Principais doenças de solo e como proteger suas culturas

O solo é um dos recursos mais importantes para a agricultura, não apenas sustenta as plantas, mas também influencia diretamente a qualidade e a produtividade das lavouras.

Quando negligenciado, pode se tornar um ambiente propício para o surgimento de doenças de solo que afetam severamente a produção agrícola. 

Estas doenças podem comprometer as raízes, caules e até os frutos prejudicando tanto a qualidade quanto a quantidade colhida

A grande maioria das doenças de solo são causadas por agentes patogênicos como fungos, bactérias, nematóides e vírus que sobrevivem e se multiplicam no solo.

Essas pragas atacam diretamente as plantas comprometendo seu desenvolvimento e em muitos casos levando à morte.

A presença desses organismos no solo é um dos principais fatores que comprometem a longevidade das lavouras e a saúde do ecossistema agrícola.

O que são doenças de solo?

As doenças de solo são originadas por agentes patogênicos como fungos, bactérias, nematoides e vírus, que possuem a capacidade de sobreviver e se multiplicar no ambiente do solo, criando condições desfavoráveis ao desenvolvimento das plantas.

Esses organismos podem permanecer inativos no solo por longos períodos, esperando condições adequadas para se retirarem e atacarem as culturas agrícolas.

É comum agirem diretamente nas raízes e, em alguns casos, nas partes aéreas das plantas, interferindo na absorção de água e nutrientes, enfraquecendo o sistema radicular e limitando o crescimento das culturas.

Além disso, podem causar sintomas como lesões, podridões, murchas e até a morte das plantas, comprometendo seriamente a produtividade e a viabilidade econômica da lavoura.

Um aspecto preocupante é que esses agentes patogênicos se adaptam facilmente às condições do ambiente e podem ser disseminados por meio de água, vento, resíduos de culturas anteriores, ferramentas agrícolas contaminadas ou pelo trânsito de máquinas e implementos entre talhões.

Isso torna o manejo das doenças de solo um grande desafio para os produtores. Entre os exemplos mais comuns estão fungos como Fusarium spp. e Rhizoctonia solani, que causam doenças como tombamento de plântulas e podridão de raízes, além de nematoides como Meloidogyne spp., responsáveis por formar galhas nas raízes.

Saiba mais!

Quais as principais doenças do solo? 

As principais doenças do solo vão variar conforme a cultura e o patógeno. Algumas delas são mais comuns na lavoura de soja, como a antracnose, mas podem aparecer em outras plantações. 

De qualquer forma, existem pelo menos 7 doenças de solo que você deve se preocupar. Acompanhe quais são elas e como tratar. 

 1. Tamanduá-da-Soja (Sternechus subsignatus)

  • Sintomas: Corte na base das hastes da soja, murcha das plantas e redução do porte e menor número de vagens.
  • Principais culturas afetadas: Soja e algumas leguminosas. 
  • Impactos: Perda total da planta afetada e redução na produtividade devido à queda de vagens.
  • Manejo: Rotação de culturas para evitar a perpetuação do ciclo da praga, controle químico com inseticidas direcionados à fase adulta e Destruição dos restos culturais para eliminar os refúgios da praga.

Confira mais informações no conteúdo 12 principais pragas da soja que podem acabar com sua lavoura.

2. Broca-do-Café (Hypothenemus hampei)

  • Sintomas: Perfuração nos frutos do café e grãos ocos ou com perda de qualidade devido à alimentação da larva.
  • Impactos: Redução da qualidade dos grãos e perdas na produtividade que podem chegar a 30% em infestações severas.
  • Manejo: Monitoramento com armadilhas de captura, uso de inseticidas específicos em momentos de maior vulnerabilidade e controle biológico com fungos entomopatogênicos, como Beauveria bassiana.

Para mais informações sobre o patógeno siga a leitura: Broca-do-café: Alternativas de controle.

3. Antracnose (Colletotrichum spp.)

  • Sintomas: Lesões escuras em vagens, folhas, hastes e sementes, apodrecimento e queda de folhas em estágios avançados.
  • Principais culturas afetadas: Soja, feijão, milho, tomate e algodão.
  • Impactos: Perda de produtividade devido ao apodrecimento de vagens e frutos, e redução na qualidade das sementes.
  • Manejo: Uso de sementes sadias e certificadas, tratamento de sementes com fungicidas, rotação de culturas e manejo de restos culturais.

Saiba mais informações sobre a Antracnose e detalhes de como realizar o controle para diferentes culturas.

4. Tombamento (Fusarium spp., Rhizoctonia solani, Phytophthora spp.)

  • Sintomas: Morte de plântulas logo após a emergência, lesões marrons ou negras no coleto e reboleiras de falhas no estande.
  • Principais culturas afetadas: Soja, feijão, milho, algodão e hortaliças.
  • Impactos: Perda de plantas na fase inicial e dificuldade em atingir o estande ideal.
  • Manejo: Tratamento de sementes com fungicidas específicos, uso de variedades resistentes, adequação do espaçamento e drenagem para evitar excesso de umidade.

Saiba todas as informações sobre tombamento da soja e como fazer o melhor manejo na sua lavoura.

5. Nematóides (Meloidogyne spp., Pratylenchus spp., Heterodera glycines)

  • Sintomas: Raízes com galhas ou lesões necróticas, murcha, clorose e plantas de menor porte e reboleiras com falhas no estande.
  • Principais culturas afetadas: Soja, milho, feijão, algodão, cana-de-açúcar e hortaliças.
  • Impactos: Redução na capacidade de absorção de água e nutrientes, e queda significativa na produtividade.
  • Manejo: Uso de cultivares resistentes ou tolerantes, rotação de culturas com plantas não hospedeiras, controle biológico com agentes como Bacillus spp. ou Pasteuria spp e uso de nematicidas em casos severos.
Nematoides: como identificar e controlar

6. Lagarta-Elasmo (Elasmopalpus lignosellus)

  • Sintomas: Ataque ao coletor (base do caule), causando murcha e morte das plantas, e plântulas mortas em reboleiras.
  • Principais culturas afetadas: Milho, soja, sorgo, algodão e feijão.
  • Impactos: Perda de plantas na fase inicial, comprometendo o estande.
  • Manejo: Tratamento de sementes com inseticidas, manejo da palhada para reduzir populações iniciais, monitoramento e controle químico em áreas de alta infestação.

7. Coró-da-Soja (Phyllophaga spp.)

  • Sintomas: Corte das raízes e morte das plantas em reboleiras e murcha causada pela perda de capacidade de absorção de água e nutrientes.
  • Principais culturas afetadas: Soja, milho, pastagens e trigo.
  • Impactos: Redução do estande e produtividade, plantas enfraquecidas e maior suscetibilidade a estresses.
  • Manejo: Rotação de culturas com espécies menos suscetíveis, tratamento de sementes com inseticidas sistêmicos e manejo integrado, incluindo controle biológico com nematóides entomopatogênicos.
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Como evitar doenças de solo?

A melhor forma de evitar doenças de solo é a implementação de práticas agronômicas que protejam as plantas e promovam a saúde do solo, reduzindo a presença e a atividade de agentes patogênicos. 

As medidas a seguir são essenciais para minimizar os impactos e, ao mesmo tempo,  garantir uma lavoura mais resiliente e produtiva. Confira:

1. Rotação de culturas

Alterar as culturas no mesmo talhão ao longo das safras é uma técnica eficaz para reduzir a pressão de patógenos. 

Ao introduzir plantas que não são hospedeiras, como crotalária antes da soja ou milho, é possível interromper o ciclo de vida de fungos, nematoides e outras pragas

Além disso, essa a rotação de culturas a diversificar os sistemas de cultivo, promovendo um equilíbrio biológico no solo.

2. Cobertura do solo 

As plantas de cobertura, como crotalária, braquiária e milheto, desempenham um papel importante no manejo de doenças. 

Sua função é criar uma barreira física que dificulta a proliferação de pragas e patógenos, além de melhorar a estrutura do solo e contribuir para a retenção de umidade e nutrientes. 

A cobertura também reduz a erosão e previne o aparecimento de plantas daninhas que podem servir como hospedeiras de doenças.

3. Higienização de equipamentos

A movimentação de máquinas e implementos agrícolas entre talhões pode disseminar patógenos, como fungos e nematoides. 

Por isso, é essencial realizar a limpeza e a desinfecção regular dos equipamentos. 

O uso de desinfetantes específicos e a eliminação de resíduos de solo e vegetais aderidos às máquinas ajudam a evitar a contaminação cruzada entre áreas.

4. Adubação equilibrada

Fornecer nutrientes em quantidades adequadas é uma medida excelente para fortalecer as plantas e tornar a lavoura menos vulnerável a doenças. 

Solos bem nutridos e com balanço adequado de macro e micronutrientes proporcionam um ambiente mais favorável ao desenvolvimento das culturas e menos propício à proliferação de patógenos. 

A aplicação de matéria orgânica e compostos orgânicos também pode melhorar a atividade microbiológica do solo, inibindo a ação de organismos prejudiciais.

5. Análise periódica do solo

Realizar análises regulares do solo permite identificar a presença de patógenos e avaliar as condições gerais da área. 

Com base nos resultados, é possível implementar práticas corretivas, como o ajuste do pH ou a aplicação de produtos biológicos que favorecem a saúde do solo.

6. Uso de produtos biológicos 

O uso de bioinsumos, como microrganismos antagonistas, são ferramentas importantes no manejo de doenças de solo

A aplicação em fungos como Trichoderma spp. e bactérias como Bacillus spp. podem ser aplicados para combater diretamente os patógenos e melhorar o equilíbrio biológico do solo.

Doenças do solo: Um desafio constante

As doenças de solo são desafios constante que exigem atenção contínua e práticas bem planejadas. 

Conhecer os patógenos, entender as particularidades do solo e adotar medidas de manejo adequadas são ações indispensáveis para garantir a saúde das culturas e a sustentabilidade da produção agrícola. 

Ao aplicar soluções como rotação de culturas, uso de sementes certificadas e controle biológico, o é possível minimizar muito os impactos dessas doenças e preservar sua lavoura ao longo dos ciclos.

Outro ponto que também ajuda é o monitoramento regular da lavoura. No Software Aegro é possível ter esse tipo de cuidado por NDVI, além de fazer manejo integrado de pragas e registrar cada evolução no próprio sistema.

Guia sobre DIRPF: Tire Todas as Suas Dúvidas

Todo começo de ano, a preocupação com o DIRPF volta para milhões de brasileiros. A sigla pode até parecer complicada, mas a Declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física é mais simples do que você imagina, desde que feita com atenção e planejamento.

Para quem é produtor rural, o processo pode trazer dúvidas adicionais, já que envolve especificidades da atividade agrícola, como registro de receitas, despesas e patrimônios.

Este guia vai responder às principais dúvidas sobre o tema, ajudando você a entender quem precisa declarar, quais são as obrigações para o produtor rural e como fazer tudo corretamente para evitar problemas com a Receita Federal.

O que é o DIRPF?

O DIRPF é a Declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física, um documento que todo cidadão brasileiro que atende a certos critérios deve enviar anualmente à Receita Federal.

O objetivo é prestar contas sobre seus rendimentos, patrimônios, gastos e impostos pagos ao longo do ano anterior.

Através dessa declaração, o governo verifica se você pagou a quantidade correta de impostos ou se terá direito à restituição.

Para produtores rurais, a DIRPF também é uma ferramenta importante de controle, já que permite a inclusão de dados sobre receitas agrícolas e despesas de produção, ajudando a organizar as finanças da fazenda.

Quem precisa declarar o DIRPF?

Nem todos os brasileiros precisam fazer a declaração, mas algumas condições tornam o envio obrigatório. Confira se você se encaixa:

  1. Teve rendimentos tributáveis (como salários, aposentadorias ou aluguéis acima de R$ 28.559,70 no ano anterior; 
  2. Recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte superiores a R$ 40.000,00.
  3. É proprietário de bens ou direitos com valor total acima de R$ 300.000,00, como imóveis, veículos, máquinas agrícolas ou contas bancárias.
  4. Obteve ganho de capital na venda de bens, como um imóvel ou um maquinário agrícola.
  5. Fez operações na bolsa de valores, mesmo que o valor tenha sido pequeno.
  6. Atua como produtor rural e teve receita bruta superior a R$ 142.798,50 ou deseja compensar prejuízos de anos anteriores.

Se você está em alguma dessas categorias, a declaração é obrigatória. Caso contrário, ainda é recomendável declarar para evitar problemas futuros ou facilitar processos como financiamentos.

Quando o produtor rural deve declarar DIRPF?

O produtor rural deve apresentar a Declaração de Imposto de Renda Pessoa Física (DIRPF) se, no ano anterior, a receita bruta com atividade rural ultrapassar o limite estabelecido pela Receita Federal.

Ou seja, para o ano-calendário de 2023, esse limite foi de R$153.199,50. Caso o valor alcance R$200.000,00, por exemplo, é necessário fazer a declaração.

Além disso, mesmo que a receita bruta não atinja esse valor, todo o produtor rural está obrigado a declarar o IRPF caso se enquadrar em outras condições gerais de obrigatoriedade, como:

  • Receber rendimentos tributáveis superiores ao limite anual definido pela Receita Federal.
  • Possuir bens ou direitos de valor total superior ao limite estabelecido.
  • Realizar operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas.

Manter um controle financeiro detalhado das atividades rurais é a melhor estratégia para garantir o cumprimento adequado das obrigações fiscais e evitar possíveis penalidades.

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Passo a passo de como fazer a DIRPF para Produtor Rural

Todos os produtores rurais precisam prestar atenção especial ao preencher a DIRPF, já que sua atividade exige o detalhamento de receitas e despesas específicas. Aqui vai um passo a passo:

1. Organize os documentos necessários: 

Antes de começar, reúna tudo que vai precisar. Para o produtor rural, isso incluir: 

  • Notas fiscais de venda de produtos agrícolas; 
  • Comprovantes de despesas (compra de insumos e manutenção); 
  • Informações de financiamentos ou investimentos na propriedade.

2. Baixe o aplicativo ou faça pelo computador

Todos os anos, a Receita libera uma plataforma específica para o preenchimento e envio da DIRPF. Você pode fazer o download diretamente no site oficial. Você pode escolher o que achar melhor.

3. Preencha os campos específicos para atividade rural

Depois de escolher entre fazer a declaração no celular ou no computado, será preciso colocar seu nome de usuário e senha.

Com isso feito, existe um espaço destinado exclusivamente para quem trabalha no setor agrícola. Aqui você deve registrar uma série de exigências, como: 

  • Receita bruta obtida com a produção; 
  • Custos e despesas operacionais;
  • Prejuízo de anos anteriores.

4. Inclua outros rendimentos e patrimônios 

Além dos dados da atividade rural, não esqueça de informar rendimentos de outras fontes, como salários ou aluguéis, e detalhes sobre imóveis, veículos e saldos bancários.

5. Revise e envie a declaração 

Após preencher todos os dados, revise com cuidado para evitar erros. Depois, envie pelo próprio programa ou pelo aplicativo da Receita.

É importante falar que já existem ferramentas para monitorar a previsão de impostos, dando mais eficiência para a sua gestão de propriedade. 

O Aegro é uma das plataformas que oferece esse serviço e ainda tem integração com o SEFAZ, que automatiza registros de entradas e saídas. Saiba mais!

Quais informações devem estar na DIRPF?

Para que a declaração seja aceita sem problemas, é necessário incluir algumas informações obrigatórias, sendo elas: 

  • Dados pessoais: Nome, CPF, endereço, ocupação e informações sobre dependentes.
  • Rendimentos tributáveis e isentos: Inclua todos os ganhos do ano anterior, como salários, aposentadorias, receitas de vendas agrícolas e rendimentos de poupança.
  • Bens e direitos: Liste imóveis, veículos, máquinas agrícolas, contas bancárias e qualquer outro patrimônio acima de R$ 300.000,00.
  • Despesas dedutíveis: Informe gastos com saúde, educação, pensão alimentícia e despesas ligadas à produção agrícola, que podem ser abatidas para reduzir o imposto devido.

Vale ressaltar que o DIRPF pode ter algum tipo de custo se o cálculo final da Receita determinar se você pagou impostos a menos, gerando um saldo a pagar. Porém,  se você pagou mais do que deveria, vai ganhar uma restituição.

Se houver imposto a pagar, você pode optar por quitar em parcela única ou dividir em até 8 vezes, desde que o valor mínimo da parcela seja de R$50. 

Por outro lado, se você tiver direito à restituição, ela será liberada em lotes mensais, geralmente começando em maio.

Por que o DIRPF é importante para Produtores Rurais?

A declaração do DIRPF para produtores rurais se torna importante para garantir a regularidade fiscal e entender como está o controle financeiro da fazenda para os órgãos federais. A partir disso, você consegue:

  • Monitorar de forma clara as receitas e despesas da atividade rural;
  • Planejar melhor os investimentos na propriedade;
  • Utilizar prejuízos passados para reduzir impostos futuros;
  • Garantir sua regularidade fiscal, evitando problemas com financiamentos ou vendas.

O DIRPF é algo que faz parte da gestão fiscal e não precisa ser um problema.  Com organização e atenção aos detalhes, você pode cumprir essa obrigação de forma simples e ainda aproveitar benefícios fiscais, como a compensação de prejuízos ou deduções importantes.

Os produtores rurais, em especial, devem estar atentos às especificidades da atividade agrícola e, sempre que necessário, buscar ajuda de um contador para garantir que tudo esteja correto.

Lembre-se: O Aegro pode ser uma forma de facilitar suas declarações e deixar tudo registrado em um só lugar, além de integrar tudo diretamente com o SEFAZ. Faça um teste GRÁTIS na plataforma e conheça o nosso módulo fiscal. 

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Nematóides do milho: Veja quais são os sintomas e o melhor cuidado

O Brasil ocupa a terceira posição entre os maiores produtores de milho no cenário global, ficando atrás dos Estados Unidos e da China. 

Para a safra 2023/24, a produção nacional foi estimada em 118,5 milhões de toneladas, conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB). 

De acordo com um estudo desenvolvido pela Syngenta, a Agroconsult e a Sociedade Brasileira de Nematologia, os prejuízos causados por nematoides do milho podem superar R$ 873 bilhões até 2031, com mais de R$ 110 bilhões relacionados exclusivamente à produção de milho.

Os nematóides do milho são um dos maiores desafios enfrentados pelos produtores, por serem organismos microscópicos e podem causar perdas econômicas expressivas. 

Principais sintomas de nematoides do milho 

Os nematóides do milho podem causar danos severos, especialmente no sistema radicular, comprometendo a absorção de água e nutrientes. 

Embora os sintomas sejam mais visíveis em cultivos como a soja, onde é comum a formação de reboleiras, no milho o impacto é mais silencioso, mas igualmente prejudicial.

Identificar os sinais logo no início, pode salvar a lavoura. Neste sentido, fique de olho se a plantação apresentar: 

  • Manchas desuniformes no campo: áreas com plantas de diferentes alturas e vigor;
  • Folhas amareladas: indicativo de deficiência de nutrientes;
  • Raízes deformadas ou com galhas: sinal clássico de ataque de Meloidogyne spp.
  • Redução no desenvolvimento: perceptível em períodos de estresse hídrico.

Esses sintomas geralmente são mais visíveis em solos com histórico de compactação ou baixa fertilidade.

planilha de planejamento da safra de milho

Ciclo de vida dos nematóides no solo

Os nematóides têm um ciclo de vida complexo que inclui as fases de ovo, larva e adulto.  As condições ambientais, como temperatura e umidade, influenciam diretamente sua reprodução e atividade. 

Em solos compactados ou mal manejados, os nematóides encontram condições ideais para sua multiplicação.

Além disso, práticas como o uso de maquinário contaminado e o cultivo contínuo de culturas hospedeiras contribuem para a dispersão e o aumento das populações. 

As plantas daninhas e tigueras também são importantes hospedeiras para essas pragas, mantendo sua população ativa mesmo na ausência de uma cultura principal.

Espécies de nematóides que atacam o milho

Os nematóides do milho podem atacar as plantas em qualquer estágio de desenvolvimento após a eclosão do ovo. Por esse e outros motivos, o manejo adequado desde o início do ciclo é tão importante. 

A falta de cuidados pode gerar danos devastadores, causando perdas significativas na produção de milho, que podem chegar a 50% em situações de alta infestação na fase inicial. 

Você não precisa passar por esse problema se souber identificar os parasitas. Confira a lista que preparamos abaixo:

1. Meloidogyne spp. (nematóide das galhas)

Este tipo de nematóide induz a formação de galhas nas raízes, que são estruturas que dificultam a absorção de nutrientes e água, resultando em plantas debilitadas.

O seu ciclo se completa no solo e nas raízes hospedeiras, passando por fases de ovo, larva e adulto, também sendo comum nas culturas da soja, tomate, algodão, batata e cenoura.

Figura 2. Galhas em raízes de milho causadas pela atividade do nematoide-das-galhas.
Fonte: NCStateExtension, 2022.


2. Pratylenchus spp. (nematóide das lesões radiculares)

Ataca diretamente as células radiculares, provocando lesões que servem como porta de entrada para patógenos secundários, como fungos e bactérias. 

O Pratylenchus spp. é um nematoide do milho classificado como endoparasita migrador, o que significa que ele se desloca e se alimenta dentro dos tecidos das plantas. 

Já o Pratylenchus zea é frequentemente encontrado em áreas cultivadas com gramíneas, enquanto o P. brachyurus ocorre com maior frequência em sistemas de rotação que incluem culturas como soja e algodão, devido à sua ampla gama de hospedeiros. 

Entre os principais sintomas estão lesões escuras e necroses nas raízes, além da redução das radicelas, consequências diretas da alimentação e deslocamento dos nematoides nos tecidos vegetais. 

Figura 3. Lesões necróticas em raízes de milho causadas pelo nematoide-das-lesões.
Fonte: ExtensionAUS, 2017.

Quais danos os nematóides do milho causam?

Os nematóides do milho causam danos diretos às raízes, como necroses e deformações, além de comprometerem a estrutura do sistema radicular.  Esses danos facilitam a entrada de patógenos secundários, resultando em doenças como:

1. Podridão radicular causada por Fusarium spp.: agravada por lesões feitas pelos nematóides.
2. Murcha bacteriana: nematóides abrem portas para infecções bacterianas.
3. Deficiências nutricionais generalizadas: decorrentes da incapacidade das raízes de absorver nutrientes adequadamente.

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Como reconhecer nematoides na lavoura?

A identificação de nematoides do milho é um desafio para os produtores, devido ao fato de os sintomas serem confundidos com deficiências nutricionais ou outras condições adversas, como estresse hídrico

No entanto, observar o comportamento das plantas, combinado com análises de solo e raízes, pode ajudar a diferenciar os tipos de nematoides que afetam a lavoura de milho.

Os nematoides das lesões (Pratylenchus spp.) se destacam pela presença de lesões necróticas nas raízes, redução das radicelas e a formação de reboleiras, onde as plantas apresentam porte reduzido. 

Por outro lado, os nematoides das galhas (Meloidogyne spp.) induzem a formação de galhas características nas raízes, associadas a deformações radiculares e sintomas de amarelecimento das folhas, especialmente em infestações severas.

Além desses, há os nematoides ectoparasitas, que vivem no solo ao redor das raízes e causam sintomas menos evidentes na parte aérea. Apesar de sua ação ser mais discreta, a redução do crescimento radicular é um indicador importante de sua presença.

A tabela a seguir fornece um panorama detalhado dos sintomas associados a cada tipo de nematoide e as características que os diferenciam no campo, facilitando o diagnóstico e o manejo adequado.

Tipo de NematoideSintomas CaracterísticosDiferenciação em Campo
Nematoide das Lesões (Pratylenchus spp.)– Lesões necróticas nas raízes
– Redução das radicelas
– Reboleiras com plantas menores
Lesões distribuídas ao longo das raízes e ausência de galhas visíveis.
Nematoide das Galhas (Meloidogyne spp.)– Formação de galhas nas raízes
– Deformação radicular
– Amarelecimento das folhas
Presença de galhas visíveis e deformidades marcantes nas raízes.
Nematoides Ectoparasitas– Redução no crescimento radicular
– Sintomas menos evidentes na parte aérea
Geralmente não causam galhas ou lesões visíveis; vivem ao redor das raízes.
Fonte: ExtensionAUS, 2017.

Manejo integrado: Melhor solução para Nematóides do milho

A forma mais eficiente de controlar nematóides no milho é por meio de um manejo integrado, que combina práticas culturais, biológicas e químicas. Confira algumas estratégias indispensáveis:

  1. Rotação de culturas: Alternar o cultivo com plantas não hospedeiras, como Crotalaria spp. ou Brachiaria spp., reduz a população de nematoides de forma significativa.
  2. Cultivares resistentes: Escolher híbridos de milho com menor fator de reprodução de nematoides ajuda a mitigar os danos às lavouras.
  3. Controle biológico: Organismos como Bacillus amyloliquefaciens oferecem uma solução sustentável, unindo ação nematicida ao fortalecimento das plantas.
  4. Uso de nematicidas químicos: Deve ser uma medida complementar, reservada para áreas com altas infestações e sempre sob recomendação técnica.
  5. Adubação orgânica: Contribui para a biodiversidade do solo, favorecendo o equilíbrio natural e estimulando a ação de inimigos naturais dos nematoides.

Para potencializar os resultados no manejo sustentável, o Aegro oferece o uso do NDVI, permitindo monitorar a saúde das lavouras de forma prática e precisa, identificando áreas com possíveis estresses antes mesmo que os sintomas sejam visíveis a olho nu. 

Assim, você pode direcionar o manejo de nematoides e outras práticas com maior eficiência, otimizando recursos e maximizando os resultados na sua produção agrícola. Faça uma demonstração e conheça a plataforma! 

ROI: Por que é importante em uma Propriedade Rural?

No ambiente rural, onde cada investimento conta para aumentar a produtividade e rentabilidade, entender o ROI (Retorno sobre o Investimento) é essencial.

Saber o que é como calculá-lo ajuda você a avaliar se os recursos aplicados na fazenda estão gerando o retorno esperado, além de orientar decisões que garantem um crescimento saudável e sustentável.

Neste artigo, vamos explorar a sua importância, seu cálculo, diferenças com o ROE e o que pode acontecer se essa análise não for levada a sério.

O que é ROI?

O ROI, ou Retorno sobre o Investimento, é uma métrica que mostra o quanto um investimento gerou de retorno em relação ao que foi aplicado. 

Esse indicador é especialmente útil em uma fazenda, pois ajuda a avaliar se os recursos investidos em insumos, tecnologia, infraestrutura ou mão de obra estão trazendo o retorno financeiro esperado.

O ROI é expresso em percentual e mede o ganho ou a perda obtida em comparação ao valor investido. 

Se a sua fazenda, por exemplo, investiu em novas máquinas, o ROI vai ajudar a entender se esse gasto está resultando em maior produtividade ou economia de tempo, trazendo, assim, mais lucro.

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Por que o ROI é Importante em uma fazenda?

Calcular o ROI permite uma visão clara sobre o que funciona financeiramente na fazenda e o que pode estar consumindo recursos sem um retorno adequado.

Sem essa análise, a propriedade corre o risco de acumular investimentos que não geram valor, comprometendo o orçamento e, em longo prazo, a saúde financeira da propriedade rural

O ROI também contribui para o planejamento estratégico, permitindo que você direcione recursos para atividades que ofereçam maior retorno.

Assim, em vez de investir  “no escuro” você pode tomar decisões com base em dados concretos, maximizando os lucros e otimizando os recursos da propriedade.

Como calcular o ROI na fazenda?

Para calcular o ROI é necessário saber o quanto foi investido e o lucro obtido. A partir desses números, aplique a fórmula abaixo:

ROI = (Lucro obtido – Investimento) / Investimento x 100

Para ilustrar, imagine que você investiu R$ 10.000 em um sistema de irrigação que, após um ano, gerou um aumento de lucro de R$ 12.000. Aplicando a fórmula, temos:

ROI = (12.000 – 10.000) / 10.000 x 100 = 20%

O resultado de 20% significa que, para cada R$ 1 investido, você obteve um retorno de R$ 0,20 além do investimento inicial. 

Um ROI positivo como esse indica que o sistema de irrigação foi um bom investimento, trazendo lucro acima do custo inicial.

Dica: Para fazer esse cálculo na prática, você pode usar planilhas ou sistemas de gestão agrícola, como o Aegro, que ajudam a monitorar e calcular investimentos de forma automática, integrando dados financeiros de forma prática e precisa.

Foto de pilhas de papeis, com chamada para baixar o guia de software

Diferença entre ROI e ROE

Outro conceito importante para o setor agrícola é o ROE (Return on Equity ou Retorno sobre o Patrimônio). Enquanto o ROI mede o retorno sobre um investimento específico, o ROE avalia o retorno total do negócio em relação ao capital próprio investido pelos proprietários.

Ou seja, ROI vai indicar o retorno de um investimento específico, como a compra de novas máquinas ou fertilizantes. Já o ROE vai medir o lucro em relação ao capital próprio, indicando o desempenho geral do negócio.

Ambos são importantes para entender a lucratividade da fazenda, mas enquanto o retorno sobre investimento é mais indicado para decisões pontuais de investimento, o ROE oferece uma visão ampla da rentabilidade da fazenda como um todo.

Quanto é um ROI bom para uma propriedade rural?

A definição de um ROI positivo pode variar conforme o tipo de investimento e do setor. No setor agrícola, onde fatores como o clima, o solo e a demanda de mercado influenciam bastante.

Com base nisso, um ROI satisfatório tende a ser aquele que supera as taxas de juros aplicáveis ao setor e outros custos de oportunidade.

No geral, se o resultado supera 10% a 20%, isso já pode ser considerado positivo, pois significa que o investimento está retornando acima dos custos operacionais e oferecendo um lucro real.

No entanto, esse valor ideal pode variar dependendo das metas da propriedade e do perfil de risco do produtor. Realizar uma avaliação com frequência ajuda a ajustar as expectativas e identificar oportunidades de melhoria.

Impactos de ignorar o ROI no gerenciamento da fazenda

Ignorar o ROI pode levar a uma série de problemas financeiros e operacionais na fazenda.

Sem um acompanhamento rigoroso dos retornos, você  pode continuar a investir em áreas que não trazem retorno, comprometendo o capital que poderia ser usado para outras iniciativas mais rentáveis.

Além disso, sem um cálculo de ROI, fica difícil identificar os gargalos financeiros da propriedade.  Um maquinário que consome muitos recursos e oferece pouco retorno, por exemplo, pode estar minando a rentabilidade do negócio sem que o produtor perceba.

Com a análise do ROI, esses pontos fracos são identificados, permitindo ajustes e melhorias para otimizar os lucros.

Dicas para maximizar o retorno na propriedade rural

Para garantir um ROI positivo, é importante adotar estratégias que contribuam para um uso mais eficiente dos recursos da fazenda. Algumas práticas recomendadas incluem:

  1. Avalie Bem os Investimentos: Antes de investir, avalie se o gasto será realmente necessário e trará um retorno adequado. Ferramentas de análise financeira, como o software Aegro, podem ajudar a simular o ROI e avaliar o custo-benefício de cada investimento.
  2. Monitore os Resultados com Frequência: Não deixe para avaliar somente no final do ano. Realizar um acompanhamento frequente permite que você faça ajustes no plano de investimento ao longo do tempo, otimizando os recursos.
  3. Invista em Treinamento e Capacitação: Em muitas fazendas, o maior recurso é o capital humano. Investir em capacitação para a equipe da fazenda pode ter um alto ROI, aumentando a produtividade e reduzindo desperdícios.
  4. Use Tecnologias de Precisão: A agricultura de precisão oferece uma série de tecnologias que ajudam a otimizar o uso de insumos e melhorar a eficiência, resultando em um retorno mais alto. Monitoramento de solo, irrigação inteligente e controle digital são algumas dessas soluções que podem elevar o retorno do investimento.

Ignorar o Retorno sobre Investimento significa renunciar a uma gestão financeira eficiente, o que pode impactar negativamente a saúde financeira do negócio.

E para tornar esse processo mais fácil e preciso, você pode contar com soluções como o Aegro, que automatizam a gestão e ajudam você a acompanhar os indicadores financeiros da sua propriedade em tempo real.

Agenda Tributária: Datas e impostos para ficar de olho

Com a chegada do final do ano, uma preocupação sempre volta à tona para o produtor rural: estar com a agenda tributária em dia para evitar dores de cabeça.

Impostos federais, estaduais e outras obrigações fiscais têm prazos específicos e cumprir cada um deles é essencial para evitar multas e garantir que sua propriedade esteja sempre regularizada.

Neste artigo, reunimos os principais tributos que você precisa pagar tanto neste final de 2024 quanto ao longo de 2025.

Principais Impostos a Serem Pagos no Final do Ano

Para facilitar o seu controle financeiro, vamos listar aqui os impostos que precisam de atenção agora no final de 2024. 

Estar em dia com esses pagamentos é segredo para evitar qualquer problema com o fisco. Veja os principais datas para marcar na agenda tributária:

  • INSS Rural (Contribuição Previdenciária): O INSS do produtor rural é obrigatório e precisa ser pago mensalmente, mas é sempre importante fazer um balanço ao final do ano para confirmar que não há pendências.
  • Imposto Territorial Rural (ITR): Para quem ainda não quitou o ITR de 2024, essa é a hora. Esse imposto é calculado com base no tamanho e no uso da propriedade. O não pagamento do ITR pode gerar multas e impedimentos no registro da propriedade, então, atenção!
  • PIS e COFINS: Essas são contribuições federais aplicáveis sobre a receita bruta da comercialização rural. Para quem faz o recolhimento mensal, o ideal é fazer uma última revisão anual em dezembro para ter certeza de que está tudo em ordem.

Esses impostos impactam diretamente no funcionamento do setor, exigindo cuidado para serem pagos corretamente e no prazo

Para simplificar essa gestão, é recomendado utilizar um software de gestão financeira e fiscal, como o Aegro, que registra a transação e gera relatórios que ajudam você a acompanhar suas obrigações fiscais sem erros. Conheça a plataforma: 

Agenda tributária: Impostos Estaduais, ICMS e outros tributos

Além dos tributos federais, os impostos estaduais também devem entrar na sua agenda tributária para não perder nenhum prazo. 

O mais importante deles é o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), que incide sobre a comercialização de produtos em vários estados. Aqui estão alguns pontos importantes:

  • ICMS: Este imposto é devido ao estado sempre que há venda de mercadorias. Cada estado tem sua própria regulamentação sobre o ICMS, incluindo alíquotas específicas.
  • IPVA Rural: Se você usa veículos na propriedade, é provável que precise pagar o IPVA, que geralmente vence no início do ano. Em alguns estados, existem isenções para veículos que são utilizados exclusivamente na atividade rural.
  • Taxas Ambientais e Licenças: Em algumas regiões, há cobranças anuais ou periódicas relacionadas ao uso de recursos naturais, como taxas de licenciamento ambiental. Essas obrigações variam conforme a localização e a atividade da propriedade.

Como evitar multas e problemas com a Receita Federal?

Evitar multas é uma prioridade para qualquer negócio, e no setor rural não é diferente. Com algumas dicas práticas já é possível garantir que você não terá surpresas desagradáveis. Confira:

1. Acompanhe as Datas no Calendário Tributário: A Receita Federal publica anualmente a agenda tributária com os prazos de todas as obrigações fiscais, que pode ser acompanhado diretamente no site da Receita Federal.

2. Automatize o Controle Fiscal: Se você ainda não utiliza um sistema de controle fiscal, considere investir em um. Ferramentas como o Aegro simplificam o acompanhamento das obrigações fiscais e evitam esquecimentos e atrasos, especialmente quando a rotina na fazenda é corrida.

3. Organize os Documentos: É fundamental manter os comprovantes de pagamento organizados e arquivados, preferencialmente de forma digital. Isso facilita o acesso rápido em caso de fiscalização ou auditoria e evita multas por falta de comprovação de despesas e rendimentos.

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Benefícios fiscais e isenções para produtores rurais no final do ano

Uma boa notícia é que há diversos benefícios fiscais para produtores rurais oferecidos pelo governo, que podem incluir isenções e incentivos específicos para o setor. Algumas das principais possibilidades são:

  • Isenção de ICMS: Em muitos estados, produtores rurais têm direito à isenção do ICMS em operações específicas, como a venda de produtos in natura. É importante consultar as regras do seu estado para garantir que você está aproveitando ao máximo esses benefícios.
  • Deduções no Imposto de Renda: Produtores rurais podem deduzir do IRPF despesas relacionadas à produção rural, como insumos, mão de obra e manutenção de equipamentos. Essas deduções podem reduzir consideravelmente o valor do imposto a pagar.
  • Créditos de ICMS: Em algumas situações, é possível obter créditos de ICMS sobre determinados insumos ou produtos. Esse benefício permite ao produtor reduzir o valor do imposto a pagar e melhorar a margem de lucro da fazenda.

Entender e aplicar esses benefícios fiscais pode trazer um fôlego financeiro importante para a propriedade.

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Expectativas para a Tributação em 2025: O que Pode Mudar?

Para 2025, algumas mudanças tributárias estão em discussão, e isso pode impactar diretamente o produtor rural. 

A principal expectativa está na atualização da tabela do Imposto de Renda (IRPF), que pode afetar a forma como as deduções de despesas rurais são aplicadas.

Outra possível mudança diz respeito ao Imposto Territorial Rural (ITR), com ajustes no cálculo com base em novos critérios de uso e produtividade da terra.

Além disso, há um esforço para a simplificação tributária que visa reorganizar a estrutura de tributos no Brasil. Isso inclui propostas que podem interferir diretamente o ICMS e o PIS/COFINS, simplificando ou até alterando as alíquotas desses impostos.

Embora essa reforma ainda esteja em análise, o produtor rural deve se preparar, pois essas mudanças podem ter influência sobre os custos operacionais e a gestão tributária ao longo de 2025.

Safra de café: preços e a qualidade do produto no mercado nacional

Em 2024, a expectativa para a safra de café está cercada por incertezas, especialmente em relação às mudanças climáticas. 

Eventos como seca prolongada e irregularidades na distribuição das chuvas têm impactado a produtividade, em especial nas regiões tradicionais como Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo. 

Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Brasil segue como líder mundial, mas enfrenta desafios para atender às crescentes demandas do mercado interno e externo.

As safras maiores, somadas a uma possível redução na demanda estimada pela pesquisa, podem levar a um excedente global de café – o que impactaria diretamente os preços.

Qual a previsão da safra de café para 2025?

As projeções para a safra de café 2025/26 no Brasil indicam a continuidade dos desafios das condições climáticas adversas. 

A seca prolongada e as altas temperaturas da safra 2024 afetaram negativamente as lavouras, especialmente nas principais regiões produtoras. 

Esses fatores podem resultar na redução da produtividade e na qualidade dos grãos na próxima safra. 

Além disso, a escassez de chuvas durante períodos críticos do desenvolvimento das plantas comprometeu o florescimento adequado, essencial para uma boa formação dos frutos. 

Especialistas alertam que, mesmo com a retomada das precipitações, os danos já causados podem não ser totalmente revertidos, impactando negativamente a produção de 2025. 

A expectativa é que a safra de café 2025/26 apresente uma redução na produção em comparação aos anos anteriores, o que pode influenciar os preços no mercado interno e externo.

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Qual o período da safra de café?

A safra de café no Brasil varia conforme a região produtora. Em estados como Minas Gerais e São Paulo, a colheita ocorre entre maio e agosto. 

Já nas regiões do Norte e Nordeste, como Bahia e Rondônia, a colheita pode iniciar mais cedo, em abril, devido às diferenças climáticas.

Essa variação é determinada pelas condições locais de solo e clima, que influenciam diretamente o ciclo de desenvolvimento das plantas. 

Por isso, entender o período de safra é essencial para planejar o manejo e atender às demandas do mercado no momento certo.

Produção de café no Brasil: regiões de destaque

O Brasil é o maior produtor mundial de café, respondendo por cerca de 40% da produção global. As principais regiões produtoras incluem:

  • Sul de Minas Gerais: Reconhecida pela alta qualidade do grão, com destaque para o café arábica;
  • São Paulo (Mogiana): Caracterizada pelo equilíbrio entre acidez e doçura dos grãos;
  • Espírito Santo: Líder na produção de café conilon, conhecido pela resistência e alta produtividade;
  • Bahia: Crescente no mercado, com produções em áreas irrigadas que garantem constância na oferta.

Cada região apresenta particularidades que influenciam o sabor, aroma e qualidade final do café, o que contribui para a diversificação de produtos no mercado nacional e internacional.

Tabela

Descrição gerada automaticamente

Tabela 1. Produção Mundial de Café estimada para a safra 2023: 174.340 (1000 sacos de 60 kg).

Relação entre a safra de café e as mudanças climáticas

As mudanças climáticas são um fator de grande preocupação para os produtores de café. O aumento das temperaturas médias, seca prolongada e chuvas em períodos inadequados têm alterado o ciclo produtivo da cultura.

Além disso, regiões que historicamente eram adequadas para o cultivo estão enfrentando novos desafios, enquanto áreas menos tradicionais começam a ganhar destaque.

Para mitigar os impactos, muitos produtores têm investido em tecnologias como irrigação, manejo de sombra e escolha de variedades mais adaptadas às novas condições climáticas.

Lavoura de café em formação

Figura 3. Lavoura de café em formação, bem nutrida, sem competição com plantas daninhas e livre de pragas e doenças. Foto: Laís Teles.

Principais doenças que afetam a safra de café

As doenças de solo e as pragas representam desafios constantes para os produtores de café. Entre as principais doenças estão:

  • Ferrugem do café (Hemileia vastatrix): Provoca a queda precoce das folhas, reduzindo a capacidade produtiva da planta;
  • Cercosporiose (Cercospora coffeicola): Causa manchas nos frutos, comprometendo a qualidade do grão;
  • Podridão radicular: Associada a condições de solo encharcado, afeta diretamente o sistema radicular;

O manejo preventivo, com uso de variedades resistentes, práticas culturais adequadas e monitoramento constante, é indispensável para evitar prejuízos significativos.

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Cuidados com a pós-colheita do café

A fase de pós-colheita é decisiva para preservar a qualidade dos grãos. Práticas inadequadas podem comprometer todo o esforço realizado ao longo da safra. Os cuidados incluem:

  1. Secagem: Realizar em terreiros ou secadores mecânicos para evitar fermentação indesejada;
  2. Armazenamento: Utilizar armazéns bem ventilados, com controle de temperatura e umidade, evitando contaminações;
  3. Classificação: Separar os grãos por qualidade, atendendo às exigências do mercado;

Essas práticas garantem que o café mantenha suas características sensoriais, valorizando o produto na comercialização.

Quanto está a saca de café?

O preço da saca de café é influenciado por fatores como qualidade, volume de produção e condições do mercado internacional. Em 2024, os preços acabaram oscilando um pouco. Confira:

  • Café Arábica Em novembro de 2024, a saca de 60 kg do café arábica (tipo 6 bebida dura bica corrida), foi cotada a R$ 1.670,00 em Guaxupé/MG. Já no início de novembro, o café arábica cereja descascado de bom preparo, era negociado entre R$ 1.550 e R$ 1.600 por saca.
  • Café Conilon (Robusta): Até setembro de 2024, os preços do café conilon superaram a marca de R$ 1.500 por saca de 60 kg, renovando recordes nominais em reais.

Essas variações são o reflexo das condições de oferta e demanda, bem como os impactos climáticos nas regiões produtoras. Mesmo com isso, a alta qualidade do grão brasileiro, mantém o produto competitivo, mesmo em cenários desafiadores.

Previsão da saca de café para 2025

As projeções para os preços do café em 2025 indicam uma tendência de alta, influenciada por diversos fatores, entre eles:

  1. Condições Climáticas Adversas: A seca prolongada e as altas temperaturas em regiões produtoras, como Minas Gerais e São Paulo, vão afetar a produtividade das lavouras, especialmente do café arábica, mais sensível às variações climáticas.
  2. Oferta e Demanda: A oferta global de café está mais restrita, com a previsão de que a produção supere a demanda em apenas 150.000 sacas na temporada de outubro de 2024 a setembro de 2025, uma redução significativa em relação ao excedente de 700.000 sacas em 2023/24.
  3. Mercado Futuro: Os contratos futuros de café arábica subiram acima de US$ 2,58 por libra, mantendo-se próximos ao nível mais alto desde meados de outubro de 2024, refletindo as expectativas de preços elevados no mercado internacional.

Diante desse cenário, são esperados preços mais altos ao longo de 2025, impactando tanto os produtores quanto os consumidores finais.

Plantio de cana-de-açúcar: O que esperar?

O plantio de cana-de-açúcar no Brasil para a safra 2024/25 se depara com um cenário que mistura otimismo em produtividade com desafios financeiros. 

O ciclo anterior (2023/24) trouxe resultados muito bons, atingindo 644,14 milhões de toneladas, um aumento de 18,76% em relação à safra de 2022/23. 

Esse avanço foi impulsionado pelo crescimento do TCH , que alcançou 92,5 t/ha no segundo trimestre, 27,7% a mais que no ano anterior, e pela redução dos custos de produção entre 15% e 20%. 

A baixa nos preços de insumos e um ATR de R$ 1,02 no início da safra contribuíram para uma margem favorável aos produtores.

No entanto, a projeção para 2024/25 indica ajustes. O ATR, que teve um valor médio de R$ 1,2176 na safra passada, está estimado para cair para R$ 1,10, devido à queda nos preços de açúcar e etanol.

Essa retração pode reduzir a margem de lucro dos produtores, exigindo um controle rigoroso dos custos para compensar a volatilidade de preços.

Assim, a expectativa é de que, apesar de uma produtividade promissora, os próximos ciclos podem enfrentar desafios no mercado, exigindo estratégias mais eficientes de gestão de custos e diversificação para proteger a rentabilidade do setor.

Plantio e produção de cana-de-açúcar no Brasil 

O plantio e a produção de cana-de-açúcar no Brasil para a safra 2024/25 está variações entre regiões, influenciadas, principalmente, por condições climáticas e pela ampliação de áreas plantadas. Acompanhe a seguir:

Sudeste

É a região com a maior produção de cana, responsável por cerca de 64% da safra nacional. São Paulo lidera, mesmo com uma queda de aproximadamente 5,6% na produtividade devido ao déficit hídrico.

A estimativa para a região é de 442,8 milhões de toneladas, com uma produtividade média de cerca de 82,8 t/ha​.

Centro-Oeste

A segunda maior região produtora deve colher cerca de 149,17 milhões de toneladas, um aumento de 2,8% sobre o ciclo anterior.

Este crescimento se deve à expansão de áreas próximas às usinas, mesmo com a produtividade média mantida em torno de 81,5 t/ha.​

Nordeste

A produção estimada é de 59,62 milhões de toneladas, com um crescimento de 5,6% devido ao aumento na área plantada e melhorias em práticas agrícolas.

Essa região continua ampliando sua área cultivada para atender à crescente demanda do setor​

Sul e Norte

O Sul deve produzir 34,21 milhões de toneladas, uma leve queda devido à menor produtividade e área.

No Norte, a produção deve crescer 2,6%, atingindo cerca de 4,04 milhões de toneladas, com produtividade estável​

Essas estimativas refletem o cenário e um mercado com alta demanda por açúcar e etanol, embora a projeção para o ATR permaneça mais modesta devido à possível queda nos preços desses produtos no mercado internacional.

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Épocas de plantio da cana-de-açúcar 

A escolha da época de plantio de cana-de-açúcar é fundamental para o sucesso da cultura, que requer condições climáticas específicas para se desenvolver adequadamente e acumular açúcar. 

A cana se desenvolve bem com alta disponibilidade de água, temperaturas elevadas e um bom índice de radiação solar

Neste sentido, existem 3 sistemas principais de plantio: o sistema de ano-e-meio, o sistema de ano e o plantio de inverno. Acompanhe:

1. Sistema de ano-e-meio (cana de 18 meses)

Neste sistema de ano-e-meio, a cana-de-açúcar é plantada entre janeiro e março. Nos primeiros três meses, a planta inicia seu crescimento, mas, com a chegada da seca e do inverno, o desenvolvimento fica mais lento durante cinco meses (abril a agosto). 

Durante os sete meses seguintes (setembro a abril), a cana vegeta e amadurece nos meses finais, completando um ciclo de 16 a 18 meses. 

Essa época de plantio é considerada a ideal, pois oferece boas condições de temperatura e umidade, favorecendo o desenvolvimento das gemas. 

Durante esse período propiciam uma brotação rápida e reduzem a incidência de doenças nos toletes.

2. Sistema de ano (cana de 12 meses)

Em algumas regiões, a cana-de-açúcar é plantada entre outubro e novembro. No entanto, é preciso utilizar o sistema de plantio com cautela, pois apresenta tanto vantagens quanto desvantagens. Uma das vantagens é o ciclo mais curto, que permite uma colheita antecipada.

No entanto, as desvantagens incluem o risco de condições climáticas desfavoráveis e um potencial aumento na incidência de pragas e doenças, já que a cana pode estar mais suscetível devido ao crescimento em um período menos ideal.

A escolha do sistema de plantio deve considerar as características regionais e as condições climáticas específicas para garantir o melhor desenvolvimento da cultura.

3. Plantio de inverno

No Brasil, o plantio de inverno da cana-de-açúcar é realizado entre maio e agosto, em regiões como São Paulo e Mato Grosso do Sul.

Durante o inverno, as temperaturas mais baixas e a menor umidade ajudam a controlar pragas e doenças, reduzindo a necessidade de defensivos.

Com o solo mantendo boa parte da umidade, há condições para um desenvolvimento inicial saudável das mudas, e a menor ocorrência de chuvas evita erosão, facilitando o enraizamento.

Além disso, o plantio de inverno permite antecipar a colheita no próximo ciclo, atendendo a demanda da indústria durante a entressafra.

É preciso ter um preparo adequado do solo e, em muitas regiões, a suplementação com irrigação por gotejamento ou aspersão, supre a necessidade hídrica da planta no início do desenvolvimento.

5 Práticas para um plantio bem-sucedido de cana-de-açúcar

O processo de plantio da cana-de-açúcar começa com um planejamento detalhado da área, incluindo o levantamento topográfico e a sistematização do terreno

Para isso, é feita uma subdivisão da área em talhões, definindo carreadores principais e secundários para facilitar o manejo.

Apenas com essa organização, o plantio já é bem-sucedido, porém algumas outras técnicas, pode ficar ainda melhor, como: 

1. Talhões e eficiência operacional 

A organização dos talhões ajudam maximizar a eficiência das operações mecanizadas, especialmente se forem em linhas longas para aumentar manobras das máquinas.

Em média, cada talhão ocupa entre 10 e 20 hectares, organizados conforme a topografia e a homogeneidade do solo.

2. Práticas de conservação do solo

A conservação do solo se torna importante para que o planejamento inclua práticas de conservação, como a instalação de terraços para prevenir erosão, contribuindo para a sustentabilidade da área.

A rotação de culturas com plantas que enriquecem o solo e a prática do plantio direto, também podem ser utilizadas para manter a fertilidade e a estrutura do solo. 

3. Planejamento das mudas

A programação do plantio das mudas considera a origem, podendo ser cultivadas na própria propriedade ou compradas de fornecedores confiáveis.

O ideal é iniciar escolhendo uma variedade de cana bem adaptada às condições de solo, clima e manejo local.

Opte por variedades resistentes a pragas e doenças para reduzir custos com defensivos e prolongar a vida do canavial. 

Em relação a distribuição das mudas, o ideal é de 12 nós por metro de sulco, com uma densidade entre 10 e 15 toneladas por hectare.

4. Espaçamento entre plantas

É preciso ajustar o espaçamento entre as plantas conforme a fertilidade do solo, a variedade de cana e as condições climáticas, como precipitação e temperatura, para otimizar a produção.

Em solos arenosos,  o espaçamento deve ser menor entre as linhas, de 1 a 1,2 metro, para facilitar o fechamento das entrelinhas e reduzir a perda de umidade, sendo benéfico em condições secas. 

Já em solos férteis, o espaçamento padrão é de 1,5 metro, permitindo o pleno desenvolvimento das plantas e o uso eficiente de máquinas. 

5. Método de plantio da cana-de-açúcar

O plantio da cana pode ocorrer de forma manual ou mecanizada e inclui 3 etapas: corte das mudas, corte dos colmos em pedaços menores e, por fim, cobertura do sulco.

Logo após essas etapas iniciais, é importante monitorar o desenvolvimento das mudas, para garantir que estejam recebendo a irrigação adequada e estejam livres de pragas e doenças.

Banner planilha- manejo integrado de pragas

10 pontos-chave para o setor sucroenergético em 2024 

  • Redução da contribuição da cana planta e aumento da idade média do canavial, atrasando a necessidade de reforma;
  • Plantio atrasado em 2023 resulta em cana com menor tempo de crescimento e menor produtividade;
  • Aumento do plantio mecanizado, elevando o consumo de mudas e os custos de produção;
  • Entressafra curta, com início antecipado em fevereiro/março e prioridade para cana bisada;
  • Safra focada em açúcar, com mix superior a 50% no centro-sul e possível aumento de 2 milhões de toneladas;
  • Maior oferta de etanol de milho, pressionando para baixo os preços do biocombustível;
  • Queda nos custos de insumos (fertilizantes e defensivos), aliviando os gastos de produção;
  • ATR projetado em queda para 24/25, entre R$ 1,10 e R$ 1,15/kg;
  • Boas margens de lucro, com preços adequados e custos menores;
  • Clima decisivo para definir a produtividade da safra 24/25.

Melhore seu plantio com Aegro

Diante desses desafios, muitos produtores de cana enfrentam dificuldades para acompanhar as demandas de um mercado em constante mudança. 

O uso de tecnologias, como o software da Aegro, pode ajudar a otimizar a gestão do canavial, monitorando a produtividade, o uso de insumos e a análise de dados em tempo real. 

Com Aegro, você pode tomar decisões informadas que garantam a eficiência do seu plantio e maximizem os resultados.

Faça uma demonstração gratuita do Aegro e descubra como podemos ajudar a resolver as dores do seu dia a dia na produção de cana-de-açúcar!

Lucro Real e Lucro Presumido: Qual a diferença e o impacto na propriedade rural?

Se você é produtor rural e está tentando entender como escolher o melhor regime tributário para sua fazenda, precisa conhecer bem as opções disponíveis: Lucro Real e Lucro Presumido.

A decisão entre esses regimes pode impactar diretamente o quanto você vai pagar em impostos e como vai organizar as finanças da sua propriedade.

Neste artigo, vamos explicar de uma forma clara o que é o Lucro Real e o Lucro Presumido, indicando como cada um funciona e quando vale a pena escolher um ou outro.

O que é lucro real e lucro presumido?

O Lucro Real e o Lucro Presumido são formas diferentes de calcular os impostos de uma empresa. Ambos determinam quanto você vai pagar de Imposto de Renda (IRPJ) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). 

Entender a diferença entre eles é importante para que você pague o mínimo necessário em impostos, sem complicar sua gestão financeira.

Lucro Real: O imposto é calculado com base no lucro real da operação, ou seja, a diferença entre o que você faturou e o que gastou (receitas menos despesas).

Lucro Presumido: Nesse regime, o governo presume uma margem de lucro com base na sua receita bruta, sem precisar que você detalhe todas as despesas operacionais.

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Como funciona o lucro presumido na atividade rural?

Se a sua fazenda tem custos previsíveis e a margem de lucro não varia tanto, o lucro presumido pode ser uma opção interessante. 

Esse regime simplifica a apuração de impostos, pois o lucro é calculado a partir de um percentual fixo sobre a receita, assim, há menos burocracia e menos trabalho com papelada.

Por exemplo, se você vende R$ 1 milhão em soja ao longo do ano, o governo presume que seu lucro foi de R$ 80 mil (8% da receita). 

Os impostos serão calculados sobre esse valor, independentemente de quanto você realmente gastou na produção.

Por conta disso, o lucro presumido é recomendado para pequenas e médias propriedades que têm custos mais estáveis e preferem uma forma mais simples de apuração.

Como funciona o lucro real?

No lucro real, o imposto é calculado sobre o lucro efetivo da propriedade. Ou seja, você só poderá deduzir todas as despesas da fazenda, como insumos, manutenção de equipamentos, gastos com irrigação e custos de transporte.

Além disso, o regime faz mais sentido para propriedades que têm despesas operacionais altas ou receitas variáveis, como aquelas que lidam com culturas sazonais ou investem em tecnologia. 

Se em um ano você gastar muito para aumentar a produtividade, o lucro real permite que você reduza a base de cálculo e pague menos imposto.

Por outro lado, esse modelo tributário exige um controle financeiro rigoroso e mais trabalho com contabilidade, já que todas as receitas e despesas precisam ser comprovadas.

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Quando optar pelo Lucro Real ou Lucro Presumido?

A escolha entre Lucro Real e Lucro Presumido depende do perfil da sua propriedade e da maneira como você organiza as finanças. Abaixo estão alguns cenários para facilitar a sua decisão:

Lucro Presumido é melhor se:

  • O faturamento anual da fazenda não ultrapassa R$ 78 milhões
  • Os custos operacionais são baixos e previsíveis; 
  • Você quer simplificar a contabilidade e gastar menos tempo com papelada.

Lucro Real é indicado se:

  • A fazenda tem altos custos com mão de obra, insumos ou infraestrutura;
  • As receitas são sazonais ou variam de ano para ano;
  • Você quer aproveitar as deduções fiscais para pagar menos impostos.

Exemplo Prático: Lucro Real vs. Lucro Presumido

Vamos imaginar que a sua fazenda teve uma receita bruta anual de R$ 2 milhões e despesas operacionais de R$ 1,5 milhão. Veja como seria a tributação em cada regime:

1. Lucro Real

Receita Bruta: R$ 2.000.000
Despesas: R$ 1.500.000
Lucro Tributável: R$ 500.000
Imposto (34%): R$ 170.000

Cálculo do Lucro Real

Lucro Tributável = Receita Bruta – Despesas
Imposto: 34% sobre o lucro tributável (25% IRPJ + 9% CSLL).

2. Lucro Presumido

Receita Bruta: R$ 2.000.000
Percentual Presumido: 8% (R$ 160.000)
Imposto (34%): R$ 54.400

Cálculo do Lucro Presumido

Lucro Presumido = Receita Bruta × 8%
Imposto: 34% sobre a base presumida.

Neste exemplo, o lucro presumido resulta em uma carga tributária menor, pois o percentual presumido é inferior ao lucro real.

No entanto, se suas despesas aumentarem muito em um ano, o lucro real pode ser mais vantajoso, já que você terá mais deduções para reduzir o imposto.

Qual o impacto do Lucro Real e Lucro Presumido na fazenda?

A escolha do regime tributário impacta diretamente o fluxo de caixa e a gestão financeira da sua fazenda

Se você optar pelo Lucro Real, terá mais controle sobre o quanto vai pagar de imposto, pois pode deduzir as despesas operacionais. No entanto, vai precisar lidar com uma contabilidade mais complexa.

No Lucro Presumido, a contabilidade fica simplificada, mas você pode acabar pagando mais imposto se tiver despesas elevadas e margens apertadas, pois o cálculo se baseia em um percentual da receita, sem considerar as despesas efetivas.

Além disso, no Lucro Presumido, o imposto é mais previsível, o que pode facilitar o planejamento financeiro, mas a rigidez desse cálculo pode não se adequar a todas as situações

Se sua fazenda passa por um período de baixa produtividade ou enfrenta custos inesperados, por exemplo, o regime presumido pode resultar em um impacto financeiro negativo.

Aegro: Software de Gestão Financeira de sua fazenda

Para ajudar a lidar com a complexidade da contabilidade e a gestão financeira da sua fazenda, o software Aegro pode ser uma ferramenta muito útil. 

A partir da utilização do sistema, é possível fazer o controle mais efetivo das receitas e despesas, facilitando a apuração do lucro, independentemente do regime tributário escolhido. Com o Aegro, você pode:

  • Gerenciar as Finanças: Visão clara do fluxo de caixa e livro caixa, facilitando o planejamento e a tomada de decisões.
  • Controlar Despesas: Registre e analise suas despesas operacionais, permitindo que você maximize as deduções no Lucro Real.
  • Simplificar a Contabilidade: A plataforma é intuitiva e ajuda a organizar informações de maneira que atenda às exigências tributárias, mesmo no regime de Lucro Presumido.

Entenda como o Aegro pode simplificar sua gestão financeira, emitir notas fiscais gratuitamente, e ajudar a tomar decisões baseadas na gestão na sua fazenda. Clique no botão para fazer um teste grátis: