Perspectivas para o Mercado de Commodities Agrícolas em 2025

O ano de 2025 se apresenta como um período de atenção para quem acompanha o mercado de commodities agrícolas.

As dinâmicas globais de oferta e demanda, as condições climáticas e as políticas econômicas traçam um panorama com tendências e expectativas distintas para culturas como soja, milho, café e cana-de-açúcar.

O comportamento dos principais importadores, como China e União Europeia, e o crescimento da demanda por biocombustíveis, também tem influenciado o mercado de commodities.

Entender esses fatores são importante para quem trabalha diretamente no campo ou atua como investidor dentro do setor.

Soja: Oferta robusta e pressão nos preços

O mercado de soja em 2025 deve ser marcado por uma oferta global abundante, impulsionada principalmente por uma safra recorde esperada no Brasil.

Esse aumento na disponibilidade da oleaginosa tende a ter pressão sobre os preços, mesmo diante de uma expectativa de demanda elevada para processamento e exportações.

A competitividade da soja brasileira, favorecida pela taxa de câmbio, pode intensificar esse cenário, influenciando as decisões de plantio em outras regiões, como nos Estados Unidos, onde se projeta uma menor área cultivada.

Apesar da pressão nos preços, a demanda consistente por farelo e óleo de soja pode atenuar quedas mais acentuadas, mantendo um volume significativo no mercado de commodities.

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Como funciona o mercado de commodities?

O mercado de commodities é onde se compram e vendem produtos básicos, que servem de matéria-prima para outros produtos, como soja, milho e café.

Esses produtos são padronizados, ou seja, não importa quem os produziu, o objetivo é que tenham as mesmas características técnicas.

A partir disso, os negócios são realizados por meio de bolsas de mercadorias, que organizam e garantem as negociações.

Essas negociações ainda podem ser divididas em dois tipos: Spot (à vista), compra e venda imediata, com entrega rápida; ou futuros, que você negocia hoje o preço de um produto que será entregue no futuro.

Café: Volatilidade climática e preços sustentados

O setor de café em 2025 enfrenta um cenário de volatilidade após um pico de preços no início do ano.

Por conta der problemas climáticos em regiões produtoras, como Brasil e Vietnã, a expectativa é de uma menor produção brasileira na safra 2025/26.

Essa redução na oferta, combinada com uma demanda global que segue em crescimento, pode manter os preços em patamares elevados.

Contudo, é importante notar que previsões de uma possível correção nos preços no final do ano também existem, à medida que o mercado se ajusta às novas perspectivas de produção.

Quais as principais commodities brasileiras?

O Brasil é um dos maiores exportadores do mercado de commodities do mundo, e suas principais estão ligadas, principalmente, ao agronegócio e à mineração. Veja:

Commodities AgrícolasCommodities Minerais
1. Soja;
2. Milho;
3. Café;
4. Açúcar;
5. Algodão;
6. Carnes (bovina, suína e de frango).
1. Minério de ferro;
2. Ouro;
3. Alumínio (bauxita).

Cana-de-açúcar: Balança entre etanol e açúcar

A perspectiva para a cana-de-açúcar em 2025 é fortemente influenciada pela crescente demanda por etanol, especialmente no Brasil.

Embora a produção global deva apresentar um aumento, o Brasil, como principal exportador mundial, enfrenta desafios relacionados ao clima e à destinação da cana para a produção de biocombustíveis.

Estoques globais mais apertados e uma demanda firme por etanol deverão sustentar os preços do açúcar em níveis razoáveis.

A decisão dos produtores brasileiros em alocar a cana para açúcar ou etanol, impactada por políticas governamentais e pela rentabilidade de cada produto, será um fator determinante para o mercado global.

Como se preparar para as mudanças do mercado de commodities?

O mercado de commodities está cada vez mais imprevisível, seja pelo clima, câmbio, conflitos internacionais ou demanda global.

Para quem é produtor rural, isso representa um grande necessidade de estar preparado. Se você quer proteger sua margem de lucro e tomar decisões mais seguras.

A melhor forma de fazer isso é acompanhar o mercado de perto, controlar seus custos e agir com estratégia, além de seguir as dicas abaixo:

  • Acompanhe cotações em tempo real (soja, milho, café, etc.).
  • Utilize hedge para proteger seus preços;
  • Tenha controle de custos e margem;
  • Planeje a safra com antecedência;
  • Procure atualizações sobre o mercado e economia.

O mercado de commodities é imprevisível, mas suas decisões não precisam ser. No aplicativo Aegro Negócios, você acompanha cotações em tempo real e analisa tendências com mais segurança. Baixa o app gratuitamente.

Plantio de Milho Safrinha 2025: Análise e Expectativas

O plantio de milho safrinha no Brasil em 2025 promete marcar um capítulo importante na história agrícola do país.

Conhecido como segunda safra, o milho safrinha já representa uma parcela significativa da produção total de milho, muitas vezes superando a primeira safra em volume.

Diante dessa relevância, o monitoramento e o planejamento é ainda mais importante para garantir uma colheita bem-sucedida.

Com expectativas de aumento na área plantada e na produtividade, a segunda safra do milho se destaca como pelo alto desempenho agrícola nacional. Mas, quais são as projeções exatas e os desafios que os produtores enfrentarão?

Cenário da Produção de Grãos no Brasil em 2025

As estimativas de órgãos oficiais como IBGE e Conab apontam para um crescimento na produção agrícola brasileira em 2025.

Projeções indicam uma safra total de grãos de 323,8 milhões de toneladas, um aumento de 10,2% em relação a 2024.

A produção de milho, especialmente a safrinha, é o componente principal desse crescimento, com estimativas de produção superando as expectativas iniciais.

Projeções e Estimativas para o Plantio de Milho Safrinha

A área plantada de milho safrinha em 2025 deve apresentar um crescimento modesto em comparação com a safra anterior.

A Conab estima uma área total de 16,78 milhões de hectares, um aumento de 1,3%. As projeções de volume de produção também são positivas, com estimativas variando de 94,6 a 114,07 milhões de toneladas.

Em relação a produtividade média, é previsto um aumento de 5,4% pela Conab, representando 6.798 kg/ha.

Progresso e Status Atual do Plantio no Brasil

O plantio de milho safrinha em 2025 está avançando significativamente, com 97,9% da área planejada já plantada até 30 de março.

Alguns estados, como Goiás, Piauí e Mato Grosso, já concluíram o plantio. No entanto, ainda há áreas a serem plantadas em Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Paraná.

O progresso supera a média dos últimos cinco anos, sinalizando condições favoráveis para a safra 2024/2025. Confira o avanço em cada estado:

EstadoÁrea Estimada (ha)Plantio Concluído (%)
Mato Grosso7.156.00026,6%
Paraná2.293.00038,7%
Mato Grosso do Sul2.212.00018,3%
Goiás2.401.0006,1%
São Paulo533.0002,4%
Minas GeraisN/D0%

Fatores Influenciando o Plantio do Milho Safrinha

As condições climáticas são decisivas, com a transição do El Niño para o La Niña, trazendo expectativas de chuvas mais intensas no Cerrado.

Os avanços tecnológicos, como o uso de sementes certificadas e híbridos adaptados, também contribuem para o progresso.

A demanda interna e a estabilidade dos preços do milho são fatores econômicos que incentivam os produtores.

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Perspectivas e Desafios para a Safra

As condições climáticas durante o desenvolvimento da safra, especialmente em abril, serão determinantes.

Os maiores inimigos serão as pragas e doenças, influenciados pelos padrões climáticos, além da volatilidade do mercado de milho, que pode afetar a rentabilidade da safra. É neste cenário de desafios que soluções tecnológicas como o Aegro se destacam.

Por meio do monitoramento climático integrado à plataforma, você pode acompanhar em tempo real as variações climáticas, permitindo tomadas de decisão mais assertivas, otimizando o momento certo para o plantio e aplicação de insumos.

Além disso, a gestão eficiente dos insumos, contribui para reduzir os impactos da volatilidade do mercado, auxiliando no controle de custos e na maximização da rentabilidade da safra.

Outro ponto que exige muita atenção, é a crescente preocupação com pragas e doenças, que podem ser influenciadas diretamente pelos padrões climáticos.

Nesse aspecto, a ferramenta de monitoramento de pragas e doenças do Aegro, oferece uma visão completa da lavoura, identificando precocemente possíveis focos de infestação. Com isso, é possível agir preventivamente, evitando grandes perdas na produção.

As estimativas variam de 94,6 a 114,07 milhões de toneladas.

Goiás, Piauí, Tocantins, São Paulo, Maranhão e Mato Grosso.

A transição do El Niño para o La Niña, que pode resultar em mais chuvas no Cerrado.

  • O clima afeta diretamente o desenvolvimento e a produtividade do milho, tornando o monitoramento essencial para o sucesso da safra.

Alimentos transgênicos: Segurança, produção e impacto na agricultura

Os alimentos transgênicos são cultivados em mais de 70 países e representando uma parcela significativa da produção agrícola global. 

No Brasil, segundo maior produtor de transgênicos do mundo, essas culturas cobrem milhões de hectares e impulsionam o setor agrícola, garantindo produtividade e competitividade no mercado internacional. 

Segundo dados do Ministério da Saúde, a regulamentação e fiscalização desses alimentos são rigorosas, com testes que avaliam sua segurança antes da comercialização.

Apesar dos avanços tecnológicos e dos benefícios produtivos, os transgênicos ainda geram debates.

Questões como os impactos na biodiversidade, a dependência de sementes patenteadas e os riscos econômicos para pequenos produtores são amplamente discutidos. 

Além disso, na segurança alimentar divide opiniões, pois enquanto alguns defendem que essas culturas são essenciais para combater a fome, outros argumentam que a desigualdade na distribuição de alimentos é o verdadeiro problema.

O que são alimentos transgênicos?

Os alimentos transgênicos são aqueles que passaram por modificações genéticas em laboratório com a introdução de genes de outros organismos. 

Essas alterações conferem características específicas, como resistência a pragas, tolerância a herbicidas e maior valor nutricional

A modificação do alimento é feita inserindo genes de outras espécies (bactérias, vírus ou mesmo outras plantas) no DNA do organismo original.

Um exemplo comum é a soja transgênica, modificada para resistir a herbicidas, permitindo um controle melhor de plantas daninhas sem prejudicar a cultura. Outro exemplo é o milho Bt, que contém um gene de bactéria que o torna resistente a algumas pragas.

Pessoa vestindo jaleco branco aplicando uma substância com uma seringa em uma maçã verde, ilustrando os alimentos trangênicos.
Figura 1. Produção de alimentos transgênicos. Créditos: UOL (2023).

Como são produzidos os alimentos transgênicos?

A produção de transgênicos envolve técnicas de engenharia genética que permitem a inserção de genes específicos em plantas e microrganismos. O processo costuma incluir:

  • Identificação do gene de interesse: Seleção de características desejadas, como resistência a doenças;
  • Transferência do gene: Inserção do material genético na planta, por meio de vetores biológicos ou técnicas como biobalística;
  • Multiplicação das células modificadas: Desenvolvimento de novas plantas a partir das células modificadas;
  • Testes e regulamentação: Avaliação da segurança alimentar e ambiental antes da comercialização.

Alimentos transgênicos no mundo e no Brasil

Os transgênicos são cultivados em mais de 70 países. O Brasil é o segundo maior produtor mundial, atrás apenas dos Estados Unidos. 

No país, as culturas geneticamente modificadas mais comuns incluem:

  • Soja transgênica: Principal produto agrícola exportado pelo Brasil.
  • Milho transgênico: Cultivado para ração animal e produção de alimentos industrializados.
  • Algodão transgênico: Além da fibra têxtil, a semente é usada na fabricação de óleo comestível.
  • Cana-de-açúcar transgênica: Modificada para resistir a pragas e melhorar a produtividade.

Alimentos transgênicos fazem mal?

Estudos conduzidos por organizações como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) indicam que os alimentos transgênicos comercializados são seguros para o consumo humano. 

A ingestão de DNA modificado não representa risco, pois o material genético é degradado no processo digestivo, assim como acontece com alimentos convencionais.

Segurança alimentar e os alimentos transgênicos

A segurança alimentar envolve dois aspectos principais: food safety, relacionado à ausência de contaminantes químicos, biológicos ou físicos nos alimentos, e food security, que trata da garantia de acesso à alimentação adequada. 

Os transgênicos são frequentemente mencionados como uma solução para o problema da fome global, pois permitem maior produtividade e resistência das lavouras. 

No entanto, alguns especialistas argumentam que o problema da fome está mais ligado à desigualdade na distribuição dos alimentos e ao poder aquisitivo das populações vulneráveis do que à produção em si.

Além disso, as modificações genéticas podem trazer benefícios como o Arroz Dourado, enriquecido com vitamina A para reduzir a deficiência nutricional em países subdesenvolvidos. 

No entanto, há questionamentos sobre a dependência de grandes corporações e os impactos ambientais da disseminação dessas culturas.

Grande plantação sendo colhida por várias colheitadeiras vermelhas alinhadas em formato de "V", envolvendo o cultivo de alimentos transgênicos.
Figura 2. Produção nacional de soja transgênica. Créditos: UOL (2023).

Vantagens e desvantagens dos alimentos transgênicos

Os alimentos transgênicos fazem parte da alimentação global há décadas. Segundo o ISAAA (Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicações de Agrobiotecnologia), mais de 190 milhões de hectares de lavouras geneticamente modificadas foram cultivados em 29 países em 2022.

No Brasil, por exemplo, mais de 90% da soja e do milho cultivados são transgênicos. Com isso, surgem debates sobre o quanto esses alimentos contribuem para a saúde, o meio ambiente e a economia.

Abaixo separamos algumas das principais vantagens e desvantagens dos alimentos transgênicos. Confira:

Vantagens dos alimentos transgênicos

  • Maior resistência a pragas e doenças, reduzindo o uso de pesticidas;
  • Aumento da produtividade agrícola;
  • Melhoria na qualidade nutricional de alguns alimentos;
  • Possibilidade de cultivo em condições adversas, como solos ácidos e regiões de seca;
  • Redução do custo final dos alimentos.

Desvantagens dos alimentos transgênicos

  • Possível impacto ambiental, como a polinização cruzada com espécies não modificadas;
  • Dependência de grandes empresas para aquisição de sementes;
  • Desenvolvimento de pragas e ervas daninhas mais resistentes a herbicidas;
  • Questões éticas e socioeconômicas envolvendo o monopólio de grandes corporações.
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Segurança e regulamentação dos transgênicos

Os alimentos transgênicos passam por rigorosos testes antes de serem liberados para consumo.

No Brasil, a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) avalia a segurança dos OGMs e aprova sua comercialização apenas quando há equivalência substancial com produtos convencionais. 

A regulamentação segue padrões internacionais estabelecidos por órgãos como a OCDE, FAO e OMS.

Além disso, a legislação brasileira exige que produtos contendo transgênicos sejam identificados com um triângulo amarelo com a letra “T”, garantindo ao consumidor o direito de escolha.

Qual o impacto dos alimentos transgênicos na economia rural e na agricultura familiar?

A adoção de transgênicos transformou a produtividade agrícola global, aumentando a produção e reduzindo perdas causadas por pragas e doenças.

Mesmo gerando um bom rendimento, seus efeitos na economia rural e na agricultura familiar são complexos e dependem de diversos fatores, como o custo das sementes, o acesso a tecnologia e a estrutura de mercado local.

Para pequenos produtores, os transgênicos aumentam a eficiência e reduzem o uso de defensivos, tornando a lavoura mais rentável, diminuindo custos.

Por outro lado, o alto custo das sementes transgênicas e contratos de uso restritivos, pode dificultar o acesso dos pequenos produtores a essas tecnologias.

Além disso, a concentração do mercado de biotecnologia nas mãos de poucas empresas levanta preocupações sobre a autonomia dos agricultores e a diversidade agrícola.

Já na agricultura familiar, o impacto econômico dos transgênicos varia conforme o contexto regional.

Em países com apoio técnico e acesso a crédito rural, é possível se beneficiar da tecnologia. Já em regiões com menor suporte, a adoção pode ser mais difícil, ampliando a desigualdade no setor agrícola.

Safra de inverno: Tudo o que você precisa saber sobre culturas, clima e manejo

Com a chegada do inverno, as preocupações com a safra de inverno precisam ser redobradas, afinal, as condições climáticas acabam por propiciar desafios maiores para a plantação

Contudo, a safra de inverno continua sendo uma ótima oportunidade para que os produtores mantenham sua produção ativa, mesmo em um período de clima menos favorável.

O avanço da tecnologia no campo e o aprimoramento de técnicas de plantio possibilitaram a diversificação de culturas de inverno e evitam grandes impactos na renda. 

Além disso, muitos têm ido além do esquema soja-milho, buscando novas opções para melhorar os resultados do empreendimento rural.

Neste artigo, você confere as principais alternativas de culturas de inverno que se adaptam melhor às condições do período, quais cuidados são essenciais para manter a produtividade e as perspectivas de mercado para a safra de inverno 2025/26.

O que são as culturas de inverno?

As culturas de inverno são plantas adaptadas para crescer e se desenvolver em condições climáticas mais frias e secas, características da estação. 

O plantio dessas espécies acontece entre janeiro/fevereiro e setembro/outubro, logo após a colheita da safra de verão. 

Por isso, o cultivo de plantas de inverno também é chamado de segunda safra ou cultura de entressafra.

A escolha das espécies a serem cultivadas deve considerar as condições climáticas da região e a cultura anterior.

Essa estratégia permite maximizar a fertilidade do solo e otimizar os recursos disponíveis. Algumas opções de culturas incluem:

Além disso, o plantio de culturas de inverno pode contribuir para o controle de pragas, melhoria da estrutura do solo e conservação da umidade, garantindo benefícios para o cultivo seguinte.

Um vasto plantio de nabo forrageiro

Figura 1. Área de cultivo de nabo forrageiro. Créditos: Equipe FieldView™ (2023).

O que é safra de inverno e qual a diferença para a safra de verão?

A safra de inverno é o ciclo de plantio que ocorre durante os meses mais frios do ano, em contraposição à safra de verão, que ocorre nos meses quentes e chuvosos. 

A principal diferença entre safra de inverno e verão está nas condições climáticas e nas culturas cultivadas.

  • Safra de verão: Cultivada entre os meses de setembro e março, com alto índice de chuvas e temperaturas elevadas. Principais culturas: soja, milho e arroz.
  • Safra de inverno: cultivada entre abril e setembro, com temperaturas mais amenas e menor volume de chuvas. Principais culturas: trigo, cevada, aveia e canola.

Quais os benefícios das culturas de inverno?

O plantio de culturas de inverno traz diversas vantagens, especialmente para o sistema produtivo como um todo. 

Além de otimizar o uso da terra, essas espécies contribuem para a preservação e manejo sustentável do solo, preparando a área para o próximo ciclo agrícola. Dentro disso, os principais benefícios do cultivo de inverno incluem:

  • Favorece o controle de plantas invasoras, reduzindo a competição por nutrientes;
  • Diminui os riscos de erosão, mantendo a estrutura do solo;
  • Melhora os atributos químicos, físicos e biológicos do solo, promovendo maior produtividade na safra seguinte;
  • Aumenta a retenção de água, tornando o sistema mais resiliente a períodos de estiagem;
  • Reduz a amplitude térmica do solo, favorecendo o desenvolvimento radicular das culturas subsequentes;
  • Contribui para o manejo integrado de pragas e doenças, interrompendo o ciclo de vida de organismos prejudiciais;
  • Diminui os custos com defensivos agrícolas, uma vez que a rotação de culturas reduz a incidência de doenças e pragas;
  • Equilibra o sistema produtivo, proporcionando maior estabilidade frente a condições climáticas adversas.
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Culturas de inverno: O que plantar na entressafra?

As condições climáticas do inverno podem parecer desafiadoras, mas existem diversas opções de culturas de inverno que podem ser bem aproveitadas

Essas culturas contribuem para a fertilidade do solo, ajudam no manejo sustentável da lavoura e garantem rentabilidade ao produtor. Por isso, algumas das culturas mais plantas são:

  • Trigo: Base para a produção de farinha e amplamente cultivado no Sul e Sudeste;
  • Cevada: Utilizada na indústria cervejeira e em rações animais;
  • Aveia: Pode ser destinada tanto para consumo humano quanto para alimentação animal;
  • Canola: Cultura oleaginosa importante para a produção de óleo vegetal;
  • Triticale: Cereal híbrido entre trigo e centeio, empregado na alimentação animal e panificação;
  • Hortaliças de inverno: Rúcula, alface, espinafre e repolho, que se beneficiam do clima mais ameno;
  • Milho safrinha: Embora seja plantado no final da safra de verão, muitas vezes é considerado parte da produção de inverno.

Ainda existem outras opções, como nabo forrageiro, ervilhaca e feijão guandu, que podem ser utilizadas como plantas de cobertura para melhorar as condições do solo.

Quais cuidados precisa ter com a safra de inverno?

A safra de inverno pode ser uma excelente oportunidade para diversificar a produção e otimizar o uso da terra.

No entanto, essa época do ano também traz desafios específicos, como temperaturas mais baixas, menor disponibilidade de água e maior risco de geadas.

Para garantir uma colheita produtiva e rentável, é preciso adotar estratégias adequadas de manejo, como:

1. Planejamento e escolha das culturas

Nem todas as culturas se adaptam bem às condições do inverno. Por isso, é importante escolher espécies mais resistentes ao frio e com ciclo adequado para a região.

Algumas das opções mais comuns para a safra de inverno são trigo, aveia, cevada e canola, além de hortaliças como brócolis e couve.

Junto disso, considere o uso de rotação de culturas para evitar esgotamento do solo e opte por cultivares que também sejam resistentes a pragas e doenças.

2. Preparação do solo e nutrição

Antes do plantio, é preciso analisar o solo para identificar possíveis necessidades de correção e garantir um ambiente adequado para o desenvolvimento das culturas.

  • Realize a amostragem do solo para avaliar a fertilidade e definir as correções necessárias;
  • Corrija a acidez e melhore a estrutura do solo com a aplicação de calcário e gessagem, quando indicado;
  • Adube de forma equilibrada, utilizando fertilizantes adequados para suprir os nutrientes essenciais ao crescimento saudável das plantas.

Um solo bem preparado e nutrido contribui para uma lavoura mais resistente e produtiva, aumentando os resultados da safra de inverno.

3. Manejo de pragas e doenças

O controle eficiente de pragas e doenças ajuda a preservar a produtividade da safra de inverno. Mas para isso é necessário:

  • Monitorar a lavoura regularmente para identificar precocemente doenças fúngicas, como ferrugem do trigo e oídio, além da presença de pragas.
  • Aplicar defensivos biológicos e químicos de forma responsável, seguindo as recomendações técnicas para evitar resistência e minimizar impactos ambientais.
  • Adote o manejo integrado de pragas (MIP), combinando práticas como rotação de culturas, uso de variedades resistentes e controle biológico para reduzir a necessidade de defensivos.

Com um monitoramento eficiente e estratégias adequadas, é possível proteger a lavoura e garantir uma produção mais sustentável.

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Como garantir rentabilidade na safra de inverno?

Além de focar no rendimento da cultura, é interessante buscar rentabilidade econômica. Para isso, acompanhe tendências de mercado e avalie a demanda dos produtos cultivados.

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção de aveia, cevada e trigo deve ultrapassar 7,78 milhões de toneladas, impulsionada pelo aumento da demanda por cereais no mercado interno e externo.

Já o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) destaca que a baixa disponibilidade interna de cereais de inverno tem incentivado preços competitivos para os produtores.

Mercado e comercialização da safra de inverno

A demanda por grãos de inverno tem crescido, especialmente para a lavoura de trigo nacional, reduzindo a dependência de importações

Além disso, culturas como cevada e canola estão ganhando mais espaço na produção brasileira. Para garantir bons preços de venda, você pode recorrer a:

  • Hedge agrícola: Proteção contra variações de preços no mercado futuro;
  • Contratos de venda antecipada: Asseguram preços fixos e evitam oscilações prejudiciais;
  • Monitoramento das exportações: Acompanhar as tendências globais para avaliar oportunidades de venda.

Acompanhar as oscilações do mercado e investir em boas estratégias de comercialização são passos importante para garantir a lucratividade da produção de inverno. 

O investimento em tecnologias agrícolas e boas práticas de manejo também vão fazer diferença para otimizar os resultados e manter a propriedade sempre competitiva.

Milho: Guia para Produtividade, Variedade e Lucratividade na sua Lavoura

O milho é um dos principais cultivos no Brasil e no mundo. Além de ser essencial na alimentação humana e animal, é uma fonte de renda para os produtores e matéria-prima para diversas indústrias.

A cultura é uma das maiores geradores de empregos no setor agropecuário, tanto no campo quanto nas indústrias de processamento.

As perspectivas de crescimento da produção e a demanda interna e externa, principalmente da China e de outros países que importam grãos, fortalecem o papel do Brasil no mercado global de milho.

Se você busca maximizar a produtividade, explorar os tipos ou entender os segredos do mercado do milho, este guia completo é o seu ponto de partida.

Preparamos um conteúdo completo, desde o plantio e manejo até as estratégias para maximizar a lucratividade da sua lavoura de milho!

Cultura do milho no Brasil

O milho é uma planta cereal que pertence ao gênero Zea e à família das gramíneas, com uma grande variedade de usos, tanto para consumo humano quanto animal.

No Brasil, a leguminosa tem um papel significativo, tornando o país um dos maiores produtores e exportadores da cultura do mundo, com uma produção em torno de 100 milhões de toneladas por ano.

A produção é concentrada principalmente nas regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste, sendo dividida em duas principais safras: a primeira safra, conhecida como milho verão, e a segunda safra, ou milho safrinha, que tem ganhado cada vez mais destaque.

Embora a maior parte da produção seja destinada ao consumo interno, uma boa parte é exportada, com destaque para países como China, Japão, União Europeia e nações da América Latina.

Esse cenário fortalece a balança comercial do Brasil, contribuindo para o superávit comercial e gerando substanciais receitas para a economia nacional.

Saiba estimar a produtividade de milho em 3 minutos!

Milho na nutrição animal e humana: Como é usado?

O milho é um alimento presente na alimentação dos animais e em diversos produtos para humanos, como o etanol, por exemplo.

Na nutrição animal, é usado como fonte de energia para aves e suínos, compondo até 80% das rações. Porém, apesar de nutritivo, o milho apresenta limitações em aminoácidos essenciais, exigindo a combinação com outros ingredientes para dietas equilibradas.

Variações na composição nutricional, como teor de óleo e amido, impactam diretamente o custo e a eficiência da alimentação animal.

Já para os humanos, se apresenta em diversas formas: pipoca nutritiva, minimilho e em produtos industrializados como amido, óleo e glúten.

Cada tipo de milho, do doce ao comum, encontra aplicações específicas na indústria e culinária, enriquecendo nossa dieta com variedade e benefícios nutricionais.

Quais são os tipos de milho para plantio?

Os tipos de milho para plantio podem ser classificados de acordo com seu uso, genética e características agronômicas.

A escolha da variedade ideal depende do objetivo da produção, das condições climáticas e do manejo agrícola. Os principais tipos são:

1. Milho Híbrido

É o mais utilizado no plantio comercial devido à sua alta produtividade e resistência a pragas e doenças. O milho híbrido é o resultado do cruzamento de linhagens puras para gerar plantas mais vigorosas, que podem ser:

  • Híbridos Simples: Cruzamento entre duas linhagens puras, oferecendo alto rendimento e uniformidade, mas com custo elevado;
  • Híbridos Duplos: Resultado entre dois híbridos simples, com menor custo e maior estabilidade produtiva em diferentes condições;
  • Híbridos Triplos: Formado pelo cruzamento entre um híbrido simples e uma linhagem pura, equilibrando produtividade e adaptação.

2. Milho Varietal (Polinização Aberta)

São variedades desenvolvidas a partir de seleções naturais ou melhoramento genético, permitindo que você colha e replante suas próprias sementes.

Embora tenham menor produtividade em comparação com os híbridos, são mais rústicos e adaptáveis a diferentes condições.

3. Milho Transgênico

O milho transgênico, como o milho Bt, revolucionou o controle de pragas pela resistência a lagartas, reduzindo a necessidade de aplicação de inseticidas químicos.

Essa tecnologia não apenas contribui para a sustentabilidade agrícola, diminuindo impactos ambientais, mas também melhora a segurança do trabalho no campo.

Para garantir a eficácia e a longevidade do milho Bt, é preciso adotar boas práticas, como o plantio de áreas de refúgio, o monitoramento constante de pragas e o manejo integrado para evitar o desenvolvimento de resistência dos insetos.

4. Milho Convencional

O milho convencional não tem modificações genéticas e é utilizado por produtores que desejam evitar transgênicos, seja por escolha própria ou para atender nichos de mercado, como a produção de milho orgânico.

5. Milho Orgânico

É conhecido pelo cultivo sem o uso de sementes transgênicas, fertilizantes químicos ou defensivos sintéticos.

Por conta disso, a produtividade pode ser menor do que a do milho convencional ou transgênico, mas atende a um público específico que busca alimentos livres de agroquímicos.

Cada tipo de milho tem suas exigências, vantagens e desafios. A escolha da variedade ideal deve levar em conta o mercado-alvo, as condições de solo e clima, além da disponibilidade de insumos e tecnologias na propriedade.

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Milhos especiais: Pipoca, Doce, Milho-Verde e Minimilho

Os milhos especiais — como pipoca, doce, milho-verde e minimilho — são variedades com características distintas e são cultivados com objetivos específicos.

Cada tipo de grão de milho requer cuidados particulares e pode ter um impacto econômico diferente, tanto para os produtores quanto para as indústrias que os utilizam. Confira:

1. Milho de Pipoca

O milho de pipoca é uma variedade especial que tem grãos menores e uma casca mais espessa, ideal para estourar quando aquecido.

Agronomicamente, esse tipo de milho exige atenção especial no manejo, precisando de clima com temperaturas médias e umidade controlada, além de um solo bem drenado, com boa capacidade de retenção de nutrientes.

A colheita também deve ser realizada no momento certo, com os grãos secos a uma umidade ideal para evitar a perda de qualidade.

A produtividade do milho de pipoca é geralmente menor do que a do milho comum devido ao tamanho menor dos grãos e à necessidade de maior espaço entre as plantas.

Dentro disso, o uso de fertilizantes equilibrados e controle de pragas como lagartas e percevejos é fundamental.

2. Milho Doce

O milho doce é cultivado principalmente para consumo humano direto, sendo utilizado em conserva, congelado ou in natura. Seu maior diferencial é o sabor adocicado, uma característica marcante de suas variedades, como o milho para espiga.

Uma das condições desse tipo de milho é a demanda maior por fertilidade do solo, especialmente em termos de nutrientes como nitrogênio e potássio.

O solo deve ser bem preparado e irrigado para garantir o sabor e a qualidade dos grãos, já que a variedade é sensível a estresses hídricos.

Como a demanda por milho doce é voltada para consumo direto, a qualidade dos grãos e a precocidade da colheita são essenciais.

Por isso o controle de doenças, como a ferrugem e a podridão da espiga, é necessário para evitar perdas econômicas significativas.

3. Milho-Verde

O milho-verde é um tipo de milho consumido na fase jovem, antes de completar a maturação, sendo popular para consumo direto, como em pamonhas e curaus.

O cultivo exige irrigação mais constante e solos ricos em matéria orgânica para garantir o crescimento rápido das plantas e a formação de espigas suculentas.

A fertilização balanceada, com foco em nitrogênio, também é importante para o crescimento vigoroso da planta.

A principal preocupação no cultivo de milho-verde é o tempo de colheita, por precisar ser colhido em um estágio de maturação intermediária, demandando atenção ao ciclo de crescimento e ao clima da região.

A colheita precoce demais pode resultar em espigas de baixa qualidade, enquanto uma colheita tardia pode comprometer a doçura e a maciez.

4. Minimilho

O minimilho é uma variedade de milho com espigas menores, comumente utilizada em snacks e alimentos industrializados, como pipocas gourmet.

Apesar de ser uma variedade mais recente, tem ganhado cada vez mais popularidade no mercado alimentício.

A variedade exige o mesmo manejo básico do milho comum, mas com uma densidade de plantio maior para garantir uma boa produção de espigas pequenas.

As plantas são adaptadas a ciclos mais curtos e, muitas vezes, requerem menos espaço entre si. Isso torna o cultivo compacto, mas a qualidade do solo ainda é essencial para o desenvolvimento das plantas.

O controle de pragas e doenças é um dos grande desafios para a produção de minimilho, pois qualquer dano às pequenas espigas pode comprometer toda a lavoura.

Qual a janela de plantio do milho?

A janela de plantio do milho pode variar dependendo da região e das condições climáticas locais, mas em geral, segue os seguintes padrões no Brasil:

1. Milho de Verão (Safra principal)

  • Plantio: O milho de verão é plantado geralmente entre fevereiro e março, quando as condições climáticas são mais favoráveis à germinação e ao crescimento, com boas chuvas.
  • Colheita: A colheita ocorre entre junho e agosto. Esse milho é geralmente o mais importante para a produção, especialmente na região Centro-Sul do Brasil.

2. Milho Safrinha (Segunda safra)

  • Plantio: O milho safrinha é cultivado após a colheita da soja, entre fevereiro e março, mas seu plantio é mais comum em abril. Essa safra é plantada em áreas onde a soja foi colhida mais cedo, aproveitando o clima de outono para um ciclo rápido.
  • Colheita: Ocorre entre junho e julho, dependendo das condições climáticas e da região. O milho safrinha tem uma janela de colheita mais curta, o que pode ser arriscado dependendo das chuvas.
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3. Regiões e Adaptabilidade

  • Região Sul e Centro-Sul: Nessas áreas, o milho de verão é mais predominante e seu ciclo é mais longo devido às boas condições de clima.
  • Região Centro-Oeste e Norte: A região é muito voltada para a produção de milho safrinha, aproveitando o ciclo após a soja.
  • Região Nordeste: O milho é plantado em períodos mais curtos e com maior uso de irrigação devido à falta de chuvas constantes.

Calendário de plantio do milho no Brasil

RegiãoPeríodo de PlantioPeríodo de Colheita
Sul Setembro a DezembroMarço a Maio
SudesteSetembro a DezembroFevereiro a Abril
NordesteOutubro a JaneiroMarço a Junho
Norte Março a MaioJunho a Agosto
Centro-oesteOutubro a DezembroMarço a Maio

Quais são as etapas do ciclo do milho?

O ciclo do milho é composto por diferentes fases que determinam o desenvolvimento da cultura, desde a germinação até a maturação dos grãos. Neste sentido, a cultura pode ser dividida em fases vegetativas (V) e fases reprodutivas (R). Confira:

Fases vegetativas (V)

  1. Germinação e emergência (VE): Ocorre logo após a semeadura, quando a semente absorve água, inicia a germinação e a plântula emerge do solo;
  2. Estabelecimento da plântula (V1-V5): As primeiras folhas se desenvolvem, e a planta começa a formar o sistema radicular. Essa fase é crítica para o crescimento inicial;
  3. Crescimento acelerado e emissão de folhas (V6-VT): O milho desenvolve um número maior de folhas e inicia o crescimento do colmo. A absorção de nutrientes e água aumenta significativamente.

Fases reprodutivas (R)

  1. Emissão do pendão (VT): O pendão, estrutura reprodutiva masculina, se desenvolve e libera pólen para a polinização;
  2. Floração e formação das espigas (R1): A polinização ocorre, e os grãos começam a se formar. Esse é um dos momentos mais sensíveis da cultura, pois estresses hídricos ou nutricionais podem comprometer a produtividade;
  3. Granação (R2-R5): O amido começa a se acumular nos grãos, que passam por diferentes estágios: bolha (R2), leitoso (R3), farináceo (R4) e pastoso (R5);
  4. Maturação fisiológica (R6) – Os grãos atingem a umidade ideal para colheita, e a planta começa a perder água naturalmente. Esse é o ponto de colheita para garantir qualidade e produtividade.

Cada fase do ciclo do milho exige manejos específicos, como controle de pragas, irrigação e adubação, para garantir uma lavoura produtiva e com alto rendimento.

Como preparar o solo para o cultivo do milho?

O preparo do solo é o alicerce para o desenvolvimento saudável do milho. O sistema convencional, com arado e grade, ainda é comum, mas exige atenção para evitar a compactação do solo, o temido “pé-de-grade”.

Alternar implementos, controlar a umidade ideal do solo e considerar métodos conservacionistas, como o plantio direto, são estratégias para preservar a estrutura do solo e otimizar a produção.

Além disso, para cada sistema de preparo, são necessários preparos diferentes. Confira mais informações abaixo:

1. Sistema convencional

O solo é mobilizado com arado e grade para descompactação e incorporação de matéria orgânica. O método pode causar a formação do chamado “pé-de-grade”, uma camada compactada abaixo da superfície que dificulta o desenvolvimento radicular.

Para evitar esse problema, é necessário alternar implementos, manejar a umidade do solo e evitar operações excessivas que possam comprometer sua estrutura.

2. Plantio direto

No plantio direto, a semeadura ocorre sobre a palhada da cultura anterior, sem revolver o solo. Esse sistema conserva a umidade, reduz a erosão e melhora a atividade biológica, além de aumentar a infiltração de água e minimizar a compactação superficial.

Com o tempo, também contribui para a retenção de carbono, melhora a estrutura do solo e reduz a dependência de maquinário pesado, tornando a lavoura mais sustentável e econômica.

3. Plantio mecanizado

O plantio mecanizado garante eficiência na implantação da lavoura, seja no sistema direto ou convencional.

A regulagem das semeadoras é importante para distribuir as sementes de forma uniforme, ajustar a profundidade correta e garantir a compactação ideal do solo.

Esses fatores influenciam diretamente a germinação, o vigor das plantas e a produtividade da lavoura. Além disso, uma calibração precisa reduz desperdícios e melhora o aproveitamento dos insumos.

Correção e adubação do solo para o plantio de milho

A correção e adubação do solo são passos que também entrar no preparo da lavoura de milho, garantindo que a cultura tenha os nutrientes necessários para um desenvolvimento saudável e produtivo.

A calagem é uma das primeiras práticas a serem consideradas, já que corrige a acidez do solo, melhora a disponibilidade de nutrientes e favorece a atividade microbiana.

O ideal é realizar a análise do solo com antecedência para definir a dose correta de calcário e aplicar o produto alguns meses antes do plantio.

Já a adubação deve ser feita com base nas necessidades nutricionais da cultura e nos resultados da análise do solo.

O milho responde bem à adubação fosfatada no sulco de plantio, que estimula o crescimento inicial das raízes. Enquanto o nitrogênio deve ser aplicado em cobertura, de forma parcelada, para melhor aproveitamento e menor risco de perdas por lixiviação.

O uso de adubação orgânica ou de fertilizantes de liberação controlada pode ser uma estratégia para melhorar a eficiência nutricional e reduzir impactos ambientais.

Além disso, a rotação de culturas com leguminosas ajuda a manter a fertilidade do solo, reduzindo a necessidade de adubação nitrogenada.

calcule a adubação da cultura do milho

Irrigação e Fisiologia do Milho

A irrigação do milho, embora não seja regra geral para grãos, é fundamental para sementes, milho-verde e milhos especiais.

A irrigação garante produtividade superior, permite o cultivo em épocas não convencionais e reduz riscos de perdas por estiagem.

A escolha do método de irrigação, como aspersão ou pivô central, e o manejo da irrigação, baseado em sensores de umidade e dados climáticos, são essenciais para o uso eficiente da água.

Outro ponto importante é compreender a fisiologia do milho, como o ciclo de vida, dividido em fases vegetativa e reprodutiva.

A produtividade da cultura está diretamente relacionada a fatores como estresse hídrico e térmico, polinização e formação dos grãos, processos interligados que impactam o desenvolvimento da planta.

Para otimizar o potencial produtivo, você deve monitorar os estágios de crescimento, planejar adequadamente a irrigação e realizar a adubação de cobertura no momento certo.

Essas práticas, aliadas a um manejo eficiente, garantem que o milho alcance seu máximo rendimento.

Adubação do milho: Quais são os processos necessários?

A adubação de milho é uma ciência que busca fornecer os nutrientes certos, na dose e no momento ideais. Esse deve ser o ponto de partida em qualquer lavoura.

A calagem, essencial para corrigir a acidez do solo, e a escolha de adubos orgânicos e biológicos, como estercos e inoculantes, complementam a nutrição, promovendo um sistema agrícola mais equilibrado e sustentável.

O processo visa repor os nutrientes essenciais para a planta, otimizando seu crescimento e a formação dos grãos, que pode ser feito por etapas, como:

1. Análise do Solo

Antes de iniciar a adubação, é recomendado para uma análise do solo para entender as carências de nutrientes e a acidez do solo, fatores que impactam diretamente a eficácia da adubação.

O pH do solo também deve ser corrigido, caso seja necessário, para garantir que os nutrientes aplicados sejam absorvidos de maneira eficiente pelas plantas.

2. Principais Nutrientes para o Milho

O milho é uma cultura exigente em nutrientes, sendo essencial garantir que a planta tenha acesso aos três macronutrientes principais: Nitrogênio (N), Fósforo (P) e Potássio (K), além de outros micronutrientes como cálcio, magnésio e enxofre.

  • Potássio (K): O potássio ajuda no equilíbrio hídrico da planta, formação de grãos, contribuindo para a resistência a doenças e estresses climáticos.
  • Nitrogênio (N): Usado no crescimento vegetativo, formação de folhas e caules, sendo essencial para a fotossíntese e o desenvolvimento da planta. A aplicação de nitrogênio deve ser feita na fase inicial e vegetativa do milho, quando as plantas estão se desenvolvendo rapidamente.
  • Fósforo (P): Necessária para o desenvolvimento radicular e a formação de raízes fortes, além de ajudar na energia da planta, facilitando a fotossíntese. O fósforo é muito importante no momento do plantio e nas primeiras fases de crescimento.

3. Tipos de Adubação no Milho

Existem dois tipos principais de adubação: a adubação de base e a adubação de cobertura, feitas em momentos diferentes. Entenda:

  • Adubação de Base: Realizada antes ou no momento do plantio, é a aplicação de fertilizantes que fornecem os nutrientes essenciais para o início do desenvolvimento das plantas. Normalmente, é aplicada a maior parte do fósforo e potássio, que são nutrientes essenciais logo nas fases iniciais. Essa adubação pode ser feita por meio de fertilizantes misturados ao solo.
  • Adubação de Cobertura: É realizada durante o ciclo da cultura, após o estabelecimento inicial da planta. Normalmente, o nitrogênio é fornecido nessa etapa, pois o milho demanda uma maior quantidade desse nutriente durante seu crescimento vegetativo. A adubação de cobertura pode ser feita por meio de aplicação foliar ou no solo, dependendo da necessidade da cultura e da disponibilidade de tecnologia, como a utilização de semeadoras de plantio direto.

4. Estratégias de Adubação de Milho

O manejo adequado da adubação no milho pode ser otimizado por algumas estratégias, como adubação nitrogenada, inoculação com microrganismos e fertilização foliar.

  • Adubação Nitrogenada: O uso de fertilizantes nitrogenados deve ser feito com cuidado para evitar perdas, principalmente por volatilização. A aplicação do nitrogênio precisa ser em doses fracionadas, de modo que a planta receba a quantidade exata no momento que mais precisa.
  • Inoculação com Microrganismos: Utilizar biofertilizantes ou inoculantes, como a inoculação com bactérias fixadoras de nitrogênio, pode ajudar na eficiência do uso dos fertilizantes nitrogenados.
  • Fertilização Foliar: A aplicação de fertilizantes diretamente nas folhas pode ser uma estratégia eficiente para fornecer nutrientes, especialmente durante o período de maior demanda, como na fase de enchimento de grãos.

5. Épocas de Aplicação

Antes do Plantio: A aplicação de fósforo, potássio e, às vezes, uma parte do nitrogênio, deve ser feita antes ou durante o plantio.

Durante o Crescimento Vegetativo: A adubação nitrogenada deve ocorrer, em geral, de 30 a 40 dias após o plantio, quando a planta está na fase de maior crescimento.

Durante a Formação dos Grãos: A adubação de cobertura pode ser reavaliada durante a fase reprodutiva, se necessário, especialmente em solos de baixa fertilidade.

6. Cuidado com a Superdosagem

É importante não aplicar fertilizantes em excesso para não prejudicar o crescimento do milho e causar danos ao meio ambiente, como a contaminação das águas subterrâneas.

As recomendações de adubação devem sempre seguir as orientações da análise do solo e os dados técnicos, evitando a aplicação em excesso.

Defesa da Lavoura: Manejo de Pragas, Doenças e Plantas Daninhas do Milho

O manejo de plantas daninhas, doenças e pragas no cultivo do milho exige estratégias eficientes e bem planejadas. A fitotoxicidade por herbicidas, por exemplo, exige atenção na escolha e aplicação de produtos, para evitar danos às plantas.

O controle preventivo, como o uso de sementes de qualidade e a limpeza de equipamentos, aliado a práticas culturais, como rotação de culturas e espaçamento adequado, são fundamentais para manter a lavoura saudável.

O manejo integrado de pragas (MIP) surge como uma estratégia sustentável, combinando diversas táticas, como o controle biológico com predadores, parasitoides e patógenos, o uso de variedades resistentes e o monitoramento constante da lavoura.

O controle biológico, com organismos como joaninhas, vespinhas Trichogramma e bioinseticidas, como o Bacillus thuringiensis (milho Bt), são alternativas naturais e eficazes para proteger o milharal.

Além disso, o manejo integrado de pragas também é imposte após a colheita, garantindo a qualidade dos grãos armazenados e prevenindo perdas.

Essas práticas integradas garantem a saúde da lavoura e a qualidade da produção, promovendo uma agricultura mais eficiente e sustentável.

1. Manejo de Pragas

As pragas são um dos maiores desafios para a cultura do milho, podendo prejudicar o desenvolvimento das plantas, reduzir a produtividade e até comprometer a qualidade dos grãos. Algumas das pragas mais comuns são:

  • Lagarta do cartucho (Spodoptera frugiperda): Ataca principalmente as folhas do milho e pode causar danos severos, afetando o crescimento da planta;
  • Broca do milho (Sitophilus zeamais): Danifica os grãos, causando perda de qualidade e, muitas vezes, infestação no armazenamento;
  • Cigarrinha (Dalbulus maidis): Transmite a doença conhecida como “mal do milho”, que pode reduzir a produtividade.
  • Nematoides: Atacam as raízes, comprometendo a absorção de água e nutrientes, resultando em plantas atrofiadas, amareladas e com menor produtividade As principais espécies incluem o Meloidogyne spp., Pratylenchus spp., Helicotylenchus spp. e o Heterodera zeae,.

O manejo de pragas ainda pode ser feito a partir da combinação de técnicas, adaptando para às condições específicas de sua lavoura. Entre as práticas mais eficientes estão:

  • Rotações de culturas para evitar o acúmulo de patógenos no solo;
  • Uso de variedades resistentes às principais doenças;
  • Aplicações de fungicidas, sempre de acordo com a recomendação técnica.

2. Manejo de Doenças

As doenças podem afetar a planta em diversas fases do ciclo, desde o crescimento vegetativo até a fase reprodutiva. Para evitar a proliferação é indicado, em primeiro lugar, saber quais são as principais doenças do milho:

  • Ferrugem (Puccinia sorghi): Provoca manchas nas folhas e pode reduzir a fotossíntese da planta, afetando a produtividade;
  • Rizomania: Causada por fungos e bactérias, afeta as raízes e prejudica o crescimento da planta;
  • Fusariose (Fusarium spp.): Atinge o sistema vascular e pode levar à morte precoce das plantas.

A escolha do método de controle de doenças no milho depende de vários fatores, como o tipo de patógeno, o estágio da cultura, as condições climáticas e o nível de infestação. Apesar disso, algumas técnicas são recomendadas:

  • Rotações de culturas para evitar o acúmulo de patógenos no solo.
  • Uso de variedades resistentes às principais doenças.
  • Aplicações de fungicidas, sempre de acordo com a recomendação técnica.

3. Manejo de Plantas Daninhas

As plantas daninhas competem com o milho por nutrientes, luz e água, prejudicando o desenvolvimento das plantas e afetando a produtividade. Entre as plantas mais comuns estão:

  • Capim amargoso (Digitaria insularis): Pode se tornar resistente a herbicidas, como o glifosato, exigindo estratégias combinadas, como o manejo químico e cultural;
  • Cipó-chumbo (Raphanus raphanistrum): Pelo crescimento rápido e capacidade de reprodução, dificulta o manejo, exigindo controle preventivo e químico adequado. A rotação de culturas e o uso de herbicidas seletivos são estratégias eficazes para reduzir sua incidência na lavoura.

Para um manejo eficiente de plantas daninha, também recomendamos combinar diferentes estratégias, como:

  • Rotação de culturas: Ajuda a quebrar o ciclo das plantas daninhas e reduz sua incidência no solo;
  • Uso de herbicidas seletivos: Produtos específicos que controlam as invasoras sem prejudicar o milho, aplicados de forma estratégica conforme o estágio da cultura;
  • Capinas manuais ou mecanizadas: Métodos eficazes em áreas menores ou com alta infestação de plantas daninhas, auxiliando no controle inicial.

Para o processo ser ainda mais efetivo, leve em consideração o tipo de planta invasora, o estágio da cultura e as condições ambientais.

Guia para manejo de plantas daninhas

Armazenamento e Economia do Milho: Da Colheita ao Mercado

O armazenamento de milho é um pontos mais importantes para preservar a qualidade da colheita. A secagem de grãos adequada, a aeração eficiente e o controle de pragas são práticas para evitar perdas durante o armazenamento a granel em silos ou em paióis rústicos para a agricultura familiar.

Algumas boas práticas devem ser feitas para preservar sua integridade e reduzir os riscos de contaminação.

O primeiro passo é colher o milho no ponto ideal de umidade (entre 13% e 15%), pois grãos muito úmidos favorecem o desenvolvimento de fungos e micotoxinas. Após a colheita, faça a limpeza e a secagem para evitar fermentação e deterioração.

O milho pode ser armazenado em silos, armazéns graneleiros ou em bags, dependendo da estrutura disponível.

A ventilação adequada e o monitoramento constante da temperatura e umidade dentro dos armazéns são fundamentais para evitar o acúmulo de calor e a proliferação de pragas.

O uso de técnicas como a aeração controlada, o tratamento com inseticidas aprovados e a adoção de um controle rígido contra roedores e outras pragas agrícolas ajudam a manter a qualidade do milho durante o período de armazenagem.

Além disso, a rotação periódica dos estoques e a comercialização dentro do prazo adequado evitam perdas e garantem melhor valorização no mercado.

Armazenamento de grãos: como escolher um silo e estratégias de comercialização

Armazenamento de milho: Mercado

No Brasil, o milho é um dos principais produtos de exportação, com mercados internos e externos que exigem um alto padrão de qualidade.

Por isso, o armazenado deve atender aos requisitos de classificação, como o teor de umidade, a ausência de impurezas e a integridade dos grãos. Grãos mal armazenados podem perder valor ou até inviabilizar a venda, comprometendo a rentabilidade do produtor.

Com a evolução das tecnologias de monitoramento e controle, como sensores de temperatura e umidade, é possível otimizar o armazenamento, garantindo que o milho esteja em perfeitas condições para a comercialização.

Além disso, o armazenamento em grande escala permite negociar volumes maiores, garantindo melhores preços e acordos com compradores, cooperativas ou empresas de processamento.

É importante considerar que o custo do armazenamento deve ser levado em conta na formação do preço de venda, pois estrutura inadequada ou manutenção deficiente pode resultar em prejuízos financeiros.

Clima e Zoneamento Agrícola para a cultura do Milho

O cultivo do milho é altamente dependente de condições climáticas favoráveis e de um zoneamento agrícola bem estruturado.

A escolha do local e o momento de plantio impactam diretamente a produtividade e a qualidade dos grãos, sendo fatores cruciais para o sucesso da lavoura. Neste sentido, tome cuidado com:

1. Condições Climáticas Ideais para o Milho

O milho requer clima tropical ou subtropical, com temperaturas médias entre 20°C e 30°C durante o ciclo de desenvolvimento. Temperaturas muito baixas ou muito altas podem prejudicar a germinação e o crescimento das plantas.

A cultura também necessita de uma quantidade significativa de radiação solar, que influencia diretamente na fotossíntese e, consequentemente, no crescimento da planta.

O excesso de umidade também pode favorecer o surgimento de doenças, enquanto a escassez de água prejudica o crescimento das plantas e o desenvolvimento dos grãos, afetando diretamente a produtividade

Portanto, o manejo eficiente da irrigação, em regiões onde a precipitação é insuficiente, é essencial para garantir bons resultados.

2. Zoneamento Agrícola

O zoneamento agrícola é a prática de dividir o território em áreas que têm características semelhantes em relação ao clima, solo e outros fatores, permitindo otimizar a produção agrícola de acordo com as condições locais. Para o milho, o zoneamento leva em consideração fatores como:

  • Temperatura e Estações do Ano: Identificar as regiões que apresentam as temperaturas ideais durante o período de crescimento do milho;
  • Pluviometria: Mapear as áreas com níveis adequados de precipitação para evitar períodos de seca no ciclo da cultura;
  • Tipo de Solo: A composição do solo, como pH, fertilidade e capacidade de retenção de água, deve ser analisada para determinar a adaptabilidade do milho àquela região.

Ao aplicar o zoneamento agrícola, é possível identificar as melhores regiões para o cultivo do milho e ajustar o calendário de plantio para evitar os riscos de perdas por clima desfavorável, como secas prolongadas ou geadas fora de época.

3. Impacto do Clima na Produtividade do Milho

O milho é sensível a mudanças climáticas, especialmente durante o florescimento e a formação de grãos. Estresses climáticos, como altas temperaturas durante a polinização, podem reduzir a fertilização e, consequentemente, a produtividade da lavoura.

Já a escassez de chuva nos períodos críticos de enchimento de grãos pode comprometer a qualidade e a quantidade da colheita.

Portanto, a integração do zoneamento agrícola com práticas de manejo adaptativas, como a escolha das variedades mais adequadas ao clima local, são estratégias essenciais para minimizar os impactos do clima e garantir boas colheitas.

Em resumo, o sucesso no cultivo do milho depende de um adequado entendimento do clima e das condições locais, aliados a um bom zoneamento agrícola.

Com essas ferramentas, você consegue planejar melhor o ciclo da cultura, otimizar o uso dos recursos e maximizar a produtividade.

banner da planilha de produtividade da lavoura de milho

Pacto da soja: O que é, o que muda e quais os impactos?

O Pacto da Soja é uma iniciativa que tem gerado discussões entre produtores, indústrias e organizações ambientais. 

Projetado para substituir a antiga Moratória da Soja, o pacto busca unir sustentabilidade e produtividade, trazendo impactos diretos para quem vive do agronegócio. 

Mas o que exatamente é o Pacto da Soja? Neste artigo, vamos responder às principais dúvidas sobre o tema e esclarecer como você, produtor rural, pode se preparar para as mudanças que estão por vir.

O que é o Pacto da Soja?

O Pacto da Soja é um compromisso que busca alinhar a produção de soja a boas práticas ambientais e sociais.

Criado para substituir à Moratória da Soja, assinada em 2006, o pacto visa evitar a expansão do cultivo de soja em áreas desmatadas após julho de 2008 na Amazônia.

Enquanto a moratória focava exclusivamente no desmatamento na Amazônia, o novo pacto expande o olhar para outros biomas e inclui práticas de conformidade ambiental, rastreabilidade e maior participação dos produtores na discussão.

Moratória da Soja

A Moratória da Soja é um projeto firmado em 2006 para impedir a comercialização de soja cultivada em áreas desmatadas da Amazônia após julho de 2008.

Grandes tradings agrícolas, ONGs e o governo monitoram o desmatamento por satélite e garantem o cumprimento do acordo.

A iniciativa ajudou a reduzir o desmatamento ligado à soja na Amazônia, mas há preocupações sobre seu impacto no avanço agrícola em outras regiões, como o Cerrado.

Quais os objetivos do Pacto da Soja?

O Pacto da Soja surgiu como forma de buscar novas iniciativas ou acordos entre indústria e produtores para regular a produção de soja de forma sustentável.

Desde sua criação, a iniciativa implementou o monitoramento por satélite e auditorias independentes, assegurando mais transparência e incentivando práticas agrícolas sustentáveis. Com isso, os principais objetivos do Pacto da Soja são:

  • Preservação dos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal;
  • Promoção de boas práticas agrícolas;
  • Garantia de rastreabilidade na cadeia produtiva;
  • Valoração de produtos sustentáveis no mercado internacional.

Essa mudança vem em um momento em que a pressão por sustentabilidade cresce em todo o mundo, especialmente entre os grandes importadores de soja brasileira, como União Europeia e China.

O que pode mudar com o Pacto da Soja?

A adoção do Pacto da Soja traz mudanças para produtores e toda a cadeia do agronegócio. A principal delas é a regularização ambiental conforme o Código Florestal, o monitoramento por talhão em vez da propriedade inteira.

O pacto também pode gerar impactos econômicos e está sendo analisado pelo Cade por possíveis infrações econômicas e ainda pode alterar:

1. Rastreabilidade obrigatória:

  • Os compradores exigirão sistemas que comprovem que a soja foi produzida em conformidade com as regras do pacto;
  • Isso pode demandar investimento em tecnologia para monitoramento e documentação.

2. Adequação à legislação ambiental:

  • Áreas desmatadas ilegalmente não serão aceitas como fonte de produção;
  • Regularização fundiária e do Cadastro Ambiental Rural (CAR) serão fiscalizadas.

3. Valoração do produto no mercado externo:

  • A soja brasileira poderá ser ainda mais valorizada nos mercados que priorizam a sustentabilidade.
  • A certificação ambiental e o monitoramento rigoroso podem aumentar a competitividade da soja brasileira.

4. Maior participação em programas de certificação:

  • Certificações como RTRS (Mesa Redonda para Soja Responsável) podem ser incentivadas;
  • Incentivo para produtores para o acesso a novos mercados e clientes que exigem altos padrões ambientais e sociais.

5. Inovações tecnológicas no campo:

  • Melhora na eficiência operacional, redução de custos, transparência e conformidade com as exigências ambientais, facilitando o acesso a mercados internacionais;
  • Ferramentas de monitoramento remoto e sistemas integrados para rastreamento da produção podem ganhar espaço, trazendo modernização às propriedades.
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Por que o Pacto da Soja é tão importante para o agronegócio?

A relevância do pacto vai além das questões ambientais, por responder às exigências de mercados internacionais e consumidores cada vez mais preocupados com a origem dos produtos que consomem.

A iniciativa também contribui para fortalecer a imagem do Brasil como um fornecedor responsável de soja, capaz de atender a critérios rigorosos de responsabilidade social e ambiental, além de colaborar para:

  • Atendimento a mercados internacionais:
    • Grandes importadores, como a União Europeia e a China, exigem cada vez mais garantia de sustentabilidade na cadeia de produção.
  • Imagem do agronegócio brasileiro:
    • O pacto ajuda a melhorar a percepção da soja brasileira no exterior, reduzindo pressões e boicotes.
  • Competitividade:
    • Ao adotar boas práticas, o Brasil se posiciona como um dos principais fornecedores de soja sustentável no mundo.
  • Conservação dos recursos naturais:
    • Com a preservação dos biomas e solos mais equilibrados, os ganhos em produtividade no longo prazo também podem ser significativos.

Benefícios do Pacto da Soja para Produtores Rurais

Embora muitos produtores temam custos adicionais, o pacto também pode trazer vantagens significativas, como o acesso a mercados internacionais mais exigentes, que priorizam a sustentabilidade e a rastreabilidade.

Ao garantir práticas agrícolas sustentáveis, o pacto pode valorizar o produto, já que consumidores e empresas estão dispostos a pagar mais por produtos que atendem a critérios ambientais e sociais rigorosos, além de:

  1. Acesso a novos mercados:
    • Produtores alinhados ao pacto podem negociar melhor seus produtos em mercados mais exigentes.
  2. Maior previsibilidade no planejamento:
    • Ao evitar a degradação ambiental, garantem-se melhores condições de produção a longo prazo.
  3. Redução de riscos legais:
    • Cumprir as regras do pacto significa estar em conformidade com a legislação ambiental brasileira, evitando multas e embargos.
  4. Incentivos financeiros:
    • Programas de financiamento e crédito rural podem priorizar propriedades sustentáveis.
  5. Valoração da propriedade:
    • Propriedades alinhadas ao pacto tendem a ser mais valorizadas no mercado imobiliário rural.

Desafios do pacto da soja

Apesar desses benefícios, alguns desafios precisam ser enfrentados, como os custos de adequação, pois investir em tecnologia, certificações e regularização fundiária pode ser caro para pequenos e médios produtores.

A falta de informação também é um problema, já que muitos produtores desconhecem os detalhes do pacto e como ele pode impactar suas propriedades.

Há resistência às mudanças em alguns setores do agronegócio, que veem o pacto como uma interferência, além da infraestrutura limitada em muitas regiões, dificultando a implementação de sistemas de rastreabilidade e monitoramento devido ao acesso restrito à tecnologia em áreas remotas.

Calcule seus custos e compare com outras fazendas

Como se preparar para o Pacto da Soja?

O Pacto da Soja representa um novo capítulo para o agronegócio brasileiro que proteger os biomas e atender às exigências de sustentabilidade.

Embora abra portas para novos mercados e valorize a produção nacional, é preciso se preparar para essa mudança. Veja como:

  1. Regularize sua propriedade:
    • Certifique-se de que o Cadastro Ambiental Rural (CAR) esteja atualizado e aprovado.
  2. Invista em tecnologias de monitoramento:
    • Ferramentas como drones e sensores podem ajudar a rastrear e documentar suas práticas agrícolas.
  3. Busque orientação técnica:
    • Consulte engenheiros agrônomos ou cooperativas para entender como implementar boas práticas na sua propriedade.
  4. Participe de programas de certificação:
    • Certificações reconhecidas podem agregar valor à sua produção.
  5. Adote a diversificação de culturas:
    • Essa prática pode ajudar a reduzir os impactos ambientais e aumentar a sustentabilidade da propriedade.

Se você ainda tem dúvidas sobre como se adequar ao pacto, busque orientação com especialistas ou associações de produtores. Essa pode ser uma oportunidade para transformar desafios em ganhos concretos no seu dia a dia!

Rateio de custos automático: Como aplicar na fazenda? 

O rateio de custos automático na fazenda ajuda na gestão financeira mais eficiente, contribuindo para a clareza do controle de custos gerais, como combustível, manutenção, energia e mão de obra. 

Tudo isso dá um entendimento maior sobre quais áreas estão gerando lucro, quais estão consumindo mais recursos e onde conseguir produtos com melhor custo benefício.

Com a ajuda da tecnologia, esse processo pode ser automatizado, evitando erros manuais e economizando tempo. 

Hoje em dia, alguns sistemas calculam a divisão dos custos com base em critérios como área utilizada ou insumos aplicados, garantindo uma alocação precisa.

Além de melhorar o controle financeiro, o rateio automático também facilita o cumprimento de obrigações fiscais, como o Funrural, ao gerar relatórios detalhados para a declaração correta dos impostos. 

O que é o rateio de custos automático?

O rateio de custos automático é uma função que permite distribuir automaticamente os custos de produção entre diferentes áreas, safras e patrimônios. 

Essa funcionalidade facilita o lançamento de despesas, garantindo que os custos sejam alocados corretamente, sem a necessidade de intervenções manuais complexas. 

A ferramenta também oferece opções de personalização, como a distribuição de custos por porcentagem, e a possibilidade de selecionar a apropriação de custos por máquinas e estoques, otimizando a gestão financeira e de recursos nas propriedades rurais.

Essa automação não só economiza tempo, mas também melhora o controle financeiro, contribuindo para uma gestão mais transparente e otimizada.

Como usar rateio de custos automático na fazenda?

O rateio de custos automático na fazenda, junto de processos como o balanço patrimonial, pode ser usado como uma estratégia de controle financeiro, já que aumenta a precisão dos cálculos e demonstra como está a rentabilidade da propriedade. 

Outro ponto positivo é que facilita a análise individual de cada atividade, e ainda colabora para outros pontos, como:

  1. Distribuição precisa de custos: Aloca automaticamente as despesas entre as atividades ou áreas da fazenda, como produção, manutenção e outras operações.
  2. Redução de erros: Automatiza os cálculos, eliminando falhas comuns na alocação manual.
  3. Controle financeiro aprimorado: Oferece uma visão detalhada sobre quais áreas geram mais lucro e onde estão concentrados os custos.
  4. Eficiência no planejamento: Simplifica o planejamento e a previsão de custos para safras futuras.
  5. Maior precisão: Garante informações confiáveis ao eliminar erros manuais nos cálculos.
  6. Economia de tempo: Automatiza tarefas repetitivas, permitindo que você se concentre em decisões estratégicas.
  7. Decisões mais assertivas: Identifica gargalos e oportunidades de melhoria, ajudando na gestão eficiente da propriedade.
  8. Clareza na rentabilidade: Facilita a análise comparativa entre atividades, destacando as mais lucrativas.
  9. Conformidade contábil e fiscal: Auxilia no cumprimento das obrigações legais e fiscais de forma prática.

O rateio automático pode ser feito por um software de gestão de fazendas, que cadastra as atividades, distribui os custos e integra os dados financeiros. 

Exemplo: Se você aplica 1.000 litros de defensivo em uma área de 100 hectares, o custo será rateado proporcionalmente para cada talhão ou cultura.

Com isso você  diminui falhas comuns em cálculos feitos em planilhas e se libera para focar em outras atividades na fazenda. 

Rateio Avançado | Mais facilidade na gestão financeira da sua fazenda

Vantagens de usar o rateio de custos automático 

Gerir os custos de uma fazenda nunca foi uma tarefa fácil, principalmente para quem lida com diversas atividades e áreas produtivas ao mesmo tempo. 

O rateio de custos é uma solução que simplifica essa gestão, trazendo mais precisão e economia de tempo. Confira mais algumas vantagens:

1. Facilidade no controle financeiro

Com o rateio automático, você não precisa gastar horas calculando manualmente os custos de cada atividade ou lavoura

O processo é feito de forma prática e sem complicações, a partir do cadastro das informações da propriedade, eliminando o uso excessivo de planilhas e reduzindo erros nos cálculos.

2. Maior clareza sobre os custos reais

Saber exatamente quanto custa cada talhão ou cultura faz toda a diferença para tomar decisões estratégicas. 

Com a automatização, os custos são distribuídos proporcionalmente, garantindo que você tenha uma visão realista da rentabilidade de cada atividade.

3. Redução de erros e retrabalho

Erros em planilhas ou na distribuição manual de custos podem causar grandes prejuízos. Ao automatizar o rateio, você elimina essas falhas e pode confiar nos resultados, tendo mais segurança na sua gestão financeira.

4. Otimização do tempo

Processos financeiros podem tomar um bom tempo da rotina, especialmente se forem feitos à mão. 

Ao optar por automatizar o rateio, você pode dedicar mais tempo ao planejamento estratégico ou à gestão operacional, por exemplo, em vez de se preocupar com cálculos complicados.

5. Integração com todas as operações

Ao usar um sistema de controle financeiro para fazendas, o rateio de custos automático se conecta às suas operações, como controle de insumos, maquinário e mão de obra. 

Isso permite uma gestão centralizada, onde tudo está interligado e atualizado em tempo real. Com dados claros e confiáveis, você pode decidir com mais confiança onde investir, quais culturas são mais lucrativas e como reduzir despesas sem comprometer a produtividade.

O rateio de custos automático não é apenas uma ferramenta financeira, mas um aliado para facilitar a gestão da sua fazenda, ajudando você a superar as dificuldades do dia a dia e a focar no que realmente importa: produzir mais e melhor.

3 plataformas de rateio de custos automático 

A complexidade da gestão de custos na agricultura exige soluções eficientes. Plataformas de controle financeiro de fazendas surgem como aliadas, automatizando o rateio de custos e simplificando a tarefa. 

Para ajudar você a escolher a melhor ferramenta, separamos abaixo algumas das opções encontradas no mercado. Confira a seguir: 

1. Ag Leader

A Ag Leader permite uma análise detalhada dos dados agrícolas, facilitando a distribuição precisa dos custos entre diferentes atividades e culturas.

Com recursos como processamento em lote, mapeamento e análises em NDVI, é possível controlar os custos operacionais claramente, otimizando a rentabilidade da fazenda.

Os sistemas integrados, como orientadores de máquinas e colheitadeiras, proporcionam maior eficiência operacional e um controle mais preciso das operações agrícolas. 

2. AgFiniti

Oferece análise e gerenciamento de dados agrícolas, como  mapeamento, relatórios e análise de informações permitindo detalhados sobre as operações. 

Esses recursos ajudam na distribuição e alocação de custos entre diferentes atividades e culturas, fornecendo dados para embasar decisões financeiras.

O sistema é um pouco complexo, mas oferece um bom resultado e pontos de melhoria financeira para as propriedades rurais. 

3. Aegro 

O Rateio Avançado do Aegro facilita a alocação precisa de custos, permitindo dividir cada nota fiscal entre múltiplos itens sem duplicar registros, reduzindo o retrabalho, melhorando o controle financeiro e otimizando seu tempo. 

A ferramenta também possibilita distribuir custos de máquinas, áreas e safras em um único lançamento, de acordo com as necessidades específicas.

Além disso, a plataforma está trazendo melhorias como a gestão de despesas para múltiplas máquinas, simplificando o lançamento de custos de serviços e peças. 

A nova forma de aprovação permite incluir várias máquinas e estoques distintos, agilizando a análise financeira e ainda inclui outros benefícios, como:

  • Integração completa entre gestão de finanças, estoque e operações agrícolas, proporcionando uma visão holística da fazenda.
  • Relatórios financeiros detalhados que ajudam a acompanhar a rentabilidade e tomar decisões mais assertivas.
  • Automação de processos financeiros e de controle de custos, economizando tempo e aumentando a precisão das informações.
  • Facilidade de uso com uma interface intuitiva, tornando a gestão financeira acessível mesmo para quem não tem experiência em tecnologia.

As plataformas oferecem soluções personalizadas para a gestão de custos da sua propriedade, características únicas para atender às necessidades específicas de diferentes produtores. 

Independentemente da escolha, recomendamos optar pela plataforma que melhor se adapta às necessidades da sua fazenda e que ofereça a melhor usabilidade para o seu dia a dia.

Como preencher nota fiscal do produtor rural?

Você já se sentiu perdido ao preencher uma nota fiscal de produtor rural sem o suporte de um contador ou uma ferramenta especializada? 

Entendemos que o processo pode parecer complicado no início, especialmente para quem nunca lidou com termos como CFOP, modelo da nota ou cálculo de impostos.

No entanto, com as informações corretas, é possível realizar essa tarefa de forma simples, segura e eficiente.

Preencher uma nota fiscal eletrônica de produtor rural corretamente não só mantém você em conformidade com as obrigações fiscais, mas também evita multas, bloqueios durante fiscalizações, atrasos nas entregas e até dificuldades para acessar financiamentos ou benefícios fiscais. 

Uma nota clara e precisa, garante transparência nas operações e fortalece a gestão financeira da sua propriedade rural.

Neste guia, você aprenderá tudo o que precisa saber para preencher suas notas fiscais com confiança, incluindo a escolha do modelo ideal, os campos obrigatórios e a importância de códigos como o CFOP.

O que o produtor deve preencher na nota fiscal?

O preenchimento da nota fiscal produtor rural requer atenção a vários campos essenciais, que devem ser preenchidos com precisão. Aqui estão os principais:

1. Identificação do Emitente

Informe os dados do produtor rural, como:

  • Nome completo ou razão social (no caso de pessoa jurídica);
  • CPF ou CNPJ;
  • Endereço da propriedade.

2. Identificação do Destinatário

Preencha os dados do comprador ou destinatário da mercadoria, incluindo:

  • Nome ou razão social;
  • CPF ou CNPJ;
  • Endereço completo.

3. Descrição da Mercadoria

Detalhe o que está sendo vendido ou transportado, como:

  • Tipo de produto (soja, milho, gado, leite, etc.).
  • Quantidade (em quilos, litros, unidades, etc.).
  • Valor unitário e valor total.

4. CFOP (Código Fiscal de Operações e Prestações)

O CFOP é um código que identifica a natureza da operação. Para produtores rurais, os códigos mais comuns são:

  • 1949: Remessa de produção própria para armazenagem;
  • 5102: Venda dentro do mesmo estado;
  • 6102: Venda interestadual.

Por exemplo, se você vendeu soja dentro do estado, deve usar o código 5102. Para vendas interestaduais, o código muda para 6102, o que é comum quando a mercadoria vai para cooperativas ou clientes de outros estados. 

Entender o CFOP correto é importante para evitar erros podem levar à rejeição da nota ou até problemas fiscais.

5. Impostos

Dependendo da operação, será necessário calcular o ICMS e outros tributos incidentes. Em muitos casos, a agricultura é isenta de ICMS, mas é essencial verificar as regras do seu estado.

Também é recomendado que inclua observações específicas, como o tipo de frete ou detalhes sobre a mercadoria.

planilha - faça o planejamento tributário para diferentes fazendas

Qual a série e o modelo da nota fiscal do produtor rural?

A série e o modelo da nota fiscal do produtor rural podem variar dependendo do tipo de nota fiscal emitida e do estado onde o produtor está localizado. Em geral, costumam ser:

  • Modelo 4 (Bloco Físico): Utilizado por produtores que ainda emitem notas fiscais manuais, disponíveis em talonários fornecidos pela prefeitura.
  • Modelo 55 (NF-e): É a nota fiscal eletrônica, amplamente utilizada devido à praticidade e exigências legais.

Em estados onde o uso do modelo eletrônico é obrigatório, como São Paulo e Mato Grosso, o modelo 55 substitui os talonários físicos.

Leia também:

Quais as consequências de preencher a nota fiscal produtor rural errada?

Preencher uma nota fiscal eletrônica de produtor rural com erros pode gerar uma série de problemas, como:

  1. Multas fiscais: A Receita Federal ou a Secretaria da Fazenda do estado podem aplicar multas pelo preenchimento incorreto ou pela falta de informações obrigatórias.
  2. Atrasos em operações: Um erro no CFOP ou na descrição do produto pode levar ao bloqueio da mercadoria em fiscalizações, atrasando vendas e entregas.
  3. Dificuldades em financiamentos: Bancos e cooperativas utilizam as notas fiscais para comprovar a produção e renda do produtor. Notas com erros ou inconsistências podem prejudicar seu acesso a crédito.
  4. Problemas com clientes: Um preenchimento incorreto pode gerar dúvidas ou até desconfiança do cliente, prejudicando relações comerciais.

Preencher uma nota com erros, como um CFOP incorreto ou uma descrição de mercadoria incompleta, pode gerar multas que variam de R$ 200,00 para infrações menores até 20% do valor da operação em casos mais graves. 

Além disso, notas rejeitadas durante fiscalizações podem atrasar o transporte de produtos perecíveis, gerando prejuízos ainda maiores.

Evitar esses problemas requer atenção aos detalhes e o uso de ferramentas que automatizem parte do processo, como o app nota fiscal produtor rural do Aegro.

Dicas para preencher a nota fiscal produtor rural com precisão 

Preencher a nota fiscal corretamente não precisa ser difícil, mesmo que você não tenha tanta experiência. Para não ter erro, aqui estão algumas dicas práticas:

  • Mantenha o CFOP atualizado: Consulte a tabela de CFOP da Receita Federal para garantir que o código usado seja o correto para a operação.
  • Organize seus dados antes de começar: Tenha em mãos todas as informações do comprador, da mercadoria e da operação.
  • Use sistemas de emissão confiáveis: Ferramentas como o Aegro ajudam a automatizar o preenchimento, minimizando erros.
  • Revise tudo antes de enviar: Verifique se todos os campos obrigatórios estão preenchidos e se as informações estão corretas.

Se você usa Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), verifique o status da transmissão no sistema da SEFAZ (Secretaria da Fazenda) para garantir que a nota foi autorizada corretamente.

Como o Aegro Facilita o Preenchimento da Nota Fiscal?

O Aegro simplifica o preenchimento da Nota Fiscal do Produtor Rural a partir do cálculo automático de impostos, eliminando a necessidade de atividades manuais e reduzindo erros.

Além disso, a operação é integrada ao SEFAZ e todas as notas ficam armazenadas , facilitando o acesso e a organização dos documentos fiscais.

Emita suas notas pelo celular ou computador, a qualquer hora e em qualquer lugar. Aumente a eficiência na gestão fiscal com o Aegro, a única plataforma que você pode:

  • Preencher automaticamente os dados do emitente e do destinatário.
  • Escolher o CFOP correto com base no tipo de operação.
  • Gerar o XML e o DANFE com poucos cliques.
  • Consultar e emitir 2ª via de notas fiscais diretamente no aplicativo.

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