Como restituir o seguro do maquinário perdido em desastres ambientais?

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Para proteger seus investimentos no agronegócio, invista em um seguro para máquinas agrícolas

O seguro de maquinário é uma ferramenta indispensável hoje para os agricultores e/ou proprietários de máquinas agrícolas. Diante de imprevistos e desafios enfrentados, como o desastre natural que atingiu o Rio Grande do Sul em maio de 2024, é fundamental ter a segurança de que os equipamentos utilizados nas atividades estão protegidos.

Os equipamentos agrícolas são bens essenciais e estão diretamente relacionados à eficiência das propriedades rurais. Dessa forma, nada melhor que proteger esse patrimônio também.

O que é o seguro de maquinário

O seguro de máquinas agrícolas engloba desde tratores robustos até colheitadeiras de alta tecnologia. Esses equipamentos representam investimentos significativos cuja funcionalidade é fundamental para o sucesso das operações agrícolas.

Este seguro é um salvaguarda contra uma série de riscos, como danos causados por acidentes ou fenômenos naturais (tempestades e inundações). Com o seguro, é possível cobrir reparo/substituição de equipamentos danificados.

Além disso, é possível personalizar o seguro de maquinário agrícola para incluir coberturas adicionais, como responsabilidade civil e perda de renda, garantindo que o agricultor esteja preparado para enfrentar não apenas danos físicos, mas também as consequências financeiras dos eventos.

Portanto, investir em um seguro de maquinário é uma decisão estratégica para qualquer negócio do campo. Além de proteger contra perdas significativas, ele também garante a continuidade das operações.  

Quem pode contratar o seguro de máquinas agrícolas

O seguro de maquinário agrícola pode ser contratado por:

  • Agricultores;
  • Proprietários de máquinas agrícolas;
  • Gestores de fazendas.

Como funciona o seguro de maquinário

O seguro funciona como uma proteção financeira contra perdas ou danos às máquinas e equipamentos utilizados na agricultura, mas também pode englobar coberturas adicionais.

Se tratores de uma propriedade agrícola forem furtados, por exemplo, se o proprietário desses tratores tiver o seguro de máquinas agrícolas, basta que ele acione e siga todo o processo de sinistro conforme consta na apólice. Isso alivia a perda financeira que ele teria de arcar caso não possuísse a proteção.

Quais bens estão cobertos no seguro

O seguro de máquinas agrícolas cobre uma gama de equipamentos utilizados na agricultura, tais como tratores, colheitadeiras, plantadeiras, pulverizadores, bem como outros maquinários essenciais para o plantio, cultivo e colheita.

Além disso, o seguro pode cobrir acessórios e implementos agrícolas acoplados ou utilizados em conjunto com as máquinas principais.

As coberturas específicas e os bens cobertos pelo seguro podem variar conforme a seguradora e o plano contratado, sendo importante verificar os detalhes da apólice para entender completamente o escopo da proteção eferecida.

Por que fazer o seguro de máquinas agrícolas

Fazer o seguro de máquinas agrícolas é uma decisão estratégica e prudente para qualquer profissional do setor agrícola.

Primeiramente, o seguro garante proteção financeira contra imprevistos e acidentes que podem causar danos significativos às máquinas e equipamentos, que são, sem dúvida, os pilares da produtividade no campo.

Além disso, ao assegurar a rápida recuperação ou substituição de equipamentos danificados, o seguro ajuda a minimizar o tempo de inatividade, mantendo a operação agrícola em pleno funcionamento.

Diante dos desafios climáticos e dos riscos inerentes às atividades agrícolas, contrar com um seguro específico para máquinas agrícolas proporciona uma camada extra de segurança e tranquilidade para o agricultor.

Quais as coberturas do seguro de máquinas agrícolas

O seguro de maquinário oferece uma ampla gama de coberturas para proteger os equipamentos essenciais utilizados no agronegócio. Essas coberturas são projetadas para minimizar as perdas financeiras e operacionais em caso de eventos inesperados.

  • Incêndio, queda de raio, explosão e danos de causa externa;
  • Perda de aluguel;
  • Pagamento de aluguel a terceiros;
  • Operação de equipamentos em proximidade de água;
  • Danos elétricos;
  • Roubo e/ou furto;
  • Acidentes para viagens de entrega;
  • Responsabilidade civil (para equipamentos móveis);
  • Acidentes pessoais do operador;
  • Quebra de vidros;
  • Colisão, capotamento e tombamento;
  • Despesas de salvamento;
  • Lucros cessantes.

Quais os riscos excluídos do seguro

Algumas situações e alguns eventos não são cobertos pela apólice de seguro de maquinário. Isso se dá pela natureza previsível do dando, alto risco envolvido ou por serem considerados como responsabilidade do segurado.

  • Desgaste natural;
  • Falha de manutenção;
  • Ação intencional;
  • Operação inadequada;
  • Desastres naturais específicos;
  • Guerra e conflitos;
  • Contaminação e poluição;
  • Fraude.

Dessa forma, é crucial revisar cuidadosamente a apólice de seguro para compreender completamente quais riscos estão excluídos e considerar a contratação de coberturas adicionais, se necessário, para garantir a proteção de suas máquinas agrícolas.

Conclusão

A contratação de um seguro para maquinário é crucial na gestão de riscos no setor agrícola. Ele proporciona segurança financeira, garantindo que operações agrícolas possam continuar sem interrupções significativas, mesmo diante de imprevistos como danos físicos, roubos e desastres naturais.

O seguro não é só uma medida de precaução, mas também, é um investimento estratégico na proteção e no futuro do seu negócio. Diante dos desafios e incertezas inerentes à agricultura, assegurar-se contra potenciais perdas é um passo prudente que todos no agronegócio devem considerar.

Precisando restituir o seguro de máquinas agrícolas perdidas devido a problemas ambientais? Agende já uma demonstração conosco e descubra como o Aegro pode facilitar o processo de recuperação e gestão de seguros. Não perca tempo, comece a proteger seus investimentos e garantir a continuidade das operações agrícolas agora mesmo!

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Preparação do maquinário para a colheita

A importância de ter o maquinário preparado e em boas condições, aumento a eficiência da colheita, diminuindo perdas e gerando mais lucro.

A produtividade da atividade agrícola depende de inúmeros fatores, desde o preparo do solo, plantio, manejo da lavoura e colheita. Por estar no final do ciclo, a colheita assume papel importante, pois qualquer erro pode colocar toda a produção a perder.

A janela de colheita normalmente é bastante curta pois a melhor condição de colheita do produto se dá em um momento bastante específico. Por isso, qualquer atraso na colheita pode gerar perdas na produção, na quantidade e qualidade colhida.

Dessa forma, ter o maquinário em boas condições é primordial para a boa condução da colheita, principalmente em propriedades mais extensas em que o maquinário precisa ser utilizado em várias áreas.

Nesse texto falaremos sobre os principais pontos de preparo do maquinário para a colheita visando maior eficiência e menores perdas.

Estrutura e tipos de colhedeira

Existem diferentes tipos de colhedeiras e sua classificação vai de acordo com características específicas. Porém, as colhedeiras normalmente têm sistemas básicos a quase todos os tipos. Esses sistemas são denominados: sistema de corte e alimentação, sistema de trilha e sistema de separação e limpeza.

Abaixo damos alguns exemplos de tipos de colhedeiras.

Quanto ao tipo de cultura:

  • Colhedeiras de café e de outros frutos: a tecnologia nesse tipo de colhedeira tem que ser mais sensível, evitando danos aos frutos;
  • Colhedeiras de cana: é uma colheita de planta inteira, porém com possibilidade de limpeza e descarte de algumas partes;
  • Colhedeiras de forragem/silagem: colheita de plantas inteiras e corte em partes menores;
  • Colhedeiras de grãos: separação de palha e grãos e limpeza do produto colhido para transferência ao compartimento graneleiro.

Quanto ao funcionamento:

  • Automotriz: tem sistema motor próprio;
  • De arrasto: podem ter motor externo acoplado ou serem ligadas ao trator;
  • Montadas: necessitam estar acopladas a um trator para funcionamento.

É claro que cada tipo de colhedeira funciona de maneira diferente e necessita de manutenções e preparações diferentes para estar em boas condições de uso. Nesse artigo iremos trazer informações gerais e não específicas de um tipo de colhedeira.

Checklist de itens da colhedeira

A verificação de condições do maquinário de colheita é importante principalmente para diminuir as chances de falhas durante a operação. Dessa forma, a vistoria mostra a necessidade de manutenções preventivas e preditivas, que evitam a necessidade de manutenções corretivas que causam atrasos na colheita.

Nesse link você pode conhecer mais sobre a manutenção de máquinas agrícolas.

Cada tipo de máquina tem um checklist de itens a serem revisados e mesmo entre as colhedeiras há diferenças nos tipos e marcas. Porém, há algumas funções básicas que devem ser verificados.

É importante que todo o processo de verificação das condições da máquina seja feito em avanço, durante a entressafra ou em uma época bem anterior à colheita. Assim, tem-se tempo hábil para correções, trocas de peças e consertos antes do seu uso.

Abaixo citamos pontos principais de verificação, tendo como exemplo uma colhedeira de grãos:

  • Sistema de iluminação: verificar a iluminação interna da cabine e os faróis, principalmente para operações noturnas, no início ou final do dia;
  • Sistema motriz e de força: verificar o motor, níveis de óleo e sistema de refrigeração e lubrificação. Além disso deve-se verificar os eixos e rodados que movimentam a máquina, bem como os sistemas de transmissão;
  • Sistemas auxiliares: verificar lubrificação de partes móveis, conexão de partes fixas, mangueiras e níveis de líquidos de lubrificação, condução e resfriamento, borrachas e amortecedores de contenção de impactos, etc…
  • Sistema de corte e alimentação: essa verificação é importante para garantir que as peças responsáveis pelo corte e transporte à etapa seguinte estejam em perfeito estado. Deve-se verificar a afiação dos sistemas de corte, folgas nos componentes e desgastes de peças. Essa é a etapa em que há maiores perdas na colheita, por falhas no corte e embuchamento da máquina;
  • Sistema de trilha: essa etapa é onde os grãos são desprendidos e soltos das vagens ou espigas. Deve-se verificar os rolamentos, peças dentadas e correias. É importante que esses ajustes sejam bem executados para evitar danos às sementes/grãos e perda de qualidade do produto;
  • Sistema de limpeza e separação: o ajuste de jogos de peneiras, transportadores ou fluxos de ar são importantes para evitar que grãos sejam perdidos e descartados, causando perdas importantes;
  • Comunicação e sistemas de agricultura de precisão: nas máquinas mais modernas é importante verificar a comunicação, o sistema de GPS e os sensores responsáveis pelo monitoramento da colheita em tempo real para formação dos mapas de produtividade;
  • Regulagem para colheita: a regulagem de acordo com a cultura a ser colhida é importante para diminuir perdas. Deve-se verificar também a velocidade recomendada.

Exemplo de checklist para colhedeira de cana (Fonte: DCBio)

Pontos importantes para o planejamento e execução da colheita

O planejamento da colheita já se inicia no plantio, quando o produtor decidi quais culturas serão plantadas, os seus ciclos e as datas de plantio.

Alguns pontos, além do maquinário, também devem ser verificados e avaliados antes e durante a colheita.

  • Planejamento de áreas a serem colhidas;
  • Logística de colheita, transporte e armazenagem;
  • Condições climáticas;
  • Estágio de desenvolvimento das plantas em cada lavoura ou talhão;
  • Peças de reposição, combustível e disponibilidade de mão-de-obra;
  • Softwares de gestão de dados e sistemas de agricultura de precisão.

A atividade de colheita envolve muito mais que apenas retirar o produto do campo. É importante se atentar às atividades pré e pós-colheita, dando maior fluidez ao trabalho e evitando problemas.

Melhore a eficiência econômica e operacional do seu maquinário. Ao lado do texto, foto de uma colheitadeira em uma lavoura de trigo

Ferramentas digitais para melhorar a colheita

Hoje existem uma série de plataformas digitais que podem auxiliar o produtor no momento da colheita. São ferramentas que auxiliam na preparação do maquinário e no planejamento da colheita.

Uma das funcionalidades mais importantes está relacionada aos alertas de manutenção, para garantir a eficiência e o desempenho ideal dos equipamentos agrícolas no momento do uso. Isso garante que o equipamento esteja revisado, trazendo diversos benefícios:

  • Menor chance de quebra e manutenção corretiva;
  • Menor retrabalho;
  • Maior assertividade;
  • Colheita do produto no melhor momento;
  • Homogeneidade do produto;
  • Maior eficiência no uso de combustível e mão-de-obra;
  • Aumento da produtividade.

Não deixe que a falta de preparação do maquinário prejudique sua safra! Marque uma demo hoje mesmo e descubra como nossos alertas de manutenção do Aegro podem garantir o pleno funcionamento de seus equipamentos, aumentando sua produtividade e eficiência.

Cuide de suas máquinas com o Aegro

O Aegro desempenha um papel crucial na preparação do maquinário para a colheita, oferecendo uma plataforma abrangente que simplifica e otimiza todo o processo.

Através do sistema, os agricultores podem registrar facilmente todas as atividades relacionadas à manutenção e abastecimento de suas máquinas agrícolas, garantindo que estejam em condições ideais para a colheita.

gestão de máquinas com Aegro
Imagem da tela de gestão de máquinas do Aegro

Além disso, o aegro oferece recursos de planejamento e gestão de custos que permitem aos produtores antecipar as necessidades de manutenção, garantindo uma operação eficiente e sem interrupções durante o período de colheita.

Considerações finais

O investimento em uma máquina colhedeira é altíssimo e, tão mais alto quanto for o seu nível tecnológico. Dessa maneira, ter uma máquina que não esteja apta para realizar seu trabalho é uma perda de dinheiro investido e de tempo na atividade agrícola.

É importante que o produtor tenha o maquinário sempre revisado e aproveite todas as suas funções tecnológicas para aviso de manutenções e conexão dos sensores por meio da internet.

Mesmo em máquinas mais antigas, o operador deve manter todas as manutenções em dia para que ela esteja apta a executar sua funcionalidade quando for momento da colheita.

O Aegro Máquinas tem ferramentas para auxiliar o produtor a integrar informações de seu maquinário a plataformas digitais como Climate FieldView™, John Deere Operations Center e Stara.

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Como uma boa gestão de máquinas agrícolas pode diminuir seus custos de safra

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Como uma boa gestão de máquinas agrícolas pode diminuir seus custos de safra

Gestão de máquinas agrícolas: saiba como uma boa organização te ajuda a aumentar a eficiência e durabilidade dessas ferramentas

As máquinas agrícolas são ferramentas indispensáveis para quem produz. Através delas a agricultura mundial conseguiu enormes avanços em termos de área plantada e produtividade.

Elas permitem maior flexibilidade no campo, execução de tarefas em tempo reduzido, padronização e diminuição de custos de mão de obra. 

Assim como qualquer ferramenta, elas precisam estar preparadas e reguladas para sua função. Isso diminui as chances de erros e perdas relacionadas a esses erros. Para isso, a gestão da frota de uma propriedade é crucial para o bom rendimento do trabalho.

Nesse artigo, veja quais são os benefícios de uma boa gestão de máquinas agrícolas e como fazer esse processo. Aproveite a leitura.

O que é gestão de máquinas e implementos agrícolas?

O termo gestão significa o ato de administrar recursos, pessoas ou qualquer objeto. Em um negócio com margens de lucro cada vez mais apertadas e riscos cada vez maiores, uma boa gestão é a diferença entre o sucesso e o fracasso do empreendedor rural.

A gestão de máquinas é uma das mais importantes para a segurança do produtor. A gestão de máquinas envolve a organização dos maquinários visando o seu uso mais eficiente, com maior retorno e menor custo possível.

Qual a importância da gestão de máquinas?

O maquinário equivale a cerca de 40% dos custos de produção no setor agrícola. Além disso, a depreciação de máquinas acontece rapidamente, o que requer ainda mais cuidado.

Esses valores tendem a ser ainda maiores no futuro, uma vez que as máquinas estão apresentando cada vez mais tecnologias modernas. O objetivo é garantir uma maior automação agrícola e a sustentabilidade da fazenda.

Além dos custos e depreciação, as máquinas agrícolas podem impactar e gerar perdas em outras etapas do processo produtivo. Como exemplo, podemos citar:

  • Gasto de combustível e peças: uma máquina mal regulada tem custos com abastecimento muito maior, além da necessidade de trocas de peças com muito mais frequência que uma máquina bem regulada;
  • Perdas diretas de produtividade: uma colheitadeira que não esteja funcionando corretamente pode causar perdas de produto na colheita ou dano ao produto final, como quebra de grãos;
  • Indisponibilidade e atraso no manejo: uma máquina quebrada pode atrasar etapas importantes do manejo da cultura agrícola. Isso pode causar perdas de produtividade por atraso do preparo de solo e plantio, falta de controle de doenças/pragas, manejo de adubação, e colheita tardia, por exemplo.

A gestão de máquinas agrícolas é importante por diversos motivos. Por exemplo, mais eficiência e qualidade do serviço, diminuição de perdas, menor depreciação, maior capacidade de manejo e menores custos de produção.

Além disso tudo, é claro, essa gestão diminui a necessidade de manutenção corretiva das máquinas.  Além da importância desse processo, vale a pena ficar de olho nos principais benefícios da gestão de máquinas. Dentre eles, podemos citar:

  • Lavouras bem manejadas e com maior capacidade de produção;
  • Operações executadas em menor tempo e no momento ideal do ciclo da cultura;
  • Menor gasto de combustível e diminuição do retrabalho;
  • Maior flexibilidade para solução de situações inesperadas durante a safra;
  • Capacidade de planejamento e execução das atividades com maior assertividade;
  • Maior área de cobertura por cada máquina dentro da propriedade.

Como fazer a gestão da frota?

Dependendo do tamanho da propriedade e da quantidade de máquinas, recomenda-se ter uma equipe específica de gestão de frota agrícola. Porém, nem sempre isso é possível.

Muitas propriedades ainda utilizam métodos mais antigos de gestão, como anotações físicas em cadernos. Porém, esses métodos são de baixo rendimento e podem gerar problemas e indisponibilidade de máquinas por erro humano ou baixa capacidade de avaliação de dados.

Planilhas também podem ser usadas nesse processo. Por isso, separamos para você um kit de gestão do maquinário agrícola, que conta com duas planilhas, um e-book e vídeos. Clique na imagem abaixo para acessar:

Hoje em dia, o uso de softwares de gestão de máquinas e estoques já é uma realidade e aumenta a eficiência desse processo. Essas ferramentas trazem alertas ao responsável e auxiliam na organização do fluxo de informação e das próprias máquinas na propriedade.

Apesar do maquinário ser normalmente robusto, muitas máquinas requerem cuidados especiais que devem estar inclusos nas atividades planejadas no programa de gestão de máquinas agrícolas. Veja alguns desses pontos a seguir.

Monitoramento da necessidade de manutenção 

As manutenções preditivas e preventivas aumentam a vida útil da máquina e evitam a necessidade de trocas de peças por quebra e mal uso. Além disso, elas diminuem a necessidade de manutenções corretivas que impedem as máquinas de executar suas tarefas.

Ou seja: uma boa manutenção através de ações estratégicas diminui os custos. Para isso, é necessário ficar de olho nos principais pontos de manutenção, como:

  • checar periodicamente o nível de água no radiador e o nível de combustível;
  • conferir óleo da correia, do motor e outros pontos de lubrificação da máquina;
  • conferir com frequência os sistemas elétricos;
  • verificar a pressão, conservação e manutenção dos pneus.
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Limpeza das máquinas antes e depois da operação agrícola

Apesar de fazerem parte do checklist de manutenção de máquinas, a limpeza muitas vezes é deixada de lado por ser tratada como uma atividade secundária. Entretanto, uma boa limpeza garante que as máquinas continuem funcionando devidamente.

Condições ideais de armazenamento 

Os galpões de armazenamento necessitam de condições ótimas para armazenamento das máquinas quando estão fora de operação. Isso diminui a chance de problemas e diminui a depreciação.

Previsão de uso

A gestão de máquinas deve incluir também a previsão de época de uso, bem como das horas de uso durante o calendário agrícola. Isso permite uma melhor organização dos trabalhos e garantia da disponibilidade das máquinas no momento de necessidade.

Controle de estoque de peças e de consumo de combustível

Ao prever o número de horas de uso da máquina na propriedade ao longo do ano agrícola, você consegue estimar a necessidade de estoque de peças. Isso sobretudo das peças que precisam de trocas programadas ou mesmo para manutenções corretivas.

Além disso, controlar o estoque e o consumo de combustível também faz parte de uma boa gestão do maquinário. Afinal, esse é um item indispensável para o funcionamento da frota, e é necessário ficar de olho nas quantidades e na necessidade de reposição

Atualizações de softwares e sistemas

Hoje em dia, a gestão de máquinas deve também incluir a verificação e atualização das ferramentas de navegação e de agricultura de precisão. Elas já estão presentes nos maquinários mais modernos.

Facilite a gestão de máquinas com Aegro

Agora que você já sabe como fazer a gestão do maquinário, pode pensar em como simplificar e tornar essa atividade mais prática.

Com o Aegro, você pode controlar a quantidade de combustível utilizado, vinculando o custo do combustível às safras e observando o quanto gastou em cada uma.

Além de registrar o abastecimento das máquinas e veículos, também é possível incluir a depreciação das máquinas, inserir um custo de hora máquina e as datas de manutenção dos equipamentos. Ainda, você pode programar alertas para as próximas manutenções.

Assim você mantém o bom funcionamento e aumenta a vida útil do maquinário. 

Essas informações geram relatórios para auxiliar na gestão do maquinário, como o Relatório de consumo e eficiência de máquinas e veículos. 

Ele fornece dados dos eventos das máquinas para você comparar o consumo e gastos das máquinas, além de facilitar para que sejam encontradas possíveis falhas ou falta de registro. 

Conclusão

As máquinas agrícolas são cada vez mais importantes dentro da propriedade rural. Seus níveis de tecnologia, assim como seus preços, estão em constante aumento. Isso causa uma maior necessidade de gestão de suas condições e do planejamento de uso.

Ter pessoas capacitadas através de cursos de manutenção, operação e gestão de máquinas agrícolas é fundamental. Assim, você consegue atingir maior potencial de produtividade e alcançar maior retorno sobre o investimento feito no seu negócio rural.

Para garantir uma gestão eficiente, não deixe de contar com a tecnologia. Assim, é possível evitar erros e falhas no processo.

Como você faz a gestão de máquinas agrícolas na sua fazenda? Se quiser ficar por dentro de outros artigos sobre maquinário, assine nossa newsletter e receba todas as novidades no seu e-mail.

Como funciona o financiamento de veículo para produtor rural?

Financiamento de veículo para produtor rural: quem tem direito, documentos necessários, marcas e modelos, alternativas e mais!

Obter financiamento para a compra de veículo novo é um desejo de muitos produtores rurais. Afinal, os descontos especiais voltados para essa categoria de consumidor são muitos. 

Tais descontos, que podem chegar a 16,30%, são oferecidos diretamente por concessionárias de veículos. Não há linha de financiamento específica do Governo Federal.

Atualmente, não há uma linha de financiamento específica do Governo Federal para a compra de veículos por produtores rurais.

Mas você pode conseguir crédito pelo programas como o Pronaf, desde que sejam atendidas as regras do Manual de Crédito Rural (MCR).

Como funciona o financiamento rural para veículo?

O financiamento da compra de veículos para produtor funciona por meio da comprovação do exercício da atividade rural. Você precisa estar formalizado enquanto tal. 

Ao comprovar isso a uma concessionária de veículos, ela te mostrará quais são as opções de financiamento, modelos de veículos, juros e prazos de pagamentos. A forma como você comprova que produz varia de concessionária para concessionária. 

Você precisará dos seguintes documentos para pedir um financiamento de veículo:

  • Declaração atualizada do ITR (Imposto sobre Propriedade Territorial Rural);
  • Nota fiscal de emissão de serviços recente;
  • Contrato de arrendamento ou comodato com o CPF ou CNPJ do produtor;
  • Cartão de produtor rural válido obtido, no Sebrae;
  • Ficha de Inscrição Cadastral emitida pela Secretaria de Estado;
  • Certidão Negativa (ou positiva com efeito negativa) de débitos junto ao Ministério da Fazenda;
  • CCIR (Certificado de Cadastro de Imóvel Rural)
  • Cadastro Geral de Produtor, obtido junto à Prefeitura.

Além desses, outros documentos podem ser solicitados pelas concessionárias. Geralmente, os veículos mais procurados são as picapes 4×4, pela capacidade de carga e maior resistência para rodar em estradas de chão em condições adversas.

Porém, há outros modelos modernos e confortáveis para estradas de chão e asfalto, como os hatches, jeeps e sedãs. Esses também têm sido procurados. Veja abaixo algumas das concessionárias que oferecem descontos para produtores rurais:

  • Citroën;
  • Toyota;
  • Fiat;
  • Volkswagen;
  • Jeep;
  • Nissan;
  • Ford;
  • Mitsubishi;
  • BMW;
  • Volvo;
  • Peugeot;
  • Chevrolet.

Apesar de os veículos para produtor rural terem descontos, nem sempre estão disponíveis para retirada no mesmo dia. Geralmente, você retira o veículo em até 40 dias.

Além disso, há problemas com relação à garantia. Ela é mais reduzida porque o veículo anda mais na zona rural que na urbana, o que aumenta a depreciação maquinas e equipamentos.

Desconto de veículo para produtor rural em 2025

Veja abaixo os carros com desconto para produtor rural 2025, separados por marca:

  • Fiat
    • Fiorino Endurance (8%)
    • Toro Endurance Flex (10%)
    • Argo (7,58%)
    • Argo Drive (7,82%)
    • Cronos HGT 1.8 AT (4,85%).
  • Jeep
    • Renegade Longitude Flex (6,15%)
    • Renegade Moab Diesel (10%)
    • Compass Limited T270 (6,8%) 
    • Compass Série S T270 (6,92%)
    • Compass Longitude D350 (7,18%).
  • Peugeot
    • Peugeot 2008 (14,5%)
  • Citroën
    • C4 Cactus (12%)
  • Chevrolet
    • S10 WT Chassis Cab (10%)
    • S10 WT Cabine Simples (10%)
    • S10 WT Cabine Dupla MT (8%)
    • S10 WT Cabine Dupla AT (8%)
    • S10 Z71 (6%)
    • S10 LTZ (6%)
  • Ford
    • Ranger XLS 2.2 e XLT 3.2 (ambos com 8%)
  • Volkswagen
    • Saveiro Robust Cabine Simples (14%)
    • Saveiro Trendline Cabine Simples (14%)
    • Saveiro Robust Cabine Dupla (14%)
    • Saveiro Cross Cabine Dupla (9%)
    • Polo Track (7%)
    • Polo 1.0 MPI (8%) ​
    • Polo TSI (8%) ​
    • Virtus Highline 200 TSI (10,5%)
    • Virtus Exclusive 250 TSI (7%)
    • Nivus Highline (8%) ​
    • T-Cross 200 TSI AT (12%)
    • T-Cross Comfortline 200 TSI AT (10%)
    • Taos Highline (10%)
    • Amarok Comfortline V6 (23%)
    • Amarok Highline V6 (14%)
  • Toyota
    • Hilux Cabine Simples (3%)
    • Hilux Cabine Dupla (5%)
  • Nissan
    • Versa (3%) 
    • Kicks (6%)
    • Frontier (12%);
  • Mitsubishi
    • L200 Triton GL
    • GLS (75)
  • BMW
    • 118i e X1 (16,7%)
  • Volvo
    • XC40 Momentum (6,4%) 
    • Inscription (5,29%)
    • R-Design (5,22%)
    • XC60 Inscription Express (14,36%)
    • Inscription (13,43%)
    • R-Design (15,40%)
    • Polestar (13,72%)
    • XC90 Inscription Express (16,30%)
    • Inscription (14,6%)
    • R-Design (14,38%)
    • S60 R-Design (1%)
    • S60 Polestar (3,59%)
    • S90 Inscription (6,64%).

Quais são os carros financiados pelo Pronaf?

​O Pronaf, a partir do subprograma Pronaf Mais Alimentos, oferece financiamento para a aquisição de veículos novos para a atividades rurais, conforme as diretrizes estabelecidas nos itens 3-3-7 e 3-3-8 do Manual de Crédito Rural (MCR). ​

Neste contexto, os veículos elegíveis para financiamento incluem:​

  • Veículos de carga, como caminhões, caminhões frigoríficos, isotérmicos ou graneleiros;​
  • Automotores elétricos ou de tração animal adequados às condições rurais;​
  • Caminhonetes de carga destinadas a atividades específicas, como apicultura, aquicultura, cafeicultura, floricultura, olericultura e fruticultura;​
  • Reboques ou semirreboques relacionados às atividades mencionadas.​

O financiamento de motocicletas é permitido, desde que sejam adaptadas à atividade rural. Mas, veículos como caminhonetes de passageiros, caminhonetes mistas e jipes não são passíveis de financiamento pelo programa.​

Para serem adquiridos, os veículos precisam ter a necessidade descrita no projeto de crédito rural, de forma técnica e econômica.

Além disso, é necessário comprovar que o veículo será utilizado nas atividades rurais por pelo menos 120 dias por ano.

No cálculo da capacidade de pagamento, deve ser comprovado que ao menos 50% da receita gerada pela unidade de produção tenha origem em ao menos uma das atividades mencionadas, durante os últimos 12 meses.​

A nota fiscal referente à aquisição do bem deverá ser emitida pelo fabricante.​ Além disso, as condições do financiamento também incluem:

  • Taxa de juros: até 6% ao ano;​
  • Prazo de pagamento: até 5 anos, incluindo até 1 ano de carência para financiamentos de motocicletas adaptadas à atividade rural e caminhonetes de carga, exceto caminhões. ​

Para solicitar o financiamento, é preciso ir até uma instituição financeira credenciada, munido da Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) e de um projeto técnico que justifique a necessidade do veículo para a atividade rural. ​

É fundamental consultar o Manual de Crédito Rural (MCR) e profissionais especializados para obter informações atualizadas e detalhadas sobre o processo de financiamento. ​

Como fazer financiamento de veículos para produtor rural pelo Pronaf?

Para fazer o financiamento de veículo pelo Pronaf, é preciso ir até uma instituição financeira credenciada pelo Banco Central do Brasil. Nela, será informada a documentação necessária.

Geralmente, é pedido, além do projeto técnico, a DAP (Declaração de Aptidão ao Pronaf). Ela é fornecida por agente credenciado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário. É possível ainda iniciar a solicitação pelo Canal MPME.

No subprograma Mais Alimentos, os juros são de 6% para o financiamento de veículos, com limite individual de R$ 200 mil. O prazo de pagamento é de até 5 a 10 anos.

Outras fontes alternativas de financiamento para compra de veículos e maquinário agrícola é nas agfintechs.

Banner do Guia de Crédito Rural. à esquerda a descrição do ebook e à direita uma foto com moedas e uma planta.

Conclusão

Para muitos produtores rurais do Brasil, ainda é um sonho ter um veículo para utilizar na propriedade rural. Afinal, ele auxilia muito nas atividades do campo.

Outros estão em busca de trocar o antigo por um novo, mas às vezes esbarram em formas de financiamento, valores, juros, prazos de pagamento e modelos disponíveis.

Por isso, ficar por dentro das possibilidades e das alternativas é essencial. Assim, você saberá qual a melhor opção para a realidade da sua lavoura.

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Pronamp: o que é e como conseguir investimento

Conheça os 6 títulos de crédito do agronegócio e suas finalidades

Pensando em pedir financiamento de veículo para produtor rural? Tem alguma dúvida sobre esse assunto? Deixe seu comentário abaixo!

Moderfrota: o que é e como conseguir crédito para máquinas agrícolas

Moderfrota: saiba o que é, quais os recursos disponíveis, como obter financiamento, alternativas ao programa e mais!

Um dos programas mais concorridos do Plano Safra, o Moderfrota é essencial para renovar ou adquirir a frota de máquinas e implementos.

Afinal, a compra de tratores agrícolas, implementos e outras máquinas exige altos investimentos. Por isso, você deve se programar com antecedência para enviar o seu projeto a uma instituição financeira.

É necessário agir assim que os recursos do Plano Safra forem disponibilizados.

Neste artigo, veja quais são os juros, prazos, carência e volume de recursos, além do que precisa ser feito para conseguir o seu financiamento. Confira!

O que é o Moderfrota?

O Moderfrota é um programa de crédito rural voltado para financiar a aquisição isolada de máquinas, equipamentos e implementos agrícolas. Dentre eles, estão:

Os recursos do Moderfrota podem ser acessados por produtores rurais e cooperativas agrícolas cuja receita operacional bruta/renda anual seja de até R$ 45 milhões.

No Plano Safra, o Moderfrota está entre os recursos destinados a investimentos. O montante em 2022 foi de R$ 94,6 bilhões, aumento de 29% em relação ao plano anterior. O Plano Safra 2022/2023 teve quase R$ 341 bilhões de recursos disponibilizados.

Desse total, R$ 246,28 bilhões são destinados para custeio agrícola e comercialização.

O Moderfrota foi criado pelo Banco Central do Brasil, por meio da Resolução 2.699, de 24 de fevereiro de 2000. Ele é financiado por recursos BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e do Finame rural (Agência de Financiamento Industrial).  

Recursos do Moderfrota no Plano Safra 2022/23

O Moderfrota, no Plano Safra de 2022/23, teve disponibilizados R$ 10,16 bilhões. Os juros são de 12,5% ao ano e carência de 14 meses.

O prazo de pagamento é de 7 anos, e pode ser feito em parcelas semestrais ou anuais. Isso é feito de acordo com o fluxo de receitas da propriedade beneficiada.

Para que isso seja possível, a data base deve ser sempre o dia 15. Ainda, a primeira parcela deve ocorrer em até 14 meses após a contratação.

Há uma tarifa de contratação de 0,5% do valor financiado. Esse valor pode ser equivalente a  até 85% do valor dos bens objeto de financiamento. O seguro rural é obrigatório para os bens objeto de financiamento, e o prêmio do seguro não é passível de financiamento.

Banner do Guia de Crédito Rural. à esquerda a descrição do ebook e à direita uma foto com moedas e uma planta.

Financiamento de máquinas e equipamentos usados e novos pelo Moderfrota (Governo Federal)

Através do Moderfrota, é possível financiar máquinas e equipamentos usados ou novos, a depender do que você desejar. Na lista de bens novos que podem ser financiados, estão:

  • tratores e implementos associados;
  • colheitadeiras e plataformas de corte;
  • equipamentos para preparo, secagem e beneficiamento de café;
  • máquinas agrícolas para pulverização e adubação (autopropelidas).

Tratores e máquinas usados e revisados, com certificado de garantia emitido pelo concessionário autorizado, também podem ser financiados. São eles:

  • trator usado por até 8 anos;
  • colheitadeira usada por até 10 anos, isolada ou associada a suas plataformas de corte;
  • máquina agrícola autopropelida para pulverização e adubação, plantadeira e semeadora usadas por até 5 anos.

O financiamento do Moderfrota pode ser feito em bancos oficiais ou privados, a exemplo do Banco do Brasil, Caixa, Santander, Banrisul e Bradesco

Como obter financiamento do Moderfrota? 

A obtenção de financiamento do Moderfrota no Plano Safra 2022/2023 ocorre através de quatro etapas que você deve seguir, conforme descrito abaixo:

  1. Buscar uma instituição financeira: aqui você saberá sua aptidão ao crédito e documentação necessária para o encaminhamento da proposta e garantias;
  2. Elaboração do projeto de crédito com especialista: consulte um especialista para elaboração de projeto técnico a ser apresentado ao banco para obter o financiamento;
  3. Apresentação da proposta: apresente a proposta com o projeto técnico à instituição financeira. O projeto precisa ser assinado por profissional habilitado;
  4. Liberação do financiamento e execução do projeto: o prazo para obtenção de financiamento pode durar de 10 a 30 dias ou mais. Após a liberação, você deve executá-lo conforme o projeto técnico.

Alternativas de financiamento de máquinas e equipamentos

O Moderfrota não é o único programa capaz de realizar o financiamento para a compra de máquinas e implementos agrícolas. Veja outras opções abaixo!

Inovagro

Um dos mais importantes meios de modernizar a sua fazenda é através do Inovagro (Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária). Os recursos destinados este ano para o Inovagro foram de R$ 3,51 bilhões.

Por meio dele, você pode aumentar as práticas de agricultura de precisão e digital em sua fazenda. Isso favorece a economia de custos, aumento da produtividade e redução do impacto ambiental.

Prodecoop

O Prodecoop (Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária) é voltado para o setor agroindustrial das cooperativas. Essas instituições podem usá-lo para financiar máquinas e equipamentos. 

Programa ABC

Voltado para a agricultura de emissão de baixo carbono, o Programa ABC pode ser usado para financiar a compra de máquinas e equipamentos agrícolas. Veículos terrestres, aéreos e aquáticos também podem ser financiados.

Mas o financiamento só ocorre dentro de um planejamento estratégico que procurem atender as diretrizes do Programa ABC. Os recursos no Plano Safra 2022/2023 foram de R$ 6,19 bilhões.

Moderagro

Com o Moderagro (Programa de Modernização da Agricultura e Conservação de Recursos Naturais) é possível obter apoio para construção e ampliação de instalações para guardar máquinas e implementos agrícolas.

O Moderagro tem grande relevância para prolongar a vida útil dos equipamentos, ao protegê-los dos excessos climáticos quando não estiverem sendo utilizados. Confira abaixo os juros desses programas:

Juros por programa do Plano Safra
(Fonte: Mapa)

Conclusão

O financiamento de tratores agrícolas, implementos e outros maquinários vem ao longo dos anos sendo compartilhado entre o Governo Federal e as instituições privadas

As agfintechs, startups autorizadas a atuar com crédito rural, também fazem parte dessas instituições. Elas oferecem acesso ao crédito de custeio e outras linhas alternativas de forma mais desburocratizada e rápida.

Com isso, você tem diversas opções para modernizar ou renovar a sua frota de veículos e fazer com que haja maior rentabilidade em sua fazenda. Tudo isso, é claro, sem sacrificar o caixa do seu negócio rural.

>> Leia mais: “Proagro: saiba o que é e como utilizar o programa

Pensando em utilizar os recursos do Moderfrota ou de outras instituições para financiar máquinas e equipamentos? Tem alguma dúvida sobre o assunto? Adoraria ler seu comentário!

Pulverizador agrícola: diferentes tipos e como acertar na escolha

Pulverizador agrícola: conheça os diferentes tipos, suas características principais e recomendações

A pulverização é um método usado na agricultura para aplicação de produtos relacionados à proteção de cultivos e controle de pragas, doenças e plantas daninhas.

Ela consiste em jogar líquidos em gotas muito pequenas sobre uma superfície. Os pulverizadores agrícolas são os equipamentos responsáveis por essa atividade no campo. 

Eles são a máquina agrícola com maior tempo de uso durante a safra.

Nesse artigo, veja as principais técnicas de pulverização, suas vantagens e desvantagens e também as boas práticas. Boa leitura!

O que é um pulverizador agrícola?

Um pulverizador é um equipamento que tem a capacidade de “quebrar” um líquido em partículas muito pequenas. Seu objetivo é espalhar essas partículas por uma superfície-alvo.

O princípio de ação é o mesmo utilizado em borrifadores comuns. Porém, a diferença entre um borrifador e um pulverizador está principalmente no tamanho das partículas e no alcance da aplicação.

No pulverizador agrícola, os líquidos são normalmente agroquímicos. Inseticidas, fungicidas, herbicidas ou fertilizantes são lançados nas superfícies-alvo, como plantas no campo ou em estufas.

Dessa forma, a finalidade de um pulverizador agrícola é fazer com que o líquido esteja em contato com a maior parte da superfície-alvo. Isso, é claro, de maneira eficiente e com menor perda possível.

Componentes de um pulverizador

Cada um dos muitos tipos de pulverizador tem a necessidade de certos componentes para seu funcionamento. Aqui listamos alguns componentes principais em sistemas de pulverização:

  • Tanque de armazenamento: é onde a calda a ser aplicada fica armazenada;
  • Mecanismo agitador: ele mantém a calda sempre homogênea, sem decantação de partes mais pesadas;
  • Filtros: evitam a passagem de impurezas da calda para os sistemas aspersores;
  • Bombas hidráulicas: bombeiam a calda do sistema de armazenamento para os sistemas aspersores;
  • Regulador de pressão: controlam a pressão do líquido no interior do sistema de aspersão;
  • Manômetro: informam de possíveis perdas de pressão no sistema;
  • Barra de pulverização: conduzem a calda aos bicos em sistemas de barra, aumentando o alcance e eficiência da pulverização;
  • Bicos de aplicação: pulverizam o líquido em gotículas e aplicam a calda na  superfície-alvo.

Tipos de pulverizador agrícola

Como qualquer outro tipo de equipamento, para pulverizadores agrícolas também há uma grande variedade de tipos, marcas e modelos. Abaixo listamos os tipos mais utilizados de pulverizadores agrícolas:

Costal

O pulverizador costal consiste de um reservatório de produto que é carregado por um operador. Sua aplicação pode ser manual ou automática. Essa técnica tem rendimento limitado pela velocidade de aplicação e baixa capacidade do tanque. Por isso, é mais recomendada para áreas pequenas ou plantios em estufa.

Pistola

O aplicador tipo pistola normalmente é acoplado a um sistema de mangueiras e aumenta o alcance da aplicação por usar sistema de ar comprimido. Ele pode ser de acionamento manual ou elétrico.

Barra

Ele consiste em uma barra com múltiplos bicos de pulverização acoplados a uma mangueira, e podem pulverizar áreas maiores. Eles podem ser acoplados a tratores ou serem autopropelidos.

Autopropelido

O pulverizador autopropelido é o mais utilizado nas propriedades, e apresenta o sistema de barra e um sistema motriz individual, não dependendo da força motriz do trator. Esse método pode alcançar maiores áreas e rendimentos.

Atomizador

Os atomizadores são equipamentos que utilizam ventilação forçada para espalhar o produto a ser aplicado pela lavoura. Apesar de aumentar a deriva de defensivos, o alcance do método é maior.

Aéreos

Esse processo pode ser feito por meio de veículos voadores como drones para pulverização, helicópteros e aviões. Esse tipo de aplicação ainda é um pouco limitado por custos ou por baixo rendimento de aplicação, como para drones.

Foto elaborada pelo autor, com vários pulverizadores agrícolas diferentes
Tipos de pulverizadores agrícolas
(Fonte: Adaptado pelo autor de diversas fontes)

Além desses tipos de pulverizadores, existem técnicas que podem ser envolvidas nos sistemas de pulverização para aumento de eficiência. Uma dessas técnicas é a pulverização eletrostática.

Ela consiste em gerar gotas com cargas elétricas contrárias às das plantas. Isso causa atração eletromagnética entre a gota e a planta, aumenta a eficácia da aplicação e diminui as perdas.

Regulagem de pulverizador agrícola

A regulagem é o último processo antes do uso desse equipamento no campo. Porém, antes disso, há a necessidade de manutenção e limpeza do pulverizador, que garantem um bom funcionamento.

Em primeiro lugar, utilize equipamentos de proteção individual durante a regulagem e aplicação de produtos na lavoura. Os principais fatores a serem regulados em um pulverizador são:

  • Dose de produtos: normalmente presentes nas bulas dos agroquímicos, as doses definem a quantidade do princípio ativo do produto a ser aplicado por hectare;
  • Cobertura: é a quantidade de gotas do produto a ser aplicado por área da superfície-alvo;
  • Tamanho de gota: o tamanho de gota é controlado principalmente pelo tipo de bico a ser usado e a pressão de operação e é definido de acordo com o tipo de produto, estágio de fechamento da cultura, condições ambientais, dentre outros;
  • Volume de calda: o volume de calda é definido para uma área conhecida, por exemplo, em litros por hectare. Ele dependente da dose, da cobertura e do tamanho de gotas;
  • Pressão: a pressão no sistema de barras é importante para definir a vazão do produto e o tamanho de gota e pode ser verificada através do manômetro. Ele indica possíveis perdas no sistema;
  • Vazão: a vazão é o volume aplicado em um certo tempo por um sistema de pulverização. É importante para entregar a quantidade adequada do produto na superfície-alvo;
  • Tipo de bico: o tipo de bico define o espalhamento da calda, o tamanho da gota e o alcance e capacidade de penetração do produto no dossel;
  • Velocidade da máquina: a velocidade da máquina irá controlar a qualidade de aplicação e deve ser levada em conta junto com os parâmetros acima, como vazão.

Os parâmetros atmosféricos também devem ser considerados na definição da regulagem. Velocidade do vento, chuva, umidade e temperatura do ar podem causar problemas na aplicação de produtos, como deriva, evaporação, diluição do produto, etc.

Marcas de pulverizador agrícola: como escolher o melhor modelo para a fazenda

Existem várias marcas de pulverizadores agrícolas comercializados no Brasil: Valtra, Massey Ferguson, John Deere, Jacto, Aral, Stara, New Holland, Case, Jan, Metalfor, PLA, Montana, ServSpray e Pulverjet. Porém, a escolha de um pulverizador deve considerar fatores como:

  • Tipos de culturas agrícolas utilizadas na propriedade: para culturas agrícolas perenes, prefira o uso de pulverizadores atomizadores. Para culturas anuais, priorize o uso de pulverizadores costais ou autopropelidos. Algumas culturas florestais utilizam pulverização aérea;
  • Extensão da área e relevo da propriedade: para produtores médios a pequenos com extensões de terra reduzidas, o pulverizador costal é uma boa opção de custo-benefício. Com o aumento das áreas, há necessidade de um sistema mecanizado  e mais automático;
  • Nível tecnológico da fazenda e da mão de obra: a decisão por investir em sistemas de maior precisão, por exemplo com geolocalização ou mesmo o uso de drones, tem que estar de acordo com o conhecimento da mão de obra e da tecnologia da fazenda;
  • Capacidade de investimento: o investimento em um pulverizador autopropelido é maior que em um costal ou de pistola. Isso deve ser levado em conta no plano de investimento e amortização dos custos nas safras posteriores;
  • Facilidade de assistência técnica na região de atuação: de nada adianta ter maquinários na fazenda se eles não estão aptos a executar suas funções. Muitos problemas podem ser minimizados por manutenções preventivas, mas outras vezes há necessidade de mão de obra especializada. Ter especialistas disponíveis na região da propriedade é de grande valia.

Por isso, consulte sempre os fornecedores e assistentes técnicos para definição do melhor maquinário para sua realidade.

Como escolher o tipo de bico

A escolha do tipo de bico de pulverização é um passo muito importante. Ele está diretamente relacionado à qualidade e homogeneização da aplicação. Os bicos precisam ser bem escolhidos e estar sempre em boas condições.

Caso contrário, de nada adianta ter o produto correto, na dose correta e com a calda bem preparada e aplicado em condições climáticas ideais. Os principais tipos de bico são:

  • cone: pode ser de tipo cone cheio ou cone vazio. Normalmente é utilizado para aplicações de fungicidas e inseticidas;
  • leque: pode ser do tipo leque padrão ou leque uniforme. É normalmente utilizado para aplicação de herbicidas e utilizado em pulverizadores de barra;
  • impacto: os bicos de impacto são bastante abrangentes em suas características, e por isso são utilizados para pulverização de vários tipos de produtos; 
  • indução a ar: é um bico de maior tecnologia que trabalha sob maior pressão. ELe minimiza a deriva do produto, aumentando a eficiência de aplicação;

Alguns fatores são importantes na escolha do bico, como seu material, pressão de trabalho, forma e tamanho de gotas, tipo de jato. Suas condições de desgaste e possíveis entupimentos também devem ser avaliadas. 

Testes prévios são necessários para ver o molhamento executado pelos bicos.

Conclusão

Existem diversos fatores que definem o tipo de pulverizador mais recomendado. A regulagem adequada deles garante uma aplicação mais eficiente na propriedade.

O uso de novas tecnologias como drones e aviões tem crescido bastante. Porém, os sistemas autopropelidos ainda são grandemente usados nas propriedades brasileiras.

Ao fazer a escolha do pulverizador ideal para a sua fazenda, não deixe de realizar a manutenção frequente para garantir a qualidade dos processos.

>> Leia mais: “Moderfrota: veja o que é preciso para conseguir recursos

Pensando em investir em um pulverizador agrícola para a sua fazenda? Esse artigo te ajudou? Assine nossa newsletter para receber mais artigos em seu e-mail.

Colheitadeira: diferentes tipos, evolução e como escolher a melhor para a fazenda

Colheitadeira: entenda como funciona, quais são as funções, quanto custa, capacidade, detalhes sobre regulagem e mais!

A colheitadeira é uma máquina agrícola destinada à colheita das culturas. Ela pode colher plantas inteiras (forragem), partes de plantas (cana-de-açúcar), frutos (café) ou grãos (como milho e soja).

Nesse artigo, entenda a evolução das colheitadeiras e veja como escolher a ideal para a sua lavoura. Boa leitura!

Evolução das colheitadeiras

As colheitadeiras, também chamadas de colhedoras, colhedeiras, ceifeiras ou ceifadeiras, são equipamentos agrícolas destinado à colheita das culturas como soja, cana-de-açúcar, algodão, etc., que surgiram na esteira da modernização das lavouras. 

Antes das primeiras colheitadeiras chegarem ao Brasil, na década de 60, as colheitas eram manuais. O trabalho manual deu lugar para máquinas de tração animal, que foram sendo constantemente modernizadas.

Inicialmente as máquinas apenas cortavam as plantas. Ainda era necessária a separação dos grãos e frutos, por exemplo. Após isso, debulhadores e separadores de grãos e palhada foram desenvolvidos, bem como funções para limpeza e classificação de grãos.

Hoje, as máquinas possuem muito mais tecnologia e capacidade de colheita. Por exemplo, uma colheitadeira de soja colhe, em média, 3 hectares por hora. Já uma colheitadeira de milho silagem pode colher até 2 hectares por hora

As colheitadeiras modernas exercem funções além de colher. Elas podem oferecer a você detalhes que te ajudam a controlar as atividades sem necessariamente ir a campo. Isso é possível graças à agricultura de precisão

 Outra grande vantagem é a economia de custos que essas máquinas oferecem. 

Montagem com varias colheitadeiras diferentes, em evoluções diferentes

Evolução de colheitadeiras
(Fonte: editada pelo autor de múltiplas fontes)

Como funciona uma colheitadeira?

As colheitadeiras agrícolas são compostas de diversos sistemas que exercem atividades diferentes como corte, alimentação, trilha, separação, limpeza e transporte. Todas as funções juntas resultam em um processo completo. 

Essas atividades variam de acordo com a especificidade da máquina e da cultura a ser colhida. Veja detalhes de cada uma dessas funções de uma colheitadeira de grãos:

Corte ou despiga

Essa é a etapa inicial das colheitadeiras. Ela consiste na retirada das plantas ou das suas partes de interesse do campo. O corte depende da cultura que está no campo.

Em trigo, por exemplo, colhe-se a planta toda. No milho, faz-se apenas o arranquio das espigas. Já em milho silagem, toda a planta também é colhida.

Alimentação

Após o corte, o material vegetal é conduzido através do sistema de alimentação para a trilha. Esse sistema é composto por esteiras ou correntes transportadoras, caracóis de condução, elevadores, dentre outros.

Trilha

A etapa de trilha é principalmente feita nas colheitadeiras de grãos. Nessa etapa os grãos são retirados dos órgãos onde se prendem, como espigas, panículas, espiguetas, vagem, etc. Esse sistema se baseia em movimento, atrito e impacto

Os movimentos são coordenados, retirando os grãos sem causar danos ou impactos a eles.

Separação

Essa etapa consiste na separação de grãos e outras partes da planta como colmos, folhas, restos de espigas, normalmente conhecidos como palhada. 

Essa atividade pode acontecer em combinação com a trilha ou após ela. Normalmente, o grão segue para um compartimento e a palhada é ejetada para fora da máquina, se acumulando no campo.

Limpeza

Essa etapa atua na limpeza dos grãos e retirada de partículas como pedras, restos vegetais grandes ou pequenos, chamados de palhiço.  O sistema é normalmente composto pela bandeja de entrada que transporta a massa de grãos. 

Esses grãos são conduzidos a um sistema de peneiras de diferentes tamanhos e ventiladores. As peneiras de crivo maior permitem a passagem dos grãos e retém partículas maiores. O sistema de ventilação retira partículas mais leves que os grãos. 

Transporte e armazenamento

Os grãos limpos são conduzidos através de um escorregador para o fundo da máquina e elevados através de um elevador para o tanque graneleiro. Esse tanque será descarregado na carreta graneleira que acompanha a colheitadeira.

Banner do kit de gestão do maquinário

Principais tipos de colheitadeiras

As máquinas colheitadeiras podem ser classificadas quanto ao funcionamento (automotrizes, montadas ou de arrasto), quanto ao tipo de cultura e quanto ao sistema de trilha (radial ou axial).

Funcionamento

As máquinas podem se deslocar e executar as atividades por conta própria (automotrizes), necessitar de um motor externo (de arrasto) ou estar acoplada a um trator agrícola para movimento e tração (montadas);

Tipo de cultura

Existem colheitadeiras específicas para frutos como café, ou para plantas inteiras como forragem ou cana-de-açúcar, para algodão e para grãos/cereais. Elas são classificadas de acordo com o tipo da planta e o tamanho do grão. Porém, existem formas de adaptação entre as colheitadeiras de grãos para que se consiga utilizá-las para múltiplas culturas.

Sistema de trilha 

Existem dois tipos básicos de trilha. No sistema de tipo radial, a planta passa apenas uma vez entre um sitema fixo (côncavo) e um móvel (rotor). No sistema axial, o material vegetal passa por diversas voltas entre o sistema de rotor e cilindro separador.

Montagem com fotos de quatro colheitadeiras: de grãos, de silagem, de café e colheitadeira de cana

Tipos de colheitadeira

(Fonte: adaptação do autor)

Cuidados na colheita

No momento da colheita, esteja de olho em fatores como planejamento, logística, maquinário, mão de obra, tempo de colheita e cultura a ser colhida. As condições ambientais também devem ser consideradas para garantir a eficiência da operação e a qualidade dos grãos.

  • Planejamento e logística: estime a quantidade de horas necessárias para colheita de todas as áreas. Considere a máquina, a cultura a ser colhida, o tipo de solo, o ambiente, etc. 
  • Maquinário e mão de obra: é importante saber quais recursos são necessários para efetuar a colheita das áreas na época correta e sem desperdício de tempo. Organize o número e tipos de máquinas, suas manutenções e pré-preparo, a disponibilidade e experiência de operadores e a capacidade de armazenamento dos produto colhido;
  • Material vegetal e tempo de colheita: conhecer e monitorar a cultura no campo te ajuda a tomar a decisão do melhor momento de colheita. Fatores como o estágio de desenvolvimento da planta, teor de água da matéria verde e maturação do fruto/grão são os indicadores da colheita. Uma colheita precoce pode trazer embuchamento da máquina e danos aos grãos. Uma colheita tardia pode causar perda de grãos por abertura de vagens ou derrubada de frutos, por exemplo;
  • Condições ambientais: fatores como chuva, vento, insolação e temperatura podem causar problemas na colheita. Dias consecutivos secos e com alta temperatura podem desidratar rapidamente o material vegetal, enquanto que dias de chuva podem aumentar a umidade da planta e postergar a data de colheita. Esses fatores podem alterar não só as condições da planta, mas também do solo, podendo limitar a entrada de maquinários mais pesados. 

Regulagem da colheitadeira para evitar perdas na colheita

As regulagens da colheitadeira devem ser feitas de acordo com cada sistema. 

Para garantir eficiência da colheita, cuidar do corte, da trilha, da separação, limpeza e sensores das colheitadeiras é essencial. Todos esses aspectos trabalham em conjunto e  precisam estar bem ajustados para diminuir as perdas na colheita

Regulagens do sistema de corte e alimentação

Essa etapa representa a maior porcentagem de perdas na colheita (até 80%) por derrubada de plantas e grãos para fora da máquina. As principais regulagens são: 

  • averiguar a velocidade de deslocamento da máquina;
  • checar a altura da plataforma de corte;
  • checar a afiação do sistema de corte ou despiga da barra;
  • verificar rotação;
  • conferir posicionamento e ângulo de corte do molinete;
  • velocidade, altura e ajuste do caracol;
  • checar a esteira de transporte.

As perdas internas da máquina dependem do volume que chega aos sistemas através do sistema de alimentação. Quanto maior o volume de alimentação, maiores serão as perdas por separação.

Regulagens do sistema de trilha

Essa etapa pode causar perdas na qualidade dos grãos por excesso de atrito ou movimento abrupto na retirada do grãos. A principal regulagem é integrar os sistemas móveis e fixos, como:

  • cilindro, côncavo e batedor (radial);
  • rotor, côncavo e batedor (axial). 

As colheitadeiras axiais são mais eficientes e diminuem as perdas e danos aos grãos, quando comparadas com as de sistema radial.

Regulagens do sistema de separação, limpeza e sensores

Se mal regulado, o sistema de separação e limpeza pode gerar perdas por descarte de grãos junto com impurezas. As principais regulagens são:

  • checar o movimento da máquina;
  • escolher corretamente a malha de peneiras;
  • checar a velocidade e fluxo de ar e da combinação dos dois.

Além disso, com o avanço do uso de técnicas de precisão, é importante a calibração dos sistemas de sensores da máquina. Sobretudo os que medem fluxos, velocidades, umidade e outras características físicas da máquina e da cultura devem receber atenção.

Qual a melhor colheitadeira pra comprar?

Escolher a colheitadeira ideal vai depender da sua realidade e da cultura que você produz. Existem algumas marcas e modelos mais comprados no país. 

Para grãos, a colheitadeira mais vendida no país é a New Holland TC. A Case IH Axial-Flow 9250 é conhecida como a melhor do mundo. 

Para café, as mais utilizadas são as da marca Jacto, com destaque para os modelos KTR350 e K3 Millennium.

Além disso, considere aspectos financeiros, técnicos e da propriedade:

  • Aspectos financeiros: preço do produto, capacidade de investimento, tempo para pagar a máquina, depreciação do bem, custo da hora de trabalho;
  • Aspectos técnicos: culturas que podem ser colhidas, adaptação para múltiplas culturas, capacidade de colheita, horas de manutenção;
  • Aspectos da propriedade: tamanho da propriedade, características como declividade, facilidade de acesso, estruturas de armazenamento e manutenção de máquinas, especialidade de mão-de-obra.

No Brasil, existem várias marcas de colheitadeiras internacionais disponíveis, o que te dá muitas opções de compra. As principais são: Massey Ferguson, New Holland, Case-IH, John Deere, Valtra, Jacto e AGCO Power

A colheitadeira New Holland – TX 5.90, por exemplo, foi eleita a melhor colhedora de grãos pelo prêmio Machine of the Year Brasil 2022/23.

Qual o valor de uma colheitadeira?

Existem máquinas mais modernas que podem chegar a custar entre R$ 2 milhões a 3 milhões, como por exemplo a Fendt – IDEAL 9. Máquinas com alguns anos de uso custam em média  R$ 100 mil, e as novas, a partir de R$ 800 mil.

O valor de uma colheitadeira varia muito conforme tipo e capacidade da máquina. Além disso, máquinas novas e usadas tendem a ter preços bem diferentes. 

Vale destacar que, atualmente, os preços de maquinários agrícolas têm sofrido variações constantes. Isso acontece principalmente devido às alterações nas cotações do dólar.

Quanto custa em média a hora de uma colheitadeira?

O valor é composto pelos custos da máquina, da mão de obra e do combustível. Para uma colheitadeira de grãos, o valor estimado é de R$ 600 por hora. 

Porém, esse preço pode variar muito em função das oscilações de custo de combustível e também do tipo de máquina. É ideal que você calcule o custo operacional da máquina agrícola considerando todas essas variáveis.

Para te ajudar nesse cálculo, disponibilizamos uma ferramenta que torna esse processo automático. A ferramenta é gratuita, e irá calcular os custos operacionais da sua máquina de acordo com os dados que você fornecer.

Basta clicar na imagem abaixo para acessar.

Conclusão

Para uma execução eficiente da colheita,  é necessário planejamento e o uso de máquinas específicas.

As colheitadeiras são máquinas bastante caras e, por isso, avaliar bem antes da compra é essencial. Aproveite que a colheita é planejada bem antes do plantio e analise com calma antes de escolher.

Considere aspectos como a cultura, a terra, a propriedade e o financeiro. E, na dúvida, consulte um(a) engenheiro(a)-agrônomo(a) para te ajudar na decisão.

>> Leia mais: “Moderfrota: veja o que é preciso para conseguir recursos

Qual tipo de colheitadeira você usa na sua fazenda? Quer compartilhar sua experiência com essa máquina? Deixe um comentário abaixo!

Renagro: como funcionará o registro nacional de tratores e máquinas agrícolas

Renagro: saiba o que é, quando entra em vigor, se é obrigatório, quais os regulamentos, exigências e muito mais!

O Renagro é um registro nacional de tratores e máquinas agrícolas que entra em vigor a partir de outubro deste ano. Essa novidade deve colaborar para dar mais segurança aos produtores rurais em casos de roubo.

Neste artigo, você saberá como funcionará o registro e como ele pode oferecer mais segurança a quem possui máquinas agrícolas. Aproveite a leitura!

O que é Renagro?

O Renagro é a sigla para Registro Nacional de Tratores e Máquinas Agrícolas e será um importante mecanismo para registro e controle desses tipos de veículos no Brasil.

De acordo com o Governo Federal, será facultativo até 30 de setembro de 2022. A partir de outubro, o registro será obrigatório.

Segundo a Anfavea (Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores), a cada ano o país ganha 35 mil novos tratores e máquinas agrícolas. Uma das grandes vantagens do Renagro é trazer mais segurança aos donos de máquinas agrícolas. 

Os órgãos de segurança pública e do Sistema Nacional de Trânsito terão acesso ao Renagro para consultas, como em casos de roubo.

Até então, a forma de comprovar a posse de maquinário agrícola tem sido por meio de nota fiscal de compra. Outra forma é o registro da posse em cartório, o que gera altos custos.

Geralmente, o registro em cartório é uma exigência das seguradoras para a realização do seguro da máquina agrícola

Com o Renagro, não haverá custo algum ao dono de veículos do tipo para que faça o cadastro nacional, segundo o Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento).

O Renagro vai ser obrigatório?

O registro no Renagro será obrigatório para quem tem máquinas agrícolas que transitam em via pública. O registro será opcional para máquinas que não transitam em via pública.

Vale lembrar que é obrigatório portar o documento ao transitar em via pública. 

O registro de máquinas agrícolas ou tratores fabricados antes de 2016 é opcional, sejam eles de trânsito em via pública ou não. Caso o registro seja feito, deve seguir as mesmas regras dos demais veículos

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Como o Renagro vai funcionar?

O registro funcionará da seguinte forma: fabricantes, importadores e agentes autorizados deverão fazer o pré-cadastro das informações da máquina no Renagro.

Tudo será feito de forma digital, por meio do ID Agro. Essa é uma plataforma que interliga:

  • fabricantes;
  • autorizadas (revendedoras);
  • proprietários;
  • Sistema CNA/Senar;
  • Mapa, responsável pela gestão do Renagro.

Regulamento

O Regulamento do Renagro é um documento que determina as regras para a realização do registro de tratores e máquinas agrícolas.

Ele reconhece como “agente autorizado” a empresa autorizada pelo fabricante ou importador a comercializar ou dar assistência técnica a máquinas agrícolas.

No documento do Renagro, conforme o regulamento, devem constar informações básicas como:

  • dados do trator ou máquina agrícola;
  • dados do proprietário;
  • número de registro do trator ou máquina no sistema.

Regras para gravação do chassi 

A gravação do chassi deve ser feita pelo fabricante, importador ou agente autorizado. Os caracteres de cada chassi são exclusivos para cada veículo. 

Eles devem seguir as normas do Contran, e devem permitir identificar o fabricante ou importador e o modelo da máquina.

A regravação poderá ser feita somente em caso de dano à gravação original. Apenas fabricantes, agentes autorizados e importadores estão autorizados a fazê-la.

Regras para plaquetas de identificação

Outro meio de identificação do trator é por meio das plaquetas. Elas terão o nome e o endereço do fabricante. É importante lembrar que as plaquetas precisam ser fixadas em um local que:

  • dificulte a adulteração ou remoção sem detecção;
  • dificulte a mutilação das características originais da máquina;
  • minimize o risco de danos durante a operação agrícola;
  • seja legível à luz do dia.

Tanto o número do chassi quanto da plaqueta devem vir no manual do trator ou maquinário agrícola ou do sistema Renagro. Pode ser usado um adesivo com essas informações, mas isso é opcional.

Vale lembrar que além de portar chassi e plaquetas conforme o exigido,  o motorista que conduz a máquina agrícola deve ser habilitado na categoria B.

Outras exigências básicas de segurança são requisitadas. Por exemplo, o uso de cinto de segurança, faróis em pleno funcionamento, espelhos bem posicionados, etc.

Documentos necessários para fazer o registro de tratores e máquinas

A análise documental do Renagro deve ser feita pelo fabricante, importador ou agente autorizado. Ela inclui informações fiscais do trator ou da máquina agrícola, condições de uso e informações do proprietário.

Conforme o regulamento, o proprietário pode ser pessoa física ou jurídica. Se você for pessoa física, precisará de:

  • nome completo; 
  • CPF; 
  • comprovante de residência; 
  • telefone;
  • email. 

Agora, se você for pessoa jurídica precisa de alguns documentos diferentes:

  • CNPJ;
  • razão social; 
  • nome fantasia; 
  • endereço; 
  • telefone; 
  • e-mail;
  • identificação de representante legal. 

Em qualquer situação, o documento será obtido de forma gratuita. A validade é em todo o território nacional, e o documento pode ser apresentado em meio físico ou digital.

Como dar baixa de uma máquina no Renagro

É possível dar baixa no sistema Renagro em casos de roubo, furto, perda ou destruição total da máquina agrícola. 

Neste caso, somente é possível com registro policial de boletim de ocorrência. 

Como realizar o pré-cadastro no Renagro

Para fazer o registro de tratores e máquinas agrícolas no Renagro, é necessário um pré-cadastro no sistema. Ele deve ser feito por agentes autorizados, fabricantes ou importadores. As seguintes informações referentes aos veículos são necessárias:

  • modelo;
  • local de produção;
  • nome e registro profissional do responsável técnico;
  • código do chassi;
  • ano de fabricação;
  • dimensões referentes à altura, largura e comprimento;
  • itens obrigatórios para o trânsito em via pública.

Como fazer transferência de propriedade no Renagro

Para transferir a propriedade no Renagro, o novo dono da máquina precisa já ter cadastro no sistema para a troca de titularidade ser feita.

Após a transferência, o novo dono terá 30 dias para aceitar a transferência em sua conta no sistema. Se não fizer isso no prazo, o registro da máquina será bloqueado e o documento ficará indisponível. Uma nova alteração será impedida.

O desbloqueio só será possível se o novo proprietário solicitar ao administrador do sistema. Se houver recusa, a máquina permanecerá no nome do antigo dono.

Conclusão

O Renagro é um importante passo para a modernização dos processos do setor agrícola no país. A partir de outubro de 2022, será obrigatório para as máquinas agrícolas.

Espera-se que por meio dele, daqui a 5 anos ou mais, tenhamos informações mais concretas sobre a frota de tratores e maquinários agrícolas do Brasil. 

A medida também promete mais segurança aos donos dos veículos. Aproveite que é de graça e faça o registro da sua máquina no Renagro, seja ela nova ou antiga.

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