Atualizado em 13 de junho de 2022.
Doenças do feijão: entenda os sintomas, o que causa cada uma delas, condições favoráveis para a ocorrência e como controlá-las
O plantio do feijão no Brasil pode ocorrer em três safras. Mas, por conta das condições climáticas, algumas doenças podem ocorrer de forma mais intensa em uma safra que na outra.
Conhecer as doenças mais frequentes e saber como manejá-las é essencial para garantir uma boa produção e, consequentemente, mais rentabilidade com a lavoura.
Neste artigo, veja quais são os sintomas mais recorrentes das doenças do feijão e como fazer o controle em sua propriedade. Confira!
Índice do Conteúdo
- 1 Doenças do feijão: incidência nas diferentes safras
- 2 1. Mosaico dourado do feijoeiro
- 3 2. Crestamento bacteriano comum no feijoeiro
- 4 3. Antracnose no feijão
- 5 4. Mancha angular do feijoeiro
- 6 5. Mofo-branco
- 7 6. Podridão radicular seca no feijoeiro
- 8 7. Podridão de raízes do feijoeiro
- 9 8. Ferrugem
- 10 9. Murcha ou amarelecimento de Fusarium
- 11 10. Nematoides
- 12 11. Oídio
- 13 Manejo integrado das doenças da cultura do feijão
- 14 Conclusão
Doenças do feijão: incidência nas diferentes safras
As doenças do feijoeiro podem ocorrer de forma mais ou menos acentuada conforme a safra (primeira, segunda ou terceira).
De forma geral, as principais doenças do feijão são:
- Mosaico-dourado;
- Crestamento bacteriano comum;
- Antracnose;
- Mancha-angular;
- Mofo-branco;
- Podridão radicular seca;
- Podridão de raízes;
- Ferrugem;
- Murcha ou amarelecimento de Fusarium;
- Nematoides;
- Oídio.
Na primeira safra, também chamada de safra das águas, a semeadura do feijão acontece entre setembro e dezembro. Nela, há maior ocorrência de doenças como antracnose, mofo-branco e crestamento bacteriano.
Na segunda (janeiro a maio) e terceira safras (abril a julho), algumas doenças como mancha-angular e mosaico-dourado são as de maior ocorrência e dano.
Doenças de solo estão associadas à presença do patógeno no solo, e não dependem necessariamente da safra. Agora, veja mais detalhes sobre cada uma das principais doenças do feijão.
1. Mosaico dourado do feijoeiro
O mosaico-dourado, causado pelo vírus BGMV (Bean Golden Mosaic Virus), é a principal virose do feijoeiro, podendo causar grandes perdas na produção. A mosca-branca é vetora dessa doença.
Os principais sintomas causados pelo vírus do mosaico dourado do feijoeiro são:
- mosaico amarelo intenso em todo limbo foliar
- redução do crescimento das plantas;
- superbrotamento;
- má formação de vagens e grãos;
- encarquilhamento das folhas e mosaico.
O mosaico dá um aspecto mosqueado amarelo às folhas. Com a evolução da doença, toda superfície foliar se torna amarelada. Já as vagens e os grãos ficam deformados e mal formados, o que prejudica a qualidade do produto.

Sintoma de mosaico em folha de feijão
(Fonte: Howard F. Schwartz)
Algumas medidas de manejo para esta doença são:
- vazio sanitário para feijoeiro;
- uso de inseticidas com objetivo de controlar o vetor;
- variedades tolerantes ou resistentes.
2. Crestamento bacteriano comum no feijoeiro
É considerada a principal doença bacteriana de algumas regiões produtoras de feijão do Brasil. O crestamento bacteriano comum é causado pelas bactérias Xanthomonas axonopodis pv. phaseoli e X. fuscans sus. Fuscans.
Elas penetram na parte aérea da planta por aberturas naturais ou por ferimentos. A doença pode provocar até 70% de redução na produção do feijoeiro.
A doença prevalece na safra das águas devido às altas temperaturas e ocorrências de chuvas. Esses são fatores que favorecem as bactérias.
Como sintomas, você pode observar inicialmente lesões com aspecto encharcado de coloração verde-escura nas folhas. Com o progresso da doença, esses sintomas evoluem e aumentam de tamanho. As folhas ficam necrosadas.
Nas extremidades das lesões surgem halos amarelos. Os sintomas típicos da doença ocorrem quando as lesões são mais velhas, tendo o centro necrótico e com halo amarelo. Isso pode ocasionar a queda prematura das folhas.

(Fonte: Agrolink)
Nas vagens, podem ocorrer lesões de aspecto encharcado, que depois progridem para lesões escuras e um pouco deprimidas.
Medidas de manejo do crestamento bacteriano em feijoeiro são:
- variedades resistentes;
- aplicação de cúpricos na lavoura, que pode retardar o aparecimento dos sintomas.
3. Antracnose no feijão
A antracnose no feijão é causada pelo fungo Colletotrichum lindemuthianum. Ela é considerada uma das doenças mais importantes da cultura, e ocorre mais em regiões de temperaturas moderadas e alta umidade.
Pode causar até 100% de danos em variedades suscetíveis, além de causar manchas nos grãos. A necrose nas nervuras é um sintoma bastante característico da doença.
Além disso, há presença de lesões principalmente na parte de baixo das folhas. Essas lesões são alongadas, de coloração avermelhada a marrom.
Nas vagens, os sintomas típicos são lesões circulares, deprimidas e com a borda da lesão mais escura. Quando atinge os grãos, pode depreciar a comercialização agrícola.

Lesões de antracnose no feijão nas folhas, grãos e vagens
(Fonte: Adama)
Esse fungo pode sobreviver em sementes, restos culturais e hospedeiros alternativos.
Algumas medidas de manejo da antracnose do feijoeiro são:
- sementes sadias e certificadas;
- rotação de culturas (uso de gramíneas não hospedeiras);
- eliminação de restos culturais;
- variedades resistentes;
- controle químico com fungicidas para feijão.
4. Mancha angular do feijoeiro
A mancha angular do feijoeiro é causada pelo fungo Pseudocercospora griseola, que pode sobreviver em sementes, restos de culturas e outros hospedeiros. Pode causar até 80% de perdas em produtividade.
Os sintomas típicos são lesões de coloração cinza a marrom, de formato angular (delimitadas pelas nervuras), e com halo amarelo. No campo, os sintomas ficam mais evidentes na fase final da cultura.
Com o progresso da doença, pode ocorrer a desfolha prematura da planta.

(Fonte: Taurino Alexandrino Loiola em Embrapa)
Medidas de manejo da mancha angular do feijoeiro:
- variedades resistentes;
- uso de sementes sadias e certificadas;
- eliminação de restos culturais;
- aplicação de fungicidas.
5. Mofo-branco
O mofo-branco é causado pelo fungo Sclerotinia sclerotiorum, que pode afetar várias culturas. Em feijoeiro, é considerada uma das doenças mais agressivas da cultura, sendo mais problemática no florescimento.
A doença é favorecida pela alta umidade e temperaturas amenas. Como sintomas, ocorrem lesões encharcadas na parte aérea da planta. E, com o progresso da doença, há o crescimento de um micélio branco, com aspecto de algodão, sobre essas lesões.
Há ainda a formação de escleródios. Os escleródios são um enovelamento/agregado de hifas, que são estruturas de resistência do fungo. Assim, este fungo pode sobreviver no solo através dessas estruturas por vários anos.

(Fonte: Nédio Rodrigo Tormen em Cultivar)
Os escleródios podem ser propagados por sementes ou máquinas agrícolas.
Medidas de manejo do mofo-branco do feijoeiro são:
- sementes sadias e tratamento de sementes;
- limpeza de máquinas e equipamentos agrícolas;
- evitar alta densidade de plantio que favorece a formação da doença;
- uso de fungicidas para proteção da cultura.
6. Podridão radicular seca no feijoeiro
Essa doença é causada pelo fungo Fusarium solani e está presente em todas as regiões produtoras de feijão do Brasil. O patógeno sobrevive no solo por vários anos e raramente mata a planta, mas pode causar até 50% de perdas na cultura.
Como sintoma, você pode observar coloração avermelhada nas raízes jovens das plantas. Essa coloração progride para lesões marrons por toda superfície da raiz. A doença resulta em plantas pouco desenvolvidas, causando um estande irregular.

(Fonte: Murillo Lôbo Júnior em Embrapa)
A doença é favorecida por condições de solos compactados, encharcados, temperaturas baixas e pelo cultivo intenso de feijão.
Medidas de manejo da podridão radicular seca do feijoeiro são:
- tratamento de sementes com fungicida para feijão;
- evitar plantar em solos compactados e encharcados.
7. Podridão de raízes do feijoeiro
A podridão radicular ou podridão de raízes do feijoeiro é uma doença fúngica causada por Rhizoctonia solani. Esse patógeno está presente na maioria dos solos cultivados.
O fungo pode atacar as sementes, que apodrecem antes de iniciar ou durante sua germinação. Se a plântula de feijão é infectada, ocorre lesão na base do caule, de coloração avermelhada.
Saber o que é a podridão radicular e como identificá-la na lavoura é fundamental. Afinal, a doença pode resultar em morte do sistema radicular e tombamento das plântulas.
Medidas de manejo da podridão das raízes do feijoeiro são:
- sementes sadias;
- tratamento de sementes com fungicidas;
- evitar plantar em solos compactados e encharcados.

8. Ferrugem
A ferrugem do feijoeiro é uma doença causada pelo fungo Uromyces appendiculatus. Essa doença está presente em todas as áreas produtoras do grão e responde por expressivas perdas na produção.
Sua ocorrência é maior em áreas tropicais e subtropicais úmidas. Os estádios de pré-floração e floração da cultura são as fases mais críticas para o aparecimento da ferrugem.
O sintoma inicial dessa doença é o aparecimento de pequenas lesões esbranquiçadas na parte inferior das folhas.
Com o tempo, essas lesões evoluem para pústulas de cor ferrugem. As pústulas podem se desenvolver dos dois lados da folha. É comum que elas estejam rodeadas por um anel de coloração amarelada.

Sintomas de ferrugem em folha de feijoeiro
(Fonte: Dr Parthasarathy Seethapathy e colaboradores)
Dependendo do grau de infestação da lavoura, esse sintoma também pode ser observado nas vagens e nas hastes das plantas de feijão.
9. Murcha ou amarelecimento de Fusarium
A murcha de Fusarium é uma doença causada pelo fungo de solo Fusarium oxysporum f. sp. phaseoli. Essa doença se desenvolve melhor sob condições de temperaturas amenas, solo úmido e compactado.
Ela se manifesta na fase vegetativa e reprodutiva do feijoeiro. Os sintomas dessa doença são a murcha das plantas nas horas mais quentes do dia, amarelecimento das folhas e o desfolhamento precoce.
As folhas do feijão amarelas e murchas são sinais de que o fungo impediu a água e os sais minerais de serem transportados para a parte aérea das plantas.
No entanto, o amarelecimento das folhas também pode estar associado a presença de outras pragas e doenças do feijão. Problemas nutricionais, compactação do solo e deriva de produtos químicos também podem causar esses sintomas.
Por isso, é de extrema importância realizar monitoramentos periódicos na área para avaliar a presença de pragas e doenças do feijão. Conhecer o histórico da área e analisar a distribuição dos sintomas na lavoura também contribuem com o diagnóstico.
No caso da murcha de Fusarium, os sintomas podem ser observados em reboleiras. Quando infectadas, as plantas jovens de feijoeiro apresentam redução do crescimento da parte aérea e do sistema radicular.
Em condições severas de infecção, as plantas podem morrer.

Sintomas de murcha de Fusarium em plantas de feijão
(Fonte: Howard F. Schwartz)
Por se tratar de um fungo habitante do solo, a murcha de Fusarium é favorecida pela presença de nematoides na área. O ataque de nematoides ao sistema radicular do feijoeiro contribui para a entrada do fungo na planta.
10. Nematoides
O nematoide-das-galhas (Meloidogyne spp.) e o nematóide das lesões (Pratylenchus brachyurus spp.) são tipos de nematoides responsáveis por causarem prejuízos às lavouras de feijão.
Seu ataque causa a destruição do sistema radicular. Ele também provoca o amarelecimento das folhas, diminui a absorção de nutrientes e reduz o estande de plantas.
A presença desses parasitas na área favorece o aparecimento de doenças causadas por microrganismos habitantes do solo.
A estratégia de manejo mais utilizada no controle de nematóides é o plantio de variedades resistentes/tolerantes.
11. Oídio
O oídio é uma doença de importância secundária para a cultura do feijão.
Essa doença é causada pelo fungo Eryshipe polygoni. As condições ótimas para o desenvolvimento do oídio em lavouras de feijão são baixas temperaturas e pouca umidade no solo.
O primeiro sintoma do oídio é o aparecimento de uma massa branca com aspecto pulverulento nas folhas do feijoeiro. Dependendo da severidade da doença, esse sintoma pode ser observado nas hastes e nas vagens das plantas.
Com o avanço da doença, o oídio também provoca a desfolha precoce.
Manejo integrado das doenças da cultura do feijão
O manejo integrado na cultura do feijão associa diferentes técnicas que contribuem para o controle populacional do patógeno e da doença de forma eficiente.
No manejo integrado de doenças da cultura do feijão, devem ser adotadas estratégias culturais, genética, biológica e química. Confira a seguir.
Manejo cultural
Para o controle de doenças no feijoeiro, é importante que algumas práticas culturais sejam adotadas, como:
- realizar um bom preparo de solo para o plantio do feijão;
- adubação equilibrada;
- rotação com culturas não suscetíveis;
- controle de vetores de doenças;
- controle de plantas daninhas hospedeiras de doenças;
- utilizar sementes certificadas;
- fazer tratamento de sementes com agroquímicos;
- evitar o plantio em áreas com condições favoráveis ao desenvolvimento de doenças;
- realizar a limpeza de máquinas e implementos agrícolas;
- respeitar o período de vazio sanitário determinado para a cultura.
Manejo genético
O plantio de variedades resistentes/tolerantes é uma estratégia que apresenta bons resultados no manejo de doenças na cultura do feijão.
A resistência genética é eficaz no controle de doenças, segura para o meio ambiente e tem baixo custo.
Manejo biológico
Trata-se de uma técnica de baixo impacto ambiental, econômica e alinhada às práticas de produção sustentável.
Na cultura do feijão, o controle biológico com Trichoderma tem sido utilizado no manejo de algumas doenças, como podridão de raízes, podridão radicular seca, mofo-branco e antracnose.
O número de produtos com registro do Mapa ainda é bastante reduzido, quando comparado aos produtos químicos.
Manejo químico
No caso do feijoeiro, o controle das doenças com defensivos agrícolas químicos é uma prática bastante comum e indispensável para alcançar altas produtividades.
Para garantir a eficiência desse manejo, utilize produtos registrados no Mapa. Siga as orientações quanto à dosagem, época e modo de aplicação. O melhor inseticida para feijão irá depender da doença em questão, então cuidado para não aplicar o produto errado.
Faça também a rotação de produtos com mecanismos de ação diferentes. É importante lembrar que a melhor estratégia de manejo é evitar que a doença entre na sua lavoura. Por isso, sempre adote boas práticas agronômicas.
Em áreas que a doença já está presente, procure adotar mais de uma estratégia de manejo para evitar o desenvolvimento e evolução da doença.
Conclusão
O feijoeiro é cultivado praticamente durante o ano todo no Brasil, mas muitas doenças podem interferir na produtividade dessas safras.
Neste artigo, mostramos as principais doenças do feijão, seus sintomas e como controlá-las.
Agora que você tem essas informações, não deixe que essas doenças reduzam o lucro da sua lavoura!
Você já teve muitos problemas com doenças do feijão? Como realiza o manejo na sua fazenda? Adoraria ver seu comentário abaixo.
Atualizado em 13 de junho de 2022 por Bruna Rhorig.
Bruna é agrônoma pela Universidade Federal da Fronteira Sul, mestra em fitossanidade pela Universidade Federal de Pelotas e doutoranda em fitotecnia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul na área de pós-colheita e sanidade vegetal.
Foi muito útil este vosso artigo para mim, ate o momento o meu campo só apareceu algumas plantas com o sintoma de mofo branco, como a minha sementeira é de Novembro, vou me preparar para garantir o melhor controlo fitossanitário e não dar tiros as escura, ou seja lutar contra desconhecido.
Olá Mário, muito obrigada pelo seu comentário! Que ótimo que você está se preparando para não correr riscos de ter perdas com doenças na sua lavoura de feijão. Continue acompanhando o blog e novas dicas de manejo de doenças! Abraço
Gosto de selecionar minha própria semente. Escolho os feijoeiros mais saudáveis, robustos e com vagens com mais de 7 sementes. Selecionei sementes para plantio de safra e safrinha.
Nunca planto no mesmo local, faço rotação na propriedade, onde planto feijão fica 2 anos sem plantar novamente.
Gostaria da indicação do tratamento da minha semente para não ser atacada na armazenagem e no pós plantio, evitando a transmissão de doenças de uma safra para outra.
Olá Nelson, agradecemos o seu comentário. Para o tratamento de sementes tanto para fungos de armazenamento e também para evitar doenças no pós plantio sugiro avaliar o histórico de doenças recorrentes na sua região e consultar no site do MAPA (AGROFIT) os produtos que são recomendados para a cultura e para os patógenos que pretende controlar. Existem vários produtos registrados, para a escolha você deve verificar sobre a disponibilidade na sua região e também consultar um (a) engenheiro (a) agrônomo (a) para prescrever o produto que melhor se encaixa para a sua necessidade. Não deixe de acompanhar os novos conteúdos. Abraços
Parabéns pelo ótimo artigo. Que explicação interessante.
Olá Gressa!
Muito bom o seu artigo. Estava procurando informações sobre pragas no andu e resolvi dar uma olhada, mas continuo sem respostas para o tipo de praga que está acometendo o andu de minha mãe. Um pé morreu, os outros estão com as folhas com pintas cor de ferrugem, semelhantes aos da imagem acima, mas agora estão atacando as vagens, que estão secas e minúsculas (a maioria) e algumas estão com aspecto encharcado, (metade da semente) como li no seu artigo, e tudo isso no mesmo pé, cujas folhas apresentam apenas manchas enferrujadas nas folhas. Gostaria que me ajudasse, se puder.
Atenciosamente,
Beulah
Olá, Beulah
Sou da comunicação da Aegro.
Nossos artigos têm o objetivo de ajudar e dar orientações gerais, para casos específicos recomendamos sempre que procure por um(a) agrônomo(a) de sua região. Assim, será possível analisar presencialmente.
Agradecemos por nos acompanhar,
Abraço! 🙂
Excelente artigo, agradeço por compartilhar.
Gostaria que me ajudassem em algumas coisas: Minha mãe está com problemas com os pés de andu dela, pois ultimamente as sementes não estão se desenvolvendo na vagem. Elas estão minúsculas e as que se desenvolvem, ficam com aspecto apodrecido. As folhas estão com aspecto saudável, com exceção de um galho que estava com três cochonilhas algodão. As folhas dos pés de mangalô estão com pontos enferrujados, as flores e folhas caem muito e agora estão nascendo enrugadas. Os pés de tomate também estão com as folhas enrugadas. Ela tem uma goiabeira que só deu dois frutos minúsculos e defeituosos, pois os brotos novos estão cheios de pequenos insetos de cor marrom claro. As folhas estão nascendo enrugadas e quando faz-se a poda, não nascem brotos novos e quando nascem, ficam enrugados, ressecados e não se desenvolvem, por causa dos insetos e não adianta aplicar pesticidas, (Dimmy, calda bordalesa e até água oxigenada) pois eles não morrem. Sei que são muitas informações, mas se puderem ajudar, agradeço.
Atenciosamente,
Beulah
Oi, Beulah
Sou da comunicação da Aegro.
Nossos conteúdos são focados em agricultura, principalmente grãos e cereais, por isso não vamos poder te ajudar tão especificamente.
É necessário que uma profissional agrônomo(a) de sua região verifique sua área e faça uma análise de solo para verificar quais nutrientes estão deficientes ou não e efetuar uma correção.
No site da Embrapa é possível encontrar mais dicas.
Agradecemos por nos acompanhar,
Abraço! 🙂
Oi Raissa
Agradeço o contato. Andu e Mangalô são grãos.
Beulah