Plantio do café: Escolha da área, espaçamento certo, melhor cultivar e outras orientações para obter sucesso em sua lavoura.

Há um ditado popular que “é sempre bom começar com o pé direito!”. Com a lavoura de café não é diferente!

Alguns erros no plantio só podem ser corrigidos com a renovação da lavoura. E isso ninguém quer, não é mesmo!?

Seguindo as recomendações corretas para o plantio do café, não tem segredo! As chances de sucesso da lavoura são sempre maiores.

Confira no artigo como começar com o pé direito o plantio do café!

Plantio do café: A importância de um plantio bem feito

São duas condições em que é feito o plantio do café: na instalação de uma nova lavoura ou na renovação de uma antiga.

Em ambos os casos, é importante seguir as recomendações para o plantio para se evitar morte de plantas e garantir uma boa implantação.

Erros na escolha da área, no espaçamento (população de plantas) ou escolha da cultivar só serão corrigidos na renovação do cafezal! 

Considerando uma vida útil de 20 anos para a lavoura, é muito tempo e dinheiro investidos de maneira errada.

Como veremos a seguir, o plantio do café não é um bicho de sete cabeças, mas devemos prestar atenção em alguns detalhes, desde as mudas até a formação da lavoura no campo.

>> Leia mais: “6 recursos do Aegro que vão te ajudar durante o plantio

Escolha da área para plantio do café

A escolha de uma área para plantio do café deve levar em conta, em primeiro momento, o clima da região e a topografia (ou topoclima) da área. Teoricamente, as áreas de renovação já seguiram esses critérios quando foram instaladas.

1. Clima

Zoneamento agroclimático do café arábica

O zoneamento agroclimático do café arábica considera a temperatura média anual (Tma) e o déficit hídrico anual (DHA) para classificar se uma área é apta ou não ao cultivo de café.

O DHA deve ser inferior a 150 mm anuais. Quanto à temperatura, as áreas aptas têm Tma entre 18°C e 23°C.  

E uma dica: os dados climatológicos para sua cidade/região podem ser encontrados no site do INMET ou Agritempo.

plantio do café

(Fonte: Ciiagro)

Isso não significa que não seja possível cultivar café em áreas que não se enquadrem nesses parâmetros… Afinal, no Brasil cultivamos café até na Bahia, que está bem fora desses limites!

Isso significa dizer que áreas marginais ou inaptas terão maior chance de insucesso, pois o cafeeiro “sofre” mais. 

Em alguns casos, será necessário irrigação, noutros, sombreamento, preparo profundo de solo…

Em outras palavras: no plantio realizado em áreas fora do zoneamento recomendado para o café, serão maiores os gastos com tratos culturais e a produtividade e a qualidade podem ser afetadas.

Altitude

Outro fator a ser levado em conta é a altitude da área, pois ela influencia diretamente na temperatura. A cada 100m a mais, menos 1°C na temperatura média.

E qual a importância disso?

Ora, se a temperatura é mais amena, maior será a umidade, mais lenta será a maturação do café e maior será a incidência de pragas e doenças favorecidas por essas condições. 

Além disso, o acúmulo de ar frio e ocorrência de geadas pode ser maior. Mas isso depende de fatores do topoclima.

Bem, agora que  já definimos os parâmetros de clima, vamos falar da topografia da área e do topoclima.

2. Topografia e fatores do topoclima

A topografia diz respeito ao relevo de uma determinada área; já o topoclima, aos fatores climáticos condicionados pelo relevo, geralmente relacionado à configuração do terreno e exposição ao sol.

Embora quase 40% da produção de café brasileira possa vir de áreas consideradas montanhosas, é preferível que se escolha áreas mais planas para o plantio do café. Além de facilitar a mecanização, o controle de erosão e a proteção do solo são facilitados.

A cafeicultura em áreas de alta declividade demandam mais mão de obra e aumentam os riscos de erosão. 

Claro, hoje existem técnicas de microterraceamento que viabilizam a cafeicultura nas montanhas e podem aumentar a lucratividade nesses sistemas. Mas é mais fácil partir de uma área já plana, não é mesmo?

Exposição à luz solar e acúmulo de ar frio

Pensando no topoclima, o relevo regula a exposição à luz solar. Isso interfere dois aspectos práticos: a exposição ao sol poente e o acúmulo de ar frio.

O caminhamento do sol se dá de leste para oeste. Sendo assim, ao fim da tarde – período mais quente e seco do dia – o sol incide vindo do oeste.

É importante que se evite que esse sol incida diretamente sobre um dos lados do café, pois isso causa escaldadura nas folhas e frutos.

plantio do café

Danos por escaldadura 

(Fonte: CN Café)

Por isso, a recomendação é que as linhas de plantio do café sejam no sentido leste-oeste, paralelas à incidência do sol. Isso evita que o sol poente se concentre sobre um lado da planta, causando danos

plantio do café

Nas áreas mais baixas, há acúmulo de ar frio, o que favorece a ocorrência de geadas. No caso de encostas, a face sul também sofre desse problema, principalmente no sul e sudeste do Brasil.

Nesse caso, o ideal é evitar áreas de baixada, plantar na face norte e, após ocorrência de uma geada, observar a linha da geada e plantar sempre nas áreas acima dela para evitar riscos. A arborização pode ajudar em alguns casos.

Por exemplo, segundo o Iapar, a adição de 30 a 70 árvores por hectare de Grevilha (Grevillea robusta) é capaz de reduzir os efeitos negativos da geada e ainda contribui com a produtividade do cafeeiro. Ressalta-se que os menores danos foram observados na população de 70 plantas/ha.

danos de geada no café

Danos provocados pela geada

(Fonte: Abic)

Definida a área de plantio do café, podemos então começar a prepará-la e corrigi-la. Para isso, é necessário uma correta amostragem de solo.

Amostragem de solo para plantio do café: 0-20 cm é o bastante?

As recomendações de correção e adubação para o café estão todas pautadas na camada 0 a 20 cm do solo. Alguns casos, 20 a 40 cm. 

Mas se a maioria dos solos brasileiros tem o perfil profundo, será que isso é o bastante?

Veja, o cafeeiro é uma planta perene e, portanto, passa por todas as estações do ano e por vários anos no mesmo local. Assim, sofre com as variações climáticas anuais e interanuais. E, se dadas as condições para isso, pode aprofundar seu sistema radicular e explorar maior volume de solo além da cova de plantio.

Por que então nos limitarmos aos primeiros 20 cm de solo? Guardadas as proporções, limitar-se apenas a essa camada é como cultivar café em um vaso. Temos muito mais solo para explorar!

profundidade para plantio do café

Por que então não avaliar a fertilidade de solo em camadas mais profundas: de 40 a 60 cm; 60 a 80 cm; 1 metro?

Seja na instalação da lavoura ou durante a produção, se conhecermos a fertilidade do perfil do solo, conseguimos corrigir problemas e até explorar esse solo em maior profundidade.

Faça análise de solo pelo menos até a camada de 40 a 60 cm. Como veremos a seguir, isso pode ser muito importante para a produção e resiliência de sua lavoura de café.

Essas amostras mais profundas não precisam ser feitas todo ano, mas podem ser feitas a cada 2 ou 3 anos para fins de monitoramento da fertilidade.

Uma amostragem de solo bem feita vai direcionar corretamente as correções e adubações de plantio do café.

Correção e adubação de plantio do café

Com a nossa análise de solo em mãos, poderemos então avaliar a necessidade de calagem e gessagem, bem como as adubações. 

Calagem e gessagem

O novo Boletim 100 recomenda elevar a saturação por bases (V%) para pelo menos 70% na camada 0-20 cm, usando calcário dolomítico, para fornecer mais magnésio. A dose deve ser aumentada se o V% estiver abaixo de 25 nas camada mais inferiores.

A calagem deve ser feita em área total e, além dela, deve-se aplicar mais 500g de calcário por metro de sulco.

O gesso deve ser aplicado de acordo com a análise de solo das camadas abaixo dos 20 cm, baseando se na saturação por alumínio e no V%. O gesso, além de mais solúvel, atinge as camadas mais profundas mais rapidamente, diferentemente do calcário que “anda a passos vagarosos”.

Por essa característica, alguns produtores vêm tendo bons resultados com uso de altas doses de gesso (> 10 ton.ha-1). Seu efeito condicionador no subsolo possibilita que as raízes se desenvolvam mais em profundidade. Isso favorece o crescimento do cafeeiro.

Adubação para plantio do café

Com as correções feitas, devemos pensar nos nutrientes disponíveis no solo. O ideal é que se mantenha os níveis de nutrientes na faixa adequada, como indicado na tabela abaixo. Acima desses teores, não há resposta do cafeeiro.

plantio do café

Interpretação nutrientes no solo para café

(Fonte: Adaptado de Novo Boletim 100 (Quaggio et al., 2018)) 

O plantio ou renovação do cafezal é quando conseguimos colocar fósforo (P) em profundidade, já que esse nutriente é praticamente imóvel nos nossos solos.

Assim, independentemente da análise química de solo, recomenda-se aplicar 60g de P2O5, em formas solúveis, por metro de sulco de plantio.

No sulco, também é indicado o uso de adubação orgânica. O produtor deve escolher a opção de maior disponibilidade e melhor custo-benefício em sua região/propriedade. 

Abaixo, deixo as recomendações para cada adubo orgânico. Nesse caso, a dose se refere à aplicação de cada adubo separadamente.

Recomendação de adubação no sulco

(Fonte: Adaptado de Novo Boletim 100 (Quaggio et al., 2018)) 

Após estabelecido o plantio do café, o produtor deve fornecer nutrientes para a formação da lavoura.

As recomendações para lavoura em formação e produção você encontra aqui: “Planilha para cálculo da adubação de café – grátis”.

>> Leia também: “Acerte no adubo líquido para café e não jogue dinheiro fora

Agora que já falamos sobre clima, solo e adubação para café, vamos falar sobre a escolha da cultivar.

Escolha da cultivar de café, população de plantas e mecanização da área

Três coisas andam juntas: a cultivar de café,a população de plantas e a possibilidade de mecanização da área. 

Isso porque porte, vigor e suscetibilidade a doenças da cultivar determinam o espaçamento adequado, principalmente na linha; e a mecanização vai determinar o espaçamento entrelinhas, o tamanho da rua.

Assim, como a população de plantas é definida pelo espaçamento entrelinhas e entre plantas na linha, no fim das contas, ela é resultados dos fatores citados acima.

Escolhendo a cultivar adequada

Ainda hoje, a maioria do parque cafeeiro nacional é composta por Catuaí e Mundo Novo, que são ainda muito competitivos e produtivos. Contudo, além deles, existem dezenas de opções de cultivares, cada qual com sua características.

Alguns cultivares de café no Brasil 

(Fonte: Consórcio Pesquisa Café)

Na escolha da cultivar, devemos ter em mente o manejo que teremos, pois cultivares mais vigorosas e produtivas são mais exigentes em fertilidade e podas. E cultivares suscetíveis a doenças/pragas precisam de maiores cuidados fitossanitários.

Não existe uma receita de bolo, mas o certo é: cultivares com resistência à ferrugem e/ou nematóides são mais indicadas por reduzirem os custos de controle com esses problemas.

Definindo o espaçamento e a população de plantas

Hoje é inconcebível ter menos de 5.000 plantas de café por hectare, pois produzimos muito pouco. Dependendo do sistema, essa população varia de 5.000 até 10.000 plantas, em média.

Assim, o espaçamento entrelinhas pode variar de cerca de 2 m até 3,6 m. Na linha, podemos ir desde 0,5 m até quase 1 m.

Cultivares de porte mais alto e vigorosos (ex. Mundo Novo) precisam de espaçamento maior para evitar problemas, principalmente em solos de alta fertilidade e com temperatura um pouco mais elevada. O contrário também é válido.

O primeiro passo é sabermos se os tratos culturais e a colheita serão mecanizados. Em casos nos quais a mecanização é possível, o espaçamento entrelinhas deverá ser suficiente para o tráfego do trator que realiza as operações.

Quanto menor a bitola do trator, menor poderá ser o espaçamento, sempre respeitando o porte e vigor da cultivar para não fechar demais a rua.

No caso de locais mais íngremes, onde a mecanização é difícil, pode-se optar por uma largura de rua menor (2,5 m por exemplo). Como os tratos e colheita serão feitos manualmente, é melhor produzir mais na área e reduzir o gastos com essas operações por saca colhida.

Escolha das mudas para plantio do café

Definida a cultivar que iremos plantar, temos de comprar as mudas sadias e vigorosas, sem misturas com mudas de outras cultivares

Prefira viveiristas registrados, que sejam idôneos, com boas práticas na produção de mudas de café.

Algo que vem sendo debatido ultimamente é a proibição do uso de solo na produção de mudas. No estado de São Paulo, isso é lei. E outros estados devem seguir essa medida futuramente também. O viveirista deve utilizar substrato livre de patógenos e sem solo na mistura.

Apesar das críticas, isso é um grande avanço.

O uso de solo para produção de mudas é um grande responsável pela disseminação de doenças e pragas. Com o substrato autoclavado, isso é reduzido drasticamente. 

O pessoal de citros já produz e faz uso de mudas assim há um bom tempo e com grande sucesso. Por que nós, do café, deveríamos ficar para trás?

Dê preferência às mudas produzidas em substrato sem solo.

O acesso das raízes à água: alternativas para resistir à seca

Não precisamos ir muito longe no tempo para lembrar de uma seca ou veranico que prejudicou a cafeicultura. E as mudinhas no campo sofrem muito mais.

De forma simplificada: a falta d’água prejudica a absorção de nutrientes e a fotossíntese, a qual é responsável por mais de 90% da produção de massa seca da planta. 

É isso mesmo! Os nutrientes representam apenas 6% a 8% de toda a massa seca da planta. Portanto, veja a importância de garantir o acesso das plantas à água.

Mas como fazer isso? Uma alternativa é a irrigação, mas isso não está disponível em todos os casos. 

Por que não explorar as reservas de água do solo? Em camadas mais profundas existe mais água disponível. Além disso, como ela tem menos sais, sua absorção pelas raízes é facilitada.

Explorando o subsolo

Acessar as água do subsolo não é simples. Temos problemas químicos, físicos e baixa disponibilidade de oxigênio, essencial para a respiração das raízes.

1. Preparo profundo de solo

Uma solução é o preparo profundo de solo. Ou seja, corrigir e fornecer nutrientes em profundidade, na linha do plantio.

A ideia é aplicar calcário, gesso e nutrientes, como fósforo em profundidade, a fim de facilitar o crescimento radicular do cafeeiro.

Por isso a amostragem de solo em profundidade maior que 40 cm é tão importante!

Com o preparo de solo, as mudinhas recém-plantadas conseguem se desenvolver melhor e, ao longo do tempo, explorar o solo em profundidade. Em longo prazo, teremos uma lavoura em produção que sentirá menos os efeitos de uma seca ou veranico.

2. Consórcios com forrageiras perenes

Outra forma de aumentar a disponibilidade de água para o cafeeiro é com uso de consórcios na entrelinha, com destaque para o consórcio café-braquiária.


Como a braquiária é perene, fica todo o ano cobrindo o solo e, periodicamente, é roçada e seus resíduos depositados próximos à saia do cafeeiro, cobrindo o solo.

Consórcio café-braquiária desde o plantio até a produção

(Fonte: Arquivo pessoal do autor)

Isso aumenta a matéria orgânica do solo, favorece  a ciclagem de nutrientes do sistema, abafa plantas daninhas que podem infestar o cafezal e ainda reduz a perda de água da entrelinha do café.

Os problemas físicos do solo podem ser corrigidos pelas raízes da forrageira também, pois elas favorecem a agregação, a infiltração de água e oxigênio, além da vida microbiana do solo.

Controle de plantas daninhas nas lavouras em formação

A muda de café é sensível à competição por plantas daninhas. Seu sistema radicular ainda é pequeno, a taxa de crescimento é relativamente lenta se comparada a das daninhas e há pouco sombreamento na rua.

Deixar a entrelinha completamente não é concebível, pois aumentam-se os riscos de erosão e diminui-se a infiltração de água, por exemplo. O que se faz, geralmente, é limpar uma faixa próxima ao café e manter o centro da rua controlado.

Na prática, isso se faz com uso de enxadas ou aplicações de herbicidas, geralmente Verdict, Select, Clorimuron e Goal, além do glifosato.

Verdict mais Select (500ml/ha) e Clorimuron (200ml/ha) são uma boa opção para esse fim quando o mato está pequeno. O Goal (3L/ha) é boa opção como pré-emergente.

Com as planta um pouco maiores, pode-se utilizar o glifosato, com aplicação protegida.

O consórcio com braquiária também é um alternativa, pois a forrageira abafa o mato; e, para evitar que ela compita com o café, mantemos uma faixa de 50 cm a 70 cm da linha, controlando com glifosato.

>> Leia mais: “Como evitar a fitotoxicidade por herbicidas no café e o que fazer caso ela ocorra

Arborização do cafezal: uma boa opção?

Sabemos que outros países produtores cultivam o café sombreado como, por exemplo, a Colômbia. Por motivos históricos, o Brasil produz café a pleno sol. 

Valeria a pena adotarmos a arborização? 

Depende. Não é uma resposta simples e seria assunto para um próximo texto.

Do ponto de vista de produção, sombreamento de até 30% a 40% não reduz a produção de café. Isso ocorre pois, em condições de pleno sol, o cafeeiro está saturado de luz e submetido a temperaturas mais elevadas. Portanto, esses 30% “não fariam falta”.

Como dito anteriormente, a arborização pode ser viável para a prevenção de geadas, especialmente em locais sujeitos a ocorrência desse fenômeno.Sabe-se também que o sombreamento do café pode aumentar a qualidade do mesmo e reduzir extremos de temperatura.

Em contrapartida, definir a espécie arbórea, o espaçamento e o manejo das podas das árvores pode ser problemático. Além de, em alguns casos, a disposição das árvores inviabilizar a mecanização da área.

Devemos ter bem definido o propósito que será dado às árvores. O objetivo é apenas sombrear o café ou vamos explorar a madeira/frutos? Tudo deve ser bem pensado!

Espécies que demandem podas regulares geram custos adicionais com mão de obra, do mesmo modo que árvores para madeira cujo ciclo de exploração seja menor que a vida útil do cafezal geram danos à plantação na hora do corte.

Quanto às frutíferas, dependendo da proximidade com o mercado consumidor, vale mais a pena (financeiramente) explorá-las do que produzir café em si.

Outro problema são as árvores cujos frutos têm tamanho semelhante ao do café, dificultando a separação. Além de plantas como o eucalipto, cujo aroma pode alterar a qualidade organoléptica do café.

Veja que a arborização dos cafezais ainda é polêmica e requer mais aprofundamento. Cada caso, é um caso.

A evolução da cafeicultura

Até os anos 70, o cultivo de café era espaçado como o de citros, eram poucas plantas por hectare e a produtividade era baixa. A dupla do IAC Catuaí e Mundo Novo já era empregada.

Já naquele tempo, o espaçamento foi mudando, o café passou a ficar mais adensado e cultivado em renques, como hoje. Teve-se o primeiro ganho de produtividade que não fosse genético, mas resultado de uma população de plantas maior.

Hoje, embora novos materiais genéticos tenham surgido, as mesmas duas cultivares ainda predominam e alcançam produtividades altíssimas. O que mudou?

De uns 20 e poucos anos pra cá, mudou-se o entendimento do sistema como um todo. Temos parâmetros para correção e adubação no solo bem definidos, técnicas de poda aprimoradas, proteção da lavoura, consórcios com culturas anuais e perenes e por aí vai.

Veja que muito disso disso foi abordado nos tópicos do artigo! E evolução da cafeicultura começou com a escolha do espaçamento/população de plantas adequada e com técnicas de manejo que viabilizassem o melhor desenvolvimento da lavoura, desde o plantio até a colheita.

Conclusão

Não existe uma receita de bolo para o plantio do café. Para cada localidade, as recomendações podem mudar.

É lógico, as boas práticas que envolvem a instalação da lavoura devem ser respeitadas em qualquer circunstância!

Mas a população de plantas, a cultivar escolhida e outras práticas de manejo podem ser específicas para cada localidade…

Seja na renovação de uma lavoura de café ou no plantio de uma nova área, fique atento às características do local, das cultivares e da mecanização que será empregada para garantir o sucesso, não só do plantio do café, mas de toda produção da lavoura.

>> Leia mais:

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Variedades de café mais produtivas: como escolher a melhor para sua propriedade
Florada do café: Cuide bem das flores e colha bons frutos”


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