About Mariana Rezende

Sou formada em economia e mestre em Economia Aplicada pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Atualmente sou doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Economia e graduanda de Ciências Contábeis na mesma instituição.

Gestão rural com planilhas: Cuidados que você deve ter

Gestão rural: A gestão rural é um processo complexo e o uso de planilhas pode auxiliar na melhor administração do seu negócio

Em qualquer empresa, a gestão é representada pelo processo de planejar, organizar, dirigir e controlar o uso de recursos com a finalidade de alcançar os objetivos.

Assim, a gestão rural tem como função realizar o estudo dos processos de decisões administrativas ligadas ao agronegócio, aliando os resultados financeiros à produtividade da lavoura.

O uso de uma planilha pode auxiliar na gestão do seu negócio, sendo uma ótima estratégia para a melhorar o desempenho do seu negócio.

Através de dados e cálculos, elas podem auxiliar em estratégias que irão garantir mais sucesso dentro do sistema de produção, principalmente, em um cenário de custos de produção elevados.

Portanto, neste artigo vamos explicar como realizar a gestão rural com o auxílio de planilhas. Boa leitura!

O que é gestão rural?

A gestão rural é o processo de tomada de decisões com a finalidade de administrar um negócio no campo. Essas medidas envolvem tanto os processos de produção quanto estratégias de negócios, visando seu desenvolvimento.

Realizar uma boa administração rural é fundamental para que a empresa obtenha sucesso e se desenvolva no mercado do agronegócio. Para isso, o gestor poderá enfrentar desafios como o controle da produção, gestão de trabalhadores, otimização dos processos, impactos ambientais, entre outros.

A função exige não somente que o gestor tenha conhecimento, mas que também conte com uma equipe qualificada e com ferramentas eficientes.

Como fazer registros eletrônicos nas propriedades?

Nas propriedades rurais, principalmente nas pequenas, é muito comum fazer o registro das contas de forma manual. O que esses gestores talvez não saibam é que o registro eletrônico pode ser mais simples do que imaginam.

O registro eletrônico pode ajudar muito no planejamento de metas e objetivos, dando conta de um volume maior de dados. Também pode ser feito sem custos e a agilidade e precisão na análise são maiores.

Com a informatização na agropecuária, problemas nos processos podem ser identificados com maior rapidez e precisão.

Importância do controle financeiro

Realizar o controle financeiro permite que o produtor tenha maior clareza na observação das entradas e saídas no caixa da empresa rural.

O controle diário, facilita a análise e o planejamento da empresa rural. É importante separar os controles diários dos controles mensais. Essas informações precisam ser registradas de forma sistemática e contínua.

Somente após períodos maiores será possível avaliar tendências e pensar em mudanças.

Os controles diários auxiliam nas decisões rápidas, na obtenção mais imediata de informações e demonstração mais rápida e clara dos dados.

Os controles mensais são fundamentais para o acompanhamento e controle dos recursos, apresentando uma visão de conjunto e de relevância.

Quais são as ferramentas de gestão rural?

As ferramentas de gestão rural sempre existiram, mesmo antes do computador. Um exemplo disso é o livro caixa de papel. Porém, com os avanços da tecnologia, surgiram novos métodos para simplificar tarefas e processos na gestão rural.

Essas ferramentas tecnológicas tendem a aumentar a eficiência das propriedades rurais e otimizar seus resultados. 

Arquivos em papel

Apesar de ainda serem utilizados em muitos negócios, os arquivos de papel apresentam diversas desvantagens em relação às demais ferramentas de gestão rural.

Este material exige espaço para arquivamento e, muitas vezes, gera uma verdadeira bagunça no escritório. Além disso, ao anotar informações importantes em arquivos de papel, o produtor assume riscos.

Um simples descuido pode causar erros no caixa ou até mesmo na declaração do imposto de renda, por exemplo.

Com os arquivos de papel também fica mais difícil contar com a contribuição dos colaboradores da fazenda. Será muito difícil manter isso sem comprometer algo no futuro.

Planilhas

As planilhas de Excel são úteis em muitos casos, pois permitem a visualização das informações em gráficos e podem ser compartilhadas com os demais membros da equipe.

Contudo, para fazer a gestão da fazenda, é necessário criar diversas planilhas diferentes, para financeiro, contábil, estoque e planejamento da safra, por exemplo.

Dessa forma, o gestor da fazenda precisa preencher as mesmas informações mais de uma vez em diferentes lugares, o que acaba tornando o processo mais demorado e desgastante.

Além disso, sempre existe o risco de perder os arquivos e todo o histórico da propriedade, caso o produtor não faça backups da maneira adequada.

Softwares da gestão rural

Ao contar com um software de gestão criado especificamente para propriedades rurais, o produtor tem em mãos uma ferramenta eficiente, que gera dados valiosos para a tomada de decisão na fazenda.

O software de gestão rural da Aegro conta com sete módulos integrados que apoiam a administração de todos os setores da fazenda, eliminando a necessidade de lançar a mesma informação mais de uma vez.

O programa ainda torna as informações mais fáceis de entender, pois os dados são apresentados em gráficos bem organizados e funcionais.

Com o software Aegro é possível fazer o planejamento da safra, o controle de custo de produção, o controle de estoque rural, o caderno de campo, o controle de máquinas e patrimônio, produção e venda e indicadores agrícolas.

Quais os tipos de planilhas que podem ser usadas?

Existem diversas planilhas que podem ser usadas na gestão rural, auxiliando na gestão eficiente dos recursos e do negócio. As principais planilhas que são utilizadas na gestão rural são:

  • Fluxo de caixa;
  • Controle de estoque;
  • Custos de safra;
  • Depreciação de máquinas agrícolas;
  • Controle de custos com insumos.

Conclusão

Realizar uma boa gestão da fazenda é fundamental para seu negócio rural ter mais sucesso e melhorar a rentabilidade.

Neste artigo mostramos como fazer a gestão do seu negócio rural, as vantagens de utilizar a planilha e quais são as principais planilhas para usar na sua propriedade. Com esses recursos você tem melhor controle de custos, estoque, fluxo de caixa e custos de safra.

Recuperação judicial para o produtor rural: Veja em que casos se aplica

Recuperação judicial: A inclusão dos produtores rurais na Nova Lei de Recuperação Judicial e Falência trouxe mais segurança jurídica para o setor

O agronegócio é um setor muito importante para a economia nacional, mas, como todo segmento da economia, o produtor rural também está sujeito a passar por crises econômicas e financeiras.

Essas questões podem levar o produtor rural à necessidade de realizar a renegociação das dívidas, e solicitando a abertura da recuperação judicial junto aos credores.

A recuperação judicial do produtor rural tem passado por mudanças significativas ao longo dos últimos anos.

Sancionada em 2021, a Nova Lei de Recuperação Judicial e Falência trouxe mudanças importantes e proporcionou mais segurança jurídica à atividade econômica do produtor rural e ao agronegócio.

Neste artigo vamos esclarecer alguns pontos sobre a recuperação judicial do produtor rural. Boa leitura!

O que é recuperação judicial?

A recuperação judicial é o instituto aplicável a empresas que estejam em situação de crise econômico-financeira. Contudo, essa crise tem viabilidade econômica de ser revertida em curto ou médio prazo por meio da repactuação dos compromissos.

Assim, a recuperação visa garantir o restabelecimento da empresa no mercado, evitando a falência, na medida em que a atividade empresarial garante os interesses da sociedade, uma vez que é fonte produtora, gera empregos e resguarda os interesses dos credores.

A Lei nº 11.101/2005 estabelece as regras para solicitar a recuperação judicial pelas empresas e sociedades empresárias.

O artigo 48 da referida Lei estabelece que poderá requerer a recuperação judicial o empresário devedor que, no momento do pedido:

  1. Exerça regularmente suas atividades há mais de dois anos;
  2. Não seja falido; e, se foi, que estejam declaradas extintas, por sentença transitada em julgado;
  3. Não ter, há menos de cinco anos, obtido concessão de recuperação judicial;
  4. Não ter, há menos de cinco anos, obtido concessão de recuperação judicial com base no plano especial;
  5. Não ter sido condenado ou não ter, como ou sócio controlador, pessoa condenada por qualquer dos crimes previstos na lei de recuperação e falência.

O que é recuperação judicial para produtor rural?

A Lei nº 14.112/2020 trouxe a possibilidade do produtor rural pessoa física de requerer um plano de recuperação judicial similar àquele destinado aos microempresários individuais.

Esta alteração na lei trouxe mais segurança ao inserir regras claras em relação ao pedido de recuperação judicial para produtores rurais em crise nos negócios.

Antes da Nova Lei de Recuperação Judicial, apenas empresas rurais legalmente constituídas como tal eram reconhecidas pela Justiça como detentoras do direito de pedir recuperação judicial.

Ou seja, apenas produtores rurais inscritos na Junta Comercial podiam requerer a recuperação judicial.

Após a aprovação da Lei, os produtores rurais que desenvolvem sua atividade como pessoa física também podem, com determinadas condições, se tornar pessoa jurídica para pleitear a recuperação judicial.

Dessa forma, não é mais necessário o registro perante a Junta Comercial para entrar com pedido de recuperação judicial, bastando apenas que ele comprove o exercício da sua atividade rural por pelo menos dois anos.

Como funciona a recuperação judicial para produtor rural?

O artigo 48 da referida Lei institui que poderá requerer a recuperação judicial o produtor rural que exerça regularmente suas atividades há mais de dois anos e que atenda aos requisitos:

  1. No caso da atividade rural por pessoa jurídica, admite-se a comprovação do prazo de 2 anos por meio da Escrituração Contábil Fiscal (ECF), ou por meio da obrigação legal de registros contábeis que venha a substituir a ECF;
  2. Para comprovação do prazo de 2 anos, o cálculo do período de exercício de atividade rural por pessoa física é feito com base no Livro Caixa Digital do Produtor Rural (LCDPR), ou por meio de obrigação legal de registros contábeis que venha a substituir o LCDPR, e pela Declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (DIRPF) e balanço patrimonial.

Além disso, a Lei determina que estarão sujeitos à recuperação judicial os créditos que decorram exclusivamente da atividade rural e estejam discriminados nos documentos citados nos itens I e II.

Outra inovação trazida pela Lei é a possibilidade de o produtor rural optar pelo procedimento simplificado, que era medida exclusiva para microempresas e empresas de pequeno porte, desde que o valor da dívida sujeita à recuperação judicial não exceda R$ 4,8 milhões.

Ademais, as dívidas referentes à aquisição de propriedades rurais de acordo com o repasse de recursos oficiais e fiscais não podem ser incluídas na recuperação. Também não poderão ser incluídas as dívidas amparadas em Cédula de Produtor Rural (CPR).

Divergências de entendimento da recuperação judicial do produtor rural

Apesar dos avanços para o produtor rural a partir da aprovação da Lei nº 14.112/2020, ainda existem incertezas sobre a recuperação judicial para esse público.

Uma divergência é de entendimento sobre a inclusão dos créditos constituídos antes do registro do produtor rural na Junta Comercial na recuperação judicial. 

Esse tema ficou com uma lacuna aberta na Lei, e a interpretação jurídica predominante tem sido de que esses créditos também devem ser considerados na disputa entre os credores.

Outra controvérsia diz respeito ao fato de que, durante o período de suspensão das execuções, alguns credores, como os titulares de propriedade fiduciária de imóveis ou arrendadores mercantis, não estão sujeitos aos efeitos da recuperação judicial.

Assim, esses credores podem apreender ou alienar os bens do devedor, com exceção daqueles bens considerados como sendo bens de capital essenciais à sua atividade empresarial.

Por se tratar de produtores rurais, os tribunais possuem entendimento divergente se os produtos agrícolas, como soja e milho, devem ser considerados bens de capital para a atividade empresarial.

Dessa forma, portanto, não podem ser vendidos ou apreendidos durante o período de suspensão das execuções. Isto é, se esse conceito abarca apenas os imóveis, as máquinas e os utensílios necessários para a produção.

Conclusão

A possibilidade da Recuperação Judicial para o produtor rural foi um avanço na legislação brasileira. Os empresários do setor rural estão sujeitos aos mesmos problemas dos demais empresários.

Essa legislação foi capaz de demonstrar que houve um ganho social, traçando critérios objetivos para a concessão do benefício também para os produtores rurais pessoas físicas, resultando em maior segurança jurídica para o setor agrícola e para os credores.

Rentabilidade na lavoura: Confira as dicas

Rentabilidade em sua lavoura: Com o auxílio da tecnologia, planejamento e técnicas de manejo é possível melhorar a rentabilidade da sua lavoura

Pode-se até dizer que não existe uma receita exata para ser bem sucedido na agricultura. Entretanto, o avanço das tecnologias, aperfeiçoamento da pesquisa, alternativas de manejo e novas oportunidades para comercialização, tem ajudado a melhorar a produtividade agrícola.

Além disso, existem boas práticas de gestão que podem melhorar a produtividade e a rentabilidade como um todo, como a projeção ou preparação da fazenda para um contínuo processo de produção e uma visão sistêmica do produtor para maior lucratividade no campo.

Ou seja, pensar no longo prazo e traçar estratégias conjuntas, podem ser a chave para o sucesso da lavoura. Neste artigo, vamos mostrar tudo que pode melhorar a rentabilidade da sua lavoura. Boa leitura!

O que é produtividade da lavoura?

A melhoria da rentabilidade dos grãos está pautada no investimento em preparação do solo e insumos – como sementes e fertilizantes -, máquinas e equipamentos e outras tecnologias, como a agricultura de precisão.

Além disso, está cada vez mais difundido no mercado o uso de produtos biológicos, que agem de diferentes maneiras, por exemplo, no aumento da resiliência das plantas frente a situações de escassez hídrica e condições de temperatura extrema, tornando-as mais resistentes e capazes de produzir, agindo como uma garantia de produtividade em cenários adversos.  

O que é rentabilidade da lavoura?

Diferentemente da produtividade, que envolve os aspectos gerais da produção, na rentabilidade temos outras variáveis importantes que vão além do campo, como a comercialização do produto, armazenagem e financiamentos.

Dessa forma, obter a máxima rentabilidade, produtividade e rendimento da lavoura não depende apenas das condições adequadas de solo e clima, é necessário escolher, de forma estratégica, insumos e práticas assertivas de manejo e comercialização.

Manejo e desempenho da lavoura

A tecnologia para aumento da eficiência nos processos agrícolas está cada vez mais difundida no Brasil. O bom desenvolvimento das lavouras tem sido possível pela profissionalização no setor do agronegócio.

Alguns processos estão sendo beneficiados pelo uso da tecnologia, o que significa também otimização do tempo e investimentos, redução dos gastos com combustíveis, sementes e insumos. É possível citar alguns processos:

  • Correção do solo baseado em análise;
  • Adubação da área conforme necessidade nutricional da cultura;
  • Controle de erosão e compactação do solo para melhor aproveitamento de água;
  • Investimento no tratamento de grãos para garantir melhoria na qualidades das sementes;
  • Redução do espaçamento, permitindo maior densidade de plantio e otimização do uso de máquinas plantadoras;
  • Manejo de pragas, doenças e plantas daninhas;
  • Regulagem e manutenção do maquinário para plantio.

Diferença entre lucratividade e rentabilidade

É comum que as pessoas confundam as definições de rentabilidade e lucratividade, mas elas representam conceitos distintos fundamentais para avaliar o desempenho financeiro da lavoura.

A lucratividade é a capacidade de gerar lucro, ou seja, é o ganho que a empresa consegue gerar sobre o trabalho desenvolvido.

Já a rentabilidade está relacionada ao retorno sobre o investimento realizado na lavoura.

Melhoria na rentabilidade da lavoura

Alguns processos podem aumentar a rentabilidade da lavoura, como:

  • Investimento em um sistema de gestão de campo;
  • Aplicação de novas tecnologias;
  • Manejo adequado;
  • Ampliação da área de plantio;
  • Investimento no desenvolvimento genético das sementes e armazenagem própria.

Contudo, para melhorar esses processos, é possível adotar algumas práticas:

Planejamento da safra

Para realizar o planejamento da safra é importante incluir no orçamento, previamente, uma pesquisa dos fluxos financeiros como: 

  • Investimentos;
  • Receitas e despesas;
  • Benfeitorias e maquinários;
  • Logística;
  • Entre outros.

Cada cultura tem sua estimativa, suas particularidades ambientais e socioeconômicas próprias.

Monitorar o funcionamento das colheitadeiras

Para se ter uma boa colheita, o perfeito funcionamento das colheitadeiras é fundamental, avaliando sempre que possível, a altura do corte, velocidade, entre outras questões.

Além disso, ter funcionários capacitados para o bom uso e aproveitamento das máquinas contribui para a melhor rentabilidade da lavoura.  

Aplicação de tecnologia no processo de plantio

A agricultura 4.0 traz uma evolução na comunicação entre os equipamentos, como o uso de GPS em máquinas para melhorar a eficiência e diminuir os gastos com combustíveis.

O uso de sensores para fazer leituras não só das máquinas, mas também do meio ambiente também contribui para melhorar o desempenho da lavoura. Esses sensores captam informações do solo e geram mapas de fertilidade e zonas de manejo.

Contratar mão de obra qualificada

A carência de colaboradores capacitados afeta o resultado do produtor. Ao investir em treinamento e qualificação de mão de obra, há redução do desperdício e, automaticamente, ganho de rentabilidade e produtividade, aumentando a lucratividade do negócio.

Armazenamento próprio

O uso de tecnologia no campo possibilita produzir mais. Realizar o investimento em armazenagem na própria fazenda, permite decidir sobre o momento ideal para negociar a produção no mercado, além de evitar problemas com frete ou ausência de armazéns em portos.

Qual a lavoura mais lucrativa?

A rentabilidade de um cultivo pode ser influenciada pelo custo de produção, pelo preço de mercado, pela volatilidade do câmbio e pelas condições climáticas. 

As características da propriedade rural onde o cultivo será implantado, especialmente quanto ao solo, também são um fator importante.

A produtividade por hectare é um dos principais índices para descobrir o potencial de lucro de determinada lavoura.

Para reduzir os riscos e aumentar os resultados, agricultores devem adotar estratégias como o uso da tecnologia e a diversificação das culturas, além de procurar apoio técnico para o desenvolvimento da plantação.

É possível citar os cinco cultivos mais rentáveis do Brasil:

Algodão

Uma lavoura de algodão pode render quatro vezes mais por hectare do que uma plantação de soja. Entretanto, a cultura requer cuidados especiais e alto conhecimento técnico.

Soja

O ciclo da soja dura em média quatro meses, além disso, é relativamente fácil de se cultivar e se adapta a diversos tipos de solo e clima, além de oferecer alta produtividade por hectare.

Milho

O milho é um cereal fácil de cultivar e tem ciclo produtivo rápido, o que permite a colheita de até três safras anuais. 

Café

Para maximizar a lucratividade do café, é preciso ter mão de obra especializada e realizar o beneficiamento. O clima favorável do Brasil e os avanços tecnológicos permitem melhorias no padrão quantitativo e qualitativo dos grãos.

Laranja

O clima favorável do Brasil e a tecnologia aplicada no plantio permitem que a produção seja realizada em larga escala, o que contribui para a rentabilidade da cultura.

Conclusão

Existem inúmeras medidas para potencializar os recursos disponíveis e obter maior rentabilidade com a produção agrícola na fazenda.

Um sistema de gestão alinhado, com planejamento e monitoramento adequados farão com que haja redução de perdas na propriedade rural. Dessa forma, promove a agilidade de processos e o aumento de ganhos do seu negócio rural.

Conciliação bancária na fazenda: o que é e como fazer (+ planilhas grátis)

Conciliação bancária na fazenda: saiba como identificar fraudes, com que frequência fazer, sua importância e muito mais!

A conciliação bancária pode ajudar muito o gerenciamento da sua fazenda. Associada a outros procedimentos contábeis, ela pode garantir o sucesso e o crescimento do seu negócio.

Fazer a conciliação bancária é uma forma simples e rápida de evitar surpresas nas finanças.

Neste artigo, você vai saber como fazer e porque ela é importante, além de ter acesso a materiais que te ajudarão muito. Acompanhe!

O que é conciliação bancária?

A conciliação bancária é o processo de comparar o extrato da conta bancária com as informações do controle financeiro da fazenda. 

Com ela, você compara o que você recebeu e pagou com os valores que entraram e saíram da sua conta bancária.

A conciliação é essencial para a boa gestão financeira da empresa.

Além disso, ela te ajuda nas tomadas de decisões, permite identificar fraudes, lançamentos errados, valores não compensados e compras canceladas.

Se você recebe ou paga aos fornecedores por meio de boletos, cartão de crédito ou débito, esse processo é importante para evitar prejuízos.

Pode parecer algo complicado se a movimentação financeira da sua fazenda for muito grande. 

Mas não se preocupe! Se você tiver um bom profissional que controla e lança cada evento financeiro diariamente, não terá muitos problemas ao realizar a conciliação bancária.

A importância da conciliação bancária

É a partir da conciliação que as possíveis inconsistências são percebidas. 

Um pequeno erro de lançamento pode não trazer muitos prejuízos. Porém, ao longo de um ano, vários erros de lançamento e recebimento podem atrapalhar a saúde financeira do negócio.

Registros com erros podem levar o gestor a tomar decisões prejudiciais ao futuro do negócio. Descontos concedidos a clientes podem passar despercebidos e trazer prejuízos.

Um acompanhamento frequente do dinheiro que entra e sai das contas bancárias te dá informações relevantes no fechamento do mês.  

Benefícios da conciliação bancária na fazenda

1. Identificação de fraudes

Monitorar o movimento nas contas bancárias evita fraudes internas. Por exemplo, cheques recebidos como pagamento e não descontados ou depósitos com valores inferiores. 

2. Mais controle das movimentações financeiras

A conciliação bancária possibilita maior controle das finanças da sua fazenda. 

O acompanhamento do dinheiro que entra e sai diariamente te dá uma visão clara do quanto seu negócio movimenta em determinado período.

Com isso, a conciliação ajuda a identificar se as receitas são maiores ou menores que as despesas de sua fazenda. 

3. Saldo bancário confiável

Acompanhar o saldo bancário contribui para as tomadas de decisões. 

Saber exatamente qual quantia sua fazenda tem disponível permite que os investimentos sejam mais efetivos.

4. Melhoria do planejamento orçamentário

A conciliação bancária permite fazer o planejamento e a contabilidade dos custos, investimentos e projeção das receitas e despesas ao longo do ano.

5. Melhoria da previsão do fluxo de caixa

Outra vantagem de se fazer a conciliação é o controle efetivo das despesas e receitas.

Ou seja, você pode acompanhar o fluxo de caixa de seu negócio, e garantir que ele seja mais saudável. 

Como fazer a conciliação bancária?

É possível definir 3 etapas para que o processo de conciliação bancária seja estruturado na sua fazenda. São eles:

  • monitorar fluxo de caixa e extratos bancários;
  • comparar informações internas com lançamentos de entrada/saída;
  • correção de falhas.

Monitoramento do fluxo de caixa e extratos bancários

O fluxo de caixa é o registro de todas as receitas e despesas da empresa. 

Esse controle é importante para comparar os valores que entram e saem. Assim, você identifica se o negócio está dando lucro ou prejuízo.

Os registros podem ser por planilhas ou um software de gestão, e devem ser diários. Essa é uma forma de você evitar que algum valor se perca por não ter sido lançado.

Clicando no botão abaixo, você baixará uma planilha para tornar seu fluxo de caixa ainda melhor. Insira os dados financeiros da sua fazenda e facilite esse processo:

Baseado nesses dados, você conseguirá analisar com mais clareza como está a saúde financeira do seu negócio. 

Além disso, poderá avaliar o quanto poderá investir no seu estabelecimento, a estimativa de crescimento do negócio e o valor do seu salário.

Comparar informações internas com lançamentos de entrada/saída

O lançamento e a comparação de tudo que foi pago e recebido será bem sucedido se todos os documentos forem organizados. 

Os documentos recebidos (como boletos para pagamento de fornecedores) e enviados (como boletos para receber de clientes) devem ser guardados de forma organizada.

Esses documentos, sejam em papel ou eletrônicos, devem ter uma pasta/caixa própria para arquivá-los. Eles podem ser separados por mês do ano, fornecedor ou fluxo de caixa.

Essa organização simplifica a busca, o controle e o lançamento das informações. Como consequência, a estruturação da parte financeira do seu negócio fica mais fácil.

Correção de falhas

Acompanhar a movimentação financeira da empresa ajuda a identificar mais facilmente as falhas que possam existir.

Essas divergências podem ocorrer por causa de um lançamento errado, depósito feito com valor menor do que o esperado, entre outras coisas. 

Ao acompanhar a movimentação de perto, você pode ter tempo para corrigir as falhas e até mesmo para evitá-las.

Como fazer a conciliação bancária?

A conciliação é a comparação do fluxo de dinheiro da fazenda com os valores no extrato bancário.

É possível avaliar se todos os valores lançados na sua planilha realmente constam na sua conta.

Por exemplo: suponha que no dia 22 deste mês você registrou a venda de soja no valor de dez mil reais. 

Ao fazer a conciliação bancária você verificará se, neste dia ou próximo a ele, esse valor realmente entrou na sua conta.

O mesmo vale se você pagou algum fornecedor. 

Mais um exemplo: se no dia 27 você pagou o boleto de um fornecedor no valor de mil reais. 

Essa movimentação foi registrada no seu fluxo de caixa, mas é preciso constatar, pela conciliação bancária, que o valor saiu de sua conta no banco.

Quer simplificar o processo de conciliação do financeiro da fazenda? Clique na imagem abaixo para baixar nossa planilha gratuita:

Como otimizar a conciliação bancária?

Ao contrário do processo lento de verificação manual, o sistema de gestão rural Aegro permite que você faça a conciliação de extrato bancário em alguns minutos.

Isso porque, além de integrar o controle agrícola e financeiro, ele também possui um recurso avançado de importação das movimentações bancárias por arquivo OFX.

Você pode optar por fazer a conciliação bancária manual ou agilizar o processo com a conciliação automatizada, em um clique seus lançamentos são conferidos com o extrato bancário.

Confira e organize o financeiro da fazenda com segurança e agilidade

Assim, com alguns cliques, você consegue transferir suas despesas do banco e compará-las aos lançamentos existentes no sistema.

Ao longo desse processo, você também pode corrigir informações incorretas e fazer o registro rápido de valores que não foram contabilizados.

Automatize sua rotina financeira e tenha uma visão clara de todos os custos de produção. Clique aqui para solicitar uma demonstração gratuita desse e outros recursos!

Com que frequência fazer a conciliação bancária na fazenda?

A conciliação bancária pode ser feita a cada 15 dias, a cada mês, a cada três meses, seis meses. Ela também pode ser feita a cada ano.

Entretanto, é mais indicado que ela seja feita mensalmente.

Ao contrário da conciliação bancária, que pode ser feita em um período maior, é indicado que o fluxo de caixa seja alimentado todos os dias

planilha - faça o planejamento tributário para diferentes fazendas

Conclusão

Com base na conciliação bancária da sua fazenda, você pode monitorar mais de perto como está a saúde das suas finanças.

Estando sempre por dentro do financeiro, é possível planejar os investimentos da melhor maneira possível.

Além disso, você poderá evitar erros e falhas nas transações. A consequência disso é um financeiro mais limpo e claro, com todas as informações sempre disponíveis e atualizadas.

>> Leia mais:

Rateio de custos simples e efetivo: como aplicar na sua propriedade

6 passos para fazer o planejamento financeiro da sua fazenda com sucesso

Com que frequência você faz a conciliação bancária da sua fazenda? Quais erros já conseguiu evitar através desse controle? Deixe seu comentário abaixo!

Antecipação de recebíveis: o que é, como funciona e quando é vantajosa

Antecipação de recebíveis: saiba como fazer, quem pode antecipar, taxas, benefícios, desvantagens e principais pontos de atenção.

A antecipação de recebíveis é uma linha de crédito voltada para empresas que precisam adiantar o recebimento de suas vendas. Essa é uma forma de receber agora um dinheiro que só receberia no futuro.

Para isso, é importante conhecer todos os detalhes desse serviço financeiro. Assim, você não prejudica a saúde financeira da sua empresa e consegue um fôlego no seu caixa

Neste artigo, veja as informações sobre a antecipação de recebíveis que vão te ajudar na tomada de decisão. Boa leitura!

O que é e como funciona a antecipação de recebíveis?

Apesar do nome complicado, a antecipação de recebíveis trata-se de uma linha de crédito que permite que as empresas adiantem o recebimento de suas vendas.

Dessa forma, os recebíveis de uma empresa rural são o dinheiro devido a ela referente à venda de produtos ou serviços a crédito. 

Assim, a antecipação de recebíveis é um recurso financeiro que possibilita às empresas receberem quantias de dinheiro de venda de produtos e serviços antes do prazo previsto.

Em outras palavras, a antecipação de recebíveis permite receber valores futuros adiantados. 

Você pode receber a antecipação de duplicatas, de vendas feitas a prazo ou parceladas, carnês, contratos de lotes futuros, cheques ou cartões de crédito. Isso acontece antes do seu cliente ser cobrado.

Quando o cliente compra um produto ou um serviço e parcela em duas vezes, sua empresa pode levar até 60 dias para receber o valor total da venda. 

Ao contratar a antecipação de recebíveis, você pode adiantar o recebimento desse valor para ter o dinheiro em caixa em poucos dias.

Portanto, a antecipação é uma alternativa de curto prazo para cobrir despesas urgentes que podem ter surgido. 

As instituições financeiras que oferecem a antecipação cobram taxas sobre o valor adiantado. Entretanto, nessa modalidade, normalmente você paga juros menores do que ao fazer a contratação de um empréstimo.

É importante salientar que esse serviço deve ser utilizado com cautela e pensando no curto prazo. É necessário tomar cuidado para que as antecipações não se acumulem e prejudiquem o seu caixa. 

Faça uma boa gestão financeira do negócio para que essa antecipação não ocorra com frequência. Assim, elas não trarão prejuízos à saúde financeira da sua fazenda.

Diferença entre antecipação de recebíveis e empréstimo

A antecipação de recebíveis muitas vezes pode ser confundida com um empréstimo. Entretanto, eles não são a mesma coisa e existem diferenças essenciais entre os dois modelos. 

Uma das principais diferenças é que, ao solicitar um empréstimo, sua empresa receberá um dinheiro que não é dela. Esse dinheiro é do banco ou da instituição financeira.  Você deverá devolver esse dinheiro em pagamento único ou parcelado, com certa taxa de juros.

O empréstimo sempre será atrelado a um fator de risco: a nota de crédito da empresa. Ela  poderá facilitar ou dificultar o empréstimo. 

Assim, a instituição financeira poderá aumentar as taxas ou negar o empréstimo de acordo com o risco que a empresa tem de não pagar o valor.

Por outro lado, na antecipação, o risco de inadimplência é baixo, pois o pagamento será efetuado conforme negociado. Isso facilita a obtenção dos recursos com taxas menores.

Tipos de recebíveis

Existem vários tipos de recebíveis aptos a serem antecipados. Por isso, independente do tipo de venda que você faça, é muito provável que você consiga antecipar esses valores. Veja detalhes de cada um desses tipos:

Boletos bancários

Os boletos emitidos para seus clientes podem ser facilmente antecipados através do banco emissor.

Por exemplo, se você emitiu o boleto através do Banco do Brasil, você pode antecipar esse boleto na mesma instituição financeira.

Cartão de crédito

A antecipação pelo cartão de crédito é feita sobre as vendas a prazo realizadas pela empresa. Quando um cliente realiza uma compra de sua mercadoria e parcela o valor em três vezes, por exemplo, você pode demorar até 90 dias para receber o valor total da venda.

Para antecipar esse recebível, basta procurar uma instituição financeira ou fintech que realiza esse serviço e autorizar a consulta de suas vendas pela instituição. O crédito no valor total poderá ser antecipado no dia seguinte da realização das vendas.

Para isso, pode ser cobrada uma taxa de antecipação pela instituição financeira mais IOF e encargos. Nesse caso, é importante avaliar se a operação por cartão de crédito é vantajosa para sua empresa.

Cheques

As vendas realizadas com cheques a prazo também podem ser antecipadas. Atualmente, diversos bancos oferecem esse tipo de serviço, também chamado de “Desconto de Cheque Pré-Datado”.

O processo é semelhante ao do cartão de crédito. Você realiza o cadastro em uma empresa que faz esse serviço e envia todos os documentos solicitados, incluindo os cheques que serão antecipados. 

Após isso, a instituição financeira realizará todas as análises de riscos. Se aprovado, o dinheiro será liberado na sua conta.

Nessa operação também podem haver custos extra, como juros, IOF e encargos. Portanto, é necessário avaliar se a antecipação vale a pena.

Depósitos

Os depósitos em conta corrente também podem ser antecipados. As regras para esta operação devem ser requisitadas no seu banco, pois variam conforme a instituição.

Este tipo de antecipação é geralmente feita para antecipar duplicatas emitidas sem boletos.

Contratos de lotes futuros

Os contratos futuros são negociados na Bolsa de Valores. Esses contratos consistem em um acordo entre comprador e vendedor sobre um determinado ativo como milho, café, e soja. Nesses casos, a operação será executada no futuro.

O preço desta venda futura é determinado no momento da compra e sofre ajustes diários a cada encerramento de pregão na Bolsa de Valores.

O contrato tem uma data de vencimento quando a operação de compra e venda será realizada. No vencimento, o comprador vai aferir lucro ou prejuízo, conforme o cálculo realizado com base nos ajustes diários no período.

Entretanto, o contrato futuro pode ser liquidado antes do prazo acordado. Neste caso, o comprador revende o contrato, passando para a posição de vendedor.

Carnês

Se sua empresa ainda aceita o pagamento por meio de carnês, saiba que é possível antecipar o dinheiro das vendas feitas por este meio.

Para realizar a operação, basta procurar sua instituição financeira e solicitar o serviço. É importante lembrar que a antecipação do carnê pode incorrer em custos cobrados pelo banco.

Duplicatas

As duplicatas são documentos que comprovam a compra, venda e a promessa de pagamento. Ela deve ser emitida pela empresa com a nota fiscal e assinada pelo comprador. Além disso, deve especificar o valor e a data de vencimento da dívida.

Você pode solicitar a antecipação da duplicata em uma instituição financeira que cobrará uma tarifa para realizar a operação.

Como fazer antecipação de recebíveis

Para fazer a antecipação de recebíveis, boleto ou nota fiscal da venda feita devem estar em mãos. Em seguida, você, produtor rural,  entra em contato com uma empresa especializada neste tipo de serviço, fintechs, bancos físicos ou digitais.

Essa empresa ou banco faz um cadastro do seu negócio no sistema, solicitando os documentos necessários. Após isso, você poderá enviar as notas fiscais, cheques, e outros recebíveis para que a empresa avalie.

Após a análise dos títulos, você será informado pela empresa se a sua solicitação de antecipação foi total ou parcialmente aprovada. Durante a análise de crédito, a empresa de antecipação de recebíveis pode optar por não antecipar todos os recebíveis. 

Depois disso, só é preciso assinar os documentos que o dinheiro será liberado diretamente na sua conta.  Você pode optar em antecipar um ou mais recebíveis, não é obrigatório antecipar todos os recebíveis que sua empresa tiver.

A antecipação de recebíveis pode ser solicitada tanto por pessoas jurídicas quanto por pessoas físicas. Basta comprovar a atividade da sua empresa. Produtores rurais com contratos de compra e comercialização de grãos, ou seja, com contratos de lote futuro, também podem solicitar a antecipação.

Taxa de antecipação de recebíveis

O valor da taxa de antecipação varia de acordo com a empresa ou banco intermediário. Essa taxa, geralmente, é aplicada proporcionalmente em cada parcela que será antecipada.

No entanto, o cálculo para a cobrança da taxa sempre terá como base um período de 30 dias. A partir disso, para conferir o saldo a receber, é preciso descontar a taxa do valor dos recebíveis.

Se você antecipar uma parcela com vencimento de 30 dias, você vai pagar a taxa multiplicada por 1, por ser uma antecipação de apenas um mês. 

Se a antecipação for de uma parcela que vence em 60 dias, você vai pagar a taxa multiplicada por 2 e assim sucessivamente. 

Antes de escolher uma instituição financeira que ofereça o serviço de antecipação de recebíveis, é importante avaliar as taxas cobradas.

Fatores que podem interferir no valor das taxas são o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e outras cobranças envolvidas.

Então, avalie com atenção as opções disponíveis. Só assim será possível saber se a opção de adiantamento de recebíveis é realmente vantajosa para sua empresa.

Vantagens da antecipação de recebíveis

Uma das vantagens é que você pode ter um ganho de produtividade. Afinal, consegue ter dinheiro em caixa para investir em maquinários e insumos. 

Além disso, a antecipação é uma escolha mais eficaz porque utiliza o dinheiro que já pertence à empresa. Dessa forma, você não vai precisar recorrer a empréstimos e financiamentos. 

Outra vantagem é que esse serviço tem menos burocracia na contratação. A liberação dos recursos ocorre com mais rapidez e os juros são menores. 

As taxas de juros são definidas de acordo com o perfil financeiro do solicitante, mas costumam ser mais baixas do que as cobradas pelos bancos no rotativo do cartão e no cheque especial. 

Isto porque, como o dinheiro pago antecipadamente pela instituição financeira tem origem em uma venda já realizada, o risco de inadimplência é menor.

Mesmo assim, antes de fechar o negócio é importante verificar se as taxas de juros, somadas ao Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e outros encargos, tornam essa opção vantajosa para a sua empresa.

Isso evita que a sua empresa rural fique endividada e faz com que ela permaneça competitiva. 

Desvantagens da antecipação

A antecipação de recebíveis também pode oferecer alguns riscos que precisam ser considerados. 

Ao receber o crédito antecipado, você não poderá mais contar com esse recurso no futuro. É necessário se organizar financeiramente para isso.

Por mais que a antecipação traga benefícios, a sua empresa não pode depender exclusivamente desses recursos para continuar atuando adequadamente. 

O uso contínuo do crédito acaba se tornando uma fonte de capital de giro mais cara e pode comprometer a saúde financeira da empresa e pode, inclusive, colocar em risco a sua sobrevivência no mercado.

Afinal, isso pode limitar o crescimento do seu negócio e também dificultar o planejamento e a organização financeira.

Antes de contratar essa operação, analise o comprometimento da situação financeira da empresa. É preciso que o negócio tenha uma boa projeção de fluxo de caixa. Isso porque no futuro, os recebíveis antecipados não entrarão no caixa da empresa.

Outra desvantagem é a possibilidade de o cliente da sua empresa não concluir o pagamento da compra. Ou seja, o consumidor que fez a compra a prazo pode não honrar com o pagamento ou praticar alguma fraude, com o uso de cheque sem fundos.

Neste caso, quem deve pagar à instituição financeira será a empresa que contratou a antecipação. Você ainda poderá pagar multas e juros pela antecipação de recebíveis. 

Quando é interessante utilizar a antecipação de recebíveis

Assim como outras linhas de crédito, a antecipação de recebíveis deve ser usada para atender às necessidades do negócio.

Normalmente, essa modalidade é contratada para pagar compromissos com fornecedores que vencem antes do prazo de recebimento dos seus clientes.

Além disso, pode ser utilizado para levantar capital de giro, cobrir operações com juros mais baixos e atender demandas sazonais, quando é preciso reforçar o estoque e o quadro de funcionários. 

Planilha de fluxo de caixa para sucessão feminina

Conclusão

A antecipação de recebíveis pode ser utilizada para otimizar o fluxo e evitar problemas com o capital de giro

Ela traz mais liquidez ao seu negócio, sem que seja necessário recorrer a empréstimos e financiamentos. 

Mas é importante ressaltar que é preciso ter um planejamento adequado. Sem ele, a antecipação pode ajudar a resolver um problema hoje e gerar outro maior no futuro. 

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Cotação agrícola: como está o mercado agro hoje

Cotação agrícola: Veja o que são as cotações agrícolas e como são feitas as cotações das commodities

A cotação agrícola define os preços dos alimentos no Brasil. Dessa forma, é importante entender como as cotações funcionam e como isso influencia nos demais setores e produtos da economia.

Como os índices de cotação agrícola influenciam em toda a economia, não apenas os empresários da área devem estar atentos, mas sim, toda a sociedade. Uma vez que o valor da cotação agrícola tem impacto direto no custo de vida das famílias.

Nesse sentido, neste texto vamos explicar melhor sobre esse tema e entender a importância que tem para a população e para o país. Boa leitura!

O que é a cotação agrícola

Cotação agrícola é um tipo específico de cotação. Ou seja, é a definição pelo mercado dos preços dos produtos agrícolas, como soja, café, milho e diversas commodities agrícolas.

No Brasil, ela ocorre tanto para o agronegócio quanto para a pecuária, seja para o mercado interno e/ou externo.

Como é feita a cotação agrícola

Existem diversas regras a serem seguidas para estabelecer a precificação dos insumos agrícolas. Um dos órgãos responsáveis pelos índices das cotações agrícolas é o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). 

O Cepea é um grupo de pesquisa ligado ao Departamento de Economia, Administração e Sociologia da Escola Superior de Agricultur “Luiz de Queiroz” (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP). Os produtos cotados pela instituição estão listados abaixo:

  • Açúcar;
  • Algodão;
  • Arroz;
  • Bezerro;
  • Boi;
  • Café;
  • Laranja;
  • Etanol;
  • Florestal (56 produtos florestais);
  • Frango;
  • Hortifruti;
  • Leite;
  • Mandioca;
  • Milho;
  • Ovinos;
  • Ovos;
  • Soja;
  • Suíno;
  • Tilápia;
  • Trigo.

Os dados divulgados pelo Cepea são indispensáveis para conhecer a dinâmica do mercado agropecuário brasileiro. 

O que são as commodities agrícolas 

Commodities significa “mercadorias” em inglês, e o termo é designado para se referir a mercadorias brutas ou primárias. Podemos citar como commodity agrícola como soja, café, milho, trigo, entre outras. 

Para que um produto seja considerado uma commodity agrícola, ele tem que ter algumas características:

  • Ser comercializado nas bolsas de valores e de mercadorias em todo o mundo, por meio da compra e venda de ações;
  • Ser um produto homogêneo, que possui alto valor no mercado internacional;
  • Ter seu preço definido pelo mercado internacional;
  • Podem ser estocados sem perder a qualidade;
  • São produtos de origem primária.

Esses itens são negociados no mercado nacional e internacional e são utilizados como moeda de troca na Bolsa de Valores. As cotações são calculadas por tonelada, quilo ou saca e são influenciadas por alguns fatores como o clima, o tempo de colheita de safras, a previsão de produção, os estoques e movimentações especulativas.

Como funciona o mercado de commodities agrícolas

O mercado das commodities agrícolas pode ser nacional ou interncional, podendo ser caracterizado como uma fonte de investimentos. Os contratos são comercializados de acordo com a compra e a venda futuros.

Como já mencionado anteriormente, fatores externos têm forte influência nos valores. Um desses fatores são as variações na oferta e demanda dos principais produtores, exportadores e importadores mundiais, que afetam o comportamento dos preços no mercado nacional.

Tradicionalmente, em períodos de estoques mundiais mais restritos, os preços tendem a ficar mais elevados. Já quando há uma oferta muito superior ao consumo, ocorre queda das cotações.

Como funciona a cotação agrícola da soja

Uma das principais commodities agrícolas é a soja, que é negociada na Bolsa de Valores por meio de contratos de mercado futuro. A cotação agrícola da soja tem como base a Bolsa de Chicago, onde são negociados os contratos futuros de diversas commodities. 

Entretanto, além desse fator, vários outros aspectos entram em jogo ao calcular o preço final em cada país e região produtora. Alguns critérios são avaliados, como:

  • Cotação do dólar: a Bolsa de Chicago leva em consideração essa moeda. Dessa forma, será preciso converter para real.
  • Prêmio de exportação: o valor de referência estabelecido pela cotação da Bolsa de Chicago é responsável por definir a correlação entre os preços atuais do mercado interno e externo. Esse patamar pode variar positiva ou negativamente conforme valor da oferta, logística, demanda de soja e taxa cambial.
  • Despesas de exportação: referem-se às taxas, comissões e gastos portuários.
  • Transporte: custos de frete do local de produção até o porto para exportação.
  • Demais custos: custos variáveis que precisam ser acertados entre comprador e vendedor, como os custos de armazenagem.

O preço da soja é calculado da seguinte forma:

cotação na Bolsa de Chicago (US$/bushel)+Prêmio de Exportação para o destino

– gastos de exportação= Valor da soja no Porto (R$/tonelada)-Gastos Extras (armazenagem, etc)

= Valor da soja regional (R$/saca 60kg)

As cotações podem ser acompanhadas no site da B3.

Calcule seus custos e compare com outras fazendas

Conclusão

Os produtos agrícolas são importantes para o mundo todo, sendo o Brasil um grande produtor desses produtos. Mas existem variações nos preços agropecuários, chamada de cotação agrícola.

As commodities também sofrem essa variação, sendo que a formação do preço destes produtos ocorre de fora para dentro. No texto mostramos como essa formação de preço é feita para a soja.

Assim, é importante para o produtor entender como funciona o mercado de commodities, com alguns fatores que exigem alguns cuidados especiais, tais como variações regionais e a cotação do dólar, que apresenta grande significância no preço.

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Fiagro: Entenda como utilizar no seu agronegócio

Fiagro: modalidade de fundo de investimento que possibilita investir no agronegócio brasileiro de forma simples

A economia brasileira e a agropecuária andam de mãos dadas. O setor foi o principal pilar de sustentação do crescimento da economia brasileira em 2023.

Em meio à grande expansão do agronegócio no país, com números que chegam na casa dos trilhões de reais, o investidor brasileiro pode aplicar seu capital nessa vertente da nossa economia, via mercado de capitais, de uma maneira simples e prática.

Isso pode ser feito por meio do Fundo de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindutriais (Fiagro). Neste texto vamos explicar tudo sobre Fiagro, o que são, quais são, vantagens, entre outros. Boa leitura!  

O que é o Fiagro?

Fiagro são fundos de investimentos que foram lançados no Brasil em 2021, cujo objetivo é captar recursos de investidores para aplicar em ativos do agronegócio.

Esses fundos são regidos pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), via instrução 555. Eles foram regulamentados em março daquele ano e lançados cinco meses depois na Bolsa de Valores, a B3. 

Isto é, são fundos de agronegócio que visam aumentar o acesso da agropecuária à captação de recursos financeiros que, em geral, se dá através dos investidores institucionais.

Para ser criado, esse fundo foi inspirado na regulamentação de Fundos de Investimentos, com aprimoramentos para tornar o ativo mais atrativo.

Quais são os tipos de Fiagro?

O Fiagro pode ser divididos em três categorias, com características distintas e vantagens e desvantagens. É importante conhecer cada uma das categorias e, assim, determinar aquela que melhor se encaixa no perfil do investidor:

O Fiagro-FIDC é um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios. Portanto, quando uma FIDC tem o foco na agroindústria, isso significa que o fundo tem como objetivo investir em direitos creditórios da agroindústria.

As empresas agrícolas precisam manter um fluxo constante de caixa com o objetivo de conseguir financiar suas produções, pois a receita é obtida de tempos em tempos.

Ou seja, os recursos não entram com frequência. Para evitar a falta de dinheiro em datas importantes, como é o caso do período de plantio, o agronegócio precisa dos FIDCs para conseguir levantar recursos e, assim, financiar suas operações por um juro menor e mais atraente.

Por outro lado, os investidores têm acesso a crédito de qualidade e retornos compatíveis com o mercado de FIDC.

O Fiagro-FII tem como objetivo investir em terras agrícolas e assim conseguir valorizar o investimento e rentabilizar o mesmo por meio das distribuições.

Como o investimento em terras agrícolas é complexo, exigindo, muitas vezes, um grande aporte de capital, este fundo de investimento vem para democratizar o investimento dando oortunidade aos pequenos investidores.

O Fundo de Investimento em Participações (FIP) reúne investidores dispostos a participar como sócios de uma empresa do agronegócio. 

O FIP é uma forma dos pequenos investidores terem a oportunidade de investir em empresas da área agrícola, sem necessidade de aportar um grande volume financeiro.

Através desse fundo de investimento, o investidor tem a possibilidade de investir em um negócio formado e estruturado, ficando somente com a parte boa, os ganhos e a possível valorização do negócio.

Quais são as vantagens do Fiagro?

Fiagro têm inúmeras vantagens, as quais podemos citar:

  • Diversificação: com esses fundos de investimento, é possível diversificar os investimentos e, assim, diluir os riscos da carteira.
  • Segurança: o setor do agronegócio se desenvolve mesmo com crises, sendo um setor mais resiliente às flutuações de cenário.
  • Benchmark: muitos Fiagros oferecem a opção de investir em produtos agrícolas na Bolsa, como é o caso das commodities.
  • Praticidade: com os Fiagros, reduziram as burocracias para aportar capital no agronegócio. Com esses fundos de investimento ficou mais fácil investir em um dos principais setores da economia brasileira.

Quais são os riscos do Fiagro?

Apesar de terem facilitado o investimento no agronegócio, na hora de investir em Fiagro é preciso considerar alguns riscos. Uma vez que o mercado de capitais é dinâmico e os fundos de investimento são aplicações de renda variável.

  • Sazonalidade: uma limitação dos Fiagros está ligada à própria operacionalização da agricultura. O setor enfrenta sazonalidade com períodos determinados de plantio e colheita. Logo, os rendimentos não são constantes e têm períodos determinados para caírem na conta do investidor.
  • Volatilidade: muitos produtos agrícolas são atrelados ao dólar, o que aumenta a volatidade do setor. Há ainda riscos como o clima e pragar, que aumentam os riscos na agricultura. 

Como funciona o Fiagro?

 Os recursos captados nos Fiagros são utilizados para investir em imóveis rurais e atividades da produção do setor agroindustrial. 

Além disso, o investimento também pode ser feito em títulos de crédito ou em valor mobiliários, emitido por pessoas físicas ou jurídicas que integrem a cadeia produtiva agroindustrial.

Outro modo é por meio dos direitos creditórios do agronegócio e títulos de securitização emitidos com lastros em direitos creditórios. 

A principal característica do Fiagro é que os recursos captados são investidos no setor do agronegócio e cadeia produtiva agroindustrial.

É importante estar ciente de que os ganhos de capital obtidos na venda de cotas de Fiagro estão sujeitos à tributação pelo Imposto de Renda. 

A alíquota do imposto é de 20% sobre o lucro auferido e o investidor deve realizar o pagamento pelo Documento de Arrecadação de Receitas Federais (DARF) até o último dia útil do mês subsequente à venda.

É fundamental estar atento a essas informações para evitar problemas com a Receita Federal e garantir o cumprimento das obrigações legais. 

Quais são os Fiagros disponíveis no mercado?

Atualmente existem 36 Fiagros disponíveis para os investidores brasileiros na B3. Sendo 32 Fiagros-FII e 4 Fiagros-FIDC.

Veja a lista dos ativos disponíveis na B3 até 15 de dezembro de 2023:

TIPO DE FIAGROTICKERNOMECNPJ
FIAGRO-FIIAAZQ11AZ QUEST SOLE FDO DE INV44.625.826/0001-11
FIAGRO-FIIAGRX11FDO INV CAD PRO AGRO EXES ARAGUAIA43.951.911/0001-07
FIAGRO-FIIBBGO11BB FDO DE INV DE CRÉDITO FIAGRO42.592.257/0001-20
FIAGRO-FIICPTR11CAPITANIA AGRO STRATEGIES42.537.579/0001-76
FIAGRO-FIIDCRA11DEVANT FDO INV NAS CAD PROD AGROIND42.888.360/0001-11
FIAGRO-FIIEGAF11ECOAGRO I FDO INV CADEIAS PROD AGROIND41.224.330/0001-48
FIAGRO-FIIFGAA11FG AGRO FDO DE INVEST42.405.905/0001-91
FIAGRO-FIIFZDA11051 AGRO FDO INV NAS CAD PROD AGRO44.625.694/0001-28
FIAGRO-FIIGCRA11GALÁPAGOS RECEBÍVEIS DO AGRONEGÓCIO37.037.297/0001-70
FIAGRO-FIIHGAG11HIGH FUNDO DE INVESTIMENTO AGRO FIAGRO IMOB40.343.867/0001-64
FIAGRO-FIIJGPX11FDO INV CADEIAS PROD AGROIND JGP CRED42.888.292/0001-90
FIAGRO-FIIKNCA11KINEA CRÉDITO AGRO FIAGRO41.745.701/0001-37
FIAGRO-FIILSAG11LESTE FDO INV CAD PROD AGROIND42.592.476/0001-09
FIAGRO-FIINCRA11NCH RECEBÍVEIS DO AGRONEGÓCIO – FIAGRO IMOBILIÁRIO42.537.438/0001-53
FIAGRO-FIIOIAG11OURINVEST INNOVATION41.218.352/0001-03
FIAGRO-FIIRURA11ITAU ASSET RURAL FIAGRO42.479.593/0001-60
FIAGRO-FIIRZAG11FDO INV CADEIAS PROD AGRO RIZA AGRO40.413.979/0001-44
FIAGRO-FIIFLEM11051 AGRO FAZENDAS II FDO DE INV FIAGRO IMOBILIÁRIO48.565.175/0001-72
FIAGRO-FIIFZDB11051 AGRO FAZIII FDO INV NAS CAD PROD AGRO – FIAGRO49.489.928/0001-70
FIAGRO-FIIAMAZ11BLOXS AMAZON GREEN LEG FDO INV NAS CAD PROD AGRO39.405.730/0001-08
FIAGRO-FIIGRWA11GREENWICH AGRO FIAGRO – IMOBILIÁRIO47.240.671/0001-93
FIAGRO-FIIIDGO11ID GOIANA FDO INV FIAGRO IMOB49.112.611/0001-10
FIAGRO-FIIIAAG11INTER AMERRA – FIAGRO – IMOBILIÁRIO42.692.399/0001-69
FIAGRO-FIIUSDA11KINEA AGRO INCOME USD FIAGRO-IMOB51.641.681/0001-08
FIAGRO-FIIKOPA11KINEA OPORTUNIDADES AGRO I FIAGRO-IMOB51.475.461/0001-51
FIAGRO-FIINEXG11NEX CRÉDITO AGRO FDO INV CAD PROD AGRO FIAG IMOB52.044.477/0001-72
FIAGRO-FIIPLCA11PLURAL CRÉDITO AGRO – FIAGRO – IMOBILIÁRIO41.272.747/0001-86
FIAGRO-FIIRZEO11RIZA EOS FDO DE INV NAS CAD PROD – FIAGRO – IMOB45.718.511/0001-81
FIAGRO-FIIIAGR11SFI INVESTIMENTOS DO AGRONEGÓCIO – FIAGRO -IMOB44.286.898/0001-81
FIAGRO-FIICRAA11SPARTA FIAGRO FDO INV NAS CAD PROD AGRO – IMOB48.903.610/0001-21
FIAGRO-FIISNAG11SUNO AGRO – FIAGRO-IMOBILIÁRIO28.152.777/0001-90
FIAGRO-FIIVGIA11VALORA CRA FDO INV NAS CAD PROD AGRO FIAGRO – IMOB41.081.088/0001-09
FIAGRO-FIIVCRA11VECTIS DATAGRO CR AGR – FDO INV CAD PROD AG – IMOB42.502.827/0001-43
FIAGRO-FIIXPCA11XP CRÉDITO AGRÍCOLA FDO INV FIAGRO IMOBILIÁRIO41.269.527/0001-01
FIAGRO-FIDCHCRA11HEDGE CRÉDITO AGRO FIAGRO-DIREITOS CREDITÓRIOS44.668.806/0001-28
FIAGRO-FIDCAAGR11ASSET BANK AGRONEGÓCIOS FIAGRO -DC52.670.402/0001-05
FIAGRO-FIDCBRFT11BRADESCO FARMTECH FIDC DC RESP LIMITADA52.512.069/0001-06
FIAGRO-FIDCBTAG11BTG PACTUAL CRÉDITO AGRÍCOLA – FIAGRO DIR CRED40.771.109/0001-47

Qual é a rentabilidade do Fiagro?

Dependendo do tipo de fundo, a rentabilidade pode ser mais regular ou volátil. Quando analisamos os Fiagro-FIDC, a rentabilidade costuma ser menos volátil, visto que estamos tratando de direitos creditórios.

Esses direitos incorrem em juros e ganhos com deságio, portanto, a logística financeira mais interessante e fácil de ser aplicada a estrutura do Fiagro.

Já os Fiagros FII e FIP, podem contar com mais volatilidade noss rendimentos. As distribuições mensais até podem ocorrer, porque o fundo pode trabalhar com uma estrutura financeira capaz de compensar meses que não ocorrem pagamentos.

Como estamos tratando de empresas que vão receber seus ganhos somente nos períodos de safra, as receitas acabam sendo concentradas em determinados momentos do ano. Isso exige que o fundo trace alguma estratégia para manter o fluxo de pagamentos constante. 

Observando que os Fiagro-FII, possuem uma rentabilidade compatível com a modalidade dos FII de tijolo (rendimento próximo dos 4% ao ano). Assim, a princípio, esses tipos de fundos não têm uma rentabilidade tão atraente.

Porém, é importante considerar que parte das receitas oriundas do arrendamento de terras vem por meio do recebimento de parte das safras como pagamento.

Isso significa que os ganhos do fundo estão vinculados a produtos agrícolas indexados ao dólar. Como há uma tendência natural do dólar sempre a valorizar, principalmente, no longo prazo, a rentabilidade desses FIIs tendem a ser maiores com o passar dos anos.

Isso gera mais estabilidade e segurança aos investidores. O rendimento que hoje é por volta de 4%, amanhã pode acabar sendo maior. 

Entretanto, é importante salientar que, como os Fiagros são investimentos de renda variável, não existe um ganho certo e o rendimento pode variar para mais ou para menos.

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Conclusão

Neste artigo explicamos tudo sobre os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindutriais (Fiagros). Esses fundos de investimento permitem captar recursos de investidores para aplicar em ativos do agronegócio.

Por um lado, é uma boa possibilidade para os produtores rurais levantarem mais recursos para seu negócio. Por outro lado, possibilita o investimento no agronegócio por uma gama maior de pessoas.

Dessa forma, os Fiagros podem representar uma excelente oportunidade de investimento para os investidores brasileiros.

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E você, já utiliza o Fiagro? Já teve intensão e encontrou dificuldade em conseguir realizar essa modalidade? Adoraria ler seu comentário!

Administrador de fazenda: Quem é e o que ele precisa saber?

Administrador de fazenda: veja as principais dicas para se preparar para essa função, as atribuições necessárias e mais!

Nas últimas décadas, a sucessão familiar direta foi o modelo de negócio mais utilizado na maioria das propriedades rurais. Nele, os herdeiros seguiam a mesma lógica de seus pais. 

Devido ao avanço da tecnologia vindo dos desafios enfrentados pelas empresas rurais e da profissionalização da agropecuária, a função de administrador de fazenda se tornou muito importante. 

Além das habilidades técnicas, é preciso desenvolver capacidades de administração rural. Elas são importantes para realizar de maneira eficiente a gestão de pessoas, financeira, de risco e de novos investimentos. 

Se você vai assumir os negócios da família ou deseja a posição de administrador de fazenda, confira algumas dicas para assumir esta responsabilidade. Ainda, veja como organizar uma propriedade rural. Aproveite a leitura!

O que é ser um administrador de fazenda?

 O administrador da fazenda realiza a gestão das áreas de recursos humanos, financeiros, materiais e tecnológicos envolvidos nas atividades rurais.

Com isso, o administrador consegue ter os melhores resultados, ao que diz respeito ao desenvolvimento, manutenção e crescimento da empresa.

O que faz o administrador rural?

O administrador de fazenda deve ter conhecimentos sobre processos da agricultura e da zootecnia. Esse profissional é responsável pela saúde financeira da fazenda. Por isso, deve identificar pontos sociais e econômicos que compõem a cadeia produtiva do negócio.

Além disso, essa pessoa precisa planejar, tomar decisões, controlar e avaliar os resultados obtidos com o objetivo de aumentar o lucro e o bem-estar dos colaboradores. Conhecer bem os indicadores financeiros da fazenda também é uma das mais importantes tarefas.

Para que o gerente agrícola tome decisões corretas, ele deve estudar antecipadamente o mercado. Com isso, ele poderá identificar a demanda pelos produtos no mercado interno e externo. 

Ou seja, o encarregado de uma fazenda precisa agir com visão ampla da parte financeira da fazenda para aumentar a produtividade. 

Mais do que isso, o administrador tem que manter o controle da situação, ser dedicado e ser maleável para conseguir se adaptar a novas situações. Abaixo listamos algumas funções do administrador de fazendas:

  • Definição de metas e objetivos;
  • Estudo sobre o mercado agropecuário;
  • Controle das finanças;
  • Monitoramento das atividades de outros profissionais;
  • Avaliação de resultados e lucros da fazenda.

Como a agricultura é uma atividade sazonal, o tempo de reação para resolver um problema acaba sendo muito curto. Esse é um aspecto que deve ser sempre considerado.

Quanto ganha um administrador de fazenda?

Se a sua fazenda está pensando em contratar alguém, deve estar se perguntando quanto ganha um administrador de fazenda. 

O salário de um administrador de fazendas gira em torno de R$ 7 mil por mês. 

É importante ter em mente que o valor pode variar, dependendo da experiência e da região onde o profissional atua. Além disso, o tamanho da fazenda também influencia nesse valor.

Quais as principais competências de um administrador de fazenda? 

Para o sucesso da fazenda, é essencial que o gerente agrícola possua algumas competências, técnicas (engenheiro ou técnico agrícola) ou de personalidade para gerir pessoas. Em linhas gerais, para ser administrador de fazenda, o profissional precisa:

  • trabalhar em equipe;
  • ter visão de negócio;
  • atitude e autoconhecimento;
  • mostrar resultados;
  • liderança;
  • ser pontual;
  • ter autoconfiança.

O gerente de fazenda não pode se envolver demais nas atividades técnicas da fazenda. Afinal, assim não terá tempo para realizar as atividades administrativas. 

Entretanto, é importante que ele tenha algum conhecimento técnico para gerir melhor o negócio, reduzindo os custos de gestão agrícola e aumentando os lucros. Abaixo, citamos alguns conhecimentos que esse profissional precisa ter:

  • Sistema de produção;
  • Manejo fitossanitário;
  • Preservação e conservação do solo;
  • Fertilidade do solo;
  • Mecanização agrícola e agricultura de precisão;
  • Administração rural;
  • Contabilidade e finanças em geral;
  • Gestão de pessoas;
  • Gestão de projetos;
  • Logística.

Além do conhecimento técnico, o administrador de fazendas precisa ter algumas habilidades, principalmente interpessoais. É necessário ter uma boa comunicação para evitar desencontros de informação, além de:

  • Saber trabalhar em equipe;
  • Coordenar;
  • Motivar;
  • Liderar;
  • Resolver conflitos;
  • Gerenciar equipes. 

Um gerente de fazenda com essas competências promove maior segurança ao empregador e maior crescimento para a empresa rural. Afinal, o gerente de fazenda define o propósito do negócio, as metas a serem alcançadas e os meios para atingi-las.

Como ser um bom administrador de fazenda?

Agora que você viu as qualificações necessárias ao administrador rural, confira algumas dicas de como administrar uma fazenda e garantir sucesso nos processos.

1. Qualificação contínua

Independente do tamanho da propriedade, invista em cursos de capacitação, treinamentos técnicos e comportamentais para você e para seus colaboradores. Também elabore um calendário, para que esses treinamentos e cursos sejam constantes. 

Assim, você e sua equipe sempre estarão motivados. O desenvolvimento pessoal da equipe de trabalho reflete no crescimento da empresa rural.

2. Comunicação

Um gerente de fazenda que possui boa comunicação evita desencontros. Por isso, a adoção de um sistema de comunicação em sua fazenda pode facilitar o diálogo entre todos os funcionários. Uma boa administração de pessoas é fundamental nessa etapa. 

Além disso, essa prática permite unificar as informações da empresa. Aproveite a tecnologia disponível para isso, como programas e softwares de gestão de fazendas podem te ajudar nessa comunicação interna.

3. Gestão de risco e investimentos futuros 

Como a agricultura é uma atividade sazonal, um bom administrador de fazenda deve estar preparado para intempéries climáticas ou oscilações do mercado.

O gestor também deve considerar fazer um seguro agrícola e contratos de venda para o mercado futuro. Além disso, deve incluir práticas que melhorem a sustentabilidade e prepare a lavoura para eventos adversos, como construção de perfil de solo.

Como você viu, essa tarefa exige desde conhecimentos financeiros até agronômicos. Ainda, um bom planejamento de risco com certeza será a base para planejar e realizar seus investimentos futuros.

4. Planejamento

Planejar todas as etapas da safra é fundamental para ser um bom gestor. Programe-se e descreva todas as atividades a serem realizadas de forma detalhada. 

O planejamento agrícola de cada etapa do calendário rural é fundamental para o sucesso de sua gestão. Esse é um dos estágios considerado peça-chave na tomada de decisão, acelerando diversos processos na empresa rural.

5. Software agrícola

Para ter um controle mais eficiente sobre processos produtivos e tomar decisões mais assertivas, é fundamental que o administrador use um software agrícola como o Aegro.

O Aegro permite que a gestão financeira e operacional da propriedade rural sejam feitas em um só lugar. Assim, evita-se perder tempo procurando informações em diferentes planilhas e sistemas.

Foto de pilhas de papeis, com chamada para baixar o guia de software

Além disso, o Aegro ajuda a equipe da fazenda a trabalhar de forma mais integrada. Cada funcionário pode receber acesso ao sistema e registrar a realização de suas atividades diárias.

De maneira geral, o Aegro oferece ao gerente uma visão realista sobre o funcionamento e a saúde do seu negócio. Afinal, ele consegue acompanhar a trajetória completa da safra pelo computador ou celular. Confira algumas funcionalidades do Aegro:

Confira algumas opções para começar a administrar sua propriedade com o Aegro:

  • Teste grátis do sistema completo por 7 dias (clique aqui);
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Quais são os maiores desafios do administrador de fazendas?Administrar uma propriedade rural representa um desafio para grande maioria dos produtores rurais. Confira:

Administração das finanças

A gestão financeira é um dos principais desafios da administração rural. Para conseguir ter o controle das finanças, é preciso registrar tudo o que entra e sai, além de separar os gastos pessoais dos gastos da empresa rural.

Os softwares de gestão podem ser grandes aliados na organização e registro de movimentações financeiras.

Gerenciamento da produção e logística

O controle da produção é uma das principais tarefas do gestor rural. Para desempenhá-la, é preciso ter conhecimento não só sobre o que é produzido, mas também da logística.

A partir disso, será possível identificar problemas e os pontos que precisam de melhora durante todo processo.

Desse modo, ao gerenciar a produção e logística, o gestor conseguirá otimizar os custos e eliminar os desperdícios.

Mensuração de resultados

A mensuração dos resultados vai ajudar o produtor a analisar se o que foi implementado na gestão atingiu as expectativas. Com base nisso, novas estratégias podem ser definidas ou aprimoradas.

As métricas de resultados revelam os valores exatos, e assim, mostram se a produção aumentou ou reduziu. Além disso, o agricultor consegue analisar se esses números refletem na lucratividade da propriedade rural.

Criação de novos processos e delegação de tarefas

A elaboração de novos processos pode representar um desafio, principalmente, para as empresas familiares.

No entanto, à medida que o negócio rural cresce, é inevitável padronizar e formalizar as operações para que a empresa evolua.

Além disso, é preciso definir a função de cada membro da equipe e delegar tarefas para que as operações sejam desenvolvidas sem o envolvimento constante do gestor.

Conclusão

Para ser um bom administrador é fundamental que além de habilidades técnicas, o profissional desenvolva boas aptidões na área de gestão. Desta forma, mostramos como um administrador pode melhorar a gestão das fazendas.

Também descrevemos o que faz um administrador de fazendas e quais suas principais competências. Ainda,  mostramos algumas dicas para ser um bom gerente agrícola e qual a remuneração média desse profissional.

Espero que com essas dicas você alcance ainda mais sucesso!

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