Nota Fiscal de Devolução para Produtor Rural: Saiba como emitir corretamente

A nota fiscal de devolução para produtor rural é responsável por registrar a devolução de mercadorias compradas ou vendidas.

O seu uso garante que o fluxo de entradas e saídas estejam correto, tanto no controle interno quanto junto ao Fisco.

A nota de devolução ainda pode ser necessária para recuperar créditos tributários, corrigir erros de faturamento ou atender a exigências contratuais entre compradores e fornecedores. Confira mais informações:

O que é a Nota Fiscal de Devolução?

A nota fiscal de devolução para produtor rural registra, de forma oficial, a devolução de mercadorias que já haviam sido compradas ou vendidas.

Esse tipo de NF-e pode ser emitida tanto quando você devolve um produto para um fornecedor, quanto quando o seu cliente devolve algo que comprou de você.

Essas situações são mais comuns do que parecem no dia a dia da fazenda: como quando o pedido vem errado, com defeito, ou se a negociação foi cancelada por alguma razão.

Sem a nota de devolução, não há como comprovar que a operação foi anulada ou corrigida, o que pode gerar problemas no controle de estoque, nas finanças e principalmente na hora de prestar contas ao Fisco.

Emitindo a nota corretamente, você garante que o estoque será ajustado, que os impostos não serão cobrados indevidamente e que a contabilidade da propriedade ficará em ordem.

Mais do que um simples papel, essa nota protege você de multas, evita retrabalho na contabilidade e mantendo a transparência de todas as operações da fazenda.

Em alguns casos, essa nota ajuda a aproveitar créditos de ICMS (quando aplicável), ajustar lançamentos no livro caixa do produtor rural e manter um histórico confiável de movimentações.

Ou seja, mesmo que pareça um detalhe, a nota fiscal de devolução produtor rural é uma peça importante na sua rotina de gestão.

Qual o prazo para Emitir Nota Fiscal de devolução?

O prazo para emissão da nota fiscal de devolução não é fixado pela legislação federal, mas o ideal é emitir o quanto antes, assim que a devolução for identificada.

Em devoluções comerciais, o recomendado é emitir dentro do mês da operação. Já para devoluções com ICMS destacado, o ideal é emitir antes da apuração do imposto, para garantir a correta compensação.

Em algumas situações, o prazo pode ser determinado por regras estaduais. Por isso, é importante consultar a legislação local ou a SEFAZ do seu estado.

Quem deve emitir a Nota Fiscal de Devolução?

Quem deve emitir a nota fiscal de devolução para produtor rural é a pessoa que está devolvendo o produto. Ou seja, se você comprou 3 litros de glifosato e quer devolver 1 litro, é você quem deve emitir a nota. Da mesma forma:

  • Se o produtor rural comprou e vai devolver, ele deve emitir a nota fiscal de devolução;
  • Se o cliente está devolvendo a mercadoria, é o cliente quem emite a nota;
  • Se for pessoa física, o produtor rural pode precisar emitir uma nota de entrada referente à devolução.

Essa emissão também serve para ajustar os impostos que foram pagos na operação original e garantir a correta escrituração fiscal.

Qual o CFOP de Devolução de Mercadoria?

Dentro da emissão da nota fiscal de devolução para produtor rural, também é necessário o uso do CFOP (Código Fiscal de Operações e Prestações), para identificar a natureza da operação. No caso da devolução, você deve utilizar:

  • 5201 – Devolução de compra para industrialização ou produção rural (operações internas);
  • 6201 – Devolução de compra para industrialização ou produção rural (operações interestaduais).

Esses são os mais comuns para produtores rurais, mas pode variar dependendo da origem da mercadoria e da operação. Sempre que possível, confira com o seu contato para não ter erro.

Como Destacar o ICMS na Nota Fiscal de Devolução? 

Caso o ICMS tenha sido destacado na nota original, é possível destacar também na nota fiscal de devolução para produtor rural para fins de crédito tributário. Mas atenção:

  • O valor do ICMS deve ser idêntico ao da nota original;
  • É preciso indicar no campo “informações complementares” a nota fiscal que está sendo devolvida;
  • Apenas quem tem direito a crédito de ICMS pode utilizar esse destaque.

É importante verificar as regras estaduais, já que a legislação do ICMS pode variar conforme o estado, e você pode precisar de uma orientação contábil específica para evitar erros na apuração do crédito.

Para produtores que operam em regime de isenção ou com substituição tributária, o ICMS pode não ser aplicável, já que nessas situações o imposto já foi antecipado ou não é devido.

Quando houver esse tipo de situação, a devolução pode não gerar direito ao crédito tributário, sendo necessário analisar a operação com base na legislação local e o tipo de regime tributário adotado.

Como preencher a nota de devolução para produtor rural?

Para preencher uma nota de devolução de mercadorias, é preciso reunir algumas informações principais, segundo as orientações da Receita Federal e as regras estaduais. Confira:

  1. Identificação do Emitente: Nome, CNPJ e endereço do produtor rural (quem está emitindo a nota de devolução);
  2. Identificação do Destinatário: Nome, CNPJ e endereço da empresa ou pessoa para a qual a devolução está sendo feita;
  3. Natureza da Operação: A natureza da operação deve ser “Devolução de mercadoria” ou similar, de acordo com o estado e o tipo de mercadoria devolvida;
  4. CFOP: Para devolução de mercadorias adquiridas para comercialização, o CFOP utilizado é normalmente 5.101 ou 6.101;
  5. Itens da Nota: Informar todos os produtos devolvidos, com a descrição detalhada, o código de barras, a quantidade e o valor de cada item;
  6. ICMS: Indique a base de cálculo e o valor do imposto devido sobre a devolução. Em alguns estados, há isenção do ICMS nas devoluções;
  7. Informações Adicionais: Se for uma devolução parcial, mencione a quantidade devolvida. Caso o esteja utilizando documentação eletrônica (como a NF-e), o processo deve ser feito pelo sistema autorizado, e a devolução é registrada eletronicamente.
  8. Data de Emissão e Número da Nota: A data de emissão da nota de devolução deve ser informada, além do número da nota fiscal anterior (aquela que está sendo devolvida) se necessário.
  9. Motivo da Devolução: É importante que o motivo da devolução esteja bem especificado, como “mercadoria danificada”, “erro no pedido” ou outro motivo específico da devolução.
  10. Assinatura: A assinatura do responsável pelo preenchimento e o seu cargo devem constar na nota, se necessário.

Se for um produto agrícola (por exemplo, sementes ou defensivos), as informações específicas da Nota Fiscal de Produtor Rural também devem ser preenchidas de acordo com a legislação estadual vigente.

Como cancelar uma Nota Fiscal de Devolução fora do prazo? 

Se você passou do prazo legal de cancelamento (normalmente 24 horas após a autorização), não será possível cancelar diretamente. Neste caso, será necessário:

  1. Emitir uma nova nota fiscal de devolução, com referência à anterior;
  2. Informar no campo “informações complementares” que a nova nota anula a anterior;
  3. Ajustar os registros contábeis e fiscais para não haver duplicidade.

Se estiver em dúvida, sempre vale conversar com um contador para garantir que está tudo certo com os livros fiscais.

Como cancelar e corrigir uma Nota fiscal eletrônica de produtor rural

Como Emitir Nota Fiscal de Devolução no Aegro?

O Aegro é um software de gestão rural e financeira que disponibiliza a emissão de NFP-e sem limites e gratuitamente, pelo celular ou computador.

No caso da emissão da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) de devolução isso não é diferente. O processo é simplificado e permite que você gerencie as suas operações fiscais com eficiência. Com isso, para emitir NFD-e, é necessário:

  • Acesse o módulo de notas fiscais no Aegro;
  • Criar uma nova NF-e e selecione o tipo “Devolução de Mercadoria”;
  • Informar os dados da nota original (chave de acesso);
  • Preencher os dados do destinatário e os itens a serem devolvidos;
  • Escolher o CFOP correto para devolução;
  • Validar e enviar a nota para a SEFAZ.

É importante anexar a chave de acesso da nota fiscal original para que a operação seja devidamente vinculada.

Caso você queira saber mais detalhes sobre o Aegro e a emissão de Nota de Devolução pelo software, clique no banner a seguir:

conheça o n ovo emissor de notas fiscais do Aegro

Ferrugem asiática: 5 dicas para combater a doença

A ferrugem asiática da soja é uma das doenças mais severas e preocupantes da cultura no Brasil. 

Considerada uma doença foliar, pode reduzir a produtividade da lavoura em até 90%, gerando impactos econômicos expressivos e prejuízos difíceis de reverter.

Segundo a Embrapa, os custos com o manejo da ferrugem da soja ultrapassam US$ 2,8 bilhões por safra no Brasil. 

Isso mostra que identificar rapidamente os sintomas, conhecer o ciclo da doença e aplicar o manejo correto é indispensável para manter a lavoura sadia e produtiva.

Neste artigo, vou te explicar de forma simples e direta tudo o que você precisa saber sobre a ferrugem asiática da soja no Brasil, respondendo às principais dúvidas dos produtores.

O que causa a ferrugem asiática da soja?

A ferrugem asiática é uma doença foliar causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi. Esse patógeno se desenvolve nas folhas da planta e pode atingir qualquer ciclo da cultura, desde a emergência até a fase final de desenvolvimento.

O fungo se espalha pelo vento e precisa de umidade e temperaturas amenas para infectar a planta. Com condições favoráveis, o ciclo do patógeno é rápido, com repetições a cada 6 a 9 dias.

Além disso ela, tem diversos hospedeiros. São cerca de 150 espécies de leguminosas, incluindo o feijão-comum e a soja-perene em todas as regiões do país, da família Fabaceae.

Algumas plantas daninhas podem serhospedeiras alternativas da ferrugem asiática na entressafra, exigindo monitoramento e controle para evitar a sobrevivência do fungo.

Há relatos que indicam a ocorrência em espécies como corda-de-viola, leiteira, kudzu e beiço-de-boi, especialmente nas regiões Sul e Centro-Oeste do Brasil.

A doença surgiu na América em 2001, no Paraguai, chegando ao Brasil meses depois, no Paraná, e hoje está presente em todas as regiões produtoras do país.

Qual é a causa da ferrugem asiática da soja?

A doença é causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, que só consegue sobreviver em tecidos vivos.

O patógeno se aloja em plantas da soja e outras leguminosas, inclusive daninhas, que funcionam como hospedeiras alternativas.

Durante a entressafra, se houver presença de tigueras ou plantas como corda-de-viola, kudzu e leiteira, o fungo permanece ativo e pronto para se espalhar assim que as condições climáticas forem favoráveis.

Quais são os sintomas da ferrugem asiática?

Os sintomas da ferrugem asiática da soja surgem nas folhas inferiores das plantas, com pontos escuros que se tornam pequenas lesões com aspecto de pústulas (urédias).

Com o tempo, os sintomas se espalham pelas folhas superiores, e as urédias liberam esporos em forma de pó alaranjado.

As folhas infectadas perdem o vigor, ficam amareladas e caem precocemente, reduzindo o enchimento de grãos e, consequentemente, a produtividade.

Para identificar os sintomas, é preciso monitorar e prestar atenção se a planta apresentar as seguintes características:

  • Folhas do terço inferior e médio com pontos escuros;
  • Pústulas na parte de baixo da folha (face abaxial);
  • Presença de esporos alaranjados ao toque;
  • Desfolha precoce e redução no vigor das plantas.

Se você perceber que as folhas estão amareladas e com pontos castanhos-claros, pode ser um sinal de que a ferrugem já está na lavoura a mais de 30 dias. Esse tempo dificulta o controle químico eficaz e causa prejuízos.

Foto ampliada de folha de soja com ferrugem asiática. Pontos avermelhados estão presentes em toda a folha.
(Fonte: Diário de Agrônomo)

Como ocorre o ciclo da ferrugem da soja?

O ciclo da ferrugem da soja começa com a liberação de urediniósporos (esporos) pelas urédias, que são levados pelo vento e se depositam nas folhas sadias. Para que a infecção aconteça, é necessário:

  • Molhamento foliar de pelo menos 6 horas;
  • Temperaturas entre 15 °C e 25 °C;
  • Alta umidade relativa do ar.

Com essas condições, o fungo penetra diretamente pela cutícula da folha e, em poucos dias, os primeiros sintomas surgem. O ciclo se repete rapidamente, ampliando a infecção na lavoura.

A ferrugem da soja precisa de mínimo seis horas de umidade na folha e temperaturas entre 15°C e 25°C para infectar a planta.

As chuvas prolongam a umidade e favorecem a doença e em temperaturas extremas (abaixo de 10 °C ou acima de 27 °C), são necessárias oito horas de molhamento foliar.

Se houver plantas hospedeiras na área, a infecção pode começar mais cedo e, mesmo sem sintomas aparentes, a infecção pode estar avançada no terço médio da planta.

Imagem ilustra o ciclo da ferrugem asiática da soja
(Fonte: Reis e Carmona)

Como combater a ferrugem asiática?

O combate à ferrugem asiática exige um manejo integrado e a combinação de diversas estratégias, já que nenhuma estratégia isolada é capaz de controlar a doença completamente.

Para ajudar nisso, separamos abaixo as principais práticas para reduzir os danos da doença. Veja:

1. Vazio sanitário

Vazio sanitário é o período de 60 a 90 dias sem presença de soja ou tigueras no campo, que reduz a população do fungo na entressafra.

O objetivo da técnica é reduzir o número de esporos do fungo, atrasando a ocorrência da doença na safra.

A partir disso, você também consegue diminuir o uso de aplicações de fungicidas, evitando o surgimento da resistência de populações de patógenos.

2. Calendarização da semeadura

Consiste em estabelecer datas-limite para o plantio de soja, evitando semeaduras tardias que favorecem a infecção precoce da cultura.

Semear a soja no início da época recomendada reduzir os danos causados pela doença, evitando que a soja receba o inóculo nos estádios iniciais de desenvolvimento da planta.

planilha - monitore e planeje a safra de soja de forma automática

3. Uso de cultivares resistentes ou precoces

As variedades resistentes são uma opção para reduzir a necessidade de aplicações e o risco de danos graves. A Embrapa lançou cultivares como a BRS 511 e BRS 539, com bom nível de resistência, que apresentam bom nível de resistência à ferrugem asiática

Essas variedades também demonstram boa adaptação às condições climáticas brasileiras, o que contribui para uma maior produtividade e sustentabilidade no cultivo da soja.

4. Monitoramento da lavoura

Monitore a sua lavoura para definir o momento ideal de controle. Olhe as folhas na parte superior e observe se há pontos escuros. Depois, utilize uma lupa e observe a parte inferior das folhas.

Você deve se atentar se houver a presença de saliências, com aspecto de “vulcão”. O consórcio antiferrugem é uma ótima estratégia para monitorar em tempo real os focos da doença próximos à região de cultivo.

Você pode acessá-lo para registrar a ocorrência da doença em sua propriedade, ajudando outros produtores. Assim, produtores da região e proximidades devem permanecer em alerta e monitoramento das lavouras. 

5. Controle químico ferrugem asiática soja

O controle químico da ferrugem asiática da soja é feito com a aplicação de fungicidas preventivos ou no início dos primeiros sintomas da doença.

Segundo a Embrapa, mais de 68 produtos estão registrados para o controle da ferrugem, distribuídos entre os seguintes grupos químicos:

  • Carboxamidas
  • Estrobilurinas
  • Triazóis

A utilização desses fungicidas previne a pressão de seleção do fungo, evitando o desenvolvimento de resistência. Para otimizar os resultados e prevenir a resistência, algumas práticas recomendadas incluem:

  • Uso de fungicidas com diferentes modos de ação e em rotação, para evitar a aplicação sucessiva do mesmo princípio ativo;
  • Redução das aplicações excessivas de fungicidas, aliada a outras estratégias de controle, como a eliminação de plantas hospedeiras alternativas e o uso de cultivares resistentes;
  • Calendarização da semeadura para evitar o desenvolvimento da doença em períodos de alta pressão.

De acordo com as recomendações do FRAC (Comitê de Ação a Resistência a Fungicidas do Brasil), as orientações para a utilização de fungicidas são:

  • Estrobilurinas: devem ser aplicadas sempre combinadas com triazóis, triazolintione A e/ou carboxamidas. O controle deve ser iniciado de forma preventiva;
  • Triazóis e Triazolintione: indicados para associação com estrobilurinas;
  • Carboxamidas: devem ser sempre aplicadas em combinação com fungicidas do grupo das estrobilurinas.

Essas estratégias, quando seguidas corretamente, podem maximizar a eficiência do controle químico e reduzir o risco de resistência do fungo à aplicação de fungicidas.

Checklist para manejo da ferrugem asiática da soja

  • Faça um planejamento agrícola bem feito, com todas as medidas de controle possíveis. Planeje a época de semeadura, monitoramento, tipos de fungicidas com diferentes mecanismos de ação, e outros;
  • Sempre monitore a lavoura a procura da ferrugem asiática da soja. Se necessário, peça auxílio de um profissional;
  • Cumpra o vazio sanitário de acordo com o seu estado;
  • Identifique se sua região tem o período de calendarização da semeadura e realize o plantio de variedades precoces;
  • Identifique quais fungicidas você pode utilizar. Faça isso de acordo com dados de redução da severidade da doença, produtividade da cultura e custo;
  • Avalie a possibilidade de utilizar variedades resistentes ou tolerantes na instalação da cultura;
  • Anote as suas atividades, custos e a produtividade da sua lavoura, para te auxiliar na gestão da sua propriedade.

Qual o melhor fungicida para a ferrugem asiática?

Não existe um fungicida isolado considerado o melhor. O ideal é usar produtos com diferentes mecanismos de ação, sempre em misturas e rotações, como recomenda o FRAC Brasil.

Estudos recentes da Embrapa apontam que combinações entre estrobilurinas + triazóis + carboxamidas apresentaram maior eficiência no controle da doença e melhor produtividade.

O que você mais deve levar em consideração, é o uso incorreto dos fungicidas, com repetição de princípios ativos e aplicações em momento inadequado.

Práticas desse tipo tem levado à redução da eficiência desses produtos, tornando a resistência do fungo é uma realidade cada vez maior. Por isso, sempre considere:

  • Rotacionar grupos químicos;
  • Evitar aplicações sucessivas de um mesmo ingrediente ativo;
  • Utilizar sempre nas doses e intervalos recomendados.

Novidades e tecnologias no combate à ferrugem

Estudos indicam que o uso de peróxido de hidrogênio (H2O2) em caldas com fungicidas pode aumentar a eficiência da aplicação, reduzindo em até 44% a severidade da doença.

Outra novidade é o uso de proteínas Harpin, com função de “vacina vegetal”. Estudos mostram incrementos de 3 a 5 sacas por hectare com essa tecnologia.

O uso de software de gestão agrícola também se destaca por oferecer um controle mais preciso da doença, a partir de funcionalidades como:

  • Mapeamento de áreas com focos;
  • Acompanhamento NDVI por satélite;
  • Alertas para aplicações no momento certo;
  • Caderno de campo;
  • Planejamento de safra.

O software de gestão agrícola não apenas otimiza o controle da saúde das lavouras, mas também oferece uma visão mais detalhada e estratégica das operações.

A tecnologia chegou para ser uma aliada, minimizar os riscos e maximizar a eficiência, para melhores resultados para o negócio agrícola.

Ferrugem no milho: Sintomas, identificação e controle

As ferrugens do milho estão entre as principais doenças da cultura, podendo causar perdas de até 65% na produtividade, como no surto registrado no Sul do Brasil na safra 2009/2010.

Entre elas, a ferrugem polissora é a mais agressiva, seguida pela ferrugem branca e a ferrugem comum.

Na safra atual, o avanço da ferrugem polissora tem preocupado produtores em regiões como PR, MS e GO, onde o clima favorece o desenvolvimento do fungo.

O uso de cultivares resistentes, aliado à aplicação correta de fungicidas e ao monitoramento das condições climáticas, é essencial para evitar prejuízos.

Dados da Embrapa Milho e Sorgo mostram que, entre as 315 cultivares disponíveis, apenas 55 apresentam resistência à ferrugem polissora, o que reforça a importância do manejo integrado.

Neste artigo, você vai aprender como identificar os sintomas, diferenciar cada tipo de ferrugem e aplicar as melhores estratégias de prevenção e controle. Proteja sua lavoura com informação e técnica!

O que causa a ferrugem no milho?

A ferrugem no milho pode ser causada por três tipos de fungos: Puccinia sorghi (Ferrugem Comum), Physopella zeae (Ferrugem Branca ou Tropical) ou Puccinia polysora (Ferrugem Polissora).

Esses fungos se desenvolvem em condições climáticas quentes e úmidas, com temperaturas entre 20°C e 30°C e alta umidade.

A ferrugem no milho afeta as folhas da planta, formando pústulas que liberam esporos, que podem se espalhar pelo vento, irrigação ou contato com equipamentos contaminados.

A doença é mais comum em áreas com histórico de infecção e em cultivos com manejo inadequado, como falta de rotação de culturas, uso contínuo de variedades suscetíveis e alta densidade de plantio.

Quando uma lavoura é atingida, pode diminuir o vigor das plantas, o peso dos grãos, antecipar a senescência e levar a perdas na produtividade.

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Quais os tipos de ferrugem no milho?

Os tipos de ferrugem no milho são a Puccinia sorghi, Puccinia polysora e Physopella zeae, todas causadas por fungos.

Embora todas causem danos à planta, a gravidade e os impactos variam de acordo com o patógeno e as condições da sua lavora.

Enquanto algumas formas podem ter um impacto mais moderado, outras, como a ferrugem polissora, são mais agressivas e podem resultar em perdas maiores, tanto na produtividade quanto na qualidade da safra. Confira mais detalhes abaixo:

1. Ferrugem polissora

A ferrugem polissora é considerada a doença foliar mais agressiva na cultura do milho. 

Causada pelo fungo Puccinia polysora, se desenvolve principalmente na parte superior das folhas e também nas bainhas foliares, comprometendo o enchimento de grãos e, consequentemente, a produtividade da lavoura.

Os primeiros sintomas aparecem como pequenas pústulas, de formato circular a elíptico, facilmente visíveis nas folhas infectadas.

As pústulas são pequenas saliências, localizadas nas folhas, que abrigam as estruturas reprodutivas do fungo. Quando se rompem, liberam os urediniósporos (esporos), que são espalhadas pelo vento.

Esses esporos funcionam como as sementes nas lavouras, germinando ao entrar em contato com a planta e causando a infecção, que dá origem à doença.

O estrago é tão grande, que na safra 2009/2010, a região Sul do Brasil registrou epidemias severas de ferrugem polissora nas lavouras de milho, causando inúmeras perdas.

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Figura 1. Detalhes da ferrugem no milho (Fonte: Lucas Silva (2010) em Fitopatologia)

2. Ferrugem comum do milho

A ferrugem comum do milho, causada pelo fungo Puccinia sorghi, é considerada a menos severa se comparada às outras ferrugens do milho.

Essa doença é bastante antiga na cultura do milho e de ampla distribuição pelo país, com sintomas que se manifestam por pústulas elípticas e alongadas em ambas as faces da folha.

A ferrugem comum se manifesta em temperaturas amenas, entre 16°C e 23°C, alta umidade relativa do ar e altitudes elevadas.

Quando está em condições favoráveis, pode causar seca prematura das folhas, redução no ciclo da planta e diminuição do tamanho e peso dos grãos.

A ampla distribuição da doença no Brasil possibilitou que programas de melhoramento genético selecionassem variedades de milho com maior resistência à Puccinia sorghi.

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Figura 2. Ferrugem comum do milho (Fonte: Nicésio F J A Pinto em Panorama/Embrapa)

3. Ferrugem branca do milho ou Ferrugem tropical

A ferrugem branca do milho, ou ferrugem tropical, é causada pelo fungo Physopella zeae, que também gosta de clima quente e úmido.

Os sinais dessa ferrugem no milho começam em ambas as faces da folha, com pústulas pequenas e brancas, que se agrupam em conjuntos paralelos à nervura central da folha.

Com o avanço da infecção, essas pústulas aumentam de tamanho e se espalham por toda a superfície foliar.

A ferrugem branca é mais frequente durante a safra de verão, em áreas tropicais e subtropicais, quando o calor e a umidade são maiores, criando um ambiente propício para a disseminação do fungo.

Por conta disso, algumas regiões são mais suscetíveis a doença, como: Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, —especialmente durante a estação chuvosa —, Maranhão, Piauí e Bahia, no interior de São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo.

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Figura 3. Como é a ferrugem tropical? (Fonte: Rodrigo Véras da Costa em Embrapa)

Ferrugem no Milho: Quais os sintomas e como identificar?

DoençaSintomasCondições Ambientais Favoráveis
Puccinia sorghi
(Ferrugem Comum)
Manchas elípticas e alongadas em ambas as faces; esporos de cor marrom-canelaBaixas temperaturas e alta umidade relativa do ar (UR)
Puccinia polysora (Ferrugem Polissora) Manchas pequenas, circulares e elípticas, com cor amarelo e douradoTemperaturas elevadas, e menos dependente da umidade relativa do ar que a ferrugem comum
Physopella zeae (Ferrugem Branca ou Tropical) Pequenos grupos de manchas paralelas às nervuras; esbranquiçadas, amareladas ou castanhasAmbiente úmido e quente

Você pode monitorar o tempo em sua lavoura (região) e relacionar com as condições favoráveis das ferrugens, como na ferrugem tropical, por exemplo:

Para monitorar o tempo você pode utilizar aplicativos gratuitos ou contar com soluções mais específicas, como as de um software de gestão rural.

O Boletim técnico da Epagri pode te ajudar a identificar essas e outras doenças, como também as pragas na cultura do milho.

Como controlar as ferrugens no milho?

A ferrugem no milho precisa ser controlada por manejo integrado que combine práticas culturais, uso de produtos fitossanitários e o monitoramento constante da lavoura.

Além desses cuidados, outras técnicas podem ser usadas para diminuir o impacto do fungo. Veja mais detalhes a seguir:

1. Variedades resistentes

O uso de variedades resistente é a principal estratégia de manejo para as ferrugens no milho.

Pesquisadores da Embrapa Milho e Sorgo relataram que, na safra 2016/2017, foram disponíveis 315 cultivares de milho no mercado brasileiro. Destes, 63 eram resistentes à ferrugem comum, 55 à ferrugem polissora e 59 à ferrugem tropical.

O fungo que causa a ferrugem polissora apresenta uma elevada variabilidade, o que permite uma rápida adaptação às cultivares resistentes disponíveis no mercado. Por isso, é necessário que se continue o trabalho de pesquisa buscando novos genes de resistência.

2. Aplicação de fungicidas

O uso de fungicida para ferrugem no milho é recomendado principalmente no aparecimento das primeiras pústulas, especialmente quando há baixa resistência genética da cultivar utilizada.

A utilização de controle químico é justificável quando ocorre o aparecimento das primeiras pústulas (aplicação foliar) ou quando os campos possuem baixa ou média resistência genética.

As aplicações mais efetivas têm sido as estrobilurinas e dos triazois, nas doses recomendadas pelos respectivos fabricantes.

Os fungicidas combatem as doenças em média até 20 dias após aplicação, dependendo das condições climáticas e do nível da doença.

3. Rotação de Culturas

A rotação de culturas reduz a pressão de doenças, especialmente da ferrugem no milho.

Quando você cultiva outras plantas, como soja, feijão ou sorgo, em áreas que antes estavam com milho, o ciclo do fungo é interrompido, diminuindo as chances de reinfestação.

Com isso, é possível evitar o acúmulo de inóculo do fungo nas lavouras, evitando mais problemas futuras e, principalmente, perdas financeiras por conta do cultivo contaminado.

4. Manejo de Plantas Daninhas

As plantas daninhas podem servir como hospedeiras alternativas para os fungos que causam a ferrugem no milho.

Por isso, o controle eficiente de plantas daninhas do milho evita que elas se tornem fontes de inoculação para a doença.

O controle pode ser feito tanto com o uso de herbicidas ou práticas de controle mecânico, como capinas, por exemplo.

Guia para manejo de plantas daninhas

5. Plantio em épocas certas

O planejamento do calendário de plantio é importante para evitar o cultivo do milho em períodos climáticos favoráveis ao desenvolvimento do fungo, como no pico das chuvas e nas altas temperaturas.

O plantio antecipado ou no momento certo pode ajudar a escapar da proliferação intensa do fungo, principalmente quando é integrado e combinado a outras estratégias de controle.

O uso de fungicidas e o monitoramento da lavoura, são estratégias simples e que reduzem muito a incidência da ferrugem do milho.

6. Monitoramento da lavoura

O monitoramento da lavoura permite a detecção precoce dos primeiros sinais de infecção e a aplicação de medidas antes que a doença se espalhe.

Inspeções regulares nas lavouras, com foco nas folhas inferiores onde as pústulas podem aparecer, são ótimas para identificar os primeiros sintomas, como manchas amareladas ou laranjas.

A tecnologia é outra aliada, com o uso de drones e sensores de imagem, tem facilitado o monitoramento em larga escala, com identificações mais precisas de áreas infectadas.

Além disso, o monitoramento climático é outro ponto que pode ajudar muito na identificação da ferrugem.

Para otimizar o processo, softwares de gestão rural, com NDVI, oferecem orientação personalizadas, caderno de campo, planejamento preciso da lavoura e gestão de recursos.

Com esses recursos, é mais fácil de identificar problemas como a ferrugem no milho, podendo antecipada e implementar estratégias de controle mais eficientes.

Nota Fiscal para Cooperativas

A relação entre os produtores rurais e as cooperativas agrícolas é um dos pilares para o sucesso do agronegócio no Brasil.

Por isso, a troca de mercadorias, insumos e serviços entre essas partes precisa estar devidamente formalizada para garantir a regularidade fiscal e o acesso a benefícios tributários.

 Nesse contexto, a emissão da nota fiscal para cooperativas se torna importante para a organização financeira e para a conformidade com as obrigações fiscais.

Muitos produtores rurais têm dúvidas sobre como emitir a nota fiscal para cooperativas, quais tributos devem ser recolhidos e os benefícios fiscais envolvidos.

Como funciona uma Nota Fiscal para Cooperativa?

A nota fiscal para cooperativa é o documento que formaliza a comercialização de produtos e serviços entre o produtor rural e a cooperativa agrícola.

Quando o produtor entrega sua produção para a cooperativa, é necessário emitir uma nota fiscal que comprove a transação e detalhe as informações sobre o produto, como quantidade, valor e tributos envolvidos.

Exemplo de situações que exigem a emissão da nota fiscal para cooperativa:

  • Venda de grãos (soja, milho e trigo) para a cooperativa;
  • Fornecimento de insumos, como fertilizantes e sementes, por meio da cooperativa;
  • Serviços prestados pela cooperativa, como armazenamento, transporte ou beneficiamento da produção.

O produtor rural pode emitir a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) ou a Nota Fiscal do Produtor (NFP-e), dependendo das exigências fiscais da Secretaria da Fazenda do estado.

O documento deve ser preenchido corretamente, incluindo o CFOP (Código Fiscal de Operações e Prestações) adequado, para garantir que a tributação seja calculada de forma precisa.

Quais tributos colocar na Nota Fiscal para Cooperativa?

A tributação das operações entre produtores rurais e cooperativas pode variar conforme o tipo de produto e o regime tributário adotado por ambos. Os principais tributos envolvidos são:

  • ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços): Incide sobre a comercialização de mercadorias e pode variar de acordo com o estado e o tipo de produto. Em algumas operações, a cooperativa pode ter direito a isenção ou diferimento;
  • PIS/COFINS: Incide sobre o faturamento da operação. Produtores rurais pessoa física que operam sob o regime de apuração cumulativa geralmente estão isentos, mas cooperativas que operam sob o regime não cumulativo devem recolher o tributo.
  • FUNRURAL: A contribuição ao FUNRURAL é devida pelo produtor rural pessoa física sobre o valor bruto da comercialização. A alíquota atual é de 1,5% para a Previdência Social e 0,2% para o SENAR.

Exemplo de cálculo de tributos de venda de soja para cooperativa:

  • Valor da venda: R$ 100.000,00
  • ICMS: 7% → R$ 7.000,00
  • FUNRURAL: 1,5% → R$ 1.500,00
  • SENAR: 0,2% → R$ 200,00
  • Total de tributos: R$ 8.700,00
planilha - faça o planejamento tributário para diferentes fazendas

Como Emitir Nota Fiscal para Cooperativa?

A emissão da nota fiscal para cooperativa é feita de forma semelhante à emissão de qualquer outra NF-e ou NFP-e. Para emitir o documento, o produtor rural deve seguir os seguintes passos:

  1. Acessar o sistema emissor da Secretaria da Fazenda – A maioria dos estados oferece um portal para emissão de notas fiscais;
  2. Preencher os dados da operação – Informar o CNPJ da cooperativa, os produtos ou serviços envolvidos, a quantidade e o valor;
  3. Definir o CFOP correto – As operações com cooperativas podem ter CFOPs específicos, que variam conforme o estado e o tipo de operação (compra, venda ou prestação de serviço);
  4. Calcular os tributos – Informar os valores de ICMS, PIS/COFINS e outros tributos aplicáveis;
  5. Emitir e transmitir a nota – Após revisar todas as informações, a nota deve ser transmitida para a Secretaria da Fazenda para validação.

Exemplo de CFOP para transações com cooperativas:

  • 5102 – Venda de produção própria para cooperativa dentro do estado;
  • 6102 – Venda de produção própria para cooperativa em outro estado;
  • 6949 – Outras saídas de mercadorias ou prestações de serviço para cooperativas.

O uso de softwares de gestão rural, como o Aegro, facilita o preenchimento e o cálculo dos tributos, reduzindo o risco de erros e garantindo que a nota fiscal seja emitida de maneira rápida e precisa.

Benefícios fiscais para Cooperativas

As cooperativas agrícolas contam com alguns benefícios fiscais específicos que ajudam a reduzir a carga tributária e facilitam o acesso ao crédito rural. Os principais benefícios incluem:

  • Isenção de PIS/COFINS: Nas operações entre cooperativas e associados, muitas transações são isentas de PIS/COFINS, desde que os produtos estejam vinculados à atividade rural.
  • Diferimento de ICMS: Alguns estados permitem o diferimento do ICMS em operações com produtos agropecuários, postergando o recolhimento do imposto para o momento da venda ao consumidor final;
  • Crédito presumido de ICMS: Cooperativas podem se beneficiar de crédito presumido para compensar o valor pago de ICMS nas operações de compra e venda;
  • Tratamento diferenciado na Contribuição Previdenciária: Cooperativas podem aplicar alíquotas diferenciadas para o FUNRURAL, dependendo do tipo de operação e do regime tributário adotado.

Esses benefícios tornam o modelo de cooperativa ainda mais atrativo para o produtor rural, permitindo maior competitividade no mercado.

Se houver erro na emissão da nota fiscal para cooperativa, o cancelamento pode ser feito diretamente no sistema da Secretaria da Fazenda. Para isso, o produtor deve:

  1. Acessar o sistema emissor;
  2. Localizar a nota emitida incorretamente;
  3. Solicitar o cancelamento;
  4. Justificar o motivo do cancelamento (exemplo: erro no valor ou no CFOP);
  5. Confirmar o cancelamento antes do prazo máximo estabelecido pelo estado (geralmente 24 horas).

Após o cancelamento, é preciso emitir uma nova nota fiscal com os dados corretos para garantir que a operação esteja regularizada.

Se você ainda tem dúvidas sobre como emitir notas fiscais para cooperativas ou como funciona a tributação, agora é o momento de se organizar.

A emissão correta é mais do que uma obrigação — é uma estratégia para fortalecer a gestão rural e o crescimento sustentável da sua propriedade.

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Carta de correção Nota Fiscal Produtor Rural: Quando usar?

A emissão de notas fiscais é uma importante da gestão da propriedade rural, responsável pelo registro formal das operações comerciais e o cumprimento das obrigações fiscais. 

No entanto, erros podem acontecer durante o preenchimento de uma nota fiscal, como informações incorretas sobre o valor da operação, CFOP, dados do destinatário ou até mesmo o tipo de mercadoria.

Para corrigir esses erros sem precisar cancelar a nota, existe a carta de correção para nota fiscal de produtor rural, um recurso prático e eficiente para corrigir informações menores.

Com a introdução da Carta de Correção Eletrônica (CC-e), que corrigir informações menores, o processo ficou ainda mais simples e rápido, permitindo que os ajustes sejam feitos no sistema emissor de notas.

O que é a Carta de Correção para Nota Fiscal de Produtor Rural?

A carta de correção nota fiscal produtor rural é um documento oficial utilizado para corrigir informações incorretas ou incompletas em uma nota fiscal já emitida.

É um processo que evita o cancelamento da nota, permitindo ajustes sem que a operação fiscal seja comprometida. Com isso, a carta de correção pode ser usada para corrigir dados como:

  • CFOP (Código Fiscal de Operações e Prestações);
  • Descrição do produto ou serviço;
  • Data de emissão (desde que não interfira na validade fiscal);
  • Peso, volume ou quantidade de mercadorias;
  • Dados do transportador (se aplicável).

Com a introdução da Carta de Correção Eletrônica (CC-e), a correção é feita diretamente no sistema da Secretaria da Fazenda (SEFAZ). Esse modelo eletrônico substitui a antiga carta de correção em papel, oferecendo mais agilidade e segurança na regularização dos documentos fiscais.

O que pode ser corrigido na Carta de Correção?

A carta de correção é uma ferramenta útil para ajustes em informações secundárias da nota fiscal. No entanto, há limitações sobre o que pode ou não ser corrigido. Veja:

É permitido corrigir:

  • CFOP – Código que define o tipo de operação (compra, venda, transferência);
  • Peso, volume ou quantidade de mercadorias;
  • Dados do transportador – Nome, CNPJ ou CPF e placa do veículo;
  • Descrição do produto ou serviço – Desde que não altere o valor total da operação;
  • Informações complementares – Como o tipo de frete ou observações adicionais.

Não é permitido corrigir:

  • Valor total da nota fiscal – Se o valor da operação estiver errado, é necessário cancelar a nota e emitir uma nova;
  • Alíquota de impostos – Mudanças nos impostos exigem o cancelamento da nota;
  • Dados do emitente ou destinatário – Caso o CNPJ ou CPF esteja incorreto, a nota deve ser cancelada;
  • Data de emissão – Não é possível corrigir a data de emissão após o envio da nota.

Se você emitiu uma nota fiscal de venda de soja para uma cooperativa, mas preencheu o CFOP incorretamente (por exemplo, colocou “6102” em vez de “5102”), você pode corrigir esse erro com a carta de correção sem precisar cancelar a nota.

Como Emitir uma Carta de Correção de Nota Fiscal?

Emitir uma carta de correção para nota fiscal de produtor rural é um processo simples, especialmente com o uso de sistemas de gestão como o Aegro. O procedimento envolve algumas etapas básicas:

  1. Acessar o sistema emissor de notas: O produtor rural deve acessar o portal de emissão de NFP-e utilizado para gerar a nota fiscal original.
  2. Localizar a nota fiscal emitida: Busque a nota que precisa ser corrigida, informando o número e a chave de acesso.
  3. Selecionar a opção de correção: Dentro do sistema, selecione a opção para gerar a carta de correção (CC-e).
  4. Preencher os dados corrigidos: Informe quais informações estão sendo corrigidas, detalhando o erro e o valor correto.
  5. Transmitir a carta de correção: Após revisar as informações, transmita o documento para a SEFAZ para que ele seja registrado oficialmente.
  6. Guardar o comprovante de correção: Após o envio e a validação pela SEFAZ, guarde o número de protocolo para comprovar a regularização do documento.

Importante: A carta de correção deve ser transmitida no mesmo sistema emissor da nota fiscal original. A correção é vinculada ao número e à chave de acesso da nota emitida.

Prazo para Emissão da Carta de Correção

O prazo para emissão da carta de correção está vinculado ao prazo de validade da nota fiscal original. A legislação permite que a carta de correção seja emitida dentro de 30 dias após a data de emissão da nota.

Se a correção não for feita dentro desse prazo, a nota permanece com os erros registrados e você pode enfrentar dificuldades para justificar os dados em auditorias ou fiscalizações.

Atenção: Após a transmissão da carta de correção, a informação corrigida é vinculada automaticamente à nota fiscal original e fica disponível para consulta nos sistemas da SEFAZ.

Benefícios de Usar a Carta de Correção Eletrônica (CC-e)

Seja para ajustar um erro de digitação ou informações complementares, a CC-e trouxe mais agilidade e segurança para o processo de correção de notas.

A parti disso, os impactos na operação logística e financeira são minimizados, garantindo mais confiabilidade e profissionalismo. Além disso, oferece outros benefícios, como:

  • Facilidade de acesso: A CC-e fica disponível para consulta e comprovação no sistema emissor e na base de dados da SEFAZ;
  • Rapidez na correção: A CC-e é transmitida eletronicamente e validada em poucos minutos;
  • Segurança jurídica: A correção é vinculada à nota original e fica registrada no sistema da SEFAZ;
  • Evita cancelamentos: Pequenos erros podem ser corrigidos sem necessidade de cancelar a nota e emitir um novo documento;
  • Conformidade fiscal: Corrigir informações de forma legal evita problemas com auditorias e fiscalizações, garantindo que a empresa esteja em conformidade com a legislação tributária;
  • Redução de custos: Ao corrigir erros sem precisar cancelar a NF-e e emitir uma nova, há economia de tempo e dinheiro, além de evitar possíveis multas por irregularidades fiscais.

Com o uso de sistemas de emissão de NFP-e, como o Aegro, o processo de emissão e correção de notas fiscais fica ainda mais fácil.

O Aegro permite que você emita notas fiscais, corrija erros e mantenha um histórico completo das suas operações, para um melhor controle financeiro e conformidade fiscal. Clique no banner a seguir e saiba mais!

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Impacto da Nota Fiscal na Gestão Rural: Como melhorar o controle da fazenda?

Emitir a nota fiscal de produtor rural vai muito além de uma simples obrigação tributária. Na verdade, é uma ferramenta estratégica para a gestão rural, oferecendo um controle mais preciso sobre a produção, as finanças e as operações da fazenda.

Muitos produtores ainda enxergam a emissão de nota fiscal apenas como uma exigência legal, sem perceber os benefícios diretos que isso traz para o planejamento e a administração do agronegócio.

Se você é produtor rural e quer ter mais clareza sobre os números da sua propriedade, entender o impacto da nota fiscal na gestão rural pode transformar a maneira como você controla suas atividades.

Neste artigo, vamos explorar como a NFP-e influencia o controle financeiro, a contabilidade e a tomada de decisões estratégicas na sua fazenda.

Qual o impacto da Nota Fiscal na Gestão Rural?

A emissão de nota fiscal reflete diretamente na organização financeira e operacional da fazenda. Mais do que uma obrigação legal, é responsável por garantir transparência, segurança e controle sobre as atividades rurais.

Cada nota fiscal emitida representa um registro oficial que permite acompanhar receitas, despesas e movimentações, facilitando a gestão do negócio e a tomada de decisões estratégicas. Neste sentido, a emissão da NFP-e traz impactos diretos, como:

  • Monitoramento do desempenho da produção em tempo real;
  • Identificação dos períodos de maior lucratividade;
  • Controle do fluxo de caixa de forma mais eficiente.
  • Facilidade no acesso a crédito rural e financiamentos, já que as notas fiscais comprovam a origem da receita.

Sem um controle eficiente das notas fiscais, o produtor rural pode ter dificuldades para justificar sua renda para os bancos ou instituições financeiras, comprometendo sua capacidade de negociação e acesso a crédito.

Qual a importância da Nota Fiscal para a Contabilidade e Gestão Financeira?

A contabilidade rural é altamente dependente de documentos fiscais. A emissão de nota fiscal fornece dados que permitem que o contador organize melhor as finanças e calcule de maneira correta os impostos devidos.

Para quem faz o controle financeiro da fazenda, as notas fiscais oferecem um retrato fiel das receitas e despesas. Isso facilita a análise de indicadores como:

  • Margem de lucro por cultura;
  • Custo de produção por hectare;
  • Rentabilidade por safra;
  • Despesas fixas e variáveis.

Com esses números em mãos, entender qual a melhor solução para a propriedade, como mudar o tipo de cultura, renegociar contratos ou ajustar investimentos em tecnologia e insumos.

Divulgação do kit de 5 planilhas para controle da gestão da fazenda

Por que é necessário emitir Nota Fiscal do Produtor Rural?

A emissão de nota fiscal do produtor rural é uma exigência legal estabelecida pela Receita Federal e pelas Secretarias da Fazenda dos estados. 

Além de garantir que o produtor esteja em conformidade com as obrigações tributárias, a emissão da nota é um benefício que:

  • Reduz o risco de multas e penalidades fiscais;
  • Comprova a origem da mercadoria em caso de fiscalização;
  • Permite o acesso a benefícios fiscais e isenções tributárias;
  • Fortalece a relação com compradores e parceiros comerciais;
  • Gera credibilidade e profissionalismo.

Além disso, para exportação de produtos agrícolas ou venda para grandes cooperativas e agroindústrias, a apresentação da nota fiscal é obrigatória. Sem ela, você pode perder boas oportunidades de negócio.

Livro Caixa e NFP-e: Qual a Relação?

O Livro Caixa do Produtor Rural é um documento responsável pelo controle financeiro da fazenda e para a declaração de Imposto de Renda.

O livro deve conter todos os registros de receitas e despesas, incluindo as operações de venda e compra de insumos ou produtos.

A emissão de Nota Fiscal de Produtor Eletrônica (NFP-e) facilita a atualização do Livro Caixa, já que os dados da nota podem ser importados automaticamente para sistemas de gestão ou contabilidade.

Isso permite um cuidado mais detalhado sobre o desempenho da propriedade, facilitando o cálculo do resultado da atividade rural (lucro ou prejuízo) e o planejamento de novas safras.

Se você vendeu 100 sacas de soja por R$ 200,00 cada, por exemplo, o valor da venda será automaticamente registrado no Livro Caixa, simplificando o cálculo de receitas e impostos devidos.

4 perguntas e respostas sobre o Livro Caixa Digital do Produtor Rural (LCDPR)

Como a Nota Fiscal melhora a Gestão financeira da fazenda?

Manter a organização financeira de uma propriedade rural vai além do controle de custos e receitas. A emissão de notas fiscais também deve fazer parte do seu planejamento, por garantir transparência, e segurança nas operações.

Além de cumprir exigências legais, registrar cada transação por meio da nota fiscal oferece benefícios como

  1. Melhor controle de fluxo de caixa: Saber exatamente quanto entra e quanto sai facilita o planejamento e evita surpresas no fim do mês;
  2. Gestão de estoque mais eficiente: Ao emitir notas para cada venda, o produtor sabe exatamente o que foi vendido e pode ajustar o estoque com mais precisão;
  3. Análise de rentabilidade: Comparar o faturamento com os custos operacionais permite identificar quais atividades são mais lucrativas;
  4. Base para crédito e financiamento: As notas fiscais servem como comprovante de renda, facilitando o acesso a crédito rural com taxas mais atrativas.

Em fazendas de maior porte, o uso de softwares de gestão rural, que conectam a emissão de notas fiscais ao controle de estoque e ao planejamento financeiro, fazem ainda mais eficiência para o negócio.

Emissão de Nota Fiscal: Obrigação ou Estratégia para o Produtor?

Para muitos produtores rurais, a emissão de notas fiscais é vista apenas como uma obrigação legal. No entanto, quem entende o valor estratégico da emissão NFP-e sai na frente em termos de competitividade e gestão financeira.

Emitir nota fiscal é uma maneira de estruturar a operação da fazenda e ter a certeza de que todos os números estejam organizados para futuras decisões estratégicas. Além disso, o uso de ferramentas de gestão permite que o produtor:

  • Reduza a carga tributária com uma apuração mais precisa de créditos fiscais.
  • Melhore o poder de negociação com fornecedores e clientes.
  • Identifique desperdícios e oportunidades de aumento de margem.
  • Acesse programas de incentivo e subsídios governamentais.

Em resumo, emitir nota fiscal é tanto uma exigência quanto uma oportunidade para melhorar a eficiência operacional e o controle financeiro da fazenda.

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Cadastro Ambiental Rural (CAR): Como funciona e por que é importante?

O Cadastro Ambiental Rural (CAR) é um registro essencial para qualquer propriedade rural no Brasil. Criado para integrar as informações ambientais de imóveis rurais, o documento garante o cumprimento das normas de preservação ambiental.

No entanto, manter esse cadastro atualizado é preciso ter acesso a benefícios como crédito rural, programas de regularização ambiental e incentivos fiscais.

Se você é produtor rural e ainda não atualizou o seu CAR, ou tem dúvidas sobre como fazer isso, este artigo é para você.

Vamos explicar o que é o Cadastro Ambiental Rural, quem deve atualizá-lo, quais informações são necessárias.

O que é o Cadastro Ambiental Rural (CAR)?

O Cadastro Ambiental Rural (CAR) é um registro eletrônico obrigatório para todos os imóveis rurais no Brasil.

Instituído pelo Código Florestal (Lei nº 12.651/2012), o objetivo foi criar um banco de dados que reúne informações ambientais das propriedades rurais, como:

  • Área de reserva legal;
  • Áreas de preservação permanente (APPs);
  • Remanescentes de vegetação nativa;
  • Áreas de uso consolidado.

O CAR funciona como uma ferramenta de controle, monitoramento e planejamento ambiental para garantir que o uso das terras esteja de acordo com as normas de preservação e sustentabilidade.

A posse do CAR é obrigatória em diversos processos, sobretudo para obtenção de financiamentos públicos.

Quem tem que fazer o CAR rural?

O CAR é obrigatório para todo proprietário ou possuidor de imóvel rural, seja pessoa física ou jurídica.

A exigência se aplica tanto para pequenos produtores quanto para grandes propriedades rurais, incluindo áreas de pastagem, agricultura e reflorestamento.

O cadastro também é obrigatório para quem tem terras em área de preservação ou exploração agrícola.

Mesmo as pequenas propriedades, como os imóveis de agricultura familiar, devem estar devidamente cadastradas para garantir acesso a benefícios e regularização ambiental.

Se você já possui o CAR, fique atento aos prazos para atualização e garantir que todas as informações estejam corretas, especialmente em casos de mudanças na área cultivada ou na destinação de terras.

Quando o CAR deve ser atualizado?

A atualização do CAR deve acontecer sempre que houver mudanças nas informações da propriedade rural.

O processo pode ser feito diretamente pelo site do Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural (SICAR) ou por meio de sistemas estaduais vinculados à Secretaria de Meio Ambiente. Etapas para atualização incluem:

  1. Acesse o sistema SICAR – O cadastro é feito pelo site oficial (www.car.gov.br);
  2. Faça o login com os dados do produtor rural;
  3. Atualize as informações – Insira as mudanças na área cultivada, nas áreas de reserva legal e nos dados da propriedade;
  4. Anexe documentos comprobatórios – É necessário apresentar documentos como o registro da propriedade, mapas atualizados e autorizações ambientais;
  5. Envie a atualização – Após revisar os dados, envie para análise. O sistema pode gerar um protocolo de acompanhamento para o produtor verificar o status da atualização.

Para não ter problemas com o CAR, revise e atualize o cadastro sempre que houver mudanças na área da propriedade, como desmatamento autorizado, novas delimitações de reserva legal ou alterações nos dados do proprietário.

Em alguns estados, a atualização periódica pode ser exigida por legislações específicas. Sempre fizer uma mudança na propriedade, consulte os órgãos ambientais locais ou profissionais especializados para ter informações atualizadas sobre as exigências.

Quanto custa para atualizar o CAR?

A inscrição e atualização do CAR, em geral, são gratuitas para o produtor rural, já que o sistema é administrado pelo Governo Federal.

Caso você contrate um profissional para fazer o cadastro ou a atualização (como um engenheiro agrônomo ou um consultor ambiental), o valor pode variar de acordo com o tamanho da propriedade e a complexidade da regularização.

Exemplo de valores de mercado para atualização do CAR

Tamanho Valores
Propriedades pequenas (até 100 hectares) De R$ 500,00 a R$ 2.000,00
Propriedades médias (100 a 500 hectares) De R$ 2.000,00 a R$ 5.000,00
Propriedades grandes (acima de 500 hectares) Acima de R$ 5.000,00

Para propriedades menores, a contratação de um profissional pode não ser necessária, já que o sistema é relativamente simples de utilizar.

Qual a área mínima para fazer o Cadastro Ambiental Rural?

Não existe um limite mínimo para o registro no CAR. Mesmo pequenas propriedades ou terrenos destinados à agricultura familiar devem ser cadastrados.

Pequenos produtores e proprietários de terras com até 4 módulos fiscais (área que varia conforme o município) têm um tratamento diferenciado e simplificado na análise e no processo de regularização.

Para áreas maiores, a análise pode ser mais detalhada, especialmente se envolver áreas de preservação ou exploração de recursos naturais.

Informações exigidas no sistema ambiental rural

O Cadastro Ambiental Rural (CAR) exige uma série de informações sobre a propriedade, necessárias para que os órgãos ambientais analisem a conformidade do imóvel rural com o Código Florestal. Confira:

  • Identificação dos proprietários ou possuidores rurais;
  • Informações dos documentos comprobatórios da propriedade ou posse rural;
  • Identificação do imóvel rural;
  • Delimitação do perímetro:
    • Do imóvel;
    • De remanescentes de vegetação nativa das áreas;
    • Da APP (áreas de preservação permanente) e RL (reserva legal);
    • Das áreas de uso restrito e áreas consolidadas.

Quais são os prazos do CAR produtor rural?

Atualmente, não há prazo limite para a inscrição no Cadastro Ambiental Rural (CAR), devido à Medida Provisória 884, de 14 de junho de 2019, que tornou o sistema aberto.

Isso significa que os produtores rurais podem realizar a inscrição ou atualizar o cadastro a qualquer momento.

A principal vantagem dessa medida é dar flexibilidade aos produtores, permitindo que realizem o cadastro quando desejarem.

No entanto, o CAR continua sendo obrigatório para todas as propriedades e posses rurais, e a ausência da inscrição pode gerar penalizações e restrições no acesso a linhas de crédito agrícola.

É importante destacar que, embora o CAR não tenha prazo final para inscrição, a adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA) está vinculada à data de inscrição no CAR.

Os proprietários que se cadastraram até 31 de dezembro de 2020 têm direito à adesão ao PRA, enquanto novas inscrições podem ter regras específicas conforme regulamentações estaduais ou federais.

Manter seus cadastros atualizados e acompanhar as normas ambientais é fundamental para garantir a conformidade legal e o acesso aos benefícios disponíveis.

Cadastro Ambiental Rural e linha de crédito: Qual a relação?

No Código Florestal, as instituições financeiras podem exigir dos produtores rurais a inscrição das propriedades no CAR para a liberação de crédito (art. 78-A, dezembro de 2017).

Para evitar a penalização e para não haver dificuldades para obtenção de financiamentos, realize sua inscrição no CAR quanto antes! De qualquer forma, o cadastro continua sendo obrigatório na declaração do ITR.

Mas fique atento! O imóvel só é considerado regularizado depois da análise do órgão ambiental estadual competente.

Essa análise deve constatar que não há passivo ambiental referente à Reserva Legal (RL), Área de Preservação Permanente (APP) ou Área de Uso Restrito (AUR).

Crédito rural: como funciona e o que você precisa saber para obter

CAR propriedade rural é obrigatório no ITR?

Desde julho de 2019, a Receita Federal implementou mudanças nas exigências para a Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR).

Inicialmente, a Instrução Normativa RFB nº 1.902, de 17 de julho de 2019, os proprietários rurais deveriam apresentar o recibo de inscrição no Cadastro Ambiental Rural (CAR) e o Ato Declaratório Ambiental (ADA) ao declarar o ITR, para assegurar que as áreas não tributáveis fossem excluídas do cálculo do imposto.

Posteriormente, a Instrução Normativa RFB nº 1.909, de 14 de agosto de 2019, alterou essa exigência, dispensando a obrigatoriedade de apresentação do recibo do CAR em alguns casos.

Assim, a apresentação do recibo de inscrição no CAR passou a ser obrigatória apenas para as propriedades que já estivessem inscritas no cadastro.

Até o momento os proprietários rurais que desejam excluir áreas não tributáveis do cálculo do ITR devem informar os dados de inscrição no ADA ao Ibama.

A apresentação do recibo do CAR na DITR é obrigatória somente para as propriedades já inscritas no cadastro.

10 benefícios de fazer o Cadastro Ambiental Rural

O Cadastro Ambiental Rural é a principal ferramenta governamental para auxiliar na verificação do cumprimento das leis florestais em todo o país. 

Após a inscrição, você tem o direito de solicitar a regularização do imóvel pelo PRA (Programa de Regularização Ambiental). Veja os benefícios de fazer o cadastro ambiental rural:

  1. Assegurar a preservação da vegetação nativa da propriedade;
  2. Propiciar condições favoráveis para o equilíbrio da fauna e da flora na região onde estiverem localizadas;
  3. Fornecer um levantamento robusto das áreas rurais, com indicadores ambientais e informações para benefício do próprio produtor rural. Há benefícios para governança socioambiental dos imóveis de cada região brasileira;
  4. Criar uma ferramenta para o planejamento tributário da propriedade;
  5. Fazer a regulação fundiária ambiental para a propriedade;
  6. Suspender as sanções devido às infrações por supressão irregular de vegetação cometidas até 22 de julho de 2008. Isso garante a segurança jurídica para os produtores rurais e consolida as áreas que já estavam em uso;
  7. Facilitar acesso ao crédito agrícola e a outros programas do governo. Os programas garantem incentivos para a comercialização agrícola, pagamento por desempenho, compensação ambiental pelas medidas de conservação e inovação, por exemplo.
  8. Permitir que você contrate um seguro agrícola em condições melhores do que as atuais do mercado;
  9. Assegurar a isenção de impostos para os principais insumos e equipamentos (fio de arame, postes de madeira tratada, bombas de água, entre outros). Esses equipamentos são utilizados para os processos de recuperação e manutenção das Áreas de Preservação Permanente, de Reserva Legal e áreas de uso restrito;
  10. Possibilitar a comercialização de Cotas de Reserva Ambiental e uma remuneração. Isso se aplica ao produtor que optou por deixar uma maior área para conservação de vegetação nativa daquela exigida na legislação (tanto para as áreas de preservação permanente, como para as reservas legais).
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Plantio de Milho: Saiba como ter uma lavoura mais produtiva

O milho é uma das culturas mais importantes do Brasil, e um bom planejamento do plantio do milho é essencial para ter uma colheita farta.

Mas, você já se perguntou qual a profundidade ideal para semear, ou qual a melhor época para plantar? Ou ainda, se o tamanho da semente realmente importa?

Neste guia completo, você entende tudo o que é necessário para realizar um plantio de milho de sucesso. Prepare-se para otimizar sua produção e colher os melhores resultados!

Qual o período de plantio do milho?

O Brasil é um dos maiores produtores e exportadores mundiais de milho, com cerca de 70% da produção destinada à alimentação de suínos, aves e bovinos.

Neste sentido, a produção de milho está distribuída em duas principais safras: a primeira safra (ou safra de verão) e a segunda safra (conhecida como safrinha).

Período de Plantio: Geralmente ocorre entre setembro e novembro, dependendo do início das chuvas em cada região.

Primeira Safra (Safra de Verão)

  • Período de Plantio: Entre setembro e novembro, dependendo do início das chuvas em cada região;
  • Período de Colheita: Entre fevereiro e junho;
  • Regiões Produtoras: Sul, Sudeste e Centro-Oeste;
  • Produção: Na safra 2022/2023, o Brasil produziu aproximadamente 131,9 milhões de toneladas de milho, com uma área plantada de 22,3 milhões de hectares.

Segunda Safra (Safrinha)

  • Período de Plantio: Realizado logo após a colheita da soja, geralmente entre janeiro e abril, com variações regionais;
  • Período de Colheita: Junho a agosto;
  • Regiões Produtoras: Centro-Oeste, Sudeste e partes do Sul;
  • Importância Econômica: A safrinha ganhou destaque nos últimos anos, representando uma parcela significativa da produção total de milho no país.

Profundidade e época de plantio: Qual a relação?

Em solos argilosos, com tendência a encharcar ou com muitos torrões, o ideal é semear entre 3 e 5 cm de profundidade.

Já em solos mais arenosos, que tendem a ser mais secos, a profundidade pode ser um pouco maior, entre 5 e 7 cm.

O objetivo é garantir que a semente tenha contato com a umidade necessária para germinar. Além disso, a época de plantio é crucial e varia conforme a região.

O ideal é que a floração coincida com os dias mais longos e o enchimento de grãos com as temperaturas mais elevadas. Plantar fora dessa janela pode resultar em um ciclo mais longo e afetar a produtividade.

O atraso no plantio também pode trazer consequências negativas. O milho é sensível à temperatura, e se a fase vegetativa coincidir com períodos mais frios, o ciclo se estenderá.

Em regiões com irrigação e sem risco de geadas, o plantio pode ser mais flexível, mas a produtividade e o ciclo sempre serão impactados. Por isso, é preciso conhecer as condições da sua região e planejar o plantio na época mais adequada.

Planilha de Planejamento da Safra de Milho

Como deve ser feito o plantio de milho?

O milho é uma cultura versátil e de grande importância econômica, mas para alcançar o máximo potencial de produção, é preciso planejamento e atenção a detalhes.

Um dos fatores mais importante, é o momento do plantio, que pode ser feito em diferentes escalas, desde que seja realizado na época ideal e com as técnicas corretas conforme a região, além exigir:

1. Preparo do solo

O solo deve ser bem drenado, fértil e rico em matéria orgânica, garantindo um ambiente adequado para o desenvolvimento do milho.

Para isso, você vai precisar fazer uma análise de solo, que vai ajudar corrigir o pH e definir a adubação necessária.

O preparo pode ser feito por aração e gradagem, que ajudam a soltar a terra e controlar as ervas daninhas, ou pelo plantio direto, uma alternativa eficiente para manter a estrutura do solo e conservar a umidade.

2. Escolha das sementes

A escolha das sementes impacta em uma lavoura produtiva e saudável. Dê preferência a sementes certificadas e de qualidade, que sejam adequadas às condições da sua região.

Além disso, é importante entender sobre o tipo de cereal que será plantado, como milho verde ou milho pipoca, por exemplo, já que cada um tem as suas exigências específicas.

Para ter os melhores resultados, selecione variedades ou híbridos adaptados ao seu sistema de cultivo, levando em conta fatores como resistência a pragas e doenças, estabilidade produtiva e potencial de rendimento.

3. Época de plantio

O milho pode ser cultivado tanto na safra principal, durante o verão, quanto na safrinha, no outono-inverno, desde que as condições climáticas sejam favoráveis.

O plantio pode ser realizado manualmente ou com o auxílio de máquinas, seguindo as recomendações do fabricante para profundidade e espaçamento das sementes.

Em cultivos manuais, o ideal é formar linhas no canteiro, mantendo cerca de 1 metro entre as fileiras e 25 cm entre cada planta.

Para o plantio, cave pequenas covas com aproximadamente dois dedos de profundidade e deposite três sementes em cada uma.

Caso todas germinem, escolha a planta mais vigorosa e faça o raleio, removendo as mais fracas para garantir um melhor aproveitamento dos nutrientes e espaço.

4. Colheita

A colheita do milho varia conforme o tipo de milho e o seu uso final, sendo essencial monitorar a maturação das espigas e a umidade dos grãos.

Para a colheita de grãos secos, o ideal é que a umidade esteja entre 18% e 24%, pois níveis mais elevados aumentam o risco de deterioração, enquanto níveis muito baixos podem resultar em perdas por quebra.

O uso de colheitadeiras bem reguladas é indispensável para minimizar danos mecânicos aos grãos e evitar perdas durante o processo.

Ajustes adequados nas máquinas garantem uma colheita eficiente, preservando a qualidade e facilitando o armazenamento do milho.

Já para outras finalidades, como milho verde, a colheita deve ser feita quando os grãos ainda estão macios e com maior teor de umidade, garantindo um melhor sabor e textura para o consumo.

5. Controle de pragas e doenças

O monitoramento da lavoura permite identificar precocemente qualquer infestação, possibilitando a aplicação do Manejo Integrado de Pragas (MIP), que combina diferentes estratégias para minimizar danos e reduzi o uso de defensivos químicos.

A escolha de híbridos resistentes também é uma forma eficaz de prevenção, reduzindo a vulnerabilidade da cultura a doenças e pragas. Mas, caso seja necessário o uso de defensivos agrícolas, aplique seguindo as recomendações técnicas para evitar impactos ambientais.

Junto da proteção contra pragas, uma nutrição equilibrada também é necessária para o bom desenvolvimento do milho.

A adubação de base deve incluir fósforo e potássio para ajudar no crescimento inicial das plantas. Enquanto a adubação nitrogenada deve ser feita em cobertura e dividida em duas aplicações para um desenvolvimento vigoroso ao longo do ciclo da cultura.

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Densidade e Espaçamento: Por que é importante?

A densidade de plantio influencia diretamente na produtividade, variando de acordo com a cultivar, a disponibilidade de água e nutrientes, e o manejo da lavoura.

Aumentar a densidade além do ideal pode reduzir o tamanho das espigas, aumentar o número de plantas sem espigas, risco de quebramento e acamamento, além de favorecer o surgimento de doenças.

O espaçamento entre fileiras também está passando por mudanças, com uma tendência clara à redução.

Espaçamentos menores permitem um melhor aproveitamento da radiação solar, o que, combinado com altas densidades de plantas, resulta em uma área foliar mais adequada para captar luz e manter essa captação por mais tempo.

Para variedades e híbridos de baixa ou média tecnologia, o espaçamento reduzido pode não trazer tantos benefícios, mas para híbridos de alto desempenho, ele é indispensável. Lembre-se: sempre respeite os limites de população recomendados para cada híbrido.

Quanto tempo leva o plantio do milho até a colheita?

O ciclo do milho, do plantio até a colheita, varia conforme a cultivar, as condições climáticas e o manejo adotado. Em geral, esse período pode durar entre 90 e 150 dias. Entenda:

  • Tipo de cultivar: Milhos precoces levam cerca de 90 a 120 dias, enquanto cultivares de ciclo médio ou tardio podem levar até 150 dias;
  • Condições climáticas: Temperaturas amenas podem prolongar o ciclo, enquanto calor e boa disponibilidade hídrica aceleram o desenvolvimento;
  • Disponibilidade de água e nutrientes: Deficiências podem retardar o crescimento e comprometer a produtividade.;
  • Finalidade da colheita: Para milho verde, a colheita ocorre entre 60 e 80 dias após o plantio. Já para grãos secos, o tempo é maior, aguardando a umidade ideal entre 18% e 24%.

Independentemente do objetivo da produção, acompanhar cada fase do desenvolvimento da lavoura e adotar boas práticas de manejo, vão garantir uma colheita de qualidade e alto rendimento.

Plantio de milho: Quilos de sementes por ha

Informações sobre a quantidade de sementes por hectare são fundamentais para o planejamento pré-plantio. Mas, para podermos calcular quantas sementes serão distribuídas, é necessário se atentar a alguns detalhes.

Após a escolha do híbrido, é necessário conhecer o desempenho dessas sementes no campo, ou seja, quanto elas emergem.

As empresas fornecem os resultados do teste de germinação na embalagem do produto. Contudo, esse teste é realizado em condições ótimas para a germinação das sementes.

A dica aqui é: escolha um pequeno canteiro na sua propriedade e realize o teste de emergência a campo!

Assim, você vai conhecer o desempenho das suas sementes no campo e pode realizar seus cálculos com mais segurança. Primeiramente, vamos calcular o número de plantas por metro:

plantio de milho

Para realizar esse cálculo você vai precisar de algumas informações que constam na embalagem do seu híbrido. Veja:

plantio de milho
  • P: Peso de 100 sementes (Kg)
  • A: Área da lavoura (ha)
  • D: Número de plantas por metro
  • G: Germinação da semente (%)
  • Z: Pureza da semente (%)
  • E: Espaçamento entre linhas (cm)

Variedades, híbridos e escolha da cultivar para o plantio de milho

Na hora de escolher a semente, é preciso entender a diferença entre variedades e híbridos, já que cada uma vai entregar um resultado diferente.

As variedades são plantas que mantêm seu potencial produtivo de uma geração para outra, sendo mais acessíveis e utilizadas em regiões de baixa tecnologia, por agricultores familiares e em sistemas de produção orgânica ou agroecológicos.

Já os híbridos, que exploram o vigor híbrido (heterose), têm um alto potencial de produção e são preferidos quando se busca maximizar a produtividade.

Híbridos simples são os mais uniformes e produtivos, mas também os mais caros, enquanto híbridos duplos têm um custo menor, mas um potencial produtivo mais variável. Essa variedade é ideal para quem busca alta produtividade, mas exigem a compra de novas sementes a cada safra.

Cultivar de milho

Ao escolher a cultivar de milho, considere o potencial produtivo e a estabilidade de produção, que é a capacidade da cultivar de manter um bom desempenho em diferentes locais e anos.

O ciclo da cultivar também é importante, e pode ser hiperprecoce, superprecoce, precoce, semiprecoce ou normal.

O recomendado é escolher um ciclo que se adapte às condições da sua região, buscando, por exemplo, cultivares hiperprecoces para escapar de geadas ou para liberar a área para outras culturas.

Além disso, características como tolerância a pragas e doenças, textura do grão e, em algumas regiões, a adaptabilidade a consórcios também são importantes.

Para auxiliar na escolha da cultivar mais adequada e no planejamento do seu plantio, a Aegro oferece ferramentas de gestão que permitem analisar o desempenho de diferentes cultivares em sua região.

Assim, você pode tomar decisões mais informadas e assertivas, garantindo o melhor rendimento da sua lavoura. Clique no banner para fazer uma demonstração gratuita!