O seguro agrícola é uma ferramenta financeira que protege o produtor rural contra os riscos que podem comprometer sua produção, como mudanças climáticas, pragas e outros eventos imprevisíveis.
Diante desse tipo de situação, o seguro é uma opção que oferecesegurança financeira para minimizar as perdas e continuar a operação, mesmo em momentos adversos.
Continue acompanhando o conteúdo e entenda como o recurso funciona e, principalmente, quando ele deve ser acionado.
O que é o seguro agrícola?
O seguro agrícola é uma modalidade de seguro que protege o produtor rural contra prejuízos causados por eventos adversos, como chuvas intensas, geadas, secas, granizo, pragas e doenças.
Ou seja, funciona como uma espécie de “rede de segurança”, ajudando o produtor a cobrir os custos em caso de perda de produção, por exemplo, o que pode evitar um grande impacto financeiro na fazenda.
Além de cobrir os danos à produção, o seguro agrícola também pode incluir a proteção de bens relacionados à atividade, como maquinário e equipamentos, dependendo da apólice contratada.
Com as mudanças climáticas e o aumento dos riscos associados à agricultura, o seguro agrícola se torna uma ferramenta muito útil para a sustentabilidade financeira da fazenda.
Como funciona o seguro agrícola?
O seguro agrícola funciona de maneira simples, podendo ser contrato diretamente com uma seguradora, que oferece coberturas específicas para os tipos de risco que a sua propriedade enfrenta.
Cada apólice tem suas particularidades, e o produtor deve escolher a que mais se adapta às características de sua produção.
O seguro cobre a diferença entre ocusto da produçãoe o valor que o agricultor perdeu em função de um evento coberto pela apólice.
Ao acionar o seguro agrícola, a seguradora avalia a situação e, se for confirmado que o sinistro (o evento que causou o prejuízo) está coberto, o produtor recebe uma indenização que pode variar de acordo com a apólice.
Exemplo de funcionamento do seguro agrícola
O produtor contrata um seguro agrícola que cobre a lavoura de soja contra seca;
Durante o período de colheita, uma seca atinge a região, resultando em perdas significativas;
O produtor aciona o seguro e um perito é enviado pela seguradora para avaliar o dano;
Confirmada a ocorrência da seca e a perda da produção, o seguro cobre parte ou todo o prejuízo, de acordo com os termos do contrato.
Quando acionar o seguro agrícola?
O seguro agrícola deve ser acionado sempre que um evento inesperado causar danos significativos à produção, e que esteja previsto no contrato de seguro. Entre os momentos mais comuns para acionar o seguro estão:
Condições climáticas adversas: Chuvas excessivas, secas, geadas, ventos fortes, granizo e outros fenômenos climáticos que prejudicam a produção.
Pragas e doenças: Algumas apólices oferecem cobertura para perdas causadas por pragas e doenças que afetem a lavoura, desde que não sejam controláveis com práticas agrícolas normais.
Desastres naturais: Eventos de grande magnitude, como enchentes, tornados ou incêndios, que comprometem a viabilidade da colheita.
O ideal é acionar o seguro assim que o evento ocorrer, sem demora, para seguradora conseguir dar sequência mais rápido ao processo de indenização.
Além disso, é necessário ter todos os documentos que comprovem a extensão do prejuízo, como laudos técnicos e relatórios de produção.
Quais são os tipos de seguro agrícola?
Existem diferentes tipos de seguro agrícola, e cada um deles oferece coberturas específicas para diferentes situações. Vamos ver os principais tipos:
1. Seguro de Produtividade
Esse tipo de seguro cobre a produção agrícola contra perdas de produtividade. Ele garante indenização se a produção ficar abaixo de um nível determinado por causa de eventos adversos, como seca, granizo ou pragas.
2. Seguro de Custo
Também conhecido como seguro de receita, esse modelo cobre o custo de produção. Ou seja, se um evento externo afetar a safra, o produtor recebe um valor que garante o reembolso dos investimentos feitos, como gastos com insumos e manejo da cultura.
3. Seguro Paramétrico
Nesse tipo de seguro, a indenização é baseada em um parâmetro preestabelecido, como a quantidade de chuva ou a variação de temperatura.
Se esse parâmetro for atingido (por exemplo, pouca chuva em uma determinada fase da produção), o seguro é acionado automaticamente, sem a necessidade de comprovar a perda diretamente na lavoura.
4. Seguro de Benfeitorias e Maquinário
Além de cobrir a produção agrícola, algumas apólices também incluem a proteção de bens da propriedade, como maquinário, galpões e outras infraestruturas da fazenda.
Isso é especialmente importante em casos de desastres naturais que podem destruir ou danificar esses bens.
O que considerar ao contratar o seguro agrícola?
Na hora de contratar um seguro agrícola, é fundamental que o produtor analise cuidadosamente as coberturas oferecidas, os riscos cobertos e o valor da apólice. Aqui estão alguns pontos importantes:
Cobertura da Apólice: Certifique-se de que os riscos mais comuns para sua região estão cobertos. Por exemplo, se sua fazenda está em uma área propensa a seca, priorize uma apólice que ofereça uma boa cobertura contra essa condição.
Custo do Seguro: Avalie se o custo da apólice é compatível com o orçamento da fazenda. O seguro agrícola é um investimento, e o valor pago pode variar de acordo com a extensão da cobertura.
Franquia: Algumas apólices têm uma franquia, que é o valor mínimo que o produtor deve arcar antes que o seguro comece a cobrir as perdas. Verifique se a franquia é viável para sua situação.
Assistência Técnica: Algumas seguradoras oferecem assistência técnica, ajudando a implementar boas práticas agrícolas que podem minimizar riscos.
Reputação da Seguradora: Contrate o seguro com uma seguradora confiável e com experiência no mercado agrícola. Pesquise sobre a agilidade na resolução de sinistros e a satisfação de outros clientes.
Onde contratar um seguro agrícola confiável?
Para contratar um seguro agrícola confiável, você pode buscar parcerias especializadas que oferecem soluções em seguros para diversos setores do agronegócio.
Para quem já é cliente da Aegro têm condições especiais na contratação, com apólices que cobrem riscos climáticos e outros fatores adversos, garantindo a segurança da produção agrícola.
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Penhor rural: saiba o que é, como funciona, o que pode ser objeto de penhor, diferenças entre ele e a benfeitoria rural e mais!
Usado como garantia de pagamento na obtenção do crédito rural, o penhor rural traz mais segurança na negociação e ajuda na liberação dos recursos em menor tempo.
São muitos os fatores que podem influenciar positiva ou negativamente na liberação do crédito rural. Dentre eles, estão as garantias de pagamento. Uma opção utilizada há décadas no Brasil é o penhor rural.
Entretanto, são muitos os produtores rurais que desconhecem as regras de como utilizá-lo na obtenção do crédito. Neste artigo, você verá mais detalhes sobre como funciona o penhor rural e como você pode se beneficiar dele. Aproveite a leitura!
O que é contrato de penhor rural?
O contrato de penhor rural é um documento no qual o produtor rural se compromete a pagar determinada dívida a uma instituição financeira. Dois exemplos são os bens móveis ou imóveis, em caso de inadimplência.
No penhor rural, você utiliza um bem (móvel ou imóvel) como forma de garantir o pagamento de uma dívida. Com isso, você garante o seu empréstimo. Ele pode ser usado tanto por agricultores (penhor agrícola) quanto pecuaristas (penhor pecuário).
No penhor rural, ocorre uma transferência simbólica do bem. Afinal, o produtor atua como fiel depositário, não dispondo dos bens dados em garantia.
O penhor rural é diferente do penhor, que funciona na prática como uma transferência direta de posse de um bem, como garantia do pagamento de um débito. No Brasil, a utilização do penhor rural em negociações financeiras é uma prática antiga.
A lei que o regulamenta atualmente (Lei nº 492) é de 30 de agosto de 1937. Entretanto, o penhor rural existe desde outubro de 1855, quando foi instituído por meio do Decreto 3.272.
Ao longo dos anos, surgiram novas leis para corrigir imprecisões relativas a entendimentos sobre prazos dos contratos e nomenclaturas.
O texto original previa, por exemplo, que o penhor rural duraria de três a quatro anos prorrogáveis, apenas uma vez, por igual período.
Depois, foi estabelecido pela Lei 12.873/2013 que “o penhor agrícola e o penhor pecuário não podem ser convencionados por prazos superiores aos das obrigações garantidas”.
A diferença entre penhor rural e benfeitoria é relativamente grande. O penhor rural é para bens cedidos em garantia de pagamento. Enquanto isso, as benfeitorias rurais são um seguro que protege o investimento feito com recursos próprios, a exemplo de consórcio ou leasing.
Penhor cedular: o que é a Cédula Rural Pignoratícia?
Pela lei vigente, quando efetivado o registro do penhor rural, é possível expedir a CRP (Cédula Rural Pignoratícia). Esse é um título representativo de financiamento rural suscetível de circulação.
A CRP funciona como uma modalidade de cédula de crédito rural com promessa de pagamento em dinheiro. O produtor rural pode emitir a CRP em favor do devedor para pagamento da dívida.
Pessoas físicas e jurídicas podem usar a CRP, que pode ser transferida sucessivamente. Isso desde que se acrescente o nome ou firma do endossante, seu domicílio, a data e a assinatura à ordem de pagamento.
A CPR é resgatável a qualquer tempo. As condições para isso são efetuar o pagamento da sua importância, mais os juros devidos até o dia da liquidação.
Como funciona o penhor rural?
O penhor rural funciona por meio de um contrato que, para ser estabelecido, deve passar por escritura pública ou particular. Ela deve ser transcrita no registro imobiliário da comarca onde estiverem os bens ou animais empenhados.
A escritura particular, conforme a legislação vigente, pode ser feita e assinada ou somente assinada pelos contratantes, e subscrita por duas testemunhas.
As assinaturas da escritura podem ser subscritas por duas testemunhas, seja manual ou eletrônica, conforme a legislação vigente. Na escritura, devem conter:
nomes, prenomes, estado, nacionalidade, profissão e domicílio dos contratantes;
total da dívida ou a sua estimação;
prazo para o pagamento;
taxa dos juros, se houver;
bens móveis ou imóveis dados em garantia, com as suas especificações, de molde a individualizá-las;
denominação, confrontação e situação da propriedade agrícola onde estão os bens empenhados, além da data da escritura da sua aquisição, ou arrendamento rural, e número da sua transcrição imobiliária;
demais estipulações usuais no contrato mútuo.
O penhor rural pode ser ajustado em garantia de obrigação de terceiros. Não é lícito, como depositário, dispor dos bens (a não ser por consentimento escrito).
Os bens, neste caso, ficam em poder do proprietário e sob a sua responsabilidade. Em caso de falecimento, o credor pode requerer ao juizado a remoção para o poder do depositário nomeado.
O credor ou possuidor da CPR tem o direito de verificar o estado dos bens empenhados como garantia e pedir informações escritas ao devedor. Em caso de abandono dos bens, o credor pode solicitar ao juizado que fique encarregado de os guardar, administrar e conservar.
A legislação autoriza um novo penhor rural se o valor dos bens exceder o valor da dívida anterior, ressalvada para esta a prioridade de pagamento. Assim, paga uma das dívidas, subsiste a garantia para a outra na sua totalidade.
O que pode ser objeto de penhor rural?
Podem ser objeto de penhor rural os bens ligados à atividade agropecuária. Por isso, o penhor rural é dividido em penhor agrícola e penhor pecuário. Abaixo, veja mais detalhes sobre cada um deles:
Penhor agrícola
No caso do penhor agrícola, podem ser objetos:
colheitas pendentes ou em via de formação;
frutos armazenados ou beneficiados e acondicionados para venda;
madeira das matas, preparada para o corte, em toras ou já serrada e lavrada;
Para o penhor pecuário, a legislação atual autoriza que podem ser objetos os animais criados para as indústrias pastoril, agrícola ou de laticínios.
Eles podem ser objetos em qualquer uma das modalidades, sejam eles de simples acessórios ou pertencentes à sua exploração.
Penhor Banco do Brasil (ou seguro de penhor rural)
O seguro de penhor rural é necessário para reduzir o risco de você não conseguir pagar a sua dívida, conforme o acordado no contrato com a instituição financeira.
Um dos mais conhecidos seguros nessa área é o penhor Banco do Brasil. Ele cobre prejuízos do objeto dado em garantia na operação de financiamento ou crédito rural.
O seguro penhor rural cobre produtos agropecuários, máquinas e implementos, veículos, produtos estocados e operações de comercialização agrícola.
Benfeitorias no caso de imóveis hipotecados também são inclusos. Ele está disponível em qualquer agência do banco.
Conclusão
Apresentar garantias de pagamento para obtenção de um financiamento ou crédito rural pode ser o principal fator para você conseguir recursos para o desenvolvimento da sua fazenda.
Por isso, verifique o que você pode penhorar na sua propriedade rural para facilitar a sua vida no momento de obter recursos.
Lembre-se também de fazer um seguro penhor rural para reduzir os riscos inerentes à atividade agropecuária e que será essencial para você se manter no ramo.
Seguro soja: saiba a importância desse recurso, como é a subvenção, como contratar, quanto custa e muito mais!
Devido aos fatores climáticos, sobretudo a falta de chuvas, fazer o seguro da soja é uma ação estratégica para a gestão rural que ajuda a se manter na atividade
Na safra 2021/2022, a produção de soja foi marcada pelafalta de chuvas e altas temperaturas em regiões produtivas. Houve perda de 10% em relação à safra anterior.
A soja teve sua produção afetada, principalmente, nos estados do Sul e Centro-Sul. Só no Rio Grande do Sul, a quebra foi de mais de 50%.
Neste artigo, saiba o que é o seguro soja, como funciona, como é a subvenção e quais os benefícios de contratá-lo. Confira!
O que é o seguro rural?
Oseguro rural é um instrumento de política agrícola criado para minimizar as perdas decorrentes de eventos climáticos e sanitários que podem afetar a atividade no campo.
A sua utilização deve sempre fazer parte das estratégias de gestão rural (previsão de riscos e eliminação de prejuízos). Isso evita danos causados à lavoura e ao financeiro do seu negócio.
Além do clima, você precisa lidar com as pragas, cada vez mais destrutivas e resistentes aos defensivos químicos. Outro problema são as oscilações do mercado, causadas por questões geopolíticas, guerras e de saúde da população, dentre outros.
Por isso, o seguro soja representa uma ferramenta para evitar perdas, contribuindo para a estabilidade financeira. Ele atua como transferência do risco da agricultura para o mercado securitário, minimizando a necessidade de socorro financeiro do governo.
Através da subvenção econômica ao prêmio do seguro rural, o Governo Federal apoia financeiramente os que contratarem essa modalidade de garantia. Ele arca com parcela dos custos de aquisição do seguro.
A operação oficial se dá por meio do PSR (Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural), cujas diretrizes estão no PTSR (Plano Trienal do Seguro Rural).
Além de minimizar perdas, o seguro agrícola no Brasil auxilia a conseguir taxas mais baixas na obtenção do crédito rural. Ele também estimula o aumento de áreas cultivadas e o uso de tecnologias.
Por isso, o orçamento do PSR tem sido priorizado: no exercício 2022, foram R$ 990 milhões para auxiliar o produtor no momento da aquisição do seguro. No 1º trimestre de 2022, foram pagos R$ 5,8 bilhões em indenizações, por conta de sinistros relativos ao clima.
Importância do seguro soja
O seguro agrícola para a soja objetiva te tranquilizar no que se refere aos problemas que podem ocorrer na lavoura devido a fatores climáticos ou sanitários.
A soja, por ser a principal cultura agrícola produzida no Brasil, tem grande participação na economia do país. É tanto que a redução de 10% na safra 2021/2022 foi o principal fator para a queda de 0,3% do VBP (Valor Bruto da Produção Agropecuária) em 2022, em relação a 2021.
Assim, além de ser bom para o produtor rural, a contratação do seguro agrícola é importante para a economia nacional. Afinal, isso garante o pagamento de tributos, a manutenção dos empregos e a geração de renda.
Outra regra é que a cobertura da soja inicia quando 70% ou mais da lavoura atinge a 2ª folha ou 15 cm de altura. Pode ser contratada toda a área plantada ou por talhão.
Já o seguro de produtividade é calculado conforme o valor investido para custear a lavoura segurada. Sendo assim, o valor é definido na contratação da apólice.
Aplica-se uma indenização quando a produtividade é menor que a garantida na apólice. Isso garante a você a capacidade de permanecer custeando a atividade.
A cobertura de replantio, no seguro soja, é feita somente em caso de ter ocorrido tromba d’água, chuva excessiva ou granizo. A vigência inicia 24h após o plantio e acaba quando as plantas atingem da 2ª até a 8ª folha. Isso varia entre as seguradoras.
Os eventos climáticos devem ser comunicados desde o início do plantio às corretoras ou diretamente à seguradora.
Em caso dos eventos climáticos citados, o prazo máximo da comunicação é de 8 dias corridos, e de 5 dias para coberturas de seca e chuva excessiva.
As vistorias são feitas de forma preliminar (20 dias corridos a contar do aviso) e final (no máximo em 15 dias antes da colheita). Os prazos podem ser alterados em casos de eventos catastróficos, e a área não pode ser colhida antes da vistoria do perito.
Outras vistorias podem ser feitas a qualquer momento pela seguradora. O perito deve ser sempre acompanhado por você ou por outro responsável por essa área da fazenda, de posse da apólice e do croqui da área para conferência dos dados.
O laudo deve ser assinado por essas mesmas pessoas, mesmo se houver discordância sobre as informações constantes. Caso isso ocorra, é possível fazer anotações relativas às dúvidas ou críticas, que serão analisadas pela seguradora.
Focos de pragas, doenças e falhas de estande são passíveis de penalização pelas seguradoras, por exemplo.
Como contratar o seguro agrícola no Brasil?
O seguro agrícola no Brasil é contratado diretamente junto a uma das 16 seguradoras credenciadas para este fim no Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento).
Ao manter contato, você deve conferir quais são as coberturas e valores da apólice. Em seguida, você escolhe a que mais se adequa para o seu objetivo com o seguro soja.
Em média, o custo do seguro soja por estado está em média de 6,28% do custo de produção. Essa porcentagem pode variar conforme a área de produção e a cobertura. Por isso, é sempre bom se informar bem antes de contratar.
Conclusão
Com os efeitos das mudanças climáticas atingindo cada vez mais a produção agrícola em todo o mundo, fazer o seguro soja é algo que deve estar no planejamento da produção.
Atualmente, o governo federal tem buscado simplificar as regras de contratação para que mais produtores possam adquirir esse importante serviço. Também surgem novas alternativas para a contratação rápida e prática de seguro. Esse é o exemplo da corretora Aegro.
Procure um especialista na área de seguros e veja qual a melhor forma de proteger a sua lavoura de soja. Fazendo isso, você estará garantindo a sua sobrevivência na atividade.
Quebra de safra: saiba quais fatores podem levar a uma quebra de safra agrícola, maneiras de evitá-la e os impactos que ela pode trazer.
A produção agrícola de uma determinada cultura pode ser bastante variável. Muitos fatores podem interferir na produtividade, como a quebra de safra.
A quebra de safra é uma grande redução do que estava previsto da produtividade de uma cultura, e pode acontecer por vários motivos. Ataques de pragas, eventos climáticos, doenças, uso errado de defensivos são apenas alguns motivos.
Nesse artigo, veja quais são os impactos locais e globais da quebra de safra e o que você pode fazer para evitá-la ou lidar com ela. Aproveite a leitura!
O que é quebra de safra?
A quebra de safra é definida como uma ocasião em que a produtividade agrícolana safra é muito reduzida no campo. Isso pode acontecer tanto em uma micro ou macrorregião quanto em um país inteiro.
A produtividade tem diversas definições teóricas e práticas, e pode ser medida de várias formas. Entenda abaixo:
Produtividade potencial (PP): é a produtividade máxima intrínseca ao material genético da cultivar utilizada e que pode ser alcançada. Teoricamente, se o material genético for ótimo, todos os fatores vinculados à produção também serão ótimos;
Produtividade irrigada ótima (PIo): é a produtividade alcançada em uma área com irrigação ótima;
Produtividade irrigada média (PIm): é a produtividade alcançada em áreas irrigadas, porém em que o manejo não consegue fornecer a quantidade ideal de água para a cultura ao longo do ciclo. Quando há quebra por esse motivo, é chamada quebra de água.
Produtividade atingível (PA): é a produtividade que se pode atingir em área não irrigada e considerando as perdas por déficit hídrico e nutricional relacionado à baixa captação de água;
Produtividade real ótima (PRo): a produtividade real ótima é a produtividade em sequeiro, e considera que os demais fatores são idealmente controlados;
Produtividade real média (PRm): é a produtividade na fazenda em condições de sequeiro e que é diminuída por outros fatores bióticos e abióticos. Essa quebra é chamada quebra de manejo.
Tipos de Produtividade (Fonte: Informações Agronômicas)
Quais fatores causam quebra de safra?
Os fatores que influenciam a produtividade e podem causar quebras de safra são divididos em bióticos e abióticos. Fatores bióticos estão relacionados a organismos vivos, enquanto fatores abióticos estão relacionados a fatores não vivos. São eles:
Doenças
As doenças podem ser de diversos tipos, mas as mais comuns são causadas por fungos, bactérias ou vírus. Elas podem atacar a parte aérea das plantas, a parte radicular, e até mesmo atacar o produto agrícola em pós-colheita.
Para evitar quebras desse tipo, adotar medidas como o MID (Manejo Integrado de Doenças) é fundamental. Afinal, através dessas medidas você consegue identificar as doenças na lavoura e controlá-las antes que causem a quebra.
Pragas
Insetos, ácaros e nematoides também podem causar quebra de safra. Eles podem influenciar diretamente a planta, afetando raízes, diminuindo a área foliar ou atacando o produto final. Além disso, as pragas podem ser vetores de doenças, principalmente virais.
Para evitar as quebras de safra causadas por pragas, investir no MIP (Manejo Integrado de Pragas) também é uma boa tática de prevenção.
Plantas daninhas
Plantas daninhas podem estar presentes na mesma área da sua cultura agrícola, competindo com ela por recursos como água, radiação, nutrientes, entre outros.
Se não devidamente identificadas e controladas, as plantas daninhas podem causar prejuízos enormes à cultura. Esses prejuízos podem chegar ao ponto de quebra de safra.
Água
A água é o maior fator limitante para o crescimento de culturas agrícolas ao redor do mundo. Sua falta causa diminuição na capacidade de crescimento e de formação de compostos para enchimento de grãos e frutos.
Sem o enchimento adequado dos grãos, a produtividade da cultura pode ser reduzida a níveis drásticos.
Temperatura
Temperaturas altas ou baixas podem causar estresse térmico nas plantas, o que limita muito o crescimento de plantas e produtividade.
Temperaturas altas normalmente aumentam os danos da falta de água e podem causar queima de folhas. Temperaturas baixas podem causar congelamento e destruição de tecidos que não mais se recuperam.
Vento
Rajadas de vento podem causar tombamento de plantas em estágios intermediários ou mesmo na maturação, impossibilitando a colheita e reduzindo a produção.
Investir em uma estação meteorológica na fazenda pode ser uma boa alternativa para prever e identificar ventos fortes demais. Tendo os identificado, você poderá adotar medidas que diminuam o impacto dessas ventanias.
Chuva
Poucas chuvas podem causar déficit hídrico por falta de água. Porém, seu excesso pode causar alagamentos e, caso ocorram em curtos espaços de tempo ou venham acompanhada de granizo, podem causar tombamento de plantas.
Esses fatores também podem causar a derrubada de folhas e/ou frutos e grãos. Investir em uma estação meteorológica também é uma alternativa para evitar esse tipo de quebra, além de realizar a drenagem do solo quando necessária.
Quebra de safra de milho e soja
Ultimamente quebras de safra em culturas de importância tem sido comum. Por exemplo, na safra 2020/2021, a cultura do milho sofreu uma grande quebra na região Sul devido, principalmente, à estiagem, frio intenso e doenças.
No estado do Paraná, essa quebra de safra foi a maior da história, com cerca de 58% de perdas.
Já na safra 2021/2022 que recém termina, a cultura da soja sofreu a maior quebra de safra registrada na história. As perdas foram de cerca de 12% e 24 milhões de toneladas, comparadas à safra 2020/2021. A principal causa dessa quebra foi a estiagem.
O que a quebra de safra agrícola pode causar?
A quebra de safra causa uma redução abrupta da disponibilidade de um determinado produto agrícola. Ela pode gerar danos em diversas etapas da cadeia de distribuição de produtos. São elas:
Aumento de preços: a diminuição da oferta de um produto que continua sendo demandado causa uma alteração nos preços. Isso pode acontecer diretamente no consumidor ou nas cadeias de distribuição;
Diminuição de estoques: para produtos que podem ser estocados, como grãos, a quebra de safra pode causar uma necessidade de venda de estoques, causando desbalanço;
Impacto em mercados e bolsas: a quebra de safra inesperada de commodities agrícolas pode causar impacto grande nos valores dos produtos e seus derivados em bolsas de valores e mercado agrícola;
Falta de alimentos: a quebra de safra pode gerar escassez momentânea ou duradouro do alimento em uma região, país ou diversos países, dependendo de sua rede de exportação, por exemplo;
Insegurança alimentar: ao longo prazo ou em situações em que a produção da área afetada é a base alimentar da população, a quebra de safra pode gerar insegurança alimentar e fome;
Perdas econômicas: para produtores, um dos maiores efeitos da quebra de safra é o não retorno dos investimentos. Isso pode causar a falência do negócio ou o comprometimento de anos futuros e investimentos.
Como evitar a quebra de safra na produção agrícola?
Em alguns casos, a diminuição da produtividade na fazenda é inevitável. Esse é o exemplo das infestações gerais de pragas, estiagens extremas ou condições de vento que derrubam toda a produção.
Porém, há maneiras de evitar ou aliviar os efeitos que podem causar ou causaram a quebra de safra. Alguns deles são:
Planejamento agrícola: planejar a safra e estar ciente de quais serão as principais causas potenciais de perdas na região é crucial;
Buscar informação: estar de olho nas notícias da região, principalmente sobre indicadores, previsões climáticas ou intensidade de ataque de pragas/doenças;
Capacidade de manejo: ter equipamentos e insumos disponíveis para controle de pragas/doenças pode amenizar grandemente as perdas;
Planejamento financeiro: ter um planejamento financeiro da propriedade e compreender onde gastos podem ser diminuídos e onde há necessidade maior de investimento te dá maior flexibilidade e capacidade para enfrentar e se recuperar de quebras de safras;
Acompanhamento técnico: ter acompanhamento especializado de empresas e profissionais faz grande diferença nas tomadas de decisão, no manejo técnico da lavoura e também nos mercados;
Contratação de seguro: o seguro agrícola contra perda pode dar maior tranquilidade ao produtor de ter um retorno financeiro caso a produtividade seja grandemente reduzida;
Apoio da tecnologia: ter acesso rápido à informação de suas lavouras, do mercado e condições climáticas é decisivo para amenizar os impactos na lavoura e diminuir a quebra de safra.
Conclusão
A agricultura é uma atividade de alto risco, principalmente porque muitos dos fatores que definem seu sucesso não podem ser controlados.
Isso causa uma possibilidade de que a produção atingida seja muito mais baixa do que a esperada, quebrando a safra.
Fique por dentro das possíveis causas e consequências da quebra de safra através do uso de tecnologias de monitoramento e de seguro agrícola.
Proagro: compreenda sua importância, identificar as diversas coberturas disponíveis e entender o que não é contemplado são elementos fundamentais.
O Proagro, Programa de Garantia da Atividade Agropecuária, visa garantir o pagamento das parcelas do crédito de custeio da produção.
É aplicável a produtores que enfrentam perda de receita devido a eventos climáticos, pragas ou doenças na lavoura. Essencialmente, o Proagro funciona como um programa para sanar possíveis dívidas de custeio.
Este artigo apresenta as exigências e todas as coberturas disponíveis. Aproveite a leitura!
Proagro: o que é?
O Programa de Garantia da Atividade Agropecuária, conhecido como Proagro, é um programa governamental com regras próprias que funciona como uma espécie de seguro. Ele serve para garantir o pagamento de financiamentos rurais de custeio agrícola, em casos de lavouras prejudicadas por situações climáticas, pragas ou doenças graves.
Ele foi criado pela Lei 5.969/1973 (já revogada) e é regido pela Lei 8.171/1991, tendo sido regulamentado pelo Decreto 175/1991 e pela Lei 12.058/2009.
O programa é custeado com recursos da União. Esses recursos vêm de contribuições do produtor rural (adicional/prêmio do Proagro) e de receitas da aplicação do adicional colhido. As normas do Proagro constam no MCR (Manual de Crédito Rural).
O foco do Proagro são os pequenos e médios produtores rurais. Porém, pode atender a todos que se enquadram nos limites de coberturas estabelecidos no Manual de Crédito Rural.
A diferença entre o Proagro e o Seguro Agrícola está na origem do dinheiro utilizado para fazer as indenizações e pagamentos de apólices. O Proagro é um programa governamental. Portanto, o recurso que pode ser pago a um agricultor tem origem nos cofres públicos.
Já os seguros agrícolas fazem parte das modalidades de Seguro Rural, que é operado por instituições privadas voltadas para este fim. Essas instituições são autorizadas pelo Mapa.
Proagro Mais
O Proagro Mais é voltado para beneficiários do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), cujas regras também estão no MCR.
O Proagro Mais abrange o financiamento de investimento rural, permitindo ao beneficiário incluir a parcela do crédito destinada a investimentos. O beneficiário pode apresentar à instituição financeira uma declaração identificando a operação de investimento rural a ser respaldada pelo contrato.
Esse beneficiário pode ainda apresentar o valor da prestação e a data de vencimento.
O Proagro Mais funciona também como uma garantia de renda mínima. Isso é feito por meio do enquadramento de um valor que será vinculado ao orçamento de custeio da lavoura.
O objetivo é garantir a subsistência do pequeno agricultor em caso de perdas de receitas por conta de fenômenos naturais, pragas ou doenças.
Como funciona o Proagro
O Proagro é oficialmente gerenciado pelo Banco Central do Brasil e operado por instituições financeiras autorizadas a fornecer crédito rural. Essas entidades realizam contratos de operações de custeio e são responsáveis por formalizar a participação do agricultor no programa.
Se o pedido de cobertura do Proagro for negado pelo agente financeiro, o produtor rural pode recorrer à Comissão Especial de Recursos. Essa é uma instância administrativa do Proagro.
Em lavouras temporárias, como de sojaetrigo, a cobertura começa quando é feito o transplantio ou emergência da planta na lavoura. Ela termina com a colheita ou o fim do período recomendado para a colheita.
Já nas lavouras permanentes, como a de café, a cobertura começa com o débito do adicional na conta da operação ou recolhimento no adicional ao Banco Central. Ela também termina com o fim da colheita.
Manter em dia o pagamento das parcelas do custeio agrícola não é uma tarefa fácil. Isso se agrava em tempos de aumento dos efeitos das mudanças climáticas.
Além de alterar o regime de chuvas e intensificar secas e geadas, as mudanças climáticas tornaram as pragas e doenças mais destrutivas para a agricultura.
Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), 40% da produção agrícola é perdida para pragas. Elas “roubam a economia global” mais de US$ 220 bilhões anualmente.
Por isso, se você obtiver crédito de custeio da produção, é de grande importância aderir ao seguro do Proagro ou ao Proagro Mais.
Coberturas do Proagro
O Proagro cobre perdas decorrentes dos seguintes eventos, desde que a lavoura já tenha emergido na área enquadrada no programa:
causadas pela seca, em locais onde houve o esgotamento natural dos mananciais utilizados para a irrigação – o beneficiário deve optar por essa cobertura na contratação.
O que o Proagro não cobre
A lista do que o Proagro não cobre é grande. Por isso, fique de olho antes de acionar o programa.
evento fora da vigência do amparo do Proagro ou do Proagro Mais;
incêndio na lavoura;
erosão do solo;
plantio em desconformidade com o Zarc;
práticas inadequadas de controle de pragas e doenças;
deficiência nutricional por adubação errada;
uso de tecnologia inadequada;
exploração de lavoura há mais de 3 anos na mesma área, sem conservação e fertilização do solo;
cancro da haste e nematoide de cisto na lavoura de soja implantada com variedades consideradas suscetíveis a essas doenças;
doenças conhecidas por “gripe aviária” e “mal da vaca louca”;
em lavouras irrigadas: seca, estiagem ou chuva na fase da colheita ou geada; quando considerados eventos comuns e conhecidos para a época e a região;
quando há seguro contratado para a lavoura ou para itens do empreendimento;
o contrato de crédito não possui cláusula de enquadramento no Proagro ou no Proagro mais;
quando o beneficiário apresenta documento referente ao empreendimento falso ou adulterado;
ocorrido o sinistro, o cálculo da produção final tenha sido realizado com base em faixas restantes da lavoura já colhida;
as coordenadas geodésicas da cultura são distintas da daquelas informadas ao agente do Proagro.
Como é calculada a indenização do Proagro
Segundo as diretrizes do Banco Central do Brasil, a compensação no Proagro é calculada com base nas perdas verificadas e respaldadas pelo perito.
O beneficiário é elegível à compensação se a perda for coberta pelo Proagro ou Proagro Mais e se puder comprovar a aquisição dos insumos. Além disso, é necessário apresentar comprovantes de despesas válidos.
Em situações de redução da área enquadrada, a compensação será proporcional à área de emergência das plantas, e se houver produção, as receitas serão deduzidas.
No Proagro Mais, não há compensação se a receita gerada for igual ou superior a 70% da receita bruta esperada, a menos que haja uma parcela de investimento.
Como recorrer do cálculo, em caso de discordância
O prazo para análise e julgamento do pedido de cobertura é de 45 dias úteis, após recebimento do relatório final. São 5 dias úteis para fazer a comunicação ao beneficiário, após a decisão.
Os motivos do indeferimento parcial ou total devem ser informados. Em caso de negativa da cobertura, o produtor tem 30 dias úteis para recorrer, por meio de pedido de revisão que deve ser apresentado ao agente do Proagro.
O recurso pode ser encaminhado à CER (Comissão Especial de Recursos), ligada ao Mapa.
A solicitação de recurso deve seguir o formato padrão, incluindo documentação e a assinatura do produtor ou representante legal. O produtor rural tem o direito de acessar os documentos do processo mantidos pelo agente do Proagro. Em casos de pendências administrativas, o agente deve resolver a situação no prazo de 180 dias.
Como acionar o pagamento
O seguro Proagro e o Proagro Mais podem ser acionados por meio das instituições financeiras autorizadas pelo Banco Central do Brasil a operar com crédito rural. Você pode acionar de duas formas:
diretamente no contrato de financiamento de custeio agrícola, em uma cláusula específica do contrato;
através do Termo de Adesão para atividades que não são financiadas.
No contrato, são descritas as principais condições de enquadramento no Proagro ou no Proagro Mais:
a lavoura e a área;
produção e produtividade esperada;
valor enquadrado;
alíquota, a base de incidência e a época da exigibilidade do adicional;
o período de vigência do amparo do Proagro ou do Proagro Mais.
Regras do Proagro
Para contratar o seguro, são feitas as seguintes exigências, válidas para o Proagro e o Proagro Mais:
coordenadas geográficas da lavoura;
orçamento análitico das despesas previstas para a lavoura, com discriminação dos tipos de insumos e rerspectivos valores.
Para ter direito ao Proagro ou ao Proagro Mais, você paga uma porcentagem no valor total a ser coberto. O valor é similar ao prêmio pago na contratação do seguro.
Ele precisa estar previsto no contrato de crédito. Afinal, é debitado pela instituição financeira na conta onde é controlado o histórico de financiamento.
O valor do adicional varia de acordo com a modalidade do programa, cultura e sistema de produção. Conforme passam-se os anos, o valor do adicional é aumentado para o produtor.
Taxas atuais do programa
Para lavouras irrigadas, as taxas de juros do Proagro e do Proagro Mais são de 2%. Para soja em sequeiro, a taxa é de 5% do Proagro e 3,8% do Proagro Mais. As demais culturas zoneadas (em sequeiro) possuem 4% de taxa no Proagro, e 3% no Proagro mais.
Agora, confira as taxas para milho, trigo, feijão, cereais de inverno e outros:
Milho (sequeiro) na 1ª safra e 2ª safra: 5% no Proagro e 3,8% no Proagro Mais;
Milho (sequeiro) na região Sul: 8,5% no Proagro e 7,5% no Proagro Mais;
Milho (sequeiro) nas demais regiões: 7% no Proagro e 5% no Proagro Mais;
Trigo (sequeiro): 8,5% no Proagro e 7% no Proagro mais;
Cereais de inverno (aveia, cevada e canola) no Sul e no Sudeste: 8,55% no Proagro e 7% no Proagro Mais;
Cereais de inverno (aveia, cevada e canola) nas demais regiões: 7% nos dos programas;
Feijão (1ª safra): 4% no Proagro e 3,5% no Proagro Mais;
Feijão (2ª e 3ª safra): 6,5% no Proagro e 5% no Proagro Mais.
Sorgo (sequeiro): não há taxa no Proagro, e 3% no Proagro Mais;
Lavouras não zoneadas: não são permitidas no Proagro, e 3% no Proagro Mais;
Empreendimentos não financiados: 6% nos dois programas;
Empreendimentos em áreas agroecológicas: 2% nos dois programas.
Conclusão
Os seguros Proagro e Proagro Mais desempenham um papel crucial para aqueles que buscam financiamento para custear a produção agrícola.
Em tempos passados, durante sua criação, sua importância já era notável, mas hoje é ainda mais significativa diante da crescente influência das mudanças climáticas.
É fundamental compreender as regras desses programas para evitar surpresas ao solicitar uma possível indenização.
Ter o suporte de um especialista na área é essencial. Já adquiriu o Proagro? Surgiram dúvidas sobre as normas do programa? Compartilhe seus questionamentos nos comentários abaixo!
Você já contratou o Proagro? Restou alguma dúvida sobre as regras do programa? Deixe seu comentário abaixo!
Seguro de propriedade rural: conheça as coberturas dessa modalidade, seguradoras disponíveis, vantagens desse seguro rural e muito mais!
O seguro de propriedade rural é uma modalidade do seguro rural e cobre perdas parciais ou totais dos bens relacionados às atividades agrícolas.
Os problemas causados pelas mudanças climáticas causam prejuízos à lavoura e ao patrimônio da propriedade.
É preciso buscar meios para que os riscos da atividade agrícola sejam reduzidos. Uma das principais formas é a grande quantidade de seguro para agronegócio existentes.
Neste artigo, você saberá como funciona o seguro de propriedade rural, quais as coberturas e muito mais. Boa leitura!
O que é um seguro rural?
O seguro rural (ou seguro agrícola) é um instrumento de política agrícola fundamental para o produtor rural. Ele protege quem produz contra perdas ocasionadas pelas mais variadas adversidades climáticas.
Existem diversas modalidades do seguro rural, como o seguro de propriedade rural. Conhecer essa modalidade é um passo fundamental para uma gestão agrícola completa e precavida contra riscos.
Caso qualquer uma das causas a seguir cause prejuízo aos seus bens, a seguradora pode precisar pagar. Essas causas também precisam estar bem especificadas na apólice.
Chuvas excessivas ou com granizo;
Incêndios, fumaça, explosões e quedas de raios;
Furacões, ciclones e alagamentos;
Roubos;
Furtos ocorridos mediante arrombamento;
Danos de ordem elétrica;
Colisões de veículos;
Quedas de aeronaves;
Recomposição de documentos.
Esses problemas são também um alerta para que você faça um seguro multirrisco rural, o seguro residencial rural e o seguro porteira fechada.
O que é o seguro de propriedade rural?
O seguro de propriedade rural cobre perdas em caso de danos parciais ou totais aos bens relacionados às atividades agrícola, pecuária, aquícola ou florestal. Isso desde que não tenham sido oferecidos em garantia nas operações decrédito rural.
Ele faz parte das modalidades do seguro agrícola e é também conhecido como seguro residência rural ou seguro de benfeitorias e produtos agropecuários.
Pode ser contratado por pessoa física ou jurídica. Ele abrange bens utilizados nas operações de:
produção no campo;
armazenamento;
processamento;
beneficiamento;
manipulação;
acabamento do produto agrícola.
Todas essas atividades devem estar listadas na apólice. Só assim elas terão validade em caso de sinistros, que podem ter várias causas.
Bens cobertos pelo seguro de propriedade rural
Existe uma grande quantidade de bens que podem ser assegurados pelo seguro. Veja abaixo quais bens podem ser cobertos:
Construções, benfeitorias e outras instalações destinadas ao desempenho das atividades agropecuárias;
Dependências anexas às construções, como instalações fixas de água, eletricidade, gás, refrigeração, calefação e energia solar, além de locais onde são criados animais, cultivada uma lavoura ou mantida exploração de terra;
Imóveis destinados à moradia do produtor e familiares ou funcionários;
Móveis e utensílios onde são guardados os imóveis (sacarias, embalagens, ferrarias, recipientes e aparelhos eletrîonicos);
Equipamentos diversos, como balança rodoviária, geradores e transformadores;
Produtos agropecuários, a exemplo de insumos e mercadorias agrícolas;
Regras para ressarcimento no Seguro de Propriedade Rural
O ressarcimento do prejuízo causado a esses bens mencionados acima deve ocorrer, conforme as seguintes regras:
ser de propriedade do segurado, com comprovação da posse no contrato;
estar identificado/discriminado na apólice/certificado de seguro;
ser relacionado às atividades rurais realizadas pelo segurado;
não estar relacionado como garantia de operações de crédito rural.
Valores e relação custo-benefício
Na indenização de um sinistro, é preciso avaliar quais são os valores necessários para a indenização para atender às necessidades geradas pelo evento.
Por isso, analise todas as coberturas conforme as suas necessidades. Considere também o custo das operações, como o prêmio a ser pago todo mês.
Avalie também o valor da franquia e o quanto será descontado do valor devido pela indenização que cabe a você garantir como segurado.
Na relação custo-benefício, avalie cada caso de forma separada e de preferência com a assessoria de uma empresa corretora especializada em seguros rurais. Agindo dessa forma, você estará se precavendo de algum eventual erro de cálculo.
Qual seguradora faz seguro rural?
Existem 16 seguradoras que atuam com o seguro agrícola no Brasil, segundo o Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento).
Além disso, existem diversos prestadores de serviços e tecnologias agrícolas que auxiliam na oferta de cotações entre produtores e seguradoras.
Além do seguro de propriedade rural, o sistema também oferece as modalidades de:
Seguro agrícola
Seguro de máquinas e equipamentos
Seguro automóveis
Seguro de vida
Basta preencher um breve formulário totalmente digital que uma corretora parceira entrará em contato com uma proposta personalizada, sem qualquer compromisso prévio.
Quais são as vantagens do Seguro de Propriedade Rural?
O Seguro de Propriedade Rural tem como principais vantagens a proteção do patrimônio e a possibilidade de ressarcimento dos prejuízos causados por eventos diversos. É essencial para evitar grandes perdas e continuar na atividade rural.
Os efeitos das mudanças climáticas têm sido intensificados nos últimos anos. Secas severas, geadas e excesso de chuvas, com inundações de lavouras são mais frequentes.
Chuvas, desabamentos, ventos fortes e raios podem causar prejuízos nos bens necessários para a atividade agrícola. Com um seguro, você garante o ressarcimento por esses bens.
Não deixe de se precaver com um seguro de propriedade rural para garantir a estabilidade financeira da fazenda.
Comparação entre opções de seguro de propriedade rural
Ao estabelecer contato com empresas corretoras de seguro para o agronegócio, peça comparativos entre as opções que podem ser utilizadas. Essas opções devem estar de acordo com as necessidades da sua fazenda.
Agindo dessa forma, você poderá assinar um contrato com a garantia das vantagens que o seguro de propriedade rural oferece.
Antes de assinar, leia e revise todos os pontos para que você esteja muito ciente do que está fazendo. Assim, você também confere se as informações inseridas estão corretas.
Caso as informações estejam erradas e houver um prejuízo, as seguradoras podem se negar a pagar por conta desses erros.
Coberturas em combinação
Você também pode averiguar ainda a necessidade de fazer outros tipos de seguros para ampliar a sua cobertura.
Avalie as modalidades de seguro rural e verifique quais delas podem ser melhor utilizadas para proteger seu patrimônio e a sua produção agrícola.
Quais são as modalidades de seguros rurais?
Além do Seguro de Propriedade Rural, as modalidades de seguro rural são:
Ao contratar uma modalidade de seguro, é importante ficar de olho nas coberturas e o que está especificado na apólice de seguro.
Conclusão
Estabelecer estratégias que reduzam os riscos da atividade agrícola deve estar sempre presentes na gestão de uma propriedade rural.
Por isso, contratar um Seguro de Propriedade Rural é de grande importância, e ele ganha ainda mais força quando combinado com outros tipos de coberturas de seguros.
Consulte uma seguradora de sua preferência para proteger seu patrimônio e a renda dos seus colaboradores.
Seguro rural: como o aumento dos limites financeiros, a simplificação das regras do PTSR e ampliação do Zarc dão mais segurança nas negociações da sua atividade
O seguro rural é uma importante ferramenta de gestão que oferece proteção contra perdas decorrentes das adversidades que afetam a lavoura. Ele protege os seus investimentos e te mantém na atividade.
O Governo Federal reservou R$ 2 bilhões para o PSR (Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural), junto ao Plano Safra.
Para que você se beneficie do Seguro Rural, é preciso conhecer as novas regras do PTSR (Plano Trienal do Seguro Rural) 2022-2024. Nele, estão as diretrizes do PSR.
Neste artigo, saiba quais são os tipos de seguro rural, as regras, como funciona a cotação, preços e mais! Aproveite a leitura!
O que é o seguro rural
O seguro rural reúne um conjunto de seguros para o produtor rural. Eles vão desde o seguro agrícola (de lavoura), até o seguro de cédula de produtor rural e de máquinas.
É importante ressaltar a diferença entre seguro rural e seguro agrícola. O seguro rural abrange vários tipos de seguro (máquinas, benfeitorias, de vida, etc.), incluindo o seguro agrícola (uma ramificação do rural).
Entender a importância do seguro rural é essencial para uma boa gestão agrícola, sobretudo por ser uma atividade de elevado risco. Fatores que colaboram para as incertezas no campo são:
instabilidade climática;
problemas de ordem sanitária (pragas e doenças);
oscilações do mercado agrícola.
Uma boa gestão inclui a previsão de riscos e um plano de ação (que deve incluir o seguro rural) em caso de possíveis prejuízos. Assim, você contribui para sua estabilidade financeira e permanência na atividade.
Um benefício do seguro rural é que ele estimula o aumento da área cultivada e o uso de tecnologias. Isso porque atua como garantia adicional de acesso ao crédito rural. Ele te ajuda a conseguir taxas de juros mais baixas na obtenção de crédito.
Afinal, com o seguro, o risco agrícola é reduzido.
Do lado governamental, o seguro rural diminui a pressão por crédito subvencionado, voltado para investimentos privados de alto risco que são de interesse do Estado. Por isso, o Governo Federal aumenta ano a ano os recursos para o PSR.
Tabela mostra que orçamento quase triplicou entre 2018 e 2022 (Fonte: Mapa)
Segundo o Mapa, no 1º semestre de 2022, as indenizações de seguro rural atingiram R$ 7,7 bilhões. Isso foi impulsionado pelas perdas no Centro-Sul.
Esse valor supera o ano de 2021 e corresponde a quase 66% do que foi pago em indenização pelas seguradoras (R$ 11,7 bilhões) entre 2014 e 2020.
Quanto custa o Seguro Rural?
Pelas regras do PSR, o valor desembolsado pelo produtor na cobertura do seguro rural gira em torno de 6% a 15% do custo de produção. Isso varia conforme a região da lavoura e a cultura que será coberta.
Por isso, é importante que você, dentro da sua estratégia de gestão, defina o que deseja segurar em sua propriedade rural. Por exemplo, pode ser uma lavoura inteira ou parte dela.
Além disso, é possível optar por mais de um tipo de seguro para a sua propriedade e atividade agropecuária. Conheça abaixo todos os tipos de seguro rural.
Tipos de seguro rural
O seguro rural possui várias modalidades previstas por legislação. São elas: seguro agrícola, pecuário, aquícola, de benfeitorias e produtos agropecuários, de penhor rural, de floresta, de vida do produtor rural e de cédula de produto rural.
Cada um dos tipos de seguro rural é destinado para uma cobertura específica, conforme você vê abaixo.
Seguro Pecuário
Cobre as perdas por morte de animais destinados ao consumo, produção, criação, recria, engorda ou atividade de tração.
Seguro agrícola
Destina-se a cobrir as perdas causadas, sobretudo, por fenômenos meteorológicos. Isso desde a emergência da planta até a colheita.
Os fenômenos meteorológicos, neste caso, são: variação excessiva de temperatura, incêndio, raios, geada, granizo, tromba d’água, chuvas excessivas, seca e ventos fortes.
Seguro de Vida
Destina-se ao produtor rural e é válido para o período do financiamento, sendo o beneficiário o agente financiador.
Seguro Aquícola
Garante indenização por morte e outros riscos inerentes aos animais aquáticos (peixes e crustáceos), como doenças ou acidentes.
Seguro de Benfeitorias e Produtos Agropecuários
Cobre perdas e danos causados em bens utilizados na atividade rural que não tenham sido oferecidos como garantias em operações de crédito rural.
Seguro de CPR (Cédula de Produto Rural)
Garante o pagamento de indenização em caso de comprovada falta de cumprimento, por parte do tomador, de obrigações estabelecidas na cédula de produto rural.
Seguro de Florestas
Indeniza prejuízos causados às áreas de florestas seguradas, desde que identificadas e caracterizadas na apólice. Ainda, desde que tenham decorrido de um ou mais riscos cobertos.
Seguro de Penhor Rural
Este seguro cobre perdas e danos causados às atividades rurais oferecidas como garantia em operações de crédito rural.
Novas regras do Seguro Rural
Para ampliar o número de beneficiários atendidos pelo PSR, o Mapa criou regras para o PTSR, válidas para o triênio 2022-2024.
O objetivo das mudanças é simplificar mais as regras do PSR para facilitar o entendimento pelo produtor rural e pelos agentes de operacionalização do seguro.
Nas regras atuais, o percentual de subvenção ao prêmio é de 20%, 25%, 30%, 35% ou de 40%. Veja as regras do PSR 2021:
Mudanças nas regras foram para atender ao setor produtivo, segundo o Mapa (Fonte: Mapa)
A depender da modalidade, da cultura e da cobertura contratada, pode ser de 20% ou 40%.
Para o triênio 2022-2024, houve a simplificação e aumento dos limites financeiros, além de maior subvenção para o milho verão e milho safrinha. Houve ainda maior apoio aos seguros de mais de 60 culturas. Confira abaixo as novas regras do PTSR:
Soja e do seguro paramétrico (sob medida) continuam com 20% (Fonte: Mapa)
Incentivo às práticas sustentáveis no Seguro Rural
As práticas sustentáveis estão sendo incentivadas por meio das contratações de Seguro Rural em 2023 e 2024.
Se o mutuário for segurado do Programa ABC (agricultura de baixo carbono), com contrato vigente até 31/12/2021, há diferenciação do percentual de subvenção. Essa diferença é de 25% para a soja e 45% para as demais culturas no prêmio para as apólices.
Assim, quem contratou financiamento do ABC até 2022, pode acessar em 2023 uma subvenção diferenciada. Essa subvenção é de 20% para a soja e 40% para as demais atividades.
Cobertura do Seguro Rural no Norte e Nordeste
Desde 2019, o Governo Federal vem incentivando produtores rurais do Norte e Nordeste com a destinação de recursos específicos do Seguro Rural.
O objetivo é a contratação de apólices de seguro nessas regiões, para onde foram destacados R$ 56 milhões em subvenção ao prêmio em 2021.
Esse valor, segundo o Mapa, auxiliou na contratação de 5.282 apólices, com área total segurada de 825 mil hectares, e R$ 4 bilhões em garantia de capitais.
Em 2022, produtores de grãos dessas regiões tiveram R$ 60 milhões em recursos exclusivos. Para 2023 e 2024, estão previstas subvenções ao prêmio diferenciado de 30% para a soja e 45% para as demais atividades.
Georreferenciamento e certificação de profissionais no seguro rural
Outra novidade para o seguro rural 2022 é que todas as apólices seguradoras precisam ter a indicação de área segurada com o polígono completo. Não é possível mais apenas a marcação de um ponto da propriedade rural.
Com isso, espera-se obter mais informações de cada apólice, com vistas à:
A certificação dos profissionais para atuarem com seguro rural é outro item importante: agora, há requisitos mínimos para o atendimento. A ideia é que as certificações tragam diretrizes para atuação profissional no âmbito do PSR nos seguintes aspectos:
No Brasil, o seguro rural é contratado com os principais objetivos: multirrisco, custeio, produção, faturação ou receita, riscos nomeados, paramétricos ou produtividade por faixa. Saiba um pouco mais sobre cada um desses objetivos a seguir.
Seguros multirrisco
Esse tipo de seguro abrange produtos nos quais são cobertos diversos riscos em uma única cobertura. Não há a possibilidade de contratação de um determinado risco em detrimento de outro.
Seguro de custeio
É uma modalidade de seguro vinculada ao custeio agrícola, tendo como objetivo garantir a produtividade estabelecida na apólice do custeio. Uma forma de diminuir o risco de inadimplência e facilitar a obtenção do financiamento.
Seguro de produção
Destina-se a garantir a produção do cultivo perante as adversidades climáticas. O limite máximo de indenização é calculado com base na produtividade garantida para a área a ser segurada.
A produtividade é multiplicada por um preço estabelecido no momento da contratação.
Seguro de faturamento ou receita
Além de garantir a produtividade agrícola esperada, garante o preço de venda do produto no mercado futuro.
Seguro de riscos nomeados
É um seguro em que são cobertos os riscos em coberturas diferentes. Há a possibilidade de contratar apenas as coberturas de maior interesse. As coberturas mais comuns são de granizo, geada, incêndio e/ou chuva excessiva.
Seguro paramétrico
É de acordo com a necessidade específica do cliente, e considera as oscilações dos parâmetros climáticos (temperatura e precipitação). No momento em que o índice de temperatura ou de ventos é muito alto, a cobertura é feita.
Seguro de produtividade por faixa
Atende às necessidades de produtores que possuem históricos de produtividade detalhados e que conseguem calcular o seu risco.
Podem recorrer produtores que dificilmente terão uma perda inferior à determinada produtividade, em função da área cultivada e do nível tecnológico utilizado.
Outros fatores que influenciam a contratação do seguro rural
Além dos tipos de seguro rural, você deve ficar por dentro de outros fatores:
Se o plantio está sendo feio em áreas de pastagens ou não;
O nível de cobertura contratado, que afeta o valor do prêmio pago na contratação;
A localização das glebas;
O valor contratado de cobertura da cultura (é com base nele que a seguradora irá calcular a indenização).
Seguro Rural na Agricultura Familiar
Em 2020, o Mapa lançou um projeto-piloto para fomentar a contratação de seguro rural pelos produtores ligados ao Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar). O orçamento é de R$ 50 milhões.
Dez mil produtores familiares participaram desse projeto, cujas diretrizes básicas são:
Massificar a utilização do seguro rural, com a expansão do número de lavouras e hectares amparados;
Assegurar o papel do seguro rural como mitigador dos efeitos dos riscos climáticos das atividades agropecuárias;
As constatações serviram para o Governo Federal justificar a destinação exclusiva de recursos do seguro rural para as contratações nas regiões Norte e Nordeste.
Quem pode solicitar e como contratar o Seguro Rural?
A contratação do seguro rural pode ser feita por meio de um corretor ou de uma das 15 seguradoras habilitadas para operar no PSR.
Qualquer pessoa física ou jurídica que cultive espécies contempladas pelo programa pode solicitar a contratação. Uma forma de conhecer mais o PSR é por meio do aplicativo, disponível para Android e iOS.
Há informações sobre o LSPA (Levantamento Sistemático da Produção Agrícola), atualizado mensalmente pelo IBGE em todo o país. Além disso, há previsões do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia).
Aplicativo PSR pode ser baixado gratuitamente (Fonte: Mapa)
Como é o processo de contratação de um Seguro Rural?
Para contratar um seguro rural e tentar o subsídio do governo, você deve seguir os seguintes passos:
Formalizar a proposta de seguro em uma das seguradoras habilitadas no programa;
Após isso, a seguradora enviará a proposta de subvenção ao Mapa;
A proposta pode ser aprovada, a depender de critérios como:
limite financeiro disponível para o produtor;
limite financeiro disponível para a cultura e regularidade do produtor no Cadin (Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal).
Caso o incentivo seja aprovado, o Mapa realizará o pagamento do percentual do prêmio do seguro correspondente ao governo, diretamente para a seguradora.
Capacitação de profissionais e monitoramento
Com o aumento de beneficiados pelo PSR, o Governo tem se preocupado com a qualidade dos serviços. Por isso, incentivará instituições públicas e privadas a ofertarem cursos de capacitação de peritos, consultores e profissionais de seguradoras.
Para o segundo semestre de 2022, há previsão de início das capacitações com curso básico de introdução sobre serviços de avaliação de danos de sinistros.
Outra frente de ação é o monitoramento da qualidade dos produtos e serviços oferecidos pelas seguradoras que atuam no PSR. Ele é oferecido por meio do projeto Monitor do Seguro Rural.
O trabalho será coordenado pelo Departamento de Gestão de Riscos do Mapa. Ele contará com auxílio dos produtores rurais, entidades que os representam e empresas do setor.
Importância do Zoneamento Agrícola de Risco Climático para o Seguro Rural
O Zarc (Zoneamento Agrícola de Risco Climático) é um complemento importante na avaliação dos riscos de uma cultura que será segurada. Ele traz informações sobre riscos agroclimáticos no país.
Por meio do Zarc, é possível que cada município identifique a melhor época de plantio das culturas. Tudo isso em diferentes tipos de solo e ciclos de cultivares.
Atualmente, são 63 sistemas produtivos de cultivos agrícolas permanentes e anuais. Os estudos técnicos-científicos são realizados por por uma rede de pesquisadores da Embrapa e mais 150 especialistas. São 32 centros de pesquisa públicos e privados.
Com as informações do Zarc, você consegue ter uma ideia mais real sobre os riscos de determinada cultura agrícola e chegar a um valor mais correto para o seguro rural.
Isso porque os agricultores que seguem as recomendações do Zarc estão menos sujeitos aos riscos climáticos. Eles podem ser beneficiados pelo Proagro (Programa de Garantia da Atividade Agropecuária) e pelo PSR.
Qual seguradora faz Seguro Rural
Atualmente, no Brasil, existem 16 seguradoras habilitadas pelo Mapa no Programa de Subvenção. Elas atendem a mais de 60 culturas. Confira a lista abaixo.
Aliança do Brasil: seguro de custeio;
Allianz: produtividade agrícola, granizo;
BrasilSeg: faturamento agrícolas, pecuário, floresta e agrícola.
Essor: granizo (grãos, frutas e hortaliças), multirrisco, faturamento e custeio;
Excelsior: seguro de produtividade da soja e granizo;
Ezze: custeio, produtividade;
Fairfax: seguro pecuário, aquícola, de floresta, de produtividade, de riscos e de receita;
Mapfre: granizo, pecuária, olericultura, café, de colheita, custeio, floresta e faturamento;
Sancor Seguros: granizo, frutas, hortaliças, multirriscos e cana-de-açúcar;
Sombrero (sem informações sobre área de atuação);
Sompo Seguros: multirrisco para custeio, para produtividade e paramétrico;
Swiss RE: granizo e geada, incêndio, multirisco, faturamento e pecuário;
Tokio Marine: multirrisco produtividade, custeio e de riscos;
Too Seguros: multirrisco de produtividade e custeio, além do paramétrico;
Saiba mais sobre as condições gerais com que cada uma atua no site do Mapa.
Conclusão
Neste artigo, você viu que o seguro rural no Brasil avança bastante. Por isso, ele tem passado por alterações com vistas ao seu melhor entendimento e utilização, e mais recursos disponíveis.
O seguro rural é uma das principais ferramentas para uma boa gestão agrícola. Ele prevê riscos e ações mitigatórias, o que colabora para sua permanência na atividade rural.
É importante se atentar para as mudanças do PTSR, pois é ele quem baliza o Seguro Rural no Brasil. As alterações nas regras vieram para facilitar a sua vida.
Consulte uma seguradora de sua preferência, baixe os aplicativos PSR e Plantio Certo (do Zarc), e aprenda a manejá-los, pois também vão te auxiliar muito.
Você costuma segurar sua lavoura? Já foi contemplado com o auxílio do governo? Quais medidas poderiam melhorar o mercado de seguro rural no Brasil? Adoraria ver seu comentário abaixo!
Texto publicado em 21 de janeiro de 2020 e atualizado pela última vez em 07 de novembro de 2022 por Mário Bittencourt. Colaborou com o artigo Eduardo Bianconcini Teixeira Mendes, engenheiro-agrônomo, que atua com seguro rural, crédito rural e de custeio (Proagro) desde 2005.
Seguro de máquinas e equipamentos: saiba como funciona esse serviço, dicas para contratação e motivos para valer a pena esse investimento
Quando pensamos em seguro, seja ele residencial, automotivo ou até de maquinário agrícola, algumas frases surgem automaticamente em nossas mentes: “O seguro morreu de velho”; “É melhor ter um seguro e não usar”; “Nada vai acontecer comigo”.
Essas e muitas outras frases associam o gasto com seguro como um desperdício mensal de dinheiro.
Neste artigo falaremos sobre o que é seguro de máquina agrícola, vantagens e desvantagens desse tipo de serviço. Aproveite!
Como funciona o seguro de máquinas agrícolas?
A finalidade do seguro de máquinas agrícolas e tratores é proteger os principais equipamentos utilizados na condução da lavoura – o que pode incluir semeadoras, tratores, colheitadeiras, entre outros. As proteções mais comuns são contra roubo, incêndio e acidentes (danos físicos e elétricos).
Muitos pensam se vale a pena gastar com a aquisição de seguro de máquinas agrícolas ou se será apenas parte do nosso dinheiro sendo jogado fora. Na realidade, essa visão pode ser bem diferente!
Todos sabem que quem se previne evita surpresas desagradáveis, como por exemplo, a perda de uma máquina agrícola devido a algum acidente durante o trabalho na lavoura.
Já ouviu falar que “É melhor se prevenir do que remediar!”? A ideia do seguro de máquinas agrícolas parte do mesmo princípio.
Por mais cuidadoso que você ou seus operadores sejam, os riscos estão presentes no dia a dia agrícola e esperar algo acontecer para contratar o seguro não adianta.
Se algo ocorrer com alguma máquina agrícola, quanto tempo será necessário para juntar o dinheiro para a compra de uma nova?
(Fonte: Bradesco Rural)
Seguro para tratores agrícolas e outras máquinas
Existem muitas seguradoras que realizam seguro para tratoragrícola, colheitadeiras, plantadeiras, plataformas, pulverizadores e pivôs. O seguro pode ser contratado para trator de pequeno porte até máquinas mais complexas, com custos variados.
As apólices de seguros podem variar desde coberturas básicas como:
Roubo;
Furto (atenção, nem todos os tipos de furtos são cobertos);
Danos materiais decorrentes de acidentes de causa externa como colisão, capotamento, abalroamento, etc.
Incêndio, raio, explosão;
Vendaval, granizo.
Até coberturas adicionais – aquelas que você opta por contratar – que cobrem:
Danos elétricos;
Lucros cessantes;
Perda ou pagamento de aluguel;
Despesas fixas;
Responsabilidade civil;
Viagens de entrega;
Entre outros.
A disponibilidade e detalhes de cada uma variam de seguradora para seguradora.
O mercado de seguros, seja ele de qualquer natureza, é regulamentado e fiscalizado pela Susep, a Superintendência de Seguros Privados.
Qualquer dúvida ou irregularidade na prestação do serviço pela seguradora é possível comunicar à Susep, que tomará as providências de modo que o produtor rural não seja lesado.
Como fazer seguro de máquinas e equipamentos
Antes de fechar o contrato da apólice, consulte a lista de empresas autorizadas a operar no mercado.
Veja o passo a passo para contratação do seguro:
Escolha uma corretora de seguros e solicite um orçamento: Opte por uma corretora de seguros especialista que terá melhores preços e buscará o melhor custo-benefício dentre diversas seguradoras, orientando-o quanto às coberturas e exclusões do seguro.
Leia a proposta e as coberturas oferecidas: ao receber a proposta, leia atentamente as cláusulas e, se estiver de acordo, envie os dados necessários para a contratação.
Finalização do contrato e realização do seguro: a corretora de seguros agendará a vistoria presencial, se necessária. Na maior parte dos casos, o seguro já fica valendo no mesmo dia.Pode ser necessário assinatura e envio de documentos como notas fiscais, recibos de compras, etc.
Após a quitação da 1ª parcela, vistoria e aceitação por parte da seguradora, a apólice será gerada e enviada para o contato cadastrado. Leia atentamente a apólice de seguro a ser contratado para sua máquina agrícola e guarde uma via com você.
Como já comentado, em caso de alguma irregularidade na prestação do serviço o ideal é entrar em contato com a Susep e fazer a sua reclamação.
Algumas das principais seguradoras que as corretoras de seguros trabalham são:
Ao escolher o seguro, tenha sempre em mente a necessidade de proteger os seus bens e prevenir os riscos que possui em sua lavoura.
O ideal é negociar as coberturas do seguro para cada máquina agrícola, ponderar o valor e decidir se aquele bem merece a proteção que está sendo oferecida.
Dessa forma, o segurado garante a restituição do bem de acordo com o que foi negociado na apólice contratada.
Vantagens do seguro para máquinas e tratores agrícolas
Vantagens como agilidade e flexibilidade estão presentes em algumas corretoras de seguro do mercado.
Os agricultores conseguem pedir uma proposta e fechar um seguro no mesmo dia para seus equipamentos agrícolas, gerando agilidade no processo.
A flexibilidade está na aceitação da contratação do seguro, em certos casos, mesmo que o equipamento esteja com nota fiscal faltando ou tenha sido adquirido no exterior. E na possibilidade de incluir coberturas e ajustar franquias.
Algumas seguradoras geram descontos e bonificação de acordo com a experiência do seguro, ou por quantidade de equipamentos segurados, ampliação da franquia e instalação de rastreadores.
Além disso, há possibilidade de contratar o seguro plurianual (de 2 até 5 anos) e obter algum desconto com isso.
O seguro de máquinas agrícolas é muito similar ao de automóveis, podendo até ser parcelado sem acréscimo de juros – de acordo com cada seguradora contratada.
A desvantagem principal é que cada seguradora oferece garantias diferentes. Por exemplo, algumas cobrem furto simples, outras não, algumas garantem acidente em rodovias, outras não.
Para entender isso melhor, é fundamental contratar o seguro com atenção e com uma corretora de seguros que o oriente sobre esses detalhes bem como o que não está coberto.
Outra desvantagem é que as seguradoras costumam ter aceitação restrita para maquinários mais antigos.
Conclusão
Entre os bens essenciais e preciosos das fazendas estão suas máquinas agrícolas. Um seguro desses bens garantirá a proteção desse patrimônio crucial para o sucesso do negócio e que está exposto a diversos riscos.
A contratação de um seguro para esse maquinário gera maior tranquilidade aos agricultores frente a fatores que, na maioria dos casos, são externos ao bom uso das máquinas “dentro da porteira”.
Ao contrário do que muitos pensam, a contratação de um seguro não é somente para aqueles que possuem muito dinheiro, a ideia é justamente oposta, pois, quem tem muito dinheiro consegue bancar o custo de outra máquina em uma eventualidade.
Quem batalhou anos para comprar uma máquina e não tem recursos para adquirir outra é quem mais necessita do seguro, caso ocorra um imprevisto!
Você possui seguro de máquinas e equipamentos agrícolas? Acha que o seguro é uma vantagem ou desvantagem no seu caso? Restou alguma dúvida? Adoraria ver seu comentário abaixo!