Amostragem de solo: quais são os tipos, o objetivo, sua importância, o que esperar para o futuro dessa técnica e muito mais!
Na análise de solo, são utilizadas pequenas porções de terra para avaliação das características físico-químicas. Para isso, é preciso que as amostras retratem bem a variabilidade local, a fim de representar toda a área da sua fazenda.
Somente assim, é possível fazer o uso racional de insumos como gesso agrícola, calcário e adubos. Na agricultura de precisão, a amostragem do solo é feita por diferentes métodos.
Neste artigo, saiba mais sobre cada um deles, veja como será o futuro da amostragem de solo e entenda quais os equipamentos necessários para o processo. Boa leitura!
Índice do Conteúdo
O que é a amostra composta de solos?
A amostragem é a primeira etapa da análise do solo. Ela consiste na coleta de uma porção de terra de diversos pontos da propriedade, que juntas formam a amostra composta. O objetivo da amostragem do solo é ter uma visão completa da situação do solo na lavoura.
Através dela, são feitas a análise química e física, a avaliação da fertilidade do solo e da textura. Se a amostragem for feita de maneira errada, ela não reflete a real condição do solo. Consequentemente, isso implica em erros na recomendação de calagem e adubação.
Isso quer dizer que erros envolvendo a amostragem do solo não podem ser corrigidos posteriormente. É fundamental que as amostras enviadas ao laboratório de análise de solo sejam representativas da área a ser cultivada.
Como fazer amostragem georreferenciada na fazenda?
Na agricultura de precisão, existem dois métodos para amostragem de solo: a amostragem em grade (por ponto e por célula) e a amostragem direcionada. Em ambos, os pontos passam por georreferenciamento.
Ou seja, os locais onde as amostras foram coletadas têm a sua posição no espaço conhecida pelas coordenadas geográficas. Isso possibilita o mapeamento preciso da área e dos atributos avaliados. A seguir, confira os diferentes tipos de amostragem de solo.
Em grade por ponto
Na amostragem em grade por ponto, o terreno é dividido em áreas menores, com formato quadrado ou retangular. Dentro de cada área é determinado um ponto georreferenciado. Esse ponto pode estar posicionado no centro da célula ou de forma aleatória.

(Fonte: Revista Cultivar)
Nesse método, as subamostras de solo são coletadas ao redor do ponto georreferenciado. É indicado coletar de 8 a 12 subamostras por ponto num raio de 3 metros a 5 metros. Depois da coleta, as subamostras são misturadas para formar a amostra composta.
Quanto maior o número de subamostras, mais confiáveis serão os resultados. Em contrapartida, maior será o custo e o tempo demandado para coleta.
Uma vez que esses pontos de amostragem são georreferenciados, eles podem ser processados e interpolados. Dessa maneira, é possível criar mapas em função das variáveis que estão sendo analisadas.
Abaixo, você pode conferir um mapa de fertilidade gerado a partir da interpolação dos dados obtidos na amostragem em grade por ponto. O processo de interpolação serve para estimar valores em locais não amostrados, completando o preenchimento do mapa.

(Fonte: Agricultura de Precisão – Boletim Técnico 02)
Em grade por célula
Na amostragem em grade por célula, os talhões são divididos em áreas menores, chamadas células. Essas células não precisam ter tamanho regular. Nesse caso, dentro da área de cada célula, são coletadas subamostras de solo, normalmente em zigue-zague.
Essas subamostras são posteriormente misturadas de maneira homogênea, dando origem a amostra composta que será enviada ao laboratório. Assim, o resultado obtido a partir da análise da amostra composta representa toda a área da célula.
Quando comparada à amostragem por ponto, a amostragem por célula exige menor investimento, uma vez que o número de pontos amostrais é menor.

(Fonte: Agricultura de Precisão – Boletim Técnico 02)
Amostragem direcionada
O indicado é que a amostragem direcionada seja utilizada por produtores já familiarizados com a agricultura de precisão. Afinal, nesse tipo de amostragem, você precisará de informações como o tipo de solo, relevo e produtividade em mapas das safras passadas.
Ou seja, ter uma base de dados e conhecer o histórico da área é fundamental. É preciso ter em mãos alguns dados como NDVI (índices de vegetação), mapas de produtividade, mapas topográficos e mapas de tipos de solo para realizar a amostragem.
O objetivo da amostragem de solo direcionada não é gerar novos mapas, e sim tentar explicar as causas da variabilidade dentro da lavoura. Nesse caso, os pontos amostrais são definidos a partir de dados já coletados, como mapas e imagens de satélite.
Isso quer dizer que esses pontos não são distribuídos na área de maneira uniforme.

(Fonte: Agricultura de Precisão – Boletim Técnico 02)
Agora, veja quais são os equipamentos utilizados nesse processo.
Equipamentos necessários para amostragem de solos
Atualmente, já estão disponíveis no mercado os amostradores de solo com motores a combustão interna, além dos elétricos, hidráulicos ou pneumáticos. Os elétricos são mais leves e práticos.
Entretanto, vale lembrar que os amostradores elétricos são menos potentes e servem apenas para solos menos argilosos. Ainda, a coleta da amostra de solo pode ser feita com o auxílio de diferentes equipamentos, como:
- trado (rosca, calador, caneca, holandês, fatiador);
- cavadeira;
- enxadão;
- pá reta (pá vanga).

(Fonte: Saci Soluções)
Solos compactados e pesados exigem um amostrador hidráulico ou a combustão. No entanto, esses equipamentos são mais pesados e difíceis de operar manualmente.
Também é comum o acoplamento desses equipamentos em caminhonetes, quadriciclos, tratores ou veículos utilitários. Ainda, há empresas específicas que fornecem o conjunto de veículo e amostrador prontos para uso, separação e identificação das amostras.

(Fonte: Saci Soluções)
Futuro do mercado de amostra de solo
Atualmente, estão surgindo no mercado equipamentos para realizar a medição dos atributos do solo em campo e em tempo real. Existem aparelhos de raio-X, lasers e scanners que quantificam os nutrientes das amostras de maneira mais rápida.
No Brasil, temos a SpecSolo, que realiza análises de solos por infravermelho próximo. Os resultados são gerados mais rapidamente e com mais segurança, através de um gigantesco banco de dados.
Como facilitar o acompanhamento da amostragem no Aegro
Ao realizar a amostragem, é muito importante que você tenha estes dados armazenados e seguros para acompanhar.
Com o Aegro, você pode visualizar no mapa a sua propriedade, dividindo o terreno em diferentes áreas e safras. Depois, inicie no sistema o planejamento de atividades, no qual você pode planejar pontos específicos no mapa e utilizar a função de monitoramento.

Tela para planejar os pontos no aplicativo pelo celular
Para registrar o ponto de monitoramento é necessário que o localizador (GPS) do celular esteja ativado. Os pontos serão georreferenciados, identificando onde você está e onde os pontos se encontram dentro do talhão. Ao chegar no ponto da amostra escolhido, a função realizar amostragem vai neste processo.
Basta selecionar o talhão e adicionar as pragas verificadas e suas respectivas quantidades. Você também poderá informar o número de plantas por m², o estágio de desenvolvimento e qualquer observação adicional.

Tela de monitoramento no Aegro
Depois, acompanhe na tela da atividade um resumo desse monitoramento, com a quantidade de pontos avaliados e as pragas acima e abaixo do nível de controle. Também é possível acessar o status da atividade, mostrando o planejamento e as realizações já realizadas.
Conclusão
A amostragem de solo é fundamental para o correto manejo dos insumos, o que evita desperdícios.
Ela é o primeiro passo no processo de análise de solo. Erros relacionados à amostragem podem causar erros na recomendação de calagem e adubação e comprometer a produtividade final da lavoura.
O futuro promete novas formas de realizar a análise de solo e também novas metodologias, a fim de garantir melhores resultados.
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