O ano de 2025 se apresenta como um período de atenção para quem acompanha o mercado de commoditiesagrícolas.
As dinâmicas globais de oferta e demanda, as condições climáticas e as políticas econômicas traçam um panorama com tendências e expectativas distintas para culturas como soja, milho, café e cana-de-açúcar.
O comportamento dos principais importadores, como China e União Europeia, e o crescimento da demanda por biocombustíveis, também tem influenciado o mercado de commodities.
Entender esses fatores são importante para quem trabalha diretamente no campo ou atua como investidor dentro do setor.
Soja: Oferta robusta e pressão nos preços
O mercado de soja em 2025 deve ser marcado por uma oferta global abundante, impulsionada principalmente por uma safra recorde esperada no Brasil.
Esse aumento na disponibilidade da oleaginosa tende a ter pressão sobre os preços, mesmo diante de uma expectativa de demanda elevada para processamento e exportações.
A competitividade da soja brasileira, favorecida pela taxa de câmbio, pode intensificar esse cenário, influenciando as decisões de plantio em outras regiões, como nos Estados Unidos, onde se projeta uma menor área cultivada.
Apesar da pressão nos preços, a demanda consistente por farelo e óleo de soja pode atenuar quedas mais acentuadas, mantendo um volume significativo no mercado de commodities.
Como funciona o mercado de commodities?
O mercado de commodities é onde se compram e vendem produtos básicos, que servem de matéria-prima para outros produtos, como soja, milho e café.
Esses produtos são padronizados, ou seja, não importa quem os produziu, o objetivo é que tenham as mesmas características técnicas.
A partir disso, os negócios são realizados por meio de bolsas de mercadorias, que organizam e garantem as negociações.
Essas negociações ainda podem ser divididas em dois tipos: Spot (à vista), compra e venda imediata, com entrega rápida; ou futuros, que você negocia hoje o preço de um produto que será entregue no futuro.
Café: Volatilidade climática e preços sustentados
O setor de café em 2025 enfrenta um cenário de volatilidade após um pico de preços no início do ano.
Por conta der problemas climáticos em regiões produtoras, como Brasil e Vietnã, a expectativa é de uma menor produção brasileira na safra 2025/26.
Essa redução na oferta, combinada com uma demanda global que segue em crescimento, pode manter os preços em patamares elevados.
Contudo, é importante notar que previsões de uma possível correção nos preços no final do ano também existem, à medida que o mercado se ajusta às novas perspectivas de produção.
Quais as principais commodities brasileiras?
O Brasil é um dos maiores exportadores do mercado de commodities do mundo, e suas principais estão ligadas, principalmente, ao agronegócio e à mineração. Veja:
Commodities Agrícolas
Commodities Minerais
1. Soja; 2. Milho; 3. Café; 4. Açúcar; 5. Algodão; 6. Carnes (bovina, suína e de frango).
1. Minério de ferro; 2. Ouro; 3. Alumínio (bauxita).
Cana-de-açúcar: Balança entre etanol e açúcar
A perspectiva para a cana-de-açúcarem 2025 é fortemente influenciada pela crescente demanda por etanol, especialmente no Brasil.
Embora a produção global deva apresentar um aumento, o Brasil, como principal exportador mundial, enfrenta desafios relacionados ao clima e à destinação da cana para a produção de biocombustíveis.
Estoques globais mais apertados e uma demanda firme por etanol deverão sustentar os preços do açúcar em níveis razoáveis.
A decisão dos produtores brasileiros em alocar a cana para açúcar ou etanol, impactada por políticas governamentais e pela rentabilidade de cada produto, será um fator determinante para o mercado global.
Como se preparar para as mudanças do mercado de commodities?
O mercado de commodities está cada vez mais imprevisível, seja pelo clima, câmbio, conflitos internacionais ou demanda global.
Para quem é produtor rural, isso representa um grande necessidade de estar preparado. Se você quer proteger sua margem de lucro e tomar decisões mais seguras.
A melhor forma de fazer isso é acompanhar o mercado de perto, controlar seus custos e agir com estratégia, além de seguir as dicas abaixo:
Acompanhe cotações em tempo real (soja, milho, café, etc.).
O mercado de commodities é imprevisível, mas suas decisões não precisam ser. No aplicativo Aegro Negócios, você acompanha cotações em tempo real e analisa tendências com mais segurança. Baixa o app gratuitamente.
O sucesso de qualquer safra começa muito antes da semeadura. O preparo do solo, muitas vezes subestimado, é a base para um cultivo saudável e produtivo.
Você já parou para pensar em como as técnicas depreparo do solo podem influenciar diretamente a qualidade e a quantidade da sua colheita?
Entender qual é a importância do solo e como otimizá-lo se torna é necessário para garantir o máximo potencial da sua lavoura. Neste conteúdo você vai entender tudo isso.
Quais os cuidados essenciais com o solo?
O solo exige atenção e cuidado para que possa nutrir as culturas da melhor forma. Para isso, a análise do solo surge como uma forma de orientar manejos mais eficientes.
Com isso, são identificadas as necessidades específicas da sua terra, permitindo uma correção precisa do pH através da calagem e um aprimoramento das camadas subsuperficiais com a gessagem.
Essa correção, ajustada para cada cultura, como para preparar o solo para o plantio de soja, impacta diretamente a disponibilidade de nutrientes essenciais. Além disso, a adubação deve ser planejada com precisão.
Nutrientes como fósforo, potássio e nitrogênio também são importes, e sua aplicação deve ser baseada nas particularidades do solo e da cultura.
No caso da soja, a fixação biológica de nitrogênio, feita por bactérias simbióticas, reduz a necessidade de adubação nitrogenada.
Por que o preparo do solo é tão importante?
O preparo do solo é importante porque é responsável pelo desenvolvimento saudável das culturas e, consequentemente, aumentara produtividade.
Um solo bem estruturado facilita a penetração das raízes, melhora a absorção de água, nutrientes e reduz a compactação, permitindo que as plantas cresçam com mais vigor.
As práticas ainda ajudam a controlar erosão, manter a microbiota do solo ativa e otimizar o uso de insumos, resultando em maior eficiência produtiva e sustentabilidade na lavoura.
Quais são as etapas do preparo do solo?
Um bom preparo do solo facilita a penetração das raízes, melhora a absorção de água e nutrientes, garantindo um desenvolvimento mais saudável e produtivo para as plantas.
Estudos indicam que práticas adequadas de preparo podem aumentar a produtividade de culturas, como o milho, em até 29%.
Investir no preparo do solo impacta diretamente o rendimento das culturas, além da eficiência das operações agrícolas. Mas para isso é necessário seguir algumas etapas, como:
Análise do solo: Identifica a fertilidade, o pH e a necessidade de correções, orientando as práticas de manejo;
Correção da acidez (calagem e gessagem): Aplicação de calcário regula o pH do solo, enquanto o gesso agrícola melhora a estrutura e corrige a camada subsuperficial;
Adubação e fertilização: Reposição de nutrientes essenciais, conforme a necessidade da cultura, com fertilizantes químicos ou orgânicos;
Descompactação do solo: Técnicas como escarificação ou subsolagem evitam camadas compactadas que dificultam o crescimento das raízes;
Preparo mecânico ou cultivo mínimo: Uso de aração e gradagem para revolver o solo (preparo convencional) ou técnicas conservacionistas, como o plantio direto;
Manejo da matéria orgânica: Uso de palhada e rotação de culturas para melhorar a fertilidade e a retenção de umidade;
Controle de ervas daninhas, pragas e doenças: Aplicação de herbicidas seletivos e práticas de manejo integrado para evitar perdas na lavoura.
Solo, manejo integrado e sustentabilidade
O manejo de plantas daninhas, pragas e doenças contribui para a proteção da lavoura e melhora o desenvolvimento das culturas.
No preparo do solo, mesmo no plantio direto, o controle inicial das invasoras evita a competição por água, luz e nutrientes, reduzindo perdas na produtividade.
Enquanto isso, a rotação de culturas diversifica o ambiente agrícola, ajudando a quebrar ciclos de pragas e melhorar a fertilidade do solo.
O uso de coberturas vegetais também pode ser um aliado, favorecendo a retenção de umidade e fazendo a proteção contra a erosão.
Por fim, o controle químico, quando necessário, deve ser feito com herbicidas seletivos e na dose correta, reduzindo impactos ambientais e evitando a resistência de plantas daninhas.
Ao integrar diferentes estratégias, o manejo se torna mais eficiente, diminuindo custos e preservando a saúde do solo para as próximas safras.
Como preparar a terra para o plantio?
Cada cultura tem suas particularidades quando se trata de etapas de preparação do solo para o plantio.
Para a soja, por exemplo, o sistema de plantio direto (SPD) se destaca múltiplos benefícios, como proteção contra erosão, retenção de umidade e enriquecimento da matéria orgânica.
Entretanto, em alguns casos, um preparo inicial do solo pode ser necessário para corrigir problemas de compactação ou fertilidade, garantindo assim um ambiente ideal para o desenvolvimento da cultura.
Já para o milho, o preparo do solo pode variar desde sistemas convencionais até o plantio direto, dependendo das condições da sua propriedade.
A rotação de culturas, uma prática sábia e sustentável, surge como um aliado importante em ambas as culturas.
Ao alternar soja e milho, não apenas diversificamos a produção, mas também melhoramos a saúde do solo, reduzindo a incidência de pragas e doenças e otimizando o aproveitamento de nutrientes.
A complexidade na coordenação de múltiplas atividades simultâneas, somada à imprevisibilidade do clima, pode desafiar o planejamento do preparo do solo.
As ferramentas de planejamento detalhado e acompanhamento em tempo real da Aegro permitem ajustes rápidos e eficientes, otimizando o uso de maquinário e insumos, permitindo uma melhor organização das atividades de campo.
A otimizar operações da fazenda é um dos fatores que determinam sua rentabilidade e sustentabilidade. No Brasil, a agricultura representa 24,8% do PIB e emprega milhões de trabalhadores, conforme dados do IBGE.
No entanto, os desafios da administração rural exigem cada vez mais atenção àredução de custos, aumento da produtividade e decisão baseada em dados.
Nos últimos anos, avanços na tecnologia agropecuária têm possibilitado uma gestão mais precisa e integrada das propriedades.
Ferramentas como softwares de gestãorural, sensores remotos e integração de dados são alguns facilitadores para o acompanhamento das atividades em tempo real.
Com a adoção de soluções inovadoras é possível planejar melhor o plantio e a colheita, reduzir perdas e aumentar a eficiência operacional.
Neste artigo, você confere um pouco mais sobre as estratégiaspara otimizar as operações da fazenda. Aproveite o conteúdo!
Como otimizar as operações da fazenda?
Otimizar as operações da fazenda exige planejamento e ouso detecnologiasque aumentam a produtividade enquanto reduzem custos.
Em um cenário de desafios constantes, como oscilações de mercado, mudanças climáticas e aumento dos custos de produção, encontrar formas de otimizar as operações garante a rentabilidade e a sustentabilidade do negócio.
A adoção de boas práticas, aliada ao uso de ferramentas de gestão e inovação tecnológica, vai mudar a forma como as atividades agrícolas são conduzidas. Veja abaixo algumas formas de fazer isso acontecer:
Gestão financeira eficiente: Monitoramento rigoroso dos custos e análise do retorno sobre os investimentos;
Uso de tecnologia: Ferramentas de gestão agrícola, sensores e monitoramento remoto ajudam a reduzir desperdícios e otimizar insumos;
Planejamento da produção: Diversificação de culturas e crédito ruralpodem melhorar a rentabilidade;
Capacitação da equipe: Profissionais bem treinados evitam erros operacionais e maximizam o uso de recursos;
Manutenção de máquinas e equipamentos: Evita paradas inesperadas, melhorando a eficiência operacional e reduzindo custos com reparos emergenciais;
Logística otimizada: Um bom planejamento de transporte e armazenagem reduz perdas na colheita e melhora o escoamento da produção;
Uso de dados na tomada de decisão: Analisar métricas de produtividade e eficiência operacional ajuda a identificar gargalos e oportunidades de melhoria.
O que faz aumentar a produtividade agrícola?
A produtividade agrícola é influenciada por diversos fatores, desde a escolha das sementes até a adoção de tecnologias.
Com margens cada vez mais apertadas, desafios como mudanças climáticas e custos elevados, buscar estratégias eficientes virou necessidade.
O agricultura no Brasil é responsável quase 25 do PIB e para que esse crescimento continue, recomendamos:
Uso de sementes de qualidade: Variedades híbridas e geneticamente modificadas tem maior resistência a pragas, doenças e condições climáticas adversas, podendo aumentar a produtividade de até 20%;
Correção e manejo do solo: A análise de solo e a adubação equilibrada garantem que as plantas tenham os nutrientes necessários para um desenvolvimento saudável. O uso de práticas como a calagem, por exemplo, é capaz de aumentar a produtividade em até 30%;
Tecnologia na agricultura: Ferramentas, como softwares de gestão, otimizam o uso de insumos e identificar falhas rapidamente. Estudos indicam que a agricultura digitalreduz desperdícios e aumentam a produção em até 25%.
Manejo integrado de pragas e doenças: O monitoramento constante e o controle biológico, aliados ao uso consciente de defensivos agrícolas, evitam perdas;
Irrigação eficiente: Sistemas modernos como gotejamento e pivô central garantem que a água seja utilizada de forma que aumente a produtividade das culturas em até 50% em regiões com baixa pluviosidade;
Planejamento e rotação de culturas: Alternar os cultivos mantém a fertilidade do solo,reduz o risco de pragas e melhora a rentabilidade, resultando em uma fazendo com aumente de produção.
Ao integrar todas essas técnicas e atividades, você consegue aumentar a produtividade e, ao mesmo tempo, otimizar as operações da fazenda. Ou seja, é possível produzir mais com menos desperdício.
10 estratégias para fortalecer a gestão econômica e financeira da fazenda
Uma administração financeira estruturada é responsável pela sustentabilidade do negócio rural. Diante de custos variáveis e margens de lucro muitas vezes estreitas, um controle eficiente dos recursos pode determinar o sucesso da produção.
Para ajudar nisso, separamos 10 estratégias fundamentais para aprimorar sua gestão e vão fazer toda a diferença. Confira:
Planejamento financeiro: Projete receitas e despesas considerando histórico e variações de mercado;
Controle de custos: Classifique e monitore despesas fixas e variáveis para otimizar recursos;
Gestão do fluxo de caixa: Registre entradas e saídas para evitar falta de liquidez;
Acompanhamento contábil: Mantenha documentos organizados para planejamento tributário e acesso a crédito;
Educação financeira: Aprimore conhecimentos para tomar decisões estratégicas e seguras;
Análise de investimentos: Avalie a viabilidade antes de ampliar ou adquirir novos ativos;
Diversificação de renda: Explore novas culturas ou atividades para reduzir riscos financeiros;
Gestão de dívidas: Monitore financiamentos e renegocie condições para equilíbrio financeiro;
Parcerias estratégicas: Estabeleça colaborações para ampliar oportunidades e garantir segurança econômica.
Como a Fazenda Retiro substituiu 30 planilhas por um software?
Fundada pela família Gusatti, a Fazenda Retiro, de Nova Ubiratã, Mato Grosso, sempre esteve em constante evolução.
A propriedade, de 1.200 hectares dedicados ao cultivo de soja e milho, nasceu do desejo de melhorar a qualidade de vida e aumentar a produtividade.
Com o crescimento dos negócios, Matheus Gusatti, gestor financeiro, percebeu que a complexidade do controle operacional aumentava cada vez mais.
O uso de mais de 30 planilhas no Excel tornava a análise de dados e a tomada de decisões desafiadoras. Diante da necessidade de centralizar informações e aprimorar a comunicação com seu irmão, Matheus buscou uma solução mais eficiente.
Foi assim que ele adotou o Aegro, o software de gestão agrícola que monitora todas as operações da fazenda de forma integrada e estratégica.
Além da praticidade, o software tem suporte presencial em uma agência exclusiva, onde são realizadas reuniões mensais para ajustes na estratégia de gestão.
Com uma interface intuitiva, Matheus e sua equipe conseguiram eliminar as dificuldades de uso enfrentadas com sistemas anteriores. “Hoje, faço o controle de estoque e lanço dados diretamente pelo celular. A gestão da Fazenda Retiro nunca foi tão clara e acessível”, conclui.
Software para otimizar as operações da fazenda
Para produtores rurais que querem otimizar as operações da fazenda com uma plataforma eficiente e simples de usar, o Aegro é a escolha certa.
A solução centraliza informações, facilita o controle das atividades no campo e no escritório, e oferece uma visão completa do negócio rural.
Integre as operações agrícolas e financeiras em uma única plataforma, facilitando as atividades operacionais e contribuindo para a sustentabilidade e lucratividade da fazenda. No Aegro a sua fazenda tem:
Gestão financeira: Controle detalhado de contas bancárias, pagamentos, estoque e fluxo de caixa, permitindo uma administração financeira mais eficiente e organizada;
Planejamento e controle de safra: Possibilita o planejamento das operações agrícolas, desde o plantio até a colheita, monitorando custos e otimizando o uso de insumos para aumentar a rentabilidade;
Emissão de Nota Fiscal Eletrônica do Produtor Rural: Emissão gratuita, rápida e ilimitada de NFP-e, com preenchimento automático e cálculos de impostos;
Monitoramento de pragas e doenças: Monitoramento da lavoura com relatórios sobre pragas e indicação do o momento ideal para pulverizações, reduzindo custos com defensivos;
Integração com máquinas agrícolas: Importe dados de operações realizadas com maquinário da fazenda, conectando a plataformas como Climate FieldView™, John Deere Operations Center™ e Stara, para uma visão completa das operações.
Seja para melhorar o planejamento da safra, controlar custos ou monitorar a lavoura em tempo real, o Aegro é a ferramenta certa para quem busca melhorar a administração da fazenda e alcançar melhores resultados no campo.
O plantio de milho safrinha no Brasil em 2025 promete marcar um capítulo importante na história agrícola do país.
Conhecido como segunda safra, o milho safrinha já representa uma parcela significativa da produção total de milho, muitas vezes superando a primeira safra em volume.
Diante dessa relevância, o monitoramento e o planejamento é ainda mais importante para garantir uma colheita bem-sucedida.
Com expectativas de aumento na área plantada e na produtividade, a segunda safra do milho se destaca como pelo alto desempenho agrícola nacional. Mas, quais são as projeções exatas e os desafios que os produtores enfrentarão?
Cenário da Produção de Grãos no Brasil em 2025
As estimativas de órgãos oficiais como IBGE e Conab apontam para um crescimento na produção agrícola brasileira em 2025.
Projeções indicam uma safra total de grãos de 323,8 milhões de toneladas, um aumento de 10,2% em relação a 2024.
A produção de milho, especialmente a safrinha, é o componente principal desse crescimento, com estimativas de produção superando as expectativas iniciais.
Projeções e Estimativas para o Plantio de Milho Safrinha
A área plantada de milho safrinha em 2025 deve apresentar um crescimento modesto em comparação com a safra anterior.
A Conab estima uma área total de 16,78 milhões de hectares, um aumento de 1,3%. As projeções de volume de produção também são positivas, com estimativas variando de 94,6 a 114,07 milhões de toneladas.
Em relação a produtividade média, é previsto um aumento de 5,4% pela Conab, representando 6.798 kg/ha.
Progresso e Status Atual do Plantio no Brasil
O plantio de milho safrinha em 2025 está avançando significativamente, com 97,9% da área planejada já plantada até 30 de março.
Alguns estados, como Goiás, Piauí e Mato Grosso, já concluíram o plantio. No entanto, ainda há áreas a serem plantadas em Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Paraná.
O progresso supera a média dos últimos cinco anos, sinalizando condições favoráveis para a safra 2024/2025. Confira o avanço em cada estado:
Estado
Área Estimada (ha)
Plantio Concluído (%)
Mato Grosso
7.156.000
26,6%
Paraná
2.293.000
38,7%
Mato Grosso do Sul
2.212.000
18,3%
Goiás
2.401.000
6,1%
São Paulo
533.000
2,4%
Minas Gerais
N/D
0%
Fatores Influenciando o Plantio do Milho Safrinha
As condições climáticas são decisivas, com a transição do El Niñopara o La Niña, trazendo expectativas de chuvas mais intensas no Cerrado.
Os avanços tecnológicos, como o uso de sementes certificadas e híbridos adaptados, também contribuem para o progresso.
A demanda interna e a estabilidade dos preços do milho são fatores econômicos que incentivam os produtores.
Perspectivas e Desafios para a Safra
Ascondições climáticasdurante o desenvolvimento da safra, especialmente em abril, serão determinantes.
Os maiores inimigos serão aspragas e doenças, influenciados pelos padrões climáticos, além da volatilidade do mercado de milho, que pode afetar a rentabilidade da safra. É neste cenário de desafios que soluções tecnológicas como o Aegro se destacam.
Por meio do monitoramento climático integrado à plataforma, você pode acompanhar em tempo real as variações climáticas, permitindo tomadas de decisão mais assertivas, otimizando o momento certo para o plantio e aplicação de insumos.
Além disso, a gestão eficiente dos insumos, contribui para reduzir os impactos da volatilidade do mercado, auxiliando no controle de custos e na maximização da rentabilidade da safra.
Outro ponto que exige muita atenção, é a crescente preocupação com pragas e doenças, que podem ser influenciadas diretamente pelos padrões climáticos.
Nesse aspecto, a ferramenta de monitoramento de pragas e doenças do Aegro, oferece uma visão completa da lavoura, identificando precocemente possíveis focos de infestação. Com isso, é possível agir preventivamente, evitando grandes perdas na produção.
A época de plantio de soja varia nas diferentes regiões produtoras. No entanto, no estado do Mato Grosso, o plantio geralmente ocorre entre setembro e dezembro, dependendo das condições climáticas.
Em anos como 2024, caracterizados porinstabilidades climáticas intensas, é preciso acompanhar de perto as previsões meteorológicas para otimizar suas janelas de plantio.
Os cuidados durante esse período são essenciais para assegurar uma lavoura produtiva e saudável.
Para garantir esse sucesso, práticas de manejo do solo, controle de pragas e a seleção de cultivares de soja que se adaptam bem às condições locais, são estratégias excelentes.
A agricultura e o clima estão interligados, e qualquer variação climática tem um impacto direto no processo. Continue acompanhando o conteúdo e saiba mais sobre o plantio de soja neste momento:
Calendário para o Plantio de Soja 2025
A janela de plantio da soja é o período em que as condições climáticas, principalmente chuva e temperatura, são mais favoráveis para a germinação e desenvolvimento inicial da cultura.
Plantar dentro dessa janela, que varia entre as regiões do Brasil, é necessária para minimizar riscos e otimizar o potencial produtivo.
O calendário plantio de sojaoficial é associado ao Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), divulgado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).
O ZARC indica os períodos de menor risco climático para o cultivo em cada município, considerando tipo de solo e ciclos das cultivares.
Para 2025, consulte as portarias atualizadas do ZARC para sua localidade específica. Geralmente, a janela se concentra entre setembro e dezembro na maioria das regiões produtoras, mas variações são comuns.
A abertura nacional do plantio de soja, é marcada por eventos simbólicos, que ocorre em meados de setembro, após o fim do vazio sanitário.
Durante este período é proibido manter plantas vivas de soja no campo para controle de pragas e doenças, como a ferrugem asiática.
Estratégias para o Cultivo de Soja no Brasil
O sucesso do cultivo de soja vai muito além de apenas acertar a data de plantio. Um manejo eficiente envolve uma série de práticas integradas que começam bem antes das máquinas entrarem no campo.
O plantio de soja no Brasil, dada a diversidade de solos, climas e sistemas de produção, exige uma abordagem adaptável e tecnificada, como:
Preparo do solo: Seja no sistema de plantio direto (amplamente adotado) ou convencional, garante a boa estrutura física, química e biológica do solo.
Análises de solo periódicas: Orientam a calagem e a adubação, corrigindo deficiências e proporcionando os nutrientes necessários para a cultura.
Cultivar correta: Opte pela cultivar adaptada à sua região, tipo de solo, regime de chuvas e resistência a pragas e doenças locais.
Durante o desenvolvimento da lavoura, o manejo integrado de pragas, doenças e plantas daninhas(MIP/MID/MIPD) também é indispensável.
Monitorar a lavoura constantemente permite tomar decisões de controle mais assertivas e no momento certo, utilizando métodos químicos, biológicos ou culturais de forma racional.
A nutrição de plantas, especialmente em fases críticas, e a atenção às condições hídricas complementam as práticas essenciais para que cada planta expresse seu máximo potencial produtivo no vasto território brasileiro.
Gerenciar todas essas variáveis, desde a análise de solo e escolha de insumos até o monitoramento constante de pragas e a nutrição precisa, pode ser um desafio complexo.
Ferramentas de gestão agrícola digital, como o Aegro, auxiliam o produtor a centralizar essas informações vitais.
Um software especializado permite planejar o cultivo, registrar atividades, controlar custos por talhão e visualizar dados para decisões mais eficientes e rentáveis.
Soja no Brasil e no mundo: Como está o cenário?
Atualmente, a soja se destaca como o principal produto de exportação do Brasil.
Desde de 2021, o país tem sido reconhecido como maior produtor mundial do grão, respondendo por 42% da produção global.
Na safra 2022/2023, conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab, 2023), o Brasil alcançou uma produção de alta produtividade, alcançando:
Mais de 154 milhões de tonelada;
Cultivo em 44 milhões de hectares;
Produtividade média de 3.508 kg por hectare.
Para atingir esses números, é fundamental ter conhecimento técnico e um planejamento cuidadoso para cada safra.
A produção de soja demanda atenção a diversos fatores, incluindo as condições climáticas e a qualidade do solo nas cinco regiões produtoras do país.
Um exemplo da complexidade dessa cultura é que mais de 2 mil cultivares de soja estão registradas no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).
Cada uma delas foi desenvolvida com características específicas para se adaptar a diferentes tipos de solo, necessidades de maturação e fatores bióticos e abióticos
Figura 1. A importância das chuvas para a Safra 2024/2025. Créditos: CenárioMT (2024).
Preço da soja: alta ou queda?
A saca de 60 quilos de soja está sendo negociada a R$ 138,02, registrando uma baixa de 0,42% em relação ao último fechamento em várias regiões do interior do Paraná.
No litoral paranaense, a tendência de queda de preços também é observada, com a saca sendo vendida a R$ 140,06 em Paranaguá.
Em relação aotrigo, no Paraná, houve uma ligeira redução de 0,1% no último fechamento, com o preço alcançando R$ 1.464,69 por tonelada.
No Rio Grande do Sul, a commodity apresentou uma leve queda de 0,8%, sendo comercializada a R$ 1.347,20 por tonelada. Os valores são provenientes do Cepea (Setembro/2024).
Figura 2. Fatores determinantes da rentabilidade da soja no Brasil. Créditos: AgroAdvance Brasil (2024).
Qual o clima ideal para o cultivo da soja?
O clima ideal para o cultivo da soja envolve temperaturas entre 20°C e 30°C, que favorecem o crescimento do grão.
Temperaturas abaixo de 10°C podem atrasar o desenvolvimento da planta, enquanto valores acima de 40°C prejudicam a floração e a formação de vagens.
Para garantir um ciclo adequado, é fundamental que o cultivo ocorra em períodos livres de geadas.
Já para a semeadura, a recomendação é de setembro a dezembro, dependendo da região, com crescimento variando de 75 a 150 dias, de acordo com a maturação desejada.
Quais os impactos das mudanças climáticas no plantio de soja?
As mudanças climáticas trazem preocupações para a produtividadee a qualidade do grão.
No plantio de soja, temperaturas constantes, acima de 20°C, são necessárias para uma boa germinação.
Porém, o aumento das temperaturas pode antecipar a semeadura, exigindo ajustes no manejo e nas etapas de desenvolvimento do grão. Confira:
Semeadura da soja x clima
Durante o crescimento vegetativo, a planta precisa de água suficiente; a alternância entre secas e chuvas intensas pode afetar a absorção de nutrientes.
Na fase de floração e formação das vagens, o estresse climático pode reduzir a fertilidade e favorecer doenças.
Já na maturação e colheita, altas temperaturas aceleram o processo, comprometendo a qualidade dos grãos.
A semeadura da soja em Mato Grosso, por exemplo, está enfrentando desafios devido a eventos climáticos extremos associados às mudanças climáticas.
As chuvas irregulares e a falta de umidade no solo estão dificultando o plantio, gerando incertezas sobre a produtividade da safra.
Embora algumas regiões tenham avançado lentamente com a semeadura, a maioria dos agricultores aguarda melhores condições climáticas para iniciar o trabalho.
Além dos impactos diretos na agricultura, a situação reflete um cenário mais amplo de desequilíbrio climático no Brasil.
Essa situação já afeta a segurança hídrica e pode comprometer setores essenciais para o desenvolvimento econômico do país.
Assim, a adaptação e ainovação nas práticas agrícolas tornam-se cada vez mais fundamentais para garantir uma boa produção de soja.
Figura 3 – Impactos nas vidas humanas e na biodiversidade do planeta. (Fonte: InfoEscola, 2024).
Produção agrícola em Mato Grosso
A produção agrícola em Mato Grosso, especialmente o plantio de soja, enfrenta desafios devido às condições climáticas, com chuvas irregulares e falta de umidade no solo.
Este ano, a situação se repete, dificultando o avanço da semeadura. Especialistas alertam que a umidade é fundamental para a germinação adequada das sementes.
Na médio-norte, 0,55% da área destinada à soja já foi plantada, enquanto a sudeste registra 0,37%.
Apesar desses avanços, muitas regiões esperam por melhores condições climáticas, gerando preocupação entre os agricultores quanto ao cumprimento do calendário de plantio e colheita, essencial para não comprometer a segunda safra de milho.
É importante ressaltar que o clima da região é composto por uma estação chuvosa bem definida e uma seca, dita o ritmo da agricultura local. A janela de plantio costuma ser uma das primeiras a se abrir no país, frequentemente em setembro, aproveitando as primeiras chuvas.
Os solos do Cerrado, predominantes no estado, exigem manejo específico, como a correção da acidez e a atenção à fertilidade, especialmente com fósforo e potássio.
O uso intensivo da terra, muitas vezes com a safrinha de milho ou algodão após a soja, demanda um planejamento nutricional ainda mais cuidadoso para evitar o esgotamento do solo.
Além disso, desafios como a pressão de pragas, doenças, e a necessidade de cultivares adaptadas a altas temperaturas, são importantes para os preparativos para o plantio de soja 2025.
A tecnologia, incluindo agricultura de precisão e biotecnologia, desempenha um papel importante na superação desses desafios regionais.
Arrendamento de Terra: Uma Opção Viável?
Expandir a área de cultivo ou iniciar na atividade agrícola nem sempre requer a compra de terras. O arrendamento ruralé uma alternativa comum e viável para muitos produtores.
Basicamente, trata-se de um “aluguel” da terra, onde o arrendatário (quem planta) paga um valor pré-determinado (em dinheiro ou produto) ao arrendador (dono da terra) pelo direito de uso por um período específico.
Para o arrendatário, as vantagens incluem a possibilidade de aumentar a escala de produção sem o alto investimento inicial da compra de terras, diluindo custos fixos com maquinário e mão de obra.
Permite também testar a viabilidade da cultura em uma nova área antes de um compromisso financeiro maior.
Por outro lado, o arrendatário não se beneficia da valorização do imóvel e pode ter menos autonomia para investimentos de longo prazo na terra.
Para o arrendador, o arrendamento garante uma renda da terra sem a necessidade de envolvimento direto na produção e seus riscos. É fundamental que o contrato de arrendamento seja bem elaborado, especificando claramente:
Duração: O prazo do contrato;
Valor e Forma de Pagamento: Quantidade fixa, percentual da produção e etc.;
Responsabilidades: Quem arca com custos de manutenção, impostos (como o ITR);
Condições de Uso: Práticas de manejo permitidas ou exigidas (ex: plantio direto).
Avaliar os custos, os riscos e as cláusulas contratuais são determinantes para entender se o arrendamento é a melhor estratégia para viabilizar ou expandir o plantio de soja 2025.
Como garantir o sucesso do plantio de soja?
Para garantir o sucesso do plantio de soja, é recomendado adotar algumas estratégias, especialmente em um ano desafiador como 2024. Aqui estão algumas dicas:
Escolha de cultivares adequadas: Opte por variedades de soja que sejam adaptadas às condições climáticas locais para aumentar a resistência da lavoura.
Práticas de manejo sustentável: Implementar técnicas de manejo que promovam a resiliência das plantas, como rotação de culturas e o manejo adequado do solo.
Monitoramento contínuo: Acompanhar as condições climáticas e as previsões meteorológicas para mitigar riscos, como irrigação em períodos de seca ou drenagem em caso de excesso de chuvas.
Estratégias de irrigação e drenagem: Ambas as práticas ajudam a enfrentar a variabilidade climática, garantindo um solo saudável para o cultivo.
Uso de tecnologia: Utilizar softwares de gestão agrícola, como o Aegro, auxilia na tomada de decisões, facilitando o acompanhamento das condições da lavoura, a gestão de insumos e a análise de dados climáticos.
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Não há uma data única. Ela varia conforme a região e o município, sendo definida pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) e pelas condições climáticas locais. Geralmente, a janela se inicia entre setembro e outubro na maioria das regiões, após o vazio sanitário. Consulte o ZARC 2025 para sua localidade.
Plantar fora da janela recomendada aumenta os riscos climáticos (falta ou excesso de chuva), a incidência de pragas e doenças (quebrando ciclos de controle), pode resultar em menor desenvolvimento das plantas e, consequentemente, em menor produtividade e rentabilidade. Além disso, pode haver restrições de crédito e seguro rural.
Depende dos objetivos e perfil de risco das partes. No arrendamento, o arrendatário assume todo o risco da produção e paga um valor fixo (ou pré-definido) ao dono da terra. Na parceria, os riscos e os lucros (ou prejuízos) da atividade são compartilhados entre o parceiro-outorgante (dono da terra) e o parceiro-outorgado (quem produz), conforme percentuais definidos em contrato.
Tecnologias como GPS em máquinas (piloto automático, taxa variável), drones para monitoramento, sensores de campo, softwares de gestão agrícola (como o Aegro), biotecnologia (sementes geneticamente modificadas resistentes a herbicidas e/ou pragas) e agricultura de precisão como um todo são cada vez mais importantes para otimizar o uso de insumos, reduzir custos e aumentar a produtividade.
Os alimentos transgênicos são cultivados em mais de 70 países e representando uma parcela significativa da produção agrícola global.
No Brasil, segundo maior produtor de transgênicos do mundo, essas culturas cobrem milhões de hectares e impulsionam o setor agrícola, garantindo produtividade e competitividade no mercado internacional.
Segundo dados do Ministério da Saúde, a regulamentação e fiscalização desses alimentos são rigorosas, com testes que avaliam sua segurança antes da comercialização.
Apesar dos avanços tecnológicos e dos benefícios produtivos, os transgênicos ainda geram debates.
Questões como os impactos na biodiversidade, a dependência de sementes patenteadas e os riscos econômicos para pequenos produtores são amplamente discutidos.
Além disso, na segurança alimentar divide opiniões, pois enquanto alguns defendem que essas culturas são essenciais para combater a fome, outros argumentam que a desigualdade na distribuição de alimentos é o verdadeiro problema.
O que são alimentos transgênicos?
Os alimentos transgênicos são aqueles que passaram por modificações genéticas em laboratório com a introdução de genes de outros organismos.
Essas alterações conferem características específicas, como resistência a pragas, tolerância a herbicidase maior valor nutricional.
A modificação do alimento é feita inserindo genes de outras espécies (bactérias, vírus ou mesmo outras plantas) no DNA do organismo original.
Um exemplo comum é a soja transgênica, modificada para resistir a herbicidas, permitindo um controle melhor de plantas daninhas sem prejudicar a cultura. Outro exemplo é o milho Bt, que contém um gene de bactéria que o torna resistente a algumas pragas.
Figura 1. Produção de alimentos transgênicos. Créditos: UOL (2023).
Como são produzidos os alimentos transgênicos?
A produção de transgênicos envolve técnicas de engenharia genética que permitem a inserção de genes específicos em plantas e microrganismos. O processo costuma incluir:
Identificação do gene de interesse: Seleção de características desejadas, como resistência a doenças;
Transferência do gene: Inserção do material genético na planta, por meio de vetores biológicos ou técnicas como biobalística;
Multiplicação das células modificadas: Desenvolvimento de novas plantas a partir das células modificadas;
Testes e regulamentação: Avaliação da segurança alimentar e ambiental antes da comercialização.
Alimentos transgênicos no mundo e no Brasil
Os transgênicos são cultivados em mais de 70 países. O Brasil é o segundo maior produtor mundial, atrás apenas dos Estados Unidos.
No país, as culturas geneticamente modificadas mais comuns incluem:
Soja transgênica: Principal produto agrícola exportado pelo Brasil.
Milho transgênico: Cultivado para ração animal e produção de alimentos industrializados.
Algodão transgênico: Além da fibra têxtil, a semente é usada na fabricação de óleo comestível.
Cana-de-açúcar transgênica: Modificada para resistir a pragas e melhorar a produtividade.
Alimentos transgênicos fazem mal?
Estudos conduzidos por organizações como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) indicam que os alimentos transgênicos comercializados são seguros para o consumo humano.
A ingestão de DNA modificado não representa risco, pois o material genético é degradado no processo digestivo, assim como acontece com alimentos convencionais.
Segurança alimentar e os alimentos transgênicos
A segurança alimentar envolve dois aspectos principais: food safety, relacionado à ausência de contaminantes químicos, biológicos ou físicos nos alimentos, e food security, que trata da garantia de acesso à alimentação adequada.
Os transgênicos são frequentemente mencionados como uma solução para o problema da fome global, pois permitem maior produtividade e resistência das lavouras.
No entanto, alguns especialistas argumentam que o problema da fome está mais ligado à desigualdade na distribuição dos alimentos e ao poder aquisitivo das populações vulneráveis do que à produção em si.
Além disso, as modificações genéticas podem trazer benefícios como o Arroz Dourado, enriquecido com vitamina A para reduzir a deficiência nutricional em países subdesenvolvidos.
No entanto, há questionamentos sobre a dependência de grandes corporações e os impactos ambientais da disseminação dessas culturas.
Figura 2. Produção nacional de soja transgênica. Créditos: UOL (2023).
Vantagens e desvantagens dos alimentos transgênicos
Os alimentos transgênicos fazem parte da alimentação global há décadas. Segundo o ISAAA (Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicações de Agrobiotecnologia), mais de 190 milhões de hectares de lavouras geneticamente modificadas foram cultivados em 29 países em 2022.
No Brasil, por exemplo, mais de 90% da soja e do milhocultivados são transgênicos. Com isso, surgem debates sobre o quanto esses alimentos contribuem para a saúde, o meio ambiente e a economia.
Abaixo separamos algumas das principais vantagens e desvantagens dos alimentos transgênicos. Confira:
Vantagensdos alimentos transgênicos
Maior resistência a pragas e doenças, reduzindo o uso de pesticidas;
Aumento da produtividade agrícola;
Melhoria na qualidade nutricional de alguns alimentos;
Possibilidade de cultivo em condições adversas, como solos ácidos e regiões de seca;
Redução do custo final dos alimentos.
Desvantagens dos alimentos transgênicos
Possível impacto ambiental, como a polinização cruzada com espécies não modificadas;
Dependência de grandes empresas para aquisição de sementes;
Desenvolvimento de pragas e ervas daninhas mais resistentes a herbicidas;
Questões éticas e socioeconômicas envolvendo o monopólio de grandes corporações.
Segurança e regulamentação dos transgênicos
Os alimentos transgênicos passam por rigorosos testes antes de serem liberados para consumo.
No Brasil, a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) avalia a segurança dos OGMs e aprova sua comercialização apenas quando há equivalência substancial com produtos convencionais.
A regulamentação segue padrões internacionais estabelecidos por órgãos como a OCDE, FAO e OMS.
Além disso, a legislação brasileira exige que produtos contendo transgênicos sejam identificados com um triângulo amarelo com a letra “T”, garantindo ao consumidor o direito de escolha.
Qual o impacto dos alimentos transgênicos na economia rural e na agricultura familiar?
A adoção de transgênicos transformou a produtividade agrícola global, aumentando a produção e reduzindo perdas causadas por pragas e doenças.
Mesmo gerando um bom rendimento, seus efeitos na economia rural e na agricultura familiar são complexos e dependem de diversos fatores, como o custo das sementes, o acesso a tecnologia e a estrutura de mercado local.
Para pequenos produtores, os transgênicos aumentam a eficiência e reduzem o uso de defensivos, tornando a lavoura mais rentável, diminuindo custos.
Por outro lado, o alto custo das sementes transgênicas e contratos de uso restritivos, pode dificultar o acesso dos pequenos produtores a essas tecnologias.
Além disso, a concentração do mercado de biotecnologia nas mãos de poucas empresas levanta preocupações sobre a autonomia dos agricultores e a diversidade agrícola.
Já na agricultura familiar, o impacto econômico dos transgênicos varia conforme o contexto regional.
Em países com apoio técnico e acesso acrédito rural, é possível se beneficiar da tecnologia. Já em regiões com menor suporte, a adoção pode ser mais difícil, ampliando a desigualdade no setor agrícola.
A nota fiscal de devolução para produtor rural é responsável por registrar a devolução de mercadorias compradas ou vendidas.
O seu uso garante que o fluxo de entradas e saídas estejam correto, tanto no controle interno quanto junto ao Fisco.
A nota de devolução ainda pode ser necessária para recuperar créditos tributários, corrigir erros de faturamento ou atender a exigências contratuais entre compradores e fornecedores. Confira mais informações:
O que é a Nota Fiscal de Devolução?
A nota fiscal de devolução para produtor rural registra, de forma oficial, a devolução de mercadorias que já haviam sido compradas ou vendidas.
Esse tipo de NF-e pode ser emitida tanto quando você devolve um produto para um fornecedor, quanto quando o seu cliente devolve algo que comprou de você.
Essas situações são mais comuns do que parecem no dia a dia da fazenda: como quando o pedido vem errado, com defeito, ou se a negociação foi cancelada por alguma razão.
Sem a nota de devolução, não há como comprovar que a operação foi anulada ou corrigida, o que pode gerar problemas nocontrole de estoque, nas finanças e principalmente na hora de prestar contas ao Fisco.
Emitindo a nota corretamente, você garante que o estoque será ajustado, que os impostos não serão cobrados indevidamente e que a contabilidade da propriedade ficará em ordem.
Mais do que um simples papel, essa nota protege você de multas, evita retrabalho na contabilidade e mantendo a transparência de todas as operações da fazenda.
Em alguns casos, essa nota ajuda a aproveitar créditos de ICMS (quando aplicável), ajustar lançamentos no livro caixa do produtor rural e manter um histórico confiável de movimentações.
Ou seja, mesmo que pareça um detalhe, a nota fiscal de devolução produtor rural é uma peça importante na sua rotina de gestão.
Qual o prazo para Emitir Nota Fiscal de devolução?
O prazo para emissão da nota fiscal de devolução não é fixado pela legislação federal, mas o ideal é emitir o quanto antes, assim que a devolução for identificada.
Em devoluções comerciais, o recomendado é emitir dentro do mês da operação. Já para devoluções com ICMS destacado, o ideal é emitir antes da apuração do imposto, para garantir a correta compensação.
Em algumas situações, o prazo pode ser determinado por regras estaduais. Por isso, é importante consultar a legislação local ou a SEFAZ do seu estado.
Quem deve emitir a Nota Fiscal de Devolução?
Quem deve emitir a nota fiscal de devoluçãopara produtor rural é a pessoa que está devolvendo o produto. Ou seja, se você comprou 3 litros de glifosato e quer devolver 1 litro, é você quem deve emitir a nota. Da mesma forma:
Se o produtor rural comprou e vai devolver, ele deve emitir a nota fiscal de devolução;
Se o cliente está devolvendo a mercadoria, é o cliente quem emite a nota;
Se for pessoa física, o produtor rural pode precisar emitir uma nota de entrada referente à devolução.
Essa emissão também serve para ajustar os impostos que foram pagos na operação original e garantir a correta escrituração fiscal.
Qual o CFOP de Devolução de Mercadoria?
Dentro da emissão da nota fiscal de devolução para produtor rural, também é necessário o uso do CFOP (Código Fiscal de Operações e Prestações), para identificar a natureza da operação. No caso da devolução, você deve utilizar:
5201 – Devolução de compra para industrialização ou produção rural (operações internas);
6201 – Devolução de compra para industrialização ou produção rural (operações interestaduais).
Esses são os mais comuns para produtores rurais, mas pode variar dependendo da origem da mercadoria e da operação. Sempre que possível, confira com o seu contato para não ter erro.
Como Destacar o ICMS na Nota Fiscal de Devolução?
Caso o ICMS tenha sido destacado na nota original, é possível destacar também na nota fiscal de devolução para produtor rural para fins de crédito tributário. Mas atenção:
O valor do ICMS deve ser idêntico ao da nota original;
É preciso indicar no campo “informações complementares” a nota fiscal que está sendo devolvida;
Apenas quem tem direito a crédito de ICMSpode utilizar esse destaque.
É importante verificar as regras estaduais, já que a legislação do ICMS pode variar conforme o estado, e você pode precisar de uma orientação contábil específica para evitar erros na apuração do crédito.
Para produtores que operam em regime de isenção ou com substituição tributária, o ICMS pode não ser aplicável, já que nessas situações o imposto já foi antecipado ou não é devido.
Quando houver esse tipo de situação, a devolução pode não gerar direito ao crédito tributário, sendo necessário analisar a operação com base na legislação local e o tipo de regime tributário adotado.
Como preencher a nota de devolução para produtor rural?
Para preencher uma nota de devoluçãode mercadorias, é preciso reunir algumas informações principais, segundo as orientações da Receita Federal e as regras estaduais. Confira:
Identificação do Emitente: Nome, CNPJ e endereço do produtor rural (quem está emitindo a nota de devolução);
Identificação do Destinatário: Nome, CNPJ e endereço da empresa ou pessoa para a qual a devolução está sendo feita;
Natureza da Operação: A natureza da operação deve ser “Devolução de mercadoria” ou similar, de acordo com o estado e o tipo de mercadoria devolvida;
CFOP: Para devolução de mercadorias adquiridas para comercialização, o CFOP utilizado é normalmente 5.101 ou 6.101;
Itens da Nota: Informar todos os produtos devolvidos, com a descrição detalhada, o código de barras, a quantidade e o valor de cada item;
ICMS: Indique a base de cálculo e o valor do imposto devido sobre a devolução. Em alguns estados, há isenção do ICMS nas devoluções;
Informações Adicionais: Se for uma devolução parcial, mencione a quantidade devolvida. Caso o esteja utilizando documentação eletrônica (como a NF-e), o processo deve ser feito pelo sistema autorizado, e a devolução é registrada eletronicamente.
Data de Emissão e Número da Nota: A data de emissão da nota de devolução deve ser informada, além do número da nota fiscal anterior (aquela que está sendo devolvida) se necessário.
Motivo da Devolução: É importante que o motivo da devolução esteja bem especificado, como “mercadoria danificada”, “erro no pedido” ou outro motivo específico da devolução.
Assinatura: A assinatura do responsável pelo preenchimento e o seu cargo devem constar na nota, se necessário.
Se for um produto agrícola (por exemplo, sementes ou defensivos), as informações específicas da Nota Fiscal de Produtor Rural também devem ser preenchidas de acordo com a legislação estadual vigente.
Como cancelar uma Nota Fiscal de Devolução fora do prazo?
Se você passou do prazo legal de cancelamento (normalmente 24 horas após a autorização), não será possível cancelar diretamente. Neste caso, será necessário:
Emitir uma nova nota fiscal de devolução, com referência à anterior;
Informar no campo “informações complementares” que a nova nota anula a anterior;
Ajustar os registros contábeis e fiscais para não haver duplicidade.
Se estiver em dúvida, sempre vale conversar com um contador para garantir que está tudo certo com os livros fiscais.
No caso da emissão da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) de devolução isso não é diferente. O processo é simplificado e permite que você gerencie as suas operações fiscais com eficiência. Com isso, para emitir NFD-e, é necessário:
Acesse o módulo de notas fiscais no Aegro;
Criar uma nova NF-e e selecione o tipo “Devolução de Mercadoria”;
Informar os dados da nota original (chave de acesso);
Preencher os dados do destinatário e os itens a serem devolvidos;
Escolher o CFOP correto para devolução;
Validar e enviar a nota para a SEFAZ.
É importante anexar a chave de acesso da nota fiscal original para que a operação seja devidamente vinculada.
Caso você queira saber mais detalhes sobre o Aegro e a emissão de Nota de Devolução pelo software, clique no banner a seguir:
A relação entre os produtores rurais e as cooperativas agrícolas é um dos pilares para o sucesso do agronegócio no Brasil.
Por isso, a troca de mercadorias, insumos e serviços entre essas partes precisa estar devidamente formalizada para garantir a regularidade fiscal e o acesso a benefícios tributários.
Nesse contexto, a emissão da nota fiscal para cooperativas se torna importante para a organização financeira e para a conformidade com as obrigações fiscais.
Muitos produtores rurais têm dúvidas sobre como emitir a nota fiscal para cooperativas, quais tributos devem ser recolhidos e os benefícios fiscais envolvidos.
Como funciona uma Nota Fiscal para Cooperativa?
A nota fiscal para cooperativa é o documento que formaliza a comercialização de produtos e serviços entre o produtor rural e a cooperativa agrícola.
Quando o produtor entrega sua produção para a cooperativa, é necessário emitir uma nota fiscalque comprove a transação e detalhe as informações sobre o produto, como quantidade, valor e tributos envolvidos.
Exemplo de situações que exigem a emissão da nota fiscal para cooperativa:
Venda de grãos (soja, milho e trigo) para a cooperativa;
Serviços prestados pela cooperativa, como armazenamento, transporte ou beneficiamento da produção.
O produtor rural pode emitir a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) ou a Nota Fiscal do Produtor (NFP-e), dependendo das exigências fiscais da Secretaria da Fazenda do estado.
O documento deve ser preenchido corretamente, incluindo o CFOP (Código Fiscal de Operações e Prestações) adequado, para garantir que a tributação seja calculada de forma precisa.
Quais tributos colocar na Nota Fiscal para Cooperativa?
A tributação das operações entre produtores rurais e cooperativas pode variar conforme o tipo de produto e o regime tributário adotado por ambos. Os principais tributos envolvidos são:
ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços): Incide sobre a comercialização de mercadorias e pode variar de acordo com o estado e o tipo de produto. Em algumas operações, a cooperativa pode ter direito a isenção ou diferimento;
PIS/COFINS: Incide sobre o faturamento da operação. Produtores rurais pessoa física que operam sob o regime de apuração cumulativa geralmente estão isentos, mas cooperativas que operam sob o regime nãocumulativo devem recolher o tributo.
FUNRURAL: A contribuição ao FUNRURAL é devida pelo produtor rural pessoa física sobre o valor bruto da comercialização. A alíquota atual é de 1,5% para a Previdência Social e 0,2% para o SENAR.
Exemplo de cálculo de tributos de venda de soja para cooperativa:
Valor da venda: R$ 100.000,00
ICMS: 7% → R$ 7.000,00
FUNRURAL: 1,5% → R$ 1.500,00
SENAR: 0,2% → R$ 200,00
Total de tributos: R$ 8.700,00
Como Emitir Nota Fiscal para Cooperativa?
A emissão da nota fiscal para cooperativa é feita de forma semelhante à emissão de qualquer outra NF-e ou NFP-e. Para emitir o documento, o produtor rural deve seguir os seguintes passos:
Acessar o sistema emissor da Secretaria da Fazenda – A maioria dos estados oferece um portal para emissão de notas fiscais;
Preencher os dados da operação – Informar o CNPJ da cooperativa, os produtos ou serviços envolvidos, a quantidade e o valor;
Definir o CFOP correto – As operações com cooperativas podem terCFOPsespecíficos, que variam conforme o estado e o tipo de operação (compra, venda ou prestação de serviço);
Calcular os tributos – Informar os valores de ICMS, PIS/COFINS e outros tributos aplicáveis;
Emitir e transmitir a nota – Após revisar todas as informações, a nota deve ser transmitida para a Secretaria da Fazenda para validação.
Exemplo de CFOP para transações com cooperativas:
5102 – Venda de produção própria para cooperativa dentro do estado;
6102 – Venda de produção própria para cooperativa em outro estado;
6949 – Outras saídas de mercadorias ou prestações de serviço para cooperativas.
O uso de softwares de gestão rural, como o Aegro, facilita o preenchimento e o cálculo dos tributos, reduzindo o risco de erros e garantindo que a nota fiscal seja emitida de maneira rápida e precisa.
Benefícios fiscais para Cooperativas
As cooperativas agrícolas contam com alguns benefícios fiscais específicos que ajudam a reduzir a carga tributária e facilitam o acesso ao crédito rural. Os principais benefícios incluem:
Isenção de PIS/COFINS: Nas operações entre cooperativas e associados, muitas transações são isentas de PIS/COFINS, desde que os produtos estejam vinculados à atividade rural.
Diferimento de ICMS: Alguns estados permitem o diferimento do ICMS em operações com produtos agropecuários, postergando o recolhimento do imposto para o momento da venda ao consumidor final;
Crédito presumido de ICMS: Cooperativas podem se beneficiar de crédito presumido para compensar o valor pago de ICMS nas operações de compra e venda;
Tratamento diferenciado na Contribuição Previdenciária: Cooperativas podem aplicar alíquotas diferenciadas para o FUNRURAL, dependendo do tipo de operação e do regime tributário adotado.
Esses benefícios tornam o modelo de cooperativa ainda mais atrativo para o produtor rural, permitindo maior competitividade no mercado.
Se houver erro na emissão da nota fiscal para cooperativa, o cancelamento pode ser feito diretamente no sistema da Secretaria da Fazenda. Para isso, o produtor deve:
Acessar o sistema emissor;
Localizar a nota emitida incorretamente;
Solicitar o cancelamento;
Justificar o motivo do cancelamento (exemplo: erro no valor ou no CFOP);
Confirmar o cancelamento antes do prazo máximo estabelecido pelo estado (geralmente 24 horas).
Após o cancelamento, é preciso emitir uma nova nota fiscal com os dados corretos para garantir que a operação esteja regularizada.
Se você ainda tem dúvidas sobre como emitir notas fiscais para cooperativas ou como funciona a tributação, agora é o momento de se organizar.
A emissão correta é mais do que uma obrigação — é uma estratégia para fortalecer a gestão rurale o crescimento sustentável da sua propriedade.