SIG na agricultura: o que é, quais existem no mercado, o mais indicado para a agricultura e quais tipos de mapas são possíveis criar nele. 

SIG é um software para trabalhar com dados georreferenciados.

Com o auxílio de um SIG é possível otimizar a aplicação de insumos nas fazendas e, ainda, criar mapas temáticos para o correto manejo das lavouras.

Deste modo, com os dados provenientes dele fica mais simples a tomada de decisões dentro das empresas rurais. Veja mais sobre SIG na agricultura!

O que é um SIG?

A sigla SIG significa Sistema de Informação Geográfica e os SIGs podem ser hardwares ou softwares que nos permitem trabalhar com dados georreferenciados.

Os dados georreferenciados são informações que possuem coordenadas geográficas atreladas às características de interesse, possibilitando o trabalho e as análises dos fenômenos no local exato onde ocorrem.

Como muitos destes softwares são universais, podemos encontrar a sigla também em inglês: GIS que significa Geographic Information System.

Os SIGs possibilitam a localização espacial dos nossos dados de interesse, sendo possível sua organização em camadas de informações, além de visualização em mapas temáticos e até em 3D.

SIG na agricultura

(Fonte: Esri)

Uma vez que temos diversas camadas de dados em mãos é possível identificar padrões e utilizar tais mapas para tomar decisões mais assertivas de cada talhão da fazenda.  

Com o auxílio de um SIG conseguimos coletar, armazenar, analisar e criar mapas com os dados atrelados a um sistema de coordenadas conhecido.

Assim que nossas camadas de informações geográficas SIG estão organizadas e armazenadas, diversos processamentos são passíveis de serem realizados de forma simples e eficiente.

sig na agricultura

(Fonte: National Geographic)

Os modelos de arquivos mais comuns gerados dentro dos SIGs são: raster e vetorial.

O modelo raster, também conhecido como matricial, centra-se geralmente em propriedades do espaço, segmentando em células quadradas, retangulares, triangulares ou hexagonais. 

Cada célula representa um único valor e quanto maior o tamanho ou dimensão da célula, menor é a exatidão ou detalhamento da informação no espaço geográfico. Como exemplo podemos citar as imagens de satélite.

Já o modelo vetorial, centra-se na exatidão da localização dos elementos no espaço geográfico, utilizando os arquivos utilizados de ponto, linha e polígono. Como exemplo podemos citar rotas, waypoints e contornos.

Quais SIG existem no mercado?

No mercado existe uma infinidade de SIGs e talvez os mais conhecidos são o ArcGis e o QGIS.

Ainda nesta linha de SIGs e softwares que permitem trabalhar com dados georreferenciados, podemos encontrar uma infinidade de programas. 

Dentre eles pode-se citar:

  • Spring;
  • GRASS;
  • uDIG;
  • ÚrsulaGIS;
  • Kosmo GIS;
  • TerraView;
  • gvSIG;
  • FalkerMap 2.0;
  • AgroCAD;
  • Entre outros.

Alguns destes softwares são mais completos e possibilitam o trabalho com diversas camadas de informação e formatos de arquivos.

Encontramos, dentre eles, softwares que são de propriedade de empresas privadas e outros que são gratuitos, muitos em português, alguns em inglês e outros em espanhol.

Um dos softwares gratuitos mais conhecidos e utilizados é o QGIS. 

O QGIS é um software “open source”, ou seja, de código aberto e que possibilita a criação de plugins programados, permitindo que você possa até contribuir com melhorias para o programa.

Qual o SIG mais indicado para agricultura?

Os dois SIGs mais indicados para a agricultura são o ArcGis e o QGIS.

O ArcGis é um software pago, porém, que possui muitas funcionalidades de complementos e scripts já prontos para o trabalho com mapas utilizados nas fazendas.

O QGIS é o SIG que mais gosto e utilizo no meu dia a dia, principalmente por ser em português, gratuito, de código aberto (open source) e possuir uma comunidade muito ativa que o utiliza e produz centenas de tutoriais que encontramos disponíveis online.

QGIS

(Fonte: QGIS)

Uma dica antes de selecionar o SIG que você vai trabalhar é pesquisar que formatos de arquivos este software lê.

Os arquivos mais comuns para trabalho dentro dos SIGs são: shapefile, txt, csv, DWG, DXF e GPX.

Além do software ser capaz de ler e importar tais formatos, ele também deve ser capaz de exportar da mesma maneira estes dados, uma vez que estes arquivos, em algum momento, terão que ser utilizados em máquinas e equipamentos compatíveis.

O QGIS já traz em seu banco de dados um grande número de ferramentas para o trabalho com arquivos georreferenciados, mas esse número ainda pode ser aumentado uma vez que é possível a instalação e habilitação de novos complementos e plugins.

Os plugins podem ser desenvolvidos e compartilhados por qualquer pessoa que saiba programar em Python ou C++.

Se você é consultor, produtor ou está começando a trabalhar com mapas e dados georreferenciados, o QGIS pode ser uma excelente escolha.

Ainda pode ser instalado nas diversas plataformas operacionais, sendo totalmente funcional para Windows, Mac OS X, Linux e sistemas UNIX.

O que é possível criar em um SIG na agricultura?

Os SIGs atualmente são bem completos, sendo possível a criação de uma infinidade de mapas e camadas de informação.

O SIG na agricultura pode ser utilizado para:

  • Criação de mapas de fertilidade do solo;
  • Criação de mapas de produtividade;
  • Mapas de aplicação de insumos;
  • Criação de mapas de altimetria e declividade;
  • Criação de MDT (Modelo Digital do Terreno) e MDE (Modelo Digital de Elevação);
  • Interpolação dos dados;
  • Criação de mapas de NDVI (e outros índices de vegetação);
  • Criação de zonas de manejo;
  • Mapas de condutividade elétrica;
  • Criação de mapas de textura dos solos;
  • Criação de mapas gerais dos talhões;
  • Traçar rotas mais curtas do maquinário;
  • Criação de grids amostrais;
  • Desenhar os talhões e carreadores de forma otimizada;
  • Entre diversas outras funções.

Portanto, os SIGs nos permitem produzir mapas com maior rapidez e facilitar as análises qualitativas e quantitativas dos dados espaciais coletados.

Além disso, os SIGs permitem a realização de comparações espaciais e temporais de dados, álgebra de mapas, cálculos de caminhos, rotas e áreas de geração de modelos explicativos de acordo com o comportamento analisado de cada talhão ou fazenda.

Aegro como aliado ao SIG na agricultura

Para quem já está acostumado a realizar sua gestão rural por meio do aplicativo Aegro, o uso do SIG em conjunto com as funcionalidades de imagens de satélite e sensoriamento remoto do software farão toda a diferença. 

Basta contratar a integração Aegro Imagens para ter acesso ao mapeamento por satélite da sua propriedade rural.

Com essa integração, você recebe imagens atualizadas do satélite Sentinel-2 em uma frequência de 3 a 5 dias.

É possível visualizar os índices de vegetação de cada talhão, juntamente com as operações agrícolas que foram realizadas no local.

Se você ainda não usa o Aegro para gerenciar sua fazenda, comece a testá-lo gratuitamente por 7 dias.

aegro imagens

Dentro do Aegro Imagens também é possível criar os mapas NDVI, que serão extremamente úteis para o planejamento de operações nas suas safras e servirão de base para tomadas de decisões assertivas. 

Aproveite também nossa palestra gratuita sobre NDVI na agricultura:

webinar ndvi

Conclusão

O SIG na agricultura possibilita o trabalho com dados georreferenciados das propriedades rurais.

Os mapas e camadas de dados gerados num SIG facilitam as análises, interpretações  e tomadas de decisão nas fazendas.

Com o auxílio de um SIG, consegue-se entender melhor o que ocorre em cada porção das lavouras, além de otimizar custos e aplicações de insumos baseados em conceitos de agricultura de precisão (AP).

Agora que você já sabe o que é um SIG na agricultura, quais os presentes no mercado e como essa tecnologia pode ser utilizada na sua fazenda, faça uma boa escolha!

Você já utiliza um SIG na sua propriedade? Conhece outro SIG que deixei de citar neste artigo? Adoraria ver seu comentário abaixo!