Adubação em citros: tudo o que você precisa saber para definir o quê, em que momento e quanto aplicar em seu pomar para alcançar mais produtividade.
A produção e a qualidade dos frutos cítricos estão associadas a diversos fatores como clima, planta (copa e porta-enxerto), práticas culturais, controle de pragas e doenças…
Mas, sem dúvida, o fator mais básico e fundamental, com resposta rápida na produtividade, é a adubação.
E para alcançar máxima eficiência nesta prática é preciso saber o quê, quanto, quando e como aplicar.
Confira a seguir 3 dicas para realizar a adubação em citros com maestria!
1ª Dica – adubação em citros: o quê e quanto aplicar
A lavoura de citros responde rápida e positivamente ao uso de fertilizantes. E, para garantir a eficiência da adubação em citros, precisamos saber o quê e quanto aplicar, quando aplicar e como aplicar!
Para definir o quê e quanto aplicar precisamos, antes de mais nada, descobrir quais são as principais necessidades de nossa lavoura.
E são as análises nutricionais do solo e de folhas que vão nos auxiliar a responder essas perguntas.
Deficiências nutricionais em citros
As plantas, assim como nós, precisam de nutrientes para que possam crescer e se desenvolver.
Os macro (N, P, K, Ca, S, Mg) emicronutrientes (B, Cl, Co, Cu, Mn, Mo, Zn) devem estar sempre presentes e disponíveis às plantas para alcançar máxima produtividade.
Para cada caixa de laranja (Citrus sinensis L.) de 40,8 kg produzida, cada cultivar extraido solo uma grande quantidade de nutrientes.
E, caso o solo não apresente asquantidades necessárias para suprir as plantas, elas podem apresentar desenvolvimento insatisfatório e sintomas de deficiência.
Entenda melhor na tabela abaixo:
A fim de evitar as deficiências, antes mesmo da implantação do pomar, devemos realizar uma adubação de correção.
E com o passar do tempo, devemos monitorar nossa lavoura, corrigindo sempre que for necessário.
Qual adubo usar em citros?
O adubo que iremos utilizar depende do nutriente que desejamos corrigir, fornecer ou complementar.
Confira na tabela que separei a seguir alguns dos adubos que podem ser utilizados para adubação em citros e seus principais constituintes.
De modo mais prático, podemos optar pelo uso de formulados NPK, que garantem o fornecimento de três nutrientes numa única vez.
Como vimos, cada adubo pode conter mais de um nutriente e apresenta determinada garantiadesses nutrientes.
Dessa forma, as quantidadesaplicadas podem ser diversas, evitando a salinidadedo solo e garantindo viabilidade financeira.
Qual a composição do adubo Super Simples?
O superfosfato simples (SSP), também conhecido como Super Simples, é um fertilizantederivado do minério natural de fosfato.
Junto com outros, fertilizantes fosfatados são os mais utilizados para corrigir os valores de fósforo (P) do solo. Sua composição básica é de 18% P2O5, 20% Ca e 12% de S.
Agora que sabemos os adubos que podemos usar na adubação em citros, vamos à próxima dica: quais as épocas de maior exigência, ou seja, “quando aplicar?”.
Detalhe de superfosfato simples ou “Super Simples” (Fonte: BR Fértil)
2ª Dica – Adubação em citros: Quando aplicar?
Já vimos que a adubação garante resposta rápida na produtividade das plantas e que é primordial sabermos quais e quanto de adubo iremos utilizar.
Agora precisamos saber qual a época crítica para sua aplicação!
Para o citros, as fases mais críticas para a adubação são o florescimento, crescimento dos frutos, após a colheita e início da vegetação.
Mas, além disso, é importante que as adubações em citros estejam associadas às épocas de ocorrência de chuvas.
No Estado de São Paulo, essa época ocorre de setembro a março e engloba as fases de maior demanda.
Muitas vezes, em regiões de solo menos fértil, as quantidadesa serem aplicadas podem ser muito elevadas para serem distribuídas numa única vez.
Para sanar esse problema, podemos realizar o parcelamento dos adubos em duas ou até quatro vezes durante esse período.
O parcelamento, assim como a escolha dos adubos, pode ser estratégia essencial para evitar aumento da salinidade do solo.
A tabela que trago a seguir mostra os períodos de maior exigência de N, P, e K dos citros, portanto, quando devemos aplicar cada um deles.
Nesse processo, os micronutrientes não podem ser esquecidos pois, assim como os macronutrientes, são essenciais para o bom desenvolvimento das plantas.
A época de maior exigência de micronutrientes é durante o florescimento, logo após a queda das pétalas e início do fluxo vegetativo.
3ª Dica – Como aplicar a adubação em citros?
Minha terceira e última dica te ajudará na escolha do modo de aplicação dos adubos em sua lavoura.
De modo geral, os macronutrientes são aplicados via solo. Isso pode ser feito na forma sólida ou ainda junto com a água de irrigação através da técnica chamada fertirrigação.
Enquanto para os nossos micronutrientes podemos optar pela aplicação foliar.
Fertirrigação em citros
Ao contrário da adubação com fertilizantes sólidos, a fertirrigação não depende da época das chuvas, pois será realizada juntamente com a irrigação e de forma localizada.
Entretanto, para utilizar desta técnica é necessário que os pomares já apresentem um sistema de irrigação previamente instalado.
Além disso, é preciso que os adubos escolhidos sejam completamente solúveis em água para não causar entupimentos.
Esta técnica demanda monitoramento constante, pois pode causar aumento da salinidade dos solos, o que prejudica o desenvolvimento radicular das plantas.
Adubação foliar em citros
A adubação foliar é normalmente restrita à aplicação de micronutrientes. Oboro (B) é uma exceção, pois sua maior absorção ocorre via solo.
A principal vantagem da adubação foliar é que ela fornece os nutrientes diretamente nas regiões de demanda, o que permite melhor absorção.
Apesar de poder ser associada a outras aplicações, garantindo economia de operações, precisa ser realizada nas horas mais amenas do dia para garantir sua eficácia!
Custo de milho para silagem: Veja quais dados considerar, como se planejar para o futuro e como calcular o preço de venda da silagem.
O Brasil possui o maior rebanho bovino do mundo, com cerca de 214,7 milhões de cabeças, sendo muitas delas dependentes de silagem.
Além do maior tempo de armazenamento, a silagem de milho possui alto teor nutritivo. É um ótimo complemento na alimentação de bovinos, especialmente em áreas tropicais como o Brasil.
No entanto, é importante que o produtor tenha em mente seus custos de produção e como fazer milho silagem de qualidade para maximizar seus lucros.
Veja a seguir: Qual é, em média, o custo de milho para silagem e como estabelecer seu preço de venda.
Qual o custo de milho silagem por hectare?
O custo total da silagem por hectare gira em torno de R$ 5.000 a R$ 6.500, incluindo gastos com insumos; preparo do solo; plantio; tratos culturais; colheita e ensilagem; depreciação e outros.
Porém, esse valor é maior ou menor dependendo da região e nível de tecnologia empregada.
Por isso, é importante que o produtor tenha seus custos na palma da mão para obter o máximo de rentabilidade.
Além do total produzido, é muito importante que o processo de ensilagem seja feito de forma a manter a qualidade do alimento para compensar o investimento feito.
Para tanto, é fundamental fazer a colheita no momento certo e uma boa compactação, vedação e manejo no painel do silo.
Como calcular o preço de compra e venda da silagem?
De modo geral, o preço da silagem pode ser calculado em cima do preço de mercado do milho em grãos.
Seguindo este raciocínio, como o processo de ensilagem é feito com aproximadamente 35% de matéria seca, a cada tonelada temos 350 kg de matéria seca.
Como, em média, 50% da matéria seca é constituída por grãos, temos 175 kg de grãos na silagem.
Desta forma, é só multiplicar o preço do milho em grãos pelo preço da saca de milho e chegamos ao valor base.
Considerando o preço médio da saca de milho em R$ 30, temos:
R$ 30 ÷ 60 kilos → R$ 0,5 por kilo
R$ 0,5 por kilo x 175 kg → R$ 87,5 por tonelada de silagem
Além do preço base, sabemos que a qualidade nutritiva da silagem influencia totalmente no seu preço devido ao valor agregado.
Assim, silagens com alta qualidade podem ser vendidas com 10% a 15% acima deste valor base.
Conclusão
O milho silagem é uma importante estratégia para alimentação de bovinos em regiões com períodos de baixa produtividade de pastagens ou como complemento alimentar.
Porém, é de suma importância que o produtor saiba calcular os custos de produção para ter uma maior rentabilidade.
Além disso, os custos de produção e a qualidade da silagem são informações imprescindíveis na precificação da silagem.
Acredito que, com essas informações, você poderá fazer um melhor levantamento de custos e definição de preços para sua produção de silagem de milho!
Adubo para milho: recomendação da época certa e doses ideais para aplicação de nitrogênio, fósforo e potássio em cada situação, inclusive para milho silagem.
Muitas vezes a lavoura de milho é colocada em segundo plano na propriedade.
Mas, com o conhecimento de alguns conceitos sobre planta, solo e nutrientes, podemos aumentar a eficiência dos insumos e minimizar os riscos da cultura.
O manejo da adubação é essencial para isso, principalmente pela baixa fertilidade dos solos brasileiros.
Confira a seguir as melhores recomendações de adubo para milho e como tirar o melhor proveito delas em sua propriedade.
Conceitos básicos da recomendação de adubo para milho
Um dos conceitos de suma importância na adubação é o de rendimento máximo econômico.
Nele, o produtor deve procurar a lucratividade máxima da exploração agrícola e não o máximo rendimento.
Isso porque, o máximo rendimento normalmente não se traduz em máxima rentabilidade.
Produtividade de grãos em função de doses de nitrogênio (Fonte: Lyra et al., 2014)
Como podemos ver na figura acima, com o aumento da dose do nutriente, no caso nitrogênio, o incremento na produtividade da cultura diminui.
Com isso, você deve observar, de acordo com seu sistema de produção e híbrido usado, qual o maior rendimento econômico para adubação.
Junto com o conceito de rendimento máximo econômico, você deve trabalhar com as análises de solo.
O solo é um ambiente dinâmico e uma análise mostra apenas uma “imagem parada”. Com isso em mente, mantenha sempre um histórico de análises para entender como as adubações e o uso de corretivos estão agindo no solo.
E outros dois conceitos importantes são os de adubação de correção e de manutenção.
A adubação de manutenção coloca a quantidade de nutrientes que foram exportados pela planta, ou seja, que foram colhidos e saíram do sistema.
Já a adubação de correção aumenta o estoque do nutriente no solo, e ele é de grande importância já que a planta necessita absorver maior quantidade do nutriente do que a exportada.
Nitrogênio na recomendação de adubação para milho
O nitrogênio é o nutriente de maior demanda nas plantas. Especialmente no milho e em outras gramíneas, ele apresenta as maiores respostas à produtividade tanto de biomassa quanto de grãos.
O nitrogênio está diretamente relacionado com a fixação de carbono pela planta e com a síntese de aminoácidos. E, carbono e aminoácidos são iguais à biomassa e proteínas.
Apesar de ser nutriente mais exigido, o nitrogênio praticamente não existe nas rochas que dão origem aos solos.
Então, podemos considerar que a fonte primária de nitrogênio é o ar. E ele vai parar no solo basicamente de duas formas: amônio (NH4) e nitrato (NO3–).
Bom, dependendo da fonte de adubo nitrogenado que utilizarmos, ela tende a ter diferentes comportamentos no solo.
A ureia, por exemplo, após ser aplicada no solo úmido, será quebrada em amônio.
A quebra da ureia eleva o pH em uma mínima região em torno do grânulo de adubo, fazendo com que boa parte do nutriente aplicado seja perdido por volatilização.
Outros adubos nitrogenados com base no amônio, como o sulfato de amônio e o nitrato de amônio, também podem sofrer com a volatilização em menor grau, principalmente se forem aplicados sobre restos vegetais.
Já os fertilizantes à base de nitratos podem sofrer com outro problema: a lixiviação. O nitrato não se prende à famosa CTC do solo.
Isso faz com que o nutriente possa ser levado pela água até zonas mais profundas e fora do alcance do sistema radicular de algumas culturas.
Adubação com nitrogênio
Agora que já sabemos um pouco sobre alguns conceitos do nitrogênio, vamos falar de números… Quanto devo aplicar de nitrogênio na lavoura?
Para respondermos a essa pergunta, devemos ter em mente dois conceitos:
Saber quanto de nitrogênio estamos retirando na silagem ou nos grãos de milho para que possamos repor via adubação;
Considerar que, do nitrogênio absorvido pela planta, apenas de 30% a 50% (no máximo) são oriundos diretamente do adubo.
E de onde vem o resto? Do solo!
Dessa forma, é sempre importante mantermos uma adubação nitrogenada condizente com a produtividade da área e com a quantidade de nitrogênio exportada do sistema.
Extração média de nutrientes pela cultura do milho destinada à produção de grãos e silagem em diferentes níveis de produtividade (Fonte: IPNI)
Observando a tabela acima, podemos ver que o milho extrai em média 21 kg de nitrogênio por tonelada de grão.
Se fossemos repor o nitrogênio extraído utilizando uma adubação de ureia (45% de N), seriam usados em média 47 kg do adubo por tonelada produzida.
Um talhão com produtividade média de 9 toneladas de grão/ha, por exemplo, exigiria uma reposição de aproximadamente 420 kg de ureia/ha.
No caso da produção de silagem, a exportação de nitrogênio é de 10 kg por tonelada de matéria seca produzida.
Levando em conta uma produção de 50 toneladas de silagem, com um teor de matéria seca de 30% (15 toneladas de matéria seca), seriam necessários 150 kg de N/ha ou 330 kg de ureia/ha.
Quando aplicar o nitrogênio na adubação de milho?
Muito se fala sobre os possíveis benefícios de se parcelar a adubação nitrogenada ao longo do crescimento da planta.
Mas para compreender melhor isso, temos que entender qual o período de maior exigência de nitrogênio pela planta de milho.
Estágios fenológicos e curva de absorção do nitrogênio no milho (Fonte: Forseed)
Como podemos ver na figura acima, a fase do pendoamento é onde ocorre o pico de absorção de nitrogênio na planta de milho.
Dessa forma, devemos garantir que haja a quantidade necessária desse nutriente no solo.
Um experimento antigo, de 1974, mostra o efeito dos diferentes parcelamentos da adubação nitrogenada no milho:
Efeito do parcelamento de nitrogênio nas doses de 60 kg/ha e 120 kg/ha na produção de milho (Fonte: Novais et al., 1974)
No experimento da tabela acima, podemos ver duas coisas interessantes. A primeira é como o nitrogênio é limitante na produção (diferenças entre 60 kg e 120 kg de N aplicados).
A segunda é que as maiores produtividades foram com o nitrogênio fornecido todo aos 45 dias após o plantio, com 33% do N fornecido no plantio e o restante aos 45 dias após o plantio (cobertura).
Adubo para milho: Fósforo
O fósforo é essencial na recomendação de adubo para milho.
A maior parte das áreas agrícolas do Brasil é deficiente em fósforo e seu manejo é um tanto quanto complexo devido à sua interação com o solo. Mas o nutriente é essencial na recomendação de adubação para milho.
Os adubos fosfatados aplicados no solo se dissolvem, passando para a solução do solo (local onde fica disponível para absorção pelas plantas) e sua tendência é de se adsorver aos sólidos do solo.
Representação da relação entre o fósforo na solução do solo, na fase lábil e não lábil (Fonte: International Superphosphate Manufacturers Association – ISMA, 1978)
Com a forte tendência de se adsorverem à camada sólida do solo, eles passam para a forma lábil. Ou seja, o fósforo aqui pode passar para a solução do solo e, consequentemente, para a planta.
O problema é que, ao longo do tempo, o fósforo da fase lábil se “prende” mais fortemente ao solo, passando para não lábil.
Nessa forma, o fósforo fica praticamente indisponível para as plantas e seu retorno para a forma lábil é extremamente lenta.
Resumindo, toda vez que aplicamos fósforo no solo, pagamos um “pedágio” ao próprio solo (como dizia o saudoso Prof. Vitti).
Adubação com fósforo
Na hora da adubação temos duas estratégias que podem ser adotadas:
Corrigir os baixos níveis de fósforo no solo;
Fornecer apenas a quantidade necessária do nutriente para a safra atual.
A primeira estratégia se chama adubação de correção. E, como os solos brasileiros apresentam alto potencial de fixação de fósforo, essa adubação exige altíssimas doses de fertilizante.
A segunda estratégia, a adubação de manutenção,é a mais utilizada por aqui.
Mas, para se usar a segunda estratégia temos que nos lembrar do “pedágio” que pagamos ao solo. Desse modo, quanto menor o teor de fósforo do seu solo, maior a “quantia paga”.
Interpretação das classes de teores de fósforo no solo (Fonte: IPNI)
De forma geral, podemos considerar que 20% a 30% do fósforo aplicado é utilizado pela planta.
Então, de acordo com a tabela acima, o produtor deve observar qual o teor de fósforo do seu solo.
Com base lá na primeira tabela deste artigo, a planta de milho exporta aproximadamente 10 kg/ha de P2O5 (ou 4,2 kg de P) por tonelada de grão produzida.
Qual quantidade de adubo fosfatado aplicar
Então, para uma produção de 5 toneladas de grãos em um solo com teor médio ou alto de fósforo (textura média ou argilosa), precisaremos de 50 kg de P2O5.
Considerando uma fonte de 50% de P2O5 (MAP ou Super Triplo), precisaríamos de 100 kg de adubo fosfatado/ha.
Já em um solo com teores baixos de fósforo, a mesma produtividade precisaria de cerca de 160 kg/ha de P2O5, ou 320 kg de MAP ou Super Triplo, considerando uma eficiência de 30%.
E, em solos arenosos com baixos teores de fósforo, a fixação (pedágio) que esse nutriente tem no solo pode ser maior ainda. Isso diminuiria ainda mais sua eficiência.
A ideia aqui é que quanto menor o teor do de P no solo e mais arenosa sua textura, maior o pedágio pago ao solo (ou menor a eficiência da adubação fosfatada).
Falando sobre eficiência da adubação fosfatada, alguns manejos podem ajudar a aumentar essa eficiência.
A correção do pH do solo é uma forma simples de aumentar a eficiência de absorção do fósforo pelas plantas.
Como fazer a fosfatagem
Outra discussão no meio agronômico é sobre a aplicação de fósforo a lanço ou incorporado.
Teores de fósforo no solo de acordo com diferentes métodos de aplicação (Fonte: Prochnow et al., 2018)
Observando a imagem acima, podemos tirar algumas conclusões sobre esses dois métodos de adubação fosfatada.
Uma delas é que a fosfatagem a lanço concentra o fósforo nas camadas superficiais.
Isso pode interferir no crescimento do sistema radicular para camadas mais profundas e, em épocas de déficit hídrico, pode ser uma desvantagem.
Outra conclusão é que como a maior parte do fertilizante fica na camada superficial, solos com pouca ou nenhuma cobertura (palha) podem sofrer com a erosão, levando todo o fertilizante embora.
A vantagem operacional do fertilizante aplicado a lanço é clara para todos os produtores e pode ser feita de maneira técnica.
Mas, para isso, precisamos conhecer em quais situações a incorporação ou aplicação no sulco de plantio do fósforo é recomendada.
Uma delas é em áreas novas de agricultura ou em áreas onde existam baixos teores de fósforo na subsuperfície.
Outra situação onde o fósforo incorporado se sai melhor é em terrenos declivosos ou que não tenham palha suficiente ou ainda que passem por cultivo convencional (sem o sistema de plantio direto).
Por isso, é sempre importante estar atento ao histórico das análises de solo da propriedade.
Potássio
O potássio é o segundo nutriente em maior quantidade nas plantas.
Apesar de não ser um componente estrutural (não está ligado à estrutura da planta), está presente em grande parte das reações, sendo o principal cátion nas plantas.
A dinâmica do potássio nos solos tropicais é muito mais simples em comparação ao nitrogênio e ao fósforo.
Em solos muito intemperizados, como os do Brasil, todo o potássio está na CTC do solo e, por equilíbrio, passa para a água do solo, de onde a planta pode absorvê-lo.
Desse modo, uma simples análise de solo pode dizer com mais exatidão a quantidade total de potássio que temos na área.
Mas, e quanto ao manejo da adubação de potássio na lavoura de milho?
Bem, podemos dizer que, como a dinâmica desse nutriente no solo é mais simples, seu manejo é também mais simples.
Adubação potássica
O que irá nos guiar para o cálculo da quantidade de potássio a ser adicionada na área será o teor do nutriente na análise de solo (baixo, médio ou alto) e a produtividade esperada.
Para um baixo teor de potássio, o correto, como no caso do fósforo, é corrigir esse teor ao longo do tempo para que possamos diluir os custos da adubação de correção.
Então vamos lá! Com um teor médio ou adequado de potássio no solo, sabemos que a exportação de potássio nos grãos de milho fica em torno de 15,5 kg K/ton ou 26 kg KCl/ton.
Sabemos, com isso, que uma produtividade esperada de 5 toneladas de grãos irá precisar de 130 kg de KCl/ha.
No caso da produção de silagem, o potássio é exportado em 14 kg/ton de matéria seca.
Em uma produtividade de 50t de silagem (30% matéria seca) estaremos exportando 210 kg de potássio/ha, ou 350 kg de KCl/ha.
Podemos ver que a exportação de potássio na produção de silagem é bem maior que na produção de grãos – e isso tem grande importância no manejo.
Produções de silagem podem esgotar o estoque de potássio do solo de modo bem mais rápido. Por isso, esteja atento às análises de solo e à adubação de manutenção.
Como fazer a adubação com potássio
Qual é a melhor época para a aplicação de potássio na lavoura de milho?
Como regra geral, doses acima de 50 kg/ha de cloreto de potássio no plantio podem prejudicar as sementes.
Mas essa quantidade depende muito da textura do solo e do teor de argila dele.
Solos arenosos (menos de 15% de argila) podem facilmente apresentar problemas com altas doses de KCl na semeadura.
Acúmulo de matéria seca, nitrogênio, fósforo e potássio na parte aérea de plantas de milho (Fonte: Karlen et al., 1987)
Sobre o momento da aplicação, vemos na figura acima que praticamente todo o potássio necessário para a cultura é absorvido antes do florescimento.
Com essa informação em mente, o essencial é que a cultura tenha o potássio necessário desde o início.
Para isso, o recomendado é parcelar parte da adubação na semeadura e parte entre V4 e V6 no máximo. Outra opção é realizar a adubação antecipada a lanço adotada em alguns locais.
A figura acima nos mostra que, entre V3 e V4 (aproximadamente 30 dias após a semeadura), a planta de milho aumenta exponencialmente a absorção de nutrientes.
Por isso, a importância de se programar para a adubação de cobertura e garantir que o fertilizante esteja disponível para a cultura quando ela mais necessita.
Conclusão
A cada safra vemos surgir mais produtos que prometem resolver todos os problemas no campo e, no meio disso tudo, nos esquecemos dos conhecimentos mais simples.
Mas o futuro do agro está exatamente aí: aplicar o conhecimento para aumentar a eficiência e o lucro dos nossos produtores, produzindo mais com menos!
Com as recomendações passadas aqui, espero que você alcance mais produtividade na sua área!
Restou alguma dúvida sobre a recomendação de adubo para o milho? Adoraria ver seu comentário!
Deficiência de boro na soja: Importância para a lavoura, acompanhamento nutricional e melhores fontes de adubação.
Grande parte do cultivo de soja no país ocorre em solos de baixa fertilidade, o que demanda elevadas doses de fertilizantese corretivos.
Assim, o rendimento de grãos de soja tem forte relação não só com os macronutrientes, mas também com os micros, como oboro quepossui função de maximizar a produção.
Mas, para isso, precisamos disponibilizaresse nutriente em quantidades adequadas e em épocas críticas.
Saiba a seguir como identificar a deficiência de boro na soja para maior rentabilidade na lavoura.
Nutrição de plantas: Como evitar a deficiência de boro na soja
Para entendermos mais sobre o boro (B), precisamos conhecer alguns pontos a respeito da nutrição de plantas.
O solo conta com uma grande quantidade de nutrientes que podem ser classificados como: essenciais, benéficos ou até mesmo tóxicos.
As plantas absorvem esses nutrientes do solo e os transformam em compostos que garantem seu crescimento, desenvolvimento e produção.
Nutrientes essenciais são aqueles que atuam em algum processo fisiológico da planta e que, em sua ausência, ela não completa seu ciclo de vida.
Por isso, para uma boa produtividade, todos os nutrientes essenciais devem estar presentes.
Mas, lembre-se: nem todos os nutrientes presentes são essenciais! De modo geral, eles são 14 e são divididos entre macronutrientes (N, P, K, Ca, S e Mg)e micronutrientes(B, Cl, Cu, Fe, Mn, Mo, Ni e Zn).
O que classifica um nutriente nessas categorias é a quantidade exigida pelas plantas. Ou seja, os micronutrientes são exigidos em menores quantidades, mas isso não os faz menos essenciais que os macronutrientes.
No solo, o pH é um dos fatores de maior influência na disponibilidade dos micronutrientes, como você pode notar na figura abaixo:
Variação na disponibilidade de micronutrientes em função do pH (Fonte: Malavolta, 1979)
Agora que falamos sobre a importância geral dos nutrientes, vou explicar a importância do boro para a soja.
Importância do boro para a soja
O boro (B) é um micronutriente associado à síntese de compostos como o DNA e RNA, proteínas e fitohormônios.
Ele atua juntamente com o cálcio (Ca) na formação da parede celular; auxilia no processo de germinação do tubo polínico; e na divisão celular.
Além disso, estimula o desenvolvimento e crescimento radicular e o transporte de açúcares na planta.
Sua absorção, transporte e redistribuiçãoocorrem enquanto o boro se encontra na forma de ácido bórico (H3BO3), que é a principal forma encontrada no solo.
Uma vez absorvido pela planta, o transporte interno acontece de forma unidirecional, via xilema, do solo para a parte aérea, graças à transpiração das plantas.
Isso faz com que a concentração desse nutriente, independente da dose aplicada, seja maior nas folhas, vagens e sementes, respectivamente. Veja:
Efeito de diferentes doses de boro aplicado ao solo em sua distribuição na parte aérea de Brassica napus L. (Fonte: Gerath et al., 1975, em Marchner, 1986)
Por isso, ainda há controvérsias a respeito da aplicação foliar desse nutriente devido à baixa mobilidade no floema e ao elevado custo operacional.
A baixa mobilidade faz com que os sintomas de deficiência de boro sejam visíveis primeiro nos órgãos mais novos e regiões de crescimento das plantas.
Sua correção no sulco de plantio é de extrema importância para garantir maior rentabilidade.
Como identificar a deficiência de boro na soja
A deficiência de boro na soja ocorre primeiro em folhas mais jovens e meristemas apicais.
Deficiência de boro na soja são observados nas folhas novas. Elas ficam grossas, enrugadas, com alguma clorose internerval e pontas enroladas para baixo. Os internódios também podem ficar encurtados. (Fonte: Plantix)
Para evitarmos a deficiência, o primeiro passo é fazer a análise de solo e a correção das áreas.
Outra técnica que podemos adotar é a análise química das plantas. É uma alternativa para acompanhar a nutrição e identificar a deficiência de B na lavoura.
Para obtermos melhores resultados, as amostras da análise precisam ser muito bem padronizadas!
Por isso, devemos escolher folhas que já atingiram o ponto de maturação fisiológica, ou seja, estão em seu máximo desenvolvimento.
Na cultura da soja, o ponto máximo de acúmulo de nutrientes ocorre no início do florescimento (R1).
Então, da mesma forma que fazemos nas análises de solo, precisamoscoletar aleatoriamente amostras de folhas na lavoura.
Para a amostragem, coleta-se a 3ª e/ou 4ª folha trifoliolada da haste principal, sem o pecíolo.
Lembrando que acontagem das folhas seinicia no ápice, sendo a primeira folha aquela trifoliolada completamente expandida. Veja na figura abaixo:
Terceira e quarta folhas trifolioladas que podem ser utilizadas para a análise química (R1) (Fonte: DRIS)
Quanto mais folhas coletarmos, mais representativa ficará a amostragem.
A quantidade de folhas a serem coletadas e enviadas para análise depende da homogeneidade da lavoura.
Diferentes tipos de solos, relevos e topografias, ou ainda diferentes manejosadotados, tornam a lavoura mais heterogênea, sendo necessário maior número de amostras.
Mas, de modo geral, a recomendação é que sejam coletadas pelo menos 30 folhas por hectare. Após isso, devemos interpretá-las!
Essa interpretação é feita com base na comparação com os valores-padrão estabelecidos para a cultura.
Interpretação de resultados dos teores nutricionais foliares de soja (R1)*. Valores referentes aos teores no terceiro ou quarto trifólio sem o pecíolo, coletado da haste principal (Fonte: Embrapa Soja, 2013)
Deficiência de boro na soja: Fontes para adubação
Agora que conhecemos um pouco sobre a deficiência de boro na soja, podemos pensar em como manejar esse nutriente na cultura.
No mercado existe uma diversidade de produtos comerciais e fontes de boro para adubação de soja.
Elas diferem entre si pelo nível de solubilidade para influenciar na forma de aplicação desses fertilizantes.
Para a soja, a aplicação via solo no sulco de semeadura é amais recomendada por não ser uma cultura responsiva à adubação foliar.
A aplicação do boro também pode ser feita via solo, na forma líquida, muitas vezes junto com a de herbicidas.
Isso garante uniformidade de aplicação, economia de tempo e de operações, sem interferir no controle das plantas daninhas.
Mas lembre-se que fontes muito solúveis podem causar toxicidade às plantas, então devemos optar pelas menos solúveis.
Diferentes fontes de boro, suas garantias e nível de solubilidade (Fonte: adaptado de Vitti et al.)
Conclusão
Tanto os macros quantos os micronutrientes, como o boro, têm grande influência na produtividade da soja.
E, por isso, conhecer o comportamento no solo e a deficiência de boro na soja é essencial para adequarmos os manejos em busca da máxima produtividade.
Neste artigo também abordamos como fazer o acompanhamento nutricional da lavoura e quais as principais fontes e formas de aplicação desse micronutriente tão importante.
Espero que, com essas informações, você possa evitar a deficiência de boro na sua lavoura de soja!
Cálculo de gessagem: Quais são as doses recomendadas em cada situação e métodos novos para essas orientações.
A gessagem é uma ferramenta muito importante e você sabe disso.
No entanto, é preciso cuidado para evitar que haja perda ou desequilíbrio de nutrientes.
Então, como acertar na quantidade de gesso necessária em cada área? Como fazer o cálculo de gessagem para culturas como soja e milho?
Veja a seguir o passo a passo nos métodos tradicionais e uma nova fórmula de necessidade de gesso que pode te ajudar na sua área. Confira!
O que é gessagem e seu efeitos no manejo do solo
As raízes de plantas que conseguem apenas explorar um volume reduzido de solo fica mais sujeita aos efeitos da seca, provocada por veranicos frequentes na região do cerrado.
Para resolver essas situações, a gessagem vem sendo relacionada com a melhoria do ambiente químico em subsuperfície (abaixo de 20 cm de solo).
Os efeitos dessa prática são acentuados quando em conjunto com a calagem.
(Fonte: Nutrisafra)
Entenda a gessagem
A gessagem é simplesmente a prática da aplicação de gesso para correção do solo.
O gesso (CaSO4 • 2 H2O) pode ter origem da mineração da rocha gipsita ou ser subproduto da produção de fertilizantes fosfatados, comumente conhecido como gesso agrícola ou fosfogesso.
O gesso agrícola contém entre 26% e 28% de Ca e em torno de 15% de gesso, além de pequenas quantidades de P2O5 e flúor.
No solo, o gesso sofre dissociação conforme a fórmula abaixo:
(Fonte: Adaptado de Vitti, disponível em Solloagro)
Essa reação abastece a solução do solo com cálcio e sulfato, que servem como nutrientes para as plantas.
O cálcio tem participação na formação da parede celular, o que garante a estrutura às plantas.
Já o enxofre é absorvido pelas plantas na forma de sulfato e participa da formação de aminoácidos e proteínas nos vegetais.
A forte atração entre o cálcio e o sulfato presentes na solução faz com que em torno de 70% do gesso fique na forma de sulfato de cálcio com carga zero, facilmente lixiviado para a subsuperfície.
O gesso é, portanto, capaz de fornecer cálcio e enxofre na forma de sulfato também em maiores profundidades.
Outro efeito da gessagem é a diminuição da saturação de Al pela formação do par iônico AlSO4+, que não é tóxico para as plantas e passível de lixiviação para fora da região explorada pelas raízes.
O gesso agrícola não é um corretivo de acidez do solo como o calcário, ou seja, não modifica o pH do solo.
Entretanto, tem ação direta sobre o aumento da saturação por bases (V%) em profundidade e uma melhor distribuição do sistema radicular das plantas.
O gráfico abaixo mostra o aumento no V% e uma melhor distribuição das raízes de cana-de-açúcar nos tratamentos que receberam diferentes doses de gesso:
(Fonte: van Raij, 2011, disponível em IPNI)
Recapitulando, quais são então os benefícios da aplicação de gesso agrícola?
Benefícios da aplicação de gesso agrícola
Fornece cálcio e enxofre em profundidade (camadas mais profundas);
Reduz a saturação por alumínio em subsuperfície;
Aumenta a saturação por bases (V%) em subsuperfície;
Promove condições para um melhor desenvolvimento e distribuição do sistema radicular em profundidade;
Aumenta a absorção de água e nutrientes – nitrogênio (n), cálcio, fósforo, enxofre, etc.
Como saber se há necessidade de realizar a gessagem?
A necessidade de aplicação de gesso deverá ser baseada nos resultados de análise de solo de amostras coletadas na camada de 20 – 40 cm, e não na camada de 0-20 cm como é comum.
Trabalhos realizados por Souza et al. (1992) e Vitti et al. (2008) elencaram condições químicas dos solos brasileiros em geral em que a aplicação do gesso agrícola poderá ter maior resposta no aumento da produtividade de culturas.
Caso o resultado de sua análise de solo apresente uma ou mais condições como as descritas abaixo, a aplicação do gesso agrícola é recomendada:
Teor de Ca menor que 0,5 cmolc dm-3;
Teor de alumínio maior que 0,5 cmolc dm-3;
Saturação por alumínio (m%) maior que 20%;
Saturação por bases (V%) menor que 35%.
Cálculo de gessagem para soja e milho
Há na literatura várias formas fórmulas para calcular a necessidade de gessagem para culturas anuais, como soja e milho.
Veja duas das mais utilizadas:
1) Em função da textura do solo (Sousa e Lobato, 2004)
2) Visando aumento da saturação por bases (V%) em subsuperfície (Demattê, 1986; Vitti et al., 2008):
Cálculo de gessagem: Nova fórmula de necessidade de gesso
A ciência está constantemente desenvolvendo novas tecnologias e formas de manejo para aumentar o rendimento das culturas, diminuindo custos produtivos.
Métodos como o de cálculo de gessagem baseado no teor de argila desconsidera fatores associados à natureza da argila do solo.
Além disso, muitos métodos não levam em consideração as dosagens de gesso que proporcionam maior produtividade economicamente viável.
Os autores Caires e Guimarães (2018) utilizaram técnicas de mineração de dados de experimentos de campo com aplicação de diferentes doses de gesso para propor uma nova metodologia de cálculo de gessagem.
Os experimentos consideraram latossolos sob sistema de plantio direto (superfície coberta) na região Sul do Brasil. Foram analisadas áreas com cultivo de milho, soja,trigo e cevada.
Os resultados demonstram que as melhores produtividades para estas culturas foram atingidas quando a saturação de cálcio na capacidade de troca catiônica efetiva (CTCef) da camada de 20 – 40 cm foi em torno de 60%.
Isso mostra a importância do cálcio em subsuperfície para estimular o crescimento radicular e uma maior produtividade.
Os autores do estudo propuseram então uma nova fórmula baseada elevação da saturação por cálcio para 60% da CTCef da camada de 20 – 40 cm.
Recomenda-se o método quando a saturação por cálcio nesta camada for inferior a 54%.
Nova fórmula para cálculo de gessagem
Este novo método de cálculo de gessagem trouxe resultados diferentes do apresentado por outros métodos.
Tomemos como exemplo um solo de cerrado na região de Jaguariaíva, no Paraná, com os seguintes resultados de análise de solo:
A função natural do gesso é de agir como um condicionador de solo, transportando bases para a subsuperfície.
A lixiviação de K e Mg foi reportada em diversos trabalhos.
E a aplicação de altas dosagens de gesso agrícola em cafezais mostrou-se prejudicial à cultura pelo desequilíbrio de nutrientes no solo.
Os autores Caires e Guimarães recomendam a aplicação de gesso agrícola somente em solos com alto teor de Mg nas camadas superficiais.
A combinação do gesso agrícola com a aplicação de calcário dolomítico tem demonstrado ser uma solução viável para os latossolos com teor elevado de alumínio.
Conclusão
A gessagem é uma importante ferramenta para aumentar a produtividade da lavoura, porém deve ser feita de maneira criteriosa para evitar a lixiviação excessiva de nutrientes.
Neste artigo, mostramos os tipos de gesso disponíveis e abordamos um pouco sobre os efeitos da aplicação de gesso agrícola nas propriedades químicas do solo.
Também mostramos quando é necessário fazer e a diferença entre alguns métodos de recomendação de cálculo de gessagem.
Apresentamos também um novo método, baseado da elevação da saturação por Ca para 60% da CTC efetiva da camada de 20-40 cm.
Espero que você possa aproveitar essas informações e calcular a aplicação ideal para sua propriedade.
Restou alguma dúvida sobre como fazer o cálculo de gessagem em sua área? Tem alguma dica? Deixe seu comentário!