Funrural: o que é, como funciona e as alíquotas

Funrural: confira as principais questões sobre o tema, as novidades, as alíquotas e os prazos

Funrural é a sigla para Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural. Trata-se de um fundo rural destinado à contribuição social, com recolhimento obrigatório para que o empregado rural possa se aposentar.

Ficar sempre em dia com as obrigações fiscais é muito importante, porque os tributos costumam sofrer alterações com o tempo.

Então, para te manter por dentro do Funrural, veja algumas das respostas para as principais dúvidas que envolvem o tema. Aproveite!

O que é o Funrural?

O Funrural (Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural) é uma contribuição previdenciária que financia a seguridade social dos trabalhadores rurais. Dessa forma, ele é uma contribuição recolhida para o INSS, RAT (Risco Ambiental do Trabalho) e Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural).

A contribuição funciona como uma espécie de INSS para a categoria e é cobrado sobre a receita bruta da comercialização da produção rural ou sobre a folha de pagamento.

Ou seja, quando um produtor rural vende sua produção, uma parte do valor arrecadado deve ser destinada ao Funrural. Esse recolhimento garante benefícios previdenciários aos trabalhadores do setor, como aposentadoria e auxílio-doença.

A obrigatoriedade do Funrural se aplica tanto a produtores rurais pessoa física quanto a pessoa jurídica. No entanto, a forma de recolhimento pode variar.

Fique por dentro:

Quem deve pagar o Funrural?

A responsabilidade pelo recolhimento do Funrural depende da categoria do contribuinte:

  • Produtor rural pessoa física: A responsabilidade é do próprio produtor, seja ele com ou sem empregados. Se houver empregados, o produtor também deve recolher o INSS patronal sobre a folha de pagamento.
  • Produtor rural pessoa jurídica: A responsabilidade é da empresa, que deve recolher o Funrural sobre a receita bruta de comercialização, além do INSS patronal sobre a folha de pagamento de seus empregados.
  • Adquirentes de produção rural (como frigoríficos, laticínios e cooperativas): Quando a comercialização for realizada por esses adquirentes, eles são responsáveis por reter e recolher a contribuição do Funrural, conforme o percentual aplicado à receita bruta da produção adquirida.

Dentro disso, o recolhimento ainda pode ser feito de duas formas, sendo elas:

  • Sobre a folha de pagamento – opção disponível para produtores pessoa jurídica que preferem calcular a contribuição com base nos salários pagos aos funcionários.
  • Sobre a receita bruta da comercialização da produção rural – o valor é descontado diretamente no momento da venda do produto.

Alíquotas atualizadas do Funrural

As alíquotas do Funrural variam conforme o tipo de produtor rural e a base de cálculo escolhida. A última atualização da legislação estabeleceu os seguintes percentuais:

  • Produtor Rural Pessoa Física
    • 1,2% sobre a receita bruta da comercialização
    • 0,1% para o RAT (Risco Ambiental do Trabalho)
    • 0,2% para o Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural)
    • Total: 1,5% sobre a receita bruta
  • Produtor Rural Pessoa Jurídica
    • 2,5% sobre a receita bruta da comercialização
    • 0,1% para o RAT
    • 0,2% para o Senar
    • Total: 2,8% sobre a receita bruta

Caso o produtor rural opte por recolher sobre a folha de pagamento, a alíquota será de 20% sobre os salários pagos aos funcionários.

É fundamental verificar as alíquotas vigentes, pois podem sofrer atualizações anuais conforme determinações da Receita Federal.

Como funciona o Funrural?

O recolhimento do Funrural varia de acordo com quem realiza a operação de venda ou compra.

Quando um produtor rural pessoa física vende sua produção para uma empresa (pessoa jurídica), como cooperativas, agroindústrias ou grandes redes varejistas, a responsabilidade pelo recolhimento do tributo é da empresa compradora.

Nesse caso, o valor do Funrural é retido na fonte e repassado diretamente ao governo pelo adquirente da mercadoria. 

Já quando um produtor rural pessoa jurídica comercializa sua produção, seja para outra empresa ou para consumidores finais, ele mesmo é o responsável pelo recolhimento e pelo pagamento do tributo.

Nesse cenário, o produtor deve calcular o valor devido, emitir a guia de pagamento e garantir que o recolhimento ocorra dentro do prazo estipulado pela Receita Federal.

O pagamento do Funrural deve ser realizado por meio da Guia da Previdência Social (GPS), que pode ser gerada no site da Receita Federal.

Além disso, é essencial que a contribuição seja devidamente informada na GFIP (Guia de Recolhimento do FGTS e de Informações à Previdência Social), garantindo que os valores pagos sejam registrados corretamente no sistema previdenciário.

Para manter a regularidade fiscal da fazenda e evitar problemas futuros, é fundamental que o produtor esteja atento às datas de vencimento e ao correto preenchimento das guias.

A ausência de pagamento ou erros no recolhimento podem resultar em multas, restrições financeiras e até dificuldades para acessar financiamentos rurais e benefícios governamentais.

Contar com um sistema de gestão financeira e um acompanhamento contábil especializado pode facilitar esse processo, garantindo que todas as obrigações sejam cumpridas sem atrasos ou inconsistências.

É importante que você saiba o que é empregado rural, produtor rural pessoa física e produtor rural pessoa jurídica para entender como irá recolher o imposto:

  • Produtor Rural Pessoa Jurídica: empresa rural;
  • Empregado Rural: aquele que trabalha para um produtor rural; 
  • Produtor Rural Pessoa Física: é a pessoa física da área rural que produz e comercializa produtos.

O que acontece se o Produtor Rural não recolher o Funrural?

Não pagar o Funrural corretamente pode trazer diversos problemas para o produtor rural. O primeiro impacto é o risco de multas e juros, já que o não recolhimento é considerado inadimplência com a Receita Federal.

Outro problema grave é a impossibilidade de emitir a Certidão Negativa de Débitos (CND), documento essencial para acessar financiamentos agrícolas, participar de programas de incentivos e formalizar negócios com grandes compradores.

Além disso, a falta de pagamento pode resultar em dívidas ativas e até processos judiciais, caso a Receita Federal cobre os valores retroativos com penalidades adicionais.

Para evitar problemas, é fundamental manter o recolhimento do Funrural em dia e acompanhar possíveis mudanças na legislação.

Mudanças e atualizações na legislação do Funrural

A legislação do Funrural já passou por várias mudanças ao longo dos anos. Em 2011, o Supremo Tribunal Federal (STF) chegou a declarar a cobrança inconstitucional, o que gerou incertezas no setor.

No entanto, em 2017, o STF voltou atrás e considerou a contribuição obrigatória novamente. Desde então, os produtores rurais devem seguir as regras vigentes, recolhendo a contribuição conforme as alíquotas estabelecidas.

É essencial que o produtor rural acompanhe as atualizações fiscais e consulte um contador para garantir que está cumprindo todas as obrigações corretamente.

Principais dúvidas sobre o Funrural

O Funrural é um dos tributos mais importantes para o setor rural, mas ainda gera diversas dúvidas, especialmente depois das mudanças da Lei nº 13.606/2018. Para resolver tudo isso, separamos algumas dúvidas frequentes sobre a obrigação. Confira:

1. Quem precisa recolher o Funrural?

O recolhimento do Funrural depende da categoria que você se encaixa como produtor rural. As principais situações são:

  • Produtor rural pessoa física sem empregados: Não é obrigado a recolher o Funrural, a não ser que sua receita bruta anual ultrapasse R$ 4,8 milhões.
  • Produtor rural pessoa física com empregados: Tem a obrigação de recolher o Funrural tanto sobre a receita bruta da comercialização de sua produção quanto sobre a folha de pagamento de seus empregados.
  • Produtor rural pessoa jurídica com empregados: Deve recolher o Funrural sobre a receita bruta da comercialização da produção e sobre a folha de pagamento dos empregados.

2. Quais produtos são isentos do Funrural em 2025?

A isenção do Funrural se aplica a alguns produtos e situações específicas. Em 2025, os seguintes produtos estão isentos do pagamento:

  • Produtos da agricultura familiar: Pequenos produtores rurais, desde que a receita bruta anual não ultrapasse R$ 4,8 milhões, incluindo como grãos, hortaliças e frutas produzidas em pequena escala.
  • Leite de vaca: Para produtores que sejam pessoa física e sem empregados ou que a produção seja voltada para consumo interno e de pequeno porte.
  • Produtos de pequena produção: Pescadores e agricultores familiares com receita bruta inferior a R$ 4,8 milhões por ano também podem ser isentos, com base em sua receita anual.
  • Produtos agrícolas destinados à alimentação: Em casos em que os alimentos sejam produzidos em pequena escala e o produtor atenda às exigências da legislação vigente.

A isenção do Funral dependente da natureza do produto, da atividade do produtor e do volume de receita anual.

Vale ressaltar que os pequenos produtores devem comprovar sua condição perante a Receita Federal para obter a isenção.

3. Quais as formas de pagamento para recolher o Funrural?

O recolhimento do Funrural pode ser feito de duas formas: sobre o faturamento da produção ou sobre a folha de pagamento.

  • Sobre o faturamento da produção:
    • Produtor rural pessoa física deve pagar 1,2% do Funrural, 0,1% do RAT e 0,2% do Senar. Ou seja, a alíquota total é de 1,5%.
    • Produtor rural pessoa jurídica deve pagar 1,7% do Funrural, 0,1% do RAT e 0,25% do Senar. A alíquota total é de 2,8%.
  • Sobre a folha de pagamento:
    • A alíquota é de 20% para o INSS patronal (Funrural) e 3% para o RAT. O total da alíquota é de 23%, além das alíquotas de terceiros (como o SENAR, que permanece em 0,2% sobre a receita bruta da produção).

O Senar incide apenas sobre a receita bruta da comercialização da produção. O produtor rural, seja pessoa física ou pessoa jurídica, pode escolher entre o recolhimento sobre a comercialização da produção ou sobre a folha de pagamento.

A escolha deve ser feita até 31 de janeiro de cada ano e será válida para todo o ano, não podendo ser alterada até o ano seguinte.

4. Funrural e aposentadoria

O pagamento do Funrural não garante ao produtor rural a aposentadoria. Para receber o benefício, quem produz deve contribuir também com o INSS.

Ou seja, é preciso contribuir para o INSS individualmente para adquirir o direito de se aposentar.  O Funrural é uma contribuição para a previdência como um todo.

Leia também:

5. O Funrural é declarado?

O Funrural não é uma declaração, mas uma contribuição recolhida para o INSS (previdência), RAT (seguro de acidente de trabalho) e Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural).

Essa contribuição deve ser declarada por meio da GFIP (Guia de Recolhimento do FGTS e de Informações à Previdência Social), ou seja, da Sefip/GFIP (Sistema Empresa de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social).

6. Existem multas para quem não paga o Funrural?

Sim, as multas do Funrural existem e variam de 75% a 225% do tributo devido. De acordo com a Receita Federal, a dívida acumulada dessa contribuição está em torno de R$ 11 bilhões.

A renegociação das dívidas do Funrural pode ser feita por meio do PRR (Programa de Regularização Tributária Rural), criado para possibilitar o parcelamento de débitos tributários de produtores rurais e adquirentes de produção rural (como frigoríficos, laticínios e cooperativas). Podem participar do PRR:

  • Produtores rurais pessoa física;
  • Adquirentes de produção rural, como frigoríficos, laticínios e cooperativas.

Como garantia, débitos iguais ou superiores a R$ 15 milhões exigem a carta de fiança ou o seguro garantia judicial.

No guia GFIP (Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social), é possível encontrar as orientações detalhadas para cada situação, incluindo a possibilidade de utilizar o depósito judicial como forma de quitação dos débitos.

7. Qual o prazo de escolha do Funrural em 2025?

A escolha do regime de recolhimento do Funrural para 2025 deve ser feita até 31 de janeiro de 2025.

A contribuição vai ser vinculada ao mês de janeiro, sendo que, se o produtor optar por pagar o boleto relacionado à folha de salários, vai estar automaticamente desvinculado do Funrural sobre a receita e pagará com base na folha de pagamento.

Se o pagamento da contribuição de janeiro não for feito, o produtor será automaticamente incluído no regime do Funrural sobre a produção e precisará pagar o percentual sobre a receita bruta de comercialização durante o ano. Esse valor será retido pela empresa que compra o produto.

Lembre-se de que essa escolha será válida para todo o ano de 2025 e só poderá ser alterada no ano seguinte.

Para mais detalhes sobre o tema, consulte a Lei nº 13.606, de 9 de janeiro de 2018 e a Instrução Normativa RFB nº 1.867, de 25 de janeiro de 2019.

Planilha de cálculo do funrural ao fundo uma foto com uma mão segurando moedas

Como softwares de gestão rural podem ajudar gerenciar obrigações fiscais?

Hoje em dias existem softwares de gestão financeira do agronegócio que facilitam o gerenciamento de obrigações fiscais no agronegócio.

Essas plataformas permitem centralizar todas as informações financeiras, planejar safras, monitorar a produtividade e, claro, controlar contribuições fiscais, como o Funrural.

Com o uso de tecnologia, é possível ter uma visão mais clara das finanças da sua propriedade, garantindo que você cumpra todas as suas obrigações sem surpresas.

Se você está buscando uma solução completa para a gestão da sua fazenda, vale a pena explorar as opções disponíveis e como elas podem otimizar o seu dia a dia.

A aposentadoria pelo Funrural segue as regras do INSS e se aplica a trabalhadores rurais que contribuem para o fundo. A solicitação pode ser feita por produtores rurais, meeiros, arrendatários, boias-frias e pescadores artesanais, desde que atendam aos requisitos de tempo de atividade rural e idade mínima.

A solicitação está liberadas para produtores para: Segurado Especial (Trabalhador Rural Familiar e Pequeno Produtor) Contribuinte Individual (Produtor Rural Pessoa Física)

Para destacar o Funrural na nota fiscal de produtor rural, é preciso incluir a retenção da contribuição de forma clara no documento fiscal. Isso é importante tanto para a regularidade tributária quanto para que o comprador faça o recolhimento correto. Veja o passo a passo:

  • Verifique se o Funrural se aplica à sua venda
    • O comprador da produção (pessoa jurídica) é responsável por reter e recolher o Funrural;
    • Se você vende para outro produtor rural pessoa física, não há retenção na nota.
  • Determine as alíquotas corretas (2025):
    • Produtor Rural Pessoa Física:
      • INSS: 1,2%
      • RAT: 0,1%
      • SENAR: 0,2%
      • Total: 1,5% sobre o valor bruto da venda
    • Produtor Rural Pessoa Jurídica:
      • INSS: 2,5%
      • RAT: 0,1%
      • SENAR: 0,2%
      • Total: 2,8% sobre o valor bruto da venda
  • Preencha a Nota Fiscal com o destaque correto
    • No campo “Informações Complementares”, inclua um texto como:
      “Retenção do Funrural conforme Lei nº 13.606/2018: INSS: 1,2%, RAT: 0,1%, SENAR: 0,2% – Total: 1,5% sobre a receita bruta.”
    • Se o sistema da sua nota permitir, pode haver um campo específico para retenção previdenciária.
  • Confirme o recolhimento
    • O comprador da produção deve recolher a retenção via DARF (Documento de Arrecadação de Receitas Federais), código 2607 (pessoa física) ou 2616 (pessoa jurídica).

Ficou alguma dúvida sobre o preenchimento?

A isenção do Funrural pode acontecer em alguns casos específicos, como:

Produtores rurais pessoa jurídica: Aqueles que optam pelo regime de contribuição sobre a folha de pagamento ficam isentos da cobrança sobre a receita bruta.

Pequenos produtores: Os que se enquadram como segurado especial no INSS, trabalham em regime de economia familiar e vendem para outro segurado especial ou diretamente ao consumidor final também não precisam pagar.

Cooperativas agropecuárias: Não são obrigadas a reter o Funrural na comercialização da produção dos cooperados.

Exportações diretas: A venda direta de produtos agropecuários para o exterior é isenta de Funrural, conforme previsto na Constituição Federal.

Além disso, o produtor que utiliza a produção exclusivamente para consumo próprio, sem comercialização, também não precisa fazer a contribuição.

Como restituir o seguro do maquinário perdido em desastres ambientais?

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Para proteger seus investimentos no agronegócio, invista em um seguro para máquinas agrícolas

O seguro de maquinário é uma ferramenta indispensável hoje para os agricultores e/ou proprietários de máquinas agrícolas. Diante de imprevistos e desafios enfrentados, como o desastre natural que atingiu o Rio Grande do Sul em maio de 2024, é fundamental ter a segurança de que os equipamentos utilizados nas atividades estão protegidos.

Os equipamentos agrícolas são bens essenciais e estão diretamente relacionados à eficiência das propriedades rurais. Dessa forma, nada melhor que proteger esse patrimônio também.

O que é o seguro de maquinário

O seguro de máquinas agrícolas engloba desde tratores robustos até colheitadeiras de alta tecnologia. Esses equipamentos representam investimentos significativos cuja funcionalidade é fundamental para o sucesso das operações agrícolas.

Este seguro é um salvaguarda contra uma série de riscos, como danos causados por acidentes ou fenômenos naturais (tempestades e inundações). Com o seguro, é possível cobrir reparo/substituição de equipamentos danificados.

Além disso, é possível personalizar o seguro de maquinário agrícola para incluir coberturas adicionais, como responsabilidade civil e perda de renda, garantindo que o agricultor esteja preparado para enfrentar não apenas danos físicos, mas também as consequências financeiras dos eventos.

Portanto, investir em um seguro de maquinário é uma decisão estratégica para qualquer negócio do campo. Além de proteger contra perdas significativas, ele também garante a continuidade das operações.  

Quem pode contratar o seguro de máquinas agrícolas

O seguro de maquinário agrícola pode ser contratado por:

  • Agricultores;
  • Proprietários de máquinas agrícolas;
  • Gestores de fazendas.

Como funciona o seguro de maquinário

O seguro funciona como uma proteção financeira contra perdas ou danos às máquinas e equipamentos utilizados na agricultura, mas também pode englobar coberturas adicionais.

Se tratores de uma propriedade agrícola forem furtados, por exemplo, se o proprietário desses tratores tiver o seguro de máquinas agrícolas, basta que ele acione e siga todo o processo de sinistro conforme consta na apólice. Isso alivia a perda financeira que ele teria de arcar caso não possuísse a proteção.

Quais bens estão cobertos no seguro

O seguro de máquinas agrícolas cobre uma gama de equipamentos utilizados na agricultura, tais como tratores, colheitadeiras, plantadeiras, pulverizadores, bem como outros maquinários essenciais para o plantio, cultivo e colheita.

Além disso, o seguro pode cobrir acessórios e implementos agrícolas acoplados ou utilizados em conjunto com as máquinas principais.

As coberturas específicas e os bens cobertos pelo seguro podem variar conforme a seguradora e o plano contratado, sendo importante verificar os detalhes da apólice para entender completamente o escopo da proteção eferecida.

Por que fazer o seguro de máquinas agrícolas

Fazer o seguro de máquinas agrícolas é uma decisão estratégica e prudente para qualquer profissional do setor agrícola.

Primeiramente, o seguro garante proteção financeira contra imprevistos e acidentes que podem causar danos significativos às máquinas e equipamentos, que são, sem dúvida, os pilares da produtividade no campo.

Além disso, ao assegurar a rápida recuperação ou substituição de equipamentos danificados, o seguro ajuda a minimizar o tempo de inatividade, mantendo a operação agrícola em pleno funcionamento.

Diante dos desafios climáticos e dos riscos inerentes às atividades agrícolas, contrar com um seguro específico para máquinas agrícolas proporciona uma camada extra de segurança e tranquilidade para o agricultor.

Quais as coberturas do seguro de máquinas agrícolas

O seguro de maquinário oferece uma ampla gama de coberturas para proteger os equipamentos essenciais utilizados no agronegócio. Essas coberturas são projetadas para minimizar as perdas financeiras e operacionais em caso de eventos inesperados.

  • Incêndio, queda de raio, explosão e danos de causa externa;
  • Perda de aluguel;
  • Pagamento de aluguel a terceiros;
  • Operação de equipamentos em proximidade de água;
  • Danos elétricos;
  • Roubo e/ou furto;
  • Acidentes para viagens de entrega;
  • Responsabilidade civil (para equipamentos móveis);
  • Acidentes pessoais do operador;
  • Quebra de vidros;
  • Colisão, capotamento e tombamento;
  • Despesas de salvamento;
  • Lucros cessantes.

Quais os riscos excluídos do seguro

Algumas situações e alguns eventos não são cobertos pela apólice de seguro de maquinário. Isso se dá pela natureza previsível do dando, alto risco envolvido ou por serem considerados como responsabilidade do segurado.

  • Desgaste natural;
  • Falha de manutenção;
  • Ação intencional;
  • Operação inadequada;
  • Desastres naturais específicos;
  • Guerra e conflitos;
  • Contaminação e poluição;
  • Fraude.

Dessa forma, é crucial revisar cuidadosamente a apólice de seguro para compreender completamente quais riscos estão excluídos e considerar a contratação de coberturas adicionais, se necessário, para garantir a proteção de suas máquinas agrícolas.

Conclusão

A contratação de um seguro para maquinário é crucial na gestão de riscos no setor agrícola. Ele proporciona segurança financeira, garantindo que operações agrícolas possam continuar sem interrupções significativas, mesmo diante de imprevistos como danos físicos, roubos e desastres naturais.

O seguro não é só uma medida de precaução, mas também, é um investimento estratégico na proteção e no futuro do seu negócio. Diante dos desafios e incertezas inerentes à agricultura, assegurar-se contra potenciais perdas é um passo prudente que todos no agronegócio devem considerar.

Precisando restituir o seguro de máquinas agrícolas perdidas devido a problemas ambientais? Agende já uma demonstração conosco e descubra como o Aegro pode facilitar o processo de recuperação e gestão de seguros. Não perca tempo, comece a proteger seus investimentos e garantir a continuidade das operações agrícolas agora mesmo!

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Como fica a terra após uma enchente?

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Após uma enchente, o solo pode sofrer compactação, perda de nutrientes, contaminação e alteração na estrutura do solo. Para recuperar a terra, é essencial descompactar o solo, restaurar a fertilidade com adubação adequada e implementar sistemas de drenagem. 


Os temporais que assolaram o Rio Grande do Sul por mais de 10 dias afetaram 425 das 497 cidades do estado, resultando em 107 mortes, 136 desaparecidos e forçando 232,1 mil pessoas a deixarem suas casas, impactando cerca de 1,476 milhão de pessoas, segundo a Defesa Civil. 

As enchentes recorrentes causam destruição em lavouras e infraestruturas agrícolas, além de perdas econômicas e deslocamento de comunidades rurais, evidenciando a necessidade de estratégias de resiliência e adaptação para enfrentar os desafios climáticos e de gestão de recursos hídricos na região. 

Estas inundações podem causar danos significativos às comunidades, infraestruturas e terras agrícolas. Após uma enchente, o solo sofre diversas alterações físicas, químicas e biológicas, que podem afetar a sua fertilidade e capacidade de sustentação da vegetação.

Quando as águas das enchentes recuam, a terra pode ficar compactada, com camadas de sedimentos depositados na superfície. 

Além disso, a saturação prolongada de água pode levar à perda de nutrientes, à contaminação por poluentes transportados pelas águas e à erosão do solo. Recuperar a terra após uma enchente é um desafio que envolve várias etapas, desde a remoção de detritos e sedimentos até a reestruturação do solo para restaurar sua capacidade produtiva.

Para revitalizar a terra afetada por enchentes, é fundamental adotar práticas de recuperação que incluam a descompactação do solo, a reposição de nutrientes e a implementação de sistemas de drenagem eficazes. 

A recuperação das terras após uma enchente exige um planejamento cuidadoso e uma abordagem integrada que considere tanto as características do solo quanto as necessidades das comunidades afetadas. Com as práticas adequadas, é possível restaurar a produtividade do solo e minimizar os impactos das enchentes.

Boa leitura!

Erosão hídrica dos solos 

A erosão hídrica é um processo natural intensificado pela ação das águas superficiais que resulta na remoção e transporte de partículas do solo. Quando associado a alagamentos, este fenômeno pode causar danos significativos ao ambiente, à infraestrutura e à agricultura. Entender os mecanismos e impactos da erosão hídrica durante eventos de alagamento é crucial para desenvolver estratégias de mitigação e recuperação.

Figura 1. Enchente em área agrícola do Arroio do Meio – RS, Fotos: Fábio Fuhr (2024).

Mecanismos da erosão hídrica durante alagamentos

Os alagamentos, caracterizados pelo excesso de água em áreas normalmente secas, amplificam a erosão hídrica através de vários mecanismos:

  • Desagregação do solo: a força das águas em movimento desagrega as partículas do solo, facilitando seu transporte. A saturação do solo durante um alagamento reduz sua coesão, tornando-o mais suscetível à erosão;
  • Fluxo de superfície: a água em excesso não consegue infiltrar-se no solo completamente, resultando em fluxos superficiais intensos. Esses fluxos aumentam a capacidade erosiva, principalmente em áreas com pouca cobertura vegetal;
  • Sedimentação e deposição: as águas de alagamento transportam sedimentos para áreas mais baixas, depositando material erodido em novas localidades. Este processo altera o perfil do solo e a topografia local, impactando negativamente a fertilidade do solo e a capacidade agrícola.

Figura 2. Deposição de material físico em área agrícola RS após enchentes, Fotos: Fábio Fuhr (2024).

Impactos da erosão hídrica

A erosão hídrica causada por alagamentos traz uma série de consequências adversas:

  • Perda de solo fértil: a camada superficial do solo, rica em nutrientes, é frequentemente a mais afetada pela erosão. Sua perda compromete a produtividade agrícola e a capacidade de suporte à vegetação nativa;
  • Danos à infraestrutura: estradas, pontes, sistemas de drenagem e edificações podem ser seriamente danificados. A erosão sob fundações e estradas pode causar colapsos e deslizamentos;
  • Sedimentação de corpos hídricos: sedimentos transportados pela água podem assorear rios, lagos e reservatórios, reduzindo a capacidade de armazenamento de água e afetando a qualidade da água;
  • Deslocamento de comunidades: em áreas rurais, a erosão pode forçar o deslocamento de comunidades devido à perda de terras cultiváveis e à destruição de infraestruturas essenciais.

Estratégias de mitigação e recuperação

Para lidar com a erosão hídrica ocasionada por alagamentos, várias estratégias podem ser implementadas:

  • Controle da vegetação: plantar espécies vegetais de cobertura, que protegem o solo e aumentam a infiltração de água, reduzindo o fluxo superficial;
  • Construção de barreiras: instalação de terraços, muros de contenção e bacias de retenção para controlar o fluxo de água e reduzir sua velocidade, minimizando a erosão;
  • Melhorias na gestão de recursos hídricos: implementação de sistemas de drenagem eficientes para controlar o excesso de água e prevenir a saturação do solo;
  • Recuperação do solo: técnicas de recuperação do solo, como a adição de matéria orgânica e corretivos, para restaurar a estrutura e fertilidade do solo erodido;
  • Planejamento do uso da terra: avaliação e planejamento do uso da terra com base em mapas de risco de erosão e alagamento, para evitar construções e atividades agrícolas em áreas vulneráveis.

Figura 3. Benefícios fornecidos pela utilização de plantas de cobertura. Créditos: Bruna Emanuele Schiebelbein | ESALQ

O uso de plantas pioneiras, que são espécies capazes de se estabelecer em solos degradados e melhorar sua qualidade, é uma estratégia recomendada. Entre as culturas apropriadas para plantar após uma enchente estão leguminosas, que fixam nitrogênio no solo, gramíneas resistentes e plantas de cobertura, que ajudam a proteger o solo da erosão e melhoram a estrutura do solo.

Alterações no solo devido às enchentes

Alterações químicas

  1. Redução do oxigênio: a saturação do solo com água reduz a disponibilidade de oxigênio, criando condições anaeróbicas. Este ambiente favorece processos de redução, como a desnitrificação, onde nitratos (NO₃⁻) são convertidos em gás nitrogênio (N₂) e outros gases, levando à perda de nutrientes essenciais.
  2. Alterações no pH: as condições anaeróbicas podem levar à produção de ácidos orgânicos e outros compostos que alteram o pH do solo. A acidificação pode ocorrer devido à produção de ácidos graxos voláteis e ácido sulfúrico em solos com sulfetos.
  3. Mobilização de nutrientes: a saturação pode solubilizar certos nutrientes e metais pesados, aumentando sua disponibilidade e potencial toxicidade para plantas. Por exemplo, o ferro (Fe) e o manganês (Mn) podem se mobilizar em condições redutoras.

Alterações físicas

  1. Compactação do solo: o peso da água sobre o solo saturado pode causar compactação, diminuindo a porosidade e a capacidade de infiltração do solo. Isto resulta em uma menor capacidade de retenção de água e ar, dificultando o crescimento das raízes das plantas.
  2. Estrutura do solo: a estrutura do solo pode ser destruída devido à ação das forças erosivas da água. A agregação do solo é prejudicada, resultando em uma menor estabilidade estrutural e maior susceptibilidade à erosão.
  3. Sedimentação: a deposição de sedimentos transportados pela água altera a textura e a composição superficial do solo, frequentemente enriquecendo-o com partículas finas como silte e argila, que podem reduzir a permeabilidade e alterar a capacidade de retenção de água.
Campo de terra

Descrição gerada automaticamente
Caminhão na terra

Descrição gerada automaticamente com confiança média

Figura 4. Área de produção de grãos após enchentes, Fotos: Fábio Fuhr (2024).

Alterações biológicas

  1. Mudança na atividade microbiana: as condições anaeróbicas alteram a composição e atividade da comunidade microbiana. Bactérias anaeróbicas, como aquelas responsáveis pela metanogênese e redução de sulfato, tornam-se dominantes, enquanto organismos aeróbicos diminuem significativamente.
  2. Decomposição da matéria orgânica: em ambientes anaeróbicos, a decomposição da matéria orgânica é mais lenta e pode produzir compostos tóxicos, como metano (CH₄) e sulfeto de hidrogênio (H₂S), que são prejudiciais às plantas e à vida do solo.
  3. Impacto na fauna do solo: a fauna do solo, incluindo minhocas e outros invertebrados, é adversamente afetada pela falta de oxigênio e pode sofrer mortalidade em massa ou migrar para áreas menos saturadas, reduzindo a biodiversidade e a funcionalidade biológica do solo. 

Figura 5. Benefícios de um solo/ambiente agrícola biologicamente saudável. Fonte: EDGA IA (2024).

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Conclusão

Após uma enchente, a terra sofre alterações significativas: compactação do solo, perda de nutrientes, contaminação por poluentes e mudanças na estrutura do solo. Essas alterações físicas, químicas e biológicas afetam a fertilidade e a capacidade de sustentação da vegetação. 

Para recuperar o solo, é essencial descompactá-lo, restaurar a fertilidade com adubação adequada e implementar sistemas de drenagem eficazes. Plantas de cobertura, como leguminosas e gramíneas resistentes, são recomendadas para estabilizar e melhorar a qualidade do solo.

A recuperação do solo após enchentes exige um planejamento cuidadoso e uma abordagem integrada, considerando tanto as características do solo quanto as necessidades das comunidades afetadas. 

Com práticas adequadas, é possível restaurar a produtividade do solo e minimizar os impactos de futuras enchentes, promovendo a resiliência das áreas agrícolas e das comunidades no Rio Grande do Sul.

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Conciliação Bancária: o que é, importância e como fazer

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Desmistificando a Conciliação Bancária: Entenda sua Importância e Domine o Processo

A conciliação bancária é uma prática simples que pode te auxiliar no gerenciamento da sua fazenda, evitando surpresas nas finanças. Associada a outras práticas contábeis, ela pode garantir o sucesso e crescimento do seu negócio.

O que é conciliação bancária

A conciliação bancária é o processo de comparar o extrato da conta bancária com as informações do controle financeiro da fazenda.

Com ela, você compara o que recebeu e pagou com os valores que entraram e saíram da sua conta bancária. Esse processo é essencial para a boa gestão financeira da empresa.

Se você recebe de clientes ou paga os fornecedores por meio de boletos, cartão de crédito ou débito, a conciliação é importante para manter o controle do fluxo de caixa da sua empresa rural.

A importância da conciliação bancária

É a partir da conciliação que possíveis inconsistências são percebidas. Registros com erros podem levar o gestor a tomar decisões prejudiciais ao futuro do negócio. 

Erros de lançamento de pagamentos e recebimentos podem atrapalhar a saúde financeira do negócio. Além disso, descontos concedidos a clientes podem passar despercebidos e trazer prejuízos.

Benefícios da conciliação bancária

Quando você faz o acompanhamento frequente do dinheiro que entra e sai das contas bancárias, isso traz diversos benefícios para o seu negócio:

  • Identificação de fraudes;
  • Mais controle das movimentações financeiras;
  • Saldo bancário confiável;
  • Melhoria do planejamento orçamentário;
  • Melhoria da previsão do fluxo de caixa.

Como fazer a conciliação bancária

  • Passo 1: Monitoramento do fluxo de caixa e extratos bancários

O fluxo de caixa é o registro de todas as receitas e despesas da empresa. Esse controle permite comparar os valores que entram e saem. Os registros podem ser por planilhas ou um software de gestão, como o Aegro, e devem ser diários.

  • Passo 2: Comparar informações internas com lançamentos de entrada e saída

A comparação de tudo que foi pago e recebido será bem sucedido se todos os documentos estiverem organizados. Os documentos recebidos e enviados (como os boletos de fornecedores e clientes) devem ser guardados de forma organizada.

  • Passo 3: Correção de falhas

Fazer o acompanhamento da movimentação financeira da empresa ajuda a identificar mais facilmente as falhas que possam existir. Ao acompanhar a movimentação de perto, você tem tempo para corrigir as falhas e até mesmo evitá-las.

Conciliação bancária na fazenda: o que é e como fazer

Como que frequência fazer a conciliação bancária

A conciliação bancária pode ser feita na periodicidade que desejar, a cada 15 dias, a cada mês, a cada três meses, seis meses. Entretanto, é mais indicado que ela seja feita mensalmente.

Como otimizar a conciliação bancária pelo Aegro

O Aegro oferece uma solução eficaz para você realizar a conciliação do extrato bancário em apenas alguns minutos.

Isso porque, além de integrar o controle agrícola e financeiro, ele também possui um recurso avançado de importação das movimentações bancárias por arquivo OFX. 

Tela de conciliação bancária do Aegro

Conciliação de extrato bancário por OFX

Assim, você pode optar por fazer a conciliação bancária manual ou agilizar o processo com a conciliação automatizada. Em um clique seus lançamentos são conferidos com o extrato bancário.

Conciliando suas contas com os lançamentos no sistema, o usuário tem o controle financeiro em um só lugar e garante que seu fluxo de caixa bate com suas entradas e saídas bancárias, gerando segurança na análise de dados para gestão do negócio.

Aegro é pioneira ao usar Inteligência Artificial para identificar e conferir automaticamente seus lançamentos financeiros com o extrato bancário

Quer otimizar seus processos de conciliação bancária e economizar tempo na gestão financeira da sua produção agrícola? Agende uma demonstração conosco e descubra como o Aegro pode simplificar esse processo para você. Não adie mais, comece a economizar tempo e recursos agora mesmo!

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Software para produtor rural: entenda por que você precisa de um”

“Conheça o software de gestão feito para o agro”

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Conciliação bancária na fazenda: o que é e como fazer (+ planilhas grátis)

Conciliação bancária na fazenda: saiba como identificar fraudes, com que frequência fazer, sua importância e muito mais!

A conciliação bancária pode ajudar muito o gerenciamento da sua fazenda. Associada a outros procedimentos contábeis, ela pode garantir o sucesso e o crescimento do seu negócio.

Fazer a conciliação bancária é uma forma simples e rápida de evitar surpresas nas finanças.

Neste artigo, você vai saber como fazer e porque ela é importante, além de ter acesso a materiais que te ajudarão muito. Acompanhe!

O que é conciliação bancária?

A conciliação bancária é o processo de comparar o extrato da conta bancária com as informações do controle financeiro da fazenda. 

Com ela, você compara o que você recebeu e pagou com os valores que entraram e saíram da sua conta bancária.

A conciliação é essencial para a boa gestão financeira da empresa.

Além disso, ela te ajuda nas tomadas de decisões, permite identificar fraudes, lançamentos errados, valores não compensados e compras canceladas.

Se você recebe ou paga aos fornecedores por meio de boletos, cartão de crédito ou débito, esse processo é importante para evitar prejuízos.

Pode parecer algo complicado se a movimentação financeira da sua fazenda for muito grande. 

Mas não se preocupe! Se você tiver um bom profissional que controla e lança cada evento financeiro diariamente, não terá muitos problemas ao realizar a conciliação bancária.

A importância da conciliação bancária

É a partir da conciliação que as possíveis inconsistências são percebidas. 

Um pequeno erro de lançamento pode não trazer muitos prejuízos. Porém, ao longo de um ano, vários erros de lançamento e recebimento podem atrapalhar a saúde financeira do negócio.

Registros com erros podem levar o gestor a tomar decisões prejudiciais ao futuro do negócio. Descontos concedidos a clientes podem passar despercebidos e trazer prejuízos.

Um acompanhamento frequente do dinheiro que entra e sai das contas bancárias te dá informações relevantes no fechamento do mês.  

Benefícios da conciliação bancária na fazenda

1. Identificação de fraudes

Monitorar o movimento nas contas bancárias evita fraudes internas. Por exemplo, cheques recebidos como pagamento e não descontados ou depósitos com valores inferiores. 

2. Mais controle das movimentações financeiras

A conciliação bancária possibilita maior controle das finanças da sua fazenda. 

O acompanhamento do dinheiro que entra e sai diariamente te dá uma visão clara do quanto seu negócio movimenta em determinado período.

Com isso, a conciliação ajuda a identificar se as receitas são maiores ou menores que as despesas de sua fazenda. 

3. Saldo bancário confiável

Acompanhar o saldo bancário contribui para as tomadas de decisões. 

Saber exatamente qual quantia sua fazenda tem disponível permite que os investimentos sejam mais efetivos.

4. Melhoria do planejamento orçamentário

A conciliação bancária permite fazer o planejamento e a contabilidade dos custos, investimentos e projeção das receitas e despesas ao longo do ano.

5. Melhoria da previsão do fluxo de caixa

Outra vantagem de se fazer a conciliação é o controle efetivo das despesas e receitas.

Ou seja, você pode acompanhar o fluxo de caixa de seu negócio, e garantir que ele seja mais saudável. 

Como fazer a conciliação bancária?

É possível definir 3 etapas para que o processo de conciliação bancária seja estruturado na sua fazenda. São eles:

  • monitorar fluxo de caixa e extratos bancários;
  • comparar informações internas com lançamentos de entrada/saída;
  • correção de falhas.

Monitoramento do fluxo de caixa e extratos bancários

O fluxo de caixa é o registro de todas as receitas e despesas da empresa. 

Esse controle é importante para comparar os valores que entram e saem. Assim, você identifica se o negócio está dando lucro ou prejuízo.

Os registros podem ser por planilhas ou um software de gestão, e devem ser diários. Essa é uma forma de você evitar que algum valor se perca por não ter sido lançado.

Clicando no botão abaixo, você baixará uma planilha para tornar seu fluxo de caixa ainda melhor. Insira os dados financeiros da sua fazenda e facilite esse processo:

Baseado nesses dados, você conseguirá analisar com mais clareza como está a saúde financeira do seu negócio. 

Além disso, poderá avaliar o quanto poderá investir no seu estabelecimento, a estimativa de crescimento do negócio e o valor do seu salário.

Comparar informações internas com lançamentos de entrada/saída

O lançamento e a comparação de tudo que foi pago e recebido será bem sucedido se todos os documentos forem organizados. 

Os documentos recebidos (como boletos para pagamento de fornecedores) e enviados (como boletos para receber de clientes) devem ser guardados de forma organizada.

Esses documentos, sejam em papel ou eletrônicos, devem ter uma pasta/caixa própria para arquivá-los. Eles podem ser separados por mês do ano, fornecedor ou fluxo de caixa.

Essa organização simplifica a busca, o controle e o lançamento das informações. Como consequência, a estruturação da parte financeira do seu negócio fica mais fácil.

Correção de falhas

Acompanhar a movimentação financeira da empresa ajuda a identificar mais facilmente as falhas que possam existir.

Essas divergências podem ocorrer por causa de um lançamento errado, depósito feito com valor menor do que o esperado, entre outras coisas. 

Ao acompanhar a movimentação de perto, você pode ter tempo para corrigir as falhas e até mesmo para evitá-las.

Como fazer a conciliação bancária?

A conciliação é a comparação do fluxo de dinheiro da fazenda com os valores no extrato bancário.

É possível avaliar se todos os valores lançados na sua planilha realmente constam na sua conta.

Por exemplo: suponha que no dia 22 deste mês você registrou a venda de soja no valor de dez mil reais. 

Ao fazer a conciliação bancária você verificará se, neste dia ou próximo a ele, esse valor realmente entrou na sua conta.

O mesmo vale se você pagou algum fornecedor. 

Mais um exemplo: se no dia 27 você pagou o boleto de um fornecedor no valor de mil reais. 

Essa movimentação foi registrada no seu fluxo de caixa, mas é preciso constatar, pela conciliação bancária, que o valor saiu de sua conta no banco.

Quer simplificar o processo de conciliação do financeiro da fazenda? Clique na imagem abaixo para baixar nossa planilha gratuita:

Como otimizar a conciliação bancária?

Ao contrário do processo lento de verificação manual, o sistema de gestão rural Aegro permite que você faça a conciliação de extrato bancário em alguns minutos.

Isso porque, além de integrar o controle agrícola e financeiro, ele também possui um recurso avançado de importação das movimentações bancárias por arquivo OFX.

Você pode optar por fazer a conciliação bancária manual ou agilizar o processo com a conciliação automatizada, em um clique seus lançamentos são conferidos com o extrato bancário.

Confira e organize o financeiro da fazenda com segurança e agilidade

Assim, com alguns cliques, você consegue transferir suas despesas do banco e compará-las aos lançamentos existentes no sistema.

Ao longo desse processo, você também pode corrigir informações incorretas e fazer o registro rápido de valores que não foram contabilizados.

Automatize sua rotina financeira e tenha uma visão clara de todos os custos de produção. Clique aqui para solicitar uma demonstração gratuita desse e outros recursos!

Com que frequência fazer a conciliação bancária na fazenda?

A conciliação bancária pode ser feita a cada 15 dias, a cada mês, a cada três meses, seis meses. Ela também pode ser feita a cada ano.

Entretanto, é mais indicado que ela seja feita mensalmente.

Ao contrário da conciliação bancária, que pode ser feita em um período maior, é indicado que o fluxo de caixa seja alimentado todos os dias

planilha - faça o planejamento tributário para diferentes fazendas

Conclusão

Com base na conciliação bancária da sua fazenda, você pode monitorar mais de perto como está a saúde das suas finanças.

Estando sempre por dentro do financeiro, é possível planejar os investimentos da melhor maneira possível.

Além disso, você poderá evitar erros e falhas nas transações. A consequência disso é um financeiro mais limpo e claro, com todas as informações sempre disponíveis e atualizadas.

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Com que frequência você faz a conciliação bancária da sua fazenda? Quais erros já conseguiu evitar através desse controle? Deixe seu comentário abaixo!

Cotação agrícola: como está o mercado agro hoje

Cotação agrícola: Veja o que são as cotações agrícolas e como são feitas as cotações das commodities

A cotação agrícola define os preços dos alimentos no Brasil. Dessa forma, é importante entender como as cotações funcionam e como isso influencia nos demais setores e produtos da economia.

Como os índices de cotação agrícola influenciam em toda a economia, não apenas os empresários da área devem estar atentos, mas sim, toda a sociedade. Uma vez que o valor da cotação agrícola tem impacto direto no custo de vida das famílias.

Nesse sentido, neste texto vamos explicar melhor sobre esse tema e entender a importância que tem para a população e para o país. Boa leitura!

O que é a cotação agrícola

Cotação agrícola é um tipo específico de cotação. Ou seja, é a definição pelo mercado dos preços dos produtos agrícolas, como soja, café, milho e diversas commodities agrícolas.

No Brasil, ela ocorre tanto para o agronegócio quanto para a pecuária, seja para o mercado interno e/ou externo.

Como é feita a cotação agrícola

Existem diversas regras a serem seguidas para estabelecer a precificação dos insumos agrícolas. Um dos órgãos responsáveis pelos índices das cotações agrícolas é o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). 

O Cepea é um grupo de pesquisa ligado ao Departamento de Economia, Administração e Sociologia da Escola Superior de Agricultur “Luiz de Queiroz” (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP). Os produtos cotados pela instituição estão listados abaixo:

  • Açúcar;
  • Algodão;
  • Arroz;
  • Bezerro;
  • Boi;
  • Café;
  • Laranja;
  • Etanol;
  • Florestal (56 produtos florestais);
  • Frango;
  • Hortifruti;
  • Leite;
  • Mandioca;
  • Milho;
  • Ovinos;
  • Ovos;
  • Soja;
  • Suíno;
  • Tilápia;
  • Trigo.

Os dados divulgados pelo Cepea são indispensáveis para conhecer a dinâmica do mercado agropecuário brasileiro. 

O que são as commodities agrícolas 

Commodities significa “mercadorias” em inglês, e o termo é designado para se referir a mercadorias brutas ou primárias. Podemos citar como commodity agrícola como soja, café, milho, trigo, entre outras. 

Para que um produto seja considerado uma commodity agrícola, ele tem que ter algumas características:

  • Ser comercializado nas bolsas de valores e de mercadorias em todo o mundo, por meio da compra e venda de ações;
  • Ser um produto homogêneo, que possui alto valor no mercado internacional;
  • Ter seu preço definido pelo mercado internacional;
  • Podem ser estocados sem perder a qualidade;
  • São produtos de origem primária.

Esses itens são negociados no mercado nacional e internacional e são utilizados como moeda de troca na Bolsa de Valores. As cotações são calculadas por tonelada, quilo ou saca e são influenciadas por alguns fatores como o clima, o tempo de colheita de safras, a previsão de produção, os estoques e movimentações especulativas.

Como funciona o mercado de commodities agrícolas

O mercado das commodities agrícolas pode ser nacional ou interncional, podendo ser caracterizado como uma fonte de investimentos. Os contratos são comercializados de acordo com a compra e a venda futuros.

Como já mencionado anteriormente, fatores externos têm forte influência nos valores. Um desses fatores são as variações na oferta e demanda dos principais produtores, exportadores e importadores mundiais, que afetam o comportamento dos preços no mercado nacional.

Tradicionalmente, em períodos de estoques mundiais mais restritos, os preços tendem a ficar mais elevados. Já quando há uma oferta muito superior ao consumo, ocorre queda das cotações.

Como funciona a cotação agrícola da soja

Uma das principais commodities agrícolas é a soja, que é negociada na Bolsa de Valores por meio de contratos de mercado futuro. A cotação agrícola da soja tem como base a Bolsa de Chicago, onde são negociados os contratos futuros de diversas commodities. 

Entretanto, além desse fator, vários outros aspectos entram em jogo ao calcular o preço final em cada país e região produtora. Alguns critérios são avaliados, como:

  • Cotação do dólar: a Bolsa de Chicago leva em consideração essa moeda. Dessa forma, será preciso converter para real.
  • Prêmio de exportação: o valor de referência estabelecido pela cotação da Bolsa de Chicago é responsável por definir a correlação entre os preços atuais do mercado interno e externo. Esse patamar pode variar positiva ou negativamente conforme valor da oferta, logística, demanda de soja e taxa cambial.
  • Despesas de exportação: referem-se às taxas, comissões e gastos portuários.
  • Transporte: custos de frete do local de produção até o porto para exportação.
  • Demais custos: custos variáveis que precisam ser acertados entre comprador e vendedor, como os custos de armazenagem.

O preço da soja é calculado da seguinte forma:

cotação na Bolsa de Chicago (US$/bushel)+Prêmio de Exportação para o destino

– gastos de exportação= Valor da soja no Porto (R$/tonelada)-Gastos Extras (armazenagem, etc)

= Valor da soja regional (R$/saca 60kg)

As cotações podem ser acompanhadas no site da B3.

Calcule seus custos e compare com outras fazendas

Conclusão

Os produtos agrícolas são importantes para o mundo todo, sendo o Brasil um grande produtor desses produtos. Mas existem variações nos preços agropecuários, chamada de cotação agrícola.

As commodities também sofrem essa variação, sendo que a formação do preço destes produtos ocorre de fora para dentro. No texto mostramos como essa formação de preço é feita para a soja.

Assim, é importante para o produtor entender como funciona o mercado de commodities, com alguns fatores que exigem alguns cuidados especiais, tais como variações regionais e a cotação do dólar, que apresenta grande significância no preço.

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Administrador de fazenda: Quem é e o que ele precisa saber?

Administrador de fazenda: veja as principais dicas para se preparar para essa função, as atribuições necessárias e mais!

Nas últimas décadas, a sucessão familiar direta foi o modelo de negócio mais utilizado na maioria das propriedades rurais. Nele, os herdeiros seguiam a mesma lógica de seus pais. 

Devido ao avanço da tecnologia vindo dos desafios enfrentados pelas empresas rurais e da profissionalização da agropecuária, a função de administrador de fazenda se tornou muito importante. 

Além das habilidades técnicas, é preciso desenvolver capacidades de administração rural. Elas são importantes para realizar de maneira eficiente a gestão de pessoas, financeira, de risco e de novos investimentos. 

Se você vai assumir os negócios da família ou deseja a posição de administrador de fazenda, confira algumas dicas para assumir esta responsabilidade. Ainda, veja como organizar uma propriedade rural. Aproveite a leitura!

O que é ser um administrador de fazenda?

 O administrador da fazenda realiza a gestão das áreas de recursos humanos, financeiros, materiais e tecnológicos envolvidos nas atividades rurais.

Com isso, o administrador consegue ter os melhores resultados, ao que diz respeito ao desenvolvimento, manutenção e crescimento da empresa.

O que faz o administrador rural?

O administrador de fazenda deve ter conhecimentos sobre processos da agricultura e da zootecnia. Esse profissional é responsável pela saúde financeira da fazenda. Por isso, deve identificar pontos sociais e econômicos que compõem a cadeia produtiva do negócio.

Além disso, essa pessoa precisa planejar, tomar decisões, controlar e avaliar os resultados obtidos com o objetivo de aumentar o lucro e o bem-estar dos colaboradores. Conhecer bem os indicadores financeiros da fazenda também é uma das mais importantes tarefas.

Para que o gerente agrícola tome decisões corretas, ele deve estudar antecipadamente o mercado. Com isso, ele poderá identificar a demanda pelos produtos no mercado interno e externo. 

Ou seja, o encarregado de uma fazenda precisa agir com visão ampla da parte financeira da fazenda para aumentar a produtividade. 

Mais do que isso, o administrador tem que manter o controle da situação, ser dedicado e ser maleável para conseguir se adaptar a novas situações. Abaixo listamos algumas funções do administrador de fazendas:

  • Definição de metas e objetivos;
  • Estudo sobre o mercado agropecuário;
  • Controle das finanças;
  • Monitoramento das atividades de outros profissionais;
  • Avaliação de resultados e lucros da fazenda.

Como a agricultura é uma atividade sazonal, o tempo de reação para resolver um problema acaba sendo muito curto. Esse é um aspecto que deve ser sempre considerado.

Quanto ganha um administrador de fazenda?

Se a sua fazenda está pensando em contratar alguém, deve estar se perguntando quanto ganha um administrador de fazenda. 

O salário de um administrador de fazendas gira em torno de R$ 7 mil por mês. 

É importante ter em mente que o valor pode variar, dependendo da experiência e da região onde o profissional atua. Além disso, o tamanho da fazenda também influencia nesse valor.

Quais as principais competências de um administrador de fazenda? 

Para o sucesso da fazenda, é essencial que o gerente agrícola possua algumas competências, técnicas (engenheiro ou técnico agrícola) ou de personalidade para gerir pessoas. Em linhas gerais, para ser administrador de fazenda, o profissional precisa:

  • trabalhar em equipe;
  • ter visão de negócio;
  • atitude e autoconhecimento;
  • mostrar resultados;
  • liderança;
  • ser pontual;
  • ter autoconfiança.

O gerente de fazenda não pode se envolver demais nas atividades técnicas da fazenda. Afinal, assim não terá tempo para realizar as atividades administrativas. 

Entretanto, é importante que ele tenha algum conhecimento técnico para gerir melhor o negócio, reduzindo os custos de gestão agrícola e aumentando os lucros. Abaixo, citamos alguns conhecimentos que esse profissional precisa ter:

  • Sistema de produção;
  • Manejo fitossanitário;
  • Preservação e conservação do solo;
  • Fertilidade do solo;
  • Mecanização agrícola e agricultura de precisão;
  • Administração rural;
  • Contabilidade e finanças em geral;
  • Gestão de pessoas;
  • Gestão de projetos;
  • Logística.

Além do conhecimento técnico, o administrador de fazendas precisa ter algumas habilidades, principalmente interpessoais. É necessário ter uma boa comunicação para evitar desencontros de informação, além de:

  • Saber trabalhar em equipe;
  • Coordenar;
  • Motivar;
  • Liderar;
  • Resolver conflitos;
  • Gerenciar equipes. 

Um gerente de fazenda com essas competências promove maior segurança ao empregador e maior crescimento para a empresa rural. Afinal, o gerente de fazenda define o propósito do negócio, as metas a serem alcançadas e os meios para atingi-las.

Como ser um bom administrador de fazenda?

Agora que você viu as qualificações necessárias ao administrador rural, confira algumas dicas de como administrar uma fazenda e garantir sucesso nos processos.

1. Qualificação contínua

Independente do tamanho da propriedade, invista em cursos de capacitação, treinamentos técnicos e comportamentais para você e para seus colaboradores. Também elabore um calendário, para que esses treinamentos e cursos sejam constantes. 

Assim, você e sua equipe sempre estarão motivados. O desenvolvimento pessoal da equipe de trabalho reflete no crescimento da empresa rural.

2. Comunicação

Um gerente de fazenda que possui boa comunicação evita desencontros. Por isso, a adoção de um sistema de comunicação em sua fazenda pode facilitar o diálogo entre todos os funcionários. Uma boa administração de pessoas é fundamental nessa etapa. 

Além disso, essa prática permite unificar as informações da empresa. Aproveite a tecnologia disponível para isso, como programas e softwares de gestão de fazendas podem te ajudar nessa comunicação interna.

3. Gestão de risco e investimentos futuros 

Como a agricultura é uma atividade sazonal, um bom administrador de fazenda deve estar preparado para intempéries climáticas ou oscilações do mercado.

O gestor também deve considerar fazer um seguro agrícola e contratos de venda para o mercado futuro. Além disso, deve incluir práticas que melhorem a sustentabilidade e prepare a lavoura para eventos adversos, como construção de perfil de solo.

Como você viu, essa tarefa exige desde conhecimentos financeiros até agronômicos. Ainda, um bom planejamento de risco com certeza será a base para planejar e realizar seus investimentos futuros.

4. Planejamento

Planejar todas as etapas da safra é fundamental para ser um bom gestor. Programe-se e descreva todas as atividades a serem realizadas de forma detalhada. 

O planejamento agrícola de cada etapa do calendário rural é fundamental para o sucesso de sua gestão. Esse é um dos estágios considerado peça-chave na tomada de decisão, acelerando diversos processos na empresa rural.

5. Software agrícola

Para ter um controle mais eficiente sobre processos produtivos e tomar decisões mais assertivas, é fundamental que o administrador use um software agrícola como o Aegro.

O Aegro permite que a gestão financeira e operacional da propriedade rural sejam feitas em um só lugar. Assim, evita-se perder tempo procurando informações em diferentes planilhas e sistemas.

Foto de pilhas de papeis, com chamada para baixar o guia de software

Além disso, o Aegro ajuda a equipe da fazenda a trabalhar de forma mais integrada. Cada funcionário pode receber acesso ao sistema e registrar a realização de suas atividades diárias.

De maneira geral, o Aegro oferece ao gerente uma visão realista sobre o funcionamento e a saúde do seu negócio. Afinal, ele consegue acompanhar a trajetória completa da safra pelo computador ou celular. Confira algumas funcionalidades do Aegro:

Confira algumas opções para começar a administrar sua propriedade com o Aegro:

  • Teste grátis do sistema completo por 7 dias (clique aqui);
  • Aplicativo gratuito para celular Android (clique aqui);
  • Aplicativo gratuito para celular iOS (clique aqui);
  • Utilize seus Pontos Bayer para contratar a versão completa do Aegro (clique aqui);
  • Solicite uma demonstração do Aegro (clique aqui).

Quais são os maiores desafios do administrador de fazendas?Administrar uma propriedade rural representa um desafio para grande maioria dos produtores rurais. Confira:

Administração das finanças

A gestão financeira é um dos principais desafios da administração rural. Para conseguir ter o controle das finanças, é preciso registrar tudo o que entra e sai, além de separar os gastos pessoais dos gastos da empresa rural.

Os softwares de gestão podem ser grandes aliados na organização e registro de movimentações financeiras.

Gerenciamento da produção e logística

O controle da produção é uma das principais tarefas do gestor rural. Para desempenhá-la, é preciso ter conhecimento não só sobre o que é produzido, mas também da logística.

A partir disso, será possível identificar problemas e os pontos que precisam de melhora durante todo processo.

Desse modo, ao gerenciar a produção e logística, o gestor conseguirá otimizar os custos e eliminar os desperdícios.

Mensuração de resultados

A mensuração dos resultados vai ajudar o produtor a analisar se o que foi implementado na gestão atingiu as expectativas. Com base nisso, novas estratégias podem ser definidas ou aprimoradas.

As métricas de resultados revelam os valores exatos, e assim, mostram se a produção aumentou ou reduziu. Além disso, o agricultor consegue analisar se esses números refletem na lucratividade da propriedade rural.

Criação de novos processos e delegação de tarefas

A elaboração de novos processos pode representar um desafio, principalmente, para as empresas familiares.

No entanto, à medida que o negócio rural cresce, é inevitável padronizar e formalizar as operações para que a empresa evolua.

Além disso, é preciso definir a função de cada membro da equipe e delegar tarefas para que as operações sejam desenvolvidas sem o envolvimento constante do gestor.

Conclusão

Para ser um bom administrador é fundamental que além de habilidades técnicas, o profissional desenvolva boas aptidões na área de gestão. Desta forma, mostramos como um administrador pode melhorar a gestão das fazendas.

Também descrevemos o que faz um administrador de fazendas e quais suas principais competências. Ainda,  mostramos algumas dicas para ser um bom gerente agrícola e qual a remuneração média desse profissional.

Espero que com essas dicas você alcance ainda mais sucesso!

Você é ou pretende ser um administrador de fazenda? Não deixe de se inscrever na nossa newsletter e e compartilhar esse artigo com quem cuida da sua propriedade.

Passo a passo para emitir nota fiscal de produtor rural no MS

Nota fiscal de produtor rural no MS: saiba quais são as exigências do estado, os tipos de cancelamentos e as operações permitidas

No estado do Mato Grosso do Sul, a NFP-e (Nota Fiscal de Produtor Eletrônica) foi instituída pelo Decreto 14.286/2015. Ela substitui a Nota Fiscal de Produtor, modelo 4. 

Além da NFP-e, os produtores deste estado podem emitir a NFP/SE (Nota Fiscal de Produtor, Série Especial).

Neste artigo, você vai conhecer esses tipos de notas fiscais e o passo a passo para emiti-las. Confira!

Qual é o tipo de nota fiscal de produtor rural no MS?

A NFP-e é um documento emitido, assinado e armazenado eletronicamente pela Sefaz/MS (Secretaria de Fazenda do Estado de Mato Grosso do Sul). O objetivo é documentar as operações de venda de produtos agropecuários.

Assim, será emitido o Danfe (Documento Auxiliar de Nota Fiscal Eletrônica), que deve ser impresso em uma única via. O Danfe acompanhará a mercadoria durante o transporte.

A emissão da NFP-e ainda é facultativa para os produtores do estado. Pode ser utilizada tanto por pessoa jurídica quanto por pessoa física, inscrita no Cadastro de Contribuintes do Estado e em situação regular com as obrigações tributárias

A NFP-e deve ser requisitada por meio do Portal ICMS Transparente, na internet. 

O acesso ao portal pode ser feito por você, através de qualquer computador. Também é possível comparecer à Agência Fazendária mais próxima de sua residência. 

Passo a passo para emissão da nota fiscal

1º passo: Cadastro 

Para acessar o ICMS Transparente, é preciso se cadastrar com certificado digital padrão ICP-Brasil (e-CNPJ ou e-CPF). 

Print da tela do portal ICMS transparente. No canto inferior esquerdo da tela, há um botão de cadastrar-se azul, destacado por um quadrado vermelho.

Cadastro no Portal ICMS Transparente

(Fonte: Sefaz/MS)

2º passo: Acesso Portal ICMS Transparente

Após o cadastro, para acessar o portal é necessário informar o usuário (inscrição estadual), código e senha de acesso

Tela de acesso ao ICMS Transparente. Na tela, aparece a opção de digitar usuário, código de acesso e senha.

Tela de acesso ao ICMS Transparente

(Fonte: Sefaz/MS)

Caso você prefira comparecer à Agência Fazendária, além das informações citadas anteriormente, é preciso apresentar um documento oficial com foto.

3º passo: Emissão da NFP-e

Ao acessar o portal, clique no botão NFP-e.

Tela que aparece após o login no portal. No centro da tela, há um botão grande e azul, escrito NFP-e em branco, acima de uma ilustração de boi e trigo, lado a lado.

Tela inicial do Portal após fazer o login

(Fonte: Sefaz/MS)

Em seguida, aparecerá uma tela com as notas fiscais já emitidas. Clique no botão “emitir nova nota”.

Tela do portal, com um botão no canto superior direito, em azul, para emitir nova nota

Emitir nova nota

(Fonte: Sefaz/MS)

Para preenchimento da NFP-e são necessários, no mínimo, os dados do remetente, destinatário, descrição dos produtos, quantidade e valores

Além disso, quando se tratar de transporte de animais, deve ser informada a série e o número da GTA (Guia de Trânsito Animal).

Custo de Emissão da NFP-e

A emissão da NFP-e feita por você no site do ICMS Transparente não tem custo. 

Por outro lado, se a emissão for feita pelas Agências Fazendárias, a taxa paga é de 50% da Uferms (Unidade Fiscal Estadual de Referência de Mato Grosso do Sul) por cada nota ou Danfe emitida.

A Uferms é o valor utilizado para cobrança de impostos estaduais, com reajustes mensais com base no IGP-DI (Índice Geral de Preços). 

Em novembro de 2021, a Uferms é de R$ 42,56.  Portanto, a taxa que você irá pagar caso emita a nota presencialmente é de R$ 21,28.

Cancelamento da NFP-e

No estado do MS, o produtor pessoa física ou jurídica pode solicitar o cancelamento da NFP-e em até 24h e o cancelamento extemporâneo

Cancelamento no prazo de 24h

No primeiro caso, o cancelamento deve ser feito no prazo de 24h, contado a partir da emissão da NFP-e. 

Além disso, não pode ter ocorrido a circulação de mercadoria ou a prestação do serviço nesse tempo.  

Atendidas as condições, o pedido de cancelamento da nota pode ser feito sem custo. Isso tanto pelo portal ICMS Transparente quanto pelas Agências Fazendárias

Para a solicitação nas Agências, é necessário apresentar o documento de identidade e a nota fiscal a ser cancelada.

Cancelamento extemporâneo

A solicitação do cancelamento extemporâneo é feita após o prazo de 24h, contado do momento em que o uso da NFP-e foi autorizado. 

O pedido pode ser feito pelo ICMS Transparente ou pelas Agências Fazendárias, com apresentação da nota fiscal a ser cancelada e documento de identidade.

Para que a solicitação seja atendida:

  • não pode ter havido circulação de mercadoria ou a prestação de serviço; 
  • deve ter passado prazo de 24h da emissão da NFP-e; 
  • você deve fazer o pagamento da Taxa de Serviços Estaduais no valor de 2 Uferms.

Cancelamento extemporâneo não autorizado

O cancelamento extemporâneo pode não ser autorizado se acontecer uma das situações abaixo:

  • NFP-e com registro de passagem pelo fisco. Neste caso, a NFP-e não pode ser cancelada, e é recomendada abertura de um novo processo;
  • NFP-e vinculada à CT-e (Conhecimento de Transporte Eletrônico) ou MDF-e (Manifesto de Documentos Fiscais Eletrônicos) não cancelados. Nesse caso, o CT-e e o MDF-e devem ser cancelados e a solicitação deve ser reprocessada;
  • NFP-e escriturada na EFD (Escrituração Fiscal Digital): a EFD deve ser retificada e deve-se processar novamente a solicitação.

Nesses casos, para solicitar o cancelamento da NFP-e no ICMS Transparente ou nas Agências Fazendárias, você deve pagar uma Taxa de Serviços Estaduais no valor de 1 Uferms.

Além do documento de identidade e da NFP-e que será cancelada, você precisa apresentar:

  • um requerimento contendo informações como telefone, endereço e e-mail;
  • documentos que comprovem a não realização da operação, como uma declaração do destinatário. Também vale acrescentar à NFP-e pelo destinatário o evento “operação não realizada”;
  • uma cópia do Documento de Arrecadação referente à Taxa de Serviços Estaduais com a comprovação do pagamento.

NFP/SE (Nota Fiscal de Produtor, Série Especial)

A Nota Fiscal de Produtor, Série Especial (NFP/SE) pode ser utilizada de modo provisório pelos produtores pessoa física ou jurídica, quando não for possível emitir a NFP-e.

O custo para a impressão de até 5 notas é de 50% da Uferms, acrescido de 10% da Uferms por documento que ultrapassar essa quantidade. 

A NFP/SE tem prazo de utilização de até 90 dias. Esses dias são contados a partir da data de impressão ou 31 de dezembro de cada ano. 

Se você emitir a  NFP/SE, deve realizar a prestação de contas até o dia 10 do mês subsequente ao da emissão ou vencimento do prazo de validade do formulário. 

Se a prestação de contas ocorrer fora do prazo, você poderá receber uma multa.

É vedada a utilização da NFP/SE por contribuintes enquadrados no regime do Simples Nacional.

A solicitação da impressão do formulário da NFP/SE pode ser feita pelo Portal e pelas Agências Fazendárias.  Para isso, você deve atender às seguintes condições:

  • não possuir débitos relativos a Daems (Documento de Arrecadação Estadual) vinculados às NFP-e e NFP/SE;
  • não possuir prestação de contas de NFP/SE em atraso;
  • pagar o Daems referente à Taxa de impressão dos formulários pela Agência Fazendária;
  • Operações permitidas para emissão de NFP/SE.

Operações permitidas para a emissão da NFP/SE

São permitidas operações internas de saída realizadas com produtos agrícolas em geral.

Essas operações também são permitidas na movimentação de produtos agrícolas dentro do seu próprio estabelecimento, do local de produção para o local de armazenagem. 

Vale lembrar que isso é válido nos casos em que o trajeto a ser percorrido inclua trecho de estradas, rodovias, ou ultrapasse limites territoriais do seu estabelecimento.

Conclusão

Neste artigo, você viu quais são os tipos de notas fiscais permitidas no Mato Grosso do Sul. Também viu como emitir e em quais situações elas podem ser canceladas.

Fique sempre de olho na legislação do seu Estado para evitar problemas com o fisco e multas.

Saber todos esses detalhes é essencial para que você consiga se programar da melhor maneira possível!

>> Leia mais: “Passo a passo para emitir nota fiscal de produtor no PR”

E você, já emitiu alguma nota fiscal de produtor rural no MS? Teve dificuldades em fazer a emissão pelo site? Conte a sua experiência aqui nos comentários!