Principais recomendações de manejo dos herbicidas para arroz

Herbicidas para arroz: confira os produtos mais recomendados para arroz de sequeiro e irrigado, além do posicionamento mais adequado

Um dos grandes problemas que afetam a produtividade dos cultivos é a ocorrência de plantas daninhas na lavoura. 

Você sabia que a estimativa de perda de produção agrícola devido às plantas daninhas é de 15%? Há casos em que as perdas podem chegar a 90%, quando nenhum método de controle é utilizado.

Para o melhor manejo dessas plantas indesejadas, o uso de várias práticas de controle é essencial. Esses métodos podem desde evitar a entrada de plantas daninhas na área até  eliminar as já existentes através da aplicação de herbicidas.

Quer saber mais sobre como realizar o controle químico de forma adequada e evitar perdas na sua lavoura? Então confira as dicas a seguir! 

Interferência das daninhas na cultura do arroz

A interferência das plantas daninhas no cultivo do arroz pode ocorrer de várias formas. A principal delas é pela perda por competição de água, luz e nutrientes. Também pode acontecer devido ao parasitismo ou por hospedar pragas e doenças.

Além disso, a presença das daninhas pode causar uma série de consequências como:

  • contaminações na pós-colheita;
  • aumento no custo de produção;
  • desgaste e maior consumo das máquinas;
  • diminuição do valor das terras;
  • degradação do solo, ambiente e risco à saúde humana e animal.

Para ter um controle eficiente, vários métodos devem ser empregados. O ideal é que você os utilize em conjunto

Para o sucesso da lavoura, é fundamental que você opte por sementes de qualidade. Além disso, faça a semeadura “no limpo” e mantenha sempre um baixo nível de infestação, principalmente durante o período crítico de competição (PCC).

Período crítico de competição

  • Período anterior à interferência (PAI): período até aproximadamente 15 dias após a emergência do arroz (DAE). Neste momento, as plantas daninhas e o arroz podem conviver sem redução na produtividade.
  • Período crítico de prevenção à interferência (PCPI): em torno de 15 – 45 DAE. Neste período, o controle é obrigatório para que não haja perdas na quantidade e qualidade da produção.
  • Período total de prevenção da interferência (PTPI): período da emergência até aproximadamente 45 DAE. Nessa etapa, quando não houver competição, a planta de arroz expressa seu melhor potencial.

A contagem de dias após a emergência é um balizador para o seu controle, mas não esqueça: além da fase, dependendo do nível de infestação e o tipo de planta daninha existente, podem ocorrer mais ou menos danos.

Principais plantas daninhas

Confira aqui as principais espécies de plantas daninhas encontradas na cultura do arroz

Folhas largas

  • Angiquinho – Aeschynomene Rudis
  • Corriola – Ipomoea grandifolia
  • Cruz de malta – Ludwigia spp
  • Erva-de-bicho –  Polygonum hidropiperoides 

Folhas estreitas

  • Arroz vermelho – Oryza sativa
  • Papuã/Campim marmelada – Brachhiaria spp
  • Junquinho/Tiririca – Cyperus
  • Milhã/Capim-colchão – Digitaria spp
  • Capim-arroz – Echinochloa spp
  • Capim-pé-de-galinha – Eleusine indica
  • Cuminho – Fimbristylis miliacea 
  • Aguapé – Heteranthera reniformis 
  • Capim do banhado – Panicum dichtomiflorum; 
  • Grama-de-ponta – Paspalum distichum 
  • Sagitária – Sagittaria spp
Plantas daninhas em lavoura de arroz

Plantas daninhas em lavoura de arroz podem trazer perdas de até 90% na produtividade se não controladas adequadamente
(Fonte: CPT)

Aplicação dos principais herbicidas para arroz

Tanto no cultivo de arroz de sequeiro quanto no de arroz irrigado, grande parte do manejo é feito através do controle químico com o uso de herbicidas pré e pós emergentes.

Veja quais são os principais herbicidas para arroz e como utilizá-los da melhor maneira possível.

Gladium

Cultivo: Arroz irrigado.

Quando usar: na pré e pós-emergência das plantas infestantes. Aplique entre o estádio de 2.ª folha até o 3.º perfilhamento. Realize no máximo 1 aplicação por ciclo da cultura.   

Espectro de controle: eficiente no controle de plantas daninhas de folha larga e estreita, como angiquinho, tiriricas, cuminho e sagitária.

Dosagem recomendada: aplique de 100 a 133,3 g de produto comercial por hectare.

Cuidados: O intervalo de segurança é de 50 dias.

Herbadox 

Cultivo: Arroz de sequeiro.

Quando usar: na pré-emergência.

Espectro de controle: controla grande parte dos capins, como capim-marmelada, capim-arroz, capim-colchão e capim-pé-de-galinha. É eficaz também no manejo do caruru de mancha.

Dosagem recomendada: de 3L a 4,5L de produto comercial por hectare, dependendo do tipo de solo. As menores doses são recomendadas para solos arenosos e as maiores para os argilosos. Somente uma única aplicação é necessária.

Cuidados: faça a aplicação na hora do plantio ou logo após. Cuide para que as sementes estejam bem cobertas pelo solo e nunca aplique após a germinação.

Gamit 

Cultivo: Arroz de sequeiro e irrigado.

Quando usar: na pré-emergência.

Espectro de controle:

  • para arroz de sequeiro: capim-pé-de-galinha, picão grande, trapoeraba, corriola;
  • para arroz irrigado: Angiquinho, capim-colchão, capim-marmelada e capim-arroz.

Dosagem recomendada: 

  • para arroz de sequeiro:  1,7L a 2L de produto comercial por hectare;
  • para arroz irrigado: 1,1L a 1,7L de produto comercial por hectare.

Cuidados: Para a utilização desse produto, as sementes de arroz devem ter sido previamente tratadas com Safener (produto específico para proteção da cultura quanto a aplicação do herbicida). 

No momento da aplicação, o solo deve estar livre de torrões e com uma umidade mínima para a ativação do produto. 

Caso precise fazer o controle de plantas já germinadas, cuide para que não haja muita movimentação de solo no processo, de modo a  manter o defensivo na camada superficial.

Basagram 

Cultivo: Arroz de sequeiro e irrigado.

Quando usar: na pós-emergência.

Espectro de controle: 

  • Para arroz de sequeiro: trapoeraba e corriola;
  • Para arroz irrigado: erva-de-bicho e tiriricas.

Dosagem recomendada: de 1L a 1,6 L por hectare, utilizando doses menores quando as folhas estiverem molhadas por neblina ou orvalho.

Cuidados:  Ao aplicar em lavouras de arroz irrigado, retire a água para deixar as folhas das plantas daninhas bem expostas. Caso seja preciso voltar com a irrigação, faça isso após 48h. O intervalo de segurança é de 60 dias.

Only 

Cultivo: Exclusivo para arroz Clearfield.

Quando usar: em dose única na pós-emergência ou sequencial, sendo uma em pré e outra em pós-emergência.

Espectro de controle: herbicida chave para controle de arroz vermelho, também controla capim-arroz e tiririca.

Dosagem recomendada: 

  • Em pós-emergência: 1L/ha, entre 4 folhas e primeiro perfilho do arroz;
  • Sequencial: 0,75L + 0,75L/ha entre 4 folhas e primeiro perfilho do arroz.

Cuidados: utilize adjuvante variando de 0,5% a 1% v/v. Para um bom funcionamento do produto, é necessário  que ocorra chuva nos próximos 5 dias ou que a área seja irrigada. O intervalo de segurança é de 60 dias.

Kifix 

Cultivo: arroz de sequeiro e irrigado, exclusivo para arroz Clearfield.

Quando usar: na pré e pós-emergência das daninhas.

Espectro de controle: amplo espectro de controle, controlando folhas largas e estreitas, inclusive arroz vermelho.

  • Para arroz de sequeiro: algumas das invasoras controladas são, capim-colonião,   capim-amargoso, trapoeraba, leiteiro, corriola; 
  • Para arroz irrigado: espécies como, arroz vermelho, angiquinho, sagitária, tiriricas, cuminho, papuã e capim-arroz. 

Dosagem recomendada: 

  • Para arroz de sequeiro: de 100g/ha a 140 g/ha ou 70g + 70g, se sequencial;
  • Para arroz irrigado: 140g de produto comercial por hectare.

Cuidados: para esse produto também utilize adjuvante 0,5% v/v. Para uma boa ação deste herbicida no arroz irrigado, é importante que a entrada da água ocorra entre 48h e 72h após a aplicação. O intervalo de segurança é de 60 dias.

O Sistema Clearfield é uma tecnologia desenvolvida pela Basf, onde sementes geneticamente selecionadas toleram a aplicação de herbicidas específicos do grupo das imidazolinonas.

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Conclusão

Nesse artigo, você viu como as plantas daninhas afetam a produtividade do arroz, e que dependendo do período e do nível de infestação, seu cultivo pode ser mais ou menos afetado.

Você também ficou por dentro das plantas daninhas mais recorrentes na cultura e quais os principais herbicidas para arroz indicados para o controle dessas invasoras.

Não se esqueça de sempre usar as boas práticas de manejo e aplicação para um controle eficiente e seguro! 

Além disso, conte sempre com a ajuda do seu engenheiro-agrônomo e siga as recomendações do fabricante. 

>> Leia mais:

“Pragas do arroz: como identificar e combatê-las na cultura”

“Como fazer o controle não químico para plantas daninhas” 

Você já precisou lidar com as plantas daninhas na sua plantação? Conhecia os principais herbicidas para arroz? Conte para a gente sua experiência aqui nos comentários!

8 thoughts on “Principais recomendações de manejo dos herbicidas para arroz

  1. ola tudo bem thais tenho arroz irigado plantado em uma pequena propiedade em santa helena pr estou com ojuquinho e capim arroz ja fis gamiti e bazagran mas um dia apos aplicaçao comesçou achover deo 250 mm lavou tudo esta naçendo o que mais tem e o trevinho ou junquinho quenem cabelo nas manchas qual hebiçida seria melhor passar

    • Olá, Sergio
      Sou da comunicação da Aegro.
      Como o seu caso é muito específico, sempre recomendamos o auxílio de um(a) agrônomo(a) de sua região para verificar seu cultivo.

      Temos um portal de consultores parceiros, você também pode buscar o mais próximo de sua região. Acesse por aqui: https://portal-consultores.aegro.com.br/

      Agradecemos por nos acompanhar,
      Abraço!

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