Funrural: o que é, como funciona e as alíquotas

Funrural: confira as principais questões sobre o tema, as novidades, as alíquotas e os prazos

Funrural é a sigla para Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural. Trata-se de um fundo rural destinado à contribuição social, com recolhimento obrigatório para que o empregado rural possa se aposentar.

Ficar sempre em dia com as obrigações fiscais é muito importante, porque os tributos costumam sofrer alterações com o tempo.

Então, para te manter por dentro do Funrural, veja algumas das respostas para as principais dúvidas que envolvem o tema. Aproveite!

O que é o Funrural?

O Funrural (Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural) é uma contribuição previdenciária que financia a seguridade social dos trabalhadores rurais. Dessa forma, ele é uma contribuição recolhida para o INSS, RAT (Risco Ambiental do Trabalho) e Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural).

A contribuição funciona como uma espécie de INSS para a categoria e é cobrado sobre a receita bruta da comercialização da produção rural ou sobre a folha de pagamento.

Ou seja, quando um produtor rural vende sua produção, uma parte do valor arrecadado deve ser destinada ao Funrural. Esse recolhimento garante benefícios previdenciários aos trabalhadores do setor, como aposentadoria e auxílio-doença.

A obrigatoriedade do Funrural se aplica tanto a produtores rurais pessoa física quanto a pessoa jurídica. No entanto, a forma de recolhimento pode variar.

Fique por dentro:

Quem deve pagar o Funrural?

A responsabilidade pelo recolhimento do Funrural depende da categoria do contribuinte:

  • Produtor rural pessoa física: A responsabilidade é do próprio produtor, seja ele com ou sem empregados. Se houver empregados, o produtor também deve recolher o INSS patronal sobre a folha de pagamento.
  • Produtor rural pessoa jurídica: A responsabilidade é da empresa, que deve recolher o Funrural sobre a receita bruta de comercialização, além do INSS patronal sobre a folha de pagamento de seus empregados.
  • Adquirentes de produção rural (como frigoríficos, laticínios e cooperativas): Quando a comercialização for realizada por esses adquirentes, eles são responsáveis por reter e recolher a contribuição do Funrural, conforme o percentual aplicado à receita bruta da produção adquirida.

Dentro disso, o recolhimento ainda pode ser feito de duas formas, sendo elas:

  • Sobre a folha de pagamento – opção disponível para produtores pessoa jurídica que preferem calcular a contribuição com base nos salários pagos aos funcionários.
  • Sobre a receita bruta da comercialização da produção rural – o valor é descontado diretamente no momento da venda do produto.

Alíquotas atualizadas do Funrural

As alíquotas do Funrural variam conforme o tipo de produtor rural e a base de cálculo escolhida. A última atualização da legislação estabeleceu os seguintes percentuais:

  • Produtor Rural Pessoa Física
    • 1,2% sobre a receita bruta da comercialização
    • 0,1% para o RAT (Risco Ambiental do Trabalho)
    • 0,2% para o Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural)
    • Total: 1,5% sobre a receita bruta
  • Produtor Rural Pessoa Jurídica
    • 2,5% sobre a receita bruta da comercialização
    • 0,1% para o RAT
    • 0,2% para o Senar
    • Total: 2,8% sobre a receita bruta

Caso o produtor rural opte por recolher sobre a folha de pagamento, a alíquota será de 20% sobre os salários pagos aos funcionários.

É fundamental verificar as alíquotas vigentes, pois podem sofrer atualizações anuais conforme determinações da Receita Federal.

Como funciona o Funrural?

O recolhimento do Funrural varia de acordo com quem realiza a operação de venda ou compra.

Quando um produtor rural pessoa física vende sua produção para uma empresa (pessoa jurídica), como cooperativas, agroindústrias ou grandes redes varejistas, a responsabilidade pelo recolhimento do tributo é da empresa compradora.

Nesse caso, o valor do Funrural é retido na fonte e repassado diretamente ao governo pelo adquirente da mercadoria. 

Já quando um produtor rural pessoa jurídica comercializa sua produção, seja para outra empresa ou para consumidores finais, ele mesmo é o responsável pelo recolhimento e pelo pagamento do tributo.

Nesse cenário, o produtor deve calcular o valor devido, emitir a guia de pagamento e garantir que o recolhimento ocorra dentro do prazo estipulado pela Receita Federal.

O pagamento do Funrural deve ser realizado por meio da Guia da Previdência Social (GPS), que pode ser gerada no site da Receita Federal.

Além disso, é essencial que a contribuição seja devidamente informada na GFIP (Guia de Recolhimento do FGTS e de Informações à Previdência Social), garantindo que os valores pagos sejam registrados corretamente no sistema previdenciário.

Para manter a regularidade fiscal da fazenda e evitar problemas futuros, é fundamental que o produtor esteja atento às datas de vencimento e ao correto preenchimento das guias.

A ausência de pagamento ou erros no recolhimento podem resultar em multas, restrições financeiras e até dificuldades para acessar financiamentos rurais e benefícios governamentais.

Contar com um sistema de gestão financeira e um acompanhamento contábil especializado pode facilitar esse processo, garantindo que todas as obrigações sejam cumpridas sem atrasos ou inconsistências.

É importante que você saiba o que é empregado rural, produtor rural pessoa física e produtor rural pessoa jurídica para entender como irá recolher o imposto:

  • Produtor Rural Pessoa Jurídica: empresa rural;
  • Empregado Rural: aquele que trabalha para um produtor rural; 
  • Produtor Rural Pessoa Física: é a pessoa física da área rural que produz e comercializa produtos.

O que acontece se o Produtor Rural não recolher o Funrural?

Não pagar o Funrural corretamente pode trazer diversos problemas para o produtor rural. O primeiro impacto é o risco de multas e juros, já que o não recolhimento é considerado inadimplência com a Receita Federal.

Outro problema grave é a impossibilidade de emitir a Certidão Negativa de Débitos (CND), documento essencial para acessar financiamentos agrícolas, participar de programas de incentivos e formalizar negócios com grandes compradores.

Além disso, a falta de pagamento pode resultar em dívidas ativas e até processos judiciais, caso a Receita Federal cobre os valores retroativos com penalidades adicionais.

Para evitar problemas, é fundamental manter o recolhimento do Funrural em dia e acompanhar possíveis mudanças na legislação.

Mudanças e atualizações na legislação do Funrural

A legislação do Funrural já passou por várias mudanças ao longo dos anos. Em 2011, o Supremo Tribunal Federal (STF) chegou a declarar a cobrança inconstitucional, o que gerou incertezas no setor.

No entanto, em 2017, o STF voltou atrás e considerou a contribuição obrigatória novamente. Desde então, os produtores rurais devem seguir as regras vigentes, recolhendo a contribuição conforme as alíquotas estabelecidas.

É essencial que o produtor rural acompanhe as atualizações fiscais e consulte um contador para garantir que está cumprindo todas as obrigações corretamente.

Principais dúvidas sobre o Funrural

O Funrural é um dos tributos mais importantes para o setor rural, mas ainda gera diversas dúvidas, especialmente depois das mudanças da Lei nº 13.606/2018. Para resolver tudo isso, separamos algumas dúvidas frequentes sobre a obrigação. Confira:

1. Quem precisa recolher o Funrural?

O recolhimento do Funrural depende da categoria que você se encaixa como produtor rural. As principais situações são:

  • Produtor rural pessoa física sem empregados: Não é obrigado a recolher o Funrural, a não ser que sua receita bruta anual ultrapasse R$ 4,8 milhões.
  • Produtor rural pessoa física com empregados: Tem a obrigação de recolher o Funrural tanto sobre a receita bruta da comercialização de sua produção quanto sobre a folha de pagamento de seus empregados.
  • Produtor rural pessoa jurídica com empregados: Deve recolher o Funrural sobre a receita bruta da comercialização da produção e sobre a folha de pagamento dos empregados.

2. Quais produtos são isentos do Funrural em 2025?

A isenção do Funrural se aplica a alguns produtos e situações específicas. Em 2025, os seguintes produtos estão isentos do pagamento:

  • Produtos da agricultura familiar: Pequenos produtores rurais, desde que a receita bruta anual não ultrapasse R$ 4,8 milhões, incluindo como grãos, hortaliças e frutas produzidas em pequena escala.
  • Leite de vaca: Para produtores que sejam pessoa física e sem empregados ou que a produção seja voltada para consumo interno e de pequeno porte.
  • Produtos de pequena produção: Pescadores e agricultores familiares com receita bruta inferior a R$ 4,8 milhões por ano também podem ser isentos, com base em sua receita anual.
  • Produtos agrícolas destinados à alimentação: Em casos em que os alimentos sejam produzidos em pequena escala e o produtor atenda às exigências da legislação vigente.

A isenção do Funral dependente da natureza do produto, da atividade do produtor e do volume de receita anual.

Vale ressaltar que os pequenos produtores devem comprovar sua condição perante a Receita Federal para obter a isenção.

3. Quais as formas de pagamento para recolher o Funrural?

O recolhimento do Funrural pode ser feito de duas formas: sobre o faturamento da produção ou sobre a folha de pagamento.

  • Sobre o faturamento da produção:
    • Produtor rural pessoa física deve pagar 1,2% do Funrural, 0,1% do RAT e 0,2% do Senar. Ou seja, a alíquota total é de 1,5%.
    • Produtor rural pessoa jurídica deve pagar 1,7% do Funrural, 0,1% do RAT e 0,25% do Senar. A alíquota total é de 2,8%.
  • Sobre a folha de pagamento:
    • A alíquota é de 20% para o INSS patronal (Funrural) e 3% para o RAT. O total da alíquota é de 23%, além das alíquotas de terceiros (como o SENAR, que permanece em 0,2% sobre a receita bruta da produção).

O Senar incide apenas sobre a receita bruta da comercialização da produção. O produtor rural, seja pessoa física ou pessoa jurídica, pode escolher entre o recolhimento sobre a comercialização da produção ou sobre a folha de pagamento.

A escolha deve ser feita até 31 de janeiro de cada ano e será válida para todo o ano, não podendo ser alterada até o ano seguinte.

4. Funrural e aposentadoria

O pagamento do Funrural não garante ao produtor rural a aposentadoria. Para receber o benefício, quem produz deve contribuir também com o INSS.

Ou seja, é preciso contribuir para o INSS individualmente para adquirir o direito de se aposentar.  O Funrural é uma contribuição para a previdência como um todo.

Leia também:

5. O Funrural é declarado?

O Funrural não é uma declaração, mas uma contribuição recolhida para o INSS (previdência), RAT (seguro de acidente de trabalho) e Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural).

Essa contribuição deve ser declarada por meio da GFIP (Guia de Recolhimento do FGTS e de Informações à Previdência Social), ou seja, da Sefip/GFIP (Sistema Empresa de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social).

6. Existem multas para quem não paga o Funrural?

Sim, as multas do Funrural existem e variam de 75% a 225% do tributo devido. De acordo com a Receita Federal, a dívida acumulada dessa contribuição está em torno de R$ 11 bilhões.

A renegociação das dívidas do Funrural pode ser feita por meio do PRR (Programa de Regularização Tributária Rural), criado para possibilitar o parcelamento de débitos tributários de produtores rurais e adquirentes de produção rural (como frigoríficos, laticínios e cooperativas). Podem participar do PRR:

  • Produtores rurais pessoa física;
  • Adquirentes de produção rural, como frigoríficos, laticínios e cooperativas.

Como garantia, débitos iguais ou superiores a R$ 15 milhões exigem a carta de fiança ou o seguro garantia judicial.

No guia GFIP (Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social), é possível encontrar as orientações detalhadas para cada situação, incluindo a possibilidade de utilizar o depósito judicial como forma de quitação dos débitos.

7. Qual o prazo de escolha do Funrural em 2025?

A escolha do regime de recolhimento do Funrural para 2025 deve ser feita até 31 de janeiro de 2025.

A contribuição vai ser vinculada ao mês de janeiro, sendo que, se o produtor optar por pagar o boleto relacionado à folha de salários, vai estar automaticamente desvinculado do Funrural sobre a receita e pagará com base na folha de pagamento.

Se o pagamento da contribuição de janeiro não for feito, o produtor será automaticamente incluído no regime do Funrural sobre a produção e precisará pagar o percentual sobre a receita bruta de comercialização durante o ano. Esse valor será retido pela empresa que compra o produto.

Lembre-se de que essa escolha será válida para todo o ano de 2025 e só poderá ser alterada no ano seguinte.

Para mais detalhes sobre o tema, consulte a Lei nº 13.606, de 9 de janeiro de 2018 e a Instrução Normativa RFB nº 1.867, de 25 de janeiro de 2019.

Planilha de cálculo do funrural ao fundo uma foto com uma mão segurando moedas

Como softwares de gestão rural podem ajudar gerenciar obrigações fiscais?

Hoje em dias existem softwares de gestão financeira do agronegócio que facilitam o gerenciamento de obrigações fiscais no agronegócio.

Essas plataformas permitem centralizar todas as informações financeiras, planejar safras, monitorar a produtividade e, claro, controlar contribuições fiscais, como o Funrural.

Com o uso de tecnologia, é possível ter uma visão mais clara das finanças da sua propriedade, garantindo que você cumpra todas as suas obrigações sem surpresas.

Se você está buscando uma solução completa para a gestão da sua fazenda, vale a pena explorar as opções disponíveis e como elas podem otimizar o seu dia a dia.

A aposentadoria pelo Funrural segue as regras do INSS e se aplica a trabalhadores rurais que contribuem para o fundo. A solicitação pode ser feita por produtores rurais, meeiros, arrendatários, boias-frias e pescadores artesanais, desde que atendam aos requisitos de tempo de atividade rural e idade mínima.

A solicitação está liberadas para produtores para: Segurado Especial (Trabalhador Rural Familiar e Pequeno Produtor) Contribuinte Individual (Produtor Rural Pessoa Física)

Para destacar o Funrural na nota fiscal de produtor rural, é preciso incluir a retenção da contribuição de forma clara no documento fiscal. Isso é importante tanto para a regularidade tributária quanto para que o comprador faça o recolhimento correto. Veja o passo a passo:

  • Verifique se o Funrural se aplica à sua venda
    • O comprador da produção (pessoa jurídica) é responsável por reter e recolher o Funrural;
    • Se você vende para outro produtor rural pessoa física, não há retenção na nota.
  • Determine as alíquotas corretas (2025):
    • Produtor Rural Pessoa Física:
      • INSS: 1,2%
      • RAT: 0,1%
      • SENAR: 0,2%
      • Total: 1,5% sobre o valor bruto da venda
    • Produtor Rural Pessoa Jurídica:
      • INSS: 2,5%
      • RAT: 0,1%
      • SENAR: 0,2%
      • Total: 2,8% sobre o valor bruto da venda
  • Preencha a Nota Fiscal com o destaque correto
    • No campo “Informações Complementares”, inclua um texto como:
      “Retenção do Funrural conforme Lei nº 13.606/2018: INSS: 1,2%, RAT: 0,1%, SENAR: 0,2% – Total: 1,5% sobre a receita bruta.”
    • Se o sistema da sua nota permitir, pode haver um campo específico para retenção previdenciária.
  • Confirme o recolhimento
    • O comprador da produção deve recolher a retenção via DARF (Documento de Arrecadação de Receitas Federais), código 2607 (pessoa física) ou 2616 (pessoa jurídica).

Ficou alguma dúvida sobre o preenchimento?

A isenção do Funrural pode acontecer em alguns casos específicos, como:

Produtores rurais pessoa jurídica: Aqueles que optam pelo regime de contribuição sobre a folha de pagamento ficam isentos da cobrança sobre a receita bruta.

Pequenos produtores: Os que se enquadram como segurado especial no INSS, trabalham em regime de economia familiar e vendem para outro segurado especial ou diretamente ao consumidor final também não precisam pagar.

Cooperativas agropecuárias: Não são obrigadas a reter o Funrural na comercialização da produção dos cooperados.

Exportações diretas: A venda direta de produtos agropecuários para o exterior é isenta de Funrural, conforme previsto na Constituição Federal.

Além disso, o produtor que utiliza a produção exclusivamente para consumo próprio, sem comercialização, também não precisa fazer a contribuição.

Produção agrícola: entenda os tipos e sistemas de produção

A produção agrícola é uma das atividades mais relevantes para a sustentação da economia global e para a segurança alimentar da população mundial.

O setor é essencial não só para fornecer alimentos, mas também fibras, biocombustíveis e outros produtos.

O Brasil, por exemplo, é responsável por cerca de 23% do PIB, sendo um dos maiores exportadores de grãos, café, carnes e frutas tropicais.

Essa relevância é impulsionada pela diversidade de biomas e condições climáticas, que permitem uma variedade de cultivos.

Nos últimos anos, o ainda setor passou por uma revolução com o uso de tecnologias digitais, práticas sustentáveis e sistemas integrados, como o plantio direto, rotação de culturas e uso de bioinsumos, que aumentam a produtividade de forma sustentável.

O que é produção agrícola?

A produção agrícola é o conjunto de atividades relacionadas ao cultivo de plantas destinadas à alimentação humana, animal ou à produção industrial.

Dentro do contexto também é envolvido o preparo do solo, escolha de culturas, manejo e colheita, considerando fatores como clima, topografia e disponibilidade de recursos.

No Brasil, a produção agrícola é diversificada e inclui grãos, frutas, hortaliças, fibras e culturas energéticas, como a cana-de-açúcar. 

Esse cenário reflete a ampla variedade de biomas e solos do país, favorecendo diferentes modelos de produção.

Como é o Brasil na agricultura?

O Brasil tem uma agricultura influenciada pelo clima tropical, que oferece vantagens como alta radiação solar, períodos de chuvas regulares e uma biodiversidade excepcional.

Esses fatores permitem o cultivo de uma ampla variedade de culturas, como café, cana-de-açúcar, soja e frutas tropicais. Por outro lado, também impõem desafios como a alta incidência de pragas e a necessidade de manejo adequado do solo para evitar a degradação.

A agricultura tropical também favorece sistemas como o consórcio de culturas, onde diferentes plantas são cultivadas na mesma área, promovendo a diversificação agrícola.

Banner planilha- manejo integrado de pragas

Quais os tipos de produção agrícola?

Os tipos de produção agrícola podem ser classificados de várias maneiras, dependendo do enfoque, como a finalidade do cultivo, o uso de tecnologias agrícolas ou os sistemas de cultivo.

Por conta do clima variado, no Brasil, existem 7 tipos de produção de agrícola que acabam se destacando, sendo elas:

  • Agricultura intensiva;
  • Agricultura familiar;
  • Agricultura patronal;
  • Agricultura orgânica;
  • Permacultura;
  • Agricultura comercial.

Essas sistemas de produção agrícola têm características distintas e são adotados conforme o contexto econômico, social e ambiental de cada região, podendo coexistir em uma mesma área, como no caso da agricultura familiar misturada à agricultura comercial.

1. Agricultura extensiva

A agricultura extensiva é um dos sistemas de produção agrícola tradicional, que utiliza técnicas rudimentares e de baixa tecnologia. Normalmente é utilizada para subsistência, ou até mesmo para mercado local e interno, com predomínio de mão de obra humana. 

Esse tipo de agricultura é comum em pequenas e médias propriedades, e normalmente não conta com a inserção de tecnologia. Somado a isso, o uso de insumos agrícolas não é comum, o que torna a produtividade baixa.

Além dessas características, a agricultura extensiva também é caracterizada por:  

  • Baixo capital investido;
  • Dispor de poucos recursos para investimento;
  • Uso de mão de obra pouco tecnificada;
  • Uso de arado animal;
  • Uso de sementes não selecionadas;

2. Agricultura intensiva

A agricultura intensiva (ou agricultura moderna) é caracterizada pelos altos índices de produtividade e capital de investimento. Nesse tipo de agricultura, os meios de produção são usados de maneira intensiva, e normalmente apenas um tipo de cultura é produzida em larga escala.

Ao contrário da agricultura extensiva, ela utiliza insumos agrícolas. Além disso, esse modelo não adota a rotação de terra, o que pode gerar impacto no ambiente e no solo. A agricultura intensiva é o modelo mais comum de cultivo, sendo uma grande fonte de alimentos.

Outras grandes características desse modelo de produção são:

  • Rotação de culturas;
  • Necessidade de mão de obra qualificada;
  • Produção destinada para a exportação;
  • Uso de sementes transgênicas.

3. Agricultura familiar

A agricultura familiar é desenvolvida por famílias, com a produção voltada para a sua subsistência. Essa atividade acontece em pequenas propriedades, com cultivo feito por mão de obra necessariamente familiar. 

Normalmente, a agricultura desenvolvida por famílias é mais sustentável. Além dessas características, a agricultura familiar também tem:

  • Maior diversidade produtiva;
  • Baixa utilização de insumos agrícolas;
  • Baixo uso de tecnologias;

4. Agricultura patronal

Na agricultura patronal, a produção não é voltada para a subsistência da família, e sim para o mercado interno e para a exportação.

Nesse tipo, o trabalhador não é o proprietário. Há a contratação de trabalhadores qualificados e utilização de insumos agrícolas e tecnologias que assegurem a rentabilidade.

A agricultura patronal é utilizada em médias e grandes propriedades que possuem potencial produtivo.

5. Agricultura orgânica

A agricultura orgânica ou biológica tem como objetivo o equilíbrio ambiental e o desenvolvimento social dos produtores. Além disso, produz não utilizando nenhum tipo de defensivo agrícola.

Nesse modelo, tecnologias próprias para cada tipo de solo, clima, biodiversidade e topografia são desenvolvidas. Além disso, há outras características relevantes:

  • Uso racional da água;
  • Manejo da vegetação nativa;
  • Utiliza-se apenas o controle biológico de pragas;
  • Adubação orgânica e uso de compostagem;
  • Uso de adubação verde;
  • Menor produtividade;
  • Não utiliza sementes transgênicas.
Pessoa inserindo adubo em terra.
(Fonte: Safra Viva)

6. Permacultura

Na permacultura, que significa “cultura permanente”, o cultivo é realizado por ocupações humanas.  Nesse modelo, as necessidades humanas devem estar ligadas a soluções sustentáveis, considerando o equilíbrio entre os ecossistemas. Suas características são:

  • Trabalho a favor do meio ambiente;
  • Utiliza os recursos naturais de maneira racional;
  • Elabora e executa ocupações humanas sustentáveis;
  • Analisa todas as funções do sistema.

Ou seja, ela é caracterizada por compreender a ecologia. A permacultura é baseada em três princípios básicos: cuidar da terra, do futuro e das pessoas.

7. Agricultura comercial

A agricultura comercial é voltada, principalmente, para fins de exportação e comercialização agrícola. Nela, a monocultura é o foco. Ou seja, apenas uma cultura agrícola é cultivada em grandes extensões de terra. 

Nela, tecnologia de ponta e mão de obra qualificada são usadas, além do alto nível de mecanização agrícola. Além dessas características, a agricultura comercial também apresenta:

  • Alta produtividade;
  • Grande aproveitamento de recursos e de terra;
  • Utilização de fertilizantes e defensivos agrícolas;

Agricultura moderna e agricultura tradicional: Qual a diferença?

A agricultura moderna se caracteriza pela aplicação de tecnologias que têm transformado a dinâmica do campo. 

Equipamentos automatizados, insumos químicos especializados, biotecnologia e sistemas avançados de irrigação, são exemplos de ferramentas que proporcionam resultados mais precisos e otimizam o uso dos recursos disponíveis.

O monitoramento digital por meio de softwares agrícolas e dispositivos de sensoriamento remoto possibilita um acompanhamento detalhado das condições do solo, clima e plantações, orientando as atividades agrícolas de forma mais direcionada.

Por outro lado, a agricultura tradicional preserva práticas que refletem o conhecimento acumulado por gerações. Métodos como a rotação de culturas, o manejo manual do solo e o uso de compostos naturais são característicos desse modelo, que mantém uma relação intrínseca com os ciclos naturais e as condições locais.

Além disso, a agricultura tradicional está frequentemente conectada a valores culturais e sociais, sendo um elemento importante para comunidades que mantêm vínculos históricos com a terra.

Mudanças na produção agrícola e impactos ambientes

A ampliação da produção agrícola no Brasil levanta discussões sobre as práticas ambientais e o uso sustentável dos recursos naturais

O crescimento da área plantada pode afetar biomas sensíveis, como o Cerrado e a Amazônia, intensificando os riscos de desmatamento e desequilíbrio ecológico

Para reduzir esses impactos, políticas públicas têm incentivado práticas de manejo consciente, como:

  • Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF): método que promove a diversificação do uso da terra e melhora a conservação do solo;
  • Plantio Direto: reduz a erosão e melhora a retenção de umidade no solo;
  • Uso de bioinsumos e controle biológico: práticas naturais para reduzir a dependência de defensivos químicos.

Inovações tecnológicas no agronegócio

A modernização do setor agrícola está ligada à adoção de novas tecnologias, que aprimoram a produção e reduzem desperdícios. Entre as principais inovações estão:

  • Agricultura de precisão: uso de sensores e drones para monitoramento em tempo real das lavouras;
  • Inteligência artificial e big data: análise de dados para otimizar a tomada de decisões e prever safras;
  • Máquinas autônomas e robotização: colheitadeiras e tratores com tecnologia autônoma para reduzir custos operacionais;
  • Biotecnologia e melhoramento genético: desenvolvimento de sementes mais resistentes a pragas e mudanças climáticas.

Sistemas de produção agrícola: Desafios atuais

Os sistemas de produção agrícola enfrentam desafios como variações climáticas, desgaste do solo e a pressão por atender à demanda global.

Para equilibrar o uso de recursos naturais e preservar a qualidade ambiental, práticas como a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) têm se destacado.

Essa abordagem combina agricultura, criação de animais e plantio de árvores, promovendo um uso mais eficiente dos recursos e diversificando fontes de renda no campo.

A ILPF também ajuda a mitigar impactos climáticos, como a erosão do solo e a melhoria das condições microclimáticas.

No entanto, para garantir seu sucesso, é necessário contar com planejamento técnico e acompanhamento constante.

O software de gestão de fazendas Aegro pode ser uma solução eficaz nesse processo, oferecendo ferramentas para o manejo integrado, monitoramento da lavoura e otimização da produção agrícola, auxiliando na implementação e gestão de modelos sustentáveis como a ILPF.

Como a agricultura 5.0 vai impulsionar seu trabalho na lavoura

Agricultura 5.0: conheça todas as novidades, o que já é aplicável na sua lavoura e o que esperar das tecnologias

A agricultura está em constante evolução. A vantagem disso é que, cada vez mais, seu trabalho no campo será facilitado.

Atualmente, a agricultura 5.0 vem trazendo uma forte revolução de métodos, processos e demandas.

Uma das principais aliadas de produtores rurais e fornecedores de insumos tem sido a inovação tecnológica para alcançar esse objetivo.

Quer saber mais sobre a agricultura 5.0 e como ela vai impactar a sua fazenda? Acompanhe a leitura!

O que é a agricultura 5.0

A Agricultura 5.0 busca alcançar alta precisão e desempenho na produção agrícola por meio do uso de big data e inteligência artificial. Para viabilizar essa abordagem, a Agricultura 5.0 incorpora uma ampla variedade de serviços e ferramentas digitais, tais como:

  • Análise de solo georreferenciada;
  • Mapeamento via satélite;
  • Utilização de drones;
  • Agricultura de precisão;
  • Maquinário autônomo.

A Agricultura 5.0  não está relacionada apenas ao uso das ferramentas digitais mais modernas. Ela também tem grande papel no auxílio à tomada de decisão.

As decisões são tomadas pelos próprios sistemas autônomos e máquinas inteligentes.

A viabilidade de todas essas operações está intrinsecamente ligada às análises estatísticas e probabilísticas. Por essa razão, a importância da coleta, armazenamento e processamento de dados é destacada.

Quais os objetivos da Agricultura 5.0?

O objetivo principal da Agricultura 5.0 é atingir máxima eficiência no processo de produção agrícola, mesmo em um ambiente de baixa capacidade de controle. 

Esse objetivo pode ser alcançado por meio de sistemas integrados de captação e análise de dados para tomadas de decisão por inteligência artificial.

Para isso, são necessários alguns pilares de evolução dentro do conceito de Agricultura 5.0.

Os 4 pilares e benefícios da agricultura 5.0

A Agricultura 5.0 é composta de 4 pilares.

1. Aumento de produtividade

Esse é um dos principais objetivos desde o começo da agricultura. As soluções que já existem permitem alimentar cada vez mais pessoas.

Além disso, já existem tecnologias na agricultura que ajudam você a ter domínio sobre todos os detalhes da sua plantação. 

Estando por dentro de todos os detalhes do seu trabalho, você pode tomar decisões eficazes para aumentar a produtividade.

2. Segurança alimentar

A agricultura 5.0 já pensa no futuro, e considera aspectos sociais e políticos para garantir a segurança alimentar da população.

Infelizmente, é a realidade de muitas pessoas não saber se terá comida na mesa no dia seguinte. O objetivo é reduzir ao máximo possível essa triste situação.

3. Redução de desperdício

Aproximadamente 30% de tudo que é produzido é desperdiçado. 

Um dos focos da agricultura 5.0 é atuar na melhoria das práticas de conservação, armazenamento e transporte. Assim, o desperdício tende a ser cada vez menor.

Essa redução só é possível por meio da inteligência artificial e de robôs, além de técnicas e métodos de cultivo e colheita avançados.

4. Alimentação saudável e menor impacto ambiental

O estímulo à alimentação saudável também é um foco da Agricultura 5.0.

Ela irá garantir alimentos nutritivos para a população. Ela também irá controlar e reduzir os impactos ambientais que podem ser causados pela atividade.

Tecnologias disponíveis da agricultura 5.0

Graças ao GPS, hoje há muitas tecnologias disponíveis na agricultura 5.0. 

Veja alguns serviços e produtos que já são realidades:

  • Sensores de linha: acoplados às semeadoras, eles conseguem gerar mapas de plantio em tempo real e ainda informar a porcentagem de uniformidade, linhas duplas e falhas.
  • Sistemas distribuidores de sementes: as mudanças nos sistemas distribuidores permitiram uma melhora considerável na uniformidade de distribuição de sementes, além da possibilidade de trabalhar com mais de um híbrido ao mesmo tempo.
  • Sistemas de linhas independentes: esse sistema auxilia na correção do remonte nas cabeceiras e arremates da lavoura. Há expectativas de se aplicar essa mesma tecnologia para a distribuição de adubo, reduzindo gastos excessivos com sementes e insumos.
  • Regulador de pressão das linhas: já amplamente utilizado no exterior, a ideia é substituir as molas de pressão das semeadoras por um sistema pneumático. Esse sistema garantirá a regulagem automática da pressão das linhas exercida sob o solo, variando de acordo com as condições do solo e cultura.

Novidades da agricultura 5.0

muitas outras novidades que já estão chegando e logo serão tendências na agricultura.

Como a agricultura 5.0 será baseada em análises de dados e processamento, os sensores terão local de destaque, pois são os responsáveis pela coleta desses dados.

Dessa forma, podemos esperar sensores em todas as etapas do cultivo, desde a análise e preparo do solo até a colheita!

Atrelado a isso, o uso de drones e o sensoriamento remoto auxiliarão na confecção dos mapas alimentados e processados por softwares de informação em tempo real.

Informação em tempo real é sinônimo de facilidade de monitoramento, gestão integral e economia.

Principais desafios 

A Agricultura 5.0 representará uma grande revolução para o agronegócio. Como qualquer grande mudança, ela enfrenta obstáculos.

Por exemplo, não há incentivos à pesquisa e desenvolvimento de tecnologias com baixos custos para facilitar a vida de quem produz. Mas existem outros:

  • falta de incentivo fiscal;
  • falta de crédito agrícola;
  • pouco treinamento de equipes técnicas especializadas;
  • ausência de internet de qualidade no campo;
  • falta do uso de inteligência artificial.

O agronegócio vive um momento de transformação único e sem precedentes.

Poderemos alcançar uma agricultura sustentável e moderna com base na gestão e processamento de dados.

Quando surgiu a Agricultura 5.0?

O conceito de Agricultura 5.0 surgiu por volta de 2010, motivado pela proposição de uma nova organização da atividade agrícola visando sustentabilidade, qualidade de vida, eficiência e adaptação à tecnologia, em benefício da sociedade em geral.

Inicialmente surgiu no Japão juntamente com o conceito de Sociedade 5.0, que propõe a adaptação da sociedade como um todo à nova geração de tecnologias desenvolvidas ou em desenvolvimento.

A Agricultura 5.0 vem como um avanço das revoluções anteriores da agricultura, desde o início dessa atividade pelos humanos.

Quais outras revoluções a agricultura sofreu?

No início, a relação com a agricultura e a criação de animais permitiu com que as populações humanas obtivessem alimentos numa escala até então nunca vista.

Como consequência, as populações deixaram de ser nômades e se fixaram nos territórios, criando sociedades.

Essa fase pode ser chamada Agricultura 1.0. Aqui, a agricultura dependia do esforço árduo, e todos, de alguma forma, estavam envolvidos na produção de alimentos.

Foto de quadro antigo, com três senhoras em uma lavoura, recolhendo espigas do chão. A imagem é amarelada e envelhecida.
Retrato da Agricultura 1.0 – ‘Era do músculo’
(Fonte: Culte – História da Agricultura)

Depois da Revolução Industrial, começou a “Era das máquinas” ou a Agricultura 2.0. As máquinas atuaram pelas pessoas em algumas atividades.

A principal mudança dessa época foi o motor a combustão, o coração das máquinas e tratores agrícolas.

Foto em preto e branco de uma carroça com um homem sentado sobre a roda, em uma lavoura
Com o surgimento dos motores e tratores, o preparo do solo para a agricultura tornou-se muito mais fácil.
(Fonte: Conectar Agro)

Por volta da década de 70, houve a revolução verde. Graças a ela, começou a Agricultura 3.0, ou a “Era da Química”.

Buscando aumentar a produção e a redução de custos de produção, novos manejos e tecnologias surgiram no campo. 

Essas mudanças aparecem especialmente no campo dos agroquímicos.

Foto de lavoura com máquina moderna no fundo, realizando a pulverização
Avanço no campo dos agroquímicos e mudanças na agricultura 3.0
(Fonte: Brasil Escola)

Na década de 90, surgiu a Agricultura 4.0, ou da “Era da Biotecnologia e genética”.

Nessa época, surgiram culturas geneticamente modificadas, tolerantes à agroquímicos, mais produtivas e adaptadas.

Surgiram também as tecnologias digitais, desde a agricultura de precisão ao sensoriamento remoto com drones e imagens.

A Agricultura 4.0 trouxe um foco bastante acentuado nos maquinários mais eficientes e na automação agrícola como um todo.

Quais as principais diferenças da Agricultura 5.0 para a Agricultura 4.0?

A agricultura 5.0 promete dar continuidade a todas essas mudanças na agricultura, trazendo avanços cada dia mais tecnológicos.

A principal diferença da Agricultura 5.0 em relação à Agricultura 4.0 é o fato de que todos os avanços atingidos até o momento estarão unidos pela conectividade.

Os avanços da internet e sua expansão e cobertura cada vez mais global permitirão uma gestão e execução de atividades remotamente e coordenadas por bancos de dados previamente adquiridos.

Outra alteração importante é que o foco no maquinário será diminuído por serem tecnologias mais consolidadas, sendo que esse foco passará ao indivíduo e a gestão das tomadas de decisão em tempo real, baseadas em um pacote tecnológico. 

Foto de pilhas de papeis, com chamada para baixar o guia de software

Como a agricultura 5.0 pode contribuir com o meio ambiente?

O aumento da eficiência da produção agrícola, por si só, é um ponto importante para o meio ambiente. Hoje em dia há grande desperdício de recursos, sejam eles hídricos, de produtos, de combustível, de material genético e da produção agrícola.

Ao aumentar o controle e a eficiência nas tomadas de decisão, a Agricultura 5.0 irá potencializar a produtividade agrícola com o mínimo necessário de recursos, diminuindo o impacto ambiental da atividade.

Assim, recursos não-renováveis terão maior duração e renováveis serão mais facilmente recuperados. Isso inclui recursos como água, solo, nutrientes, energia, entre outros.

Ou seja, a Agricultura 5.0 vem ao encontro da necessidade de produzir mais alimentos

Conclusão

Agricultura 5.0 emerge como uma revolução significativa no campo, impulsionada pela integração de big data e inteligência artificial. Esta abordagem inovadora visa atingir máxima eficiência na produção agrícola, mesmo em ambientes de baixa capacidade de controle. 

Essa evolução não se restringe apenas à implementação de ferramentas digitais avançadas, mas também desempenha um papel crucial na melhoria da tomada de decisões, delegando tarefas a sistemas autônomos e máquinas inteligentes.

A coleta, armazenamento e processamento de dados desempenham papel essencial, respaldando análises estatísticas e probabilísticas fundamentais para o sucesso da Agricultura 5.0.

Os objetivos claros da Agricultura 5.0 abrangem o aumento de produtividade, a segurança alimentar, a redução de desperdício e o estímulo à alimentação saudável, visando não apenas a eficiência agrícola, mas também a sustentabilidade e menor impacto ambiental.

>> Leia mais:

Genética na agricultura: veja como ela vai mudar sua lavoura

Nanotecnologia na agricultura: conheça os impactos

Conheça as obrigações e regras para uso de drones na agricultura

Você ficará fora da Agricultura 5.0? Quais tecnologias já integrou na sua lavoura? Vou adorar ler seu comentário!

Atualizado em 14 de dezembro de 2023 por Alasse Oliveira.


Alasse é Engenheiro-Agrônomo (UFRA/Pará), Técnico em Agronegócio (Senar/Pará), especialista em Agronomia (Produção Vegetal) e mestre em Fitotecnia pela (Esalq/USP).

Setting

Administrador de fazenda: Quem é e o que ele precisa saber?

Administrador de fazenda: veja as principais dicas para se preparar para essa função, as atribuições necessárias e mais!

Nas últimas décadas, a sucessão familiar direta foi o modelo de negócio mais utilizado na maioria das propriedades rurais. Nele, os herdeiros seguiam a mesma lógica de seus pais. 

Devido ao avanço da tecnologia vindo dos desafios enfrentados pelas empresas rurais e da profissionalização da agropecuária, a função de administrador de fazenda se tornou muito importante. 

Além das habilidades técnicas, é preciso desenvolver capacidades de administração rural. Elas são importantes para realizar de maneira eficiente a gestão de pessoas, financeira, de risco e de novos investimentos. 

Se você vai assumir os negócios da família ou deseja a posição de administrador de fazenda, confira algumas dicas para assumir esta responsabilidade. Ainda, veja como organizar uma propriedade rural. Aproveite a leitura!

O que é ser um administrador de fazenda?

 O administrador da fazenda realiza a gestão das áreas de recursos humanos, financeiros, materiais e tecnológicos envolvidos nas atividades rurais.

Com isso, o administrador consegue ter os melhores resultados, ao que diz respeito ao desenvolvimento, manutenção e crescimento da empresa.

O que faz o administrador rural?

O administrador de fazenda deve ter conhecimentos sobre processos da agricultura e da zootecnia. Esse profissional é responsável pela saúde financeira da fazenda. Por isso, deve identificar pontos sociais e econômicos que compõem a cadeia produtiva do negócio.

Além disso, essa pessoa precisa planejar, tomar decisões, controlar e avaliar os resultados obtidos com o objetivo de aumentar o lucro e o bem-estar dos colaboradores. Conhecer bem os indicadores financeiros da fazenda também é uma das mais importantes tarefas.

Para que o gerente agrícola tome decisões corretas, ele deve estudar antecipadamente o mercado. Com isso, ele poderá identificar a demanda pelos produtos no mercado interno e externo. 

Ou seja, o encarregado de uma fazenda precisa agir com visão ampla da parte financeira da fazenda para aumentar a produtividade. 

Mais do que isso, o administrador tem que manter o controle da situação, ser dedicado e ser maleável para conseguir se adaptar a novas situações. Abaixo listamos algumas funções do administrador de fazendas:

  • Definição de metas e objetivos;
  • Estudo sobre o mercado agropecuário;
  • Controle das finanças;
  • Monitoramento das atividades de outros profissionais;
  • Avaliação de resultados e lucros da fazenda.

Como a agricultura é uma atividade sazonal, o tempo de reação para resolver um problema acaba sendo muito curto. Esse é um aspecto que deve ser sempre considerado.

Quanto ganha um administrador de fazenda?

Se a sua fazenda está pensando em contratar alguém, deve estar se perguntando quanto ganha um administrador de fazenda. 

O salário de um administrador de fazendas gira em torno de R$ 7 mil por mês. 

É importante ter em mente que o valor pode variar, dependendo da experiência e da região onde o profissional atua. Além disso, o tamanho da fazenda também influencia nesse valor.

Quais as principais competências de um administrador de fazenda? 

Para o sucesso da fazenda, é essencial que o gerente agrícola possua algumas competências, técnicas (engenheiro ou técnico agrícola) ou de personalidade para gerir pessoas. Em linhas gerais, para ser administrador de fazenda, o profissional precisa:

  • trabalhar em equipe;
  • ter visão de negócio;
  • atitude e autoconhecimento;
  • mostrar resultados;
  • liderança;
  • ser pontual;
  • ter autoconfiança.

O gerente de fazenda não pode se envolver demais nas atividades técnicas da fazenda. Afinal, assim não terá tempo para realizar as atividades administrativas. 

Entretanto, é importante que ele tenha algum conhecimento técnico para gerir melhor o negócio, reduzindo os custos de gestão agrícola e aumentando os lucros. Abaixo, citamos alguns conhecimentos que esse profissional precisa ter:

  • Sistema de produção;
  • Manejo fitossanitário;
  • Preservação e conservação do solo;
  • Fertilidade do solo;
  • Mecanização agrícola e agricultura de precisão;
  • Administração rural;
  • Contabilidade e finanças em geral;
  • Gestão de pessoas;
  • Gestão de projetos;
  • Logística.

Além do conhecimento técnico, o administrador de fazendas precisa ter algumas habilidades, principalmente interpessoais. É necessário ter uma boa comunicação para evitar desencontros de informação, além de:

  • Saber trabalhar em equipe;
  • Coordenar;
  • Motivar;
  • Liderar;
  • Resolver conflitos;
  • Gerenciar equipes. 

Um gerente de fazenda com essas competências promove maior segurança ao empregador e maior crescimento para a empresa rural. Afinal, o gerente de fazenda define o propósito do negócio, as metas a serem alcançadas e os meios para atingi-las.

Como ser um bom administrador de fazenda?

Agora que você viu as qualificações necessárias ao administrador rural, confira algumas dicas de como administrar uma fazenda e garantir sucesso nos processos.

1. Qualificação contínua

Independente do tamanho da propriedade, invista em cursos de capacitação, treinamentos técnicos e comportamentais para você e para seus colaboradores. Também elabore um calendário, para que esses treinamentos e cursos sejam constantes. 

Assim, você e sua equipe sempre estarão motivados. O desenvolvimento pessoal da equipe de trabalho reflete no crescimento da empresa rural.

2. Comunicação

Um gerente de fazenda que possui boa comunicação evita desencontros. Por isso, a adoção de um sistema de comunicação em sua fazenda pode facilitar o diálogo entre todos os funcionários. Uma boa administração de pessoas é fundamental nessa etapa. 

Além disso, essa prática permite unificar as informações da empresa. Aproveite a tecnologia disponível para isso, como programas e softwares de gestão de fazendas podem te ajudar nessa comunicação interna.

3. Gestão de risco e investimentos futuros 

Como a agricultura é uma atividade sazonal, um bom administrador de fazenda deve estar preparado para intempéries climáticas ou oscilações do mercado.

O gestor também deve considerar fazer um seguro agrícola e contratos de venda para o mercado futuro. Além disso, deve incluir práticas que melhorem a sustentabilidade e prepare a lavoura para eventos adversos, como construção de perfil de solo.

Como você viu, essa tarefa exige desde conhecimentos financeiros até agronômicos. Ainda, um bom planejamento de risco com certeza será a base para planejar e realizar seus investimentos futuros.

4. Planejamento

Planejar todas as etapas da safra é fundamental para ser um bom gestor. Programe-se e descreva todas as atividades a serem realizadas de forma detalhada. 

O planejamento agrícola de cada etapa do calendário rural é fundamental para o sucesso de sua gestão. Esse é um dos estágios considerado peça-chave na tomada de decisão, acelerando diversos processos na empresa rural.

5. Software agrícola

Para ter um controle mais eficiente sobre processos produtivos e tomar decisões mais assertivas, é fundamental que o administrador use um software agrícola como o Aegro.

O Aegro permite que a gestão financeira e operacional da propriedade rural sejam feitas em um só lugar. Assim, evita-se perder tempo procurando informações em diferentes planilhas e sistemas.

Foto de pilhas de papeis, com chamada para baixar o guia de software

Além disso, o Aegro ajuda a equipe da fazenda a trabalhar de forma mais integrada. Cada funcionário pode receber acesso ao sistema e registrar a realização de suas atividades diárias.

De maneira geral, o Aegro oferece ao gerente uma visão realista sobre o funcionamento e a saúde do seu negócio. Afinal, ele consegue acompanhar a trajetória completa da safra pelo computador ou celular. Confira algumas funcionalidades do Aegro:

Confira algumas opções para começar a administrar sua propriedade com o Aegro:

  • Teste grátis do sistema completo por 7 dias (clique aqui);
  • Aplicativo gratuito para celular Android (clique aqui);
  • Aplicativo gratuito para celular iOS (clique aqui);
  • Utilize seus Pontos Bayer para contratar a versão completa do Aegro (clique aqui);
  • Solicite uma demonstração do Aegro (clique aqui).

Quais são os maiores desafios do administrador de fazendas?Administrar uma propriedade rural representa um desafio para grande maioria dos produtores rurais. Confira:

Administração das finanças

A gestão financeira é um dos principais desafios da administração rural. Para conseguir ter o controle das finanças, é preciso registrar tudo o que entra e sai, além de separar os gastos pessoais dos gastos da empresa rural.

Os softwares de gestão podem ser grandes aliados na organização e registro de movimentações financeiras.

Gerenciamento da produção e logística

O controle da produção é uma das principais tarefas do gestor rural. Para desempenhá-la, é preciso ter conhecimento não só sobre o que é produzido, mas também da logística.

A partir disso, será possível identificar problemas e os pontos que precisam de melhora durante todo processo.

Desse modo, ao gerenciar a produção e logística, o gestor conseguirá otimizar os custos e eliminar os desperdícios.

Mensuração de resultados

A mensuração dos resultados vai ajudar o produtor a analisar se o que foi implementado na gestão atingiu as expectativas. Com base nisso, novas estratégias podem ser definidas ou aprimoradas.

As métricas de resultados revelam os valores exatos, e assim, mostram se a produção aumentou ou reduziu. Além disso, o agricultor consegue analisar se esses números refletem na lucratividade da propriedade rural.

Criação de novos processos e delegação de tarefas

A elaboração de novos processos pode representar um desafio, principalmente, para as empresas familiares.

No entanto, à medida que o negócio rural cresce, é inevitável padronizar e formalizar as operações para que a empresa evolua.

Além disso, é preciso definir a função de cada membro da equipe e delegar tarefas para que as operações sejam desenvolvidas sem o envolvimento constante do gestor.

Conclusão

Para ser um bom administrador é fundamental que além de habilidades técnicas, o profissional desenvolva boas aptidões na área de gestão. Desta forma, mostramos como um administrador pode melhorar a gestão das fazendas.

Também descrevemos o que faz um administrador de fazendas e quais suas principais competências. Ainda,  mostramos algumas dicas para ser um bom gerente agrícola e qual a remuneração média desse profissional.

Espero que com essas dicas você alcance ainda mais sucesso!

Você é ou pretende ser um administrador de fazenda? Não deixe de se inscrever na nossa newsletter e e compartilhar esse artigo com quem cuida da sua propriedade.

Conheça as integrações de máquinas com o Aegro

Automatização de processos: saiba como simplificar o envio de atividades do campo para o escritório com as integrações de máquinas do Aegro.

Realizar o planejamento do seu negócio baseando-se em dados garante precisão para tomada de decisões.

No entanto, digitar todas as informações do campo no sistema pode levar tempo, além do claro risco de erros por digitação.

Já imaginou receber automaticamente as informações em seu sistema?

Com o Aegro Máquinas isso é possível!

Você pode conectar seu maquinário ao software do Aegro e, ao final de cada atividade, a máquina envia as informações direto para o sistema. 

Como as integrações de máquinas funcionam?

Com o Aegro Máquinas, você pode importar as suas atividades agrícolas realizadas com a plataforma Climate FieldView™, John Deere Operations Center e a novidade,  a importação das máquinas com a Stara via MyEasyFarm.

Importação de atividades da Stara na tela do Aegro
Importação de atividades da Stara na tela do Aegro

Ao conectar seu maquinário com o sistema Aegro, informações de plantio, aplicação e colheita ficam disponíveis para análise.

Dessa forma, o sistema disponibiliza as informações em tempo real, permitindo o acompanhamento das atividades da fazenda.

Aumento de eficiência 

Com acesso às informações do maquinário, você tem em mãos a oportunidade de melhorar a eficiência dos processos da lavoura, identificando chances de melhorias nas rotas da operação e quantidade de insumos utilizados, por exemplo.

Assim você evita desperdício de material e reduz os custos, alocando as despesas com base em informações precisas e aumentando o retorno financeiro do negócio.

Prevenção de problemas

Outra vantagem em utilizar essa integração é acompanhar seu maquinário, de modo a identificar e corrigir (possíveis) problemas durante as atividades.

A utilização excessiva de combustível, o desperdício de insumos e a perda de eficiência costuma ser um sinal de alerta. Identificar problemas no estágio inicial reduz perdas e facilita a correção da máquina.

Monitore sua lavoura de qualquer lugar

Assim como na versão para computador, as informações das máquinas também estão disponíveis no aplicativo para celular do Aegro.

Você pode visualizar as atividades sem ficar preso ao escritório.

Conclusão

O acompanhamento das atividades do campo pode ser o diferencial na redução de custos do seu negócio.

As integrações de máquinas com o Aegro são uma grande oportunidade de simplificar a rotina da operação do campo e reduzir possíveis falhas que ocorram na lavoura.

>> Ler mais:

“Como uma boa gestão de máquinas agrícolas pode diminuir seus custos de safra”

“Como a integração Aegro e FieldView otimiza o gerenciamento da fazenda”

Novidades do Aegro em 2023: importação de histórico, filtros múltiplos e mais!

Novidades do Aegro em 2023: fique por dentro dos lançamentos, funcionalidades e principais novidades do software para gestão de fazendas!

O time da Aegro não para de trazer novas funcionalidades para tornar nosso sistema de gestão ainda mais completo e preparado, para você ter o controle e aumentar a produtividade do seu negócio.

Fique por dentro das principais mudanças que já implementamos e das maiores novidades do Aegro em 2023, confira! 

Emissão de nota fiscal eletrônica

A emissão das notas fiscais eletrônicas será obrigatória para todos os produtores rurais a partir de 2024.

O Aegro já está preparado para emitir notas fiscais de entrada e de saída. Basta acessar o sistema e criar uma nova despesa ou receita.

Tela de emissão de nota fiscal pelo Aegro
Facilite sua rotina e prepare-se para a obrigatoriedade de emissão das notas fiscais.

Clique para saber como emitir a NF-e com o Aegro.

Novidades na importação de XML

Uma das novidades do Aegro em 2023 é que ficou mais fácil ajustar o lançamento entre despesa ou receita conforme a realidade da nota fiscal e manter seu financeiro organizado.

Tela de importação de nota fiscal
Ao importar uma nota emitida em outra plataforma, será possível sinalizar seu papel como emitente, clicando no botão Sou emitente da NF-e.

Simplifique a importação do histórico financeiro

Nunca foi tão simples levar seus dados de contas a pagar e a receber de outra planilha ou sistema para dentro do Aegro.

Acesse o sistema e baixe a planilha em Excel para ganhar tempo e garantir que seu histórico fique centralizado em seu financeiro. Assim, você pode controlar seus dados e analisar com base em períodos anteriores.

Importação de dados financeiros é uma das novidades do Aegro em 2023
Facilite a organização de seu financeiro e mantenha o histórico dos seus dados com o Aegro

Acompanhe o consumo e eficiência de suas máquinas e veículos

Com o relatório de consumo, agora você pode fazer a gestão da eficiência de suas máquinas, consultando dados para comparar o consumo de gastos e identificar possíveis falhas ou falta de registro de dados.

Relatório de eventos
Gere o relatório na aba Patrimônio, selecionando o período que gostaria de visualizar, e escolha entre o formato .xlsx ou pdf para receber o documento

Novos filtros múltiplos

Simplificamos a busca e visualização dos itens nas abas do Financeiro e Fiscal com novos filtros de agrupadores, categorias, patrimônios e safras.

O financeiro teve destaque entre as novidades do Aegro em 2023
Chega de perder tempo procurando informações! Aproveite a nova funcionalidade para agilizar a análise dos dados no sistema.

Envie suas notas e acumule pontos na Orbia

Acumular pontos na Orbia ficou ainda mais fácil!

Reduzimos o seu trabalho de cadastrar notas nos dois sistemas para ganhar pontos. Agora, ao importar notas fiscais por XML ou Sefaz, você tem a opção de enviar para a Orbia direto pelo Aegro, selecionando a opção Enviar para a Orbia.

A parceria com a Orbia é uma das novidades do Aegro em 2023
Ganhe mais pontos em menos tempo e resgate produtos e serviços com a Orbia

Conclusão

Do lançamento da importação de histórico ao acompanhamento mais preciso do controle de máquinas da fazenda, conte com as novidades do Aegro em 2023 — e todas as suas demais funcionalidades — para fazer a gestão da sua lavoura de ponta a ponta.

>> Leia mais:

“Como a integração Aegro e FieldView otimiza o gerenciamento da fazenda”

“Avalie o sucesso da safra com ajuda dos indicadores de produção no Aegro”

“Software para agronegócio: veja os 10 melhores para sua fazenda”

“Saiba como gerenciar o ciclo de produção agrícola com o Aegro”

Gostou das novidades? Assine nossa newsletter e receba este e outros assuntos do agronegócio em seu e-mail toda semana!

O que são fazendas digitais e por que elas custam menos e valem mais

Fazendas digitais: entenda o conceito, saiba quais tecnologias estão presentes e o que você pode fazer para transformar a sua a partir de agora!

O uso de tecnologia no campo é um viés cada vez mais presente na agricultura mundial. O Brasil já se adequa e prepara para sua utilização por meio das fazendas digitais.

Essa modernização da atividade agrícola caminha com a necessidade de se produzir mais de maneira mais sustentável. Isso diminui perdas, aumenta a eficiência e gera lucros a quem produz.

Esses avanços vêm em combinação com os conceitos de Agricultura Digital, Agricultura 4.0 e Agricultura 5.0. Eles são cada dia mais difundidos no meio rural brasileiro.

Nesse artigo, saiba como funciona o processo de digitalização da fazenda, as técnicas mais utilizadas, seus benefícios e os principais desafios do setor. Boa leitura!

O que é uma fazenda digital?

Uma fazenda digital é a propriedade que adota técnicas baseadas em tecnologias modernas, com maior uso de máquinas automáticas e computadores. Essas ferramentas diminuem a necessidade de intervenção humana no processo produtivo.

Existem diferentes níveis de digitalização dentro das propriedades. Várias atividades podem acontecer utilizando diferentes tecnologias, como:

A revolução digital no meio rural já acontece há algum tempo. Muitas das tecnologias são importadas de países com maior capacidade de inovação tecnológica. 

Porém, já há muitas soluções sendo geradas no país através de pesquisa e desenvolvimento. Tudo isso acontece através de instituições públicas e privadas.

Muitas tecnologias já são adotadas pelos produtores brasileiros. Entretanto, ainda há um longo caminho a percorrer visando a implementação de técnicas inovadoras e da digitalização das fazendas.

Como exemplo da agricultura digital, podemos citar técnicas já comuns como:

Como implementar a revolução digital na fazenda?

A agricultura digital é baseada em diversas tecnologias que facilitam a sua vida nas mais diversas atividades necessárias ao bom andamento do negócio. Agora, confira mais detalhes de cada uma dessas tecnologias.

Inteligência artificial e robótica

A automação de processos agrícolas é um dos esteios das fazendas digitais. O uso de máquinas autônomas (terrestres ou aéreas) e robôs aumenta a confiabilidade da execução das atividades.

Além disso, o seu uso diminui a chance de erro e o tempo de execução. Isso permite a execução da agricultura de precisão, além de reduzir o seu trabalho no campo.

Telemetria e sensoriamento

A medição de parâmetros por meio de sensoriamento remoto aumenta a capacidade de monitoramento do negócio na totalidade. Esse sensoriamento pode envolver:

  • telemetria de máquinas;
  • medição de parâmetros climáticos através de estações meteorológicas na fazenda;
  • identificação das características de solo e planta;
  • avaliação das condições de áreas de armazenamento de insumos ou produtos agrícolas;

Sistemas de localização (GPS)

O uso do GPS agrícola permite o comando remoto de máquinas autônomas. Ele registra os dados com precisão dentro da lavoura, permitindo um manejo diferencial e o aumento da eficiência do uso de recursos.

Internet das coisas

A internet das coisas, por meio da conectividade, engloba todos os sistemas de informação proveniente de sensores e do sistema de localização. 

Ela conecta dados da sua propriedade, permitindo tomada de decisão em tempo real e atuação remota nas máquinas e sistemas de controle da fazenda.

Big Data

A Big Data fornece maior capacidade de monitoramento de várias atividades da fazenda. Ela gera um conjunto de dados muito robusto e completo. 

Esses dados permitem a compreensão da produção e os principais fatores que causam diminuição ou aumento da produção. Como consequência, possibilita o aprendizado das máquinas e te informa para decisões futuras.

Softwares de gestão

Com o aumento do nível de tecnologia e da quantidade de informação, há necessidade de softwares de gestão na propriedade.  Esses softwares auxiliam no controle de diversos processos, como:

  • recursos humanos;
  • manejo da lavoura;
  • estoques;
  • manutenções;
  • financeiro;
  • dentre outros.

Um exemplo de software que reúne todos esses processos é o Aegro, que facilita a gestão agrícola e financeira da sua fazenda. Com ele, você consegue acompanhar a evolução da safra e receber dados precidos para avaliar a efetividade das operações.

Com o Aegro, você também consegue visualizar facilmente seus indicadores de produção

Softwares como o Aegro também integram vários recursos diferentes, como imagens NDVI e MIP. Esses recursos contribuem não apenas para tornar sua fazenda mais digital, mas também para te auxiliar nas mais difíceis tomadas de decisão.

Exemplo de como é possível visualizar todos os custos de produção com o Aegro

Você pode ver esses e muitos outros recursos do Aegro em ação, fazendo um teste gratuito de 7 dias. Você também pode pedir uma demonstração gratuita em apenas alguns cliques.

Mercado digital

A compra e venda de produtos por meio digital permite buscar por melhores preços e maior disponibilidade, aumentando o lucro e diminuindo custos. 

Isso também permite a rastreabilidade e venda de produtos diferenciados a mercados de maior requerimento, aumentando o valor agregado do produto final.

Quais as principais vantagens da agricultura digital?

A digitalização das fazendas traz melhorias em vários níveis do negócio, dentro e fora da porteira. As principais vantagens das fazendas digitais são:

  • Aumento da eficiência do uso da terra, de recursos naturais, de implementos e insumos, do tempo e da mão de obra;
  • Maior precisão nas atividades organizacionais, técnicas e de manejo e de gestão;
  • Diminuição do impacto ambiental e aumento da sustentabilidade;
  • Diminuição na probabilidade de erros humanos, perdas de produção e quebra de safra;
  • Maior controle da propriedade e da atividade;
  • Rapidez na tomada de decisão e execução de tarefas;
  • Aumento da margem de lucro do produtor por diminuição de custos e aumento da produtividade;
  • Alto grau de confiabilidade de informação para produtores, assistentes técnicos e empregados;
  • Maior confiança de clientes e colaboradores.

Todas essas vantagens levam a um aumento da sustentabilidade da fazenda, uma vez que tornam a atividade mais rentável economicamente. Ainda, as atividades passam a causar menor impacto ao meio ambiente.

Foto de pilhas de papeis, com chamada para baixar o guia de software

Desafios atuais na implantação de tecnologia no campo

Como todo processo de adaptação e modernização, a implementação das fazendas digitais requer tempo e investimento da sua parte.

Essas novas tecnologias são um diferencial para muitos produtores. Em alguns anos, elas serão uma necessidade, ou mesmo uma ferramenta sem a qual o negócio rural ficará inviável. Mas isso não quer dizer que não há desafios. Dentre eles, há:

Alto investimento

Por enquanto, muitas das inovações que têm sido implantadas no campo são importadas ou pertencem a um mercado fornecedor bastante limitado.  Vale lembrar que isso não se aplica aos softwares de gestão, que possuem preços muito mais leves ao bolso de quem produz.

A tendência é que a popularização dessas tecnologias crie uma maior competição de oferta, baixando preços das soluções digitais.

Conectividade

A internet é ferramenta crucial para a digitalização de fazendas. Em muitos pontos do nosso território, a qualidade e disponibilidade de sinais de internet é bastante limitada.

Mão de obra especializada

Muitas das tecnologias diminuem a intervenção humana, mas requerem profissionais mais capacitados e com maior nível de especialização. Esses profissionais ainda são escassos no mercado, mas a tendência é que isso evolua bastante em breve.

Extensão das propriedades

Propriedades muito grandes podem ter um desafio maior na implementação da agricultura digital por questões físicas, de relevo, ou mesmo de risco de perdas de equipamentos

Por outro lado, propriedades muito pequenas podem não ser rentáveis o suficiente para arcar com os custos da digitalização.

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Conclusão

A pressão e os desafios para a produção sustentável têm aumentado muito nas últimas décadas. A agricultura tradicional está com os dias contados e tem sido substituída por uma atividade tecnológica, de alto investimento, menor risco e maior retorno.

A implantação e uso de tecnologias modernas traz diversos benefícios a você, ao meio-ambiente e à sociedade em geral. As fazendas digitais são a nova realidade do campo.

Atualize-se bem e prepare os seus recursos físicos e financeiros para aumentar a sua capacidade de concorrer num mercado cada dia mais tecnificado.

Saiba mais >>

“ASG na agricultura: como se beneficiar dessas práticas”

“Sustentabilidade no campo: veja como adotar as práticas”

O que você já faz para implementar as tecnologias das fazendas digitais na sua propriedade? Tem alguma dúvida ou curiosidade sobre o assunto? Deixe um comentário abaixo!

Drones agrícolas: Guia completo de uso

Drones agrícolas: conheça os principais tipos, funções na agricultura, valores médios e como conseguir crédito para financiar um.

Com diversas possibilidades de uso, os drones agrícolas podem trazer mais eficiência na gestão da fazenda.

Eles estão entre as principais ferramentas de agricultura de precisão. Afinal, favorecem o aumento da produtividade, a redução de custos e a sustentabilidade ambiental.

O uso de drones agrícolas na aplicação de agroquímicos, fertilizantes, adjuvantes e afins é regulamentado desde 2021 pela Portaria nº 298.

Mas há ainda diversas outras finalidades de uso dos drones agrícolas. Neste artigo, você conhecerá todas elas, os custos e como conseguir financiar um drone agro. Boa leitura!

Qual a função dos drones na agricultura?

A função do drone na agricultura é tornar a gestão da fazenda mais eficiente. Isso é possível por meio dos seus diversos usos. Um exemplo é a aplicação de insumos em taxa variada, monitoramento do índice de vegetação e mapeamento de áreas de plantio.

Mas esta eficiência vai depender de como você utiliza o drone. Por isso, há diversos modelos de drones agrícolas, com finalidades distintas. Tecnicamente, os drones estão incluídos entre os equipamentos chamados mundialmente de Vants (veículos aéreos não tripulados). 

Eles são definidos pela ABA (Associação Brasileira de Aeromodelismo) como veículos capazes de voar na atmosfera, fora do efeito do solo. Eles são projetados ou até mesmo modificados para não receber piloto humano, já que é operado por controle autônomo ou remoto.

Os Vants incluem uma grande variedade de aeronaves autônomas, semiautônomas ou remotamente operadas. No último grupo, enquadram-se os drones, cujos tipos você confere a seguir.

Tipos de drones agrícolas

Os tipos de drones são classificados conforme sua categoria funcional como alvos, sistemas de reconhecimento ou monitoramento, combate, logística ou pesquisa. Com relação aos alcance, os tipos de drones são os seguintes:

  • De mão: alcança 600 m de altura e possui raio de 2 km;
  • De curto alcance: vai a 1.500 m e tem raio de 10 km;
  • Otan: vai a 3.000 m, com raio de 50 km;
  • Tático: 5.500 m e raio de 160 km;
  • Male: 9.000 m e 200 km de raio;
  • Hale: acima de 9.100 m e alcance de raio indefinido;
  • Hipersônico: 15.200 e raio acima de 200 km;
  • Orbital: opera em baixa órbita;
  • CIS: capaz de fazer o transporte lua-terra.   

Além disso, os drones se diferenciam também pelo modelo da asa. Eles podem ser equipamentos de asa fixa ou rotativa.

1. Drones de asa fixa

Os drones de asa fixa são aqueles que se parecem com avião ou asa delta. Eles possuem motor tipo hélice na parte traseira, que o impulsiona para a frente.

Por isso, realizam voos lineares e por maior período de tempo, já que possui sistema de bateria integrado. Geralmente, eles têm 80 minutos de autonomia de voo.

Drones de asa fixa precisam de maior área para pouso e decolagem. Isso confere também maior chance de redução de impactos em uma queda, já que pode deslizar no solo.

Foto de drone agrícola de duas asas pousado sobre grama
(Fonte: Pocket-lint)

2. Drones de asa rotativa

Os drones de asa rotativa podem ser do tipo helicóptero ou multirotor. Eles possuem tecnologia embarcada com diferentes sistemas de captura de imagem. Esses drones de asa rotativa pode ser do tipo:

  • rotor único;
  • tricóptero;
  • quadcóptero;
  • hexacóptero;
  • e octocóptero;

Como você vê, esses drones de asa rotativa são mais variados. Por isso, preste atenção na descrição a seguir sobre cada um deles. 

Drones agícolas sobrevoando campo, com quatro asas
(Fonte: Sensix)

3. Drones de rotor único

São drones semelhantes aos helicópteros, só que numa versão reduzida e não tripulada.  Eles estão entre os mais populares do mercado, e possuem um rotor no interior e uma hélice para estabilização.

Por terem boa capacidade de carga e longa duração de voo, são muito utilizados para voos pairados

4. Drone tricóptero

Os drones tricóptero dividem-se em três tipos, conforme o motor: há os que possuem três controladores, quatro giroscópios e um suporte de pilotagem.

Nesses drones, os motores ficam nas extremidades dos três braços, sendo que em cada um deles há um sensor de localização integrado.

A tecnologia embarcada nesses drones permite fazer com que ele se mantenha estabilizado durante o trajeto, sem necessidade de correções manuais

5. Drone quadcóptero

Os drones quadricópteros possuem quatro lâminas de rotor. Duas movem-se no sentido horário e as outras no anti-horário.

Essa forma de rotação é o que auxilia o quadcóptero a ter uma aterrissagem mais segura. Por ser de fácil fabricação, esse tipo de drone está entre os mais vendidos no mercado.

Além disso, ele apresenta como vantagem boa velocidade em comparação aos demais. Ele também tem força suficiente para carregar alguns assessórios, sem ajustes adicionais. Outra vantagem é que requer baixa manutenção.

6. Drones hexacóptero

Esses tipos de drone têm seis motores: três trabalham no sentido horário e três no anti-horário. Atinge maior altitude, têm mais potência e maior capacidade de carga.

Também são mais velozes e suportam condições desfavoráveis, como ventanias. Por outro lado, possuem um preço mais elevado e necessitam de manutenção frequente.

7. Drones octocóptero

Os drones octóptero têm oito motores, que transmitem a potência para as oito hélices.

A capacidade de voo desses drones é superior em comparação aos demais, além de serem mais estáveis e possuírem alta performance e estabilidade. Ele também é mais pesado que os anteriores. A autonomia de voo varia com a carga e velocidade.

Os octópteros, geralmente, são os mais utilizados para realização de pulverização agrícola com drone. Isso acontece devido a sua capacidade de suportar peso, afinal, seus reservatórios podem ser de até 20 litros.

Quais são os usos do drone agrícola?

O uso de drones agrícolas tem se expandido cada vez mais nos últimos anos, oferecendo benefícios para a gestão de lavouras e a melhoria da eficiência na agricultura.

Por conta da popularidade, os dispositivos estão mais acessíveis e populares, permitindo a otimização das operações e tomada de melhores decisões. Com isso, os drones podem ser usados para:

  • Monitoramento de culturas;
  • Acompanhamento de culturas em tempo real;
  • Mapeamento de áreas;
  • Análise de saúde das plantas;
  • Aplicação de insumos;
  • Planejamento de irrigação;
  • Avaliação pós-colheita;
  • Criação de mapas de solo e levantamento de dados;
  • Análise de crescimento e desenvolvimento da cultura;
  • Gestão e planejamento da lavoura;
  • Detecção de pragas e doenças.

Essa tecnologia não só contribui para o aumento da produtividade, mas também permite um manejo mais sustentável, com uso mais eficiente de recursos como água e insumos, reduzindo impactos ambientais e melhorando a rentabilidade dos produtores.

Drone agrícola para pulverização: Como funcionam?

Na agricultura de precisão, os drones agrícolas multirotores são chamados também de RPA, sigla em inglês que significa aeronaves remotamente pilotadas.

Esses aparelhos são muito utilizados para aplicação de agrotóxicos, adjuvantes, fertilizantes, inoculantes, corretivos, sementes e introdução de agentes biológicos na lavoura.

Os drones utilizados na pulverização pertencem à classe 2 (peso de decolagem maior que 25 kg e até 150 kg) e à classe 3 (peso de decolagem até 25 kg).

Uma das vantagens dos drones agrícolas multirotores é que as aplicações deles podem ser feitas em taxas variadas. Isso pode ser feito conforme a necessidade de cada parte da lavoura.

A pulverização com drone agro possui as seguintes vantagens:

  • Vôo entre 3 e 5 metros de altura;
  • Economia de água e produtos químicos;
  • Aplicação mais eficiente, com bicos abaixo das hélices;
  • Redução da deriva de defensivos, com possibilidade de aplicação com ventos de até 30 km/h;
  • Baixo custo (R$ 40 a R$ 150/ha) e eficiência operacional;
  • De 20 até 100 vezes mais rápido que o trabalho manual;
  • Opera em áreas de difícil acesso.

Essas operações favorecem a eficiência na gestão da fazenda com a economia de custos.

A pulverização com drone custa, em algumas regiões do Brasil, entre R$ 40 e R$ 150 por hectare, a depender do que for feito.  O custo pode incluir ainda deslocamento dos profissionais que farão o serviço.  

Banner de chamada para o download da planilha de cálculos de insumos

Drones de pulverização: segurança nas operações

Os drones ou ARP (aeronaves remotamente pilotadas) dão mais eficiência aos trabalhos no campo, gerando mais economia de tempo e custos, além de menor impacto ambiental.

A operacionalização, independente do modelo ou finalidade do uso, requer cuidados especiais. Esses cuidados vão desde cursos específicos às autorizações oficiais.

A aplicação de insumos com drones deve ser feita por pessoa treinada. Além disso, a aplicação deve ser baseada em procedimentos específicos para garantir a segurança operacional.

Por isso, a Portaria n.º 298 estabelece o que precisa ser feito para operar drones de pulverização. Ela também dá a nomenclatura de cada profissional envolvido na atividade.

  • Caar é um curso do Mapa. É oferecido por entidade de ensino registrada no Mapa para formação de aplicadores aeroagrícolas remotos;
  • Os aplicadores aeroagrícolas remotos são profissionais maiores de 18 anos, aprovados em Caar. Eles acompanham e auxiliam o piloto nas operações aeroagrícolas;
  • Operador de ARP (ou de drone) pode ser pessoa física ou jurídica, agricultor ou empresa rural, cooperativa, consórcio de produtores rurais, prestadores de serviço e órgão governamental, proprietário ou arrendatário de ARP. É quem realiza as operações aeroagrícolas;
  • O piloto remoto é a pessoa que manipula os controles de voo da ARP.

Regras para operadores de drones na agricultura

Segundo a Portaria nº 298, é obrigatório aos operadores de drones possuírem registro junto ao Mapa.

O registro deve ser feito por requerimento ao Sipeagro (Sistema Integrado de Produtos e Estabelecimentos Agropecuários). Os requerimentos deverão ser instruídos com:

  1. Contrato social ou documento de comprovação de posse da área rural, no caso de agricultores e empresas rurais operadores de ARP;
  2. Certificado de conclusão do Caar de cada aplicador aeroagrícola remoto;
  3. comprovante de registro do responsável técnico no Conselho Profissional, nos casos de pessoas jurídicas operadoras de ARP; e
  4. Documento comprobatório da situação regular da aeronave da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).

A exigência para ter responsável técnico com registro profissional que coordenará as atividades é apenas para as pessoas jurídicas operadoras de ARP.

Conforme a Portaria nº 298, coordenadores ou técnicos executores em aviação agrícola não precisam apresentar certificado de conclusão do Caar de cada aplicador.

Regras para aplicações de agrotóxicos com drones

A Portaria nº 298 proíbe que agrotóxicos, adjuvantes, fertilizantes, inoculantes, corretivos e sementes sejam a aplicados com drones, em áreas a menos de 20 metros de:

  • Povoações;
  • Cidades;
  • Vilas;
  • Bairros;
  • Moradias isoladas;
  • Agrupamentos de animais;
  • Mananciais de captação de água para abastecimento de população, inclusive reservas legais e áreas de preservação permanente, além de outras áreas ambientais.

Além disso, o local da aplicação precisa ter avisos sobre a atividade, locais de primeiros socorros, números de telefones de emergência e uso obrigatório o uso de EPI (Equipamento de Proteção Individual).

A aplicação de produtos registrados para a agricultura orgânica ou agentes biológicos não precisa seguir as regras acima. Todos os detalhes sobre o voo com a ARP devem ser informados:

  • Local;
  • Horários (início e término do trabalho);
  • Produto utilizado;
  • Dose aplicada;
  • Altura do voo;
  • Tamanho da área;
  • Receituário agronômico;
  • Mapa do local.

Quanto custa um drone agrícola?

Há modelos de drones que custam entre R$ 3 mil a R$ 60 mil, equipados com câmeras RBG ou bandas especiais multiespectrais.

Os drones com sensores hiperespectrais e sistema RTK de georreferenciamento podem variar entre R$ 150 mil e R$ 400 mil.

Geralmente, os modelos de asa fixa possuem preços mais elevados. Porém, o que vai influenciar mesmo no preço dos drones é o seu tamanho e, sobretudo, a tecnologia embarcada. Confira:

ModeloPreço MédioIndicação de Uso
DJI Agras T10R$ 8.000Pulverização de pequenas áreas, ideal para propriedades de pequeno porte.
DJI Agras T30R$ 90.000Pulverização de grandes áreas, com capacidade de carga e autonomia superiores.
F809R$ 10.000 a R$ 15.000Modelos básicos para mapeamento e monitoramento, adequado para iniciantes.
DJI Agras T40R$ 60.000 a R$ 80.000Pulverização de médio a grande porte, com tecnologia avançada e alta capacidade de carga.

IMPORTANTE: A compra de um drone agro pode ser feita com o uso de recursos do Plano Safra, por meio do crédito rural oferecido pelo Inovagro (Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária)