Drone de lavoura: Guia de aplicação para a lavoura

Os drones de lavoura estão transformando a forma como os processos agrícolas são conduzidos, utilizando tecnologias que simplificam atividades e oferecem dados precisos para a tomada de decisões.

Segundo estimativas da Allied Market Research, o mercado global de drones na agricultura movimentou aproximadamente US$ 1,2 bilhão em 2021, com previsão de uma taxa de crescimento anual de 22% até 2030.

No Brasil, a adesão a essa tecnologia tem se tornado mais expressiva, com um aumento reportado de 120% nas vendas de drones agrícolas entre 2019 e 2023, conforme dados da DroneDeploy.

Esses são amplamente utilizados para monitorar lavouras, realizar pulverizações direcionadas e produzir mapas detalhados, além de outras vantagens sobre drone de lavoura que você confere neste guia.

O que é um drone de lavoura?

Um drone de lavoura é um equipamento aéreo não tripulado, projetado especificamente para atender às demandas da agricultura. Esses dispositivos são equipados com câmeras de alta resolução, sensores e sistemas de pulverização que oferecem uma ampla gama de aplicações no campo.

Com os drones, é possível monitorar a saúde das plantas, detectando rapidamente pragas, doenças ou deficiências nutricionais.

Além disso, permitem o mapeamento detalhado do terreno, criando imagens georreferenciadas que auxiliam no planejamento de manejo.

Os drones ainda realizam aplicações precisas de defensivos e fertilizantes, reduzindo o desperdício e otimizando as operações agrícolas.

Banner planilha- manejo integrado de pragas

Qual o melhor drone de lavoura?

A escolha do melhor drone depende das necessidades específicas de cada propriedade. Mesmo assim, há alguns tipos que acabam se destacando, especialmente pela popularidade. Veja a seguir:

  • DJI Agras T40: Recomendado para pulverizações em grandes áreas, devido à sua alta capacidade de carga e sistemas inteligentes de aplicação. 
  • XAG P100: Se destaca no mapeamento detalhado e aplicações localizadas, sendo indicado para culturas de maior valor agregado.
  • eBee X: É conhecido pela qualidade das imagens capturadas, sendo uma excelente opção para análises de terrenos.

Esses modelos apresentam características distintas que devem ser avaliadas considerando as demandas do produtor e o tamanho da área de produção.

Quantos hectares faz um drone de lavoura?

A cobertura de um drone agrícola varia conforme o modelo e a finalidade. Normalmente, os drones projetados para pulverização, podem cobrir entre 10 e 40 hectares por hora, dependendo do tipo de cultura, produto aplicado e condições climáticas.

No caso do mapeamento, a área coberta tende a ser maior, já que a coleta de imagens ocorre em voos de alta altitude, com rapidez e eficiência. Essa característica torna os drones uma ferramenta para agilizar processos e ter dados detalhados sobre a lavoura.

Principais tipos de drones de lavoura

Os drones de lavoura podem ser classificados de acordo com sua função e características técnicas, que serão melhores conforme as necessidades da sua propriedade rural. Veja:

Drones para Pulverização

  • Função: Realizam a aplicação de defensivos, fertilizantes e pesticidas de forma eficiente, cobrindo grandes áreas rapidamente.
  • Exemplo: DJI Agras T40, XAG P100.
  • Características: Alta capacidade de carga, sistemas de controle de pulverização inteligente e resistência a condições climáticas adversas.

Continue lendo mais detalhes sobre o uso de drones para pulverização.

Drones para Mapeamento e Monitoramento

  • Função: Utilizados para capturar imagens aéreas de alta resolução e realizar o mapeamento das lavouras, identificando variações no solo, nas plantas e no uso da terra.
  • Exemplo: eBee X, Parrot Anafi USA.
  • Características: Equipados com câmeras de alta resolução, sensores multispectrais e térmicos para análise precisa do terreno e saúde das culturas.

Drones para Plantio

  • Função: Projetados para realizar o plantio de sementes ou mudas em grandes áreas.
  • Exemplo: DroneSeed.
  • Características: Capacidade de lançar sementes e fertilizantes de forma automatizada e precisa, acelerando o processo de plantio.

Drones para Irrigação

  • Função: Usados para monitorar o sistema de irrigação, medindo a umidade do solo e ajustando os sistemas de irrigação de acordo com as necessidades das plantas.
  • Exemplo: Parrot Sequoia.
  • Características: Equipados com sensores de umidade, ajudando a otimizar o uso da água e melhorar a eficiência da irrigação.

Antes de decidir investir em um drone, é importante avaliar fatores como o tamanho da propriedade, o tipo de cultura, o objetivo da aplicação (pulverização, mapeamento, monitoramento, etc.) e o orçamento disponível.

Além disso, é importante verificar a facilidade de uso do drone, a qualidade dos sensores e câmeras (como multispectrais ou térmicas), assim como o suporte técnico oferecido pelo fabricante.

Você pode ter interesse em:

Principais regras para usar drone de lavoura

O uso de drones na agricultura é regulamentado pela ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), que estabelece diretrizes importantes:

  • Registro: todo drone deve ser registrado no sistema SISANT para operações regulares;
  • Treinamento: pilotos precisam de certificação adequada para operar o equipamento;
  • Altura de voo: o limite máximo permitido é de 120 metros.

Cumprir essas exigências é indispensável para a segurança das operações. Mais informações podem ser consultadas no guia de regras para uso de drones na agricultura.

Quais culturas podem se beneficiar do uso de drones?

O uso de drones pode beneficiar diversas culturas, ajudando na precisão do monitoramento e aumento da eficiência em diversas práticas agrícolas. As principais culturas que podem se beneficiar incluem:

  1. Soja: Drones auxiliam no monitoramento da saúde das plantas, na aplicação de defensivos e fertilizantes e no mapeamento de áreas de difícil acesso.
  2. Milho: A pulverização precisa e o mapeamento ajudam a identificar problemas como pragas e doenças, além de otimizar o uso de insumos.
  3. Café: O monitoramento aéreo permite uma visão detalhada do campo, ajudando na detecção de pragas e no controle de irrigação.
  4. Frutas (como maçã, laranja e uva): Drones equipados com câmeras multispectrais podem identificar problemas em tempo real, como deficiências nutricionais e doenças, e garantir aplicações mais precisas.
  5. Algodão: O uso de drones para monitoramento e aplicação de defensivos agrícolas melhora a produtividade e reduz custos.
  6. Hortaliças e legumes: Drones ajudam no mapeamento da lavoura, na irrigação precisa e na detecção de áreas com problemas de crescimento.
  7. Arroz: O monitoramento aéreo é essencial para controlar a irrigação e detectar possíveis problemas de pragas ou doenças.

Essas culturas podem aproveitar o uso de drones para aumentar a precisão na gestão agrícola, otimizar a aplicação de insumos e melhorar os resultados de produtividade.

Como fazer mapeamento agrícola com drone?

O mapeamento agrícola com drones é uma ferramenta poderosa que permite obter informações detalhadas sobre as condições da lavoura. 

O processo pode ser dividido em etapas bem definidas, garantindo a qualidade dos dados coletados e a precisão dos resultados:

1. Processamento dos dados

As imagens capturadas são transferidas para programas como Pix4D, Agisoft Metashape ou QGIS, que processam os dados e geram mapas detalhados, como mapas de NDVI (Índice de Vegetação por Diferença Normalizada), mapas topográficos e ortomosaicos.

Esses mapas oferecem uma visão clara e detalhada da área, permitindo a identificação de padrões e problemas.

2. Planejamento do voo

Utilizar softwares especializados como DroneDeploy, DJI Terra ou similares para traçar a rota do drone. O planejamento deve garantir a cobertura completa da área de interesse, considerando a altitude, a sobreposição de imagens e as condições climáticas no momento do voo.

Além disso, é importante definir os pontos de decolagem e pouso para otimizar o tempo e a segurança da operação.

3. Captura de imagens georreferenciadas

Durante o voo, o drone coleta imagens de alta resolução, georreferenciadas com o auxílio de GPS ou sistemas RTK/PPK, que aumentam a precisão dos dados.

Essa etapa é fundamental para obter informações detalhadas sobre o solo, saúde das plantas e topografia da área.

Esses mapas agrícolas são ferramentas indispensáveis para identificar pragas, doenças, deficiências nutricionais, problemas de drenagem ou compactação do solo. 

Com as informações obtidas, é possível realizar intervenções localizadas, reduzindo custos e otimizando os recursos utilizados.

Quanto custa um drone agrícola?

Os custos variam de acordo com o modelo e as funcionalidades:

  • Básicos: Entre R$ 15.000 e R$ 50.000;
  • Avançados: Acima de R$ 100.000;
  • Serviços terceirizados: De R$ 50 a R$ 150 por hectare.

O investimento em drones pode gerar retornos significativos, considerando a precisão das aplicações e os dados fornecidos.

Como escolher o drone de lavoura ideal?

Escolher o drone ideal para a sua lavoura envolve considerar diversos fatores para garantir que ele atenda às necessidades específicas da sua operação agrícola. Aqui estão alguns pontos importantes a serem analisados:

1. Objetivo do uso

  • Monitoramento de Cultivos: Se o objetivo é simplesmente fazer a vigilância das lavouras e identificar problemas, drones com câmeras de alta resolução (RGB ou multispectrais) são suficientes.
  • Aplicação de Insumos: Se o objetivo é também aplicar produtos, como fertilizantes ou defensivos, é necessário um drone com capacidade para carregar e dispersar insumos de maneira eficiente.

2. Capacidade de Carga

  • Para drones que aplicam insumos, é importante verificar a capacidade de carga. Modelos com maior capacidade podem carregar mais produtos, aumentando a eficiência e autonomia da operação.

3. Autonomia de Voo

  • A autonomia é crucial para grandes áreas. Verifique quanto tempo o drone pode voar com a carga completa de bateria. Drones agrícolas de boa qualidade têm autonomia que pode variar de 30 minutos a 1 hora ou mais.

4. Resolução e Tipos de Câmera

  • Para a coleta de dados visuais, as câmeras podem variar entre RGB (para imagens padrão), multispectrais (para monitoramento de saúde das plantas) e termográficas (para detecção de temperaturas).
  • Câmeras multispectrais e hiperespectrais são indicadas para quem busca uma análise mais profunda, como a detecção de estresse hídrico, doenças ou carência de nutrientes.

5. Tamanho e Peso

  • Para pequenas ou médias lavouras, um drone mais compacto pode ser ideal, enquanto em áreas grandes, drones maiores, com maior autonomia e capacidade de carga, são mais indicados.
  • A escolha do tamanho e peso impacta no tipo de terreno e espaço disponível para o voo.

6. Sensores e Mapeamento

  • Verifique se o drone tem sensores como o GPS RTK, que garantem alta precisão no mapeamento e na análise de dados. Isso é essencial para gerenciar grandes áreas e fazer análises de campo detalhadas.

7. Facilidade de Uso

  • Certifique-se de que o drone seja fácil de manusear, especialmente se você não tiver muita experiência com tecnologia. Muitos drones agrícolas vêm com interfaces intuitivas e sistemas de voo automatizado que facilitam o trabalho.

Como os drones contribuem para a agricultura de precisão?

Os drones contribuem significativamente para a agricultura de precisão, proporcionando uma série de benefícios que otimizam a gestão das lavouras e aumentam a produtividade.

Equipados com câmeras de alta resolução e sensores especializados (como multispectrais e térmicos), os drones permitem o monitoramento em tempo real das culturas, facilitando a identificação rápida de problemas como pragas, doenças e deficiências nutricionais.

Além disso, eles geram mapas detalhados que ajudam na análise do solo, permitindo uma gestão mais eficiente e precisa de recursos como água e fertilizantes.

Com a integração de sistemas de pulverização, aplicam insumos de forma precisa e localizada, reduzindo o desperdício e evitando o uso excessivo de defensivos agrícolas, o que torna o processo mais sustentável.

Toda essa automação proporciona uma economia de tempo e custos operacionais, além de oferecer uma visão mais precisa da saúde da lavoura em menos tempo.

Em suma, os drones de lavoura tornam a agricultura mais eficiente, sustentável e rentável, com o uso otimizado dos recursos e uma melhor gestão do ambiente agrícola.

Aegro: Integrando Tecnologias em um Software para Fazendas

Entenda a importância da ciência de dados agrícolas

Ciência de dados agrícolas: os novos métodos de medição e técnicas de avaliação de dados que estão revolucionando as atividades rurais e auxiliando o produtor nas tomadas de decisão.

Assim como nas mais diversas atividades modernas, a quantidade de informações disponível ao produtor rural é cada vez maior. O monitoramento das atividades e as tecnologias agrícolas avançam na medida em que a interferência humana é menor.

As informações de sensores para medição de parâmetros do sistema solo-planta-atmosfera, dos sistemas de monitoramento climático, dos maquinários agrícolas e de preços e estoques, dentre outros, chegam ao sistema de dados e devem ser levadas em conta por um profissional que domine a ciência de dados agrícolas.

Essa inteligência influencia o processo de tomada de decisão na propriedade e deve ser priorizada. Uma grande quantidade de dados pode ser um problema para quem não sabe lidar com eles, mas é uma grande fonte de informações para um gestor rural capacitado.

Neste artigo, falaremos sobre a ciência de dados agrícolas na atualidade e o papel do cientista de dados na gestão da propriedade rural.

O que é e para que serve a ciência de dados agrícolas?

A ciência de dados agrícolas tem relação direta com o termo Big Data, que se refere à aquisição, transferência, organização, análise e interpretação de uma massa grande de dados. O Big Data no agronegócio se refere aos dados relativos à propriedade agrícola e aos processos que a influenciam.

Com o aumento da tecnologia no agronegócio, há cada vez mais dados disponíveis e as análises que antigamente eram feitas no papel ou em planilhas simples no computador já necessita de softwares e profissionais especializados.

Esses dados podem ser usados para diversas atividades, como por exemplo:

  • Época de plantio, pulverizações e colheita;
  • Previsão de produção;
  • Mapeamento de doenças e pragas;
  • Monitoramento climático;
  • Controle de estoques;
  • Decisão de compra e venda de insumos e produtos;
  • Manutenção de máquinas;
  • Comercialização agrícola;
  • Gestão de pessoas e financeira.

O que faz um cientista de dados agrícolas?

Um cientista de dados é o profissional responsável por organizar, analisar, interpretar, tirar conclusões e propor ações a partir deles. Ele pode se beneficiar de várias tecnologias para cada uma das etapas dentro do processo completo, desde a aquisição até a tomada de decisões.

Uma das maiores ferramentas atuais do cientista de dados é a inteligência artificial (IA). Por meio de sistemas de análise automática de dados e linguagem de programa de computador, é possível fazer com que os softwares “aprendam” com os dados recebidos e passem a “prever” acontecimentos futuros.

Quanto maior a quantidade de dados adquirida e os ciclos de treinamento da ferramenta, maior será a capacidade de previsão e a assertividade da tomada de decisões do sistema de IA.

Porém, mesmo sem esses sistemas e com os softwares disponíveis hoje em dia, um bom profissional de ciência de dados agrícolas é necessário para propor tomadas de decisões de maior eficiência na propriedade rural.

Que tipos de dados são gerados no meio agrícola?

Existe uma gama de dados que pode ser adquirido em uma propriedade. Aqui trazemos algumas informações importantes que a ciência de dados agrícolas extrai para o produtor rural:

  • Características de solo e talhões: fertilidade, compactação, umidade, declividade, tamanho de área, etc;
  • Medições de parâmetros da planta: parâmetros de crescimento e estádio fenológico, germinação, vigor, fechamento de dossel, etc;
  • Proteção de plantas: populações de insetos e pragas de interesse, incidência de plantas daninhas, etc;
  • Dados climáticos: condições atuais e passadas do clima e previsão futura de condições como pluviosidade, temperatura, úmida e vento;
  • Irrigação: dados sobre vento, evapotranspiração, umidade do solo e necessidade de lâmina de irrigação;
  • Mapas de produtividade: previsão da produtividade em áreas diferentes da fazenda e das culturas utilizadas;
  • Estoques de insumos e peças: controle de insumos necessários de acordo com as atividades da fazenda;
  • Status de manutenção de máquinas: avisos automáticos da necessidade de trocas e verificação de sistemas importantes para os maquinários;
  • Mercados e cotações agrícolas.

O trabalho com ciência de dados agrícolas na prática

Na prática, quem trabalha com ciência de dados agrícolas deve ser responsável por tomar decisões a partir das informações obtidas por meio das informações citadas acima. Confira alguns exemplos:

Caso 1

Após verificar sinais iniciais de infestação de uma doença em um talhão de soja e verificar as condições ideais de vento, temperatura e umidade e a previsão de estiagem para os próximos dois dias, o analista de dados toma a decisão de pulverizar aquele talhão. Para isso, também verifica as condições do pulverizador e a presença do produto necessário em estoque.

Caso 2

Após verificar uma alta incidência de inóculos de uma doença fúngica importante para a cultura do milho no solo de um talhão, o cientista de dados decide por recomendar o uso de uma cultura que não é hospedeiro e daquele fungo na safra seguinte.

Caso 3

Ao perceber que a previsão de chuva e temperatura são ideais para o plantio na segunda quinzena de outubro, o cientista de dados inicia a verificação dos estoques de insumos necessários para o plantio, bem como verifica o status de manutenção de máquinas, já programando o número de horas de trabalho necessárias.

Caso 4

Ao notar uma menor produtividade em algumas áreas específicas de um talhão na safra anterior, faz-se uma amostra seletiva de solo e opta-se por correção diferencial do solo para melhor fertilização e disponibilidade de nutrientes na safra seguinte.   

Quais os benefícios da ciência de dados agrícolas?

Existem muitos benefícios do uso da ciência de dados agrícolas na atualidade. Dentre eles, podemos citar:

  • Assertividade e eficiência: ao se organizar dados e monitorar processos, há uma grande diminuição na probabilidade de erros e um aumento da eficiência dos processos na propriedade.
  • Aumento da produtividade: isso leva a um maior controle das condições de cultivo e condução das lavouras, permitindo uma maior expressão do potencial genético das culturas;
  • Maior sustentabilidade: ao se fazer um uso mais racional de recursos, há vantagens econômicas e ambientais, aumentando a sustentabilidade e viabilidade do negócio rural;
  • Aprendizado ao longo do tempo: ao se acumular dados de várias safras e tratá-los através do uso de IA, pode-se aprender com situações passadas e prever ações que maximizem os resultados no futuro;
  • Diminuição de riscos: tudo isso leva a um menor risco da atividade e maior retorno sobre o investimento.

Como fazer os dados trabalharem a seu favor?

Um software de gestão agrícola como o Aegro é a chave para automatizar os processos, armazenando informações e otimizando a ciência de dados agrícolas, gerando relatórios para análises confiáveis e tomada de decisões mais acertadas.

Os dados armazenados no sistema fornecem informações para a redução de custos e o aumento da produtividade. 

É possível acompanhar todas as etapas desde o planejamento, plantio, até a colheita, encontrando oportunidades de melhorias nesses processos através da análise dos dados coletados.

Conclusão

A modernização da atividade agrícola é cada vez mais necessária no Brasil e no mundo. Já não há mais espaço para amadorismo no agronegócio, e isso é o que define quem vai continuar ou não no mercado.

A ciência de dados agrícolas substitui a simples observação ou o monitoramento de baixa eficiência dos processos envolvidos na produção agrícola. O produtor deve atentar para as oportunidades de monitorar sua propriedade de maneira intensa e detalhada por meio da aquisição e análise de dados.

Sensores, imagens de satélites, plataformas digitais, máquinas automáticas georreferenciadas, sistemas de internet e inteligência artificial são ferramentas já presentes no agronegócio e que devem estar cada vez mais inseridas na atividade.

Assim, a ciência de dados agrícolas permite que o produtor seja muito mais assertivo em suas tomadas de decisão, aumentando o lucro, diminuindo os riscos e sendo cada vez mais sustentável.

>> Leia mais:

“Big Data no agronegócio: a revolução dos dados”

“Tecnologias agrícolas: o presente e o futuro do agronegócio”

“Agricultura inteligente: 6 tecnologias que podem auxiliar sua fazenda”

“Como protegemos os dados da sua fazenda no Aegro”

Agricultura inteligente: 6 tecnologias para ajudar na fazenda

Agricultura inteligente: saiba o que é e como aumentar sua produtividade, reduzir custos, preservar o meio ambiente e mais!

A agricultura é uma prática milenar que sempre se adaptou às mudanças do mundo e às necessidades da população.

Hoje, com o aumento da população, a escassez de recursos naturais, as alterações climáticas e a competitividade do mercado, os produtores rurais enfrentam novos desafios e oportunidades. 

Para superá-los, é preciso contar com a ajuda da tecnologia, que pode tornar a agricultura mais inteligente, eficiente e sustentável.

Mas o que é agricultura inteligente? E para que serve? Neste artigo, vamos responder essas perguntas e mostrar alguns exemplos práticos de como as tecnologias podem auxiliar o seu agronegócio na gestão e nos processos do dia-a-dia. 

O que é agricultura inteligente?

Agricultura inteligente consiste no uso de diferentes tecnologias digitais e inovações aplicadas ao setor agrícola, com o objetivo de:

  • otimizar os recursos;
  • aumentar a produtividade;
  • melhorar a qualidade;
  • reduzir os custos;
  • preservar o meio ambiente;
  • e agregar valor aos produtos.

A agricultura inteligente faz parte de um movimento maior chamado de Agricultura 4.0, que se refere à quarta revolução industrial aplicada ao campo. 

As tecnologias permitem a coleta, o processamento e a análise de grandes volumes de dados em tempo real sobre as condições do solo, do clima, das plantas e das máquinas. 

Esses dados podem ser usados para monitorar e controlar as operações agrícolas de forma remota e automatizada, além de gerar informações estratégicas para a tomada de decisão baseada em evidências.

Para que serve a agricultura inteligente?

A agricultura inteligente pode ser usada para resolver diversas situações e desafios enfrentados pelos produtores rurais na atualidade, como:

  • Aumentar a produção de alimentos para atender à demanda crescente da população mundial;
  • Reduzir o desperdício de água, energia, fertilizantes, defensivos e outros insumos agrícolas;
  • Melhorar a qualidade e a segurança dos alimentos produzidos;
  • Adaptar-se às mudanças climáticas e aos eventos extremos, como secas, enchentes, geadas e pragas;
  • Diferenciar-se da concorrência e agregar valor aos produtos agrícolas, oferecendo soluções personalizadas e rastreáveis aos consumidores finais.

6 tecnologias que vão auxiliar seu agronegócio

Existem diversas tecnologias disponíveis no mercado que podem auxiliar o seu negócio rural a se tornar mais inteligente. Abaixo, vamos destacar algumas delas:

1. Internet das coisas (IoT)

Internet das coisas (IoT) é uma tecnologia que consiste na conexão de dispositivos e sensores que podem coletar, transmitir e processar dados em tempo real sobre as condições do solo, do clima, das plantas, dos animais e das máquinas. 

Esses dados podem ser usados para monitorar e controlar as operações agrícolas de forma remota e automatizada.

Por exemplo, com a IoT é possível:

  • Instalar sensores no solo para medir a umidade, a temperatura, o pH e os nutrientes disponíveis;
  • Instalar sensores nas plantas para detectar o estágio de desenvolvimento, o estresse hídrico e as doenças;
  • Instalar sensores nas máquinas para verificar o funcionamento, o consumo de combustível e a manutenção;
  • Conectar os sensores a uma rede sem fio que envia os dados para uma plataforma na nuvem ou em um servidor local;
  • Acessar os dados por meio de um aplicativo no celular, no tablet ou no computador;
  • Configurar alertas e ações automáticas, como ligar ou desligar a irrigação, a fertirrigação, o ventilador, o aquecedor, etc.

Benefícios da IoT na agricultura

  • Economia de água, energia e insumos agrícolas, ao ajustar a demanda à oferta;
  • Aumento da produtividade e da qualidade, ao otimizar as condições de cultivo e de criação;
  • Redução dos custos operacionais e de mão de obra, ao automatizar as tarefas rotineiras e reduzir as perdas;
  • Melhoria da gestão e da tomada de decisão, ao ter acesso a dados precisos e atualizados.

2. Inteligência artificial (IA)

A inteligência artificial (IA) é uma tecnologia que consiste na capacidade de máquinas e sistemas de realizar tarefas que normalmente requerem inteligência humana, como reconhecimento de padrões, aprendizado, raciocínio e tomada de decisão. 

A IA pode ser aplicada na agricultura para analisar imagens capturadas por câmeras, drones ou satélites, e identificar espécies de plantas, doenças, pragas, ervas daninhas, entre outros. 

A IA também pode ser usada para prever o potencial de produção, o risco de perdas, as melhores práticas operacionais e as recomendações de manejo.

Por exemplo, com a IA é possível:

  • Usar câmeras instaladas nas máquinas agrícolas para reconhecer as plantas e aplicar defensivos seletivamente, reduzindo o uso de agroquímicos;
  • Usar drones equipados com câmeras para sobrevoar as lavouras e capturar imagens em alta resolução, que podem ser analisadas por algoritmos de IA para detectar anomalias e gerar mapas de variabilidade;
  • Usar satélites para obter imagens em larga escala, que podem ser processadas por IA para estimar a área plantada, o índice de vegetação, a produtividade e o rendimento das culturas;
  • Usar modelos matemáticos baseados em IA para integrar os dados coletados pelos sensores, pelas imagens e por outras fontes, e gerar previsões e simulações sobre o comportamento das plantas, dos animais e do clima;
  • Usar sistemas inteligentes que combinam os dados históricos, os dados atuais e as previsões para fornecer orientações personalizadas aos produtores sobre quando plantar, irrigar, fertilizar, colher, etc.

Benefícios da IA na agricultura

  • Aumento da eficiência e da precisão das operações agrícolas, ao realizar intervenções pontuais e adequadas;
  • Aumento da produtividade e da qualidade, ao monitorar e melhorar o desempenho das culturas e dos rebanhos;
  • Redução dos riscos e das incertezas, ao antecipar problemas e soluções;
  • Melhoria da gestão e da tomada de decisão, ao ter acesso a informações confiáveis e relevantes.

3. Big Data

Big Data é uma tecnologia que consiste no conjunto de técnicas e ferramentas para trabalhar com um grandes volumes de dados. 

É uma área do conhecimento que permite armazenar, organizar, processar e analisar os dados provenientes de diversas fontes, como sensores, imagens, documentos, redes sociais, etc. 

O Big Data também permite extrair insights e conhecimentos a partir dos dados, usando técnicas como mineração de dados, estatística e visualização de dados.

Por exemplo, com o Big Data é possível:

  • Armazenar os dados coletados pelos sensores na nuvem ou em um servidor local;
  • Organizar os dados em bancos de dados relacionais ou não relacionais;
  • Processar os dados usando plataformas como Hadoop ou Spark;
  • Analisar os dados usando ferramentas como R ou Python;
  • Extrair insights usando técnicas como regressão linear ou árvore de decisão;
  • Visualizar os dados usando ferramentas como Tableau ou Power BI;

Benefícios do Big Data na agricultura

  • Aproveitamento dos dados disponíveis para gerar valor;
  • Integração dos dados provenientes de diferentes sistemas e plataformas, facilitando o gerenciamento e a análise das informações;
  • Descoberta de padrões, tendências, correlações e causas a partir dos dados, gerando conhecimento e inteligência para o negócio.

4. Eletrônica embarcada

Eletrônica embarcada é uma tecnologia que consiste no uso de sistemas de sensores e controle instalados nas máquinas agrícolas, como tratores, colheitadeiras e pulverizadores.

Esses sistemas permitem otimizar o uso de insumos e aumentar a eficiência operacional das máquinas, além de integrar-se com outras tecnologias, como GPS, IoT e IA.

Por exemplo, com a eletrônica embarcada é possível:

  • Usar sensores para medir a velocidade, a direção, a posição, a inclinação e a vibração das máquinas;
  • Usar atuadores para controlar a tração, a frenagem, a direção, a suspensão e a transmissão das máquinas;
  • Usar GPS para determinar a localização exata das máquinas e realizar o guiamento automático ou assistido;
  • Usar IoT para enviar e receber dados das máquinas para uma plataforma na nuvem ou em um servidor local;
  • Usar IA para ajustar os parâmetros das máquinas de acordo com as condições do terreno, da cultura e do clima;
  • Usar sistemas de telemetria para monitorar o desempenho, o consumo e a manutenção das máquinas à distância.

Benefícios da eletrônica embarcada na agricultura

  • Economia de combustível, de tempo e de mão de obra, ao reduzir o número de passadas e as sobreposições;
  • Aumento da precisão e da qualidade das operações agrícolas, ao evitar erros humanos e realizar ajustes automáticos;
  • Redução dos custos de reparo e de reposição das máquinas, ao prevenir falhas e prolongar a vida útil;
  • Melhoria da gestão e da tomada de decisão, ao ter acesso a relatórios e indicadores sobre as máquinas.

5. Agricultura climaticamente inteligente

Agricultura climaticamente inteligente é uma tecnologia que consiste em um enfoque que busca adaptar os sistemas agrícolas às mudanças climáticas e reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Ela envolve três pilares: aumentar a produtividade agrícola, melhorar a resiliência dos sistemas agrícolas e mitigar as mudanças climáticas.

Por exemplo, com a agricultura climaticamente inteligente é possível:

  • Usar variedades de plantas e animais mais tolerantes ao estresse hídrico, térmico e salino;
  • Usar técnicas de conservação do solo e da água, como plantio direto, rotação de culturas, cobertura vegetal e irrigação por gotejamento;
  • Usar técnicas de manejo integrado de pragas e doenças, como controle biológico, cultural e químico;
  • Usar técnicas de manejo integrado da fertilidade do solo, como fixação biológica de nitrogênio, compostagem orgânica e adubação verde;
  • Usar técnicas de manejo integrado dos resíduos agrícolas, como biodigestão anaeróbia, gaseificação e pirólise;
  • Usar técnicas de agrofloresta, silvipastoril e agrossilvipastoril, que combinam árvores com culturas ou pastagens;
  • Usar técnicas de agricultura de precisão, que permitem aplicar os insumos agrícolas na dose certa, no lugar certo e na hora certa.

Benefícios da agricultura climaticamente inteligente

  • Aumento da produtividade agrícola, ao aproveitar melhor os recursos naturais disponíveis;
  • Melhoria da resiliência dos sistemas agrícolas, ao reduzir os impactos negativos das mudanças climáticas;
  • Mitigação das mudanças climáticas, ao diminuir as emissões de gases de efeito estufa provenientes da agricultura.

6. Software de gestão agrícola

Software de gestão agrícola é um programa desenvolvido para ajudar o produtor a gerenciar as etapas da produção, desde o planejamento até o pós-colheita.

O Aegro é uma ferramenta de gestão agrícola que reúne funcionalidades como gestão operacional e financeira de fazendas. Com o Aegro, é possível trabalhar previsões de safras, fazer o controle de operações agrícolas em tempo real e gerar relatórios dos principais indicadores de produção para otimizar processos.

Além disso, o software oferece ao produtor rural mobilidade para gerenciar sua fazenda por meio de um aplicativo para celular ou tablet.

Com o Aegro, é possível:

  • Controlar o estoque, acompanhando o que entra e o que sai e uso dos insumos por talhão;
  • Planejar a safra utilizando como base o histórico de safras anteriores, para planejamento baseado em dados concretos;
  • Controlar os custos, desde o orçamento até o valor realizado, identificando oportunidades de economia;
  • Monitoramento de pragas, prevenindo perdas e tomando ações rápidas;
  • Ter flexibilidade na gestão do negócio, acompanhando tudo o que acontece sem ficar preso à lavoura. Seja do escritório ou em qualquer lugar, utilizando o aplicativo Aegro.

Benefícios do Aegro:

  • Controle do negócio, visão de todas as áreas e atividades da lavoura;
  • Aumento da produtividade, explorando como utilizar melhor os recursos disponíveis na fazenda;
  • Redução de custos e aumento de lucro, ao identificar despesas e oportunidades de economia na lavoura;
  • Melhoria da gestão e da tomada de decisão, ao ter acesso a informações confiáveis e relevantes.

Simplifique sua gestão financeira e agrícola com um software de gestão rural! Clique e veja uma demonstração gratuita do Aegro!

Como introduzir a agricultura inteligente no seu negócio?

Se você se interessou pelas tecnologias apresentadas neste artigo e quer começar a usar a agricultura inteligente no seu agronegócio, aqui vão algumas dicas:

  • Faça um diagnóstico da sua situação atual, identificando os pontos fortes e fracos, as oportunidades e as ameaças, os objetivos e as metas do seu negócio;
  • Pesquise as tecnologias disponíveis no mercado, comparando as características, os benefícios, os custos e as formas de implantação de cada uma;
  • Escolha as tecnologias que mais se adequam às suas necessidades e ao seu orçamento, priorizando as que oferecem maior retorno sobre o investimento;
  • Busque apoio de agrônomos, consultores, técnicos, fornecedores e parceiros que possam auxiliar na escolha, na instalação, na operação e na manutenção das tecnologias;
  • Capacite-se e capacite sua equipe para usar as tecnologias de forma correta e eficiente, aproveitando os treinamentos, os cursos, os eventos e os materiais disponíveis;
  • Avalie os resultados obtidos com as tecnologias, monitorando os indicadores de desempenho, de qualidade, de economia e de sustentabilidade do seu negócio.
diagnostico de gestao

Conclusão

A agricultura inteligente é uma realidade cada vez mais presente no cenário agrícola mundial, trazendo benefícios como aumento da produtividade, redução de custos, melhoria da qualidade, preservação do meio ambiente e valorização do produtor. 

Para aproveitar essas vantagens, é preciso estar atento às inovações tecnológicas disponíveis no mercado e investir em soluções que se adequem às suas necessidades e objetivos.

Não perca tempo e conheça o Aegro. Você vai se surpreender com o que a agricultura inteligente pode fazer pelo seu agronegócio!

>> Leia mais:

“Robótica na agricultura: o que é e quais inovações vão impactar o agronegócio?”

“Blockchain na agricultura: conheça as 3 principais funções e seus benefícios”

“Como a agricultura 5.0 vai impulsionar seu trabalho na lavoura”

“Quais os impactos da nanotecnologia na agricultura?”

Este artigo foi útil para você? Assine nossa newsletter e receba os conteúdos do Blog da Aegro direto em sua caixa de e-mail!

Tecnologias agrícolas: o presente e o futuro do agronegócio

Tecnologias agrícolas: as inovações que estão mudando o dia a dia da atividade agrícola e que já estão (ou logo estarão) na sua fazenda.

Tecnologia é qualquer técnica ou método que traga evolução a um processo de produção de algum produto ou bem de consumo.

A tecnologia agrícola é o conjunto de técnicas que trazem avanços à atividade agropecuária, de forma a tornar a produção mais eficiente, menos onerosa e mais rentável.

Hoje em dia, existem várias tecnologias agrícolas que parecem inviáveis para a realidade de muitos produtores. Porém, com a popularização desses novos métodos, a tendência é que seus custos baixem e eles se tornem comuns em propriedades de médio e grande porte no Brasil.

Neste texto, falaremos de algumas dessas tecnologias e seus impactos na atividade agrícola e na sustentabilidade do agronegócio. Boa leitura!

Evolução das tecnologias agrícolas

Quando falamos em tecnologia, logo imaginamos técnicas ultramodernas. Mas vale refletir que mesmo as técnicas mais antiquadas foram modernas no passado. O arado de tração animal já foi uma evolução no passado e hoje é um objeto bastante obsoleto nas atividades de preparo do solo.

É comum dividir-se a evolução das tecnologias agrícolas em eras, como nomes diferentes, de acordo com as evoluções nos processos e métodos da atividade agrícola. Essas eras são cada vez mais curtas devido ao rápido desenvolvimento de novas soluções. 

Assim, definem-se algumas eras das tecnologias agrícolas em:

  • Agricultura 1.0 (de 1900 a 1950): marcada pelo surgimento das primeiras ferramentas de tração animal de uso em maior escala, para facilitar os processos de preparo da terra, semeadura, adubação e colheita;
  • Agricultura 2.0 (1950 a 1990): a tração animal foi substituída por tração mecânica e as máquinas motorizadas se tornaram uma realidade. Aumentou-se o conhecimento sobre as necessidades de adubação e o uso de fertilizantes, além de avanços no campo da genética com seleção de cultivares; 
  • Agricultura 3.0 (1990 a 2015): essa era trouxe avanços na capacidade de monitoramento diferencial das lavouras através de sistemas de posicionamento (GPS) e da agricultura de precisão. Grandes melhorias em seleção genética e eficiente de produtos agroquímicos para controle de pragas, doenças e plantas daninhas e fertilizantes também foram bastante importantes;
  • Agricultura 4.0 (2015 até atualmente): essa etapa trouxe grandes avanços na capacidade de captação de dados através de sensoriamento remoto, montagem de mapas da propriedade, uso de drones e máquinas autônomas e a aplicação diferencial de produtos nas lavouras. Além disso, houve grande melhora nos recursos genéticos por meio da biotecnologia. 
  • Agricultura 5.0 (2020 até atualmente): o futuro, que na verdade já é o presente, é a agricultura que se beneficie dos grandes avanços em conectividade. A montagem de base de dados online da fazenda e o uso da internet 5G e de softwares de análise de dados trará maior autonomia e facilidade nas tomadas de decisão do proprietário.
Agricultura 5.0 marca um avanço das tecnologias agrícolas
Como a agricultura 5.0 vai impulsionar seu trabalho na lavoura

Benefícios do uso de tecnologias agrícolas

Os avanços das atividades agrícolas trazem diversos benefícios ao produtor e, principalmente, ao meio ambiente, auxiliando a ultrapassar os maiores limitantes da produção agrícola. Os principais benefícios das tecnologias agrícolas atuais são:

  • Aumento da precisão: o uso de aplicações diferenciais de produtos químicos, biológicos e fertilizantes é um grande avanço que permite um tratamento diferenciado a áreas específicas cada vez menores, diminuindo desperdício;
  • Mais eficiência de processos: o uso de máquinas autônomas guiadas através de mapas pré-estabelecidos permite uma diminuição dos erros humanos, do retrabalho e do consumo de combustíveis e insumos;
  • Diminuição de riscos: há uma diminuição dos riscos em geral, sejam riscos físicos aos operadores, riscos de impacto nocivo ao meio-ambiente ou mesmo risco financeiros ao negócio;
  • Maior controle da atividade e gestão: essas ferramentas permitem ao produtor verificar onde o processo é mais falho e onde há mais espaços para melhorias, além de permitir uma gestão mais otimizada de recursos físicos, financeiros e humanos.
  • Aumento da produtividade: isso tudo tem a capacidade de gerar um aumento da produção agrícola sem maiores investimentos em recursos, a não ser o preço da tecnologia, permitindo um maior retorno do investimento feito;
  • Tomada de decisão mais correta: todo esse monitoramento e mapeamento permite ao produtor, ou ao gestor da propriedade, tomar decisões mais corretas, baseados em dados passados e atuais, praticamente em tempo real, diminuindo as incertezas e as chances de erro.
Controle e acompanhe a manutenção das máquinas da sua fazenda

7 tecnologias agrícolas que estarão em breve na sua propriedade

Várias tecnologias agrícolas são cada vez mais indispensáveis à atividade rural moderna. Aqui citamos algumas das soluções mais utilizadas:

  • Sensoriamento remoto: o uso de sensores para medição de características das plantas sem contato com elas é uma das bases do monitoramento do estado do solo e das lavouras;
  • Sistemas de localização: permitem que os dados coletados pelos sensores sejam referenciados a uma localização específica permitindo o mapeamento da fazenda em escalas cada vez menores;
  • Máquinas autônomas: dados de sensores e de localização permitem aplicação diferencial de recursos como produtos ou água, sem limitar a produção e sem causar desperdício;
  • Dados meteorológicos: seja de estações digitais próprias ou de bancos de dados, eles auxiliam na tomada de decisão do melhor momento para a execução de atividades como plantio, fertilização ou aplicação de produtos e colheita;
  • Conectividade: a conectividade através da internet ou de sistemas de comunicação cada vez mais avançados permite uma visualização das condições da fazenda em tempo real, aumentando o controle e a eficiência de processos;
  • Softwares de armazenamento e análise de dados: são cruciais para fazer a integração e bom uso de todas as informações captadas de solos, plantas, máquinas, clima, produção, etc, permitindo uma tomada de decisão baseada em dados;
  • Sistemas de gestão: Permitem uma organização mais profissional e exata das atividades da fazenda, comparando com o planejamento da safra e atentando para a eficiência de processos e possibilidade de melhorias.

Tecnologia e sustentabilidade

O grande desafio da agricultura mundial hoje em dia é produzir alimentos, fibras e combustíveis de maneira sustentável. A sustentabilidade se baseia em um tripé — ou seja, um processo realmente sustentável precisa se encaixar nestes três contextos:

Uma atividade sustentável tem que ser socialmente justa, economicamente rentável e ambientalmente correta. Dessa forma, o proprietário consegue o seu rendimento e sustento sem agredir o meio ambiente e sem explorar a sociedade.

As tecnologias agrícolas são insubstituíveis para que o agronegócio se mantenha ou seja sustentável. O uso eficiente de recursos e a gestão correta de todas as atividades da propriedade rural permitem diminuir os impactos ao meio ambiente, diminuir riscos aos funcionários e aumentar o lucro do produtor.

Conclusão

A agricultura moderna tornou-se uma atividade de alto nível tecnológico e não haverá caminho de volta.

Aumentar a capacidade de monitoramento, automatizar as atividades e usar dados coletados em sua propriedade para a tomada de decisões é a base da produção agrícola mundial no futuro.

A busca por essas soluções é urgente para o produtor rural brasileiro. As tecnologias agrícolas já deixaram de ser um luxo e são hoje uma necessidade, definindo o sucesso ou fracasso da atividade rural.

Dentre as tecnologias agrícolas mais importantes para o produtor rural, o Aegro se destaca como um software para gestão de fazendas que oferece uma série de ferramentas para o produtor aumentar a eficiência e lucratividade da sua propriedade.

>> Leia mais:

Smart farming: 5 tecnologias que vão deixar sua fazenda inteligente e rentável

“Inteligência artificial no agronegócio: como ela vai beneficiar sua fazenda”

“5 formas de implementar a automação agrícola na sua fazenda”

“Blockchain na agricultura: conheça as 3 principais funções e seus benefícios”

“Quais os impactos da nanotecnologia na agricultura?”

Se quiser ficar por dentro de outros artigos sobre tecnologias agrícolas, assine nossa newsletter e receba todas as novidades no seu e-mail.

Inteligência artificial no agronegócio: como isso vai beneficiar sua fazenda

Inteligência artificial no agronegócio: o que é, como pode ser utilizada, quais são as IAs já disponíveis na agricultura, vantagens e problemas para adoção destas ferramentas. 

A tecnologia vem se superando a cada dia. O lançamento de novas ferramentas principalmente digitais está acelerado, tornando obsoletas descobertas de 2 ou 3 anos antes.

Essa realidade não se restringe a celulares, computadores e empresas urbanas. A tecnologia da inteligência artificial chegou ao campo faz tempo e vem sendo aprimorada e ampliada em várias regiões produtoras.

Muitas vezes, porém, o produtor nem sabe que usa a inteligência artificial, pois muitas pessoas não conseguem compreender o significado desse termo.

Neste texto, vamos explicar o que é a inteligência artificial, como ela foi introduzida na agricultura, como está presente no dia a dia do produtor rural e quais são as vantagens da inteligência artificial no agronegócio. Venha conferir!

Inteligência artificial no agronegócio: o que é?

Inteligência artificial (IA) é a capacidade de um equipamento com sistema computacional de coletar dados, agrupar estes dados, fornecer uma solução e até mesmo executar a tarefa.

Nas cidades, a IA é uma realidade dentro das próprias casas e ao alcance na palma da nossa mão, acessando essas ferramentas pelos celulares. Mas e na agricultura, como isso surgiu?

Como primeiro passo, podemos lembrar do uso do GPS na agricultura para demarcação de áreas, e depois, na agricultura de precisão e no piloto automático dos tratores e máquinas.

Esse foi o início da IA na agricultura, pois o GPS permite realizar navegação, medir áreas, determinar coordenadas, armazenar dados e até mesmo tomar decisões, como é o caso do piloto automático.

Com o passar dos anos, novas ferramentas tecnológicas com inteligência artificial foram ganhando espaço no setor agrícola, e serão abordadas no próximo tópico.

Em resumo, a inteligência artificial está presente na agricultura em diversos equipamentos, máquinas e implementos que contribuem, principalmente, para a coleta de informações, processamentos das informações e tomada de decisões, para manejos agrícolas mais precisos.

Usos possíveis da inteligência artificial no agronegócio

Como dito anteriormente, o GPS é uma das ferramentas que podem ser consideradas inteligência artificial no agronegócio. Mas, com o avanço tecnológico, as IAs foram se aprimorando e se tornando cada vez mais independentes.

Tecnologias que auxiliam a inteligência artificial no agronegócio
Tecnologias que auxiliam a inteligência artificial no agronegócio
(Fonte: Embrapa)

Sensores

Outra ferramenta bastante utilizada na agricultura são os sensores. Muitos produtores são adeptos de sensores climáticos para previsão do tempo e medição da velocidade do vento, quantidade de chuvas, umidade do ar e do solo etc.

Os sensores são ótimos aliados para a tomada de decisões, visto que fornecem os dados em tempo real para o produtor.

A inteligência artificial nos sensores torna as tomadas de decisões mais precisas, e de modo automatizado, como é o caso da área de irrigação, por exemplo.

Em áreas irrigadas, é possível interligar os sensores a uma IA. Assim, o produtor define os parâmetros adequados à sua situação, como umidade relativa do ar, temperatura, quantidade de chuvas, umidade do solo e outros. 

Os sensores captam os dados, os armazenam e geram uma análise. Quando os parâmetros pré-definidos são alcançados, o próprio equipamento manda um comando para o pivô funcionar, já com a definição da quantidade de água a ser aplicada.

Software

Os softwares agrícolas são ferramentas que centralizam os dados do campo, analisam essas informações e as transmitem para o produtor, de modo didático e preciso, em forma de relatório. Isso contribui para a tomada de decisão em diversas áreas agrícolas.

O uso desta ferramenta é tão amplo que engloba desde aspectos burocráticos, como gestão fiscal, de pessoas e maquinários, planejamento, manejo da lavoura e clima até a definição de preços.

O software para gestão de fazendas mais completo do mercado é o Aegro, sendo capaz de fornecer dados de toda a fazenda desde o planejamento da colheita até a comercialização da safra.

Drones

Outra realidade ligada à inteligência artificial no agronegócio é o uso de drones. Os drones de imagens já vêm sendo utilizados há algum tempo nas fazendas, principalmente na demarcação de áreas e na obtenção de imagens para gerar mapas.

As imagens obtidas pelos drones ajudam a controlar pragas e doenças, verificar a saúde da lavoura, observar reboleiras, economizar na compra de produtos, por meio da aplicação localizada em determinadas situações etc.

Além dos drones de imagens, nos últimos anos, os drones de pulverização agrícola têm se tornado uma realidade.

Estes drones fazem parte da IA por realizarem a operação de modo automatizado, seguindo os parâmetros definidos pelo piloto, que controla remotamente o drone.

diagnostico de gestao

Veículos autônomos

Uma realidade não tão distante é o uso de veículo agrícola autônomo (VAA), que estão sendo estudados e implementados em algumas áreas para a validação dos resultados.

Esse tipo de veículo está sendo desenvolvido para todas as fases da lavoura, desde o plantio até a colheita, e já tem algumas empresas que lançaram pulverizadores autônomos.

Ao contrário do piloto automático, os VAAs não apresentam nem cabine para o operador — uma única pessoa pode comandar mais de um veículo à distância.

Big data

O big data ainda é menos difundido na agricultura. Porém, essa é uma ferramenta de grande auxílio para o produtor rural.

Traduzindo ao pé da letra, “big data” significa “grandes dados”, e é exatamente isto que o sistema de inteligência faz: coleta diversos dados da fazenda, armazenando e agrupando essas informações nas nuvens, com grande velocidade, e fornecendo informações mais precisas aos produtores.

Essa tecnologia consegue cruzar informações como histórico da área, cultivar semeada, produtividade, histórico de chuvas e quantidade de fertilizantes para aplicação e já presentes no solo, fornecendo um parâmetro geral e particular de cada atividade.

Com a coleta e inserção de informações por sensores, é possível prever e evitar problemas na lavoura.

Vantagens das tecnologias de inteligência artificial para os produtores

As vantagens do uso de inteligência artificial no agronegócio giram, principalmente, em torno da precisão das tomadas de decisões do produtor — mas, para isso, é preciso saber o que ocorre no cotidiano do negócio rural.

Atualmente, uma coisa que diferencia as empresas rurais de sucesso é a coleta e análise de dados necessários para gerir corretamente o empreendimento.

Diariamente, diversas informações são geradas na fazenda. Anotar, passar os dados para planilha e analisá-los, todos, é uma tarefa que exige tempo, atenção e conhecimento.

Quando se tem ferramentas inteligentes que conseguem agrupar esses dados, coletando, analisando e gerando informações relevantes, ou até mesmo enviando comandos para realização da tarefa, o planejamento se torna mais correto, a tomada das decisões melhora e o tempo de ação fica mais rápido.

Isso gera um maior controle de todas as partes que compõem a empresa rural — a gestão de pessoas e máquinas e o manejo da lavoura, dos insumos, de peças, da produção e dos preços.

Outra vantagem é que todos os dados coletados pela inteligência artificial são armazenados nas nuvens, podendo ser acessados remotamente, e também possibilitando a tomada de decisão sem exigir que o produtor esteja presente no campo.

Todas essas ferramentas têm um único objetivo: a sustentabilidade no agronegócio, reduzindo os gastos com produtos, peças e insumos desnecessários, aumentando a produtividade e, consequentemente, a rentabilidade do produtor.

Dificuldades da utilização da inteligência artificial no agronegócio brasileiro

Uma pesquisa realizada pela Embrapa mostra o retrato da agricultura digital brasileira. Esse estudo coletou informações de muitos produtores rurais quanto ao uso da tecnologia no campo.

A dificuldade para adoção de tecnologias pelos produtores foi umas das questões levantadas. Veja na figura abaixo as principais respostas:

Dificuldades para a adoção de tecnologias no campo
Dificuldades para a adoção de tecnologias no campo
(Fonte: Embrapa)

Para a maioria dos produtores, o alto investimento financeiro é o principal entrave para a adoção de tecnologias — e a inteligência artificial está inclusa nesse quesito.

Os estudos e inovações que tornam esse tipo de inteligência possível no campo acabam onerando máquinas, equipamentos e outros dispositivos que possuem essas funções.

Entretanto, tirando a parte financeira da equação (que, sim, é um fator relevante), temos um entrave nas áreas agrícolas brasileiras: a falta de internet nas áreas rurais.

Em estudo sobre conectividade em áreas rurais, foi constatado que 13 milhões de brasileiros vivem em áreas rurais onde não há cobertura de internet, e muitos ainda têm qualidade de internet ruim, prejudicada por ventos e chuvas.

Isso é uma limitação para a coleta e análise de dados, visto que a inteligência artificial utiliza dados em tempo real e utiliza a internet para transmitir esses dados para a nuvem, armazená-los e cruzar essas informações.

Superando a barreira da internet, outro ponto de atenção para a utilização da IA é o conhecimento da ferramenta que se tem ou pretende implementar na fazenda, para que se tenha o aproveitamento de todos os recursos disponíveis.

Para isso, a capacitação digital de trabalhadores do campo é fundamental, haja vista a tecnologia desses programas.

Conclusão

Neste texto, você viu o que é inteligência artificial no agronegócio e como ela teve início neste setor.

As tecnologias inteligentes já são utilizadas nas áreas rurais, agregando informações e contribuindo para a tomada de decisões, e há diferentes formas de a inteligência artificial atuar na agricultura.

Este artigo também abordou as vantagens das IAs, principalmente para a coleta e o cruzamento de dados de todas as áreas do negócio rural.  

Por fim, destacamos os principais problemas que envolvem a adoção da inteligência artificial no agronegócio brasileiro.

>> Leia mais:

“Conheça 3 principais motivos para investir em inteligência artificial na agricultura”

“Robótica na agricultura: o que é e quais inovações vão impactar o agronegócio?”

“Veja como adotar práticas de tecnologia e sustentabilidade na sua fazenda”

“O que são fazendas digitais e por que elas custam menos e valem mais”

Já sabia isso tudo sobre inteligência artificial no agronegócio? Assine nossa newsletter e compartilhe este artigo com a equipe da sua fazenda.

Robótica na agricultura: o que é e quais inovações vão impactar o agronegócio?

Robótica na agricultura: inovações tecnológicas na agricultura: entenda quando é usada e quais são as vantagens da robótica agrícola

As inovações tecnológicas na agricultura estão presentes em todas as etapas de produção, desde o preparo do solo à comercialização, como sensores para análise do solo e aplicativos para a rastreabilidade e certificação dos produtos agrícolas.

Assim, uma nova tecnologia cria forças no mercado: os robôs agrícolas. Aumentando lucros e eficiência, além de garantir maior segurança nas operações.

Neste artigo, veja como a robótica na agricultura pode influenciar no manejo da lavoura e alavancar sua fazenda. Boa leitura!

Robótica na agricultura

O desenvolvimento tecnológico na agricultura passou por diversas fases. Teve início na agricultura 1.0, a qual é caracterizada pelo uso da tração animal, até chegar ao momento atual: a agricultura 4.0, marcada pelo uso de máquinas, veículos autônomos, drones, tecnologia de satélite e robôs com sensores.

A robótica é uma tecnologia utilizada para realizar movimentos e atividades humanas, por meio de máquinas autônomas controladas via remoto. Apesar disso, é importante ressaltar que não há a exclusão da mão de obra humana, e, sim, maior capacitação dos trabalhadores para o uso da tecnologia.

Até 2028, de acordo com International Market Analysis Research and Consulting Group, o mercado deve avançar anualmente em torno de 18,42%, alcançando US$ 21,2 bilhões. Atualmente, o mercado promove US$ 7,6 bilhões.

Um dos primeiros avanços tecnológicos da agricultura de precisão foi o Posicionamento Global por Satélite (GPS). A partir disso, tratores começaram a ser guiados por GPS para plantação de sementes, aplicação de defensivos agrícolas e colheita. 

Utilização do Solix Ag Robotics
Utilização do Solix Ag Robotics
(Fonte: Solinftec)

Recentemente, uma nova tecnologia surgiu no setor agrícola: o drone. Esta tecnologia permite monitoramento aéreo de pulverizações e colheita em tempo real e tem sido, para esse serviço, mais acessível que o realizado por satélite.

Isso porque o satélite não está sempre disponível ao agricultor, e alguns fatores podem prejudicar sua qualidade da imagem, como a presença de nuvens. Os drones agrícolas não têm esse problema por portarem suas próprias câmeras de alta resolução.

Essas tecnologias são integradas e conectadas por meio de softwares, sistemas e equipamentos que podem melhorar a produção agrícola. No Brasil, a Solinftec se destaca, com a tecnologia Solix Ag Robotics e a plataforma ALICE AI, monitorando insetos e ervas daninhas, analisando o solo e a nutrição das plantas.

Ou seja, os drones podem ser utilizados para coletar dados do solo, vegetação, clima e terreno, realizando o levantamento da área e otimizando tempo e mão de obra.

Aplicações da robótica na agricultura

Estas são algumas utilizações da robótica na agricultura:

  • Colheita de cereais
  • Análise de solo
  • Plantio
  • Combate às pragas
  • Capinagem
  • Colheita e embalagem de frutas
  • Monitoramento, manutenção e vigilância de plantações
  • Coleta de dados aéreos
  • Pulverização
  • Empilhamento de paletes
  • Higienização de animais leiteiros

Enfatizando a utilidade dessa tecnologia na colheita de frutas, o robô possui a capacidade de identificar se elas estão maduras ou não.

Atualmente, algumas empresas estão trabalhando nesse nicho de mercado. Como a Tevel Aerobotics Technologies, empresa israelense que desenvolve um sistema autônomo de robôs voadores, capazes de detectar tamanho e maturação e distinguir entre frutas, folhagens e outros.

Robô desenvolvido pela Tevel Aerobotics Technologies
Robô desenvolvido pela Tevel Aerobotics Technologies
(Fonte: Olhar Digital)

Outra empresa voltada para a colheita de frutas é a Fieldwork Robotics, desenvolvendo robôs para a colheita de framboesa para suprir a escassez de trabalhadores. A versão final do robô apresentará quatro braços que realizarão a tarefa simultaneamente.

A robótica na pecuária é empregada no monitoramento, alimentação de animais de cortes, aves e suínos e ordenha de vacas leiteiras.

Colhedora de framboesa desenvolvida pela Fieldwork Robotics
Colhedora de framboesa desenvolvida pela Fieldwork Robotics
(Fonte: The Guardian)

Vantagens

Diminuição de riscos à saúde humana e redução do uso de defensivo agrícola

A robótica na agricultura pode substituir atividades que causam riscos à saúde humana, como a aplicação de defensivos agrícolas.

A empresa suíça Ecorobotix desenvolveu o ARA, sistema de pulverização de precisão baseado em inteligência artificial. Essa tecnologia possui GPS, sensores e câmera em sua parte frontal, para identificação de plantas daninhas e aplicação do herbicida diretamente na planta, com a exata quantidade necessária.

Com isso, as novas tecnologias dispensam a necessidade de aplicação de produtos agrícolas na área total. Utilizando GPS, sensoriamento remoto, drones e robôs, é possível aplicar direcionado, diminuindo gastos com água, fertilizantes e defensivos.

Sistema de pulverização de precisão ARA: exemplo de robótica na agricultura
Sistema de pulverização de precisão, ARA
(Fonte: NeoFeed)

Diminuição da contaminação ambiental

Com a eficiência proporcionada pela agricultura de precisão e consequente redução de produtos agrícolas utilizados, a robótica na agricultura diminui o escoamento de produtos químicos nas áreas naturais ao redor da propriedade agrícola.

Diminuição do tempo entre a colheita e a distribuição

Em comparação com a mão de obra humana, os serviços são feitos pela robótica com muita agilidade, o que pode diminuir o tempo de colheita e, consequentemente, seu armazenamento.

Maior precisão operacional

Durante a colheita, a robótica pode diminuir o número de produtos colhidos impróprios para a comercialização e coletar apenas frutas. Isso é possível devido à capacidade de diferenciar frutas, folhagens e galhos.

Jornada de trabalho mais longa

Alguns robôs, como o Robotti LR da Agrointelli, podem trabalhar durante horas antes do reabastecimento.

Robotti LR projetado pela Agrointelli, mais um exemplo de robótica na agricultura
Robotti LR projetado pela Agrointelli
(Fonte: Agrointelli)

Desvantagens

Escassez de mão de obra qualificada

Para operar essas máquinas, é necessário fazer treinamentos específicos para a qualificação dos trabalhadores responsáveis pelos robôs.

Necessário o uso de internet

Cerca de 53% da população do campo no Brasil não tem acesso à internet, o que dificulta bastante a implementação de novas tecnologias na agricultura brasileira.

Depreciação de máquinas agrícolas

Conclusão

As vantagens do uso das novas tecnologias são inúmeras e modificam a vida do produtor rural para melhor. Pela facilidade, podendo controlar drones e robôs de qualquer lugar, utilizando apenas a internet. E o mais importante: a robótica na agricultura aumenta a rentabilidade da fazenda, por sua agilidade de manejo e economia de produtos utilizados.

Devido a isso, pesquisas são realizadas constantemente em diversos países para facilitar o manejo do campo.

Mas é importante que o produtor seja aliado da tecnologia e se diferencie dos antigos modelos de manejo do campo. Atualmente, mais de 84% dos agricultores brasileiros utilizam ao menos uma tecnologia digital para auxiliar a sua produção. 

Porém, é necessário ressaltar que, apesar desse avanço no processo de automação, com estimativa de crescimento anual de aproximadamente 20%, uma parcela de produtores apresenta dificuldade com a tecnologia, como o uso de aplicativos ou redes móveis, principalmente aqueles pertencentes à agricultura familiar.

>> Leia mais:

“Drones e Agricultura de Precisão: 8 pontos para você considerar”

“Smart farming: 5 tecnologias que vão deixar sua fazenda inteligente e rentável”

“Entenda como a antena 5G vai beneficiar sua fazenda”

Você já sabia disso tudo sobre a robótica na agricultura? Aproveite para compartilhar esse artigo com toda sua equipe de produção.

Como a irrigação inteligente pode trazer economia e resultados em sua lavoura

Irrigação inteligente: o que é, como funciona, importância, vantagens e desvantagens.

A agricultura é responsável pelo consumo de grande parte da água doce disponível no mundo. 

Diante disso, e da necessidade de conciliar desenvolvimento econômico com a preservação do meio ambiente, é fundamental adotar novas tecnologias que garantam o uso eficiente da água.

Nesse sentido, a irrigação inteligente é uma técnica que promove a gestão racional dos recursos, além de aumentar a produtividade. 

Quer saber mais sobre esse assunto? Confira a seguir. Boa leitura!

O que é irrigação inteligente?

Irrigação inteligente é uma estratégia de manejo que está transformando a agricultura e a forma como os recursos são utilizados.

Essa técnica disponibiliza a água em pequenos volumes, de maneira localizada e precisa para as plantas. 

Os métodos de irrigação por superfície e por aspersão se baseiam na irrigação de toda a superfície do terreno, o que provoca desperdício de água e a lixiviação de nutrientes.

Já na irrigação localizada por gotejamento e por microaspersão, a água é distribuída próxima às raízes das plantas. No entanto, também é preciso fornecê-la na quantidade e no momento adequado.

Dessa forma, o objetivo da irrigação inteligente é fornecer água no volume e tempo corretos, levando em consideração as condições ambientais e as características da cultura. 

Nesse sistema de fornecimento de água, são consideradas as diferenças espaciais dentro da área irrigada. Assim, a irrigação somente é acionada caso haja necessidade, sendo possível produzir mais e com menos água.

Na irrigação inteligente também é viável utilizar o sistema para a distribuição de insumos agrícolas, como fertilizantes (fertirrigação) e produtos fitossanitários. 

A irrigação inteligente pode ser aplicada em pequenas áreas, como hortas, estufas e jardins, bem como em áreas maiores destinadas à produção de frutíferas, café, cana-de-açúcar e tomate.

Como funciona

Na irrigação inteligente todo o processo é automatizado. As variáveis ambientais, como temperatura do ar e umidade do solo, são monitoradas por sensores e equipamentos específicos. 

Como há auxílio de softwares, os dados coletados são interpretados e é possível fazer previsões da necessidade de irrigação. Além disso, fica mais fácil armazenar os dados com segurança e acompanhar o manejo da irrigação de forma dinâmica e sistemática. 

Todos os dados mensurados são repassados em tempo real para o produtor, o que permite o acompanhamento remoto da lavoura. Dessa forma, o manejo da irrigação é pautado em dados como umidade do solo, temperatura do ar, precipitação, evapotranspiração e a exigência hídrica da cultura.

Assim, a partir das informações coletadas, a bomba de irrigação é acionada para ligar e desligar sozinha conforme a necessidade da cultura.

No sistema de gotejamento, ainda é possível associar a irrigação com a tecnologia drip protection. Essa tecnologia consiste em um sistema de injeção de produtos químicos, biológicos e orgânicos via gotejo.

Outras tecnologias também são utilizadas na irrigação inteligente, como: 

internet das coisas (IoT)

sensoriamento remoto

sistema de posicionamento global (GPS)

sistema de informação geográfica (SIG)

● veículos aéreos não tripulados (VANTs)

É importante deixar claro que cada cultura tem uma demanda particular. Assim, os projetos de irrigação devem ser planejados e dimensionados de acordo com a realidade do produtor, das características da área a ser irrigada e das necessidades da espécie cultivada. 

Importância da irrigação inteligente

A irrigação inteligente é uma técnica que assegura maior sustentabilidade da atividade agrícola pela gestão racional dos recursos. Nesse sistema há menor desperdício de água e redução do consumo de energia elétrica e tempo.

A irrigação inteligente também contribui para a redução da ocorrência de doenças foliares na lavoura

Nesse caso, a água é colocada próxima ao sistema radicular das plantas e as folhas não são molhadas. Assim, a umidade não é excedida e as doenças causadas por fungos e bactérias não são favorecidas.

Além disso, esse sistema viabiliza a aplicação de insumos como adubos e produtos fitossanitários via água de irrigação.

A irrigação inteligente também contribui para o manejo de plantas daninhas, uma vez que a superfície do solo molhada é menor.

Essa estratégia de manejo auxilia os produtores rurais no processamento dos dados e na tomada de decisão.

Por fim, com a irrigação inteligente é possível ter um controle mais confiável e eficiente do manejo hídrico, além de acompanhar de perto o desenvolvimento da lavoura.

Kit de gestão do maquinário da fazenda

Vantagens e desvantagens da irrigação inteligente

Conhecer e analisar as vantagens e desvantagens da irrigação inteligente é essencial para o sucesso da atividade agrícola.

Confira a seguir as vantagens dessa técnica:

● reduz o desperdício de água

● economia de energia elétrica e tempo

● maior eficiência no uso da água

● aplicação de produtos fitossanitários e fertilizantes via água de irrigação

reduz a ocorrência de doenças causadas por fungos e bactérias

● auxilia no manejo de plantas daninhas

● monitoramento remoto da lavoura

● maior sustentabilidade de atividade

● melhora da qualidade do produto final

● aumento da produtividade

Por outro lado, a aquisição dos equipamentos e softwares da irrigação inteligente demandam alto investimento inicial e mão de obra tecnificada para operar o sistema.

Quer saber mais sobre outros métodos e sistemas de irrigação? Confira no seguinte texto: “Tudo o que você precisa saber sobre os tipos de irrigação na agricultura para acertar na escolha”.

Conclusão

A irrigação inteligente é uma estratégia de manejo em que a água é fornecida para as plantas na quantidade e no momento adequado considerando as condições do ambiente e da necessidade hídrica da espécie cultivada.

A automação da irrigação facilita o manejo e o acompanhamento da lavoura. O manejo da irrigação é feito tendo como referência dados mensuráveis. Assim, essa técnica de irrigação ajuda na tomada de decisão, otimiza a utilização dos recursos e reduz os custos de produção.

Algumas vantagens da irrigação inteligente são a economia de água e de energia elétrica, redução na ocorrência de doenças fúngicas e bacterianas e aumento da produtividade. Apesar disso, trata-se de uma técnica que requer alto investimento inicial e mão de obra tecnificada.

>> Leia mais:

“As melhores práticas para o reúso da água na agricultura”

“Agricultura irrigada: o que é, principais métodos e vantagens”

Você já tinha lido sobre irrigação inteligente? Você sabia como é realizado o manejo da irrigação na sua propriedade? Compartilhe o artigo com quem este conteúdo possa ser útil.

Drones agrícolas: Guia completo de uso

Drones agrícolas: conheça os principais tipos, funções na agricultura, valores médios e como conseguir crédito para financiar um.

Com diversas possibilidades de uso, os drones agrícolas podem trazer mais eficiência na gestão da fazenda.

Eles estão entre as principais ferramentas de agricultura de precisão. Afinal, favorecem o aumento da produtividade, a redução de custos e a sustentabilidade ambiental.

O uso de drones agrícolas na aplicação de agroquímicos, fertilizantes, adjuvantes e afins é regulamentado desde 2021 pela Portaria nº 298.

Mas há ainda diversas outras finalidades de uso dos drones agrícolas. Neste artigo, você conhecerá todas elas, os custos e como conseguir financiar um drone agro. Boa leitura!

Qual a função dos drones na agricultura?

A função do drone na agricultura é tornar a gestão da fazenda mais eficiente. Isso é possível por meio dos seus diversos usos. Um exemplo é a aplicação de insumos em taxa variada, monitoramento do índice de vegetação e mapeamento de áreas de plantio.

Mas esta eficiência vai depender de como você utiliza o drone. Por isso, há diversos modelos de drones agrícolas, com finalidades distintas. Tecnicamente, os drones estão incluídos entre os equipamentos chamados mundialmente de Vants (veículos aéreos não tripulados). 

Eles são definidos pela ABA (Associação Brasileira de Aeromodelismo) como veículos capazes de voar na atmosfera, fora do efeito do solo. Eles são projetados ou até mesmo modificados para não receber piloto humano, já que é operado por controle autônomo ou remoto.

Os Vants incluem uma grande variedade de aeronaves autônomas, semiautônomas ou remotamente operadas. No último grupo, enquadram-se os drones, cujos tipos você confere a seguir.

Tipos de drones agrícolas

Os tipos de drones são classificados conforme sua categoria funcional como alvos, sistemas de reconhecimento ou monitoramento, combate, logística ou pesquisa. Com relação aos alcance, os tipos de drones são os seguintes:

  • De mão: alcança 600 m de altura e possui raio de 2 km;
  • De curto alcance: vai a 1.500 m e tem raio de 10 km;
  • Otan: vai a 3.000 m, com raio de 50 km;
  • Tático: 5.500 m e raio de 160 km;
  • Male: 9.000 m e 200 km de raio;
  • Hale: acima de 9.100 m e alcance de raio indefinido;
  • Hipersônico: 15.200 e raio acima de 200 km;
  • Orbital: opera em baixa órbita;
  • CIS: capaz de fazer o transporte lua-terra.   

Além disso, os drones se diferenciam também pelo modelo da asa. Eles podem ser equipamentos de asa fixa ou rotativa.

1. Drones de asa fixa

Os drones de asa fixa são aqueles que se parecem com avião ou asa delta. Eles possuem motor tipo hélice na parte traseira, que o impulsiona para a frente.

Por isso, realizam voos lineares e por maior período de tempo, já que possui sistema de bateria integrado. Geralmente, eles têm 80 minutos de autonomia de voo.

Drones de asa fixa precisam de maior área para pouso e decolagem. Isso confere também maior chance de redução de impactos em uma queda, já que pode deslizar no solo.

Foto de drone agrícola de duas asas pousado sobre grama
(Fonte: Pocket-lint)

2. Drones de asa rotativa

Os drones de asa rotativa podem ser do tipo helicóptero ou multirotor. Eles possuem tecnologia embarcada com diferentes sistemas de captura de imagem. Esses drones de asa rotativa pode ser do tipo:

  • rotor único;
  • tricóptero;
  • quadcóptero;
  • hexacóptero;
  • e octocóptero;

Como você vê, esses drones de asa rotativa são mais variados. Por isso, preste atenção na descrição a seguir sobre cada um deles. 

Drones agícolas sobrevoando campo, com quatro asas
(Fonte: Sensix)

3. Drones de rotor único

São drones semelhantes aos helicópteros, só que numa versão reduzida e não tripulada.  Eles estão entre os mais populares do mercado, e possuem um rotor no interior e uma hélice para estabilização.

Por terem boa capacidade de carga e longa duração de voo, são muito utilizados para voos pairados

4. Drone tricóptero

Os drones tricóptero dividem-se em três tipos, conforme o motor: há os que possuem três controladores, quatro giroscópios e um suporte de pilotagem.

Nesses drones, os motores ficam nas extremidades dos três braços, sendo que em cada um deles há um sensor de localização integrado.

A tecnologia embarcada nesses drones permite fazer com que ele se mantenha estabilizado durante o trajeto, sem necessidade de correções manuais

5. Drone quadcóptero

Os drones quadricópteros possuem quatro lâminas de rotor. Duas movem-se no sentido horário e as outras no anti-horário.

Essa forma de rotação é o que auxilia o quadcóptero a ter uma aterrissagem mais segura. Por ser de fácil fabricação, esse tipo de drone está entre os mais vendidos no mercado.

Além disso, ele apresenta como vantagem boa velocidade em comparação aos demais. Ele também tem força suficiente para carregar alguns assessórios, sem ajustes adicionais. Outra vantagem é que requer baixa manutenção.

6. Drones hexacóptero

Esses tipos de drone têm seis motores: três trabalham no sentido horário e três no anti-horário. Atinge maior altitude, têm mais potência e maior capacidade de carga.

Também são mais velozes e suportam condições desfavoráveis, como ventanias. Por outro lado, possuem um preço mais elevado e necessitam de manutenção frequente.

7. Drones octocóptero

Os drones octóptero têm oito motores, que transmitem a potência para as oito hélices.

A capacidade de voo desses drones é superior em comparação aos demais, além de serem mais estáveis e possuírem alta performance e estabilidade. Ele também é mais pesado que os anteriores. A autonomia de voo varia com a carga e velocidade.

Os octópteros, geralmente, são os mais utilizados para realização de pulverização agrícola com drone. Isso acontece devido a sua capacidade de suportar peso, afinal, seus reservatórios podem ser de até 20 litros.

Quais são os usos do drone agrícola?

O uso de drones agrícolas tem se expandido cada vez mais nos últimos anos, oferecendo benefícios para a gestão de lavouras e a melhoria da eficiência na agricultura.

Por conta da popularidade, os dispositivos estão mais acessíveis e populares, permitindo a otimização das operações e tomada de melhores decisões. Com isso, os drones podem ser usados para:

  • Monitoramento de culturas;
  • Acompanhamento de culturas em tempo real;
  • Mapeamento de áreas;
  • Análise de saúde das plantas;
  • Aplicação de insumos;
  • Planejamento de irrigação;
  • Avaliação pós-colheita;
  • Criação de mapas de solo e levantamento de dados;
  • Análise de crescimento e desenvolvimento da cultura;
  • Gestão e planejamento da lavoura;
  • Detecção de pragas e doenças.

Essa tecnologia não só contribui para o aumento da produtividade, mas também permite um manejo mais sustentável, com uso mais eficiente de recursos como água e insumos, reduzindo impactos ambientais e melhorando a rentabilidade dos produtores.

Drone agrícola para pulverização: Como funcionam?

Na agricultura de precisão, os drones agrícolas multirotores são chamados também de RPA, sigla em inglês que significa aeronaves remotamente pilotadas.

Esses aparelhos são muito utilizados para aplicação de agrotóxicos, adjuvantes, fertilizantes, inoculantes, corretivos, sementes e introdução de agentes biológicos na lavoura.

Os drones utilizados na pulverização pertencem à classe 2 (peso de decolagem maior que 25 kg e até 150 kg) e à classe 3 (peso de decolagem até 25 kg).

Uma das vantagens dos drones agrícolas multirotores é que as aplicações deles podem ser feitas em taxas variadas. Isso pode ser feito conforme a necessidade de cada parte da lavoura.

A pulverização com drone agro possui as seguintes vantagens:

  • Vôo entre 3 e 5 metros de altura;
  • Economia de água e produtos químicos;
  • Aplicação mais eficiente, com bicos abaixo das hélices;
  • Redução da deriva de defensivos, com possibilidade de aplicação com ventos de até 30 km/h;
  • Baixo custo (R$ 40 a R$ 150/ha) e eficiência operacional;
  • De 20 até 100 vezes mais rápido que o trabalho manual;
  • Opera em áreas de difícil acesso.

Essas operações favorecem a eficiência na gestão da fazenda com a economia de custos.

A pulverização com drone custa, em algumas regiões do Brasil, entre R$ 40 e R$ 150 por hectare, a depender do que for feito.  O custo pode incluir ainda deslocamento dos profissionais que farão o serviço.  

Banner de chamada para o download da planilha de cálculos de insumos

Drones de pulverização: segurança nas operações

Os drones ou ARP (aeronaves remotamente pilotadas) dão mais eficiência aos trabalhos no campo, gerando mais economia de tempo e custos, além de menor impacto ambiental.

A operacionalização, independente do modelo ou finalidade do uso, requer cuidados especiais. Esses cuidados vão desde cursos específicos às autorizações oficiais.

A aplicação de insumos com drones deve ser feita por pessoa treinada. Além disso, a aplicação deve ser baseada em procedimentos específicos para garantir a segurança operacional.

Por isso, a Portaria n.º 298 estabelece o que precisa ser feito para operar drones de pulverização. Ela também dá a nomenclatura de cada profissional envolvido na atividade.

  • Caar é um curso do Mapa. É oferecido por entidade de ensino registrada no Mapa para formação de aplicadores aeroagrícolas remotos;
  • Os aplicadores aeroagrícolas remotos são profissionais maiores de 18 anos, aprovados em Caar. Eles acompanham e auxiliam o piloto nas operações aeroagrícolas;
  • Operador de ARP (ou de drone) pode ser pessoa física ou jurídica, agricultor ou empresa rural, cooperativa, consórcio de produtores rurais, prestadores de serviço e órgão governamental, proprietário ou arrendatário de ARP. É quem realiza as operações aeroagrícolas;
  • O piloto remoto é a pessoa que manipula os controles de voo da ARP.

Regras para operadores de drones na agricultura

Segundo a Portaria nº 298, é obrigatório aos operadores de drones possuírem registro junto ao Mapa.

O registro deve ser feito por requerimento ao Sipeagro (Sistema Integrado de Produtos e Estabelecimentos Agropecuários). Os requerimentos deverão ser instruídos com:

  1. Contrato social ou documento de comprovação de posse da área rural, no caso de agricultores e empresas rurais operadores de ARP;
  2. Certificado de conclusão do Caar de cada aplicador aeroagrícola remoto;
  3. comprovante de registro do responsável técnico no Conselho Profissional, nos casos de pessoas jurídicas operadoras de ARP; e
  4. Documento comprobatório da situação regular da aeronave da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).

A exigência para ter responsável técnico com registro profissional que coordenará as atividades é apenas para as pessoas jurídicas operadoras de ARP.

Conforme a Portaria nº 298, coordenadores ou técnicos executores em aviação agrícola não precisam apresentar certificado de conclusão do Caar de cada aplicador.

Regras para aplicações de agrotóxicos com drones

A Portaria nº 298 proíbe que agrotóxicos, adjuvantes, fertilizantes, inoculantes, corretivos e sementes sejam a aplicados com drones, em áreas a menos de 20 metros de:

  • Povoações;
  • Cidades;
  • Vilas;
  • Bairros;
  • Moradias isoladas;
  • Agrupamentos de animais;
  • Mananciais de captação de água para abastecimento de população, inclusive reservas legais e áreas de preservação permanente, além de outras áreas ambientais.

Além disso, o local da aplicação precisa ter avisos sobre a atividade, locais de primeiros socorros, números de telefones de emergência e uso obrigatório o uso de EPI (Equipamento de Proteção Individual).

A aplicação de produtos registrados para a agricultura orgânica ou agentes biológicos não precisa seguir as regras acima. Todos os detalhes sobre o voo com a ARP devem ser informados:

  • Local;
  • Horários (início e término do trabalho);
  • Produto utilizado;
  • Dose aplicada;
  • Altura do voo;
  • Tamanho da área;
  • Receituário agronômico;
  • Mapa do local.

Quanto custa um drone agrícola?

Há modelos de drones que custam entre R$ 3 mil a R$ 60 mil, equipados com câmeras RBG ou bandas especiais multiespectrais.

Os drones com sensores hiperespectrais e sistema RTK de georreferenciamento podem variar entre R$ 150 mil e R$ 400 mil.

Geralmente, os modelos de asa fixa possuem preços mais elevados. Porém, o que vai influenciar mesmo no preço dos drones é o seu tamanho e, sobretudo, a tecnologia embarcada. Confira:

ModeloPreço MédioIndicação de Uso
DJI Agras T10R$ 8.000Pulverização de pequenas áreas, ideal para propriedades de pequeno porte.
DJI Agras T30R$ 90.000Pulverização de grandes áreas, com capacidade de carga e autonomia superiores.
F809R$ 10.000 a R$ 15.000Modelos básicos para mapeamento e monitoramento, adequado para iniciantes.
DJI Agras T40R$ 60.000 a R$ 80.000Pulverização de médio a grande porte, com tecnologia avançada e alta capacidade de carga.

IMPORTANTE: A compra de um drone agro pode ser feita com o uso de recursos do Plano Safra, por meio do crédito rural oferecido pelo Inovagro (Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária)