About Luis Gustavo Mendes

Sou Engenheiro Agrônomo e Licenciado em Ciências Agrárias pela Esalq/USP em Piracicaba-SP. Mestre em Engenharia de Sistemas Agrícolas, tema "Agricultura de Precisão" na mesma Instituição. Atualmente sou professor e empreendedor.

Como melhorar a gestão de fazendas?

Melhor a Gestão de fazendas: como fazer um bom gerenciamento operacional e administrativo, e as ferramentas que podem te auxiliar nesse processo!

A gestão da fazenda é um dos principais fatores para aumentar a rentabilidade no campo.

Muitas vezes focamos na compra de equipamentos tecnológicos na busca por mais eficiência, mas deixamos em segundo plano o controle de processos administrativos e operacionais da propriedade. 

Contudo, ter conhecimento aprofundado dos resultados da empresa rural é fundamental para crescer, lucrar mais e atingir resultados consistentes.

E então, como superar os desafios diários e fazer a gestão de fazendas da melhor maneira possível? Confira a seguir.

O que é gestão de fazendas?

A gestão de fazendas engloba diversos processos administrativos e operacionais planejados pelo gestor agrícola com o intuito de melhorar os resultados na fazenda e prosperar nas atividades executadas.

Ela está diretamente relacionada à capacidade de administração de tudo o que acontece dentro das propriedades.

O gestor deve se atentar a uma visão macro do negócio e realizar mensurações, seja através de softwares dedicados ou planilhas eletrônicas que possibilitem a análise desses resultados e a otimização dos processos.

Os conceitos de gestão de fazendas envolvem desde a área de finanças, máquinas e implementos agrícolas, manejos operacionais e relacionamento das pessoas que fazem parte do negócio rural.

Como melhorar a gestão da fazenda?

O investimento em cursos de capacitação dos gestores e da equipe é uma excelente opção se você deseja melhores resultados nas suas fazendas.

O gestor deve conhecer de administração rural, sendo fundamental o conhecimento de cada setor dentro da fazenda para conseguir visualizar, de uma forma macro, toda a cadeia produtiva envolvida.

Também é preciso ter colaboradores capacitados em cada área da fazenda, sendo necessárias reuniões para alinhamento de cronogramas e planejamentos eficientes em cada área de atuação.

A aquisição de um software de gestão presente no mercado – e que seja capaz de mensurar e gerar relatórios otimizados – é um excelente começo.

Muitos são os processos na fazenda que podem ser melhorados e as medições constantes são essenciais para fornecer dados para o gestor. Assim, fica mais fácil otimizar os custos e os manejos em campo.

Busque atuar com gestores proativos e focados em atingir metas e objetivos previamente determinados.

Quais são os quatro pilares da gestão rural?

Dentro da gestão de uma propriedade rural, existem quatro pilares que ajudam a garantir a eficiência, sustentabilidade e lucratividade.

Ao entender esses conceitos, é mais fácil identificar os pontos que precisam de melhoria e definir a melhor estratégia. Confira

1. Gestão Ambiental e Sustentabilidade

Envolve o uso responsável dos recursos naturais, práticas conservacionistas, manejo do solo e da água, e cumprimento das normas ambientais para garantir a sustentabilidade da produção no longo prazo.

2. Gestão Financeira

Concentra o controle de custos, receitas, investimentos e financiamentos. Além disso, ferramentas como balanço patrimonial e fluxo de caixa ajudam a manter a saúde financeira da fazenda.

3. Gestão de Produção

Diz respeito ao planejamento e acompanhamento das atividades agrícolas e pecuárias, incluindo uso de insumos, manejo do solo, controle de pragas e doenças, e adoção de tecnologias para aumentar a produtividade.

4. Gestão de Pessoas

São todas as responsabilidade que envolve à administração da equipe, capacitação dos colaboradores, divisão de tarefas e motivação dos trabalhadores rurais para garantir eficiência e um bom ambiente de trabalho.

Liderança Feminina: Gestão de  Pessoas no Agro

Quais os benefícios de melhorar gestão de fazendas?

Ao melhorar gestão rural você consegue entender os principais gargalos de seus modelos produtivos, propiciando melhorias e maior rentabilidade agrícola.

A gestão agrícola baseada em metas e objetivos futuros auxilia nas tomadas de decisões e ajuda a promover:

  • Redução de custos
  • Otimização das atividades
  • Estruturação do negócio rural
  • Alocação correta dos recursos financeiros
  • Delegação correta das atividades
  • Saúde financeira e fluxo de caixa

Como identificar problemas de gestão na fazenda?

A gestão eficiente é o segredo sucesso para qualquer produtor rural, mas em um setor tão dinâmico como o agronegócio, identificar gargalos e oportunidades de melhoria pode ser um desafio.

Segundo dados do Censo Agropecuário de 2017, apenas 6,3% dos estabelecimentos agropecuários brasileiros utilizavam algum tipo de software de gestão.

Essa baixa adesão a ferramentas de controle e análise pode dificultar a identificação de problemas e impactar diretamente a produtividade e a rentabilidade da fazenda.

Para ajudar você nisso processo, separamos algumas dicas importantes que vão ajudar a identificar problemas e melhorar a gestão da fazenda. Confira:

1. Analise seus resultados

  • Compare seus números: Compare os resultados da sua fazenda com os de outras propriedades na região ou com médias do setor. Se seus números estiverem abaixo da média, pode haver um problema de gestão.
  • Avalie seus indicadores: Analise seus indicadores de desempenho, como produtividade, custos, eficiência e rentabilidade. Se você notar alguma queda ou estagnação, investigue as causas.
  • Use ferramentas de gestão: Utilize softwares e planilhas para coletar e analisar dados da sua fazenda. Essas ferramentas podem te ajudar a identificar padrões e problemas.

Para identificar problemas de gestão em sua fazenda, é crucial estar atento a diversos indicadores e adotar uma abordagem proativa. Aqui estão algumas dicas importantes:

1. Analise seus resultados

  • Compare seus números: Compare os resultados da sua fazenda com os de outras propriedades na região ou com médias do setor. Se seus números estiverem abaixo da média, pode haver um problema de gestão.
  • Avalie seus indicadores: Analise seus indicadores de desempenho, como produtividade, custos, eficiência e rentabilidade. Se você notar alguma queda ou estagnação, investigue as causas.
  • Use ferramentas de gestão: Utilize softwares e planilhas para coletar e analisar dados da sua fazenda. Essas ferramentas podem te ajudar a identificar padrões e problemas.

2. Observe sua equipe

  • Motive seus funcionários: Uma equipe desmotivada pode ser um sinal de problemas de gestão. Invista em treinamento, reconhecimento e comunicação interna.
  • Delegue tarefas: Se você centralizar todas as tarefas, pode ficar sobrecarregado e impedir o desenvolvimento da sua equipe. Confie em seus funcionários e delegue tarefas de acordo com suas habilidades.

3. Avalie seus processos

  • Mapeie seus processos: Desenhe um fluxograma de todos os processos da sua fazenda, desde o plantio até a venda dos produtos. Isso te ajudará a identificar gargalos e oportunidades de melhoria.
  • Otimize seus processos: Busque formas de tornar seus processos mais eficientes, eliminando etapas desnecessárias e utilizando novas tecnologias.
  • Automatize tarefas: Automatize tarefas repetitivas e manuais, como a coleta de dados e o controle de estoque. Isso te poupará tempo e evitará erros.

4. Monitore o mercado

  • Fique atento às tendências: Acompanhe as tendências do mercado, como novas tecnologias, produtos e demandas dos consumidores. Isso te ajudará a identificar oportunidades e ameaças.
  • Adapte-se às mudanças: Esteja pronto para adaptar seus processos e produtos às mudanças do mercado. A flexibilidade é fundamental para o sucesso da sua fazenda.
  • Inove: Não tenha medo de experimentar novas técnicas e tecnologias. A inovação é importante para manter sua fazenda competitiva.

5. Busque ajuda externa

  • Consulte especialistas: Se você estiver com dificuldades para identificar problemas de gestão, procure a ajuda de um consultor especializado em agronegócio.
  • Participe de cursos e eventos: Participe de cursos, encontros e eventos do setor para aprender novas técnicas e trocar experiências com outros produtores.
  • Use a tecnologia a seu favor: Utilize softwares de gestão, aplicativos e outras ferramentas tecnológicas para otimizar seus processos e tomar decisões mais assertivas.

3 Ferramentas para melhorar a gestão de fazendas

A gestão de fazendas está muito relacionada a mensurações de todas as informações e atividades realizadas dentro da propriedade.

Se as fazendas mensuram o que acontece em cada pedaço da lavoura, fica mais fácil para o gestor analisar os relatórios e tomar decisões que otimizam as atividades agrícolas.

Softwares de gestão nos mostram quais são os custos operacionais em tempo real de cada hectare da propriedade, bem como de cada trator do maquinário agrícola disponível.

Os relatórios personalizados permitem decisões baseadas nos seus números reais. 

Se a fazenda possui relatórios personalizados, como os custos de cada máquina, custos com reparo e manutenção, custos operacionais de consumo de combustível e horas trabalhadas, fica mais fácil selecionar as máquinas mais eficientes para cada atividade.

Hoje em dia temos tecnologias que cabem no bolso de todos os produtores, seja para fazendas de 50 ou 100 mil hectares.

As fazendas menores podem utilizar softwares gratuitos para criação e processamento dos mapas, além de planilhas eletrônicas, como o Excel, para tabulação de dados e geração de relatórios. 

Outra opção são os softwares de gestão agrícola que trazem todos esses resultados de forma automatizada e fácil de entender. 

1. Software de gestão agrícola

O Aegro é um software de gestão de fazendas que facilita a rotina integrando caderno de campo, controle de estoque, controle financeiro e muito mais.

A plataforma permite o registro detalhado de despesas, como insumos e custos de safra, para proporcionar uma visão clara da rentabilidade.

Também é organizar as operações diárias, com a possibilidade de planejar atividades e registrar tarefas diretamente do campo, otimizando os processos e ajudando a garantir a viabilidade econômica da propriedade a longo prazo.

2. Geração de mapas de produtividade

Softwares gratuitos como QGIS ou o Google Earth Pro podem auxiliar nos desenhos dos talhões da propriedade e na identificação exata do tamanho das áreas produtivas de cada porção da lavoura.

Um mapa simples, identificando as áreas de cada talhão, a fertilidade dos solos e as variedades ou híbridos semeados, auxilia no correto entendimento de áreas mais produtivas das fazendas.

Sabendo quantos hectares serão semeados, uma planilha operacional pode auxiliar na gestão da compra de sementes, herbicidas e outros insumos para serem aplicados nas doses exatas.

O erro de cálculo, em apenas 5 hectares, pode encarecer o custo na compra de sementes de soja em valores de R$ 2 mil a R$ 5 mil em nossas fazendas.

Custos que podem ser evitados com um mapa simples com desenho de seus talhões e a quantificação em hectares de cada área produtiva da sua propriedade. 

Um detalhe interessante, esse mapa pode ser confeccionado utilizando ferramentas gratuitas disponíveis na internet, a custo zero.

3. Mapas de altimetria

Outro exemplo de mapa gratuito, disponível na internet, são os mapas de altimetria proveniente de satélites com sensores-radar.

O mapa de altimetria auxilia na gestão das fazendas mostrando qual é o relevo da propriedade e quais são as áreas de difícil mecanização.

Eles podem ser confeccionados com auxílio de drones e, uma vez que o produtor rural tenha ciência das áreas mais planas dentro da sua propriedade, o planejamento de plantio e colheita pode ser otimizado.

Áreas mais declivosas acarretarão menor rendimento operacional e, consequentemente, aumento dos custos envolvidos na operação.

Essas áreas com relevo acidentado podem ser separadas para reserva legal ou APP nas fazendas, uma vez que corremos o risco de capotamento de máquinas durante a operação em áreas com declividade acima de 15%.

Quais os desafios de melhorar a gestão da fazenda?

Para melhorar gestão da fazenda é essencial em qualquer modelo produtivo que busque melhores resultados. 

Mas, para alcançar essa gestão de excelência, há muitos desafios. Um dos principais é ter na mão todos os resultados do negócio rural. Sem isso, fica mais difícil saber, por exemplo, se de fato o valor de venda da produção está superando os custos necessários.

Os profissionais envolvidos na gestão da fazenda, portanto, devem estar capacitados para realizar as mensurações dos custos e ganhos e fazer as devidas otimizações, desde o operacional até as relações interpessoais.

A gestão de pessoas, aliás, também é um dos desafios na gestão de fazendas, que pode ser minimizado com treinamentos e valorização da equipe.

Além disso, outras qualidades de um bom gestor de fazendas – e que contornam os desafios da gestão rural são:

  • Capacidade de liderança;
  • Proatividade;
  • Otimização dos custos;
  • Capacidade de trabalho em grupo;
  • Conhecimento de softwares e tecnologias.

Gestores com capacidade de liderança e proatividade são os mais indicados para realização das boas práticas agrícolas dentro das fazendas.

A empresa rural deve ser fundamentada na excelência, tanto no setor operacional, quanto financeiro e administrativo.

Conclusão

“Aquilo que não se pode medir não se pode melhorar”. Essa frase, de Lord Kelvin, reflete muito bem o processo de gestão das fazendas. 

Produtores rurais que não contabilizam os dados e não computam resultados não conseguem expandir seus negócios, uma vez que não têm noção do montante envolvido nas atividades agrícolas.

A gestão de fazendas envolve desde o controle de estoque de produtos, operações agrícolas, insumos aplicados em cada área, até serviços de terceiros e manutenções das máquinas.

Cabe a cada gestor selecionar as melhores ferramentas para o momento atual das propriedades rurais e analisar os relatórios para traçar planos estratégicos de longo prazo. 

Assim, é possível ter uma tomada de decisão assertiva e melhorar o desempenho da fazenda.

>> Leia mais:

“4 dicas para melhorar a gestão de tempo na fazenda”

Restou alguma dúvida sobre o processo de gestão de fazendas? Você já utiliza um software de gestão ou planilha eletrônica? Aproveite e faça um diagnóstico de sua gestão aqui!  

Smart farming: 5 tecnologias que vão deixar sua fazenda inteligente e rentável

Smart farming: entenda o que é e confira algumas ferramentas que podem melhorar desde a aplicação de insumos até a análise de resultados da sua propriedade.

Uma fazenda inteligente é aquela que adota tecnologias que permitam ao produtor acompanhar as atividades do negócio rural de forma digital, em tempo quase real e gerando dados que embasam uma tomada de decisão rápida e assertiva.

Assim, ele tem condição de entender qual máquina é mais eficiente na lavoura e como melhorar a aplicação de insumos para economizar com os defensivos, por exemplo.

Com tanta tecnologia disponível – e cada vez mais acessível – no mercado, algumas se destacam. Confira a seguir as dicas para tornar sua propriedade uma smart farming!

O que é Smart Farming ou fazenda inteligente?

O termo smart farming significa fazenda inteligente ou agricultura inteligente e está relacionado ao uso de tecnologias avançadas no campo. O objetivo de tornar a fazenda inteligente é ter mais dados e informações relevantes da empresa rural para facilitar a tomada de decisão, otimizar as operações e melhorar a produtividade.

Com apoio das ferramentas certas, as atividades da fazenda ficam mais rápidas e precisas. Isso proporciona economia de tempo operacional e de dinheiro, quando se evita comprar mais do mesmo produto que já está em estoque, por exemplo.

A agricultura conectada é uma tendência real e as soluções tecnológicas voltadas ao agronegócio estão cada vez mais acessíveis, sendo que algumas delas merecem destaque:

Muitos aplicativos e ferramentas também já funcionam offline, ou seja, sem conexão com a internet, sendo muito úteis para a coleta de dados em locais que ainda não há conectividade.

A seguir, listei as principais tecnologias para uma smart farming:

5 ferramentas para tornar sua fazenda inteligente

1 – Telemetria

Sensores acoplados às máquinas agrícolas permitem ter controle das operações em tempo real. Com as máquinas conectadas, é possível ajustar as operações ainda em campo.

Inúmeros softwares e plataformas agrícolas geram relatórios personalizados que podem ser analisados para otimização das operações.

Por meio das ferramentas de telemetria é possível saber qual máquina é mais eficiente, bem como custos com combustível, quebra de peças, manutenções e eficiências operacionais, deixando a fazenda mais tecnológica.

>> Leia mais: “Big data no agronegócio: a revolução dos dados”

2 – Robótica, drones e sensores

Robôs, drones e sensores estão cada vez mais presentes no campo. Hoje, por exemplo, já é possível enxergar manchas provenientes de pragas e doenças na lavoura com imagens de satélite ou de drones.

ilustração com três drones da Horus Aeronaves

(Fonte: Horus Aeronaves)

Com as escalas de produção e o tamanho das fazendas cada vez maiores, os sensores ajudam a entender corretamente o que acontece em cada porção da lavoura.

A utilização desses equipamentos de robótica, drones e sensores permite:

  • aumento da eficiência produtiva;
  • levantamento massivo de dados do campo;
  • geração de mapas de atributos específicos das lavouras;
  • otimização da aplicação de insumos;
  • entendimento correto do que ocorre nas lavouras.

Por meio do auxílio de sensores é possível coletar uma quantidade muito grande de dados e tomar decisões mais assertivas.

Alguns equipamentos presentes no mercado, como sensores de condutividade elétrica e sensores de biomassa, coletam dados a cada 1 segundo no campo. Isso facilita uma cobertura maior das áreas de interesse da fazenda, permitindo a criação de mapas mais fidedignos das áreas.

3 – Softwares de Agricultura de Precisão

A Agricultura de Precisão é um conceito que entende que as lavouras não são uniformes e busca explorar essas manchas visando maior retorno econômico.

Hoje temos softwares gratuitos, como QGIS, que permitem que sejam criados mapas de fertilidade, mapas de produtividade e mapas gerais das fazendas, otimizando as aplicações de insumos.

Temos também algumas plataformas nacionais como Falkermap, Mappa, Inceres, que fornecem planos pagos que auxiliam quem não possui experiência em geoprocessamento dos dados. 

4 – Aplicativos gratuitos

Alguns aplicativos também podem se tornar importantes ferramentas para deixar sua fazenda inteligente! E o melhor de tudo: têm zero ou baixo custo para utilização no celular.

Separei alguns aplicativos gratuitos que você deve conhecer e utilizar em sua empresa rural:

  • C7 GPS Dados: aplicativo para coleta de solo ou dados georreferenciados nas lavouras;
  • Navegador de Campo: aplicativo de direção, com linhas paralelas para agricultura de precisão, mensuração de áreas, criação de linhas paralelas para aplicação;
  • Google Earth: contém imagens de satélite do mundo todo, auxiliando no desenho de fazendas, talhões e separação de áreas;
  • Climatempo: permite ter acesso à previsão do tempo para 15 dias, mapa de raios, radar meteorológico;
  • AgroMercado: o produtor rural também precisa ficar atento às cotações agropecuárias e, nesse aplicativo, é possível selecionar as culturas favoritas;
  • Pasto Certo: também voltado para a pecuária, é um app com informações completas sobre os principais tipos de pasto do país, os cuidados e a melhor utilização de cada um deles.

Existe uma infinidade de aplicativos gratuitos e pagos que podem ser aplicados no campo para agregar valor e otimizar os manejos realizados.

Selecione os que mais atendem às demandas da sua fazendas e que farão com que os objetivos sejam alcançados mais rapidamente.

5 – Softwares de gestão

Um software de gestão da fazenda agrega dados estratégicos que ajudam você a propor melhorias na propriedade e ganhar eficiência.

O Aegro, por exemplo, une as rotinas do campo e do escritório para te oferecer uma visão completa do processo produtivo.

Informações de manejo, maquinário, estoque e contas a pagar ficam centralizadas em um sistema fácil de usar.

Assim, você consegue gerar relatórios detalhados de custo e rentabilidade para analisar a saúde do seu negócio rural.

Outra vantagem do Aegro é que ele está disponível para computadores e celulares. No celular, o app funciona mesmo sem internet.

Além disso, a sua equipe pode acessar o software simultaneamente e trabalhar de forma muito mais sincronizada.

Veja algumas funcionalidades que o Aegro integra:

  • gestão agrícola;
  • controle financeiro;
  • gestão operacional;
  • monitoramento de pragas;
  • imagens de satélite;
  • previsão climática.
Tela com as funcionalidades do aegro

Divulgação do kit de 5 planilhas para controle da gestão da fazenda

Conclusão

As ferramentas de agricultura digital estão cada vez mais presentes nas fazendas brasileiras.

Atualmente temos ferramentas, aplicativos e softwares para cada tipo, tamanho ou objetivo da propriedade.

As otimizações estão muito relacionadas com as tecnologias empregadas nas fazendas e não se adaptar às tendências pode significar estar fora do mercado.

As fazendas digitais serão cada vez mais tecnificadas com o auxílio de softwares e sistemas de manejo diferenciados, que devem sempre prezar por ganhos em produtividade e se adequar à sustentabilidade do sistema.

>>Leia mais:

“Quais os impactos da nanotecnologia na agricultura?”

“Saiba aproveitar ao máximo os programas de pontos do produtor rural”

“5 formas de implementar a automação agrícola na sua fazenda”

“Blockchain na agricultura: conheça as 3 principais funções e seus benefícios”

“Sustentabilidade no campo: veja como adotar as práticas”

Você utiliza algumas dessas ferramentas de smart farming para deixar sua fazenda inteligente? Quer conhecer melhor o Aegro? Fale com um de nossos consultores aqui!

Como o mapeamento de fertilidade do solo pode gerar economia na fazenda

Mapeamento de fertilidade do solo: saiba como fazer a aplicação de insumos de forma eficiente nas lavouras.

Ferramentas de agricultura de precisão estão cada dia mais presentes nas propriedades.

O mapeamento da fertilidade do solo, por exemplo, é uma prática que auxilia a entender melhor as manchas nas lavouras e a fazer a aplicação mais racional dos produtos. Isso se traduz em eficiência e até mesmo economia na utilização.

Quer entender mais sobre como gerar os mapas de fertilidade e utilizá-los da melhor forma na fazenda? Confira a seguir!

O que são mapas de fertilidade do solo?

O mapeamento de fertilidade do solo é uma prática que considera a variabilidade dos elementos presentes no solo. Os mapas indicam as manchas de nutrientes conforme sua localização espacial e têm grande utilidade para a Agricultura de Precisão (AP).

Em outras palavras, os mapas de fertilidade servem para aplicação de fertilizantes e corretivos em doses variadas nas áreas. Isso faz com que a aplicação seja otimizada, baseada nos mapas de cada talhão ou lavoura.

Algumas soluções de AP utilizadas no Brasil, como os mapas de fertilidade do solo, são focadas na aplicação desses insumos, de acordo com as manchas. Porém, o conceito de agricultura de precisão vai além da aplicação de fertilizantes e corretivos em taxas variadas.

mapa de monitoramento do solo pela SLC Agrícola

(Fonte: SLC Agrícola)

Dentro dos conceitos de agricultura de precisão temos também toda a gestão da lavoura de forma diferenciada, seja para sementes, produtividade, compactação do solo, infestações de pragas, plantas daninhas, entre outras.

Os mapas de fertilidade do solo e os de produtividade são as principais estratégias para manejo das lavouras e reposição de nutrientes de forma localizada.

A maioria dos usuários de agricultura de precisão no Brasil inicia seu manejo com amostragens georreferenciadas de solo.

As amostragens geralmente são em grade, por ponto ou célula, ou amostragem inteligente, levando em consideração outros atributos dos talhões para orientar as coletas de solo.

A amostragem georreferenciada é relativamente simples e, devido a isso, é muito utilizada para criação dos mapas de fertilidade do solo.

Como realizar o mapeamento da fertilidade do solo

O primeiro passo para realizar o mapeamento da fertilidade do solo consiste na criação da grade amostral. Isso pode ser feito em aplicativos de celular ou softwares dedicados de sistema de informação geográfica (SIG), como o QGIS, entre outros.

Posteriormente à criação da grade, o usuário vai a campo realizar a retirada das amostras com trado, quadriciclos ou amostradoras elétricas, à combustão ou hidráulicas.

Essas amostras são enviadas ao laboratório que, por sua vez, realiza as análises e devolve os dados brutos ou até mesmo já processados e interpolados ao usuário.

Tais mapas podem ser utilizados para confecção dos mapas de recomendação de adubação e posterior aplicação no campo com máquinas específicas. Todo esse procedimento leva em torno de 10 a 20 dias.

A agilidade dessa metodologia satisfaz os produtores com a criação dos mapas de fertilidade. Uma vez com estes mapas, é possível aplicar os insumos de acordo com os teores e necessidades no solo.

A outra forma de realizar a aplicação é baseada nos mapas de produtividade, que além de analisar somente os nutrientes presentes nos solos, leva em consideração a produtividade das culturas e, consequentemente, extração de nutrientes.

A utilização dos mapas de produtividade requer certo conhecimento por parte do produtor, além da correta calibração dos equipamentos instalados nas máquinas. Devido a esses fatores, os mapas de produtividade ainda não são os mais utilizados no Brasil.

Como interpretar os mapas de fertilidade corretamente

Os mapas de fertilidade analisados em conjunto com os mapas de produtividade trazem melhores resultados aos produtores. O maior volume de dados facilita o diagnóstico de acordo com a variabilidade e as manchas presentes nas lavouras.

O entendimento das relações entre causa e efeito podem ser melhor interpretados com o auxílio de ambos os mapas, uma vez que áreas com fertilidades mais baixas apresentam menores produtividades.

Algumas interpretações podem ser realizadas de acordo com o modelo de gestão de cada fazenda.

Algumas fazendas buscam aumentos de produtividade. Dessa forma, analisam os mapas de fertilidade e, além de simplesmente repor os nutrientes, utilizam conceitos agronômicos para inserção de maiores doses para elevar a produtividade.

Outra estratégia de gestão pode ser a redução do uso de insumos. Nesse caso, os mapas de fertilidade do solo servirão de guia para aplicações localizadas, visando suprir o que foi extraído pelas culturas ou o que está em falta nos solos.

A economia de insumos é evidente em muitos casos, principalmente para calcário e fertilizantes, devido ao simples fato da recomendação em dose única se basear, geralmente, nas maiores necessidades dos talhões.

Como aplicar os insumos em taxas variadas 

A aplicação dos insumos em taxas variadas baseadas no mapeamento de fertilidade do solo é governada por equipamentos específicos para esta finalidade.

As máquinas possuem alguns sistemas acessórios e, dentre eles, sempre estão presentes:

  • GPS (para localização das lavouras);
  • monitor (responsável por integrar todo o sistema e ler o mapa de recomendação);
  • controladores (que governam a aplicação, atuando na velocidade da esteira ou abertura da comporta).
foto de trator digitalizado  na lavoura, com imagens de gps e monitoramento

(Fonte: Dinheiro Rural)

Mesmo quem não tem máquinas com estes kits pode aplicar de forma diferenciada e otimizada.

A aplicação de insumos pode ser realizada com a demarcação prévia de zonas dentro das lavouras, com auxílio de aplicativos de celular.

As aplicações dentro das zonas será fixa, porém, de uma zona a outra, pode-se mudar a dose e regular a máquina para nova taxa, realizando a aplicação sem a necessidade de máquinas ou equipamentos mais caros. 

Um aplicativo que pode ser utilizado nestes casos é o Field Navigator. Com o auxílio do GPS do celular, é possível demarcar as zonas no campo e realizar as aplicações baseadas nos mapas de fertilidade dos solos.

guia - a gestão da fazenda cabe nos papéis

Conclusão

O mapeamento da fertilidade do solo auxilia no correto entendimento das manchas e das necessidades dos insumos de cada porção das lavouras.

Os mapas de fertilidade do solo pode ser o início dos mapeamentos para quem quer iniciar a agricultura de precisão em suas lavouras.

Atualmente, temos inúmeros prestadores de serviço que realizam desde a amostragem georreferenciada do solo até a criação dos mapas de recomendações para aplicações otimizadas dos insumos.

Cabe a você decidir se irá realizar os mapeamentos por conta própria ou terceirizar este tipo de serviços em suas propriedades.

Uma coisa é certa: realizando ou não a amostragem, os mapas de fertilidade de cada talhão devem ser guardados e analisados ano após ano. O acompanhamento histórico pode auxiliar bastante no entendimento correto do que ocorre em cada mancha da sua lavoura!

>> Leia mais:

“Conheça os 9 indicadores de fertilidade do solo e saiba usá-los ao favor da sua lavoura”

Agricultura digital: realidade e tendências

Você realiza o mapeamento de fertilidade do solo da sua fazenda? Aplica os insumos de forma otimizada? Adoraria ver seu comentário abaixo!

Como realizar a aplicação localizada de insumos e otimizar os custos da sua lavoura

Aplicação localizada de insumos: entenda como fazer sem precisar investir em máquinas e equipamentos caros  

Hoje existem inúmeras ferramentas de agricultura digital sendo utilizadas nas fazendas para otimizar as aplicações de insumos agrícolas.

Mas você não precisa de máquinas caras para aplicar os insumos de maneira localizada nos talhões!

Com conceitos de agricultura de precisão e ferramentas tecnológicas, o manejo pode se tornar muito mais rentável. Acompanhe neste artigo como realizar as aplicações em doses variadas na sua fazenda usando ferramentas específicas ou gratuitas!

O que é aplicação localizada de insumos

A aplicação localizada é uma forma de manejar as lavouras aplicando doses diferentes de acordo com as necessidades de cada mancha presente na lavoura.

Os conceitos de agricultura de precisão nos mostram que as lavouras não são uniformes. Existem manchas de variabilidade nos talhões e a AP fornece ferramentas que auxiliam na identificação, interpretação e recomendação destes insumos de maneira diferenciada.

A agricultura de precisão visa entender as manchas nas lavouras, explorando-as e tirando proveito econômico e sustentável delas.

Com o auxílio de mapas georreferenciados é possível ir a campo coletar os dados, sejam provenientes de análise de solo, mapas de produtividade ou provenientes de sensores, e atuar aplicando insumos em taxa variável, baseando-se nessas manchas.

As aplicações localizadas podem ser realizadas de diversas maneiras dentro das lavouras.

As estratégias podem variar para atender tanto quem possui máquinas com GPS e kits de aplicação em taxas variáveis quanto quem não tem tais equipamentos, mas também deseja otimizar suas aplicações em campo.

A primeira delas e a mais conhecida é a aplicação utilizando máquinas equipadas com kits que englobam:

  • GPS para localização dentro das lavouras;
  • sensores
  • controladoras que atuam regulando a abertura da comporta ou a velocidade da esteira para mudanças nas doses aplicadas. 

Mas também é possível realizar a aplicação em doses variadas sem precisar gastar com máquinas e equipamentos caros, como você verá explicado mais a frente.

Como fazer a aplicação localizada de insumos sem comprar máquinas caras

Existem diversas estratégias que podem ser realizadas para a aplicação dos insumos em doses variadas nas lavouras.

Hoje já é possível, com o auxílio de softwares computacionais gratuitos como o QGIS, confeccionar mapas e analisar as manchas presentes em cada porção da lavoura.

Se você não possui ferramentas adequadas para aplicar os produtos automaticamente, baseados nos mapas, você pode optar por fazer a aplicação por células ou zonas.

Em softwares como QGIS é fácil simplificar o mapa e ir ao campo regular a máquina para aplicar doses fixas dentro das zonas, porém, alterar as doses de uma zona para outra.

(Fonte: Zanuncio, 2007)

Para demarcação das zonas e dos limites você pode usar um aplicativo de celular com GPS para orientação.  É possível até criar linhas paralelas de acordo com a largura de aplicação das máquinas que serão utilizadas.

Dessa forma, com a aplicadora de calcário da fazenda, é possível aplicar os insumos de maneira localizada e mais eficiente, o que resultará em maiores retornos financeiros.

O aplicativo para demarcação das zonas em campo é o Navegador de Campo ou Field Navigator.

aplicativo para demarcação das zonas em campo

(Fonte: Navegador de Campo)

Usando este aplicativo, é possível fazer as aplicações no campo de acordo com as zonas demarcadas com o auxílio do celular ou tablet.

Como analisar os dados para tomada de decisão

Conforme já citado, a primeira etapa do processo de aplicação localizada de insumos é a investigação em campo ou via sensoriamento remoto.

Com mapas e informações dos talhões em mãos fica mais fácil tomar decisões e entender melhor o que acontece na lavoura.

Mapas de fertilidade dos solos mostram quais áreas necessitam de dosagens diferentes de insumos e propiciam aplicação em doses variadas, sendo mais eficientes nas operações de campo.

Posteriormente às análises, a ação de gestão dos insumos e doses variadas pode ser realizada utilizando-se máquinas automatizadas ou não.

As aplicações em doses variadas podem ser realizadas para diversos insumos presentes nas fazendas, desde sementes, doses de herbicidas, teores de nutrientes, entre outros.

A tendência para o futuro é que sejam aplicadas populações de plantas em doses variadas, de acordo com a fertilidade dos solos em questão, e até semeadura de híbridos diferentes.

Aplicações de caldas com vazões diferentes também estarão cada vez mais presentes nas lavouras.

>> Leia mais: “Tudo o que você precisa saber sobre mapeamento de plantas daninhas

Aplicações pela média x aplicações localizadas

Na aplicação convencional, os fertilizantes e insumos são distribuídos igualmente em toda a área, com base em uma amostragem média para os talhões ou até para a fazenda toda.

Essa aplicação de forma uniforme, pela média, pode causar desperdício de insumos e quedas na produtividade.

Já por meio da agricultura de precisão temos benefícios como:

  • mais segurança na tomada de decisão;
  • economia de insumos;
  • visualização detalhada da propriedade;
  • economia financeira;
  • economia de recursos;
  • melhoria das atividades agrícolas;
  • maior controle da fazenda.

A aplicação localizada, geralmente, usa produtos simples para aplicação e não fórmulas, como muitos agricultores estão acostumados.

Além disso, os equipamentos para realização da aplicação em campo exigem um certo grau de automação e calibração dos conjuntos, o que muitos ainda desconhecem.

Por fim, a criação dos mapas – seja para levantamento de dados, criação das recomendações ou investigações das manchas presentes nas lavouras – também exige certos conhecimentos práticos e teóricos. 

Esse ponto acaba sendo um entrave para massificação desse tipo de operação nas lavouras. Mas, com tantas ferramentas e tecnologias de agricultura digital atuais, não continue realizando aplicações pela média!

Aplicação localizada de insumos com o Aegro

Um software de gestão agrícola como o Aegro te ajuda a organizar o seu cronograma de operações e controlar a quantidade de insumos que é aplicada em cada talhão. Assim, você consegue saber o custo real das suas áreas ao final da safra.

Além disso, você pode usar o Aegro para fazer o Manejo Integrado de Pragas na lavoura. Com uma visualização clara das infestações existentes, fica mais fácil saber onde e quando pulverizar. A escolha do defensivo certo para as pragas existentes também torna a sua aplicação mais eficiente. 

Outra vantagem do aplicativo é que você pode obter imagens de satélite para analisar o Índice de Vegetação Normalizada (NDVI) da lavoura. Essa é uma forma de acompanhar a saúde da sua plantação remotamente e poupar tempo na detecção de anomalias.

NDVI Aegro

O uso de um software agrícola como o Aegro ajuda a identificar talhões problemáticos e realizar aplicações localizadas

Ao descobrir quais áreas da sua propriedade apresentam problemas, você foca seus esforços de manejo onde é mais necessário e faz a aplicação localizada de insumos. 

Depois, você ainda pode acompanhar pelos mapas do Aegro se as suas aplicações geraram o resultado esperado no desenvolvimento das cultivares. As imagens NDVI ficam organizadas em uma linha do tempo para que você acompanhe a evolução da safra.

Para saber mais sobre o Aegro, peça uma demonstração gratuita do software!

planilha de compras de insumos

Conclusão

Existem diversas formas de realizar aplicações localizadas de insumos para otimizar a produção agrícola, aumentando a produtividade e a rentabilidade da lavoura.

Com as ferramentas certas e aplicativos de celular, muitas vezes gratuitos, é possível melhorar as aplicações utilizando zonas de manejo pré-determinadas. 

Então, para otimizar os custos da sua lavoura, busque ferramentas de agricultura digital, entenda os conceitos de agricultura de precisão e realize os tratamentos em doses variadas na sua fazenda também!

>> Leia mais:

Como fazer o correto monitoramento da produtividade de culturas

Índice de vegetação: o que ele pode dizer sobre sua lavoura

“Entenda os princípios e benefícios da pulverização eletrostática na agricultura”

Você tem alguma dificuldade para fazer a aplicação localizada de insumos na sua propriedade? Restou alguma dúvida? Adoraria ver seu comentário abaixo.

Como fazer o correto monitoramento da produtividade de culturas

Monitoramento da produtividade de culturas: entenda para que servem, os sensores envolvidos e como confeccioná-los corretamente.

O entendimento das lavouras é essencial para tomada de decisões na hora do manejo dos talhões.

Os mapas de produtividade são um dos melhores indicadores do conhecimento do ciclo das culturas. Com monitoramento é possível entender as manchas da lavoura e otimizar a produção.

Conheça neste artigo como gerar mapas para fazer o correto monitoramento da produtividade de culturas e melhorar os resultados da sua lavoura. 

O que são mapas de produtividade

Os mapas de produtividade são indicadores da quantidade colhida em determinado local (com auxílio de um GPS ou receptor GNSS) em uma determinada distância percorrida.

Eles são considerados o pontapé inicial para aqueles que desejam aplicar técnicas de agricultura de precisão em suas fazendas.

Para simplificar o entendimento, o monitoramento da produtividade de culturas contém as seguintes informações básicas:

  • quantidade de produto colhido;
  • tamanho da área onde foram colhidos os produtos;
  • coordenadas dos pontos onde foram colhidos os produtos;
  • sensores auxiliares.
Monitoramento da produtividade de culturas

Fonte: (Milho Amarelo)

De acordo com estas informações é possível criar mapas de produtividade. Porém, seu processamento em softwares dedicados e análises posteriores exigem certo conhecimento para geração de mapas confiáveis.

Junto com as informações básicas, diversos sensores atuam para que o mapa de produtividade agrícola seja fidedigno ao que encontramos em campo.

A aquisição dos dados de produtividade pode ser realizada de forma direta ou indireta.

De forma direta, sensores mensuram as medições de massa e volume. A aquisição indireta envolve sensores que estimam a quantidade colhida por meio de sinais elétricos ou hidráulicos, como por exemplo, a pressão do picador da colhedora de cana.

Sensores necessários para criar os mapas 

Alguns sensores acessórios são utilizados para confeccionar os mapas de produtividade necessários para o monitoramento de produtividade de culturas.

Eles podem ser ópticos, gravimétricos, volumétricos ou, ainda, uma combinação de alguns deles.

Nas colhedoras de grãos, os sensores mais comuns são os gravimétricos, do tipo “placa de impacto”. São semelhantes às balanças que mensuram a quantidade de grãos colhidos naquela coordenada e área.

Os volumétricos também são bem comuns nas colhedoras de grãos. Eles são sensores ópticos que mensuram o volume de produto em cada talisca do elevador. 

volumétrico Planters Precision

(Fonte: Planters Precision)

Associados a estes sensores, geralmente as colhedoras possuem sensores de umidade dos grãos para calibração para uma umidade padrão, para conversão futura, usando os grãos na mesma umidade. 

Os teores de umidade para colheita de soja e milho podem variar de 12% a 15%, de acordo com as variedades e cultivares utilizadas. Mas, dentro das lavouras, a umidade nos grãos varia e o sensor serve para calibrar todos os valores para um padrão pré-estabelecido.

Em culturas como a da cana-de-açúcar existem ainda opções que mensuram volume do que passa no elevador da colhedora, utilizando câmeras fotográficas. 

Em batata e beterraba, por exemplo, sensores utilizam uma célula de carga (que nada mais é do que uma balança também) que mensura a massa em kg/s.

Como confeccionar os mapas para monitoramento da produtividade de culturas

O monitoramento da produtividade de culturas possui inúmeros sensores que devem estar calibrados no momento anterior à colheita.

Porém, durante a operação, podemos ter os grãos de soja, óleo e sujeira agregados aos sensores, acarretando possíveis erros na coleta dos dados.

O receptor GNSS pode apresentar erros de deslocamento durante a colheita em momento de possíveis perdas de sinal.

Diversas configurações selecionadas no momento da colheita podem ser escolhidas erroneamente como, por exemplo, o tamanho da plataforma, manobras no meio do talhão ou nas bordaduras.

Em resumo, os mapas de produtividade possuem erros no conjunto de dados, por isso, é necessário limpar esses erros durante o processamento para obtermos melhores resultados após a colheita.

Na imagem a seguir vemos a diferença do mapa de produtividade interpolado sem filtrar os dados e o mapa interpolado com os dados filtrados. Este último é mais representativo ao que temos no campo. Veja:

Dados de produtividade de soja originais e após a filtragem utilizando o software MapFilter 2.0

Dados de produtividade de soja originais e após a filtragem utilizando o software MapFilter 2.0

Para o pós-processamento devemos nos atentar a alguns fatores como:

  1. Filtragem dos dados 
  2. Interpolação
  3. Criação dos mapas de recomendação

Para o processo de limpeza dos dados, pode-se utilizar softwares como o Excel, softwares estatísticos ou também o MapFilter 2.0 disponibilizado pelo LAP neste link.

MapFilter 2.0

(Fonte: LAP)

O MapFilter 2.0 é um software para filtragem de dados de alta densidade. Ele analisa globalmente e localmente a qualidade dos dados coletados e utiliza parâmetros estatísticos para classificar um dado ponto no conjunto de dados, analisando seus vizinhos em um raio pré-determinado. 

Mapas de biomassa da vegetação

Uma forma indireta de realizar o monitoramento da produtividade das culturas é por meio das análises dos mapas de biomassa da vegetação.

As análises dos mapas de NDVI da lavoura podem auxiliar a entender regiões mais produtivas dentro dos talhões.

É possível contratar mapas de NDVI dentro do Aegro.

Ative o Aegro Imagens pelo seu software de gestão agrícola e aguarde até que as primeiras imagens de satélite fiquem prontas.

Depois disso, suas imagens poderão ser visualizadas dentro das safras pelo ícone do Aegro Imagens, que fica no canto superior esquerdo do mapa.

Ao clicar em um talhão específico, você verá o histórico de imagens geradas para aquela área. A graduação de cores indicará se o índice de vegetação é alto ou baixo.

Você também poderá analisar os mapas de NDVI juntamente com o histórico de operações realizadas em cada área da plantação, checando se as suas atividades de manejo estão tendo o resultado esperado.

Dentro do Aegro, os mapas NDVI são extremamente úteis para o planejamento de operações nas suas safras e servirão de base para tomadas de decisões assertivas.

Mensurações a campo

Mensurações a campo também podem ser utilizadas para o monitoramento da produtividade de culturas.

Para calcular a expectativa de produtividade de soja, siga os seguintes passos:

1 – Conte o número de vagens em 10 plantas consecutivas e divida o resultado por 10

Ex: 10 plantas ao todo deram 200 vagens, média de 20 vagens por planta (200/10).

2 – Conte o número de grãos nas vagens e divida pelo número de vagens

Ex: 60 vagens ao todo deram 150 grãos, média de 2,5 grãos por vagem (150/60).

3 – Olhe o peso de 1.000 grãos para o híbrido que você utilizou

Ex: 200g é o peso de 1.000 grãos desse híbrido.

Plantas por hectare: 343.750 mil plantas

Vagens por planta: 20 vagens

Grãos por vagem: 2,5 grãos

Peso de mil grãos: 200 gramas

Use a seguinte fórmula:

Monitoramento da produtividade de culturas

Para o nosso exemplo, a produtividade esperada é de 57,29 sc/ha.

As mensurações em campo não conseguem amostrar toda a área da lavoura, sendo, neste caso, estimativas baseadas em modelos estatísticos para tentar estimar a produtividade de cada talhão.

Os mapas de produtividade proveniente das colhedoras são os mais indicados para o correto entendimento das manchas nas lavouras.

Como usar os mapas nas recomendações

O monitoramento da produtividade de culturas pode ser usados para repor os nutrientes exportados anualmente pelas culturas e otimizar as aplicações de insumos nas áreas.

mapa de aplicação de calcário

(Fonte: Unesp)

Os mapas de exportação são criados multiplicando o valor dos pixels no mapa de produtividade pelos valores de exportação daquele nutriente pela cultura, kg de nutriente por kg de produto colhido.

Com os mapas de exportação, é possível criar os mapas de recomendação de acordo com o produto a ser aplicado em cada talhão.

As manchas encontradas nas lavouras podem se repetir ao longo dos anos, ou seja, locais de alta produtividade. Ano após ano, podem apresentar produtividades sempre mais elevadas.

As manchas de baixa e média produtividades podem apresentar as mesmas características. Como devemos proceder nestes casos?

Os talhões que apresentarem manchas que se repetem ao longo do ano podem ser manejados utilizando ferramentas de agricultura de precisão.

Nestes casos, a gestão localizada deve ser utilizada criando recomendações baseadas nas manchas, buscando explorar economicamente as regiões de alta e baixa produtividades das lavouras.

Aplicação dos insumos em doses variadas, neste caso, será muito mais eficiente quando comparado com aplicações pela média.

Áreas de alto potencial devem ser exploradas para atingir maiores produtividades com maiores doses de adubações. Já áreas de baixo potencial devem receber apenas os insumos necessários para a manutenção da produtividade.

Dessa forma, áreas de baixo potencial, com redução de custos com aplicação de insumos desnecessários também gerarão maior retorno econômico.

Conclusão

O monitoramento da produtividade de culturas auxilia a entender melhor a lavoura.

A análise histórica dos mapas de produtividade pode otimizar a aplicação dos insumos em doses variadas, gerando maior retorno financeiro inclusive.

Os mapas de produtividade, desde que bem confeccionados, são os primeiros passos para quem deseja implantar conceitos de agricultura de precisão em suas áreas.

>> Leia mais:

Software para agricultura de precisão: o guia definitivo para escolher um

Como realizar a aplicação localizada de insumos e otimizar os custos da sua lavoura

Saiba as vantagens da Cafeicultura de Precisão e como aplicá-la

Você já possui os mapas de produtividade das suas lavouras? Restou alguma dúvida sobre o monitoramento de produtividade de culturas? Adoraria ver seu comentário abaixo.

Como evitar o embuchamento em plantio direto de soja

Embuchamento em plantio direto de soja: Veja as dicas para a regulagem certeira das máquinas e minimize esse problema em suas operações agrícolas.

O embuchamento, literalmente, significa ficar completamente cheio. No caso das máquinas agrícolas, o embuchamento está relacionado à queda de rendimentos operacionais.

Diversas condições da lavoura, associadas às regulagens incorretas nas máquinas agrícolas, podem causar embuchamentos.

Em plantio direto, solos com muita palhada e discos montados muito próximos podem provocar essa situação.

Acompanhe neste artigo como reduzir o embuchamento das máquinas em plantio direto de soja e também em outras culturas!

Sistema de Plantio Direto

O sistema de plantio direto (SPD) vem sendo muito utilizado no Brasil para melhorias nas condições dos solos e aumento das produtividades da lavoura.

Porém, a adoção desse sistema exige um manejo do solo diferente da qual os produtores estavam acostumados a realizar.

Dentro do sistema de plantio direto, três fatores devem ser considerados: rotação de culturas, manutenção da palhada e o não revolvimento do solo. 

A rotação de culturas e uso da adubação verde podem ser utilizados dentro do SPD inclusive para reduzir problemas de compactação ocasionados pelo tráfego das máquinas dentro das lavouras.

Essa condução diferenciada no manejo requer mais cuidado quanto ao maquinário empregado e suas regulagens para obter melhor retorno operacional e financeiro.

Nos sistemas de plantio direto, é preciso se atentar a:

  • problemas de compactação do solo;
  • presença de água no solo;
  • infiltração de água no perfil;
  • manutenção de matéria orgânica com a utilização de cobertura vegetal;
  • estruturação do solo.

A semeadura na palha deve ser realizada com máquinas com discos para cortar essa cobertura superior do solo e depositar as sementes logo abaixo dessa camada.

Altos volumes de palhada na superfície e espaçamentos menores entre as linhas de plantio de soja, por exemplo, podem afetar o rendimento operacional de campo devido às paradas acarretadas pelo embuchamento das máquinas.

embuchamento em plantio direto de soja

(Fonte: Cotrijuc)

Máquinas utilizadas no Plantio Direto

As máquinas utilizadas no plantio direto possuem, geralmente, discos de corte para cortar a cobertura de palhada nas camadas superficiais do solo. Também têm sulcadores para abertura do sulco e deposição das sementes.

Essas peças encontradas nas semeadoras podem gerar mais ou menos embuchamentos durante o plantio.

Solos mais argilosos e com umidades mais elevada podem aderir e grudar mais nos discos de corte das semeadoras. Tal condição dificulta o corte da palha, resultando em mais embuchamentos e perdas na qualidade na operação.

Outro local propício para causar embuchamento são as hastes sulcadoras e os discos duplos. 

Em solos de mesmo padrão, argilosos e com maior umidade, eles podem acumular agregados de solo e palhada, o que dificulta a operação correta dos equipamentos.

Uma vez que estes discos corta-palha e as hastes sulcadoras estão incrustadas de solo e palhada, a mobilização do solo aumenta, reduzindo a eficácia do SPD.

Frente a isso, erosões e maior incidência de plantas daninhas podem ser observadas nas áreas. Tudo isso compromete a otimização dos processos, reduzindo a produtividade.

embuchamento em plantio direto de soja

(Fonte: Coagril)

As sementes também podem ser depositadas de forma desigual nos solos. Quando isso acontece, pode haver problemas de emergência, falhas no estande desejado e desuniformidade nas linhas de semeadura.

6 dicas para regular máquinas e evitar embuchamento em plantio direto de soja

Com intuito de evitar embuchamentos em plantio direto de soja, milho e outras culturas, algumas ações de manejo podem ser utilizadas. Confira algumas dicas:

1 – Observe a umidade do solo e tente adequar o melhor momento de semeadura na curta janela de plantio. Sei que isso às vezes pode ser um desafio muito grande.

2 – Se a janela de plantio for muito curta e a palhada na superfície não for muito espessa, alguns dizem cerca de 4 a 6 ton/ha (porém, dependendo do tipo da palhada, esses valores podem ser modificados), uma dica é retirar os discos de corte da máquina para minimizar o acúmulo de solo grudado nestas partes.

3 – Se não há muita palhada na cobertura dos talhões e a máquina for semeadora-adubadora, opere somente com os discos duplos na semente e fertilizante.

4 – Espaçamentos maiores entre linhas das semeadoras também ajudam na redução dos embuchamentos no momento do plantio.

5 – Espaçamentos de 45 cm ou 50 cm, no caso da soja, embora apresentem maior retorno em produtividade, podem representar mais embuchamentos na hora do plantio. Isso vai depender da umidade e textura dos solos.

6 – Com semeadoras múltiplas, sem a possibilidade de ajustar as linhas de semeadura para espaçamentos maiores, é preciso checar sempre o melhor arranjo destas máquinas. Assim é possível semear melhor as culturas e evitar paradas desnecessárias acarretadas por embuchamento. 

As multissemeadoras auxiliam no sistema de rotação de culturas dentro do plantio direto e estão ganhando mercado nas fazendas que praticam esse sistema!

custo operacional de máquinas

Embuchamento na colheita

O embuchamento não acontece apenas na semeadura das culturas em plantio direto – pode ocorrer também na hora da colheita.

A secagem natural da soja em campo, por exemplo, pode diminuir custos com a secagem artificial em silos. Porém, à medida em que estas plantas permanecem no campo, há possibilidade da invasão de plantas daninhas na lavoura.

embuchamento em plantio direto de soja

Fonte: (Up. Herb)

A dessecação mal feita pode trazer o mesmo problema, prejudicando o momento da colheita.

Assim, colheitas mecânicas podem perder rendimento operacional quando atingem estas massas de plantas invasoras verdes no meio do talhão. Tal condição representa possíveis embuchamentos das máquinas e perdas na eficiência.

Perdas causadas pelo embuchamento

Conforme comentei, inúmeras podem ser as perdas causadas pelo embuchamento das máquinas.

No momento do plantio, embuchamentos podem acarretar em maior presença de plantas daninhas e emergência desuniforme do estande de plantas.

Com maior incidência de daninhas e estande desuniforme das plantas, a produtividade fica comprometida.

Embuchamentos no plantio e na colheita podem propiciar maior desgaste e quebra das peças das máquinas agrícolas, o que aumentará os custos de produção.

Para evitar essas situações, é importante que sejam feitas manutenções preventivas no maquinário ao longo de toda a safra.

Você pode usar um software agrícola como o Aegro para gerenciar seus equipamentos e programar revisões periódicas, checando a necessidade de trocar peças ou realizar novas regulagens.

Utilizando-se de estratégias assertivas como essa, certamente você otimizará os rendimentos operacionais, o que fará toda a diferença na lucratividade da sua fazenda.

Conclusão

Diversas estratégias podem ser utilizadas para aumentar produtividade e reduzir o embuchamento em plantio direto de soja. 

Aqui mostramos a importância de checar a textura dos solos e a umidade na hora da semeadura. Dessa forma, você evita que os agregados do solo fiquem aderidos aos discos de corte, hastes sulcadoras e discos duplos das máquinas.

Você também viu que aumentar o espaçamento e retirar discos de corte também podem ser opções de arranjo nas semeadoras para otimizar rendimentos e evitar embuchamentos. 

A compra de equipamentos autolimpantes ou confeccionados com materiais menos abrasivos também é uma excelente opção. 

E, lembre-se: o embuchamento também pode ocorrer na colheita se a dessecação for mal realizada ou se a lavoura estiver com muitas plantas daninhas.

>> Leia mais:

Novidades de máquinas e implementos agrícolas que ainda não vemos por aí

Máquinas para culturas de inverno: diferentes tipos e particularidades

Você utiliza outras estratégias de manejo para evitar o embuchamento em plantio direto de soja ou outras culturas? Restou alguma dúvida? Adoraria ver seu comentário abaixo!

Máquinas para culturas de inverno: diferentes tipos e particularidades

Máquinas para culturas de inverno: saiba mais a respeito das diferentes semeadoras disponíveis no mercado 

As culturas de inverno são uma fonte de mais rentabilidade para a fazenda. Mas seu cultivo possui características e máquinas agrícolas específicas para sua condução.

Hoje há muitas opções no mercado e alguns modelos que semeiam estas culturas até em sistemas de plantio direto.

Para te ajudar a escolher o maquinário mais adequado, preparei uma lista de máquinas para culturas de inverno que podem ser interessantes para sua fazenda. Confira a seguir!

Máquinas para culturas de inverno: semeadura

Talvez uma das culturas de inverno mais semeadas atualmente seja o trigo. Porém, muitas outras são amplamente utilizadas como:

  • aveia branca e preta;
  • canola;
  • centeio; 
  • cevada;
  • triticale, entre outras.

Com o avanço dos Sistemas de Plantio Direto (SPD), muitos agricultores optaram pela semeadura das culturas de inverno para não deixar o solo descoberto na entressafra de verão.

A manutenção da cobertura dos solos auxilia na maior retenção de água, rotação de culturas e prevenção de plantas daninhas. Além disso, traz retorno financeiro com a venda do produtos numa safra de meio de ano.

As culturas de inverno também propiciam algumas vantagens para a semeadura da próxima safra:

  • Com a cobertura morta presente nas áreas, há redução da patinagem das máquinas agrícolas, por isso é possível antecipar a semeadura nestes talhões;
  • Devido à manutenção de maior teor de umidade no solo, a janela de semeadura acaba ampliada.

Encontrar culturas de inverno que apresentem valor e liquidez de mercado pode ser a chave para alcançar maiores ganhos.

É importante lembrar que, para sucesso das semeaduras das culturas de inverno, é necessário que o estabelecimento seja rápido e uniforme quanto à população de plantas.

É preciso que as sementes no solo estejam na profundidade correta, possibilitando a absorção de água, nutrientes e temperatura, para que ocorra a emergência e germinação o mais rápido possível. Tais condições reduzem o risco de ataque de pragas de solo.

Também é preciso ter o maquinário adequado. Por isso, veja a seguir mais informações sobre as máquinas para culturas de inverno e faça a melhor escolha para sua fazenda!

Tipos de máquinas para culturas de inverno

As semeadoras têm papel vital para o bom desenvolvimento das culturas de inverno.

Máquinas utilizadas para a semeadura de culturas de grãos miúdos são conhecidas como semeadoras de fluxo contínuo.

Estes modelos possuem, geralmente, mecanismos de distribuição por meio de rotores acanalados helicoidais que distribuem as sementes por metro linear de forma contínua.

Já as semeadoras de precisão, utilizadas para plantio de soja e milho, por exemplo, distribuem as sementes de forma individual, com discos horizontais.

Existem dois tipos de semeadoras para sementes miúdas: as do tipo TD e as semeadoras múltiplas. Vou falar mais sobre elas a seguir:

Semeadoras tipo TD

Semeato TDNG 320 420 e 520

As semeadoras da linha TDNG foram criadas para realizar a semeadura direta, além do cultivo mínimo e plantio convencional de grãos finos como o trigo, arroz, aveia, entre outros.

As máquinas dessa série possuem linhas pivotadas com grande flutuação, proporcionando boa eficiência mesmo em terrenos irregulares.

Elas podem ter caixas de adubo ou apenas depósitos de sementes, sendo que nestas sem o adubo, a autonomia e o rendimento operacional do plantio ficam maiores.

A distribuição de sementes é realizada por meio de rotor acanalado helicoidal, fabricado em ferro fundido temperado e bicromado. Segundo o fabricante, isso mantém a uniformidade de distribuição da semente.

A versão TDNG 320 tem capacidade para semear 20 linhas no espaçamento de 17 cm e uma potência requerida de um trator de cerca de 95 cv.

A máquina combinada possui capacidade máxima de 720 kg de sementes e 1.350 kg de adubo, sendo que a versão SEED (somente reservatório de sementes) tem capacidade de 1.380 kg.

Já a versão TDNG 420 tem capacidade para semear 26 linhas no espaçamento de 17 cm e potência requerida aproximada de um trator de 120 cv.

A máquina combinada possui capacidade máxima de 915 kg de sementes e 1.700 kg de adubo. Na versão SEED, a capacidade é de 1.725 kg.

E a versão maior da linha, TDNG 520, tem capacidade para semear 32 linhas no espaçamento de 17 cm e uma potência requerida de um trator de 140 cv.

A máquina combinada possui capacidade máxima de 1.125 kg de sementes e 2.125 kg de adubo, sendo que a versão SEED tem capacidade de 2050 Kg.

Semeadoras de grãos fino Linha Guapa

Linha Guapa Supra e Guapa Supra Winter

As semeadoras da linha Guapa da Stara também merecem destaque em nossa lista.

Os modelos possuem capacidade de articulação, o que garante uma boa qualidade da semeadura mesmo em terrenos irregulares e acidentados.

A calibração é relativamente fácil de ser executada, pois as máquinas possuem molas pneumáticas de pressão que garantem homogeneidade na emergência da cultura.

Essa linha de semeadoras é equipada com um reservatório central de sementes e fertilizantes, com bons rendimentos operacionais e abastecimento mais rápido.

Na configuração “somente sementes”, essa linha possui capacidade para cerca de 3.000 kg.

O reservatório tem capacidade para 1.200 kg de semente e 3.000 kg de adubo. Além disso, pode ser reconfigurado em até quatro modos possíveis, conforme a necessidade de cada operação.

As máquinas desta série possuem capacidade de semear 44 e 60 linhas com espaçamento de 17 cm. Ambas podem ser equipadas com controlador para Agricultura de Precisão e pacote de telemetria da marca.

Foto de máquinas agrícolas para cultura de inverno

(Fonte: Stara)

Semeadoras Múltiplas ou Multissemeadoras

As semeadoras múltiplas são equipamentos que conseguem semear tanto sementes graúdas quanto miúdas.

Esse tipo de máquina pode ser uma excelente opção se você pretende praticar a rotação de culturas na propriedade e semear cultivos de inverno. 

As multissemeadoras possibilitam o preparo do equipamento de acordo com a cultura que será semeada.

A mudança no layout destas máquinas consiste basicamente na parte do sistema distribuidor de sementes e na retirada dos sulcadores de adubo. Cada máquina possui sua configuração específica. Vou trazer mais detalhes sobre algumas delas a seguir:

Semeato SSM Full 3513 e 4115

A semeadora SSM FULL da Semeato consegue realizar o plantio tanto de sementes miúdas quanto graúdas e ainda realizar a correção do solo.

As duas versões dessa linha de semeadoras múltiplas atendem médias e grandes propriedades: a SSM FULL 3513, de 35 linhas num espaçamento de 17 cm; e a SSM FULL 4115, de 41 linhas com espaçamento de 17 cm.

A SSM FULL 3513 é a versão menor da linha e possui capacidade de sementes miúdas de 4.000 kg (somente semente) ou 2.000 kg com caixas de adubo e 1.500 kg para sementes graúdas.

Requer potência de um trator de 215 hp, com capacidade de adubo de 3.000 kg para sementes miúdas e 6.000 kg para sementes graúdas.

A máquina pode ser configurada para a semeadura de 35 linhas de 17 cm usando sementes miúdas e 13 linhas de 45 cm ou 12 linhas de 50 cm para sementes graúdas.

Já a SSM FULL 4115 possui a mesma capacidade de 4.000 kg (somente semente) ou 2.000 kg com caixas de adubo para sementes miúdas e 1.500 kg para sementes graúdas. Possui caixa de adubos com capacidade aproximada de 3.000 kg para sementes miúdas e 6.000 kg para graúdas.

O que muda na versão maior da linha é a potência requerida do trator, neste caso, de 225 hp. Porém, as linhas de semeadura variam entre 15 linhas de 45 cm ou 14 linhas de 50 cm.

Foto de máquina agrícola com tanque

(Fonte: Semeato)

Manutenção das máquinas e gestão da frota

Manutenção é essencial para o correto funcionamento do maquinário agrícola.

Um simples filtro de ar entupido com poeira pode acarretar perda de potência do maquinário, diminuindo a eficiência operacional.

As semeadoras múltiplas necessitam de alteração no layout da máquina para a semeadura de culturas de inverno ou verão. É vital que as peças trocadas sejam limpas, reparadas e substituídas sempre que necessário.

Para organizar todas essas revisões ao longo da safra, sem se esquecer de nenhuma máquina, você pode contar com o auxílio de um sistema de gestão agrícola como o Aegro.

Essa ferramenta te permite programar alertas periódicos de manutenção na frota. Assim, você recebe um aviso por e-mail sempre que estiver na hora de realizar uma nova checagem.

Você também pode usar o Aegro para adquirir maior controle sobre o custo operacional das suas máquinas. Basta registrar gastos com manutenções e abastecimentos de forma prática, pelo seu celular.

Além disso, o aplicativo é perfeito para monitorar o uso do maquinário em atividades de manejo. Você contabiliza as horas trabalhadas com o equipamento e obtém indicadores sobre a sua capacidade efetiva.

Todas essas informações que o Aegro reúne te ajudam a tomar melhores decisões no dia a dia e garantir uma alta performance para o seu patrimônio.

Confira algumas opções para começar a gerenciar sua frota agrícola com o Aegro:

  • Aplicativo gratuito para celular Android (clique aqui);
  • Aplicativo gratuito para celular iOS (clique aqui);
  • Utilize seus Pontos Bayer para contratar a versão completa do Aegro (clique aqui).

Conclusão

A semeadura de culturas de inverno pode ser uma excelente opção para o aumento da rentabilidade da fazenda.

Se você deseja fazer esse investimento, a aquisição de uma semeadora múltipla costuma ser uma excelente escolha. Afinal de contas, ela poderá ser utilizada tanto para o plantio das culturas de inverno quanto de verão, otimizando atividades da fazenda e do maquinário.

No momento da compra, lembre-se de escolher modelos que sejam simples de alterar para culturas de semente miúda e graúda. Isso vai facilitar o trabalho no dia a dia da sua propriedade!

>> Leia mais: 

Como escolher a colhetadeira ideal para sua lavoura

Depreciação de máquinas: Todos os cálculos de forma prática

Como evitar o embuchamento em plantio direto de soja

Restou alguma dúvida sobre as máquinas para culturas de inverno? Adoraria ver seu comentário abaixo!

Como escolher a colheitadeira ideal para sua lavoura

Colheitadeira ideal: veja quais são as mais indicadas para a cultura de grãos e café, além de dicas de manutenção e tecnologias disponíveis no mercado

A escolha da colheitadeira certa pode ser a diferença entre o sucesso e o fracasso da sua lavoura.

Para cada tipo de propriedade ou cultura existe uma máquina ideal que possibilitará rendimentos maiores à sua fazenda.

Por isso, separei neste artigo, algumas das melhores colhedoras disponíveis no mercado, além de outras dicas e informações importantes. Confira!

Colheitadeira ideal de grãos

As colhedoras de grãos possuem a funcionalidade da troca das plataformas para a colheita efetiva de soja e milho, sendo muito versáteis àqueles que realizam o plantio destas culturas.

Colhedora Massey Ferguson 4690

A colheitadeira híbrida 4690 da MF possui motor AGCO Power de 7,4 litros, de acordo com o MAR-1 (máquinas agrícolas e rodoviárias – Fase 1) de redução de emissão de poluentes, com 200 cv de potência e capacidade de 5.500 L no tanque graneleiro.

O sistema híbrido possui dois rotores e ventilação de dupla cascata, permitindo que a limpeza dos grãos seja feita em etapas bem definidas, não sobrecarregando as peneiras e possibilitando a entrega de um material limpo e de qualidade ao tanque graneleiro.

Com capacidade de 86 litros por segundo, esvaziando o tanque da máquina, a descarga desse material é bem rápida e neste modelo demora cerca de 64 segundos para a descarga total dos grãos.

O picador de palhas também é muito eficiente! Conta com duas velocidades e lâminas tratadas termicamente, propiciando excelente cobertura do solo.

colheitadeira ideal

Colhedora Massey Ferguson 4690
(Fonte: Massey Ferguson)

Colhedora New Holland TC 5090

A colhedora New Holland TC 5090 possui motor de 258 cv e uma capacidade de 7.200 L no tanque graneleiro.

Com capacidade de descarga de 63 litros por segundo e comprimento do tubo de descarga de 4,68 metros, essa colhedora possui um ótimo rendimento operacional.

Além disso, possui peneiras autonivelantes que propiciam menores perdas e, seu sistema de debulha por cilindro, apresenta um excelente desempenho em condições de talo verde, alta umidade e durabilidade de seus componentes.

A abertura e fechamento do côncavo podem ser realizados de dentro da cabine e as barras de alta inércia auxiliam na sua limpeza, melhorando a performance da colhedora. 

Ademais, a linha TC oferece a opção de tração traseira auxiliar, acionada por motores hidráulicos independentes. Essa funcionalidade oferece 30% a mais na tração da colhedora, auxiliando no deslocamento em locais de difícil acesso e reduzindo a compactação do solo.

colhedora new holland

Colhedora New Holland TC 5090
(Fonte: New Holland)

Colhedora John  Deere S790

A colheitadeira John Deere S790 possui um sistema Dyna-Flo Plus que reduz o volume de retrilha em até 28%, assegurando melhores rendimentos operacionais. 

Também possui um motor de 13,5 L, 550 cv e atende às condições impostas pelo MAR-1, garantindo melhor eficiência no consumo de combustível e redução na emissão de poluentes.

Com capacidade de 14.100 L no depósito de grãos e taxa de descarga de 135 litros por segundo, essa colhedora é uma excelente opção para quem busca maiores rendimentos operacionais em campo.

Possui tecnologia embarcada denominada Combine Advisor com ActiveVision, assegurando a realização de calibrações automáticas e ganhos em produtividade e qualidade, independente das condições da lavoura ao longo da colheita.

Ainda, essa tecnologia embarcada é totalmente automatizada, sendo de fácil operação para o trabalho no campo, uma vez que o trabalhador não necessita realizar todos os ajustes ou calibrações. 

Colheitadeira ideal de café

A cafeicultura está passando por modernizações tanto na aplicação de fertilizantes quanto na colheita dos produtos.

Duas colhedoras de café presentes no mercado que merecem destaque são: a Coffee Express 200 Multi, da Case iH, e a K3 Millennium, da Jacto.

Coffee Express 200 Multi Case IH

A colheitadeira de café Coffee Express 200 Multi da Case IH possui agora um rebaixamento do chassi de 100 mm que melhorou a derriça principalmente em plantas mais novas, uma vez que a estrutura está mais próxima do solo.

Esse novo modelo de colhedora possui mais paletas retráteis que o modelo anterior, o qual  passou de 32 para 62 paletas e acarretou em redução de perdas de café no chão.

Também possui maior quantidade de varetas e sua disposição em formato de colmeia auxilia na maior eficiência de colheita e menor desfolha das plantas.

Coffee Express 200 Multi Case iH

Coffee Express 200 Multi
(Fonte: Case IH)

K3 Millennium da Jacto

Uma colhedora muito versátil com grande eficiência na colheita. A K3 Millennium é robusta e se adapta bem às condições da cafeicultura brasileira.

Consegue reduzir até 50% das perdas de café no chão, segundo o fabricante, e isso ocorre devido aos recolhedores possuírem 260 mm associados a um conjunto de câmeras, as quais facilitam o correto alinhamento das plantas.

colheitadeira ideal

K3 Millennium da Jacto
(Fonte: Jacto)

As lâminas retráteis se fecham abaixo da saia do cafeeiro, garantindo que o café derriçado não seja perdido e nem impurezas sejam coletadas.

Ainda, o sistema derriçador da Jacto permite operar a colhedora com velocidades de até 2,5 km/h em colheitas seletivas e eficiência de derriça de 97%, mesmo em plantas de pequeno porte.

Ótima opção para compra e utilização desde as fases de implantação do café.

Manutenção das máquinas e tecnologias embarcadas

A manutenção das máquinas agrícolas é essencial para o bom funcionamento da sua colheitadeira ideal. 

A manutenção preventiva e reposição das peças necessárias asseguram melhores rendimentos operacionais.

Dessa maneira, antes da escolha da máquina ideal para a sua propriedade é necessário levar em consideração a proximidade da revenda ou serviço de pós-venda na sua região.

Atualmente, além de manter os equipamentos com as manutenções em dia, temos inúmeras tecnologias que podem ser agregadas nas operações de colheita.

O piloto automático, por exemplo, possibilita ganhos operacionais – uma vez que auxilia o operador na condução do equipamento de maneira a permitir que sua atenção seja direcionada para outros aspectos importantes durante a colheita.

Assim como os sistemas de telemetria que fornecem dados em tempo real da colheita, sendo possível a correção de erros operacionais ainda em campo. 

Conclusão

Antes de escolher a colheitadeira ideal para a sua fazenda, é importante checar se existem revendas ou peças de reposição de fácil acesso na sua localização.

As manutenções preventivas são essenciais para o bom funcionamento dos equipamentos.

No momento da compra é ideal que o produtor rural tenha o tamanho da área a ser colhida, uma vez que a colhedora bem dimensionada assegura bons rendimentos operacionais e a redução de custo.

>>Leia mais:

Como evitar o embuchamento em plantio direto de soja

“Tudo o que você precisa saber sobre dimensionamento da frota agrícola”

“5 dicas da regulagem de colheitadeira para melhor desempenho na lavoura

Restou alguma dúvida sobre como escolher a colhetadeira ideal para sua fazenda? Você possui alguma destas máquinas que eu citei? Acha que existem outras colhedoras que deveriam estar nesta lista? Deixe comentário abaixo!