About Mariana Rezende

Sou formada em economia e mestre em Economia Aplicada pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Atualmente sou doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Economia e graduanda de Ciências Contábeis na mesma instituição.

ITR 2025: Veja como fazer declaração, prazos e multas

ITR 2025: o que é, prazos, valores, como fazer sua declaração. Saiba tudo sobre esse imposto federal.

O ITR (Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural) é um tributo anual que deve ser pago por todos os proprietários de terras, incluindo titular ou possuidor do título. O pagamento desse imposto é essencial para se ter acesso às linhas de crédito e ao seguro rural

O valor a ser pago está diretamente relacionado à atividade desenvolvida e ao tamanho do estabelecimento rural. Dessa forma, quanto mais você investe em sua propriedade, menor é o valor pago pelo tributo.

Neste artigo, vamos explicar tudo sobre o ITR 2025, o que é, prazos e valores. Boa leitura!

ITR 2025: o que é o imposto e para que serve?

O ITR 2025 é um imposto federal para pessoas físicas ou jurídicas proprietárias de estabelecimentos rurais, que funciona como um regulador estatal sobre áreas improdutivas.

Quanto maior o investimento na propriedade, menor o valor do ITR e mais regressivas são as alíquotas. 

Sendo assim, propriedades ociosas podem pagar um percentual maior do que outras propriedades de mesmo tamanho, mas que são altamente produtivas.

O ITR deve ser declarado todo ano junto à Receita Federal, dentro do prazo estabelecido, que ainda não foi divulgado.

Quem precisa declarar o ITR 2025?

De acordo com a Instrução Normativa (IN) da Receita Federal Nº 2151 de 10/07/2023, está obrigado a pagar o ITR referente ao exercício de 2025:

  • Proprietários de Imóveis Rurais: Qualquer pessoa física ou jurídica que possua propriedade rural registrada em seu nome.
  • Titulares do Domínio Útil: Quem detém o direito de usufruto ou exploração econômica do imóvel rural.
  • Possuidores a Qualquer Título: Inclui quem ocupa ou utiliza o imóvel rural, mesmo sem ser proprietário (como arrendatários ou posseiros).
  • Imóveis Isentos ou Imunes: Mesmo quem está isento do pagamento (ex.: áreas menores que 30 hectares exploradas por agricultores familiares ou imóveis em área de preservação permanente) precisa declarar para manter o cadastro atualizado.

Quem possui imóvel rural com área menor que o limite para isenção e que seja explorado exclusivamente como pequena propriedade familiar, está dispensado da declaração,  conforme definido na legislação.

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Quem não precisa pagar ITR?

Os arrendatários, comodatários e parceiros não são responsáveis pelo pagamento do ITR, pois essa obrigação recai sobre o proprietário, titular do domínio útil ou possuidor a qualquer título.

A Receita Federal isenta do pagamento do ITR os donos de propriedades rurais que atendam a critérios de área e uso. A isenção de pagamento é válida para os seguintes casos:

  1. Imóveis rurais com até 30 hectares (ha), desde que sejam explorados como pequena propriedade rural por agricultores familiares e o proprietário não possua outro imóvel rural ou urbano.
  2. Imóveis rurais com até 50 hectares localizados na Amazônia Oriental ou no Polígono das Secas, explorados sob as mesmas condições citadas acima.
  3. Imóveis rurais com até 100 hectares, localizados no Pantanal ou na Amazônia Ocidental, explorados por agricultores familiares.
  4. Imóveis de domínio público ou de interesse social, incluindo:
    • Áreas pertencentes ao Governo Federal;
    • Assentamentos de reforma agrária;
    • Territórios de comunidades quilombolas;
    • Áreas de Organizações Não Governamentais (ONGs) e partidos políticos, quando utilizadas para fins institucionais, sem fins lucrativos.

A isenção do pagamento do imposto por alguns proprietários de estabelecimentos rurais não exclui a obrigação de fazer a declaração do ITR.

A declaração ITR é fundamental para garantir a posse do imóvel e estar regularizado junto à Receita Federal. O documento ainda é essencial para o produtor ter acesso ao Plano Safra, Seguro Rural e outros tipos de crédito rural.

Quando começa a Declaração do ITR 2025?

O período para a Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR) referente ao exercício de 2025 ainda não foi oficialmente divulgado pela Receita Federal. 

Historicamente, o prazo para a entrega da DITR tem início em meados de agosto e se estende até o final de setembro. Por exemplo, em 2024, o prazo começou em 12 de agosto e terminou em 30 de setembro. 

É recomendável que os proprietários de imóveis rurais fiquem atentos às publicações oficiais da Receita Federal para obter informações atualizadas sobre os prazos e procedimentos para a declaração do ITR 2025.

Documentos necessários para declarar o ITR 2025

Para declarar o ITR 2025, é preciso apresentar os seguintes documentos:

  • Ato Declaratório Ambiental (ADA): Caso o imóvel possua áreas não tributáveis (como reservas legais ou áreas de preservação permanente), é necessário entregar o ADA ao Ibama para comprovação.
  • Documento de Informação e Atualização Cadastral (DIAC): Contém as informações cadastrais de cada imóvel rural e de seu titular.
  • Documento de Informação e Apuração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DIAT):
    Contém as informações necessárias para a apuração do valor do imposto devido para cada imóvel rural.

Como consultar o ITR 2025?

Todos os procedimentos da Receita Federal são feitos totalmente de forma virtual. Para fazer a Declaração do ITR, é preciso baixar o programa no site da Receita Federal

Tenha todas as documentações já separadas em uma pasta em seu computador para não perder tempo. 

“Após emitir a declaração é possível acompanhar o processamento da declaração de IR e verificar a situação da entrega. Se a declaração estiver retida na malha, consulte as inconsistências e, se for o caso, retifique as informações enviando uma nova declaração retificadora.

Qual o valor do ITR 2025?

O valor do ITR 2025 é calculado com base no Valor da Terra Nua Tributável (VTNT) e na alíquota correspondente, que varia conforme o tamanho da propriedade e seu grau de utilização.

Fórmula Básica do Cálculo: ITR = VTNT × Alíquota

Componentes do Cálculo:

  1. Valor da Terra Nua Tributável (VTNT):
    • Corresponde ao valor de mercado da terra sem quaisquer benfeitorias, culturas ou florestas plantadas.
    • São excluídas do cálculo áreas de preservação permanente, reserva legal e outras protegidas por legislação ambiental.
  2. Alíquota:
    • Determina o percentual aplicado sobre o VTNT para calcular o imposto devido.
    • As alíquotas variam conforme o tamanho da propriedade e seu grau de utilização, conforme demonstrado na tabela abaixo:

Tabela de Alíquotas do ITR:

Tamanho da Propriedade (em hectares)Grau de Utilização (%)Alíquota (%)
Até 5080% ou mais0,03
Até 50Menos de 30%1,00
Mais de 5.00080% ou mais0,45
Mais de 5.000Menos de 30%20,00

Nota: O grau de utilização é calculado pela relação entre a área efetivamente utilizada e a área aproveitável do imóvel.

Exemplo de Cálculo:

  • Propriedade: 100 hectares
  • VTNT: R$ 1.000.000,00
  • Grau de Utilização: 50%
  • Alíquota Aplicável: 0,30%

Cálculo: ITR = R$ 1.000.000,00 × 0,30% = R$ 3.000,00

É importante ressaltar que, conforme a Lei nº 14.932/2024, o Cadastro Ambiental Rural (CAR) pode ser utilizado para apurar a área tributável das propriedades rurais, auxiliando no cálculo do ITR.

Como pagar a declaração ITR 2025?

Após finalizar a declaração ITR, é gerado um Darf (Documento de Arrecadação de Receitas Federais), que pode ser pago por meio do código de barras pelo aplicativo do banco ou em uma agência. 

A Receita também autoriza que metade da dívida seja paga por meio do Título da Dívida Agrária Escritural (TDA) em instituição financeira que seja autorizada.

Retificação da declaração ITR 2025

Depois de feita e emitida a declaração, você pode pedir uma retificação, caso tenha deixado passar algo ou tenha errado alguma informação.

Para fazer a retificação, basta acessar o sistema com seus dados, incluir ou excluir as informações. Essa retificação pode interferir no valor final a ser pago do ITR.

Para não gerar multa, esse procedimento deve ser feito dentro do prazo para não gerar multa, já que a última versão é a que será considerada como válida pela Receita.

Como gerar nota fiscal eletrônica produtor rural?

A nota fiscal eletrônica (NF-e) é indispensável para o produtor rural que deseja manter suas operações regularizadas e transparentes. Mais do que uma obrigação fiscal, esta é uma ferramenta obrigatória para organizar as finanças, conquistar novos mercados e evitar problemas com o fisco.

Se você ainda tem dúvidas sobre como gerar nota fiscal eletrônica de produtor rural, este guia é para você.

Vamos explicar o que é necessário para começar, quais documentos você precisa, o passo a passo para a emissão e como o Aegro simplifica todo o processo.

O que é necessário para gerar nota fiscal eletrônica produtor rural?

Antes de gerar nota fiscal eletrônica produtor rural, é importante estar com a documentação e as ferramentas certas em mãos. Veja o que você vai precisar:

  1. Cadastro de Produtor Rural: Certifique-se de estar registrado na Secretaria da Fazenda do seu estado. Esse cadastro é obrigatório para emitir NF-e;
  2. Certificado Digital A1: É a assinatura eletrônica que valida juridicamente a nota fiscal. O modelo A1 é o mais recomendado por ser armazenado no computador, oferecendo praticidade e segurança;
  3. Sistema emissor de notas: Você precisará de um software para gerar as notas.

Uma boa opção de emissor, especialmente para não quer gastar, é o emissor de notas fiscais Aegro, Além de ser grátis, é muito simples de usar, está disponível para celular e é voltado para produtores rurais. Clique no botão para saber mais!

Quem deve emitir a NF-e produtor rural?

A nota fiscal de produtor rural pode ser emitida tanto por produtores pessoa física quanto pessoa jurídica, sempre que realizar transações comerciais que envolvam suas mercadorias.

Pequenos produtores rurais, com faturamento de até R$ 200 mil não serão obrigados a emitir a NF-e até 1º de maio de 2024. A partir desta data, todos os produtores, inclusive os pequenos, serão obrigados a realizar a emissão da nota fiscal eletrônica.

Benefícios de gerar nota fiscal eletrônica produtor rural

Gerar a nota fiscal eletrônica produtor rural ajuda na regularidade fiscal, que mantém o produtor em dia com as obrigações legais, além da Transparência nas operações, que facilita auditorias e negociações.

A conformidade com a NF-e possibilita outros benefícios direto a propriedade rural, como:

  • Flexibilidade de localização: a NF-e pode ser emitida de qualquer computador, em qualquer município, estado ou país;
  • Maior controle das operações;
  • Redução de erros nos registros das operações;
  • Fim da exigência da necessidade de ir pessoalmente à prefeitura para retirar e devolver os talões de nota fiscal;
  • Aprovação das notas fiscais em fins de semana e feriados.

Passo a Passo de como gerar Nota Fiscal Eletrônica Produtor Rural

Emitir uma NF-e pode parecer complicado no início, mas seguindo este passo a passo você verá que o processo é mais simples do que parece. Abaixo você confere mais detalhes:

1. Certifique-se de ter o certificado digital ativo

O certificado digital A1 serve para validar sua nota. Se ainda não tiver um, recomendamos que adquira um com autoridade certificadora e que instale no computador que será usado para emitir as NF-e.

2. Escolha um sistema emissor

Você pode optar por sistemas pagos ou gratuitos. O emissor de notas fiscais Aegro, por exemplo, é gratuito e foi desenvolvido pensando nas necessidades do produtor rural.

3. Acesse o sistema e preencha os dados do emissor

No sistema escolhido, insira as informações da propriedade rural, como CNPJ ou CPF, endereço e dados do cadastro de produtor rural.

4. Preencha as informações do destinatário

Adicione os dados do cliente ou destinatário da mercadoria, incluindo CPF/CNPJ, endereço e informações de contato.

5. Descreva a operação

Detalhe o tipo de operação que está realizando, como venda, transferência ou exportação. Informe a natureza da operação, o CFOP (Código Fiscal de Operações e Prestações) e o local de saída e entrega das mercadorias.

6. Liste os produtos

Insira os itens que estão sendo comercializados. Para cada produto, adicione:

  • Nome ou descrição;
  • Unidade de medida;
  • Quantidade;
  • Valor unitário e total;
  • Informações fiscais, como alíquota de ICMS, quando aplicável.

7. Gere e valide a nota

Após preencher todos os dados, revise as informações com cuidado. Em seguida, valide e envie a nota para a Secretaria da Fazenda por meio do sistema.

8. Armazene e envie ao cliente

A nota fiscal eletrônica será gerada em formato XML. Guarde o arquivo e envie uma cópia para o cliente, acompanhada do DANFE (Documento Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica).

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Por que o Certificado Digital A1 é tão importante?

O Certificado Digital A1 é uma assinatura eletrônica que garante a autenticidade e validade jurídica das notas fiscais.

O documento funciona como um arquivo digital que autentica pessoas físicas, jurídicas ou sistemas em transações eletrônicas. Além de ser essencial para o envio de NF-e à Secretaria da Fazenda, ele oferece diversas vantagens, tais como:

  • Praticidade: É armazenado no computador ou na nuvem, dispensando o uso de dispositivos físicos.
  • Segurança: Protege contra fraudes e adulterações nos documentos fiscais.
  • Custo-benefício: O modelo A1 tem validade de um ano, sendo suficiente para maioria dos produtores rurais.

Adquirir e instalar esse certificado é um investimento indispensável para quem deseja emitir notas fiscais eletrônicas.

Como gerar nota fiscal eletrônica produtor rural no Aegro?

O Emissor de Notas Fiscais da Aegro foi desenvolvido para atender às necessidades específicas do produtor rural.

A ferramenta é gratuita, fácil de usar e totalmente integrada à gestão da fazenda, permitindo que o processo de emissão de notas fiscais eletrônicas (NF-e) seja rápido e eficiente.

Com o emissor Aegro, você pode gerar suas notas fiscais diretamente pelo sistema, sem complicação, e acompanhar todas as operações financeiras da propriedade em um só lugar. Confira o passo a passo abaixo:

  1. Acesse o sistema: Entre no painel do Aegro e selecione a opção “Nota Fiscal Eletrônica”;
  2. Configure os dados iniciais: Adicione informações da propriedade, como CPF/CNPJ e endereço;
  3. Adicione o cliente: Insira os dados do destinatário da nota;
  4. Preencha os produtos: Escolha os produtos cadastrados no sistema ou adicione novos, detalhando quantidade e valor;
  5. Revise e envie: Verifique todos os campos, clique em “Gerar Nota” e o sistema se encarrega de enviá-la para a Secretaria da Fazenda;
  6. Envie para o cliente: O Aegro gera automaticamente o arquivo XML e o DANFE, prontos para serem compartilhados.

A emissão no Aegro é integrada com o Sefaz e com o controle financeiro da fazenda, permitindo acompanhar receitas e despesas em tempo real. Você pode gerar nota fiscal eletrônica produtor rural sem limites. Clique no banner para saber mais!

Perspectivas para a safra do arroz após as chuvas no RS

O desastre climático no Rio Grande do Sul impactou a produção de grãos nas áreas alagadas. De acordo com a Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), estima-se um prejuízo de R$435 milhões para os produtores do estado.

Uma das produções afetadas, é a de arroz. A preocupação inicial é com o preço do grão, visto que o Rio Grande do Sul é o principal produtor nacional e, além disso, o arroz é um dos itens mais importantes na cesta básica brasileira.

Dessa forma, a disparada no preço do produto pode impactar as famílias brasileiras. Portanto, estima-se que a enchente terá consequências econômicas não só no estado, mas no Brasil todo. 

O mercado de arroz no Brasil

Por ano, o Brasil produz mais de 10 milhões de toneladas de arroz, quantidade necessária para atender o mercado doméstico. O Rio Grande do Sul é responsável por mais de 70% do total produzido.

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a colheita do cereal já estava bastante atrasada em relação a anos anteriores e pode ser ainda mais prejudicada com as chuvas.

Contudo, a maior parte do arroz produzido no país é cultivado em um sistema de irrigação por inundação, onde a produção fica sob uma lâmina de água. Essa característica torna a cultura mais resistente às enchentes.

Perdas na produção de arroz

Até o dia 25 de abril, 78,76% da área total semeada no Rio Grande do Sul já haviam sido colhidos nesta safra de 2023/2024.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) argumenta que as chuvas que atingiram o estado impactarão a produção agrícola, mas ainda seria precipitado fazer qualquer previsão de quantitativo e como isso influenciará o abastecimento e os preços dos alimentos.

Além disso, no relatório “Desastre Climático no Rio Grande do Sul: Uma avaliação preliminar dos impactos econômicos” divulgado pelo Bradesco, indica que 7,5% da produção de arroz no Brasil pode estar comprometida.

Ainda segundo o relatório, essa estimativa pode ser conservadora, uma vez que, não é possível saber o comprometimento da parcela já colhida em fase de beneficiamento.

Impactos na importação de arroz

Segundo a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead/UFMG), o Brasil já importa uma pequena quantidade de arroz de outros países, como o Paraguai. 

O Ipead acredita que o anúncio de importação de arroz pelo presidente Lula tenha sido de forma preventiva, caso haja algum tipo de especulação do preço do arroz ou uma impossibilidade mais prolongada de comercialização por conta dos problemas logísticos.

Por outro lado, a Conab informou que vai comprar 200 mil toneladas de arroz já industrializado e empacotado no mercado internacional, de países como Argentina, Uruguai e Paraguai. 

Essa medida seria para evitar uma possível escalada no preço do arroz e aumentar a inflação de alimentos.

Impactos no preço do arroz

Espera-se um aumento nos preços do arroz, mas de modo temporário. Ainda de acordo com o relatório do Bradesco, espera-se que o desastre climático impactaria o IPCA nacional na ordem de 0,06 pontos percentuais (p.p.), que deve ser revertido nos meses seguintes.

Contudo, a ampliação na importação de arroz poderia evitar uma alta imediata no preço do arroz.

Conclusão

O desastre climático no Rio Grande do Sul impactará a produção agrícola no país, reduzindo a produção de grãos importantes da cesta básica brasileira.

Grande parte da produção de arroz já havia sido colhida, entretanto, é cedo para dizer a proporção da perda. Além disso, se as perdas na produção forem confirmadas, poderá ter um aumento no preço do item.

Preocupado com os impactos das enchentes no preço e na produção do arroz no Rio Grande do Sul? Agende já uma demonstração conosco e descubra como o Aegro pode ajudar a gerenciar esses desafios e otimizar sua produção. Não perca tempo, comece a proteger sua colheita e garantir a sustentabilidade do seu negócio agora mesmo!

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O que acontece se você fez venda futura e perdeu a safra nas enchentes?

O desastre climático que atingiu o Rio Grande do Sul não poupou a produção agrícola do estado. As inundações devem trazer redução na produção de diversos produtos agrícolas do estado e, consequentemente, do Brasil.

Com a perda de parte da produção pelos produtores, aumentaram as incertezas com relação ao pagamento da safra, que, em alguns casos, era financiada pelos fornecedores de insumos, chamada de operação de Barter.

O que é a operação de Barter

A operação de Barter é um tipo de financiamento realizado entre agricultores e empresas de insumos agrícolas. A tradução para o português é “troca”, visto que a operação se dá pela troca de produtos da empresa por parte da safra.

Barter pode ser definido como uma operação gerenciadora de risco de mercado, que possibilita a venda de insumos a longo prazo tendo como pagamento parte da produção agrícola.

Com essa operação é possível reduzir o custo de insumos e fixar o preço de venda da produção.

Como funciona a operação de Barter

Os integrantes da operação – produtor, indústria ou revendedora de insumos e/ou uma trading – tem seus objetivos com o Barter:

  • Produtor: precisa de insumos para produzir e, muitas vezes, precisa de prazo para pagar seus custos;
  • Indústria ou revendedora: tem o interesse em vender seus produtos. Além disso, pode ter outros objetivos, como aumentar sua participação no mercado;
  • Trading: deseja obter lucros e garantia do recebimento, intermediando tanto o mercado interno quanto o mercado externo, pois é uma empresa que opera na compra e venda de ações e/ou produção de curto prazo.

O produtor que deseja obter esse financiamento, deve passar por uma análise de crédito para saber se está apto ou não para o barter. Afinal, é uma operação que envolve riscos para todos os agentes.

Para essa negociação utiliza-se a Cédula de Produto Rural (CPR), que é um contrato com registro legal. Essa cédula foi instituída pela Lei nº 8.929/1994, atualizada mais recentemente pela Lei nº 14.421/2022.

Por isso, certifique-se que a operação de Barter que será feita está de acordo com suas necessidades e atende seus interesses.

Quais as vantagens da operação de Barter para o produtor

Como existem várias modalidades de Barter, o produtor rural pode ter diferentes vantagens como:

  • Compra de insumos sem a necessidade de dinheiro disponível ou quando não há crédito suficiente para o custeio;
  • Garantia de venda de parte ou totalidade da produção por preço que cubra custo e remunere a atividade – e, com isso, proteção contra oscilações de preço;
  • Preços de insumos mais atrativos, conforme o pacote promocional;
  • Fôlego no fluxo de caixa;
  • Menos preocupação com o armazenamento da safra no pós-colheita;
  • Dependendo da modalidade, o Barter pode ser estabelecido antes e após a semeadura da safra ou até mesmo para safras futuras;
  • Economia de tempo na compra de insumos.

Dicas ao produtor rural que tem operação de Barter

A operação de Barter é uma opção muito atrativa para viabilizar o cultivo da safra. Para garantir a quitação do financiamento em tempo hábil, é importante que o produtor siga algumas dicas:

  • Não crie expectativas de aumento do valor de venda do grão. Realize a venda em partes, assim você consegue aproveitar as boas fases do mercado, obtendo o valor médio da commodity e evitando prejuízos.
  • Se perceber que não irá conseguir cumprir o pagamento na data prevista, converse e renegocie, assim você pode evitar o pagamento de juros por atraso.
  • Em caso de endividamento, não postergue o pagamento da dívida por muito tempo, isso aumentará ainda mais os juros. Se possível, realize a venda de um maquinário, equipamento ou porção da propriedade e quite a dívida o quanto antes.

Conclusão

A operação de Barter pode ser uma boa estratégia ao produtor para gerenciar os riscos de mercado, visto que, envolve a possibilidade de compra de insumos a longo prazo com o pagamento sendo o próprio produto agrícola.

Se você, produtor, tem operação de Barter e, por ventura, teve perda de produção por conta dos eventos climáticos no Rio Grande do Sul, é importante entender como essas perdas podem impactar a agricultura no Brasil. Saiba mais no artigo sobre as perdas agrícolas no RS. Entre em contato com o credor e renegocie o pagamento.

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Como restituir o seguro do maquinário perdido em desastres ambientais?

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Para proteger seus investimentos no agronegócio, invista em um seguro para máquinas agrícolas

O seguro de maquinário é uma ferramenta indispensável hoje para os agricultores e/ou proprietários de máquinas agrícolas. Diante de imprevistos e desafios enfrentados, como o desastre natural que atingiu o Rio Grande do Sul em maio de 2024, é fundamental ter a segurança de que os equipamentos utilizados nas atividades estão protegidos.

Os equipamentos agrícolas são bens essenciais e estão diretamente relacionados à eficiência das propriedades rurais. Dessa forma, nada melhor que proteger esse patrimônio também.

O que é o seguro de maquinário

O seguro de máquinas agrícolas engloba desde tratores robustos até colheitadeiras de alta tecnologia. Esses equipamentos representam investimentos significativos cuja funcionalidade é fundamental para o sucesso das operações agrícolas.

Este seguro é um salvaguarda contra uma série de riscos, como danos causados por acidentes ou fenômenos naturais (tempestades e inundações). Com o seguro, é possível cobrir reparo/substituição de equipamentos danificados.

Além disso, é possível personalizar o seguro de maquinário agrícola para incluir coberturas adicionais, como responsabilidade civil e perda de renda, garantindo que o agricultor esteja preparado para enfrentar não apenas danos físicos, mas também as consequências financeiras dos eventos.

Portanto, investir em um seguro de maquinário é uma decisão estratégica para qualquer negócio do campo. Além de proteger contra perdas significativas, ele também garante a continuidade das operações.  

Quem pode contratar o seguro de máquinas agrícolas

O seguro de maquinário agrícola pode ser contratado por:

  • Agricultores;
  • Proprietários de máquinas agrícolas;
  • Gestores de fazendas.

Como funciona o seguro de maquinário

O seguro funciona como uma proteção financeira contra perdas ou danos às máquinas e equipamentos utilizados na agricultura, mas também pode englobar coberturas adicionais.

Se tratores de uma propriedade agrícola forem furtados, por exemplo, se o proprietário desses tratores tiver o seguro de máquinas agrícolas, basta que ele acione e siga todo o processo de sinistro conforme consta na apólice. Isso alivia a perda financeira que ele teria de arcar caso não possuísse a proteção.

Quais bens estão cobertos no seguro

O seguro de máquinas agrícolas cobre uma gama de equipamentos utilizados na agricultura, tais como tratores, colheitadeiras, plantadeiras, pulverizadores, bem como outros maquinários essenciais para o plantio, cultivo e colheita.

Além disso, o seguro pode cobrir acessórios e implementos agrícolas acoplados ou utilizados em conjunto com as máquinas principais.

As coberturas específicas e os bens cobertos pelo seguro podem variar conforme a seguradora e o plano contratado, sendo importante verificar os detalhes da apólice para entender completamente o escopo da proteção eferecida.

Por que fazer o seguro de máquinas agrícolas

Fazer o seguro de máquinas agrícolas é uma decisão estratégica e prudente para qualquer profissional do setor agrícola.

Primeiramente, o seguro garante proteção financeira contra imprevistos e acidentes que podem causar danos significativos às máquinas e equipamentos, que são, sem dúvida, os pilares da produtividade no campo.

Além disso, ao assegurar a rápida recuperação ou substituição de equipamentos danificados, o seguro ajuda a minimizar o tempo de inatividade, mantendo a operação agrícola em pleno funcionamento.

Diante dos desafios climáticos e dos riscos inerentes às atividades agrícolas, contrar com um seguro específico para máquinas agrícolas proporciona uma camada extra de segurança e tranquilidade para o agricultor.

Quais as coberturas do seguro de máquinas agrícolas

O seguro de maquinário oferece uma ampla gama de coberturas para proteger os equipamentos essenciais utilizados no agronegócio. Essas coberturas são projetadas para minimizar as perdas financeiras e operacionais em caso de eventos inesperados.

  • Incêndio, queda de raio, explosão e danos de causa externa;
  • Perda de aluguel;
  • Pagamento de aluguel a terceiros;
  • Operação de equipamentos em proximidade de água;
  • Danos elétricos;
  • Roubo e/ou furto;
  • Acidentes para viagens de entrega;
  • Responsabilidade civil (para equipamentos móveis);
  • Acidentes pessoais do operador;
  • Quebra de vidros;
  • Colisão, capotamento e tombamento;
  • Despesas de salvamento;
  • Lucros cessantes.

Quais os riscos excluídos do seguro

Algumas situações e alguns eventos não são cobertos pela apólice de seguro de maquinário. Isso se dá pela natureza previsível do dando, alto risco envolvido ou por serem considerados como responsabilidade do segurado.

  • Desgaste natural;
  • Falha de manutenção;
  • Ação intencional;
  • Operação inadequada;
  • Desastres naturais específicos;
  • Guerra e conflitos;
  • Contaminação e poluição;
  • Fraude.

Dessa forma, é crucial revisar cuidadosamente a apólice de seguro para compreender completamente quais riscos estão excluídos e considerar a contratação de coberturas adicionais, se necessário, para garantir a proteção de suas máquinas agrícolas.

Conclusão

A contratação de um seguro para maquinário é crucial na gestão de riscos no setor agrícola. Ele proporciona segurança financeira, garantindo que operações agrícolas possam continuar sem interrupções significativas, mesmo diante de imprevistos como danos físicos, roubos e desastres naturais.

O seguro não é só uma medida de precaução, mas também, é um investimento estratégico na proteção e no futuro do seu negócio. Diante dos desafios e incertezas inerentes à agricultura, assegurar-se contra potenciais perdas é um passo prudente que todos no agronegócio devem considerar.

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Conciliação Bancária: o que é, importância e como fazer

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Desmistificando a Conciliação Bancária: Entenda sua Importância e Domine o Processo

A conciliação bancária é uma prática simples que pode te auxiliar no gerenciamento da sua fazenda, evitando surpresas nas finanças. Associada a outras práticas contábeis, ela pode garantir o sucesso e crescimento do seu negócio.

O que é conciliação bancária

A conciliação bancária é o processo de comparar o extrato da conta bancária com as informações do controle financeiro da fazenda.

Com ela, você compara o que recebeu e pagou com os valores que entraram e saíram da sua conta bancária. Esse processo é essencial para a boa gestão financeira da empresa.

Se você recebe de clientes ou paga os fornecedores por meio de boletos, cartão de crédito ou débito, a conciliação é importante para manter o controle do fluxo de caixa da sua empresa rural.

A importância da conciliação bancária

É a partir da conciliação que possíveis inconsistências são percebidas. Registros com erros podem levar o gestor a tomar decisões prejudiciais ao futuro do negócio. 

Erros de lançamento de pagamentos e recebimentos podem atrapalhar a saúde financeira do negócio. Além disso, descontos concedidos a clientes podem passar despercebidos e trazer prejuízos.

Benefícios da conciliação bancária

Quando você faz o acompanhamento frequente do dinheiro que entra e sai das contas bancárias, isso traz diversos benefícios para o seu negócio:

  • Identificação de fraudes;
  • Mais controle das movimentações financeiras;
  • Saldo bancário confiável;
  • Melhoria do planejamento orçamentário;
  • Melhoria da previsão do fluxo de caixa.

Como fazer a conciliação bancária

  • Passo 1: Monitoramento do fluxo de caixa e extratos bancários

O fluxo de caixa é o registro de todas as receitas e despesas da empresa. Esse controle permite comparar os valores que entram e saem. Os registros podem ser por planilhas ou um software de gestão, como o Aegro, e devem ser diários.

  • Passo 2: Comparar informações internas com lançamentos de entrada e saída

A comparação de tudo que foi pago e recebido será bem sucedido se todos os documentos estiverem organizados. Os documentos recebidos e enviados (como os boletos de fornecedores e clientes) devem ser guardados de forma organizada.

  • Passo 3: Correção de falhas

Fazer o acompanhamento da movimentação financeira da empresa ajuda a identificar mais facilmente as falhas que possam existir. Ao acompanhar a movimentação de perto, você tem tempo para corrigir as falhas e até mesmo evitá-las.

Conciliação bancária na fazenda: o que é e como fazer

Como que frequência fazer a conciliação bancária

A conciliação bancária pode ser feita na periodicidade que desejar, a cada 15 dias, a cada mês, a cada três meses, seis meses. Entretanto, é mais indicado que ela seja feita mensalmente.

Como otimizar a conciliação bancária pelo Aegro

O Aegro oferece uma solução eficaz para você realizar a conciliação do extrato bancário em apenas alguns minutos.

Isso porque, além de integrar o controle agrícola e financeiro, ele também possui um recurso avançado de importação das movimentações bancárias por arquivo OFX. 

Tela de conciliação bancária do Aegro

Conciliação de extrato bancário por OFX

Assim, você pode optar por fazer a conciliação bancária manual ou agilizar o processo com a conciliação automatizada. Em um clique seus lançamentos são conferidos com o extrato bancário.

Conciliando suas contas com os lançamentos no sistema, o usuário tem o controle financeiro em um só lugar e garante que seu fluxo de caixa bate com suas entradas e saídas bancárias, gerando segurança na análise de dados para gestão do negócio.

Aegro é pioneira ao usar Inteligência Artificial para identificar e conferir automaticamente seus lançamentos financeiros com o extrato bancário

Quer otimizar seus processos de conciliação bancária e economizar tempo na gestão financeira da sua produção agrícola? Agende uma demonstração conosco e descubra como o Aegro pode simplificar esse processo para você. Não adie mais, comece a economizar tempo e recursos agora mesmo!

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Como pagar menos imposto de renda

Para pagar menos imposto de renda, o planejamento tributário pode ser fundamental para sua fazenda

A declaração do imposto de renda é de extrema relevância, visto que, além de tributar, é capaz de medir o fluxo de recursos no período de um ano. Mais de 43 milhões de brasileiros precisam declarar o imposto de renda anualmente, inclusive os produtores rurais. 

Contudo, diferente de outras atividades econômicas, que obrigam o seu titular a ser equiparado à pessoa jurídica, a atividade rural tem um tratamento diferenciado na legislação brasileira, sendo facultado ao empresário rural exercer a atividade como pessoa jurídica ou pessoa física.

Assim, para ter uma atividade rural bem sucedida, é fundamental conhecer os tributos que devem ser pagos e o regime tributário do seu negócio.

Por que fazer o IR do Produtor Rural

Fazer o imposto de renda é importante para o produtor ter clareza do fluxo do seu negócio, conhecendo os pormenores das entradas e das despesas ao longo do ano. Isso ajuda no planejamento das próximas safras.

Além disso, a declaração do imposto de renda evita a cobrança de multas e juros. No caso de pessoas jurídicas, não fazer a declaração pode levar à detenção do passaporte, à impossibilidade de abrir contas em bancos e de fazer outros documentos oficiais.

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Como fazer a declaração do IR

  • Levante a documentação necessária;
  • Baixe o programa da Receita Federal;
  • Declare todos os custos de produção agrícola e os investimentos feitos nas atividades rurais;
  • Na ficha de “Atividade Rural” da Declaração devem constar todos os imóveis utilizados pelo produtor e o tipo de utilização;
  • No demonstrativo entram as receitas e despesas de forma detalhada, além da ficha dos saldos dos financiamentos e empréstimos junto a instituições financeiras;
  • As receitas rurais incluem aluguéis, financiamentos, funcionários, investimentos, sementes, transporte e equipamentos;
  • Se necessário, consulte o Livro Caixa Digital do Produtor Rural para evitar problemas futuros.

Entrega do LCDPR

O Livro Caixa Digital do Produtor Rural (LCPR) deve ser entregue no mesmo prazo da Declaração do Imposto de Redna da Pessoa Física, definido pela Receita Federal.

Quem deve entregar o LCDPR

O LCDPR deve ser entregue pelo produtor rural, pessoa física, que obteve receita bruta da atividade rural igual ou superior a R$ 4,8 milhões.

Os produtores rurais que apresentaram resultados inferiores podem apresentar o LCDPR voluntariamente. Contudo, é importante lembrar que, a partir da primeira entrega voluntária, a apresentação do LCDPR será obrigatória para os próximos anos.

Estratégias para o produtor rural pagar menos imposto de renda

Existem diversas estratégias que o produtor rural pode adotar para pagar menos imposto de renda, conforme é explicado no artigo Como o produtor rural pode pagar menos imposto de renda do blog da Agronota.

Confira as estratégias a seguir:

  1. Organização da contabilidade rural

A primeira etapa para pagar menos imposto de renda é ter uma contabilidade organizada. Isso envolve manter registros detalhados de todas as transações financeiras, receitas e despesas.

Ao manter uma contabilidade precisa, você terá uma visão clara de suas finanças e poderá identificar oportunidades de economia de impostos.

  1. Deduções fiscais

Existem diversos tipos de deduções fiscais disponíveis para produtores rurais, que podem reduzir significativamente sua base de imposto de renda. Alguns exemplos comuns de deduções fiscais para produtores rurais incluem:

  • Despesas de produção, como compra de sementes, fertilizantes, defensivos agrícolas, maquinário e equipamentos;
  • Despesas com mão de obra, incluindo salários e encargos trabalhistas;
  • Custos de transporte e armazenamento de produtos agrícolas;
  • Despesas com manutenção e reparo de propriedades rurais.

Ou seja, são dedutíveis todas as despesas e investimentos que visam o desenvolvimento da atividade rural, expansão da produção e melhoria da produtividade.

  1. Escolher o regime tributário correto

Os produtores rurais podem optar por diferentes regimes tributários, como o Lucro Presumido, Lucro Real ou Simples Nacional. Cada regime tem suas próprias regras e benefícios fiscais. Um contador pode ajudá-lo a escolher o regime mais adequado para a sua situação e maximizar a economizar impostos.

  1. Planejamento tributário

O planejamento tributário pode auxiliar na redução e otimização da carga tributária sobre a propriedade rural, a partir de medidas legais. Isso envolve analsar o fluxo de caixa, identificar as melhores estratégias de redução de impostos e antecipar eventuais mudanças na legislação.

Quer reduzir seus gastos com imposto de renda (IR) na produção agrícola? Agende já uma demonstração com um de nossos especialistas e descubra como o Aegro pode te ajudar com a gestão tributária. Não deixe para depois, comece a economizar agora mesmo!

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Como organizar a entrega do IR e Livro Caixa do Produtor Rural

Estratégias eficazes para simplificar a declaração do Imposto de Renda e o LCDPR

Todos os anos, geralmente, entre os meses de março e maio, os contribuintes reúnem a documentação necessária para elaborar a Declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (DIRPF) e o Livro Caixa Digital do Produtor Rural (LCDPR).

Mas fazer a declaração gera muitas dúvidas que, se não forem esclarecidas, podem dificultar o processo e, em alguns casos, resultar em multas desnecessárias. Principalmente, para os produtores rurais, que devem ficar ainda mais atentos devido às particularidades da atividade.

Portanto, para facilitar o processo, o ideal é que o acompanhamento fiscal da sua empresa rural seja feito durante todo o ano-calendário e não somente no período de entrega do Imposto de Renda.

Quem é obrigado a declarar imposto de renda de produtor rural

  • Quem recebeu rendimentos isentos, tributáveis ou não na fonte, superior a R$ 40 mil ou receita bruta superior a R$153.199,50 oriunda de atividade rural;
  • Quem teve ganho de capital, direitos e bens adquiridos, sujeitos à incidência de imposto e que tenha realizado operações de mercadorias, bolsa de valores ou de mercados futuros;
  • Quem tem propriedade ou posse de bens e direitos, incluindo terreno ou valor superior a R$800 mil.

Imposto de Renda Produtor Rural: Esclareça as principais dúvidas sobre a declaração

Quem é deve entregar o LCDPR

O produtor rural que auferir receita bruta total da atividade rural superior ao limite estabelecido de R$4,8 milhões, deverá entregar o arquivo digital do LCDPR até o final do prazo de entrega da DIRPF.

Livro Caixa Digital do Produtor Rural (LCDPR): o que você deve saber

O que deve conter no LCDPR

No LCDPR devem constar informações de preencimento obrigatório como:

  • Dados cadastrais do produtor e dos terceiros que atuam na atividade rural;
  • Credenciais bancárias para identificação de movimentações e origem dos recursos financeiros;
  • Datas de entrada e saída de todos os lançamentos financeiros, bem como recibos, notas fiscais e contratos;
  • Descrição da operação e de cada lançamento, além de contar com o saldo final do produtor rural.

Como se preparar para entregar a DIRPF e o LCDPR

Organize a documentação

Para realizar a declaração do imposto de renda e do livro caixa do produtor rural, é fundamental ter todos os documentos roganizados e atualizados. Entre os documentos necessários, estão:

  • Comprovantes de receita e despesas;
  • Notas fiscais de vendas e compras de produtos agrícolas;
  • Documentos que comprovem a propriedade da terra e/ou maquinário utilizado na produção;
  • Recibos de pagamento de INSS para empregados rurais;
  • Cálculo dos rendimentos, levando em conta as particularidades da atividade rural.

Alguns gastos, como aquisição de máquinas e equipamentos, podem ser deduzidos do imposto de renda.

Realize o planejamento tributário

O produtor rural pode realizar um planejamento tributário adequado para reduzir os custos com o Imposto de Renda. A orientação de um profissional da área de contabilidade pode ajudar a identificar as melhores estratégias e formas de reduzir a carga tributária.

O planejamento tributário envolve diversas atividades que visam otimizar a carga fiscal de uma empresa de forma planejada, o que pode contribuir na preparação para a entrega do imposto de renda. 

Esteja atualizado quanto às regras

O imposto de renda pode sofrer modificações em suas regras de um ano para outro. Por isso, é importante estar ciente das regras e prazos estabelecidos pela Receita Federal para a DIRPF para produtor rural, bem como das particularidades do setor.

Utilize um software para facilitar a entrega do LCDPR

O preenchimento e a entrega do LCDPR pode ser automatizada e poupar seu tempo no controle tributário. Neste sentido, com um software é possível modernizar e aprimorar os processos operacionais do seu negócio.

O LCDPR da Aegro tem o objetivo de auxiliar você, produtor, na entrega do Livro Caixa Digital do Produtor Rural (LCDPR).

Com essa ferramenta você:

  • Importa suas receitas e despesas;
  • Define os CPFs que precisam do livro caixa;
  • Define os imóveis rurais;
  • Define a participação de cada pessoa física no imóvel rural.
captura de tela do Anotador no sistema de gestão rural Aegro, documentação do Livro Caixa Digital do Produtor Rural LCDPR
Tela com todos os meses para o Livro Caixa do Produtor Rural no Aegro

Após o preenchimento do LCDPR no aplicativo, é possível gerar o arquivo final assinado e pronto para enviar para a Receita Federal.

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