Tudo o que você precisa saber sobre Plantio Direto

O Sistema de Plantio direto (SPD) é um manejo diferenciado do solo, que busca diminuir o impacto da agricultura sobre ele.

A utilização das técnicas desse sistema já é muito adotada no Brasil: segundo a Febrapdp, cerca de 35 milhões de hectares estão sobre o SPD, o que corresponde a 90% das áreas ocupadas com lavouras de grãos no país.

Em contrapartida, entre as vantagens da consolidação do sistema estão o aumento da produtividade, conservação e melhoria do sistema produtivo, além da diminuição dos custos de produção.

O que plantio direto?

O plantio direto é um sistema no qual o plantio ocorre sem revolvimento (ou como revolvimento mínimo) do solo, ou seja, sem aração ou gradagem leve niveladora como acontece no plantio convencional.

Com a utilização de semeadora específica, as sementes são depositadas em um sulco ou cova com profundidade e largura adequados e em que haja manutenção da cobertura do solo (palhada/cobertura morta).

O sistema de plantio direto é diferente do manejo do solo e é necessário para garantir as características físicas, químicas e biológicas do solo. Confira os pilares do Sistema de Plantio Direto (SPD) a seguir para entender melhor:

  • Mínimo ou não revolvimento do solo;
  • Manutenção da cobertura do solo (cobertura morta);
  • Rotação de culturas – rotação, sucessão e/ou consórcio de outras culturas de espécies diferentes.

Para consolidar o plantio direto e manter seus pilares, é preciso aprimoramento constante.

Em grandes áreas, muitas vezes se usa apenas a palha sobre o solo, ignorando os outros pilares e o potencial completo da prática.

O uso de técnicas de plantio direto completo melhora o Manejo Integrado de Pragas, doenças e controle de plantas daninhas.

O plantio direto foi adotado no Brasil no início da década de 1970 como alternativa para combater a erosão e, desde então, se tornou um dos principais sistemas de manejo conservacionista do solo.

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Quais as vantagens do Plantio Direto?

Uma das maiores vantagens do plantio direto é a cobertura do solo com palhada, que contribui para sua estruturação, promovendo a formação de agregados e o aumento da matéria orgânica, o que melhora a fertilidade do solo.

Outras vantagens também podem ser listadas com o plantio direto, especialmente na conservação do solo e na eficiência produtiva. Confira as principais:

  • Redução da erosão hídrica e eólica;
  • Maior retenção de umidade;
  • Menor compactação do solo;
  • Redução do uso de combustível e maquinário;
  • Menos necessidade de fertilizantes e corretivos devido à melhoria da fertilidade;
  • Maior atividade biológica no solo (minhocas, micro-organismos benéficos);
  • Aumento da matéria orgânica, melhorando a fertilidade;
  • Melhor ciclagem de nutrientes;
  • Melhor aproveitamento da água da chuva;
  • Menor estresse hídrico para as plantas;
  • Maior produtividade a longo prazo;
  • Redução da emissão de CO₂ (menor revolvimento do solo);
  • Sequestro de carbono no solo;
  • Menor impacto ambiental e uso mais racional dos recursos naturais.

Além disto, a também palhada contribui com processos aleloquímicos que podem realizar o controle de doenças e favorecer os ciclos biológicos do solo.

Aleloquímicos de restos culturais

Aleloquímicos de restos culturais: processos, fatores que controlam e efeitos potenciais sobre os componentes do agrossistema
(Fonte: Adaptado de Moreira e Siqueira, 2006, p. 258)

Desvantagens do Plantio Direto

No sistema de plantio direto há mais características a serem manejadas e observadas do que as aplicadas no sistema convencional, como o não revolvimento do solo, a palhada e a rotação de culturas.

Por conta disso, existem algumas desvantagens identificadas do sistema que podemos citar, como:

  • Mais dificuldade no controle de plantas daninhas: Em um primeiro momento é possível que se invista mais em herbicidas para o controle de algumas plantas daninhas, pois o solo com palhada pode favorecer a germinação;
  • Compactação do solo: Se a drenagem ou descompactação do solo não for bem planejada antes da implantação do sistema, é possível que ocorram necessidades de revolvimento e nivelamento novamente; 
  • Dificuldade de germinação de sementes: Dependendo da época de semeadura realizada (se em momentos muito úmidos), em conjunto com a palhada no solo, é possível que ocorram alguns problemas de germinação;
  • Troca de maquinário: Alguns maquinários comumente utilizados, como arados e grades deixam de serem necessários no sistema produtivo. 

A implantação do SPD e sua manutenção antes, durante e depois da safra exigem mais conhecimento técnico e um planejamento agrícola maior do produtor.

Você vai precisar organizar a rotação de cultura, os manejos para a palhada, fazer melhor controle de plantas daninhas. Se possível, vai precisar de uma assistência técnica especializada para acertar no manejo.

Como é feito o plantio direto?

Primeiro, precisamos construir palhada e, para isso, a escolha da cobertura certa é fundamental. É essencial que na escolha da cultura de cobertura você considere a relação de decomposição da palhada. Isso está ligado à relação carbono/nitrogênio (C/N) das plantas de cobertura.

Ainda assim, vale lembrar que não existe a melhor planta para cultura de cobertura. O milheto, por exemplo, é uma das plantas que contribui na expansão do plantio direto pela sua grande produção de matéria seca tanto aérea como radicular.

Além disso, seu uso pode chegar a incrementar o sistema com quantidades de potássio que podem substituir a adubação com cloreto de potássio em soja, por exemplo.

Porém, caso o corte seja feito depois da época ideal, pode-se acabar perdendo esse aporte nutricional. O recomendado é conhecer as plantas de cobertura e realizar um planejamento agrícola efetivo para que tudo corra adequadamente.

Primeiros passos para fazer técnicas de plantio direto

  • Definição das culturas de cobertura, inclusive época de plantio e corte;
  • Definição das rotações de cobertura, como quais culturas e épocas do ano;
  • Orçamento dos insumos para esse sistema;
  • Dimensionamento da equipe de trabalho e maquinário para o sistema.

É necessário também verificar o maquinário específico para esse sistema de plantio direto. O rolo faca, por exemplo, é muito utilizado para fazer a cobertura morta. 

Se possível, faça o planejamento do sistema junto a um profissional da área, ele pode te trazer informações valiosíssimas.

Agora, é importante considerar a quantidade esperada de produtividade da cultura, que é fator importante na definição de adubação.

Além de que, as culturas de cobertura podem ser atrativos de inimigos naturais de pragas, e aqui tem um guia da Embrapa para o reconhecimento destes inimigos naturais.

A tabela abaixo apresenta os recursos “ofertados” pelas plantas atrativas aos inimigos naturais e que contribuem para o aumento da eficiência dos mesmos com o controle biológico:

tabela apresenta os recursos “ofertados” pelas plantas atrativas aos inimigos naturais

(Fonte: Embrapa)

Além disso, saiba mais sobre plantio direto na cultura da soja em: “Plantio direto na soja: Como fazer ainda melhor na sua lavoura”.

Sistema de plantio direto na palha

Proposto por Herbert Bartz na década de 70, o sistema de plantio direto na palha revolucionou a agricultura brasileira.

Foi esse sistema que permitiu que nosso país ficasse em pé de igualdade, décadas depois, com os maiores produtores de alimentos do mundo. Confira como o plantio direto se diferencia de outras práticas agrícolas:

  • Cultivo convencional: Uso intenso do revolvimento da camada arável por meio de grades, arados e subsoladores (intenso preparo do solo);
  • Cultivo mínimo: Se preza pelo não revolvimento do solo;
  • Plantio direto na palha: É baseado em três pilares: a rotação de culturas, o não revolvimento do solo e a cobertura permanente com resíduos vegetais sobre a superfície do solo.

O sistema de plantio direto tem como uma de suas bases a proteção do solo através da cobertura vegetal. Desta forma, a produção de resíduos é um dos fatores mais importantes para a adoção do sistema.

Nesse caso, a biomassa vegetal que protege o solo pode ser obtida de duas formas. A primeira é após a safra, adotando o cultivo de plantas de cobertura como milheto, sorgomilhonabo forrageiro, leguminosas como o guandu, entre outras culturas.

A segunda é através do consórcio entre cereais, como milho e sorgo, e forrageiras tropicais, como as brachiarias.

Para a cobertura permanente do solo na entressafra, é importante não só a quantidade de resíduo, mas também a relação entre carbono e nitrogênio (C/N) desse material vegetal.

Quanto maior o teor de nitrogênio no resíduo, mais rápida será a decomposição deste pelos microrganismos do solo. Veja na tabela abaixo:

plantio direto na palha
(Fonte: Adaptado de Teixeira et al. (2009))

Cobertura vegetal

Apesar de leguminosas como guandu, crotalária e lab-lab serem usadas como plantas de cobertura, seus resíduos não oferecem a persistência necessária para proteger o solo contra a erosão em climas tropicais. No entanto, pode ser usada na rotação de culturas, adubação verde e controle de nematoides.

Além da cobertura morta, outro pilar do plantio direto é o não revolvimento do solo. Com o tempo, a falta de cobertura vegetal pode levar a problemas de erosão e compactação.

Para combater a compactação em sistemas sem revolvimento, as raízes das plantas são essenciais. As forrageiras tropicais, como as do gênero Brachiaria, geram até 5 vezes mais biomassa radicular do que aérea, melhorando a estrutura do solo, sua porosidade, infiltração de água e aumentando a matéria orgânica.

Os sistemas de plantio direto com consórcio de forrageiras tropicais aumentaram os teores de matéria orgânica do solo em 2% em apenas 6 anos, tanto na superfície quanto em profundidade.

Vantagens do sistema de Plantio Direto na Palha

O não revolvimento do solo e o aporte de resíduos vegetais aumentam a matéria orgânica, protegendo o solo e reduzindo a erosão.

A cobertura vegetal diminui o impacto das gotas de chuva, e as raízes melhoram a infiltração de água, o que retém mais nutrientes e água para as culturas.

Isso favorece a atividade biológica do solo e diminui perdas por lixiviação, essencial para cultivos de sequeiro, onde a água é o principal fator limitante.

O plantio direto também tem menores custos de implantação, pois dispensa o uso de implementos que consomem combustível, representando 25% a 30% do custo no sistema convencional.

A semeadora com disco de corte e modelos adaptados, como a semeadora com terceira caixa para consórcio de braquiária, tornam o processo mais eficiente.

Plantio direto e convencional: Qual a diferença?

Os manejos agrícolas devem garantir produtividade e, ao mesmo tempo, preservar a sustentabilidade do sistema produtivo.

Neste contexto, a sustentabilidade não se refere apenas ao meio ambiente, mas também à viabilidade econômica do negócio.

O plantio convencional e o plantio direto tem diferenças significativas, principalmente no revolvimento do solo. Veja mais informações abaixo:

1. Plantio Convencional

O uso de implementos como arado e grade niveladora leve surgiu em regiões onde o solo congelava, e o revolvimento ajudava no descongelamento.

A prática é indicada para corrigir características do solo, já que a remoção das camadas superficiais proporciona:

  • Redução da compactação do solo;
  • Incorporação eficiente de corretivos e fertilizantes;
  • Aumento da porosidade e melhoria na permeabilidade;
  • Controle de plantas daninhas, por meio do corte e enterrio.

Etapas do plantio convencional

  1. Afrouxamento do Solo: O solo é descompactado, as plantas daninhas são retiradas, e a superfície é preparada para receber corretivos e fertilizantes. São usados arados, escarificadores ou grades pesadas, com atuação de até 15 cm a 20 cm de profundidade.
  2. Destorroamento e Nivelamento: Agradagem é feita para quebrar torrões e nivelar o solo. Esse processo, geralmente realizado com grades leves, é realizado em duas passadas.
  3. Adubação e Semeadura: Com o solo nivelado, é possível realizar a adubação e a semeadura da lavoura, que podem ser feitas simultaneamente para maior eficiência.
  4. Manejo da Cultura: Após o plantio, segue-se o manejo da cultura, garantindo que a lavoura receba os cuidados necessários para um bom desenvolvimento.

Essa sequência de etapas otimiza a preparação do solo, garantindo melhores condições para o plantio e desenvolvimento das culturas.

2. Plantio Direto 

O sistema de plantio direto em comparação ao plantio convencional (preparo intensivo do solo) tem impactos inferiores.

Percebemos isso especialmente quando observamos as condições físicas e de fertilidade do solo, além do aumento das condições biológicas. As etapas realizadas para a implantação do sistema são:

  • Etapa 1: Eliminação das camadas compactadas do solo. 
  • Etapa 2: Depois da eliminação das camadas compactadas, o objetivo é deixar a área homogênea, nivelando-a com sulcos ou valetas.
  • Etapa 3: REalize o manejo de adubação e correção das necessidades do solo. Caso necessário, é feita a calagem com calcário incorporado em profundidade.
  • Etapa 4: É feito o controle do crescimento das plantas daninhas.
  • Etapa 5: Deve ser espalhada a palha de resto de culturas. Pode-se usar um picador de palhas.
  • Etapa 6: Deve ser feito o manejo com herbicidas para garantir o controle das plantas daninhas;
  • Etapa 7:  É realizado o plantio com semeadoras que abrem o sulco e depositam as sementes. 
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Plantio direto por culturas: O que muda?

O plantio direto (PD) pode variar conforme a cultura, já que diferentes plantas têm necessidades e comportamentos distintos no solo. No caso de culturas como soja e milho, por exemplo, as práticas de manejo precisam ser ajustadas para otimizar o uso do sistema.

Para cada cultura são feitos ajustes na cobertura do solo, manejo de nutrientes, controle de pragas e doenças e o controle de plantas daninhas. 

A adaptação do sistema para cada cultura é necessária para garantir a eficácia do plantio direto e maximizar a produtividade. Confira abaixo:

1. Milho 

    No plantio direto de milho,  o solo precisa estar coberto por palha, que pode ser obtida por consórcio de culturas, plantios de inverno ou outras práticas. 

    A cobertura deve ser densa e de alta relação C/N, garantindo uma decomposição lenta. A dessecação da vegetação de cobertura deve ser planejada com antecedência ao plantio, para que a palha esteja seca para evitar problemas com a semeadura. 

    Já a semeadura precisa ser feita com discos de corte ondulados e controlando a velocidade para garantir a uniformidade do plantio. 

    Enquanto a adubação deve ter aplicação de fósforo na linha de semeadura, o potássio pode ser adubado de forma antecipada, enquanto o nitrogênio deve ser parcelado para evitar perdas. 

    O SPD pode favorecer o desenvolvimento de pragas, como o coró e o percevejo barriga-verde, além de doenças como a antracnose e a mancha-branca, que podem ser controladas com rotação de culturas. 

    2. Soja

      O plantio direto de soja preserva a saúde do solo ao evitar o revolvimento, mantendo sua estrutura, biodiversidade e matéria orgânica. 

      Esse sistema pode trazer uma série de benefícios, como a redução da erosão, melhor infiltração de água, aumento da matéria orgânica, menor emissão de carbono e redução de custos, já que não é necessário arar ou gradear o solo. 

      Para que seja bem-sucedido, é aconselhado realizar o manejo adequado de plantas daninhas, controlar a compactação do solo e adotar a rotação de culturas, para a sustentabilidade da lavouras a longo prazo.

      3. Trigo 

        O plantio direto do trigo é uma técnica que segue os mesmos princípios do plantio direto em outras culturas, como a soja, onde o solo é semeado sem revolvimento, preservando sua estrutura original. 

        No caso do trigo, essa prática ajuda a conservar a umidade e evitar a erosão, além de aumentar a matéria orgânica e melhorar a infiltração de água. 

        A adoção do plantio direto no trigo também contribui para eliminação da necessidade de preparo do solo, como aragem e gradagem. 

        No entanto, o sucesso dessa prática depende do manejo adequado de plantas daninhas, controle de pragas e doenças.

        A rotação de culturas, especialmente com leguminosas, também deve entrar como uma dos cuidados da saúde do solo e produtividade.

        A técnica é indicada principalmente em regiões com solo bem estruturado e boa gestão de nutrientes.

        4. Arroz

        O plantio direto do arroz tem ganhado espaço, principalmente em áreas com sistemas de irrigação, como nas regiões de arroz de várzea, onde o solo é mantido alagado. 

        O principal desafio está relacionado à necessidade de manter a umidade do solo constante, especialmente em sistemas de irrigação.

        Para isso, é preciso o manejo adequado da água, para que o solo fique suficientemente úmido, mas sem causar encharcamento excessivo, o que pode afetar o crescimento das plantas de arroz.

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        5. Cevada

          O plantio direto da cevada é uma prática cada vez mais adotada, especialmente em regiões com clima temperado, onde a cultura é amplamente cultivada para a produção de malte e alimentação animal. 

          A cevada é plantada diretamente no solo sem a necessidade de revolvimento, o que ajuda a preservar a estrutura do solo, reduzir a erosão e melhorar a infiltração de água.

          O plantio direto acaba favorecendo o aumento da matéria orgânica no solo e reduz os custos operacionais, pois elimina a necessidade de arar ou gradear o terreno.

          Embora a cevada seja mais sensível a certos fatores climáticos e do solo, com um manejo adequado, o plantio direto pode ser uma técnica eficiente e sustentável para essa cultura.

          6. Feijão 

            O plantio direto do feijão é  mais comum em regiões de clima tropical e subtropical, onde o sistema pode trazer benefícios em termos de conservação do solo e aumento da produtividade, desde que o manejo seja adequado.

            E, assim como em outras culturas, com o feijão é preciso fazer o controle eficaz de plantas daninhas, já que o manejo sem preparo do solo pode dificultar o controle dessas espécies. 

            7. Sorgo

              O sorgo é uma cultura adaptável a condições de clima seco e solo menos fértil, por isso o plantio direto é especialmente eficaz em áreas de menor disponibilidade de água, onde a técnica ajuda a manter a umidade por mais tempo e melhora a retenção de água no solo. 

              A prática também permite que o sorgo se beneficie de uma maior infiltração de água e reduz o impacto das chuvas intensas, que podem causar erosão.

              Com um bom manejo de água e controle de plantas daninhas, o plantio direto de sorgo pode ser uma prática eficiente, que impacta positivamente a preservação do solo.

              Quais os impactos do sistema de plantio direto?

              O solo é o principal regulador do ciclo do carbono e o maior objetivo é buscar manejos que o tornem dreno de carbono da atmosfera e não fonte.

              Você sabia que 40% de C a mais pode ser sequestrado sobre SPD do que aqueles sob cultivo convencional? Veja o estudo comparativo:

              Estimativa da taxa de adição ou perda anual de C dos diferentes sistemas de manejo no Cerrado:

              Estimativa da taxa de adição ou perda anual de C dos diferentes sistemas de manejo no Cerrado

              (Fonte: Corraza et al.)

              O sistema também contribui muito na maior mineralização do nitrogênio em solo com cultivo convencional do que com sistema de plantio direto.

              Além de contribuir no aumento nos exsudatos liberados pelas raízes e da diversidade de estirpes de FBN, tem impacto positivo na diversidade de espécies de fungos micorrízicos arbusculares nativos em solo de cerrado.

              Agricultura de precisão e Sistema de Plantio Direto

              O desafio de manejar as variações das lavouras e a possibilidade de manejá-la visando aumentar a eficiência no uso de insumos é possível com a agricultura de precisão (AP).

              A partir de amostragem de solo georreferenciada pode ser gerado o mapeamento da fertilidade e, com isso, é possível a utilização da taxa variável de corretivos e fertilizantes.

              Mas é importante lembrar que nem todos os problemas da lavoura estarão resolvidos desta forma. É necessário encarar que os manejos devem ser sustentáveis para valerem a pena, com integração de todos os conceitos do plantio direto.

              Ou seja: é preciso mobilizar pouco o solo, manter palhada em boa quantidade e bem distribuída, além de realizar a rotação de culturas.

              Aí sim, com informações da diferenças dos atributos de solo e vegetação, você conseguirá otimizar os fertilizantes e outros insumos.

              Calcule seus custos e compare com outras fazendas

              One thought on “Tudo o que você precisa saber sobre Plantio Direto

              1. Bom dia,

                Tenho uma propriedade em Mostardas/RS, com plantio de soja.
                Atualmente estamos usando a pastagem de azevem implantada como “cobertura” para a próxima safra de soja.
                Temos 25 animais Angus adultos com cria na área que deverá ser desocupada em meados de outubro para o preparo da próxima lavoura de soja.
                Penso em fazer 5 Ha de pastagem (MIX milheto + Capim Sudão) com plantio direto, para este lote de animais que irão para campo nativo.

                Minha ideia é usar estes 5 Ha com pastoreio em faixas de 1 Ha até que a altura das plantas seja de no minimo 15 cm e passar para outra faixa, descansando esta por 60 dias.
                O que vocês acham deste planejamento?

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