Entenda o Diagnóstico Rápido da Estrutura do Solo (DRES) e como ele pode ser útil para sua lavoura

Diagnóstico rápido da estrutura do solo pode ser mais objetivo e econômico. Saiba como fazer a coleta e análise adequadas!

O perfil do solo impacta diretamente a produtividade de uma lavoura. Por isso, fazer a análise adequada é essencial para garantir uma boa produção agrícola!

Até agora, no Brasil, a estrutura das camadas superficiais do solo era avaliada por métodos quantitativos, com difícil aplicação e interpretação de campo.

Para tornar esse diagnóstico mais objetivo e econômico, a Embrapa, em parceria com outras instituições, criou um método inovador chamado DRES (Diagnóstico Rápido da Estrutura do Solo). 

Quer entender melhor como funciona esse método e como utilizá-lo em sua propriedade? Confira a seguir!

Importância da análise da estrutura do solo

A estrutura do solo influencia seu comportamento físico, químico e biológico, dando sustentação à produtividade agrícola.

Assim, o monitoramento de sua qualidade estrutural é extremamente importante por influenciar a aeração, infiltração e disponibilidade de água e nutrientes, além da atividade biológica do solo. Isso tudo interfere, portanto, na produtividade das culturas.

Até agora, no Brasil, a estrutura das camadas superficiais do solo era avaliada por meio de métodos quantitativos, que não a caracterizavam precisamente. Além disso, eram de difícil aplicação e interpretação em condições de campo. 

Pensando nisso, a Embrapa, em parceria com diversas instituições, desenvolveu o DRES (Diagnóstico Rápido da Estrutura do Solo). 

Trata-se de um método inovador e de fácil aplicabilidade no diagnóstico de sinais de construção ou degradação do solo em determinadas situações de manejo. Assim sendo, o DRES permite analisar a qualidade estrutural do solo de forma rápida e econômica.

Esse diagnóstico rápido também pode ser utilizado como indicador de qualidade do solo, pois não demanda alto custo e identifica alterações provocadas pelo manejo do solo. 

No entanto, é importante que seja avaliado em conjunto com os demais atributos (e não individualmente), por potencializar a detecção precoce de alterações na qualidade do solo.

Vou explicar melhor como o DRES funciona!

Como funciona e quando realizar o DRES?

O Diagnóstico Rápido da Estrutura do Solo caracteriza as camadas superficiais do solo a partir da avaliação visual de características que determinam a qualidade estrutural do solo como:

  • tamanho e forma dos agregados do solo;
  • presença ou não de compactação;
  • evidências de atividade biológica;
  • distribuição do sistema radicular, entre outras. 

Essa avaliação deve ser realizada em uma época do ano preestabelecida, podendo ser antes da semeadura ou após a colheita das culturas.

Para o diagnóstico, é preciso realizar a abertura de uma minitrincheira com auxílio de uma pá reta e coletar um bloco de solo nos primeiros 25 cm. 

Essas amostragens devem ser feitas em áreas homogêneas da propriedade, com o solo próximo à consistência friável. É preciso evitar períodos muito úmidos ou de estiagem para não influenciar nos resultados.

Além disso, deve ser retirada a cobertura vegetal da superfície do solo, sempre evitando linhas de tráfego, sulcos de erosões, pontos de acúmulo de matéria orgânica, entre outros. 

A quantidade de blocos dependerá do tamanho da área que se deseja avaliar. No entanto, a recomendação é de que cada área homogênea não ultrapasse 100 hectares.

Etapas do Diagnóstico Rápido da Estrutura do Solo

Após a remoção, o bloco de solo deve ser colocado cuidadosamente em uma bandeja plástica. 

Em seguida, é preciso fragmentar esse bloco do centro para as laterais da bandeja, aplicando força com as mãos para rompimento dos agregados.

Obtidos os agregados, é necessário analisar algumas características como: 

  • tamanho;
  • forma;
  • resistência à ruptura;
  • orientação e rugosidade; 
  • distribuição de raízes; e
  • evidências de atividade biológica.

Isso é importante para definir quantas camadas existem na amostra de solo para analisá-las separadamente. Uma amostra de solo pode ter de 1 a 3 camadas.

Na figura abaixo, você pode observar a presença de raízes tortas e achatadas. Há predomínio de agregados maiores que 7 cm, com pouca porosidade. Também existe presença de solo pulverizado e poucos indícios de atividade biológica, o que são indicativos de degradação do solo.

seis fotos, uma ao lado da outra, de feições de degradação

Feições de degradação
(Fonte: Embrapa)

Já na próxima figura que separei, você pode notar que as raízes cresceram sem restrição, explorando o interior dos agregados. 

Há predomínio de agregados com tamanho entre 1 cm e 4 cm, com baixa coesão, arredondados, faces de ruptura rugosas, presença de agregados grumosos e indícios de alta atividade biológica. Tais características são indicativas de boa qualidade estrutural do solo.

fotos de feições de conservação/recuperação - diagnóstico rápido da estrutura do solo

Feições de conservação/recuperação 
(Fonte: Embrapa)

Como atribuir as notas

Após a divisão e análise das camadas presentes na amostra de solo, é preciso atribuir notas de qualidade estrutural a cada camada.

Essas notas podem variar de 1 a 6, sendo 1 a pior e 6 a melhor condição de estrutura do solo.

Elas são utilizadas como base para calcular o IQES (Índice de Qualidade Estrutural do Solo). Veja na imagem abaixo:

infográfico para atribuir as notas de qualidade estrutural a cada camada de solo

(Fonte: Embrapa)

Com base nesse índice, você ou a equipe técnica da fazenda poderá saber exatamente qual a condição real da estrutura do solo e tomar as medidas necessárias para manejá-lo.

O material com os procedimentos completos para esta avaliação pode ser encontrado gratuitamente no site da Embrapa.

Como melhorar a estrutura do solo?

O modelo atual de produção na região Centro-Oeste do Brasil baseia-se na sucessão soja-milho safrinha.

Esta sucessão pode promover baixa cobertura do solo devido à pequena quantidade de restos culturais e adição insuficiente de matéria orgânica ao solo, favorecendo a degradação.

A qualidade do solo é determinada pela interação entre os atributos químicos, físicos e biológicos. Esses atributos são ferramentas importantes para demonstrar a influência de determinado manejo sobre o solo.

O equilíbrio entre os indicadores de qualidade influencia no potencial de uso do solo, na produtividade e na sustentabilidade da agricultura. 

A avaliação desses parâmetros é fundamental para o emprego do manejo adequado do solo.

A adoção de práticas conservacionistas do solo permitem a manutenção/melhoria da estrutura do solo, determinantes para obtenção de altas produtividades. Algumas delas são:

A avaliação da estrutura do solo pode ser simples, rápida e econômica, por meio da utilização do DRES. 

Banner de chamada para o download da planilha de cálculos de insumos

Conclusão

O DRES é um método de campo que avalia visualmente a qualidade estrutural do solo nas camadas superficiais.

Essa avaliação permite que técnicos e produtores monitorem a estrutura do solo, detectando de forma rápida e econômica qualquer alteração estrutural, em função do sistema de manejo adotado.

Atente-se à qualidade estrutural do solo para garantir o máximo potencial produtivo da sua lavoura.

Agora que você tem essas informações, não deixe de avaliar a qualidade estrutural do solo da sua propriedade!

>> Leia mais:

“Saiba como a drenagem do solo na agricultura melhora as condições da sua lavoura”

Restou alguma dúvida sobre o DRES? Qual a maior dificuldade em analisar o solo da sua propriedade hoje? Adoraria ler seu comentário abaixo!

O que você precisa considerar antes da contratação de um consultor agrícola para sua fazenda

Contratação de consultor agrícola: entenda quais pontos da sua propriedade podem ser melhorados e quais dicas seguir para escolher um parceiro de trabalho ideal!

Produzir não é apenas semear e colher! Há diversos aspectos que precisam ser considerados durante toda a produção.

Mas, às vezes, as 24 horas do dia parecem pouco para tantas tarefas operacionais e administrativas da fazenda, não é verdade?

Contar com a ajuda de um profissional especializado pode representar um ganho de tempo e economia financeira. Só que mudar a forma de gestão nem sempre é tarefa fácil e rapidamente aceita pelos envolvidos.

Pensando nisso, separei alguns pontos que você, produtor, precisa considerar para saber se vale a pena investir na contratação de um consultor agrícola. Confira!

Como a contratação do consultor agrícola pode ajudar?

Vários fatores influenciam a produção agrícola – desde o campo, com mudanças climáticas, até a comercialização, com a volatilização de preços de venda do produto.

O clima sempre foi uma variável na produção agrícola, mas, ultimamente, estão ocorrendo mudanças nos padrões de chuvas e secas. Você precisa observar todos os dias as previsões climáticas, pois chuvas que estavam previstas podem mudar em questão de horas, afetando toda a dinâmica da fazenda.

O preço dos produtos é influenciado pela cotação do dólar, pela oferta e demanda, exportações e agora também pela pandemia, que ocasionou uma variação grande dos preços pagos e recebidos.

Desse modo, é preciso estar diariamente atento aos valores de compra de insumos e venda da sua produção, que a todo momento sofre altas e queda dos preços.

A manutenção de máquinas e equipamentos também tem de ser feita para evitar perda de tempo com implemente parado. É preciso saber a necessidade de reposição de peças no estoque, como está controle do fluxo de caixa e onde estão os maiores gastos.

Fazer também a gestão de funcionários, como pagamento, férias e licenças, além de sempre observar se as equipes estão trabalhando corretamente, como você deseja. Acompanhar o lançamento de novas tecnologias, tanto na área de máquinas e implementos, quanto nos produtos e parte financeira.

Áreas de possível atuação do consultor rural

Áreas de possível atuação do consultor rural 
(Fonte: adaptado de Instituto Agro)

Todo esse trabalho deve ser realizado ou acompanhado por você. Mas o tempo é escasso para todas essas tarefas, não é verdade? É em um ou mais desses pontos listados acima que um consultor pode te auxiliar!

Como saber se preciso de um consultor agrícola?

Antes de contratar qualquer funcionário, você se questiona sobre alguns pontos como:

  • Porque necessito de mais um funcionário? 
  • Qual função ele vai exercer na fazenda?
  • Há algum funcionário na fazenda que pode fazer esse serviço sem contratar outro?
  • Quanto posso pagar para ele realizar determinada função?

Pelas respostas obtidas para essas perguntas, você determina se precisa ou não contratar mais um funcionário para a fazenda. Com o consultor não é diferente. Antes de contratar, você tem de fazer os mesmos questionamentos, com algumas perguntas específicas como:

  • Qual o problema que está me deixando preocupado ou que precisa mudar? 
  • Vou me dedicar para implementar as mudanças propostas pelo consultor?
  • Irei participar ativamente das reuniões e treinamentos, buscando sempre aprender e colocar em prática o aprendizado?
  • Vou ser sincero com o consultor, mostrando todos os pontos fracos e fortes da minha fazenda?
  • Quanto estou disposto a pagar?

E a pergunta principal que você deve fazer e ser verdadeiro consigo mesmo:

  • Estou disposto a ouvir e aceitar mudanças no estilo que gerencio pessoas, operações ou as finanças da fazenda? 

Ao ter as respostas para estas perguntas, você saberá se está pronto e disposto a melhorar alguma ou algumas área de gestão da sua empresa rural

Banner de chamada para portal de consultores agrícolas

O que o consultor vai fazer na fazenda

Existem vários tipos de consultores: alguns são especializados em várias funções, desde o gerenciamento de pessoas até apoio na venda dos produtos agrícolas.

Outros trabalham em áreas mais específicas como implementação de sistemas de produção, assistência para obtenção de crédito ou seguro rural.

Há ainda os que auxiliam na obtenção da certificação de produtos, como selos para cafeicultores, que agregam valor ao produto final, entre outras funções.

O importante é querer aumentar o lucro da fazenda, seja na parte de produção em campo, no galpão, escritório ou organização geral. Assim, quando estiver disposto a aceitar mudanças, procure um consultor que te passe confiança e resultados.

Converse com ele e tire dúvidas como:

  • Qual sua experiência no ramo e quais resultados você já obteve?
  • Como é sua metodologia de trabalho? 
  • Como irei participar dessas mudanças?
  • Quais ferramentas de gestão você planeja utilizar? São ferramentas de fácil acesso e manuseio para que a equipe possa aprender?
  • O que posso esperar dos seus serviços em médio e longo prazo?
  • Qual frequência você virá na fazenda para observar se as mudanças estão ocorrendo como planejado?

Essas perguntas e demais dúvidas precisam ser feitas para o consultor. Assim, você saberá o que esperar.

Outro aspecto importante que necessita destaque é que, na área agrícola, os passos são dados, mas os resultados podem levar tempo, dependendo das mudanças.

Uma safra de soja, por exemplo, pode ficar no campo até 120 dias, então os resultados demoram a ser obtidos. E, do plantio até a colheita, muitos passos devem ser dados para obter uma boa produção.

Assim é com a consultoria! É preciso ter um planejamento conjunto para o início das mudanças e a adaptação com novos sistemas, para, só então, notar os resultados.

O que esperar com a contratação do consultor agrícola

Ao conversar com o consultor, você precisa detalhar suas atividades, assim o consultor saberá qual principal ponto precisa ser trabalhado.

É um trabalho que deve ser de parceria do produtor com o consultor, onde o profissional contratado irá buscar pontos a serem melhorados e ensinar como alcançá-los. 

O consultor, portanto, poderá auxiliar na operação dos funcionários, interagindo com eles, verificando os problemas das operações, capacitando-os e incentivando-os a cuidar das máquinas que utilizam.

Poderá ajudar também na inovação, implantando novas ferramentas agrícolas, seja na área financeira ou operacional.

Pela experiência, o consultor pode identificar pontos de perdas e realizar melhorias, gerando maiores lucros ao final da produção. Além disso, pode ajudar na organização dos seus dados, como fluxo de caixa, estoque de produtos, valores de venda e compra de insumos.

Alguns consultores agrícolas te ajudam na negociação da sua safra, verificando preços pagos e qual margem de lucro pode obter.

Há vários modos de um consultor lhe auxiliar! O importante é saber que precisa de melhorias, aceitá-las e, principalmente, querer realizar as mudanças. Assim, você pode obter o máximo do consultor para fazer crescer sua empresa rural!

ferramenta diagnóstico de gestão agrícola, teste agora

Conclusão

A contratação de consultor agrícola é um auxílio para iniciar melhorias na fazenda, conseguindo melhor organização do trabalho.

Mas você precisa estar disposto a realizar mudanças antes de contratar um profissional do tipo!

Mostramos aqui os vários serviços prestados por um consultor, como apoio na área financeira, administrativa ou operacional da fazenda. Também abordamos as perguntas que vale a pena você se fazer para decidir pela contratação ou não desse profissional.

Caso opte pela consultoria, busque alguém que te passe confiança, aprenda o máximo que puder e não tenha medo de tirar dúvidas. Assim, as chances de uma parceria bem sucedida são maiores!

>> Leia mais:

“Consultora economiza R$ 70 mil em utilização de insumos”

Qual área da sua fazenda você tem mais dificuldade de gerenciar? Já cogitou fazer a contratação de um consultor agrícola para lhe auxiliar? Adoraria ler seu comentário aqui!

Gestão de risco no agronegócio: 4 passos simples para diminuir as incertezas na gestão da sua fazenda

Gestão de risco no agronegócio: entenda como fazer um gerenciamento bom o suficiente para enfrentar os desafios do agro e minimizar chances de um resultado negativo

O agronegócio está sujeito a fatores de risco das mais variadas fontes: clima, fatores agronômicos, mercado e por aí vai… 

São muitas situações variáveis e que se não forem bem gerenciadas, você sabe, podem colocar todo seu lucro a perder. 

Mas como fazer uma gestão de riscos boa o suficiente para enfrentar os desafios do agro e minimizar as chances de um resultado negativo na empresa rural

Nesse artigo, vou te apresentar 4 passos para fazer uma boa gestão de riscos no agronegócio e diminuir as incertezas na operação da sua fazenda.

O que é gestão de risco no agronegócio

A gestão de risco é o processo de identificar e administrar os riscos existentes em uma atividade. E essa é uma das tarefas mais importantes de qualquer gestor em uma fazenda ou agroindústria.

No agronegócio, há fatores de risco de diversas fontes, tanto do próprio sistema quanto relacionadas a fatores agronômicos, climáticos, de mercado e de estratégia organizacional.

Sua sustentabilidade está essencialmente relacionada à previsibilidade de rentabilidade. Perspectivas de produção, custos, receitas e fontes de financiamento impactam as tomadas de decisões no agro. Atenuar os riscos, portanto, se faz necessário. 

Qualquer evento incerto que possa impactar um negócio e ao qual é associada uma probabilidade de ocorrência, é considerado um fator de risco. Entende-se, portanto, o risco como incerteza.

E gerenciar essas incertezas é muito diferente de gerenciar estratégia. 

A gestão de riscos se concentra no negativo – ameaças e falhas – em vez de oportunidades e sucessos. 

Isso vai exatamente contra a cultura do “vai dar tudo certo” que a maioria das equipes de liderança tenta promover ao implementar um novo projeto na fazenda. 

Muitos líderes tendem a desconsiderar o futuro e relutam em gastar tempo e dinheiro agora para evitar um problema em um futuro cada vez mais incerto. 

Além disso, diminuir riscos normalmente envolve dispersar recursos e diversificar investimentos, exatamente o oposto do foco intenso de uma estratégia que visa o sucesso a todo custo.

Vou explicar melhor como fazer uma gestão de riscos simples e efetiva em 4 passos.

4 passos para iniciar uma gestão de risco em sua fazenda

1 – Identificação

Nessa etapa, é muito importante fazer uma análise de dados históricos do seu negócio rural. Isso torna possível a identificação de riscos que podem causar impactos negativos na rentabilidade da fazenda. 

Também devem ser estabelecidas premissas em relação ao contexto atual da safra e os riscos relacionados a ela. 

Aqui temos algumas ferramentas que podem ser utilizadas: 

Um software de gestão rural como o Aegro é capaz de organizar, de forma simples e rápida, as informações necessárias para auxiliar nessa etapa. 

Com relatórios agrícolas que são gerados em poucos cliques, os gestores podem ter acesso a informações sempre atualizadas e diretamente no celular.

2 – Classificação

À medida que se mapeiam todos os riscos que podem acontecer, a próxima etapa é priorizá-los através de uma classificação dos riscos

Nem todo risco mapeado precisa ser mitigado, controlado ou extinto. E como fazer a priorização dos riscos mais importantes?

A importância do risco é determinada por duas variáveis: probabilidade e impacto.

Probabilidade

A probabilidade consiste na medição de quão provável é a ocorrência do risco. 

Em outras palavras, é preciso avaliar o quão fácil ou difícil é que determinado risco aconteça, por exemplo, medir o quão provável é que chova hoje. 

A probabilidade deve ser medida em níveis como: muito baixo, baixo, moderado, alto e muito alto. 

Elas também podem ser convertidas em porcentagens para facilitar o entendimento, sendo:

  • Muito baixo = 1% a 10%;
  • Baixo = 11% a 30%;
  • Moderado = 31% a 50%;
  • Alto = 51% a 70%;
  • Muito alto = 71% a 90%.

Impacto

O impacto se refere às consequências do risco caso ele venha a ocorrer. Ou seja, quais serão os prejuízos ou danos causados caso o risco aconteça de fato. 

O impacto pode ser negativo (como prejuízos financeiros, danos ao maquinário, por exemplo) ou positivo (como novas oportunidades de negócio, utilização de uma nova tecnologia, redução de taxas ou impostos, etc.). 

O impacto também é medido em níveis como: muito baixo, baixo, moderado, alto e muito alto.

Portanto, para classificarmos o risco, fazemos o cruzamento dos números absolutos de probabilidade e impacto. Assim, teremos um indicador de criticidade do risco. Quanto maior o indicador, mais crítico é o risco.

Recomenda-se colocar essas informações em uma tabela para melhor visualização.

3 – Plano de Ação

Após priorizar os maiores riscos da sua fazenda, construa as estratégias de respostas para os riscos e os planos de ações para cada um. 

As soluções para a atuação sobre os riscos devem ser específicas e realizáveis, aproveitando-se dos ganhos rápidos.

Os planos de resposta são bem individuais para as realidades de cada fazenda. Mas, para documentar os planos de ação, deve-se utilizar alguma metodologia que torne tangível e facilite sua execução, como a 5W2H. Vou explicar melhor!

A 5W2H é a ferramenta usada para compreender um problema ou oportunidade de melhoria sob diferentes perspectivas através de sete perguntas: 

  • O quê?
  • Por quê?
  • Quem?
  • Onde? 
  • Quando? 
  • Como? 
  • Quanto?

Em geral, essa metodologia costuma ser utilizada em projetos para avaliar, acompanhar e garantir que as atividades sejam executadas com clareza e excelência por todos os envolvidos.

Funciona como uma espécie de guia, permitindo elencar passo a passo a estratégia a adotar.

Não por acaso, é uma excelente alternativa para elaborar um plano de ação, seja qual for a necessidade ou problema.

4 – Monitoramento

Definidas as ações e respectivos planejamentos e a priorização, é preciso ter controle sobre a execução e monitoramento de todos os riscos. 

Lembre-se: o que não é medido não pode ser gerenciado! 

Nessa etapa, é fundamental a definição de Indicadores de Desempenho (KPIs) e implantação de mecanismos de monitoramento e controle. 

Definidos de maneira assertiva, os indicadores e processos de controle, são capazes de dar as informações certas para a tomada de decisão. Isso, portanto, diminui ou elimina o impacto dos riscos na sua fazenda.

ferramenta Aegro de diagnóstico agrícola, teste agora

Conclusão

O risco é um fator ligado à gestão e que deve ser analisado pelo produtor, assim como já é feito com pragas agrícolas, solo, clima, etc. 

Você pode produzir bem, com eficiência operacional acima da média e bons números, mas se não têm um resultado líquido satisfatório, pode até amargar prejuízos. Isso é resultado da ineficiência administrativa. 

Por isso, um dos caminhos para o sucesso, indiscutivelmente, tem que considerar os outros riscos. É preciso entendê-los, conhecê-los, encará-los, evitá-los (quando possível) e mitigá-los, até mesmo para utilizá-los a seu favor. 

Aqui mostramos como fazer uma boa gestão de riscos e como um software agrícola pode te ajudar nesta missão!

Espero que com todas as dicas, você diminua as incertezas na gestão da sua fazenda!

Veja mais >>

“Software para agronegócio: veja os 10 melhores para sua fazenda”

“Sustentabilidade no campo: veja como adotar as práticas”

Qual é a maior dificuldade que você enfrenta na gestão de risco no agronegócio? Restou alguma dúvida? Deixe seu comentário!

Como estimar o custo de produção do café (+ calculadora rápida)

Custo de produção do café: entenda quais fatores devem ser considerados para o cálculo

O custo de produção é sempre motivo de preocupação. É preciso saber quanto se gastou com adubação, manejo fitossanitário e com a colheita.

Mas será que colocamos todas as informações necessárias na hora de calcular o custo?

Existem informações que não podem faltar para que se tenha o custo de produção corretamente. Do contrário, podemos estar perdendo dinheiro e nem saber!

Confira a seguir algumas dicas de como calcular o custo de produção do café.

Cálculo do custo de produção do café

O custo de produção do café deve englobar todos os fatores que foram utilizados. São mudas, adubos, hora/máquina, diesel, pessoal… e até outros fatores que podemos esquecer como depreciação, encargos trabalhistas, impostos, etc.

Fica claro também que o custo de produção do café depende do nível de tecnologia empregado, pois a quantidade de insumos/máquinas utilizada pode variar de acordo com isso.

Pode parecer muita coisa, mas sem essas informações podemos ter a falsa ideia de que nossa atividade está sendo rentável quando, na verdade, estamos perdendo dinheiro.

Frequentemente esse é o caso. Sempre pensamos que o nosso custo é mais baixo, mas quando se coloca na ponta do lápis, não é bem por aí. Fique atento!

Tipos de custo

Os custos de uma lavoura de café podem ser divididos em: custo variável, custo fixo, custo operacional e custo total. O que cada custo desses engloba está exemplificado nas tabelas abaixo.

tabela com composição dos custos de produção
Composição dos custos de produção
(Fonte: Conab)

Esses dados devem ser computados e somados para compor cada um dos tipos de custo da propriedade, como ilustra a tabela abaixo:

Exemplo de planilha de custo de produção para café arábica obtida no site da Conab, na seção "Planilhas de custo de produção”.
Exemplo de planilha de custo de produção para café arábica obtida no site da Conab, na seção “Planilhas de custo de produção”.

Para se ter informações mais palpáveis e fáceis de entender, é comum dividir o custo de produção do café para cada hectare, por saca produzida ou ainda transformá-lo em “número de sacas”. 

Assim, é mais fácil ter uma ideia prática de quanto se deve produzir para pagar as contas.

Fazendo o rateio dos custos

Perceba que as informações necessárias para os cálculos geralmente são obtidas ao nível de propriedade. No caso da existência de mais uma atividade na propriedade, é necessário fazer o rateio dos custos

Por exemplo, o mesmo trator que realiza pulverizações pode ser utilizado na propriedade para puxar uma carreta ou pulverizar outras culturas que não o café. Como dividir o custo para que somente o que foi utilizado com o café seja computado?

Isso pode ser feito dividindo o valor total obtido pela área de cada atividade – ou então contabilizando as horas trabalhadas com cada atividade na hora da divisão. Desse modo, temos o cálculo correto do custo de produção do café.

Organizando a casa

Você deve ter notado que são muitas informações necessárias para o cálculo correto do custo de produção do café. 

Por isso, antes de mais nada, é necessário que se tenha organização para  lidar com esses dados.

Seja no caderninho, em planilhas ou em softwares de gestão, devemos ter rigor ao manter o histórico desses dados. Valor, local de compra, data, estoque, são algumas das coisas que devemos controlar.

Para os dados mais complexos, como depreciação  e remuneração sobre capital, é preciso buscar fontes confiáveis para realizar o cálculo.

Custo de produção do café: onde encontrar informações confiáveis?

Quando não sabemos exatamente onde conseguir o preço de determinado insumo, como realizar o cálculo do custo de produção ou, ainda, se queremos comparar com o custo de outros lugares, precisamos de informações confiáveis.

No portal da Conab podemos encontrar muitas dessas informações de forma gratuita, inclusive os métodos para estimar depreciação, por exemplo.

Caso precisemos de informações sobre o preço de insumos agropecuários, podemos encontrá-las aqui. Nesse site, encontramos preços de fertilizantes, fitossanitários, máquinas e implementos, etc. 

Exemplo de planilha de preços de fertilizantes obtida no site da Conab, na seção “Preços de insumos agropecuários”.
Exemplo de planilha de custo de produção para café arábica obtida no site da Conab, na seção “Planilhas de custo de produção”

Além disso, caso você queira um modelo de planilha de custos do café, também pode encontrá-lo na Conab, na seção de “Planilhas de custo de produção”. Tem para café arábica e conilon.

Agora, se você precisa de algo mais prático e rápido, pode usar também essa calculadora de custo de produção da Aegro. Basta indicar seus custos com defensivos, fertilizantes, mão de obra, entre outros, e o cálculo é feito de forma automatizada. É simples e rápido. 

Vale lembrar que, se você possuir as informações de preços/custos referentes à sua cidade ou região, é sempre melhor usá-los no cálculo para dar detalhamento, desde que sejam de fontes confiáveis.

Custo de produção agrícola: Controle tudo pelo Aegro!

Conclusão

Como pudemos conferir ao longo do texto, o custo de produção do café não é um bicho de sete cabeças para se calcular. No entanto, algumas informações não podem faltar e muitas vezes passam despercebidas por nós.

É essencial considerar os custos relacionados à depreciação de maquinário e benfeitorias, além de impostos. Não precisamos saber os mínimos detalhes, mas entender o que são custos variáveis e fixos e como chegar ao custo total.

Neste artigo, mostramos algumas planilhas que podem ser utilizadas como modelo e uma calculadora gratuita para facilitar a vida.

De qualquer modo, mantenha sempre um histórico detalhado de suas compras para que possa calcular corretamente o seu custo de produção do café.

>>Leia mais:

“Todas as recomendações para o melhor plantio do café”

Restou alguma dúvida sobre o cálculo de custo de produção do café? Conte pra gente os comentários. Grande abraço e até a próxima.

O que você precisa saber sobre identificação, danos e controle da planta daninha corda-de-viola

Planta daninha corda-de-viola: confira as principais características e os herbicidas mais eficientes para controle dessa invasora

Corriola, campainha, amarra-amarra… a planta daninha corda-de-viola pode ser conhecida por vários nomes e, em todos os casos, pode causar sérios danos às culturas se não for manejada corretamente!

Estudos apontam que a presença dessa invasora pode reduzir em quase 50% a produtividade da lavoura, sendo as culturas de verão as mais afetadas.

Além disso, por ser tolerante ao glifosato, é preciso haver um controle especial para evitar sua dispersão na produção e arredores da lavoura.

Quer aprender a identificar e controlar de maneira eficiente a corda-de-viola? Confira a seguir!

Principais características da planta daninha corda-de-viola 

A corda-de-viola (Ipomea sp.) é uma planta daninha de coloração vistosa tanto nas folhas quanto nas flores. 

Possui folhas largas que, dependendo da espécie, podem ser inteiras ou recortadas. Já suas flores podem ser de diferentes cores, variando do branco ao roxo.

A reprodução da corda-de-viola ocorre por sementes e ela cresce como uma trepadeira, com hábito de se enrolar sobre as culturas, podendo atingir até 3 m de comprimento.

Seu caule e ramos são finos, fibrosos e alongados, que se prostram sobre o chão ou sobem em obstáculos (culturas na lavoura). Sendo assim, dificulta muito a colheita em culturas como soja, feijão e milho.

duas fotos de exemplares de Ipomea sp. (Corda-de-viola)

Exemplares de Ipomea sp. (Corda-de-viola)
(Fonte: Mais soja)

Segundo relatos, há mais de 140 espécies da planta-daninha corda-de-viola, que está presente em todas as regiões do Brasil. 

Além de competirem por água, luz e nutrientes com as culturas de valor econômico, também atrapalham muito o processo mecânico de colheita, como explicarei a seguir.

Culturas afetadas e problemas causados 

Diversas espécies de interesse econômico sofrem danos devido à disseminação da corda-de-viola nas lavouras.

Arroz, cana-de-açúcar, milho e soja são as mais afetadas devido à planta daninha ser de crescimento anual e ocorrer na mesma época dessas citadas.

Como a corda-de-viola apresenta tolerância ao herbicida glifosato, é comum também estar presente em lavouras onde cultivares geneticamente modificadas (RR) são cultivadas.

planta daninha corda-de-viola na cultura da soja

Corda-de-viola na cultura da soja
(Fonte: Feis/Unesp)

foto de planta daninha corda-de-viola no milho

Corda-de-viola no milho
(Fonte: Embrapa)

No caso da soja, a presença da planta daninha corda-de-viola na lavoura pode reduzir em mais de 40% a produtividade da cultura, como mostra estudo

A alta população dessa planta daninha nas culturas traz uma série de problemas como:

  • inviabilização da operação mecânica de colheita;
  • embuchamento da colhedora;
  • desgaste de componentes da plataforma de corte;
  • arrastamento e tombamento;
  • impacto no rendimento final das culturas;

E tudo isso, claro, causa prejuízos econômicos.

Outro estudo aponta que até 20 sacas de milho por hectare podem ser deixados para trás em lavouras infestadas com a daninha.

Colhedora de cana-de-açúcar “embuchada” por causa da corda-de-viola

Colhedora de cana-de-açúcar “embuchada” por causa da corda-de-viola
(Fonte: LPV/ESALQ/USP)

Como fazer o manejo da corda-de-viola na lavoura

Para minimizar ou eliminar os problemas causados pela planta daninha corda-de-viola na lavoura, faz-se necessário executar técnicas de manejo específicas, evitando a proliferação da planta invasora e reduzindo o banco de sementes no solo.

Um manejo bastante tradicional, simples e eficaz, é a aplicação de herbicidas específicos.

Como a reprodução da espécie se dá por sementes, é interessante o controle pré-emergente ou pós inicial, antes do desenvolvimento do hábito trepador. Passada essa fase, fica complicado o controle de maneira seletiva, evitando competição e problemas na colheita.

O controle na fase inicial também evita a produção de sementes, reduzindo o banco de sementes da invasora. Com o manejo correto, ao longo do tempo esse banco será reduzido a um nível que não cause mais danos econômicos.

A seguir, deixo alguns exemplos de herbicidas recomendados para o controle de Ipomea sp.

Flumioxazin

É uma alternativa eficaz e possui registro para diversas culturas, dentre elas soja, algodão e cana-de-açúcar. 

Controla na pré e pós-emergência com alta seletividade e longo residual na dose de 50 g ha-1 para a cultura da soja.

Pesquisadores de campo relatam que o uso de misturas tem obtido bons resultados no controle da corda-de-viola. A associação com glifosato, 2,4 D e/ou imazetapir amplia o espectro de controle.

2,4 D

O 2,4 D controla plantas daninhas de difícil controle, especialmente as plantas de folhas largas, como a corda-de-viola.

Esse herbicida seletivo pode ser utilizado para o controle da corda-de-viola nas culturas do trigo, milho, soja, arroz, aveia, sorgo, cana-de-açúcar, café e pastagem de braquiária.

Na soja,, a aplicação deve ser feita 7 dias antes da semeadura. No café, a aplicação deve ser feita em jato dirigido, evitando o contato do produto com a cultura.

Oxyfluorfen

Possui até 95% de controle na maioria das espécies de Ipomea sp. (Corda-de-viola). Há indicação de uso no arroz irrigado em pré e pós-emergência na dose de 1,0 – 4,0 l ha-1.

Também pode ser recomendado para outras culturas de lavoura como algodão e cana-de-açúcar.

Sulfentrazone

Mais um herbicida utilizado na pré-emergência da planta daninha. Possui indicação para soja com uma exceção: não aplicar em solos arenosos. Nesta cultura há recomendação de 0,4 a 1,2 l ha-1.

Possui ação residual para controle do banco de sementes, podendo ser usado em associação a herbicidas sistêmicos (glifosato, 2,4 D e chlorimuron).

Amicarbazone

Herbicida com alto controle na pré e pós-emergência inicial. Recomendado para controle da corda-de-viola em lavouras de milho e cana-de-açúcar na dose de 0,4 e 1,5-2,0 kg ha-1, respectivamente.

Em cana-de-açúcar, pesquisas demonstraram que este ingrediente ativo apresentou controle total de diversas espécies de corda-de-viola em pós-emergência inicial, além de ótimo efeito residual, reduzindo drasticamente eventuais danos à cultura.

No controle de plantas adultas, os herbicidas à base de 2,4-D possuem bons resultados, e são registrados para a maioria das grandes culturas de lavoura.

Importante verificar a tecnologia das cultivares na utilização de misturas:

É importante consultar um profissional da agronomia em todas as práticas de aplicação de defensivos agrícolas.

A recomendação e receituário tem o intuito de evitar a aplicação de doses excessivas ou subdoses de herbicida. 

Uma dose inadequada é muito prejudicial, seja pela fitotoxicidade causada às plantas, seja pelo controle falho e surgimento de resistência ou tolerância das daninhas.

e-book para manejo de plantas daninhas, baixe grátis

Conclusão

A planta daninha corda-de-viola é uma invasora comum no Brasil, possui hábito trepador e crescimento preferencial no verão.

Além da competição por água, luz e nutrientes com as culturas de interesse econômico, ela prejudica a colheita mecanizada, o que traz perdas econômicas significativas.

Como você viu neste artigo, o manejo da corda-de-viola deve ser realizado na pré-emergência ou pós-emergência inicial.

A reprodução da invasora por sementes exige um bom controle e uso de herbicidas com longo efeito residual.

Misturar herbicidas inibidores da Protox com glifosato é uma boa alternativa para controle da corda-de-viola.

>> Leia mais:

“Aplicativos e guias de identificação de plantas daninhas que vão lhe ajudar em campo”

“Vassourinha de botão: como identificar e manejar”

Você já enfrentou dificuldade no manejo da planta daninha corda-de-viola? Restou alguma dúvida sobre esse assunto? Deixe seu comentário!

5 dicas da regulagem de colheitadeira para melhor desempenho na lavoura

Regulagem de colheitadeira: está insatisfeito com o resultado da sua colheita? Confira agora as dicas para melhorá-la!

A colheita é, sem dúvida, a etapa mais esperada pelo produtor rural, afinal, é a hora de colher os frutos de todos os esforços.

Mas é também uma etapa muito delicada e que exige acompanhamento cuidadoso, pois pode influenciar diretamente na produtividade das lavouras.

É comum que ocorram perdas na hora da colheita, mas é importante que sejam o menor possível!

A má regulagem das colheitadeiras pode aumentar essas perdas e reduzir a margem de lucro do produtor.

Como não queremos isso, confira a seguir 5 dicas de regulagem de colheitadeira para garantir uma colheita de sucesso!

O funcionamento e as perdas das colheitadeiras

Antes de seguirmos para as dicas propriamente ditas, vamos conferir um pouco a respeito das principais perdas que ocorrem nas lavouras.

Como vimos, a perda na hora da colheita é comum, mas não pode ser exagerada!

Além das perdas naturais, resultados de intempéries climáticas, pragas ou doenças, existem as perdas relacionadas às colheitadeiras – as chamadas perdas de plataforma e as perdas internas.

As perdas de plataforma são aquelas resultantes da interação da máquina com a lavoura.

Já as perdas internas são aquelas causadas pelos componentes internos das máquinas.

De forma geral, elas resultam principalmente da má regulagem de colheitadeira e deficiências de projeto das máquinas.

Quando pensamos na colheitadeira, temos que lembrar que, apesar de ser uma coisa só, ela é composta de uma série de sistemas internos que trabalham juntos!

São eles:

  • plataforma de corte
  • alimentação
  • trilha
  • separação
  • limpeza
  • transporte e armazenamento

Cada máquina é uma máquina, mas todas apresentam os sistemas juntos, como podemos ver na imagem.

ilustrações de colheitadeiras com trilha de fluxo radial (esquerda) e de fluxo axial (direita)

Colheitadeiras com trilha de fluxo radial (esquerda) e de fluxo axial (direita)
(Fonte: Prof. José Paulo Molin)

Cada sistema apresenta diferentes componentes e, apesar de compartimentalizados, os sistemas se complementam e precisam trabalhar juntos, numa sincronia perfeita.

Sistema de corte e alimentação

Os mecanismos de corte e alimentação atuam de forma complementar, onde o primeiro ceifa e o segundo conduz o conteúdo nos elevadores até o sistema de trilha.

Apesar de o princípio ser o mesmo, lembre-se: a colheita de cada cultivo agrícola tem suas particularidades!

No caso de culturas de corte elevado, como trigo, cevada e arroz, a plataforma segadora, que conduz a barra de corte, deve ser rígida para manter o padrão.

Já para a lavoura de soja, como temos vagens próximas da base, a plataforma deve ser flexível no sentido transversal. Assim, ela poderá acompanhar irregularidades do solo, reduzindo as perdas.

No caso do milho, o sistema é dividido em unidades despigadoras!

Aqui já podemos notar que as principais regulagens das colheitadeiras vão variar de acordo com a cultura em que estamos trabalhando.

>> Leia mais: “Como escolher a colheitadeira ideal para sua lavoura”

Sistemas de trilha, separação e limpeza

Na trilha, graças à ação do impacto e atrito, remove-se o grão da planta, seja ele uma vagem, sabugo ou panícula.

Na separação, basicamente é feita a limpeza dos grãos, removendo a palha mais grossa e enviando apenas o grão com palhiço para o sistema de limpeza.

Já no sistema de limpeza, peneiras e ventiladores farão a remoção do palhiço, enviando apenas os grãos limpos para o tanque graneleiro.

Agora que vimos o cenário de funcionamento das colheitadeiras, confira as dicas que preparei para vocês!

5 principais dicas para regulagem de colheitadeira

1 – Programe e faça suas manutenções regularmente

A regulagem das colheitadeiras pode fazer a diferença e garantir performances completamente diferentes em campo.

Além disso, quando realizados periodicamente, os custos com reparos podem ser reduzidos em até 25%!

Da mesma forma que ninguém vai viajar sem conferir se está tudo certo com o carro, não devemos iniciar as atividades de colheita sem as devidas manutenções.

Falhas no planejamento das manutenções, ou ainda, na logística do maquinário pode também levar a perdas na colheita.

Barra de corte, navalhas com folgas, altura e velocidade de rotação do molinete são alguns pontos que devemos estar atentos.

Se quiser aprender mais sobre a manutenção de máquinas e implementos, confere aqui!

2 – Atenção à velocidade de operação

A velocidade de trabalho, ou caminhamento, da colheitadeira pode ser um problema, já que um impacto muito elevado das plantas com a máquina pode aumentar as perdas.

Além disso, a velocidade de avanço define a velocidade de alimentação das colheitadeiras.

A velocidade mais indicada para a colheita pode variar de 4 km/h a 6 km/h

Mas cada caso é um caso, já que o valor ótimo de velocidade é influenciado por uma série de fatores relacionados à lavoura e também à colheitadeira utilizada.

Alguns deles são:

  • regularidade do terreno;
  • produtividade;
  • porcentagem de acamamento da cultura;
  • presença de pedras, obstáculos e plantas daninhas;
  • tipo de plataforma, autonivelante ou rígida;
  • sistema de trilha axial ou radial e, principalmente;
  • habilidade e capacitação do operador.
foto de falhas na colheita devido à combinação de diversos fatores - regulagem de colheitadeira

Falhas na colheita devido à combinação de diversos fatores
(Fonte: Cotrisoja)

3 – Linhas na semeadura x plataforma de colheita

Essa é uma dica que vale a pena ser citada pois, às vezes, pode “passar batida”!

É importante lembrar que o número de linhas das semeadoras deve ser igual ou múltiplo do número de linhas das plataformas de colheita.

Dessa forma, evitamos desalinhamentos na hora de colher, evitando repasses e perdas desnecessárias.

4 – Faça o acompanhamento de suas perdas

Como podemos saber se estamos progredindo se não fizermos um acompanhamento contínuo de nosso trabalho?

Fazendo o acompanhamento das perdas podemos verificar se está tudo correndo bem ou se precisamos melhorar em algum ponto.

Existem diversas formas de quantificar o desempenho de nossa colheita e você pode saber mais neste artigo sobre indicadores que já publicamos aqui no blog!

Para a soja, é muito comum o uso de copo medidor para conferir os níveis de perdas que podem indicar necessidade de melhor regulagem das colheitadeiras.

foto de um copo de medição da Embrapa para verificação de perdas de colheita em soja com grãos dentro

Copo de medição da Embrapa para verificação de perdas de colheita em soja
(Fonte: Marisa Yuri Horikawa/Embrapa)

Facilite seus cálculos usando uma planilha gratuita para estimativa de perdas na colheita. Para acessar, clique na figura abaixo!

planilha para estimativa de perdas na colheita Aegro

5 – Capacite os operadores das colheitadeiras

Apesar de parecer ficção científica, caminhamos para uma realidade onde as máquinas poderão trabalhar de forma autônoma!

Mas, enquanto ainda não chegamos lá, o fator humano continua essencial.

Por isso, os operadores das colheitadeiras devem receber treinamentos periódicos sobre o maquinário e os processos agrícolas envolvidos.

Afinal, são os operadores que irão assegurar o zelo, a boa e correta regulagem das colheitadeiras.

Conclusão

Apesar de já estarmos em um elevado nível de integração tecnológica nas lavouras, ainda existem muitas perdas no campo, principalmente relacionadas à colheita.

Por isso, a fim de maximizar a produtividade – e consequentemente os lucros – temos que reduzi-los ao máximo.

E o primeiro passo é quantificar as perdas e identificar a origem dos problemas.

A regulagem adequada das colheitadeiras é um passo importante e essencial nesse processo, já que estão atrelados a outros fatores como os operadores, a manutenção e até mesmo a semeadura!

Espero que tenha conseguido mostrar para vocês o quão complexo é o processo da colheita e que essas dicas sejam úteis!

>> Leia mais:

“Como produtora economizou em manutenção de máquinas a partir de uma ação estratégica”

Restou alguma dúvida sobre a regulagem de colheitadeira? Conte nos comentários os principais problemas que tem encontrado na hora de garantir o desempenho da colheita!

Entenda melhor a classificação da soja e saiba usá-la para aumentar sua lucratividade

Classificação da soja: a atenção ao padrão exigido por indústria e tradings e o diagnóstico correto na hora da colheita são fundamentais para o aumento da sua renda

A colheita é um dos momentos mais aguardados pelo produtor, mas após essa etapa ainda há toda uma cadeia produtiva pela frente.

Afinal, quando se produz soja, estamos tratando de uma matéria-prima com destino diverso, desde exportação do grão in natura até produção de óleo ou utilização na indústria cosmética.

Seja qual for o destino, para adentrar na indústria/trading é preciso haver uma classificação da soja, um padrão de entrada, para assim haver a comercialização de produtos de qualidade.

Essa classificação física de soja é feita com base em leis e instruções normativas. 

Neste artigo, vamos mostrar tudo isso e dar dicas do que fazer para garantir mais lucratividade na comercialização da commodity. Confira a seguir!

Classificação da soja: o que diz a legislação

A classificação física de produtos vegetais foi instituída pela Lei n.º 9.972, de 25 de maio de 2000 e regulamentada pelo Decreto n.º 6.268, de 22 de novembro de 2007. Mais especificamente para a soja usamos a IN (Instrução Normativa) 11 de 2007.

Toda a classificação de soja que ocorre em território nacional usa como base essa IN. 

Mas ela é apenas uma base mesmo, pois nenhuma instituição com fim comercial necessita segui-la, desde que a classificação seja explicada ao produtor e esteja em contrato assinado por ambas as partes.

Na IN temos dois grandes grupos de soja (I e II), como você pode ver na tabela abaixo: 

Variáveis analisadas e os limites na classificação de soja especificadas na IN 11 de 2007
Variáveis analisadas e os limites na classificação de soja especificadas na IN 11 de 2007
(Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento)

Como você pode notar, a tabela acima não delimita a umidade do grão, não sendo considerada para efeito de enquadramento nos grupos. É recomendado o percentual máximo de 14% (IN 11 de 2007) e, acima deste valor, descontos são aplicados. 

O padrão de 14% é seguido por todas as indústrias, ao menos nunca vi negociações com esse números diferentes no parâmetro.   

Processo de classificação de soja em 7 passos

Depois de colhida na lavoura, a soja será encaminhada para uma indústria, trading ou estrutura própria. Independente do destino, as operações a seguir são fundamentais para um correto armazenamento do grão

Nesta ordem ocorrem os processos: calagem (caminhão ou graneleiro), quarteamento, retirada de impurezas, medição da umidade, avaliação de grãos avariados, esverdeados e grãos partidos e amassados (dentro do laboratório de classificação). 

Vou explicar melhor cada uma delas a seguir:

1 – Calagem

Consiste em retiradas de subamostras do caminhão, segundo peso do caminhão (tabela abaixo), para se formar a amostra, segundo a IN:

tabela com número de pontos a se retirar para formar a amostra de trabalho - classificação da soja
Número de pontos a se retirar para formar a amostra de trabalho
(Fonte:  Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento)

2 – Quarteamento

Consiste na mistura e redução da amostra, para se formar a amostra de trabalho homogênea (+- 250 g). Na figura abaixo, vemos um quarteador em cascata: 

foto de  quarteador em cascata
 Quarteador em cascata 
(Fonte: Eagri)

3 – Retirada de matérias estranhas e impurezas

A retirada de matérias estranhas e impurezas é feita com o uso de peneiras de (3 mm e 9 mm). O percentual aceitável é de 1%. Tudo acima desse valor é descontado proporcionalmente.

fotos de matérias estranhas e impurezas com uso de peneira de 3,00 mm
Matérias estranhas e impurezas
(Fonte: Referencial fotográfico da soja)

4 – Determinação da umidade do grão

A determinação da umidade do grão é feita com uso de máquinas próprias para a atividade. O percentual aceitável é de 14% e tudo acima deste valor é descontado.

5 – Determinação dos grãos avariados

A determinação dos grãos avariados deve ser feita com um olhar minucioso. O percentual aceitável é de 8% e, como nos outros casos, tudo acima deste valor é descontado proporcionalmente. 

Estes defeitos implicam na perda direta de qualidade do óleo de soja e teor proteínas presentes.

Abaixo você pode ver diversos exemplos de defeitos:   

fotos de grãos com defeitos, queimados no secador
Grãos mofados causados pelo atraso na colheita
Grãos mofados causados pelo atraso na colheita
(Fonte: Referencial fotográfico da soja)
Comparação entre grãos imaturos e chochos - classificação da soja
Comparação entre grãos imaturos e chochos 
(Fonte: Referencial fotográfico da soja)

Os maiores causadores de grãos avariados são os percevejos barriga-verde e o percevejo marrom.

Esses insetos, após sugarem a seiva dos grãos, deixam um canal de passagem aberto para micro-organismos que acabam por consumir o conteúdo do grão, fermentando-o até chegar ao estágio de grão ardido.

Além deles, a chuva na fase da colheita também é uma grande vilã, pois atrasa esse processo e, com isso, o grão pode “passar do ponto”.

6 – Determinação de grãos esverdeados

São grãos que não alcançaram a maturidade fisiológica por algum motivo (seca, pragas agrícolas, entre outros). 

Essa classificação só é realizada caso seja constatada, a olho nu, a presença de um grande número de grãos esverdeados. O percentual aceitável é de 8% e tudo acima deste valor é descontado proporcionalmente.

Exemplo de grãos esverdeados - classificação da soja

Exemplo de grãos esverdeados
(Fonte: Referencial fotográfico da soja)

7 – Determinação de grãos partidos e amassados

A determinação de grãos partidos e/ou amassados também só é feita caso seja constatada uma grande presença de grãos assim na visualização a olho nu. O percentual aceitável é 30% – acima deste valor é descontado proporcionalmente.

Exemplo de grãos de soja partidos e quebrados

Exemplo de grãos partidos e quebrados
(Fonte: Referencial fotográfico da soja)

Como utilizar os conhecimentos da classificação para aumentar a rentabilidade

Analisando a classificação do local de destino e tendo a devida estrutura, como silos, secadores, peneiras, sistemas de termometria, espalhadores entre outros equipamentos, podemos previamente armazenar o grão em silos próprios. 

Claro que é necessário se organizar na propriedade para ter uma classificação prévia no graneleiro ou no caminhão que vai descarregar (antes de ir para o silo), das variáveis (umidade do grão, avariados e impurezas, principalmente). 

A partir da classificação e com o processo definido do destino da soja, segundo a sua classificação, podemos alocar o grão nos silos. 

Tendo o processo de recepção e manejo definido na propriedade, é preciso conhecer outra técnica conhecida pelas indústrias e tradings chamado de  “blend” (ou mistura, em português).

O blend consiste em misturar a soja com variáveis diferentes, mas mantendo o padrão da classificação da indústria/trading. 

Ou seja, aloca-se a soja com variáveis semelhantes juntas e, ao final, podemos fazer misturas ganhando em peso, poupando em gastos com operações de secagem ou descontos no destino.

Opções de blend

Para que você entenda melhor esse processo de blend, abaixo deixo uma tabela onde faço uma simulação de um produtor de 30 mil sacos de soja que conseguiria armazenar toda a sua produção e fazer o manejo correto dos grãos para possível mistura. 

tabela com simulação de um produtor de 30 mil sacos de soja, com armazenamento total e manejo correto.

Com os dados da colheita em mãos, vemos que João conseguiria misturar a soja do tipo 1 com o tipo 2 ganhando em peso de umidade, evitando descontos.

Outra opção seria misturar soja do tipo 3 com o tipo 2, ganhando em peso de grãos avariados. 

Os processos citados acima envolvem técnicas de conservação, resfriamento e secagem nos silos conforme o tempo decorre e a necessidade de venda do produto surge. Os exemplos acima poderiam ser aplicados principalmente no sul do Brasil.

Abaixo trago uma tabela onde comparo os ganhos do manejo “blendando”, ou seja, misturando diferentes tipos de soja com os da entrega direta para a indústria.

tabela com comparação dos ganhos dos manejo blendando, com vários tipos de soja com os da entrega direta para a indústria.

Quanto maior a área semeada, maiores as possibilidades de maximizar os lucros. 

Não existem respostas certeiras para o manejo do blend, mas ele é um aliado para maximizar os ganhos com a soja e outras culturas, como milho. 

Conclusão

A classificação de grãos padroniza as commodities, facilitando o comércio nacional e internacional para sempre termos produtos de qualidade. 

Neste artigo você viu as legislações referentes à classificação física da soja e as etapas de classificação em 7 passos principais.

Conhecer esses processos que envolvem a classificação e o manejo do grão no pós-colheita pode maximizar seus lucros!

>> Leia mais:

“Entenda os diferentes métodos de amostragem de grãos e como eles podem impactar a comercialização da sua safra”

“Lucro por hectare de soja: saiba como calcular”

Restou alguma dúvida sobre o processo de classificação da soja? Você já tentou fazer algum blend em seus grãos?

Saiba aproveitar ao máximo os programas de pontos do produtor rural

Programa de pontos do produtor rural: entenda como ele beneficia fazendas e a indústria agro

O dinheiro que você investe na lavoura pode voltar para o seu bolso muito antes da venda da produção.

Com um programa de pontos do produtor rural, é fácil reverter a compra de insumos e equipamentos em diversos benefícios.

Quem ainda não participa de alguma plataforma de resgate de pontos está perdendo a chance de obter produtos e serviços sem colocar a mão no bolso.

Quer conhecer os maiores programas do Brasil e descobrir a melhor forma de aproveitá-los na sua fazenda? Continue lendo!

Como funciona o programa de pontos do produtor rural

Pesquisas indicam que o produtor brasileiro se preocupa cada vez menos com a marca dos seus produtos agrícolas.

Neste sentido, o programa de pontos é uma estratégia da indústria para fidelizar seus clientes. Funciona como um incentivo para que o comprador continue adquirindo de fornecedores parceiros.

Cada nota fiscal de compra equivale a moedas digitais que vão sendo acumuladas até que você tenha o suficiente para trocar por um benefício.

Geralmente, basta se cadastrar no site do programa e começar a pontuar, seja a partir de compras online ou offline.

Algumas plataformas aceitam, até mesmo, compras em lojas que não estão relacionadas ao setor agro, como Amazon, Netshoes e Gaston.

Na hora de resgatar os pontos, é possível encontrar produtos e serviços das mais diversas categorias: softwares para o agronegócio, equipamentos de informática, seguro agrícola, cursos, kit de ferramentas, entre outros.

O acesso facilitado a soluções para a propriedade, além de ser economicamente vantajoso, ainda evita que o produtor perca tempo buscando fornecedores.

A melhor forma de aproveitar o programa de pontos

Depois de comprar insumos e equipamentos para a safra, você estará com milhares de pontos acumulados e uma prateleira de soluções na sua frente.

Um novo eletrodoméstico ou passeio com a família podem chamar atenção à primeira vista. Mas que tal contribuir para o crescimento da sua empresa a médio e longo prazos?

Apostando em tecnologia digital, é possível otimizar os processos da fazenda e aumentar a sua produtividade. Como resultado, crescem os ganhos da atividade agrícola.

Considere investir na categoria de software, por exemplo. Um sistema de gestão rural, como o Aegro, une as rotinas do campo e do escritório para facilitar o seu dia a dia.

Fica mais simples de obter informações fundamentais para a sua tomada de decisão, como:

  • Quais defensivos e técnicas de manejo são mais eficientes;
  • Quais máquinas precisam de manutenção e quais devem ser trocadas;
  • Quanto você precisa ter em caixa para manter a operação da propriedade;
  • Quanto você pode estocar de cada insumo para a próxima safra;
  • Qual será a sua rentabilidade, por talhão, no final da safra.

Com decisões embasadas por fatos e dados, você evita desperdiçar dinheiro nas diferentes etapas do processo de produção e alcança maior margem de lucro.

É por isso que trocar os seus pontos por um sistema de gestão é uma forma de multiplicar o seu dinheiro.

Conheça o aplicativo Aegro para gestão de fazendas

Conheça os maiores programas de pontos do Brasil

Agora que você já entendeu a dinâmica e as vantagens de um programa de pontos do produtor rural, vamos conhecer os principais programas existentes no Brasil.

Impulso Bayer

Este programa de relacionamento beneficia compradores da Agro Bayer Brasil.

Ao cadastrar suas notas fiscais no Aegro, o cliente acumula pontos em apenas um clique na ferramenta, enviando suas notas direto para a plataforma Orbia.

Com essa pontuação, o usuário ganha estrelas que lhe permitem acessar um pacote crescente de vantagens, como uma consultoria 360 e o plano plus do sistema Climate Fieldview. 

O resgate de produtos e serviços é feito através da plataforma Orbia, que ainda possui outros parceiros além da Bayer.

Se você não conhece a Orbia, talvez já tenha ouvido falar na Rede AgroServices. Foi assim que a plataforma nasceu há 10 anos, no seu primeiro formato.

Hoje mais de 160 mil produtores rurais participam da plataforma, que também oferece a compra de insumos e a venda de commodities.

Vale destacar que o Aegro é um dos produtos mais resgatados na Orbia, podendo ser adquirido a partir de 65.100 pontos.

Você também pode resgatar soluções integradas ao Aegro, como:

página da plataforma Orbia do Impulso Bayer com o resgate de pontos para assinar o software de gestão Aegro

Resgate o software de gestão Aegro com os seus pontos Bayer

Agrega BASF

Para pontuar no programa de relacionamento da BASF, o produtor precisa adquirir produtos agroquímicos na rede de distribuidores parceiros.

Cada R$ 1 em produtos equivale a 1 ponto na plataforma. A pontuação é liberada automaticamente em 35 dias e tem validade de 24 meses a partir da data de compra.

Você consegue conferir o catálogo de serviços e soluções disponíveis após a inscrição no site Agrega. Além dos prêmios, o programa dá acesso a campanhas exclusivas e inovações digitais da BASF.

É possível adquirir o Aegro a partir de 205.979 pontos BASF. Os adicionais de MIP, Aegro Imagens e Livro Caixa Digital também estão disponíveis na plataforma.

AGREGA - Novo Programa de Relacionamento da BASF

Acessa Agro

A plataforma de benefícios da Syngenta oferece ferramentas de agricultura digital, serviços técnicos, programas educacionais, viagens de relacionamento, entre outros.

Você pode se cadastrar no programa pelo site ou aplicativo. Em seguida, é só comprar produtos Syngenta para acumular pontos.

O software Aegro e suas soluções adicionais para manejo de pragas, mapas NDVI e livro caixa digital podem ser resgatados na Acessa Agro.

Seedz

Diferentemente das opções anteriores, a empresa Seedz desenvolveu um programa de fidelidade independente que possui múltiplos parceiros.

Os pontos podem ser revertidos na aquisição de máquinas, insumos, cursos e até mesmo pagamento de contas de luz.

Qualquer produtor pode se cadastrar pelo CPF ou CNPJ. Na plataforma Seedz, você tem uma carteira digital que acumula moedas automaticamente mediante compras em fornecedores conveniados.

Conclusão

Em suma, mostramos que o programa de pontos do produtor rural traz vantagens tanto para a indústria quanto para os agricultores.

Portanto, vale a pena se atentar às plataformas existentes e realizar suas compras em fornecedores conveniados.

Também explicamos neste artigo que trocar pontos pela assinatura de um software de gestão é uma forma de profissionalizar as rotinas da fazenda para alavancar o lucro a médio e longo prazo.