6 vantagens de fazer MIP com o Aegro

MIP com o Aegro: entenda como um software de gestão agrícola torna o seu Manejo Integrado de Pragas mais eficiente

Provavelmente você tem ouvido falar cada vez mais no MIP (Manejo Integrado de Pragas), sobre o quanto ele é importante para a sustentabilidade da produção e como pode ajudar a melhorar o manejo e a rentabilidade da sua lavoura.

Mas você sabe de fato o que ele é e como pode te ajudar nesses aspectos?

Neste artigo, vamos te ajudar a entender por que fazer o MIP com o Aegro, quais os benefícios e como o software pode facilitar o seu trabalho.

O que é o MIP?

O Manejo Integrado de Pragas é um conjunto de práticas que procura manter as pragas abaixo do NDE (Nível de Dano Econômico).

No MIP, a intenção não é eliminar as pragas agrícolas existentes, mas sim manter sua população abaixo da quantidade que causaria prejuízo econômico.

Para isso, o manejo integrado de pragas baseia-se em 4 pontos principais:

  • monitorar;
  • explorar o controle natural;
  • conhecer o nível de tolerância das plantas aos danos causados pelas pragas;
  • conhecer sobre a ecologia e biologia das pragas e da cultura.

Com isso, você promove o equilíbrio entre as pragas e seus predadores e pode até evitar algumas aplicações de defensivos agrícolas.

Mas como manter essas pragas abaixo do nível de dano? Monitorando e sabendo quando e como agir!

Monitoramento

Você já deve ter ouvido a expressão “é o olho do dono que engorda o gado”. Pois é!

O monitoramento é um ponto fundamental do manejo e vai ser um grande aliado na sua tomada de decisão. A escolha do método de monitoramento depende muito da cultura e das pragas a serem observadas.

Alguns dos métodos mais comuns são:

  • inspeção de plantas;
  • contagem de plantas;
  • pano de batida;
  • armadilhas.

Confira como realizar a amostragem por pano de batida, o método mais comum nas lavouras.

metodo-pano-de-batida

Quando e como agir

Para saber quando agir, é importante que você conheça alguns conceitos:

  • Nível de dano econômico: é aquela quantidade mínima de pragas necessárias para causar prejuízo econômico;
  • Nível de controle: é a quantidade limite de pragas para realizar algum tipo de controle e evitar o prejuízo;
  • Nível de equilíbrio: momento em que as pragas e seus predadores estão em equilíbrio, sem causar prejuízo.

Esses níveis são estabelecidos de acordo com o conhecimento da tolerância das plantas ao ataque e da dinâmica das populações de insetos presentes.

Agora que você já monitorou e decidiu se precisa ou não fazer controle naquele momento, vamos conhecer as práticas empregadas no MIP?

Práticas

Como já vimos, o manejo integrado de pragas trabalha com várias técnicas de manejo em conjunto.

A escolha dessas práticas depende de cada cultura, da disponibilidade de produtos e do investimento necessário para cada método.

Os métodos utilizados podem ser enquadrados em:

  • culturais: medidas preventivas, para evitar ou desfavorecer o crescimento populacional, como plantio na época certa, rotação de culturas, eliminação de restos culturais e limpeza da área;
  • biológicos: manutenção ou liberação de inimigos naturais, utilização de produtos seletivos naturais;
  • comportamentais: utilização de armadilhas, iscas com feromônios para atração de insetos;
  • varietais: liberação de machos estéreis a fim de reduzir o crescimento populacional;
  • genéticos: uso de variedades resistentes de plantas;
  • físicos: ação direta para impedir dano, inundação de áreas e formação de barreiras físicas como ensacamento de frutos.
  • químicos: aplicação de inseticidas químicos.

Além disso, não se esqueça de sempre cumprir as medidas legislativas de prevenção, como serviço quarentenário, controle obrigatório de pragas previsto em lei, comercialização e utilização correta de produtos químicos.

Por que fazer?

A utilização dessas técnicas em conjunto contribui para um ecossistema mais equilibrado e um cultivo mais saudável.

Usando vários métodos, você não precisa depender de uma única forma de controle nem de um calendário de aplicação.

Realizando o monitoramento de forma correta, frequente e conhecendo bem sua cultura e as pragas presentes nela, é possível reduzir o número de aplicações de inseticidas.

Reduzir seus custos com aplicação pode ser um ponto-chave para alavancar sua rentabilidade.

Agora que você já sabe como e porquê fazer o monitoramento integrado de pragas, venha conhecer as vantagens de fazer o MIP com o Aegro.

Vantagens de fazer MIP com o Aegro

Para qualificar o processo de MIP na sua lavoura, você pode contar com o apoio do Aegro

Esse software de gestão agrícola possui um módulo dedicado ao controle de pragas e doenças, que já é utilizado para monitorar mais de 1 milhão de hectares em todo o Brasil.

Entenda como o Aegro facilita a prática do manejo integrado!

1. Planejando as atividades de MIP

Um ponto decisivo para o sucesso do seu controle de pragas é manter a regularidade do monitoramento.

No Aegro, você pode montar um cronograma de trabalho para garantir que as amostragens sejam coletadas conforme a frequência estabelecida.

Comece definindo a data em que o monitoramento será realizado e atribua as atividades para os membros da sua equipe.

Depois você consegue acompanhar o progresso das atividades pelo aplicativo, verificando quais pontos já foram inspecionados.

Tela de monitoramento do progresso das atividades

2. Monitoramento orientado por GPS

Ao planejar o monitoramento, você pode determinar quais pontos da lavoura serão inspecionados.

O Aegro oferece tecnologia de georreferenciamento para tornar o seu MIP mais preciso.

Assim, quando os monitores estiverem no campo, eles conseguirão consultar pelo aplicativo o local exato em que deve ser coletada a amostragem

Basta ativar o localizador do celular e abrir o Aegro, que o aplicativo indica o ponto de coleta mais próximo.

3. Registro de amostragens pelo celular

O Aegro acaba com a confusão dos cadernos de campo. Com ele, é possível registrar o monitoramento de pragas pelo celular, e você evita perder qualquer informação.

Você informa a quantidade de pragas encontradas na amostra e ainda pode inserir informações complementares, como estande de plantas e estádio fenológico.

O aplicativo também permite que você anexe fotos durante a coleta dos dados para garantir um registro ainda mais detalhado.

E a melhor parte é que o Aegro funciona mesmo sem internet!

Registros de amostragens

4. Mapa com os níveis de infestação

Após a coleta das amostras, você pode conferir o resultado do seu monitoramento pelo computador.

O Aegro prepara um mapa de calor que apresenta a quantidade de pragas encontrada em cada ponto da plantação:

  • a cor verde significa que nenhuma praga foi registrada;
  • amarelo e laranja representam áreas que estão no nível de controle;
  • vermelho indica infestações acima do nível de controle.

Esses mapas te ajudam a entender quando e onde é necessário entrar com medidas de controle.

Você passa a pulverizar de maneira mais assertiva e reduz custos com defensivos agrícolas.

Mapa de calor

5. Alerta sobre a incidência de pragas

Para assegurar que nenhuma situação de perigo passe despercebida, é possível configurar alertas no Aegro.

Desta forma, o aplicativo notifica seu computador e seu celular sempre que uma praga atinge o nível de controle.

Com um clique na notificação, você descobre o local da infestação e toma providências rapidamente.

Este recurso é excelente para quem precisa se manter atualizado mesmo a distância.

6. Histórico detalhado dos talhões

A grande vantagem de integrar o MIP à gestão da fazenda é obter uma visão completa da lavoura.

No Aegro, você visualiza o histórico de pragas de cada talhão junto ao seu controle de manejo. Ou seja, fica mais fácil analisar se as suas aplicações tiveram o impacto esperado nas pragas.

Use essas informações para descobrir os produtos mais eficazes e direcionar seus investimentos no futuro.

Quer ver todas essas funcionalidades de perto? Então peça uma demonstração gratuita do Aegro!

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Vale a pena investir em tecnologia?

Caso você tenha dúvida se vale a pena apostar em tecnologia para o MIP, fique atento aos dados da Embrapa.

De acordo com a instituição, um monitoramento de pragas bem-feito pode reduzir a aplicação de defensivos em quase 50%

Em outras palavras, investir em aplicativos como o Aegro gera um potencial de economia gigante para a sua propriedade.

Logo, o retorno produtivo e financeiro dessas ferramentas se torna evidente.

Conclusão 

Implementar o Manejo Integrado de Pragas é fundamental para proteger a lucratividade da sua fazenda.

Adotar práticas como o monitoramento te ajudam a identificar a presença de invasores na lavoura antes que haja dano econômico.

Considere utilizar aplicativos como o Aegro, que facilitam a rotina de monitoramento e oferecem uma visão mais clara das infestações.

Cigarrinha-do-milho: danos e como fazer o controle eficiente dessa praga

Cigarrinha-do-milho: entenda sobre o potencial de dano, quais doenças pode transmitir, sintomas e como realizar o manejo preventivo e curativo

A cigarrinha-do-milho é o inseto vetor do enfezamento do milho, que tem se destacado pelo grande potencial de dano. Ela pode causar até 100% de perdas nas áreas de produção.

Você sabe quais são as causas do aumento da ocorrência dessa praga nas áreas de produção de milho safra e safrinha? Sabe como identificar e quando controlar?

Confira a seguir alguns aspectos fundamentais da biologia da praga, como identificar os  sintomas e quais boas práticas você deve adotar para evitar perdas. Boa leitura!

Características da cigarrinha-do-milho

A cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis) é um inseto sugador. Pertence à ordem Hemiptera e à família Cicadellidae, com distribuição geográfica restrita à América do Norte, América Central e América do Sul.

Quando adulto, mede entre 3 mm e 4 mm e possui coloração ligeiramente esbranquiçada, branco-palha ou acinzentada. Ninfas possuem coloração amarelo-pálida.

Seus ovos são depositados dentro do tecido vegetal, na nervura central. Adultos e ninfas sugam a seiva das folhas na região do cartucho, reduzindo o desenvolvimento das plântulas, do sistema radicular e transmitindo doenças.

Doenças transmitidas pela cigarrinha-do-milho

Você já observou alguns dos sintomas abaixo na sua lavoura?

A foto à esquerda mostra o enfezamento pálido. A foto à direita mostra o enfezamento vermelho

(Fonte: Embrapa, 2014)

Esses sintomas são característicos das doenças conhecidas por enfezamentos, causadas por molicutes e disseminadas para áreas de cultivo de milho pela cigarrinha-do-milho.

Enfezamento pálido e vermelho do milho

O enfezamento pálido é causado por um espiroplasma (Spiroplasma kunkelii). Ele desenvolve lesões em forma de estrias cloróticas, que percorrem a base das folhas paralelamente às nervuras.

O enfezamento vermelho é causado por um fitoplasma (Maize Bushy Stunt Phytoplasma). 

Os sintomas nas folhas são lesões avermelhadas no ápice e nas bordas, secamento da margem em direção ao centro das folhas e o desenvolvimento de brotos axilares (novas plantas).

As cultivares também podem apresentar:

  • clorose;
  • amarelecimento das folhas sem avermelhamento;
  • perfilhamento e proliferação de espigas (até seis ou mais por planta);
  • acamamento pelo desenvolvimento de poucas raízes.

Ambas as doenças são sistêmicas e vasculares. Os patógenos se alojam e colonizam os vasos condutores, circulando pelo floema da planta. 

O resultado é o “entupimento” mecânico dos vasos condutores, prejudicando o desenvolvimento da planta.

Vale destacar que no campo não é possível distinguir os dois patógenos, devido à semelhança dos sintomas provocados. Frequentemente, ambos os patógenos ocorrem simultaneamente ao longo da área de produção.

Risca: virose transmitida pela cigarrinha-do-milho

Além dos enfezamentos, a cigarrinha também pode transmitir uma virose conhecida por MRFV (Maize Rayado Fino Virus).
Os sintomas da risca incluem pequenos pontos cloróticosem formato de linhas nas folhas, ao longo das nervuras. Abortamento de gemas florais e redução do crescimento também são observadas na presença do vírus.

Folha de milho com sintomas de MRFV: riscas amareladas, paralelas às nervuras e com aparência pontilhada

(Fonte: Embrapa)

Danos causados pela cigarrinha-do-milho

Os danos são proporcionais ao número de plantas doentes e à época de infestação das plantas. Quanto mais cedo a infestação ocorrer (estádios iniciais de desenvolvimento da cultura), maiores serão danos como:

  • internódios curtos;
  • planta pequena e improdutiva;
  • espigas pequenas;
  • falhas na granação;
  • planta atacada seca precocemente;
  • grãos chochos;
  • proliferação de espigas;
  • brotamento nas axilas das folhas;
  • emissão de perfilhos na base das plantas;
  • má-formação das palhas das espigas;
  • proliferação de radículas;
  • colonização de outros patógenos, causado acamamentos;
  • perda total de produção.

Como identificar a cigarrinha-do-milho?

Existem mais de 44 espécies de cigarrinhas no Brasil. Porém, apenas uma é vetor dos enfezamentos: a Dalbulus maidis.

Ela é diferenciada das demais da espécie pelas duas manchas (pintas negras) entre os olhos.

Identificação da cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis) pela presença de duas pintas pretas entre os olhos, indicada pelas setas na figura

(Fonte: Charles Martins de Oliveira, 2020)

Modo de transmissão

O modo de transmissão da praga pode ser persistente ou propagativo.

No modo persistente, após a aquisição dos patógenos, o inseto permanece infectivo por toda a vida. É importante que o controle seja realizado assim que a praga for detectada na área.

No modo propagativo, os patógenos circulam e se multiplicam na cigarrinha.

Como o inseto adquire o patógeno 

O inseto se alimenta de plantas de milho infectadas, através da sucção da seiva do floema. Durante a alimentação, ele adquire os patógenos, que passam para o seu trato digestivo

Os patógenos atravessam a parede do intestino do inseto, espalhando-se. A multiplicação ocorre principalmente nas glândulas salivares.

Posteriormente, o inseto abandona a planta doente e migra para plantas sadias e mais jovens. Quando ocorre a salivação, ela inocula os patógenos na planta sadia, transmitindo a doença.

Dinâmica populacional e ciclo biológico da cigarrinha-do-milho

Os ovos eclodem aproximadamente 8 dias após a postura e as ninfas passam por 5 instares (fases até se tornarem adultas). A duração da fase jovem é de aproximadamente 17 dias, a depender da temperatura.

A longevidade dos adultos é de 50 a 60 dias. Da fase do ovo até a fase adulta, é em torno de 25 a 30 dias

Sob temperaturas ideais (entre 26 °C e 32 °C), o ciclo pode ser completo em 24 dias, sendo possível a deposição de até 14 ovos por dia.

Entre 75 e 90 dias, a cigarrinha-do-milho completa seu ciclo biológico. Cada fêmea pode depositar entre 400 e 600 ovos, a depender da temperatura.

Problemas maiores são observados em plantios tardios (safrinha), e em temperaturas mais elevadas (entre 21 °C e 26 °C). 

Nessas condições, a cigarrinha-do-milho pode produzir de 4 a 6 gerações de insetos, e população entre 42 milhões e 190 bilhões de indivíduos

ciclo da cigarrinha-do-milho

Ciclo biológico da cigarrinha do milho
(Fonte: Sementes Agroceres)

Características importantes para manejo da cigarrinha-do-milho

Quatro períodos são considerados importantes para o manejo da cigarrinha:

O inseto sobrevive e se reproduz na entressafra em plantas hospedeiras como o milho tiguera, causando maiores problemas em plantios tardios do milho safrinha.

A cigarrinha-do-milho pode permanecer em outras espécies de gramíneas, utilizando-as como abrigo, como a aveia, trigo, plantas daninhas, triticale, cana, braquiária, milheto. O monitoramento destas espécies também deve ser realizado.

Possíveis causas do aumento da ocorrência da cigarrinha-do-milho 

A oferta abundante e ininterrupta do hospedeiro pelo cultivo intensivo do milho safra e safrinha, aliado à rotação de culturas inexistente ou inadequada aumentaram a população da praga.

Temperaturas entre 26 °C e 30 °C também favoreceram a ocorrência da praga e do complexo de doenças transmitidas por ela: enfezamento pálido, vermelho e vírus da risca para novas áreas.

O não controle da cigarrinha-do-milho resulta em populações elevadas e problemas cada vez mais preocupantes.

Segundo o Cepea, o não controle desta praga pode reduzir a produção em 6,6%, impactando diretamente no aumento do preço do produto no mercado.

A identificação da praga (mesmo que em populações baixas) e dos sintomas das doenças na lavoura é fundamental, principalmente nos estádios iniciais da cultura.

Cigarrinhas em folhas jovens de milho

(Fonte: Foto de Fabiano Bastos em Embrapa)

Controle da cigarrinha-do-milho

É importante que você fique alerta, pois utilizar apenas um controle não será o suficiente em casos de altas infestações. O ideal é realizar o MIP (Manejo Integrado de Pragas).

Os manejos mais utilizados são o cultural e o químico, mas também é possível utilizar o biológico.

Vale destacar que, para as doenças, as medidas devem ser preventivas, pois não existem produtos registrados para o seu controle.

Estratégias de manejo 

  • Adeque a época de plantio;
  • evite sobreposição de ciclos da cultura;
  • evite plantios consecutivos;
  • elimine plantas hospedeiras (milho tiguera);
  • sincronize época de plantio;
  • evite semeadura próximo a áreas com plantas adultas que apresentem os sintomas dos enfezamentos ou da risca;
  • escolha híbridos com maior tolerância que seja adaptado a região de cultivo;
  • evite sementes piratas; opte pelas certificadas e com tratamento industrial;
  • faça monitoramento constante, principalmente nos estádios iniciais da cultura (VE e V8);
  • planeje a colheita do milho com regulagem minuciosa das máquinas para evitar que grãos caiam sobre a área e germinem posteriormente;
  • utilize caminhões em boas condições, para evitar a dispersão de milho na beira das estradas.

Medidas isoladas não são eficazes, e nenhuma medida é 100% efetiva. Além disso, não existe tratamento curativo para as doenças descritas, apenas é possível eliminar o inseto vetor. Medidas devem ser baseadas em prevenção!

Escolher o material mais adequado para semeadura é uma estratégia que, aliada às demais, pode reduzir as perdas na lavoura. Alguns híbridos apresentaram maior ou menor grau de suscetibilidade ao enfezamento vermelho. 

Produção de grãos (A) e notas de enfezamento (B) em genótipos de milho plantados em Sete Lagoas-MG. Genótipos com maior severidade representados pela letra D obtiveram menor produção.

(Fonte de: Cota e colaboradores, 2018. )

Controle químico

O melhor método químico é através do tratamento das sementes com inseticidas, o que vai propiciar uma maior proteção às plântulas de milho. A presença do inseto vetor requer a entrada do controle químico na área.

Neonicotinoides, dentre os químicos, possuem os melhores resultados no controle da cigarrinha.

Isso se deve a suas características de sistemicidade (mesmo quando aplicado em uma parte, é absorvido e atinge todos os tecidos da planta) e translocação translaminar (mesmo aplicado na face superior da folha, tem capacidade de penetrá-la e ter ação na face inferior). 

As ninfas se alojam principalmente no verso das folhas, exigindo produtos que possam alcançar este local. Escolha produtos com solubilidade moderada, devido ao maior tempo residual na cultura.

É indispensável rotacionar produtos químicos com modos de ação distintos (observando o número máximo e intervalo de aplicações recomendadas na bula) com produtos registrados para a cultura.

Para saber quais são os produtos químicos registrados e recomendados para a cultura, basta acessar o Agrofit.

Para consultar produtos químicos e biológicos recomendados e informações de como aplicá-los, essa planilha certamente irá te ajudar.

Controle biológico da cigarrinha do milho

Você sabia que além do controle químico, é possível utilizar o controle biológico de forma conjunta?

Ele é feito através de produtos que contenham como ingrediente ativo o fungo Beauveria bassiana. Os fungos podem penetrar na cutícula do inseto e se multiplicar no seu interior.

planilha de planejamento da safra de milho

Conclusão

Conhecer o histórico da sua área é essencial para monitorar a presença da cigarrinha-do-milho.

Apenas o controle químico não vai resolver o problema. Adote também medidas culturais e preventivas.

Quanto antes você detectar a presença da cigarrinha-do-milho e realizar o controle com os produtos recomendados, nas doses especificadas e intervalos de aplicação adequados, menores serão as suas perdas.

Aqui você viu todos os danos que esse inseto pode causar, e como evitá-los. Agora é só não descuidar da sua lavoura de milho e adotar medidas preventivas de controle! 

Leia mais >>

“Mancha-amarela no trigo: veja como manejar a doença”

Restou alguma dúvida sobre a identificação ou manejo da cigarrinha-do-milho? Tem alguma outra dica para acabar com esse problema? Adoraria ver seu comentário abaixo!

O que a cigarrinha-do-milho causa?

A cigarrinha-do-milho é o inseto vetor do enfezamento do milho e tem potencial de causar até 100% de perdas nas áreas de produção. Os danos são proporcionais ao número de plantas doentes e à época de infestação, podendo ser desde plantas pequenas e improdutivas a grãos chochos, falhas na granação, além da perda total da produção.

Como controlar a cigarrinha-do-milho?

Os manejos mais utilizados são o cultural e o químico, mas também é possível utilizar o biológico. Os neonicotinoides possuem os melhores resultados no controle da cigarrinha, mas é indispensável rotacionar produtos químicos com modos de ação distintos. No caso do controle biológico, produtos que contenham o fungo Beauveria bassiana são os mais indicados.

Primeira antena 5G em área rural: entenda como essa tecnologia vai beneficiar sua fazenda

Primeira antena 5G em área rural: instalação impulsiona a agricultura digital e de precisão e reforça o protagonismo do Brasil no agronegócio

O Brasil ganhou, em maio de 2021, sua primeira antena 5G em área rural, instalada em uma fazenda experimental de produção de algodão, em Mato Grosso.

Mais que uma ferramenta tecnológica, a instalação do 5G em uma fazenda representa um passo importante do país em seu protagonismo no agronegócio mundial.

Com ela, produtores rurais ampliam investimentos em agricultura digital e de precisão e fortalecem a eficiência, a competitividade e a sustentabilidade econômica e ambiental.

Saiba o que já está sendo feito no campo através do sinal 5G e quais são as possibilidades de ampliação do uso dessa tecnologia.

A tecnologia 5G e seus avanços 

O 5G é a quinta geração de tecnologia para rede de internet móvel. Ela surge da evolução natural das gerações anteriores — 2G, 3G e 4G.

O sinal 5G é 10 vezes mais rápido que o 4G. Isso possibilita o avanço da automação no campo, com o uso da inteligência artificial e da robótica.

A tecnologia traz diversos avanços para a sociedade, para além do aumento da velocidade na conexão.

Dentre os avanços, destacam-se: 

  • a Internet das Coisas, com aparelhos inteligentes e conectados entre si;
  • aumento da densidade de conexões por metro quadrado (cerca de 1 milhão);
  • a automação e a robotização;
  • eficiência energética, com redução do consumo e mais sustentabilidade;
  • maior eficiência espectral, em decorrência do aumento da potência;
  • o Big Data e a computação em nuvem. 

Especialistas afirmam que os avanços do 5G terão maior impacto no mundo dos negócios, sobretudo nos processos produtivos, gerenciais e comerciais do setor agrícola.

Salto para a agricultura 5.0

A Embrapa Informática Agropecuária considera que o 5G no setor agrícola favorece a introdução da agricultura 5.0, caracterizada pela automação de toda a cadeia produtiva.

Desse processo, fazem parte a inteligência artificial, a robótica, a biologia sintética (que permite a impressão 4D) e a agricultura vertical.

No Brasil, a maioria das fazendas que utilizam tecnologia estão na fase da agricultura 3.0, e algumas já estão em transição para a agricultura 4.0.

3 benefícios da tecnologia 5G para sua fazenda

O 5G é tão importante para o agronegócio no Brasil que os primeiros sinais foram instalados, de forma experimental, em fazendas de Goiás e Mato Grosso.

No Brasil, a tecnologia foi inaugurada em dezembro de 2020, em Rio Verde, Goiás.

A instalação foi resultado de uma parceria entre as empresas Claro, a chinesa Huawei (detentora da tecnologia 5G), a Prefeitura de Rio Verde e Governo do Estado de Goiás.

1. Monitoramento da lavoura em tempo real

Em Goiás, os aparelhos com sinais de transmissão 5G foram instalados na Fazenda Nycolle (1.100 hectares) e no Ceagre (Centro de Excelência em Agricultura Exponencial).

Além disso, foi disponibilizada uma torre móvel de transmissão e aproveitada a estrutura de uma torre com sinal 4G da Claro, que passou a operar com o 5G. 

Na fazenda de soja, milho e pecuária de leite, a tecnologia permite que um drone e um rover, equipados com câmeras de 360 graus, façam o monitoramento.

As imagens são transmitidas em tempo real para óculos de realidade virtual usados pelo fazendeiro Cairo Arantes, que não precisa sair da sede da propriedade para acompanhar tudo o que acontece pela fazenda.

Rover utilizado no monitoramento na Fazenda Nycolle com tecnologia 5G

(Foto: Edinan Ferreira/Fapeg)

2. Ganho de tempo no serviço

O mesmo trabalho que o fazendeiro faz em uma manhã com o sinal 5G, da forma convencional era feito em três a quatro dias.

Arantes também realiza experimentos com a tecnologia na pecuária de leite, para aprimoramento dos processos reprodutivos, como na detecção do cio em vacas.

Um estudo recente mostrou, inclusive, que o uso de sensores instalados em cochos favorece a identificação do cio em vacas-leiteiras com 6 horas de antecedência.

3. Potencialização do trabalho 

Álvaro Salles, diretor executivo do IMAmt (Instituto Mato-Grossense de Algodão), informou ao blog da Aegro que o 5G potencializará o trabalho com máquinas agrícolas e automatização do tratamento com animais

“Com o 5G, há possibilidade de utilizar a inteligência artificial para analisar dados, fazer o monitoramento com máquinas, câmeras, sensores. Facilita muito, é mais rápido”, disse.

Segundo Salles, uma das ideias com a legalização do sinal 5G no Brasil é avançar com a tecnologia para a área comercial e realizar contratos digitais de negociação.

Vitrine tecnológica em Mato Grosso

Um experimento semelhante ao de Goiás é realizado em Mato Grosso, a partir do monitoramento da lavoura em tempo real com drone e óculos de realidade virtual.

Em Mato Grosso, a instalação da primeira antena 5G (que possui 45 metros de altura), uma vitrine tecnológica do agronegócio será montada em uma fazenda modelo.

A propriedade rural, localizada em Rondonópolis, pertence ao IMAmt, que investiu R$ 200 mil com a instalação da antena.

A tecnologia da finlandesa Nokia possui sinal de 700 MHz que alcança 15 km², em área plana. A Nokia usa o 5G standalone, conhecido como 5G puro.

Antena 5G instalada em Mato Grosso

(Fonte: IMAmt)

Leilão do 5G apontará diretrizes da tecnologia no país 

A realização dos experimentos são apenas demonstrativos, já que o sinal 5G ainda não tem autorização para funcionar no Brasil.

A autorização virá após a realização de um leilão pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), previsto para o primeiro semestre de 2021.

O leilão prevê a oferta das frequências de 700 MHz, 2,3 GHz, 3,5 GHz e 26 GHz. Segundo o Governo Federal, elas são as mais adequadas para a expansão do serviço no país.

Além de prover a tecnologia 5G, as vencedoras do leilão terão de atender com 4G ou superior áreas com mais de 600 habitantes, o que favorece muito as áreas rurais.

Cidades com mais de 30 mil habitantes terão tecnologia 5G. 

Ilustração da Embrapa sobre a Agricultura Digital

(Fonte: Embrapa Tecnologia Agropecuária)

Conclusão

Neste artigo, você viu a importância da instalação da primeira antena 5G em área rural para o agronegócio no Brasil e os avanços decorrentes dessa tecnologia.

É importante ressaltar a evolução da agricultura e os avanços que podem ser alcançados com a tecnologia 5G, o que abre oportunidades diversas para os produtores rurais.

Os avanços aconteceram rapidamente: em 1990, estávamos na agricultura 3.0; em 2015, na 4.0; e agora, após 6 anos, já vemos a agricultura 5.0 bater à porta.

Isso mostra como você deve acompanhar a evolução e ter cada vez mais a tecnologia como aliada para melhorar o gerenciamento da fazenda.

>> Leia mais: “Quais os impactos da nanotecnologia na agricultura?”

Qual a sua opinião sobre a instalação da primeira antena 5G em área rural? Vamos continuar essa discussão aqui nos comentários!