Calagem: Guia completo de uso e cálculos 

A calagem serve para diminuir a acidez do solo, ou seja, aumentar seu pH, além de fornecer cálcio e magnésio para as plantas. 

É uma etapa de preparação para o cultivo agrícola em que materiais de caráter básico, como o calcário, são adicionados ao solo para neutralizar sua acidez.

Uma calagem bem feita pode fazer grande diferença na produtividade final, melhorando o retorno financeiro da sua lavoura.

O que é calagem?

A calagem é uma etapa do preparo do solo para o cultivo agrícola que tem dois objetivos principais: diminuir a acidez, ou seja, aumentar o pH do solo, e fornecer cálcio e magnésio para as plantas. 

É importante corrigir a acidez do solo para a faixa de pH entre 5,5 a 6,5 pois é quando os nutrientes se tornam disponíveis para as plantas absorverem.

Assim, a calagem elimina a acidez, aumenta a CTC e melhora o aproveitamento de nutrientes pelas plantas. Além disso, neutraliza o alumínio, que é tóxico para as culturas.

A importância dessa técnica no Brasil é ainda maior, já que nossos solos são ácidos e com quantidade significativa de alumínio, que é tóxico para as culturas.

Os calcários são classificados com relação à concentração de MgO em calcíticos (menos de 5%), magnesianos (5% a 12%) e dolomíticos (acima de 12%).

A qualidade do produto será em função de suas características químicas (PRNT – Poder Relativo de Neutralização Total) e físicas (tamanho das partículas).

Como funciona a calagem?

A calagem consiste na aplicação de calcário no solo, que reage com os ácidos presentes nele. O calcário contém carbonato de cálcio (CaCO₃) e, ao ser aplicado, libera íons cálcio (Ca²⁺) e óxido de carbono (CO₂). 

Esses íons neutralizam os ácidos do solo, aumentando o pH e tornando o solo mais alcalino, o que é benéfico para muitas culturas.

Também vale destacar que a correção da acidez melhora a disponibilidade de nutrientes no solo. Em solos ácidos, por exemplo, os minerais como o fósforo, o cálcio e o magnésio se tornam menos acessíveis para as plantas. 

A calagem torna os nutrientes mais solúveis e disponíveis para as raízes das plantas. E o cálcio no calcário melhora a estrutura do solo, promovendo melhor aeração e drenagem, facilitando o crescimento das raízes e a absorção de água e nutrientes.

Outro ponto de destaque é a redução da solubilidade de metais pesados, como alumínio e manganês, que são tóxicos para as plantas, tornando o solo mais seguro para o cultivo.

Por fim, a correção da acidez favorece a atividade dos microrganismos, como bactérias e fungos, que auxiliam na decomposição da matéria orgânica e na ciclagem de nutrientes, melhorando a fertilidade do solo.

Qual a importância da correção do solo? 

A correção do solo é necessária para garantir condições ideais para o crescimento das plantas, envolvendo a adição de nutrientes, como calcário e fertilizantes, para equilibrar o pH e corrigir deficiências minerais.

A correção do solo melhora a fertilidade, aumenta a eficiência dos fertilizantes, previne problemas como a acidez excessiva ou a compactação, e contribui para o aumento da produtividade.

Quanto melhor o ajuste do solo, mais saudável será o ambiente para as raízes das plantas, melhorando a qualidade do solo e a sua estrutura, facilitando a infiltração de água e o desenvolvimento das raízes.

Compactação do solo: como evitar e corrigir em sua propriedade

Como a calagem é feita?

A calagem precisa ser feita em algumas etapas principais, que incluem a aplicação do calcário, cálculo de dosagem e a incorporação ao solo. Entenda os detalhes:

1. Análise do solo

Antes de aplicar o calcário, é preciso fazer uma análise de solo para determinar o pH atual e a necessidade de correção e que seja feita em duas etapas: 

  • 1ª etapa: Logo após a colheita de verão;
  • 2ª etapa: Pouco antes do preparo de solo para culturas anuais e após o fim das chuvas para culturas perenes.

Este processo também aponta a quantidade de calcário necessária para corrigir a acidez do solo de acordo com o tipo de solo e a cultura desejada.

2. Escolha do tipo de calcário

A análise de solo indica qual tipo de calcário escolher, com maior ou menor teor de magnésio. 

Os calcários disponíveis no mercado variam em sua composição, apresentando diferentes concentrações de cálcio e magnésio. 

O calcário dolomítico, que contém tanto cálcio quanto magnésio, é o mais comum, mas também há os calcários calcíticos, que possuem uma maior concentração de cálcio.

3. Cálculo de calagem

Com base na análise de solo,é preciso calcular a quantidade necessária de calcário para atingir o pH ideal. 

Esse valor é dado em toneladas por hectare ou quilos por metro quadrado e a quantidade varia conforme o grau de acidez do solo e o tipo de calcário.

Banner da planilha de calagem

4. Aplicação do Calcário

A aplicação do calcário deve ser feita de forma uniforme e adequada para garantir que ele cubra toda a área desejada. Pode ser feita de duas maneiras:

  • Superfície: O calcário é espalhado sobre o solo, sem necessidade de incorporação imediata. Essa forma é mais comum em solos não compactados e com pouca vegetação.
  • Incorporação ao solo: Para melhorar a eficiência, o calcário é muitas vezes incorporado ao solo por meio de aragem ou gradagem. Isso garante que o calcário entre em contato direto com o solo e atue mais rapidamente.

5. Momento da Aplicação

O melhor momento para aplicar a calagem é antes do plantio, quando o solo está bem preparado. 

É recomendada a aplicação de 2 a 6 meses antes da semeadura, principalmente em solos mais compactados. Isso dá tempo para que o calcário reaja com os ácidos do solo e eleve o pH de forma eficaz.

6. Acompanhamento

Após a aplicação e a correção do pH, é importante acompanhar os efeitos da calagem, realizando novas análises de solo para verificar se o pH foi adequadamente ajustado e se os nutrientes estão mais disponíveis para as plantas.

A calagem é um processo relativamente simples, mas seu sucesso depende do momento adequado da aplicação, da quantidade de calcário aplicada e da análise de solo precisa.

Como fazer o cálculo de calagem?

O cálculo de calagem é feito com base na análise do solo, para determinar a quantidade de calcário necessária para corrigir a acidez do solo, elevando o pH para o valor ideal para o cultivo. 

A fórmula e os métodos podem variar dependendo do tipo de solo, da cultura a ser implantada e do nível de acidez presente. Sendo assim, os cálculo podem ser:

Método da saturação por bases

Com a análise de solos em mãos, faça esse passo a passo para o cálculo de calagem:

  1. Saiba e entenda a fórmula

O cálculo de calagem pelo método da elevação da porcentagem de saturação por bases pode ser feito a partir da fórmula:

t.ha-1 de calcário = (V2 – V1) x T / PRNT

V2 = 70% (saturação por bases desejada);

V1 = saturação por bases atual (análise de solo) = [(Ca²+ + Mg²+ + K+).100]/T;

T = capacidade de troca catiônica [Ca²+ + Mg²+ + K+ + (H + Al)], em cmolc.dm-³;

PRNT = Poder Relativo de Neutralização Total do calcário a ser aplicado (encontrado na embalagem do calcário).

  1. Saiba qual saturação de bases (V%) você vai usar

A saturação por bases desejada (V2) pode variar de 50% a 70%, sendo em geral:

  • 50% para cereais e tubérculos;
  • 60% para leguminosas e cana-de-açúcar, utilizado no Cerrado;
  • 70% para hortaliças, café e frutas.

Se na sua análise não possuir o V%, você pode calcular facilmente:

V% = [Soma de bases (K + Ca + Mg + Na) x 100 ]/CTC

Muitas vezes, o Na não entra nesse cálculo por ter uma quantidade muito pequena. Muitas análises de solo não o determinam.

  1. Faça o cálculo

Você tem dúvidas sobre o cálculo? Então vamos a um exemplo de uma análise de solo:

Considerando que a cultura é uma leguminosa, V2=60%. Considere que o calcário tenha PRNT = 90%.

NC = (V2 – V1) x CTC / PRNT

NC =  (60 – 25) x 15 / 90 = 5,8 t ha-1

Assim, você deve aplicar 5,8 toneladas de calcário por hectare.

Método baseado nos teores de Al e (Ca + Mg) trocáveis

Esse é um método menos utilizado, sendo indicado para solos com baixa CTC (menor que 5 cmolc dm-3). 

A sua principal finalidade é a de neutralizar o Al3+ trocável e/ou fornecer Ca2+ e Mg2+, a partir da fórmula:

NC  = Y [Al3+ – (mt x t / 100)] + [X – (Ca2+ + Mg2+)] x 100 / PRNT

  • NC = Necessidade de calcário, em  t ha-1;
  • Y = Valor tabelado em função do poder tampão do solo:
  • arenoso: Y = 0 a 1;
  • médio: Y = 1 a 2;
  • argiloso: Y = 2 a 3;
  • muito argiloso: Y = 3 a 4;
  • mt = Saturação por Al3+ (100xAl/SB+Al);
  • t = CTC efetiva (SB + Al);
  • X = Teor mínimo de Ca + Mg : tabelado, sendo que para forrageiras tropicais é de 1 a 2;
  • Ca2+ + Mg2+ = Teores trocáveis de Ca e Mg, em cmolc dm-3;
  • PRNT = Poder Relativo de Neutralização Total (encontrado na embalagem do calcário).

Método SMP

O método SMP é muito utilizado nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina para fazer recomendações de calagem.

O método consiste em adicionar um volume de solução tampão na amostra de solo e a leitura do pH em suspensão da amostra representa o índice SMP.  

Caso o calcário não tenha PRNT de 100%, você pode utilizar a fórmula abaixo:

Dose calculada x 100 / PRNT = dose a ser aplicada (t ha-1)

Considerando um calcário com PRNT de 90% e uma dose calculada de 3,0 t ha-1:

(3,0 x 100 / 90 = 3,3 t ha-1), você aplicará 3,3 t ha-1 de calcário.

Diferentes quantidades de calcário serão necessárias conforme o valor de pH que se deseja atingir.

Tipos de calcários para calagem do solo

A correção da acidez do solo pode ser realizada com diferentes tipos de corretivos. O mais comum é o calcário, amplamente utilizado na calagem, mas existem outras alternativas que também desempenham essa função. Confira mais detalhes a seguir:

1. Calcário

O calcário no solo é um produto proveniente de uma rocha sedimentar composta principalmente por carbonato de cálcio, agindo como neutralizador da acidez do solo.

Os três tipos de calcário apresentam teor de carbonato de cálcio suficiente para correção do solo. O que o diferencia dos tipos é o teor de carbonato de magnésio que pode haver nas rochas.

2. Calcário calcítico

O calcário calcítico apresenta maior teor de óxido de cálcio, entre de 45% a 55% de CaO. As rochas provenientes deste tipo apresentam alta concentração do mineral calcita. 

O que diferencia esse tipo de calcário dos demais é a baixa concentração de óxido de magnésio, com teor de MgCO₃ variando entre 0% e 10%.

O calcítico é recomendado para solos com baixa concentração de cálcio. Isso vale principalmente se a cultura que será implantada for exigente neste nutriente.

3. Calcário magnesiano

Esse tipo de calcário é classificado como intermediário, apresentando teor de MgCO₃ entre 10% e 25% e concentração de CaO variando de 40% a 42%.

O calcário magnesiano é obtido de rochas, cujo mineral predominante é a magnesita. Em solo com teores equilibrados de cálcio e magnésio, não é sugerido utilizar para manter estes elementos nas quantidades adequadas.

4. Calcário dolomítico

Tem maior concentração do mineral dolomita nas rochas. Em solos que necessitam de calagem, e com teor de magnésio está abaixo do recomendado, o ideal é utilizar o calcário dolomítico.

Isto é devido à concentração de magnésio, que é acima de 25%, e ao teor de óxido de cálcio varia de 25% a 35%.

5. Calcário filler

Calcário filler é um corretivo de acidez caracterizado por sua granulometria extremamente fina, o que acelera sua reação no solo.

Pelo ao seu tamanho reduzido de partículas, tem alta solubilidade e rápida disponibilidade para corrigir a acidez e fornecer cálcio e magnésio às plantas.

É frequentemente utilizado em sistemas agrícolas que demandam uma resposta mais imediata, como em culturas de ciclo curto ou quando a aplicação de calcário convencional não pode ser feita com antecedência.

Mesmo com ação mais rápida, tem menor duração em comparação aos calcários de granulometria maior, o que pode exigir reaplicações mais frequentes.

6. Cal virgem

A cal virgem é o produto da calcinação ou queima completa do calcário, com ação imediata, mas que pode prejudicar sementes, plântulas e microrganismos devido à quantidade de calor gerado durante sua aplicação.

Por esse motivo, a cal virgem deve ser aplicada com antecedência ao plantio para minimizar os efeitos negativos no solo e nas culturas.

7. Cal hidratada ou extinta

A cal hidratada é produzida pela hidratação da cal virgem, um processo que transforma o óxido de cálcio (CaO) em hidróxido de cálcio (Ca(OH)₂). 

Por ser bastante fino, permite uma dissolução rápida no solo, mas, pela sua granulação fina, a aplicação a lanço não deve ser realizada em dias com ventos fortes, para evitar a dispersão inadequada do produto e garantir que ele atinja a área desejada.

8. Calcário calcinado

Esse cálcio é obtido pela calcinação total ou parcial do calcário, processo que resulta, na maioria das vezes, em um pó fino.

Suas características ficam entre o calcário convencional e a cal virgem, combinando propriedades de ambos, o que o torna eficaz na correção da acidez do solo, embora com uma ação mais rápida em relação ao calcário comum.

9. Escória básica de siderurgia

É um subproduto da indústria do ferro e do aço, composto por silício, altos teores de cálcio e magnésio, além de outros nutrientes em menores concentrações, como ferro, manganês, zinco, fósforo e enxofre.

Por ser um material resultante de um processo industrial, seu preço tende a ser mais baixo nas regiões próximas ao local de produção, sendo uma alternativa econômica para a correção da acidez do solo.

10. Carbonato de cálcio

É proveniente da moagem de depósitos de carbonato de cálcio, corais e sambaquis. Sua ação de neutralização da acidez do solo é semelhante à do calcário, promovendo melhorias nas condições do solo para o desenvolvimento das plantas.

Esse tipo de corretivo, muitas vezes denominado calcário de origem marinha, tem a capacidade de corrigir a acidez do solo de forma eficiente. 

Sua principal função é neutralizar os ácidos presentes no solo, promovendo um aumento no pH, o que facilita a disponibilidade de nutrientes essenciais para as plantas, como o fósforo e o nitrogênio.

Banner de chamada para o kit de sucesso da lavoura campeã de produtividade

Qual calcário utilizar?

A escolha do calcário deve ser feita com base na análise de solo, considerando os teores de pH, cálcio e magnésio do solo e do calcário disponível.

Verifique o Poder de Neutralização (PN) e a reatividade do corretivo (RE), que determinam o PRNT (Poder Relativo de Neutralização Total). O PRNT do calcário está na embalagem do produto.

Se houver dúvida entre dois calcários com o mesmo PRNT, escolha o de maior PN, pois este possui maior capacidade de reagir no solo e corrigir sua acidez.

Casos especiais:

  • Em regiões como o Sul do Brasil, onde a relação cálcio: magnésio é geralmente 1:1, é recomendado o uso do calcário calcítico, pois o solo local tende a ter maior concentração de magnésio.

Já na região Sudeste, como em Minas Gerais, onde os solos têm baixos teores de magnésio, o calcário dolomítico é a melhor opção, pois fornece mais magnésio.

Calagem e gessagem: Para o que servem?

A calagem corrige a acidez do solo, elevando o pH e neutralizando tanto a acidez ativa quanto a potencial, além de aumentar a disponibilidade de nutrientes como cálcio e magnésio, essenciais para o desenvolvimento das plantas.

Já a gessagem utiliza o gesso agrícola (CaSO₄), um subproduto da indústria de fertilizantes fosfatados concentrados. O gesso contém cerca de 20% de cálcio, 15% de enxofre e outros nutrientes, mas não aumenta o pH do solo como a calagem. 

A principal função da gessagem é potencializar os efeitos da calagem, pois ela leva cálcio e enxofre a camadas mais profundas, que não são alcançadas apenas pela calagem.

Além disso, o gesso melhora a estrutura do solo, promovendo maior penetração de raízes e maior eficiência na absorção de nutrientes.

O uso combinado dessas práticas resulta em um solo mais equilibrado, com melhor estrutura e maior capacidade de retenção de nutrientes.

Diferenças entre calagem e gessagem

A capacidade de troca catiônica (CTC) do solo é aumentada pela calagem, especialmente pelo fato de que os solos brasileiros, com cargas negativas variáveis (como os solos com argila 1:1), dependem do pH para determinar a intensidade dessas cargas.

Ou seja, ao elevar o pH do solo, há também um aumento nas cargas negativas de solos com CTC variável, como apontado pela Embrapa e pelo International Plant Nutrition Institute (IPNI).

Além disso, a CTC efetiva (soma de bases + alumínio) é ampliada pela aplicação de cálcio e magnésio, elementos essenciais fornecidos pela calagem, que não apenas ajudam na correção da acidez, mas também melhoram a fertilidade do solo, facilitando a absorção de nutrientes pelas plantas.

Benefícios da calagem e gessagem

A calagem e a gessagem são práticas complementares muito importantes para o manejo do solo, especialmente em solos ácidos e com baixa fertilidade. Quando usadas juntas, elas oferecem uma série de benefícios, como:

Correção da Acidez do Solo: A calagem corrige a acidez do solo, neutralizando o pH e tornando os nutrientes mais disponíveis para as plantas, melhorando a eficiência do uso de fertilizantes e o ambiente das culturas.

Fornecimento de Cálcio e Magnésio: A calagem fornece cálcio e magnésio, dois nutrientes essenciais para o desenvolvimento das plantas. O cálcio, por exemplo, fortalece as células vegetais e ajuda na formação da parede celular, enquanto o magnésio é fundamental para a fotossíntese.

Usadas de forma conjunta, a calagem e a gessagem podem transformar solos que antes eram pobres ou ácidos em áreas muito mais produtivas e com maior sustentabilidade a longo prazo.

Como fazer calagem no sistema de plantio direto?

No plantio direto, a calagem deve ser feita em solos com pH inferior a 5,6 (CaCl2) ou V% abaixo de 65 na camada de 0 a 5 cm. 

A dosagem deve ser calculada para elevar a saturação por bases para 70% na camada de 0 a 20 cm, com aplicação na superfície, podendo ser feita de uma vez ou parcelada ao longo de três anos.

Em regiões chuvosas, aplique o calcário 3 meses antes da safra. Caso haja períodos de chuvas e secas, aplique antes do fim da estação chuvosa, mesmo que 4 a 5 meses antes da safra, para garantir tempo para o corretivo reagir.

Nas áreas com compactação, descompacte o solo antes de aplicar o calcário. Use adubação verde ou cultura de cobertura e, em casos extremos, o subsolador, que pode ser útil, mas com custos adicionais.

Por fim, no cultivo convencional, aplique o calcário a lanço e incorpore até 17-20 cm de profundidade, com aração e gradagem após a aplicação.

Dicas para não errar na calagem: 

  • Após a colheita de uma safra já faça a análise de solo de sua propriedade;
  • Após a análise defina a dose a ser utilizada e compre o calcário indicado;
  • Deixe o maquinário pronto: peças, combustível, tratorista.
  • Assim que houver chuva significativa aplique o calcário, mesmo que seja antes dos 3 meses para começar a lavoura, como indicado em situações normais.
Como reduzir perdas e custos na operação de colheita

22 thoughts on “Calagem: Guia completo de uso e cálculos 

  1. EXCELENTE !!!! ME SANARAM DÚVIDAS DE COMO UTILIZAR O CALCÁRIO. MEU TERRENO É ÁCIDO, E VOU INICIAR O CULTIVO DE MILHO VERDE.
    MUITO GRATO !!!!!

  2. Existe algum estudo comparativo do tempo necessário em relação ao uso do calcario comum(carbonatos) e calcarios calcinados(óxidos) ?

  3. Sou engenheiro agrônomo do instituto agronômico de Pernambuco- IPA, INFORMA que foi muito esclarecedora essas informações . Parabéns doutora pelo seu curriculum e explanaçoes bem claras, dos assuntos tratados e conentados.

  4. uma dúvida posso aplicar calcário e imediatamente fertilizar com nitrogênio e fósforo em cobertura ou primeiro o fertilizante e depois o calcário
    deve haver tempo entre a aplicação de um e outro?

    • Oi, Juan!
      Eu sou a Lara da comunicação da Aegro.
      Dependendo do nível de acidez do solo os nutrientes da adubação não ficarão disponíveis, então será necessário corrigir a acidez antes por meio da aplicação de calcário. A ação da calagem leva de três a seis meses dependendo do tipo de solo.
      Já sobre quando fazer a adubação, é preciso ter em mente que o nitrogênio é muito móvel no solo e o fósforo não. Então, a adubação nitrogenada deve ser feita quando o cultivo já estiver instalado na lavoura, pois caso contrário esse nutriente não seria aproveitado pelas plantas e seria apenas dinheiro jogado fora. No fósforo a história muda. Por ele ser pouco móvel é interessante aplicar antes da semeadura do cultivo de interesse (de três a dois meses antes) pra ficar disponível quando a planta precisar. 🙂
      Espero ter respondido sua dúvida!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *