About Rodolfo Fagundes Costa

Sou engenheiro agrônomo pela Universidade Federal de Viçosa. Atualmente estou cursando o mestrado em Solos e Nutrição de Plantas pela ESALQ/USP.

Cálculo de adubação para soja

Cálculo de adubação para soja: As principais recomendações para nitrogênio, fósforo e potássio que vão aumentar sua produtividade. 

A fertilidade do solo é um dos fatores mais importantes para a produção de grãos.

Em solos tropicais, como os do Brasil, é fundamental que se faça uso de fertilizantes para que sejam alcançadas altas produtividades no cultivo de soja.

Por isso, um bom manejo da adubação, além de aumentar a produtividade, pode promover a economia deste insumo. Os fertilizantes consomem uma grande porção dos recursos investidos na lavoura!

Confira o passo a passo do cálculo de adubação para soja:

Cálculo de adubação NPK para soja em solos do Cerrado e do Rio Grande do Sul

Nitrogênio

A soja é uma planta leguminosa e que tem, portanto, capacidade de se associar a bactérias que realizam a fixação biológica de nitrogênio (FBN).

Por isso, não é necessário fazer a adubação com N para a cultura da soja.

Alguns autores recomendam que caso seja aplicado N, a dose não deve exceder 20 kg/ha.

O excesso de N pode inibir a nodulação e consequentemente a FBN.

Segundo o pesquisador da Embrapa Trigo, José Pereira da Silva Junior, o uso do inoculante pode aportar mais de 300 kg/ha de N.

O inoculante possui um custo de até 95% menor em comparação ao fertilizante nitrogenado.

Formação de nódulos da bactéria fixadora

Formação de nódulos da bactéria fixadora de nitrogênio Bradyrhizobium japonicum em raízes de soja 
(Fonte: Koppert)

Adubação com Fósforo e Potássio 

A recomendação de adubação fosfatada e potássica é feita em função da exigência da cultura, da textura do solo e da disponibilidades de nutrientes nos solos. 

Como estes fatores possuem particularidades regionais, é importante aprendermos a interpretar os teores de P e K no solo conforme a recomendação de cada região.

Além disso, a forma de aplicação, se em área total (adubação corretiva) ou no sulco de plantio (adubação de manutenção) é muito importante na definição da dosagem. 

Recomendação para solos do Cerrado

Para os solos da região do Cerrado, o manejo da adubação de soja com P e K é recomendado conforme a disponibilidade destes nutrientes no solo. 

Para P, a interpretação dos teores é feita com base no teor de argila como na tabela abaixo.

Classes de interpretação de fósforo para solos de Cerrados

Classes de interpretação da disponibilidade de fósforo para solos de Cerrados, de acordo com os teores de argila
(Fonte: Embrapa (2007))

Quando a disponibilidade de P nos solos for classificada como baixa e muito baixa, deve ser feita a correção do grau de fertilidade do solo.

Essa correção pode ser feita aplicando fontes de P em área total ou de forma gradual, ou seja, no sulco de semeadura

Nestas condições a mesma é feita com base na tabela abaixo.

Embrapa - adubação fosfatada solos de Cerrados

Indicação de adubação fosfatada corretiva e adubação fosfatada corretiva gradual para solos de Cerrados, de acordo com a classe de disponibilidade de P e os teores de argila
(Fonte: Embrapa (2007))

Caso a disponibilidade de P no resultado de sua análise de solo esteja nas classes médio ou bom, recomenda-se apenas a adubação de manutenção que é de 20 kg/ha de P2O5 por tonelada de soja a ser produzida. 

A adubação potássica corretiva é feita quando o teor de argila é maior que 20%.

A tabela abaixo indica as dosagens de K que devem ser aplicadas com base nos teores de K disponíveis no solo.

cálculo de adubação para soja

Indicação de adubação corretiva de potássio para solos de Cerrados com teores de argila maiores que 200 g kg-1, de acordo com a classe de disponibilidade de K
(Fonte: Embrapa (2007))

E no momento da semeadura da soja, deve-se aplicar 20 kg de K2O por tonelada de soja que se espera produzir. 

Doses acima de 50 kg/ha devem ser fracionadas.

Se este for o caso da sua lavoura, ⅓ da dose deve ser aplicado na semeadura e ⅔  da dose em cobertura (de 30 a 40 dias após a semeadura).

Recomendação para solos do Rio Grande do Sul

No Rio Grande do Sul, a recomendação de adubação com P e K para soja é feita com base no Manual de Adubação e de Calagem para os estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Neste caso, vamos interpretar uma análise de solo e fazer recomendação de adubação para a soja. 

Abaixo, temos os resultados da análise de solo de 5 glebas diferentes.

Análise de solo de cinco glebas de uma lavoura

Resultados da análise de solo de cinco glebas de uma lavoura
(Fonte: Manual de adubação)

Vamos tomar a gleba 1 como exemplo para interpretarmos os teores de P e K no solo.

Para P, a classificação é feita conforme o teor de argila como pode ser visto na tabela a seguir.

Interpretação do teor de fósforo no solo

Interpretação do teor de fósforo no solo extraído pelo método Mehlich-1, conforme o teor de argila e para solos alagados
(Fonte: Manual de adubação)

Como o solo da gleba 1 possui 65% de argila, o mesmo se encaixa na classe 1.

Este mesmo solo possui um teor de 2,0 mg/dm3 de P, considerado um teor de P muito baixo.

Já para K, a interpretação do teor no solo é feita com base no resultado da CTC do solo a pH 7,0.

erpretação do teor de potássio

Interpretação do teor de potássio conforme as classes de CTC do solo a pH 7,0
(Fonte: Manual de adubação)

A CTCpH7,0 do solo da gleba 1 foi de 14,2 cmolc/dm3.

Portanto, este solo se encaixa na classe com CTCpH7,0 entre 5,1 e 15,0 cmolc/dm3.

O teor de K foi de 65 mg/dm3, sendo classificado como alto.

Agora que já sabemos como interpretar os teores de P e K em uma análise de solo, vamos aprender qual quantidade recomendada por ha.

Recomendação de P e K por hectare

A produtividade média da soja no estado do Rio Grande do Sul é de aproximadamente 3 t/ha.

Usaremos então esta produtividade média para fazer a recomendação para uma lavoura de soja no primeiro cultivo.

Neste caso, geralmente a rotação é feita com milho ou trigo no segundo cultivo.

A tabela a seguir mostra a recomendação de P e K em P2O5 e K2O, respectivamente:

Fósforo e Potássio por cultivo

Fósforo e Potássio por cultivo
(Fonte: Manual de adubação)

Como a soja é o primeiro cultivo e o teor foi classificado como muito baixo, a recomendação é de 110 kg/ha de P2O5.

É importante lembrar que este valor é para uma produtividade de 2 t/ha de soja.

Para uma produtividade maior que 2 t/ha, deve ser acrescido 15 kg de P2O5 por tonelada.

Portanto, a recomendação final é de 125 kg/ha de P2O5.

A mesma lógica é aplicada para definir quanto de K deve ser aplicado.

O teor no solo foi classificado como alto e portanto a recomendação é de que seja aplicado 45 kg/ha de K2O mais 25 kg/ha por tonelada extra.

A recomendação para K é de que seja aplicado 70 kg/ha de K2O.

Lembramos que a aplicação de K no momento do plantio não deve exceder 50 kg/ha de K2O.

Nestas condições, deve-se optar pelo parcelamento da dose.

Formulação do fertilizante para plantio

A quantidade de fertilizantes recomendada para plantio da cultura da soja no solo da gleba 1 foi de 125 kg/ha de P2O5 e 50 kg/ha de K2O.

Mas como saber a formulação do adubo que devo aplicar e a quantidade?

Você deve dividir a dose recomendada pelo nutriente em menor quantidade para determinar a proporção entre eles.

cálculo de adubação para soja

Dessa maneira, uma formulação adequada deve obedecer esta relação de 2,5/1,0.

Uma formulação NPK comercial facilmente recomendada neste caso é a 0 – 25 – 10.

Esses valores são expressos em porcentagem.

Então, em 100 kg do formulado, temos 25 kg de P2O5 e 10 kg de K2O.

Pela legislação brasileira, o somatório do teor dos nutrientes nas formulações deve ficar no intervalo de 24 a 54%:

Neste caso 25 + 10 = 35.

Ou seja, esta formulação atende a legislação.

Devem ser aplicados 500 kg/ha da formulação para atender a exportação de P e K pela cultura da soja.

>> Leia mais: Cuidados que você deve ter para evitar deficiência de potássio na Soja

Cálculo de adubação para soja: Fatores que afetam a produtividade de grãos

O Brasil é um dos maiores produtores de soja do mundo, disputando com os Estados Unidos, a cada ano, a liderança no ranking mundial.

Segundo levantamento do Departamento de Agricultura dos EUA de novembro de 2019, o Brasil tem uma estimativa de produção de 123 milhões de toneladas na safra 19/20.

Pesquisadores da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, elencaram seis fatores como sendo os mais importantes na definição da produtividade de soja:

  • Clima;
  • Fertilidade do solo;
  • Genótipo/variedade;
  • Proteção foliar (aplicação de fungicidas e inseticidas);
  • Tratamento de sementes;
  • Espaçamento de plantio.

Assim, para obter uma boa produtividade, todos esses fatores devem ser otimizados.

Para isso, o produtor deve fazer um bom planejamento antes do plantio da soja. Tudo isso passa pela correção do solo, escolha do espaçamento e da cultivar adequada, entre outros fatores.

A importância do manejo adequado da adubação na soja

Depois do clima, a fertilidade do solo é o fator mais limitante para a produção de soja.

Um bom manejo da adubação é muito importante não só para alcançar altas produtividades como para reduzir custos de produção.

Os fertilizantes compõem em média 27,82% dos custos de produção da soja no Brasil.

O gráfico abaixo mostra a participação percentual média dos principais itens que compõem os custos operacionais de soja, entre os anos-safra 2007/08 e 2015/16.

custos operacionais de soja

(Fonte: Conab)

Cálculo de adubação para soja: Análise e correção do solo

O cálculo da adubação para soja deve ser feito com base no resultado das análises química e física do solo.

É importante também realizar uma boa correção do solo para melhorar o aproveitamento dos fertilizantes aplicados.

A calagem fornece Ca e Mg para a cultura da soja e aumenta a disponibilidade de outros nutrientes, como o fósforo (P) por elevar o pH e neutralizar o alumínio trocável (Al3+).

A gessagem é uma opção interessante em áreas em que os efeitos da calagem são limitados às camadas mais superficiais, em especial solos argilosos.

Apesar de não corrigir o pH, o gesso agrícola fornece Ca e S e reduz o Al3+ em profundidade, aumentando o crescimento radicular.

planejamento de safra de soja Aegro

Conclusão

Os custos com a aplicação de fertilizantes na lavoura são muito elevados. Por isso, um bom manejo da adubação pode promover grande economia de recursos.

A soja é capaz de se associar a bactérias fixadoras de N atmosférico e, a aplicação de N em formas minerais, inibe a formação de nódulos nas raízes.

A adubação com P e K pode ser facilmente calculada após a interpretação do teor dos nutrientes no solo.

Vimos neste artigo que o P deve ser preferencialmente aplicado na semeadura.

E o parcelamento da adubação potássica em soja pode ser necessário quando as recomendações de K forem maiores que 50 kg/ha. 

Com estas informações, espero que você possa fazer o melhor manejo de adubação na sua lavoura de soja.

>> Leia mais: 

Tipos de adubos químicos na cultura da soja

Manejo do zinco na soja: Como utilizá-lo para potencializar sua produção

Como cobalto e molibdênio na soja podem elevar sua produtividade

Restou alguma dúvida sobre o cálculo de adubação para soja? Adoraria ler seu comentário!

Como fazer o cálculo de gessagem: métodos recomendados e as novas pesquisas

Cálculo de gessagem: Quais são as doses recomendadas em cada situação e métodos novos para essas orientações.

A gessagem é uma ferramenta muito importante e você sabe disso.

No entanto, é preciso cuidado para evitar que haja perda ou desequilíbrio de nutrientes.

Então, como acertar na quantidade de gesso necessária em cada área? Como fazer o cálculo de gessagem para culturas como soja e milho?

Veja a seguir o passo a passo nos métodos tradicionais e uma nova fórmula de necessidade de gesso que pode te ajudar na sua área. Confira!

O que é gessagem e seu efeitos no manejo do solo

As raízes de plantas que conseguem apenas explorar um volume reduzido de solo fica mais sujeita aos efeitos da seca, provocada por veranicos frequentes na região do cerrado.

Para resolver essas situações, a gessagem vem sendo relacionada com a melhoria do ambiente químico em subsuperfície (abaixo de 20 cm de solo).

Os efeitos dessa prática são acentuados quando em conjunto com a calagem.

gessagem agrícola
(Fonte: Nutrisafra)

Entenda a gessagem

A gessagem é simplesmente a prática da aplicação de gesso para correção do solo

O gesso (CaSO4 • 2 H2O) pode ter origem da mineração da rocha gipsita ou ser subproduto da produção de fertilizantes fosfatados, comumente conhecido como gesso agrícola ou fosfogesso

O gesso agrícola contém entre 26% e 28% de Ca e em torno de 15% de gesso, além de pequenas quantidades de P2O5 e flúor.

gesso agrícola
(Fonte: Solloagro)

Efeitos da gessagem no solo

No solo, o gesso sofre dissociação conforme a fórmula abaixo:

cálculo de gessagem

(Fonte: Adaptado de Vitti, disponível em Solloagro)

Essa reação abastece a solução do solo com cálcio e sulfato, que servem como nutrientes para as plantas. 

O cálcio tem participação na formação da parede celular, o que garante a estrutura às plantas.

Já o enxofre é absorvido pelas plantas na forma de sulfato e participa da formação de aminoácidos e proteínas nos vegetais. 

A forte atração entre o cálcio e o sulfato presentes na solução faz com que em torno de 70% do gesso fique na forma de sulfato de cálcio com carga zero, facilmente lixiviado para a subsuperfície. 

O gesso é, portanto, capaz de fornecer cálcio e enxofre na forma de sulfato também em maiores profundidades. 

Outro efeito da gessagem é a diminuição da saturação de Al pela formação do par iônico AlSO4+, que não é tóxico para as plantas e passível de lixiviação para fora da região explorada pelas raízes. 

Esta lixiviação ocorre também com outras bases como magnésio e potássio

O gesso agrícola não é um corretivo de acidez do solo como o calcário, ou seja, não modifica o pH do solo.

Entretanto, tem ação direta sobre o aumento da saturação por bases (V%) em profundidade e uma melhor distribuição do sistema radicular das plantas. 

O gráfico abaixo mostra o aumento no V% e uma melhor distribuição das raízes de cana-de-açúcar nos tratamentos que receberam diferentes doses de gesso: 

(Fonte: van Raij, 2011, disponível em IPNI)

Recapitulando, quais são então os benefícios da aplicação de gesso agrícola?

Benefícios da aplicação de gesso agrícola

  • Fornece cálcio e enxofre em profundidade (camadas mais profundas); 
  • Reduz a saturação por alumínio em subsuperfície;
  • Aumenta a saturação por bases (V%) em subsuperfície; 
  • Promove condições para um melhor desenvolvimento e distribuição do sistema radicular em profundidade;
  • Aumenta a absorção de água e nutrientes – nitrogênio (n), cálcio, fósforo, enxofre, etc. 

Como saber se há necessidade de realizar a gessagem?

A necessidade de aplicação de gesso deverá ser baseada nos resultados de análise de solo de amostras coletadas na camada de 20 – 40 cm, e não na camada de 0-20 cm como é comum.

Trabalhos realizados por Souza et al. (1992) e Vitti et al. (2008) elencaram condições químicas dos solos brasileiros em geral em que a aplicação do gesso agrícola poderá ter maior resposta no aumento da produtividade de culturas

Caso o resultado de sua análise de solo apresente uma ou mais condições como as descritas abaixo, a aplicação do gesso agrícola é recomendada:

  • Teor de Ca menor que 0,5 cmolc dm-3
  • Teor de alumínio maior que 0,5 cmolc dm-3
  • Saturação por alumínio (m%) maior que 20%;
  • Saturação por bases (V%) menor que 35%.

Cálculo de gessagem para soja e milho

Há na literatura várias formas fórmulas para calcular a necessidade de gessagem para culturas anuais, como soja e milho

Veja duas das mais utilizadas:

1) Em função da textura do solo (Sousa e Lobato, 2004)

2) Visando aumento da saturação por bases (V%) em subsuperfície (Demattê, 1986; Vitti et al., 2008):

Cálculo de gessagem: Nova fórmula de necessidade de gesso 

A ciência está constantemente desenvolvendo novas tecnologias e formas de manejo para aumentar o rendimento das culturas, diminuindo custos produtivos.

Métodos como o de cálculo de gessagem baseado no teor de argila desconsidera fatores associados à natureza da argila do solo. 

Além disso, muitos métodos não levam em consideração as dosagens de gesso que proporcionam maior produtividade economicamente viável.

Os autores Caires e Guimarães (2018) utilizaram técnicas de mineração de dados de experimentos de campo com aplicação de diferentes doses de gesso para propor uma nova metodologia de cálculo de gessagem. 

Os experimentos consideraram latossolos sob sistema de plantio direto (superfície coberta) na região Sul do Brasil. Foram analisadas áreas com cultivo de milho, soja, trigo e cevada.

Os resultados demonstram que as melhores produtividades para estas culturas foram atingidas quando a saturação de cálcio na capacidade de troca catiônica efetiva (CTCef) da camada de 20 – 40 cm foi em torno de 60%. 

Isso mostra a importância do cálcio em subsuperfície para estimular o crescimento radicular e uma maior produtividade. 

Os autores do estudo propuseram então uma nova fórmula baseada elevação da saturação por cálcio para 60% da CTCef da camada de 20 – 40 cm.

Recomenda-se o método quando a saturação por cálcio nesta camada for inferior a 54%.

Nova fórmula para cálculo de gessagem

Este novo método de cálculo de gessagem trouxe resultados diferentes do apresentado por outros métodos. 

Tomemos como exemplo um solo de cerrado na região de Jaguariaíva, no Paraná, com os seguintes resultados de análise de solo: 

(Fonte: Gape)

Este solo atende aos requisitos para receber a aplicação de gesso: teor de cálcio é de 0,2 cmolc dm-3 e a saturação por alumínio (m) é maior que 20%.

Utilizando a fórmula baseada no teor de argila (%), a dose recomendada é de 0,85 t/ha de gesso.

Enquanto que com a fórmula proposta por Caires e Guimarães (2018) seria de 6,0 t/ha. 

Dosagens mais elevadas de gesso foram associadas com aumento na produtividade de milho e soja. 

cálculo de gessagem

(Fonte: Gape)

Efeitos de altas dosagens 

A função natural do gesso é de agir como um condicionador de solo, transportando bases para a subsuperfície.

A lixiviação de K e Mg foi reportada em diversos trabalhos. 

E a aplicação de altas dosagens de gesso agrícola em cafezais mostrou-se prejudicial à cultura pelo desequilíbrio de nutrientes no solo. 

Os autores Caires e Guimarães recomendam a aplicação de gesso agrícola somente em solos com alto teor de Mg nas camadas superficiais. 

A combinação do gesso agrícola com a aplicação de calcário dolomítico tem demonstrado ser uma solução viável para os latossolos com teor elevado de alumínio.

Conclusão

A gessagem é uma importante ferramenta para aumentar a produtividade da lavoura, porém deve ser feita de maneira criteriosa para evitar a lixiviação excessiva de nutrientes. 

Neste artigo, mostramos os tipos de gesso disponíveis e abordamos um pouco sobre os efeitos da aplicação de gesso agrícola nas propriedades químicas do solo. 

Também mostramos quando é necessário fazer e a diferença entre alguns métodos de recomendação de cálculo de gessagem.

Apresentamos também um novo método, baseado da elevação da saturação por Ca para 60% da CTC efetiva da camada de 20-40 cm. 

Espero que você possa aproveitar essas informações e calcular a aplicação ideal para sua propriedade.

Restou alguma dúvida sobre como fazer o cálculo de gessagem em sua área? Tem alguma dica? Deixe seu comentário!