About Maurício Albertoni Scariot

Sou engenheiro-agrônomo e mestre em Ciência e Tecnologia Ambiental pela UFFS, campus Erechim/RS. Doutor em Fitotecnia pela UFRGS.

O que é e por que adotar o sistema de combinação de híbridos?

Sistema de combinação de híbridos: saiba em que consiste, por que utilizá-lo e quais as suas vantagens 

Os híbridos são materiais que apresentam elevado potencial produtivo. 

No entanto, fatores como o clima são determinantes para que a sua máxima produtividade seja alcançada.  

O uso combinado de híbridos, com diferentes características, pode ser uma alternativa interessante para diluir os riscos e manter a produção da sua lavoura.

A seguir, conheça mais sobre este sistema e por que é interessante adotá-lo na sua lavoura.

O que são híbridos?

Os híbridos são obtidos pelo cruzamento de duas variedades puras e geneticamente distintas. Cada híbrido apresenta características de interesse agronômico diferentes.

A obtenção dos híbridos pode ser realizada de diferentes formas. Além disso, eles podem ser de tipos diferentes: simples, duplos, triplos, dentre outros. 

Esse tipo de cruzamento tem como objetivo obter uma nova variedade. Ela deve reunir características de interesse agronômico presentes em seus genitores, ou “pais”.

Dentre as características de interesse está, principalmente, a produtividade. O ciclo produtivo e a resistência a pragas, doenças e estresses ambientais, como a seca, também são visados.

Cada híbrido apresenta características genéticas distintas quanto ao seu potencial produtivo, precocidade e defensividade.

Veja o que cada uma dessas características significa:

  • Potencial produtivo: é definido como o potencial máximo de produtividade que um híbrido apresenta em condições ideais de ambiente e manejo.
  • Precocidade: está relacionada ao período de tempo, desde a semeadura até a maturidade fisiológica dos grãos. Híbridos mais precoces apresentam ciclo produtivo mais curto. Híbridos mais tardios apresentam ciclo produtivo mais longo.
  • Defensividade: diz respeito à capacidade do híbrido em tolerar condições adversas, como estresses ambientais, além do ataque de pragas e doenças. 

O que é o sistema de combinação de híbridos?

O sistema de combinação de híbridos é o uso combinado e proporcional das características de potencial produtivo, precocidade e defensividade presentes em cada híbrido.

Este sistema tem o objetivo de diluir os riscos decorrentes de fatores limitantes das altas produtividades. Ele proporciona maior produtividade, estabilidade e segurança para a lavoura.

Para que a escolha dos híbridos e as combinações sejam realizadas de forma adequada, é importante que você conheça o histórico da sua lavoura e o clima da região.

Por que usar o sistema de combinação de híbridos?

A produtividade de um híbrido é definida pela soma de três fatores: genética, manejo e ambiente.

Desses fatores, em apenas dois você pode intervir: 

  • a genética, escolhendo materiais com elevado potencial produtivo; 
  • e o manejo, adotando formas de manejo adequadas.

O efeito do ambiente não pode ser manipulado. Por isso, é o principal fator de risco para a lavoura. A aposta no sistema de combinação de híbridos pode ser uma saída interessante, pois:

  • é difícil prever todas as condições ambientais que irão ocorrer na safra; 
  • é difícil saber quais doenças ocorrerão, sua intensidade e em qual momento aparecerão;
  • o potencial produtivo de um híbrido depende da sua interação com o ambiente;
  • não existem híbridos perfeitos, que se adaptem às diferentes condições ambientais que podem ocorrer na safra.

O uso do sistema reduz os riscos, principalmente aqueles envolvidos com as condições ambientais. Isso porque adota a combinação de híbridos com diferentes características agronômicas.

O sistema de combinação de híbridos pode ser empregado na safra e na safrinha. Além disso, pode ser usado em diferentes culturas, como o milho, para grãos e silagem, e o sorgo

Veja exemplos de situações em que o uso do sistema de combinação de híbridos pode ser interessante.

Estresse hídrico

O estresse hídrico, provocado pela falta ou baixos volumes de chuva, é um fator limitante para o potencial de produtividade das culturas.

Para o milho, por exemplo, o período crítico para falta de água é em torno de 15 dias antes e até 15 dias após o florescimento.

Nesse caso, o uso do sistema de combinação de híbridos pode auxiliar no manejo do risco de perdas em função da falta de chuva.

A utilização de diferentes híbridos, com ciclos produtivos distintos, é uma alternativa interessante. Assim, nem toda a produção será comprometida.

Caso haja falta de chuvas durante o período crítico de um dos híbridos semeados, o outro, com ciclo diferente, poderá escapar.

Para uma lavoura semeada em setembro, com período de falta de chuvas em novembro, os híbridos mais precoces sofreriam mais com a falta de chuvas. Os mais tardios teriam escapado.

Em outra situação hipotética, com falta de chuvas em dezembro, os híbridos mais precoces escapariam do estresse. Os tardios sofreriam com o estresse.

tabela com exemplo de combinação de diferentes híbridos de milhos na safra verão, visando a reduzir o risco de perdas pelo estresse hídrico

Exemplo de combinação de diferentes híbridos de milhos, visando a reduzir o risco de perdas pelo estresse hídrico
(Fonte: Pioneer)

Colheita

A colheita é outro fator que pode ser melhor manejado com o uso do sistema de combinação de híbridos.

Ao utilizar híbridos com características e ciclos produtivos diferentes, você poderá escalonar a colheita.

O escalonamento da colheita é importante. Se toda a lavoura estiver apta a ser colhida e você não tiver estrutura suficiente para realizá-la, podem ocorrer atrasos.

O atraso na colheita ocasiona perdas de peso e de qualidade aos grãos. Isso porque eles ficam suscetíveis às condições climáticas, como chuvas e altas temperaturas, o que acelera a deterioração.

Portanto, combinando híbridos com diferentes características, você poderá realizar a colheita de forma mais organizada e com menores perdas por deixar os grãos no campo. 

Vantagens do sistema de combinação de híbridos

As principais vantagens do sistema de combinação de híbridos são:

  • não tem custos;
  • possibilita a redução dos riscos, proporcionando maior segurança e estabilidade à sua produção;
  • diminui riscos ambientais, bem como por pragas e doenças;
  • possibilita o escalonamento da colheita;
  • pode ser usado na safra e na safrinha.
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Conclusão

A expressão do potencial máximo de produtividade de um híbrido depende, dentre outros fatores, da sua interação com o ambiente.

O sistema de combinação de híbridos tem o objetivo de diluir os riscos, visando à manutenção da produção com maior segurança e estabilidade.

Além disso, o uso do sistema possibilita a colheita escalonada da sua produção, evitando perdas pelo atraso.

Se você quer manter a produção e correr menores riscos relacionados ao clima, a combinação de híbridos é uma alternativa muito interessante.

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Uso de Bacillus subtilis no controle de nematoides na soja

Bacillus subtilis no controle de nematoides: veja como utilizar e conheça as vantagens e desvantagens da sua aplicação 

Os nematoides são parasitas presentes no solo. Eles podem causar danos severos à lavoura.

O uso de agentes biológicos, como a aplicação de Bacillus subtilis, é uma ferramenta interessante para o manejo dessas pragas na soja. 

Neste artigo, você saberá mais sobre o Bacillus subtilis e como utilizá-la no manejo de nematoides da sua lavoura.

Nematoides na cultura da soja

Os nematoides são organismos de formato parecido com o de um verme, dificilmente visíveis a olho nu. Eles podem ocasionar danos severos à lavoura quando não controlados.

Por causa de características como formação de estruturas de resistência e por atacarem várias espécies de plantas, são de difícil controle.

Os principais nematoides que atacam a cultura da soja são os formadores de cistos e de galhas.

Os nematoides de cisto (Heterodera glycines) produzem uma estrutura de resistência (cisto). Essa estrutura permite a sobrevivência dos ovos por muito tempo no solo.

Os nematoides das galhas  (Meloidogyne javanica e Meloidogyne incognita) produzem protuberâncias denominadas galhas nas raízes.

Seu ataque na lavoura pode ser identificado pela presença de manchas ou reboleiras, contendo plantas amareladas e com crescimento irregular. 

O manejo é realizado através de técnicas como a rotação de culturas, uso de cultivares resistentes, uso de agrotóxicos e cultivo em áreas livres da praga.

Uma alternativa interessante para o manejo de nematoides na soja é o controle biológico, através do uso de organismos vivos, como bactérias.

O uso de bactérias do gênero Bacillus sp., como Bacillus subtilis, vem sendo empregado com sucesso para o controle desses patógenos

Uso de Bacillus subtilis no controle de nematoides

O Bacillus subtilis é uma bactéria que ocorre naturalmente nos solos, principalmente naqueles bem estruturados e com boa matéria orgânica.

Essa espécie tem a capacidade de colonizar as raízes das plantas, e também pode ser chamada de rizobactéria.

É uma espécie muito estudada para o controle biológico. Ela tem a capacidade de produzir compostos tóxicos aos patógenos, como compostos antimicrobianos e antifúngicos.

Essas substâncias interferem no ciclo reprodutivo da praga, além da indução de resistência na planta.

Outra característica importante desta espécie é sua ação no controle de nematoides.

Sua eficácia já foi verificada em várias culturas agrícolas, como cana-de-açúcar, tomate e soja. 

Na tabela abaixo, você pode observar a redução no número de ovos de nematoides (Meloidogyne spp.) em raízes de plantas de soja após a inoculação das sementes com Bacillus subtilis.

tabela com número de ovos de Meloidogyne spp. em raízes de dois genótipos de soja (BRS 184 e BRS 282), em função do tratamento de sementes com carbofurano e Bacillus subtilis (Alvorada do Sul, PR, 2010)

Número de ovos de Meloidogyne spp. em raízes de dois genótipos de soja (BRS 184 e BRS 282), em função do tratamento de sementes com carbofurano e Bacillus subtilis (Alvorada do Sul, PR, 2010)
(Fonte: Araújo et al.,2012)

Além do controle de patógenos e nematoides, o Bacillus subtilis é uma bactéria promotora de crescimento.

Ao se associar com as raízes das plantas, ela melhora a disponibilidade de nutrientes

Além disso, através de compostos antimicrobianos e fitorreguladores, proporciona melhor sanidade e crescimento à cultura.

Quando e como aplicar o Bacillus subtilis?

Já existem no mercado produtos à base de Bacillus subtilis para aplicação em diversas culturas.

A época e a forma de aplicação dependem do produto usado.

A aplicação pode ser feita em pré-semeadura, como tratamento de sementes ou no sulco de semeadura. 

Também pode ser feita no solo em que será realizado o plantio, no caso de mudas. 

Em pós-semeadura ou plantio, a aplicação pode ser realizada através de pulverizações diretamente sobre as culturas ou no solo.     

Vantagens e desvantagens do uso de Bacillus subtilis no controle de nematoides

Além de vantagens como ação tóxica contra patógenos e nematoides e a promoção de crescimento nas plantas, a aplicação de Bacillus subtilis apresenta outros benefícios, como:

  • baixo custo;
  • fácil aplicação;
  • boa eficiência;
  • baixa toxidez;
  • não deixam resíduos no ambiente;
  • pode ser aplicado em diversas culturas além da soja;
  • não possui período de carência.

 Por outro lado, a utilização desta ferramenta apresenta algumas desvantagens:

  • o ambiente deve ser favorável para o seu desenvolvimento. Sua eficácia depende de fatores como pH, temperatura, aeração e tipo de solo, dentre outros;
  • são necessários maiores cuidados no transporte e armazenamento;
  • pode apresentar incompatibilidade com alguns produtos, principalmente inseticidas e fungicidas utilizados no tratamento de sementes.
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Conclusão

Os nematoides são pragas de difícil controle e que podem ocasionar perdas importantes na lavoura.

O uso de Bacillus subtilis no controle de nematoides pode ser uma excelente ferramenta na soja e em muitas outras culturas.

Além do controle destas pragas, seu uso apresenta inúmeras vantagens: dentre elas a promoção do crescimento das plantas, podendo refletir em maior produtividade.

Por outro lado, por ser um organismo vivo, depende de alguns fatores para que a sua utilização seja eficiente. Também atente-se a eles no momento de realizar o manejo.

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Entenda como a umidade do grão de café pode impactar a qualidade do produto final

Umidade do grão de café: saiba como e quando determiná-la e quais cuidados devem ser tomados durante a secagem para obter um café de qualidade

A qualidade do café é determinante para a comercialização e, consequentemente, para a sua rentabilidade.

A umidade dos grãos é considerada para o processamento e armazenamento do café, e impacta diretamente a qualidade do produto

Você sabe como obter grãos de qualidade? Sabe quais cuidados devem ser tomados durante a secagem? A seguir eu te mostro tudo isso e muito mais!

Por que determinar a umidade dos grãos de café?

A umidade representa a quantidade de água presente nos grãos de café. Assim como para os demais tipos de grãos, a água é responsável pelos processos metabólicos. Então, grãos com maior umidade podem sofrer degradação mais rapidamente, perdendo qualidade.

Além disso, a umidade serve de parâmetro principalmente para as operações de processamento e armazenamento de grãos

Portanto, saber a umidade em que os grãos de café se encontram é importante. Grãos com umidade fora da faixa adequada ou lotes com umidade desuniforme resultarão em um produto de baixa qualidade.

Qual a umidade ideal para o café?

Após a secagem, os grãos de café  devem apresentar umidade entre 10 a 12%. Esse detalhe é importante, pois o teor de umidade correto proporciona acidez equilibrada e aroma agradável ao produto.

Grãos armazenados com elevada umidade branqueiam mais rapidamente, perdendo  o aroma e o sabor.

A presença de maior umidade nos grãos facilita o ataque de fungos, que causam perdas em quantidade e qualidade do produto, além de poderem contaminar os grãos com micotoxinas.

Por outro lado, grãos muitos secos geram perdas, pois diminuem de tamanho e pesam menos, sendo necessária uma maior quantidade para completar a saca. Além disso, grãos muito secos quebram com maior facilidade no beneficiamento.

Também, grãos com baixa umidade aceleram o processo de torra. Isso não é desejável porque pode haver desuniformidade de torra entre o interior e o exterior do grão, promovendo aroma e gosto desagradável ao produto.

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Quando e como determinar a umidade do café?

A umidade dos grãos de café deve ser determinada principalmente durante a secagem, visando a uniformidade. Ao final do processo, todos os grãos devem apresentar umidade similar.

Além do processo de secagem, a umidade deve ser monitorada durante o armazenamento. Mesmo sendo armazenados com baixa umidade (10% a 12%), os grãos podem reabsorver água e ficar suscetíveis à perda de qualidade.

A determinação da umidade pode ser realizada com medidores eletrônicos de forma indireta, baseados na constante dielétrica dos grãos, que varia com a umidade.

Mas atenção, pois o equipamento deve ser calibrado constantemente de acordo com as normas do fabricante. Este detalhe é importante para evitar medições erradas e o comprometimento do produto.

Medidor de umidade portátil para grãos de café
Medidor de umidade portátil para grãos de café
(Fonte: Gehaka)

Outro ponto importante para a medição da umidade, tanto na secagem quanto no armazenamento, é a amostragem. Amostrar corretamente o lote é vital para saber a umidade mais próxima da realidade.

A amostragem deve ser representativa do lote, ou seja, deve ser coletada aleatoriamente, em diferentes pontos e alturas.

Secagem do café

Após a colheita, os grãos de café apresentam elevada umidade (45% e 55%). Portanto, devem ser secos até a umidade ideal para conservação da qualidade.

A secagem do café, de maneira geral, pode ser realizada de duas formas: natural em terreiros ou mecânica. A adoção de cada forma varia conforme a capacidade de investimento de cada propriedade e o tipo de café produzido.

Secagem natural em terreiros

A secagem natural em terreiros é uma das mais adotadas no Brasil, porque apresenta menor custo e maior facilidade de operação. No entanto, depende das condições ambientais para promover a secagem dos grãos e de maior mão-de-obra.

Neste sistema, os grãos são esparramados em terreiros suspensos ou no solo, e revolvidos pelo menos a cada 1 h durante o dia até atingirem a umidade adequada.

Esse processo é dividido em três etapas:

Etapa 1: redução da umidade inicial até os grãos atingirem 30% de umidade (meia-seca);

Etapa 2: redução da umidade de meia-seca até os grãos atingirem entre 18 e 20% de umidade;

Etapa 3: até os grãos atingirem entre 10% e 12% de umidade (secagem final).

Os principais cuidados a serem tomados são:

  • não misturar diferentes lotes de café;
  • promover o esparrame e o revolvimento dos grãos de forma adequada;
  • realizar o enleiramento, visando facilitar a secagem;
  • fazer as leiras no sentido da declividade do terreno, visando facilitar o escoamento da água em caso de chuvas;
  • antes de atingir o ponto de meia-seca (30% de umidade) nunca amontoar os grãos;
  • após atingir o ponto de meia-seca, amontoar os grãos e cobrir com lona ao final do dia.

Secagem mecânica

A secagem mecânica é realizada em secadores mecânicos, com ar aquecido. Esse método é utilizado para realizar a secagem final do produto. Os grãos devem ser pré-secados em terreiros.

Como fonte de energia para o aquecimento podem ser utilizadas lenha e a casca do café. Porém, os grãos não devem ter contato direto com a fumaça, então utilize trocadores de calor.

Secador mecânico rotativo de café  e secagem de café em terreiros
Secador mecânico rotativo de café e secagem de café em terreiros 
(Fonte: Palini Alves e G37)

Os principais cuidados neste método estão relacionados à temperatura e a umidade inicial dos grãos.

A temperatura da massa de grãos nunca deve ser superior a 45 °C, e a temperatura do ar de secagem não deve ultrapassar os 80 °C na entrada do secador. 

Se houver uma porcentagem elevada de frutos verdes no lote, a temperatura da massa de grãos não deverá ser superior a 30 °C, visando a evitar defeitos como o café verde-escuro e preto-verde.

O processo deve ser realizado de forma lenta para haver uniformidade da secagem e a redução dos danos aos grãos. Por este motivo, grãos com umidade muito elevada não devem ser submetidos a este método de secagem.

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Conclusão

Como vimos, a umidade dos grãos de café impacta diretamente na qualidade final do produto.

A umidade ideal para grãos de café é entre 10% e 12%. Grãos com umidade fora desta faixa, para mais ou para menos, não são interessantes para a obtenção de um café de qualidade.

A determinação da umidade dos grãos pode ser realizada em equipamentos eletrônicos. O monitoramento durante a secagem e armazenamento é muito importante para evitar a perda de qualidade.

A secagem dos grãos de café deve ser lenta e gradual até atingir a umidade ideal. Assim, você obterá lotes de grãos com umidade uniforme e de elevada qualidade.

Espero que essas dicas possam te ajudar a entender melhor a importância da umidade dos grãos de café para a qualidade da sua produção!

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“Tudo o que você precisa saber sobre a produção de cafés especiais”

“10 dicas para melhorar a gestão de sua lavoura de café”

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Estratégias para o manejo de grãos ardidos de milho e soja

Grãos ardidos: saiba como fazer a identificação correta e quais cuidados tomar a campo, secagem e armazenagem da sua produção! 

Os grãos ardidos são um dos principais defeitos na classificação de grãos de milho e soja

Eles estão relacionados à contaminação por micotoxinas, o que pode inviabilizar a sua utilização, gerar perda de valor comercial e causar prejuízos na lavoura

Você sabe identificar os grãos ardidos e como diferenciá-los dos demais defeitos? 

Sabe quais manejos adotar para evitar a incidência deste problema na sua produção? Eu conto para você!

Classificação de grãos de milho e soja

A classificação de milho e soja tem o objetivo de caracterizar o lote de grãos para a comercialização.

A classificação do milho é normatizada pela Instrução Normativa 60/2011. Já as regras para a classificação da soja são dadas pela Instrução Normativa 11/2007. 

Dentre os defeitos analisados estão os grãos ardidos, um dos principais problemas porque, além de reduzirem a qualidade do lote, podem estar contaminados com micotoxinas.

O que são grãos ardidos e como identificá-los

Na legislação, o enquadramento dos grãos ardidos de milho e soja é diferente. Portanto, o manejo visando a redução deste defeito também pode ser um pouco diferente. Vejamos:

No caso do milho, são considerados grãos ardidos aqueles “que apresentam escurecimento total, por ação do calor, umidade ou fermentação avançada atingindo a totalidade da massa do grão, sendo também considerados como ardidos, devido à semelhança de aspecto, os grãos totalmente queimados” (IN n.º 60/2011). 

No caso da soja, são considerados ardidos aqueles “grãos ou pedaços de grãos que se apresentam visivelmente fermentados em sua totalidade e com coloração marrom escura acentuada, afetando o cotilédone” (IN n.º 11/2007).

Desta forma, para milho, enquadram-se defeitos que podem ocorrer no campo, na secagem e no armazenamento.

Já para soja, por tratar somente como fermentados, separando os grãos danificados por calor em “queimados”, os cuidados devem ser tomados, principalmente, no campo e no armazenamento.

Outro aspecto importante a ser destacado é que, para o milho, os grãos somente serão considerados ardidos se a sua totalidade estiver fermentada. Caso contrário, serão classificados fermentados.

Diferenças entre grãos de milho ardidos (esquerda) e fermentados (direita)

Diferenças entre grãos de milho ardidos (esquerda) e fermentados (direita)
(Fonte: adaptado de Aiba)

Para a soja, essa diferenciação está relacionada à coloração. Os grãos que sofreram fermentação com alteração da cor dos cotilédones, desde que não seja a definida para ardidos (marrom escuro acentuado), serão considerados fermentados.

Diferenças entre grãos de soja ardidos e fermentados
Diferenças entre grãos de soja ardidos e fermentados
(Fonte: Referencial fotográfico dos defeitos da soja)

Estratégias de manejo para evitar os grãos ardidos em milho e soja

Os principais momentos para o manejo de grãos ardidos em milho e soja são no campo, na secagem (no caso do milho) e no armazenamento

Portanto, vamos ver quais cuidados devem ser tomados em cada uma destas etapas, visando a reduzir a incidência de grãos ardidos na sua produção.

1. Manejo a campo

O manejo a campo deve ser realizado para reduzir a incidência de patógenos que ocasionam doenças nos grãos, principalmente para o milho.

Além disso, deve ser dada atenção à colheita, pois ela deve ser planejada adequadamente

Controle de doenças

O controle de doenças que causam grãos ardidos é importante para o milho devido às podridões de espiga, suas principais causadoras na cultura. Estes cuidados também podem ser tomados em relação à soja.

Os principais agentes causadores de grãos ardidos em milho pertencem às espécies Stenocarpela maydis, Stenocarpela macrospora, Fusarium verticillioides, Fusarium subglutinans e Gibberella zeae (Fusarium graminearum).

três fotos: Podridão rosada da ponta da espiga (Gibberella zeae), podridão branca da espiga (Stenocarpella maydis) e podridão rosada da espiga (Fusarium verticilleoides)

Podridão rosada da ponta da espiga (Gibberella zeae), podridão branca da espiga (Stenocarpella maydis) e podridão rosada da espiga (Fusarium verticilleoides)
(Fonte: adaptado de Embrapa e Pioneer)

O manejo destes patógenos a campo deve ser realizado através de várias estratégias diferentes:

  • escolher híbridos e cultivares resistentes;
  • realizar a rotação de culturas;
  • semear na época e na densidade recomendada;
  • realizar a análise do solo, visando equilíbrio da adubação;
  • realizar a aplicação de fungicidas, tomando cuidado com a escolha do produto e com o momento e a qualidade da aplicação.

Os cuidados com a sanidade da planta devem ser tomados desde a semeadura, partindo do tratamento adequado de sementes

No entanto, o momento mais crítico para a infecção destes patógenos é durante a fase reprodutiva, em que há a formação do pendão e dos estigmas. Aplicações de fungicidas são recomendadas nesta fase. 

Gerenciamento da colheita

O planejamento adequado da colheita pode fazer a diferença na redução de grãos ardidos, principalmente em relação ao momento da sua realização.

O retardo na colheita poderá impactar no percentual de grãos ardidos na sua produção, principalmente se neste período ocorrerem chuvas

A manutenção dos grãos úmidos no campo por muito tempo acelera a perda de qualidade, aumenta o ataque dos patógenos e o percentual de ardidos. 

Recomenda-se a retirada dos grãos da lavoura o quanto antes, os encaminhando diretamente para a secagem.

2. Manejo na secagem

O manejo da secagem deve ser observado principalmente para o milho, já que para essa cultura os grãos danificados pelo calor estão inclusos como ardidos na legislação.

O principal fator a ser manejado deve ser a temperatura do ar de secagem

Temperaturas elevadas podem ocasionar o escurecimento e a queima dos grãos, o que aumenta o percentual de ardidos. Além disso, ocasionam vários danos aos grãos, principalmente físicos, como trincas e fissuras que podem ser porta de entrada para fungos no armazenamento.

A temperatura adequada para a secagem do milho depende da sua finalidade. Para a semente, recomenda-se que a temperatura da massa de grãos não ultrapasse 40°C. 

Já para consumo humano, não deve ultrapassar 55°C. Para ração, a temperatura deve ser no máximo 82°C.

E para secagem com ar natural em silo-secador, os cuidados devem ser quanto à demora no processo. Quanto mais tempo os grãos permanecerem úmidos, maior a probabilidade de sofrerem fermentação. Essa recomendação serve também para soja.

A secagem com ar natural só deve ser realizada em grãos com teor de água inicial de no máximo 20% e em locais que possibilitem condições de umidade relativa adequadas para este tipo de secagem.

3. Manejo no armazenamento

Os grãos devem ser armazenados limpos, frios e secos, visando a redução da degradação e a proliferação de fungos. 

Os principais fatores a serem observados são a temperatura e o teor de água da massa de grãos.

O teor de água indicado para o armazenamento de milho é no máximo 14%. Para ter mais segurança, opte por secar mais, até no máximo 13%. 

Para a soja, devido ao maior percentual de óleo, recomenda-se teores de água mais baixos no armazenamento, em torno de 11% a 12%.

A temperatura de armazenamento recomendada deve ser a mais baixa possível: em torno de 15°C. Para isso, o silo deve estar equipado com sistema de aeração.

Estes manejos visam a reduzir a proliferação de fungos, principalmente os mofos e bolores (Penicillium spp. e Aspergillus spp.). Eles são os principais responsáveis pelo aparecimento de grãos ardidos no armazenamento e, também, os principais produtores de micotoxinas em grãos.

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Conclusão

Como vimos, os grãos ardidos são um dos principais problemas na classificação de soja e milho.

O manejo para evitar ou reduzir o percentual deles nestas culturas deve ser realizado a campo, na secagem e no armazenamento.

No campo, os cuidados devem acontecer para evitar as doenças que atacam os grãos, principalmente para o milho. Além disso, a colheita deve ser planejada, visando a retirada dos grãos do campo o quanto antes possível.

Na secagem, o cuidado deve ser com a temperatura, que não pode ser elevada demais. 

Já no armazenamento, os grãos devem ser conservados limpos, frios e secos para evitar a deterioração e a contaminação por fungos.

Espero que essas informações te ajudem a realizar o manejo adequado desses grãos e, assim, você consiga evitar futuros problemas.

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Como garantir a qualidade durante os processos de secagem e armazenamento de trigo

Armazenamento de trigo: confira os principais manejos que você deve adotar na pós-colheita para evitar as perdas e a desvalorização dos grãos.

O cuidado na pós-colheita do trigo é fundamental para garantir a manutenção da qualidade dos grãos e evitar perdas no seu preço de venda.

Mas você sabe quais fatores devem ser observados durante a secagem do trigo e como manejá-los? 

Sabe quais manejos devem ser adotados na armazenagem do trigo para minimizar as perdas e evitar pragas? 

Sabe quais são os principais contaminantes do trigo na pós-colheita e como monitorá-los?

Confira essas e outras recomendações a seguir!

A pós-colheita do trigo

A pós-colheita do trigo compreende a limpeza, a secagem e o armazenamento dos grãos.

A limpeza geralmente não ocasiona danos à qualidade dos grãos de trigo, pelo contrário, pode melhorar a qualidade do lote pela retirada das sujidades e de grãos chochos e quebrados.

Já na secagem e no armazenamento, os grãos de trigo podem sofrer danos se não forem adotados os manejos corretos.

Portanto, como você verá a seguir, cuidados devem ser tomados para que a qualidade dos grãos seja mantida nas operações após a colheita do trigo.

Secagem de trigo

Antes da secagem, os grãos devem passar pela pré-limpeza realizada por uma máquina de ar e peneiras. O objetivo é retirar restos culturais e materiais estranhos como pedras, terra, etc., da massa de grãos.

Essa limpeza facilita a secagem e permite o armazenamento com melhor qualidade.

A secagem dos grãos de trigo serve para reduzir o teor de água, permitindo o armazenamento seguro por maior tempo. 

Esse processo pode ser realizado com ar aquecido ou com ar natural (sem aquecimento). Vou explicar cada um deles a seguir.

Secagem com ar aquecido

O principal aspecto relacionado à secagem de grãos de trigo com ar aquecido é a temperatura do ar de secagem, que vai depender do tipo de secador (estacionário ou intermitente) e do teor de água inicial dos grãos.

Para que a qualidade tecnológica dos grãos de trigo não seja prejudicada, a temperatura da massa de grãos não deve ultrapassar 60 ℃. 

Na secagem estacionária, pelo fato de ser realizada em camadas fixas, pode haver super secagem e aquecimento excessivo da camada inferior. Portanto, é recomendada a utilização de temperaturas mais baixas (45 ℃ a 50 ℃). 

Já em secadores intermitentes, em que os grãos não permanecem o tempo todo em contato com o ar aquecido, a temperaturas deve ficar em torno de 70 ℃.

Quanto ao teor de água inicial, é recomendado que grãos com teor mais elevado (em torno de 20%) sejam secos com temperaturas mais baixas. 

Por outro lado, grãos com teor de água mais baixo (em torno de 15%) podem ser submetidos a temperaturas mais próximas da máxima indicada.

Essa recomendação é importante, visto que a retirada de água dos grãos de forma muito abrupta pode ocasionar fissuras e quebras. Isso reduz a qualidade, o potencial de conservação e o valor comercial dos grãos.

Secagem com ar natural

A secagem com ar natural é realizada em secadores estacionários ou em silos-secadores, sem o aquecimento do ar.

Neste tipo de secagem, os principais parâmetros a serem observados são:

  • temperatura e umidade relativa do ar;
  • teor de água da massa de grãos.

A secagem com ar natural é mais barata e os danos pela temperatura do ar de secagem são inexistentes. 

Por outro lado, é mais demorada e, dependendo das condições do ar e do teor de água inicial dos grãos, o produto pode demorar demais para secar e, consequentemente, sofrer deterioração.

Sendo assim, para regiões com histórico de altas umidades relativas do ar, não é indicado realizar este tipo de secagem. 

Já em regiões de clima mais seco, a secagem com ar natural funciona muito bem.

Principais cuidados no armazenamento de trigo

Os principais fatores que precisam ser observados durante o armazenamento de trigo são o teor de água e a temperatura da massa de grãos.

Grãos armazenados com elevado teor de água e em alta temperatura aumentam suas taxas respiratórias e se deterioram com maior velocidade.

Desta forma, os grãos devem ser armazenados secos (teor de água inferior a 13%) e em temperaturas da massa de grãos baixas (em torno de 18 ℃). 

O monitoramento do teor de água dos grãos pode ser realizado por amostragens sistemáticas. 

Já a temperatura da massa de grãos pode ser monitorada com o auxílio de termopares, que são sensores instalados em meio aos grãos e fazem a medição da temperatura em tempo real.

Sistema de monitoramento da temperatura da massa de grãos por termopares

Sistema de monitoramento da temperatura da massa de grãos por termopares
(Fonte: Fockink)

É importante que os silos destinados à armazenagem de grãos de trigo a granel sejam equipados com ventiladores, visando a aeração.

A aeração proporciona a uniformização da temperatura e do teor de água dos grãos, além de promover a renovação do ar intergranular.

Para realizar a aeração dos grãos, são necessários cuidados quanto às condições de temperatura e umidade relativa do ar.

Pragas do armazenamento de trigo

Durante o armazenamento, os grãos de trigo podem ser atacados por pragas, principalmente fungos e insetos, denominadas pragas de armazenagem.

Estas pragas podem ocasionar perdas significativas. Por isso, é importante conhecê-las, monitorá-las e controlá-las.

Fungos

Os fungos encontrados em grãos de trigo no armazenamento são principalmente a giberela (Fusarium graminearum), os mofos e bolores (Aspergillus spp. e Penicillium spp).

fotos de quatro grãos de trigo contaminados pela giberela (Fusarium graminearum) em estágios diferentes

Grãos de trigo contaminados pela giberela (Fusarium graminearum)
(Fonte: O Presente Rural)

Os fungos de armazenamento são os principais produtores de micotoxinas, que são toxinas produzidas pelo seu metabolismo secundário e que podem causar doenças e a morte de humanos e animais.

O controle de fungos deve ser realizado de forma preventiva. Portanto, recomenda-se que os grãos de trigo sejam armazenados com baixos teores de água (<13%) e a baixas temperaturas (em torno de 18%). 

Além disso, o processo de limpeza e higienização das estruturas de armazenagem e dos grãos antes de serem estocados é indispensável, pois restos culturais e sujeiras podem ser fonte de inóculo para os fungos.

Insetos

As principais espécies de pragas de grãos de trigo no armazenamento são o besourinho dos cereais (Rhyzopertha dominica) e o gorgulho (Sitophilus sp.).

duas fotos de grãos de trigo atacados por insetos de R. dominica e Sitophilus sp.

Grãos de trigo atacados por insetos de R. dominica e Sitophilus sp.
(Fonte: Grupo Líder e Minden Pictures)

Para fazer o controle de insetos em grãos de trigo armazenados, utilize as práticas do MIP (Manejo Integrado de Pragas)

Algumas medidas de controle são:

  • limpeza, higienização e tratamento com inseticidas protetores nas estruturas do armazém (a mais importante);
  • limpeza e secagem adequada dos grãos;
  • armazenamento de grãos secos (<13%) e a baixas temperaturas (18 ℃);
  • monitoramento da presença das pragas ao longo do armazenamento;
  • tratamento dos grãos com inseticidas recomendados no enchimento do silo;
  • expurgo com fosfina (medida corretiva).

Em silos equipados com sistema de termometria, é possível realizar o monitoramento da presença de insetos pelo surgimento de pontos localizados de aquecimento na massa de grãos, típicos da presença destas pragas.

Monitoramento de contaminantes

Devido à importância da cultura do trigo e da forma de consumo, principalmente para os produtos integrais, é importante que se faça o monitoramento dos contaminantes durante o armazenamento, buscando a identificação e as soluções a serem tomadas.

Micotoxinas, fragmentos de insetos e resíduos de agrotóxicos são os principais contaminantes que devem ser monitorados.

O monitoramento da contaminação por micotoxinas pode ser realizado de forma rápida e ágil. Já existem no mercado várias opções de monitoramento com testes rápidos para a detecção de diferentes micotoxinas e concentrações.

Equipamentos utilizados para a detecção de micotoxinas em trigo - armazenamento do trigo

Equipamentos utilizados para a detecção de micotoxinas em trigo
(Fonte: Vicam)

O limite de fragmentos de insetos em farinha de trigo está disposto na RDC N° 14 da Anvisa. O limite máximo considerado é de 75 fragmentos para cada 50 g de farinha.

Já o monitoramento da presença de resíduos de agrotóxicos nos grãos é dificultado devido à necessidade de equipamentos específicos.

Assim, é necessário respeitar o período de carência do agrotóxico e utilizar apenas produtos indicados para a aplicação em grãos armazenados.

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Conclusão

As etapas de pós-colheita do trigo são fundamentais para que o grão não perca qualidade e sofra desvalorização, o que prejudica sua lucratividade.

Vimos que, na secagem, o principal fator a ser considerado é a temperatura, que depende do teor de água inicial dos grãos e do tipo de secador.

Também falamos sobre os cuidados na etapa de armazenamento de trigo e sobre a importância do monitoramento de contaminantes, que deve ser frequente, principalmente com relação às micotoxinas. Assim, é possível identificar rapidamente as alterações e minimizar perdas.

Espero que, com essas informações, você tenha uma excelente pós-colheita do trigo!

Restou alguma dúvida sobre os processos relacionados ao armazenamento de trigo? Deixe seu comentário abaixo!