Os impactos das mudanças climáticas na agricultura têm gerado não apenas perdas para os produtores rurais, mas também para a população urbana, com alta nos preços dos alimentos.
Nos últimos tempos, o setor tem enfrentado sérios desafios, como quebras de safra e variações drásticas nas chuvas, com episódios de alagamentos no Sul e secas no Centro-Oeste do Brasil.
Todos esses fenômenos são resultado de alterações nas variáveis ambientais, como a ação humana, emissões de gases de efeito estufa, atividades industriais, queimadas e desmatamento.
Diante desse contexto, é preciso adotar medidas para diminuir esses impactos, tanto nas propriedades agrícolas quanto em estratégias mais amplas.
Quais os impactos das mudanças climáticas?
Os impactos climáticos na agricultura causam reflexos ambientais, sociais e econômicos, afetando o equilíbrio da natureza de diversas maneiras.
Entre essas alterações, estão o aumento dos níveis dos oceanos, o aumento das temperaturas e a perda de espécies e ecossistemas, além dos riscos à produção de alimentos e à saúde.
Essas transformações exigem uma resposta direta para mitigar seus efeitos e promover a adaptação.
Como os impactos das mudanças climáticas afetam a agricultura?
Os impactos das mudanças climáticas na agricultura estão favorecendo o crescimento de plantas daninhas e aumentando a incidência de pragas e doenças, resultando na perda de nutrientes e na diminuição da fertilidade do solo.
O desenvolvimento de doenças em plantas depende da interação entre hospedeiros, patógenos e condições ambientais, que estão sendo alteradas por variações de temperatura e precipitação.
Esses fatores climáticos criam ambientes que podem facilitar ou dificultar o surgimento de doenças.
Além disso, os impactos das mudanças climáticas na agricultura afetam a distribuição geográfica dos patógenos, modificando onde e quando eles podem sobreviver.
A umidade e a precipitação influenciam a dispersão de esporos, enquanto a sobrevivência dos patógenos em condições desfavoráveis é impactada por temperaturas variáveis.
Embora haja poucos casos comprovados de doenças fitossanitárias ligadas às mudanças climáticas, a complexidade dessa relação é evidente, exigindo um monitoramento das interações entre clima, pragas e saúde das plantas.

Alterações na temperatura e agricultura
O aumento das temperaturas médias e as variações nos padrões de chuva, como secas severas e inundações, são tendências alarmantes.
Segundo o IPCC, Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, a temperatura da superfície global já subiu 1,1ºC entre 2011 e 2020 e pode alcançar 1,5ºC em breve.
Esses impactos das mudanças climáticas na agricultura impactam no estresse térmico da lavoura, escassez de água e danos às culturas.
Eventos extremos, como a seca no Brasil em 2022 e as inundações de 2024 no Rio Grande do Sul, ilustram esses desafios.
As previsões indicam que, até 2100, a produção de milho pode ser drasticamente afetada, com reduções que variam de 3% a 35%, dependendo do aumento de temperatura.

El Niño e La Niña: Efeitos no Brasil e diferenças
O El Niño é um fenômeno caracterizado pelo aquecimento irregular das águas do Oceano Pacífico Equatorial, resultando em mudanças climáticas globais.
No Brasil, os seus efeitos são intensificados, levando a chuvas fortes no Sul e Sudeste, causando alagamentos e deslizamentos. Já no Nordeste acontece o oposto: secas severas, afetando a agricultura e a qualidade de vida da comunidade.
Por outro lado, La Niña acontece quando as águas do Pacífico Equatorial se resfriam, intensificando os ventos alísios. Esse fenômeno traz chuvas mais intensas para o norte e nordeste do Brasil, beneficiando regiões com clima semiárido.
No entanto, o Sul enfrenta secas severas, prejudicando as atividades agrícolas e aumentando a vulnerabilidade das comunidades locais.
Ambos os fenômenos têm impactos significativos e opostos nas condições climáticas do Brasil, exigindo estratégias de adaptação para mitigar os efeitos adversos.
Ações para mitigar os impactos das mudanças climáticas na agricultura
Os impactos das mudanças climáticas na agricultura exigem uma abordagem integrada para seguir a produção.
Uma das principais estratégias é a implementação de políticas de apoio a práticas sustentáveis, incluindo subsídios e financiamento para inovações.
Além disso, a educação e capacitação dos agricultores são essenciais para a adoção de novas técnicas e conhecimentos, permitindo uma adaptação eficaz às adversidades climáticas.
Aderir a tecnologias agrícolas, como a rotação de culturas e sistemas de irrigação de precisão, ajudam a otimizar a produtividade e a saúde do solo.
Em paralelo, a diversificação de culturas, com a introdução de variedades mais resistentes, aumenta a resiliência das plantações.
É recomendado realizar a gestão eficiente dos recursos hídricos, para garantir a disponibilidade de água por meio de técnicas de captação e irrigação eficazes.
Por último, a implementação de seguros agrícolas protege contra perdas financeiras causadas por eventos climáticos extremos, oferecendo uma rede de segurança para a recuperação.
