About Marcelo Santoro

Sou Engenheiro Agrônomo e mestre pela ESALQ/USP. Atualmente sou aluno de doutorado do Programa de Fitotecnia da mesma instituição.

Tudo o que você precisa saber sobre os tipos de irrigação na agricultura para acertar na escolha

Tipos de irrigação na agricultura: confira os principais sistemas de irrigação, suas vantagens e desvantagens e quais critérios considerar no momento da escolha.

Existem diversos tipos de irrigação na agricultura. Eles podem ter elevado nível tecnológico, ser bastante complexos e muitas vezes custosos.

Encontrar um tipo de irrigação que seja compatível com as características da sua plantação, portanto, pode ser uma tarefa difícil.

Você sabe quais aspectos considerar ao escolher o tipo correto de irrigação?

Confira um pouco mais sobre os tipos de irrigação na agricultura e entenda como acertar na escolha!

Método x sistema de irrigação na agricultura

Existe uma diferença entre método e sistema de irrigação.

Os métodos de irrigação estão relacionados à forma de aplicação da água nas lavouras. Eles podem ser:

  • superficiais (ou por superfície);
  • por aspersão;
  • localizados;
  • por subsuperfície (ou subterrânea).

Os diferentes métodos ou tipos de irrigação podem se relacionar com um ou mais sistemas de irrigação.

Para selecionar o melhor método, você deve avaliar fatores como o tipo de solo, terreno, clima e a cultura em questão.

Sistema de irrigação diz respeito ao conjunto de equipamentos e peças que atuam para realizar a irrigação.

Você verá agora quais são os principais tipos de irrigação.

Irrigação superficial

Este tipo de irrigação é provavelmente o mais antigo de todos e vem sendo usado pela humanidade desde os primórdios da agricultura.

É incrivelmente simples: consiste na cobertura gradual do solo com água por ação da gravidade.

Este tipo de irrigação na agricultura possui duas possibilidades de sistema: o de inundação e o de sulcos.

Diferentes sistemas de irrigação do tipo superficial: inundação (esquerda) e sulcos (direita)

Diferentes sistemas de irrigação do tipo superficial: inundação (esquerda) e sulcos (direita)
(Fonte: Embrapa)

No sistema de inundação, a água é aplicada em toda a área do cultivo. No sistema de sulcos, a água é direcionada apenas aos sulcos.

Veja na tabela as vantagens e desvantagens do uso desse tipo de irrigação na agricultura.

tabela com principais vantagens e desvantagens da irrigação superficial

Principais vantagens e desvantagens da irrigação superficial
(Fonte: elaborado pelo autor com base em Testezlaf, 2017)

Irrigação por aspersão

A irrigação por aspersão é o tipo mais clássico da agricultura atual. Nele, aspersores expelem a água para a simular a chuva numa área de lavoura.

Na irrigação por aspersão, há os sistemas convencionais e os mecanizados.

Os convencionais são os clássicos, que utilizam motobombas, tubulações e aspersores. Podem ser fixos ou móveis. 

Os mecanizados são sistemas com sprays montados em estruturas metálicas que se movimentam pela lavoura (como os pivôs centrais e carreteis).

duas fotos com sistemas de irrigação por pivô central (esquerda) e aspersão convencional (direita)

Sistemas de irrigação por pivô central (esquerda) e aspersão convencional (direita)
(Fonte: Safra Irrigação)

Uma das principais vantagens da irrigação por aspersão é a baixa necessidade de mão de obra

Não é necessário fazer nivelamento do terreno, ter boa uniformidade e eficiência de aplicação. Mas tudo tem seu revés.

Esse tipo de irrigação é muito afetado pelo vento e o custo inicial pode ser elevado. Além disso, por molhar as folhas muitas vezes, o ambiente se torna propício para o desenvolvimento de patógenos.

Irrigação localizada

Esse tipo de irrigação, diferente dos demais que você viu até aqui, aplica a água de forma localizada, próximo ao sistema radicular das plantas.

A principal característica é o uso de baixos volumes de água, mas em elevadas frequências de aplicação (ou turnos de rega frequentes).

A utilização desse tipo de irrigação é mais comum para espécies perenes, principalmente frutíferas. Também pode ser utilizado para olerícolas, ornamentais e florestais.

Existem dois sistemas principais para a irrigação localizada: o gotejamento e a microaspersão. Entenda as características de cada um deles:

tabela com principais diferenças entre os sistemas de irrigação do tipo localizada

Principais diferenças entre os sistemas de irrigação do tipo localizada
(Fonte: Elaborado pelo autor com base em Testezlaf, 2017)

duas fotos com exemplos de irrigação por microaspersão (esquerda) e gotejamento (direita) - tipos de irrigação na agricultura

Exemplos de irrigação por microaspersão (esquerda) e gotejamento (direita)
(Fonte: Jacobucci)

As vantagens desse tipo de irrigação estão relacionadas ao melhor aproveitamento da água, pois há pouca evaporação e escoamento.

O sistema também pode ser utilizado para aplicação de fertilizantes, não interfere nos demais manejos das culturas e requer pouca energia.

Entretanto, seu custo inicial é bastante elevado e requer água de melhor qualidade, pois podem ocorrer entupimentos.

Em alguns casos, a irrigação localizada pode limitar o desenvolvimento do sistema radicular das plantas, devido à zona de molhamento restrita que se forma.

Subsuperfície

O método da irrigação por subsuperfície funciona aplicando água diretamente ou abaixo do sistema radicular das plantas.

Existem dois sistemas de irrigação por subsuperfície: o de gotejamento subterrâneo e a elevação do lençol freático.

Exemplo de gotejamento por subsuperfície em cafeeiros.

Exemplo de gotejamento por subsuperfície em cafeeiros.
(Fonte: CaféPoint)

Apesar de incomum, esse é um método de alta eficiência e uniformidade. Ele reduz a perda de água e forma a  zona de molhamento restrito.

Porém, o custo inicial para enterrar é elevado e exige um sistema de filtragem muito bom, pois em caso de entupimento será necessário desenterrar.

Como escolher corretamente o tipo de irrigação na agricultura?

Para escolher o melhor método de irrigação na agricultura, você precisa considerar aspectos relacionados à cultura, solo, clima e a água que você tem disponível.

Separei alguns pontos-chave que podem te ajudar.

tabela com aspectos a considerar na escolha do sistema de irrigação - tipos de irrigação na agricultura

Aspectos a considerar na escolha do sistema de irrigação
(Fonte: elaborado pelo autor)

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Conclusão

É muito importante que você conheça todos os tipos de irrigação existentes na agricultura para que possa fazer uma escolha mais assertiva.

Cada lavoura é única, e não adianta “colar” do vizinho. É importante que você estude o tipo de solo, declividade e as necessidades da sua cultura para a correta escolha e dimensionamento da irrigação.

Lembre-se que existem muitos profissionais capacitados no mercado que podem te auxiliar com isso. Arriscar fazer por conta pode trazer apenas prejuízos.

>> Leia mais: 

“Irrigação com drip protection: conheça as vantagens e cuidados necessários”

“O que é evapotranspiração e como ela pode te ajudar a explorar o potencial máximo de produção”

“Como a irrigação de precisão pode otimizar o uso da água e gerar economia na fazenda”

Quais tipos de irrigação na agricultura você utiliza ou pensa em utilizar? Restou alguma dúvida ou tem alguma experiência para compartilhar? Conta pra gente nos comentários!

Como combater o estresse térmico nas plantas?

Estresse térmico nas plantas: saiba como ele pode afetar a produtividade da sua lavoura e o que fazer para contornar esse problema!

Todos nós já passamos por situações estressantes em algum momento da vida, não é mesmo? E as plantas também podem passar por estresses. É claro que o estresse nas plantas não é o mesmo que o nosso, mas a ideia e os efeitos são parecidos.

Quando estamos estressados, muitas vezes não conseguimos pensar ou agir direito, o que afeta diretamente nosso rendimento nas atividades diárias.

O mesmo acontece com as plantas! Quando submetidas a estresses, principalmente por longos períodos, as plantas perdem rendimento. Isso reflete diretamente na produtividade.

Um dos principais estresses pelos quais as plantas passam é o estresse térmico, e você pode aprender um pouco mais sobre ele no texto a seguir!

O que é o estresse térmico?

Estresses são fatores externos que exercem influências desvantajosas sobre as plantas.

O estresse térmico nada mais é que o efeito negativo das condições térmicas, ou seja, da temperatura do ar sobre as plantas.

É natural pensarmos logo nas altas temperaturas e como elas podem causar estresse nas plantas – e isso realmente acontece! 

Também as baixas temperaturas podem ser uma forma de estresse térmico, embora isso seja menos comum para os climas tropicais e subtropicais do Brasil.

Sejam temperaturas altas ou baixas, a duração do estresse também é importante.

Quando o período de estresse é muito prolongado, as lavouras sentirão seus efeitos e isso vai refletir na colheita e na produtividade.

Vamos ver agora como o estresse térmico atua nas plantas?

Como o estresse térmico afeta a lavoura?

Os efeitos do estresse térmico nas plantas podem variar de acordo com o estágio de desenvolvimento em que elas se encontram.

Confira na tabela que preparei para vocês:

Possíveis danos causados pelo estresse térmico nas plantas nos estágios de desenvolvimento

Possíveis danos causados pelo estresse térmico nas plantas nos estágios de desenvolvimento
(Fonte: Tabela elaborada pelo autor, baseada em Ali et al., 2020)

Como podemos ver, independente do estágio em que as plantas se encontram, o estresse térmico traz grandes prejuízos.

Além dos efeitos citados, plantas sob condições de estresse tornam-se mais suscetíveis a doenças, reduzindo ainda mais a produtividade da lavoura.

A influência dos estresses na incidência de doenças

Quando pensamos em doenças de plantas, a primeira coisa em que devemos pensar é no famoso triângulo da doença.

Com base nele, sabemos que a doença é um resultado da interação de 3 fatores: o ambiente, o hospedeiro e o patógeno.

Assim, podemos concluir que mudanças ambientais vão influenciar na relação de nossas plantas com as doenças. E, nesse caso, não só o estresse térmico nas plantas irá afetar a incidência de doenças, mas também outros tipos de estresse, como o hídrico.

ilustração com o triângulo da doença, influências dos estresses na incidência de doenças sendo ambiente, hospedeiro e patógeno.

O triângulo da doença

Estresse hídrico

O estresse hídrico pode ocorrer de duas formas: pelo excesso ou pela falta de água para as plantas.

No caso da falta de água, as plantas crescem menos e tornam-se subdesenvolvidas.

Consequentemente, apresentam menores taxas fotossintéticas, de síntese proteica, de atividade metabólica e enzimáticas.

foto de área com irrigação e área de sequeiro com plantas submetidas a estresse hídrico

Área com irrigação e área de sequeiro com plantas submetidas a estresse hídrico
(Fonte: Café Point)

Muitas dessas enzimas e proteínas têm função primordial no processo de defesa das plantas contra os patógenos. Dessa forma, plantas submetidas a estresses tornam-se mais suscetíveis a doenças.

o excesso de água no solo também torna as plantas mais vulneráveis à ação de patógenos. 

Quando em situação de excedente hídrico, os tecidos radiculares se tornam mais suculentos, o que facilita a penetração dos patógenos.

Se o encharcamento for muito prolongado, as plantas começam a ficar sem oxigênio nas raízes, e isso afeta diretamente a respiração aeróbica (dependente de oxigênio), causando:

  • redução do metabolismo celular;
  • perda da integridade da membrana celular;
  • acúmulo de gases como dióxido de carbono e etileno.

Tudo isso deixa as plantas cada vez mais atrativas aos agentes patogênicos!

Claro que cada patógeno é favorecido por um cenário. Há patógenos que se desenvolvem melhor no excedente do que na escassez (e vice-versa).

Estresse térmico

O estresse térmico nas plantas, assim como o hídrico, favorece a incidência das doenças quando as temperaturas são muito elevadas ou muito baixas.

De modo geral, as plantas que crescem sob condições de estresse térmico têm um desenvolvimento debilitado

Além disso, o estresse térmico nas plantas afeta diretamente a expressão gênica, o que  pode favorecer e/ou inibir genes que atuam diretamente na resistência aos patógenos.

Os estresses térmicos podem influenciar também no ciclo de vida dos patógenos, os acelerando! 

Isso significa que as infestações podem se tornar mais severas do que o normal, e o controle, mais difícil.

Como amenizar os efeitos do estresse térmico nas plantas?

O controle dos causadores do estresse térmico nas plantas é impossível, pois não podemos controlar o clima, não é mesmo?

Existem algumas estratégias que podemos adotar na lavoura para reduzir os efeitos ou a ocorrência do estresse térmico nas plantas.

Se nossa região de plantio apresentar histórico de elevadas temperaturas que podem causar estresse térmico, devemos “de cara” buscar por cultivares de maior tolerância.

Programas de melhoramento genético de diversas culturas de grãos já selecionaram e desenvolveram cultivares mais resistentes.

Nos últimos anos, estudos vêm mostrando efeitos positivos da aplicação de substâncias chamadas osmólitos, como o ácido abscísico, jasmonatos e ainda o ácido ascórbico, para a redução do estresse em plantas.

Claro que essas substâncias não são milagrosas, e podem não surtir efeito em condições extremas de estresse.

O manejo do solo, com aplicação de compostos orgânicos e corretivos de solo (orgânicos e inorgânicos), e outras técnicas agrícolas (culturas de cobertura, mulching e a rotação) podem também promover a redução do estresse térmico nas lavouras.

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Conclusão

Como vimos no decorrer do texto, os estresses das plantas podem causar danos irreversíveis e, como consequência, reduzir a produtividade.

O estresse térmico é um dos mais comuns e com grande potencial de interferir no sucesso das lavouras do Brasil afora. Além dos prejuízos que ele traz, pode servir como facilitador para a incidência de doenças nas lavouras.

Por isso, é importante conhecer como ele pode afetar a lavoura para que possamos combatê-lo da melhor forma possível.

>> Leia mais:

“Como minimizar os impactos e prejuízos da geada no milho”

“Agricultura irrigada ideal e produtiva”

“Entenda os principais fenômenos meteorológicos na agricultura e planeje melhor sua produção”

E você, tem observado perdas por estresse térmico em sua região? Conte pra gente nos comentários como você contorna a situação.

O que você precisa saber para acertar a lubrificação de máquinas agrícolas da sua fazenda

Lubrificação de máquinas agrícolas: diferenças entre óleos e graxas, quando e como realizar as operações e muito mais!

O que você diria que os desgastes, a redução da vida útil e a baixa eficiência operacional têm em comum? É claro que, são todos problemas que podem acometer as máquinas agrícolas, mas, além disso, a solução de todos esses problemas também é a mesma.

A simples lubrificação poderia reduzir ou até mesmo sanar todos esses problemas!

Você conhece todos os benefícios da correta lubrificação das máquinas agrícolas? Ainda tem dúvidas de como e quando fazê-la para otimizar sua eficiência operacional? Confira a seguir!

A função dos lubrificantes nas máquinas agrícolas

A lubrificação de máquinas agrícolas é um dos principais aspectos da manutenção dos equipamentos. Diversos componentes das máquinas requerem lubrificação: os mancais (de atrito ou de rolamento), eixos (sem fim e telescópicos), engrenagens, correntes, pistões até as juntas universais e bombas.

De modo geral, os lubrificantes são substâncias com múltiplas finalidades, que auxiliam as máquinas agrícolas de diversas formas. Eles

  • reduzem o desgaste de peças, amenizando a fricção;
  • auxiliam na limpeza das peças, evitando a entrada de partículas e impurezas;
  • protegem os componentes lubrificados da corrosão;
  • facilitam a vedação e reduzem a perda de pressão, e 
  • auxiliam a dissipar o calor, promovendo o resfriamento das peças.

Como podemos perceber, a lubrificação das máquinas agrícolas é bastante versátil e, justamente por isso, não pode ser feita de qualquer jeito!

Lubrificante é tudo igual?

Antes de mais nada, definitivamente, a resposta para essa pergunta é: não é tudo igual!

Quando pensamos na lubrificação de máquinas agrícolas, normalmente nos lembramos dos óleos primeiro, mas os principais lubrificantes podem ser óleos ou graxas. O tipo de lubrificante a ser utilizado depende do sistema e/ou componente a ser lubrificado.

Os óleos, menos viscosos, são indicados para os motores, para o sistema de transmissão e para o sistema de freios. As graxas, altamente viscosas, vão nas articulações, conexões, mancais e rolamentos das máquinas agrícolas.

Óleos

Atualmente, os óleos podem ser de origem mineral (petróleo), sintéticos (sintetizados artificialmente) ou semissintéticos (misturas).

E são classificados de acordo com a viscosidade, o índice de viscosidade (IV) e o nível de desempenho.

A viscosidade determina a resistência entre as moléculas do óleo, ou seja, sua capacidade de escorrer ou aderir às peças que ele lubrifica.

Na classificação SAE, a viscosidade dos óleos recebe um número: 0, 5, 10, 15, 20, 25, 30, 40, 50 ou 60. Quanto maior o valor, maior a viscosidade.

O IV, por sua vez, indica a variação da viscosidade de um óleo de acordo com a temperatura ambiente. Os óleos com elevados IV têm uma menor variação da viscosidade.

Quando seguidos da letra W (de winter, inverno em inglês) indicam que podem ser utilizados a baixas temperaturas, 0W, 5W, 10W, etc., mas é incomum no Brasil.

Já os nomes compostos, indicam que são óleos multiviscosos e, normalmente, aguentam grandes variações de temperatura!

Para facilitar o entendimento, separei a figura a seguir:

tabela com classificações SAE da viscosidade dos óleos e as faixas de temperatura ambiente adequadas para o uso

Classificações SAE da viscosidade dos óleos e as faixas de temperatura ambiente adequadas para o uso
(Fonte: NQIFS)

Por fim, o nível de desempenho é a classificação em função do tipo de serviço da máquina, feito pela classificação API.

Para motores diesel, de compressão (compression, em inglês), a classificação API é a C e ainda existe uma grande subdivisão nessa categoria.

Mas o importante é saber que cada fabricante dará a correta indicação dos óleos para a adequada lubrificação da máquina agrícola.

Graxas

Ao contrário dos óleos, as graxas são lubrificantes pastosos ou semissólidos.

Elas são utilizadas em mecanismos que não podem ser continuamente lubrificados ou nos quais os óleos não atuam corretamente no local desejado.

Assim como os óleos, existe uma grande diversidade de características das graxas, que podem ser classificadas de acordo com a consistência e substância engrossadora.

A consistência das graxas pode ser de 000, 00, 0, 1, 2, 3, 4 e 5, cada uma com uma finalidade diferenciada.

tabela com classificação, consistência e uso das graxas - lubrificação de máquinas agrícolas

Classificação, consistência e uso das graxas
(Fonte: elaborado pelo autor, adaptado de Leandro Gimenez)

Em linhas gerais, a graxa é composta da mistura de óleo com aditivo e uma substância engrossadora.

Cada substância engrossadora confere uma característica à graxa, sendo as multiuso consideradas as melhores, à base de lítio (Li) ou mistas (cálcio + sódio).

A lubrificação de máquinas agrícolas com graxa deve ser feita nos chamados pinos graxeiros que se localizam em diversos locais, variando de acordo com cada fabricante.

Como e quando fazer a lubrificação de máquinas agrícolas?

Como realizar a lubrificação do maquinário?

Para realizar a lubrificação do maquinário, precisamos elaborar um plano de lubrificação, considerando uma série de fatores, como:

  • quantidade de máquinas/implementos;
  • tipo de equipamento/implemento;
  • frequência de troca/aplicação;
  • tipo de lubrificante a ser utilizado em cada um deles;
  • estoque de lubrificantes;
  • normas industriais;
  • condições de trabalho, entre outras.

Somente assim, com planejamento, conseguimos adequar a lubrificação sem que falte maquinário em serviço ou ainda haja problemas de negligência de manutenção.

Qual o melhor momento para fazer a lubrificação?

Na verdade, isso depende! 

Quando fazer e a frequência de lubrificação de máquinas agrícolas variam principalmente de acordo com o componente em questão.

É de extrema importância seguir as recomendações detalhadas do fabricante.

Lembre-se que, quando se trata de lubrificação de máquinas agrícolas, estamos falando de manutenção preventiva, ou seja, antes de verificarmos que existe um problema!

Algumas dicas são:

  1. A troca do óleo de motor e transmissão são feitas com maior facilidade quando realizadas em temperaturas próximas às de operação. Assim, o óleo escoa com mais facilidade. Mas, cuidado, pois pode estar em elevadas temperaturas e pressão.
  2. Não só o momento para a lubrificação deve ser escolhido com cautela mas também o local para a sua realização.
  3. É muito importante tomar cuidado na hora da lubrificação de máquinas agrícolas para evitar contaminação, fazendo-as em ambientes protegidos como galpões ou oficinas. 

Conclusão

Os lubrificantes, sejam eles óleos ou graxas, são essenciais para o bom funcionamento das máquinas agrícolas.

A lubrificação de máquinas agrícolas é sem dúvida um ponto crucial para garantir a vida útil dos equipamentos.

Um bom plano de lubrificação deverá garantir uma boa eficiência operacional das máquinas no campo.

Ao cuidar bem das máquinas agrícolas, a certeza do sucesso só aumenta!

>> Leia mais:

“Tudo o que você precisa saber sobre lastragem de tratores agrícolas”

“Depreciação de máquinas: todos os cálculos de forma prática”

Qual é a sua maior dificuldade na lubrificação de máquinas agrícolas? Conta pra gente nos comentários!

Tudo que você precisa saber sobre dimensionamento da frota agrícola

Dimensionamento da frota agrícola: você sabe como fazer e quais são os benefícios? Confira a seguir!

As máquinas agrícolas são essenciais para praticamente todas as operações no campo, e precisamos delas a postos para a realização das atividades previstas na safra. 

O dimensionamento dessa frota está diretamente relacionado aos gastos e à lucratividade das empresas agrícolas e fazendas.

Falhas de dimensionamento, tanto para mais quanto para menos, poderão provocar prejuízos financeiros como custos excessivos e menor lucratividade.

Ficou curioso e quer entender melhor como o correto dimensionamento da frota agrícola pode melhorar sua lucratividade? Confira!

O sistema mecanizado agrícola e o dimensionamento da frota

Antes de partirmos para o dimensionamento da frota agrícola em si, precisamos entender a dinâmica de planejamento do sistema mecanizado agrícola.

O sistema mecanizado agrícola nada mais é do que o conjunto de equipamentos, máquinas e implementos que realizam todos os processos de uma lavoura comercial. São tratores, arados, grades, subsoladores, semeadoras, colhedoras, etc.

Dependendo da cultura agrícola, valores de 20% a 40% dos custos da produção podem ser oriundos do sistema mecanizado agrícola. Deu para perceber, então, a importância do correto dimensionamento da frota agrícola, não é?

O processo de planejamento pode ser realizado de diversas formas e o dimensionamento da frota agrícola, assim como a seleção de equipamentos e previsão de custos, faz parte desse processo.

Pode parecer simples, mas o planejamento do sistema mecanizado é uma tarefa complexa, pois se trata de uma atividade multidisciplinar, que engloba aspectos das áreas de engenharia, biologia e até economia!

Fluxograma esquemático de processo geral de algoritmos para seleção de sistemas mecanizados agrícolas

Fluxograma esquemático de processo geral de algoritmos para seleção de sistemas mecanizados agrícolas
(Fonte: Adaptado de Mialhe, 1974)

Com o avanço da informática atrelado à elevada capacidade de processamento de dados pelos computadores, algoritmos têm sido criados para auxiliar no processo de planejamento e dimensionamento da frota agrícola.

As etapas utilizadas por esses algoritmos são os pontos-chave que devemos seguir a fim de fazer o correto dimensionamento da frota agrícola.

Vamos agora analisar esses pontos de forma individualizada, mas tenha em mente que estão interligados.

Análise operacional

De uma forma muito simples, a análise operacional é base para definir o sistema de produção da fazenda.

O sistema de produção nada mais é do que o conjunto sequencial das atividades que serão realizadas para viabilizar a produção agrícola.

Em outras palavras, trata-se de um cronograma das atividades que devem ser realizadas na fazenda, em ordem cronológica, para garantir o bom desenvolvimento das lavouras.

Esquema da análise operacional: operações e suas respectivas épocas de realização em um sistema de produção em cenário imaginário

Esquema da análise operacional: operações e suas respectivas épocas de realização em um sistema de produção em cenário imaginário
(Fonte: Adaptado de Milan, 2013)

Nesta análise, é possível ter uma visão completa das atividades e do tempo previsto para sua finalização no decorrer da safra.

Com isso, podemos realizar o planejamento para a seleção – e este planejamento influenciará diretamente o dimensionamento da frota agrícola.

Planejamento para a seleção 

Durante o planejamento para a seleção, baseado na análise operacional, é necessário definir três estimativas primordiais:

  • tempo disponível para cada operação,
  • ritmo operacional (RO) necessário, e
  • estimativa do número de conjuntos (NC).

Todas essas estimativas são baseadas em inúmeros outros fatores e são interdependentes, ou seja, uma depende do valor da outra.

O tempo disponível para cada operação depende muito das condições de clima e solo.

Portanto, para calculá-lo, precisamos analisar desde o número de domingos e feriados, duração da jornada de trabalho, até o número de dias impróprios para o trabalho da frota agrícola (dias com chuva ou muita umidade), etc.

É com base nesse tempo e na área total que obtemos o ritmo operacional (RO).

O ritmo operacional, por sua vez, dividido pela capacidade de trabalho das máquinas, nos dá o número de conjuntos necessários, ou seja, a dimensão da nossa frota agrícola.

É um pouco complexa a determinação do dimensionamento da frota agrícola, não é?

Porém, uma vez feito corretamente, ele deverá potencializar o uso de cada equipamento!

Se a frota for subdimensionada, poderá haver sobrecarga de equipamentos e, consequentemente, aumento do custo de manutenção.

Confira neste artigo mais sobre como gerenciar as máquinas agrícolas.

Caso seja superdimensionada, haverá ociosidade operacional e um maior custo!

Vale ressaltar que nessa fase de planejamento para seleção entram também aspectos de capacidade de trabalho e eficiência operacional.

Eles estão intimamente relacionados aos custos diretos e indiretos, que serão abordados na próxima etapa.

Seleção e aquisição de máquinas

A última etapa, mas não menos importante, é a de seleção e aquisição das máquinas que irão compor a frota agrícola.

Esta etapa deve ser feita de acordo com as características técnicas do maquinário e as necessidades de potência para a realização das atividades propostas. Tais fatores influenciam diretamente no custo operacional!

O custo operacional atrelado ao número de conjuntos nos dará informações preciosas sobre o dimensionamento da frota agrícola: se ele está adequado, super ou subdimensionado.

Apenas pela descrição escrita pode parecer um processo simples, mas envolve cálculos relativamente complexos que não abordarei neste artigo. Você pode ver parte deles aqui no blog, no artigo “Como calcular o custo operacional de máquinas agrícolas (+ ferramenta grátis)”.

Aproveite, inclusive, a ferramenta gratuita para esse cálculo operacional!

ferramenta para calcular os custos operacionais de máquinas agrícolas

Conclusão

Com o avanço da tecnologia, a mecanização do campo se tornou uma realidade que, a cada dia, tende a ser mais e mais acessível.

Entretanto, não deixa de ser onerosa e necessita de muita atenção e cuidado.

A má gestão do sistema mecanizado agrícola pode levar a falhas no dimensionamento da frota agrícola. E uma frota agrícola mal dimensionada significa prejuízos para você, produtor! 

Apesar de parecer simples e fácil, a correta adequação da frota agrícola é uma atividade extremamente complexa e que muitas vezes requer auxílio de profissionais capacitados, como você viu aqui!

>> Leia mais:

“Como produtora economizou em manutenção de máquinas a partir de ação estratégica”

“Telemetria na agricultura: como ela melhora a gestão de máquinas na sua fazenda”

Você sabe como está o dimensionamento da sua frota agrícola? Conte para a gente nos comentários!

5 dicas da regulagem de colheitadeira para melhor desempenho na lavoura

Regulagem de colheitadeira: está insatisfeito com o resultado da sua colheita? Confira agora as dicas para melhorá-la!

A colheita é, sem dúvida, a etapa mais esperada pelo produtor rural, afinal, é a hora de colher os frutos de todos os esforços.

Mas é também uma etapa muito delicada e que exige acompanhamento cuidadoso, pois pode influenciar diretamente na produtividade das lavouras.

É comum que ocorram perdas na hora da colheita, mas é importante que sejam o menor possível!

A má regulagem das colheitadeiras pode aumentar essas perdas e reduzir a margem de lucro do produtor.

Como não queremos isso, confira a seguir 5 dicas de regulagem de colheitadeira para garantir uma colheita de sucesso!

O funcionamento e as perdas das colheitadeiras

Antes de seguirmos para as dicas propriamente ditas, vamos conferir um pouco a respeito das principais perdas que ocorrem nas lavouras.

Como vimos, a perda na hora da colheita é comum, mas não pode ser exagerada!

Além das perdas naturais, resultados de intempéries climáticas, pragas ou doenças, existem as perdas relacionadas às colheitadeiras – as chamadas perdas de plataforma e as perdas internas.

As perdas de plataforma são aquelas resultantes da interação da máquina com a lavoura.

Já as perdas internas são aquelas causadas pelos componentes internos das máquinas.

De forma geral, elas resultam principalmente da má regulagem de colheitadeira e deficiências de projeto das máquinas.

Quando pensamos na colheitadeira, temos que lembrar que, apesar de ser uma coisa só, ela é composta de uma série de sistemas internos que trabalham juntos!

São eles:

  • plataforma de corte
  • alimentação
  • trilha
  • separação
  • limpeza
  • transporte e armazenamento

Cada máquina é uma máquina, mas todas apresentam os sistemas juntos, como podemos ver na imagem.

ilustrações de colheitadeiras com trilha de fluxo radial (esquerda) e de fluxo axial (direita)

Colheitadeiras com trilha de fluxo radial (esquerda) e de fluxo axial (direita)
(Fonte: Prof. José Paulo Molin)

Cada sistema apresenta diferentes componentes e, apesar de compartimentalizados, os sistemas se complementam e precisam trabalhar juntos, numa sincronia perfeita.

Sistema de corte e alimentação

Os mecanismos de corte e alimentação atuam de forma complementar, onde o primeiro ceifa e o segundo conduz o conteúdo nos elevadores até o sistema de trilha.

Apesar de o princípio ser o mesmo, lembre-se: a colheita de cada cultivo agrícola tem suas particularidades!

No caso de culturas de corte elevado, como trigo, cevada e arroz, a plataforma segadora, que conduz a barra de corte, deve ser rígida para manter o padrão.

Já para a lavoura de soja, como temos vagens próximas da base, a plataforma deve ser flexível no sentido transversal. Assim, ela poderá acompanhar irregularidades do solo, reduzindo as perdas.

No caso do milho, o sistema é dividido em unidades despigadoras!

Aqui já podemos notar que as principais regulagens das colheitadeiras vão variar de acordo com a cultura em que estamos trabalhando.

>> Leia mais: “Como escolher a colheitadeira ideal para sua lavoura”

Sistemas de trilha, separação e limpeza

Na trilha, graças à ação do impacto e atrito, remove-se o grão da planta, seja ele uma vagem, sabugo ou panícula.

Na separação, basicamente é feita a limpeza dos grãos, removendo a palha mais grossa e enviando apenas o grão com palhiço para o sistema de limpeza.

Já no sistema de limpeza, peneiras e ventiladores farão a remoção do palhiço, enviando apenas os grãos limpos para o tanque graneleiro.

Agora que vimos o cenário de funcionamento das colheitadeiras, confira as dicas que preparei para vocês!

5 principais dicas para regulagem de colheitadeira

1 – Programe e faça suas manutenções regularmente

A regulagem das colheitadeiras pode fazer a diferença e garantir performances completamente diferentes em campo.

Além disso, quando realizados periodicamente, os custos com reparos podem ser reduzidos em até 25%!

Da mesma forma que ninguém vai viajar sem conferir se está tudo certo com o carro, não devemos iniciar as atividades de colheita sem as devidas manutenções.

Falhas no planejamento das manutenções, ou ainda, na logística do maquinário pode também levar a perdas na colheita.

Barra de corte, navalhas com folgas, altura e velocidade de rotação do molinete são alguns pontos que devemos estar atentos.

Se quiser aprender mais sobre a manutenção de máquinas e implementos, confere aqui!

2 – Atenção à velocidade de operação

A velocidade de trabalho, ou caminhamento, da colheitadeira pode ser um problema, já que um impacto muito elevado das plantas com a máquina pode aumentar as perdas.

Além disso, a velocidade de avanço define a velocidade de alimentação das colheitadeiras.

A velocidade mais indicada para a colheita pode variar de 4 km/h a 6 km/h

Mas cada caso é um caso, já que o valor ótimo de velocidade é influenciado por uma série de fatores relacionados à lavoura e também à colheitadeira utilizada.

Alguns deles são:

  • regularidade do terreno;
  • produtividade;
  • porcentagem de acamamento da cultura;
  • presença de pedras, obstáculos e plantas daninhas;
  • tipo de plataforma, autonivelante ou rígida;
  • sistema de trilha axial ou radial e, principalmente;
  • habilidade e capacitação do operador.
foto de falhas na colheita devido à combinação de diversos fatores - regulagem de colheitadeira

Falhas na colheita devido à combinação de diversos fatores
(Fonte: Cotrisoja)

3 – Linhas na semeadura x plataforma de colheita

Essa é uma dica que vale a pena ser citada pois, às vezes, pode “passar batida”!

É importante lembrar que o número de linhas das semeadoras deve ser igual ou múltiplo do número de linhas das plataformas de colheita.

Dessa forma, evitamos desalinhamentos na hora de colher, evitando repasses e perdas desnecessárias.

4 – Faça o acompanhamento de suas perdas

Como podemos saber se estamos progredindo se não fizermos um acompanhamento contínuo de nosso trabalho?

Fazendo o acompanhamento das perdas podemos verificar se está tudo correndo bem ou se precisamos melhorar em algum ponto.

Existem diversas formas de quantificar o desempenho de nossa colheita e você pode saber mais neste artigo sobre indicadores que já publicamos aqui no blog!

Para a soja, é muito comum o uso de copo medidor para conferir os níveis de perdas que podem indicar necessidade de melhor regulagem das colheitadeiras.

foto de um copo de medição da Embrapa para verificação de perdas de colheita em soja com grãos dentro

Copo de medição da Embrapa para verificação de perdas de colheita em soja
(Fonte: Marisa Yuri Horikawa/Embrapa)

Facilite seus cálculos usando uma planilha gratuita para estimativa de perdas na colheita. Para acessar, clique na figura abaixo!

planilha para estimativa de perdas na colheita Aegro

5 – Capacite os operadores das colheitadeiras

Apesar de parecer ficção científica, caminhamos para uma realidade onde as máquinas poderão trabalhar de forma autônoma!

Mas, enquanto ainda não chegamos lá, o fator humano continua essencial.

Por isso, os operadores das colheitadeiras devem receber treinamentos periódicos sobre o maquinário e os processos agrícolas envolvidos.

Afinal, são os operadores que irão assegurar o zelo, a boa e correta regulagem das colheitadeiras.

Conclusão

Apesar de já estarmos em um elevado nível de integração tecnológica nas lavouras, ainda existem muitas perdas no campo, principalmente relacionadas à colheita.

Por isso, a fim de maximizar a produtividade – e consequentemente os lucros – temos que reduzi-los ao máximo.

E o primeiro passo é quantificar as perdas e identificar a origem dos problemas.

A regulagem adequada das colheitadeiras é um passo importante e essencial nesse processo, já que estão atrelados a outros fatores como os operadores, a manutenção e até mesmo a semeadura!

Espero que tenha conseguido mostrar para vocês o quão complexo é o processo da colheita e que essas dicas sejam úteis!

>> Leia mais:

“Como produtora economizou em manutenção de máquinas a partir de uma ação estratégica”

Restou alguma dúvida sobre a regulagem de colheitadeira? Conte nos comentários os principais problemas que tem encontrado na hora de garantir o desempenho da colheita!

Tudo o que você precisa saber sobre lastragem de tratores agrícolas

Lastragem de tratores agrícolas: entenda os benefícios e as desvantagens desse tipo de procedimento e como fazer em sua frota

Os tratores agrícolas facilitam o trabalho e melhoram as condições do campo para os cultivos agrícolas.

Apesar de extremamente versáteis e robustos, os tratores são constituídos por diversos componentes e sistemas complexos que demandam muito cuidado e manutenção.

Para executar as tarefas com sucesso e com a maior eficiência possível, a regulagem e manutenção periódica dos tratores são essenciais.

Dentre os principais pontos de regulagem, podemos citar a lastragem, que garante a aderência dos rodados ao solo proporcionando uma tração eficiente.

Mas afinal, o que é a lastragem e como isso pode te ajudar? Se você ficou curioso, confira a seguir!

O que é a lastragem?

A lastragem, por definição, é um procedimento de adequação, cujo objetivo é aumentar equilibradamente a massa dos tratores agrícolas.

Você pode estar se perguntando: “Mas qual a vantagem de aumentar a massa dos meus tratores?” 

Bom, o aumento da massa dos tratores garante maior aderência dos rodados com o solo, dessa forma proporcionando aumento da capacidade de tração e estabilidade

Existem dois tipos de lastragem: a líquida e a sólida.

Lastragem líquida

A lastragem líquida consiste no uso de água, em alguns casos com aditivos, como lastro.

Para realizá-la, a água deve ser adicionada nos pneus dos tratores, de acordo com a recomendação dos fabricantes.

Recomenda-se que a lastragem com água nunca exceda 75% da capacidade do pneu, para pneus diagonais, e no máximo 40% para pneus radiais.

Colocar mais água do que o recomendado pode limitar demais o ar dentro do pneu, o que pode causar enrijecimento e outros danos ao mesmo.

A posição do bico indica a quantidade de água sendo introduzida nos pneus. Confira no esquema a seguir:

ilustração que representa a lastragem líquida em um pneu com porcentagens de 25 a 75%

A posição do bico (em vermelho) indica o volume do pneu ocupada pelo lastro (em porcentagem)
(Fonte: adaptado da aula do Prof. Dr. Carlos Furlani)

Lastragem sólida

A lastragem sólida utiliza discos ou placas metálicas como lastro. 

Esses discos ou placas metálicas são fixados, respectivamente, nas rodas ou montados na dianteira dos tratores agrícolas. Confira na imagem a seguir:

quatro fotos com diferentes tipos de lastragem sólida, com discos e placas metálicas em tratores agrícolas

Diferentes tipos de lastragem sólida, com discos e placas metálicas em tratores agrícolas
(Fonte: Leonardo de Almeida Monteiro, 2017)

A lastragem ajuda na correção de problemas de patinagem, que é o deslizamento decorrente da transmissão da força das rodas traseiras para o solo.

A patinagem zero ou em níveis acima de 20% são problemas comuns e recorrentes no campo.

A primeira pois indica que o trator está trabalhando com carga excessiva, podendo causar ou agravar problemas de compactação de solo.

Por outro lado, a patinagem excessiva, resulta em perda de velocidade e potência, bem como maior consumo de combustível e menor eficiência.

Portanto, podemos dizer que a lastragem traz melhorias em termos de rendimento operacional.

Como deve ser feita?

Na hora de fazer a lastragem é muito importante prestar atenção em todos os detalhes para que ela seja feita da forma correta.

Para isso, precisamos lembrar que ela deve ser realizada em função do tipo de tração (4×2, 4×2 TDA ou 4×4) e da velocidade de deslocamento que vamos utilizar na operação.

Com base nisso, obtemos a relação peso/potência e podemos realizar o cálculo da quantidade de lastro necessário.

tabela com relação peso/potência de acordo com a carga de trabalho e velocidade de avanço

Relação peso/potência de acordo com a carga de trabalho e velocidade de avanço
(Fonte: adaptado de Titan e Schlosser)

Uma vez determinado o peso necessário para realizar a lastragem, outro ponto essencial é trabalhar corretamente a distribuição dos pesos nos eixos traseiro e dianteiro.

Na tabela a seguir você pode ver como deve ser realizada a distribuição dos pesos nos tratores, com base no tipo do trator e do acoplamento.

tabela com distribuição do peso no trator com base no tipo do trator e implemento utilizado

Distribuição do peso no trator com base no tipo do trator e implemento utilizado
(Fonte: Hanna, Harmon e Petersen, 2010)

É importante lembrar que todos esses cálculos buscam manter a patinagem entre 6% e 15%, valores que garantem o equilíbrio operacional dos tratores.

Para verificar se está correta, você pode analisar as marcas deixadas pelos rodados dos tratores na terra.

Você pode se deparar com três situações:

  1. marcas dos rodados pouco definidas → Lastragem insuficiente;
  2. marcas dos rodados estão evidentes e bem definidas → Lastragem excessiva;
  3. marcas com deslizamento no centro e bordas externas definidas → Lastragem correta.

Confira na imagem a seguir!

fotos com diferentes marcas deixadas pelos rodados dos tratores, da esquerda para a direita, lastro insuficiente, excessivo e ideal

Diferentes marcas deixadas pelos rodados dos tratores, da esquerda para a direita, lastro insuficiente, excessivo e ideal
(Fonte: Leonardo de Almeida Monteiro, 2017)

Benefícios da lastragem

Quando realizada da forma correta, o cálculo e uso dos lastros nos tratores pode trazer inúmeros benefícios, como:

  • aumento da vida útil dos pneus;
  • redução da perda de tração e patinagem;
  • aumento do equilíbrio operacional;
  • redução do consumo de combustível.

Quais os prejuízos de uma lastragem mal feita?

Se feita da forma errada, a lastragem pode trazer prejuízos ao produtor e até mesmo para a lavoura.

Já se ela for insuficiente para a operação, haverá patinagem excessiva dos rodados, diminuindo a potência disponível para o tracionamento do implemento.

Se o erro não for identificado e corrigido, pode causar desgastes da banda de rodagem e, além disso, aumentará o consumo de combustível dos tratores.

Por outro lado, a lastragem excessiva pode aumentar a compactação do solo ou ainda sobrecarregar o eixo de tração, também causando desgastes nos pneus.

banner planilha combustíveis

Conclusão

Os tratores agrícolas são ferramentas essenciais para as lavouras brasileiras, são versáteis e robustos, auxiliando a produção rural.

A correta realização da lastragem nos tratores garante melhor equilíbrio operacional para as mais diversas operações.

Com bom equilíbrio operacional, garantimos sucesso das operações nas lavouras com economia e riscos de compactação reduzidos!

>> Leia mais:

Máquinas agrícolas: como gerenciá-las

Telemetria na agricultura: como ela melhora a gestão das máquinas na sua fazenda

Você já sabia tudo sobre como fazer a lastragem dos tratores? Conte nos comentários!

O que é e para quê serve o receituário agronômico

Receituário agronômico: veja onde preencher e quais informações devem estar presentes nele

Como sabemos, agroquímicos, defensivos agrícolas ou popularmente chamados agrotóxicos, são produtos importantes para as lavouras.

Eles permitem controles diversos como o de insetos (inseticidas), fungos (fungicidas), e plantas daninhas (herbicidas), entre outros!

Entretanto, se não utilizados corretamente, os agroquímicos podem trazer problemas para a saúde humana, meio ambiente e para as próprias lavouras. E é aí que entra o receituário agronômico!

Quer saber mais sobre o que é e onde preencher um receituário agronômico? Confira a seguir!

O receituário agronômico

A Lei 7.802/89 regulamenta a compra e venda de agroquímicos no país. Segundo ela, a comercialização dos agroquímicos, de qualquer natureza, só pode ser feita mediante a apresentação de receituário próprio.

Portanto, nada mais é do que um documento com a prescrição para compra e orientação técnica para o uso de algum agroquímico.

Mas, lembre-se, esse documento só pode ser emitido por profissionais capacitados e legalmente habilitados! Ou seja, engenheiros agrônomos, florestais e técnicos agrícolas.

Assim, somente com o receituário agronômico em mãos, o usuário final poderá adquirir um agroquímico.

Outro ponto importante é que o profissional responsável pelo receituário agronômico deve emitir também uma ART (Anotação de Responsabilidade Técnica).

A emissão da ART deve ser realizada junto ao Conselho Regional, no caso o Crea de cada estado, e é obrigatória, segundo a Lei Federal 6.496/77.

Isso tudo pode parecer complicado e burocrático demais, entretanto, é necessário para evitar problemas maiores.

O uso inadequado dos agroquímicos pode levar ao aparecimento de resistência de plantas daninhas, pragas e até mesmo doenças, contaminação ambiental, assim como comprometer a segurança alimentar.

Podemos fazer uma analogia simples do receituário agronômico com as receitas para a compra de medicamentos. Sempre que apresentamos algum problema de saúde vamos ao médico, que é o profissional habilitado a prescrever medicamentos para os nossos problemas.

Dessa mesma forma, os profissionais da área de agronomia são habilitados a garantir o correto tratamento dos problemas das lavouras!

O que deve constar no receituário agronômico?

O conteúdo deve descrever, de forma detalhada, toda a situação, de forma a justificar a compra dos agroquímicos.

O modelo padrão da receita agronômica pode variar de estado para estado, mas as informações contidas devem ser as mesmas.

Detalhe de parte do modelo de receituário Crea - Paraíba

Detalhe de parte do modelo de receituário Crea – Paraíba
(Fonte: Crea – PB)

O Decreto Federal n.º 4.074/02, Artigo 66, descreve as informações que devem estar contidas no receituário agronômico:

  • Dados do Contratante
    • nome do produtor e da propriedade
    • telefone, endereço e CPF
  • Diagnóstico
    • identificação da cultura e variedades 
    • identificação do problema encontrado
  • Prescrição técnica
    • orientação para leitura da bula
    • dados sobre período de carência, classe toxicológica, formulação, entre outros
  • Recomendação técnica
    • nome dos produto comerciais que deverão ser utilizados e de eventuais equivalentes
    • cultura e área a ser aplicada
    • doses de aplicação e quantidade total a ser adquirida
    • modalidade e época de aplicação
    • intervalo de segurança, orientações gerais de manejo integrado, recomendações gerais de uso e orientação para o uso do EPI (Equipamento de Proteção Individual)
  • Dados do responsável técnico
    • nome completo, CPF e número de registro no órgão fiscalizador do responsável técnico
    • data e assinatura.

O receituário agronômico deve ser expedido em pelo menos duas vias, sendo que uma delas deverá permanecer com o usuário e a outra com o estabelecimento comercial.

Detalhe de parte do receituário agronômico padrão do Rio Grande do Sul

Detalhe de parte do documento padrão do Rio Grande do Sul
(Fonte: Crea – RS)

É importante manter tais documentos por pelo menos 2 anos a partir da emissão, em caso de fiscalizações.

Atenção profissionais! O registro da ART é obrigatório antes do início das atividades profissionais e, caso não cumprido, estará sujeito às penalidades cabíveis.

Onde encontrar o receituário agronômico para preenchimento?

Para os profissionais habilitados e registrados no Crea (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia), basta entrar no site do Conselho de seu estado.

No caso do Crea-SP, basta acessar o CreaNET, onde o profissional deverá fazer o login para identificação. 

Para o preenchimento da ART de receituário agronômico, siga na aba “Serviços ART”, em seguida “ART” e, por fim, “Preenchimento de ART de receituário agronômico”.

Detalhe do sistema onde é possível encontrar a aba para preenchimento da ART de receituário agronômico

Detalhe do sistema onde é possível encontrar a aba para preenchimento da ART de receituário
(Fonte: Crea-SP)

Ao clicar, você será encaminhado para a página de preenchimento da ART. 

Detalhe do sistema CreaNet, na página inicial de preenchimento da ART

Detalhe do sistema CreaNet, na página inicial de preenchimento
(Fonte: Crea-SP)

A partir daí, inicia-se o processo de preenchimento da ART do receituário agronômico, em 4 etapas.

Vale lembrar aos amigos de profissão que, em caso de dúvidas, basta entrar em contato com a unidade do Crea a qual vocês estão vinculados!

planilha de compras de insumos

Conclusão

O uso de agroquímicos nas lavouras traz inúmeras vantagens para os cultivos agrícolas, seja no controle de plantas daninhas ou de agentes causadores de doenças nas plantas.

Entretanto, o uso excessivo e inadequado deles pode causar desequilíbrios ambientais, levar à contaminação de pessoas e ainda comprometer a segurança alimentar.

Por isso, sua venda só pode ser realizada mediante o receituário agronômico, que traz informações de diagnóstico e recomendações técnicas para o correto uso desse produtos.

Saber quais informações devem estar contidas neste documento é importantíssimo para o produtor rural e para o profissional que o emite.

Assim, em parceria, podemos fazer nossas lavouras crescerem e produzirem cada vez mais e de maneira ambiental e socialmente segura!

>> Leia mais:

Aplicação noturna de defensivos agrícolas: quando vale a pena?

Armazenagem de defensivos agrícolas: 7 dicas de como fazer em sua propriedade

Gostou do texto? Tem o costume de ler e acompanhar os receituários agronômicos emitidos pelos responsáveis da sua fazenda? Conte nos comentários!

Como garantir uma boa negociação da venda da soja de forma antecipada

Venda da soja: diferentes opções de negócios e as dicas do que considerar antes de fechar o contrato de comercialização do grão

A incerteza da venda de um produto agrícola, principalmente do preço de venda, pode ser uma dor de cabeça. E a dúvida, independente do ano, é sempre a mesma: “será que vou conseguir vender por um bom preço?”.

A venda antecipada é muito comum para commodities, principalmente os grãos. Mas afinal, o como garantir uma boa negociação antecipada para a venda da soja? Quer saber mais sobre esse assunto? Confira!

Venda da soja antecipada: modalidades de comercialização

A atual redução nos estoques brasileiros de soja, acompanhados da alta do dólar, manteve os preços domésticos firmes para a venda da soja em grão.

Isso garantiu avanços surpreendentes na venda antecipada da safra 2020/2021, que está 3 vezes maior que o habitual e pode chegar a até 50% da produção esperada!

A fim de garantir sempre maior rentabilidade na venda da soja, é muito importante ter cautela, e, além disso, sempre negociar com empresas e pessoas idôneas

As negociações da soja podem ocorrer em 4 diferentes mercados:

  • mercado físico (spot, cash ou à vista);
  • mercado a termo;
  • mercado futuro;
  • mercado de opções.

Esses quatro mercados são praticados no mundo todo, inclusive no mercado interno brasileiro. Conhecê-los pode trazer um diferencial na busca pelo melhor preço. É claro que cada mercado apresenta vantagens e desvantagens e abordaremos isso a seguir.

Mercado físico

No mercado físico – spot, cash ou à vista – os negócios são imediatos, ou seja, a compra e a entrega do produto ocorrem no mesmo momento

Vantagens: possibilita aproveitamento de oportunidades pontuais do mercado e garante disponibilidade financeira imediata.

Desvantagens: sujeito às oscilações no preço.

Para realizar a venda da soja no mercado físico, os negócios devem ser feitos com as tradings ou outros compradores.

Mercado a termo

No mercado a termo, também conhecido como hedge, as transações ocorrem em dois ou mais momentos no tempo.

Nos contratos a termo, tudo é acordado de forma antecipada, desde a mercadoria, entrega, local, meio de transporte, forma de pagamento e qualquer outro ponto necessário.

Vantagens: garantia de preços sem necessidade de gastos e grande flexibilidade de modelos de transação.

Desvantagens: impossibilidade de aproveitar oportunidades do mercado; risco de não cumprimento do contrato.

Para a venda no mercado a termo, os produtores devem combinar o contrato com empresas compradoras.

Mercado futuro

O mercado futuro da soja, assim como outras commodities, é negociado na Bolsa BM&FBovespa ou ainda CBOT (Bolsa de Chicago).

O produtor pode fixar o preço de venda na Bolsa com a garantia de que receberá o valor esperado no futuro.

Vantagens: proteção a variações negativas do mercado, garantia do recebimento (não há possibilidade de calote) e a bolsa oferece liquidez nas negociações.

Desvantagens: impossibilidade de aproveitar variações positivas do mercado, necessidade de capital para composição de margem de garantia, ajustes e taxas de corretagem e influência das oscilações de câmbio (operações em dólares).

Para realizar negociações nessa modalidade, o produtor deve trabalhar com uma corretora cadastrada na bolsa, fazendo as negociações através dela.

Mercado de opções

O mercado de opções está intimamente ligado ao mercado futuro e também ao hedge, do mercado a termo.

Neste caso, são contratos que asseguram o direito de compra e venda de algum ativo, que pode ser físico ou futuro.

O direito de compra, também chamado Call, o comprador pode comprar um contrato futuro com base num preço pré-estabelecido.

Já a obrigação de venda, ou Put, o vendedor tem a obrigação de vender caso seja desejo do comprador adquiri-lo.

Vantagens: proteção de baixa dos preços, sem ficar atrelado a preços pré-estabelecidos. 

Desvantagens: necessita desembolso financeiro, vulnerável às oscilações do câmbio, risco de precisar aplicar mais recursos financeiros, principalmente, caso não haja variação positiva.

Para adquirir direitos de compra ou venda, os produtores devem contatar corretoras cadastradas na Bolsa – e assim a corretora cuidará dos trâmites.

Outras opções

É claro que existem diversas modalidades para a venda da soja e outros grãos, como o barter, que podem ser alternativas interessantes e que valem a pena ser conhecidas.

4 dicas do que considerar antes de fazer a venda da soja

Mas, afinal, agora que já conhecemos as opções de mercado para venda da soja, a pergunta que todo mundo quer saber: qual delas é a melhor?

E os únicos que podem responder a essa questão são os próprios produtores.

Veja bem, cada caso é único, cada fazenda tem suas dificuldades e objetivos a serem superados e alcançados. Mas com algumas das dicas que separei para vocês, isso pode ficar mais fácil:

Dica 1 – Planejamento

Essa é sempre a dica número 1, com um planejamento bem feito, todas as etapas do processo produtivo fluem com facilidade, principalmente na hora da comercialização.

checklist planejamento agrícola Aegro

Dica 2 – Conheça suas necessidades

Como já diz o ditado, “nenhum vento sopra a favor de quem não sabem para onde ir”. 

Portanto, conhecer a sua fazenda, os custos, a rentabilidade e a produtividade são essenciais para definir o melhor caminho.

“Quanto eu posso negociar? Quanto eu já negociei? Esse preço cobre meus gastos? Qual meu histórico de produtividade?”

São todas perguntas que devemos saber a resposta antes de fechar negócio!

E nessa horas, precisão é tudo. Usar um software para produtor rural pode ser a diferença entre o acerto e o erro!

painel de controle Aegro
Softwares como o Aegro podem fazer a diferença na precisão da gestão da sua fazenda

Dica 3 – Diversificação

Lembre-se que, na hora da venda da soja, diversificar as vendas é uma excelente alternativa para garantir flexibilidade e maximizar a rentabilidade.

Dica 4 – De olho no mercado

O agronegócio é mundial e tudo o que acontece no setor pode impactar positiva ou negativamente os preços de venda da soja.

Portanto, estar atento às perspectivas do mercado dos países produtores e compradores é essencial.
Assim, você tem embasamento na hora de tomar as decisões.

Para garantir os melhores preços, é importante estar antenado no mercado internacional e nas condições climáticas.

Banner de chamada para portal de consultores agrícolas

Conclusão

Atualmente, temos diversas operações financeiras que podem ser realizadas para a venda da soja, sempre buscando os melhores preços para o produtor.

A escolha de como realizar a venda da soja cabe a cada produtor, com base em planejamento e gestão atrelado sempre às mudanças do mercado nacional e internacional.

Trabalhar com a diversificação da venda da soja, optando por mais de uma modalidade evita prejuízos e garante lucratividade.

Agora você conhece quatro formas para negociar a venda da sua soja, escolha aquela que melhor reflete e satisfaz suas preocupações.

Você fez a venda da soja antecipada nesta safra? O que considerou na negociação? Aproveite e compartilhe este artigo com outros produtores em suas redes sociais!