Perspectivas para o Mercado de Commodities Agrícolas em 2025

O ano de 2025 se apresenta como um período de atenção para quem acompanha o mercado de commodities agrícolas.

As dinâmicas globais de oferta e demanda, as condições climáticas e as políticas econômicas traçam um panorama com tendências e expectativas distintas para culturas como soja, milho, café e cana-de-açúcar.

O comportamento dos principais importadores, como China e União Europeia, e o crescimento da demanda por biocombustíveis, também tem influenciado o mercado de commodities.

Entender esses fatores são importante para quem trabalha diretamente no campo ou atua como investidor dentro do setor.

Soja: Oferta robusta e pressão nos preços

O mercado de soja em 2025 deve ser marcado por uma oferta global abundante, impulsionada principalmente por uma safra recorde esperada no Brasil.

Esse aumento na disponibilidade da oleaginosa tende a ter pressão sobre os preços, mesmo diante de uma expectativa de demanda elevada para processamento e exportações.

A competitividade da soja brasileira, favorecida pela taxa de câmbio, pode intensificar esse cenário, influenciando as decisões de plantio em outras regiões, como nos Estados Unidos, onde se projeta uma menor área cultivada.

Apesar da pressão nos preços, a demanda consistente por farelo e óleo de soja pode atenuar quedas mais acentuadas, mantendo um volume significativo no mercado de commodities.

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Como funciona o mercado de commodities?

O mercado de commodities é onde se compram e vendem produtos básicos, que servem de matéria-prima para outros produtos, como soja, milho e café.

Esses produtos são padronizados, ou seja, não importa quem os produziu, o objetivo é que tenham as mesmas características técnicas.

A partir disso, os negócios são realizados por meio de bolsas de mercadorias, que organizam e garantem as negociações.

Essas negociações ainda podem ser divididas em dois tipos: Spot (à vista), compra e venda imediata, com entrega rápida; ou futuros, que você negocia hoje o preço de um produto que será entregue no futuro.

Café: Volatilidade climática e preços sustentados

O setor de café em 2025 enfrenta um cenário de volatilidade após um pico de preços no início do ano.

Por conta der problemas climáticos em regiões produtoras, como Brasil e Vietnã, a expectativa é de uma menor produção brasileira na safra 2025/26.

Essa redução na oferta, combinada com uma demanda global que segue em crescimento, pode manter os preços em patamares elevados.

Contudo, é importante notar que previsões de uma possível correção nos preços no final do ano também existem, à medida que o mercado se ajusta às novas perspectivas de produção.

Quais as principais commodities brasileiras?

O Brasil é um dos maiores exportadores do mercado de commodities do mundo, e suas principais estão ligadas, principalmente, ao agronegócio e à mineração. Veja:

Commodities AgrícolasCommodities Minerais
1. Soja;
2. Milho;
3. Café;
4. Açúcar;
5. Algodão;
6. Carnes (bovina, suína e de frango).
1. Minério de ferro;
2. Ouro;
3. Alumínio (bauxita).

Cana-de-açúcar: Balança entre etanol e açúcar

A perspectiva para a cana-de-açúcar em 2025 é fortemente influenciada pela crescente demanda por etanol, especialmente no Brasil.

Embora a produção global deva apresentar um aumento, o Brasil, como principal exportador mundial, enfrenta desafios relacionados ao clima e à destinação da cana para a produção de biocombustíveis.

Estoques globais mais apertados e uma demanda firme por etanol deverão sustentar os preços do açúcar em níveis razoáveis.

A decisão dos produtores brasileiros em alocar a cana para açúcar ou etanol, impactada por políticas governamentais e pela rentabilidade de cada produto, será um fator determinante para o mercado global.

Como se preparar para as mudanças do mercado de commodities?

O mercado de commodities está cada vez mais imprevisível, seja pelo clima, câmbio, conflitos internacionais ou demanda global.

Para quem é produtor rural, isso representa um grande necessidade de estar preparado. Se você quer proteger sua margem de lucro e tomar decisões mais seguras.

A melhor forma de fazer isso é acompanhar o mercado de perto, controlar seus custos e agir com estratégia, além de seguir as dicas abaixo:

  • Acompanhe cotações em tempo real (soja, milho, café, etc.).
  • Utilize hedge para proteger seus preços;
  • Tenha controle de custos e margem;
  • Planeje a safra com antecedência;
  • Procure atualizações sobre o mercado e economia.

O mercado de commodities é imprevisível, mas suas decisões não precisam ser. No aplicativo Aegro Negócios, você acompanha cotações em tempo real e analisa tendências com mais segurança. Baixa o app gratuitamente.

ITR 2025: Veja como fazer declaração, prazos e multas

ITR 2025: o que é, prazos, valores, como fazer sua declaração. Saiba tudo sobre esse imposto federal.

O ITR (Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural) é um tributo anual que deve ser pago por todos os proprietários de terras, incluindo titular ou possuidor do título. O pagamento desse imposto é essencial para se ter acesso às linhas de crédito e ao seguro rural

O valor a ser pago está diretamente relacionado à atividade desenvolvida e ao tamanho do estabelecimento rural. Dessa forma, quanto mais você investe em sua propriedade, menor é o valor pago pelo tributo.

Neste artigo, vamos explicar tudo sobre o ITR 2025, o que é, prazos e valores. Boa leitura!

ITR 2025: o que é o imposto e para que serve?

O ITR 2025 é um imposto federal para pessoas físicas ou jurídicas proprietárias de estabelecimentos rurais, que funciona como um regulador estatal sobre áreas improdutivas.

Quanto maior o investimento na propriedade, menor o valor do ITR e mais regressivas são as alíquotas. 

Sendo assim, propriedades ociosas podem pagar um percentual maior do que outras propriedades de mesmo tamanho, mas que são altamente produtivas.

O ITR deve ser declarado todo ano junto à Receita Federal, dentro do prazo estabelecido, que ainda não foi divulgado.

Quem precisa declarar o ITR 2025?

De acordo com a Instrução Normativa (IN) da Receita Federal Nº 2151 de 10/07/2023, está obrigado a pagar o ITR referente ao exercício de 2025:

  • Proprietários de Imóveis Rurais: Qualquer pessoa física ou jurídica que possua propriedade rural registrada em seu nome.
  • Titulares do Domínio Útil: Quem detém o direito de usufruto ou exploração econômica do imóvel rural.
  • Possuidores a Qualquer Título: Inclui quem ocupa ou utiliza o imóvel rural, mesmo sem ser proprietário (como arrendatários ou posseiros).
  • Imóveis Isentos ou Imunes: Mesmo quem está isento do pagamento (ex.: áreas menores que 30 hectares exploradas por agricultores familiares ou imóveis em área de preservação permanente) precisa declarar para manter o cadastro atualizado.

Quem possui imóvel rural com área menor que o limite para isenção e que seja explorado exclusivamente como pequena propriedade familiar, está dispensado da declaração,  conforme definido na legislação.

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Quem não precisa pagar ITR?

Os arrendatários, comodatários e parceiros não são responsáveis pelo pagamento do ITR, pois essa obrigação recai sobre o proprietário, titular do domínio útil ou possuidor a qualquer título.

A Receita Federal isenta do pagamento do ITR os donos de propriedades rurais que atendam a critérios de área e uso. A isenção de pagamento é válida para os seguintes casos:

  1. Imóveis rurais com até 30 hectares (ha), desde que sejam explorados como pequena propriedade rural por agricultores familiares e o proprietário não possua outro imóvel rural ou urbano.
  2. Imóveis rurais com até 50 hectares localizados na Amazônia Oriental ou no Polígono das Secas, explorados sob as mesmas condições citadas acima.
  3. Imóveis rurais com até 100 hectares, localizados no Pantanal ou na Amazônia Ocidental, explorados por agricultores familiares.
  4. Imóveis de domínio público ou de interesse social, incluindo:
    • Áreas pertencentes ao Governo Federal;
    • Assentamentos de reforma agrária;
    • Territórios de comunidades quilombolas;
    • Áreas de Organizações Não Governamentais (ONGs) e partidos políticos, quando utilizadas para fins institucionais, sem fins lucrativos.

A isenção do pagamento do imposto por alguns proprietários de estabelecimentos rurais não exclui a obrigação de fazer a declaração do ITR.

A declaração ITR é fundamental para garantir a posse do imóvel e estar regularizado junto à Receita Federal. O documento ainda é essencial para o produtor ter acesso ao Plano Safra, Seguro Rural e outros tipos de crédito rural.

Quando começa a Declaração do ITR 2025?

O período para a Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR) referente ao exercício de 2025 ainda não foi oficialmente divulgado pela Receita Federal. 

Historicamente, o prazo para a entrega da DITR tem início em meados de agosto e se estende até o final de setembro. Por exemplo, em 2024, o prazo começou em 12 de agosto e terminou em 30 de setembro. 

É recomendável que os proprietários de imóveis rurais fiquem atentos às publicações oficiais da Receita Federal para obter informações atualizadas sobre os prazos e procedimentos para a declaração do ITR 2025.

Documentos necessários para declarar o ITR 2025

Para declarar o ITR 2025, é preciso apresentar os seguintes documentos:

  • Ato Declaratório Ambiental (ADA): Caso o imóvel possua áreas não tributáveis (como reservas legais ou áreas de preservação permanente), é necessário entregar o ADA ao Ibama para comprovação.
  • Documento de Informação e Atualização Cadastral (DIAC): Contém as informações cadastrais de cada imóvel rural e de seu titular.
  • Documento de Informação e Apuração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DIAT):
    Contém as informações necessárias para a apuração do valor do imposto devido para cada imóvel rural.

Como consultar o ITR 2025?

Todos os procedimentos da Receita Federal são feitos totalmente de forma virtual. Para fazer a Declaração do ITR, é preciso baixar o programa no site da Receita Federal

Tenha todas as documentações já separadas em uma pasta em seu computador para não perder tempo. 

“Após emitir a declaração é possível acompanhar o processamento da declaração de IR e verificar a situação da entrega. Se a declaração estiver retida na malha, consulte as inconsistências e, se for o caso, retifique as informações enviando uma nova declaração retificadora.

Qual o valor do ITR 2025?

O valor do ITR 2025 é calculado com base no Valor da Terra Nua Tributável (VTNT) e na alíquota correspondente, que varia conforme o tamanho da propriedade e seu grau de utilização.

Fórmula Básica do Cálculo: ITR = VTNT × Alíquota

Componentes do Cálculo:

  1. Valor da Terra Nua Tributável (VTNT):
    • Corresponde ao valor de mercado da terra sem quaisquer benfeitorias, culturas ou florestas plantadas.
    • São excluídas do cálculo áreas de preservação permanente, reserva legal e outras protegidas por legislação ambiental.
  2. Alíquota:
    • Determina o percentual aplicado sobre o VTNT para calcular o imposto devido.
    • As alíquotas variam conforme o tamanho da propriedade e seu grau de utilização, conforme demonstrado na tabela abaixo:

Tabela de Alíquotas do ITR:

Tamanho da Propriedade (em hectares)Grau de Utilização (%)Alíquota (%)
Até 5080% ou mais0,03
Até 50Menos de 30%1,00
Mais de 5.00080% ou mais0,45
Mais de 5.000Menos de 30%20,00

Nota: O grau de utilização é calculado pela relação entre a área efetivamente utilizada e a área aproveitável do imóvel.

Exemplo de Cálculo:

  • Propriedade: 100 hectares
  • VTNT: R$ 1.000.000,00
  • Grau de Utilização: 50%
  • Alíquota Aplicável: 0,30%

Cálculo: ITR = R$ 1.000.000,00 × 0,30% = R$ 3.000,00

É importante ressaltar que, conforme a Lei nº 14.932/2024, o Cadastro Ambiental Rural (CAR) pode ser utilizado para apurar a área tributável das propriedades rurais, auxiliando no cálculo do ITR.

Como pagar a declaração ITR 2025?

Após finalizar a declaração ITR, é gerado um Darf (Documento de Arrecadação de Receitas Federais), que pode ser pago por meio do código de barras pelo aplicativo do banco ou em uma agência. 

A Receita também autoriza que metade da dívida seja paga por meio do Título da Dívida Agrária Escritural (TDA) em instituição financeira que seja autorizada.

Retificação da declaração ITR 2025

Depois de feita e emitida a declaração, você pode pedir uma retificação, caso tenha deixado passar algo ou tenha errado alguma informação.

Para fazer a retificação, basta acessar o sistema com seus dados, incluir ou excluir as informações. Essa retificação pode interferir no valor final a ser pago do ITR.

Para não gerar multa, esse procedimento deve ser feito dentro do prazo para não gerar multa, já que a última versão é a que será considerada como válida pela Receita.

Plantação de trigo: Conheça as etapas fundamentais

A safra 2025/26 promete ser histórica para a triticultura brasileira, com estimativa de 10 milhões de toneladas de trigo.

Este é um marco que reflete o avanço tecnológico, o esforço de produtores em investir em planejamento e manejo adequado desde o início do cultivo.

Com o aumento da demanda e da área plantada, cultivar trigo no Brasil tem se tornado uma atividade cada vez mais estratégica.

Mas, para ter bons resultados, é indispensável seguir cada etapa do processo com atenção — da escolha da cultivar ao manejo das pragas no início da lavoura.

Você sabe qual é o melhor momento para semear o trigo na sua região? E como preparar o solo, ajustar o espaçamento e definir a quantidade de sementes? Esses detalhes fazem toda a diferença e você confere tudo neste conteúdo.

Como está o mercado de trigo hoje no Brasil?

A produção de trigo no Brasil deve alcançar 10 milhões de toneladas na safra 2025/26, o que representa um aumento de 29,9% em relação ao ciclo anterior. O avanço expressivo se deve, principalmente, à base comparativa baixa do ano anterior.

A área plantada também deve crescer, com estimativa de 3,1 milhões de hectares, um acréscimo de 6,2% em relação à safra 2024/25.

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, projeta-se um crescimento de 11,7% na área cultivada e de 11,9% na produção, chegando a 4,4 milhões de toneladas.

Já o Paraná, mesmo com leve redução de 0,7% na área, deve ter um salto de 57,6% na produção, totalizando 3,7 milhões de toneladas.

Em relação ao comércio internacional, a Argentina ainda possui um saldo exportável de 4,3 milhões de toneladas de trigo, o equivalente a 33% dos 13 milhões produzidos

No ciclo anterior, esse percentual era de apenas 18%. Esse cenário indica que, nos próximos meses, o Brasil deve encontrar espaço para importar o volume necessário sem grandes pressões no mercado.

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Qual a importância do cultivo do trigo?

O trigo é uma das culturas mais antigas cultivadas no mundo. Por ser fonte de carboidratos, proteínas, gordura, fibra, cálcio, ferro e ácido fólico, tem um grande papel na alimentação humana.

Podendo ser consumido de diversas formas, há plantações de trigo em diversas localidades, como China, União Europeia, Índia, Rússia, EUA, Canadá, Austrália, Paquistão, Ucrânia e Turquia.

A plantação de trigo no Brasil assume apenas a 15ª posição de produção. Porém, há espaço para crescimento tanto em área quanto em produtividade.

Para a cultura se desenvolver, é necessário planejamento adequado e utilizar técnicas para o plantio do trigo corretas.

Tabela

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.

Figura 1. Maiores produtores mundiais de trigo. (Fonte: Atlas Big, 2025).

Como plantar trigo: passo a passo 

Saber como é plantado o trigo é o primeiro passo que você deve seguir para ter altas produtividades.

Em cada uma das etapas, há uma série de especificidades que devem ser seguidas com o máximo de cuidado possível. Confira a seguir.

1. Escolha do cultivar

No Brasil, a produção de trigo está concentrada na região Sul, mas também há produção na Bahia, Minas Gerais, Distrito Federal e Goiás.

O que muda na plantação de trigo nas regiões brasileiras é o tipo de cultivar escolhido. Cada uma delas é desenvolvida para ser adaptada ao clima de cada região.

Para que você faça uma boa escolha, fique de olho em alguns pontos, como:

  • Indicação de produção;
  • Alto desempenho no campo e produtividade;
  • Resistência à doenças; 
  • Indicação da cultivar de acordo com o sistema de produção; 
  • Fertilidade do solo; 
  • Época de semeadura;
  • Entre outros fatores.

2. Época de plantio de trigo

Na região do Cerrado a época de plantio é de janeiro a fevereiro (sequeiro) e abril a maio (trigo irrigado). Já o plantio de trigo na região Sul, a janela de semeadura é entre março e junho.

A época de plantio do trigo depende de cada região de cultivo da cultura. Para te auxiliar nessa escolha, você pode seguir as recomendações do Zarc (Zoneamento Agrícola de Risco Climático).

O Zarc disponibiliza uma lista de cultivares recomendadas para cada região, além da relação de municípios com seus respectivos calendários de plantio.

Com isso, você tem acesso aos dados específicos do estado, incluindo a lista de municípios indicados, os períodos de plantio (início e fim) por cidade, além de informações sobre o tipo de solo e o grupo de cultivares recomendado.

3. Condições ideais de plantio

O trigo é uma cultura que pode ser produzida em regiões tropicais e subtropicais, mas para alcançar altas produtividades, a umidade do ar ideal para cultivar o trigo é de 70%.

Umidades muito elevadas podem causar danos fitossanitários, influenciando diretamente no rendimento dos grãos. A alta umidade também não é bem-vinda durante o plantio do trigo, então fique de olho. 

Para a emergência do trigo, temperaturas do solo entre 15 °C e 20 °C são favoráveis. Mas as temperaturas acima de 26 °C podem ser prejudiciais para o estabelecimento desta cultura de inverno.

Por isso, realize o planejamento de sua semeadura, acompanhando as previsões climáticas, para evitar semear em períodos com temperaturas baixas ou altas demais. 

Condições como umidade, temperatura e chuva durante todo o ciclo da cultura também refletem diretamente na qualidade do grão.

4. Preparo do solo para plantio de trigo

Após fazer o planejamento e ter definido todos os parâmetros citados acima, comprado suas sementes, está na hora de preparar o solo para o plantio de trigo.

Primeiro, determine qual o tipo de sistema de cultivo será ou é utilizado na área, sendo convencional ou plantio direto, e realizar as práticas de acordo com ele. Outros fatores importantes para o estabelecimento da lavoura de trigo são: 

  • Semear no limpo; 
  • Fazer um bom manejo de cobertura do solo até a semeadura;
  • Análise de solo (adubação equilibrada);
  • Semeadura de qualidade; 
  • Cuidados com velocidade de semeadura e profundidade (2 cm a 5 cm); 
  • Escolha da semente de qualidade;
  • População de planta adequada.

Para o preparo do solo, saiba qual a quantidade de fertilizantes e corretivos a serem aplicados no solo. Esse é um fator importante quando se pensa no custo com a cultura.

Isso porque os fertilizantes têm maior participação nos custos de produção do trigo, representando aproximadamente 25% do investimento na lavoura. Por isso, é importante realizar a análise de solo.  

Passo a passo representando como fazer a preparação do solo para a plantação de trigo.

5. Análise do solo

Para determinar se o solo precisa de correção ou de fertilizantes é necessário realizar a análise. As amostras devem ser representativas da área. 

Para plantio direto, é recomendada a amostragem de 0 cm – 10 cm e ocasionalmente de 0 cm – 20 cm de profundidade.

Para o plantio convencional, a amostragem recomendada é de 0 cm – 20 cm. A interpretação da análise de solo é realizada de acordo com o nível de cada elemento.

Já para determinar a necessidade de calagem e adubação para a área amostrada, devem ser utilizados manuais ou indicações técnicas para cada região do país. 

6. Correção com calcário

Determinar se a área precisa de calagem e qual quantidade utilizar é extremamente importante. Você deve ter a interpretação da análise de solo com as recomendações para cada região de cultivo do trigo.

7. Adubação

A adubação com fertilizantes NPK e micronutrientes para o trigo costuma ser feita no sulco de semeadura.

O nitrogênio é o nutriente mais exigido pela planta, e sua quantidade varia conforme alguns fatores, como: matéria orgânica do solo, cultura anterior, clima da região e expectativa de produção.

No Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, por exemplo, a dose de nitrogênio depende principalmente da matéria orgânica, da cultura precedente e da expectativa de rendimento.

O nitrogênio costuma ser aplicado em cobertura, entre o perfilhamento e o alongamento do colmo, enquanto no Paraná, essa adubação é feita com base na cultura anterior.

Cada estado tem uma recomendação específica, por isso o indicado é consultar os estudos da Embrapa ou procurar um(a) engenheiro(a) agrônomo(a).

Adubação nitrogenada: um guia rápido de manejo para altas produtividades na lavoura

8. Semeadura, espaçamento e densidade

A maior parte do plantio de trigo no Brasil é realizado com semeadoras. As sementes serão plantadas seguindo estas indicações:

  • Espaçamento entre linhas de 17 cm a 20 cm;
  • Densidade média de 200 a 400 sementes viáveis por ;
  • Profundidade de semeadura de 2 cm a 5 cm.

Também há quem faça a semeadura a lanço, onde é possível distribuir as sementes de maneira manual ou mecanicamente. Entretanto, dessa forma, você terá um espaçamento irregular e desuniformidade em sua área.

Para saber a quantidade de sementes que você irá utilizar por metro e por hectare, você utilizará a seguinte conta:

Fórmula:

L = (100 × S × E) / PG
D = (L / E × L × M) / 100
L = (100 × S × E) / PG
D = (L / E × L × M) / 100
S = número de sementes por m² (estande de plantas/m²)
E = espaçamento em metros
PG (%) = poder germinativo
L = número de sementes por metro
M = massa de 1.000 sementes em gramas

Quanto tempo o trigo demora para crescer?

O tempo que o trigo demora para crescer varia de acordo com o tipo de trigo (trigo de inverno ou trigo de primavera), clima e manejo, mas em geral:

  • Trigo de inverno: Leva de 6 a 8 meses do plantio à colheita, com semeadura no outono, passando pelo inverno em dormência. É colhido no final da primavera ou começo do verão;
  • Trigo de primavera: Cresce mais rápido, levando de 4 a 5 meses do plantio à colheita. É semeado na primavera e colhido no verão.

No Brasil, onde o cultivo é mais comum entre maio e setembro, o ciclo do trigo costuma durar em torno de 110 a 150 dias, dependendo da variedade e das condições climáticas.

Fases de crescimento do trigo
  • Germinação e emergência: 5 a 15 dias;
  • Perfilhamento: 20 a 40 dias;
  • Alongamento do colmo: 30 a 50 dias;
  • Emborrachamento e espigamento: 15 a 30 dias;
  • Floração e enchimento de grãos: 20 a 40 dias;
  • Maturação e colheita: 20 a 30 dias.

Manejo inicial da lavoura de trigo

Os cuidados com as plantas de trigo devem ser tomados antes e durante a instalação da lavoura. O  manejo de doenças, pragas e plantas daninhas da cultura é fundamental.

As plantas daninhas devem ser controladas para que você semeie o trigo no limpo. O trigo deve permanecer, por no mínimo 12 dias, sem a interferência de plantas invasoras.

A atenção deve ser principalmente para gramíneas como o azevém, capim-amargoso e aveia. 

Doenças e pragas devem ser controladas antes que causem danos econômicos na sua lavoura. Entre as principais doenças do trigo que podem aparecer no início do ciclo da cultura, há:

  • Oídio;
  • Ferrugem;
  • Mancha amarela da folha;
  • Mancha-marrom;
  • Nanismo-amarelo;
  • Mal-do-pé.

Estas são apenas algumas doenças que causam impacto desde a germinação e perfilamento. Independente do tipo, o MID (Manejo Integrado de Doenças) precisa ser realizado. Elas podem variar entre as regiões de cultivo e condições climáticas.

Os pulgões, assim como os corós, percevejo-barriga-verde e lagartas, são pragas do trigo que podem ocorrer durante todo o ciclo da cultura. Elas devem ser monitoradas desde a germinação.

Para controle, o MIP (Manejo Integrado de Pragas) é fundamental. Ele irá reduzir os danos e a incidência destas pragas nas plantações de trigo.

Existem várias outras ferramentas essenciais para se ter uma lavoura sadia. O conhecimento do histórico da área, o monitoramento climático, a rotação de culturas, o controle químico no momento correto são as principais.

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Preparo do solo ideal: O segredo para uma safra abundante

O sucesso de qualquer safra começa muito antes da semeadura. O preparo do solo, muitas vezes subestimado, é a base para um cultivo saudável e produtivo.

Você já parou para pensar em como as técnicas de preparo do solo podem influenciar diretamente a qualidade e a quantidade da sua colheita?

Entender qual é a importância do solo e como otimizá-lo se torna é necessário para garantir o máximo potencial da sua lavoura. Neste conteúdo você vai entender tudo isso.

Quais os cuidados essenciais com o solo?

O solo exige atenção e cuidado para que possa nutrir as culturas da melhor forma. Para isso, a análise do solo surge como uma forma de orientar manejos mais eficientes.

Com isso, são identificadas as necessidades específicas da sua terra, permitindo uma correção precisa do pH através da calagem e um aprimoramento das camadas subsuperficiais com a gessagem.

Essa correção, ajustada para cada cultura, como para preparar o solo para o plantio de soja, impacta diretamente a disponibilidade de nutrientes essenciais. Além disso, a adubação deve ser planejada com precisão.

Nutrientes como fósforo, potássio e nitrogênio também são importes, e sua aplicação deve ser baseada nas particularidades do solo e da cultura.

No caso da soja, a fixação biológica de nitrogênio, feita por bactérias simbióticas, reduz a necessidade de adubação nitrogenada.

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Por que o preparo do solo é tão importante?

O preparo do solo é importante porque é responsável pelo desenvolvimento saudável das culturas e, consequentemente, aumentara produtividade.

Um solo bem estruturado facilita a penetração das raízes, melhora a absorção de água, nutrientes e reduz a compactação, permitindo que as plantas cresçam com mais vigor.

As práticas ainda ajudam a controlar erosão, manter a microbiota do solo ativa e otimizar o uso de insumos, resultando em maior eficiência produtiva e sustentabilidade na lavoura.

Quais são as etapas do preparo do solo?

Um bom preparo do solo facilita a penetração das raízes, melhora a absorção de água e nutrientes, garantindo um desenvolvimento mais saudável e produtivo para as plantas.

Estudos indicam que práticas adequadas de preparo podem aumentar a produtividade de culturas, como o milho, em até 29%.

Investir no preparo do solo impacta diretamente o rendimento das culturas, além da eficiência das operações agrícolas.​ Mas para isso é necessário seguir algumas etapas, como:

  1. Análise do solo: Identifica a fertilidade, o pH e a necessidade de correções, orientando as práticas de manejo;
  2. Correção da acidez (calagem e gessagem): Aplicação de calcário regula o pH do solo, enquanto o gesso agrícola melhora a estrutura e corrige a camada subsuperficial;
  3. Adubação e fertilização: Reposição de nutrientes essenciais, conforme a necessidade da cultura, com fertilizantes químicos ou orgânicos;
  4. Descompactação do solo: Técnicas como escarificação ou subsolagem evitam camadas compactadas que dificultam o crescimento das raízes;
  5. Preparo mecânico ou cultivo mínimo: Uso de aração e gradagem para revolver o solo (preparo convencional) ou técnicas conservacionistas, como o plantio direto;
  6. Manejo da matéria orgânica: Uso de palhada e rotação de culturas para melhorar a fertilidade e a retenção de umidade;
  7. Controle de ervas daninhas, pragas e doenças: Aplicação de herbicidas seletivos e práticas de manejo integrado para evitar perdas na lavoura.
Guia para manejo de plantas daninhas

Solo, manejo integrado e sustentabilidade

O manejo de plantas daninhas, pragas e doenças contribui para a proteção da lavoura e melhora o desenvolvimento das culturas.

No preparo do solo, mesmo no plantio direto, o controle inicial das invasoras evita a competição por água, luz e nutrientes, reduzindo perdas na produtividade.

Enquanto isso, a rotação de culturas diversifica o ambiente agrícola, ajudando a quebrar ciclos de pragas e melhorar a fertilidade do solo.

O uso de coberturas vegetais também pode ser um aliado, favorecendo a retenção de umidade e fazendo a proteção contra a erosão.

Por fim, o controle químico, quando necessário, deve ser feito com herbicidas seletivos e na dose correta, reduzindo impactos ambientais e evitando a resistência de plantas daninhas.

Ao integrar diferentes estratégias, o manejo se torna mais eficiente, diminuindo custos e preservando a saúde do solo para as próximas safras.

Como preparar a terra para o plantio?

Cada cultura tem suas particularidades quando se trata de etapas de preparação do solo para o plantio.

Para a soja, por exemplo, o sistema de plantio direto (SPD) se destaca múltiplos benefícios, como proteção contra erosão, retenção de umidade e enriquecimento da matéria orgânica.

Entretanto, em alguns casos, um preparo inicial do solo pode ser necessário para corrigir problemas de compactação ou fertilidade, garantindo assim um ambiente ideal para o desenvolvimento da cultura.

Já para o milho, o preparo do solo pode variar desde sistemas convencionais até o plantio direto, dependendo das condições da sua propriedade.

A rotação de culturas, uma prática sábia e sustentável, surge como um aliado importante em ambas as culturas.

Ao alternar soja e milho, não apenas diversificamos a produção, mas também melhoramos a saúde do solo, reduzindo a incidência de pragas e doenças e otimizando o aproveitamento de nutrientes.

A complexidade na coordenação de múltiplas atividades simultâneas, somada à imprevisibilidade do clima, pode desafiar o planejamento do preparo do solo.

As ferramentas de planejamento detalhado e acompanhamento em tempo real da Aegro permitem ajustes rápidos e eficientes, otimizando o uso de maquinário e insumos, permitindo uma melhor organização das atividades de campo.

banner com fundo, com um notebook no lado direito e texto no lado esquerdo, convidando para uma demonstração no software Aegro

Dicas de como otimizar as operações da fazenda

A otimizar operações da fazenda é um dos fatores que determinam sua rentabilidade e sustentabilidade. No Brasil, a agricultura representa 24,8% do PIB e emprega milhões de trabalhadores, conforme dados do IBGE

No entanto, os desafios da administração rural exigem cada vez mais atenção à redução de custos, aumento da produtividade e decisão baseada em dados.

Nos últimos anos, avanços na tecnologia agropecuária têm possibilitado uma gestão mais precisa e integrada das propriedades.

Ferramentas como softwares de gestão rural, sensores remotos e integração de dados são alguns facilitadores para o acompanhamento das atividades em tempo real. 

Com a adoção de soluções inovadoras é possível planejar melhor o plantio e a colheita, reduzir perdas e aumentar a eficiência operacional

Neste artigo, você confere um pouco mais sobre as estratégias para otimizar as operações da fazenda. Aproveite o conteúdo!

Como otimizar as operações da fazenda?

Otimizar as operações da fazenda exige planejamento e o uso de tecnologias que aumentam a produtividade enquanto reduzem custos.

Em um cenário de desafios constantes, como oscilações de mercado, mudanças climáticas e aumento dos custos de produção, encontrar formas de otimizar as operações garante a rentabilidade e a sustentabilidade do negócio.

A adoção de boas práticas, aliada ao uso de ferramentas de gestão e inovação tecnológica, vai mudar a forma como as atividades agrícolas são conduzidas. Veja abaixo algumas formas de fazer isso acontecer:

  • Gestão financeira eficiente: Monitoramento rigoroso dos custos e análise do retorno sobre os investimentos;
  • Uso de tecnologia: Ferramentas de gestão agrícola, sensores e monitoramento remoto ajudam a reduzir desperdícios e otimizar insumos;
  • Planejamento da produção: Diversificação de culturas e crédito rural podem melhorar a rentabilidade;
  • Capacitação da equipe: Profissionais bem treinados evitam erros operacionais e maximizam o uso de recursos;
  • Manutenção de máquinas e equipamentos: Evita paradas inesperadas, melhorando a eficiência operacional e reduzindo custos com reparos emergenciais;
  • Logística otimizada: Um bom planejamento de transporte e armazenagem reduz perdas na colheita e melhora o escoamento da produção;
  • Uso de dados na tomada de decisão: Analisar métricas de produtividade e eficiência operacional ajuda a identificar gargalos e oportunidades de melhoria.
diagnostico de gestao

O que faz aumentar a produtividade agrícola?

A produtividade agrícola é influenciada por diversos fatores, desde a escolha das sementes até a adoção de tecnologias.

Com margens cada vez mais apertadas, desafios como mudanças climáticas e custos elevados, buscar estratégias eficientes virou necessidade.

O agricultura no Brasil é responsável quase 25 do PIB e para que esse crescimento continue, recomendamos:

  • Uso de sementes de qualidade: Variedades híbridas e geneticamente modificadas tem maior resistência a pragas, doenças e condições climáticas adversas, podendo aumentar a produtividade de até 20%;
  • Correção e manejo do solo: A análise de solo e a adubação equilibrada garantem que as plantas tenham os nutrientes necessários para um desenvolvimento saudável. O uso de práticas como a calagem, por exemplo, é capaz de aumentar a produtividade em até 30%;
  • Tecnologia na agricultura: Ferramentas, como softwares de gestão, otimizam o uso de insumos e identificar falhas rapidamente. Estudos indicam que a agricultura digital reduz desperdícios e aumentam a produção em até 25%.
  • Manejo integrado de pragas e doenças: O monitoramento constante e o controle biológico, aliados ao uso consciente de defensivos agrícolas, evitam perdas;
  • Irrigação eficiente: Sistemas modernos como gotejamento e pivô central garantem que a água seja utilizada de forma que aumente a produtividade das culturas em até 50% em regiões com baixa pluviosidade;
  • Planejamento e rotação de culturas: Alternar os cultivos mantém a fertilidade do solo, reduz o risco de pragas e melhora a rentabilidade, resultando em uma fazendo com aumente de produção.

Ao integrar todas essas técnicas e atividades, você consegue aumentar a produtividade e, ao mesmo tempo, otimizar as operações da fazenda. Ou seja, é possível produzir mais com menos desperdício.

10 estratégias para fortalecer a gestão econômica e financeira da fazenda

Uma administração financeira estruturada é responsável pela sustentabilidade do negócio rural. Diante de custos variáveis e margens de lucro muitas vezes estreitas, um controle eficiente dos recursos pode determinar o sucesso da produção.

Para ajudar nisso, separamos 10 estratégias fundamentais para aprimorar sua gestão e vão fazer toda a diferença. Confira:

  1. Planejamento financeiro: Projete receitas e despesas considerando histórico e variações de mercado;
  2. Controle de custos: Classifique e monitore despesas fixas e variáveis para otimizar recursos;
  3. Gestão do fluxo de caixa: Registre entradas e saídas para evitar falta de liquidez;
  4. Investimento em tecnologia: Utilize softwares para registros financeiros e melhorar decisões;
  5. Acompanhamento contábil: Mantenha documentos organizados para planejamento tributário e acesso a crédito;
  6. Educação financeira: Aprimore conhecimentos para tomar decisões estratégicas e seguras;
  7. Análise de investimentos: Avalie a viabilidade antes de ampliar ou adquirir novos ativos;
  8. Diversificação de renda: Explore novas culturas ou atividades para reduzir riscos financeiros;
  9. Gestão de dívidas: Monitore financiamentos e renegocie condições para equilíbrio financeiro;
  10. Parcerias estratégicas: Estabeleça colaborações para ampliar oportunidades e garantir segurança econômica.

Como a Fazenda Retiro substituiu 30 planilhas por um software?

Fundada pela família Gusatti, a Fazenda Retiro, de Nova Ubiratã, Mato Grosso, sempre esteve em constante evolução.

A propriedade, de 1.200 hectares dedicados ao cultivo de soja e milho, nasceu do desejo de melhorar a qualidade de vida e aumentar a produtividade.

Com o crescimento dos negócios, Matheus Gusatti, gestor financeiro, percebeu que a complexidade do controle operacional aumentava cada vez mais.

O uso de mais de 30 planilhas no Excel tornava a análise de dados e a tomada de decisões desafiadoras. Diante da necessidade de centralizar informações e aprimorar a comunicação com seu irmão, Matheus buscou uma solução mais eficiente.

Foi assim que ele adotou o Aegro, o software de gestão agrícola que monitora todas as operações da fazenda de forma integrada e estratégica.

Além da praticidade, o software tem suporte presencial em uma agência exclusiva, onde são realizadas reuniões mensais para ajustes na estratégia de gestão. 

Com uma interface intuitiva, Matheus e sua equipe conseguiram eliminar as dificuldades de uso enfrentadas com sistemas anteriores. “Hoje, faço o controle de estoque e lanço dados diretamente pelo celular. A gestão da Fazenda Retiro nunca foi tão clara e acessível”, conclui.

Como a fazenda Retiro substituiu 30 planilhas pelas informações integradas com o Aegro

Software para otimizar as operações da fazenda

Para produtores rurais que querem otimizar as operações da fazenda com uma plataforma eficiente e simples de usar, o Aegro é a escolha certa.

A solução centraliza informações, facilita o controle das atividades no campo e no escritório, e oferece uma visão completa do negócio rural.​

Integre as operações agrícolas e financeiras em uma única plataforma, facilitando as atividades operacionais e contribuindo para a sustentabilidade e lucratividade da fazenda.​ No Aegro a sua fazenda tem:

  • Gestão financeira: Controle detalhado de contas bancárias, pagamentos, estoque e fluxo de caixa, permitindo uma administração financeira mais eficiente e organizada;
  • Planejamento e controle de safra: Possibilita o planejamento das operações agrícolas, desde o plantio até a colheita, monitorando custos e otimizando o uso de insumos para aumentar a rentabilidade;
  • Emissão de Nota Fiscal Eletrônica do Produtor Rural: Emissão gratuita, rápida e ilimitada de NFP-e, com preenchimento automático e cálculos de impostos;
  • Monitoramento de pragas e doenças: Monitoramento da lavoura com relatórios sobre pragas e indicação do o momento ideal para pulverizações, reduzindo custos com defensivos;
  • Integração com máquinas agrícolas: Importe dados de operações realizadas com maquinário da fazenda, conectando a plataformas como Climate FieldView™, John Deere Operations Center™ e Stara, para uma visão completa das operações.

Seja para melhorar o planejamento da safra, controlar custos ou monitorar a lavoura em tempo real, o Aegro é a ferramenta certa para quem busca melhorar a administração da fazenda e alcançar melhores resultados no campo.

Plantio de Milho Safrinha 2025: Análise e Expectativas

O plantio de milho safrinha no Brasil em 2025 promete marcar um capítulo importante na história agrícola do país.

Conhecido como segunda safra, o milho safrinha já representa uma parcela significativa da produção total de milho, muitas vezes superando a primeira safra em volume.

Diante dessa relevância, o monitoramento e o planejamento é ainda mais importante para garantir uma colheita bem-sucedida.

Com expectativas de aumento na área plantada e na produtividade, a segunda safra do milho se destaca como pelo alto desempenho agrícola nacional. Mas, quais são as projeções exatas e os desafios que os produtores enfrentarão?

Cenário da Produção de Grãos no Brasil em 2025

As estimativas de órgãos oficiais como IBGE e Conab apontam para um crescimento na produção agrícola brasileira em 2025.

Projeções indicam uma safra total de grãos de 323,8 milhões de toneladas, um aumento de 10,2% em relação a 2024.

A produção de milho, especialmente a safrinha, é o componente principal desse crescimento, com estimativas de produção superando as expectativas iniciais.

Projeções e Estimativas para o Plantio de Milho Safrinha

A área plantada de milho safrinha em 2025 deve apresentar um crescimento modesto em comparação com a safra anterior.

A Conab estima uma área total de 16,78 milhões de hectares, um aumento de 1,3%. As projeções de volume de produção também são positivas, com estimativas variando de 94,6 a 114,07 milhões de toneladas.

Em relação a produtividade média, é previsto um aumento de 5,4% pela Conab, representando 6.798 kg/ha.

Progresso e Status Atual do Plantio no Brasil

O plantio de milho safrinha em 2025 está avançando significativamente, com 97,9% da área planejada já plantada até 30 de março.

Alguns estados, como Goiás, Piauí e Mato Grosso, já concluíram o plantio. No entanto, ainda há áreas a serem plantadas em Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Paraná.

O progresso supera a média dos últimos cinco anos, sinalizando condições favoráveis para a safra 2024/2025. Confira o avanço em cada estado:

EstadoÁrea Estimada (ha)Plantio Concluído (%)
Mato Grosso7.156.00026,6%
Paraná2.293.00038,7%
Mato Grosso do Sul2.212.00018,3%
Goiás2.401.0006,1%
São Paulo533.0002,4%
Minas GeraisN/D0%

Fatores Influenciando o Plantio do Milho Safrinha

As condições climáticas são decisivas, com a transição do El Niño para o La Niña, trazendo expectativas de chuvas mais intensas no Cerrado.

Os avanços tecnológicos, como o uso de sementes certificadas e híbridos adaptados, também contribuem para o progresso.

A demanda interna e a estabilidade dos preços do milho são fatores econômicos que incentivam os produtores.

Banner de chamada para baixar o kit safrinha

Perspectivas e Desafios para a Safra

As condições climáticas durante o desenvolvimento da safra, especialmente em abril, serão determinantes.

Os maiores inimigos serão as pragas e doenças, influenciados pelos padrões climáticos, além da volatilidade do mercado de milho, que pode afetar a rentabilidade da safra. É neste cenário de desafios que soluções tecnológicas como o Aegro se destacam.

Por meio do monitoramento climático integrado à plataforma, você pode acompanhar em tempo real as variações climáticas, permitindo tomadas de decisão mais assertivas, otimizando o momento certo para o plantio e aplicação de insumos.

Além disso, a gestão eficiente dos insumos, contribui para reduzir os impactos da volatilidade do mercado, auxiliando no controle de custos e na maximização da rentabilidade da safra.

Outro ponto que exige muita atenção, é a crescente preocupação com pragas e doenças, que podem ser influenciadas diretamente pelos padrões climáticos.

Nesse aspecto, a ferramenta de monitoramento de pragas e doenças do Aegro, oferece uma visão completa da lavoura, identificando precocemente possíveis focos de infestação. Com isso, é possível agir preventivamente, evitando grandes perdas na produção.

As estimativas variam de 94,6 a 114,07 milhões de toneladas.

Goiás, Piauí, Tocantins, São Paulo, Maranhão e Mato Grosso.

A transição do El Niño para o La Niña, que pode resultar em mais chuvas no Cerrado.

  • O clima afeta diretamente o desenvolvimento e a produtividade do milho, tornando o monitoramento essencial para o sucesso da safra.

Plantio de Soja 2025: Guia Essencial para Máxima Safra

A época de plantio de soja varia nas diferentes regiões produtoras. No entanto, no estado do Mato Grosso, o plantio geralmente ocorre entre setembro e dezembro, dependendo das condições climáticas. 

Em anos como 2024, caracterizados por instabilidades climáticas intensas, é preciso acompanhar de perto as previsões meteorológicas para otimizar suas janelas de plantio.

Os cuidados durante esse período são essenciais para assegurar uma lavoura produtiva e saudável. 

Para garantir esse sucesso, práticas de manejo do solo, controle de pragas e a seleção de cultivares de soja que se adaptam bem às condições locais, são estratégias excelentes. 

A agricultura e o clima estão interligados, e qualquer variação climática tem um impacto direto no processo. Continue acompanhando o conteúdo e saiba mais sobre o plantio de soja neste momento:

Calendário para o Plantio de Soja 2025

A janela de plantio da soja é o período em que as condições climáticas, principalmente chuva e temperatura, são mais favoráveis para a germinação e desenvolvimento inicial da cultura. 

Plantar dentro dessa janela, que varia entre as regiões do Brasil, é necessária para minimizar riscos e otimizar o potencial produtivo.

O calendário plantio de soja oficial é associado ao Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), divulgado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). 

O ZARC indica os períodos de menor risco climático para o cultivo em cada município, considerando tipo de solo e ciclos das cultivares

Para 2025, consulte as portarias atualizadas do ZARC para sua localidade específica. Geralmente, a janela se concentra entre setembro e dezembro na maioria das regiões produtoras, mas variações são comuns.

A abertura nacional do plantio de soja, é marcada por eventos simbólicos, que ocorre em meados de setembro, após o fim do vazio sanitário.

Durante este período é proibido manter plantas vivas de soja no campo para controle de pragas e doenças, como a ferrugem asiática. 

Estratégias para o Cultivo de Soja no Brasil

O sucesso do cultivo de soja vai muito além de apenas acertar a data de plantio. Um manejo eficiente envolve uma série de práticas integradas que começam bem antes das máquinas entrarem no campo. 

O plantio de soja no Brasil, dada a diversidade de solos, climas e sistemas de produção, exige uma abordagem adaptável e tecnificada, como:

  • Preparo do solo: Seja no sistema de plantio direto (amplamente adotado) ou convencional, garante a boa estrutura física, química e biológica do solo.
  • Análises de solo periódicas: Orientam a calagem e a adubação, corrigindo deficiências e proporcionando os nutrientes necessários para a cultura. 
  • Cultivar correta: Opte pela cultivar adaptada à sua região, tipo de solo, regime de chuvas e resistência a pragas e doenças locais.

Durante o desenvolvimento da lavoura, o manejo integrado de pragas, doenças e plantas daninhas (MIP/MID/MIPD) também é indispensável. 

Monitorar a lavoura constantemente permite tomar decisões de controle mais assertivas e no momento certo, utilizando métodos químicos, biológicos ou culturais de forma racional. 

A nutrição de plantas, especialmente em fases críticas, e a atenção às condições hídricas complementam as práticas essenciais para que cada planta expresse seu máximo potencial produtivo no vasto território brasileiro.

Gerenciar todas essas variáveis, desde a análise de solo e escolha de insumos até o monitoramento constante de pragas e a nutrição precisa, pode ser um desafio complexo. 

Ferramentas de gestão agrícola digital, como o Aegro, auxiliam o produtor a centralizar essas informações vitais. 

Um software especializado permite planejar o cultivo, registrar atividades, controlar custos por talhão e visualizar dados para decisões mais eficientes e rentáveis.

Soja no Brasil e no mundo: Como está o cenário?

Atualmente, a soja se destaca como o principal produto de exportação do Brasil

Desde de 2021, o país tem sido reconhecido como maior produtor mundial do grão, respondendo por 42% da produção global

Na safra 2022/2023, conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab, 2023), o Brasil alcançou uma produção de alta produtividade, alcançando: 

  • Mais de 154  milhões de tonelada; 
  • Cultivo em 44 milhões de hectares;
  • Produtividade média de 3.508 kg por hectare.

Para atingir esses números, é fundamental ter conhecimento técnico e um planejamento cuidadoso para cada safra. 

A produção de soja demanda atenção a diversos fatores, incluindo as condições climáticas e a qualidade do solo nas cinco regiões produtoras do país. 

Um exemplo da complexidade dessa cultura é que mais de 2 mil cultivares de soja estão registradas no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). 

Cada uma delas foi desenvolvida com características específicas para se adaptar a diferentes tipos de solo, necessidades de maturação e fatores bióticos e abióticos

Ou seja, nem todos os tipos de soja têm o mesmo tipo de necessidade, impactando em cuidados e estratégias de manejo diferentes.

Lavoura de soja representando a relação do plantio de soja e o clima
Figura 1. A importância das chuvas para a Safra 2024/2025. Créditos: CenárioMT (2024).

Preço da soja: alta ou queda?

A saca de 60 quilos de soja está sendo negociada a R$ 138,02, registrando uma baixa de 0,42% em relação ao último fechamento em várias regiões do interior do Paraná. 

No litoral paranaense, a tendência de queda de preços também é observada, com a saca sendo vendida a R$ 140,06 em Paranaguá.

Em relação ao trigo, no Paraná, houve uma ligeira redução de 0,1% no último fechamento, com o preço alcançando R$ 1.464,69 por tonelada.

No Rio Grande do Sul, a commodity apresentou uma leve queda de 0,8%, sendo comercializada a R$ 1.347,20 por tonelada. Os valores são provenientes do Cepea (Setembro/2024).

Representação de fatores que podem influenciar a rentabilidade do plantio de soja
Figura 2. Fatores determinantes da rentabilidade da soja no Brasil. Créditos: AgroAdvance Brasil (2024).

Qual o clima ideal para o cultivo da soja?

O clima ideal para o cultivo da soja envolve temperaturas entre 20°C e 30°C, que favorecem o crescimento do grão. 

Temperaturas abaixo de 10°C podem atrasar o desenvolvimento da planta, enquanto valores acima de 40°C prejudicam a floração e a formação de vagens. 

Para garantir um ciclo adequado, é fundamental que o cultivo ocorra em períodos livres de geadas

Já para a semeadura, a recomendação é de setembro a dezembro, dependendo da região, com crescimento variando de 75 a 150 dias, de acordo com a maturação desejada.

Quais os impactos das mudanças climáticas no plantio de soja?

As mudanças climáticas trazem preocupações para a produtividade e a qualidade do grão

No plantio de soja, temperaturas constantes, acima de 20°C, são necessárias para uma boa germinação

Porém, o aumento das temperaturas pode antecipar a semeadura, exigindo ajustes no manejo e nas etapas de desenvolvimento do grão. Confira: 

Semeadura da soja x clima

Durante o crescimento vegetativo, a planta precisa de água suficiente; a alternância entre secas e chuvas intensas pode afetar a absorção de nutrientes.

Na fase de floração e formação das vagens, o estresse climático pode reduzir a fertilidade e favorecer doenças. 

Já na maturação e colheita, altas temperaturas aceleram o processo, comprometendo a qualidade dos grãos.

A semeadura da soja em Mato Grosso, por exemplo, está enfrentando desafios devido a eventos climáticos extremos associados às mudanças climáticas. 

As chuvas irregulares e a falta de umidade no solo estão dificultando o plantio, gerando incertezas sobre a produtividade da safra. 

Embora algumas regiões tenham avançado lentamente com a semeadura, a maioria dos agricultores aguarda melhores condições climáticas para iniciar o trabalho. 

Além dos impactos diretos na agricultura, a situação reflete um cenário mais amplo de desequilíbrio climático no Brasil

Essa situação já afeta a segurança hídrica e pode comprometer setores essenciais para o desenvolvimento econômico do país. 

Assim, a adaptação e a inovação nas práticas agrícolas tornam-se cada vez mais fundamentais para garantir uma boa produção de soja.

Impactos das diversidades climáticas na semeadura de soja
Figura 3 – Impactos nas vidas humanas e na biodiversidade do planeta. (Fonte: InfoEscola, 2024).

Produção agrícola em Mato Grosso

A produção agrícola em Mato Grosso, especialmente o plantio de soja, enfrenta desafios devido às condições climáticas, com chuvas irregulares e falta de umidade no solo

Este ano, a situação se repete, dificultando o avanço da semeadura. Especialistas alertam que a umidade é fundamental para a germinação adequada das sementes.

Na médio-norte, 0,55% da área destinada à soja já foi plantada, enquanto a sudeste registra 0,37%

Apesar desses avanços, muitas regiões esperam por melhores condições climáticas, gerando preocupação entre os agricultores quanto ao cumprimento do calendário de plantio e colheita, essencial para não comprometer a segunda safra de milho.

É importante ressaltar que o clima da região é composto por uma estação chuvosa bem definida e uma seca, dita o ritmo da agricultura local. A janela de plantio costuma ser uma das primeiras a se abrir no país, frequentemente em setembro, aproveitando as primeiras chuvas.

Os solos do Cerrado, predominantes no estado, exigem manejo específico, como a correção da acidez e a atenção à fertilidade, especialmente com fósforo e potássio. 

O uso intensivo da terra, muitas vezes com a safrinha de milho ou algodão após a soja, demanda um planejamento nutricional ainda mais cuidadoso para evitar o esgotamento do solo. 

Além disso, desafios como a pressão de pragas, doenças, e a necessidade de cultivares adaptadas a altas temperaturas, são importantes para os preparativos para o plantio de soja 2025. 

A tecnologia, incluindo agricultura de precisão e biotecnologia, desempenha um papel importante na superação desses desafios regionais.

planilha para estimativa de perdas na colheita Aegro

Arrendamento de Terra: Uma Opção Viável?

Expandir a área de cultivo ou iniciar na atividade agrícola nem sempre requer a compra de terras. O arrendamento rural é uma alternativa comum e viável para muitos produtores. 

Basicamente, trata-se de um “aluguel” da terra, onde o arrendatário (quem planta) paga um valor pré-determinado (em dinheiro ou produto) ao arrendador (dono da terra) pelo direito de uso por um período específico.

Para o arrendatário, as vantagens incluem a possibilidade de aumentar a escala de produção sem o alto investimento inicial da compra de terras, diluindo custos fixos com maquinário e mão de obra. 

Permite também testar a viabilidade da cultura em uma nova área antes de um compromisso financeiro maior. 

Por outro lado, o arrendatário não se beneficia da valorização do imóvel e pode ter menos autonomia para investimentos de longo prazo na terra.

Para o arrendador, o arrendamento garante uma renda da terra sem a necessidade de envolvimento direto na produção e seus riscos. É fundamental que o contrato de arrendamento seja bem elaborado, especificando claramente:

  • Duração: O prazo do contrato;
  • Valor e Forma de Pagamento: Quantidade fixa, percentual da produção e etc.;
  • Responsabilidades: Quem arca com custos de manutenção, impostos (como o ITR);
  • Condições de Uso: Práticas de manejo permitidas ou exigidas (ex: plantio direto).

Avaliar os custos, os riscos e as cláusulas contratuais são determinantes para entender se o arrendamento é a melhor estratégia para viabilizar ou expandir o plantio de soja 2025.

Como garantir o sucesso do plantio de soja?

Para garantir o sucesso do plantio de soja, é recomendado adotar algumas estratégias, especialmente em um ano desafiador como 2024. Aqui estão algumas dicas:

  • Escolha de cultivares adequadas: Opte por variedades de soja que sejam adaptadas às condições climáticas locais para aumentar a resistência da lavoura.
  • Práticas de manejo sustentável: Implementar técnicas de manejo que promovam a resiliência das plantas, como rotação de culturas e o manejo adequado do solo.
  • Monitoramento contínuo: Acompanhar as condições climáticas e as previsões meteorológicas para mitigar riscos, como irrigação em períodos de seca ou drenagem em caso de excesso de chuvas.
  • Estratégias de irrigação e drenagem: Ambas as práticas ajudam a enfrentar a variabilidade climática, garantindo um solo saudável para o cultivo.
  • Uso de tecnologia: Utilizar softwares de gestão agrícola, como o Aegro, auxilia na tomada de decisões, facilitando o acompanhamento das condições da lavoura, a gestão de insumos e a análise de dados climáticos.

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Plantar fora da janela recomendada aumenta os riscos climáticos (falta ou excesso de chuva), a incidência de pragas e doenças (quebrando ciclos de controle), pode resultar em menor desenvolvimento das plantas e, consequentemente, em menor produtividade e rentabilidade. Além disso, pode haver restrições de crédito e seguro rural.

Depende dos objetivos e perfil de risco das partes. No arrendamento, o arrendatário assume todo o risco da produção e paga um valor fixo (ou pré-definido) ao dono da terra. Na parceria, os riscos e os lucros (ou prejuízos) da atividade são compartilhados entre o parceiro-outorgante (dono da terra) e o parceiro-outorgado (quem produz), conforme percentuais definidos em contrato.

Tecnologias como GPS em máquinas (piloto automático, taxa variável), drones para monitoramento, sensores de campo, softwares de gestão agrícola (como o Aegro), biotecnologia (sementes geneticamente modificadas resistentes a herbicidas e/ou pragas) e agricultura de precisão como um todo são cada vez mais importantes para otimizar o uso de insumos, reduzir custos e aumentar a produtividade.

Alimentos transgênicos: Segurança, produção e impacto na agricultura

Os alimentos transgênicos são cultivados em mais de 70 países e representando uma parcela significativa da produção agrícola global. 

No Brasil, segundo maior produtor de transgênicos do mundo, essas culturas cobrem milhões de hectares e impulsionam o setor agrícola, garantindo produtividade e competitividade no mercado internacional. 

Segundo dados do Ministério da Saúde, a regulamentação e fiscalização desses alimentos são rigorosas, com testes que avaliam sua segurança antes da comercialização.

Apesar dos avanços tecnológicos e dos benefícios produtivos, os transgênicos ainda geram debates.

Questões como os impactos na biodiversidade, a dependência de sementes patenteadas e os riscos econômicos para pequenos produtores são amplamente discutidos. 

Além disso, na segurança alimentar divide opiniões, pois enquanto alguns defendem que essas culturas são essenciais para combater a fome, outros argumentam que a desigualdade na distribuição de alimentos é o verdadeiro problema.

O que são alimentos transgênicos?

Os alimentos transgênicos são aqueles que passaram por modificações genéticas em laboratório com a introdução de genes de outros organismos. 

Essas alterações conferem características específicas, como resistência a pragas, tolerância a herbicidas e maior valor nutricional

A modificação do alimento é feita inserindo genes de outras espécies (bactérias, vírus ou mesmo outras plantas) no DNA do organismo original.

Um exemplo comum é a soja transgênica, modificada para resistir a herbicidas, permitindo um controle melhor de plantas daninhas sem prejudicar a cultura. Outro exemplo é o milho Bt, que contém um gene de bactéria que o torna resistente a algumas pragas.

Pessoa vestindo jaleco branco aplicando uma substância com uma seringa em uma maçã verde, ilustrando os alimentos trangênicos.
Figura 1. Produção de alimentos transgênicos. Créditos: UOL (2023).

Como são produzidos os alimentos transgênicos?

A produção de transgênicos envolve técnicas de engenharia genética que permitem a inserção de genes específicos em plantas e microrganismos. O processo costuma incluir:

  • Identificação do gene de interesse: Seleção de características desejadas, como resistência a doenças;
  • Transferência do gene: Inserção do material genético na planta, por meio de vetores biológicos ou técnicas como biobalística;
  • Multiplicação das células modificadas: Desenvolvimento de novas plantas a partir das células modificadas;
  • Testes e regulamentação: Avaliação da segurança alimentar e ambiental antes da comercialização.

Alimentos transgênicos no mundo e no Brasil

Os transgênicos são cultivados em mais de 70 países. O Brasil é o segundo maior produtor mundial, atrás apenas dos Estados Unidos. 

No país, as culturas geneticamente modificadas mais comuns incluem:

  • Soja transgênica: Principal produto agrícola exportado pelo Brasil.
  • Milho transgênico: Cultivado para ração animal e produção de alimentos industrializados.
  • Algodão transgênico: Além da fibra têxtil, a semente é usada na fabricação de óleo comestível.
  • Cana-de-açúcar transgênica: Modificada para resistir a pragas e melhorar a produtividade.

Alimentos transgênicos fazem mal?

Estudos conduzidos por organizações como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) indicam que os alimentos transgênicos comercializados são seguros para o consumo humano. 

A ingestão de DNA modificado não representa risco, pois o material genético é degradado no processo digestivo, assim como acontece com alimentos convencionais.

Segurança alimentar e os alimentos transgênicos

A segurança alimentar envolve dois aspectos principais: food safety, relacionado à ausência de contaminantes químicos, biológicos ou físicos nos alimentos, e food security, que trata da garantia de acesso à alimentação adequada. 

Os transgênicos são frequentemente mencionados como uma solução para o problema da fome global, pois permitem maior produtividade e resistência das lavouras. 

No entanto, alguns especialistas argumentam que o problema da fome está mais ligado à desigualdade na distribuição dos alimentos e ao poder aquisitivo das populações vulneráveis do que à produção em si.

Além disso, as modificações genéticas podem trazer benefícios como o Arroz Dourado, enriquecido com vitamina A para reduzir a deficiência nutricional em países subdesenvolvidos. 

No entanto, há questionamentos sobre a dependência de grandes corporações e os impactos ambientais da disseminação dessas culturas.

Grande plantação sendo colhida por várias colheitadeiras vermelhas alinhadas em formato de "V", envolvendo o cultivo de alimentos transgênicos.
Figura 2. Produção nacional de soja transgênica. Créditos: UOL (2023).

Vantagens e desvantagens dos alimentos transgênicos

Os alimentos transgênicos fazem parte da alimentação global há décadas. Segundo o ISAAA (Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicações de Agrobiotecnologia), mais de 190 milhões de hectares de lavouras geneticamente modificadas foram cultivados em 29 países em 2022.

No Brasil, por exemplo, mais de 90% da soja e do milho cultivados são transgênicos. Com isso, surgem debates sobre o quanto esses alimentos contribuem para a saúde, o meio ambiente e a economia.

Abaixo separamos algumas das principais vantagens e desvantagens dos alimentos transgênicos. Confira:

Vantagens dos alimentos transgênicos

  • Maior resistência a pragas e doenças, reduzindo o uso de pesticidas;
  • Aumento da produtividade agrícola;
  • Melhoria na qualidade nutricional de alguns alimentos;
  • Possibilidade de cultivo em condições adversas, como solos ácidos e regiões de seca;
  • Redução do custo final dos alimentos.

Desvantagens dos alimentos transgênicos

  • Possível impacto ambiental, como a polinização cruzada com espécies não modificadas;
  • Dependência de grandes empresas para aquisição de sementes;
  • Desenvolvimento de pragas e ervas daninhas mais resistentes a herbicidas;
  • Questões éticas e socioeconômicas envolvendo o monopólio de grandes corporações.
Banner planilha- manejo integrado de pragas

Segurança e regulamentação dos transgênicos

Os alimentos transgênicos passam por rigorosos testes antes de serem liberados para consumo.

No Brasil, a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) avalia a segurança dos OGMs e aprova sua comercialização apenas quando há equivalência substancial com produtos convencionais. 

A regulamentação segue padrões internacionais estabelecidos por órgãos como a OCDE, FAO e OMS.

Além disso, a legislação brasileira exige que produtos contendo transgênicos sejam identificados com um triângulo amarelo com a letra “T”, garantindo ao consumidor o direito de escolha.

Qual o impacto dos alimentos transgênicos na economia rural e na agricultura familiar?

A adoção de transgênicos transformou a produtividade agrícola global, aumentando a produção e reduzindo perdas causadas por pragas e doenças.

Mesmo gerando um bom rendimento, seus efeitos na economia rural e na agricultura familiar são complexos e dependem de diversos fatores, como o custo das sementes, o acesso a tecnologia e a estrutura de mercado local.

Para pequenos produtores, os transgênicos aumentam a eficiência e reduzem o uso de defensivos, tornando a lavoura mais rentável, diminuindo custos.

Por outro lado, o alto custo das sementes transgênicas e contratos de uso restritivos, pode dificultar o acesso dos pequenos produtores a essas tecnologias.

Além disso, a concentração do mercado de biotecnologia nas mãos de poucas empresas levanta preocupações sobre a autonomia dos agricultores e a diversidade agrícola.

Já na agricultura familiar, o impacto econômico dos transgênicos varia conforme o contexto regional.

Em países com apoio técnico e acesso a crédito rural, é possível se beneficiar da tecnologia. Já em regiões com menor suporte, a adoção pode ser mais difícil, ampliando a desigualdade no setor agrícola.