A produção agrícola é uma das atividades mais relevantes para a sustentação da economia global e para a segurança alimentar da população mundial.
O setor é essencial não só para fornecer alimentos, mas também fibras, biocombustíveis e outros produtos.
O Brasil, por exemplo, é responsável por cerca de 23% do PIB, sendo um dos maiores exportadores de grãos, café, carnes e frutas tropicais.
Essa relevância é impulsionada pela diversidade de biomas e condições climáticas, que permitem uma variedade de cultivos.
Nos últimos anos, o ainda setor passou por uma revolução com o uso de tecnologias digitais, práticas sustentáveis e sistemas integrados, como o plantio direto, rotação de culturas e uso de bioinsumos, que aumentam a produtividade de forma sustentável.
O que é produção agrícola?
A produção agrícola é o conjunto de atividades relacionadas ao cultivo de plantas destinadas à alimentação humana, animal ou à produção industrial.
Dentro do contexto também é envolvido o preparo do solo, escolha de culturas, manejo e colheita, considerando fatores como clima, topografia e disponibilidade de recursos.
No Brasil, a produção agrícola é diversificada e inclui grãos, frutas, hortaliças, fibras e culturas energéticas, como a cana-de-açúcar.
Esse cenário reflete a ampla variedade de biomas e solos do país, favorecendo diferentes modelos de produção.
Como é o Brasil na agricultura?
O Brasil tem uma agricultura influenciada pelo clima tropical, que oferece vantagens como alta radiação solar, períodos de chuvas regulares e uma biodiversidade excepcional.
Esses fatores permitem o cultivo de uma ampla variedade de culturas, como café, cana-de-açúcar, soja e frutas tropicais. Por outro lado, também impõem desafios como a alta incidência de pragas e a necessidade de manejo adequado do solo para evitar a degradação.
A agricultura tropical também favorece sistemas como o consórcio de culturas, onde diferentes plantas são cultivadas na mesma área, promovendo a diversificação agrícola.
Quais os tipos de produção agrícola?
Os tipos de produção agrícola podem ser classificados de várias maneiras, dependendo do enfoque, como a finalidade do cultivo, o uso de tecnologias agrícolasou os sistemas de cultivo.
Por conta do clima variado, no Brasil, existem 7 tipos de produção de agrícola que acabam se destacando, sendo elas:
Agricultura intensiva;
Agricultura familiar;
Agricultura patronal;
Agricultura orgânica;
Permacultura;
Agricultura comercial.
Essas sistemas de produção agrícola têm características distintas e são adotados conforme o contexto econômico, social e ambiental de cada região, podendo coexistir em uma mesma área, como no caso da agricultura familiar misturada à agricultura comercial.
1. Agricultura extensiva
A agricultura extensiva é um dos sistemas deprodução agrícola tradicional, que utiliza técnicas rudimentares e de baixa tecnologia. Normalmente é utilizada para subsistência, ou até mesmo para mercado local e interno, com predomínio de mão de obra humana.
Esse tipo de agricultura é comum em pequenas e médias propriedades, e normalmente não conta com a inserção de tecnologia. Somado a isso, o uso de insumos agrícolas não é comum, o que torna a produtividade baixa.
Além dessas características, a agricultura extensiva também é caracterizada por:
Baixo capital investido;
Dispor de poucos recursos para investimento;
Uso de mão de obra pouco tecnificada;
Uso de arado animal;
Uso de sementes não selecionadas;
2. Agricultura intensiva
A agricultura intensiva (ou agricultura moderna) é caracterizada pelos altos índices de produtividade e capital de investimento. Nesse tipo de agricultura, os meios de produção são usados de maneira intensiva, e normalmente apenas um tipo de cultura é produzida em larga escala.
Ao contrário da agricultura extensiva, ela utiliza insumos agrícolas. Além disso, esse modelo não adota a rotação de terra, o que pode gerar impacto no ambiente e no solo. A agricultura intensiva é o modelo mais comum de cultivo, sendo uma grande fonte de alimentos.
Outras grandes características desse modelo de produção são:
A agricultura familiar é desenvolvida por famílias, com a produção voltada para a sua subsistência. Essa atividade acontece em pequenas propriedades, com cultivo feito por mão de obra necessariamente familiar.
Normalmente, a agricultura desenvolvida por famílias é mais sustentável. Além dessas características, a agricultura familiar também tem:
Maior diversidade produtiva;
Baixa utilização de insumos agrícolas;
Baixo uso de tecnologias;
4. Agricultura patronal
Na agricultura patronal, a produção não é voltada para a subsistência da família, e sim para o mercado interno e para a exportação.
Nesse tipo, o trabalhador não é o proprietário. Há a contratação de trabalhadores qualificados e utilização de insumos agrícolas e tecnologias que assegurem a rentabilidade.
A agricultura patronal é utilizada em médias e grandes propriedades que possuem potencial produtivo.
5. Agricultura orgânica
A agricultura orgânica ou biológica tem como objetivo o equilíbrio ambiental e o desenvolvimento social dos produtores. Além disso, produz não utilizando nenhum tipo de defensivo agrícola.
Nesse modelo, tecnologias próprias para cada tipo de solo, clima, biodiversidade e topografia são desenvolvidas. Além disso, há outras características relevantes:
Na permacultura, que significa “cultura permanente”, o cultivo é realizado por ocupações humanas. Nesse modelo, as necessidades humanas devem estar ligadas a soluções sustentáveis, considerando o equilíbrio entre os ecossistemas. Suas características são:
Trabalho a favor do meio ambiente;
Utiliza os recursos naturais de maneira racional;
Elabora e executa ocupações humanas sustentáveis;
Analisa todas as funções do sistema.
Ou seja, ela é caracterizada por compreender a ecologia. A permacultura é baseada em três princípios básicos: cuidar da terra, do futuro e das pessoas.
7. Agricultura comercial
A agricultura comercial é voltada, principalmente, para fins de exportação e comercialização agrícola. Nela, a monocultura é o foco. Ou seja, apenas uma cultura agrícola é cultivada em grandes extensões de terra.
Nela, tecnologia de ponta e mão de obra qualificada são usadas, além do alto nível de mecanização agrícola. Além dessas características, a agricultura comercial também apresenta:
Alta produtividade;
Grande aproveitamento de recursos e de terra;
Utilização de fertilizantes e defensivos agrícolas;
Agricultura moderna e agricultura tradicional: Qual a diferença?
A agricultura moderna se caracteriza pela aplicação de tecnologias que têm transformado a dinâmica do campo.
Equipamentos automatizados, insumos químicos especializados, biotecnologia e sistemas avançados de irrigação, são exemplos de ferramentas que proporcionam resultados mais precisos e otimizam o uso dos recursos disponíveis.
O monitoramento digital por meio de softwares agrícolas e dispositivos de sensoriamento remoto possibilita um acompanhamento detalhado das condições do solo, clima e plantações, orientando as atividades agrícolas de forma mais direcionada.
Por outro lado, a agricultura tradicional preserva práticas que refletem o conhecimento acumulado por gerações. Métodos como a rotação de culturas, o manejo manual do solo e o uso de compostos naturais são característicos desse modelo, que mantém uma relação intrínseca com os ciclos naturais e as condições locais.
Além disso, a agricultura tradicional está frequentemente conectada a valores culturais e sociais, sendo um elemento importante para comunidades que mantêm vínculos históricos com a terra.
Mudanças na produção agrícola e impactos ambientes
A ampliação da produção agrícola no Brasil levanta discussões sobre as práticas ambientais e o uso sustentável dos recursos naturais.
O crescimento da área plantada pode afetar biomas sensíveis, como o Cerrado e a Amazônia, intensificando os riscos de desmatamento e desequilíbrio ecológico.
Para reduzir esses impactos, políticas públicas têm incentivado práticas de manejo consciente, como:
Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF): método que promove a diversificação do uso da terra e melhora a conservação do solo;
Plantio Direto: reduz a erosão e melhora a retenção de umidade no solo;
Uso de bioinsumos e controle biológico: práticas naturais para reduzir a dependência de defensivos químicos.
Inovações tecnológicas no agronegócio
A modernização do setor agrícola está ligada à adoção de novas tecnologias, que aprimoram a produção e reduzem desperdícios. Entre as principais inovações estão:
Agricultura de precisão: uso de sensores e drones para monitoramento em tempo real das lavouras;
Inteligência artificial e big data: análise de dados para otimizar a tomada de decisões e prever safras;
Máquinas autônomas e robotização: colheitadeiras e tratores com tecnologia autônoma para reduzir custos operacionais;
Biotecnologia e melhoramento genético: desenvolvimento de sementes mais resistentes a pragas e mudanças climáticas.
Sistemas de produção agrícola: Desafios atuais
Os sistemas de produção agrícola enfrentam desafios como variações climáticas, desgaste do solo e a pressão por atender à demanda global.
Para equilibrar o uso de recursos naturais e preservar a qualidade ambiental, práticas como a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) têm se destacado.
Essa abordagem combina agricultura, criação de animais e plantio de árvores, promovendo um uso mais eficiente dos recursos e diversificando fontes de renda no campo.
A ILPF também ajuda a mitigar impactos climáticos, como a erosão do solo e a melhoria das condições microclimáticas.
No entanto, para garantir seu sucesso, é necessário contar com planejamento técnico e acompanhamento constante.
O software de gestão de fazendas Aegro pode ser uma solução eficaz nesse processo, oferecendo ferramentas para o manejo integrado, monitoramento da lavoura e otimização da produção agrícola, auxiliando na implementação e gestão de modelos sustentáveis como a ILPF.
Ela é válida em todo o país desde 2020, por meio da Nota Técnica 2018.001. A nota pode ser emitida apenas com o CPF, por meio da Sefaz (Secretaria da Fazenda) do seu estado.
A NF-e é obrigatória em diversas situações, e a partir de 1 de maio de 2024 será obrigatória em todo o Brasil.
Saiba neste artigo a importância da NF-e e como emiti-la. Boa leitura!
O que é uma nota fiscal de produtor rural?
A Nota Fiscal de Produtor Rural eletrônica é a versão digital da nota fiscal de talão. Além de prática e moderna, é ecologicamente correta.
Antes, você precisava acumular talões de notas fiscais. Hoje, essas notas ficam armazenadas em memórias do computador ou na nuvem, como qualquer arquivo eletrônico.
Com aNF-e, os processos de negociação tornam-se muito mais rápidos, gerando maior fluidez de capital na propriedade rural ou nas empresas do agronegócio.
A NF-e é um documento importante para o seu negócio. O uso pode ser obrigatório para a circulação de mercadorias em operações internas e interestaduais, conforme a legislação de cada Estado.
Caso seja exigida e não for encontrada pela fiscalização, o infrator pode ser multado e preso, enquanto a mercadoria será apreendida.
Credenciamento na NF-e
O serviço de emissão da nota fiscal de produtor rural é feito pelo seu credenciamento na Sefaz do seu estado. Os documentos básicos para você se credenciar são:
Um dos maiores benefícios da nota fiscal de produtor rural é a organização das finanças na propriedade. Por ficar armazenada em um computador, é muito mais fácil consultar as notas e ter um balanço financeiro saudável.
Outro ponto positivo, é facilitação de processos, como a eliminação de espaços físicos para armazenagem e o maior controle das operações, combatendo a sonegação de impostos e criando novas oportunidades de trabalho.
Os registros ficam mais precisos, já que tudo é contabilizado no sistema, e você não precisa mais prestar contas na prefeitura. Para quem já emitia notas fiscais, a emissão pode ser feita de qualquer computador, dispensando a retirada e devolução de talões.
Além disso, o sistema permite a emissão e aprovação de notas fiscais a qualquer momento, inclusive em fins de semana e feriados, sem depender da análise da Administração Fazendária.
Emissão de nota por CPF e por CNPJ
A nota fiscal eletrônica começou a funcionar no país há mais em 2006, substituindo a nota fiscal de papel.
A NF-e trouxe maior agilidade e eficiência fiscal, pois antes era preciso fiscalizar os blocos de notas emitidas. Agora, ela é gerada e autorizada imediatamente pela Sefaz.
No entanto, para os produtores rurais, só foi possível a emissão do documento eletrônico provisoriamente em outubro de 2018 e, definitivamente, em setembro de 2020.
Para isso, você precisa somente do CPF e do número da Inscrição Estadual. Caso você tenha CNPJ, pode fazer a emissão da nota normalmente.
A grande mudança está no modelo de emissão, que antes era l vinculado ao CPF só era possível por meio do Emissor de Nota Fiscal Avulsa, disponível no site da Sefaz de cada estado.
Agora, a nova versão permite que o Produtor Rural Pessoa Física com Inscrição Estadual (CPF-IE) emita NF-e com o próprio aplicativo.
Quando o produtor rural deve emitir nota fiscal eletrônica?
Os pequenos produtores rurais, com faturamento de até R$ 200 mil, ainda não são obrigados a emitir a NF-e. O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) prorrogou a obrigatoriedade e o prazo foi estendido para janeiro de 2026, permitindo mais tempo para adequação às novas exigências.
Anteriormente, a obrigatoriedade da emissão da NF-e estava prevista para 1º de julho de 2023 e, depois, foi prorrogada para 1º de maio de 2024.
A nova data estabelece que produtores com faturamento bruto anual de até R$ 360 mil têm até janeiro de 2026 para aderir à NF-e, enquanto produtores com faturamento acima desse limite devem iniciar a emissão obrigatória em 3 de fevereiro de 2025.
Por que a nota fiscal eletrônica de produtor rural é obrigatória?
A NF-e é um documento eletrônico que moderniza e simplifica a fiscalização realizada pela Secretaria da Fazenda (Sefaz) de cada estado.
O documento garante a segurança que todas as transações sejam registradas, mesmo sendo internas, interestaduais ou internacionais.
O processo oferece maior controle, transparência e conformidade com a legislação tributária.
Dicas para emissão da nota fiscal de produtor rural
A emissão da Nota Fiscal de Produtor Rural pode gerar dúvidas para quem está se adaptando ao sistema eletrônico. Para facilitar evitar erros, reunimos dicas práticas que vão ajudar você e garantir mais segurança. Confira!
1. Número de série
O CNPJ geralmente identifica uma única unidade da empresa no estado, com um único endereço e inscrição estadual. Porém, para produtores rurais, isso pode variar.
A chave de acesso da NF-e usa o CNPJ ou CPF, mas não inclui a Inscrição Estadual, o que pode gerar confusão entre estabelecimentos diferentes de um mesmo produtor. Por exemplo, a NF-e número 1 pode ser de um estabelecimento e a número 2 de outro.
Para resolver isso, a Nota Técnica 2018.001 determina que cada estabelecimento utilize uma série numérica específica, entre 920 e 969.
2. Inutilização de Numeração
As notas fiscais são geradas com uma numeração sequencial única, sem intervalos. Se houver falha, é preciso solicitar a inutilização das faixas de numeração da NF-e, diretamente pelo software de emissão. Isso significa que é necessário informar a numeração que não será utilizada.
Para pessoas físicas, ainda não é possível inutilizar a numeração. Por isso, durante a emissão da NF-e, tenha muito cuidado para não gerar intervalos, já que eles não poderão ser corrigidos.
3. Contingência
Problemas técnicos podem impedir a transmissão da NF-e para a Secretaria da Fazenda ou o recebimento da autorização de uso. Nesses casos, é possível operar em contingência.
Na operação em contingência, são gerados os arquivos NF-e e Danfe, com a indicação de que foram emitidos “em contingência”.
Após solucionar os problemas, você deve transmitir as notas geradas em contingência à administração tributária em até 168 horas.
4. Inclusão do Funrural (Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural)
O Funrural é um imposto de contribuição previdenciária, recolhido sobre a receita bruta da comercialização da produção rural, ou sobre a folha de pagamento.
Não existe campo específico na nota fiscal de produtor rural para informar o Funrural, mas deve ser destacado no campo de dados adicionais, com a informação da alíquota praticada.
Se o imposto for recolhido sobre a folha de pagamento, não é preciso destacá-lo na nota fiscal.
5. Fethab (Fundo Estadual de Transporte e Habitação)
O Fethab é uma contribuição vigente no Mato Grosso, criada pela Lei 7263/2000, com o objetivo de arrecadar recursos para obras de infraestrutura, transporte e habitação.
Esse imposto incide sobre a comercialização dentro do estado e a exportação de commodities. Embora seja facultativo, é obrigatório para manter o regime especial de apuração e recolhimento do ICMS em operações interestaduais e de exportação.
Na emissão da NF-e por produtores do Mato Grosso, é necessário informar a alíquota e o valor correspondente no campo de dados adicionais.
Para alguns produtos e operações, o recolhimento do Fethab deve ser feito pelo adquirente do produto. Nesse caso, a nota fiscal deve especificar que a contribuição será recolhida pelo adquirente.
6. Cancelamento da nota fiscal de produtor rural
O cancelamento da NF-e pode ser solicitado em até 24 horas após a autorização de uso, desde que a mercadoria não tenha circulado ou o serviço não tenha sido prestado.
Para isso, basta acessar o software de emissão de NF-e e solicitar o cancelamento. O resultado será disponibilizado por meio de um protocolo de segurança, contendo o número da NF-e, data e hora do recebimento pela administração tributária.
Após o prazo de 24 horas, será necessário apresentar uma justificativa à Administração Fazendária e aguardar autorização para realizar o cancelamento.
Vale lembrar que cada estado possui regras e penalidades específicas para o cancelamento de NF-e.
7. MDF-e para Produtor Rural
De acordo com o Confaz, OMDF-e (Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais), modelo 58, deve ser O MDF-e (Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais) é obrigatório para todas as operações de transporte de mercadorias realizadas por aqueles que emitem NF-e, incluindo o produtor rural.
Este documento é necessário para o transporte de bens e mercadorias, independentemente de serem realizadas dentro ou fora do estado, e vale tanto para veículos próprios quanto arrendados, ou transportadores contratados.
O uso do MDF-e facilita a fiscalização e o registro das informações do transporte, como os dados do produto, local de origem e destino, e informações do motorista e veículo.
Para emitir o MDF-e, é necessário cumprir os seguintes pré-requisitos:
Ser credenciado para emitir CT-e (Conhecimento de Transporte Eletrônico) e/ou NF-e no Sefaz do seu estado;
Utilizar um sistema emissor de MDF-e (os estados de MT e SP não oferecem sistema gratuito, sendo responsabilidade do produtor contratar o software);
Possuir certificado digital válido (e-CNPJ ou e-CPF);
Ter acesso a um computador com internet.
Em casos de problemas técnicos, o produtor pode emitir o MDF-e em contingência e deverá indicar isso no Documento Auxiliar do MDF-e. Após resolver o problema, é necessário transmitir o MDF-e em até 7 dias, sob pena de multa se não enviado à Sefaz.
Todo MDF-e deve ser encerrado ao final do percurso ou se houver alteração nas informações do transporte. Caso o encerramento não seja feito, não será possível emitir documentos para a mesma UF de origem e destino da carga ou para o mesmo veículo.
Produtores que emitem NFA-e (Nota Fiscal Avulsa Eletrônica, modelo 55) estão dispensados de emitir o MDF-e.
Emissão de NF-e rural nos estados
Embora a emissão de NF-e por CPF seja prevista legalmente em todo o Brasil, alguns estados ainda não exigem a nota fiscal de produtor rural.
Em outros, a obrigatoriedade é apenas para a NF-e, enquanto alguns estados mantêm a emissão de NF-e, nota fiscal de talão e nota fiscal avulsa.
Há também estados que se referem à nota emitida pelo produtor rural como NFP-e (Nota Fiscal de Produtor Rural Eletrônica). Confira os modelos de documento fiscal disponíveis para o produtor rural em cada estado:
Acre
De acordo com o Decreto 7668/2021, todos os estabelecimentos no Acre devem emitir NF-e, independentemente da atividade econômica.
Produtores rurais podem emitir Nota Fiscal Avulsa (NFA-e) em vendas de mercadorias, desde que não possuam nota fiscal própria, com uma taxa de R$14,28 para pessoas físicas não registradas como contribuintes do estado.
Em setembro de 2023, o Governo do Acre lançou o aplicativo Nota Fiscal Fácil (NFF), voltado para pequenos produtores de hortifrúti e agricultura familiar que fornecem para a merenda escolar. As operações realizadas por meio do NFF são isentas de ICMS.
Alagoas
Em Alagoas, a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) é obrigatória para todos os estabelecimentos agropecuários nas saídas de mercadorias.
A Nota Fiscal Avulsa Eletrônica (NFA-e) pode ser emitida por produtores rurais pessoa física ou aqueles não registrados como contribuintes do estado.
A partir de fevereiro de 2025, a obrigatoriedade da emissão da NF-e será estendida a todos os produtores rurais em todo o território nacional
Amapá
No Amapá, a emissão de Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) e Nota Fiscal Avulsa Eletrônica (NFA-e) é facultativa para produtores rurais, tanto para aqueles contribuintes do ICMS quanto para produtores pessoa física.
Para produtores pessoa física nas operações de comércio, o recolhimento do imposto é realizado por meio da emissão de Nota Fiscal Avulsa ou Documento de Arrecadação Estadual.
Além disso, na aquisição de mercadorias, esses produtores devem instruir seus fornecedores a preencher o campo de “Informações Complementares” com o seguinte texto: “Mercadoria ou Serviço destinado a contribuinte do ICMS – produtor rural ou extrator não optante de inscrição estadual: art. 412, do RICMS-AP”
Amazonas
A emissão de Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), modelo 55, também obrigatória para produtores rurais contribuintes do ICMS, substituindo a Nota Fiscal de Produtor, modelo 4.
Essa medida visa aprimorar o controle das operações interestaduais com gado em pé. Assim, os pecuaristas devem informar a chave da NF-e na Guia de Trânsito Animal (GTA) durante o comércio interestadual de gado.
Para produtores pessoa física, a emissão da NF-e é voluntária, mas os produtores que tem o Cartão do Produtor Primário são isentos de ICMS na aquisição de equipamentos para uso na produção agropecuária.
Nesses casos, é permitida a emissão da Nota Fiscal de Produtor, modelo 4, sem o destaque do ICMS.
Bahia
Na Bahia, conforme o Decreto 18.406/2018, os produtores rurais podem emitir tanto a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) quanto a Nota Fiscal Avulsa Eletrônica (NFA-e).
Todos os produtores inscritos como pessoa física no cadastro do ICMS têm a opção de emitir a NF-e de forma voluntária.
Para facilitar a emissão de notas fiscais, a Secretaria da Fazenda da Bahia disponibiliza o aplicativo Nota Fiscal Fácil (NFF), especialmente voltado para pequenos produtores rurais.
Além disso, a SEFAZ-BA oferece a Nota Fiscal Avulsa Eletrônica (NFA-e) para operações de circulação de mercadorias ou bens efetuadas por produtores rurais, microempreendedores individuais (MEI) e pessoas físicas ou jurídicas não inscritas no cadastro de contribuintes do ICMS.
Ceará
No Ceará, produtores rurais não inscritos no Cadastro Geral da Fazenda (CGF) podem emitir a Nota Fiscal Avulsa Eletrônica (NFA-e). Produtores rurais pj sem nota fiscal própria também têm essa opção.
A emissão da NFA-e pode ser realizada através do portal da Secretaria da Fazenda do Ceará, mas antes disso, é necessário pagar a Taxa de Fiscalização e Prestação de Serviço no valor de R$12,00.
Distrito Federal
No Distrito Federal, a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) é obrigatória desde 2011, com a possibilidade de produtores rurais pessoa física emitirem a Nota Fiscal Avulsa Eletrônica (NFA-e), modelo 1 ou 1-A, nas operações de entrada de mercadorias na unidade da federação.
Em maio de 2023, o Governo do Distrito Federal lançou o aplicativo Nota Fiscal Fácil (NFF), destinado a pequenos produtores rurais, que permite a emissão por produtores pessoa física que comercializam produtos hortifrutícolas dentro do Distrito Federal.
O NFF pode ser acessado pelo portal gov.br, eliminando a necessidade de adquirir um certificado digital, e permite a emissão offline.
Espírito Santo
No Espírito Santo, a emissão de Nota Fiscal Avulsa por produtores rurais pessoa física está disponível desde 2017. Além disso, é permitida a emissão da Nota Fiscal de Produtor, modelo 4.
Os produtores podem utilizar o aplicativo Nota Fiscal Fácil para emitir a nota fiscal e comercializar seus produtos.
Goiás
Em Goiás, a emissão de notas fiscais para produtores rurais está disponível por meio da Nota Fiscal Avulsa Eletrônica (NFA-e) e da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e).
Nota Fiscal Avulsa Eletrônica (NFA-e):
Destinatários: Produtores rurais pessoa física e jurídica que não estão enquadrados no regime do Simples Nacional.
Emissão: A NFA-e pode ser emitida através do portal da Secretaria da Economia de Goiás, utilizando certificado digital.
Observação: A partir de 10 de maio de 2023, é obrigatório informar a placa do veículo transportador no momento da emissão da NFA-e.
Nota Fiscal Eletrônica (NF-e):
Destinatários: Produtores rurais pessoa jurídica credenciados na Secretaria da Economia de Goiás.
Emissão: A NF-e deve ser emitida por meio de sistema emissor autorizado, utilizando certificado digital.
Observação: A partir de 1º de junho de 2024, produtores ou extratores que realizarem transferência interestadual de mercadorias entre estabelecimentos do mesmo contribuinte devem emitir sua própria NF-e para acobertar a operação. Portal Goiás
Para facilitar a emissão de notas fiscais, o Governo de Goiás lançou o aplicativo Nota Fiscal Fácil (NFF), destinado a produtores rurais pessoa física que comercializam produtos hortifrutigranjeiros internamente.
O aplicativo permite a emissão de notas fiscais de forma prática e sem a necessidade de certificado digital.
Maranhão
No Maranhão, todos os contribuintes do ICMS são obrigados a emitir aNF-e, modelo 55, sob pena de perderem o credenciamento.
Os produtores rurais pessoa física com inscrição no ICMS podem emitir a NFA-e, que é destinada a operações de venda ou transferência de mercadorias.
Mato Grosso
A emissão da NF-e por produtores pessoa física é obrigatória desde julho de 2019, conforme o Decreto 1709/2018.
Desde março de 2022, a Sefaz/MT não permite mais a emissão da NF-e modelo 1 ou 1-A ou NFA-e pelos produtores rurais.
Para emitir a NF-e, o produtor rural pessoa física deve utilizar um programa emissor próprio e adquirir o certificado digital e-CPF.
O estado adota um tipo diferente de nota fiscal, a Nota Fiscal do Produtor, Série Especial (NFP/SE), que pode ser utilizada quando a NFP-e não puder ser emitida.
Minas Gerais
Produtores sem inscrição no cadastro de contribuintes de ICMS podem emitir a NFA-e nas operações com mercadorias. Também é possível emitir a NF-e como pessoa física.
Para pessoas jurídicas, a emissão da NF-e é obrigatória desde 2010, conforme o Decreto 45477/2010.
Pará
Desde 2019, os produtores rurais no Pará podem emitir a NF-e, também sendo é possível emitir a NFP-e, modelo 4, para os contribuintes de ICMS.
Já os produtores inscritos como pessoa física podem solicitar a emissão da Nota Fiscal Avulsa.
Paraíba
A emissão de NF-e para produtores rurais pessoa física foi liberada em agosto de 2019, ampliando as opções desses produtores, que também podem solicitar a emissão da NFA-e e o talão.
Em março de 2021, a Sefaz da Paraíba disponibilizou a emissão de Nota Fiscal de Agricultura Familiar Eletrônica, voltada para pequenos produtores.
Essa nota fiscal tem formato semelhante à NFA-e, mas o contribuinte não precisa de um sistema emissor próprio.
A obrigatoriedade se aplica a todos os produtores rurais, incluindo aqueles com faturamento anual inferior a R$ 200 mil.
Portanto, saber como preencher a nota de produtor rural PR é necessária para garantir a conformidade fiscal no estado.
Pernambuco
Todos os produtores rurais podem solicitar a emissão da NF-e, incluindo aqueles cadastrados como contribuintes de ICMS com CPF.
A emissão é obrigatória para aqueles que realizam operações de venda de mercadorias e para transações interestaduais ou de exportação.
Para a emissão da NF-e, é precisao estar cadastrados no Sistema de Administração Tributária de Pernambuco (SAT-PE) e obter um certificado digital (e-CPF ou e-CNPJ), conforme a categoria tributária.
Além disso, os produtores pessoa física que não são contribuintes de ICMS podem solicitar a Nota Fiscal Avulsa Eletrônica (NFA-e) para formalizar suas transações.
Piauí
O Decreto 21558/2022 proibiu a emissão da Nota Fiscal de Produtor Rural modelo 4 e, desde 1º de julho de 2023, todos os produtores rurais são obrigados a emitir a NF-e.
A Nota Fiscal Avulsa Eletrônica (NFA-e) também pode ser emitida pelos produtores rurais, mas para isso, é necessário pagar a taxa de Documento de Arrecadação para liberar a nota fiscal.
A emissão da NF-e, conforme as regras estabelecidas, deve ser feita por meio de um sistema autorizado pela Secretaria da Fazenda do Estado do Piauí (SEFAZ-PI) e com a utilização de certificado digital (e-CPF ou e-CNPJ).
Rio de Janeiro
Desde 2020, com a publicação do Decreto 46928/2020, os produtores rurais no estado do Rio de Janeiro estão proibidos de emitir a NFA-e.
A NF-e é obrigatória para os produtores rurais pessoa jurídica. Já para os produtores rurais pessoa física, a emissão de NF-e é facultativa. Eles podem optar por continuar utilizando a Nota Fiscal de Produtor, modelo 4, em vez de adotar a NF-e.
Contudo, para quem optar pela NF-e, é necessário que o produtor esteja credenciado na Secretaria da Fazenda do Estado do Rio de Janeiro (SEFAZ-RJ) e possua certificado digital (e-CPF ou e-CNPJ).
Rio Grande do Norte
No Rio Grande do Norte, os produtores rurais devem observar as seguintes orientações fiscais:
Produtores com CNPJ: Estão obrigados a emitir a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) para documentar as operações de venda de produtos agrícolas.
Produtores sem CNPJ: Podem solicitar a emissão da Nota Fiscal Avulsa Eletrônica (NFA-e) para registrar suas vendas.
A NFA-e é uma alternativa para produtores que não possuem inscrição estadual ou CNPJ, permitindo a formalização das transações comerciais.
Para ter a NFA-e, é preciso acessar o site da Secretaria da Tributação do Estado do Rio Grande do Norte (SET-RN) e seguir as instruções fornecidas.
É importante ressaltar que a emissão de notas fiscais é uma obrigação legal que contribui para a formalização das atividades rurais e o cumprimento das normas fiscais vigentes.
Rio Grande do Sul
No Rio Grande do Sul, os produtores rurais têm as seguintes opções para emissão de notas fiscais:
Nota Fiscal Eletrônica (NF-e): Obrigatória para operações interestaduais e, a partir de fevereiro de 2025, para produtores com receita bruta superior a R$ 360 mil nos anos de 2023 ou 2024.
Nota Fiscal Avulsa Eletrônica (NFA-e): Disponível para produtores sem inscrição estadual ou CNPJ, permitindo a formalização das transações comerciais.
Nota Fiscal de Produtor (talão): Ainda válida para operações internas até 30 de junho de 2025 para produtores que não se enquadram na obrigatoriedade da NF-e.
Para facilitar a emissão, especialmente para produtores de frutas, legumes e verduras, o Estado disponibiliza o aplicativo Nota Fiscal Fácil (NFF), que simplifica o processo e elimina a necessidade de intermediários.
Rondônia
Em Rondônia, a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) é exigida em operações interestaduais e para casos em que a receita bruta nos anos de 2023 ou 2024 seja superior a R$ 360 mil.
Os produtores podem optar pela emissão da Nota Fiscal Avulsa Eletrônica (NFA-e) caso não tenham a inscrição estadual ou CNPJ, permitindo a formalização de transações comerciais.
O Estado também disponibiliza o aplicativo Nota Fiscal Fácil (NFF), especialmente voltado para produtores de frutas, legumes e verduras, permitindo a emissão de notas fiscais diretamente pelo celular, sem a necessidade de intermediários.
Roraima
Em Roraima, os produtores rurais têm a possibilidade de emitir a Nota Fiscal de Produtor (NFP), modelo 4, em determinadas situações.
A Instrução Normativa nº 9, de 26 de maio de 2021, revogou a obrigatoriedade da emissão da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) para operações com gado bovino, suíno, caprino, ovino e bufalino destinados ao abate nos frigoríficos dentro do estado.
Santa Catarina
Em Santa Catarina, os produtores rurais podem emitir a Nota Fiscal de Produtor Eletrônica (NFP-e) e, no caso de produtores pessoa física, também é possível a emissão da Nota Fiscal Avulsa Eletrônica (NFA-e).
As notas fiscais podem ser geradas por meio do Sistema de Administração Tributária (SAT) da Secretaria da Fazenda de Santa Catarina (SEF/SC).
Em situações onde há problemas técnicos no SAT, a NFP emitida em papel continua válida. Além disso, os produtores rurais pessoa física inscritos no Cadastro de Produtores Primários (CPP) têm a opção de emitir a nota fiscal por meio do aplicativo Nota Fiscal Fácil (NFF).
São Paulo
Em São Paulo, desde 1º de julho de 2023, todos os produtores rurais estão obrigados a emitir a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) para operações interestaduais e, a partir de 1º de janeiro de 2025, para operações internas, independentemente de estarem ou não inscritos no E-CredRural.
Para a emissão da NF-e, o produtor rural pessoa física deve utilizar o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) Rural vinculado à sua Inscrição Estadual de Produtor.
A partir de 1º de julho de 2007, é obrigatória a inscrição no CNPJ para todos os produtores rurais paulistas.
Sergipe
Em Sergipe, a Nota Fiscal Avulsa Eletrônica (NFA-e) deve ser emitida exclusivamente por produtores rurais não inscritos no Cadastro de Contribuintes do Estado de Sergipe (CACSE).
Já os produtores inscritos com Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) devem emitir a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) para operações com mercadorias interestaduais.
Tocantins
Em Tocantins, a emissão da Nota Fiscal de Produtor, modelo 4, está vedada. Os produtores cadastrados como contribuintes com Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) podem emitir a NFA-e, enquanto os produtores rurais inscritos com CNPJ devem emitir a NF-e.
É sempre preciso verificar a legislação vigente do seu estado para assegurar que o modelo de documento fiscal utilizado esteja em conformidade com as operações realizadas.
Como faço para emitir nota fiscal de produtor rural?
1° Passo: Cadastro
O primeiro passo para emitir a nota fiscal é se cadastrar na Secretaria da Fazenda do seu estado, que pode exigir informações específicas. A autorização para emissão costuma ser rápida, muitas vezes em poucas horas.
Em alguns estados, o cadastro é feito diretamente no sistema da secretaria, permitindo o controle e a emissão de notas. Já em outros, o controle e a emissãopodem ser feitos por meio de um software de emissão de NF-e.
O segundo passo é adquirir o certificado digital e-CPF para formalizar o processo.
2° Passo: Certificados digitais
É necessário um e-CPF (certificado digital para pessoa física) para garantir validade jurídica, que deve seguir as regras do ICP-Brasil, sendo os tipos A1 e A3 os mais utilizados.
O certificado A1 armazena as informações no computador do gestor, funcionando como um par de chaves (pública e privada). O A3, por sua vez, é emitido e armazenado em mídia criptográfica, como cartão ou token.
Vantagens e desvantagens dos certificados A1 e A3
Certificado A1: É um opção flexível, podendo ser usado em várias máquinas e permite monitorar as notas recebidas. Sua maior desvantagem é não permitir a emissão de segunda via, e a validade é de apenas um ano, exigindo renovação anual.
Certificado A3: É mais seguro, pois usa hardware separado e tem validade de 3 anos, porém é um aparelho física, o que limita o uso a um único computador e exige senhas a cada emissão. Não permite monitoramento de notas e apresenta risco de perda ou dano.
3º Passo: Adquirir programa para emissão da NF-e
Em alguns estados, o produtor pode emitir a nota pelo próprio sistema da Secretaria da Fazenda da região.
Com o programa, você digita as notas fiscais e as transmite para a Secretaria da Fazenda. Quando a nota é autorizada, o programa gera um arquivo XML com a assinatura digital, que deve ser guardado por 5 anos, conforme orientação do governo.
Esse arquivo também deve ser disponibilizado ao destinatário ou transportador, podendo enviar a nota eletronicamente ou impressa por meio do DANFE, que é uma representação das principais informações da nota, não sendo a nota fiscal em si.
Conclusão
A obrigatoriedade da emissão de nota fiscal eletrônica de produtor rural já está válida em todo o território brasileiro.
Se você ainda não emite a NF-e, é importante se organizar. Adquira um certificado digital e procure programas de emissão de notas fiscais seguros e eficazes.
Com essas principais dicas, emitir a NF-e pode ser uma tarefa mais fácil. Então não deixe para depois!
Em 2025, a emissão da Nota Fiscal de Produtor Eletrônica (NFP-e) é obrigatória em todos os estados, exigindo a inscrição estadual ativa, cadastro na SEFAZ estadual e um certificado digital.
A emissão pode ser feita pelo portal da SEFAZ ou por softwares de emissão de NFP-e. Alguns estados ainda permitem a nota em papel (modelo 4) em situações específicas, mas a tendência é a digitalização total.
Com a nota fiscal eletrônica, é mais fácil fazer o controle fiscal, diminui erros e gera mais agilidade. Como as regras variam por estado, recomendamos conferir as exigências da Secretaria da Fazenda do seu estado para garantir conformidade
A Nota Fiscal de Produtor Rural serve para formalizar a venda de produtos agropecuários, registrar e comprovar transações comerciais feita pelo produtor rural.
A partir da emissão, é comprovada a legalidade da operação, possibilitando o recolhimento correto dos tributos.
Além disso, a NFP é importante para o controle da produção, transporte de mercadorias, acesso a benefícios fiscais e financiamentos agrícolas.
Sem esse documento, você pode enfrentar dificuldades para vender sua produção para empresas, cooperativas e até mesmo para obter créditos rurais.
O produtor rural pode emitir diferentes tipos de notas fiscais, dependendo da operação e das exigências do estado. As principais são:
Nota Fiscal de Produtor Eletrônica (NFP-e – Modelo 55): Substitui a nota fiscal de produtor em papel e já é obrigatória em muitos estados. Usada na venda de produtos agropecuários.
Nota Fiscal de Produtor em papel (Modelo 4): Ainda permitida em alguns estados para pequenos produtores ou situações específicas.
Nota Fiscal Avulsa (NFA-e): Emitida diretamente no portal da Secretaria da Fazenda (SEFAZ) para produtores sem inscrição estadual ou que não emitem notas com frequência.
Quem está dispensado de emitir Nota Fiscal Eletrônica são os produtores rurais que se encaixam em algum dos modelos abaixo:
Produtores de Pequeno Porte: Agricultores com receita bruta anual inferior ao limite estabelecido pela legislação do Simples Nacional podem estar dispensados da emissão da nota fiscal. A isenção depende da faixa de receita bruta, que varia por estado.
Produtos para Consumo Pessoal ou Familiar: Se o produtor rural destinar a produção para consumo próprio ou da sua família, sem intermediação de venda, a emissão da nota fiscal pode não ser necessária.
Vendas com Valor Inferior a um Limite Específico: Alguns estados isentam a emissão de NFP para transações de pequeno valor, geralmente em transações realizadas diretamente entre o produtor e o consumidor final, como em feiras e mercados locais.
Transações Isentas por Regime de Apuração: Alguns regimes fiscais, como o Simples Nacional, podem permitir que o produtor rural se enquadre em um regime simplificado e, em determinados casos, fique dispensado de emitir nota fiscal em algumas condições específicas.
É importante verificar com o fisco estadual ou o contador de confiança, pois as regras variam de acordo com o estado e o porte da propriedade ou da empresa rural.
A série da Nota Fiscal de Produtor Rural (NFP) é estabelecida pelo produtor rural ou pela Secretaria da Fazenda do estado em que ele está registrado.
Em alguns estados, a série pode ser pré-determinada pela autoridade fiscal, enquanto em outros, o próprio produtor pode escolher a série, desde que esteja dentro das normas estabelecidas pela legislação local.
Exemplos de séries:
Série 1: Geralmente, é utilizada para notas fiscais de produtor rural.
Série 2: Em algumas situações, pode ser usada para notas fiscais de venda dentro do comércio, se o produtor estiver registrado em outros sistemas fiscais, como o Simples Nacional.
A série é importante para fins de controle, pois permite distinguir e organizar as notas fiscais conforme o tipo de transação ou categoria do produtor.
Em resumo, a série da NFP é determinada pelo estado e pelo tipo de operação fiscal do produtor rural. Se estiver com dúvidas específicas sobre o estado em que você está, posso ajudar a buscar as regras detalhadas!
Emissão de Nota Fiscal Eletrônica: O que muda para o produtor rural, prazos e orientações práticas
A obrigatoriedade daemitir nota fiscal produtor rural está avançando em todo o país, trazendo mudanças importantes no processo de emissão.
Mas o que isso significa na prática? Quando será obrigatório para todos os produtores? E, principalmente, como emitir a NF-e de forma segura e simplificada?
Tudo isso você entender neste conteúdo, feito em parceria com a Safeweb Continue acompanhando!
O que é nota fiscal eletrônica?
A nota fiscal eletrônica (NF-e) é um documento digital que substitui as notas fiscais impressas, que é emitida e armazenada online, sendo autorizada pela Secretaria da Fazenda (Sefaz) do estado.
A NF-e serve para registrar, de forma segura e legal, a circulação de mercadorias. Desde 2006, esse formato vem substituindo os modelos impressos 1 e 1A, facilitando o processo para empresas e produtores rurais.
Para produtores rurais, a emissão da Nota Fiscal Eletrônica de Produtor (NFP-e, modelo 55) começou em 2018.
Esse modelo substitui a Nota Fiscal Avulsa Eletrônica (NFA-e), permitindo que produtores com CPF e Inscrição Estadual (IE) emitam suas notas diretamente, sem depender da prefeitura ou do site da Sefaz.
Além disso, o novo formato permite operações interestaduais, exportações e vendas para órgãos públicos. Para isso, é necessário um Certificado Digital do Produto, do tipo e-CPF, que garante a segurança da assinatura.
O formato da nota fiscal eletrônica também foi adaptado para atender produtores sem CNPJ. Agora, o campo “série” identifica a nota emitida por pessoa física, utilizando apenas CPF e IE, permitindo um processo mais prático.
Nota fiscal eletrônica é segura?
A nota fiscal eletrônica (NF-e) é totalmente segura, utilizando o Certificado Digital como uma assinatura eletrônica, assegurando que apenas você, ou alguém autorizado, possa emitir e validar a nota.
Além disso, a NF-e é enviada diretamente para a Secretaria da Fazenda (Sefaz), onde é registrada e armazenada. Isso reduz riscos de fraudes e garante que todos os dados estejam protegidos em ambiente digital.
Com a NF-e, você tem mais segurança e praticidade para documentar suas vendas, sem a preocupação com erros ou extravios de papéis.
Dentro do Aegro você consegue fazer toda a emissão gratuitamente, com integração com o Sefaz, permitindo acesso facilitado para você e a equipe da fazenda. Saiba mais como funciona!
Modelos 1 e 1A de notas fiscais: O que são?
Os Modelos 1 e 1A eram tipos de notas fiscais impressas utilizadas no Brasil antes da implementação da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e).
O Modelo 1 era usado para registrar a circulação de mercadorias em operações estaduais e interestaduais. Era preenchido manualmente ou por sistemas locais e continha informações básicas da transação, como descrição dos produtos, valores e impostos.
Já o 1A era uma versão mais detalhada do Modelo 1, com campos adicionais para especificar operações relacionadas a indústrias ou setores mais complexos, como o agrícola e o comercial.
Com a chegada da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) em 2006, os modelos foram deixando de ser usados, dando lugar a um sistema digital mais seguro e integrado com a Secretaria da Fazenda.
O que é certificado digital? Por que é importante para a emissão de NF-e?
Ocertificado digital para produtor rural é como uma identidade online para pessoas físicas ou jurídicas, que garante a segurança e validade jurídica das operações feitas pela internet.
Para ter o certificado, você deve escolher uma Autoridade Certificadora (AC), que funciona como um cartório digital. Essa AC vai informar o preço, os documentos necessários e onde retirar o certificado.
A emissão da nota fiscal eletrônica ainda oferece dois tipos de certificados: o A1 e o A3.
Certificado A1
O certificado digital A1 é armazenado no computador ou dispositivo móvel, como tablets ou smartphones, e tem validade de 1 ano.
Esse modelo costuma ser o mais indicado, uma vez que é possível armazenar e utilizar em mais de um computador ao mesmo tempo, por não precisar de token ou cartão.
É muito utilizado em empresas com matriz e filial, por o custo de emissão é para apenas um único CNPJ e sem custos adicionais. Além disso, o certificado A1 pode ser segmentado em:
A1 e-CNPJ: só pode ser usado por empresários (dono ou sócio da empresa) que estão contidos no contrato social.
A1 e-NF: pode ser adquirido pelos representantes legais autorizados com procuração. Porém, seus custos geralmente são 60% mais altos que o A1 e-CNPJ.
Certificado A3
O certificado digital A3 é emitido e armazenado na mídia criptográfica, que geralmente é um cartão ou token, com validade de 1 a 3 anos, podendo conter diversos CNPJs em apenas 1 único aparelho.
O uso é restrito com a presença do cartão ou token. Então, se for o caso da necessidade de emissão de uma nota fiscal, será necessário estar portando o aparelho.
A sua maior vantagem é a possibilidade de instalado em qualquer computador e também é seguro, já que apenas o computador que está conectado com o aparelho pode fazer as transações;
Porém, o seu custo pode ser um pouco maior em comparação ao A1. De qualquer maneira, escolha o certificado que melhor se encaixa com a realidade da sua propriedade rural e conte com a Aegro para realizar emissões gratuitas!
O que é GTA na nota fiscal?
O GTA (Guia de Trânsito Animal) é um documento utilizado para controlar o transporte de animais no Brasil, exigido pelas autoridades sanitárias e veterinárias para garantir a rastreabilidade e a saúde dos animais, evitando a propagação de doenças.
Quando um produtor emite uma nota fiscal de venda de animais, é obrigatória a emissão da GTA para garantir que o transporte desses animais para outro local esteja de acordo com as normas sanitárias.
Isso inclui, por exemplo, o transporte para abate, comercialização ou movimentação entre propriedades. Além disso, a GTA contém informações detalhadas sobre os animais, como:
Número de identificação
Espécie e quantidade
Origem e destino dos animais
Exames sanitários realizados (se houver)
A GTA também ajuda a manter a saúde pública e a evitar surtos de doenças nos rebanhos, como a febre aftosa, a brucelose e a tuberculose.
O documento é gerido pelo serviço veterinário estadual e, em alguns casos, pode ser exigido também para movimentação de produtos de origem animal.
Quando a emissão de nota fiscal eletrônica será obrigatória?
A obrigatoriedade da emissão de Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) para produtores rurais está programada para entrar em vigor em 2 de janeiro de 2025.
A partir dessa data, as tradicionais notas fiscais em papel não serão mais aceitas, e todos os produtores rurais deverão utilizar a NF-e para documentar suas operações.
Para se adequar a essa exigência, é necessário estar cadastrado na Receita Estadual e possuir os recursos necessários para a emissão da NF-e, como acesso à internet e um certificado digital válido.
No Mato Grosso, a emissão de nota fiscal eletrônica para produtor rural será obrigatória a partir de 1º de julho de 2024, conforme o Decreto n°1709, publicado no Diário Oficial do dia 29/11/2018.
Outros estados ainda não definiram ou não divulgaram os prazos. Portanto, fique atento, pois emitir NF-e pode ser obrigatório no seu Estado ainda neste ano.
Quais são os benefícios para os produtores que emitem a NFP-e?
O primeiro benefício é a eliminação da prestação de contas na prefeitura. Os produtores que emitem a nota fiscal eletrônica não precisam mais despender tempo na prefeitura, prestando conta das operações realizadas de circulação de mercadorias.
Como a emissão pode ser realizada eletronicamente, em qualquer local que possua acesso a internet, não é mais necessário retirar as notas na prefeitura.
Outro importante benefício é a redução de erros de escrituração, e com isso, redução no tempo despendido com essa operação de correção de eventuais erros que viriam a ocorrer
A emissão de nota fiscal eletrônica é como o preenchimento de um documento comum, mas com a exigência de informações sobre tipo de produto ou serviço, valores e etc. Confira o passo a passo a seguir e veja o quanto é simples:
Passo 1: Adquira um certificado digital
O certificado digital assegura validade jurídica das notas emitidas e será utilizado para realizar a assinatura digital. Não é necessário um certificado digital para cada propriedade.
Passo 2: Escolha o software emissor de NFP-e
Após criar seu certificado digital, é necessário escolher o programa para emissão das NFP-e, como o Aegro, que é responsável pela transmissão das notas emitidas ao servidor da Sefaz.
Quando a NFP-e é autorizada, um arquivo XML é gerado com a sua assinatura digital. Essa nota deve ser guardada por 5 anos, conforme estabelecido na legislação tributária.
Passo 3: Credenciamento na Sefaz
Posteriormente, é necessário receber a autorização da Sefaz (Secretaria da Fazenda) para emissão de nota fiscal eletrônica.
Cada Estado possui um procedimento que deverá ser realizado no site da Administração Fazendária. Geralmente esse processo é rápido e demora apenas algumas horas.
Passo 4: Geração de NFP-e
Uma vez que o certificado digital já foi criado, o software emissor foi selecionado e o credenciamento já foi realizado na Sefaz, você já está apto a começar a emitir as notas fiscais eletrônicas.
Exemplo de emissão de nota fiscal pelo Aegro: simples e seguro
Como emitir a contra nota?
A contra nota é uma nota fiscal de ENTRADA de mercadoria/produtos agrícolas. Essa contra nota é uma confirmação de recebimento desses materiais, lembrando que ela deve ser emitida pelo comprador.
O produtor rural emite uma nota física, com a descrição dos produtos agrícolas, peso e valor aproximado, esta nota vai para o comprador (cooperativa, outro produtor, sindicatos…).
Ao comprador é destinado a aferição do peso e valor do produto, e o comprador que deve realizar a emissão da contra nota para o produtor.
A 1ª e a 3ª vias da Nota Fiscal de Entrada devem ser enviadas pelo comprador ao produtor rural, no prazo de até 15 (quinze) dias, contados da data do recebimento da mercadoria.
O que é GTA e como emitir?
A Guia de Trânsito Animal (GTA) é um documento que precisa ser emitido sempre que ocorre a comercialização ou o transporte de um animal.
Para o fornecimento da GTA, a propriedade deve estar cadastrada junto ao escritório do seu município, executar e comprovar as vacinações obrigatórias exigidas pela legislação vigente. Cada espécie possui informações específicas.
Qual o melhor software para emitir nota fiscal produtor rural?
O Aegro é um sistema que disponibiliza emissão de notas fiscais grátis, de forma rápida e simplificada. O processo é integrado com o Sefaz, permitindo que você faça todo o monitoramento e reajuste caso precise.
Não há limite de emissões de nota, sendo acessível para propriedades rurais pequenas, médias e grandes. Disponível para celular ou computador, o preenchimento é automático e pode ser compartilhado com o seu contato.
Faça um teste grátis do Aegro e experimente o emissor de notas clicando no banner a seguir!
MIP com o Aegro: entenda como um software de gestão agrícola torna o seu Manejo Integrado de Pragas mais eficiente
Provavelmente você tem ouvido falar cada vez mais no MIP (Manejo Integrado de Pragas), sobre o quanto ele é importante para a sustentabilidade da produção e como pode ajudar a melhorar o manejo e a rentabilidade da sua lavoura.
Mas você sabe de fato o que ele é e como pode te ajudar nesses aspectos?
Neste artigo, vamos te ajudar a entender por que fazer o MIP com o Aegro, quais os benefícios e como o software pode facilitar o seu trabalho.
O que é o MIP?
O Manejo Integrado de Pragas é um conjunto de práticas que procura manter as pragas abaixo do NDE (Nível de Dano Econômico).
No MIP, a intenção não é eliminar as pragas agrícolas existentes, mas sim manter sua população abaixo da quantidade que causaria prejuízo econômico.
Para isso, o manejo integrado de pragas baseia-se em 4 pontos principais:
monitorar;
explorar o controle natural;
conhecer o nível de tolerância das plantas aos danos causados pelas pragas;
conhecer sobre a ecologia e biologia das pragas e da cultura.
Com isso, você promove o equilíbrio entre as pragas e seus predadores e pode até evitar algumas aplicações de defensivos agrícolas.
Mas como manter essas pragas abaixo do nível de dano? Monitorando e sabendo quando e como agir!
Monitoramento
Você já deve ter ouvido a expressão “é o olho do dono que engorda o gado”. Pois é!
O monitoramento é um ponto fundamental do manejo e vai ser um grande aliado na sua tomada de decisão. A escolha do método de monitoramento depende muito da cultura e das pragas a serem observadas.
Alguns dos métodos mais comuns são:
inspeção de plantas;
contagem de plantas;
pano de batida;
armadilhas.
Confira como realizar a amostragem por pano de batida, o método mais comum nas lavouras.
Quando e como agir
Para saber quando agir, é importante que você conheça alguns conceitos:
Nível de dano econômico: é aquela quantidade mínima de pragas necessárias para causar prejuízo econômico;
Nível de controle: é a quantidade limite de pragas para realizar algum tipo de controle e evitar o prejuízo;
Nível de equilíbrio: momento em que as pragas e seus predadores estão em equilíbrio, sem causar prejuízo.
Esses níveis são estabelecidos de acordo com o conhecimento da tolerância das plantas ao ataque e da dinâmica das populações de insetos presentes.
Agora que você já monitorou e decidiu se precisa ou não fazer controle naquele momento, vamos conhecer as práticas empregadas no MIP?
Práticas
Como já vimos, o manejo integrado de pragas trabalha com várias técnicas de manejo em conjunto.
A escolha dessas práticas depende de cada cultura, da disponibilidade de produtos e do investimento necessário para cada método.
Os métodos utilizados podem ser enquadrados em:
culturais: medidas preventivas, para evitar ou desfavorecer o crescimento populacional, como plantio na época certa, rotação de culturas, eliminação de restos culturais e limpeza da área;
biológicos: manutenção ou liberação deinimigos naturais, utilização de produtos seletivos naturais;
comportamentais: utilização de armadilhas, iscas com feromônios para atração de insetos;
varietais: liberação de machos estéreis a fim de reduzir o crescimento populacional;
genéticos: uso de variedades resistentes de plantas;
físicos: ação direta para impedir dano, inundação de áreas e formação de barreiras físicas como ensacamento de frutos.
Além disso, não se esqueça de sempre cumprir as medidas legislativas de prevenção, como serviço quarentenário, controle obrigatório de pragas previsto em lei, comercialização e utilização correta de produtos químicos.
Por que fazer?
A utilização dessas técnicas em conjunto contribui para um ecossistema mais equilibrado e um cultivo mais saudável.
Usando vários métodos, você não precisa depender de uma única forma de controle nem de um calendário de aplicação.
Realizando o monitoramento de forma correta, frequente e conhecendo bem sua cultura e as pragas presentes nela, é possível reduzir o número de aplicações de inseticidas.
Reduzir seus custos com aplicação pode ser um ponto-chave para alavancar sua rentabilidade.
Agora que você já sabe como e porquê fazer o monitoramento integrado de pragas, venha conhecer as vantagens de fazer o MIP com oAegro.
Vantagens de fazer MIP com o Aegro
Para qualificar o processo de MIP na sua lavoura, você pode contar com o apoio do Aegro.
Esse software de gestão agrícola possui um módulo dedicado ao controle de pragas e doenças, que já é utilizado para monitorar mais de 1 milhão de hectares em todo o Brasil.
Entenda como o Aegro facilita a prática do manejo integrado!
1. Planejando as atividades de MIP
Um ponto decisivo para o sucesso do seu controle de pragas é manter a regularidade do monitoramento.
No Aegro, você pode montar um cronograma de trabalho para garantir que as amostragens sejam coletadas conforme a frequência estabelecida.
Comece definindo a data em que o monitoramento será realizado e atribua as atividades para os membros da sua equipe.
Depois você consegue acompanhar o progresso das atividades pelo aplicativo, verificando quais pontos já foram inspecionados.
Tela de monitoramento do progresso das atividades
2. Monitoramento orientado por GPS
Ao planejar o monitoramento, você pode determinar quais pontos da lavouraserão inspecionados.
O Aegro oferece tecnologia de georreferenciamento para tornar o seu MIP mais preciso.
Assim, quando os monitores estiverem no campo, eles conseguirão consultar pelo aplicativo o local exato em que deve ser coletada a amostragem.
Basta ativar o localizador do celular e abrir o Aegro, que o aplicativo indica o ponto de coleta mais próximo.
3. Registro de amostragens pelo celular
O Aegro acaba com a confusão dos cadernos de campo. Com ele, é possível registrar o monitoramento de pragas pelo celular, e você evita perder qualquer informação.
Você informa a quantidade de pragas encontradas na amostra e ainda pode inserir informações complementares, como estande de plantas e estádio fenológico.
O aplicativo também permite que você anexe fotos durante a coleta dos dados para garantir um registro ainda mais detalhado.
E a melhor parte é que o Aegro funciona mesmo sem internet!
Registros de amostragens
4. Mapa com os níveis de infestação
Após a coleta das amostras, você pode conferir o resultado do seu monitoramento pelo computador.
O Aegro prepara um mapa de calor que apresenta a quantidade de pragas encontrada em cada ponto da plantação:
a cor verde significa que nenhuma praga foi registrada;
amarelo e laranja representam áreas que estão no nível de controle;
vermelho indica infestações acima do nível de controle.
Esses mapas te ajudam a entender quando e onde é necessário entrar com medidas de controle.
Você passa a pulverizar de maneira mais assertiva e reduz custos com defensivos agrícolas.
Mapa de calor
5. Alerta sobre a incidência de pragas
Para assegurar que nenhuma situação de perigo passe despercebida, é possível configurar alertas no Aegro.
Desta forma, o aplicativo notifica seu computador e seu celular sempre que uma praga atinge o nível de controle.
Com um clique na notificação, você descobre o local da infestação e toma providências rapidamente.
Este recurso é excelente para quem precisa se manter atualizado mesmo a distância.
6. Histórico detalhado dos talhões
A grande vantagem de integrar o MIP à gestão da fazenda é obter uma visão completa da lavoura.
No Aegro, você visualiza o histórico de pragas de cada talhão junto ao seu controle de manejo. Ou seja, fica mais fácil analisar se as suas aplicações tiveram o impacto esperado nas pragas.
Use essas informações para descobrir os produtos mais eficazes e direcionar seus investimentos no futuro.
Primeira antena 5G em área rural: instalação impulsiona a agricultura digital e de precisão e reforça o protagonismo do Brasil no agronegócio
O Brasil ganhou, em maio de 2021, sua primeira antena 5G em área rural, instalada em uma fazenda experimental de produção de algodão, em Mato Grosso.
Mais que uma ferramenta tecnológica, a instalação do 5G em uma fazenda representa um passo importante do país em seu protagonismo no agronegócio mundial.
Com ela, produtores rurais ampliam investimentos em agricultura digital e de precisão e fortalecem a eficiência, a competitividade e a sustentabilidade econômica e ambiental.
Saiba o que já está sendo feito no campo através do sinal 5G e quais são as possibilidades de ampliação do uso dessa tecnologia.
A tecnologia 5G e seus avanços
O 5G é a quinta geração de tecnologia para rede de internet móvel. Ela surge da evolução natural das gerações anteriores — 2G, 3G e 4G.
O sinal 5G é 10 vezes mais rápido que o 4G. Isso possibilita o avanço da automação no campo, com o uso da inteligência artificial e da robótica.
A tecnologia traz diversos avanços para a sociedade, para além do aumento da velocidade na conexão.
Especialistas afirmam que os avanços do 5G terão maior impacto no mundo dos negócios, sobretudo nos processos produtivos, gerenciais e comerciais do setor agrícola.
Salto para a agricultura 5.0
A Embrapa Informática Agropecuária considera que o 5G no setor agrícola favorece a introdução da agricultura 5.0, caracterizada pela automação de toda a cadeia produtiva.
Desse processo, fazem parte a inteligência artificial, a robótica, a biologia sintética (que permite a impressão 4D) e a agricultura vertical.
No Brasil, a maioria das fazendas que utilizam tecnologia estão na fase da agricultura 3.0, e algumas já estão em transição para a agricultura 4.0.
No Brasil, a tecnologia foi inaugurada em dezembro de 2020, em Rio Verde, Goiás.
A instalação foi resultado de uma parceria entre as empresas Claro, a chinesa Huawei (detentora da tecnologia 5G), a Prefeitura de Rio Verde e Governo do Estado de Goiás.
1. Monitoramento da lavoura em tempo real
Em Goiás, os aparelhos com sinais de transmissão 5G foram instalados na Fazenda Nycolle (1.100 hectares) e no Ceagre (Centro de Excelência em Agricultura Exponencial).
Além disso, foi disponibilizada uma torre móvel de transmissão e aproveitada a estrutura de uma torre com sinal 4G da Claro, que passou a operar com o 5G.
Na fazenda de soja, milho e pecuária de leite, a tecnologia permite que um drone e um rover, equipados com câmeras de 360 graus, façam o monitoramento.
As imagens são transmitidas em tempo real para óculos de realidade virtual usados pelo fazendeiro Cairo Arantes, que não precisa sair da sede da propriedade para acompanhar tudo o que acontece pela fazenda.
Rover utilizado no monitoramento na Fazenda Nycolle com tecnologia 5G
O mesmo trabalho que o fazendeiro faz em uma manhã com o sinal 5G, da forma convencional era feito em três a quatro dias.
Arantes também realiza experimentos com a tecnologia na pecuária de leite, para aprimoramento dos processos reprodutivos, como na detecção do cio em vacas.
Um estudo recente mostrou, inclusive, que o uso de sensores instalados em cochos favorece a identificação do cio em vacas-leiteiras com 6 horas de antecedência.
3. Potencialização do trabalho
Álvaro Salles, diretor executivo do IMAmt (Instituto Mato-Grossense de Algodão), informou ao blog da Aegro que o 5G potencializará o trabalho com máquinas agrícolas e automatização do tratamento com animais.
“Com o 5G, há possibilidade de utilizar a inteligência artificial para analisar dados, fazer o monitoramento com máquinas, câmeras, sensores. Facilita muito, é mais rápido”, disse.
Segundo Salles, uma das ideias com a legalização do sinal 5G no Brasil é avançar com a tecnologia para a área comercial e realizar contratos digitais de negociação.
Vitrine tecnológica em Mato Grosso
Um experimento semelhante ao de Goiás é realizado em Mato Grosso, a partir do monitoramento da lavoura em tempo real com drone e óculos de realidade virtual.
Em Mato Grosso, a instalação da primeira antena 5G (que possui 45 metros de altura), uma vitrine tecnológica do agronegócio será montada em uma fazenda modelo.
A propriedade rural, localizada em Rondonópolis, pertence ao IMAmt, que investiu R$ 200 mil com a instalação da antena.
A tecnologia da finlandesa Nokia possui sinal de 700 MHz que alcança 15 km², em área plana. A Nokia usa o 5G standalone, conhecido como 5G puro.
Leilão do 5G apontará diretrizes da tecnologia no país
A realização dos experimentos são apenas demonstrativos, já que o sinal 5G ainda não tem autorização para funcionar no Brasil.
A autorização virá após a realização de um leilão pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), previsto para o primeiro semestre de 2021.
O leilão prevê a oferta das frequências de 700 MHz, 2,3 GHz, 3,5 GHz e 26 GHz. Segundo o Governo Federal, elas são as mais adequadas para a expansão do serviço no país.
Além de prover a tecnologia 5G, as vencedoras do leilão terão de atender com 4G ou superior áreas com mais de 600 habitantes, o que favorece muito as áreas rurais.
Cidades com mais de 30 mil habitantes terão tecnologia 5G.
Neste artigo, você viu a importância da instalação da primeira antena 5G em área rural para o agronegócio no Brasil e os avanços decorrentes dessa tecnologia.
É importante ressaltar a evolução da agricultura e os avanços que podem ser alcançados com a tecnologia 5G, o que abre oportunidades diversas para os produtores rurais.
Os avanços aconteceram rapidamente: em 1990, estávamos na agricultura 3.0; em 2015, na 4.0; e agora, após 6 anos, já vemos a agricultura 5.0 bater à porta.
Isso mostra como você deve acompanhar a evolução e ter cada vez mais a tecnologia como aliada para melhorar o gerenciamento da fazenda.
Fechamento de safra: como é feito, o que influencia e como a tecnologia pode ser sua aliada nesse processo
Toda a produção é voltada para a rentabilidade! Quantas vezes você pensou se a safra te daria ou não o retorno esperado? Se pagaria todas as aplicações e operações feitas?
Para você não perder noites e dias pensando a respeito, algumas atitudes durante os meses de produção podem e devem ser tomadas.
Saber o que foi gasto, quanto foi colhido e por quanto foi vendido te ajuda neste processo, mas apenas isso não basta.
Neste artigo, te mostrarei 5 passos para você saber se sua safra foi rentável e qual sua lucratividade. Confira!
O mesmo está ocorrendo com as demais culturas de primeira safra. O milho, com crescimento de 3,7% superior em relação à safra passada, estima 106,4 milhões de toneladas.
Esse aumento de produção foi reflexo da expansão das áreas de produção para as culturas de milho e soja, principalmente.
O que impulsionou esse aumento de área foram os preços elevados dos grãos dessas culturas, no segundo semestre de 2020.
Entretanto, o custo de produção também foi superior, com aumento de fertilizantes, defensivos, sementes, dentre outros insumos necessários para produção.
(Fonte: Canal Rural)
Ao finalizar a colheita, não basta apenas ver o valor recebido pela sua produção e achar que tudo foi lucro. Para saber sua lucratividade exata você precisa fazer um planejamento, antes mesmo de iniciar a lavoura.
Veja nos tópicos abaixo algumas informações que te ajudarão a fazer o fechamento de safra de modo fácil e correto.
Por que fazer o fechamento da safra?
O aumento do valor pago na saca do produto colhido foi um estímulo ao produtor.
Entretanto, ao final da safra, também olhe o valor gasto para a implantação, manutenção e colheita da sua lavoura. Somente assim você saberá sua rentabilidade exata.
Fechar a safra é fazer o cálculo de tudo que foi gasto com a lavoura, inclusive mão de obra, energia, escritório. Também tenha em mãos tudo o que você recebeu com a venda do produto.
Assim, o cálculo do fechamento fornece informações importantes, como onde foi o maior gasto de dinheiro desta safra.
Através dessas informações, você pode chegar a conclusões como:
O que é necessário mudar para a próxima safra e garantir mais lucro?
Ao saber o destino do dinheiro da sua lavoura, você consegue tomar decisões mais assertivas sobre como economizar mais, além de fazer o planejamento para a próxima safra.
Saber quanto foi gasto e recebido te permite entender quanto terá em caixa para a próxima safra.
Como fazer o fechamento da safra?
Antes de conferir o passo a passo, veja algumas informações sobre neste vídeo que eu separei:
Para o cálculo de final de safra, são necessários dados do início da atividade, que muitas vezes começa antes mesmo da semeadura.
Fazer o balanço de quanto foi gasto e quanto foi recebido é importante. Você anota tudo o que gasta, inclusive as despesas cotidianas?
Pensando em auxiliar você nessa etapa final da safra, separei alguns passos para te ajudar.
1. Faça o planejamento
A agricultura é uma atividade de ciclos, então é possível planejar o que e quando será semeado.
Sabendo o que será cultivado, você consegue comprar os produtos antecipadamente, conseguindo tempo para pesquisar enegociar preços.
Esse é um passo importante, porque ao planejar, você diminui seus custos, sabe aproximadamente quanto irá gastar na safra, e com isso, determina o valor mínimo necessário de venda.
Não se preocupe se você não fez o planejamento da safra atual. Ainda é possível fazer o fechamento.
2. Tenha todos os gastos anotados
Anotar todos os gastos, inclusive aqueles que você tem no cotidiano da fazenda, como parafusos, mangueiras de máquinas, por exemplo, é de extrema importância.
Para te ajudar a fazer um fluxo de caixa rápido e sem complicações, separei uma planilha gratuita. Para baixar, clique na figura a seguir:
3. Separe suas despesas pessoais das despesas da fazenda
Um erro muito comum é misturar as contas pessoais com as contas da fazenda.
Já que muitas vezes a agricultura é uma atividade familiar, os gastos acabam se misturando.
Ter controle do que foi gasto com a fazenda faz com que seus custos fiquem mais corretos, e consequentemente, o valor da sua lucratividade também.
4. Acompanhe os preços de venda
Os preços de venda da maioria das culturas agrícolas estão em alta nos últimos meses, acompanhados por grande volatilidade dos preços pagos ao produtor.
Sabendo seu fluxo de caixa e seu custo de produção, é possível saber qual o preço mínimo de venda da produção para pagar os gastos e ter uma margem de lucro.
É muito importante sempre acompanhar o preço pago pelo seu produto.
Lembre-se, no entanto, de que os preços podem sofrer quedas e altas em curto espaço de tempo. Fique atento(a) para fazer a melhor negociação para sua empresa rural.
Tendo todos os dados, é possível fazer as contas e saber realmente qual foi sua lucratividade. Então tire um tempo após a finalização da safra e faça as contas.
Utilize todas as informações anotadas durante a safra e pronto, você saberá quais foram seus gastos, seus recebimentos e sua rentabilidade.
Utilizando tecnologia no fechamento de safra
A tecnologia te auxilia em diversos momentos, e no fechamento da safra não é diferente!
Um aplicativo de gestão agrícola como o Aegro facilita o controle de despesas e receitas ao longo de todo o processo produtivo.
Assim, quando você chega no final da safra, bastam alguns cliques para descobrir quais talhões da fazenda deram lucro ou prejuízo.
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Conclusão
O fechamento de safra deve ser realizado para você ter a melhor noção possível da situação do seu negócio e saber se ele foi rentável.
Ao fazer o fechamento, você saberá quanto tem em caixa, e se esse valor será suficiente para custear a próxima safra.
Para te auxiliar nessa jornada, existem tecnologias como o software da Aegro. Com ele, suas contas ficaram mais claras, corretas e rápidas.
Você faz o cálculo dos valores gastos e recebidos na sua lavoura? Já utilizou o software Aegro para te auxiliar a fazer o fechamento de safra? Deixe seu comentário abaixo!
Cafeicultura de Precisão: como técnicas inovadoras aliadas às tecnologias favorecem o aumento da produtividade, redução de custos e sustentabilidade
A cafeicultura de precisão é um modelo de gestão da fazenda que se utiliza de tecnologias para o manejo da lavoura em taxas variáveis, com baixo impacto ambiental.
Também chamada de Cafeicultura 4.0, a técnica possui diversas ferramentas que favorecem a maior eficiência na produção e a sustentabilidade econômica.
Neste artigo, saiba as vantagens que ela oferece e as metodologias de aplicação. Confira!
Pesquisas sobre a técnica e métodos de aplicação mostram a redução de custos com insumos, aumento da produtividade e baixo impacto ambiental.
Apontam também a viabilidade em pequenas, médias e grandes áreas, com cultivo do arábica ou robusta (conilon).
Essência da AP
Em sua essência, a cafeicultura de precisão é baseada em dois conceitos da AP (Agricultura de Precisão): o de variabilidade espacial e o de variabilidade temporal.
As variabilidades espacial e temporal apontam as particularidades do cafezal e fornecem dados para tomada de decisão, manejo eficiente e planejamento da safra.
Mapa de variabilidade espacial para aplicação de fósforo em taxa variável (Fonte: PrecisãoAP)
Com isso, diversas variáveis que influenciam na produtividade do cafeeiro podem ser melhores gerenciadas, tais como:
propriedades físicas e químicas do solo e das plantas;
incidência de pragas e doenças e o índice vegetativo;
Ocorre ainda redução de 7,1% no consumo de combustível e na emissão de dióxido de carbono na atmosfera, o que dá mais sustentabilidade à lavoura.
Ferramentas de AP para a cafeicultura
As ferramentas utilizadas na cafeicultura de precisão são as tecnologias (máquinas, softwares, equipamentos, etc.) e as metodologias de aplicação.
Dentre as tecnologias, estão o GNSS (Global Navigation Satellite System), o GPS (Global Position System) e os SIGs (Sistemas de Informações Georreferenciadas).
Elas atuam com monitores, pilotos automáticos, sensores, drones, aplicativos e softwares instalados em máquinas, implementos, computadores e celulares.
A regulagem da máquina é manual, mas a amostragem da variabilidade espacial sobre a maturação dos frutos pode ser por meio da AP.
Mapa de variabilidade espacial da maturação dos frutos e uma área de produção de café com pivô central em Minas Gerais (Fonte: Felipe Santinato)
Drones e sensores
Na cafeicultura, os drones são muito úteis para em áreas onde não é possível a mecanização devido à topografia irregular.
Muitos são equipados com câmeras RGB e NDVI (alta resolução) e sensores multiespectrais que identificam desde déficits nutricionais até pragas e doenças.
Há drones que sobrevoam 20 hectares em 15 minutos e coletam informações sobre a quantidade de plantas e identificam falhas de plantio.
Na pulverização, o drone reduz tempo e custos: em 10 minutos, cobre 1 hectare.
Ortomosaico georreferenciado de área de produção de café para contagem das plantas (Fonte: Plan4r)
Os sensores são uma ferramenta importante para o manejo nutricional.
Por esse método, o tempo de análise foliar, normalmente de 30 dias, caiu para 1 dia.
Análise foliar do N no cafeeiro a partir do sensoriamento remoto (Fonte: Crislaine Ladeia)
Metodologias mais utilizadas
O uso das ferramentas tecnológicas segue metodologias de aplicação. Os métodos mais conhecidos são os seguintes:
geoestatística;
malhas amostrais;
semivariograma;
índices de Moran Local (IML) e Global (IMG);
krigeagem;
mapas de isolinhas;
modelagem de SIGs.
A mais utilizada entre os pesquisadores é a geoestatística, que é fundamentada em dois conceitos: o de semivariograma e o de krigeagem.
O semivariograma tem o papel de descrever a estrutura da variabilidade espacial e a krigeagem prediz valores não medidos, sem tendenciosidade e com variância mínima.
A utilização dessas tecnologias e métodos possibilita fazer mapas de variabilidade espacial e temporal para gerenciamento eficiente da lavoura.
Os softwares realizam a leitura dos mapas e, por meio de comandos hidráulicos e eletrônicos, regulam a dose e aplicam a quantidade necessária do insumo.
Há no mercado softwares com imagens de satélite em alta resolução: as imagens são em WDRVI, mais potentes que o NDVI dos drones. A licença de utilização para 50 ha custa R$ 500/ano.
Com essas imagens, é possível verificar oíndice vegetativo, monitorar pragas e doenças, construir zonas de manejo e identificar falhas de plantio.
Como aplicar a cafeicultura de precisão
Como vimos, a cafeicultura de precisão pode ser aplicada de várias formas e sua eficiência depende das tecnologias e do método.
Mas há também maneiras de praticar a AP sem muitos recursos tecnológicos.
Por exemplo: se sua área de produção tem 20 ha, faça a divisão em 5 subáreas de 4 ha ou em 4 subáreas de 5 ha. Após isso, realize análise de solo em cada subárea.
A divisão deve ser feita com o uso de um aplicativo com GPS, a exemplo do Fields Area Measure, de fácil manuseio.
Análise de solo de uma área de 20 ha, dividida em quatro subáreas de 5 ha, mostra níveis diferentes dos atributos químicos (Fonte: Labominas)
Variabilidade espacial
Faça a análise de solo de cada subárea e crie um mapa (numa folha de papel mesmo) com as particularidades químicas das subáreas.
Dessa forma, você observará a variabilidade do cafeeiro e fará um manejo mais eficiente, pois haverá recomendações diferentes.
E, como consequência, será gasto só o necessário com insumos.
Você pode obter imagens NDVI pelo sistema, para avaliar áreas historicamente problemáticas e direcionar as suas amostragens de solo.
Além disso, o software possui um módulo especializado no monitoramento de pragas que ajuda você a mapear focos de infestação e realizar aplicações localizadas.
Todo o cronograma de manejo pode ser planejado e controlado no Aegro a partir do celular. O aplicativo utiliza tecnologia de georreferenciamento para facilitar as movimentações da equipe no campo.
Outra vantagem do Aegro é que ele computa todos os seus gastos com insumos, oferecendo uma análise de rentabilidade por talhão ao final da safra.
Assim você verá, com clareza, o retorno financeiro das técnicas de AP na sua fazenda.
Os métodos e tecnologias da cafeicultura de precisão estão em aperfeiçoamento, mas não restam dúvidas sobre os impactos positivos que ela gera no setor.
Neste artigo, mostramos como ela pode beneficiar o manejo da sua lavoura e, consequentemente, sua produtividade.
Falamos ainda sobre as principais ferramentas de AP e as dicas de como praticar a cafeicultura de precisão mesmo sem muitos recursos tecnológicos.
Então, aproveite essas informações, busque mais conhecimento sobre como aplicar a técnica em sua lavoura e se beneficie das vantagens que ela oferece. Você e o meio ambiente só terão a ganhar!
Restou alguma dúvida sobre a cafeicultura de precisão? Deixe seu comentário!
Gestão de risco no agronegócio: entenda como fazer um gerenciamento bom o suficiente para enfrentar os desafios do agro e minimizar chances de um resultado negativo
O agronegócio está sujeito a fatores de risco das mais variadas fontes: clima, fatores agronômicos, mercado e por aí vai…
São muitas situações variáveis e que se não forem bem gerenciadas, você sabe, podem colocar todo seu lucro a perder.
Mas como fazer uma gestão de riscos boa o suficiente para enfrentar os desafios do agro e minimizar as chances de um resultado negativo na empresa rural?
Nesse artigo, vou te apresentar 4 passos para fazer uma boa gestão de riscos no agronegócio e diminuir as incertezas na operação da sua fazenda.
O que é gestão de risco no agronegócio
A gestão de risco é o processo de identificar e administrar os riscos existentes em uma atividade. E essa é uma das tarefas mais importantes de qualquer gestor em uma fazenda ou agroindústria.
No agronegócio, há fatores de risco de diversas fontes, tanto do próprio sistema quanto relacionadas a fatores agronômicos, climáticos, de mercado e de estratégia organizacional.
Qualquer evento incerto que possa impactar um negócio e ao qual é associada uma probabilidade de ocorrência, é considerado um fator de risco. Entende-se, portanto, o risco como incerteza.
E gerenciar essas incertezas é muito diferente de gerenciar estratégia.
A gestão de riscos se concentra no negativo – ameaças e falhas – em vez de oportunidades e sucessos.
Isso vai exatamente contra a cultura do “vai dar tudo certo” que a maioria das equipes de liderança tenta promover ao implementar um novo projeto na fazenda.
Muitos líderes tendem a desconsiderar o futuro e relutam em gastar tempo e dinheiro agora para evitar um problema em um futuro cada vez mais incerto.
Além disso, diminuir riscos normalmente envolve dispersar recursos e diversificar investimentos, exatamente o oposto do foco intenso de uma estratégia que visa o sucesso a todo custo.
Vou explicar melhor como fazer uma gestão de riscos simples e efetiva em 4 passos.
4 passos para iniciar uma gestão de risco em sua fazenda
1 – Identificação
Nessa etapa, é muito importante fazer uma análise de dados históricos do seu negócio rural. Issotorna possível a identificação de riscos que podem causar impactos negativos na rentabilidade da fazenda.
Também devem ser estabelecidas premissas em relação ao contexto atual da safra e os riscos relacionados a ela.
Aqui temos algumas ferramentas que podem ser utilizadas:
Um software de gestão rural como o Aegro é capaz de organizar, de forma simples e rápida, as informações necessárias para auxiliar nessa etapa.
Com relatórios agrícolas que são gerados em poucos cliques, os gestores podem ter acesso a informações sempre atualizadas e diretamente no celular.
2 – Classificação
À medida que se mapeiam todos os riscos que podem acontecer, a próxima etapa é priorizá-los através de uma classificação dos riscos.
Nem todo risco mapeado precisa ser mitigado, controlado ou extinto. E como fazer a priorização dos riscos mais importantes?
A importância do risco é determinada por duas variáveis: probabilidade e impacto.
Probabilidade
A probabilidade consiste na medição de quão provável é a ocorrência do risco.
Em outras palavras, é preciso avaliar o quão fácil ou difícil é que determinado risco aconteça, por exemplo, medir o quão provável é que chova hoje.
A probabilidade deve ser medida em níveis como: muito baixo, baixo, moderado, alto e muito alto.
Elas também podem ser convertidas em porcentagens para facilitar o entendimento, sendo:
Muito baixo = 1% a 10%;
Baixo = 11% a 30%;
Moderado = 31% a 50%;
Alto = 51% a 70%;
Muito alto = 71% a 90%.
Impacto
O impacto se refere às consequências do risco caso ele venha a ocorrer. Ou seja, quais serão os prejuízos ou danos causados caso o risco aconteça de fato.
O impacto pode ser negativo (como prejuízos financeiros, danos ao maquinário, por exemplo) ou positivo (como novas oportunidades de negócio, utilização de uma nova tecnologia, redução de taxas ou impostos, etc.).
O impacto também é medido em níveis como: muito baixo, baixo, moderado, alto e muito alto.
Portanto, para classificarmos o risco, fazemos o cruzamento dos números absolutos de probabilidade e impacto. Assim, teremos um indicador de criticidade do risco. Quanto maior o indicador, mais crítico é o risco.
Recomenda-se colocar essas informações em uma tabela para melhor visualização.
3 – Plano de Ação
Após priorizar os maiores riscos da sua fazenda, construa as estratégias de respostas para os riscos e os planos de ações para cada um.
As soluções para a atuação sobre os riscos devem ser específicas e realizáveis, aproveitando-se dos ganhos rápidos.
Os planos de resposta são bem individuais para as realidades de cada fazenda. Mas, para documentar os planos de ação, deve-se utilizar alguma metodologia que torne tangível e facilite sua execução, como a 5W2H. Vou explicar melhor!
A 5W2H é a ferramenta usada para compreender um problema ou oportunidade de melhoria sob diferentes perspectivas através de sete perguntas:
O quê?
Por quê?
Quem?
Onde?
Quando?
Como?
Quanto?
Em geral, essa metodologia costuma ser utilizada em projetos para avaliar, acompanhar e garantir que as atividades sejam executadas com clareza e excelência por todos os envolvidos.
Funciona como uma espécie de guia, permitindo elencar passo a passo a estratégia a adotar.
Não por acaso, é uma excelente alternativa para elaborar um plano de ação, seja qual for a necessidade ou problema.
4 – Monitoramento
Definidas as ações e respectivos planejamentos e a priorização, é preciso ter controle sobre a execução e monitoramento de todos os riscos.
Lembre-se: o que não é medido não pode ser gerenciado!
Nessa etapa, é fundamental a definição de Indicadores de Desempenho (KPIs) e implantação de mecanismos de monitoramento e controle.
Definidos de maneira assertiva, os indicadores e processos de controle, são capazes de dar as informações certas para a tomada de decisão. Isso, portanto, diminui ou elimina o impacto dos riscos na sua fazenda.
Conclusão
O risco é um fator ligado à gestão e que deve ser analisado pelo produtor, assim como já é feito com pragas agrícolas, solo, clima, etc.
Você pode produzir bem, com eficiência operacional acima da média e bons números, mas se não têm um resultado líquido satisfatório, pode até amargar prejuízos. Isso é resultado da ineficiência administrativa.
Por isso, um dos caminhos para o sucesso, indiscutivelmente, tem que considerar os outros riscos. É preciso entendê-los, conhecê-los, encará-los, evitá-los (quando possível) e mitigá-los, até mesmo para utilizá-los a seu favor.
Aqui mostramos como fazer uma boa gestão de riscos e como um software agrícola pode te ajudar nesta missão!
Espero que com todas as dicas, você diminua as incertezas na gestão da sua fazenda!