Monitoramento de pragas: Você sabe quando deve entrar com controle de pragas na sua lavoura? Vamos detalhar quando e como fazer isso.
A presença de insetos na lavoura costuma ser motivo de preocupação, mas nem sempre é sinal de prejuízo econômico.
Para saber quando há riscos de danos e necessidade efetiva de controle é que se faz o monitoramento de pragas.
Baseado nos princípios do MIP (Manejo Integrado de Pragas), ele deve ser seu aliado na tomada de decisões na lavoura!
Mas você sabe qual é o momento ideal para começar o monitoramento para não perder produção e nem desperdiçar aplicações? Tire suas dúvidas a seguir!
Índice do Conteúdo
Monitoramento de pragas: por que você deve fazê-lo
O monitoramento de pragas é a constante avaliação da lavoura, em pontos pré-estabelecidos, para detecção de pragas que podem vir a causar danos econômicos se não controladas.
A densidade populacional do inseto é que vai indicar se a praga está no nível de controle, ou seja, um nível antes do nível de dano econômico. Veja na imagem abaixo.

Antes de qualquer coisa, é muito importante que você conheça o histórico da área. Saiba quais pragas estiveram presentes nas safras anteriores, o que foi cultivado e se houve problemas para o controle.
Esteja atento em todas as etapas do cultivo da safra. O monitoramento é importante antes mesmo do início do plantio.
Vale lembrar que, até o estabelecimento do MIP, na década de 70, essa prática não era muito comum.
O manejo convencional utiliza aplicações calendarizadas de inseticidas de forma preventiva ao ataque de pragas. Mas sabemos que a adoção dessa prática não é a ideal, certo?
Você pode entender melhor as práticas do MIP em um curso gratuito que preparamos. Para isso, basta clicar na imagem abaixo e se inscrever!
Vamos então conhecer agora alguns tipos de monitoramento de pragas. Confira:
Amostragem do solo
Se antes mesmo de você semear já estiverem presentes no solo pragas subterrâneas, seu cultivo pode vir a sofrer perdas severas.
O ataque sobre as sementes e plântulas recém-emergidas pode até parecer repentino. No entanto, se as pragas forem detectadas previamente, é possível que você reduza as populações destes insetos-praga com sucesso.
Esse tipo de monitoramento pode ser feito tanto em soja como em milho. Mas na cultura do milho, é fundamental que se faça devido à agressividade das pragas subterrâneas iniciais.
Em cada ponto, as amostras podem ser de 30 cm de largura por 30 cm de comprimento e 15 a 30 cm de profundidade nas trincheiras, totalizando oito pontos em 1 ha.
Amostragem de solo
(Fonte: A.A. dos Santos Capítulo 9_, amostragem de pragas da soja, Beatriz Spalding Corrêa-Ferreira)
Pano-de-batida
O pano-de-batida foi estabelecido para detecção de lagartas desfolhadoras e percevejos fitófagos na cultura da soja.
É um método bastante prático e eficiente. Ele possibilita a detecção da ocorrência de diversos insetos na lavoura, até mesmo dos inimigos naturais ali presentes.
O ideal é que esse tipo de monitoramento seja realizado nas horas mais frescas do dia, pois os insetos estarão com menor mobilidade.
Veja na imagem abaixo:

Armadilhas
O uso de armadilhas para detecção das pragas também é uma excelente maneira de monitoramento.
Da mesma maneira que as outras formas de monitorar, estas devem ser colocadas em vários pontos da sua lavoura.
Existem diversas delas no mercado, entre as quais armadilhas com feromônios, armadilhas luminosas e armadilhas adesivas.
Vou explicar melhor cada uma delas:
Armadilha do tipo delta
Essa armadilha contém feromônio de atração sexual e um piso adesivo para a captura dos insetos.
A quantidade de armadilhas na área vai depender da praga que está sendo monitorada.
Armadilha contendo feromônio e placa adesiva com a captura de mariposas
(Fonte: Sandra Brito-Embrapa)
Armadilha luminosa
Esta armadilha vai te dar suporte para a captura de insetos com hábito noturno. É recomendada a distribuição de 1 armadilha em uma área de 6 ha a 10 ha.
Armadilha luminosa para monitoramento
(Fonte: Biocontrole)
Armadilha adesiva
Essa armadilha auxilia o monitoramento de pragas em vários cultivos. Pode indicar momentos de infestação e indica períodos para controle.
É recomendado o uso de 100 a 200 por ha.
Armadilha adesiva
(Fonte: Fundecitros)
Exame de plantas
Além da amostragem de insetos para quantificação, também é importante saber o nível das injúrias causadas nas plantas.
A avaliação dos danos nas folhas pode ser feita com escalas pré-estabelecidas.
A cultura do milho, tendo como praga-chave a lagarta-do-cartucho, requer avaliações periódicas das injúrias nas folhas. Essas avaliações podem ser feitas seguindo a escala de Davis.
Escala de Davis pode ser utilizada para medir danos da lagarta-do-cartucho e algumas outras pragas-alvo
(Fonte: BioGene)
Já em soja, recomenda-se a coleta de folíolos das parte superior e mediana e comparar com a escala pré-estabelecida.
A estimativa de desfolha em conjunto com o pano de batida dão um norte muito preciso para a tomada de decisão.

Amostra de folíolos de soja com diferentes porcentagens de desfolha causada pela alimentação de insetos
(Fonte: Adaptada de Panizzi et al. (1977))
Monitoramento de pragas: Fique atento aos níveis de ação para controle
Agora que você já conheceu alguns tipos de monitoramento de pragas, saiba que os níveis de controle vão te direcionar para a sua tomada de decisão.
Mas o que você deve considerar em meio as informações que obteve com as amostragens?
São três os aspectos principais a serem considerados para essa dúvida:
- os níveis de ataque da praga;
- idade dos insetos que você amostrou (fase jovem ou adultos);
- e a fenologia da planta.
Veja a tabela abaixo com alguns exemplos de níveis de ação na cultura da soja:
Níveis de ação de controle para as principais pragas da soja
(Fonte: Tecnologias de produção de soja – da região central do Brasil 2012 e 2013. Londrina: Embrapa Soja: Embrapa Cerrados; Embrapa Agropecuária Oeste, 2011. 261 p. (Embrapa Soja. Sistemas de Produção, 15))
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Você também pode fazer esse controle diretamente pelo celular ou computador com uso do Aegro.
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Monitoramento de pragas de forma facilitada pelo Aegro
E após a tomada de decisão?
Se houver a necessidade de controlar alguma praga detectada na lavoura, você pode decidir por controlá-la de diversas formas.
Não faça controle apenas por meio do uso de defensivos químicos. Você pode optar por:
- Uso de variedade resistente
- Controle de plantas daninhas (que são hospedeiros alternativos de pragas)
- Tratamento de sementes
- Controle biológico
- Controle químico
- Controle comportamental
- Rotação de culturas
Dentre outras formas de controle.
>> Leia mais: “6 vantagens de fazer MIP com o Aegro“

Conclusão
Existem várias maneiras de detectar a presença da praga na sua lavoura.
Neste artigo, tratamos sobre as melhores formas de monitoramento dessas pragas. Como vimos, o controle não depende unicamente da presença da praga: vai depender do nível populacional após o monitoramento.
Além disso, é preciso acompanhar e monitorar sua lavoura desde o princípio para que não se chegue perto do nível de dano econômico.
Com tudo isso em mente, bom monitoramento e boa produção!
>>Leia mais:
“Descubra como eliminar o besouro castanho“
“Sensores no manejo integrado de pragas: por que você deve começar a usar!“
“Como proteger sua lavoura dos ácaros na soja“
“Como identificar e realizar o controle de tripes em soja”
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Muito bom o conteúdo técnico,de como fazer o MIP nas culturas,ótima referência para se dar uma boa assistência técnica ao produtor.
Oi, Cleber! Fique a vontade para utilizar o material com os produtores. Nos acompanhe para mais textos como este. Um abraço.