitir notas fiscais, conferir notícias e informações de mercado. 

Na parte de emissão de notas fiscais para produtor rural, é possível emitir as informações de NF-e e MDF-e direto do seu celular. 

Já na aba de conteúdos, você tem acesso a informações de vários canais agrícolas renomados e portais do agronegócio brasileiro.  

Por fim, na parte  sobre mercado, você pode acompanhar os preços das commodities que mais importam para você.

O app também permite buscar informações não só do Brasil, como também da bolsa de Chicago, outras commodities e até mesmo diferentes moedas. 

O app está disponível para celulares com sistema Android e iOS e é 100% gratuito. Baixe agora mesmo clicando no botão a seguir!

5. Clube Aegro 

Criado para quem já é cliente do software Aegro, o Clube Aegro são vantagens e parcerias, como descontos e benefícios, que ajudam você a economizar e melhorar a eficiência da sua fazenda.

No clube você tem acesso a descontos exclusivos em diversos serviços, como: cursos da Agroadvance, apólices de seguro da Ceres Brasil, e Monitoramento Integrado de Pragas (MIP).

A Aegro entende os desafios do agronegócio brasileiro e a necessidade de monitorar cada passo da fazenda, por isso criamos o Clube Aegro. Confira mais detalhes sobre esse benefício.

Transforme sua gestão rural com Aegro

Para quem busca otimizar a gestão da sua propriedade rural, as novidades do Aegro Conecta são um verdadeiro divisor de águas. 

Com soluções como o emissor de Nota Fiscal e MDF-e, o serviço de especialista virtual e o aplicativo Aegro Negócios, a conformidade fiscal, lucratividade e produtividade estão garantidas. 

Transforme a sua fazenda com ferramentas que realmente fazem a diferença. Faça um teste GRATUITO do software Aegro e veja na prática como ajudamos milhares de propriedades a ter 42% a mais de lucro.