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Mosca-branca: como fazer o manejo eficiente

- 24 de junho de 2019

Atualizado em 10 de junho de 2022.

Mosca-branca: entenda como identificar, o que esta praga causa nas culturas agrícolas e como o seu controle pode ser realizado

A mosca-branca (Bemisia tabaci) é uma praga agrícola presente em diversas regiões produtoras no Brasil e no mundo. 

Ela causa danos e perda de produtividade em mais de 600 espécies, como soja, feijão e algodão. Por também atacar plantas daninhas, ela pode sobreviver na entressafra. 

Neste artigo, veja como a mosca-branca pode ser identificada, o que ela causa nas culturas agrícolas e como o seu controle pode ser realizado! Boa leitura!

Mosca-branca nas plantas 

A mosca-branca é um inseto sugador de seiva, dentre as quais a espécie Bemisia tabaci tem se tornado alvo de preocupação pelos problemas que pode causar às culturas agrícolas. 

Essa praga polífaga tem capacidade de se alimentar de diversas espécies de plantas e pode causar danos diretos e indiretos nas culturas, seja a partir da sucção da seiva das plantas, seja a partir da transmissão de viroses.  

Ela pode reduzir a produtividade das culturas de 20% a 100%, a depender da infestação.

Já foi observada se alimentando e se reproduzindo em mais de 84 família botânicas, sendo as de maior importância agrícola: 

  • Fabáceas ou leguminosas: soja, feijão, feijão-vagem, ervilha;
  • Cucurbitáceas: abóbora, abobrinha, melão, pepino, melancia;
  • Solanáceas: tomate, berinjela, pimenta, tabaco, batata;
  • Brássicas: repolho, couve, couve-flor, canola
  • Euforbiáceas: mandioca e daninhas;
  • Malváceas: algodão;
  • Asteráceas: alface e crisântemo;
  • Plantas ornamentais: hibisco, dentre outras.

O termo mosca-branca vem das características dessa praga, que possui asas brancas. Diferente das moscas comuns, as moscas-brancas pertencem à ordem Hemiptera e possuem dois pares de asas. 

Elas são da família Aleyrodidae e já foram registradas cerca de 1.550 espécies de 160 gêneros diferentes. Dentre as várias espécies existentes, Bemisia tabaci se tornou alvo de preocupação, especialmente pelo maior número de plantas hospedeiras.

A alta capacidade de reprodução em diferentes condições climáticas e a resistência a diversos inseticidas são outros motivos.

Biótipos de mosca-branca encontrados no Brasil

Para a espécie Bemisia tabaci biótipo B,  já há relatos de resistência a inseticidas, principalmente dos grupos dos organofosforados, carbamatos e piretróides.

Por ser uma espécie com grande diversidade genética, a maioria dos pesquisadores 

considera que existam diferentes biótipos.

Acredita-se que, no Brasil, ocorra uma maior incidência do Biótipo B (Middle East Asia Minor 1 whitefly – MEAM1).

Porém, já foram encontrada espécimes de mosca-branca B. tabaci Biótipo Q (Mediterranean – MED) no Sul do Brasil, no Centro-Oeste e no Sudeste.

mosca-branca

Adultos de mosca-branca em soja; nível de dano varia de acordo com a cultura

(Fonte: Mais Soja)

Como identificar a mosca-branca?

Para identificar a mosca-branca é necessário identificar os adultos e ovos, que normalmente ficam na parte de trás das folhas. Os adultos da mosca-branca possuem coloração amarelo-palha e medem de 1 mm a 2 mm. As fêmeas são maiores que os machos. 

No caso dos ovos da mosca-branca, eles têm formato de pêra e ficam agrupados nas folhas.

Quando em repouso, é possível observar também as asas brancas da mosca, levemente separadas. É possível observar o corpo do inseto, de coloração amarela característica.

Para identificar a mosca-branca na lavoura, fique de olho na coloração de cada fase do inseto: 

  • No primeiro ínstar, possui coloração branco-esverdeada, e formato do corpo plano.  
  • No segundo ínstar, apresenta coloração branco-esverdeada. 
  • No terceiro ínstar, as ninfas são ligeiramente transparentes, com coloração  verde-pálida a escura e olhos vermelhos.
  • No quarto ínstar, as ninfas têm formato oval e parecem ter uma cauda. Neste estágio, as ninfas são planas e transparentes e com olhos vermelhos visíveis.
Foto de moscas-brancas adultas e em fase de ovos

Na primeira imagem, é possível identificar uma fêmea (de tamanho maior) e dois machos (de tamanho menor). Na segunda imagem, adultos e ovos de Bemisia tabaci. Na terceira, características da ninfa e na quarta, ovos da mosca-branca.

(Fonte: Perring et al., 2018 e Araújo e colaboradores, 2000)

Ciclo de vida

O ciclo de vida da mosca-branca dura entre 25 e 50 dias, sendo que em condições de temperatura e umidade ideais, pode gerar de 11 a 15 gerações por ano. Esse inseto possui quatro fases de vida: ovo, ninfa, pupa e adulto

Na primeira fase, ao eclodir, as ninfas são capazes de se locomover. Essa característica é essencial para o sucesso desse inseto. Afinal, quando as folhas não apresentam condições ideais, a ninfa se locomove para as mais adequadas ao seu desenvolvimento.

Logo em seguida, as ninfas se fixam nas folhas para sugar a seiva da planta até que se tornem adultas.

Cada fêmea tem capacidade de colocar entre 100 a 300 ovos durante seu ciclo de vida. Por isso, é importante monitorar a população deste inseto.

A duração do ciclo de vida da mosca-branca varia conforme a temperatura e a planta  hospedeira, principal fator para o desenvolvimento deste inseto.

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Danos causados 

Os danos da mosca-branca nas culturas são causados por adultos e pelas ninfas do inseto. Eles introduzem o aparelho bucal no tecido da planta e injetam um tipo de toxina. Isso provoca alteração no desenvolvimento vegetativo e reprodutivo da cultura, reduzindo a produtividade.

Além disso, também excretam líquido açucarado, o “honeydew”, que induz o crescimento de fungos. Isso reduz a capacidade de fotossíntese da planta.

Porém, o maior perigo dessa praga agrícola está na transmissão de vírus que causam doenças bastante severas. Cerca de 120 espécies de vírus já foram descritas sendo transmitidas por mosca-branca B. tabaci:

  • vírus do mosaico comum em algodoeiro;
  • vírus do mosaico anão em soja;
  • vírus do mosaico crespo em soja;
  • vírus do mosaico dourado em feijoeiro.

Mais recentemente, foi detectada a transmissão de geminivírus por B. tabaci em lavouras de soja no Brasil.

Além dos danos causados, a mosca-branca ainda possui alta taxa reprodutiva, fácil dispersão e polifagia. O desenvolvimento de resistência à inseticidas é comum, o que contribui para a disseminação das doenças.

Danos da mosca-branca na soja

Os danos da mosca-branca na soja podem ser tanto diretos quanto indiretos. Além da sucção da seiva e injeção de toxinas que reduzem a produtividade e o desenvolvimento da soja, a mosca-branca é transmissora do vírus da necrose-da-haste.

A evolução da doença leva as plantas à morte.

Foto de haste da soja aberta e necrótica, causada pelo virus transmitido pela mosca-branca

 Necrose parcial à esquerda e total a direita, de medula em haste de soja, causada pelo vírus causador da necrose da haste da soja (Cowpea mild mosaic virus (CpMMV))

(Fonte: Almeida e colaboradores, 2003)

Em plantas de soja, os sintomas podem ser observados a partir de necrose nas brotações novas. As brotações novas se curvam e o broto adquire aspecto queimado.

Também é possível observar a necrose do tecido que liga a folha ao caule e a necrose na haste principal. A depender da cultivar, algumas plantas podem apresentar desenvolvimento reduzido e deformação da folha, com aspecto de bolhas.

Considerando todos esses danos, o controle da mosca-branca na soja é essencial.

Danos da mosca-branca no algodão

Entre os danos da mosca-branca no algodão, o principal dano causado é a secreção de substâncias que favorecem o fungo causador da fumagina

A fumagina é um fungo de coloração escura que ocorre em hastes, ramos, folhas, frutos e capulhos. Ele recobre todos os tecidos da planta, reduzindo a capacidade de fotossíntese.

Além disso, o fungo causa mela no algodão. Esse fator reduz o valor comercial das fibras do algodão, pela dificuldade no processamento.

Monitoramento da mosca-branca nas áreas de cultivo

O monitoramento da mosca-branca deve ser realizado com amostragens de plantas no campo. O uso de armadilha para mosca-branca também é interessante. São usadas armadilhas amarelas  para captura de insetos adultos.

Armadilha amarela utilizada para a captura da mosca-branca

Armadilhas amarelas dispostas nas áreas de cultivo para monitoramento da mosca-branca

(Fonte: De Moura, 2014)

É importante ficar de olho na localização onde a mosca-branca ataca na hora do monitoramento:

  • No terço inferior das folhas, são comuns as ninfas de 2º, 3º e 4º instares;
  • No terço mediano, encontram-se predominantemente ninfas de 1º, 2º e 3º instares;
  • No terço superior é possível encontrar ovos e ninfas de 1º e 2º instares, além de adultos.

O monitoramento das plantas deve ser realizado com frequência. Inspecione o terço inferior, superior e mediano das folhas, na 3ª ou 4ª folha de cima para baixo. 

O controle deve ser realizado assim que o inseto for detectado na área.

Para a soja, quando cinco ninfas forem encontradas por amostra de folha, você deve iniciar o controle químico. O mesmo vale para a presença de adultos da mosca-branca na área de cultivo.

No algodão, este número é reduzido. O controle deve começar ao identificar pelo menos três adultos por folha.

Como controlar a mosca-branca?

É  muito provável que você comece com o controle químico para acabar com a mosca-branca na lavoura. Isso não é errado, mas é importante considerar outras táticas de manejo, de acordo com o MIP (Manejo Integrado de Pragas.

Isso serve até mesmo para não ter problemas futuros como resistência das pragas aos inseticidas.

Controle cultural

O controle cultural pode ser feito antes, durante e depois do cultivo e inclui:

  • Fazer o plantio com mudas sadias e utilizar sementes certificadas;
  • Uso de armadilhas para reduzir a população da praga (armadilhas adesivas amarelas para monitorar a população do inseto na área, ou uso de armadilhas luminosas);
  • Manter a lavoura livre de plantas daninhas hospedeiras de mosca-branca;
  • Eliminar restos culturais para impedir o ciclo da praga;
  • Barreiras vivas para impedir ou retardar a disseminação de adultos pelo vento;
  • Eliminar plantas que estejam contaminadas com vírus
  • Uso de cultivares resistentes (observar se a resistência é para a espécie que está ocorrendo na lavoura e até mesmo para o biótipo);
  • Vazio sanitário entre culturas hospedeiras;
  • Uso de coberturas repelentes.

Controle químico

O controle químico com uso de inseticidas para mosca-branca registrados deve ser realizado considerando a rotação de modos de ação diferentes.

Alguns desses conhecidos venenos para mosca-branca, devido ao uso contínuo, perderam a eficiência devido ao desenvolvimento da resistência

Segundo o Agrofit, os seguintes grupos químicos e ingredientes ativos registrados podem ser utilizados em rotação para o controle da mosca-branca: 

  • Piretroides como o lambda-cialotrina, o alfa-cipermetrina. No entanto, este grupo é de amplo espectro de ação;
  • Tiadiazinona como buprofezina;
  • Neonicotinoide como acetamiprido, acetamiprido, dinotefuram, tiametoxam;
  • Sulfoxaflor como sulfoxaminas.

Sempre verifique se o produto tem registro para a cultura em que você queira controlar a mosca-branca. Para a cultura da soja, os inseticidas de maior eficiência nas últimas safras foram os à base de:

  • Imidacloprido + piriproxifem;
  • Diafentiurom + bifentrina;
  • Acetamiprido + piriproxifem;
  • Ciantranliprole, 
  • Sulfoxaflor (dose de 144 gramas de ingrediente ativo por hectare); 
  • Acetamiprido + piriproxifem e;
  • Abamectina + ciantraniliprole.

Antes de fazer o controle químico, fique de olho nos seguintes detalhes: não utilize controle preventivo, sem a presença de insetos na lavoura. Essa prática reduz a população de inimigos naturais e causa o desperdício de produto.

Além disso, a rotação de ingredientes ativos e o uso da dose recomendada é indispensável para um manejo eficiente.

A observação da fase predominante do inseto também é fundamental, pois alguns inseticidas possuem controle efetivo de uma fase e da outra não. Você pode precisar fazer a associação de ingredientes ativos.

A observação das condições climáticas no momento da aplicação também são necessárias (vide recomendações da bula).

Controle biológico

O controle biológico da mosca-branca pode ser feito de maneira natural. Você deve fornecer condições para que os insetos benéficos possam permanecer na área.

O uso de inseticidas seletivos vai contribuir muito para que isso aconteça. Você também pode liberar insetos produzidos em laboratório e comercializados, em épocas em que a população da praga estiver alta.

Existe uma variedade de inimigos naturais da mosca-branca. Predadores, parasitóides e entomopatógenos são alguns exemplos.

Controle com parasitóides

O controle biológico com parasitóides pode reduzir o número de aplicações de inseticidas químicos. Por isso, é essencial evitar o uso de produtos de amplo espectro. Priorize os inseticidas seletivos.

Os parasitóides recomendados para o controle da mosca-branca são:

  • De ninfas: Encarsia formosa;
  • De ovos de lepidópteros: Trichogramma pretiosum e Telenomus remus;
  • Adultos: afelinídeos dos gêneros Encarsiae e Eretmocerus;

Predadores

Além disso, predadores do inseto também podem ser utilizados. Dentre os principais, temos: 

  • Coleoptera: Espécies de joaninhas como Coleomegilla maculata e Eriopis connexa.
  • Hemiptera: Espécies das famílias Anthocoridae, Berytidae, Lygaeidae, Miridae, Nabidae e Reduviidae.
  • Neuroptera: Chrysoperla spp. e Ceraeochrysa spp.
  • Ácaros da família Phytoseiidae: Amblydromalus limonicus, Amblyseius herbicolus, Amblyseius largoensis, Amblyseius tamatavensis e Neoseiulus tunus.

Controle com fungos entomopatogênicos

Fungos entomopatogênicos também podem ser utilizados no controle biológico. Eles são fungos que ocorrem naturalmente, e são capazes de colonizar diversas espécies de insetos. Os principais produtos registrados são a base de:

  • Isaria fumosorosea: indicado para o controle apenas da mosca-branca;
  • Paecilomyces fumosoroseus: bastante eficiente para o controle de B. tabaci raça B, e para a cigarrinha-do-milho;
  • Beauveria bassiana, isolado IBCB 66*: além da eficiência contra a mosca-branca, também é indicado no controle da cigarrinha-do-milho, ácaro-rajado e do bicudo da cana-de-açúcar.

Produtos registrados para controle biológico da mosca-branca

Existem atualmente 55 produtos biológicos registrados para o controle da mosca-branca (B. tabaci biotipo B), em todas as culturas. Eles estão disponíveis no Agrofit.

Um dos principais é o Chrysoperla externa. Ele é indicado para uso em todas as culturas, especialmente em soja, algodão e tomate, onde a mosca-branca é um sério problema.

É um inseto da ordem Neuroptera. São popularmente conhecidos na sua fase larval como “bicho lixeiro”, pois utilizam os restos de suas presas para cobrir o seu corpo, como forma de camuflagem e defesa

Conforme indicação de uso, deve-se utilizar um predador para cada ninfa de mosca-branca identificada na amostragem da lavoura. Isso acontece em função do nível de infestação.

Foto de C. externa, predador da mosca-branca

Adulto de Chrysoperla externa e sua fase larval

(Fonte:  Soares, 2007; Monteiro, 2021).

O Chrysoperla externa também é indicado para o controle do pulgão-do-algodoeiro (Aphis gossypii), pulgão-verde-dos-cereais (Schizaphis graminum) e pulgão-verde (Myzus persicae).

Fique de olho na quantidade de C. externa  de acordo com a infestação de mosca-branca:

  • Nível de infestação baixo: 1 predador para cada 40 moscas: (este tratamento pode ser utilizado de forma preventiva, em áreas com histórico de ocorrência de mosca-branca);
  • Nível de infestação médio: 1 predador para cada 20 moscas;
  • Nível de infestação alto: 1 predador para cada 10 moscas.

A dose deve ser calculada em função das indicações da empresa fornecedora do predador, e da forma de liberação: ovos ou larvas. 

Além disso, na liberação de ovos  acrescenta-se 10% para cultivos em casa de vegetação, e 20% para liberações em culturas a campo.

Conclusão

A mosca-branca é uma praga que causa infestações cada vez mais frequentes em diversas culturas de interesse econômico.

Além de causar danos diretos, também é vetor de vírus causadores de doenças. O uso de diversas táticas para o controle da mosca-branca é importante como forma de integração e para evitar resistência aos inseticidas.

Com as informações passadas aqui, espero que você tenha um ótimo controle da mosca-branca em sua propriedade.

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redatora Bruna Rohrig

Atutalizado em 10 de junho de 2022, por Bruna Rhorig.

Bruna é agrônoma pela Universidade Federal da Fronteira Sul, mestra em fitossanidade pela Universidade Federal de Pelotas e doutoranda em fitotecnia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul na área de pós-colheita e sanidade vegetal.

Comentários

  1. William Oliveira do Lago disse:

    Faltou os inseticidas fisiológicos aí, como os agonistas do Neotenin, ingrediente ativo piriproxifem, que aliás é muito bom visto que tem ação translaminar podendo chegar assim na face abaxial das folhas onde a mosca coloca seus ovos, e ainda tem ação ovicida. Produtos comerciais: Cordial e Tiger

    1. Thaís Fagundes Matioli disse:

      Oi, William! Muito obrigada pela sugestão. Os inseticidas que indicamos também atuam de forma fisiológica, mas são apenas algumas opções para vocês utilizarem na lavoura de forma rotacionada. Existem muitos outros registrados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) que também estão sendo bastante comercializados. Agradecemos o interesse pelo Blog. Abraço.

  2. Giovana disse:

    Parabéns pela matéria!!!

    1. Thaís Fagundes Matioli disse:

      Oi, Giovana! Que bom que gostou. Continue nos acompanhando por aqui. Um abraço.

  3. Sebastião Otávio Nunes disse:

    Muito esclarecedora a matéria. Gostei muito. Muito obrigado.

  4. Grasiele luz Rodrigues disse:

    Parabéns pelo contrário

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