Plantação de trigo: Conheça as etapas fundamentais

A safra 2025/26 promete ser histórica para a triticultura brasileira, com estimativa de 10 milhões de toneladas de trigo.

Este é um marco que reflete o avanço tecnológico, o esforço de produtores em investir em planejamento e manejo adequado desde o início do cultivo.

Com o aumento da demanda e da área plantada, cultivar trigo no Brasil tem se tornado uma atividade cada vez mais estratégica.

Mas, para ter bons resultados, é indispensável seguir cada etapa do processo com atenção — da escolha da cultivar ao manejo das pragas no início da lavoura.

Você sabe qual é o melhor momento para semear o trigo na sua região? E como preparar o solo, ajustar o espaçamento e definir a quantidade de sementes? Esses detalhes fazem toda a diferença e você confere tudo neste conteúdo.

Como está o mercado de trigo hoje no Brasil?

A produção de trigo no Brasil deve alcançar 10 milhões de toneladas na safra 2025/26, o que representa um aumento de 29,9% em relação ao ciclo anterior. O avanço expressivo se deve, principalmente, à base comparativa baixa do ano anterior.

A área plantada também deve crescer, com estimativa de 3,1 milhões de hectares, um acréscimo de 6,2% em relação à safra 2024/25.

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, projeta-se um crescimento de 11,7% na área cultivada e de 11,9% na produção, chegando a 4,4 milhões de toneladas.

Já o Paraná, mesmo com leve redução de 0,7% na área, deve ter um salto de 57,6% na produção, totalizando 3,7 milhões de toneladas.

Em relação ao comércio internacional, a Argentina ainda possui um saldo exportável de 4,3 milhões de toneladas de trigo, o equivalente a 33% dos 13 milhões produzidos

No ciclo anterior, esse percentual era de apenas 18%. Esse cenário indica que, nos próximos meses, o Brasil deve encontrar espaço para importar o volume necessário sem grandes pressões no mercado.

e-book culturas de inverno Aegro

Qual a importância do cultivo do trigo?

O trigo é uma das culturas mais antigas cultivadas no mundo. Por ser fonte de carboidratos, proteínas, gordura, fibra, cálcio, ferro e ácido fólico, tem um grande papel na alimentação humana.

Podendo ser consumido de diversas formas, há plantações de trigo em diversas localidades, como China, União Europeia, Índia, Rússia, EUA, Canadá, Austrália, Paquistão, Ucrânia e Turquia.

A plantação de trigo no Brasil assume apenas a 15ª posição de produção. Porém, há espaço para crescimento tanto em área quanto em produtividade.

Para a cultura se desenvolver, é necessário planejamento adequado e utilizar técnicas para o plantio do trigo corretas.

Tabela

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.

Figura 1. Maiores produtores mundiais de trigo. (Fonte: Atlas Big, 2025).

Como plantar trigo: passo a passo 

Saber como é plantado o trigo é o primeiro passo que você deve seguir para ter altas produtividades.

Em cada uma das etapas, há uma série de especificidades que devem ser seguidas com o máximo de cuidado possível. Confira a seguir.

1. Escolha do cultivar

No Brasil, a produção de trigo está concentrada na região Sul, mas também há produção na Bahia, Minas Gerais, Distrito Federal e Goiás.

O que muda na plantação de trigo nas regiões brasileiras é o tipo de cultivar escolhido. Cada uma delas é desenvolvida para ser adaptada ao clima de cada região.

Para que você faça uma boa escolha, fique de olho em alguns pontos, como:

  • Indicação de produção;
  • Alto desempenho no campo e produtividade;
  • Resistência à doenças; 
  • Indicação da cultivar de acordo com o sistema de produção; 
  • Fertilidade do solo; 
  • Época de semeadura;
  • Entre outros fatores.

2. Época de plantio de trigo

Na região do Cerrado a época de plantio é de janeiro a fevereiro (sequeiro) e abril a maio (trigo irrigado). Já o plantio de trigo na região Sul, a janela de semeadura é entre março e junho.

A época de plantio do trigo depende de cada região de cultivo da cultura. Para te auxiliar nessa escolha, você pode seguir as recomendações do Zarc (Zoneamento Agrícola de Risco Climático).

O Zarc disponibiliza uma lista de cultivares recomendadas para cada região, além da relação de municípios com seus respectivos calendários de plantio.

Com isso, você tem acesso aos dados específicos do estado, incluindo a lista de municípios indicados, os períodos de plantio (início e fim) por cidade, além de informações sobre o tipo de solo e o grupo de cultivares recomendado.

3. Condições ideais de plantio

O trigo é uma cultura que pode ser produzida em regiões tropicais e subtropicais, mas para alcançar altas produtividades, a umidade do ar ideal para cultivar o trigo é de 70%.

Umidades muito elevadas podem causar danos fitossanitários, influenciando diretamente no rendimento dos grãos. A alta umidade também não é bem-vinda durante o plantio do trigo, então fique de olho. 

Para a emergência do trigo, temperaturas do solo entre 15 °C e 20 °C são favoráveis. Mas as temperaturas acima de 26 °C podem ser prejudiciais para o estabelecimento desta cultura de inverno.

Por isso, realize o planejamento de sua semeadura, acompanhando as previsões climáticas, para evitar semear em períodos com temperaturas baixas ou altas demais. 

Condições como umidade, temperatura e chuva durante todo o ciclo da cultura também refletem diretamente na qualidade do grão.

4. Preparo do solo para plantio de trigo

Após fazer o planejamento e ter definido todos os parâmetros citados acima, comprado suas sementes, está na hora de preparar o solo para o plantio de trigo.

Primeiro, determine qual o tipo de sistema de cultivo será ou é utilizado na área, sendo convencional ou plantio direto, e realizar as práticas de acordo com ele. Outros fatores importantes para o estabelecimento da lavoura de trigo são: 

  • Semear no limpo; 
  • Fazer um bom manejo de cobertura do solo até a semeadura;
  • Análise de solo (adubação equilibrada);
  • Semeadura de qualidade; 
  • Cuidados com velocidade de semeadura e profundidade (2 cm a 5 cm); 
  • Escolha da semente de qualidade;
  • População de planta adequada.

Para o preparo do solo, saiba qual a quantidade de fertilizantes e corretivos a serem aplicados no solo. Esse é um fator importante quando se pensa no custo com a cultura.

Isso porque os fertilizantes têm maior participação nos custos de produção do trigo, representando aproximadamente 25% do investimento na lavoura. Por isso, é importante realizar a análise de solo.  

Passo a passo representando como fazer a preparação do solo para a plantação de trigo.

5. Análise do solo

Para determinar se o solo precisa de correção ou de fertilizantes é necessário realizar a análise. As amostras devem ser representativas da área. 

Para plantio direto, é recomendada a amostragem de 0 cm – 10 cm e ocasionalmente de 0 cm – 20 cm de profundidade.

Para o plantio convencional, a amostragem recomendada é de 0 cm – 20 cm. A interpretação da análise de solo é realizada de acordo com o nível de cada elemento.

Já para determinar a necessidade de calagem e adubação para a área amostrada, devem ser utilizados manuais ou indicações técnicas para cada região do país. 

6. Correção com calcário

Determinar se a área precisa de calagem e qual quantidade utilizar é extremamente importante. Você deve ter a interpretação da análise de solo com as recomendações para cada região de cultivo do trigo.

7. Adubação

A adubação com fertilizantes NPK e micronutrientes para o trigo costuma ser feita no sulco de semeadura.

O nitrogênio é o nutriente mais exigido pela planta, e sua quantidade varia conforme alguns fatores, como: matéria orgânica do solo, cultura anterior, clima da região e expectativa de produção.

No Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, por exemplo, a dose de nitrogênio depende principalmente da matéria orgânica, da cultura precedente e da expectativa de rendimento.

O nitrogênio costuma ser aplicado em cobertura, entre o perfilhamento e o alongamento do colmo, enquanto no Paraná, essa adubação é feita com base na cultura anterior.

Cada estado tem uma recomendação específica, por isso o indicado é consultar os estudos da Embrapa ou procurar um(a) engenheiro(a) agrônomo(a).

Adubação nitrogenada: um guia rápido de manejo para altas produtividades na lavoura

8. Semeadura, espaçamento e densidade

A maior parte do plantio de trigo no Brasil é realizado com semeadoras. As sementes serão plantadas seguindo estas indicações:

  • Espaçamento entre linhas de 17 cm a 20 cm;
  • Densidade média de 200 a 400 sementes viáveis por ;
  • Profundidade de semeadura de 2 cm a 5 cm.

Também há quem faça a semeadura a lanço, onde é possível distribuir as sementes de maneira manual ou mecanicamente. Entretanto, dessa forma, você terá um espaçamento irregular e desuniformidade em sua área.

Para saber a quantidade de sementes que você irá utilizar por metro e por hectare, você utilizará a seguinte conta:

Fórmula:

L = (100 × S × E) / PG
D = (L / E × L × M) / 100
L = (100 × S × E) / PG
D = (L / E × L × M) / 100
S = número de sementes por m² (estande de plantas/m²)
E = espaçamento em metros
PG (%) = poder germinativo
L = número de sementes por metro
M = massa de 1.000 sementes em gramas

Quanto tempo o trigo demora para crescer?

O tempo que o trigo demora para crescer varia de acordo com o tipo de trigo (trigo de inverno ou trigo de primavera), clima e manejo, mas em geral:

  • Trigo de inverno: Leva de 6 a 8 meses do plantio à colheita, com semeadura no outono, passando pelo inverno em dormência. É colhido no final da primavera ou começo do verão;
  • Trigo de primavera: Cresce mais rápido, levando de 4 a 5 meses do plantio à colheita. É semeado na primavera e colhido no verão.

No Brasil, onde o cultivo é mais comum entre maio e setembro, o ciclo do trigo costuma durar em torno de 110 a 150 dias, dependendo da variedade e das condições climáticas.

Fases de crescimento do trigo
  • Germinação e emergência: 5 a 15 dias;
  • Perfilhamento: 20 a 40 dias;
  • Alongamento do colmo: 30 a 50 dias;
  • Emborrachamento e espigamento: 15 a 30 dias;
  • Floração e enchimento de grãos: 20 a 40 dias;
  • Maturação e colheita: 20 a 30 dias.

Manejo inicial da lavoura de trigo

Os cuidados com as plantas de trigo devem ser tomados antes e durante a instalação da lavoura. O  manejo de doenças, pragas e plantas daninhas da cultura é fundamental.

As plantas daninhas devem ser controladas para que você semeie o trigo no limpo. O trigo deve permanecer, por no mínimo 12 dias, sem a interferência de plantas invasoras.

A atenção deve ser principalmente para gramíneas como o azevém, capim-amargoso e aveia. 

Doenças e pragas devem ser controladas antes que causem danos econômicos na sua lavoura. Entre as principais doenças do trigo que podem aparecer no início do ciclo da cultura, há:

  • Oídio;
  • Ferrugem;
  • Mancha amarela da folha;
  • Mancha-marrom;
  • Nanismo-amarelo;
  • Mal-do-pé.

Estas são apenas algumas doenças que causam impacto desde a germinação e perfilamento. Independente do tipo, o MID (Manejo Integrado de Doenças) precisa ser realizado. Elas podem variar entre as regiões de cultivo e condições climáticas.

Os pulgões, assim como os corós, percevejo-barriga-verde e lagartas, são pragas do trigo que podem ocorrer durante todo o ciclo da cultura. Elas devem ser monitoradas desde a germinação.

Para controle, o MIP (Manejo Integrado de Pragas) é fundamental. Ele irá reduzir os danos e a incidência destas pragas nas plantações de trigo.

Existem várias outras ferramentas essenciais para se ter uma lavoura sadia. O conhecimento do histórico da área, o monitoramento climático, a rotação de culturas, o controle químico no momento correto são as principais.

Banner planilha- manejo integrado de pragas

Preparo do solo ideal: O segredo para uma safra abundante

O sucesso de qualquer safra começa muito antes da semeadura. O preparo do solo, muitas vezes subestimado, é a base para um cultivo saudável e produtivo.

Você já parou para pensar em como as técnicas de preparo do solo podem influenciar diretamente a qualidade e a quantidade da sua colheita?

Entender qual é a importância do solo e como otimizá-lo se torna é necessário para garantir o máximo potencial da sua lavoura. Neste conteúdo você vai entender tudo isso.

Quais os cuidados essenciais com o solo?

O solo exige atenção e cuidado para que possa nutrir as culturas da melhor forma. Para isso, a análise do solo surge como uma forma de orientar manejos mais eficientes.

Com isso, são identificadas as necessidades específicas da sua terra, permitindo uma correção precisa do pH através da calagem e um aprimoramento das camadas subsuperficiais com a gessagem.

Essa correção, ajustada para cada cultura, como para preparar o solo para o plantio de soja, impacta diretamente a disponibilidade de nutrientes essenciais. Além disso, a adubação deve ser planejada com precisão.

Nutrientes como fósforo, potássio e nitrogênio também são importes, e sua aplicação deve ser baseada nas particularidades do solo e da cultura.

No caso da soja, a fixação biológica de nitrogênio, feita por bactérias simbióticas, reduz a necessidade de adubação nitrogenada.

Banner da planilha de calagem

Por que o preparo do solo é tão importante?

O preparo do solo é importante porque é responsável pelo desenvolvimento saudável das culturas e, consequentemente, aumentara produtividade.

Um solo bem estruturado facilita a penetração das raízes, melhora a absorção de água, nutrientes e reduz a compactação, permitindo que as plantas cresçam com mais vigor.

As práticas ainda ajudam a controlar erosão, manter a microbiota do solo ativa e otimizar o uso de insumos, resultando em maior eficiência produtiva e sustentabilidade na lavoura.

Quais são as etapas do preparo do solo?

Um bom preparo do solo facilita a penetração das raízes, melhora a absorção de água e nutrientes, garantindo um desenvolvimento mais saudável e produtivo para as plantas.

Estudos indicam que práticas adequadas de preparo podem aumentar a produtividade de culturas, como o milho, em até 29%.

Investir no preparo do solo impacta diretamente o rendimento das culturas, além da eficiência das operações agrícolas.​ Mas para isso é necessário seguir algumas etapas, como:

  1. Análise do solo: Identifica a fertilidade, o pH e a necessidade de correções, orientando as práticas de manejo;
  2. Correção da acidez (calagem e gessagem): Aplicação de calcário regula o pH do solo, enquanto o gesso agrícola melhora a estrutura e corrige a camada subsuperficial;
  3. Adubação e fertilização: Reposição de nutrientes essenciais, conforme a necessidade da cultura, com fertilizantes químicos ou orgânicos;
  4. Descompactação do solo: Técnicas como escarificação ou subsolagem evitam camadas compactadas que dificultam o crescimento das raízes;
  5. Preparo mecânico ou cultivo mínimo: Uso de aração e gradagem para revolver o solo (preparo convencional) ou técnicas conservacionistas, como o plantio direto;
  6. Manejo da matéria orgânica: Uso de palhada e rotação de culturas para melhorar a fertilidade e a retenção de umidade;
  7. Controle de ervas daninhas, pragas e doenças: Aplicação de herbicidas seletivos e práticas de manejo integrado para evitar perdas na lavoura.
Guia para manejo de plantas daninhas

Solo, manejo integrado e sustentabilidade

O manejo de plantas daninhas, pragas e doenças contribui para a proteção da lavoura e melhora o desenvolvimento das culturas.

No preparo do solo, mesmo no plantio direto, o controle inicial das invasoras evita a competição por água, luz e nutrientes, reduzindo perdas na produtividade.

Enquanto isso, a rotação de culturas diversifica o ambiente agrícola, ajudando a quebrar ciclos de pragas e melhorar a fertilidade do solo.

O uso de coberturas vegetais também pode ser um aliado, favorecendo a retenção de umidade e fazendo a proteção contra a erosão.

Por fim, o controle químico, quando necessário, deve ser feito com herbicidas seletivos e na dose correta, reduzindo impactos ambientais e evitando a resistência de plantas daninhas.

Ao integrar diferentes estratégias, o manejo se torna mais eficiente, diminuindo custos e preservando a saúde do solo para as próximas safras.

Como preparar a terra para o plantio?

Cada cultura tem suas particularidades quando se trata de etapas de preparação do solo para o plantio.

Para a soja, por exemplo, o sistema de plantio direto (SPD) se destaca múltiplos benefícios, como proteção contra erosão, retenção de umidade e enriquecimento da matéria orgânica.

Entretanto, em alguns casos, um preparo inicial do solo pode ser necessário para corrigir problemas de compactação ou fertilidade, garantindo assim um ambiente ideal para o desenvolvimento da cultura.

Já para o milho, o preparo do solo pode variar desde sistemas convencionais até o plantio direto, dependendo das condições da sua propriedade.

A rotação de culturas, uma prática sábia e sustentável, surge como um aliado importante em ambas as culturas.

Ao alternar soja e milho, não apenas diversificamos a produção, mas também melhoramos a saúde do solo, reduzindo a incidência de pragas e doenças e otimizando o aproveitamento de nutrientes.

A complexidade na coordenação de múltiplas atividades simultâneas, somada à imprevisibilidade do clima, pode desafiar o planejamento do preparo do solo.

As ferramentas de planejamento detalhado e acompanhamento em tempo real da Aegro permitem ajustes rápidos e eficientes, otimizando o uso de maquinário e insumos, permitindo uma melhor organização das atividades de campo.

banner com fundo, com um notebook no lado direito e texto no lado esquerdo, convidando para uma demonstração no software Aegro

Dicas de como otimizar as operações da fazenda

A otimizar operações da fazenda é um dos fatores que determinam sua rentabilidade e sustentabilidade. No Brasil, a agricultura representa 24,8% do PIB e emprega milhões de trabalhadores, conforme dados do IBGE

No entanto, os desafios da administração rural exigem cada vez mais atenção à redução de custos, aumento da produtividade e decisão baseada em dados.

Nos últimos anos, avanços na tecnologia agropecuária têm possibilitado uma gestão mais precisa e integrada das propriedades.

Ferramentas como softwares de gestão rural, sensores remotos e integração de dados são alguns facilitadores para o acompanhamento das atividades em tempo real. 

Com a adoção de soluções inovadoras é possível planejar melhor o plantio e a colheita, reduzir perdas e aumentar a eficiência operacional

Neste artigo, você confere um pouco mais sobre as estratégias para otimizar as operações da fazenda. Aproveite o conteúdo!

Como otimizar as operações da fazenda?

Otimizar as operações da fazenda exige planejamento e o uso de tecnologias que aumentam a produtividade enquanto reduzem custos.

Em um cenário de desafios constantes, como oscilações de mercado, mudanças climáticas e aumento dos custos de produção, encontrar formas de otimizar as operações garante a rentabilidade e a sustentabilidade do negócio.

A adoção de boas práticas, aliada ao uso de ferramentas de gestão e inovação tecnológica, vai mudar a forma como as atividades agrícolas são conduzidas. Veja abaixo algumas formas de fazer isso acontecer:

  • Gestão financeira eficiente: Monitoramento rigoroso dos custos e análise do retorno sobre os investimentos;
  • Uso de tecnologia: Ferramentas de gestão agrícola, sensores e monitoramento remoto ajudam a reduzir desperdícios e otimizar insumos;
  • Planejamento da produção: Diversificação de culturas e crédito rural podem melhorar a rentabilidade;
  • Capacitação da equipe: Profissionais bem treinados evitam erros operacionais e maximizam o uso de recursos;
  • Manutenção de máquinas e equipamentos: Evita paradas inesperadas, melhorando a eficiência operacional e reduzindo custos com reparos emergenciais;
  • Logística otimizada: Um bom planejamento de transporte e armazenagem reduz perdas na colheita e melhora o escoamento da produção;
  • Uso de dados na tomada de decisão: Analisar métricas de produtividade e eficiência operacional ajuda a identificar gargalos e oportunidades de melhoria.
diagnostico de gestao

O que faz aumentar a produtividade agrícola?

A produtividade agrícola é influenciada por diversos fatores, desde a escolha das sementes até a adoção de tecnologias.

Com margens cada vez mais apertadas, desafios como mudanças climáticas e custos elevados, buscar estratégias eficientes virou necessidade.

O agricultura no Brasil é responsável quase 25 do PIB e para que esse crescimento continue, recomendamos:

  • Uso de sementes de qualidade: Variedades híbridas e geneticamente modificadas tem maior resistência a pragas, doenças e condições climáticas adversas, podendo aumentar a produtividade de até 20%;
  • Correção e manejo do solo: A análise de solo e a adubação equilibrada garantem que as plantas tenham os nutrientes necessários para um desenvolvimento saudável. O uso de práticas como a calagem, por exemplo, é capaz de aumentar a produtividade em até 30%;
  • Tecnologia na agricultura: Ferramentas, como softwares de gestão, otimizam o uso de insumos e identificar falhas rapidamente. Estudos indicam que a agricultura digital reduz desperdícios e aumentam a produção em até 25%.
  • Manejo integrado de pragas e doenças: O monitoramento constante e o controle biológico, aliados ao uso consciente de defensivos agrícolas, evitam perdas;
  • Irrigação eficiente: Sistemas modernos como gotejamento e pivô central garantem que a água seja utilizada de forma que aumente a produtividade das culturas em até 50% em regiões com baixa pluviosidade;
  • Planejamento e rotação de culturas: Alternar os cultivos mantém a fertilidade do solo, reduz o risco de pragas e melhora a rentabilidade, resultando em uma fazendo com aumente de produção.

Ao integrar todas essas técnicas e atividades, você consegue aumentar a produtividade e, ao mesmo tempo, otimizar as operações da fazenda. Ou seja, é possível produzir mais com menos desperdício.

10 estratégias para fortalecer a gestão econômica e financeira da fazenda

Uma administração financeira estruturada é responsável pela sustentabilidade do negócio rural. Diante de custos variáveis e margens de lucro muitas vezes estreitas, um controle eficiente dos recursos pode determinar o sucesso da produção.

Para ajudar nisso, separamos 10 estratégias fundamentais para aprimorar sua gestão e vão fazer toda a diferença. Confira:

  1. Planejamento financeiro: Projete receitas e despesas considerando histórico e variações de mercado;
  2. Controle de custos: Classifique e monitore despesas fixas e variáveis para otimizar recursos;
  3. Gestão do fluxo de caixa: Registre entradas e saídas para evitar falta de liquidez;
  4. Investimento em tecnologia: Utilize softwares para registros financeiros e melhorar decisões;
  5. Acompanhamento contábil: Mantenha documentos organizados para planejamento tributário e acesso a crédito;
  6. Educação financeira: Aprimore conhecimentos para tomar decisões estratégicas e seguras;
  7. Análise de investimentos: Avalie a viabilidade antes de ampliar ou adquirir novos ativos;
  8. Diversificação de renda: Explore novas culturas ou atividades para reduzir riscos financeiros;
  9. Gestão de dívidas: Monitore financiamentos e renegocie condições para equilíbrio financeiro;
  10. Parcerias estratégicas: Estabeleça colaborações para ampliar oportunidades e garantir segurança econômica.

Como a Fazenda Retiro substituiu 30 planilhas por um software?

Fundada pela família Gusatti, a Fazenda Retiro, de Nova Ubiratã, Mato Grosso, sempre esteve em constante evolução.

A propriedade, de 1.200 hectares dedicados ao cultivo de soja e milho, nasceu do desejo de melhorar a qualidade de vida e aumentar a produtividade.

Com o crescimento dos negócios, Matheus Gusatti, gestor financeiro, percebeu que a complexidade do controle operacional aumentava cada vez mais.

O uso de mais de 30 planilhas no Excel tornava a análise de dados e a tomada de decisões desafiadoras. Diante da necessidade de centralizar informações e aprimorar a comunicação com seu irmão, Matheus buscou uma solução mais eficiente.

Foi assim que ele adotou o Aegro, o software de gestão agrícola que monitora todas as operações da fazenda de forma integrada e estratégica.

Além da praticidade, o software tem suporte presencial em uma agência exclusiva, onde são realizadas reuniões mensais para ajustes na estratégia de gestão. 

Com uma interface intuitiva, Matheus e sua equipe conseguiram eliminar as dificuldades de uso enfrentadas com sistemas anteriores. “Hoje, faço o controle de estoque e lanço dados diretamente pelo celular. A gestão da Fazenda Retiro nunca foi tão clara e acessível”, conclui.

Como a fazenda Retiro substituiu 30 planilhas pelas informações integradas com o Aegro

Software para otimizar as operações da fazenda

Para produtores rurais que querem otimizar as operações da fazenda com uma plataforma eficiente e simples de usar, o Aegro é a escolha certa.

A solução centraliza informações, facilita o controle das atividades no campo e no escritório, e oferece uma visão completa do negócio rural.​

Integre as operações agrícolas e financeiras em uma única plataforma, facilitando as atividades operacionais e contribuindo para a sustentabilidade e lucratividade da fazenda.​ No Aegro a sua fazenda tem:

  • Gestão financeira: Controle detalhado de contas bancárias, pagamentos, estoque e fluxo de caixa, permitindo uma administração financeira mais eficiente e organizada;
  • Planejamento e controle de safra: Possibilita o planejamento das operações agrícolas, desde o plantio até a colheita, monitorando custos e otimizando o uso de insumos para aumentar a rentabilidade;
  • Emissão de Nota Fiscal Eletrônica do Produtor Rural: Emissão gratuita, rápida e ilimitada de NFP-e, com preenchimento automático e cálculos de impostos;
  • Monitoramento de pragas e doenças: Monitoramento da lavoura com relatórios sobre pragas e indicação do o momento ideal para pulverizações, reduzindo custos com defensivos;
  • Integração com máquinas agrícolas: Importe dados de operações realizadas com maquinário da fazenda, conectando a plataformas como Climate FieldView™, John Deere Operations Center™ e Stara, para uma visão completa das operações.

Seja para melhorar o planejamento da safra, controlar custos ou monitorar a lavoura em tempo real, o Aegro é a ferramenta certa para quem busca melhorar a administração da fazenda e alcançar melhores resultados no campo.

Plantio de Soja 2025: Guia Essencial para Máxima Safra

A época de plantio de soja varia nas diferentes regiões produtoras. No entanto, no estado do Mato Grosso, o plantio geralmente ocorre entre setembro e dezembro, dependendo das condições climáticas. 

Em anos como 2024, caracterizados por instabilidades climáticas intensas, é preciso acompanhar de perto as previsões meteorológicas para otimizar suas janelas de plantio.

Os cuidados durante esse período são essenciais para assegurar uma lavoura produtiva e saudável. 

Para garantir esse sucesso, práticas de manejo do solo, controle de pragas e a seleção de cultivares de soja que se adaptam bem às condições locais, são estratégias excelentes. 

A agricultura e o clima estão interligados, e qualquer variação climática tem um impacto direto no processo. Continue acompanhando o conteúdo e saiba mais sobre o plantio de soja neste momento:

Calendário para o Plantio de Soja 2025

A janela de plantio da soja é o período em que as condições climáticas, principalmente chuva e temperatura, são mais favoráveis para a germinação e desenvolvimento inicial da cultura. 

Plantar dentro dessa janela, que varia entre as regiões do Brasil, é necessária para minimizar riscos e otimizar o potencial produtivo.

O calendário plantio de soja oficial é associado ao Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), divulgado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). 

O ZARC indica os períodos de menor risco climático para o cultivo em cada município, considerando tipo de solo e ciclos das cultivares

Para 2025, consulte as portarias atualizadas do ZARC para sua localidade específica. Geralmente, a janela se concentra entre setembro e dezembro na maioria das regiões produtoras, mas variações são comuns.

A abertura nacional do plantio de soja, é marcada por eventos simbólicos, que ocorre em meados de setembro, após o fim do vazio sanitário.

Durante este período é proibido manter plantas vivas de soja no campo para controle de pragas e doenças, como a ferrugem asiática. 

Estratégias para o Cultivo de Soja no Brasil

O sucesso do cultivo de soja vai muito além de apenas acertar a data de plantio. Um manejo eficiente envolve uma série de práticas integradas que começam bem antes das máquinas entrarem no campo. 

O plantio de soja no Brasil, dada a diversidade de solos, climas e sistemas de produção, exige uma abordagem adaptável e tecnificada, como:

  • Preparo do solo: Seja no sistema de plantio direto (amplamente adotado) ou convencional, garante a boa estrutura física, química e biológica do solo.
  • Análises de solo periódicas: Orientam a calagem e a adubação, corrigindo deficiências e proporcionando os nutrientes necessários para a cultura. 
  • Cultivar correta: Opte pela cultivar adaptada à sua região, tipo de solo, regime de chuvas e resistência a pragas e doenças locais.

Durante o desenvolvimento da lavoura, o manejo integrado de pragas, doenças e plantas daninhas (MIP/MID/MIPD) também é indispensável. 

Monitorar a lavoura constantemente permite tomar decisões de controle mais assertivas e no momento certo, utilizando métodos químicos, biológicos ou culturais de forma racional. 

A nutrição de plantas, especialmente em fases críticas, e a atenção às condições hídricas complementam as práticas essenciais para que cada planta expresse seu máximo potencial produtivo no vasto território brasileiro.

Gerenciar todas essas variáveis, desde a análise de solo e escolha de insumos até o monitoramento constante de pragas e a nutrição precisa, pode ser um desafio complexo. 

Ferramentas de gestão agrícola digital, como o Aegro, auxiliam o produtor a centralizar essas informações vitais. 

Um software especializado permite planejar o cultivo, registrar atividades, controlar custos por talhão e visualizar dados para decisões mais eficientes e rentáveis.

Soja no Brasil e no mundo: Como está o cenário?

Atualmente, a soja se destaca como o principal produto de exportação do Brasil

Desde de 2021, o país tem sido reconhecido como maior produtor mundial do grão, respondendo por 42% da produção global

Na safra 2022/2023, conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab, 2023), o Brasil alcançou uma produção de alta produtividade, alcançando: 

  • Mais de 154  milhões de tonelada; 
  • Cultivo em 44 milhões de hectares;
  • Produtividade média de 3.508 kg por hectare.

Para atingir esses números, é fundamental ter conhecimento técnico e um planejamento cuidadoso para cada safra. 

A produção de soja demanda atenção a diversos fatores, incluindo as condições climáticas e a qualidade do solo nas cinco regiões produtoras do país. 

Um exemplo da complexidade dessa cultura é que mais de 2 mil cultivares de soja estão registradas no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). 

Cada uma delas foi desenvolvida com características específicas para se adaptar a diferentes tipos de solo, necessidades de maturação e fatores bióticos e abióticos

Ou seja, nem todos os tipos de soja têm o mesmo tipo de necessidade, impactando em cuidados e estratégias de manejo diferentes.

Lavoura de soja representando a relação do plantio de soja e o clima
Figura 1. A importância das chuvas para a Safra 2024/2025. Créditos: CenárioMT (2024).

Preço da soja: alta ou queda?

A saca de 60 quilos de soja está sendo negociada a R$ 138,02, registrando uma baixa de 0,42% em relação ao último fechamento em várias regiões do interior do Paraná. 

No litoral paranaense, a tendência de queda de preços também é observada, com a saca sendo vendida a R$ 140,06 em Paranaguá.

Em relação ao trigo, no Paraná, houve uma ligeira redução de 0,1% no último fechamento, com o preço alcançando R$ 1.464,69 por tonelada.

No Rio Grande do Sul, a commodity apresentou uma leve queda de 0,8%, sendo comercializada a R$ 1.347,20 por tonelada. Os valores são provenientes do Cepea (Setembro/2024).

Representação de fatores que podem influenciar a rentabilidade do plantio de soja
Figura 2. Fatores determinantes da rentabilidade da soja no Brasil. Créditos: AgroAdvance Brasil (2024).

Qual o clima ideal para o cultivo da soja?

O clima ideal para o cultivo da soja envolve temperaturas entre 20°C e 30°C, que favorecem o crescimento do grão. 

Temperaturas abaixo de 10°C podem atrasar o desenvolvimento da planta, enquanto valores acima de 40°C prejudicam a floração e a formação de vagens. 

Para garantir um ciclo adequado, é fundamental que o cultivo ocorra em períodos livres de geadas

Já para a semeadura, a recomendação é de setembro a dezembro, dependendo da região, com crescimento variando de 75 a 150 dias, de acordo com a maturação desejada.

Quais os impactos das mudanças climáticas no plantio de soja?

As mudanças climáticas trazem preocupações para a produtividade e a qualidade do grão

No plantio de soja, temperaturas constantes, acima de 20°C, são necessárias para uma boa germinação

Porém, o aumento das temperaturas pode antecipar a semeadura, exigindo ajustes no manejo e nas etapas de desenvolvimento do grão. Confira: 

Semeadura da soja x clima

Durante o crescimento vegetativo, a planta precisa de água suficiente; a alternância entre secas e chuvas intensas pode afetar a absorção de nutrientes.

Na fase de floração e formação das vagens, o estresse climático pode reduzir a fertilidade e favorecer doenças. 

Já na maturação e colheita, altas temperaturas aceleram o processo, comprometendo a qualidade dos grãos.

A semeadura da soja em Mato Grosso, por exemplo, está enfrentando desafios devido a eventos climáticos extremos associados às mudanças climáticas. 

As chuvas irregulares e a falta de umidade no solo estão dificultando o plantio, gerando incertezas sobre a produtividade da safra. 

Embora algumas regiões tenham avançado lentamente com a semeadura, a maioria dos agricultores aguarda melhores condições climáticas para iniciar o trabalho. 

Além dos impactos diretos na agricultura, a situação reflete um cenário mais amplo de desequilíbrio climático no Brasil

Essa situação já afeta a segurança hídrica e pode comprometer setores essenciais para o desenvolvimento econômico do país. 

Assim, a adaptação e a inovação nas práticas agrícolas tornam-se cada vez mais fundamentais para garantir uma boa produção de soja.

Impactos das diversidades climáticas na semeadura de soja
Figura 3 – Impactos nas vidas humanas e na biodiversidade do planeta. (Fonte: InfoEscola, 2024).

Produção agrícola em Mato Grosso

A produção agrícola em Mato Grosso, especialmente o plantio de soja, enfrenta desafios devido às condições climáticas, com chuvas irregulares e falta de umidade no solo

Este ano, a situação se repete, dificultando o avanço da semeadura. Especialistas alertam que a umidade é fundamental para a germinação adequada das sementes.

Na médio-norte, 0,55% da área destinada à soja já foi plantada, enquanto a sudeste registra 0,37%

Apesar desses avanços, muitas regiões esperam por melhores condições climáticas, gerando preocupação entre os agricultores quanto ao cumprimento do calendário de plantio e colheita, essencial para não comprometer a segunda safra de milho.

É importante ressaltar que o clima da região é composto por uma estação chuvosa bem definida e uma seca, dita o ritmo da agricultura local. A janela de plantio costuma ser uma das primeiras a se abrir no país, frequentemente em setembro, aproveitando as primeiras chuvas.

Os solos do Cerrado, predominantes no estado, exigem manejo específico, como a correção da acidez e a atenção à fertilidade, especialmente com fósforo e potássio. 

O uso intensivo da terra, muitas vezes com a safrinha de milho ou algodão após a soja, demanda um planejamento nutricional ainda mais cuidadoso para evitar o esgotamento do solo. 

Além disso, desafios como a pressão de pragas, doenças, e a necessidade de cultivares adaptadas a altas temperaturas, são importantes para os preparativos para o plantio de soja 2025. 

A tecnologia, incluindo agricultura de precisão e biotecnologia, desempenha um papel importante na superação desses desafios regionais.

planilha para estimativa de perdas na colheita Aegro

Arrendamento de Terra: Uma Opção Viável?

Expandir a área de cultivo ou iniciar na atividade agrícola nem sempre requer a compra de terras. O arrendamento rural é uma alternativa comum e viável para muitos produtores. 

Basicamente, trata-se de um “aluguel” da terra, onde o arrendatário (quem planta) paga um valor pré-determinado (em dinheiro ou produto) ao arrendador (dono da terra) pelo direito de uso por um período específico.

Para o arrendatário, as vantagens incluem a possibilidade de aumentar a escala de produção sem o alto investimento inicial da compra de terras, diluindo custos fixos com maquinário e mão de obra. 

Permite também testar a viabilidade da cultura em uma nova área antes de um compromisso financeiro maior. 

Por outro lado, o arrendatário não se beneficia da valorização do imóvel e pode ter menos autonomia para investimentos de longo prazo na terra.

Para o arrendador, o arrendamento garante uma renda da terra sem a necessidade de envolvimento direto na produção e seus riscos. É fundamental que o contrato de arrendamento seja bem elaborado, especificando claramente:

  • Duração: O prazo do contrato;
  • Valor e Forma de Pagamento: Quantidade fixa, percentual da produção e etc.;
  • Responsabilidades: Quem arca com custos de manutenção, impostos (como o ITR);
  • Condições de Uso: Práticas de manejo permitidas ou exigidas (ex: plantio direto).

Avaliar os custos, os riscos e as cláusulas contratuais são determinantes para entender se o arrendamento é a melhor estratégia para viabilizar ou expandir o plantio de soja 2025.

Como garantir o sucesso do plantio de soja?

Para garantir o sucesso do plantio de soja, é recomendado adotar algumas estratégias, especialmente em um ano desafiador como 2024. Aqui estão algumas dicas:

  • Escolha de cultivares adequadas: Opte por variedades de soja que sejam adaptadas às condições climáticas locais para aumentar a resistência da lavoura.
  • Práticas de manejo sustentável: Implementar técnicas de manejo que promovam a resiliência das plantas, como rotação de culturas e o manejo adequado do solo.
  • Monitoramento contínuo: Acompanhar as condições climáticas e as previsões meteorológicas para mitigar riscos, como irrigação em períodos de seca ou drenagem em caso de excesso de chuvas.
  • Estratégias de irrigação e drenagem: Ambas as práticas ajudam a enfrentar a variabilidade climática, garantindo um solo saudável para o cultivo.
  • Uso de tecnologia: Utilizar softwares de gestão agrícola, como o Aegro, auxilia na tomada de decisões, facilitando o acompanhamento das condições da lavoura, a gestão de insumos e a análise de dados climáticos.

Faça um teste grátis do Aegro e veja o quanto a sua lavoura pode ter um rendimento ainda maior. Clique no botão mais informações! 

Plantar fora da janela recomendada aumenta os riscos climáticos (falta ou excesso de chuva), a incidência de pragas e doenças (quebrando ciclos de controle), pode resultar em menor desenvolvimento das plantas e, consequentemente, em menor produtividade e rentabilidade. Além disso, pode haver restrições de crédito e seguro rural.

Depende dos objetivos e perfil de risco das partes. No arrendamento, o arrendatário assume todo o risco da produção e paga um valor fixo (ou pré-definido) ao dono da terra. Na parceria, os riscos e os lucros (ou prejuízos) da atividade são compartilhados entre o parceiro-outorgante (dono da terra) e o parceiro-outorgado (quem produz), conforme percentuais definidos em contrato.

Tecnologias como GPS em máquinas (piloto automático, taxa variável), drones para monitoramento, sensores de campo, softwares de gestão agrícola (como o Aegro), biotecnologia (sementes geneticamente modificadas resistentes a herbicidas e/ou pragas) e agricultura de precisão como um todo são cada vez mais importantes para otimizar o uso de insumos, reduzir custos e aumentar a produtividade.

Plantio de Milho: Saiba como ter uma lavoura mais produtiva

O milho é uma das culturas mais importantes do Brasil, e um bom planejamento do plantio do milho é essencial para ter uma colheita farta.

Mas, você já se perguntou qual a profundidade ideal para semear, ou qual a melhor época para plantar? Ou ainda, se o tamanho da semente realmente importa?

Neste guia completo, você entende tudo o que é necessário para realizar um plantio de milho de sucesso. Prepare-se para otimizar sua produção e colher os melhores resultados!

Qual o período de plantio do milho?

O Brasil é um dos maiores produtores e exportadores mundiais de milho, com cerca de 70% da produção destinada à alimentação de suínos, aves e bovinos.

Neste sentido, a produção de milho está distribuída em duas principais safras: a primeira safra (ou safra de verão) e a segunda safra (conhecida como safrinha).

Período de Plantio: Geralmente ocorre entre setembro e novembro, dependendo do início das chuvas em cada região.

Primeira Safra (Safra de Verão)

  • Período de Plantio: Entre setembro e novembro, dependendo do início das chuvas em cada região;
  • Período de Colheita: Entre fevereiro e junho;
  • Regiões Produtoras: Sul, Sudeste e Centro-Oeste;
  • Produção: Na safra 2022/2023, o Brasil produziu aproximadamente 131,9 milhões de toneladas de milho, com uma área plantada de 22,3 milhões de hectares.

Segunda Safra (Safrinha)

  • Período de Plantio: Realizado logo após a colheita da soja, geralmente entre janeiro e abril, com variações regionais;
  • Período de Colheita: Junho a agosto;
  • Regiões Produtoras: Centro-Oeste, Sudeste e partes do Sul;
  • Importância Econômica: A safrinha ganhou destaque nos últimos anos, representando uma parcela significativa da produção total de milho no país.

Profundidade e época de plantio: Qual a relação?

Em solos argilosos, com tendência a encharcar ou com muitos torrões, o ideal é semear entre 3 e 5 cm de profundidade.

Já em solos mais arenosos, que tendem a ser mais secos, a profundidade pode ser um pouco maior, entre 5 e 7 cm.

O objetivo é garantir que a semente tenha contato com a umidade necessária para germinar. Além disso, a época de plantio é crucial e varia conforme a região.

O ideal é que a floração coincida com os dias mais longos e o enchimento de grãos com as temperaturas mais elevadas. Plantar fora dessa janela pode resultar em um ciclo mais longo e afetar a produtividade.

O atraso no plantio também pode trazer consequências negativas. O milho é sensível à temperatura, e se a fase vegetativa coincidir com períodos mais frios, o ciclo se estenderá.

Em regiões com irrigação e sem risco de geadas, o plantio pode ser mais flexível, mas a produtividade e o ciclo sempre serão impactados. Por isso, é preciso conhecer as condições da sua região e planejar o plantio na época mais adequada.

Planilha de Planejamento da Safra de Milho

Como deve ser feito o plantio de milho?

O milho é uma cultura versátil e de grande importância econômica, mas para alcançar o máximo potencial de produção, é preciso planejamento e atenção a detalhes.

Um dos fatores mais importante, é o momento do plantio, que pode ser feito em diferentes escalas, desde que seja realizado na época ideal e com as técnicas corretas conforme a região, além exigir:

1. Preparo do solo

O solo deve ser bem drenado, fértil e rico em matéria orgânica, garantindo um ambiente adequado para o desenvolvimento do milho.

Para isso, você vai precisar fazer uma análise de solo, que vai ajudar corrigir o pH e definir a adubação necessária.

O preparo pode ser feito por aração e gradagem, que ajudam a soltar a terra e controlar as ervas daninhas, ou pelo plantio direto, uma alternativa eficiente para manter a estrutura do solo e conservar a umidade.

2. Escolha das sementes

A escolha das sementes impacta em uma lavoura produtiva e saudável. Dê preferência a sementes certificadas e de qualidade, que sejam adequadas às condições da sua região.

Além disso, é importante entender sobre o tipo de cereal que será plantado, como milho verde ou milho pipoca, por exemplo, já que cada um tem as suas exigências específicas.

Para ter os melhores resultados, selecione variedades ou híbridos adaptados ao seu sistema de cultivo, levando em conta fatores como resistência a pragas e doenças, estabilidade produtiva e potencial de rendimento.

3. Época de plantio

O milho pode ser cultivado tanto na safra principal, durante o verão, quanto na safrinha, no outono-inverno, desde que as condições climáticas sejam favoráveis.

O plantio pode ser realizado manualmente ou com o auxílio de máquinas, seguindo as recomendações do fabricante para profundidade e espaçamento das sementes.

Em cultivos manuais, o ideal é formar linhas no canteiro, mantendo cerca de 1 metro entre as fileiras e 25 cm entre cada planta.

Para o plantio, cave pequenas covas com aproximadamente dois dedos de profundidade e deposite três sementes em cada uma.

Caso todas germinem, escolha a planta mais vigorosa e faça o raleio, removendo as mais fracas para garantir um melhor aproveitamento dos nutrientes e espaço.

4. Colheita

A colheita do milho varia conforme o tipo de milho e o seu uso final, sendo essencial monitorar a maturação das espigas e a umidade dos grãos.

Para a colheita de grãos secos, o ideal é que a umidade esteja entre 18% e 24%, pois níveis mais elevados aumentam o risco de deterioração, enquanto níveis muito baixos podem resultar em perdas por quebra.

O uso de colheitadeiras bem reguladas é indispensável para minimizar danos mecânicos aos grãos e evitar perdas durante o processo.

Ajustes adequados nas máquinas garantem uma colheita eficiente, preservando a qualidade e facilitando o armazenamento do milho.

Já para outras finalidades, como milho verde, a colheita deve ser feita quando os grãos ainda estão macios e com maior teor de umidade, garantindo um melhor sabor e textura para o consumo.

5. Controle de pragas e doenças

O monitoramento da lavoura permite identificar precocemente qualquer infestação, possibilitando a aplicação do Manejo Integrado de Pragas (MIP), que combina diferentes estratégias para minimizar danos e reduzi o uso de defensivos químicos.

A escolha de híbridos resistentes também é uma forma eficaz de prevenção, reduzindo a vulnerabilidade da cultura a doenças e pragas. Mas, caso seja necessário o uso de defensivos agrícolas, aplique seguindo as recomendações técnicas para evitar impactos ambientais.

Junto da proteção contra pragas, uma nutrição equilibrada também é necessária para o bom desenvolvimento do milho.

A adubação de base deve incluir fósforo e potássio para ajudar no crescimento inicial das plantas. Enquanto a adubação nitrogenada deve ser feita em cobertura e dividida em duas aplicações para um desenvolvimento vigoroso ao longo do ciclo da cultura.

banner com fundo em verde, com frase para baixar o e-book "Gui de Manejo do Milho" no lado esquerdo e a imagem de um livro no lado direito.

Densidade e Espaçamento: Por que é importante?

A densidade de plantio influencia diretamente na produtividade, variando de acordo com a cultivar, a disponibilidade de água e nutrientes, e o manejo da lavoura.

Aumentar a densidade além do ideal pode reduzir o tamanho das espigas, aumentar o número de plantas sem espigas, risco de quebramento e acamamento, além de favorecer o surgimento de doenças.

O espaçamento entre fileiras também está passando por mudanças, com uma tendência clara à redução.

Espaçamentos menores permitem um melhor aproveitamento da radiação solar, o que, combinado com altas densidades de plantas, resulta em uma área foliar mais adequada para captar luz e manter essa captação por mais tempo.

Para variedades e híbridos de baixa ou média tecnologia, o espaçamento reduzido pode não trazer tantos benefícios, mas para híbridos de alto desempenho, ele é indispensável. Lembre-se: sempre respeite os limites de população recomendados para cada híbrido.

Quanto tempo leva o plantio do milho até a colheita?

O ciclo do milho, do plantio até a colheita, varia conforme a cultivar, as condições climáticas e o manejo adotado. Em geral, esse período pode durar entre 90 e 150 dias. Entenda:

  • Tipo de cultivar: Milhos precoces levam cerca de 90 a 120 dias, enquanto cultivares de ciclo médio ou tardio podem levar até 150 dias;
  • Condições climáticas: Temperaturas amenas podem prolongar o ciclo, enquanto calor e boa disponibilidade hídrica aceleram o desenvolvimento;
  • Disponibilidade de água e nutrientes: Deficiências podem retardar o crescimento e comprometer a produtividade.;
  • Finalidade da colheita: Para milho verde, a colheita ocorre entre 60 e 80 dias após o plantio. Já para grãos secos, o tempo é maior, aguardando a umidade ideal entre 18% e 24%.

Independentemente do objetivo da produção, acompanhar cada fase do desenvolvimento da lavoura e adotar boas práticas de manejo, vão garantir uma colheita de qualidade e alto rendimento.

Plantio de milho: Quilos de sementes por ha

Informações sobre a quantidade de sementes por hectare são fundamentais para o planejamento pré-plantio. Mas, para podermos calcular quantas sementes serão distribuídas, é necessário se atentar a alguns detalhes.

Após a escolha do híbrido, é necessário conhecer o desempenho dessas sementes no campo, ou seja, quanto elas emergem.

As empresas fornecem os resultados do teste de germinação na embalagem do produto. Contudo, esse teste é realizado em condições ótimas para a germinação das sementes.

A dica aqui é: escolha um pequeno canteiro na sua propriedade e realize o teste de emergência a campo!

Assim, você vai conhecer o desempenho das suas sementes no campo e pode realizar seus cálculos com mais segurança. Primeiramente, vamos calcular o número de plantas por metro:

plantio de milho

Para realizar esse cálculo você vai precisar de algumas informações que constam na embalagem do seu híbrido. Veja:

plantio de milho
  • P: Peso de 100 sementes (Kg)
  • A: Área da lavoura (ha)
  • D: Número de plantas por metro
  • G: Germinação da semente (%)
  • Z: Pureza da semente (%)
  • E: Espaçamento entre linhas (cm)

Variedades, híbridos e escolha da cultivar para o plantio de milho

Na hora de escolher a semente, é preciso entender a diferença entre variedades e híbridos, já que cada uma vai entregar um resultado diferente.

As variedades são plantas que mantêm seu potencial produtivo de uma geração para outra, sendo mais acessíveis e utilizadas em regiões de baixa tecnologia, por agricultores familiares e em sistemas de produção orgânica ou agroecológicos.

Já os híbridos, que exploram o vigor híbrido (heterose), têm um alto potencial de produção e são preferidos quando se busca maximizar a produtividade.

Híbridos simples são os mais uniformes e produtivos, mas também os mais caros, enquanto híbridos duplos têm um custo menor, mas um potencial produtivo mais variável. Essa variedade é ideal para quem busca alta produtividade, mas exigem a compra de novas sementes a cada safra.

Cultivar de milho

Ao escolher a cultivar de milho, considere o potencial produtivo e a estabilidade de produção, que é a capacidade da cultivar de manter um bom desempenho em diferentes locais e anos.

O ciclo da cultivar também é importante, e pode ser hiperprecoce, superprecoce, precoce, semiprecoce ou normal.

O recomendado é escolher um ciclo que se adapte às condições da sua região, buscando, por exemplo, cultivares hiperprecoces para escapar de geadas ou para liberar a área para outras culturas.

Além disso, características como tolerância a pragas e doenças, textura do grão e, em algumas regiões, a adaptabilidade a consórcios também são importantes.

Para auxiliar na escolha da cultivar mais adequada e no planejamento do seu plantio, a Aegro oferece ferramentas de gestão que permitem analisar o desempenho de diferentes cultivares em sua região.

Assim, você pode tomar decisões mais informadas e assertivas, garantindo o melhor rendimento da sua lavoura. Clique no banner para fazer uma demonstração gratuita!

O que fazer após a colheita de soja?

O Brasil é um dos maiores produtores de soja do mundo, com uma área cultivada que ultrapassa 43 milhões de hectares e uma produção anual que gira em torno de 150 milhões de toneladas

A soja é a principal cultura do agronegócio brasileiro, movimentando a economia e influenciando diretamente os mercados de exportação, pecuária e biocombustíveis

No entanto, para garantir que a produção se mantenha competitiva e rentável, é preciso ter um bom manejo pós-colheita, evitando perdas, assegurando a qualidade do grão e preparando o solo para as próximas safras.

O pós-colheita de soja envolve processos que vão desde o transporte, secagem, armazenamento e classificação dos grãos até o manejo adequado do solo, garantindo uma lavoura mais produtiva no próximo ciclo. Confira a seguir!

Quais são as etapas da pós-colheita de soja?

A pós-colheita é composta por diversas etapas que garantem a conservação dos grãos e preparam o solo para o próximo plantio.

Cada fase precisa ser conduzida com atenção para evitar perdas e garantir a qualidade da soja. Para isso, recomendamos as seguintes etapas:

  1. Transporte: O transporte deve ser feito rapidamente após a colheita para evitar aquecimento e fermentação dos grãos, o que pode comprometer a qualidade final. Caminhões e carretas devem estar bem vedados para evitar contaminação e perda de umidade;
  2. Secagem: A umidade para armazenamento da soja varia entre 12% e 14%. Umidade acima disso favorece o desenvolvimento de fungos-de-pós-colheita da soja, que comprometem a qualidade e reduzem o preço de mercado dos grãos;
  3. Armazenamento: Silos e armazéns para grãos precisam ser bem ventilados, com controle de umidade e temperatura. A adoção de sistemas de monitoramento previne pragas, fungos e perdas de grãos durante o período de estocagem;
  4. Classificação: Os grãos são classificados conforme a qualidade, teor de umidade e presença de impurezas. Quanto maior a qualidade, maior o valor de mercado da soja;
  5. Manejo do Solo: Após a colheita, o solo precisa ser preparado para o próximo plantio. A adoção de plantas de cobertura pós-colheita da soja ajuda a manter a fertilidade e proteger contra erosão e compactação.

Leia Também:

Qual a relação da colheita com a qualidade da soja?

A colheita é uma das fases mais críticas no ciclo produtivo da soja, influenciando diretamente a qualidade do grão e a rentabilidade da lavoura. Além disso, a lavoura está exposta a diversos riscos, seja para consumo direto ou para a produção de sementes.

O momento ideal para iniciar a colheita ocorre quando a soja atinge o estádio R8, de acordo com a escala fenológica de Fehr e Caviness (1977)

Nessa fase, as vagens e hastes apresentam cor amarela a marrom, e os grãos possuem teor de umidade adequado para colheita.

A colheita tardia pode levar a perdas quantitativas e qualitativas, resultando em grãos danificados, fermentação e aumento da presença de impurezas.

Dessa forma, ajustar corretamente o maquinário, monitorar as condições climáticas e realizar a colheita no tempo certo são medidas essenciais para garantir um produto de alta qualidade e minimizar os riscos dessa etapa.

Colheita da soja evolui de 17% para 30% na última semana no Paraná ...

Figura 2– produção agrícola de soja no Brasil. Créditos: AEN PR (2023).

O que são perdas pós colheita de soja?

As perdas pós-colheita ocorrem quando a soja sofre danos que reduzem sua qualidade e quantidade comercializável.

É comum que as perdas aconteçam por fatores, como ataque de fungos, quebras mecânicas, umidade excessiva e pragas.

As perdas podem ser classificadas em quantitativas (quando ocorre redução no volume de grãos armazenados) e qualitativas (quando a qualidade da soja é comprometida por contaminantes e fatores externos).

A redução dessas perdas depende de boas práticas durante todas as etapas da pós-colheita, como indica a tabela abaixo.

Fatores de PerdasImpacto Estimado (%)
Planejamento inadequado da lavouraVariável
Dessecação pré-colheita mal executadaAté 5%
Altura da planta e umidade dos grãosAté 15% (em áreas acamadas)
Colheita mecanizada sem ajustes adequadosVariável
Perdas nos mecanismos internos da colheitadeira15% a 20%
Barra de corte da plataformaAté 64% das perdas totais

Tabela 1. Principais fatores de perdas e seus impactos estimados durante a colheita de soja no Brasil. Fonte: Agroadvance (2024) e Silveira, 2024.

Quais são as técnicas utilizadas para diminuir as perdas pós-colheita de soja?

A pós-colheita de soja é uma fase que influencia diretamente na qualidade dos grãos e na rentabilidade da safra. 

Mesmo com uma colheita bem planejada, perdas podem acontecer por conta de umidade inadequada, armazenamento e ataque de pragas, por exemplo.

Para evitar desperdícios e garantir a conservação dos grãos até a comercialização, é necessário adotar boas práticas, como:

  1. Monitoramento da umidade: Evita o desenvolvimento de fungos-de-pós-colheita da soja, garantindo a preservação da qualidade;
  2. Ventilação adequada nos silos: Evita superaquecimento e proliferação de pragas e fungos;
  3. Uso de inseticidas e fungicidas no armazenamento: Protege os grãos contra ataques biológicos que podem gerar perdas;
  4. Manejo correto do solo: Controlar plantas daninhas em pós-colheita da soja melhora a estrutura e saúde do solo, e reduz riscos na safra seguinte;
  5. Adoção de plantas de cobertura: Reduz a erosão e melhora a fertilidade.
planilha para estimativa de perdas na colheita Aegro

O que plantar depois da colheita da soja?

Após a colheita da soja, deixar o solo descoberto pode trazer problemas, como erosão, compactação e perda de nutrientes. Além disso, a escolha da cultura seguinte influencia na produtividade da próxima safra e na saúde do solo a longo prazo.

Para manter a fertilidade e melhorar a estrutura do solo, recomendamos escolher plantio de plantas de cobertura, como braquiária, nabo forrageiro e milheto, que ajudam a proteger e enriquecer a área.

Outra alternativa é investir em culturas para a segunda safra, como milho safrinha e sorgo, que podem gerar uma renda adicional e otimizar o uso do solo.

O uso de adubação verde, com leguminosas como crotalária e feijão-guandu, também é uma estratégia eficiente para fixar nitrogênio e recuperar o solo, reduzindo a necessidade de fertilizantes químicos na próxima safra.

A escolha da cultura pós-colheita de soja deve levar em conta o sistema produtivo adotado, o clima da região e os objetivos do produtor rural.

O que é agropecuária?

A agropecuária é a atividade econômica que combina a agricultura (cultivo de plantas) e a pecuária (criação de animais).

Juntas, essas atividades garantem o fornecimento de alimentos, matérias-primas para diversas indústrias e impulsionam o desenvolvimento econômico de muitos países.

A agropecuária pode ser praticada em diferentes escalas, desde pequenas fazendas familiares até grandes propriedades comerciais, com baixo uso de tecnologia ou com máquinas, fertilizantes e técnicas para aumentar produtividade.

Nos últimos anos, a sustentabilidade tem ganhado espaço na agropecuária, com práticas como a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), que busca melhorar o uso do solo e reduzir impactos ambientais.

Mesmo com dificuldades relacionadas a mudanças climáticas e infraestrutura, segue sendo um dos pilares do desenvolvimento brasileiro, representando 24% do PIB do país.

Exemplos de atividade agropecuária

A agropecuária contempla atividades que vão desde o cultivo de plantas até a criação de animais, todas com um impacto significativo no setor agrícola, tanto no mercado interno quanto nas exportações.

Com a crescente demanda global por alimentos e recursos naturais, entender as principais atividades agropecuárias pode ajudar nas questões econômicas do país e da fazenda. Veja alguns exemplos de atividade agropecuária a seguir:

AgriculturaPecuária
1. Cultivo de Grãos (soja, milho, arroz, trigo e feijão);
2. Fruticultura (cultivo de frutas como laranja, banana, maçã, abacaxi e uva)
3. Horticultura (produção de vegetais e hortaliças como alface, tomate, cenoura, beterraba e cebola);
4. Cafeicultura (cultivo de café);
5. Silvicultura (plantio de árvores como eucalipto e pinus);
6. Cana-de-açúcar (cultivo para produção de açúcar e etanol).
1. Criação de Bovinos de Corte
2. Pecuária Leiteira (criação de vacas leiteiras para a produção de leite e derivados);
3. Avicultura (criação de aves para produção de carne de frango e ovos);
4. Suinocultura (criação de porcos para produção de carne suína e derivados);
5. Ovinocultura (criação de ovelhas para carne, leite e lã);
6. Caprinocultura (criação de cabras para carne, leite e derivados)
7. Piscicultura (criação de peixes como tilápia e tambaqui);

Qual a importância da agropecuária?

A agropecuária é responsável por conectar cadeias produtivas que alimentam o mundo e sustentam comunidades. Cada ação dentro do setor tem um impacto direto nas necessidades diárias da população, seja no campo ou nas cidades.

Além disso, a produção agropecuária se adapta constantemente a novas necessidades do mercado e a adaptação do agronegócio global. Junto disso, é importante para:

1. Economia Nacional

A produção agropecuária é responsável por uma grande parte do PIB brasileiro, sendo um dos setores mais produtivos e geradores de empregos.

Responsável por impulsionar a indústria e o comércio, tem contribuído para o crescimento econômico, a geração de riqueza e a redução da pobreza, especialmente nas áreas rurais.

2. Segurança Alimentar

A produção de alimentos é a principal função da agropecuária a partir de grãos, frutas, hortaliças, carne, leite e ovos, que são muito consumidos na alimentação humana.

Sem uma agropecuária eficiente, não seria possível suprir as necessidades nutricionais da população, o que poderia afetar a saúde e o bem-estar das pessoas.

3. Exportações e Comércio Internacional

O Brasil é um dos maiores exportadores de produtos agropecuários do mundo, como soja, carne bovina, café e açúcar.

Essas exportações são uma fonte significativa de divisas para o país, ajudando a equilibrar a balança comercial e a fortalecer a posição do Brasil no comércio internacional.

4. Sustentabilidade e Preservação Ambiental

Embora o setor agropecuário enfrente desafios relacionados ao uso de recursos naturais, muitas práticas modernas de produção estão cada vez mais focadas em sustentabilidade.

Algumas tecnologias e métodos, como a agricultura de baixo carbono, ILPF e o uso de energias renováveis, estão contribuindo para um modelo mais equilibrado e responsável.

Crédito de carbono para o produtor rural: Porque é importante e como torná-lo lucrativo

5. Tecnologia e Inovação

Com o tempo, a atividade agropecuária também se tornou um campo de inovação tecnológica, gerando grandes avanços.

Desde a introdução de novas sementes geneticamente modificadas para aumentar a produtividade, até o uso de drones, sensores e softwares de gestão de fazendas para melhorar a eficiência das operações, a tecnologia tem sido um motor para o crescimento do setor.

6. Diversificação da Economia Rural

Além das atividades agrícolas e pecuárias tradicionais, a agropecuária inclui a produção de fibras (como o algodão e a ), a apicultura e até a aquicultura, o que promove a diversificação e a estabilidade econômica das áreas rurais.

A atividade faz parte de um setor estratégico para o desenvolvimento sustentável, importante para garantir o crescimento econômico e a alimentação de milhares de pessoas.

Qual a diferença entre agricultura e agropecuária?

A agricultura é a prática de cultivar plantas para diversos fins, como alimentação, fibras, medicamentos e até para fins industriais. O foco desta atividade está no cultivo de vegetais, grãos, frutas, legumes, hortaliças e café, por exemplo.

Já a agropecuária engloba as atividades relacionadas à pecuária, à produção de alimentos e a insumos agrícolas, com finalidades diversas, como carne, leite, ovos, lã, entre outros.

A agropecuária pode ser vista como a combinação do cultivo de plantas e da criação de animais, formando um setor maior e mais complexo.

Sem dúvidas, a maior contribuição é no setor econômico, mas a atividade ajuda na manutenção de ecossistemas, na conservação de paisagens naturais e na promoção da biodiversidade, por conta dos sistemas de cultivo que equilibram produção com a preservação ambiental.

Características da agropecuária

  • Produção de alimentos e matérias-primas;
  • Integração entre agricultura e pecuária;
  • Dependência de fatores climáticos;
  • Uso de terras e recursos naturais;
  • Tecnologia e inovação;
  • Cadeia de produção e processamento;
  • Variedade de produtos.

Agropecuária no Brasil e no mundo

Em 2024, o Valor Bruto da Produção (VBP) da agropecuária brasileira foi estimado em R$ 1,29 trilhão, representando uma redução de 1,9% em relação ao ano anterior.

Essa diminuição foi influenciada principalmente pela queda nos preços de produtos como soja, milho e café, que impactaram negativamente o setor agrícola.

Mesmo assim, a produção de carnes, especialmente a bovina, suína e de frango, registrou exportações recordes, totalizando US$ 2,45 bilhões, um aumento de 30,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O Brasil mantém sua posição como um dos maiores exportadores agrícolas globais, com exportações do agronegócio ultrapassando US$ 153 bilhões no acumulado de 2024.

Agropecuária no Mundo

Globalmente, a agropecuária enfrenta desafios pelas mudanças climáticas, volatilidade de preços e pressões por práticas mais sustentáveis.

A produção de soja, por exemplo, tem sido apontada como um fator crítico para a preservação de ecossistemas como o Cerrado brasileiro, devido ao desmatamento associado à expansão agrícola.

Além disso, grandes corporações multinacionais tem influência considerável sobre, afetando preços e práticas de produção.

Em resposta a esses desafios, há um movimento crescente em direção à sustentabilidade na produção agrícola, com iniciativas visando reduzir o desmatamento e promover práticas agrícolas responsáveis.

Para o real sucesso no setor agropecuária, é preciso ter uma implementação efetiva dessas práticas requer a colaboração entre governos, setor privado e sociedade civil.

diagnostico de gestao



O Aegro é bom? Entenda como o software pode ajudar na gestão da fazenda

A gestão agrícola tem se tornado cada vez mais complexa, exigindo planejamento eficiente, controle financeiro rigoroso e organização de dados precisos

Com as constantes mudanças no mercado e os desafios do campo, muitos produtores buscam um software para gestão de fazendas que facilite o dia a dia e melhore a rentabilidade da propriedade.

Entre as opções disponíveis, o software Aegro se destaca por sua capacidade de integrar controle financeiro, planejamento operacional e monitoramento de atividades no campo

Mas, afinal, o Aegro é bom? Para responder a essa questão, analisamos suas funcionalidades, benefícios e apresentamos relatos de produtores que utilizam essa solução na prática.

O que é o Aegro?

O Aegro é um software de gestão agrícola que ajuda produtores rurais no gerenciamento de suas fazendas, reunindo todas as operações da propriedade em um só lugar

A plataforma permite o controle financeiro, a administração de insumos, o planejamento das atividades e a análise de produtividade, garantindo mais eficiência e segurança na tomada de decisão.

Com um sistema intuitivo e acessível, o Aegro é ideal para produtores de grãos, pecuaristas, horticultores e demais profissionais do agronegócio que precisam de mais controle sobre a sua produção.

Software para produtor rural: 10 formas de ganhar mais ao utilizar!

Como funciona o Aegro?

Ao cadastrar os dados da fazendo no Aegro, o sistema integra soluções financeiras, fiscais e operacionais para propriedades rurais.

A partir disso, você tem o controle da produção, desde o planejamento da safra até o manejo do campo.

Um dos maiores destaques é a emissão de notas fiscais integradas ao Sefaz, junto do controle de estoque e de custos, pelo computador ou um aplicativo de celular.

O Aegro ainda oferece uma série de funcionalidades que otimizam a gestão de fazendas, como:

  • Registro completo das operações agrícolas: Controle detalhado de plantio, colheita, pulverizações e tratos culturais.
  • Gerenciamento financeiro: Acompanhamento de custos, receitas, fluxo de caixa e relatórios financeiros.
  • Gestão de insumos e estoques: Monitoramento de defensivos, sementes, máquinas agrícolas e demais produtos.
  • Planejamento da produção: Previsão de gastos e receitas, visualização de custos por talhão e análise da produtividade.
  • Emissão de relatórios personalizados: Para avaliação de desempenho e apoio à tomada de decisão.

Quais os benefícios do Aegro?

A Aegro se destaca por ser uma plataforma que consegue organizar a gestão da fazenda, financeira e fiscal, com integração com a SEFAZ.

Um dos maiores destaques é a emissão de notas fiscais eletrônicas sem limitações e gratuita, além de funcionalidades de acompanhamento de custos e rentabilidade.

Outo benefício é a versão aplicativo em aplicativo do software Aegro, que se torna uma solução acessível e eficiente, promovendo um controle mais preciso e otimização das operações no campo, além de:

  • Maior controle financeiro: Acompanhe o fluxo de caixa, rateio avançado e livro caixa, evitando desperdícios e proporcionando maior previsibilidade;
  • Redução de desperdícios: Com o controle de insumos e estoques e comparador de preços, você evita compras desnecessárias e melhora o aproveitamento dos recursos;
  • Monitoramento das operações: Todas as atividades da fazenda são registradas, facilitando a supervisão da equipe;
  • Decisões baseadas em dados: Os relatórios gerados automaticamente permitem a análise detalhada dos custos, produtividade e rentabilidade da propriedade;
  • Controle de máquinas: Gerenciamento de máquinas e patrimônio, com monitoramento de horas e manutenção preventiva, integrada com grandes marcas;
  • Controle fiscal: Emissão de nota fiscal e MDF-e, pelo celular ou computador, com preenchimento automático e gratuito.
Banner emissão de nota fiscal gratuita pelo app Aegro Negócios

Monitoramento Inteligente para Melhorar a Produtividade

Monitorar a lavoura e controlar pragas são desafios constantes para todo o produtor rural. Sem dados precisos, problemas como falhas no plantio, estresse hídrico e uso excessivo de defensivos podem aumentar custos e reduzir a produtividade.

Para otimizar esse manejo, o Aegro oferece as ferramentas NDVI (Índice de Vegetação por Diferença Normalizada) e MIP (Manejo Integrado de Pragas).

  • NDVI: Utiliza imagens de satélite para identificar áreas com baixa saúde vegetal, falhas no plantio e direcionar melhor a aplicação de insumos, evitando desperdícios.
  • MIP: Permite monitoramento preciso de pragas, auxiliando na decisão do momento certo para aplicação de defensivos, reduzindo custos e impactos ambientais.

Com essas funcionalidades, o manejo fica mais preciso, reduzindo custos, minimizando desperdícios e promovendo uma produção mais eficiente e sustentável.

O Aegro é bom para qual tipo de propriedade rural?

O Aegro é bom para propriedades rurais de todos os portes, seja para pequenos produtores familiares ou grandes fazendas comerciais.

O software tem ferramentas que auxiliam na comparação de insumos, controle de livro caixa e monitoramento de doenças que se adapta a diferentes culturas, podendo ser usado por:

  • Produtores de grãos (soja, milho, trigo, arroz): Oferece controle de safra, gestão financeira e monitoramento de insumos;
  • Produtores de cereais: Gerenciamento da produção, controlando custos, emissão de notas fiscais e acompanhando a safra.
  • Propriedades de agroindústria: Para atividades de beneficiamento ou transformação de produtos agrícolas;
  • Propriedades mistas: Que combinam diferentes tipos de produção, como agricultura e pecuária.

Com suas funcionalidades integradas, o Aegro atende propriedades que buscam uma gestão de fazenda com menos falhas, mais economia e organização.

Quem pode contratar o Aegro?

O Aegro pode ser contratado por produtores que estão com dificuldades no controle financeiro, gestão operações de campo, dificuldades na emissão de notas fiscais e falta de integração entre as diferentes áreas da propriedade.

Se você está com dificuldade de gerenciar custos de produção, planejamento de safra, controle de estoque ou até mesmo dificuldades com o uso de tecnologia no campo, o Aegro pode ser uma solução para automatizar esses processos e melhorar a gestão.

Para garantir que a plataforma seja adequada às suas necessidades, é possível agendar uma demonstração gratuita com especialistas, que vão mostrar como software pode ajudar nessas questões.

banner com fundo, com um notebook no lado direito e texto no lado esquerdo, convidando para uma demonstração no software Aegro