Agricultura de Precisão: Perfil do usuário de AP no Brasil [Infográfico]

Agricultura de Precisão (AP), ao contrário do que muitos pensam, não é um tema tão novo assim. Existem relatos das primeiras aplicações em taxas variadas de calcário no início do século XX.  

Na Europa e nos Estados Unidos da América, os primeiros mapas de produtividade foram gerados no início do anos 80 e tal atividade possibilitou as primeiras aplicações de insumos em taxas variadas.

É fato que o crescimento agrícola é devido à motivação dos produtores em incorporar tecnologia e agregar valor à produção.

A Agricultura de Precisão (AP) é uma dessas tecnologias, se constituindo em um sistema de manejo que ajuda a aumentar a produtividade e rentabilidade das propriedades agrícolas.

Pensando num assunto tão importante para agricultura, produzimos um infográfico com o  perfil de usuários da Agricultura de Precisão no Brasil. Confira como ficou.

 

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O que é Agricultura de Precisão?

Agricultura de precisão é uma técnica agrícola de manejo integrado de informações e tecnologias.

Ela se baseia no fato de que as condições de clima e solo variam entre as diferentes áreas da lavoura. Isso significa que as diferentes áreas têm necessidades diferentes de insumos.

Com dados precisos de diferentes pontos da lavoura, pode-se fazer as aplicações de insumos a taxas variáveis, de acordo com a necessidade de cada ponto para uma produção ótima.

Isso reduz desperdício de insumos, diminui custos e aumenta a produtividade.

 

Agricultura de Precisão no Brasil

A Agricultura de Precisão no Brasil foi introduzida em meados da década de 1990.

Nessa fase, a indústria de máquinas agrícolas introduziu conceitos como o mapeamento da produtividade das lavouras de grãos e de aplicações de georreferenciamento na agricultura.

Ao contrário de hoje, a introdução ocorreu com tecnologia totalmente importada.

Atualmente, a Embrapa organiza a Rede de Pesquisa Agricultura de Precisão (Rede AP). São mais de 200 pesquisadores, 19 Centros e 15 campos experimentais. Esta rede é a que um dos que mais contribuindo com o desenvolvimento da AP no país.

Houve um avanço muito rápido na AP, que é utilizada em quase toda a cadeia produtiva agropecuário, e não somente na cultura do milho e soja.

 

Exemplos de Agricultura de Precisão

O uso da AP são inúmeros, aqui estão alguns exemplos:

  • Identificação antecipada do estado de maturação das plantas nas diferentes zonas do terreno agrícola e assim otimizar o processo de colheita;
  • Equipamentos automatizados de coleta de solo apresentam alto desempenho do campo com agilidade na coleta de solo e elevada qualidade e precisão;
  • Processamento Remoto de Imagens (por drones, por exemplo), permitindo visualização de mapas de potencial produtivo, inclinação do terreno, monitoramento de pragas, identificação de linhas e falhas no plantio, etc.;
  • Semeadura a taxa variável (Variable-Rate Application – VRA);
  • Armazenamento de Dados/Informação;
  • Recolha de Dados/Dispositivos Inteligentes

Equipamentos e Ferramentas mais utilizadas na Agricultura de Precisão

Um dos primeiros equipamentos da  Agricultura de Precisão (AP) foram as máquinas dotadas de receptores GPS (sistema de posicionamento global) e geração de mapas de produtividade.

Mas a AP avançou, e agora pode ser usada em todas as cadeias produtivas do setor agropecuário.

Com medidas de gestão adaptadas ao pequeno, médio e grande produtor, a AP oferece ferramentas para otimização do uso de insumos e inovação permanente no campo.

Aqui os equipamentos e ferramentas mais utilizadas da AP no Brasil:

  • Piloto automático;
  • Semeadora a taxa variável;
  • Distribuidores de fertilizantes, corretivos e defensivos agrícolas a taxa variável;
  • Monitor de colheita;
  • Drones para coleta de imagens;
  • Barra de luz;

Através dessas ferramentas  é entendido as variações da propriedade, fazendo aplicação de de insumos onde eles são realmente necessários, o que evita gastos desnecessários e menor poluição ambiental.

Falando em gastos desnecessários, aqui vai 5 dicas infalíveis para uma boa aplicação de defensivos agrícolas.

É também por meio desses equipamentos e ferramentas que são realocados os insumos das regiões de baixos potenciais para regiões de alto potencial produtivo, otimizando o uso desses materiais.

 

Vantagens e desvantagens

Se você ainda não utiliza esta tecnologia na agricultura, aqui estão algumas das principais razões pelas quais você precisa saber mais sobre Agricultura de Precisão:

  • Minimiza riscos da atividade agrícola;
  • Facilita a tomada de decisão;
  • Informação facilitada através da tecnologia;
  • Melhora a gestão agrícola do negócio.

Além destas vantagens que mencionei, a AP já traz alguns resultados comprovados.

  • 11% de redução de custos na operação no campo;
  • 37% de redução de custos com análise do solo;
  • 19% de redução de custos totais;
  • 67% de aumento do rendimento global das lavouras.

Veja aqui como a tecnologia esta ajudando a evoluir o agronegócio brasileiro.

Conclusão

Agricultura de Precisão no Brasil já é uma realidade há alguns anos.

O uso desta tecnologia vem aumentando à medida que o produtor rural enxerga suas vantagens e entende a importância de uma boa administração rural.

Os dados do estudo da Embrapa indicam que o perfil dos proprietários e administradores de propriedades que adotam a AP é jovem, instruído, propenso a utilizar mais tecnologias.

As principais atividades em que a AP está presente são na aplicação de corretivos do solo e colheita.

Quase metade (49,4%) dos produtores rurais do Brasil utilizam algum semeadora/adubadora com aplicação a taxa variável.

A racionalização dos insumos, ou melhora na sua eficiência, é uma máxima da AP.

A AP pode fornecer informações diversas aos produtores, ajudando em todas as etapas do processo produtivo.

Cabe a você buscar soluções e ferramentas que melhorem e se adaptem ao seu sistema de produção, dando mais um passo em direção ao futuro.

 

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Maikon Schiessl
Sou engenheiro ambiental e analista de marketing aqui na Aegro. Trabalho com tecnologia e inovação na agricultura desde 2014. Acredito que a tecnologia pode ajudar a vida do produtor rural brasileiro.