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Irrigação por aspersão: conheça os principais sistemas de irrigação por aspersão, as culturas e fatores que influenciam na escolha do sistema

A irrigação por aspersão é o método mais utilizado em todo o mundo. Isso graças à sua versatilidade e adaptabilidade.

Mas é importante lembrar que a aspersão não é melhor que os demais tipos de irrigação

Para cada situação, existe um método e sistema que melhor se adequa. O método ideal  depende de uma série de fatores, e conhecê-los é essencial para acertar na escolha!

Ficou com vontade de aprender mais sobre irrigação por aspersão? Confira comigo a seguir!

Método ou sistema de irrigação?

Métodos e sistemas de irrigação são coisas diferentes.

Sistema de irrigação diz respeito ao conjunto de equipamentos e peças que atuam para realizar a irrigação.

Já os métodos de irrigação estão relacionados à forma de aplicação da água nas lavouras. Eles podem se relacionar a mais de um sistema de irrigação. 

Existem quatro tipos de métodos de irrigação:

  • superficial (ou por superfície);
  • aspersão;
  • localizada;
  • subsuperfície (ou subterrânea).

Nesse artigo, você irá conhecer mais sobre o método de irrigação por aspersão. 

Irrigação por aspersão

Irrigação por aspersão é um método de irrigação. Nesse método, os aspersores vão trabalhar para expelir a água. É uma forma de simular a chuva nas áreas de lavoura.

Sem dúvidas, é o mais clássico e popular da agricultura.

Ao simular a chuva, a água é aplicada sobre a folhagem da cultura e o solo.

duas fotos, uma ao lado da outra, de Pivô central e de aspersão convencional

Pivô central e aspersão convencional 
(Fonte: Safra Irrigação)

Para conseguir simular a chuva, os sistemas de irrigação por aspersão dependem de uma série de componentes para realizar o bombeamento, transporte e distribuição.

Bombeamento

O principal componente do bombeamento é o conjunto motobomba: uma bomba centrífuga e um motor acionador.

Esse conjunto é responsável pela captação e impulsionamento da água até os aspersores. 

As motobombas podem ser acionadas por energia elétrica ou por motores de combustão à diesel.

A escolha correta do sistema motobomba é fundamental para o funcionamento do sistema, sem que haja sobrecarga ou pressão insuficiente.

Transporte

Os componentes de transporte são responsáveis por transportar a água impulsionada pelas motobombas aos aspersores.

As tubulações são feitas dos mais diversos materiais. Podem ser materiais metálicos como aço zincado, aluminio e ferro fundido, ou plásticos como PVC ou polietileno.

A escolha do material dependerá da função da tubulação no sistema. A escolha também pode tornar o projeto economicamente viável.

Distribuição

Os aspersores são os componentes-chave da distribuição da água.

Eles podem ser classificados por uma série de critérios diferentes, como tipo de movimentação e alcance do jato, pressão de serviço, tamanho de gotas.

Confira na tabela:

tabela com critério, classificação e características dos aspersores

(Fonte: adaptado de Testezlaf, 2017)

De forma geral, o mais utilizado é o primeiro, a respeito do movimento rotacional dos aspersores.

Agora que você já sabe mais sobre a irrigação por aspersão, conheça a diferença entre os dois principais sistemas: o convencional e o mecanizado.

Sistema de aspersão convencional

Os sistemas convencionais utilizam os componentes tradicionais de aspersão: 

  • motobombas;
  • tubulações; e
  • aspersores.

Esses sistemas podem ser móveis ou fixos no campo. Quando móveis, os aspersores fazem a cobertura da área conforme são movimentados pela área.

Quando fixos, devem ser estrategicamente posicionados para cobrir a área total ou do setor desejado.

Sistema de irrigação por aspersão convencional

Sistema de irrigação por aspersão convencional
(Fonte: Boas Práticas Agronômicas)

Sistema de aspersão mecanizado

Nos sistemas de aspersão mecanizados, os aspersores encontram-se alocados em estruturas.  Essas estruturas, normalmente metálicas, se movem pela área para efetuar a irrigação.

O movimento da aspersão mecanizada pode ser feito pela ação de tratores, de sistemas automatizados ou pela pressão existente na tubulação.

No Brasil, os sistemas de irrigação por aspersão mais conhecidos são o pivô central (movimento circular) e o carretel enrolador (movimento linear).

Sistema de irrigação por aspersão mecanizada em pivô central
(Fonte: Hidrosistemas)

Vantagens da irrigação por aspersão

A principal vantagem da irrigação por aspersão é o fato de não ser necessária intervenção no relevo.

Os sistemas de aspersão adaptam-se muito bem a diferentes topografias. Trata-se de um sistema flexível e versátil

É muito adaptável, seja ao controle da lâmina d ‘água ou à sua disposição no campo.

Diferente do sistema de irrigação por sulcos na irrigação por aspersão, o controle do volume de água aplicada no campo é controlado.

Por ser controlado, o volume de água pode ser facilmente modificado de acordo com as necessidades das culturas irrigadas.

Desvantagens

A principal desvantagem da irrigação por aspersão é sua suscetibilidade a ventos fortes. Esses ventos afetam a distribuição da água.

Devido ao molhamento foliar, a irrigação por aspersão deixa as folhas em condições favoráveis para o desenvolvimento de doenças.

É muito importante ponderar os prós e contras dos métodos de irrigação, de acordo com as características de cada cultura.

A irrigação por aspersão depende de energia elétrica ou de motores de combustão para funcionar.

Todo o acionamento das bombas ou motobombas que fazem a pressurização do sistema de irrigação é feito graças à energia elétrica.

Pensando nos pivôs centrais, a energia é ainda mais necessária, pois todo seu comando central depende dela.

O controle central detém todos os controles elétricos e eletrônicos. Desde o controle da injeção de fertilizantes/agroquímicos para fertirrigação, às operações básicas da motobomba.

Resultados da irrigação por aspersão

Os sistemas de irrigação por aspersão têm apresentado resultados positivos para muitas culturas. O maior destaque é dos sistemas mecanizados em pivô central.

O algodão irrigado mostrou aumentos de até 70 arrobas/hectare quando comparado ao algodão em sequeiro, no Mato Grosso.

No Rio Grande do Sul, a irrigação em pivô central conseguiu driblar a falta de chuvas. Ele quase dobrou a produtividade da soja quando comparado ao sequeiro.

Área de algodão sob pivô central no Mato Grosso

Área de algodão sob pivô central no Mato Grosso
(Fonte: Grupo Cultivar)

Além de garantir aumentos na produtividade, a irrigação por aspersão pode garantir a otimização das áreas produtivas. 

Em alguns casos, é possível levar a produção de 3 safras por ano!

Em Ponta Porã, nas áreas de pivô foram colhidas: soja na safra, milho na safrinha e ainda foi possível a terceira safra de trigo e aveia.

>> Leia mais: 

Plantação de milho irrigado: Quando compensa realizar essa prática?

Como saber se a irrigação por aspersão é a melhor para sua lavoura?

O Brasil é um dos 10 países com as maiores áreas equipadas com irrigação. Ele chega a quase sete milhões de hectares irrigados.

As projeções futuras são de crescimento de até 3 milhões de hectares nos próximos 10 anos. 

Mas como saber se a irrigação por aspersão é a mais adequada para a sua lavoura?

Lembre-se que irrigação por aspersão não é melhor que os demais métodos de irrigação.

Por apresentar maior versatilidade, se adapta bem às diversas regiões do Brasil. Por isso, pode ser utilizado em maior número de regiões.

Ao definir o método e sistema de irrigação que você utilizará, considere aspectos como:

  • a cultura
  • o solo e a topografia
  • o clima; 
  • a disponibilidade de água!
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Conclusão

A irrigação por aspersão, além de muito popular, é a que mais cresce no Brasil.

Ela vem trazendo vantagens produtivas para produtores espalhados por todo o país.

Ganhos de produtividade, mitigação de efeitos da seca e otimização de áreas são alguns exemplos.

Mas lembre-se de fazer uma boa avaliação das suas necessidades. Assim você conseguirá escolher o método e o sistema de irrigação certo para você!

>> Leia mais:

“Agricultura irrigada ideal e produtiva”

“Irrigação de feijão: quando vale a pena investir?”

E você, trabalha com irrigação por aspersão na sua lavoura? Conta pra gente sua experiência nos comentários!