About Isabel Rocha

Jornalista pela Faculdade Cásper Líbero, com passagens por veículos como Band News TV e EXAME e experiência nas editorias de negócios, empreendedorismo, ESG e economia.

Previsão do preço do milho para 2025: Saiba o que esperar

O milho é um cereal com produção mundial que ultrapassa 1,2 bilhão de toneladas por safra, com os Estados Unidos liderando com aproximadamente 30% desse total, seguidos pela China e pelo Brasil. 

No Brasil, terceiro maior produtor global, a produção atingiu cerca de 100 milhões de toneladas na safra 2019/2020, consolidando o país como um dos principais exportadores do grão. 

A cultura do milho tem importância estratégica no agronegócio brasileiro, sendo o segundo principal produto da safra nacional.

Se você produz essa commodity agrícola, deve ficar de olho nas oscilações do mercado, já que para a safra 2025, é esperado uma forte queda na produção nacional de milho.

Mercado Físico do Milho: Atualização 2025

O preço do milho segue estável em algumas regiões, enquanto outras registraram leve alta nas últimas cotações.

Em Não-Me-Toque (RS) e Nonoai (RS), a saca de 60 kg permanece cotada a R$ 66,00, sem variação. Já em Ubiratã (PR) e Marechal Cândido Rondon (PR), a cotação subiu para R$ 64,00, um aumento de 1,59%.

Em Pato Branco (PR), o milho foi cotado a R$ 68,00, com alta de 1,49%, e em Sorriso (MT), a cotação atingiu R$ 60,95, apresentando crescimento de 1,58%. No Mato Grosso, os valores variam entre R$ 63,00 em Campo Novo do Parecis e R$ 71,00 em Rondonópolis.

Na região do Centro-Oeste, o milho apresentou poucas oscilações. Rio Verde (GO) e Jataí (GO) mantêm o preço de R$ 66,00, sem alterações.

Em Campo Grande (MS), a cotação subiu para R$ 67,00, um aumento de 1,52%, enquanto em Maracaju (MS), o valor ficou em R$ 68,00, representando um crescimento de 1,49%.

Os portos brasileiros também registram preços diferenciados para o milho disponível. Em Paranaguá (PR), a cotação se mantém em R$ 72,00, enquanto no Porto de Santos (SP), as negociações para agosto/setembro de 2025 indicam R$ 74,00 por saca.

Médias Regionais do Milho

  • Sul do Brasil (RS, PR, SC): Média de R$ 67,00 por saca, com algumas variações positivas;
  • Centro-Oeste (MT, MS, GO, DF): Média de R$ 65,00, com destaque para Rondonópolis (MT) em R$ 71,00;
  • Sudeste (SP, MG): Média de R$ 70,00, com Campinas (SP) liderando a cotação a R$ 81,00;
  • Nordeste (BA, SE, TO): Média de R$ 60,00, com preços mais baixos devido à oferta elevada na região.
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Expectativas para o Mercado do Milho

As projeções indicam que o preço do milho pode sofrer oscilações nos próximos meses, dependendo da demanda interna e das exportações. 

A safra atual no Brasil teve impactos climáticos que podem afetar a produção e, consequentemente, os preços ao longo do ano. Além disso, fatores externos, como a demanda da China e os estoques globais, podem influenciar a precificação da commodity.

Oscilação entre oferta e demanda, condições climáticas adversas, política externa, cotação do milho na CBOT e custos de produção, também são alguns dos principais fatores que ter influência no valor de mercado.

Como está o desenvolvimento das lavouras de milho em 2025?

Em 2025, as lavouras de milho no Brasil apresentam um cenário positivo, com estimativas de crescimento na produção.

A Conab prevê 122 milhões de toneladas, um aumento de 5,5% em relação ao ano anterior, impulsionado por uma expansão de 2,1% na área cultivada e recuperação na produtividade projeta 120,6 milhões de toneladas, crescimento de 5,1%, com rendimento médio de 5.613 kg/ha .

No Sul, as chuvas favoreceram o plantio do milho, que atingiu 37% da área projetada, com produtividade estimada em 7.116 kg/ha .

Em Goiás, a primeira safra foi concluída antes do previsto, com 27,5% das lavouras em enchimento de grãos até janeiro .

Entretanto, no Cerrado e no Centro-Oeste houveram em atrasos no plantio da soja e do milho, exigindo estratégias de mitigação . Apesar disso, a boa oferta do grão poa estabilização dos preços internos .

De forma geral, as lavouras de milho no Brasil é promissora para 2025, consolidando o país como um dos líderes globais na produção e exportação do cereal .

Safra de café: preços e a qualidade do produto no mercado nacional

Em 2024, a expectativa para a safra de café está cercada por incertezas, especialmente em relação às mudanças climáticas. 

Eventos como seca prolongada e irregularidades na distribuição das chuvas têm impactado a produtividade, em especial nas regiões tradicionais como Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo. 

Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Brasil segue como líder mundial, mas enfrenta desafios para atender às crescentes demandas do mercado interno e externo.

As safras maiores, somadas a uma possível redução na demanda estimada pela pesquisa, podem levar a um excedente global de café – o que impactaria diretamente os preços.

Qual a previsão da safra de café para 2025?

As projeções para a safra de café 2025/26 no Brasil indicam a continuidade dos desafios das condições climáticas adversas. 

A seca prolongada e as altas temperaturas da safra 2024 afetaram negativamente as lavouras, especialmente nas principais regiões produtoras. 

Esses fatores podem resultar na redução da produtividade e na qualidade dos grãos na próxima safra. 

Além disso, a escassez de chuvas durante períodos críticos do desenvolvimento das plantas comprometeu o florescimento adequado, essencial para uma boa formação dos frutos. 

Especialistas alertam que, mesmo com a retomada das precipitações, os danos já causados podem não ser totalmente revertidos, impactando negativamente a produção de 2025. 

A expectativa é que a safra de café 2025/26 apresente uma redução na produção em comparação aos anos anteriores, o que pode influenciar os preços no mercado interno e externo.

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Qual o período da safra de café?

A safra de café no Brasil varia conforme a região produtora. Em estados como Minas Gerais e São Paulo, a colheita ocorre entre maio e agosto. 

Já nas regiões do Norte e Nordeste, como Bahia e Rondônia, a colheita pode iniciar mais cedo, em abril, devido às diferenças climáticas.

Essa variação é determinada pelas condições locais de solo e clima, que influenciam diretamente o ciclo de desenvolvimento das plantas. 

Por isso, entender o período de safra é essencial para planejar o manejo e atender às demandas do mercado no momento certo.

Produção de café no Brasil: regiões de destaque

O Brasil é o maior produtor mundial de café, respondendo por cerca de 40% da produção global. As principais regiões produtoras incluem:

  • Sul de Minas Gerais: Reconhecida pela alta qualidade do grão, com destaque para o café arábica;
  • São Paulo (Mogiana): Caracterizada pelo equilíbrio entre acidez e doçura dos grãos;
  • Espírito Santo: Líder na produção de café conilon, conhecido pela resistência e alta produtividade;
  • Bahia: Crescente no mercado, com produções em áreas irrigadas que garantem constância na oferta.

Cada região apresenta particularidades que influenciam o sabor, aroma e qualidade final do café, o que contribui para a diversificação de produtos no mercado nacional e internacional.

Tabela

Descrição gerada automaticamente

Tabela 1. Produção Mundial de Café estimada para a safra 2023: 174.340 (1000 sacos de 60 kg).

Relação entre a safra de café e as mudanças climáticas

As mudanças climáticas são um fator de grande preocupação para os produtores de café. O aumento das temperaturas médias, seca prolongada e chuvas em períodos inadequados têm alterado o ciclo produtivo da cultura.

Além disso, regiões que historicamente eram adequadas para o cultivo estão enfrentando novos desafios, enquanto áreas menos tradicionais começam a ganhar destaque.

Para mitigar os impactos, muitos produtores têm investido em tecnologias como irrigação, manejo de sombra e escolha de variedades mais adaptadas às novas condições climáticas.

Lavoura de café em formação

Figura 3. Lavoura de café em formação, bem nutrida, sem competição com plantas daninhas e livre de pragas e doenças. Foto: Laís Teles.

Principais doenças que afetam a safra de café

As doenças de solo e as pragas representam desafios constantes para os produtores de café. Entre as principais doenças estão:

  • Ferrugem do café (Hemileia vastatrix): Provoca a queda precoce das folhas, reduzindo a capacidade produtiva da planta;
  • Cercosporiose (Cercospora coffeicola): Causa manchas nos frutos, comprometendo a qualidade do grão;
  • Podridão radicular: Associada a condições de solo encharcado, afeta diretamente o sistema radicular;

O manejo preventivo, com uso de variedades resistentes, práticas culturais adequadas e monitoramento constante, é indispensável para evitar prejuízos significativos.

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Cuidados com a pós-colheita do café

A fase de pós-colheita é decisiva para preservar a qualidade dos grãos. Práticas inadequadas podem comprometer todo o esforço realizado ao longo da safra. Os cuidados incluem:

  1. Secagem: Realizar em terreiros ou secadores mecânicos para evitar fermentação indesejada;
  2. Armazenamento: Utilizar armazéns bem ventilados, com controle de temperatura e umidade, evitando contaminações;
  3. Classificação: Separar os grãos por qualidade, atendendo às exigências do mercado;

Essas práticas garantem que o café mantenha suas características sensoriais, valorizando o produto na comercialização.

Quanto está a saca de café?

O preço da saca de café é influenciado por fatores como qualidade, volume de produção e condições do mercado internacional. Em 2024, os preços acabaram oscilando um pouco. Confira:

  • Café Arábica Em novembro de 2024, a saca de 60 kg do café arábica (tipo 6 bebida dura bica corrida), foi cotada a R$ 1.670,00 em Guaxupé/MG. Já no início de novembro, o café arábica cereja descascado de bom preparo, era negociado entre R$ 1.550 e R$ 1.600 por saca.
  • Café Conilon (Robusta): Até setembro de 2024, os preços do café conilon superaram a marca de R$ 1.500 por saca de 60 kg, renovando recordes nominais em reais.

Essas variações são o reflexo das condições de oferta e demanda, bem como os impactos climáticos nas regiões produtoras. Mesmo com isso, a alta qualidade do grão brasileiro, mantém o produto competitivo, mesmo em cenários desafiadores.

Previsão da saca de café para 2025

As projeções para os preços do café em 2025 indicam uma tendência de alta, influenciada por diversos fatores, entre eles:

  1. Condições Climáticas Adversas: A seca prolongada e as altas temperaturas em regiões produtoras, como Minas Gerais e São Paulo, vão afetar a produtividade das lavouras, especialmente do café arábica, mais sensível às variações climáticas.
  2. Oferta e Demanda: A oferta global de café está mais restrita, com a previsão de que a produção supere a demanda em apenas 150.000 sacas na temporada de outubro de 2024 a setembro de 2025, uma redução significativa em relação ao excedente de 700.000 sacas em 2023/24.
  3. Mercado Futuro: Os contratos futuros de café arábica subiram acima de US$ 2,58 por libra, mantendo-se próximos ao nível mais alto desde meados de outubro de 2024, refletindo as expectativas de preços elevados no mercado internacional.

Diante desse cenário, são esperados preços mais altos ao longo de 2025, impactando tanto os produtores quanto os consumidores finais.

O que é ESG no agronegócio? Entenda os principais impactos

ESG no agronegócio: saiba o que é, por que isso está revolucionando o mercado e como sua implementação pode impactar positivamente os seus negócios e a sociedade em geral.

À medida que os desafios ambientais, sociais e de governança se intensificam globalmente, as discussões sobre a importância da implementação dos padrões ESG no agronegócio ganham cada vez mais relevância. 

Estamos falando de uma série de iniciativas que podem ser tomadas no campo para contribuir com a preservação do meio ambiente e o desenvolvimento das comunidades rurais. E que, de quebra, ainda ajudam a aumentar a competitividade e a lucratividade das fazendas. 

Por isso, neste artigo, vamos abordar o significado do ESG no contexto do agronegócio, conhecer cada um de seus pilares e explorar os impactos positivos que sua implementação pode trazer para os produtores rurais. 

Boa leitura!

O que é ESG e como funciona?

Utilizada pela primeira vez em 2004, durante uma conferência da ONU, a sigla ESG se refere às boas práticas Ambientais, Sociais e de Governança  (do inglês “Environmental, Social and Governance”) nas empresas. 

Na prática, trata-se de um conjunto de iniciativas adotadas pelas organizações com o objetivo de diminuir os impactos de suas operações no meio ambiente e na sociedade e de tornar a governança corporativa mais responsável, ética e transparente em seus processos de tomada de decisão.

A essa altura, você pode estar se perguntando: afinal, como o ESG se relaciona com o agronegócio? Ou, ainda, quais são as práticas ESG no agronegócio?

Para ajudar a responder a essas perguntas, separamos abaixo alguns exemplos de como cada um dos pilares ESG se relaciona com o dia a dia dos produtores rurais. Veja:

Pilares do ESG no agronegócio: do campo à indústria

1. Ambiental

No contexto do agronegócio, o pilar ambiental do ESG tem a ver com a adoção de estratégias e tecnologias que ajudem a reduzir os impactos negativos ao meio ambiente.

Vale destacar que, com a  aproximação do agronegócio com a tecnologia e consolidação da agricultura 4.0, a maioria dessas medidas foi facilitada (falaremos mais sobre essa relação ao longo deste artigo).

2. Social

Já o pilar social no agronegócio diz respeito às relações humanas com trabalhadores rurais e com as comunidades impactadas direta ou indiretamente pela atividade agrícola.

Nessa esfera, é importante que os produtores rurais busquem adotar práticas que contribuam para o desenvolvimento socioeconômico local. Algumas maneiras de fazer isso são:

  • promover a segurança e saúde dos trabalhadores;
  • respeitar as leis trabalhistas;
  • valorizar a mão de obra local;
  • capacitar moradores da comunidade;
  • oferecer treinamentos adequados para manejo dos equipamentos agrícolas.

3. Governança

Por fim, o pilar de governança do ESG refere-se à forma com que as empresas agrícolas são administradas e conduzidas. Isso envolve, por exemplo:

  • a transparência na gestão de empresas e indústrias;
  • o cumprimento das leis e regulamentações;
  • a ética nos negócios;
  • a gestão responsável dos recursos financeiros;
  • o combate à corrupção;
  • o estabelecimento de protocolos de segurança.

Importância do ESG no agronegócio

Responsável por pelo menos 27% do PIB brasileiro e por garantir a segurança alimentar global, o agronegócio desempenha um papel fundamental na geração de empregos e no desenvolvimento econômico do país.

Por outro lado, quando a agenda ESG não é considerada, as atividades agrícolas podem ter impactos negativos bastante significativos no meio ambiente e na sociedade.

A degradação do solo, o uso excessivo de água, a contaminação de recursos hídricos, a emissão de gases de efeito estufa e questões como a segurança e as condições de trabalho dos agricultores são alguns exemplos de como a falta de um olhar voltado para o ESG no agronegócio pode ser prejudicial.

Mas engana-se quem pensa que os benefícios do ESG se restringem “apenas” ao meio ambiente. Na verdade, a implementação dessa agenda também traz diversas vantagens para os produtores rurais e para o setor como um todo. Veja abaixo.

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Por que implementar o ESG no agronegócio?

Acesso a crédito rural

O primeiro e talvez mais evidente benefício tem a ver com o acesso ao crédito. Isso porque produtores rurais alinhados às boas práticas de sustentabilidade têm sido beneficiados por instituições financeiras.

Um bom exemplo vem do Plano Safra 2023/2024, que trouxe a possibilidade da redução das taxas de juro para aqueles que adotam práticas sustentáveis, como produção orgânica ou agroecológica, bioinsumos, tratamento de dejetos na suinocultura, pó de rocha e calcário, energia renovável na avicultura, rebanho bovino rastreado e certificação de sustentabilidade.

Mais investimentos

As instituições financeiras não são as únicas priorizando o ESG na hora de tomar decisões. 

Considerando a boa gestão de riscos e a tendência que empresas ambiental e socialmente responsáveis têm de alcançar melhores resultados no longo prazo, os investidores também estão – cada vez mais –  direcionando seu capital para essas companhias.

Para ter ideia, a Bloomberg estima que os recursos investidos em empresas ESG chegaram a marca de 38 trilhões de dólares em 2020 e devem saltar para impressionantes  53 trilhões de dólares até 2025.

Aumento do lucro por safra

A implantação de práticas de gestão sustentável e eficiente resulta em melhorias na produtividade, redução de desperdícios e otimização dos recursos disponíveis. Mas não é só isso.

Uma pesquisa  do Institute of Business Value (IBV) mostrou que 54%  dos consumidores globais estariam dispostos a pagar um valor mais alto por produtos de baixo impacto ambiental. 

Isso significa que produtores rurais alinhados às boas práticas ESG podem considerar cobrar mais por seus produtos e, ainda assim, esperar impactos positivos em seus resultados financeiros.

Mas não é só isso. O aumento do interesse dos consumidores (e, consequentemente, da competitividade do negócio) também tende a atrair novas oportunidades de negócio – inclusive em mercados externos, historicamente mais exigentes com relação à sustentabilidade das operações.

ESG no agronegócio: por onde começar?

É difícil falar sobre a implementação do ESG no agronegócio sem falar sobre o processo de digitalização do setor – especialmente no que diz respeito ao pilar da governança corporativa.

Por meio de softwares de gestão e inteligência artificial, por exemplo, é possível coletar, analisar e identificar padrões em grandes volumes de dados, o que ajuda a gerar insights valiosos para a tomada de decisões e a melhorar a eficiência operacional.

Há também soluções baseadas na tecnologia blockchain, que permitem estabelecer uma rastreabilidade completa ao longo da cadeia de suprimentos – tornando o acesso a informações sobre a origem dos produtos mais transparente e confiável para consumidores, investidores e demais partes interessadas.

Além disso, a digitalização desempenha um papel fundamental na adoção de práticas sustentáveis, uma vez que possibilita:

  • o monitoramento detalhado de áreas de cultivo;
  • o uso de drones para monitorar o crescimento da safra;
  • a aplicação mais precisa de insumos agrícolas;
  • a gestão eficiente de recursos hídricos;
  • a comunicação entre fornecedores, indústria e clientes;

Essas e outras práticas ajudam a reduzir o uso excessivo de fertilizantes, pesticidas e água, minimizando os impactos ambientais negativos e aumentando a eficiência produtiva das fazendas.

Nesse contexto, investir em digitalização desponta como uma etapa essencial do processo de implementação do ESG no agronegócio.

Outro passo importante é buscar certificações e selos que atestem o comprometimento do seu negócio rural com a sustentabilidade ambiental, a responsabilidade social e a transparência corporativa.

Selos e certificações ESG para o agronegócio

Existem várias certificações e selos que ajudam a comprovar o comprometimento das empresas do agronegócio com as práticas de ESG.  

Elas funcionam como uma espécie de garantia para os consumidores (e outras partes interessadas), atestando que a organização está verdadeiramente comprometida com a agenda sustentável.

Alguns exemplos são:

  • Certificação Orgânica: atesta que os produtos agrícolas foram produzidos de acordo com práticas agrícolas sustentáveis, sem o uso de pesticidas químicos ou fertilizantes sintéticos;
  • Selo Fair Trade: garante que as empresas pagam preços justos aos produtores agrícolas, respeitam os direitos trabalhistas, promovem a igualdade de gênero e investem em comunidades locais;
  • Certificação Rainforest Alliance: indica que os produtos agrícolas foram produzidos de acordo com práticas que protegem a biodiversidade, promovem a conservação dos recursos naturais e garantem a saúde e o bem-estar dos trabalhadores.

Conclusão

A implementação do ESG no agronegócio traz diversos benefícios ao produtor rural, como acesso a taxas de juros mais favoráveis, abertura a novos mercados e aumento do lucro por safra. 

Para colher esses benefícios, os produtores rurais devem investir em digitalização e estratégias de governança que almejem promover a sustentabilidade e a responsabilidade social em suas operações. 

Ao fazer isso, estarão contribuindo para a preservação do meio ambiente, o desenvolvimento das comunidades rurais e o fortalecimento do setor agrícola como um todo.

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Plano Safra 2023/24: saiba como fazer o seu financiamento

Plano Safra 2023/24: conheça as taxas de juros, os recursos e como conseguir o crédito rural pelo plano

Com valor recorde de recursos, estímulos à produção sustentável e juros baixos para a produção de alimentos, o Plano Safra 2023/24 está acima do esperado pelo agronegócio

O volume de recursos — anunciado no dia 27 de junho de 2023 pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e pelo ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávar — é de R$ 364,22 bilhões. Este é um volume inédito e representa um aumento de 27% em relação aos recursos disponibilizados na safra anterior. 

Mas ainda são muitos os produtores rurais que não sabem como se beneficiar desses recursos. 

Por isso, neste artigo, além dos detalhes dos recursos por programa, juros e prazos, você saberá como fazer o seu financiamento. Confira!

O que é o Plano Safra?

O Plano Safra é a principal política pública voltada para financiar o desenvolvimento dos pequenos, médios e grandes produtores rurais do Brasil.

Lançado anualmente, ele define as linhas de crédito disponíveis aos agricultores, taxas de juros, prazos de pagamento, seguro da produção, limites de financiamento e outras condições específicas para cada tipo de cultura ou atividade pecuária.

Historicamente, o Plano Safra é anunciado em junho e vale até julho do ano seguinte – período que coincide com o início de cada safra agrícola, que vai de julho a junho.

A nova fase do Plano Safra, portanto, começa em julho de 2023 e vai até junho de 2024.

Como funciona o Plano Safra

A cada ano, há expectativa por parte de entidades que representam o setor quanto ao volume de recursos que será disponibilizado.

No Plano Safra 2021/22, por exemplo, os recursos ficaram abaixo do esperado, mesmo com aumento de 14% em relação ao ano anterior. Já o Plano Safra 2022/23 ficou acima do que as entidades pediram ao governo, com R$ 287,16 bilhões sendo destinados a quem produz.

Em 2023, o governo anunciou o valor recorde de 364,22 bilhões.

As linhas de crédito oferecidas pelo Plano Safra vêm de diferentes subprogramas, como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), dentre outros.

Além disso, o governo incentiva o desenvolvimento do agronegócio através da diversificação das fontes de financiamento, com a participação de títulos negociados na Bolsa de Valores. São eles:

Juros do Plano Safra

Os juros dos recursos do Plano Safra são de acordo com os públicos atendidos. Há os juros livres e os juros equalizados. 

Juros livres são aqueles cujas taxas são definidas entre bancos e o produtor rural. Os juros equalizados são aqueles pagos por um fundo criado para essa finalidade.

Com juros equalizados, por exemplo, se os juros do seu financiamento ficarem em 11%, você paga apenas 7%. Os 4% restantes são pagos pelo fundo, gerido pelo governo.

A Taxa Selic (taxa básica de juros da economia) está em alta, atualmente em 13,75%. 

Por isso, uma das preocupações do Governo Federal são os juros para os agricultores familiares, pequenos produtores e médios produtores — contemplados pelo Pronaf e pelo Pronamp.

No Plano Safra 2023/24, as taxas de juros para custeio e comercialização serão de 8% ao ano para os produtores enquadrados no Pronamp e de 12% a.a. para os demais produtores. 

Já para investimentos, as taxas de juros variam entre 7% a.a. e 12,5% a.a., de acordo com o programa. 

Veja como ficaram os juros do Plano Safra por programa:

  • Moderfrota: até 12,5%
  • Moderfrota Pronamp: até10,5%
  • Moderagro: até 10%
  • Proirriga: até 10,5%
  • RenovAgro Demais: até 8,5%
  • RenovAgro Ambiental: até 7%
  • RenovAgro Recuperação/Conversão: até 7%
  • PCA: até 8,5%
  • PCA até 6.000 toneladas: 7%
  • Inovagro: até 10%
  • Prodecoop: até 11,5
  • Procap Agro (Giro): até 11,5%
  • Pronamp (inclusive 6-2): até 8%
  • Investimento Empresarial: até 10,5%
  • Juros Controlados não Equalizados: diversos
  • Juros Livres: livre

Vale destacar, também, que essa edição do Plano Safra prevê redução da taxa de juros a produtores que adotarem práticas de conservação e preservação ao meio ambiente.

De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a redução será de 0,5 ponto percentual na taxa de juros de custeio para os produtores rurais que tiverem o CAR analisado e se enquadrarem em uma das seguintes condições: 

  1. Em Programa de Regularização Ambiental (PRA);
  2. Sem passivo ambiental;
  3. Passível de emissão de cota de reserva ambiental.

“Também terão direito à redução de 0,5 ponto percentual na taxa de juros de custeio os produtores que adotarem práticas de produção agropecuária consideradas mais sustentáveis, como: produção orgânica ou agroecológica, bioinsumos, tratamento de dejetos na suinocultura, pó de rocha e calcário, energia renovável na avicultura, rebanho bovino rastreado e certificação de sustentabilidade. 

A definição do rol dessas práticas, bem como a regulamentação de como elas serão comprovadas pelos produtores rurais junto às instituições financeiras, ocorrerá posteriormente ao lançamento do Plano Safra 2023/24”, diz a pasta.

Plano Safra 2023/24

Do total de recursos disponibilizados para o Plano Safra 2023/24, R$ 272,12 bilhões serão destinados a custeio e comercialização e R$ 92,10 bilhões serão destinados para investimentos. Respectivamente, os números representam aumentos de 26% e 28% em relação ao último ano.

Veja na tabela abaixo:

Volume de Recursos - Plano Safra 2023/24
Volume de Recursos – Plano Safra 2023/24 (Fonte: MAPA)

O volume destinado aos médios produtores rurais por meio do Pronamp também cresceu consideravelmente neste ciclo, passando de R$ 43,75 bilhões em 2022/23 para R$ 61,14 bilhões em 2023/24.

Além disso, o governo anunciou aumento dos limites por tomador do Pronamp, que passou de R$ 2,4 milhões para R$ 3 milhões na safra atual. A mudança, segundo o MAPA, leva em consideração a elevação dos preços dos produtos agrícolas.  

Outra novidade é a volta do Plano Safra da agricultura familiar. Para o Pronaf, serão destinados R$ 71,6 bilhões, um salto de 34% em relação à safra anterior.

“Ao todo, o crédito rural somado a ações como compras públicas, assistência técnica e extensão rural, Política de Garantia de Preços Mínimos para os Produtos da Sociobiodiversidade (PGPM-Bio), Garantia-Safra e Proagro Mais resultam em um montante de R$ 77,7 bilhões para a agricultura familiar”, diz o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar em nota publicada no site do Governo Federal.

Também foi anunciada a queda de 50% nas alíquotas do Proagro Mais para a produção de alimentos e a redução de 5% para 4% na taxa de juros para quem produzir alimentos como arroz, feijão, mandioca, tomate, leite e ovos.

Veja abaixo resumo dos recursos do Plano Safra por programa:

Recursos investidos por programa
Recursos Investidos por Programa
(Fonte: SPA/MAPA)

Seguro Rural no Plano Safra

O Programa de Seguro Rural (PSR) é um dos instrumentos disponibilizados pelo Plano Safra para proteger os agricultores de prejuízos decorrentes de eventos adversos.

As características e condições do seguro rural podem variar de acordo com as diretrizes estabelecidas no Plano Safra em vigor. Porém, as coberturas costumam proteger o produtor de riscos associados à atividade agrícola, como adversidades climáticas, pragas, doenças e outros eventos que possam causar perdas econômicas.

O governo ainda não divulgou a destinação de recursos para o seguro rural da próxima safra.

Como conseguir crédito rural do Plano Safra

O acesso ao Plano Safra se dá por meio de linhas de crédito rural em programas específicos, com prazos e juros determinados no MCR (Manual de Crédito Rural). 

Para ter acesso ao crédito, você deve buscar uma instituição financeira autorizada pelo Banco Central do Brasil a realizar esse tipo de operação. Nem todos os bancos estão autorizados a fornecer esse crédito, então, lembre-se de checar quais podem oferecer o Plano Safra para você. 

Além dos bancos oficiais, as instituições bancárias privadas e agfintechs (startups do agronegócio) também oferecem crédito rural. É bom lembrar que esse crédito oferecido não faz parte necessariamente do Plano Safra. 

Após escolher onde buscar o financiamento, você deve consultar um especialista para elaboração do seu projeto técnico para obter crédito rural

Nele, será detalhado como o recurso será gasto. O nível de exigência de documentações que devem ser apresentadas varia entre cada instituição bancária. O mesmo vale para o prazo para liberação do crédito, que pode sair em 10 a 30 dias ou 12 horas, como é possível nas agfintechs.

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Conclusão

O Plano Safra 2023/24 é um recurso valioso para o desenvolvimento do agronegócio. Entender suas regras e como garantir seu acesso é um dos primeiros passos para iniciar uma safra de sucesso.

Buscar soluções financeiras alternativas, como as oferecidas por agfintechs, também pode facilitar seu acesso a propostas mais justas que se encaixem em sua realidade. Agindo dessa forma, você terá mais capacidade de se manter na atividade. 

É importante lembrar também que tudo deve ser feito conforme sua capacidade econômica e objetivos a serem alcançados com a produção agrícola.

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Georreferenciamento de imóveis rurais: o que é, para que serve e como fazer?

Georreferenciamento rural: quanto custa, quem precisa fazer, novas regras, quando deve ser feito e muito mais.

Se você atua no setor agrícola, já deve ter ouvido falar em georreferenciamento de imóveis. Esse procedimento tem como objetivo regulamentar a identificação de imóveis rurais.

Ele é obrigatório para todo e qualquer proprietário de imóveis rurais no país e necessário para emitir o CCIR (Certificado de Cadastro do Imóvel Rural). Sem ele, não é possível legalizar transferências imobiliárias, obter financiamento bancário ou ter acesso a crédito rural.

Ou seja: estamos falando de um de um processo essencial para uma boa gestão agrícola. Você sabe como esse processo é feito na prática?

Neste artigo, saiba quais são as novas regras de georreferenciamento da sua propriedade, quando é necessário fazer, quanto custa e muito mais. 

O que é georreferenciamento de imóveis rurais?

O georreferenciamento rural é um procedimento adotado pelo Incra para identificar, padronizar e regularizar os imóveis rurais no Brasil. Afinal, esse é um dos países com maior extensão territorial do mundo.

Na prática, por meio de um levantamento topográfico, o georreferenciamento coleta todos os dados necessários para a identificação dos imóveis que ocupam o território nacional. Esses dados são, por exemplo:

  • formato do terreno;
  • dimensão do terreno;
  • coordenadas geográficas (latitude e longitude) da área.

Assim, além de serem usados para fiscalização e planejamento do poder público, os dados coletados também garantem mais segurança para os proprietários dos imóveis. Afinal, eles evitam sobreposições, ocupações e desentendimentos relacionados à posse do terreno.

Além disso, o procedimento também é necessário para emissão do CCIR e para dar entrada em praticamente todos os procedimentos que envolvem o terreno de uma propriedade rural. Isso inclui desde compra e venda do imóvel até solicitações de financiamento do governo.

Quando é necessário fazer o georreferenciamento?

A Lei 10.267/2001 criou a obrigatoriedade do georreferenciamento de imóveis rurais para propriedades com mais de 100 hectares. Isso quando ocorre alteração de suas áreas ou titulares, como nos casos de:

  • Compra;
  • Venda;
  • Partilha (amigável ou judicial);
  • Desmembramento;
  • Remembramento
  • Transferência;
  • Hipoteca.

Em 2018, porém, um decreto do governo federal passou a exigir que todas as propriedades, independentemente do seu tamanho, realizem o procedimento.  A mudança trouxe consigo novos prazos para a regularização das propriedades. Veja abaixo:

  • Imóveis com área acima de 250 hectares: vigente;
  • Imóveis com área entre 100 e 250 hectares: 20/11/2018;
  • Imóveis com área entre 25 e 100 hectares: até 20/11/2023; 
  • Imóveis com área menor que 25 hectares até 20/11/2025.

Como fazer georreferenciamento de imóveis rurais

O georreferenciamento rural é realizado em duas grandes etapas.

Na primeira, são realizadas a identificação e o reconhecimento dos limites do imóvel por meio da medição da propriedade. O objetivo é garantir que não haverá erros 

nas distâncias medidas posteriormente por meio do levantamento topográfico.

Também faz parte dessa primeira etapa uma análise criteriosa da documentação do imóvel e dos terrenos vizinhos (a fim de evitar a sobreposição). Dentre eles, estão a descrição imobiliária do registro de imóveis e a documentação técnica já registrada no Incra.

O segundo passo é o levantamento no campo, que inclui a coleta e análise de dados físicos e geográficos a partir de fotogrametria. Essa técnica mede distâncias, formas e dimensões de objetos e elabora um registro fotográfico tridimensional da área.

São estes dados que precisarão ser validados pelo Incra para regularização do terreno e posterior emissão do Certificado de Cadastro do Imóvel Rural.

É importante destacar que a contratação de um profissional é essencial. Ela é fundamental tanto para a realização dos serviços de campo, quanto para o envio do material para o Sistema de Gestão Fundiária do Incra.

Quem pode fazer o georreferenciamento de imóveis rurais?

O serviço de georreferenciamento de imóveis rurais deve ser realizado por um profissional habilitado pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia. Ele deve ser credenciado junto ao Incra (veja a lista de profissionais credenciados por estado aqui).

Tratam-se de engenheiros agrimensores, engenheiros cartógrafos, arquitetos, tecnólogos e técnicos nestas modalidades. Esses profissionais, de acordo com PL 2087/2004, devem ter cursado os seguintes conteúdos e disciplinas em suas grades curriculares: 

  • Topografia aplicadas ao georreferenciamento;
  • Cartografia;
  • Sistemas de referência;
  • Projeções cartográficas, 
  • Ajustamentos, métodos e medidas de posicionamento geodésico.

Novas regras para o georreferenciamento rural

Recentemente, o Incra divulgou novas regras para o georreferenciamento de imóveis rurais. Agora, o georreferenciamento poderá utilizar novas metodologias (como sensoriamento remoto com o uso de drones, por exemplo) durante o processo. 

Segundo o órgão, essa alteração não afetará direta e imediatamente os proprietários de imóveis rurais. Entretanto, ele deve facilitar o trabalho do profissional responsável pelo georreferenciamento.

As mudanças foram publicadas na segunda edição do Manual Técnico para Georreferenciamento de Imóveis Rurais, em 23 de dezembro de 2022. Elas entraram em vigor no dia 30 do mesmo mês.

Quanto custa o georreferenciamento de imóveis rurais

A média cobrada no mercado costuma oscilar entre R$ 250 e R$ 350 por hectare. Entretanto, diversos fatores podem interferir no preço cobrado pelo georreferenciamento rural.

A experiência do profissional contratado, os equipamentos utilizados, o tamanho e as especificidades da área que será georreferenciada são alguns exemplos.  Por isso, a dica é fazer uma boa pesquisa e realizar diferentes orçamentos antes de fechar o serviço.

O que acontece se o georreferenciamento não for feito?

Apesar de obrigatório e necessário para legalizar transferências imobiliárias, a não realização do georreferenciamento não implica em nenhum tipo de multa, sanção ou penalização. Entretanto, é um passo a menos no seu gerenciamento rural.

As únicas consequências sofridas pelos proprietários que não fazem o georreferenciamento  são a desvalorização do imóvel no mercado. Além disso, há a impossibilidade de legalizar a venda (ou qualquer outra transação) com suas terras.

Ou seja, quem produz não poderá fazer qualquer tipo de mudança na titularidade, na dimensão da área, na localização, no tipo de exploração feita e na classificação fundiária. Ainda, é claro, não é possível acessar benefícios governamentais como custeio agrícola.

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Conclusão

A extensão do território brasileiro é a quinta maior do planeta. Nesse contexto, manter o registro das propriedades rurais se provou muito mais do que mera burocracia.

Além de evitar sobreposições, o georreferenciamento é uma poderosa ferramenta para que proprietários de imóveis rurais tenham maior conhecimento e controle de suas terras. Assim, eles podem realizar uma gestão mais eficiente de suas fazendas.

Por isso, se você é proprietário(a) de terras rurais, atente-se ao prazo para realizar o georreferenciamento do seu terreno!

Já fez o georreferenciamento de imóveis rurais alguma vez? Se quer ver mais assuntos como esse, não deixe de assinar nossa newsletter e receber semanalmente conteúdos fresquinhos. 

Previsão do preço do arroz para 2024: o que esperar do mercado?

Previsão do preço do arroz: entenda o mercado dessa commoditie, veja as projeções da safra e outras informações importantes

O arroz é um dos grãos mais vendidos do mundo. Por ser um produto de muita importância, quem produz precisa estar sempre por dentro da previsão do preço e das projeções do mercado.

Para a safra 2023/24, é estimada expansão na produção de arroz. Justamente por essas previsões, é fundamental estar bem a par da previsão de preços para se manter em competitividade com seus negócios.

Neste artigo, veja quais serão os impactos no preço desse grão em 2024 e prepare-se quanto aos custos de produção de arroz para se manter em competitividade no mercado. Ainda, veja detalhes das previsões da indústria para 2024. Confira!

Importância econômica do arroz: um breve contexto

Perdendo apenas para o milho, o arroz é o segundo cereal mais cultivado no mundo. Historicamente, a plantação do arroz desempenha um papel importante ao redor do globo. 

Isso não apenas do ponto de vista econômico (já que movimenta o comércio nacional e internacional em diferentes países), mas também do ponto de vista social. Afinal, o arroz possui alto valor energético e bom potencial para combater a fome.

Rico em carboidratos e fonte de fibras e proteínas, o arroz é consumido em todos os continentes e alimenta mais de 3 bilhões de pessoas todos os dias. Ele serve, portanto, como uma poderosa ferramenta no combate à desnutrição.

O que pode influenciar na cotação do arroz?

O Brasil é o maior produtor de arroz fora do continente asiático. Cerca de 90% de todo arroz do mundo é cultivado na Ásia, de acordo com dados da Food and Agriculture Organization.

O arroz pode ser irrigado ou em sequeiro. Por aqui, o sistema de cultivo mais utilizado é irrigado, presente em cerca de 80% da produção nacional e em praticamente 100% das lavouras da região sul.

No Sul, é onde se concentra a maior parte da produção de arroz do território brasileiro. Nesse sistema, as plantas ficam em um terreno alagado durante praticamente todo o ciclo. 

Justamente por isso, os solos úmidos da região subtropical do país são favoráveis ao cultivo. Esses solos estão presentes nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, responsáveis por 70% e 10% da produção nacional, respectivamente.

Anualmente, cerca de 10 milhões de toneladas do grão são produzidas no Brasil. A maior parte (cerca de 90%, de acordo com dados da Conab) é destinada ao consumo interno e o restante à exportação direta ou indireta.

Segundo a Conab, as exportações brasileiras de arroz atingiram 1,8 milhão de toneladas em 2023. Esse número representa uma redução de 14,7% em relação ao mesmo período de 2022.

Para a safra 2023/24, é esperada uma recuperação das exportações de arroz, com crescimento de 11,1%, para 2 milhões de toneladas.

Entre os principais importadores do arroz brasileiro estão:

  • Guatemala;
  • Peru;
  • Venezuela;
  • Bolívia;
  • Estados Unidos.

Qual foi o preço do arroz em 2023?

Em linhas gerais, o preço do arroz se manteve firme ao longo de 2023.  O preço do arroz subiu mais de 38% até dezembro de 2023, passando de R$ 91,82 na última cotação de 2022 para R$ 126,80.O preço do arroz teve um movimento de baixa entre janeiro e agosto de 2023. Entretanto, passou a barreira de R$ 100,00 a saca de 50 kg em setembro, chegando a mais de R$ 130,00 em meados de dezembro.

O ano de 2023 acabou com uma das maiores altas acumuladas entre os principais produtos agrícolas cultivados no país. Segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o preço do arroz subiu 24,54% nos supermercados do país no acumulado do ano de 2023

Projeções da safra de arroz em 2024

Dados da Companhia Nacional de Abastecimento indicam uma safra de 10,8 milhões de toneladas no período de 2023/24. Caso a previsão se concretize, a produção de arroz no país expandiria  7,2% ante a da temporada passada.

Os preços em alta incentivaram o aumento da área cultivada em alguns estados produtores. Por outro lado, o atraso no plantio, o volume excessivo de chuvas ou de períodos de com forte calor em diversas regiões, podem impactar a produtividade.No cenário internacional, as perspectivas também são de uma expansão na oferta do cereal. Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apontam um crescimento de 345 mil toneladas na produção mundial de arroz em 2024.

Vale salientar que uma safra mundial mais fraca em alguns países pode impulsionar as exportações brasileiras. Isso enxugará o abastecimento doméstico e pressionará ainda mais os preços internos.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estimou uma produção de grãos de 306,4 milhões de toneladas para a safra de 2023/24. O número representa uma redução de 4,2% (ou 13,5 milhões de toneladas) em relação à safra obtida em 2022/23.

Dentre os grãos que ajudam a compor este número estão a soja, o milho e o arroz. Esse cereal é considerado alimento básico para cerca de 3 bilhões de pessoas em todo o mundo e um dos principais produtos agrícolas do Brasil.

Mas, apesar da perspectiva negativa em termos de produção como um todo, pesquisadores do Cepea da Esalq/USP estimam uma expansão na produção nacional de arroz em 2023. 

Qual é a previsão do preço do arroz em 2024?

Nesse contexto, o mercado estima que o preço do arroz deve se manter em patamares elevados em 2024. A recuperação da produção e a menor oferta de importantes países exportadores,  indicam que a demanda pelo grão continue crescendo ao longo do ano. 

Isso deverá puxar os preços para cima. Uma previsão que, ao que tudo indica, já começou a se concretizar.  Para se ter ideia, a saca de 50 kg do arroz em casca foi negociada a R$129,89 no começo de 2024.

Esse número representa um aumento de mais de 41% ante o valor registrado na mesma época do ano passado. Em janeiro de 2023, o preço da saca era de R$ 90,84, de acordo com o indicador da Esalq/ Senar-RS.

Veja, abaixo, os valores da cotação do arroz no Rio Grande do Sul, segundo o Cepea/Irga-RS, principal referência nacional, desde então.

Fonte: Cepea/Irga- RS

Como saber se o preço de venda do arroz compensa

Saber por qual preço compensa vender sua safra de arroz depende principalmente do seu custo de produção. Para conseguir aumentar ou buscar a melhor margem de lucro da sua propriedade, faça corretamente o custo, anotando todos os gastos diretos e indiretos.

Para isso, conte com o apoio da tecnologia. Softwares de gestão agrícola como o Aegro auxiliam desde o planejamento até o controle de custos da produção, garantindo uma visão clara do dinheiro gasto ao longo da safra em tempo real.  

Gif que mostra painel de custos com o aegroAcompanhe o custo por hectare de forma automatizada com o Aegro

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Calcule seus custos e compare com outras fazendas

Conclusão

Diante das expectativas de crescimento tanto na safra brasileira quanto na produção mundial, tudo indica que o preço do arroz deve se manter firme em 2024.

Mas a verdade é que fatores climáticos e condições macroeconômicas, que influenciam diretamente nestas previsões, podem mudar rapidamente. 

Por isso, se você produz arroz, é importante manter-se sempre bem informado sobre a indústria. Assim, você não será pego de surpresa e conseguirá realizar um planejamento assertivo para o seu negócio.

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Recomendações de adubação para o arroz: como fazer em diferentes sistemas de cultivo

Pragas do arroz: como identificar e combatê-las na cultura

Como ter mais eficiência operacional na colheita mecanizada do arroz

Ficou com alguma dúvida sobre a previsão do preço do arroz para 2024? Como está se preparando em relação aos preços? Adoraria ler seu comentário abaixo.

Melhor software para agronegócio: conheça os10 principais

Melhor software para agronegócio: veja quais são e como funcionam os softwares que ajudam a consolidar a era da agricultura digital e 4.0 para quem produz

Verdade seja dita: já faz tempo que a digitalização rompeu a bolha dos grandes centros de inovação e chegou às áreas rurais. Mas, nos últimos tempos, esse movimento ficou ainda mais evidente.

De máquinas operadas remotamente a sensores de monitoramento do solo, muitas são as tecnologias no campo que ajudam a consolidar a transformação digital do agronegócio

Mas há uma que se destaca, principalmente, pela capacidade de centralizar a automatização de diversos processos relacionados à gestão rural em um só lugar: os softwares para o agronegócio.

Mas, afinal, quais são os melhores softwares para o agronegócio? Como funcionam os sistemas agro? É o que te mostramos a seguir. Confira!

O que é software agrícola?

Um software agrícola é, basicamente, um serviço computacional utilizado para facilitar o dia a dia do produtor rural. Isso acontece por meio do processamento de dados e inteligência artificial

Na prática, as soluções viabilizam desde o planejamento de safras até o controle de custos. Elas também passam pelo monitoramento em tempo real das operações na lavoura e manutenção de maquinário, dentre outras coisas.

Impulsionadas pela pandemia, as novas tecnologias no campo invadiram as fazendas com muitas promessas. Por exemplo, otimizar processos, reduzir custos, profissionalizar a gestão e potencializar os lucros das fazendas. 

O resultado? Em agosto de 2020, pelo menos 85% dos produtores rurais já utilizavam ao menos uma tecnologia digital como ferramenta de apoio na produção agrícola.

Para se ter ideia, os softwares de gestão agrícola aparecem em terceiro lugar na lista das seis tecnologias digitais mais utilizadas por produtores rurais no país. Esse dado foi levantado pela Embrapa. Veja:

software para o agronegócio
(Marília Bastos e Flávia Fiorini/Embrapa)

Quais são as tecnologias usadas no agronegócio?

A tecnologia permitindo que produtores rurais aumentem a produtividade, reduzam custos e tornem suas operações mais sustentáveis.

Com o crescimento da demanda por alimentos e a necessidade de otimizar recursos naturais, inovações como agricultura de precisão, automação de máquinas, biotecnologia e inteligência artificial estão transformando a forma como as lavouras e criações são gerenciadas.

Essas tecnologias possibilitam desde o monitoramento detalhado do solo e do clima até a tomada de decisões estratégicas baseadas em dados. Confira algumas das tecnologias que estão revolucionando o setor agropecuário:

1. Agricultura de Precisão

  • Sensores e GPS: Permitem monitoramento detalhado do solo e das culturas.
  • Mapeamento de produtividade: Ajuda a identificar áreas com maior ou menor rendimento.
  • Dosagem variável de insumos: Otimiza o uso de fertilizantes e defensivos agrícolas.

2. Drones e Sensoriamento Remoto

  • Monitoram lavouras em tempo real, detectando pragas, doenças e estresse hídrico.
  • Aplicam insumos de forma localizada, reduzindo desperdícios.

3. Máquinas e Equipamentos Automatizados

  • Tratores e colheitadeiras autônomas aumentam a eficiência na lavoura.
  • Plantadeiras e pulverizadores inteligentes aplicam insumos com alta precisão.

4. Softwares de Gestão Rural

  • Permitem controle financeiro, planejamento de safra e rastreabilidade da produção.
  • Facilitam o rateio de custos e a tomada de decisão estratégica.

5. Energia Sustentável e Tecnologias Verdes

  • Energia solar e biodigestores ajudam a reduzir custos e emissões de carbono.
  • Práticas como agricultura regenerativa aumentam a saúde do solo.

Quais os tipos de software no agronegócio?

No agronegócio, a tecnologia também tem conquistado um bom espaço pela otimização da gestão, no aumento da produtividade e na melhoria da eficiência das propriedades rurais.

Os softwares agrícolas são aliados para produtores que buscam tomar decisões mais estratégicas, reduzir desperdícios e maximizar os resultados.

Essas soluções digitais podem ser classificadas em diferentes categorias, de acordo com suas funções e benefícios. Confira abaixo:

1. Softwares de Gestão Rural

São softwares que contem a parte operacional e financeira da fazenda, como o controle financeiro, planejamento de safra, gestão de custos, estoque e comercialização da produção.

Exemplos: ERPs agrícolas, plataformas de gestão financeira e softwares de controle de custos.

2. Softwares de Agricultura de Precisão

São plataforma que usam dados de sensores, GPS, drones e imagens de satélite, ajudando a otimizar o uso de insumos e aumentar a produtividade.

Exemplos: Plataformas de mapeamento de solo, monitoramento climático e controle de pulverização.

3. Softwares de Monitoramento e Sensoriamento Remoto

Costumam ser procurados pela coleta e analisa de dados ambientais, climáticos e da lavoura em tempo real para auxiliar na tomada de decisão.

Exemplos: Sistemas que integram estações meteorológicas, sensores no solo e imagens de satélite.

4. Softwares para Gestão de Máquinas e Equipamentos

São conhecidos e procurado para o monitoramento do desempenho de tratores, colheitadeiras e outros equipamentos agrícolas para melhorar o uso e reduzir custos.

Exemplos: Plataformas de telemetria e controle de manutenção de máquinas.

5. Softwares para Gestão Pecuária

Facilitam a gestão do rebanho, permitindo o monitoramento individual dos animais, controle de alimentação, acompanhamento sanitário e rastreabilidade, garantindo maior eficiência na produção pecuária.

Exemplos: Aplicativos de manejo pecuário e plataformas de rastreabilidade animal.

Quais são os melhores softwares para agronegócio?

Agora, conheça alguns exemplos de softwares para o agronegócio e entenda melhor as diferenças e especificidades de cada um. 

1. Aegro (software para gestão agrícola)

O Aegro é um software de gestão rural, que tem como principal objetivo oferecer aos produtores rurais um controle completo e eficiente de seus negócios. Para isso, oferece acesso rápido, simples e intuitivo a diferentes soluções de gestão agrícola e financeira.

A plataforma está se destaca como melhor software de gestão para agronegócio por ter funcionalidades que vão desde o planejo até o controle da propriedade rural. Confira:

  • Planejamento da safra (desde o plantio até a colheita); 
  • Relatórios dos principais indicadores da fazenda (como custos, produção, produtividade, estoque e rentabilidade); 
  • Gerenciamento inteligente de maquinário (com direito a alertas periódicos de consumo, desempenho e revisão); 
  • Visão detalhada do fluxo de caixa.

Acessível por meio de computadores, celulares ou tablets, o app Aegro também conta com alguns serviços adicionais na versão Web. São eles:

Software para produtor rural: 10 formas de ganhar mais ao utilizar!

Quer conhecer mais sobre o Aegro? Peça agora mesmo uma demonstração gratuita!

2. Zero Amassamento

O Zero Amassamento é um software para agricultura digital de precisão, e seu objetivo principal é reduzir o desperdício de sementes nas fazendas. 

Esse sistema agro realiza, automaticamente, o desligamento das linhas de plantio no local exato onde acontece o tráfego de pulverizadores e distribuidores. É daí que vem o nome “zero amassamento”. Com isso, o produtor rural consegue economizar até 4% das sementes.

A tecnologia é compatível com equipamentos Stara (mesma empresa responsável pelo desenvolvimento do programa). Entretanto, vale salientar que o processo é todo realizado por software, o que elimina a necessidade de interferências mecânicas nas máquinas.

3. Climate Fieldview

O Climate Fieldview é um software de gerenciamento de operação, que utiliza a ciência de dados para examinar informações climáticas. O objetivo é auxiliar o produtor rural durante o gerenciamento de operações. 

Para isso, a ferramenta coleta, processa e armazena dados agronômicos e fornece aos usuários previsões e análises customizadas. Essas análises são construídas com base  na combinação de dados históricos e dados coletados em tempo real na cabine das máquinas.

4. ERP Cigam

O ERP Cigam mitiga desperdícios resultantes de falhas humanas. As plataformas ERP (do inglês, enterprise resource and planning) são caracterizadas por centralizar e integrar diversas áreas. Por exemplo, planejamento, estoque, financeiro, fiscal, vendas e outros.

O ERP do Cigam viabiliza a automatização de tarefas como cadastro de produtos e controle de estoque.

Por meio de business intelligence, o software apresenta uma visão rápida de indicadores de performance, consultas multidimensionais, relatórios e gráficos. Os usuários também podem consultar, com ajuda de uma assistente virtual:

  • saldo de caixa;
  • total de pedidos para faturamento;
  • outros registros específicos.


5. QGIS 

O QGIS é um tipo de software conhecido como SIG (Sistema de Informações Geográfica), o que significa que ele utiliza dados georreferenciados em sua operação.

Assim, por meio da coleta, armazenamento e análise destes dados, ele possibilita o mapeamento das fazendas de maneira assertiva. Ainda, possibilita a criação de mapas específicos, como mapas de produtividade e de fertilidade do solo.

Uma das principais vantagens do QGIS frente a outros softwares para agricultura digital de precisão é que ele é gratuito (e atualizado constantemente por desenvolvedores voluntários). Ainda, ele 

é compatível com qualquer computador, independentemente de seu sistema operacional.  

6. John Deere (software de agricultura 4.0)

O John Deere é um software que auxilia quem produz na localização e monitoramento de máquinas agrícolas. Sobretudo para quem tem grandes fazendas, um software como esse é essencial para saber o status exato de cada máquina, mesmo longe do campo.

Uma das principais ferramentas da agricultura 4.0, softwares como o John Deere permitem que você use suas máquinas com mais conectividade e facilidade. Ainda, permitem que você explore o máximo da inteligência presente no maquinário.

Outro ponto positivo desse software é possibilitar que você planeje atividades do seu próprio celular, as enviando em seguida para cada máquina. Assim, a necessidade de ir a campo é cada vez menor.

7. Stara

A Stara é uma empresa que desenvolve vários aplicativos que simplificam a gestão das máquinas na fazenda. Com esses softwares, você consegue se inteirar sobre as atividades feitas em campo através do seu celular.

Além disso, eles permitem que você extraia informações do maquinário, o que facilita na tomada de decisões importantes. Por exemplo, você pode prever a necessidade de reparos e manutenções antes que suas máquinas tenham prejuízos.

Ainda, aplicativos da Stara permitem que você extraia mapas de trabalho, e tenha uma noção do que suas máquinas fizeram em campo. Também é possível utilizar os softwares desenvolvidos pela empresa para ter estatísticas completas, e compartilhá-las com sua equipe.

8. Lavoro

Insumos agrícolas fazem parte da rotina de todos os produtores rurais. Pois saiba que há softwares que te ajudam na gestão desses itens, como o Lavoro. Com ele, você consegue fazer a gestão e cotação de novos insumos, além de fazer seus pedidos por lá mesmo.

Também é possível visualizar o histórico dos seus pedidos e informações técnicas dos produtos. Outra vantagem é a possibilidade de acompanhar as cotações do mercado, o que te ajuda a manejar seus preços e estar sempre competitivo nos seus negócios.

Banner de chamada para o download da planilha de cálculos de insumos

9. Datagro

Além dos manejos do campo e do escritório, a estratégia no negócio rural é fundamental. Por isso, aplicativos como o Datagro oferecem consultoria estratégica para o agronegócio

Com o Datagro, você consegue visualizar melhor as características e atual situação da sua fazenda, além de poder contar com consultorias especializadas. Dessa forma, é possível identificar pontos de melhorias, tudo isso através do seu celular.

É importante pensar em softwares para o agronegócio além dos que auxiliam no campo e nas finanças. Afinal, o planejamento estratégico também é essencial para aproveitar o máximo da produtividade que você obtém nas lavouras. 

10. Orbia

A Orbia é um software que possibilita que distribuidores de itens agrícolas, como insumos, ofereçam seus produtos a produtores rurais. Ou seja, esse software facilita o processo de compra de insumos, já que você pode adquiri-los sem sair da fazenda.

Além disso, a Orbia diminui o caminho entre você e o crédito rural, uma vez que tem parceria com empresas que oferecem esse serviço. Outro ponto de destaque é que o software também trabalha com programa de pontos.

Isso significa que ao comprar produtos na plataforma, você acumula pontos e poderá utilizá-los para outras finalidades, como compras.

Como saber se está na hora de usar um software de gestão de fazendas?

A decisão de implementar um software de gestão de fazendas é necessária para melhorar operações, aumentar a rentabilidade e garantir a competitividade no mercado. No entanto, saber o momento certo para adotar essa tecnologia pode ser um desafio.

1. Tamanho da propriedade: Se sua fazenda possui grande extensão territorial, um software de gestão pode ser a chave para integrar e controlar todas as etapas da produção de forma eficiente.

2. Complexidade das operações: Se você lida com diversas culturas, criações ou atividades simultâneas, um sistema centralizado pode simplificar o gerenciamento e evitar erros.

3. Volume de dados: Se você gera um grande volume de dados sobre produção, custos, estoque e finanças, um software pode te ajudar a organizá-los e transformá-los em informações úteis para a tomada de decisões.

4. Dificuldade em controlar processos: Se você enfrenta dificuldades em controlar manualmente os processos da fazenda, como estoque de insumos, manutenção de máquinas, fluxo de caixa e cumprimento de obrigações fiscais, um software pode automatizar tarefas e te dar uma visão mais clara do negócio.

5. Falta de informações precisas: Se você sente falta de informações precisas e atualizadas para tomar decisões estratégicas, um software pode gerar relatórios detalhados sobre todos os aspectos da fazenda.

6. Perda de tempo e dinheiro: Se você gasta muito tempo com tarefas manuais e burocráticas, ou se identifica perdas de dinheiro por falta de controle, um software pode otimizar seus processos e reduzir custos.

7. Dificuldade em acompanhar o crescimento: Se sua fazenda está crescendo e você não consegue mais acompanhar todas as operações manualmente, um software pode te dar o suporte necessário para escalar o negócio de forma organizada.

8. Necessidade de profissionalização: Se você busca profissionalizar a gestão da sua fazenda, um software pode te ajudar a implementar processos eficientes, padronizar tarefas e tomar decisões baseadas em dados.

9. Pressão do mercado: Se seus concorrentes já utilizam softwares de gestão e você sente que está ficando para trás, é hora de considerar essa tecnologia para garantir sua competitividade

Como gerir uma propriedade rural?

Gerir uma propriedade rural exige uma visão ampla e integrada, abrangendo diversas áreas que impactam diretamente a produtividade e a rentabilidade do negócio.

Desde o planejamento financeiro estratégico, que ajuda a planejar o futuro da propriedade, até a execução das operações diárias da lavoura ou pecuária, cada decisão precisa ser cuidadosamente pensada para garantir o sucesso.

A gestão eficiente envolve a organização de recursos, o controle de custos, o uso de tecnologias, a capacitação da equipe, a implementação de práticas sustentáveis e a escolha de canais de comercialização que maximizem os lucros.

Aqui estão os principais pontos que devem ser considerados para uma gestão rural de sucesso:

1. Planejamento Estratégico

  • Defina os objetivos da propriedade (produção, rentabilidade, sustentabilidade etc.).
  • Escolha o modelo de produção adequado (grãos, pecuária, integração lavoura-pecuária, agrofloresta etc.).
  • Analise o mercado para entender a demanda e os preços dos produtos.

2. Gestão Financeira e Tributária

  • Registre todas as receitas e despesas.
  • Faça um controle de custos detalhado (insumos, mão de obra, manutenção de máquinas).
  • Utilize ferramentas como balanço patrimonial e DRE (Demonstração do Resultado do Exercício).
  • Mantenha-se em dia com a agenda tributária do agronegócio.

3. Gestão de Pessoas e Mão de Obra

  • Capacite os funcionários para melhor produtividade.
  • Distribua tarefas de forma eficiente.
  • Adote boas práticas trabalhistas para evitar problemas legais.

4. Tecnologias e Inovação

  • Use um software de gestão rural para acompanhar dados de produção e finanças.
  • Invista em maquinário moderno e drones para monitoramento da lavoura.
  • Utilize a agricultura de precisão para otimizar o uso de insumos.

5. Manejo Sustentável e Conservação do Solo

  • Faça rotação de culturas e adubação verde para manter a fertilidade do solo.
  • Aplique técnicas de conservação da água, como terraceamento e plantio direto.
  • Adote práticas de mitigação dos impactos climáticos para reduzir riscos.

6. Comercialização e Logística

  • Escolha os melhores canais de venda (cooperativas, cerealistas, exportação direta).
  • Planeje a armazenagem e transporte para evitar perdas na colheita.
  • Analise contratos futuros e hedge para proteção contra oscilações de preço.

Qual é o melhor software de gestão de fazendas?

Com mais de 60 mil instalações e mais de 2 milhões de hectares gerenciados em todo o país, o Aegro é o melhor software de gestão fazendas do Brasil. Ainda, é considerado um dos melhores e mais completos aplicativos.

Não apenas pelas diversas funcionalidades que citamos acima, mas também porque o aplicativo conta com uma central de apoio completa para orientar seus usuários. Isso inclui:

  • Emissão de nota fiscal para produtor rural grátis;
  • Central de ajuda com tutoriais completos;
  • Treinamento para você e toda sua equipe;
  • Suporte em menos de 1 minuto via chat ou WhatsApp;
  • Gerente de contas que acompanha toda a sua jornada.

Outro diferencial que garante ao Aegro uma posição de destaque nesta lista é que, com ele, o produtor rural consegue registrar atividades, consultar o estoque e controlar os custos sem que esteja conectado à internet. 

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Como funciona o programa de crédito fundiário e como solicitá-lo

Crédito fundiário: saiba como funciona, quais as modalidades, quem pode participar do PNCF e muito mais!

O PNCF é o programa do governo federal que viabiliza um dos tipos de crédito rural que possibilita financiamento de imóveis para trabalhadores com pouca ou nenhuma terra.

Essa é uma oportunidade real para que pequenos trabalhadores rurais finalmente realizem o sonho de comprar um imóvel. No entanto, para isso, é preciso ficar de olho nas regras desse programa.

Neste artigo, te mostraremos como funciona o crédito fundiário disponibilizado pelo programa, quais os passos para conseguir o financiamento e muito mais. Aproveite a leitura!

O que é o Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF)?

O crédito fundiário é uma modalidade de empréstimo rural do Governo Federal, que tem como objetivo realizar um dos maiores sonhos do trabalhador rural: a compra de terras. Quem tem pouca ou nenhuma terra pode comprar um imóvel através dele.

Na prática, isso acontece por meio do PNCF (Programa Nacional de Crédito Fundiário). Ele é uma iniciativa do governo federal que prevê a concessão de crédito rural para trabalhadores e produtores rurais com pouca ou nenhuma terra. 

A ideia é ajudar a fomentar a agricultura nacional. Vale destacar que, além do financiamento rural para aquisição de terras em si, os recursos financiados pelo programa também podem ser utilizados na estruturação da propriedade. 

Ainda, os recursos podem ser usados no investimento em recursos básicos para a implementação de projetos produtivos e na contratação de Assistência Técnica e Extensão Rural.

Escancarada nos grandes centros urbanos, a desigualdade social também faz parte da realidade do brasileiro nas áreas rurais. Isso especialmente quando o assunto é o acesso à terra. 

Para se ter ideia, de acordo com o último Censo Agropecuário, realizado em 2017 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostrou uma grande disparidade. 

Quase metade (47,6%) de toda a superfície rural do país está nas mãos de apenas 1% das propriedades – todas com mais de mil hectares. 

Enquanto isso, apesar de serem maioria no Brasil, os pequenos proprietários (aqueles com estabelecimentos de até 10 hectares) ocupam pouco mais de 2% do território agrícola nacional.

Foi justamente com o objetivo de mudar este cenário e garantir um acesso mais democrático à terra que o Governo Federal criou, por meio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF)

Como funciona o crédito fundiário?

Os recursos disponibilizados pelo PNCF são provenientes do Fundo de Terras da Reforma Agrária. Esse é um fundo especial criado pela Lei Complementar nº 93, de 1998, e regulamentado pelo Decreto 4.892, de 2003.

A operação, por sua vez, fica por conta de agentes financeiros. Essas instituições recebem os recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o BNDES, conforme ilustra a imagem abaixo:

Esquema de operacionalização do Banco da Terra
Esquema de operacionalização do Banco da Terra
(Fonte: CNA/Comunicado Técnico Edição 26/2020)

Entre 2019 e 2021, o PNCF passou por uma reformulação. O objetivo principal era desburocratizar as etapas de análise de documentos e garantir mais agilidade no acesso ao crédito fundiário.O novo formato  ganhou o nome de Terra Brasil.

Dentre as melhorias apresentadas com a repaginação do programa, estão a:

  • redução do prazo médio para contratação de crédito (que passou de dois anos para até seis meses); 
  • digitalização do processo de envio de documentos;
  • ampliação da idade máxima dos candidatos (na época 65 anos) para até 70 anos de idade.

Linhas e condições de financiamento: qual o valor do crédito fundiário?

O Terra Brasil – Programa Nacional de Crédito Fundiário é composto por três linhas de financiamento, que variam de acordo com o perfil e renda do solicitante. São elas o PNCF social, o PNCF mais e o PNCF empreendedor.

1. PNCF social 

  • Abrangência: atende a região Norte e os municípios que integram a área de abrangência da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste, para famílias inscritas no CadÚnico;
  • Renda anual: de até R$ 22.622,65;
  • Taxa de juros: 0,5%;
  • Patrimônio: de até R$ 40 mil.

2. PNCF mais 

  • Abrangência: atende todas as regiões do país, com exceção dos municípios que integram a área de abrangência da Sudene;
  • Renda anual: de até R$ 45.245,30;
  • Taxa de juros:  2,5%;
  • Patrimônio: de até R$ 80 mil.

3. PNCF empreendedor

  • Abrangência: tem abrangência nacional, com regras definidas junto aos Agentes Financeiros que optem por operacionalizar esta linha;
  • Renda anual: de até R$ 244.324,60;
  • Taxa de juros: 4%;
  • Patrimônio: até R$ 500 mil.

O prazo para pagamento de todas as linhas de crédito é de até 25 anos, com carência de 36 meses. O teto de financiamento é de R$ 158.385,54.

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Quem tem direito ao crédito?

O PNCF é destinado a trabalhadores rurais não-proprietários (preferencialmente assalariados, parceiros, posseiros e arrendatários) e agricultores proprietários de imóveis.

A área dos imóveis precisa ser comprovadamente insuficiente para gerar renda e sustento, além de não poder alcançar a dimensão da propriedade familiar.

Além disso, para que sejam elegíveis, pessoas que têm entre 20 e 70 anos de idade precisam comprovar pelo menos cinco anos de experiência na atividade rural nos últimos quinze anos.

Já a população com idade entre 16 e 19 anos precisa comprovar ao menos dois anos de experiência na agricultura familiar. Isso como integrante do grupo agrícola familiar, aluno de escolas técnicas, Centros Familiares de Formação por Alternância ou similares.

Vale ressaltar que funcionários públicos, assentados ou participantes e ex-participantes de algum programa que tenha recursos do Fundo de Terras da Reforma Agrária não podem participar do PNCF.

Como conseguir o crédito fundiário para compra de terra?

Se você tiver interesse em adquirir uma área rural, deve procurar um técnico credenciado da Ater. É ele o responsável por cadastrar o projeto de crédito rural no sistema do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. 

O envio desse projeto dá início ao processo de solicitação de crédito fundiário para a compra de terra.

Esquema para solicitação do Crédito Fundiário
Esquema para solicitação do Crédito Fundiário
(Fonte: CNA/Comunicado Técnico Edição 26/2020)

Conclusão

Um dos principais problemas das áreas rurais no Brasil, a desigualdade fundiária afeta milhões de trabalhadores e produtores rurais.

O PNCF representa uma oportunidade de romper com essa realidade e construir um mercado agro mais justo e igualitário no país. 

Afinal, suas diferentes linhas de financiamento são especificamente pensadas para trabalhadores com pouca ou nenhuma terra. Se você atende aos pré-requisitos necessários para solicitar o crédito fundiário, aproveite!

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