Como o inoculante BiomaPhos contribui para o aumento da produtividade

BiomaPhos: saiba como o produto age no solo, quais as culturas indicadas, como aplicar, cuidados necessários e muito mais!

O uso de insumos biológicos na agricultura está cada vez mais recorrente. Dentre esses produtos, os inoculantes ocupam posição de destaque.

Do fósforo aplicado nas lavouras, só cerca de 20% a 30% é aproveitado pelas plantas. Para resolver esse problema, o inoculante BiomaPhos foi lançado no mercado.

O produto melhora a absorção de fósforo pelas plantas, reduz os custos com adubação e aumenta a produtividade.

Neste artigo, você pode conferir um pouco mais sobre o BiomaPhos e como ele pode beneficiar a sua lavoura.

O que é o BiomaPhos

O BiomaPhos é um inoculante líquido. Ele é formulado a partir de cepas bacterianas Bacillus subtilis e Bacillus megaterium.

Ele solubiliza o fósforo presente no solo e o disponibiliza para as plantas. 

O processo ocorre através de uma relação entre as bactérias do inoculante e as plantas. Como consequência, há um aumento de produtividade e de crescimento.

O produto pode ser utilizado tanto em sistema de plantio direto quanto em sistema convencional.

O inoculante biológico é uma tecnologia limpa e sustentável, que promove ganhos em produtividade a um baixo custo.

Como o inoculante libera o fósforo retido no solo

Os solos brasileiros costumam possuir um grande estoque de fósforo. Apesar disso, esse elemento não se encontra em formas disponíveis para as plantas absorverem. 

O fósforo se fixa aos minerais de argila e a metais como ferro, alumínio e cálcio. Também se fixa a frações na matéria orgânica. 

As bactérias presentes no inoculante BiomaPhos agem sob as formas de fósforo que não estão disponíveis para a cultura. Elas transformam esse fósforo em fosfato, uma forma acessível para as plantas.

As bactérias produzem enzimas e ácidos orgânicos na região próxima às raízes das plantas. Elas solubilizam as formas minerais ou mineralizam formas orgânicas de fósforo presente no solo. 

Dessa forma, as plantas conseguem absorver e assimilar esse nutriente em maiores quantidades. A consequência disso é uma melhor nutrição da lavoura e aumento da produtividade.

Além disso, o BiomaPhos contribui para o melhor desenvolvimento das raízes, o que otimiza a absorção de nutrientes pelas plantas.

Como o BiomaPhos age sob o fósforo já presente no solo, o inoculante apresenta melhores resultados em solos ricos em fósforo total.

É importante lembrar que o BiomaPhos é uma tecnologia complementar. Ela não dispensa a suplementação com fósforo mineral

Inoculantes que promovem a fixação biológica de nitrogênio dispensam a adubação nitrogenada, no caso da soja.

Ilustração que compara plantas com e sem inoculante de microrganismos que solubilizam fósforo

Comparação das plantas com inoculante e sem inoculante de microrganismos solubilizadores de fósforo (P)

(Fonte: Balanço Social 2019 – Embrapa)

Como aplicar e onde comprar 

O inoculante BiomaPhos pode ser aplicado via jato dirigido no sulco de semeadura ou no tratamento de sementes

Quando utilizado no sulco de plantio, a dose recomendada é de 200 mL/ha.

No tratamento de sementes, a dosagem recomendada é de 100 mL do inoculante para cada 60.000 sementes

O BiomaPhos é comercializado pela empresa Bioma. Para adquirir o produto, basta acessar o site da empresa. 

O inoculante não apresenta incompatibilidade quando utilizado em conjunto com outros inoculantes. Ou seja, é possível misturar diferentes inoculantes na mesma calda.

Culturas indicadas

Atualmente, o inoculante é indicado para a cultura da soja e do milho.

Apesar disso, alguns estudos já demonstraram que o inoculante tem potencial em culturas como feijão, sorgo, arroz, cana-de-açúcar, braquiária e café.

Cuidados na aplicação

Adote algumas medidas na aplicação do inoculante BiomaPhos. A seguir, você vai encontrar alguns desses cuidados:

● verifique o prazo de validade do produto;

● siga as recomendações do fabricante para forma de armazenamento,   manipulação e dosagem do produto;

agite bem o inoculante antes da aplicação;

● realize a inoculação das sementes à sombra e em local arejado;

● utilize uma calda açucarada quando aplicar em sementes, para melhor fixação do inoculante;

● distribua o produto de maneira uniforme, garantindo que toda a superfície das sementes seja recoberta pelo inoculante;

● realize a inoculação somente após o tratamento químico das sementes;

● faça a semeadura num prazo de até 24 horas após a inoculação.

Quanto a produtividade aumenta com o BiomaPhos?

Em lavouras de soja, os resultados apontaram incremento de até 10% na produtividade. Na cultura do milho, o incremento foi de 12%.

Para algumas culturas, como o amendoim e a batata, o BiomaPhos ainda está em fase de testes. No entanto, os resultados são promissores e apresentaram ganhos de até 30% na produtividade.

Vantagens do inoculante

Confira a seguir as vantagens da utilização do inoculante BiomaPhos:

● aumento da produtividade;

redução dos custos de produção;

● redução da importação de adubos fosfatados;

redução da emissão de carbono na atmosfera;

● tecnologia limpa, renovável e sustentável;

menor impacto ambiental.

Planilha de custos dos insumos da lavoura

Conclusão

O BiomaPhos é um inoculante líquido que melhora a absorção de fósforo pelas plantas e, consequentemente, aumenta a produtividade.

Atualmente, ele é indicado para uso em lavouras de soja e milho, podendo ser utilizado tanto em sistema de plantio direto quanto convencional.

Você pode aplicar o produto via jato dirigido no sulco de plantio ou via tratamento de sementes

Para obter bons resultados, sempre siga as recomendações do fabricante e fique de olho nos cuidados que devem ser tomados.

O BiomaPhos é uma tecnologia limpa e renovável, e caminha com a agricultura sustentável.

>> Leia mais:

Coinoculação: como a prática pode aumentar a produtividade da soja

Inoculante para milho silagem: como escolher o melhor

Você já utilizou o inoculante BiomaPhos? Como foi a sua experiência com o produto? Deixe um comentário! 

Como vai funcionar o bureau verde do crédito rural e como ele pode impactar os financiamentos

Bureau verde do crédito rural: entenda quais vantagens você terá se adequar sua produção a critérios sustentáveis

Você já ouviu falar sobre o bureau verde do crédito rural, anunciado em julho de 2021 pelo Banco Central? 

O bureau é baseado em diretrizes que agregarão sustentabilidade nas operações de crédito rural no Brasil.

Sua implementação permitirá que as instituições financeiras verifiquem critérios socioambientais para a concessão de crédito rural. Cabe a você ficar de olho e regularizar a sua propriedade.

Quer entender mais sobre a importância e sobre o funcionamento do bureau verde? Confira!

O que é o bureau verde do crédito rural

O bureau verde do crédito rural é uma regulamentação criada pelo Banco Central, com previsão de implementação em 2022

Sua criação foi motivada pela necessidade global de adequação do crédito rural às questões socioambientais

Também houve cobrança dos investidores estrangeiros para que o Brasil dê maior atenção a elas.

No bureau verde, o Banco Central ligará operações com características sustentáveis a tecnologia de georreferenciamento. Assim, a concessão de crédito a quem não segue critérios sustentáveis será dificultada.

Se você adequar sua produção à sustentabilidade, poderá receber vantagens.

O Banco Central não está criando normas, mas consolidando o que já está previsto em lei: uniformizando e democratizando as informações.

Essa iniciativa será um importante centro de gerenciamento de risco de crédito e incentivo a práticas sustentáveis. 

Como vai funcionar o bureau verde?

O bureau verde irá integrar sete bases de dados do governo:

  • SFB (Serviço Florestal Brasileiro):  disponibilizará informações sobre Reserva Legal, Área de Preservação Permanente, Reserva Particular do Patrimônio Natural e número do CAR (Cadastro Ambiental Rural);
  • ANA (Agência Nacional de Águas): disponibilizará informações sobre outorga da Água;
  • MMA, Ibama e ICMBio: disponibilizarão informações sobre Unidades de Conservação, áreas embargadas, entre outras;
  • Funai: disponibilizará informações sobre terras indígenas;
  • Incra: disponibilizará informações sobre áreas de reforma agrária e terras quilombolas.

Essa integração de dados irá checar se a área a ser financiada segue critérios sustentáveis aplicáveis na concessão do crédito.

Após essa análise dos dados, a área poderá se enquadrar em uma das três classificações do bureau verde.

1. Áreas que não poderão receber crédito por impedimentos legais

Alguns desses impedimentos legais são:

  • localização em terras indígenas;
  • localização em terras quilombolas;
  • localização em unidades de conservação;
  • ausência de coordenada geodésica;
  • ausência de Cadastro Ambiental Rural.

2. Áreas que poderão receber crédito, mas apresentam risco socioambiental

  • áreas embargadas pelo Ibama ou ICMBio;
  • áreas localizadas em APP (Área de Preservação Permanente) e Reserva Legal;
  • áreas que usam trabalho infantil ou escravo.

3. Áreas que poderão receber crédito, classificadas como de operação sustentável 

Essas informações poderão ser disponibilizadas mediante autorização do produtor para consulta pública. As informações seguirão os princípios do open banking.

Se você autorizar o compartilhamento de seus dados, poderá receber ofertas de crédito mais atrativas e voltadas para empreendimentos sustentáveis. Isso acontece devido à competição entre as instituições financeiras.

No sistema open banking, suas informações poderão ser consultadas por diferentes instituições financeiras.

Além disso, o crédito rural verde será incentivado. A consequência é uma maior preservação ambiental, através de uma produção mais sustentável.

Foto mostra mão de um homem dada à uma mão fictícia, feita de madeira

(Fonte: Envolverde)

Importância do bureau verde do crédito rural

O crédito rural será mais difundido e fluido através da uniformização e democratização de informações com o bureau verde.

A consolidação das informações impedirá a concessão de crédito para produtores com irregularidades graves em suas propriedades.

O bureau verde foi criado para aprimorar as diretrizes da Política de Responsabilidade Socioambiental, já praticada pelas instituições financeiras.

Ou seja, ele servirá como um parâmetro nacional de padronização de informações.

Sua importância está em minimizar riscos de crédito. Além disso, ele também irá padronizar os critérios de análise de crédito nas instituições financeiras.

Para minimizar os riscos, as instituições financeiras terão maior segurança na concessão de crédito rural.

A adequação aos critérios socioambientais é uma ferramenta para o manejo de risco de crédito. Também é um pontapé para adequação das operações ao bureau.

Quem pode usá-lo

O bureau verde poderá ser utilizado por produtores rurais que estiverem em dia com as obrigações legais e com a sustentabilidade.

Quanto antes você regularizar sua propriedade, maiores serão suas chances de:

  • acesso ao crédito rural;
  • liberação de linhas de créditos mais atrativas e voltadas para empreendimentos sustentáveis;
  • maior rapidez na certificação de práticas sustentáveis;
  • maior possibilidade de emissão de títulos verdes.

Se você se adequar aos critérios, poderá se beneficiar do aumento previsto de 20% dos recursos. Eles serão destinados às operações de crédito sustentáveis. O não cumprimento dos requisitos impostos dificultará seu acesso ao crédito rural.

Banner do Guia de Crédito Rural. à esquerda a descrição do ebook e à direita uma foto com moedas e uma planta.

Conclusão

O bureau verde do crédito rural dará maior segurança a quem concede o crédito. Ele reforçará  a importância da regularização da sua propriedade rural.

As instituições financeiras poderão verificar critérios socioambientais para a concessão de financiamentos. Essas instituições podem não conceder crédito para produtores com irregularidades graves na propriedade rural.

Ou seja, o produtor que não regularizar sua propriedade terá dificuldade de acesso ao crédito rural.

Regularize sua propriedade para ter acesso a linhas de créditos mais atrativas e voltadas para empreendimentos sustentáveis.

>> Leia mais:

Elaboração de projetos de crédito rural: entenda pra que serve e como fazer

Conheça os 6 títulos de crédito do agronegócio e suas finalidades

“Consórcio rural: veja o que é e conheça as vantagens”

Você tem utilizado ou pensa em utilizar critérios sustentáveis de produção? Pensa em adequar sua propriedade aos critérios impostos pelo bureau verde do crédito rural? Adoraria ler seu comentário abaixo! 

Saiba o que é o sequestro de carbono na agricultura e como se beneficiar dele

Sequestro de carbono na agricultura: saiba quais são as melhores práticas e como lucrar com isso

O sequestro de carbono na agricultura é uma prática que tende a ser ampliada. Afinal, o agronegócio brasileiro é cada vez mais cobrado por ações relacionadas às práticas ambientais, sociais e de governança, conhecidas como ESG.

Dentre os objetivos, está a redução da emissão de gases de efeito estufa na atmosfera.

A grande liberação desses gases provoca mudanças climáticas que impactam diretamente o agro, a exemplo da seca e geada que dizimaram lavouras em 2021.

Neste artigo, você saberá mais sobre algumas práticas que sequestram carbono e como se beneficiar delas. Confira!

Emissão de carbono e o agronegócio

A dependência da sociedade por combustíveis fósseis aumenta cada vez mais as emissões dos gases de efeito estufa na atmosfera. Dentre esses gases, estão o gás carbônico (CO2) e o metano (CH4), que vêm  de atividades industriais e agropecuárias.

Por isso, o Brasil tem sido cada vez mais cobrado para desenvolver práticas de ESG no agronegócio.

Relatório recente aponta que adotar modelos de negócios alinhados com práticas ESG serão o diferencial do mercado. Também serão a base para o crescimento e perpetuidade.

Atento a esta cobrança, o Governo Federal tem estimulado o produtor brasileiro à sustentabilidade ambiental por meio do Plano ABC, que faz parte do Plano Safra

Dentre as práticas, estão as relativas ao sequestro de carbono na agricultura. Elas auxiliam na captura de gás carbônico da atmosfera. Saiba mais sobre essas ações a seguir.

O que é sequestro de carbono na agricultura?

O sequestro de carbono é o termo usado para indicar o processo de exclusão do gás carbônico na atmosfera. Isso ocorre na agricultura através da fotossíntese das plantas. Elas captam dióxido de carbono no ar e o transforma em fotoassimilados. 

Utilizados como fonte de energia por bactérias que fixam nitrogênio nas raízes das plantas, os fotoassimilados são resultados da fotossíntese dos vegetais.

Ilustração que mostra como acontece o ciclo do carbono em ecossistemas conservacionistas
Ilustração de como ocorre o ciclo do carbono
(Fonte: Embrapa)

Durante a decomposição, de 15% a 25% desses resíduos são convertidos em carbono orgânico no solo. O restante vai para a atmosfera.

Mas a quantidade de carbono que sai do solo depende do manejo.

O sequestro ocorre quando as entradas de resíduos culturais são maiores que as saídas do carbono, por meio da atividade microbiana.

Porém, como saber se isso está ocorrendo, em que quantidade e como ganhar dinheiro com a geração de créditos de carbono? Acompanhe para saber mais!

Créditos de carbono no agronegócio

Os estudos sobre o sequestro de carbono e sua monetização ainda estão em estágio inicial em todo o mundo. No entanto, já há quem lucre com a captura de carbono na fazenda.

Recentemente, nos Estados Unidos, 267 produtores foram remunerados pela Indigo

Isso aconteceu por adotarem práticas agrícolas que resultaram na redução das emissões e sequestro de carbono. O valor da remuneração não foi informado.

As medições foram realizadas com base numa metodologia particular da Climate Action Reserve, uma organização não governamental.

Um estudo da Imaflora (Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola) apontou que 34 fazendas de café em Minas Gerais emitem uma quantidade de carbono por hectare/ano 7 vezes menor que a média global de fazendas de café.

Os cafeicultores mineiros ainda não estão sendo remunerados. 

No entanto, aproveitam o estudo para comprovar boas práticas e utilizá-las como marketing de venda. Dessa forma, atraem clientes dispostos a pagar mais caro pelo café.  

A monetização dos créditos de carbono deve ser o principal tema da COP26 (Conferência das Nações Unidades sobre o clima). 

A tendência é que os créditos de carbono virem a próxima commodity do agronegócio. Em 2020, o mercado internacional de créditos de carbono movimentou R$ 53 bilhões

3 práticas de manejo para o sequestro de carbono na agricultura

Dentre as principais práticas de manejo que resultam em sequestro de carbono da atmosfera, as que mais se destacam são:

  • o plantio direto na palha;
  • a rotação de culturas;
  • o sistema ILPF (Integração Lavoura Pecuária-Floresta).

Essas práticas podem ou não ser reconhecidas por empresas certificadoras (nacionais ou internacionais), já que não há metodologia única de avaliação.

Sistema de Plantio Direto

O sistema de Plantio Direto é uma das principais inovações dos últimos 50 anos no agronegócio brasileiro.

Esse sistema permite que o plantio/semeadura seja feito diretamente na palha (restos das plantas utilizadas para tal fim). 

Há possibilidade de até três safras no mesmo local, em um ano.

No plantio direto, você aproveita a matéria orgânica de uma plantação como cobertura do solo. A prática provoca maior umidade e reduz o aquecimento

Essa técnica faz com que o processo de decomposição da planta de cobertura seja mais lento. 

Consequentemente, o carbono é estocado no solo, e há redução de perdas para a atmosfera.

Pesquisas mostram que no clima tropical do Brasil, um hectare pode sequestrar até 0.8 toneladas de dióxido de carbono.

Esquema que mostra a dinâmica do carbono no sistema de preparo convencional e no sistema plantio direto
Dinâmica do carbono no sistema de preparo convencional e SPD 
(Fonte: Esalq)

Rotação de culturas

A rotação de culturas é outra técnica estratégica para a diminuição do efeito estufa na atmosfera.

A rotação protege o solo e possibilita a imersão de culturas de cobertura, como as gramíneas e as leguminosas.

A ideia é procurar culturas que possam produzir bastante palha, como o milho e a aveia. 

Outra opção são culturas de compensação, como soja e trigo, que fazem os balanços de carbono no solo.

Nas linhas da produção de café, tem sido muito utilizada a plantação de capim braquiária, como meio de obter cobertura verde do solo.

São feitas roçagens periódicas que resultam na formação de uma “cama verde”. Com a decomposição, é possível que se tenha de 15% a 25% convertidos em carbono.

Sistema ILPF

Desenvolvido pela Embrapa, o ILPF é considerado uma das alternativas mais apropriadas quando se fala em sustentabilidade.

Ele consorcia a criação de bovinos com a exploração florestal, geralmente de plantios de eucaliptos.

Estudos mostram que as sombras proporcionadas pelas árvores proporcionam bem-estar aos animais. 

Estes, por sua vez, reduzem a emissão de gás metano pela boca — o gás vem do processo digestivo dos bovinos, que são animais ruminantes.

O ILPF favorece a geração de serviços ambientais, como o sequestro de carbono, mas as medições sobre quantidades de emissões ainda são alvo de pesquisas.

checklist planejamento agrícola Aegro

Conclusão

O sequestro de carbono na agricultura é uma ação de grande importância para o agronegócio brasileiro e mundial.

Atrelado às práticas ambientais, sociais e de governança (ESG) no agro, a tendência é de crescimento cada vez maior.

Por isso, é importante que você se atente às discussões sobre a monetização dos créditos de carbono. Elas serão a principal pauta do COP26, no final do ano.

Desenvolver práticas de ESG na fazenda é algo que você deve fazer sempre, tanto para a sustentabilidade ambiental quanto da sua própria permanência na atividade.

Além disso, as mudanças climáticas estão acontecendo e não dá para falar mais em futuro. Elas já exigem que a humanidade mude sua forma de viver no mundo

>>Leia mais:

“Agricultura de baixo carbono: o que é e como fazer?”

Você conhecia as práticas que fazem sequestro de carbono na agricultura? Faz o uso de alguma delas? Deixe seu comentário!

Como a irrigação de precisão pode otimizar o uso da água e gerar economia na fazenda

Irrigação de precisão: entenda como ela funciona, quais tecnologias utiliza e quais benefícios pode trazer para a sua fazenda

A irrigação é indispensável para obter boas produtividades nas culturas de interesse agrícola. Nos últimos anos, a água tem estado escassa, devido a longos períodos sem chuvas

Quando esses períodos acontecem em fases críticas das culturas, reduzem suas produtividades em mais de 50%.

As culturas necessitam de água e os reservatórios  precisam se manter em níveis operacionais. Dessa forma, é importante o uso racional. A irrigação de precisão é uma alternativa de uso controlado desse recurso.

Neste artigo, você saberá mais sobre a irrigação de precisão, como ela funciona e quais as tecnologias disponíveis para melhor aproveitamento da água nos cultivos da sua lavoura!

Importância da irrigação dos cultivos

O estresse hídrico restringe a produtividade das culturas no Brasil. Ele é caracterizado por períodos prolongados de estiagem em épocas críticas.

Na safra 2019/2020, no Sul do país, as culturas da soja e milho tiveram grandes reduções na produtividade devido a esse problema

Para a cultura da soja, por exemplo, houve impacto na qualidade das sementes produzidas. A combinação de altas temperaturas e seca interferiram no enchimento dos grãos.

A safra foi marcada pela produção de sementes verdes. Esse fenômeno foi causado pelo estresse hídrico e pelas altas temperaturas.  Como consequência, houve a morte precoce das plantas.

Suplementar a água para as culturas é indispensável, principalmente nas fases críticas, como o enchimento dos grãos. Além disso, a água é fundamental para que a planta faça a fotossíntese corretamente.

Outro agravante é o impacto da escassez de chuvas nos recursos hídricos disponíveis. Com as chuvas restritas os reservatórios também diminuem, tornando essencial o uso inteligente da água, através da irrigação de precisão.

O que é irrigação de precisão?

A irrigação de precisão é a prática de fornecer água às culturas de forma eficiente

Isso acontece através de sistemas automatizados que levantam dados ao longo da lavoura, considerando a variabilidade da área.

As plantas recebem água na quantidade, momento e local da lavoura mais adequado. Custos consideráveis são reduzidos com a prática, quando comparado a sistemas manuais de acionamento das águas, que não consideram a variabilidade da área.

Atualmente, mais de 8,2 milhões de hectares estão equipados para irrigação, (em 2017 eram 7 milhões). Esse número equivale a 8,2 milhões de estádios de futebol. 

Dessa quantidade, 35% é irrigada com águas de reúso e 65% com água de mananciais. Isso exige dos sistemas produtivos o uso de tecnologias que permitam maior eficiência e racionalidade no uso da água.

A eficiência e racionalidade podem ser obtidas pela irrigação de precisão, utilizando ferramentas da agricultura 4.0

Inteligência artificial com sistemas automatizados e sensores são exemplos, porque acionam a irrigação em função das condições ambientais e necessidades da cultura.

Como a irrigação de precisão funciona

A irrigação de precisão funciona por sensores plugados ao solo, plantas, equipamentos e máquinas. Eles coletam informações que vão além da percepção humana.

A internet das coisas ajuda na conexão dos dados coletados pelos sensores

A inteligência artificial, presente nos equipamentos e controladores, analisa rapidamente o grande volume de dados gerados a partir de algoritmos. Ela toma decisões com rapidez e precisão

Fluxograma que explica o funcionamento de um algoritmo de controle de irrigação.

Fluxograma de um algoritmo de controle de irrigação

(Fonte: Adaptado de Casadeus e colaboradores, 2012. Em: Vasconcelos, 2013)

Nos diferentes pontos da lavoura, estão localizados sensores em profundidade. 

Eles cruzam os dados das condições da lavoura com os dados obtidos pelas previsões meteorológicas. Assim, acionam a irrigação em pontos específicos da lavoura.

O que os sensores utilizados no campo incluem

  • Estações meteorológicas: para avaliação da radiação solar, evapotranspiração da cultura, umidade relativa do ar, velocidade e direção do vento, temperatura, precipitação e pressão atmosférica;
  • Telemetria: comanda, rastreia e mede as informações à distância, através de dispositivos de comunicação sem fio. Incluem os rádios, celulares, notebooks e satélites.
  • Sensores de umidade do solo: medem o conteúdo volumétrico de água indiretamente. Além disso, medem textura, densidade do solo e das partículas, porosidade total, aeração, condutividade hidráulica e retenção de água no solo. São importantes, pois a umidade é um fator de decisão no acionamento da irrigação.
  • Sensores multiespectrais, hiperespectrais e térmicos: podem ser empregados a partir do monitoramento adicional das áreas com veículos aéreos não tripulados (VANTs). Eles identificam quais locais do cultivo sofrem maior estresse hídrico (fornecem dados para cálculo de índices de vegetação, como o NDVI).

Em sistemas tradicionais, a água é acionada em quantidades uniformes ao longo da lavoura.

Na irrigação de precisão, a água é disponibilizada em pontos estratégicos, economizando energia elétrica e a própria água.

localização onde os pivôs são acionados, em função das características do solo (topografia, tipo de solo, etc.). Alguns locais não recebem água e outros recebem em quantidades variáveis.

Esquema de funcionamento de pivôs de irrigação inteligente. É possível observar haver distinção da quantidade e localização onde os pivôs são acionados, em função das características do solo (topografia, tipo de solo, etc.). Alguns locais não recebem água e outros recebem em quantidades variáveis

(Fonte:  Lindsay, em: Venancio, 2019).

Vantagens da irrigação de precisão inteligente 

  • Fornecimento inteligente de água em local, quantidade e momento adequados;
  • Economia elétrica, como redução no custo de bombeamento;
  • Redução no uso da água de irrigação;
  • Aumento da produtividade pelo fornecimento de água em estádios críticos da cultura;
  • Lucro de cerca de U$ 87 dólares/hectare, equivalente a mais de R$ 448.

Desvantagens da irrigação de precisão

  • Custo alto com instalação. São necessárias grandes extensões de tubulação para implantação em toda área de cultivo;
  • É necessário acompanhamento técnico e monitoramento do sistema para correção de eventuais problemas;
  • A depender do sistema, há ainda possibilidades de entupimento. Por isso, é preciso fazer acompanhamento diário;

Você também deve consultar a legislação vigente para obtenção de licenciamento do órgão ambiental. Além disso, o início da implementação de projeto de irrigação dependerá de prévia concessão de outorga de direito de uso de recursos hídricos.

Quais tecnologias podem ser utilizadas na irrigação de precisão

Em superfície

Neste sistema, são utilizadas:

  • sondas de solo em diferentes profundidades; 
  • drones com câmeras térmicas ou multiespectrais (que também coletam dados dos demais sensores);
  • estação climatológica.

Os dados são interligados e processados em nuvem. Em seguida, são transmitidos para a sede da fazenda através da internet.

Depois, os dados são processados e interpretados por algoritmos inteligentes. 

Eles  consideram o histórico da produção agrícola, os dados meteorológicos e os modelos de culturas (evapotranspiração e estádio de desenvolvimento da cultura).

Esquema demonstrativo de um sistema de irrigação baseado em pivô central. Estes sistemas podem ser com ou sem monitoramento por drones.

Esquema demonstrativo de um sistema de irrigação baseado em pivô central. Estes sistemas podem ser com ou sem monitoramento por drones

(Fonte: Kamienski; Visoli, 2018)

Áreas irrigadas por pivôs centrais acionados por controladores que coletam e processam dados dos sensores de solo e estações meteorológicas

Áreas irrigadas por pivôs centrais acionados por controladores que coletam e processam dados dos sensores de solo e estações meteorológicas

(Fonte: Lindsay)

Aqui no blog, nós já falamos quando vale a pena investir em um pivô central

Se quiser também estimar os custos dessa forma de irrigação na sua lavoura, clique na imagem a seguir para baixar uma planilha gratuita! 

planilha custos de pivô Aegro

Rega por aspersão

Na rega por aspersão, são instalados aspersores ao longo da área, conectados a sensores de umidade do solo. 

Através da análise de dados complementares (meteorológicos), como nos demais sistemas, são acionados conforme a necessidade.

Esquema do funcionamento de um aspersor automático sequencial de precisão. Internamente ao sensor existe uma boia acionada na liberação da água, quando necessário. Desta forma, o sistema permanece em operação por tempo relacionado à necessidade da cultura.

Esquema do funcionamento de um aspersor automático sequencial de precisão. Internamente ao sensor existe uma boia acionada na liberação da água, quando necessário. Desta forma, o sistema permanece em operação por tempo relacionado à necessidade da cultura

(Fonte: Grah, 2011)

Gotejamento superficial e gotejamento enterrado

Através de sistemas com sensores e controladores automatizados, é possível identificar os locais que exigem acionamento da irrigação. Assim, você pode fornecer água racionalmente às culturas. 

O gotejamento pode ser controlado para maior ou menor vazão e também em relação à localização no campo de produção. Isso pode depender das condições de umidade do solo e das previsões meteorológicas vigentes.

Exemplo do funcionamento de um sistema de gotejamento inteligente. Cada linha possui um controlador acionado através da análise de dados de sensores de umidade do solo, por exemplo. O controlador restringe ou permite a passagem da água, realizando a irrigação da área quando necessário e no tempo (quantidade de água) necessária.

Exemplo do funcionamento de um sistema de gotejamento inteligente. Cada linha possui um controlador acionado através da análise de dados de sensores de umidade do solo, por exemplo. O controlador restringe ou permite a passagem da água, realizando a irrigação da área quando necessário e no tempo (quantidade de água) necessária

(Fonte: Duarte, 2010)

Outro exemplo prático é o servogotejador, desenvolvido pela Embrapa.

Ele é um sistema de gotejadores ligados a sensores pneumáticos do estado da água no solo e das plantas. O sistema vem sendo aperfeiçoado especialmente em culturas perenes, como citros e videira e em cultivos hortícolas.

O sistema de gotejamento tem o menor índice de desperdícios. No entanto, a irrigação de precisão pode otimizar ainda mais essa tecnologia

Conclusão

O estresse hídrico, cada vez mais frequente nos anos agrícolas, é problemático. Ele reduz a  produção e a qualidade das culturas.

A otimização deste recurso necessário para a manutenção da vida humana, animal e vegetal pode se dar na agricultura, através da irrigação de precisão.

O aumento da demanda de alimentos e de água para os cultivos agrícolas vem acompanhada de soluções inteligentes

Elas permitem utilizar a água na agricultura de forma localizada, em quantidade e tempo necessários em função das condições meteorológicas e uso de sensores.

A irrigação de precisão é uma alternativa viável, que permite reduzir muito os custos de utilização da água e de energia elétrica. Por isso, vale a pena considerar seu uso na sua propriedade.

>> Leia mais: “Saiba como usar e lucrar com a energia solar na agricultura

“Irrigação por superfície: veja se a prática é boa para sua fazenda”

“Proirriga: saiba como financiar a irrigação da fazenda”

Ficou com alguma dúvida sobre a irrigação de precisão? Já faz o uso das tecnologias  na sua lavoura? Adoraria ler seu comentário!

O que é irrigação de precisão?

A irrigação de precisão é a prática de fornecer água às culturas de forma eficiente através de sistemas automatizados que levantam dados ao longo da lavoura, considerando a variabilidade da área. Com isso, as plantas recebem água na quantidade, momento e local da lavoura mais adequado.

Quais as vantagens da irrigação de precisão?

As principais são: fornecimento inteligente de água em local, quantidade e momento adequados; economia elétrica, como redução no custo de bombeamento; redução no uso da água de irrigação; aumento da produtividade pelo fornecimento de água em estádios críticos da cultura; lucro de cerca de U$ 87 dólares/hectare, equivalente a mais de R$ 448.

Quais tecnologias podem ser utilizadas na irrigação de precisão?

Algumas delas são, em superfície, rega por aspersão, gotejamento superficial e gotejamento enterrado.

Biofungicidas: quando vale a pena usá-los para o controle de doenças na lavoura?

Biofungicidas: saiba o que são, como são produzidos, como atuam nas plantas e quais são as vantagens e desvantagens.

As doenças das plantas podem ser um obstáculo para o sucesso da sua lavoura quando não manejadas de forma eficiente. 

Associado a isso, a busca da sociedade por alimentos com menos resíduos de agroquímicos torna o manejo de doenças de plantas um desafio ainda maior. 

Biofungicidas são produtos pouco tóxicos e altamente eficientes. Eles podem ser utilizados no controle das principais doenças das plantas cultivadas.

Nesse artigo, você irá conhecer melhor os biofungicidas e como consultar os produtos disponíveis no mercado. Boa leitura!

O que são biofungicidas?

Biofungicidas são produtos químicos que controlam doenças causadas por bactérias e fungos patogênicos de inúmeras culturas.

Como as pessoas têm buscado por alimentos com cada vez menos agroquímicos, novas soluções são oferecidas, como os bioinsumos

Dentro deles estão os biofungicidas, que são:

  • microrganismos que atuam diretamente nos patógenos que atacam as plantas, fazendo com que eles não se desenvolvam;
  • fungos e bactérias não patogênicos que quando aplicados na planta, entram em contato com o patógeno e o enfraquecem. Agem como fungicidas naturais.

Como são desenvolvidos os biofungicidas?

Os biofungicidas produzidos a partir de organismos encontrados no meio ambiente. Por natureza, são predadores de outros microrganismos.

Essas espécies são estudadas em laboratório e em campo para garantir sua eficácia no controle de doenças.

O registro dos produtos desenvolvidos nas pesquisas envolve a avaliação e aprovação do Mapa, do Ibama e da Anvisa. Trata-se de um processo bastante lento.

Na imagem, bactérias Bacillus amyloliquefaciens, usadas como matéria-prima de biofungicidas.

Bactéria Bacillus amyloliquefaciens, usada como matéria-prima de biofungicida

(Fonte: Indiamart)

Quando comprovada sua eficiência e confiabilidade, ele é devidamente registrado. 

Em seguida, os microrganismos são reproduzidos industrialmente e de maneira controlada para a fabricação dos produtos comerciais.

Atuação nas culturas

Os biofungicidas podem ser aplicados no tratamento de sementes e também pulverizados diretamente na cultura.

Quando o produto entra em contato com a planta doente ou com o patógeno, começa o processo de controle da doença. Esse controle pode ser por meio de:

  • ação direta: o agente biológico produz substâncias antibióticas e antifúngicas que impedem o progresso, infecção e reprodução da doença no hospedeiro;
  • ação indireta: o agente biológico estimula a planta a se defender do patógeno.

Esses microrganismos benéficos atuam por meio da produção de metabólitos secundários, que têm ação contra bactérias e fungos patogênicos.

A ação é minuciosamente estudada para que o perfil do produto seja o mais confiável possível. Ou seja, é necessário encontrar microrganismos cujas enzimas liberadas não sejam nocivas às plantas.

Controle de doenças causadas por fungos de solo

Um dos microrganismos mais usados na produção de biofungicidas são fungos do gênero Trichoderma.

Eles controlam doenças causadas por fungos de solo em soja, cana-de-açúcar, algodão, olerícolas, etc.

Essas doenças infectam raízes, base do caule, sistema vascular. Além disso, causam murchas e podridões.

Imagem mostra fungo trichoderma em uma placa de vidro. O fungo possui coloração verde.

Fungo Trichoderma, que pode ser usado como biofungicida

(Fonte: Embrapa)

Há grande expectativa na utilização deste fungo no controle do mofo-branco da soja, da fusariose e da podridão radicular.

Além do controle de doenças, também há estudos sobre benefícios do fungo em relação ao crescimento das plantas e aumento na produtividade.

Essa ação se dá pela maior disponibilidade de nutrientes para as plantas, através da ação de enzimas que solubilizam fosfatos e material orgânico. 

Algumas linhagens de Trichoderma também produzem hormônios promotores de crescimento.

Prós e contras do uso de biofungicidas

Você irá encontrar vantagens e desvantagens na utilização de biofungicidas, como em todas as práticas de manejo. Veja algumas delas abaixo e faça sua análise.

Vantagens

  • A pulverização segue as práticas tradicionais de aplicação de fungicidas;
  • Redução na utilização de agroquímicos;
  • Redução do risco de contaminação ambiental; 
  • Redução do risco de contaminação do aplicador; 
  • Os alimentos produzidos têm menor concentração de resíduos químicos; 
  • Redução de custos no controle de doenças;
  • Controle eficiente de doenças;
  • Promotor de crescimento das plantas; 
  • Opção no manejo integrado de doenças.

Desvantagens

  • Poucas pesquisas na área de biofungicidas;
  • Menor prazo de validade dos produtos;
  • Requer maior cuidado no manuseio e transporte.

Ainda há um longo caminho a percorrer para que os biofungicidas sejam vistos como prioridade no controle de doenças no Brasil.

Com estudos científicos, maior oferta de produtos e tecnologia é possível que o agronegócio brasileiro desponte como líder nesse segmento.

Produtos no mercado nacional

São vários os produtos comerciais disponíveis no mercado. 

Pela plataforma Agrofit do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, você pode realizar a consulta dos biofungicidas. Siga o passo a passo a seguir: 

  1. Acessar o site do sistema Agrofit;
  2. Selecionar “Produtos formulados”;
  3. Em “Classe”, selecionar a opção “Fungicida microbiológico”;
  4. Selecionar “Consultar”.

Como resultado da pesquisa será apresentada uma lista com todos os biofungicidas com registro no Brasil.

Imagem mostra o site do Mapa, na aba de busca por insumos agrícolas.

Site de busca de insumos agrícolas do Mapa

(Fonte: Mapa)

Esta pesquisa lhe mostrará diversos organismos microbiológicos que já passaram pelo processo de pesquisa e autorização. Eles podem ser utilizados na formulação de produtos comerciais.

Os produtos utilizam diversas espécies de microrganismos, e dentre eles estão:

Bacillus spp.

  • Sonata: Utilize para controle de oídio, mofo-cinzento, podridão-olho-de-boi, antracnose, mancha-púrpura e pinta-preta.
  • Ataplan: Pulverize para agir em casos de antracnose, fusariose, tombamento da soja e podridão do colo.

Trichoderma spp.

  • Tricho-Turbo: Controle de tombamento, mancha-de-fusarium, mofo-branco e nematicida.

Utilize os produtos citados para o controle das respectivas doenças em todas as culturas.

Na imagem, foto da embalagem de 1 litro do biofungicida Tricho-turbo

Embalagem do biofungicida Tricho-turbo

(Fonte: Vittia)

Os biofungicidas são produtos classificados com tarja verde. Portanto, são pouco perigosos quanto à classificação toxicológica e ambiental.

No entanto, siga todos os procedimentos de segurança na aplicação dos produtos. 

Faça o uso do equipamento corretamente, e previna-se de possíveis danos utilizando todo o equipamento de proteção individual recomendado.

Siga as orientações da bula e do receituário agronômico para proceder com a pulverização!

Planilha de custos dos insumos da lavoura

Conclusão

Os biofungicidas são uma ótima opção para evitar o uso de produtos altamente tóxicos.

Apesar de ainda pouco difundidos no nosso modelo de produção agrícola, eles possuem inúmeras vantagens. Redução de custos e melhor qualidade dos alimentos são apenas algumas delas.

Não se esqueça de tomar todos os devidos cuidados ao manipular e aplicar o produto. E na dúvida, consulte um engenheiro-agrônomo.

>> Leia mais:

“Mancha-púrpura na soja: como livrar sua lavoura dela”

Você já sente segurança para utilizar biofungicidas no controle de doenças da lavoura? Já utiliza essa tecnologia no manejo integrado? Compartilhe sua experiência!