Checklist de pós-colheita: 10 melhores práticas

A pós-colheita é uma etapa estratégica que vai além de apenas finalizar o ciclo produtivo, sendo tão relevante quanto o plantio e a colheita. É neste momento que o esforço investido ao longo da safra em resultados concretos. 

Essa fase determina a qualidade dos grãos, a redução de perdas e a viabilidade econômica da produção, impactando diretamente a rentabilidade e a competitividade do produtor no mercado.

Neste artigo, vamos explorar em detalhes como o manejo adequado do pós-colheita pode preservar a qualidade dos produtos agrícolas, otimizar o uso dos recursos e preparar o solo para o próximo ciclo. 

O que é a pós-colheita e por que ela é importante?

A pós-colheita envolve todas as práticas realizadas após a colheita da cultura, com o objetivo de manter a qualidade dos produtos, evitar perdas e garantir a rentabilidade. 

As principais etapas incluem o transporte, armazenamento, secagem e comercialização.  A negligência em qualquer uma dessas etapas pode resultar em perdas significativas, tanto em quantidade quanto em qualidade.

Checklist prático para o produtor no pós-colheita

Independente da cultura da sua propriedade rural, após a colheita, é importante ter um planejamento para garantir a qualidade do produto. 

Algo que não pode faltar é a eficiência do processo e a adoção de boas práticas na lavoura para as próximas etapas. Aqui está um checklist prático para ajudar nesse período:

1. Armazenamento da Colheita

  • Verifique a umidade e a temperatura do ambiente.
  • Remova resíduos de safras anteriores para evitar contaminação.
  • Realize o controle de pragas com tratamentos preventivos de armazenamento.

2. Secagem dos Grãos

  • Use medidores de umidade para garantir que os grãos estão secos adequadamente.
  • Evite temperaturas excessivas que podem prejudicar a qualidade do grão.

3. Verifique as condições dos equipamentos

  • Certifique-se de que máquinas e ferramentas estejam limpas, bem conservadas e adequadas para uso.
  • Se aplicável, confira o estado das bombas, filtros e tubulações para a próxima safra.

4. Garanta o transporte adequado 

  • Utilize veículos limpos e protegidos contra poeira e umidade.
  • Planeje a logística para minimizar o tempo de transporte e reduzir perdas.

5. Higienize os silos regularmente

  • Verifique o estado dos grãos armazenados para identificar sinais de pragas ou deterioração.
  • Monitore a umidade para garantir viabilidade comercial e evitar degradação.

6. Inspecione os grãos periodicamente 

  • Verifique o armazenamento para identificar sinais de pragas ou deterioração.
  • Faça testes de viabilidade dos grãos para manter o potencial comercial e reprodutivo.
  • Aja rapidamente ao identificar qualquer irregularidade, evitando a propagação de danos.

7. Monitore a umidade 

8. Classifique e selecione os produtos 

  • Separe os produtos por qualidade para maximizar o valor de mercado.
  • Organize os produtos com base em tamanho, peso e aspecto visual, garantindo uniformidade.
  • Atenda às normas de comercialização com padrões exigidos pelos compradores e pela legislação.

9. Adote culturas de cobertura no solo: 

  • Proteja o solo contra erosão e melhore a retenção de nutrientes com o plantio de culturas adequadas.
  • Enriqueça o solo com matéria orgânica e promova a atividade biológica.
  • Diminua a necessidade de fertilizantes químicos e herbicidas, controlando naturalmente plantas daninhas e recuperando nutrientes.

10. Utilize tecnologias digitais

  • Ferramentas como a Aegro ajudam a monitorar e planejar as etapas da pós-colheita, otimizando recursos e reduzindo perdas.
  • Centralize dados sobre colheita, armazenamento e transporte, garantindo maior controle e eficiência em cada etapa.

Pós-colheita por cultura: Cuidados específicos

Após a colheita, cada cultura exige cuidados diferentes para garantir que mantenham a qualidade e o valor de mercado. 

O manejo adequado no pós-colheita não só prolonga a vida útil dos produtos, mas também minimiza perdas e maximiza os resultados econômicos. 

Neste contexto, entender as necessidades específicas de cada cultura — como grãos, frutas ou hortaliças — são vitais para um processo de armazenagem, transporte e comercialização eficientes. Confira mais detalhes: 

1. Café: Após a colheita, lave os frutos e realize a secagem em terreiros ou secadores mecânicos.
2. Soja: Evite danos mecânicos durante o transporte e mantenha os grãos armazenados a uma umidade ideal de 13%.
3. Milho: Inspecione os grãos para evitar infestação de pragas e fungos, priorizando a ventilação no armazenamento.
4. Trigo: Realize a secagem rapidamente para evitar germinação indesejada.

Banner de chamada para o kit de sucesso da lavoura campeã de produtividade

Principais causas de perdas na pós-colheita

As perdas pós-colheita resultam de fatores como contaminação, manuseio inadequado e armazenamento em condições desfavoráveis. 

Para minimizá-las, é preciso utilizar equipamentos adequados e em bom estado de conservação, realizar a secagem dos grãos logo após a colheita e monitorar continuamente as condições do ambiente de armazenamento.

1. Armazenamento inadequado

Fatores como temperatura, umidade e ventilação afetam diretamente a qualidade dos produtos armazenados. Ambientes mal controlados favorecem o desenvolvimento de fungos, pragas e deterioração dos grãos.

2. Transporte deficiente 

A má conservação das estradas, frotas inadequadas e falta de cuidado no transporte resultam em perdas significativas. Cargas mal protegidas também estão mais expostas a intempéries e danos mecânicos.

3. Proliferação de pragas e doenças

A falta de manejo fitossanitário, secagem insuficiente e armazenamento em condições inadequadas são fatores que aumentam a proliferação de pragas e fungos.

4. Secagem inadequada

A secagem inadequada de grãos e outros produtos pode levar ao aumento da umidade, favorecendo o crescimento de fungos e outros microrganismos que comprometem a qualidade e a viabilidade comercial.

5. Fatores climáticos 

Condições climáticas adversas, como chuvas fortes ou altas temperaturas, podem afetar negativamente a colheita e o armazenamento dos produtos.

Compreender essas causas e implementar estratégias eficazes de manejo, vai garantir a preservação da qualidade e o aproveitamento máximo da produção.

Por mais que você seja experiente na lavoura, procure não prolongar qualquer sinal de irregularidade com a sua pós-colheita.

Leia também:

A importância da pós-colheita no manejo agrícola

A fase de pós-colheita não se limita apenas à conservação dos grãos colhidos, mas também ao preparo do solo para o próximo ciclo agrícola.

Essa etapa é responsável por manter a qualidade dos produtos e assegurar a produtividade futura. Desde o transporte adequado até o manejo do solo, cada detalhe influencia diretamente a eficiência e a sustentabilidade da lavoura.

Além disso, práticas como a análise de solo, a rotação de culturas e a semeadura de plantas de cobertura ajudam a preparar a área para o próximo plantio, reduzindo a incidência de pragas, otimizando a retenção de nutrientes e aumentando a resiliência do solo.

Junto disso, o uso de tecnologias tem ajudado muito na a gestão pós-colheita. Uso de ferramentas como drones, imagens de satélite, sistemas de inteligência artificial e softwares de gestão agrícola auxiliam no monitoramento e controle de qualidade dos produtos.

Essas tecnologias permitem otimizar processos, reduzir perdas e aumentar a eficiência na cadeia produtiva.

O Aegro é uma dessas soluções e, além de ajudar no acompanhamento da colheita, tem módulos de controle financeiro, fiscal e monitoramento via NDVI.

Faça um teste gratuito por 7 dias e veja como a plataforma é capaz de ajudar em diversas áreas da sua propriedade rural, principalmente no pós-colheita. Clique no botão e saiba mais!


Guia: Análise de Balanço Patrimonial em Fazendas

Para o sucesso de qualquer fazenda, o acompanhamento da saúde financeira é o centro de toda a operação. E um dos melhores instrumentos para isso é o balanço patrimonial, que oferece uma visão clara do patrimônio da propriedade em determinado período. 

Saber analisar essa ferramenta pode ajudar a identificar oportunidades de crescimento, corrigir gargalos e tomar decisões estratégicas.

Neste artigo, vamos explicar melhor o que é um balanço patrimonial, trazer exemplos e dicas para aplicar essa análise na sua propriedade rural. Confira abaixo!

O que é balanço patrimonial?

O balanço patrimonial é um relatório contábil que apresenta os ativos, passivos e o patrimônio líquido de um negócio em uma data específica.

Basicamente, funciona como uma fotografia contábil do negócio, neste caso, da propriedade rural, que vai dividido e detalhado em: 

  1. Ativos: Tudo que a fazenda tem e que gera valor, como máquinas, terrenos, estoque de insumos e contas a receber.
  2. Passivos: Valores que a fazenda deve, como financiamentos, dívidas com fornecedores e impostos a pagar.
  3. Patrimônio líquido: Representa o que sobra quando subtraímos os passivos dos ativos. É, basicamente, o valor que pertence de fato ao proprietário.

Exemplo de balanço patrimonial: Se sua fazenda tem R$ 500 mil em ativos e R$ 200 mil em passivos, o patrimônio líquido será de R$ 300 mil. Esse número é o reflexo da riqueza acumulada pela propriedade.

Por que o balanço patrimonial é importante para uma propriedade rural?

Porque o balanço patrimonial permite avaliar o desempenho financeiro da fazenda, ajudando a entender o que a propriedade possui (ativos) e o que deve (passivos), além de mostrar o patrimônio líquido, ou seja, o valor efetivamente pertencente ao proprietário.

Além disso, facilita o planejamento financeiro, permitindo o ajuste do fluxo de caixa e a análise de crescimento sustentável, contribuindo para: 

  • Avaliar a saúde financeira: Um balanço equilibrado, onde os ativos superam os passivos, indica estabilidade. Já um balanço negativo pode sinalizar a necessidade de ajustes urgentes.
  • Facilitar financiamentos: Instituições financeiras analisam o balanço patrimonial para liberar crédito. Um relatório organizado e positivo aumenta as chances de aprovação.
  • Tomar decisões estratégicas: Com um balanço detalhado, você sabe exatamente onde investir, como cortar custos ou renegociar dívidas.
  • Atender obrigações legais: Para propriedades maiores, a legislação pode exigir o envio de balanços contábeis, especialmente em processos tributários como o Imposto de Renda.
Divulgação do kit de gestão financeira da fazenda. na lateral direita, uma foto com cédulas de real, calculadora e caneta

Como fazer a análise do balanço patrimonial da fazenda?

Para fazer a análise do balanço patrimonial da fazenda é necessário reunir alguns dados sobre bens fixos, como estoques, contas a receber e dívidas. 

Com tudo isso em mãos, é preciso fazer o cálculo de indicadores, como liquidez corrente, liquidez geral e grau de endividamento. Confira o passo passo completo abaixo:  

1. Classifique os ativos e passivos

Os ativos podem ser divididos em circulantes (recursos de curto prazo, como dinheiro em caixa e estoques) e não circulantes (bens de longo prazo, como terras e máquinas). 

Já os passivos seguem a mesma lógica, sendo separados em circulantes (dívidas de curto prazo) e não circulantes (financiamentos de longo prazo).

Exemplo: Um trator financiado com parcelas mensais seria um passivo circulante; o saldo final da dívida a ser quitada em 5 anos, um passivo não circulante.

2. Avalie o patrimônio líquido

O patrimônio líquido deve ser positivo e preferencialmente crescente ao longo do tempo. Se o valor está diminuindo, isso pode indicar que as dívidas estão crescendo mais rápido que os ativos, o que é um alerta para problemas financeiros.

Leia também:

3. Calcule índices financeiros

Alguns indicadores ajudam vão ajudar você interpretar melhor o balanço, indicando o que deve ser corrigido e o que pode seguir da mesma maneira. Aqui estão os mais importantes:

  • Índice de liquidez corrente: Mostra se a fazenda tem recursos suficientes para pagar dívidas de curto prazo. Um índice maior que 1 é ideal. A fórmula é: 

Liquidez corrente = Ativos circulantes / Passivos circulantes

  • Índice de endividamento: Indica o quanto da fazenda é financiado por terceiros. Quanto menor o percentual, melhor.

Endividamento = Passivos totais / Ativos totais x 100

  • Rentabilidade do patrimônio líquido (ROE): Mede o retorno obtido sobre o patrimônio da fazenda. Um ROE crescente é sinal de eficiência.

ROE = Lucro líquido / Patrimônio líquido x 100

3. Análise tendências

Compare os balanços patrimoniais de períodos anteriores para identificar padrões. Um crescimento nos ativos pode indicar expansão da fazenda, enquanto um aumento nos passivos pode ser um sinal de alerta para renegociar dívidas.

Planilha de controle de endividamento rural

O que deve ser analisado em um balanço patrimonial de uma fazenda?

  • Terras e benfeitorias: Representam um dos maiores ativos de uma fazenda. Avalie o quanto esse patrimônio agrega valor ao negócio.
  • Estoque de insumos: Um estoque mal gerido pode significar capital parado. Verifique se os níveis de estoque são compatíveis com a necessidade da produção.
  • Dívidas com fornecedores e bancos: Dívidas de curto prazo podem prejudicar o fluxo de caixa se não forem bem planejadas.
  • Maquinário agrícola: Máquinas depreciadas podem perder valor rapidamente, afetando o balanço a longo prazo.

Como montar um balanço patrimonial eficiente para uma fazenda?

Montar um balanço patrimonial eficiente para uma fazenda exige organização, atenção aos detalhes e o uso de ferramentas adequadas. 

O maior segredo para a atividade é ter organização, conhecimento das finanças do negócio e uso de boas práticas contábeis. 

Esse documento vai ser o norteador da saúde financeira da propriedade e embasar decisões estratégicas. Veja o passo a passo para criar um balanço patrimonial eficiente:

1. Organize as informações financeiras

Registre todas as transações antes de montar o balanço. Essa organização vai ser essencial para que todas as entradas e saídas financeiras estejam devidamente registradas.

Utilize ferramentas ou softwares de gestão rural, como o Aegro, para facilitar esse processo, além de dividir os itens em ativos, passivos e patrimônio líquido.

2. Estruture o balanço patrimonial

O balanço patrimonial é organizado em duas partes principais, sendo elas:

  • Ativo: O que a fazenda possui. Deve ser dividido em:
    • Ativo circulante: Bens e direitos que podem ser transformados em dinheiro no curto prazo, como contas a receber, estoques de insumos e o caixa.
    • Ativo não circulante: Bens e direitos de longo prazo, como máquinas, veículos, terras, plantações permanentes e investimentos.
  • Passivo: As obrigações da fazenda. Deve ser dividido em:
    • Passivo circulante: Dívidas e obrigações com vencimento em até 12 meses, como financiamentos de curto prazo, dívidas com fornecedores e impostos a pagar.
    • Passivo não circulante: Obrigações de longo prazo, como financiamentos rurais e empréstimos bancários com prazos superiores a um ano.
    • Patrimônio líquido: Representa o valor que realmente pertence ao proprietário da fazenda, calculado pela diferença entre os ativos e os passivos. Inclui capital próprio investido, reservas de lucro e ajustes de avaliações patrimoniais.

3. Realize a avaliação dos bens

Atualize o valor dos ativos fixos, garantindo que bens como máquinas e terras estejam registrados com valores atualizados conforme o mercado ou considerando a depreciação acumulada.

Além disso, inclua no balanço o valor dos estoques, como grãos, insumos, sementes ou qualquer outro item armazenado com valor econômico, assegurando que esses dados reflitam de forma precisa a realidade financeira da fazenda.

Planilha para controle de estoque da fazenda

4. Use fórmulas contábeis para equilíbrio

Certifique-se de que o balanço está equilibrado, utilizando a fórmula básica:

Ativos = Passivos + Patrimônio Líquido 

5. Revise e atualize periodicamente

Um balanço patrimonial eficiente deve ser revisado e atualizado em períodos regulares, como no final de cada safra ou exercício contábil. Isso garante que as informações estejam sempre alinhadas à realidade financeira da fazenda.

6. Consulte um contador especializado

Embora o balanço possa ser estruturado internamente, contar com a ajuda de um contador especializado no agronegócio pode trazer mais segurança e precisão ao processo, além de garantir conformidade com as exigências legais e tributárias.

7. Utilize ferramentas de apoio

Para garantir precisão, utilize um software de gestão financeira rural que permita organizar os dados de forma prática e segura. Ferramentas específicas para o agronegócio, como o Aegro, ajudam a registrar e calcular automaticamente informações do balanço.

E o melhor: todos os registros ficam documentados e podem ser compartilhados com o seu contador. Veja mais detalhes de como o Aegro pode ajudar a sua propriedade rural a ter uma saúde financeira ainda melhor. Clique no vídeo e saiba mais!

Módulo II - Aba financeiro