Tributação no agronegócio: Tudo o que você precisa saber para 2025

A tributação no agronegócio brasileiro está em constante evolução, e 2025 promete ser um ano de transformações importantes para produtores rurais e empresas do setor.

Com a Reforma Tributária em andamento e novas regras sendo implementadas, entender os impostos aplicáveis, o melhor regime tributário e as obrigações fiscais se tornou ainda mais importante para garantir conformidade e otimizar os custos operacionais.

Muitos produtores ainda têm dúvidas sobre como a tributação da atividade rural funciona e quais impostos devem ser pagos.

Além disso, a escolha do regime tributário influencia diretamente a rentabilidade do negócio, tornando o planejamento tributário agrícola essencial para evitar imprevistos e garantir uma gestão eficiente.

Como funciona a tributação no Agronegócio?

O agronegócio brasileiro tem características fiscais próprias, que engloba desde pequenos produtores até grandes exportadores. A tributação varia conforme o tamanho da produção, o regime tributário escolhido e o destino da mercadoria.

Atualmente, o setor pode ser tributado pelo Lucro Real, Lucro Presumido ou pelo regime do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), no caso dos produtores rurais pessoa física.

Ainda existem contribuições previdenciárias, como o Funrural, e tributos incidentes sobre a comercialização da produção, como ICMS, PIS e COFINS.

Com a Reforma Tributária em andamento, novas regras começam a ser implementadas, incluindo a criação de dois novos tributos: o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS).

Esses impostos substituirão tributos atuais e prometem simplificar o sistema fiscal, mas exigem adaptação por parte dos produtores e das empresas do setor.

Qual o melhor regime tributário para o Produtor Rural?

A escolha do regime tributário deve considerar o faturamento anual, as despesas operacionais e os benefícios fiscais disponíveis. Entre as opções mais comuns para o setor estão:

  • Imposto de Renda Pessoa Física: Para produtores rurais pessoa física, a tributação é baseada no resultado da atividade rural. Se houver prejuízo, ele pode ser compensado nos anos seguintes;
  • Lucro Presumido: Indicado para empresas do setor que têm margens de lucro previsíveis e desejam um modelo simplificado de tributação;
  • Lucro Real: Obrigatório para grandes empresas do agronegócio, esse regime exige um controle rigoroso das receitas e despesas, mas permite maior planejamento tributário.

Avaliar qual regime oferece o melhor equilíbrio entre carga tributária e conformidade fiscal, que são necessários para evitar pagamento de impostos desnecessários e garantir a sustentabilidade financeira da propriedade.

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Quais são os impostos que o Produtor Rural paga?

O agronegócio, assim como outros segmentos, enfrenta diversos desafios fiscais que podem afetar diretamente a rentabilidade das empresas.

Entre os desafios, podemos citar a complexidade do sistema tributário brasileiro, que muitas vezes dificulta o cumprimento das obrigações fiscais e gera custos adicionais para as empresas.

Dessa forma, conhecer os impostos pagos pelo agronegócio é a base para o produtor rural planejar e controlar os custos de produção, bem como garantir a conformidade fiscal perante as obrigações tributárias. Confira os tributos que incidem sobre os negócios do agronegócio.

1. ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços )

O ICMS é um imposto de responsabilidade estadual, que incide sobre a circulação de mercadorias e a prestação de serviços de comunicação e transporte interestadual e intermunicipal.

No agronegócio, este importo é aplicado nas operações de venda de produtos agrícolas e pecuários, bem como na aquisição de insumos e maquinários. A parte boa, é que você consegue recuperar parte do valor do ICMS.

2. PIS e COFINS

O Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS) são tributos federais que incidem sobre a receita bruta das empresas.

Esses impostos são aplicados tanto na venda de produtos como na prestação de serviços no agronegócio, com alíquotas e regimes tributários específicos, dependendo do tipo de atividade e faturamento da empresa.

3. IRPJ e CSLL

O Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) também são tributos federais que incidem sobre o lucro das empresas.

No agronegócio, são calculados em empresas com enquadramento tributário de lucro real, presumido ou arbitrado.

4. ITR (Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural)

O ITR é um imposto federal que incide sobre a propriedade rural e é calculado com base no valor da terra nua (VTN). A alíquota varia conforme o grau de utilização da propriedade e o tamanho da área.

O pagamento deve ser realizado no último dia útil para a entrega da DITR (Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural). 

São isentos do pagamento desse imposto: terras com algum tipo de proteção ambiental, pequenas glebas rurais de até 30 hectares, instituições sem fins lucrativos de educação e assistência social.

5. FUNRURAL

O Funrural é semelhante ao INSS, porém essa contribuição previdenciária é voltada apenas para trabalhadores rurais.

O Fundo é obrigatório e apurado com base na folha salarial ou receita bruta da comercialização de produtos rurais.

Contribuição previdenciária obrigatória para produtores, sendo 1,5% sobre a receita bruta para pessoa física e 2,5% para pessoa jurídica.

A alíquota relacionada à folha salarial gira em torno de 23% enquanto na comercialização de produtos há alíquotas diferentes entre pessoas físicas e jurídicas.

Para saber qual a mais adequada para o seu negócio, é necessário realizar os cálculos juntamente com uma projeção de vendas.

Divulgação do kit de gestão financeira da fazenda. na lateral direita, uma foto com cédulas de real, calculadora e caneta

Mudanças na Tributação Rural em 2025

Com as mudanças na estrutura tributária previstas para os próximos anos, os produtores rurais precisam se preparar para entender e se adaptar às novas regras.

Essas alterações podem impactar diretamente a gestão financeira, tornando necessário o acompanhamento de perto de alguns pontos, como:

  • Substituição de Tributos: O PIS e a COFINS serão extintos e darão lugar à Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), que terá uma alíquota unificada e regras mais simples de apuração.
  • Criação do IBS: O ICMS estadual e o ISS municipal serão substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), arrecadado de forma compartilhada entre os estados e municípios.
  • Benefícios Fiscais Mantidos: A isenção de tributos sobre exportação e a redução de alíquotas para insumos agrícolas continuam garantidas, favorecendo a competitividade do setor.
  • Obrigatoriedade da NF-e para Produtores: A partir de 2025, produtores rurais com faturamento superior a R$ 360 mil anuais deverão emitir Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), substituindo gradativamente os talonários físicos.

Essas mudanças exigem que produtores fiquem atentos às novas regras, já que qualquer erro no cálculo ou no recolhimento dos tributos pode gerar penalidades.

Como controlar os impostos rurais e reduzir custos?

Com a complexidade das obrigações tributárias no agronegócio, desde a escolha do regime adequado até o correto recolhimento de impostos, é importante adotar estratégias que otimizem esse processo.

Para ajudar nisso, separamos algumas práticas que podem ajudar a manter a saúde financeira da propriedade e evitar problemas com o Fisco. Confira:

  • Registrar todas as receitas e despesas: O uso do Livro Caixa do Produtor Rural é obrigatório para quem deseja apurar corretamente o imposto devido e deduzir despesas operacionais;
  • Utilizar softwares de gestão agrícola: Ferramentas especializadas, como softwares de gestão de fazendas, ajudam no planejamento tributário, organizando documentos fiscais e automatizando cálculos de impostos;
  • Fazer o planejamento tributário: Com o auxílio de um contador especializado, o produtor pode avaliar quais tributos podem ser reduzidos ou compensados dentro da lei;
  • Acompanhar as mudanças na legislação: Estar atualizado sobre as alterações na tributação da atividade rural é ótimo para evitar penalidades e aproveitar incentivos fiscais.

Como um software de gestão ajuda na tributação do agronegócio?

 A utilização de um software de gestão pode facilitar o cálculo dos impostos e a geração das obrigações acessórias exigidas pela Receita Federal.

Com a centralização das informações financeiras, é possível acompanhar a previsão de impostos e evitar o pagamento indevido de tributos, garantindo uma gestão fiscal mais estratégica.

A integração com órgãos fiscais, como a Secretaria da Fazenda, permite o registro automático de entradas e saídas financeiras, facilitando a escrituração fiscal e minimizando riscos de inconformidade.

Outro ponto importante é a gestão do Livro Caixa Digital do Produtor Rural (LCDPR), que, ao armazenar e organizar receitas, despesas e comprovantes, torna a prestação de contas ao Fisco mais prática e reduz riscos de inconsistências com a Receita Federal.

Manter a conformidade fiscal, principalmente com a ajuda de um software, também é importante para a imagem da empresa perante clientes, fornecedores e parceiros, transmitindo confiança e solidez

banner com fundo, com um notebook no lado direito e texto no lado esquerdo, convidando para uma demonstração no software Aegro

Balanço Patrimonial: Por que ele é essencial para sua fazenda?

Você sabe exatamente quanto sua fazenda tem de patrimônio, dívidas ou recursos disponíveis? Se ainda não sabe, o balanço patrimonial pode ser a ferramenta que faltava para transformar sua gestão.

No agronegócio, a contabilidade rural é o que garante a saúde financeira da propriedade, e o balanço patrimonial é o documento que apresenta um retrato claro da situação econômica e financeira da sua fazenda.

Com ele, você pode entender melhor seus ativos (o que a fazenda possui), seus passivos (as dívidas e obrigações) e o patrimônio líquido (o que realmente pertence a você).

Mais do que um relatório obrigatório em alguns casos, esta é uma ferramenta estratégica para tomar decisões mais seguras, acessar financiamentos e garantir a sustentabilidade do negócio.

Se você ainda não faz o balanço patrimonial da sua fazenda, pode estar correndo riscos que vão desde a perda de oportunidades de crédito até problemas tributários.

O que é o Balanço Patrimonial e por que ele é importante?

O balanço patrimonial é um relatório contábil que apresenta a posição financeira da sua fazenda em uma data específica.

A principal função é detalhar o que você tem de recursos, suas obrigações financeiras e o que realmente pertence ao produtor, organizados em três categorias principais: ativos, passivos e patrimônio líquido.

Os ativos representam tudo o que a fazenda possui e que gera valor, como terras, máquinas, estoques de insumos e recursos em caixa.

Os passivos incluem financiamentos, contas a pagar, dívidas com fornecedores e tributos. Já o patrimônio líquido é a diferença entre ativos e passivos, ou seja, o que realmente pertence ao produtor depois de quitar as obrigações.

A importância do balanço patrimonial vai muito além de atender a exigências fiscais, sendo importante para entender se a fazenda está financeiramente saudável, identificar gargalos e planejar o futuro com mais clareza.

Além disso, bancos e cooperativas costumam exigir esse documento para liberar financiamentos, e grandes empresas valorizam fornecedores que demonstram boa gestão e organização financeira.

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Como fazer o Balanço Patrimonial de uma fazenda?

A elaboração do balanço patrimonial exige organização e uma visão clara de todas as áreas da propriedade.

Primeiro, é necessário listar os ativos, como maquinários, rebanhos, estoques e recursos financeiros. Em seguida, é importante identificar os passivos, incluindo empréstimos, impostos a pagar e dívidas com fornecedores.

Com essas informações em mãos, o próximo passo é calcular o patrimônio líquido, subtraindo os passivos dos ativos. Por exemplo, se sua fazenda possui R$ 800 mil em ativos e R$ 300 mil em passivos, o patrimônio líquido será de R$ 500 mil.

Isso significa que, mesmo pagando todas as dívidas, você ainda tem um capital expressivo à disposição. Para facilitar esse processo, ferramentas de gestão financeira para o agronegócio podem automatizar a organização dos dados e gerar relatórios detalhados.

Um contador especializado em contabilidade rural também pode ser um grande aliado, garantindo que o balanço esteja correto e dentro das normas fiscais.

Quando e por que realizar o Balanço Patrimonial?

Realizar o balanço patrimonial regularmente é fundamental para garantir que você tenha uma visão atualizada da saúde financeira da sua fazenda.

O ideal é que ele seja feito ao menos uma vez por ano, geralmente no encerramento do exercício fiscal. 

No entanto, propriedades maiores ou com operações mais complexas podem se beneficiar de balanços trimestrais ou semestrais, que permitem acompanhar a evolução do negócio de forma mais detalhada. Além da frequência, é importante destacar os momentos estratégicos em que o balanço é indispensável.

Se você está pensando em expandir sua produção, renegociar dívidas ou buscar financiamentos, ter um balanço patrimonial atualizado é essencial, por aumentar a confiança de bancos, investidores e grandes compradores.

Ignorar essa prática pode limitar suas possibilidades de crescimento e até gerar problemas fiscais, implicando na justificativa de receitas e despesas em declarações tributárias.

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Impactos negativos de não fazer o Balanço Patrimonial

A ausência de um balanço patrimonial pode trazer sérios prejuízos para a sua fazenda, como rombos financeiros e falta de benefícios fiscais, como empréstimos e negociações.

Somente esses pontos já são o suficiente para levar o balanço mais a sério, mas ainda existem outros impactos negativos que você deve estar ciente. Confira abaixo:

1. Falta de controle financeiro

Sem o balanço patrimonial, é difícil ter uma visão do que entra e sai da propriedade, aumentando o risco de tomar decisões equivocadas, como contrair dívidas sem saber se haverá recursos para quitá-las.

Além disso, você pode acabar deixando de investir em áreas estratégicas que poderiam trazer um retorno financeiro maior.

2. Dificuldades em acessar financiamentos

Os bancos utilizam o balanço patrimonial como base para avaliar a capacidade de pagamento do produtor rural.

Sem esse documento, a análise de crédito fica prejudicada, tornando mais difícil a aprovação de financiamentos.

Isso pode limitar investimentos importantes para o crescimento da fazenda, como aquisição de maquinário ou expansão da produção.

Confira:

3. Problemas tributários

O balanço patrimonial é essencial para a entrega de declarações fiscais, como a Declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (DIRPF). Sem um relatório atualizado, podem surgir inconsistências nos dados, resultando em multas, auditorias fiscais e até complicações legais.

4. Perda de Credibilidade no Mercado

Empresas, cooperativas e exportadores valorizam fornecedores organizados e com boa gestão financeira. A falta de um balanço patrimonial pode comprometer sua imagem no mercado, resultando na perda de contratos e oportunidades de expansão.

Como simplificar o processo com ferramentas modernas?

Se a ideia de organizar todos os ativos, passivos e calcular o patrimônio líquido parece complicada, saiba que existem ferramentas que tornam esse processo mais simples.

Softwares de gestão financeira para o agronegócio automatizam o registro de dados financeiros, calculam índices e geram relatórios completos.

Com essas ferramentas, você consegue visualizar rapidamente a situação da fazenda, identificar áreas de melhoria e garantir que o balanço patrimonial esteja sempre atualizado.

Muitas delas ainda permitem integrar o controle financeiro com a gestão operacional, o que aumenta a eficiência e reduz o risco de erros.

Assim, investir em uma solução tecnológica não só facilita a elaboração do balanço patrimonial, mas também contribui para uma gestão mais estratégica e eficiente da sua propriedade rural.

Guia: Análise de Balanço Patrimonial em Fazendas

Para o sucesso de qualquer fazenda, o acompanhamento da saúde financeira é o centro de toda a operação. E um dos melhores instrumentos para isso é o balanço patrimonial, que oferece uma visão clara do patrimônio da propriedade em determinado período. 

Saber analisar essa ferramenta pode ajudar a identificar oportunidades de crescimento, corrigir gargalos e tomar decisões estratégicas.

Neste artigo, vamos explicar melhor o que é um balanço patrimonial, trazer exemplos e dicas para aplicar essa análise na sua propriedade rural. Confira abaixo!

O que é balanço patrimonial?

O balanço patrimonial é um relatório contábil que apresenta os ativos, passivos e o patrimônio líquido de um negócio em uma data específica.

Basicamente, funciona como uma fotografia contábil do negócio, neste caso, da propriedade rural, que vai dividido e detalhado em: 

  1. Ativos: Tudo que a fazenda tem e que gera valor, como máquinas, terrenos, estoque de insumos e contas a receber.
  2. Passivos: Valores que a fazenda deve, como financiamentos, dívidas com fornecedores e impostos a pagar.
  3. Patrimônio líquido: Representa o que sobra quando subtraímos os passivos dos ativos. É, basicamente, o valor que pertence de fato ao proprietário.

Exemplo de balanço patrimonial: Se sua fazenda tem R$ 500 mil em ativos e R$ 200 mil em passivos, o patrimônio líquido será de R$ 300 mil. Esse número é o reflexo da riqueza acumulada pela propriedade.

Por que o balanço patrimonial é importante para uma propriedade rural?

Porque o balanço patrimonial permite avaliar o desempenho financeiro da fazenda, ajudando a entender o que a propriedade possui (ativos) e o que deve (passivos), além de mostrar o patrimônio líquido, ou seja, o valor efetivamente pertencente ao proprietário.

Além disso, facilita o planejamento financeiro, permitindo o ajuste do fluxo de caixa e a análise de crescimento sustentável, contribuindo para: 

  • Avaliar a saúde financeira: Um balanço equilibrado, onde os ativos superam os passivos, indica estabilidade. Já um balanço negativo pode sinalizar a necessidade de ajustes urgentes.
  • Facilitar financiamentos: Instituições financeiras analisam o balanço patrimonial para liberar crédito. Um relatório organizado e positivo aumenta as chances de aprovação.
  • Tomar decisões estratégicas: Com um balanço detalhado, você sabe exatamente onde investir, como cortar custos ou renegociar dívidas.
  • Atender obrigações legais: Para propriedades maiores, a legislação pode exigir o envio de balanços contábeis, especialmente em processos tributários como o Imposto de Renda.
Divulgação do kit de gestão financeira da fazenda. na lateral direita, uma foto com cédulas de real, calculadora e caneta

Como fazer a análise do balanço patrimonial da fazenda?

Para fazer a análise do balanço patrimonial da fazenda é necessário reunir alguns dados sobre bens fixos, como estoques, contas a receber e dívidas. 

Com tudo isso em mãos, é preciso fazer o cálculo de indicadores, como liquidez corrente, liquidez geral e grau de endividamento. Confira o passo passo completo abaixo:  

1. Classifique os ativos e passivos

Os ativos podem ser divididos em circulantes (recursos de curto prazo, como dinheiro em caixa e estoques) e não circulantes (bens de longo prazo, como terras e máquinas). 

Já os passivos seguem a mesma lógica, sendo separados em circulantes (dívidas de curto prazo) e não circulantes (financiamentos de longo prazo).

Exemplo: Um trator financiado com parcelas mensais seria um passivo circulante; o saldo final da dívida a ser quitada em 5 anos, um passivo não circulante.

2. Avalie o patrimônio líquido

O patrimônio líquido deve ser positivo e preferencialmente crescente ao longo do tempo. Se o valor está diminuindo, isso pode indicar que as dívidas estão crescendo mais rápido que os ativos, o que é um alerta para problemas financeiros.

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3. Calcule índices financeiros

Alguns indicadores ajudam vão ajudar você interpretar melhor o balanço, indicando o que deve ser corrigido e o que pode seguir da mesma maneira. Aqui estão os mais importantes:

  • Índice de liquidez corrente: Mostra se a fazenda tem recursos suficientes para pagar dívidas de curto prazo. Um índice maior que 1 é ideal. A fórmula é: 

Liquidez corrente = Ativos circulantes / Passivos circulantes

  • Índice de endividamento: Indica o quanto da fazenda é financiado por terceiros. Quanto menor o percentual, melhor.

Endividamento = Passivos totais / Ativos totais x 100

  • Rentabilidade do patrimônio líquido (ROE): Mede o retorno obtido sobre o patrimônio da fazenda. Um ROE crescente é sinal de eficiência.

ROE = Lucro líquido / Patrimônio líquido x 100

3. Análise tendências

Compare os balanços patrimoniais de períodos anteriores para identificar padrões. Um crescimento nos ativos pode indicar expansão da fazenda, enquanto um aumento nos passivos pode ser um sinal de alerta para renegociar dívidas.

Planilha de controle de endividamento rural

O que deve ser analisado em um balanço patrimonial de uma fazenda?

  • Terras e benfeitorias: Representam um dos maiores ativos de uma fazenda. Avalie o quanto esse patrimônio agrega valor ao negócio.
  • Estoque de insumos: Um estoque mal gerido pode significar capital parado. Verifique se os níveis de estoque são compatíveis com a necessidade da produção.
  • Dívidas com fornecedores e bancos: Dívidas de curto prazo podem prejudicar o fluxo de caixa se não forem bem planejadas.
  • Maquinário agrícola: Máquinas depreciadas podem perder valor rapidamente, afetando o balanço a longo prazo.

Como montar um balanço patrimonial eficiente para uma fazenda?

Montar um balanço patrimonial eficiente para uma fazenda exige organização, atenção aos detalhes e o uso de ferramentas adequadas. 

O maior segredo para a atividade é ter organização, conhecimento das finanças do negócio e uso de boas práticas contábeis. 

Esse documento vai ser o norteador da saúde financeira da propriedade e embasar decisões estratégicas. Veja o passo a passo para criar um balanço patrimonial eficiente:

1. Organize as informações financeiras

Registre todas as transações antes de montar o balanço. Essa organização vai ser essencial para que todas as entradas e saídas financeiras estejam devidamente registradas.

Utilize ferramentas ou softwares de gestão rural, como o Aegro, para facilitar esse processo, além de dividir os itens em ativos, passivos e patrimônio líquido.

2. Estruture o balanço patrimonial

O balanço patrimonial é organizado em duas partes principais, sendo elas:

  • Ativo: O que a fazenda possui. Deve ser dividido em:
    • Ativo circulante: Bens e direitos que podem ser transformados em dinheiro no curto prazo, como contas a receber, estoques de insumos e o caixa.
    • Ativo não circulante: Bens e direitos de longo prazo, como máquinas, veículos, terras, plantações permanentes e investimentos.
  • Passivo: As obrigações da fazenda. Deve ser dividido em:
    • Passivo circulante: Dívidas e obrigações com vencimento em até 12 meses, como financiamentos de curto prazo, dívidas com fornecedores e impostos a pagar.
    • Passivo não circulante: Obrigações de longo prazo, como financiamentos rurais e empréstimos bancários com prazos superiores a um ano.
    • Patrimônio líquido: Representa o valor que realmente pertence ao proprietário da fazenda, calculado pela diferença entre os ativos e os passivos. Inclui capital próprio investido, reservas de lucro e ajustes de avaliações patrimoniais.

3. Realize a avaliação dos bens

Atualize o valor dos ativos fixos, garantindo que bens como máquinas e terras estejam registrados com valores atualizados conforme o mercado ou considerando a depreciação acumulada.

Além disso, inclua no balanço o valor dos estoques, como grãos, insumos, sementes ou qualquer outro item armazenado com valor econômico, assegurando que esses dados reflitam de forma precisa a realidade financeira da fazenda.

Planilha para controle de estoque da fazenda

4. Use fórmulas contábeis para equilíbrio

Certifique-se de que o balanço está equilibrado, utilizando a fórmula básica:

Ativos = Passivos + Patrimônio Líquido 

5. Revise e atualize periodicamente

Um balanço patrimonial eficiente deve ser revisado e atualizado em períodos regulares, como no final de cada safra ou exercício contábil. Isso garante que as informações estejam sempre alinhadas à realidade financeira da fazenda.

6. Consulte um contador especializado

Embora o balanço possa ser estruturado internamente, contar com a ajuda de um contador especializado no agronegócio pode trazer mais segurança e precisão ao processo, além de garantir conformidade com as exigências legais e tributárias.

7. Utilize ferramentas de apoio

Para garantir precisão, utilize um software de gestão financeira rural que permita organizar os dados de forma prática e segura. Ferramentas específicas para o agronegócio, como o Aegro, ajudam a registrar e calcular automaticamente informações do balanço.

E o melhor: todos os registros ficam documentados e podem ser compartilhados com o seu contador. Veja mais detalhes de como o Aegro pode ajudar a sua propriedade rural a ter uma saúde financeira ainda melhor. Clique no vídeo e saiba mais!

Módulo II - Aba financeiro

ROI: Por que é importante em uma Propriedade Rural?

No ambiente rural, onde cada investimento conta para aumentar a produtividade e rentabilidade, entender o ROI (Retorno sobre o Investimento) é essencial.

Saber o que é como calculá-lo ajuda você a avaliar se os recursos aplicados na fazenda estão gerando o retorno esperado, além de orientar decisões que garantem um crescimento saudável e sustentável.

Neste artigo, vamos explorar a sua importância, seu cálculo, diferenças com o ROE e o que pode acontecer se essa análise não for levada a sério.

O que é ROI?

O ROI, ou Retorno sobre o Investimento, é uma métrica que mostra o quanto um investimento gerou de retorno em relação ao que foi aplicado. 

Esse indicador é especialmente útil em uma fazenda, pois ajuda a avaliar se os recursos investidos em insumos, tecnologia, infraestrutura ou mão de obra estão trazendo o retorno financeiro esperado.

O ROI é expresso em percentual e mede o ganho ou a perda obtida em comparação ao valor investido. 

Se a sua fazenda, por exemplo, investiu em novas máquinas, o ROI vai ajudar a entender se esse gasto está resultando em maior produtividade ou economia de tempo, trazendo, assim, mais lucro.

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Por que o ROI é Importante em uma fazenda?

Calcular o ROI permite uma visão clara sobre o que funciona financeiramente na fazenda e o que pode estar consumindo recursos sem um retorno adequado.

Sem essa análise, a propriedade corre o risco de acumular investimentos que não geram valor, comprometendo o orçamento e, em longo prazo, a saúde financeira da propriedade rural

O ROI também contribui para o planejamento estratégico, permitindo que você direcione recursos para atividades que ofereçam maior retorno.

Assim, em vez de investir  “no escuro” você pode tomar decisões com base em dados concretos, maximizando os lucros e otimizando os recursos da propriedade.

Como calcular o ROI na fazenda?

Para calcular o ROI é necessário saber o quanto foi investido e o lucro obtido. A partir desses números, aplique a fórmula abaixo:

ROI = (Lucro obtido – Investimento) / Investimento x 100

Para ilustrar, imagine que você investiu R$ 10.000 em um sistema de irrigação que, após um ano, gerou um aumento de lucro de R$ 12.000. Aplicando a fórmula, temos:

ROI = (12.000 – 10.000) / 10.000 x 100 = 20%

O resultado de 20% significa que, para cada R$ 1 investido, você obteve um retorno de R$ 0,20 além do investimento inicial. 

Um ROI positivo como esse indica que o sistema de irrigação foi um bom investimento, trazendo lucro acima do custo inicial.

Dica: Para fazer esse cálculo na prática, você pode usar planilhas ou sistemas de gestão agrícola, como o Aegro, que ajudam a monitorar e calcular investimentos de forma automática, integrando dados financeiros de forma prática e precisa.

Foto de pilhas de papeis, com chamada para baixar o guia de software

Diferença entre ROI e ROE

Outro conceito importante para o setor agrícola é o ROE (Return on Equity ou Retorno sobre o Patrimônio). Enquanto o ROI mede o retorno sobre um investimento específico, o ROE avalia o retorno total do negócio em relação ao capital próprio investido pelos proprietários.

Ou seja, ROI vai indicar o retorno de um investimento específico, como a compra de novas máquinas ou fertilizantes. Já o ROE vai medir o lucro em relação ao capital próprio, indicando o desempenho geral do negócio.

Ambos são importantes para entender a lucratividade da fazenda, mas enquanto o retorno sobre investimento é mais indicado para decisões pontuais de investimento, o ROE oferece uma visão ampla da rentabilidade da fazenda como um todo.

Quanto é um ROI bom para uma propriedade rural?

A definição de um ROI positivo pode variar conforme o tipo de investimento e do setor. No setor agrícola, onde fatores como o clima, o solo e a demanda de mercado influenciam bastante.

Com base nisso, um ROI satisfatório tende a ser aquele que supera as taxas de juros aplicáveis ao setor e outros custos de oportunidade.

No geral, se o resultado supera 10% a 20%, isso já pode ser considerado positivo, pois significa que o investimento está retornando acima dos custos operacionais e oferecendo um lucro real.

No entanto, esse valor ideal pode variar dependendo das metas da propriedade e do perfil de risco do produtor. Realizar uma avaliação com frequência ajuda a ajustar as expectativas e identificar oportunidades de melhoria.

Impactos de ignorar o ROI no gerenciamento da fazenda

Ignorar o ROI pode levar a uma série de problemas financeiros e operacionais na fazenda.

Sem um acompanhamento rigoroso dos retornos, você  pode continuar a investir em áreas que não trazem retorno, comprometendo o capital que poderia ser usado para outras iniciativas mais rentáveis.

Além disso, sem um cálculo de ROI, fica difícil identificar os gargalos financeiros da propriedade.  Um maquinário que consome muitos recursos e oferece pouco retorno, por exemplo, pode estar minando a rentabilidade do negócio sem que o produtor perceba.

Com a análise do ROI, esses pontos fracos são identificados, permitindo ajustes e melhorias para otimizar os lucros.

Dicas para maximizar o retorno na propriedade rural

Para garantir um ROI positivo, é importante adotar estratégias que contribuam para um uso mais eficiente dos recursos da fazenda. Algumas práticas recomendadas incluem:

  1. Avalie Bem os Investimentos: Antes de investir, avalie se o gasto será realmente necessário e trará um retorno adequado. Ferramentas de análise financeira, como o software Aegro, podem ajudar a simular o ROI e avaliar o custo-benefício de cada investimento.
  2. Monitore os Resultados com Frequência: Não deixe para avaliar somente no final do ano. Realizar um acompanhamento frequente permite que você faça ajustes no plano de investimento ao longo do tempo, otimizando os recursos.
  3. Invista em Treinamento e Capacitação: Em muitas fazendas, o maior recurso é o capital humano. Investir em capacitação para a equipe da fazenda pode ter um alto ROI, aumentando a produtividade e reduzindo desperdícios.
  4. Use Tecnologias de Precisão: A agricultura de precisão oferece uma série de tecnologias que ajudam a otimizar o uso de insumos e melhorar a eficiência, resultando em um retorno mais alto. Monitoramento de solo, irrigação inteligente e controle digital são algumas dessas soluções que podem elevar o retorno do investimento.

Ignorar o Retorno sobre Investimento significa renunciar a uma gestão financeira eficiente, o que pode impactar negativamente a saúde financeira do negócio.

E para tornar esse processo mais fácil e preciso, você pode contar com soluções como o Aegro, que automatizam a gestão e ajudam você a acompanhar os indicadores financeiros da sua propriedade em tempo real.

Lucro Real e Lucro Presumido: Qual a diferença e o impacto na propriedade rural?

Se você é produtor rural e está tentando entender como escolher o melhor regime tributário para sua fazenda, precisa conhecer bem as opções disponíveis: Lucro Real e Lucro Presumido.

A decisão entre esses regimes pode impactar diretamente o quanto você vai pagar em impostos e como vai organizar as finanças da sua propriedade.

Neste artigo, vamos explicar de uma forma clara o que é o Lucro Real e o Lucro Presumido, indicando como cada um funciona e quando vale a pena escolher um ou outro.

O que é lucro real e lucro presumido?

O Lucro Real e o Lucro Presumido são formas diferentes de calcular os impostos de uma empresa. Ambos determinam quanto você vai pagar de Imposto de Renda (IRPJ) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). 

Entender a diferença entre eles é importante para que você pague o mínimo necessário em impostos, sem complicar sua gestão financeira.

Lucro Real: O imposto é calculado com base no lucro real da operação, ou seja, a diferença entre o que você faturou e o que gastou (receitas menos despesas).

Lucro Presumido: Nesse regime, o governo presume uma margem de lucro com base na sua receita bruta, sem precisar que você detalhe todas as despesas operacionais.

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Como funciona o lucro presumido na atividade rural?

Se a sua fazenda tem custos previsíveis e a margem de lucro não varia tanto, o lucro presumido pode ser uma opção interessante. 

Esse regime simplifica a apuração de impostos, pois o lucro é calculado a partir de um percentual fixo sobre a receita, assim, há menos burocracia e menos trabalho com papelada.

Por exemplo, se você vende R$ 1 milhão em soja ao longo do ano, o governo presume que seu lucro foi de R$ 80 mil (8% da receita). 

Os impostos serão calculados sobre esse valor, independentemente de quanto você realmente gastou na produção.

Por conta disso, o lucro presumido é recomendado para pequenas e médias propriedades que têm custos mais estáveis e preferem uma forma mais simples de apuração.

Como funciona o lucro real?

No lucro real, o imposto é calculado sobre o lucro efetivo da propriedade. Ou seja, você só poderá deduzir todas as despesas da fazenda, como insumos, manutenção de equipamentos, gastos com irrigação e custos de transporte.

Além disso, o regime faz mais sentido para propriedades que têm despesas operacionais altas ou receitas variáveis, como aquelas que lidam com culturas sazonais ou investem em tecnologia. 

Se em um ano você gastar muito para aumentar a produtividade, o lucro real permite que você reduza a base de cálculo e pague menos imposto.

Por outro lado, esse modelo tributário exige um controle financeiro rigoroso e mais trabalho com contabilidade, já que todas as receitas e despesas precisam ser comprovadas.

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Quando optar pelo Lucro Real ou Lucro Presumido?

A escolha entre Lucro Real e Lucro Presumido depende do perfil da sua propriedade e da maneira como você organiza as finanças. Abaixo estão alguns cenários para facilitar a sua decisão:

Lucro Presumido é melhor se:

  • O faturamento anual da fazenda não ultrapassa R$ 78 milhões
  • Os custos operacionais são baixos e previsíveis; 
  • Você quer simplificar a contabilidade e gastar menos tempo com papelada.

Lucro Real é indicado se:

  • A fazenda tem altos custos com mão de obra, insumos ou infraestrutura;
  • As receitas são sazonais ou variam de ano para ano;
  • Você quer aproveitar as deduções fiscais para pagar menos impostos.

Exemplo Prático: Lucro Real vs. Lucro Presumido

Vamos imaginar que a sua fazenda teve uma receita bruta anual de R$ 2 milhões e despesas operacionais de R$ 1,5 milhão. Veja como seria a tributação em cada regime:

1. Lucro Real

Receita Bruta: R$ 2.000.000
Despesas: R$ 1.500.000
Lucro Tributável: R$ 500.000
Imposto (34%): R$ 170.000

Cálculo do Lucro Real

Lucro Tributável = Receita Bruta – Despesas
Imposto: 34% sobre o lucro tributável (25% IRPJ + 9% CSLL).

2. Lucro Presumido

Receita Bruta: R$ 2.000.000
Percentual Presumido: 8% (R$ 160.000)
Imposto (34%): R$ 54.400

Cálculo do Lucro Presumido

Lucro Presumido = Receita Bruta × 8%
Imposto: 34% sobre a base presumida.

Neste exemplo, o lucro presumido resulta em uma carga tributária menor, pois o percentual presumido é inferior ao lucro real.

No entanto, se suas despesas aumentarem muito em um ano, o lucro real pode ser mais vantajoso, já que você terá mais deduções para reduzir o imposto.

Qual o impacto do Lucro Real e Lucro Presumido na fazenda?

A escolha do regime tributário impacta diretamente o fluxo de caixa e a gestão financeira da sua fazenda

Se você optar pelo Lucro Real, terá mais controle sobre o quanto vai pagar de imposto, pois pode deduzir as despesas operacionais. No entanto, vai precisar lidar com uma contabilidade mais complexa.

No Lucro Presumido, a contabilidade fica simplificada, mas você pode acabar pagando mais imposto se tiver despesas elevadas e margens apertadas, pois o cálculo se baseia em um percentual da receita, sem considerar as despesas efetivas.

Além disso, no Lucro Presumido, o imposto é mais previsível, o que pode facilitar o planejamento financeiro, mas a rigidez desse cálculo pode não se adequar a todas as situações

Se sua fazenda passa por um período de baixa produtividade ou enfrenta custos inesperados, por exemplo, o regime presumido pode resultar em um impacto financeiro negativo.

Aegro: Software de Gestão Financeira de sua fazenda

Para ajudar a lidar com a complexidade da contabilidade e a gestão financeira da sua fazenda, o software Aegro pode ser uma ferramenta muito útil. 

A partir da utilização do sistema, é possível fazer o controle mais efetivo das receitas e despesas, facilitando a apuração do lucro, independentemente do regime tributário escolhido. Com o Aegro, você pode:

  • Gerenciar as Finanças: Visão clara do fluxo de caixa e livro caixa, facilitando o planejamento e a tomada de decisões.
  • Controlar Despesas: Registre e analise suas despesas operacionais, permitindo que você maximize as deduções no Lucro Real.
  • Simplificar a Contabilidade: A plataforma é intuitiva e ajuda a organizar informações de maneira que atenda às exigências tributárias, mesmo no regime de Lucro Presumido.

Entenda como o Aegro pode simplificar sua gestão financeira, emitir notas fiscais gratuitamente, e ajudar a tomar decisões baseadas na gestão na sua fazenda. Clique no botão para fazer um teste grátis: 

Conciliação Bancária: o que é, importância e como fazer

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Desmistificando a Conciliação Bancária: Entenda sua Importância e Domine o Processo

A conciliação bancária é uma prática simples que pode te auxiliar no gerenciamento da sua fazenda, evitando surpresas nas finanças. Associada a outras práticas contábeis, ela pode garantir o sucesso e crescimento do seu negócio.

O que é conciliação bancária

A conciliação bancária é o processo de comparar o extrato da conta bancária com as informações do controle financeiro da fazenda.

Com ela, você compara o que recebeu e pagou com os valores que entraram e saíram da sua conta bancária. Esse processo é essencial para a boa gestão financeira da empresa.

Se você recebe de clientes ou paga os fornecedores por meio de boletos, cartão de crédito ou débito, a conciliação é importante para manter o controle do fluxo de caixa da sua empresa rural.

A importância da conciliação bancária

É a partir da conciliação que possíveis inconsistências são percebidas. Registros com erros podem levar o gestor a tomar decisões prejudiciais ao futuro do negócio. 

Erros de lançamento de pagamentos e recebimentos podem atrapalhar a saúde financeira do negócio. Além disso, descontos concedidos a clientes podem passar despercebidos e trazer prejuízos.

Benefícios da conciliação bancária

Quando você faz o acompanhamento frequente do dinheiro que entra e sai das contas bancárias, isso traz diversos benefícios para o seu negócio:

  • Identificação de fraudes;
  • Mais controle das movimentações financeiras;
  • Saldo bancário confiável;
  • Melhoria do planejamento orçamentário;
  • Melhoria da previsão do fluxo de caixa.

Como fazer a conciliação bancária

  • Passo 1: Monitoramento do fluxo de caixa e extratos bancários

O fluxo de caixa é o registro de todas as receitas e despesas da empresa. Esse controle permite comparar os valores que entram e saem. Os registros podem ser por planilhas ou um software de gestão, como o Aegro, e devem ser diários.

  • Passo 2: Comparar informações internas com lançamentos de entrada e saída

A comparação de tudo que foi pago e recebido será bem sucedido se todos os documentos estiverem organizados. Os documentos recebidos e enviados (como os boletos de fornecedores e clientes) devem ser guardados de forma organizada.

  • Passo 3: Correção de falhas

Fazer o acompanhamento da movimentação financeira da empresa ajuda a identificar mais facilmente as falhas que possam existir. Ao acompanhar a movimentação de perto, você tem tempo para corrigir as falhas e até mesmo evitá-las.

Conciliação bancária na fazenda: o que é e como fazer

Como que frequência fazer a conciliação bancária

A conciliação bancária pode ser feita na periodicidade que desejar, a cada 15 dias, a cada mês, a cada três meses, seis meses. Entretanto, é mais indicado que ela seja feita mensalmente.

Como otimizar a conciliação bancária pelo Aegro

O Aegro oferece uma solução eficaz para você realizar a conciliação do extrato bancário em apenas alguns minutos.

Isso porque, além de integrar o controle agrícola e financeiro, ele também possui um recurso avançado de importação das movimentações bancárias por arquivo OFX. 

Tela de conciliação bancária do Aegro

Conciliação de extrato bancário por OFX

Assim, você pode optar por fazer a conciliação bancária manual ou agilizar o processo com a conciliação automatizada. Em um clique seus lançamentos são conferidos com o extrato bancário.

Conciliando suas contas com os lançamentos no sistema, o usuário tem o controle financeiro em um só lugar e garante que seu fluxo de caixa bate com suas entradas e saídas bancárias, gerando segurança na análise de dados para gestão do negócio.

Aegro é pioneira ao usar Inteligência Artificial para identificar e conferir automaticamente seus lançamentos financeiros com o extrato bancário

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